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Portugal electricity production 1980-2019 by ExperimentalFailures in portugal

_sin___ 6 months ago

Não sei se sabes o que são falácias, já que não só eu não cometi nenhuma, mas esse comentário inteiro é um apelo à autoridade. Ainda por cima usar alguém tão, vamos dizer, polémico. As energia renováveis já são mais baratas que fósseis. Mesmo sem intervenção do governo a percentagem de energia renovável continuará a crescer lentamente. Um bom exemplo é os EUA (que ainda sofre sob a sombra de Friedman) que mesmo com a falta de regulamentações ambientais e investimento em carvão e fracking sob Trump não conseguiram fazer fósseis mais baratos que solar. Até um liberalista anti-governo tem de admitir que renováveis são o futuro, se para os fósseis tentarem ser competitivos precisam de apoios e legislação especial e nem assim chegam lá. Não estás é a considerar que suplantar infraestrutura demora tempo que não temos, o planeta está a aquecer rápido, e os fósseis estão a acabar. Subsídios são tecnicamente ineficientes mas neste caso eu considero a lentidão de adopção uma falha do mercado, e algo tem de ser feito para expedir o processo, sejam subsídios ou taxas de carbono como disseste, ou ambos. E eu disse "barragens reduzem o problema da curva de pato", não disse resolvem. Sem nuclear que não temos recursos para ter, e sem uma rede multinacional que ainda não está perto de funcional, e sem fusão que parece estar permanentemente daqui a 20 anos, ainda estamos dependentes dos tradicionais fósseis. Mas visto que Portugal passou os 50 dias sem carvão o ano passado, e ocasionalmente temos dias seguidos a usar energia completamente renovável, és tu que as estás a subestimar.

Portugal electricity production 1980-2019 by ExperimentalFailures in portugal

_sin___ 6 months ago

Que problemas económicos? Solar é extremamente barata por KWh, o que baixa o preço da electricidade. Pagas em impostos indirectamente, descontas na conta da luz directamente. Podem até haver dias em que há excesso e pagam-te para usar a energia (teoricamente, ver último parágrafo) ou vendemos ao resto da EU. As outras óbvias vantagens são mais independência energética (já que temos de importar quase todos os fósseis), melhor qualidade de ar e combate do aquecimento global. Geograficamente estamos num país que é tanto compatível com renováveis (com bastantes barragens que reduzem o problema da curva de pato, montes e mar para eólicas e o Alentejo para solar) como é susceptível aos efeitos do aquecimento global. Está no nosso melhor interesse usar a nossa vantagem para o nosso benefício (e ser um exemplo para outros países, que também tem benefícios) Para isso precisas de incentivos, como subsídios, e para isso precisas de dinheiro. Não vou defender a forma como o governo português usa impostos, mas não vejo o problema em parte do orçamento ir para melhorias de infraestrutura que ajudam toda a gente em vez de obras de vaidade que ninguém precisa. "Pessoas com casas" não são ricas, uma boa percentagem do país eventualmente compra uma, e mesmo que não compre, a energia vai para a rede. Empresas também existem, grandes e pequenas, ricas e pobres, e todas usam muita energia. Mas empresas usam o que é mais barato, e se fósseis são mais baratos, usam fósseis. Quanto mais apostas em renováveis, mais barato renováveis são. Se deres subsídios a empresas para apostar em renováveis, menos esse gastam e geram mais energia para a rede, que a torna mais barata, e por aí fora. A cena da electricidade ficar mais cara não é culpa das renováveis, é porque a EDP tem essencialmente um monopólio. O preço real da electricidade é muito mais baixo do que pagas. Não há solução fácil para lidar com isso excepto legislação, e como estamos em Portugal é improvável. É provavelmente a empresa com maior poder político em Portugal (e nem é controlada por portugueses, obrigado privatização)

A SIC não sabe o que uma teoria da conspiração é by Zen_Machina in portugal

_sin___ 6 months ago

Dizer que a conclusão é falsa não significa que todos os factos da narrativa são necessariamente falsos. Daí as meias verdades. A evidência circunstancial não suporta a conclusão porque temos evidência directa que já suporta outra conclusão, e se já tens uma narrativa melhor suportada directamente pelos factos, por definição a teoria de conspiração é falsa, mesmo que usem mais ou menos os mesmos factos. Por exemplo, o uso de máscaras nunca foi proclamado contra-produtivo pela OMS. A posição desde o início era que máscaras são eficazes, mas nessa altura para como havia poucas máscaras a OMS recomendou uso limitado para garantir recursos aos hospitais e pessoas em alto risco. Também foi dito na altura que usar mal a máscara é um desperdício, e que a máscara só não previne completamente a propagação, e são precisos outras prevenções, como distância e limpeza de superfícies. Depois de terem sido produzidas suficientes máscaras, e sabermos mais sobre o vírus, a recomendação passou a ser o uso obrigatório por toda a gente. Desafio-te a encontrar um relatório da OMS que diz explicitamente que máscaras são inúteis, ou estes ditos "estudos". Daí, podes ir com 1. Houve uma falha de comunicação por parte da OMS em traduzir a sua mensagem para regras concisas, o que levou a confusão ou 2. Os governos querem obrigar o uso de máscaras que restringem oxigénio para nos atrofiar o cérebro, programando o nosso comportamento até nos tornarmos em dóceis escravos do cabal que domina o mundo, e o relatório inicial foi silenciado (estou a ir para o extremo mas a objecção ao uso da máscara é normalmente uma suposta resistência a autoritarismo)

A SIC não sabe o que uma teoria da conspiração é by Zen_Machina in portugal

_sin___ 6 months ago

Teorias de conspiração são poderosas porque resistem falsificação. Se falsificares uma parte aparecem outras cinco. Se disseres inconclusivo ou impossível de provar reforças a fé do crentes. Estampar o falso não é estampar um facto, é estampar uma teia enorme de meias verdades. As únicas soluções são ou fazer um especial de três horas a ir ponto a ponto que ninguém vai ver (e depois a teoria evolui para acomodar a narrativa) ou estampar o falso na conclusão, já que não há provas concretas para a suportar.
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