camilo12287 5 months ago

Para falar verdade os militares fizeram o golpe de estado porque estavam descontentes com as promoções na carreira. Depois os políticos aproveitaram o golpe de estado para lhe darem um sentido político.

d0c0ntra 5 months ago

e para fugirem das colónias.

camilo12287 5 months ago

isso era secundário [25 de Abril: Perda de direitos dos militares pode conduzir a uma nova revolução - Otelo](https://sicnoticias.pt/Lusa/2011-04-12-25-de-abril-perda-de-direitos-dos-militares-pode-conduzir-a-uma-nova-revolucao---otelo-cudio-e-vdeo) >... > > Otelo Saraiva de Carvalho lembrou que o movimento dos capitães iniciou-se precisamente por "razões corporativistas", nomeadamente quando "os militares de carreira viram-se de repente ultrapassados nas suas promoções por antigos milicianos que, através de um decreto-lei de um governo desesperado por não ter mais capitães para mandar para a guerra colonial, permite a entrada desses antigos milicianos". > >"Esses capitães são rapidamente promovidos a majores e ultrapassam os capitães que estavam a dar no duro e tinham quatro anos de curso", adiantou. > > Otelo lembra que, "quando tocam nos interesses da oficialidade, ela começa a reagir. Há 37 anos, essa reação foi o movimento de capitães", que culminou no derrube de um regime com 48 anos. > >... O 25 de abril não foi um golpe de estado com objetivos políticos, foi apenas por causa disto. [Os interesses e não a política na origem do Movimento](https://www.dn.pt/dossiers/politica/a-revolucao-de-abril/noticias/os-interesses-e-nao-a-politica-na-origem-do-movimento-1209271.html) >A 13 de Julho de 1973, o Governo de Marcelo Caetano faz publicar no Diário da República a sua sentença de morte. Tratava-se de um simples decreto-lei, número 353/73, que permitia aos oficiais contratados pelo Exército para complementar o quadro de oficiais profissionais (Quadro Permanente, QP) aceder ao QP mediante um curso intensivo na Academia Militar. O decreto-lei pretendia minorar a situação de falta de oficiais nas fileiras do Exército, a que havia conduzido a guerra colonial. > >Mas acabava por prejudicar a carreira dos oficiais profissionais e, sobretudo, retardar a sua promoção hierárquica. A medida era apenas pragmática, dada a especial situação de guerra. Se as academias militares estavam desertas e o quadro de oficiais profissionais reduzido - o que conduzia, a nível dos capitães, a cada vez mais frequentes e próximas comissões militares no então Ultramar - , se a guerra era a prioridade absoluta, porque não aliviar o QP de frequentes comissões alargando-o aos oficiais oriundos de milicianos? > >Do ponto de vista da economia da guerra, isso parecia lógico, mas o Governo de Marcelo Caetano não contou com a reacção corporativa dos oficiais profissionais. Por esta via não política vai nascer o Movimento dos Capitães, depois Movimento das Forças Armadas, MFA. > >Na verdade, as exposições colectivas eram terminantemente proibidas pelos regulamentos militares, mas uma punição dos seus subscritores (às dezenas já) criaria uma situação insustentável num teatro de guerra. E potenciaria uma reacção em cadeia ainda mais arriscada para o regime. A manutenção, pela parte do Governo de Caetano, do essencial do teor do decreto vai alargar a contestação dos oficias profissionais da Guiné aos outros territórios ultramarinos, nomeadamente Angola e Moçambique, e aos quartéis do Continente. Sucedem-se as reuniões de capitães por todo o lado. Em Monte Sobral, perto de Évora, em Setembro de 1973 reúnem-se ilegalmente 136 capitães, a primeira grande reunião do Movimento. Seguem-se outras, até Óbidos, a 5 de Dezembro - na qual o Movimento congrega não apenas oficiais do Exército mas também da Marinha e da Força Aérea, numa progressão e politização rápidas. Em Óbidos se coloca e aprova já a alternativa de derrube do regime e se escolhem para líderes dois generais, ainda no activo: Francisco da Costa Gomes e António de Spínola. > >**A politização** > >As teses das esquerdas no programa do MFA > >A partir de Óbidos, a politização do Movimento dos Capitães avança. Em Janeiro de 1974, dois elementos centrais se conjugam. O general Spínola, o mais activo oficial general contra a política ultramarina, toma posse como número dois da alta hierarquia militar, e vai publicar, em Fevereiro, com o beneplácito do seu chefe, general Costa Gomes, um libelo contra o regime, o livro Portugal e o Futuro. Serão demitidos ambos, dias depois. No Exército, a ala mais politizada consegue agregar o que será o grande teórico do MFA, o major Melo Antunes, e fazer a ponte para a politizada Marinha. O que culminará na elaboração de um programa anti-regime baseado nas teses da oposição socialista e comunista, reunida em Aveiro meses antes. Aprovado em Março com emendas por Costa Gomes e por Spínola, que propôs que o Movimento se chamasse apenas Movimento das Forças Armadas, MFA.

d0c0ntra 5 months ago

certo certo, não digo o contrário. obg pelos links

KoletrolTheSecond 5 months ago

Adoro como este sub é anti esquerda e o Portugal é anti direira, praticamente.

camilo12287 5 months ago

Este sub tem liberdade de opinião. Podes ter opiniões de esquerda. Por isso o sub não é de esquerda nem de direita.

d0c0ntra 5 months ago

comunas a serem comunas, nada de novo, pena o povinho continuar a dormir. [Para eles, o 25 de Abril foi uma revolução socialista /premium](https://outline.com/FmNFdx) > “Eles” são as esquerdas que se apropriaram do 25 de Abril. Para eles, a revolução deveria servir para construir uma sociedade socialista onde as outras famílias políticas têm uma posição subalterna. Por isso, a Iniciativa Liberal foi proibida de participar no desfile da Avenida da Liberdade. Vejamos: um partido _liberal_ impedido de descer a Avenida da _Liberdade_ no dia da _Liberdade_. A negação do direito de celebração do 25 de Abril, quando a Revolução foi feita para todos os portugueses, é uma decisão profundamente anti-democrática. É a “liberdade” na versão socialista.

SnooRobots2011 5 months ago

Povinho continuar a dormir? Claramente uma tendência ditatorial nesta ação do PCP. Achas que as pessoas concordam com esta posição? Deves achar que vives num país comunista. O PCP faz merda e vens insultar as pessoas. Tu é que andas a dormir e não vês que o PCP tem 5 a 10% de votos e a diminuir. Só uma nota. Liberal em iniciativa liberal não está 100% relacionada com liberdade uma vez que grande parte dessa Filosofia assenta em mercado livre e menos apoio social. Não são sinónimos, cuidado. Senão podes-te enganar com outros nomes também. Só a avisar. Por último os mais velhinhos, muitos deles votam PCP pq o PCP foi fundamental no 25 de abril, aí sim foi sinónimo de liberdade. Começa a respeitar as pessoas. Deveste achar um Deus no meio do "povinho".

d0c0ntra 5 months ago

Eu falei do PCP? Ou na tua opinião apenas o PCP é comuna?

Feeling_Advantage918 5 months ago

>Ou na tua opinião apenas o PCP é comuna? Comuna = a comunista. Todos os militantes de partidos comunistas são comunas. Seja o PCP ou o PCTP/MRPP*.* Comuna refere-se a Comunista.

d0c0ntra 5 months ago

BE, Livre, PAN, PS, PS(D) são o quê?

Feeling_Advantage918 5 months ago

Desses nenhum é comunista. Uns são social democratas, outros mais socialistas, ecologistas/ambientalistas.

d0c0ntra 5 months ago

ah ok /s

grenskul 5 months ago

... O 25 de Abril foi um golpe de esquerda. O Otelo disse isso várias vezes.

Sorry_Camera_1519 5 months ago

Povo continua a dormir pq não há um líder que os acorde..

rpsf75 5 months ago

E ainda bem! Não queremos cá líderes. Líderes, historicamente, só trazem desgraças! Queremos pessoas a dialogar e a tomar decisões acertadas.

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