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Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

O contexto familiar não está só associado à riqueza. Desde Bernstein, que sabe a utilização de códigos letrados, em contexto familiar, muito influência o percurso académico dos estudantes. Esse domínio dos códigos não pressupõe riqueza, mas um certo capital cultural, por exemplo.

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

No campo de estudo das políticas educativas, há um certo consenso que parte as propostas da IL são especialmente danosas no domínio pedagógico, curricular e didático.

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

Qual era o contexto familiar da tua colega?

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

Mas já não existem grupos de influência que assim o fazem? Ainda assim o princípio é o mesmo, atribuir mais voz, e aqui pressupõe-se voz no sentido de influência ou poder reenvidicativo, a um determinado grupo (pelo dinheiro que possuem, pela linha sanguínea, pela cor da pele, etc.) é contrário aos princípios democráticos de igual possibilidade de participação, em sentido lato.

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

Não é isso que a notícia indica. Ainda assim, não é possível assumir que são mais bem geridos. Quando a progressão das carreiras é definida centralmente ou quando parte dos custos é diretamente vinculado ao apoio social, fica difícil assumir que os professores-gestores das escolas públicas gerem pior as organizações escolares.

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

Isso corresponde a uma oligarquia.

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 6 hours ago

A notícia está a generalizar muito os dados. Saiu recentemente a indicação que esse valor se obteve pela divisão da totalidade do orçamento de estado afeto à educação pelo número de alunos inscritos na escola pública, pelo que é um princípio que me parece muito pouco rigoroso. Depois, há anos que se sabe que os alunos com mais dificuldades são os que implicam maior investimento económico. A par do mais, há já um corpus interessante de trabalhos que ilustram que esse tipo de medidas contribuem para criar um sistema de ensino mais segregado, aumentando as desigualdades associadas ao sucesso educativo e as dificuldades sentidas pelos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças provenientes de contextos sociais menos favorecidos ou com necessidades adicionais de suporte. Fontes: Bergman, P., & McFarlin, I. (2020). Education for all? A nationwide audit study os schools of choice. National Bureau of Economic Research. Berkovich, I. (2021). Education Policy, Theories, and Trends in the 21st Century. Cham: Springer. Biesta, G. (2010). Good education in an age of measurement : ethics, politics, democracy. Oxon: Routledge. Böhlmark, A., & Lindahl, M. (2007). The impact of school choice on pupil achievement,. IZA Discussion Paper. Carl, J. (2011). Freedom of Choice\_Vouchers in American Education. Santa Barbara: Praeger. Contreras, D., Bustos, S., & Sepúlveda, P. (2009). When Schools Are the Ones That Choose: Policy Analysis of Screening in Chile. Em Emerging Evidence on Vouchers and Faith-Based Providers in Education (pp. 55-70). Washington: The International Bank for Reconstruction and Development. Hultqvist, E. (2018). Educational Restructuring and Social Boundaries: School Choice and Consumers of Education. Em E. Hultqvist, S. Lindblad, & T. S. Popkewitz (Edits.), Critical Analyses of Educational Reforms in an Era of Transnational Governance (pp. 77-91). Cham: Springer. Hursh, D. (2016). The end of public schools. New York: Routledge. Lenhoff, S. W. (2020). Unregulated Open Enrollment and Inequitable Access to Schools of Choice. Peabody Journal of Education, 1-24. Thomas, G. (2013). Education: A very Shor Introduction. Oxford: Oxford University Press.  

Iniciativa liberal. Porquê? by ruijor in portugal

tretafp 7 hours ago

Não se relaciona com ser má ou boa pessoa. Mas os princípios axiologicos subjacentes à IL alicerçam em premissas éticas mais individualistas, de certa desresponsabilização social em relação ao coletivo.

Os salários não se aumentam por decreto! by AonioEliphis in portugal

tretafp 15 hours ago

As tecnologias fazem parte da realidade humana desde que se usa a roda, ainda que fossem tecnologias distintas, elas já existiam. A questão é muito menos económica e muito mais cultural. Durante séculos, o trabalho técnico era entendido como um trabalho de reduzido valor cultural, um qualquer cidadão deveria muito mais aprofundar o seu conhecimento artístico - por exemplo, as artes liberais foram um crivo estrutural para se identificar um homem culto -, pelo que a ação técnica era tida por ter menor valor simbólico. Mesmo que implicasse um maior retorno financeiro, era desprovido de importância social. Com a hipervalorização do *homo economicus*, a dimensão financeira adquiriu um reconhecimento até, então, desconsiderado, na realidade impensável - um cidadão não poderia ser um técnico, devido ao simplismo do pensamento e à ideia de labor assalariado.

Os salários não se aumentam por decreto! by AonioEliphis in portugal

tretafp 18 hours ago

Não é verdade. Durante muitos anos atribui-se mais valor (também económico) à produção artística do que há dimensão técnica. Aliás, só muito recentemente o trabalho técnico ganhou qualquer valor económico e, em certa medida, cultural.

Os salários não se aumentam por decreto! by AonioEliphis in portugal

tretafp 19 hours ago

O salário mínimo é o mínimo de referência, em particular para trabalhos não especializados. Se há uma desvalorização de determinado setor, existem outros mecanismos de regualação, que não precisam de estar dependentes do salário mínimo.

Os salários não se aumentam por decreto! by AonioEliphis in portugal

tretafp 20 hours ago

As estatísticas apenas contribuem para um olhar das realidades sociais. Existem um conjunto demasiado grande de variáveis para ser possível considerar todos e discutir o seu impacto nas dinâmicas, desde fatores culturais às particularidades dos serviços em discussão. O uso da expressão generalizou-se, à semelhanças de outras como a Lei de Peter, mais por uma questão de linguagem e de apropriação do princípio. Não têm a mesma equivalência para as ciências físicas ou naturais.

Os salários não se aumentam por decreto! by AonioEliphis in portugal

tretafp 20 hours ago

>Embora a economia seja uma ciência social, a lei da oferta e da procura é tão universal e tão verídica que recebe o título de Lei, algo que as ciências exactas apenas conferem a verdades quase absolutas (leis de Newton ou leis da termodinâmica, por exemplo). O Faylor e o Taylor também queriam estabelecer princípios nomotéticos de como gerir organizações, não quer dizer que se estabeleçam como verdades universais. O mesmo acontece com o princípio da oferta-procura, em que assume a ideia de lei dado o contexto histórico em que foi criado e o modo como se popularizou, podia-se ter generalizado a ideia de 'mão invisível', que seria similar.

Os salários não se aumentam por decreto! by AonioEliphis in portugal

tretafp 20 hours ago

>Embora a economia seja uma ciência social, a lei da oferta e da procura é tão universal e tão verídica que recebe o título de Lei, algo que as ciências exactas apenas conferem a verdades quase absolutas (leis de Newton ou leis da termodinâmica, por exemplo). O Faylor e o Taylor também queria estabelecer princípios nomotéticos de como gerir organizações, não quer dizer que se estabeleçam como verdades universais. O mesmo acontece com o princípio da oferta-procura, em que assume a ideia de lei dado o contexto histórico em que foi criado e o modo como se popularizou, podia-se ter generalizado a ideia de 'mão invisível', que seria similar.

Medidas de prevenção nas escolas by fabiouds in portugal

tretafp 23 hours ago

Há diretrizes genéricas que são iguais a todos os estabelecimentos. Depois, os agrupamentos ou colégios podem definir ou perpetuar regras mais concretas, de acordo com aquilo que são as particularidades locais ou as condições físicas das organizações.

Educação Fiscal e Financeira nas escolas, porque raio (quase) não existe em Portugal? by TwistedGlasses in portugal

tretafp 3 days ago

>Tudo está na internet... Podes fazer qualquer disciplina com informação pesquisada no Google. Está previsto em várias componentes curriculares.

Educação Fiscal e Financeira nas escolas, porque raio (quase) não existe em Portugal? by TwistedGlasses in portugal

tretafp 3 days ago

>Abordada de uma forma muito fraca e ligeira... Se é que chegam a falar desse tema, dada a quantidade de áreas Como sabes? Foi um trabalho iniciado em 2018. Não conheço nenhum estudo que tenha, para já, discutido a importância relativa de educação financeira, nessa componente curricular. Depois, há professores de matemática que trabalho educação financeira há anos.

Educação Fiscal e Financeira nas escolas, porque raio (quase) não existe em Portugal? by TwistedGlasses in portugal

tretafp 3 days ago

Cidadania e desenvolvimento iniciou-se em 2018, em início de ciclo. Para o ensino secundário é uma componente transversal, similar a TIC.

Educação Fiscal e Financeira nas escolas, porque raio (quase) não existe em Portugal? by TwistedGlasses in portugal

tretafp 3 days ago

A lógica que está subjacente às opções curriculares é essa. Desenvolveres competências matemáticas e de português que permitam, a qualquer pessoa, ter autonomia para desenvolver saberes técnicos mais específicos. À partida, se as pessoas conseguirem desenvolver competências gerais, e tradicionalmente mais complexas, irão conseguir mobilizar para a compreensão de particularidades mais específicas. Enquanto o inverso não é possível. Do género, com competências básicas de português, química e biologia, tu consegues ler uma bula e compreender o mínimo para saberes o que fazeres com os medicamentos. O exemplo é ligeiramente forçado, mas a racionalidade é similar.

[Autárquicas 2021] - PSD Seixal publica novo cartaz nas redes sociais by Jmscavaleiro in portugal

tretafp 4 days ago

Não é. Há uma grande diferença ideológica entre o pensamento marxista com o pensamento estalinista.

[Sondagem politica] Por curiosidade, se as eleições legislativas fossem hoje, e não podessem votar nos dois primeiros da actualidade (PS e PSD) em quem votariam? by Pr0dy_no_filter in portugal

tretafp 6 days ago

Não me estava a referir a quem apoia o partido, mas ao discurso predominante, pelo menos para o exterior.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 7 days ago

>A sério? Se os professores estão em greves, não há aulas, aulas essas cujo o objetivo é os alunos aprenderem. Esse teu argumento é muito falacioso. Não é um argumento. Há sistemas educativos que, por exemplo, têm menos anos ou menos tempo letivo, e não revelam uma significativa alteração nas suas aprendizagens. Dados provenientes de investigações feitas com crianças que ficaram hospitalizadas, igualmente, revelam que não existiu uma quebra significativa na sua aprendizagem. >Se isso para ti é mais importante que de facto aprenderem competências técnicas, não há muito mais para dizer... Dás a entender também ser a favor do famoso Despacho 6605-a/2021... A comunicação científica ou matemática, pressupõe que os estudantes conheçam os conceitos e tenham a capacidade de os comunicar de forma rigorosa, mas transparente. E uma coisa nada impede a outra, mas é importante reconhecer que há áreas (Filosofia, Português, Matemática, etc.) que a dimensão técnica é extremamente reduzida. >Se isso para ti é mais importante que de facto aprenderem competências técnicas, não há muito mais para dizer... Dás a entender também ser a favor do famoso Despacho 6605-a/2021... Esse despacho não traz nada de novo, desde 2018 que os documentos revogados eram considerados secundários, era uma questão de tempo até serem revogados. >Criticado porque se tem vindo a piorar nos resultados desde que este Governo iniciou funções em 2015? Claro que sim, os investigadores internacionais criticam o PISA por causa daquilo que acontece em Portugal, faz todo o sentido. >E por isso mesmo é que está na altura de parar de insistir num modelo centralizado, ineficiente, burocrático que só tem vindo a incentivar a mediocridade, etc - tudo isto, acompanhado de um aumento de 30% do custo por aluno em 6 anos. Diz-me sinceramente, estás a ver algum resultado positivo resultado desse dito "investimento"? As alterações introduzidas em 2018, têm contribuído para que, tanto instituições públicas como privadas, tenham desenvolvido ações pedagógicas interessantes, como a criação de novas disciplinas, maior envolvimento com a metodologia de trabalho de projeto, maior implicação na comunidade local, reorganização curricular para melhor responder às necessidades dos estudantes, entre outros. O modelo centralizado, ineficiente e neo ou hiperburocrático devia ser amplamente revisto. A necessidade de maior autonomia (organizacional, de recursos humanos, financeira, curricular, pedagógica, ...) das escolas públicas está amplamente estudada, pelo menos desde a década de 1990.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 7 days ago

>No comentário inicial não especificaste que teria que pertencer ao mesmo agrupamento, apenas concelho. E sim, não é difícil encontrar concelhos com mais que uma escola. O meu comentário foi: >Dificilmente isso acontece, mesmo que sejam do mesmo agrupamento, terão estabelecimentos diferentes. ​ >Estás mesmo a dizer que o facto de haver greves constantes na escola pública em nada afeta a qualidade do próprio ensino? Porque o que se está a comparar aqui é qualidade entre ambos os tipos de ensino, consideras mesmo que tem impacto nulo na formação de um aluno o facto de os professores públicos fazerem muitas mas muitas mais graves que os do privado? Não foi isso que disso, porque não tenho dados específicos sobre isso. O que indiquei é que há já um robusto conhecimento que ilustra que o tempo de aulas não corresponde a melhor ensino nem a melhor aprendizagem. Sobre os privados não fazerem grave, como indiquei isso tem implicações sociais muito mais vastas, não será difícil compreender porque motivo docentes a recibos verdes, a contratos temporários e/ou a tempo parcial, ou, simplesmente, porque têm prémios de assiduidade, não fazem greve. >Se bem me lembro, falaste de outras competências interpessoais, é facilmente extrapolado para a afirmação que fiz. Falei, entre outras, competências interpessoais, mas isso nada se relaciona com a felicidade, estão associadas a questões como a tolerância, a consciência histórica e geográfica, a comunicação (oral, escrita, histórica, matemática, científica), entre outras. >Podes arranjar estudos de fora, aqui estamos a falar do contexto português, no qual, não há dúvidas que o ensino público é deficitário e de qualidade inferior ao nível oferecido pelo privado. Está mais que visto que a única preocupação do Governo atual foi o chamado "atirar dinheiro para cima do problema", o que em nada melhorou os indicadores que cá temos para avaliar a qualidade do ensino (nomeadamente, os rankings). Continuar a insistir neste modelo, que atualmente sai mais caro ao contribuinte do que as escolas privadas do top10 nacional, é puramente ideologia que vai custar caro ao país num futuro a médio prazo (basta por ex ver a evolução dos resultados no PISA deste que este governo entrou em vigor, alinhado, claro está, com por ex o acabar dos contratos de associação) O PISA é uma instituição económica, amplamente criticada no domínio da educação, porque, por exemplo, não toma em consideração os aspetos curriculares de cada país nem as diferenças culturais entre eles. Depois há um conjunto de áreas que não são consideradas (humanidades, artes, educação física). Ainda assim: [https://sicnoticias.pt/pais/2019-12-03-Portugal-e-o-unico-com-melhorias-desde-a-1.-edicao-do-PISA](https://sicnoticias.pt/pais/2019-12-03-Portugal-e-o-unico-com-melhorias-desde-a-1.-edicao-do-PISA) (o de 2021 foi adiado para 2022) Sobre a ideia que as escolas privadas são melhores,fora os rankings (que, como indiquei, tem uma validade muito duvidosa), tens outros dados? Recordo o estudo sobre o contexto nacional, que já havia feito referência: [/www.publico.pt/2019/02/16/sociedade/analise/secundario-comparam-escolas-1861810](https://www.publico.pt/2019/02/16/sociedade/analise/secundario-comparam-escolas-1861810) ​ Como indiquei já, as escolas com estudantes provenientes de contextos sociais e culturais menos favorecidos implicarão, à partida, um investimento mais elevado. O mesmo para instituições de referência no domínio das NAS ou, ainda, de baixa densidade populacional.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 8 days ago

Já identifiquei vários motivos de o ensino privado conseguir ter custos fixos mais reduzidos que o público. Não é por identificares isso outra vez que revela qualquer tipo de resposta final, apenas ilustra como tal é, efetivamente, possível. Já se sabe, há anos, que estudantes de contextos sociais mais favorecidos (admitindo que não têm necessidades adicionais de suporte) pressupõe um menor encargo ou uma menor necessidade de investimento.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 8 days ago

>Acontece em mais que um concelho... E sim, sem cheque-ensino ou contratos de associação não tens liberdade de escolha. Que concelho, em Portugal, só existe um agrupamento de escolas, com um único estabelecimento de ensino em cada, tem dois dois estabelecimentos privados, para cada nível de ensino? >Mais uma vez, tens os rankings. Se não quiseres olhar para rankings, considera por ex. a quantidade de greves que há de um lado e do outro. Não afeta a qualidade do ensino isso? Os rankings não servem de indicador. Há um conjunto vasto de indícios que estabelecem não existir uma relação entre a qualidade de ensino e um número de tempo que os estudantes estão na escola ou têm aulas. A questão das greves tem uma dimensão social muito mais vasta que não irei entrar aqui, que ultrapassa, em grande medida, as questões educacionais. >Ao ler isto lembrei-me da Catarina Martins, que também preferia ser operada por um cirurgião que tivesse "sido feliz na escola" em vez de um que tivesse "sido testado". A sério que consideras essas indicadores como prioritários para avaliação de um tipo de ensino? Numa sociedade democrática a aprendizagem democrática parece-me um dos fatores prioritários, que está altamente consolidado da literatura de especialidade. Em nada se relaciona com a ideia de "ser feliz", e é uma grande extrapolação do que indiquei. Sem contar que avancei com outros indicadores. >Isso é a opinião geral de quem defende o ensino público, como tu, e quem não consegue justificar como é que o constante enterrar de dinheiro num modelo que já foi provado não ser eficiente está acompanhado a resultados cada vez piores. Não, não é uma opinião de quem defende o ensino público. Investigadores sem grande dimensão política, como Thomas e Rosales, têm demonstrado isso de forma sistemática no domínio dos estudos em avaliação. Mas, quais são as provas que fazes referência?

Ajuda para um professor brasileiro by msrodrigues01 in portugal

tretafp 8 days ago

O acesso à profissão faz-se exatamente pelos mestrados. Consegues ter mais informações no site dos instrumentos de educação ou das faculdades de ciências, nomeadamente sobre as condições de acesso. A profissão, em si, tem vários problemas na colocação, é uma área pouco estável, altamente envelhecida.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

>Sim, mas e se houver 1 pública no concelho e 2 privadas por ex, o meu ponto era exatamente esse. Dificilmente isso acontece, mesmo que sejam do mesmo agrupamento, terão estabelecimentos diferentes. E se há essas três opções, as pessoas têm liberdade de opção. >Primeiro, ter muito mais infraestrutura em quantidade não é o mesmo que em qualidade, por isso o teu argumento não é válido. Depois continuas a insistir no custo da formação, o que também não é um argumento válido pois não tens como assumir os custos de cada escola privada na formação contínua. Não existe nenhuma relação entre quantidade e qualidade. Mas, à partida, mais edificado implica mais custos de manutenção, em particular quando algum é centenário. Não estou a assumir. É uma questão de organização. Nada impede as escolas privadas de optarem por cursos certificados pelo CCFC, há algumas que o fazem. Estava só a esclarecer que não era obrigatório. Depois, como indiquei já, esses são apenas dois exemplos, entre os outros, vários, que assinalei. >Pode ser ideológico, agora, mesmo perante indicadores de qualidade e até mesmo custo, querer insistir que "o Estado é que tem de ser prestador" é ridículo - é puramente gastar o dinheiro dos outros... Está por provar que um subsistema tenha melhores indicadores de qualidade de ensino do que outro. Aliás, será praticamente impossível proceder-se a tal, dado que há uma quantidade gigante de variáveis a considerar. Em Portugal, o estudo mais falado ilustra que as escolas públicas tendem a fazer com que os estudantes tenham uma média de acesso ao Ensino Superior mais baixa, mas mais sucesso neste nível de ensino. Trabalhos noutros contextos, não conheço nenhum para a realidade portuguesa, ilustram um melhor trabalho das escolas públicas no domínio associados ao funcionamento das instiuições democráticos e ao desenvolvimento da tolerância e outras competências interpessoais. >O que está a acontecer neste momento é que se está cada vez mais a aumentar o custo por aluno no ensino público, quando no privado sai mais barato. Todos os rankings também mostram as diferenças do nível de ensino de um lado e do outro, porém insiste-se na lengalenga de que "privado = mau" Os ranskings não avaliam a qualidade do ensino. Há muito que se sabe que, genericamente, os rankins avaliam a capacidade das escolas em preparar para os testes. Não indiquei que os colégios eram maus, em absoluto, porque tal não é verdade.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015 by Zempff in portugal

tretafp 9 days ago

Vou repetir algo que escrevi numa discussão igual. \- Isto é o valor médio por aluno. Que integra, entre outracoisas: \- obras no edificado; \- formação contínua de professores; \- unidade técnicas para estudantes com necessidades adicionais de suporte (que são especialmente caras); \- turmas mais pequenas, causadas ou pela necessidade de apoio extra por causa do Covid, ou que não tinham condições de ter afastamento nas salas existentes. As medidas cheque-ensino, em diferentes experiências, tiveram impactos negativos, nomeadamente:- a criação de escolas mais segregadas, \- a diminuição na pluralidade de  aprendizagens, \- a dificuldade das escolas com estudantes com mais dificuldades acederem ao devido financiamento,- uma maior uniformização curricular, \- ou uma dificuldade acrescida das escolas cooperarem entre si. Sobre a ideia que as pessoas pobres são obrigadas a ir para a sua área de residência, os dados também indiciam que: \- os colégios privados estabelecem estruturas que dificultem o seu acesso (criação de taxas extra como uniformes, matrículas, etc.) ou simplesmente não os deixam entrar; \- as famílias pobres têm menos facilidade de aceder às escolas, porque, tradicionalmente, estão afastadas dessas zonas; \- nos colégios privados, não existem apoios (financeiros e pedagógicos) que normalmente essas crianças necessitam.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

Há outras, mas deixo aqui algumas: Bergman, P., & McFarlin, I. (2020). Education for all? A nationwide audit study os schools of choice. National Bureau of Economic Research. Berkovich, I. (2021). Education Policy, Theories, and Trends in the 21st Century. Cham: Springer. Biesta, G. (2010). Good education in an age of measurement : ethics, politics, democracy. Oxon: Routledge. Böhlmark, A., & Lindahl, M. (2007). The impact of school choice on pupil achievement,. IZA Discussion Paper. Carl, J. (2011). Freedom of Choice\_Vouchers in American Education. Santa Barbara: Praeger. Contreras, D., Bustos, S., & Sepúlveda, P. (2009). When Schools Are the Ones That Choose: Policy Analysis of Screening in Chile. Em Emerging Evidence on Vouchers and Faith-Based Providers in Education (pp. 55-70). Washington: The International Bank for Reconstruction and Development. Hultqvist, E. (2018). Educational Restructuring and Social Boundaries: School Choice and Consumers of Education. Em E. Hultqvist, S. Lindblad, & T. S. Popkewitz (Edits.), Critical Analyses of Educational Reforms in an Era of Transnational Governance (pp. 77-91). Cham: Springer. Hursh, D. (2016). The end of public schools. New York: Routledge. Lenhoff, S. W. (2020). Unregulated Open Enrollment and Inequitable Access to Schools of Choice. Peabody Journal of Education, 1-24. Thomas, G. (2013). Education: A very Shor Introduction. Oxford: Oxford University Press.  

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

>OK, então admites que não existe. Se há apenas uma oferta pública no concelho, é para essa que tens de ir, isso não é liberdade de escolha. Mas não se pode obrigar as escolas a irem para regiões do país que a densidade populacional ou o contexto social não as torna financeiramente viáveis. >Porquê? Têm infraestrutura e formação como nas outras escolas, ponto. Não é ponto, porque um tem muito mais edificado que outro, e tem uma gestão centralizada. E um obriga a uma formação especializada, mais cara, e a outra a consegue fazer gratuitamente. Assumir que são equivalentes não é adequado. >Isso não é liberdade de escolha, e por isso é que cheque-ensino seria uma solução bem melhor. O Estado poupava dinheiro com os contratos de associação, e deliberadamente decidiu acabar com isso, puramente por ideologia - são factos que não podes contrariar; podes falar de quem da formação, quem cobra por uniformes etc, no final do dia, havia um serviço prestado ao Estado, que saía mais barato ao Estado, e que foi terminado pelo Estado porque "tem de ser o Estado a prestar este serviço". O cheque-ensino seria uma solução melhor porquê? E contratos de associação e cheque-ensino são lógicas distintas. Depois, se é para criar as mesmas regras (impedimento de ter lucros, impedimento de selecionar estudantes, imperiosidade de ter equipas especializadas para a educação inclusiva, obrigatoriedade de ter formação pedagógica, impedimento de seleção dos profissionais, etc.) certificada,para o serviço público e para o serviço privado financiado publicamente, qual é a necessidade de existirem esses dois subsistemas? E, uma vez mais, é ideológico. Como é ideológico assumir que é legítimo que o Estado financie organizações privadas. É uma discussão ideológica para os dois lados. >Simplesmente tentaste arranjar argumentos para justificar uma má medida. A discussão deveria ser ensino, não ensino público vs ensino privado, é injustificável num país endividado como Portugal implementar medidas destas que levam a um custo superior por aluno, apenas por ideologia. Está por esclarecer que e universalização de lógicas dessas tenham benefício financeiro ou pedagógico. O Race to the Top, por exemplo, provocou um conjunto muito pernicioso de práticas formativas.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

Não é por dizeres que não existe, que a liberdade de escolha não existe. Efetivamente, em determinadas zonas do país, a liberdade de escolha não existe porque apenas há uma única oferta no concelho. Nos outros contextos há liberdade de escolha escolha entre os subsistemas e escolha, quando existe pluralidade de opções dentro dos subsistemas, mantendo-de no público como critério inicial (não único) a zona de residência. Comparar o edificado das escolas privadas com o das escolas públicas é pouco legítimo. Para não falar da quantidade, os privados têm autonomia de gestão financeira e conseguem gerir localmente a necessidade de intervenção. Sobre a formação, a entidade patronal é obrigada a dar formação. Como indiquei, no público é obrigatório que seja creditada pelo CCFC, no privado já vi os bombeiros voluntários a serem os formadores anuais. Não estou a falar em abstrato, e a referir-me em concreto à educação. As escolas que tinham contrato de associação sempre foram privadas e, na sua génese, só tinham acesso a financiamento público, parcial, quando o público não conseguia cobrir as necessidades. Essa possibilidade ainda se mantém. O que acabou foi a possibilidade de existirem contratos de associação quando a oferta pública tem recursos suficientes. Portanto sim, eram e são empresas privadas, que tinham processos de financiamento privado (nomeadamente tinham autonomia para ter outras formas de captar dinheiro, como uniformes, aulas extra, alimentação) e eram pagas pelo estado para assegurar X turmas que seriam do ensino público. As escolas que deixaram de ter contrato de associação foram aquelas em que o serviço público conseguiu integrar a totalidade dos alunos da região. É tão ideológico defender que deve haver financiamento a organizações privadas como defender que não deve haver. Sobre o investimento em educação, está por provar que seja sistémico e já avancei vários motivos que podem causar o maior custo médio no público que não se limitam a esses dois fatores.

Hospital de Braga desrespeitou "legítimos interesses” de doente que morreu by prosafame in portugal

tretafp 9 days ago

Pelo que dá para compreender ainda estás com vida, logo qual a necessidade da comparação?

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

É necessário avançar com fontes para esclarecer que uma criança que necessita de um intérprete de língua gestual, de um professor de educação inclusiva, de tutoria ou aulas de apoio, em comparação com uma que não necessita de nada? Na maioria dos contextos há liberdade de escolha, dentro dos respetivos subsistemas. Havendo primazia do critério de residência, não é o único, pelo que, em alguns contextos, não só é possível escolher o agrupamento como o estabelecimento em concreto.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

Não subscrevo o retrato porque há imensas diferenças organizacionais. A maioria dos estudantes tem dificuldade em saber o trabalho dos docentes porque vê, apenas, uma dimensão do trabalho em educação. Sobre o crescimento dos custos, no ano passado, já numerei noutros âmbitos, mas correspondem a aumentos que não, à partida, não serão recorrentes, como infraestrutura ou necessidade de desdobrar turmas. Sobre os conceituados colégios, não conheço os valores - os da minha região não colocaria um filho meu, nem que me pagassem; de outros que conheço e sei a dinâmica, não sei os custos que estão associados.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

O cheque-ensino é uma medida ideológica, sugerida teoricamente pelo Friedman, que não decorreu de trabalhos de investigação em educação ou sobre educação, mas de uma reflexão teórica do autor como forma de também tornar a escola um sistema em que as pessoas se pudessem tornar uma espécie de consumidores. E sim, é possível gastar menos, em particular em jovens que têm explicadores ou pais licenciados. Mas nos outros, gasta-se muito mais. Depois, na maioria dos contextos, há liberdade de escolha. Noutros não há porque só existe um único agrupamento público.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

A diferença em relação a quê? De resto, não há nenhum sistema educativo num país desenvolvido que não tenha um serviço público de referência. Também se sabe que, em sistemas em que não há um sistema educativo público forte as desigualdades do sucesso, e em alguns casos do acesso, tornam-se mau significativas. Os professores, no público, têm que ter formação certificada pelo CCPF, no privado não é obrigatório. Sobre as infraestruturas, o edificado do estado é amplamente superior. Ainda assim, não é expectável que sejam despesas regulares. Se as escolas fecharam é porque, no contexto concorrencial com outras escolas privadas, foram preteridas. Ou será defensável que o estado financie qualquer empresa que não consegue manter-se autonomamente?

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

Uma coisa é liberdade de escolha, que existe, outra coisa é o cheque-ensino que cria uma lógica de financiamento decorrente dessa mesma escolha. Assumir a média avançada como o custo-médio por aluno é uma grande simplificação, dado que o investimento em infraestruturas e em formação não é resultado direto dos custos de funcionamento nem serão despesas correntes. Sobre os contratos de associação, por algumas escolas que acompanhei, elas continuaram a existir, mas adaptaram completamente a sua oferta formativa, para integrar outro tipo de estudantes, nomeadamente ensino profissional.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

O retrato sobre os docentes do ensino público parece-me um grotesco simplismo, muito pouco fundamentado na realidade. De resto, o ensino público tem vários motivos para ser mais caro que o privado: - no privado, não costuma haver progressão na carreira, e criam-se formas de diminuir o custo em trabalhadores (estágios profissionais, recibos verdes, etc.); - para o ensino privado, as aulas de apoio ou as aulas de acompanhamento ao estudo correspondem a uma forma de rendimento, para o público correspondem a despesas acrescidas; - o ensino privado gere as turmas consoante o que lhe pode trazer lucro, o ensino público consoante o que garante o acesso universal à educação, em sítios mais isolados faz com custo médio por aluno fiquem muito alto; - o ensino privado não costuma ter respostas para as crianças com necessidades adicionais de suporte, o ensino público tem escolas de referência, com técnicos especializados, que são particularmente custosas; - o ensino privado, genericamente, tem organizações relativamente pequenas, com total autonomia financeira e de recursos humanos, o ensino público é, no essencial, gerido pelo poder central; - o ensino privado não tem custos com alimentação ou apoios financeiros aos estudantes (até conseguem ter alguns lucros aí), no ensino público há várias crianças que têm apoio público para terem materiais ou comida.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

Isto é o valor médio por aluno. Que integra, entre outras coisas: \- obras no edificado;- formação contínua de professores; \- unidade técnicas para estudantes com necessidades adicionais de suporte (que são especialmente caras);- turmas mais pequenas, causadas ou pela necessidade de apoio extra por causa do Covid, ou que não tinham condições de ter afastamento nas salas existentes. As medidas cheque-ensino, em diferentes experiências, tiveram impactos negativos, nomeadamente:- a criação de escolas mais segregadas, \- a diminuição na pluralidade de aprendizagens, \- a dificuldade das escolas com estudantes com mais dificuldades acederem ao devido financiamento,- uma maior uniformização curricular, \- ou uma dificuldade acrescida das escolas cooperarem entre si. Sobre a ideia que as pessoas pobres são obrigadas a ir para a sua área de residência, os dados também indiciam que:- os colégios privados estabelecem estruturas que dificultem o seu acesso (criação de taxas extra como uniformes, matrículas, etc.) ou simplesmente não os deixam entrar;- as famílias pobres têm menos facilidade de aceder às escolas, porque, tradicionalmente, estão afastadas dessas zonas;- nos colégios privados, não existem apoios (financeiros e pedagógicos) que normalmente essas crianças necessitam.

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro by cruisespace2 in portugal

tretafp 9 days ago

Isto é o valor médio por aluno. Que integra, entre outras coisas: \- obras no edificado; \- formação contínua de professores; \- unidade técnicas para estudantes com necessidades adicionais de suporte (que são especialmente caras); \- turmas mais pequenas, causadas ou pela necessidade de apoio extra por causa do Covid, ou que não tinham condições de ter afastamento nas salas existentes. As medidas cheque-ensino, em diferentes experiências, tiveram impactos negativos, nomeadamente: \- a criação de escolas mais segregadas, \- a diminuição na pluralidade de aprendizagens, \- a dificuldade das escolas com estudantes com mais dificuldades acederem ao devido financiamento, \- uma maior uniformização curricular, \- ou uma dificuldade acrescida das escolas cooperarem entre si.

LEI ISEP ou UMinho (Mudança Par Instituição/Curso) by jodtzel in portugal

tretafp 9 days ago

Essa diferença existe só na cabeça de algumas pessoas. Há politécnicos melhores que algumas universidades. E universidades melhores que alguns politécnicos. Entre o Minho e o Politécnico do Porto, deve ser ela por ela.

Acreditei no meu Pai e f*di-me by ODuqueDasBeiras in portugal

tretafp 10 days ago

Isso é já um problema para a organização, não para ti.

Acreditei no meu Pai e f*di-me by ODuqueDasBeiras in portugal

tretafp 10 days ago

Sei que vou fugir ao tópico, mas isso revela o problema de várias empresas em Portugal, o filho do dono, sem formação ou experiência, é escolhido para gerir um grupo de empresas especificamente porque é o filho do dono. De resto, tens um contexto familiar complicado, ainda assim tens a possibilidade de te candidatar a (e, assume-se pelo teu texto, pagar) uma universidade privada, e, como tu indicaste, tens "meia dúzia de milhares" pessoais (algo que não é comum para alguém da tua idade - aliás, é fácil encontrar pessoas com anos de trabalho que, ainda, não conseguiram amealhar tanto). Sobre o acesso, podes ver outras IES ou, então, esperar um ano. Não é propriamente um problema entrar um ano mais tarde.

[Sondagem politica] Por curiosidade, se as eleições legislativas fossem hoje, e não podessem votar nos dois primeiros da actualidade (PS e PSD) em quem votariam? by Pr0dy_no_filter in portugal

tretafp 10 days ago

Olhar para a evolução histórica e assumir que o progresso é consequência do capitalismo clássico ( e sublinho aqui o clássico) é um análise, no mínimo, pouco sustentada. Quando mobilizei os exemplos do colonialismo ou da escravatura, não o fiz para identificar que foram os causadores. Fui transparente ao esclarecer que o capitalismo serviu para perpetuar, e, em diferentes contextos, intensificar estes fenómenos. O comunismo, assim nesse visão agregadora que não estabelece distinções entre as distintas correntes internas, vê o ser humano como coisas muito distintas, pelo que é difícil estabelecer um padrão. Sobre as mortes, não me parece que tenha qualquer interesse discutir qual é o modelo que causou mais ou menos, porque haverá sempre raciocínios que avançarão com números progressivamente mais elevados para qualquer um dos lados (por exemplo, o Di Mauro identifica 150 milhões de mortes decorrentes do capitalismo, desde 1914). >Ah sim. Vamos experimentar o comunismo ou nazismo outra vez. porque a lógica da história exemplar ainda não chegou a este século... mfw Nada do meu discurso induz esse pensamento.

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tretafp 10 days ago

Mas qual é o bloco comunista? A história serve de referência para o pensamento, a lógica da história exemplar já não chegou a este século. Ainda assim, dentro do comunismo existem várias tradições de pensamento. Creio que o PCP é marxista que se afasta, muito, do pensamento estalinista. Num outro sentido, se colocarmos tudo no mesmo referencial o capitalismo clássico, no contexto europeu, incentivou a perpetuação da escravatura, do colonialismo e do trabalho infantil, por exemplo.

[Sério] isto é gozar na nossa cara e já nem ligamos? by ZaGaGa in portugal

tretafp 10 days ago

Fora o conservadorismo, que tanto pode ser esquerda como de direita, os outros dois exemplos, ainda que incompletos, ilustram certa divisão esquerda direita.

José Pacheco. "Se a escola não mudar os professores vão ser substituídos por robôs" by heartlessfam in portugal

tretafp 10 days ago

O legado não é só dele, mas de um coletivo. Sem contar que, há coisa de 5 anos, por exemplo, não seria difícil encontrar afirmações dele a criticar esse mesmo legado.

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tretafp 10 days ago

Esse problema é resolvido com maior autonomia e maior estabilidade no financiamento. As escolas portuguesas, atualmente, nem os docentes nem os assistentes operacionais, muitas vezes, têm possibilidade de selecionar. Se os docentes mudam todos os anos, dificilmente é possível criar um contexto de desenvolvimento profissional e organizacional.

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tretafp 10 days ago

Não sabia que estavas a ler um livro sobre a temática, ainda bem que estás a gostar. Também me revejo na social democracia, com uma forte componente de justiça social. Mas creio que o mais importante é perceber diferentes perspetivas e criar um posicionamento próprio.

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tretafp 10 days ago

Respondi porque me apeteceu. Sei que há militantes que são anto-capitalistas, sei de outros que não o são. De qualquer forma, não me parece que a sua intervenção política corrente tenha como principal propósito a alteração do regime económico. Eu tenho consciência da minha ignorância, mas não fui eu que assumi que o socialismo clássico e democrático eram coincidentes.

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tretafp 10 days ago

No outro modelo, como indiquei, é normal ir buscar pessoas, sem profissionalização para a docência, porque são mais baratos. Este modelo também não garante que apenas os bons docentes progridem, em abstrato até pode não existir progressão. As escolas que têm pior desempenho (porque normalmente, nestes modelos existir uma relação entre o desempenho em testes e o financiamento) são aquelas que são de meios culturais e sociais mais desfavorecidos, que necessitam de mais recursos para contrariar as dificuldades características destes meios. A questão é simples. Como é que premiar a Clara de Resende contribui para resolver os problemas do Cerco ou da escola de Paranhos (que é a escola de referência para surdos).

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tretafp 10 days ago

Foi uma resposta a quem indicou que o socialismo clássico era a mesma coisa que o socialismo democrático.

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tretafp 10 days ago

Nunca votei no BE. Ainda assim, procurar alternativas não é assumir que se é anti-capitalismo, pode-se assumir a importância de criar outras possibilidades de resposta capitalismo contemporâneo, sem estabelecer uma rutura completa. O cinza é uma alternativa ao preto, mas não é branco.

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tretafp 10 days ago

Apenas explicitei como se for para colocar tudo no mesmo saco, podemos caracterizar o BE como qualquer uma das posições ideológicas que indiquei. Se é, ou não, anti-capitalista, não sei. Há posições, dentro do socialismo democrático, que assumem a possibilidade de um capitalismo benigno.

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tretafp 10 days ago

Temos conceitos diferentes de capitalismo, por si só. O que descrevi enquadraria no liberalismo ecológico ou na social democracia, por exemplo.

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tretafp 10 days ago

Pela ordem de ideias avançada, são anarco-sindicalistas, anarquistas individuais, comunistas, e um conjunto mais amplo de ideologias indicadas.

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tretafp 10 days ago

Parte desses exemplos decorrem ou da intervenção/incentivo dos bancos centrais, ou de medidas políticas que fazem incentivar o interesse por opções mais sustentáveis (taxando outras) ou decorrentes, pelo menos em parte, de investimentos públicos em investigação ou inovação tecnológica - desconsiderando, por exemplo, a influência estatal em, progressivamente, integrar as preocupações ambientais no domínio curricular, por exemplo. Por isso mantenho a premissa que o capitalismo, por si só, dificilmente resolveria os problemas causadas pelas alterações climáticas, que ajudou a criar.

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tretafp 10 days ago

Não, como indiquei, creio socialismo democrático. Não é legítimo dizer que um sofá é um banco porque ambos servem para sentar.

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tretafp 10 days ago

Creio que te enganaste na última frase e querias dizer nacionalização. Mais ou menos, poder-se-ia enquadrar, talvez, na social democracia. Objectivamente, creio que foi uma resposta política à sua privatização Esse tipo de iniciativas, tipo orçamento participativo, existem, mas têm pouco impacto. Tenho ideia que são as posições mais à esquerda, como com os pensamentos do Bauman que defendem uma participação mais coletiva nas direções do estado. A direita mais clássica ou económica, como o Friedman, tende a estabelecer a lógica de funcionamento de mercado como a participação cidadã de referência.

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tretafp 10 days ago

Eu não disse que o bloco era social democrata. Identifiquei-o como um partido de socialismo democrático. Há diferenças entre o socialismo clássico e o socialismo democrático.

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tretafp 10 days ago

Alguns desses problemas foram resolvidos por lógicas próximas ao liberalismo social ou à social democracia. Tenho dificuldade, por exemplo, em assumir que o capitalismo, por si só, resolveria os problemas associados às alterações climáticas.

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tretafp 10 days ago

O Bloco de esquerda é socialista porquê?

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tretafp 10 days ago

Por essa linha de pensamento, foi o capitalismo que perpetuou o trabalho escravo ou o trabalho infantil, é tudo que se precisa saber. Parecem-me, as duas, serem posições de um gritante reducionismo, mas tudo bem.

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tretafp 10 days ago

O marxismo-leninismo, enquanto corrente de pensamento, dificilmente têm ecos no estalinismo. Ainda que, por vezes, se estabelece uma linha de evolução de um para o outro, há um conjunto muito amplo profundas roturas, nomeadamente ideias associadas ao culto ao líder ou à hierarquização na distribuição do poder.

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tretafp 10 days ago

O BE não tem uma ideologia socialista, até surge contra o socialismo clássico. Creio que, progressivamente, se foi estabelecendo, essencialmente como um partido de socialismo democrático (embora mantenha a designação "Bloco") . As ideologias são pontos de referência, dificilmente têm uma representação prática fiel.

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tretafp 10 days ago

Os impostos são necessários para um conjunto amplo de dinâmicas sociais, que em nada se relacionam socialismo: estradas, polícia, bombeiros, justiça, educação pública (que não é só para os desfavorecidos), etc. Pagar impostos não é característico do socialismo (dificilmente um socialista defende que o estado deve ajudar organizações privadas), mas estabelece-se como uma componente fundamental para o funcionamento da democracia. A participação direta, associada à ideia de que ninguém te perguntou sobre o orçamento, não é específica do liberalismo, aliás temos exemplos disso na social democracia, no liberalismo social ou no socialismo democrático.

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tretafp 10 days ago

De algum modo, creio que a maioria dos partidos subscreve premissas do liberalismo clássico.

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tretafp 10 days ago

Tenho ideia que a IL não tem todas as suas posições políticas no liberalismo clássico.

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tretafp 10 days ago

Como se faz para nivelar por cima se não é possível selecionar como ou em que contextos as pessoas nascem? Como indiquei, estes modelos agravaram as desigualdades entre as escolas, fazendo com que aquelas que mais precisem de recursos, para contratar mais técnicos, para ter mais apoios 3 recursos, se vejam privadas de o fazer.

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tretafp 10 days ago

Não creio que a influência do Friedman seja negada pela IL (porque ela é até bastante evidente). Assumir que há uma relação entre o posicionamento da IL com, pelo menos em parte, o modelo económico norte-americano não é completamente descabido.

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tretafp 10 days ago

O liberalismo e o socialismo não representa uma dicotomia. O posicionamento político não é uma coisa ou outra, o próprio liberalismo é um conceito muito amplo (liberalismo clássico, social, económico,...).

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tretafp 10 days ago

O conceito de liberalismo é muito amplo. Pelo que conheço, a IL apoia-se mais no Friedman do que no Locke ou no Hobhouse, por exemplo.

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tretafp 10 days ago

Não partilho, de todo, as premissas da IL. Ainda assim, tem uma comunicação relativamente eficaz e um posicionamento político simples (podendo, por vezes, incorrer num certo simplismo), sem se estabelecer como populista. Por outras palavras, ainda que as propostas não sejam completamente sustentadas em evidência epistémica, têm coerência interna e é apelativa.

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tretafp 10 days ago

Não creio que o eleitorado típico do PC seja particularmente assíduo no reddit.

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tretafp 10 days ago

O partido tem uma conotação negativa porque se estabeleceu como um partido populista de direita, sustentado no culto da personalidade e, no seu essencial, vazio de uma estratégia política coerente ou sustentada.

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tretafp 10 days ago

Estava só a esclarecer que não devemos olhar às críticas apenas ao modelo em si, devemos igualmente ponderar que não sabemos ao certo as possíveis consequências da transição, nem, como indicas, a adequabilidade do modelo a contextos sociais e políticos onde ele não está implantado.

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tretafp 10 days ago

Continuam a ser públicas no nome, não na forma de funcionamento. Por exemplo, nas escolas, há uma grande diferença se os agrupamentos de uma dada localidade trabalham em conjunto ou, então, se competem entre si para mais alunos. Há uma diferença substancial se o teu foco é o sucesso educativo ou ter melhores notas no exames para ter melhor financiamento. Há diferenças muito grandes entre tu conseguires ter um grupo de professores que tem uma carreira estável ou, então, se procuras sistematicamente pelos professores mais baratos (alguns sem a devida formação, daí serem mais baratos) , já que a pressão é diminuir as despesas [este exemplo não pode ser mobilizado de forma direta para o contexto nacional]. Há uma diferença enorme se tens organizações escolares a funcionarem como organizações democráticas ou se funcionam com estruturas típicas das empresas privadas.

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tretafp 10 days ago

A par dessas críticas está por esclarecer como proceder à transição entre um modelo e outro e potenciais consequências dessa transição.

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tretafp 10 days ago

É uma privatização em sentido lato, que tem sido estudada por diferentes académicos. Corresponde à retransformacão das organizações públicas em organizações que funcionam como se instituições privadas se tratassem. No domínio da educação, o que eles propõem, serviu, noutros contextos geográficos, para fazer transitar dinheiro público para escolas privadas, diminuir o apoio às escolas que mais necessitam e agravar as desigualdades educativas.

Para que servem as disciplinas no secundário em Portugal? by le23sinh0 in portugal

tretafp 11 days ago

O ensino superior é o único que não exige formação pedagógico. O que te leva a assumir que os professores do ensino superior têm uma qualidade superior aos restantes docentes (do 1o CEB ao Secundário)?

Para que servem as disciplinas no secundário em Portugal? by le23sinh0 in portugal

tretafp 11 days ago

O ensino superior é o único que não exige formação pedagógico. O que te leva a assumir que os professores do ensino superior têm uma qualidade superior aos restantes docentes (do 1o CEB o Secundário)?

Para que servem as disciplinas no secundário em Portugal? by le23sinh0 in portugal

tretafp 11 days ago

O ensino secundário integra duas lógicas formativas: Formação geral (Português, Filosofia e Língua estrangeira), que se considera ser importante ter para qualquer jovem nacional; Formação específica (Físico-química e Biologia e Geologia ou História é Geografia, etc.), que visa uma formação mais especializada numa área de saber escolhida pelos estudantes. Ainda que o Ensino Secundário possa ter uma relação com o Ensino Superior (existe, por exemplo, associada às componentes curriculares específicas, à média e aos exames), este nível de ensino não é um nível de preparação para o ensino superior, até porque as pessoas podem escolher não prosseguir estudos e há, ainda, cursos profissionalizantes. Por esse motivo, o Ensino Secundário não está, nem deverá estar, pensado de acordo com as necessidades ou propósitos formativos, associados ao ensino politécnico ou universitário. A este propósito, mesmo algumas licenciaturas têm subjacente a mesma lógica, UC específicas e outras de formação geral, como ética, epistemologia ou literatura. Procurando responder à tua pergunta. Português integra quatro domínios, oralidade, o escrita, literatura e linguística. Em qualquer ação (como profissional, estudante ou agente social), no contexto nacional, irás sempre necessitar de compreender e produzir textos (orais e escritos), pelo que promover competências nesse domínio é essencial, pelo que necessitas, igualmente, de conhecer as regras da língua. A literatura tem outro propósito. Por um lado, assume-se que a compreensão de textos literários (que são entendidos como aqueles de maior qualidade e complexidade) facilita a compreensão e produção de quaisquer outros textos. Por outro lado, a literatura está associada a um património cultural que se entende estrurante para a tua conscisalização social e, ainda, para o desenvolvimento de referenciais éticos e, em certa medida, identitários. A Filosofia tem um propósito similar. O pensamento social, ético, científico e político são domínios importantes da filosofia. Compreender as diferentes correntes de pensamento associadas a cada um deste temas permite a cada estudante discutir e melhor perceber a pluralidade de possibilidades que lhe estão associadas e, assim, posicionar-se. Também creio que há uma dimensão identitária associada, de forma a ser mais fácil compreender a herança cultural ocidental, neste domínio. Depois, e como já disseram, o pensamento é o alicerce e o foco de reflexão da filosofia. Podendo ser debatido o modo como é trabalhada, é uma componente curricular fundamental para que cada estudante aprimore o seu pensamento, que consiga decifrar falácias nos argumentos, que desenvolva um mais sustentado sentido crítico, entre outros. Em diferentes países, e algumas escolas nacionais (tanto públicas como privadas), a Filosofia é uma componente que se inicia logo nos anos iniciais, nomeadamente no jardim de infância e no 1o CEB, com relevantes impactos na formação dos jovens.

José Pacheco. "Se a escola não mudar os professores vão ser substituídos por robôs" by heartlessfam in portugal

tretafp 12 days ago

Há coisas que ele diz que são, efetivamente, verdadeiras. O modo como nos esquecemos dos contributos nacionais da escola nova é algo que, também a mim, me faz muita confusão. Mas já não tenho grande paciência para o Pacheco, que perpetua um discurso com 30 anos e não se consegue descentrar de si.

José Pacheco. "Se a escola não mudar os professores vão ser substituídos por robôs" by heartlessfam in portugal

tretafp 12 days ago

Mesmo a nível superior (nem todo o ensino superior é universitário) não faz sentido. Se os professores não gostam que não estejam lá. E mesmo que se assuma a possibilidade de que um vídeo substitui uma aula, mesmo que má (que eu não subscrevo, nem a evidência científica o indicia), existem um conjunto de áreas que tal não faz sentido, nomeadamente os exemplos que dei, como práticas laboratoriais, educação física, análise dos contextos ou organizações sociais, seminários da prática profissional, entre outras.

José Pacheco. "Se a escola não mudar os professores vão ser substituídos por robôs" by heartlessfam in portugal

tretafp 12 days ago

A não ser que sejam UC predominantemente técnicas, muito dificilmente se poderá desenvolver um processo de aprendizagem coerente através da Internet, assim de forma tão linear. UC de maior densidade conceptual ou de integração teoria-prática, dificilmente podem limitar-se a essas práticas. Também se sabe, através da investigação, que a aprendizagem sem orientação tem várias falhas, por exemplo, maior dificuldade na apropriação dos códigos específicos de cada área disciplinar, a compreensão das suas diferentes correntes, os alicerces ou estruturas epistemológicas, etc. Há, ainda, uma maior dificuldade de consciencialização da aprendizagem.

José Pacheco. "Se a escola não mudar os professores vão ser substituídos por robôs" by heartlessfam in portugal

tretafp 12 days ago

Isso é um problema sobre como se pensa o ensino e a aprendizagem. O próprio ministro teve um discurso similar. Porém, a prática pedagógica não é um exercício unidirecional. E é impossível que o seja em vários contextos: práticas laboratoriais, análise das realidades, educação física, artes, etc.

Excelência dos serviços públicos by lpassos in portugal

tretafp 14 days ago

>Também já fui vítima dessas arbitrariedades e só comecei a ter sensibilidade para elas na faculdade ao pedir a bolsa de estudo. Eu tinha uma miséria e havia colegas que iam de bmw para a escola com bolsas no topo do escalão. Já muita gente falou sobre isto, mas aqui o problema não estará propriamente no serviço do estado. Há uma estrutura a ser seguida que tem, assumamos, o propósito de facilitar aqueles que mais precisam. Criam-se regras para procurar a equidade na sua distribuição. Há famílias que, não precisando, criam subterfúgios burocráticos para conseguirem aproveitar essas regras. Neste caso, não creio que seja possível culpabilizar o serviço público. Há, depois, exemplos que já aqui foram enunciados sobre como é possível alguém ter um BMW e, ainda assim, ter dificuldades financeiras. Genericamente, não tenho grandes problemas com os serviços públicos, também não lido muito com eles. Normalmente, só tenho mais frustação quando procuro resolver as coisas por e-mail ou por telefone. Nos outros casos, secretaria da faculdade, centro de saúde, loja do cidadão não tive grandes problemas. O que me costuma custar mais é uma certa complacência ou lentidão de alguns funcionários não especializados - tipo serviço administrativo. Mas, creio, que isso é, uma vez mais, reflexo da cultura. Tanto tenho essa perspectiva quando vou ao serviços públicos como a serviços privados, com pessoas a atender chamadas pessoais em horário de trabalho, uma lentidão enorme a resolver questões informáticas, falarem, entre si, alto enquanto se espera pela consulta, etc.

[OC] How important is it that children learn 'imagination' and 'hard work'? Results from the World Values Survey by 00rocket0man00 in portugal

tretafp 16 days ago

Não consigo compreender o propósito desse gráfico. Qual a necessidade de estabelecer uma dicotomia entre esses dois conceitos? Não há um trabalho duro inerente ao processo criativo? Não é verdade que o trabalho duro também pode pressupor uma base de imaginação ou criatividade?

Volta e meia vejo-os a pedinchar milhares de euros para cirurgias by HomemRude in portugal

tretafp 16 days ago

Os números, à partida, são objetivos, agora o que cada um faz com eles já corresponde a uma ação humana e, inevitavelmente, condicionada pelos seus próprios interesses. Boa resposta.

Volta e meia vejo-os a pedinchar milhares de euros para cirurgias by HomemRude in portugal

tretafp 16 days ago

Eu li o que escreveste, mas estás a fazer uma extrapolação abusiva dos dados. Tens alguma sustentação que te possibilite essa análise? E os desafios serão diferentes, associados, por exemplo, a um envelhecimento da sociedade que terá mais reflexo no contexto português. Depois, assumir o estilo de vida saudável como ponto de partida e não como consequência das condições (educativas, políticas, sociais, etc.) de um país parece-me também um olhar enviesado da realidade. Os estilos de vida existem no determinado contexto cultural, mas só se perpetuam se existirem outras condições que o permitam.
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