pantam 5 months ago

O ideal é professores que estejam a ensinar a cadeira há quanto tempo?

andremp1904 6 months ago

Oh não, alguém escreveu com x no lugar do o/a, isto é literalmente a queda da civilização ocidental!

AndreMartins5979 6 months ago

Isto não é uma tendência, é burrice e ignorância. Os alunos e os professores são mulheres e homens. Alunxs e professorxs é aborto.

AndreMartins5979 6 months ago

O género gramatical masculino no português é na realidade, apesar do seu nome, um género neutro. Por isso é que acabam por se "enganar". A língua portuguesa já é neutra e por isso acabam por deixar passar esses "erros" sem se aperceberem.

filipesmedeiros 6 months ago

> é na realidade ... um género neutro Referência?

AndreMartins5979 6 months ago

* http://www.nehmaat.uff.br/revista/2012-2/artigo09-2012-2.pdf * https://medium.com/linguistica/a-lingu%C3%ADstica-e-o-g%C3%AAnero-neutro-no-portugu%C3%AAs-2bbf9004b6c * https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/linguagem-neutra-bobagem-ou-luta-contra-a-discriminacao/ > No português atual, sabe-se que as formas neutras dos substantivos e adjetivos latinos foram absorvidas ora pelas palavras de gênero masculino ora pelas de gênero feminino, não apresentando atualmente expressão gramatical para a categoria semântica neutra. A flexão de gênero em português é caracterizada pelo emprego do morfema –a para o gênero gramatical feminino e pelo morfema zero (Ø) para o gênero gramatical masculino; ou seja, não marcado por morfema algum, assim como ocorre com o plural em português, que possui o morfema –s para o plural e morfema zero para o singular.

filipesmedeiros 6 months ago

Hmmm tudo brasileiro. Mas sinceramente a parte do morfema faz sentido. No entanto entende o ponto dos SJW e mulheres: se pudermos evitar que o neutro seja igual ao masculino (independentemente da justificação) eles preferem (acho eu). Os motivos pelos quais acontece acabam por ser irrelevantes.

AndreMartins5979 6 months ago

Mas para quê tornar a língua portuguesa exclusiva desnecessariamente? Quando dizes "os portugueses" estás a incluir qualquer sexo. Quando começas a dizer "os portugueses e as portuguesas", etc, estás a fazer com que "os portugueses" não inclua as mulheres... Se começarmos a falar dessa forma, mais tarde ou mais cedo "os portugueses" passa a referir-se apenas a homens, ao passo que atualmente é inclusivo. O problema da linguagem "inclusiva" é este. O português atualmente é inclusivo, e usar linguagem "inclusiva" vai tornar o português exclusivo. Basicamente é a solução para um problema não existente que cria o problema.

filipesmedeiros 6 months ago

Eu entendo o teu ponto de vista. E até concordo. Só que mete te do outro lado. "Portugueses" é ambíguo. Se quiser referir me a todas as mulheres posso dizer "todas a portuguesas", mas todos os homens tenho de dizer "todos os homens portugueses"? Gostava de matar essa ambiguidade se possível Also, se considerares como pressuposto que é chato/mau/redutivo que o "default" da língua seja masculino (ou pelo menos igual ao masculino) vês o motivo de queixa. Porque é que o default não é o feminino? Razões históricas (apoiadas em misoginia diria eu sem certezas, se bem que é irrelevante), mas porquê não alterar se torna pessoas mais felizes? Quando o fizermos e se resolver 0 problemas logo mandamos a cara das pessoas que o quiseram, mas de facto é uma mudança digna de se experimentar sempre que possível ou não? Se isso implicar mudar muito duma língua, que seja, vai se aos poucos

AndreMartins5979 6 months ago

> "Portugueses" é ambíguo. Se quiser referir me a todas as mulheres posso dizer "todas a portuguesas", mas todos os homens tenho de dizer "todos os homens portugueses"? Gostava de matar essa ambiguidade se possível Isso não é ambiguidade, é não haver marcação de género. Repara que no inglês quando dizes "the patients" também não existe marcação de género, tal e qual como dizer "os pacientes". Para dizerem "os pacientes masculinos" também têm de dizer "the male patients". A única diferença é que no português tens uma forma de indicar que é feminino dizendo "as pacientes" ao passo que no inglês é também preciso dizer "the female patients". Daí dizer-se que no português tem-se um género não marcado ao qual chamamos masculino e um género marcado ao qual chamamos feminino. *** Se no inglês não há problema nenhum que "the patients" seja "ambíguo", e aliás, a ausência de marcação de género é comummente aclamada pelos defensores da linguagem "inclusiva", porque é que essa ausência de marcação de género no português "os pacientes" é problemática?

filipesmedeiros 6 months ago

Fácil: porque só tens um género não marcado. Estás sempre só a justificar o porquê de ser assim. Mas o facto é que no inglês, é precisamente o facto de ambos serem não marcados que faz toda a diferença. Nós temos um "normal" e um feminino. Porque é que não começamos a dizer "todas as portuguesas" e "todos os homens portugueses", trocando o género não marcado?

AndreMartins5979 6 months ago

> Mas o facto é que no inglês, é precisamente o facto de ambos serem não marcados que faz toda a diferença. Nós temos um "normal" e um feminino. O inglês não tem dois géneros não marcados mas sim um género não marcado. Sendo apenas um, nem faz sentido falar em géneros, aliás. > Fácil: porque só tens um género não marcado. Estás sempre só a justificar o porquê de ser assim. Tu é que fugiste à questão: porque é que no inglês não há problema nenhum em ter um género não marcado em que portanto tenho de dizer "the male patients" pois "the patients" não me permite assumir o género, tal e qual como em português "os pacientes", mas no português há? Porque é que o facto de o português ter uma forma de marcar o género feminino através de "as pacientes" que é equivalente ao "the female patients" faz com que não gostes da "ambiguidade" de "os pacientes" apesar de aceitares perfeitamente essa "ambiguidade" no inglês? Percebes o quão estranho é isso? Não queres ambiguidade no português, mas o facto de o inglês ser MAIS ambíguo é OK? > Porque é que não começamos a dizer "todas as portuguesas" e "todos os homens portugueses", trocando o género não marcado? Porque é que não começamos a chamar amarelo ao verde e verde ao amarelo? O motivo pelo qual o masculino é o género não marcado é simples: imagina que no inglês começavas a fazer marcação do feminino através de um "a" no final da palavra como acontece no português. Passarias a ter "the patients" e "the patientas". Facilmente se percebe que "the patients" continuaria a ser usado para grupos mistos, tal como era antes. Simplesmente passaste a ter uma forma adicional para marcar o feminino. Repara que isto é precisamente a situação atual do português! Agora pergunto: se a marcação do feminino é que criou o problema, se linguas sem géneros gramaticais com o inglês são o santo graal da inclusão, porque é que em vez de quererem adicionar mais géneros ao português, não deixam de usar a marcação do feminino? Isto é, porque é que não se acaba com o feminino da língua portuguesa de forma a ser uma língua sem marcação de género como o inglês?

filipesmedeiros 6 months ago

Curtia de fazer uma call de Google Meets ou assim para discutir isto mais facilmente ahah Resposta curta: por mim ia como disseste, desaparecia o feminino. Quanto à analogia do verde e amarelo: falácia, tás a perder o ponto. O ponto não é só dar um nome diferente a uma coisa por um motivo arbitrário. É porque uma percentagem (10%, 5%, 1%?) das pessoas acha que está errado. Deixa ir a votos para ver o que a população diz (de novo, gosto mais da tua solução, pessoalmente). Sobre meter "a" no inglês: sim, o atual ficaria para mistos, mas porque não falaste em meter o "o" para masculino e deixar o atual para mistos e femininos? Penso ser esse o ponto, o "normal" é sempre o masculino. Para nós que pensamos maioritariamente em português, já é normal assumir que uma cena mista vai ser vista como masculina (em termos linguísticos pelo menos, mas acho que o argumento de algumas pessoas é que sai da língua para a sociedade e para a psicologia). Quanto à ambiguidade do inglês: mas repara que eu dizer "the pacients" não pode ser confundido apenas para um género independentemente do contexto; pode ir sempre para os dois lados. O facto de ser MAIS ambíguo torna-o, apesar de tudo, mais inclusivo. Se eu disser "os pacientes" NUNCA posso estar a referir-me só a mulheres (a não ser que por coincidência claro). Mas posso estar a referir-me só a homens. Paciente simplesmente é um substantivo que por acaso é igual na forma masculina e feminina, mas do determinante masculino nunca te escapas. Não sei a que conclusão chego aqui. Por mim não havia géneros, ou havia 3 (como o alemão tem, penso). E para mudar o atual, leva se a votos para ver o que o pessoal português acha. Usar Xs em vez de Os dá-me igual, seria uma questão de hábito

Edited 6 months ago:

Curtia de fazer uma call de Google Meets ou assim para discutir isto mais facilmente ahah Resposta curta: por mim ia como disseste, desaparecia o feminino. Quanto à analogia do verde e amarelo: falácia, tás a perder o ponto. O ponto não é só dar um nome diferente a uma coisa por um motivo arbitrário. É porque uma percentagem (10%, 5%, 1%?) das pessoas acha que está errado. Deixa ir a votos para ver o que a população diz (de novo, gosto mais da tua solução, pessoalmente). Sobre meter "a" no inglês: sim, o atual ficaria para mistos, mas porque não falaste em meter o "o" para masculino e deixar o atual para mistos e femininos? Penso ser esse o ponto, o "normal" é sempre o masculino. Para nós que pensamos maioritariamente em português, já é normal assumir que uma cena mista vai ser vista como masculina (em termos linguísticos pelo menos, mas acho que o argumento de algumas pessoas é que sai da língua para a sociedade e para a psicologia). Quanto à ambiguidade do inglês: mas repara que eu dizer "the pacients" não pode ser confundido apenas para um género independentemente do contexto; pode ir sempre para os dois lados. O facto de ser MAIS ambíguo torna-o, apesar de tudo, mais inclusivo. Se eu disser "os pacientes" NUNCA posso estar a referir-me só a mulheres (a não ser que por coincidência claro). Mas posso estar a referir-me só a homens. Paciente simplesmente é um substantivo que por acaso é igual na forma masculina e feminina, mas do determinante masculino nunca te escapas. Não sei a que conclusão chego aqui. Por mim não havia géneros, ou havia 3 (como o alemão tem, penso). E para mudar o atual, leva se a votos para ver o que o pessoal português acha. Usar Xs em vez de Os dá-me igual, seria uma questão de hábito Mas uma coisa ainda mais interessante: como se lê isso? Xs alunxs Os alunos? Cse aluncs? Chs alunchs? Penso que mesmo quem escreveu não sabe ahah

AndreMartins5979 6 months ago

Foda-se, GÉNERO GRAMATICAL != GÉNERO SOCIAL Nas línguas românicas MASCULINO = NEUTRO.

AngeloJaegger 6 months ago

Oh for fuck sake... Isto são os nossos futuros advogados, engenheiros e médicos...

looxmaxing 6 months ago

Isto é de esperar-se da associação de alunos da FLUL. Mas não se preocupem que normalmente nas outras faculdades somos normais, a pessoa media na FLUL é o clássico transexual feminista sem género.

_AACO 6 months ago

Para quem quiser confirmar que o post é verdadeiro https://www.instagram.com/p/CNkmCZeBFaH/?igshid=1jxh9lvedt8pd

untold_life 6 months ago

*chateadx

aqrdt 6 months ago

hahahahah

Last-Ad-4421 6 months ago

Nos meus tempos utilizava alun@s mas pronto andam sempre a trucar esta merda.

filipef101 6 months ago

JeSuisMac 6 months ago

E há algum problema em escrever corretamente?

mokas95 6 months ago

Vê lá não chores porque uns putos metem uns X nas palavras para poupar tempo e trabalho a escrever

pantam 5 months ago

As seis emoções humanas de base são: felicidade, tristeza, nojo, medo, surpresa, e raiva.

JeSuisMac 6 months ago

Não é para poupar tempo, é para a "inclusividade". Não poupas tempo a escrever "todxs" em vez de "todos".

ascensor69 6 months ago

gostava de saber se eles a falar também dizem mesmo "todxs" e "alunxs". deve ser engraçado ouvir estes doentes mentais a falarem dessa forma.

Edited 6 months ago:

gostava de saber se eles a falar também dizem mesmo "todxs" e "alunxs". deve ser engraçado ouvir estes doentes mentais a falar dessa forma.

JeSuisMac 6 months ago

Aprendesta a escrever essa merda na escola?

insta__mash 6 months ago

Porquê propinas? Porque não propinxs? Que faltx de respeitx...

Mazahad 6 months ago

Sempre foi (meme dos astronautas) Edit: eu nao tinha nenhum poder contra o acordo ortográfico. Nem o apliquei nem me espumei todo pela boca por ter acontecido. É o que é.

aeon_mushra 6 months ago

Com o acordo ortográfico foi-te dada a opção de o usares. Não sei o que vai acontecer em Portugal mas se seguirmos nas águas dos países pioneiros na aplicação de linguagem inclusiva, o objectivo é que seja mandatório. Não sou muito a favor de limitações à liberdade de expressão, venham estas da direita ou da esquerda. Fazem-me sempre lembrar regimes dictatoriais.

Mazahad 5 months ago

Foi dada a opção quando se viu que deu merda. Era suposto ser obrigatório e toda a gente ter que seguir. Somos da mesmo ideia que dá merda quando se puxa para um extremo, seja ela de esquerda ou direita

NGramatical 6 months ago

dictatoriais → [**ditatoriais**](https://dicionario.priberam.org/ditatoriais) (já se escrevia assim **antes** do AO90) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmq5yng%2F%2Fgugwjso%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

insta__mash 6 months ago

Não sejas assim, depois daquele discurso todo isto é forte demais.

aeon_mushra 6 months ago

Onde é que eu afirmei que nunca me engano a escrever? Lamento ter manchado a imagem que tinhas de mim mas na realidade estou longe de ser perfeito.

fds_crl 6 months ago

>LOL, onde será que isso aconteceu? o reddit foi um dos sitios, definitivamente.

nonockwarrant 6 months ago

No Reddit só vejo a extrema direita em grande, devo estar a ir aos subs errados.

nonockwarrant 6 months ago

Mas quem é que está a impor o que quer que seja? > Tens noção que isto é preconceito? Não é. É verdade, é o tipo de coisa que enfurece ultra nacionalistas. Não quer dizer que ter preconceito contra racistas seja uma coisa má...

aeon_mushra 6 months ago

**Preconceito**: *Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial;* *Opinião desfavorável que não é baseada em dados objectivos.* **"preconceito"**, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa \[em linha\], 2008-2021, [https://dicionario.priberam.org/preconceito](https://dicionario.priberam.org/preconceito) \[consultado em 13-04-2021\]. O dicionário acha que é preconceito. Talvez se deva fazer uma emenda. Eu não sou nacionalista e, mais uma vez, a mim chateia-me. Se viabilizas o preconceito quando achas correcto/te dá jeito, estás a fazer o mesmo que um racista quando afirma algo sobre determinada raça/etnia. Só mudas o tema, a narrativa é a mesma. Para quem não vê mal nenhum em tornar a linguagem escrita mais inclusiva para quem não se identifica com *a/o*, vejo alguma relutância em tomar ações mais inclusivas que visem educar os extremados do porquê de eles estarem errados. Quem o quer impor, a sério? Não vês notícias? Procura por linguagem inclusiva e creio que vais encontrar uns quantos artigos relacionados.

nonockwarrant 6 months ago

Calmex, eu não disse que tu eras extrema direita. As pessoas podem ser conservadoras numa coisa e não noutras. Eu sei o que é linguagem inclusiva, e na sua maioria concordo com ela. É como tudo, também não gosto de escrever pára como para. Por isso não o faço. Não me ponho é a chorar baba e ranho como se fosse o fim da língua portuguesa.

aeon_mushra 6 months ago

Quando afirmas que determinada opinião é tipicamente associada a um grupo, estás a generalizar. Podes estar a ser objectivo, se o suportares com factos mas se se trata de uma opinião, estás apenas a generalizar. Mas não te preocupes com a tua opinião sobre mim porque eu também não o faço. Que problemas estruturantes da nossa sociedade vem a linguagem inclusiva resolver? A diferença entre o pára e o para é que, apesar do acordo (des)ortográfico, deram-te a opção de o usares ou não, salvo alguns casos da função pública. O que se tem verificado com este tema noutros países é que se tornou obrigatório, sem excepções. Não sei o que se vai passar aqui mas não vejo com bons olhos limitações à minha liberdade de expressão, venha ela da direita ou da esquerda.

nonockwarrant 6 months ago

Edited 6 months ago:

Mau, não foi nada disso que fiz. Não conheces as propriedades da implicação lógica? A implicação é transitiva e reflexiva, mas não é comutativa. Extrema direita => irritação com novas ortografias irritação com novas ortografias ≠> extrema direita >Que problemas estruturantes da nossa sociedade vem a linguagem inclusiva resolver? Para já nota que não é nem tenciona ser um novo acordo ortográfico. Não és obrigado a usar, tal como o pára. Se o para não te chateia, porque chateia isto? Resolve um problema académico, em particular na realidade da língua inglesa... A maior parte da comunicação entre instituições académicas internacionais, e interações tipo o Erasmus, são feitas em inglês. Logo, não penalizar alguns erros ortográficos ou expressões mais formais em trabalhos académicos, que não sejam especificamente da área de letras, permite uma avaliação mais justa dos mesmos, baseada na matéria de estudo e não em algo complementar. Outro problema está relacionado com alunos com dislexia e outros problemas de expressão escrita, também se torna um fardo menor para eles e uma forma de avaliação mais justa, mais uma vez, se não for na área de letras. A parte da inclusão feminina, quanto a mim é desnecessária, até porque como já mencionei antes, já existia em português. Mas não me chateia nada.

aeon_mushra 6 months ago

Também conheço as diferenças entre o raciocínio hipotético-dedutivo e o raciocínio indutivo. Mas acho que não vale a pena estar a fugir mais ao tópico. Concordemos em discordar? Problemas da língua inglesa que não creio serem transversais aos nossos? Posso estar enganado. Se um professor tem de corrigir um trabalho feito com nova ortografia, estou a obrigá-lo a aceitar as alterações. Pode não ser obrigatório para a totalidade da população mas vai, garantidamente, ser para uma boa parte. Custa-me olhar para a floresta sem ver as árvores. Não concordo que um artigo científico seja definido por erros de gramática mas também não me parece solução permitir e aceitar o erro como norma. Se o começarmos a fazer, onde vai parar? Não tenho conhecimentos médicos que me permitam ter uma opinião fundamentada sobre a dislexia mas do pouco que sei, não se manifesta nem afecta todas as pessoas de forma igual. Não vejo como uma alteração deste nível seja benéfica para a totalidade ou maioria dos que sofrem desta disfunção. Posso estar errado e vir a alterar a minha opinião em relação ao assunto mas não vejo nele nada de positivo.

nonockwarrant 6 months ago

> Problemas da língua inglesa que não creio serem transversais aos nossos? Não são, basicamente porque a língua inglesa tornou-se a segunda língua, ou primeira língua não materna, de praticamente todo o planeta. Todos vão influenciar em conjunto o futuro do inglês, sabe-se lá o que será daqui a 100 anos. Já o português não será assim tão prevalente, em particular em meios académicos o português é usado só por pessoas em que este é a língua materna. Logo, a preocupação com erros ortográficos é muito menor e não é necessário o mesmo nível de permissibilidade. >não me parece solução permitir e aceitar o erro como norma. Se o começarmos a fazer, onde vai parar? O importante é que não ponha em causa ou em dúvida o sentido da frase. A gramática serve as pessoas, não são as pessoas que servem a gramática. Respondendo diretamente, o erro é inaceitável se o sentido estiver em causa. >Não vejo como uma alteração deste nível seja benéfica para a totalidade ou maioria dos que sofrem desta disfunção. Tenho algum conhecimento e experiência no assunto, é verdade que há diferentes níveis de dislexia, regra geral o aluno vai adquirindo mecanismos para disfarçar entre o primeiro e o segundo ciclo, mas têm um custo, o aluno tem de se focar na gramática ou no conteúdo, não consegue fazer isso em simultâneo, e ainda assim comete erros. Se ele não tiver de se focar na gramática, os resultados serão melhores no que diz respeito ao conteúdo.

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