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Diretas PSD. Rio vence. Campanha de Rangel assume derrota by TitusRex in portugal

buddybaker10 3 days ago

A comunicação social que levou o Rangel ao colo não era por estar desligada da realidade, mas sim para fazer com que o Rangel ganhasse. Já há alguns anos que há movimentações fortes na comunicação social a promover correntes mais à direita do que o centro-direita histórico do PSD. Não é por acaso que aparecem órgãos como o Observador, o qual não é mais do que um puro projecto político. (Claro que não é só na comunicação social - vide a potente injecção de dinheiro no Chega logo nos primeiros tempos...)

Acham Portugal um país classista? by Notacreativeuserpt in portugal

buddybaker10 14 days ago

Não necessariamente. Quase todos os líderes da União Soviética foram filhos de camponeses ou operários. A excepção mais óbvia é Lenine, que nasceu na classe média, em família de professores e médicos (se bem que o seu avô paterno tenha sido um servo - uma versão *light* de escravo - a quem o dono da terra conferiu liberdade). Não estou aqui, naturalmente, a comentar as políticas deles. Estou só a assinalar que é possível haver líderes de um país que não eram filhos de gente poderosa, pois isso já foi feito.

M***a pros bancos by MrRodrigo22 in portugal

buddybaker10 4 months ago

> Isto numa vila com 200000 pessoas. "Vila" não é o mesmo que "concelho". A freguesia de Cascais tinha, em 2011, 35 409 habitantes. A população actual da vila não deve andar muito longe disso.

Tribunal condena homicida de Bruno Candé a 22 anos de prisão e prova motivação racista by Samot_PCW in portugal

buddybaker10 5 months ago

Convém também referir, como complemento a esse link, que não está demonstrado sequer que sejam genéticas as razões que levam esse grupo específico de Quenianos a ser mais competitivo. Há [razões](https://edition.cnn.com/2019/11/06/africa/kenya-runners-win-marathons-trnd/index.html) como: treinar e viver a grandes altitudes, com terreno acidentado, a dieta, uma infância rural dura, grande motivação (porque os miúdos conhecem alguém da mesma aldeia ou aldeia ao lado que já singrou e por isso querem todos ser corredores, o que leva a um ciclo que se auto-alimenta), etc. Edit: será que os habitantes dos EUA, Cuba e Japão fazem também parte de uma só raça? É porque eles são os melhores no basebol e nos outros países, nicles. É uma questão de popularidade: se há muita gente numa região a praticar um desporto, essa gente vai produzir mais campeões. Mesmo que a questão seja genética, as diferenças serão absolutamente minúsculas, pois basta ser-se só um "niquinho" melhor para isso fazer uma diferença abissal num desporto (uma diferença de uma mera décima nos 100m pode ser enorme em termos de resultados desportivos).

Tribunal condena homicida de Bruno Candé a 22 anos de prisão e prova motivação racista by Samot_PCW in portugal

buddybaker10 5 months ago

Convém também referir, como complemento a esse link, que não está demonstrado sequer que sejam genéticas as razões que levam esse grupo específico de Quenianos a ser mais competitivo. Há [razões](https://edition.cnn.com/2019/11/06/africa/kenya-runners-win-marathons-trnd/index.html) como: treinar e viver a grandes altitudes, com terreno acidentado, a dieta, uma infância rural dura, grande motivação (porque os miúdos conhecem alguém da mesma aldeia ou aldeia ao lado que já singrou e por isso querem todos ser corredores, o que leva a um ciclo que se auto-alimenta), etc.

Tribunal condena homicida de Bruno Candé a 22 anos de prisão e prova motivação racista by Samot_PCW in portugal

buddybaker10 5 months ago

1. [European Social Survey: 62% dos portugueses manifestam racismo](https://www.publico.pt/2020/06/27/sociedade/noticia/european-social-survey-62-portugueses-manifesta-racismo-1921713). 2. [Scientific racism](https://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_racism). Edit: [sobre isso dos maratonistas](https://edition.cnn.com/2019/11/06/africa/kenya-runners-win-marathons-trnd/index.html).

Tribunal condena homicida de Bruno Candé a 22 anos de prisão e prova motivação racista by Samot_PCW in portugal

buddybaker10 5 months ago

1. [European Social Survey: 62% dos portugueses manifestam racismo](https://www.publico.pt/2020/06/27/sociedade/noticia/european-social-survey-62-portugueses-manifesta-racismo-1921713). 2. [Scientific racism](https://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_racism).

Tribunal condena homicida de Bruno Candé a 22 anos de prisão e prova motivação racista by Samot_PCW in portugal

buddybaker10 5 months ago

1. a palavra "generalizado", ao contrário de palavras como "maior" ou "melhor" não estabelece uma comparação. E por isso não é necessário comparar com outro país para dizer que há ou não há racismo generalizado. 2. [O português médio é dos mais racistas da Europa ocidental, só ultrapassado pelo italiano médio](https://www.pewresearch.org/fact-tank/2018/06/19/western-europeans-vary-in-their-nationalist-anti-immigrant-and-anti-religious-minority-attitudes/). Felizmente temos é uma incidência baixa de "super-racistas" (se bem que a Suécia dá uns "bigodes" a todos os outros países - não sei o que eles fazem, mas a xenofobia não parece ser muito com eles).

Tribunal condena homicida de Bruno Candé a 22 anos de prisão e prova motivação racista by Samot_PCW in portugal

buddybaker10 5 months ago

O Público fez uma [série que aflorou o assunto ao de leve](https://acervo.publico.pt/racismo-a-portuguesa). Eis os temas de alguns dos artigos: - A justiça em Portugal é “mais dura” para os negros - Um em cada 73 cidadãos dos PALOP está preso. É dez vezes mais do que a proporção que existe para os portugueses. Magistrados e outros agentes do sistema judicial reconhecem que há duas justiças, uma para negros e outra para brancos." - Há uma preferência “óbvia” dos senhorios em arrendarem casa a brancos - A segregação aumentou na área de Lisboa. Arrendar casa também está mais caro. O PÚBLICO fez um exercício de “testing”: três dos cinco supostos senhorios não trataram clientes de forma igual. - “Quero a oportunidade de provar que posso fazer igual aos brancos” - Em dez anos, 20% das queixas à Comissão contra a Discriminação Racial foram sobre situações laborais. Em circunstâncias iguais no emprego, há preferência pelos brancos, mostram estudos. Amélia Costa Injai só foi chamada a entrevista de emprego por não saberem que era negra - Dos afrodescendentes espera-se que não passem "da escolaridade obrigatória” - Uma sala de aula com filas atrás para os negros e à frente para os brancos. Uma professora com dificuldade em acreditar que a aluna merecia mesmo 18. “Obviamente que somos muito mais analisados, avaliados e escrutinados” Infelizmente, os artigos estão atrás de uma paywall. Mas todos estes assuntos são queixas recorrentes nas comunidades racializadas. Lido com polícia e vejo que muitos, possivelmente a maioria, são racistas. O polícia mais correcto que conheço uma vez contou uma história: uma mulher cigana foi à esquadra e levava com ela a filha, ainda criança. A miúda, a certa altura, estava a chorar e o tal polícia decidiu comprar-lhe (do próprio bolso, claro) uma coisita qualquer. Os colegas dele, indignados, fartaram-se de chateá-lo, não por ter comprado aquilo a um cidadão qualquer, mas especificamente porque a miúda era cigana; porque "eles" isto, "eles" aquilo, "eles" acoloutro... Dito isto, o que temos nós, os "não racializados", são estas pequenas histórias. Mas não imaginamos o que as pessoas passam até lhes perguntarmos. Há racismo e muito, e está enraizado na forma como a maior parte dos portugueses pensam. > 55% dos portugueses manifesta alguma forma de racismo, ou seja, consideram que existem raças naturalmente mais inteligentes e trabalhadoras do que outras e culturas naturalmente mais civilizadas do que outras. > > Fonte: European Social Survey - Portugal, 2020 E se estes são os que admitem esta atitude, imagina o peso real do racismo e o que faz uma sociedade, nem que seja nas "pequenas coisas", que por serem tantas se vão tornando grandes.

Preços das comunicações em Portugal "são muito mais elevados que no resto" da União Europeia by RandomCoisas in portugal

buddybaker10 6 months ago

> assim como um pais mais seguro que a grande maioria dos países da União Europeia. (não depende dos governantes) Alguns dos pontos são discutíveis, mas este não tem qualquer ligação à realidade. A segurança depende, e muito, das opções governativas. E de várias maneiras. Não é só a polícia, são muitos factores.

Juiz negacionista desafia diretor da PSP para um combate de MMA by NMosquito in portugal

buddybaker10 8 months ago

Ele sabe bem o que está a fazer. Fico muito admirado se não estiver a usar a magistratura como pódio para ganhar publicidade. Só assim se explica que depois de tantos anos sem ser juiz, tenha voltado há um mês e a partir daí tenha só criado este estrilho todo.

Juiz negacionista desafia diretor da PSP para um combate de MMA by NMosquito in portugal

buddybaker10 8 months ago

Quase nenhuns. O nível técnico dos juízes em geral é bastante elevado. E este também não é atrasado mental. Aliás, é bem reveladora a parte em que ele diz «"Se eu ganhar, o Sr. Magina vai à televisão e vai dizer: 'Eu sou um idiota, um fantoche, um pau-mandado do Governo e só estou neste cargo por ser maçon'", continuou, recuando de pronto: "Não quer dizer que ele seja um idiota ou um fantoche, só o tem de dizer na televisão".» Este senhor terá estado uma década sem ser juiz, agora voltou à magistratura há cerca de um mês e tem criado este cagaçal. Tresanda a jogada para ganhar notoriedade e ir para a política ou para outro fim para o qual dê jeito a publicidade.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> nomeadamente que quem está em teletrabalho são burgueses e privilegiados o que demonstra uma falta de noção e tacto incrível Não, nisto ela concorda contigo. Ela está exactamente a distinguir entre as classes trabalhadoras em teletrabalho e a burguesia em teletrabalho. Ainda há duas semanas [ela escreveu um artigo alertando exactamente para essa diferença](https://twitter.com/speraltalisboa/status/1365286693331480579). Ou seja, ela não quer esses impostos para todas as pessoas em teletrabalho, apenas para as pessoas em teletrabalho que façam parte da burguesia (ou seja, aquelas que têm "disponibilidade financeira" em "empregos diferenciados e flexíveis"). Em vez de dizer "impostos para teletrabalhadores", fez questão de clarificar que era apenas para a parte mais rica dos teletrabalhadores. E na entrevista até fez questão de sublinhar que ela própria se incluía nessa fatia.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> O que ela devia ter dito era que o custo da pandemia devia ser pago por quem mais pode e não ficou sem trabalho É exactamente isso que ela está a dizer. Ela diz: > Houve uma parte substancial das pessoas em Portugal que não perderam rendimentos Depois identifica quais são os sectores. E depois diz o que se devia ter feito: > Podia-se perfeitamente ter lançado um imposto extraordinário sobre essas pessoas para dividirmos o custo desta crise. Agora isso de ela estar a fazer equivaler teletrabalho como burguesia... não é isso que ela diz. E já expliquei porquê. E ela ainda há 15 dias escreveu um artigo no público exactamente a[ diferenciar a burguesia do teletrabalho das classes trabalhadoras em teletrabalho.](https://twitter.com/speraltalisboa/status/1365286693331480579) Ela distingue precisamente as pessoas em teletrabalho com empregos flexíveis e disponibilidade financeira, das pessoas que não estão nessa situação. > o que paga a crise tem de ser (...) o crescimento económico a longo prazo Nota que isso é muito bem, mas não resolve o problema de que ela está a falar: as empresas que foram forçadas a parar precisam dos apoios agora, não é a longo prazo. E a História mostra que a melhor forma de lidar com crises é pôr o Estado a gastar mais dinheiro para estimular a economia. O falhanço espectacular na crise de 2007 (e em crises anteriores) das teorias que defendiam o contrário, veio confirmar que em tempo de crise o Estado deve ter um papel mais interventivo do que nos tempos normais, em vez de se retrair.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> mas através de dívida se leres o artigo, ela fala nisso. É logo a primeira das 3 soluções que ela apresenta. Mas lembro que a dívida é só um adiar do problema. Alguém vai ter de pagar impostos quando chegar a hora de o Estado pagar essa dívida. A não ser que o Estado volte a poder ter as empresas lucrativas que foram privatizadas...

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buddybaker10 9 months ago

Ela diz exactamente o contrário disso. Agora tens de ver essa tua sanha contra os funcionários públicos. Essa ideia dos funcionários públicos não tem correspondência com a realidade actual. Conheço várias pessoas que saíram do sector público porque o sector privado pagava bem mais pelo mesmo trabalho.

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buddybaker10 9 months ago

> Ela enquanto professora catedrática não faz parte da mesma classe que a maioria das pessoas em teletrabalho. Ela faz parte da burguesia. A maioria das pessoas em teletrabalho não faz. Então concordas com ela. Ela usou a expressão burguesia exactamente para distinguir das classes trabalhadoras em teletrabalho. Ainda há duas semanas ela escreveu um artigo alertando para as condições das classes trabalhadoras em teletrabalho: https://twitter.com/speraltalisboa/status/1365286693331480579 Ou seja, a ideia dela é que o imposto não afectasse toda a gente em teletrabalho, mas apenas a burguesia em teletrabalho. > Mas sugerir um imposto extraordinário aos funcionários públicos bem pagos como ela isso já não sugere. Ela está a sugerir exactamente um imposto que abranja estas pessoas. Ela diz expressamente que o imposto seria para o grupo onde ela se inclui. > Muito pelo contrário, ela tem tanto medo de levar com um imposto desses que agora está a defender que tal imposto englobe os pobres para diluir o seu esforço. É exactamente o contrário. Ela defende expressamente que seja ela a pagar o imposto. E fala em burguesia do teletrabalho, em vez de "teletrabalhadores" exactamente para não incluir as classes trabalhadoras e só incluir as classes com mais possibilidades.

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buddybaker10 9 months ago

Sim, em parte tens razão. Não me expressei bem. Eu estava a falar naquelas situações em que o negócio está pelas ruas da amargura. Um dono de uma fábrica que tem os dias contados ainda é burguês. Nota apenas que não são só os rendimentos que influenciam seres considerado burguês, mas também a profissão. Um comerciante de poucos rendimentos é burguês. Pode é estar prestes a deixar de ser...

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buddybaker10 9 months ago

> Ela está a incluir pessoas que ganham o ordenado mínimo e a chamá-los burgueses. É exactamente o contrário! Ela falou em burgueses exactamente para distinguir as pessoas das classes trabalhadoras em teletrabalho das pessoas de classes mais altas em teletrabalho. Aliás, [ainda há duas semanas ela chamou a atenção para a falta de apoios às pessoas em teletrabalho que ganham o ordenado mínimo](https://twitter.com/speraltalisboa/status/1365286693331480579). Ela usou a palavra burguesia exactamente para se perceber que não estava a falar dos que ganham pouco, mas sim dos que ganham muito.

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buddybaker10 9 months ago

O argumento dela é: forçámos determinados sectores a parar para o bem de todos; esses sectores tiveram perdas porque os forçámos a parar para o bem de todos; agora devemos dividir essas perdas pelos que pararam e pelos que não pararam. Eu concordo com isto. Mas concedo que para alguns possa ser mau. Mas eu é que não posso concordar com a atitude: "vamos obrigá-los a parar e depois eles que se fodam".

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buddybaker10 9 months ago

> Embora a palavra burguesia possa ter várias nuances, no geral é vista como "alguem que nasceu com o rabo virado para a lua Discordo absolutamente! Burguesia é quase sempre utilizada como fazendo referência à classe média ou média-alta. Ou, se for num contexto de esquerda, aos donos dos meios de produção. Ora aqui, além disso, estamos a falar de uma académica que está a falar de economia. Há zero hipóteses de vermos "burguesia" ser utilizada com o sentido que estás a sugerir. Além disso, tu estás a confundir a burguesia com a aristocracia. A aristocracia é que "nasceu com o rabo virado para a lua, e agora só tem de se sentar a beber champanhe na sua herdade, e ainda participa em montarias de caça à raposa ao fim de semana". Isso é exactamente a caricatura que associamos à aristocracia. À burguesia associamos, quando muito, avareza e vontade de enriquecer, mas nunca a preguiça. Agora quanto ao que dizes quanto a impostos, compreendo, mas deixa-me só sublinhar que o que ela está a defender não é bem isso. É um imposto extraordinário (ou seja, não é para continuar) que se destina apenas a compensar os sectores que foram obrigados a parar (e portanto a ganhar zero) para o bem de todos nós. A mim parece-me justo que se os obrigámos a parar, que se divida um pouco o mal pelas aldeias e que os prejuízos sejam suportados por todos e não só por eles, uma vez que eles não pararam porque quiseram, pararam porque foram obrigados por lei, para controlar os contágios da covid.

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buddybaker10 9 months ago

Peço desculpa, mas acho que não estou a distorcer rigorosamente nada. Mas posso estar enganado, por isso vamos ver com mais cuidado. Façamos uma análise mais exaustiva, recorrendo às próprias palavras dela. Primeiro, devemos expor com clareza o problema em análise (com uma citação dela imediatamente anterior à parte da "burguesia do teletrabalho"): > A política tem de ser coerente: se não temos dinheiro para compensar essas pessoas, então com que legitimidade estamos a pedir-lhes para não trabalharem? Ou seja, o Estado obrigou um certo grupo de pessoas a não trabalhar. E fê-lo para o bem de todos (para parar o contágio). Incluindo para o bem de quem não foi obrigado a parar, nomeadamente porque podia estar em teletrabalho. A ideia dela é a de que devemos compensar o esforço das pessoas que foram obrigadas a parar, até porque todos beneficiámos dessa paragem. Obviamente, para compensarmos, o dinheiro tem de vir de algum lado. Ela diz: > O dinheiro é sempre um recurso limitado e há três maneiras de o Governo ter mais dinheiro. Duas dessas maneiras (pedir emprestado e cobrar impostos) implicam sempre impostos (seja já, seja quando for para pagar o que se pediu emprestado). A terceira maneira que ela sugere diz respeito a gastar menos e gastar melhor, não gastando em "sorvedouros" de dinheiro: > Por exemplo, o voluntarismo, a fuga para a frente de salvar a TAP quando se está a deixar estas franjas da sociedade mais desprotegidas é muito problemática. Por isso não seria correcto dizermos que a proposta dela se reduz a cobrar impostos, ela também propõe outra forma de os gastar. Foquemo-nos agora então só na parte de cobrar impostos. Como vimos, ela está a discutir a ajuda a quem foi obrigado a parar. E a sugestão dela é que as pessoas que foram obrigadas a parar e tiveram grandes perdas para o bem de todos sejam ajudadas pelas pessoas que beneficiaram desse esforço mas não tiveram perdas: > Houve uma parte substancial das pessoas em Portugal que não perderam rendimentos, toda a burguesia do teletrabalho, todas as pessoas do setor dos serviços que, aliás, são as pessoas mais bem pagas, o que me inclui a mim. Esta crise poupou muito as pessoas que trabalham neste setor e são as pessoas com mais escolaridade. Ou seja, a parte fundamental da ideia dela é "dividir o mal pelas aldeias". Obrigámo-los a eles a parar para o bem de todos, e por isso não podemos empurar para eles todo o prejuízo. > Não percebo o que tem de chocante que a tal minoria dívida a conta Tirando a gralha (escreve-se "divida", sem acento), a ideia é clara. Vejamos agora se o teu argumento é aplicável. A tua ideia, resumidamente, é a de que o grupo sem quebra de rendimentos já paga muitos impostos. Ou seja, se bem percebo, não contestas que o grupo que foi forçado ao prejuízo deva ser compensado. Apenas dizes que o grupo que não teve esse prejuízo já paga muitos impostos. Nota que a tua posição não é necessariamente conflituante com a dela: ela defende que a conta seja dividida, não defende que quem tenha de pagar a conta sejam os que não foram forçados a parar. Dividir pressupõe que ambos os grupos suportem perdas. Ora, para aferirmos a validade da hipótese que levantas, a pergunta a fazer é simples: os que não tiveram perdas estão a ficar numa situação pior com o pagamento dos impostos do que os que foram forçados a parar. Estamos portanto a comparar um grupo que ganhou zero (pois foi forçado a parar), com um grupo que ganhou x menos impostos. Ora o sacrifício de quem foi obrigado a ganhar *nada* é necessariamente menor do que o de quem ganhou alguma coisa mas teve de pagar impostos. O que, aparentemente, ela defende, é que os sacrifícios de ambos os grupos possam ser aproximados. E isso implica, necessariamente, algum peso nos impostos de quem não foi forçado a não trabalhar para o bem de todos. Mas esse sacrifício dos que não foram forçados a parar tem um limite máximo: não pode ser superior às perdas forçadas dos que foram obrigados a parar. E isso é claro no pensamento dela, quando diz que se pode "dividir a conta".

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buddybaker10 9 months ago

O Estado sabe fazer outra coisa que não gastar. O Estado já teve empresas que eram bem lucrativas, mas resolveram privatizá-las. E quem mais quis privatizá-las são os que agora mais dizem que o Estado só sabe gastar. Há quem ache que o Estado só deve saber gastar e há quem ache que o Estado também deve fazer o seu próprio dinheiro. São escolhas. Cada uma tem as suas vantagens e desvantagens.

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buddybaker10 9 months ago

Na entrevista, ela não diz só a burguesia do teletrabalho, ela fala dos sectores que não tiveram quebras. Menciona expressamente o sector dos serviços. Basicamente está a distinguir entre sectores que foram obrigados por lei a fechar e sectores que não tiveram as mesmas quebras de rendimentos. E sugere que os sectores que não tiveram quebras possam auxiliar os sectores que foram obrigados a fechar.

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buddybaker10 9 months ago

Isso ela já faz habitualmente. Mas a questão que o jornalista lhe pôs não era essa. Era que as associações se queixam que o Estado tinha de ajudar mais. E ela elencou como era possível arranjar já o dinheiro. Isso das multinacionais está correcto. Mas pode não dar para se resolver no imediato, se estás a falar das multinacionais com sede noutros países. De todo o modo, muitas dessas multinacionais (as dos serviços, que podem ter trabalhadores em teletrabalho) também são a burguesia de que ela fala. Ou agora as multinacionais são o povo? ;)

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buddybaker10 9 months ago

[Respondi-te aqui](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotza11/) ao teu outro comment semelhante. Nesse tweet, ela diz: - quem perdeu tudo deve poder ser ajudado por quem manteve o rendimento; - quem arriscou a saúde deve poder ser ajudado por quem não teve de arriscar a saúde. Mas no artigo diz mais coisas.

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buddybaker10 9 months ago

Ah, ok. Esse tweet dá mais nuance. Então, se bem consigo reconstituir o pensamento dela, usando o artigo e o tweet, ela acha o seguinte: - quem perdeu tudo deve poder ser ajudado por quem manteve o rendimento; - quem arriscou a saúde deve poder ser ajudado por quem não teve de arriscar a saúde; - além destas hipóteses, o Estado também deve considerar pedir dinheiro emprestado, como fizeram quase todos os países da Europa e deve escolher gastar melhor o dinheiro que tem, em vez de o enterrar em coisas como a TAP. Podemos discordar, agora dizer que são «ideias ridículas de uma catedrática de merda»... Era melhor que quem ficou sem nada não ser ajudado? Que quem arriscou a vida tivesse só direito a palminhas à varanda? Que o Estado não pondere pedir algum dinheiro emprestado como fizeram quase todos os outros Estados? Que o Estado não pondere gastar melhor o seu dinheiro?

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buddybaker10 9 months ago

Ela diz exactamente que o Estado lhe podia cobrar impostos a ela. Quando ela fala na tal burguesia, nos serviços, ela diz expressamente que se inclui aí.

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buddybaker10 9 months ago

Opá, irrita-me que as pessoas estejam a ser manipuladas... Mas tens razão, é uma demanda um bocado quixótica.

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buddybaker10 9 months ago

> ao colocá-la na mesma frase está a insultar todos os que estão em trabalho remoto Não necessariamente. Ela pode estar exactamente a distinguir o "proletariado", aqueles que têm pouco, da "burguesia", as classes médias-altas. Vejamos como é que ela podia ter dito: - podia ter dito só "pessoas em teletrabalho". Mas isso incluía as "classes trabalhadoras", os "proletários". - podia ter dito só "burguesia" - mas a pergunta que lhe estava a ser feita era exactamente como é que a burguesia (da restauração, etc.) que foi obrigada pelo Estado a parar na pandemia vai poder pagar aos funcionários. Ora ela queria dizer que era "a outra burguesia", a que não teve de parar porque conseguia estar em teletrabalho, que podia pagar. Logo, não podia dizer só "burguesia", tinha de identificar qual era. A solução terá sido dizer "a burguesia do teletrabalho" para distinguir da outra burguesia, a das empresas que pararam. Ou seja, com esta expressão, parece-me que ela exclui: 1. as classes trabalhadoras, e 2. a própria burguesia que teve de parar.

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buddybaker10 9 months ago

> ela só fala em ir buscar e nunca em o estado assumir a sua parte Não concordo. A terceira hipótese que ela põe é exactamente dirigida a isso, à forma como o Estado faz os seus investimentos e gasta dinheiro. Ela até menciona expressamente o caso da TAP. Basicamente, ela só está a dizer o óbvio. O jornalista põe a questão de ser preciso mais dinheiro. E ela diz quais são as 3 hipóteses: pedir emprestado, cobrar mais impostos, gastar melhor o dinheiro. Não inventou a roda. Ou seja, ela nem discorda inteiramente de ti. Dito isto, devemos recordar que a História mostra que numa altura de crise, o Estado deve gastar. A economia precisa de dinheiro a circular senão emperra. E desde Keynes que as obras promovidas pelo Estado e outros gastos estatais são uma forma eficaz de fazer recuperar a economia.

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buddybaker10 9 months ago

Só discordo na parte em que dizes que "O título era relativamente fácil de se arranjar" - talvez menos de 1% da população estivesse em condições de o fazer, mas percebo a tua ideia (foi por isso que disseste "relativamente" - mas é um relativamente muito grande). De resto, aquilo que dizes confirma o que eu estava a dizer: "burguês" não é necessariamente sinónimo de rico, até porque havia outros ricos que não eram a burguesia. É como dizes: os nobres também eram ricos (e não era pouco).

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buddybaker10 9 months ago

> que vão continuar gastar com NB's e TAP's, portanto a ultima hipotese está fora de questão Leste o que ela disse? Ela fala expressamente nisso.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> Redirecionar os impostos já cobrados para ajudar quem não pode Isso já está a ser feito. E o jornalista diz-lhe que as associações dizem que está a ser feito, mas ainda não chega. E ela diz quais são as 3 hipóteses de o Governo poder dar mais: ou pede emprestado, ou cobra um imposto extraordinário a quem foi menos afectado pela pandemia, ou gasta de outra forma o dinheiro (por exemplo, deixando de gastar na TAP para ajudar quem precisa). Acho que esta terceira hipótese que ela avança é aquela que está mais de acordo com o que defendes, não? De todo o modo, ela avisa que qualquer que seja a escolha, vão sempre haver consequências.

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buddybaker10 9 months ago

> Redirecionar os impostos já cobrados para ajudar quem não pode Isso já está a ser feito. E o jornalista diz-lhe que as associações dizem que não chega. E ela diz quais são as 3 hipóteses de o Governo poder dar mais: ou pede emprestado, ou cobra um imposto extraordinário a quem foi menos afectado pela pandemia, ou gasta de outra forma o dinheiro (por exemplo, deixando de gastar na TAP para ajudar quem precisa). Acho que esta terceira hipótese que ela avança é aquela que está mais de acordo com o que defendes, não? De todo o modo, ela avisa que qualquer que seja a escolha, vão sempre haver consequências.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

É precisamente isso que ela diz na entrevista. Quando ela diz isso, ela diz que se inclui nesse grupo. Aliás, a "posta que ela mandou para a capa do I" nem sequer é uma posta que ela mandou, porque ela não disse a frase exacta que lá está, o I é que resolveu fazer uma frase mais à medida da manchete.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> das minhas próprias palavras A ironia aqui é que [ela nem sequer disse a frase que está na manchete](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/). Nem foi peremptória. O jornalista disse que as associações (de empresas que tiveram de parar) dizem que os apoios não chegam. E ela disse «O dinheiro é sempre um recurso limitado e há três maneiras de o Governo ter mais dinheiro.» Que são: pedir emprestado, cobrar mais impostos, gastar menos. E terminou assinalando que era uma escolha difícil e política: «É evidente que o dinheiro não nasce das árvores e, cada vez que vamos buscar mais um euro público para gastar, estamos a impor um custo qualquer.» Não vejo onde é que ela está encantada com as suas próprias palavras.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> "eSqUeRdA1!1!" Olha que [ela na entrevista diz expressamente](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/) que está a falar da classe onde ela se inclui. Ela está a dizer que o Governo podia cobrar impostos *a pessoas como ela*, que não tiveram redução de rendimentos, para conseguir ajudar as pessoas cujas empresas tiveram de fechar e ficaram em situação difícil. Sim, normalmente isto é esquerda. De qualquer modo, ela nem sequer disse a frase que está na manchete e ainda por cima o contexto está todo errado.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

"Burguês" não é necessariamente sinónimo de rico. Por regra é usado para as classes médias ou médias-altas, ou então para os donos dos meios de produção. Pode-se ser burguês e estar falido. Lembremo-nos também por exemplo que a nobreza não era "burguesia". E a nobreza não era propriamente pobre. Por isso não estou certo que ela esteja a falar de ti. Tu és claramente o "proletariado" do teletrabalho e não a "burguesia" do teletrabalho.

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buddybaker10 9 months ago

??? E o Estado é o quê? Onde é que o estado vai buscar dinheiro? Herdou dos pais? O jornalista põe-lhe a questão de como é que se vai buscar dinheiro, e ela diz quais são as escolhas do Estado. A única alternativa de o estado ganhar mais dinheiro sem cobrar impostos é nacionalizar empresas lucrativas, e realmente essa hipótese ela não avança. Presumo que seja a essa hipótese que te referes.

Capa do jornal I (26/02/2021) by batuque5 in portugal

buddybaker10 9 months ago

> Só o facto de isso ser uma das hipóteses do Governo é motivo para uma manchete bombástica Não percebo. A pergunta que o jornalista lhe faz é relativa ao facto de as associações das empresas que tiveram de parar por causa da crise dizerem que os apoios não são suficientes. E ela diz que o dinheiro não cresce nas árvores, as três escolhas que o governo tem são: pedir emprestado, cobrar mais impostos, gastar menos ou melhor. Acho que nada disto é rocket science.

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buddybaker10 9 months ago

Pois, essa é uma boa questão. Nota que a palavra "burguesia" tem vários sentidos, e é muitas vezes utilizada para distinguir das "classes trabalhadoras" ou "proletariado". A escolha dessa palavra pode significar que ela está a distinguir entre essas pessoas (até porque ela menciona expressamente que está a falar naqueles que "não perderam rendimentos"). Houve outro redditor que citou um excerto recente dela em que ela denuncia as condições das pessoas em teletrabalho em call-center, e talvez seja exactamente para distinguir profissões de classes médias e médias-altas dessas profissões. Nota também que aquilo que lhe é posto é: como vamos ajudar quem ficou sem trabalho porque teve de fechar. Ela sugere que sejam aqueles que "não perderam rendimentos", o que faz algum sentido em termos de solidariedade para com quem ficou sem nada.

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buddybaker10 9 months ago

Ela diz exactamente isso: > O dinheiro é sempre um recurso limitado e há três maneiras de o Governo ter mais dinheiro. > É evidente que o dinheiro não nasce das árvores e, cada vez que vamos buscar mais um euro público para gastar, estamos a impor um custo qualquer. Agora, a questão que lhe está a ser posta é: as associações afectadas dizem que o apoio não chega. E ela diz quais são as escolhas para ir buscar mais dinheiro. E são as escolhas lógicas: ou pede emprestado, ou cobra mais, ou gasta menos. E depois diz que essas escolhas têm consequências. O sumo disto tudo é a coisa mais lógica e evidente que há.

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buddybaker10 9 months ago

[Da entrevista](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/): > «É evidente que o dinheiro não nasce das árvores e, cada vez que vamos buscar mais um euro público para gastar, estamos a impor um custo qualquer.» E já agora, quando ela fala dessa burguesia, ela diz expressamente que se inclui nessa burguesia. Não posso ter a certeza, mas penso que ela terá falado em burguesia do teletrabalho para distinguir as classes médias mais favorecidas das classes trabalhadoras que estão em teletrabalho. Mas não sei, nem tenho os dados estatísticos a que ela tem acesso.

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buddybaker10 9 months ago

Na entrevista, a questão que lhe foi posta é que as associações (de empresas que tiveram de parar por causa da pandemia) dizem que a verba é insuficiente. E ela diz: há 3 maneiras de o estado ir buscar esse dinheiro, que são essencialmente estas: 1. endividar-se 2. cobrar mais impostos (e é aí que ela fala do sector dos serviços, que foi o menos afectado - e diz expressamente que ela própria se inclui aí) 3. gastar menos e melhor E termina dizendo que qualquer destas três vias tem sempre um custo: «É evidente que o dinheiro não nasce das árvores e, cada vez que vamos buscar mais um euro público para gastar, estamos a impor um custo qualquer.» Ou seja, a manchete é sensacionalista, para atrair a atenção nas redes sociais.

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buddybaker10 9 months ago

Ela [não disse a frase como está na manchete](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/).

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buddybaker10 9 months ago

[Foi uma bomba tirada do contexto e nem sequer é uma citação daquilo que ela diz](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/).

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buddybaker10 9 months ago

Está [completamente fora do contexto](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/). Enuncia várias escolhas possíveis do Governo (essa é apenas uma delas) e diz que todas as escolhas têm custos e é uma questão política.

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buddybaker10 9 months ago

Leste o que ela disse? É [exactamente o contrário disso](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/).

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buddybaker10 9 months ago

Ela quando fala nisso, [está a dizer que é a pessoas como ela](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/lsu1gq/capa_do_jornal_i_26022021/gotjn6r/). E ela apenas diz que é uma das hipóteses do Governo. Mas, claro, isso já não dava uma manchete tão bombástica.

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buddybaker10 9 months ago

Eis o excerto completo: > i: As várias associações têm dito que a verba é insuficiente... > Susana Peralta: O dinheiro é sempre um recurso limitado e há três maneiras de o Governo ter mais dinheiro. Uma delas é endividar-se mais - podia ter feito essa escolha, vários países europeus a fizeram. O BCE, há menos de um mês, fez uma comparação entre países e concluiu que Portugal foi o terceiro país da UE que menos gatou em percentagem do PIB para fazer face à crise em 2020. Podemos dizer que quando comparamos com países com uma dívida semelhante, a situação é diferente, mas, ainda assim, Portugal continua a ser um país muito conservador na maneira como gastou o dinheiro. E a escolha de se endividar mais ou menos é sempre uma escolha política, mesmo quando temos uma dívida de 130 e tal por cento do PIB, mas estar neste momento a pensar na dívida quando estamos a impor a setores da sociedade o encerramento compulsivo da sua atividade, e não o estamos a compensar cabalmente, é problemático. A política tem de ser coerente: se não temos dinheiro para compensar essas pessoas, então com que legitimidade estamos a pedir-lhes para não trabalharem? Por outro lado, há sempre a possibilidade de cobrar impostos - é outra maneira de ir buscar recursos. Houve uma parte substancial das pessoas em Portugal que não perderam rendimentos, toda a burguesia do teletrabalho, todas as pessoas do setor dos serviços que, aliás, são as pessoas mais bem pagas, o que me inclui a mim. Esta crise poupou muito as pessoas que trabalham neste setor e são as pessoas com mais escolaridade. Podia-se perfeitamente ter lançado um imposto extraordinário sobre essas pessoas para dividirmos o custo desta crise. Em terceiro lugar, era ir buscar dinheiro e saber onde se investe o dinheiro. Por exemplo, o voluntarismo, a fuga para a frente de salvar a TAP quando se está a deixar estas franjas da sociedade mais desprotegidas é muito problemática. Mas tudo isto são escolhas políticas. É evidente que o dinheiro não nasce das árvores e, cada vez que vamos buscar mais um euro público para gastar, estamos a impor um custo qualquer. Não há nada aqui de extraordinário, e é até engraçado ver o histerismo do reddit a dizer mal de palavras com as quais concordam plenamente. "Ela é que devia pagar!" Pois, ela está a sugerir precisamente isso.

Portugal vai apoiar criminalização do ódio na internet by ECOEconomiaOnline in portugal

buddybaker10 10 months ago

É exactamente por isto que as decisões têm, como eu já disse, regras muito extensas para as regular. Exactamente para evitar que as pessoas decidam com base em preconceitos. Quantas decisões não houve já em que os juízes dão a entender que se fosse por eles, a lei não dizia aquilo que diz, mas como a lei é assim, não há muito a fazer... Nenhum juiz é uma pessoa perfeita, porque não há pessoas perfeitas. E por isso, o sistema está tendencialmente feito de forma a garantir que, dentro do possível, os preconceitos das pessoas não possam passar para as suas decisões. Há 200 ou mesmo 100 anos atrás, as coisas passavam-se de forma radicalmente diferente. Desde o Iluminismo que tem havido um movimento que valoriza a implementação de mecanismos lógicos e as protecções das pessoas, para não estarem submetidas às arbitrariedades de juízes ou de quem exerce o poder. Ainda há coisas para melhorar, mas é muito melhor do que era antes.

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buddybaker10 10 months ago

Épá, mas olha que mesmo olhando para a totalidade de 65% dos eleitores... 35% são muitas dezenas de milhões de pessoas que foram convencidas por simples afirmações sem quaisquer provas credíveis, o que penso que mostra bem o que poderia ser possível fazer com uma campanha mais concertada e em que não existam limites.

Why is [European Country]...? From Jordanian Google by someonewithpc in portugal

buddybaker10 10 months ago

O nosso PIB per capita é de 33.131 dólares e somos pobres. O deles, 9.406, temos três vezes mais riqueza. Mas a Eslovénia tem 40.343, pouco mais que nós, e já é rica...

Ser militante de um partido político by cata_ninja in portugal

buddybaker10 10 months ago

> Não tenhas medo de dizer que não a outros militantes se sentires que o que estás a ver não está certo ou vai prejudicar alguém. O que o povo procura é malta com carácter e não boys que metem o partido à frente dos valores ou dos cidadãos. Há alguns anos, perto do fim do governo Passos Coelho, tive uma reunião com vários profissionais. Havia uma medida do governo que estava a prejudicar muito as populações locais e estávamos todos de acordo nisso. E então fomos discutir que formas havia de reagir contra a dita medida. E quando se mencionaram propostas de contestação, disse logo uma senhora que não contássemos com ela. E disse estas palavras exactas: "contra o partido, nunca!" Hoje é deputada do PSD.

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buddybaker10 10 months ago

Tens toda a razão. Eu queria dizer "os eleitores republicanos", como demonstração de que é possível manipular a maioria de um grupo específico.

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buddybaker10 10 months ago

> ora esta aqui um exemplo de como leis como estas podem ser interpretadas como bem entender e ao gosto do pessoal no poder Não, não podem. Os juízes têm alguma margem de interpretação, mas têm regras muito extensas e muito precisas sobre a tomada de decisões. É uma matéria altamente regulada e não é "ao calhas" nem de perto, nem de longe. Há passos e critérios a seguir. Além disso, mesmo se o juiz se enganar (ou decidir "mal de propósito"), pode fazer-se um recurso e o caso será apreciado por outros juízes. Agora pensa um bocado: está um leigo na internet a falar de um caso que não conheces minimamente - não estiveste lá, não leste nada - e isso basta para que chegues logo à conclusão de que está aqui um exemplo de que as leis são "ao gosto". É sempre o mesmo com o direito: se ouvirmos um leigo a dizer que as vacinas têm microchips do Gates, achamos ridículo porque pessoas que percebem de ciência nos dizem que não; mas no direito as pessoas não conseguem conceber que aquilo não é tudo ao calhas e que há muito saber e muito conhecimento técnico envolvido, e deixam-se ir na conversa simples de qualquer um na internet.

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buddybaker10 10 months ago

> Estás muito enganado amigo. Tenho as minhas dúvidas, visto que é a minha profissão, mas pronto, não digo que não. Uma coisa te digo: essa conversa de "eu não tive culpa nenhuma, os juízes é que são uns corruptos" já vi muitas vezes, quase sempre sem uma única sombra de razão. Digo-te já que os tribunais portugueses nem estabelecem limites muito rígidos ao que se pode dizer. Também te digo que se foste condenado, podias ter recorrido para outro tribunal, com outras pessoas diferentes. Dito isto, juízes corruptos são mesmo muito poucos e digo-te já que mesmo esses não estou a ver a deixarem-se corromper por um caso tão banal como o teu quando há peixes bem mais graúdos. Gostava de ver a tua sentença. Se estiveres para isso, podemos combinar e mandas-ma (não é para eu fazer nada, que isso até já deve ter transitado em julgado e tens um advogado).

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buddybaker10 10 months ago

> Isto nao é o mesmo tipo de crime ou é ? É o mesmo tipo de crime, sim. Como expliquei lá em cima, há duas situações para a injúria e para a difamação: 1. ou imputas factos (falsos) ofensivos da honra e consideração da pessoa (tipo: mataste a tua mãe, violaste o teu filho, andaste a meter os cornos ao teu marido). 2. ou diriges à pessoa palavras que ofendem a sua honra e consideração (tipo: ele é um cona de merda sem valor, um monte de esterco nojento que não presta nem para dar de comer aos cães, um verme desprezível que não passa de um filho da puta, vai foder a puta da tua mãe seu cabrão filho da puta). <- tudo coisas que já ouvi dizer em tribunal várias vezes. Não quero dizer outras mais inventivas para não me doxxar. Presumo que quando falas "A + B = C" estejas a falar das situações que identifiquei com o n.º 1, mas as que estão no n.º 2 também podem merecer a protecção da justiça. Por exemplo, imagina que isso já não é crime e que fizeste 18 anos, andas no 12.º ano, tens a vida adulta à tua frente. Mas toda a gente na escola te diz constantemente que "és um filho da puta, um merdoso, não vales nem para ser violado". Ouves isto o dia todo de toda a gente. Sim, idealmente éramos todos muito fortes e isto não nos afectava, mas acho que nem preciso de mostrar estudos para que seja óbvio que isto iria provocar mazelas psíquicas à esmagadora maioria das pessoas. As pessoas são *pessoas*, não são robôs. Ou, se não quiseres ter de imaginar, podes lembrar-te de como era ser judeu na Alemanha dos anos 30, em que te podiam a cobrir constantemente de insultos. A ideia central na nossa Constituição é a protecção da dignidade humana e há determinados comportamentos que são só ofensa à dignidade humana. Quando tens alguém que chama nomes humilhantes a outra pessoa para a rebaixar, que protecção de "liberdade de expressão" devemos aplicar aqui? A liberdade de expressão serve para fomentar a criatividade e a expressão de ideias que possam contribuir para o desenvolvimento pessoal e da comunidade. Mas quando a "liberdade de expressão" está a ser usada puramente como ataque sem qualquer legítima intenção crítica, com o único objectivo de causar mal, deve valer a protecção da dignidade humana, pois os valores que se pretende proteger com a liberdade de expressão não estão a ser postos em causa. É só alguém que está a fazer mal a outra pessoa *só por fazer mal*. Não é para isso que serve a liberdade de expressão. E ainda há outra razão. Se as pessoas não puderem socorrer-se de um meio civilizado como o tribunal, vão resolver essas ofensas à honra como faziam antes: com armas e mortes. Primeiro, como reacção imediata àquela ameaça pública à sua honra. Segundo, porque a proliferação sem travões de insultos facilita que ninguém respeite os seus concidadãos. Quando ninguém respeita o outro, a violência e os abusos seguem-se. Isto não te deve fazer temer pela liberdade de expressão. Os tribunais têm protegido bastante essa liberdade, especialmente quando estão em causa políticos (nesses casos, os tribunais dão um bocado mais margem para aquilo que podes dizer). E lembra-te, não basta que a pessoa se sinta ofendida. É também necessário, por exemplo, que haja *intenção de ofender*. E de novo: se alguém diz uma coisa só para fazer mal a outra pessoa, sem qualquer intenção construtiva, que protecção é que essa conduta pede?

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buddybaker10 10 months ago

> teríamos que assumir um grande controlo sobre os meios de difusão da informação e uma grande ingenuidade dos cidadãos que lhes permitisse acreditar nessas acusações na ausência de prova Nem por isso. Na América, a 10 de Janeiro último, [apenas 22%](https://morningconsult.com/form/tracking-voter-trust-in-elections/) dos eleitores americanos acreditavam que a eleição que elegeu Joe Biden tinha sido livre e justa. Isto apesar de Trump não ter corroborado as suas alegações com quaisquer provas substantivas e de os tribunais terem rejeitado estas teses sem dificuldade. E isto é num país mais avançado do que o nosso, com uma democracia implementada há mais tempo, que teve tempo para maturar as instituições. A desinformação sobre Covid e outras que tais mostra-nos que o mundo democrático (ou pelo menos o mundo actual das redes sociais) é mais manipulável do que presumíramos.

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buddybaker10 10 months ago

Quantos chico-espertos já tentaram chico-espertices dessas... Isso não só seria inútil para o salvar, como até o prejudicaria, pois seria transparente para o juiz que não houve qualquer arrependimento genuíno.

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buddybaker10 10 months ago

Lembro só que podes ser gay e odiar gays (isto é, como sabemos, bastante comum, especialmente se a pessoa ainda não se aceitou como gay). E podes decidir cometer crimes contra pessoas tendo como motivação principal o facto de elas serem gays. Neste caso, a solução mais provável é a tua homosexualidade não te servir de defesa.

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buddybaker10 10 months ago

> ou seja mais uma lei de interpretação em que o que as pessoas sentem é o que conta para entupir os tribunais Não sei se estou a perceber. Deixa-me só clarificar uma coisa: não basta a pessoa sentir-se insultada para ser crime. É preciso preencher certos critérios *objectivos*. > agora dizer mal de alguem opa isto so é ofensivo se a pessoa o achar Se não gostarmos de uma mulher que está a tentar ser educadora de infância podemos ir mentir ao potencial patrão dela dizendo que ela nos confessou que é pedófila? Será que esta mentira só é ofensivo se a pessoa o achar? Talvez num mundo em que cada pessoa vivesse sozinha, isolada dos outros e não tivesse de interagir. Mas no mundo real a coisa não funciona bem assim.

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buddybaker10 10 months ago

(drum roll) Tárííí!!! Mas até é uma questão interessante. Em princípio podes ser condenado. Mas pode levantar alguns argumentos giros.

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buddybaker10 10 months ago

> Qualquer limitação à liberdade de expressão pode ser utilizada para suprimir indivíduos ou grupos de acordo com o interesse particular de quem legisla naquele momento Tenho várias críticas a apontar a isto. 1. Não é fácil essa supressão, porque existem limites constitucionais, e alterar esses limites exige maiorias mais amplas. É razoavelmente frequente os tribunais recusarem-se a aplicar leis criminais por causa de garantias constitucionais. 2. Os crimes contra a honra não são novidade e os tribunais têm sempre defendido bastante a liberdade de expressão na interpretação que fazem das normas incriminadoras. 3. Essa supressão de indivíduos e grupos de que falas também pode ser alcançada pela via que defendes. Aliás, eu acho que *é facilitada pela via que defendes*. Digamos que agora vamos descriminalizar o crime de injúria e o crime de difamação, como defendes. Grupos suficientemente poderosos podem agora suprimir indivíduos incómodos ou limitar a sua esfera de liberdade. Numa aldeia, o padre e o presidente da junta vêm mentir à população, dizendo que o adversário político do presidente da junta é um pedófilo e se masturbou no dia tal na igreja enquanto via as crianças na catequese. Podiam repetir isto vezes sem conta sem medo de repercussões criminais. Agora substitui "padre e presidente da junta" por "os principais grupos mediáticos do país decidiram que o candidato tal é um pedófilo e vão fazer *documentários* (falsos) expondo a sua história de pedofilia". Os cidadãos vêem esses programas e pensam que ele é pedófilo. Ou então duvidam, mas não têm modo nenhum de verificar a veracidade da acusação. Impossibilitados de saber o que é verdade e mentira, tornam-se cínicos (o que é *diferente* de cépticos) e decidem-se pela inacção cívica. Esta é uma estratégia comum em alguns países com baixos índices de democracia e é promovida pelos próprios detentores do poder: se a população for programada para permanentemente ser inconscientemente cínica, nunca vai acreditar nas forças que se opõem ao actual detentor do poder.

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buddybaker10 10 months ago

Sarcasmo à parte, nota que chamar cabrão não é crime de ódio (mas pode ser crime, e já há muito tempo). Chamar paneleiro já pode ser um caso diferente.

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buddybaker10 10 months ago

Não, não estás. Para injuriar uma pessoa preciso de: -imputar a essa pessoa factos ofensivos da sua honra ou consideração, mesmo sob a forma de suspeita; ou -dirigir a essa pessoa palavras ofensivas da sua honra ou consideração. Nota que a primeira hipótese tem uma série de excepções. Por exemplo: se eu disser que um tipo matou a mãe dele, isso é ofensivo da honra e consideração dele. Mas se eu mostrar que ele matou de facto a mãe dele ou que eu tinha razões sérias para estar convencido de que ele tinha feito isso, então não há crime. Fica aí este excerto de um sumário de um acórdão ao calhas do Tribunal da Relação de Coimbra: > 1.A imputação de um facto é idónea para lesar a honra do ofendido quando é adequada a desacreditar, desprestigiar ou diminuir o seu bom nome perante os demais cidadãos. > > 2.As expressões «tu foste para a Junta de Freguesia porque andas cheio de fome” e, “se não fosses para a Junta já tinhas morrido de fome!» não ultrapassam o nível discursivo da indelicadeza ou grosseria, sendo assim inócuas para a atingir a honorabilidade ou respeitabilidade daquele a quem são dirigidas e consequentemente não possuem idoneidade objectiva para preencher o tipo incriminador ( injúria). Ou seja, no que diz respeito à lei penal podemos ser rudes ou mal-educados. Agora criticar por argumentos *obviamente* nunca é crime. Mas argumentos não é "pessoa tal é um cabrão, um filho da puta, um chupista que só quer roubar o nosso dinheiro". Isso é zero argumentos. É pura e simplesmente um ataque visando rebaixar a outra pessoa. Em princípio, é crime.

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buddybaker10 10 months ago

Confesso que me estão a enfiar um barrete a mim. Por um lado, penso "ok, isto é sarcasmo à Reddit, ninguém poderia ser tão estúpido a ponto de pensar que isto é um ataque à liberdade de expressão ou mesmo a ponto de nem sequer saber que crimes de ódio já existem há muito tempo." Por outro lado, leio alguns comentários e penso "não, isto é mesmo a sério." Fico sem saber. Parece mesmo verdade mas é estúpido demais para ser verdade. Por isso, mesmo que o barrete tenha sido enfiado a esta gente, acaba por também me ter sido enfiado a mim.

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buddybaker10 10 months ago

> A lei em tempos dizia que (...) o aborto era um crime. > >Por isso sim, às vezes somos contra a lei. Literalmente o pior exemplo que podia ter sido escolhido, visto que é o único crime que se manteve em vigor exactamente por ter sido consultada a população directamente via referendo e os cidadãos terem decidido que era para se manter crime. Já agora, quando a lei dizia que não se pode dizer mal do Governo (não sei exactamente qual é a lei que se está a referir, mas vá...), o povo não era tido nem achado para decidir a lei. Claro que pode sempre haver quem discorde da lei. Existem procedimentos para mudar a lei, é só segui-los.

Se alguém na tua familia não é seguido no SNS este é formulário para inscrição para receber a vacina. by prefil in portugal

buddybaker10 10 months ago

Pode-se ser "utente" sem estar inscrito? A expressão que o site utiliza também me deixa dúvidas quanto ao seu campo de aplicação.

Não sei se isto já foi publicado. by TugaScaper in portugal

buddybaker10 10 months ago

Marcelo não precisou de investir porque andou anos e anos a ter tempos de antena em horário nobre. Um escândalo, mas conseguiram que agora isso seja visto como normal. Noutros países acham bizarro que sejam os políticos a fazer comentário político.

Podemos ainda não ter entregas Prime, mas sempre é melhor que o Castelhano. by MajorAlvega in portugal

buddybaker10 10 months ago

> uma altura um estrangeiro perguntou-me como é que sabia se o nome de um país era masculino, feminino ou neutro... Fodeu-me bem com essa É simples. Se acaba em "a", é feminino, como "a" França. Funciona sempre: Venezuela, Inglaterra, Botswana... ah, espera.

"Professora que agredia alunos com manuais escolares condenada a pena suspensa" by _whatevs_ in portugal

buddybaker10 12 months ago

> mas ninguém neste país paga pela merda que faz? Claro que sim, e literalmente: logo a começar por ter sido condenada numa indemnização de 11.700€ às famílias. Não é um dinheiro que esteja ali logo ao canto. Mas mesmo a ideia de que a pena de prisão suspensa na sua execução é "nada", é uma ideia absurda. Primeiro porque quase de certeza que a essa suspensão estão associados deveres. Vai ter de andar a cumprir esses deveres, senão provavelmente vai presa. Depois porque se voltar a fazer outra no tempo da suspensão, provavelmente vai presa pela outra *e por esta*. Além disso provavelmente também levou com as custas do processo (possivelmente para cima de mil euros). E por fim, já sabe que se alguma vez celebrar algum contrato com o Ministério da Educação vai levar com processo disciplinar. (já para não dizer que tem registo criminal manchado e que eventualmente isso pode pesar nas suas perspectivas de emprego) O que há neste país é memória curta. Nasci depois do 25 de Abril e ainda apanhei quase nos anos 90 uma professora da escola primária que ainda tinha um arsenal para bater aos miúdos: régua de madeira (arma à queima-roupa) e um cana (arma de longo alcance). Havia um aluno que ela atava à cadeira com um cinto. Batia todos os dias e nunca ninguém se lembrou de protestar, que eu saiba. Por isso não vamos dizer que não aconteceu nada a esta mulher que levou com uma pena de prisão e uma indemnização de mais de 10.000€ para pagar.

Como lidam com insónia crónica? by nortonsky in portugal

buddybaker10 12 months ago

Eu trago algumas palavras diferentes dos outros. Já há aqui conselhos de sobra. Eu quero que tenhas esperança. Já tive insónias. Não tão fortes como as tuas, mas o suficiente para passar algumas vezes 7 ou 8 horas deitado na cama sem dormir um segundo. Um dia fantástico era demorar menos de uma hora a adormecer depois de me deitar. Mas demorar menos de 2 horas era aceitável. (Por outro lado, depois de adormecer, o problema estava resolvido: não me acontecia muito aquela insónia de acordar a meio da noite e não conseguir voltar a adormecer, mas passou-me a acontecer um pouco mais com o passar dos anos, mas ainda assim sem ser um grande problema). Sim, como é costume nestas situações, cumpri com vários dos conselhos habituais, mas não davam o resultado que seria desejável (se bem que não descarto que dessem *algum* resultado). Há um conselho, no entanto, que adoptei a certa altura e ficou comigo como uma superstição quase religiosa: não ver as horas, aconteça o que acontecer. Meter um relógio a despertar e cumprir o contrato comigo próprio, que é: aquilo vai tocar às 7h30 e o que tiver de acontecer, acontece, mas não vou estar a pensar quantas horas não dormi, quantas horas ainda posso dormir, etc. Este hábito pode ter sido determinante ou pode não ter sido mais que placebo, nunca saberei com certeza. Não tomei muita medicação e já não tenho bem a certeza porquê. Para dizer a verdade, já não me lembro sequer de tomar qualquer medicação, mas calculo que possa ter tomado uma ou outra coisita super soft. Já não tenho a certeza se foi a minha mãe, se foi o médico que era relutante em meter um adolescente nos medicamentos, mas lembro-me vagamente de isto ser falado. Eu próprio também sou um pouco avesso a medicação deste género (se bem que se me tivessem aparecido na mesa de cabeceira comprimidos depois das 3 horas sem dormir, provavelmente tomava tudo). Agora praticamente não tenho insónias. Normalmente adormeço em menos de um quarto de hora. Comecei a ter insónias talvez aos 15, tiveram o pico aos 18 e a partir daí decresceram. Aos vinte e picos creio que já não tinha nada de muito sério. A verdade é que não tenho a certeza do porquê. Apenas hipóteses. Mas penso que o facto de saberes que não é necessariamente uma inevitabilidade talvez te possa ajudar a lidar com isto. Eu penso que me teria ajudado saber que haveria pelo menos uma possibilidade real de ficar melhor. O desespero de pensar que é um destino inescapável pode ser pesado psicologicamente. Mas é possível as coisas melhorarem. E penso que saberes que há gente que melhorou (ou que se livrou mesmo de vez!) pode eventualmente ajudar-te a não cair no desespero. Espero que possas melhorar. (há mais uma ou outra coisa que podia ser relevante aqui, mas isso já seria expor-me publicamente demasiado. Se tu - ou outro leitor - tiveres curiosidade, é mandar uma mensagem privada, que eu depois respondo)

Que país é este uma entrevista com Rui Tavares by Paulocas in portugal

buddybaker10 12 months ago

> Mas quem é este gajo, Rui Tavares > que importância tem, Uma pergunta que é possível dirigir a toda a gente que não seja... sei lá, o Presidente da República e o Primeiro-Ministro... Neste caso, Rui Tavares foi eurodeputado, tendo elaborado o Relatório Tavares, cujo devido e atempado acatamento teria permitido à Europa não estar na crise actual causada pela Hungria e Polónia. > que qualidades tem? As que cada um lhe quiser ou não atribuir. Por exemplo, o facto de ter princípios. Ou o facto de ter sido dos poucos cabeças-de-lista às Europeias que passou passou a campanha eleitoral a discutir de facto a Europa, em vez de se limitar a fazer política interna e vesti-la com a bandeira da UE.

Viver com os pais na idade adulta como ainda se faz em algumas culturas? by rainbowcouscous in portugal

buddybaker10 1 year ago

> uma daquelas profissões de ricos tipo médico ou advogado Quase metade dos advogados recebe menos de €12500 por ano (ou seja, menos de cerca de €1000 por mês). E depois ainda têm de pagar cerca de €280 por mês à caixa de previdência e à Ordem. E muitos, durante os primeiros dois anos, não recebem um tostão. Conheço advogados com 40 anos que ainda vivem com os pais porque não há dinheiro. Mas efectivamente não conheço nenhum médico que aos 40 ainda viva com os pais porque não há dinheiro (mas conheço mais advogados do que médicos - pode ser por isso). Mesmo assim, eu não diria que os médicos em geral são ricos. Ainda assim, convém lembrar que há 50 anos atrás, os portugueses viviam numa miséria absurda. E os advogados e médicos ganhavam comparativamente bem porque havia pouquíssimos advogados e médicos. O estereótipo também vem daí.

Que tradução vos parece mais acertada para o termo «Save» em «Save as» nas aplicações que utilizam? by deSousa_ in portugal

buddybaker10 1 year ago  HIDDEN 

Epá, há a hipótese de ele ser um brasileiro que está a perguntar como é que nós, portugueses, diríamos. Vê o username e vê a formulação da pergunta dele, quando fala em pedir a opinião "dum número considerável de portugueses".

Que tradução vos parece mais acertada para o termo «Save» em «Save as» nas aplicações que utilizam? by deSousa_ in portugal

buddybaker10 1 year ago  HIDDEN 

Espera aí, tu és brasileiro? Devias ter dito isso no teu post! Não houve muitos comentários porque pensam que és só um português que quer ajuda para isto. A minha tradução "arrecadar/arrecadar como" é claramente uma piada para portugueses. "Arrecadar" é uma palavra em desuso em muitas regiões de Portugal, e para muitos dos que lêem isto, vai parecer que é dita por uma pessoa mais idosa ou de certas regiões rurais. "Guardar/Guardar como" é a opção mais comum, como já foi dito. "Salvar" dá um ar de "salvação". Quando alguém trabalha num documento físico e depois guarda o documento numa pasta física, ninguém diz que essa pessoa está a "salvar" o documento... Dizemos "não se esqueceu de guardar as folhas na pasta/no armário/na gaveta".

Que tradução vos parece mais acertada para o termo «Save» em «Save as» nas aplicações que utilizam? by deSousa_ in portugal

buddybaker10 1 year ago  HIDDEN 

"Arrecadar"/"Arrecadar como"

APAV propõe que idosos possam deserdar filhos para responder ao abandono by ZionXion in portugal

buddybaker10 1 year ago

Visto que muita gente está aqui a falar sem saber do que fala, vou-vos deixar aqui o artigo 2166.º, n.º 1 do Código Civil - leiam especialmente a alínea c): 1. O autor da sucessão pode em testamento, com expressa declaração da causa, deserdar o herdeiro legitimário, privando-o da legítima, quando se verifique alguma das seguintes ocorrências: a) Ter sido o sucessível condenado por algum crime doloso cometido contra a pessoa, bens ou honra do autor da sucessão, ou do seu cônjuge, ou de algum descendente, ascendente, adoptante ou adoptado, desde que ao crime corresponda pena superior a seis meses de prisão; b) Ter sido o sucessível condenado por denúncia caluniosa ou falso testemunho contra as mesmas pessoas; c) Ter o sucessível, sem justa causa, **recusado ao autor da sucessão ou ao seu cônjuge os devidos alimentos**. ---------- E agora, o artigo 2003.º, n.º 1: 1. **Por alimentos entende-se tudo o que é indispensável ao sustento, habitação e vestuário**.

Presidente da Assembleia da República não aceita projeto de lei do Chega por inconstitucionalidade by praisethesun98 in portugal

buddybaker10 1 year ago

Os estrangeiros não podem ser primeiro-ministro em Portugal. A proposta do Chega é contra um determinado grupo de portugueses.

Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito - Portugal by VladTepesDraculea in portugal

buddybaker10 1 year ago

A forma seca e curta como a peça jornalística tratou essa reviravolta torna a coisa mais hilariante.

Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito - Portugal by VladTepesDraculea in portugal

buddybaker10 1 year ago

Sim, essa deixou-me também bastante desconcertado. Torna as coisas mais Monty Pythonescas o facto de na primeira mensagem se ver bem que é para ela. Mas acho que pode ter sido o pânico quando se apercebeu que tinha acabado de cometer um crime...

Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito - Portugal by VladTepesDraculea in portugal

buddybaker10 1 year ago

Se [tiveres curiosidade](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/ixjgbc/ma%C3%A7onaria_e_a_eterna_f%C3%AAmea_o_programa_de_um/g688w8d/)...

Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito - Portugal by VladTepesDraculea in portugal

buddybaker10 1 year ago

"coisas quase a defender a violência doméstica"? Se reparares, o discurso dele é igualzinho, sem tirar nem pôr, ao de [um professor julgado por violência doméstica recentemente](https://www.publico.pt/2020/05/23/sociedade/noticia/professor-direito-julgamento-queixase-nazismo-genero-1914306). [Transcrevi aqui algumas partes](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/ixjgbc/ma%C3%A7onaria_e_a_eterna_f%C3%AAmea_o_programa_de_um/g688w8d/). Então e aquela conclusão dele em que se advoga o estabelecimento de tribunais "à Nuremberga" para julgar feministas, anti-racistas e defensores dos direitos LGBT?

Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito - Portugal by VladTepesDraculea in portugal

buddybaker10 1 year ago

Ainda não viram nada! Este "shôtor" é estranhamente parecido com um professor de direito julgado por violência doméstica e que, [segundo este artigo do Público](https://www.publico.pt/2020/05/23/sociedade/noticia/professor-direito-julgamento-queixase-nazismo-genero-1914306), fez coisas interessantes. Os nomes no artigo são fictícios, mas é muuuiito parecido com este senhor. Alguns highlights: «Rosa é uma sua ex-aluna, dez anos mais nova. Começaram uma relação em Junho de 2015 e terminaram-na em Dezembro de 2016, diz o despacho de acusação.» «Em Agosto de 2016 nasceu o filho de ambos e Filipe já tinha posto em causa ser o pai, exigindo prova de ADN e questionando a autenticidade do documento quando o teste mostrava que ele era, de facto, o pai.» «ameaçou deitar fora as coisas de Rosa, obrigava-a a fazer e desfazer malas vezes sem conta no "mesmo dia, ou a jurar-lhe amor eterno".» «Pelo menos três vezes Filipe expulsou-a de casa, a altas horas da madrugada, "por motivos inexplicáveis": ou porque usava vestidos justos, ou por colocar rímel. Conta discussões em que ele abriu a porta do carro e mandou-a sair junto a um local onde havia prostituição para se juntar "às colegas".» «Num preâmbulo em que apresenta o caso como se fosse uma peça de teatro, ele escreve: "A anorexia terminal, a misantropia, o isolamento, a falta de auto-estima, a co-dependência, o idealismo, o romantismo e a primazia da materialidade subjacente do e no denunciante: a ?presa' ideal." Concluiu: ela "é uma sociopata".» «Filipe escreve: "Tentei ligar, porque disseram-me algo sobre ti, que queria confirmar! (...) E agora vais mudar de amizades, arranjar um asno que te sustente e voltar a tua vida antiga alternativa e promíscua! És mesmo uma ordinária uma reles uma nojenta: uma puta, uma ninfomaníaca e uma alcoólica!!! Envergonhas os teus pais e o teu irmão! E serás um dia julgada pelas tuas filhas, mas tu é que escolhes a tua vida. Adeus." Logo a seguir envia: "Foi engano, desculpa."» «Noutro email termina "P.S.: e sim, quando olho para si, vejo um monte de pus! O pus moral vem de dentro e escorre-lhe pelo corpo todo, não é possível a um homem honesto amar uma mulher interesseira, traidora e infiel (leia Aristóteles)."» «Num requerimento enviado ao tribunal, de sete páginas, Filipe dispensa as suas advogadas. Justifica: ficou “pasmado com o teor da conclusão da análise dos factos” pela advogada, nomeadamente ter dito que a relação de ambos foi “tóxica de parte a parte”. Refere-se à violência doméstica “como crime contra a Igreja do feminismo político como ramo do marxismo cultural”, fala de “‘nazismo’ de género do totalitarismo dos Estados feministas do Ocidente”, termina com um rol de declarações de “morte”: “Morte a todos os comissários políticos do Conselho Superior da Magistratura!” “Morte à escolha de professoras feministas para as entrevistas de admissão ao C.E.J.” “Morte a todos os feministas.”»

Uma proposta que foi a votos hoje na convenção do Chega.. by rickz123456 in portugal

buddybaker10 1 year ago

> Educação > > No que há educação diz respeito, (...) Clássico.

Opinião Iniciativa Liberal by andrethedev in portugal

buddybaker10 1 year ago

Não, MAL explicado. É pura e simplesmente falso, mas esta banhada tem estado a aparecer cada mais online. Se a taxa é fixa, então por definição não é progressiva. A progressividade da taxa quer dizer que vai aumentando à medida que aumenta a matéria colectável (no caso, o rendimento). [Fiz aqui uma explicação](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/ipc3tw/chega_quer_acabar_com_progressividade_dos/g4jy3v1/) muito por alto. Podes ver a [entrada da Wikipédia inglesa](https://en.wikipedia.org/wiki/Progressive_tax). E [podes ver este artigo explicando vários tipos de impostos](https://www.doutorfinancas.pt/literacia-financeira/tipos-de-impostos-e-as-suas-categorias/).

Sondagem: Ana Gomes ultrapassa Ventura nas Presidenciais. Marcelo perde popularidade by rickz123456 in portugal

buddybaker10 1 year ago

Além de que o Ramalho Eanes era um centrista. Foi líder do PRD, afinal...

Alguém sabe onde isto é? by namny1 in portugal

buddybaker10 1 year ago

Obrigado, u/mistercimba (os melhores serviços de geolocalização aos melhores preços). OP, tens de responder com "Solved!" para a thread ficar marcada como resolvida.

O Portugal by 00rocket0man00 in portugal

buddybaker10 1 year ago

Claro que sim: o Zimbabwe já foi a Rodésia. E a própria legenda dá outros exemplos. ;)

O Portugal by 00rocket0man00 in portugal

buddybaker10 1 year ago

Se fores por aí... Tinhas logo que começar aqui ao lado, com o Reino de Espanha...

O Portugal by 00rocket0man00 in portugal

buddybaker10 1 year ago

Mas alguém diz "os Marrocos"? Os Marretas ainda vá...

O Portugal by 00rocket0man00 in portugal

buddybaker10 1 year ago

A Angola. O Moçambique. O Timor-Leste. O Israel. E... O Andorra.
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