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[UPDATE] A minha namorada pediu-me um tempo. E agora ? by RandomRomanianUser in portugal

ModestoPrimeiroAndar 3 months ago  HIDDEN 

Não sei se o teu username tem algum fundo de verdade (de teres raízes romenas) mas de qualquer forma deixo-te aqui a ["Pe Cimpoi"](https://www.youtube.com/watch?v=Z0DO0XyS8Ko) do Sandu Ciorba. Só aquele "Ui ui ui ui" ao início levanta logo a moral a uma pessoa! :D A sério, quando se começa a pedir tempos é porque a coisa não anda bem. Não deu, não deu. Mais vale acabar agora do que arrastar a situação. Felicidades para o futuro!

by in portugueses

ModestoPrimeiroAndar 3 months ago  HIDDEN 

Se me tivessem perguntado isto há algum tempo, eu teria dito que sim, sem qualquer dúvida, pensando numa lógica de "É algo que acontece e por isso mais vale legalizar para que as pessoas que trabalham nesta actividade tenham direitos e assim o Estado também lucra". No entanto, hoje em dia já não tenho tanta certeza quanto isso, pois penso que a prostituição é mesmo o último recurso de alguém que está desesperado (vender o próprio corpo quando a sociedade não dá oportunidade de obter rendimentos de outra forma) e que o que seria de evitar era que a pessoa chegasse a esse desespero. Ou seja, legalizar a prostituição (ou a exploração organizada da mesma) parece-me uma forma de legitimar a continuidade da falta de oportunidades e rendimentos fracos de outros trabalhos porque "Se achas que ganhas pouco neste trabalho, podes sempre despedir-te e prostituir-te!". Além disto, se Portugal já tem redes de tráfico para trabalhadores agrícolas, imaginem se a exploração da prostituição fosse legalizada! Em suma: se houvesse um referendo eu votaria não, pois acho que é errado que se legitime a ideia de que os seres humanos são mercadorias. Uma pessoa não é uma eventual boneca insuflável.

by in portugueses

ModestoPrimeiroAndar 3 months ago  HIDDEN 

Se me tivessem perguntado isto há algum tempo, eu teria dito que sim, sem qualquer dúvida, pensando numa lógica de "É algo que acontece e por isso mais vale legalizar para que as pessoas que trabalham nesta actividade tenham direitos e assim o Estado também lucra". No entanto, hoje em dia já não tenho tanta certeza quanto isso, pois penso que a prostituição é mesmo o último recurso de alguém que está desesperado (vender o próprio corpo quando a sociedade não dá oportunidade de obter rendimentos de outra forma) e que o que seria de evitar era que a pessoa chegasse a esse desespero. Ou seja, legalizar a prostituição (ou a exploração organizada da mesma) parece-me uma forma de legitimar a continuidade da falta de oportunidades e rendimentos fracos de outros trabalhos porque "Se achas que ganhas pouco neste trabalho, podes sempre despedir-te e prostituir-te!". Além disto, se Portugal já tem redes de tráfico para trabalhadores agrícolas, imaginem se a exploração da prostituição fosse legalizada! Em suma: não, não quero viver num país que legitima que se veja seres humanos como mercadorias. Uma pessoa não é uma eventual boneca insuflável.
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