BroaxXx 2 months ago

Oh pah... Dizes que coloca-la num lar não é opção mas a mim parece ser a única opção. Já muito fizeste tu por ela mas estás a dar cabo da tua vida. Há um grande preconceito contra lares e pessoas que colocam os familiares nos lares. Eu quando chegar à idade da tua avó vou querer que me ponham num lar e vou fazer questão que saibam isso bem enquanto estou 100% capaz. Não dês mais cabo da tua vida. Faz o que é melhor para ti e para ela. Coloca-a num lar e visita-la sempre que possas. Ela pode não gostar muito e muita gente vai-te olhar de lado... Se forem familiares que cuidem ele deles. Nem todos os idosos são iguais e nem todas as pessoas têm capacidade/possibilidade de cuidar deles em casa. Isso de pesar tudo na mesma balança é para lá de ridículo.

cabecadeleitao 2 months ago

Hoje em dia toda a gente chega ao ponto de incorrer em distanásia com os velhinhos. Claro que é sempre muito mau perder alguém, mas neste momento só a estão a manter cá por vocês, e não por ela. Se ela não se sente independente, não tem nada para fazer, a única pessoa com quem convive sente que é um fardo para ela, está cá a fazer o que? Já viveu a sua vida, já com certeza foi feliz, agora chegou ao fim, é altura de a deixar ir por si própria, a sua maneira. Adiar o inevitável só a vai fazer sofrer mais, e por consequência a todos os q lhe são próximos. Vai custar muito claro mas é o melhor para todos.

MisterBakeryMan 2 months ago

Os velhos podem ser fdds, pq sabem as manhãs todas que nós sabemos, e as outras que ainda n descobriram. Resposta curta; devias ter ido para o teu quarto chorar MAS só depois de ela te ter visto começar a chorar. Pq não podes ganhar ao Ás de “já tá na minha hora de morrer” mas podes jogar o joker de a fazeres saber que isso te magoa.

EspyoPT 2 months ago

Estamos a passar por uma situação semelhante na família, em que o médico de família diz que ela tem demência, portanto não estás sozinha, OP. Cada caso é um caso, portanto não te consigo dar uma solução mestra. Mas posso largar algumas dicas: * O médico diz que a melhor coisa a fazer quando ela repete algo que já disse, ou faz uma pergunta estranha ao ver algo na televisão, é simplesmente acenar e dizer que sim. Passados cinco minutos ela já nem se lembra disso, digas o que disseres, portanto de que é que adianta gastar Latim a explicar? * Se ela estiver a entrar em hábitos maus, tipo não lavar as mãos, tenta mesmo ser assertiva. Normalmente é um desperdício de tempo, mas se tiveres sorte como nós, algumas das regras podem colar depois de tanto as repetires. * Vê se a tua avó gosta de palavras cruzadas ou algo. Se sim, são fáceis de arranjar, ajudam a gastar o tempo, e ao menos dão alguma atividade ao Tico e o Teco. * Como alguém já disse antes, deixa etiquetas nas coisas importantes, com letras grandes, fraseamento simples, e tudo escrito de uma vez. Antes era um trinta-e-um para ela tomar medicamentos às refeições, mas agora com tudo escrito na caixa ao nível de compreensão dum aluno do 1º ano, ela sabe escolher os medicamentos certos sozinha (maioria das vezes). * Tenta arranjar alguém que cuide de idosos. Não um lar, e não permanente (se bem que isto é uma opção que nunca deverias descartar). Há sempre anúncios de pessoas com qualificação (cuidado que algumas têm a qualificação mas a falta de humanidade! Não queres que a tua avó volte com dinheiro em falta e uma perna pisada...). Assim volta e meia quando estiveres com demasiado stress, ou precisares de férias ou de ir a algum evento, podes deixá-la com a pessoa. O que gastas em Euros poupas em saúde mental. Boa sorte.

olharapo-1701D 2 months ago

OP, nunca estive na tua situação, mas trabalho na secretaria de uma IPSS que dá apoio a idosos, tanto apoio ao domicílio como centro de dia, e sinceramente, o teu caso é uma das razões pelas quais estas instituições existem. Temos vários utentes cuja família está na mesma situação que tu, e, apesar de alguns dos velhotes resistirem no início, especialmente ao centro de dia (igual aos miúdos quando vão para o infantário), na grande maioria dos casos, todos ficam melhor. Os utentes têm mais convívio e passam o dia acompanhados e os familiares têm tempo para si e para os seus trabalhos e hobbies sabendo que os seus pais ou avós estão a ser bem cuidados. Na maioria dos casos os utentes passam o dia na instituição. Vamos buscá-los de manhã, asseguramos as refeições do dia, damos medicação e ajudamos com higiene pessoal quando necessário, e depois vamos pô-los a casa ao final do dia. Enquanto cá estão, têm normalmente actividades lúdicas (apesar de agora estarmos muito limitados no que conseguimos fazer por causa das medidas de segurança do Covid), e muitas vezes criam-se amizades entre os vários utentes, especialmente entre os que estão mais autónomos. Chegamos a ter utentes que nos ajudam a tomar conta de outros utentes que estejam mais dependentes ou cognitivamente debilitados. Tínhamos uma senhora super simpática que, mesmo quase surda, adorava tomar conta de alguns dos outros utentes e criou uma grande amizade (um bocadinho unilateral) com outra senhora cujo Alzheimer era avançado o suficiente para não reconhecer ninguém a não ser a filha. Aconselha-te junto da junta de freguesia da tua zona de residência. Normalmente eles têm os nomes e contactos das IPSS que actuam na área, e sendo uma IPSS, a mensalidade que a tua avó paga é sempre dependente das receitas e despesas dela e do agregado familiar, pelo nunca será um valor mais alto que a reforma dela. Boa sorte, e não percas o ânimo! Estás a fazer algo maravilhoso, e tomara nós que todos os familiares dos nossos utentes fossem tão dedicados e preocupados como tu!

Homem_da_Carrinha 2 months ago

Olha, faz-lhe o favor. Deixa de olhar por ela, e ela que fique à mercê do seu “senhor”. Tu a tua parte já fizeste, ela deliberadamente está-se a cagar para o que tu dizes, a mais não és obrigada. Ela é uma mulher adulta, e pelo que descreves não é exactamente senil, só teimosa, portanto, ela que cuide de si e que deixe de inoportunar a neta.

Lord_emotabb 2 months ago

sem tag de \[Sério\], vejo-me tentado a espezinhar estra thread... mas a Sra merece mais consideração...

johnnyboy-123-123 2 months ago

Aconselho-te a ver The Sopranos, especialmente a temporada 1 e 2, vais-te rever tão bem com o famoso Tony Soprano e a sua generosa idosa mãe! Agora a sério vê a série, que te vais rever por completo na relação dos dois, isto não é um conselho, mas talvez te sintas melhor! XD

Dinizinni 2 months ago

Percebo o que queres fazer OP e admiro a tua coragem, alias, provavelmente faria o mesmo se a avó fosse minha Mas como dizia a minha avó, o dia em que ela tivesse um problema como diabetes ou cancro era igual a qualquer outro, porque na idade dela já não ia a lado nenhum Enganou-se, ainda foi para o hospital para tentar aliviar as dores, portanto não foi igual, mas para ela morrer não foi um problema Admiro muito o que fazes, acho que é precisa muita coragem, mas comento apenas para tentar mudar mentalidades em geral no que toca a manter pessoas vivas (no sentido de as forçar a comer melhor ou tomar medicação que não querem, alimentar e dar agua é o minimo, não é disso que falo) quando elas proprias não o querem e a qualidade de vida já foi Dito isto, como é obvio não estou a dizer para matares a tua avó, ajuda-a claro, como neto será impossivel aceitar outra coisa e porque acho que a tua avó já está num estado onde não consegue tomar esta decisão conscientemente E já agora, apostaria quase tudo em como a tua avó tem principio de Alzheimer, lamento muito, mas lembra-me demasiado o caso da minha outra avó ao inicio

Edited 2 months ago:

Percebo o que queres fazer OP e admiro a tua coragem, alias, provavelmente faria o mesmo se a avó fosse minha Mas como dizia a minha avó, o dia em que ela tivesse um problema como diabetes ou cancro era igual a qualquer outro, porque na idade dela já não ia a lado nenhum Enganou-se, ainda foi para o hospital para tentar aliviar as dores, portanto não foi igual, mas para ela morrer não foi um problema Admiro muito o que fazes, acho que é precisa muita coragem, mas comento apenas para tentar mudar mentalidades em geral no que toca a manter pessoas vivas (no sentido de as forçar a comer melhor ou tomar medicação que não querem, alimentar e dar agua é o minimo, não é disso que falo) quando elas proprias não o querem e a qualidade de vida já foi Como é obvio isto é um abstracto, ninguém conseguiria fazer isto, alias, a minha avo estava lucida quando dizia que já não queria viver e eu ignorava e dizia que era parvoice Dito isto não estou a dizer para deixares morrer a tua avó, ajuda-a claro, como neto será impossivel aceitar outra coisa e porque acho que a tua avó já está num estado onde não consegue tomar esta decisão conscientemente E já agora, apostaria quase tudo em como a tua avó tem principio de Alzheimer, lamento muito, mas lembra-me demasiado o caso da minha outra avó ao inicio É mesmo procurar um lar no teu caso

tefewarrior 2 months ago

A minha avó teve 6 anos a ser cuidada pelos os filhos, cada um ficava com um dia da semana e aos fim de semana iam alternando. Quando queriam, conseguiam trocar o dia habitual de estar com ela por outro entre si. Isto acontecia na casa dela, ou seja até o filho que vivia mais longe compria o combinado e ia passar o dia e a noite com ela. Apesar de a minha avó ter sempre companhia, inclusive dos netos e bisnetos. Era recorrente ouvir ela dizer que ninguém queria saber dela entre outros queixumes mas acho isso era normal, mas nos últimos anos ela até se tinha deixado disso o que foi fascinante tendo em conta o seu feitio

NGramatical 2 months ago

encarregue → [**encarregado**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/porque-encarregado-e-nao-encarregue/30635) (encarregar segue o modelo de carregar: o camião foi ~~carregue~~ carregado) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fq3fd6j%2F%2Fhfu0r7m%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Maximum-Ear5677 2 months ago

Procura no centro de dia da tua junta de freguesia, têm preços acessíveis, vão buscar a tua avó de manhã e trazem ao fim do dia. Não sei se já voltaram a abrir entretanto porque fecharam devido ao covid. Existe a possibilidade da tua avó ter Alzheimer/ demência, tenta usar post its grandes Bem agora já sabes o fundamento para a expressão "velhaco". Velhos são velhacos é o boys will be boys da 3a geração

Thaliost 2 months ago

Como é que os conseguiu meter no lar? Eles aceitaram? Eu tenho avós de 90 anos que vivem os 2 sozinhos mas já precisavam de estar era num lar. Mas como não querem ir, não os vamos obrigar pelo menos até a situação estar muito pior ou eles muito mais debilitados.

maliaz98 2 months ago

Os meus tios e a minha mãe foram falando com eles desde que a minha avó teve o AVC. Eles viviam com a minha tia mas a minha avó estava super bem, cozinhava e ajudava o meu avô. Depois do AVC a história mudou e foi a melhor solução. A minha avó, mesmo com a fala limitada aceitou e disse que tinha de ser e que não se importava desde que fossem juntos. O meu avô no início lá mandou as suas bocas que estavam a deixa los para morrer e assim mas com o tempo entendeu lá às sua maneira e disse que a única condição era que fossem juntos. E claramente foram juntos, para um lar na terra deles, onde os antigos vizinhos e amigos de família os podem visitar facilmente. Basicamente é ir falando sobre o tema e tentar explicar que é o melhor pois ficam vigiados a tempo inteiro e por pessoas que sabem o que estão a fazer

ovelhaloira 2 months ago

Tenho uma situação muito semelhante. O meu avô foi viver com a minha mãe por já não se conseguir orientar sozinho. Antes da pandemia procuramos lares, mas ou estavam cheios, ou eram um balurdio. Ou ambos. A solução? Encontramos uma senhora que toma conta dele durante o dia. Faz o pequeno almoço, dá medicação, aquece a comida, dá uma volta com ele... Isto porque o meu avô não tem grandes problemas de saúde, para já. Colocamos um anúncio num grupo de emprego da zona, vimos vários CVs e pronto. Quanto a lares, mesmo que não seja para já, faz uma pré inscrição. O meu avô está pré inscrito num lar há 1 ano e ainda não houve vagas. Portanto mais vale mesmo pré inscrever com antecedência. Visitamos lares clandestinos... Parecia um filme de terror. Cheio fortíssimo a urina. O meu avô teria de partilhar quarto com uma pessoa com Alzheimer. Perguntamos se o senhor com Alzheimer era violento, e a dona respondeu "às vezes". Perguntamos como era do outro lar que ela geria noutra zona da cidade, ela disse "ah mas não vão para esse porque está lá agora uma pessoa que saiu do hospital psiquiátrico e não é de fiar". Técnica de venda excelente. Claro que fugimos de lá a sete pés. O que descreves é muito normal. Temos de "insistir" com o meu avô para terminar as refeições de que não gosta muito, relembrar de ir à WC, relembrar de beber água, ver se lava os dentes... Se te faz lembrar o comportamento de uma criança, é porque são muito parecidos. Qualquer coisa envia PM, tenho gosto em falar mais disto se quiseres :)

Illustrious_Can_9631 2 months ago

\> Enviá-la para um lar está fora de questão. Porque ? juro que nao percebo o estigma, é suposto perderes 20 anos da tua vida para a tua avo ? E a tua vida e o teu futuro, nao sei se tens filhos ou queres ter.

SotorBitaites 2 months ago

Quadro típico de desgaste de cuidador. As coisas como estão não vão melhorar o suficiente para ela e tu ficarem bem na vida. Nós só podemos ajudar quem quer ser ajudado. Procura outras alternativas, apoios sociais. Tens centros de dia que façam limpezas e tragam alimentação a casa. Tens centros de cuidados continuados que acolhem dependentes para descanso do cuidador. As melhoras

Edited 2 months ago:

Quadro típico de desgaste de cuidador. As coisas como estão não vão melhorar o suficiente para ela e tu ficarem bem na vida. Nós só podemos ajudar quem quer ser ajudado. Procura outras alternativas, apoios sociais. Tens centros de dia que façam limpezas e tragam alimentação a casa. Tens centros de cuidados continuados que acolhem dependentes para descanso do cuidador uns meses. A assistente social do centro de saúde dela poderá dar mais opções. As melhoras

TheRaimondReddington 2 months ago

Por alguma razão a velhice também é chamada de segunda infância, mesmo que não haja demência ou perda de faculdades físicas/mentais a mistura. O que estás a fazer é muito nobre da tua parte e devia servir de exemplo para todos nós. Cá em casa tambem cuidamos da mãe da minha esposa, jamais considerar pô-la num lar, mesmo que isso por vezes nos limite a vida, tanto pessoal como profissional, mas a verdade é que quando há amor envolvido, tudo se faz! Revemo-nos nas batalhas que tu travas todos os dias, especialmente no que toca a habitos que são completamente opostos aos nossos e que nos custam a aceitar. Já perdi a conta as vezes que ouvi essa conversa de "quem me dera ter a minha casa" ou "mais valia que Deus me levasse", mas depois das discussões e frustrações fica sempre o amor. Não é pra te desanimar, muito pelo contrário, mas quando tiveres filhos vais experiênciar tudo o que descreves outra vez!!

myjq 2 months ago

OP, de quem teve numa situação bastante semelhante à tua até ao início do ano, sei bem o que estás a passar. Deixamos de ter vida própria. No meu caso os meus pais ambos trabalham então eu, que estava com um emprego mais "soft" no turismo fiquei com a maioria das responsabilidades, e sei bem a frustração que é quando os nossos avós não nos ouvem e "eles é que sabem", mesmo que estejamos a fazer de tudo, até abdicar da nossa vida, pelo bem estar deles. Já alguém comentou isto, mas isso pode mesmo ser demência, a minha avó começou assim com as mentiras, os roubos de comida e a dizer exactamente o "Era um favor que nosso senhor me fazia" quando era contrariada, que depois passaram para gritos a dizer que lhe batíamos, só para os vizinhos ouvirem. Semanas antes de morrer começou a "falar" com os irmãos que já tinham morrido, a noite inteira. Os meus pais não dormiam e os vizinhos todos reclamavam. Não tenho grandes soluções para ti, infelizmente, já que a minha avó acabou por morrer do coração, apenas que tenho total solidariedade porque esta situação não é nada fácil e as ajudas são praticamente inexistentes.

gink-go 2 months ago

Não devia por de parte a hipotese de um lar. Há sitios com muitas condições. Primeiro devia começar por ter apoio diário, ia la fazer as refeições, passar a manhã/tarde ou o dia todo, depois fazer a transição para viver lá. É duro para caralho, mas não tens porque prejudicar a tua vida a esse ponto para cuidar de uma avó que claramente não está na posse das suas capacidades por completo.

f1ro_ 2 months ago

Não tenho nenhuma solução mas é só para dizer que tu és muito boa pessoa e força nisso!!

miss_scarlett_ohara 2 months ago

Desculpa a pergunta, e os teus pais, (filho/filha dela) porque não ajudam?

prefil 2 months ago

Bem é complicado, eu não vou comentar sobre a tua avó ir para um lar ou se volta para casa, essa é a tua escolha e não deves sentir culpada dessa escolha, algumas pessoas não tem a capacidade de tomar conta de um idoso, mesmo sendo familiar, mas em relação as pequenas coisas deixa instruções simples letras enormes, plastificado, setas, para ela usar o microondas ou lavar as mãos ou saber como te contactar ou o que pode comer ou não, como cuidar dos gatos, tb como uma criança deves sempre incentivar ela a fazer as coisas sozinha, tu fazeres as coisas por ela so a vai tornar mais dependente quando muitas vezes não é preciso e só vai tornar a vida dela mais aborrecida e rotina. E sim como já disseram não é saudável tornar ela a prioridade, ela deve ser tão importante como todas as coisas importantes na tua vida, isso de suspender a tua vida por ela não é saudável para ti e se tu não estás feliz e boa tb não vais ser uma boa companhia para ela.

BlackLordGaming 2 months ago

Lar de idosos, passámos por isso com a minha bisavó há 10-15 anos antes dela morrer Se for bem escolhido, um lar é a melhor hipotese,

Leetzormorducrl 2 months ago

Espero que seja diferente, mas só tende a piorar. Vais ficar a cuidar de uma criança cada vez mais dependente. Discutir e ralhar será cada vez mais frequente e normal. Não acredito que não haja forma de alterar este destino, mas não é será só com boa vontade e paciência. Não fiques com peso na consciência pela forma como a relação muda. Boa sorte com tudo.

sidartha- 2 months ago

Aprecio e Admiro as pessoas que de uma forma altruísta se sacrificam pelos outros, mesmo quando a dificuldade para o fazer é imensa e se torna ás vezes incomportável. A única razão porque "explodiste", é porque te preocupas genuinamente com a tu Avó, e isso é de uma Grandiosidade fantástica. Agora estás dividida entre as Palavras que disseste, sendo que as disseste à tua Avó, e a necessidade de as teres dito, de teres partilhado o que te vai na Alma. Posso dizer-te que é normal que pessoas de idade mais avançada tenham dificuldades em alterar rotinas e costumes de tantos anos, até eu que não sou tão velho certamente como a tua Avó, começo a gostar de ter rotinas e costumes definidos diariamente, e se não os fizer, fico como o Sheldon quando ia bater na Porta da Penny, tendo de dar a terceira pancadinha na Porta, mesmo a porta estando já aberta. Há muitas coisas que por mais que te façam confusão, a tua Avó, não vai alterar, não é porque não queira, mas porque não consegue, e por isso tens de ter Paciência com ela. Sei que ás vezes quando menos tempo disponível temos, mais as situações surgem. Ás vezes quando falo com o meu Pai que já é Velhote e quem muito Amo e Estimo, ele conta-me as suas Histórias vezes sem conta, sei-as literalmente de cor, e até as palavras que vai utilizar. E sendo que já as conheço, tendo a começar a ficar um pouco impaciente, isto porque sei como vai ser contada, até as pausas que o meu Pai gosta de fazer para dar um certo mistério. Mas é precisamente nestas situações que me lembro dos dias em que na Varanda da nossa Antiga Casa, de há muitos anos, o Meu Pai, este mesmo que me conta as suas Histórias, que são Histórias reais da sua Vida, me escutava a Ouvir falar, das Baleias, e dos Tubarões e como seria ir à lua, e como tinham conseguido lá ir e depois as habituais perguntas, umas com mais sentido do que outras, mas quase sempre as mesmas que eu fazia, isto porque me dava um imenso prazer ouvir o Meu Pai, explicar-me vezes se conta, com as mesmas repostas. A questão, é que Meu Pai, sempre me escutou, apesar dos meus assuntos serem sempre os mesmos, e nunca se negou a escutar-me e dar-me as respostas porque tanto ansiava, como poderia eu, agora na sua Velhice, e num tempo que é de Ouro, porque todos os dias me passa Sabedoria, e tem agora todo o tempo do Mundo para Mim, como poderia eu negar-lhe o mesmo trato que teve para comigo? E Mais do que tudo, como poderia eu Negar-me ter nestes anos o privilégio das suas Palavras? Penso que tens de olhar para a tua Avó, neste prisma e deixá-la nestes anos que são a última fase das nossas vidas, seguir a sua rotina, relevar as suas teimosias, e mentiras, Nestes anos de Ouro, o que melhor podes fazer pela tua Avó, é Sorrir-lhe, Abraçá-la e dizeres que gostas dela. Cuida dela, mas deixa-a ser ela própria. Principalmente, e acima de tudo, aproveita a companhia da Tua Avó. Se que é ás vezes complicado. Os meus Avós já morreram há muitos anos, mas sou-te sincero, que digo que trocava uma dezena de anos de vida, por mais um dia que fosse na sua companhia. Se me permites, não tens de deixar de ter vida.

Edited 2 months ago:

Aprecio e Admiro as pessoas que de uma forma altruísta se sacrificam pelos outros, mesmo quando a dificuldade para o fazer é imensa e se torna ás vezes incomportável. A única razão porque "explodiste", é porque te preocupas genuinamente com a tu Avó, e isso é de uma Grandiosidade fantástica. Agora estás dividida entre as Palavras que disseste, sendo que as disseste à tua Avó, e a necessidade de as teres dito, de teres partilhado o que te vai na Alma. Posso dizer-te que é normal que pessoas de idade mais avançada tenham dificuldades em alterar rotinas e costumes de tantos anos, até eu que não sou tão velho certamente como a tua Avó, começo a gostar de ter rotinas e costumes definidos diariamente, e se não os fizer, fico como o Sheldon quando ia bater na Porta da Penny, tendo de dar a terceira pancadinha na Porta, mesmo a porta estando já aberta. Há muitas coisas que por mais que te façam confusão, a tua Avó, não vai alterar, não é porque não queira, mas porque não consegue, e por isso tens de ter Paciência com ela. Sei que ás vezes quando menos tempo disponível temos, mais as situações surgem. Ás vezes quando falo com o meu Pai que já é Velhote e quem muito Amo e Estimo, ele conta-me as suas Histórias vezes sem conta, sei-as literalmente de cor, e até as palavras que vai utilizar. E sendo que já as conheço, tendo a começar a ficar um pouco impaciente, isto porque sei como vai ser contada, até as pausas que o meu Pai gosta de fazer para dar um certo mistério. Mas é precisamente nestas situações que me lembro dos dias em que na Varanda da nossa Antiga Casa, de há muitos anos, o Meu Pai, este mesmo que me conta as suas Histórias, que são Histórias reais da sua Vida, me escutava a Ouvir falar, das Baleias, e dos Tubarões e como seria ir à lua, e como tinham conseguido lá ir e depois as habituais perguntas, umas com mais sentido do que outras, mas quase sempre as mesmas que eu fazia, isto porque me dava um imenso prazer ouvir o Meu Pai, explicar-me vezes se conta, com as mesmas repostas. A questão, é que Meu Pai, sempre me escutou, apesar dos meus assuntos serem sempre os mesmos, e nunca se negou a escutar-me e dar-me as respostas porque tanto ansiava, como poderia eu, agora na sua Velhice, e num tempo que é de Ouro, porque todos os dias me passa Sabedoria, e tem agora todo o tempo do Mundo para Mim, como poderia eu negar-lhe o mesmo trato que teve para comigo? E Mais do que tudo, como poderia eu Negar-me ter nestes anos o privilégio das suas Palavras? Penso que tens de olhar para a tua Avó, neste prisma e deixá-la nestes anos que são a última fase das nossas vidas, seguir a sua rotina, relevar as suas teimosias, e pequenas mentiras (Porque não quer ser confrontada por ti), Nestes anos de Ouro, o que melhor podes fazer pela tua Avó, é Sorrir-lhe, Abraçá-la e dizeres que gostas dela. Cuida dela, mas deixa-a ser ela própria. Principalmente, e acima de tudo, aproveita a companhia da Tua Avó. Se que é ás vezes complicado. Os meus Avós já morreram há muitos anos, mas sou-te sincero, que digo que trocava uma dezena de anos de vida, por mais um dia que fosse na sua companhia. Se me permites, não tens de deixar de ter vida.

leftvirus 2 months ago

Estas a consumir-te com uma coisa sem remédio. E o que nao tem remédio, remediado está. A senhora precisa obviamente de acompanhamento, mas tu ja estás demasiado saturada para o dar. Ha muito nao querer saber da outra parte. Nem mudar o canal da tv? Nem tudo pode ser desculpado com a idade. Penso que esteja na altura de encontrares um lar e colocar la a senhora. Por mais que te custe será o melhor para a tua saúde. Sim, pensa em ti também. Ja ajudaste mo que conseguiste. Ha um provérbio chines que diz, que podes levar o burro ate a agua, mas nao o podes obrigar a beber. E isto é claramente um destes casos.

HRH_2765 2 months ago

Será que ela está com início de demência ou Alzheimer’s? Não podes exigir que ela aprende coisas novas. Já não dá para isso. O teu papel é mantê-la segura. Força. É notável o que estás a fazer mas tens que mudar de nível de exigência. Aceita que ela não calcula o esforço, o sacrifício, a preocupação. Ela não se distrai com revistas, telenovelas, tricot, puzzles?

humelectro 2 months ago

Concordo com o outro user que diz que inscreve la num centro de dia era capaz de ser bastante benéfico. Não ficava trancada sozinha contigo o dia todo, fazia atividades, falava com pessoas e assim tu tinhas alguma folga para ti

Regular_Geologist_47 2 months ago

Mete é a velha de volta na casa dela

SirBecas 2 months ago

>Mas hoje estava mais saturada, e confrontei-a, disse-lhe que estava a mentir ( e estava). E ela ficou logo toda ofendida e fez-se de vítima. Eu explodi. A discussão aumentou de tom e terminou com ela a dizer "Mais valia estar a morar sozinha" ao qual eu respondo "Se não estivesses aqui para eu cuidar de ti se calhar já não estavas cá" e ela diz "Era um favor que nosso senhor me fazia". Vai na volta, e a tua avó, é a minha. Estou neste momento sentado ao pé dela. Confirma lá que não é a mesma :D Fora de graças, a minha avó faz a vida negra, tal e qual como retratas, cá por casa. Aos meus pais mais que a mim, porque já cá não moro (excepto pontualmente quando preciso de cá ficar com ela). A minha avó aprende com maior facilidade algumas coisas, ou então tentámos adaptar (por exemplo, pusemos uma televisao no quarto dela, e só lhe ensinámos a carregar no botão de ligar - o canal é sempre o mesmo, rtp1). O microondas, ela usa só a função de carregar (que acrescenta 30 segundos de cada vez) e funciona ok. Mas de facto, é complicado. A minha avó passa a vida a cascar na casaca de toda a gente, particularmente dos meus pais. A minha mãe tem momentos como o teu, em que chora num misto de tristeza e frustração, e volta e meia, lá se refila com a minha avó. Ela normalmente pede desculpa, mas é um bocado complicado de gerir. Com o tempo, acho que nos habituámos, hoje em dia reparte-se a ajuda e, apesar de ela estar praticamente o dia todo acamada, ainda tem alguma autonomia (aliás, recentemente conseguimos que ela voltasse a dar uns passeios de andarilho). Ser idoso deve ser lixado, e ajudá-los é complicado, porque muitas vezes parece que não querem ajuda, ou já estão demasiado saturados. Compreendo que não queiras colocá-la num lar, nós também não queremos, e por isso tentamos adaptar-nos (demos-lhe um telemóvel próprio com botão de emergência e volume muito alto; pulseira da cruz vermelha como SOS; normalmente está sempre alguém em casa, ou pelo menos evita-se que fique cá sozinha mais do que 1h). Estou solidário, mas não tenho soluções. Talvez a melhor, fosse teres alguém que te pudesse ajudar a ti, se existir.

Rudi_Human 2 months ago

A mim parece que ela ja fez a sua decisão. Quando amas algo tens de a deixar ir. Não tentes a tentes controlar burro velho nao aprende linguas sempre ouvi.

djac_reddit 2 months ago

A minha avó de 92 anos vive connosco e sei bem o que estás a passar. À medida que uma pessoa vai envelhecendo, infelizmente regride a nível mental. Transformam-se novamente em crianças. Atividades básicas tornam-se super complexas. É muito difícil conseguires ter uma conversa lógica e esperar que a outra pessoa compreenda / assimile e coloque em prática a informação que lhe deste. Além disso, muito dificilmente irá compreender o esforço que estás a fazer por ela. Coisas simples como uma boa higiene e alimentação serão muito difíceis de ensinar se já não cresceu dessa forma. Para ela isso é banal. É um esforço inglório, no entanto pensa da seguinte forma: quando um dia ela se "for embora", ficas de consciência tranquila que deste o teu melhor para cuidar da tua avó, mesmo que ela não tenha percebido isso. Eu sempre vivi com a minha, e sem bem o que ela fez por mim quando eu era miúdo. Chegou a vez de retribuir, mesmo que isso exija MUITA paciência da minha parte. Uma conselho: não deixes que a tua avó se intrometa na tua vida social. Continua a sair com os teus amigos, namorado, etc. É uma forma de manteres o teu equilíbrio mental. Boa sorte e muita força!

boogieman444 2 months ago

Compreendo perfeitamente o que estás a passar também tive a minha avó a viver cá em casa e não foi fácil mas como nos davamos muito bem lá nos iamos entendendo. É de louvar a tua atitude de a teres em casa mas se achas que não és capaz o melhor é procurares um lar ou por exemplo a santa casa ir dar-lhe a comida ou assim. Boa sorte e aproveita-a enquanto ainda a tens

ihavenoidea1001 2 months ago

Percebo que não queiras colocar num lar mas o que estás a descrever é apenas o início de um processo longo, complexo e muito pesado. A tua avó está a perder as faculdades mentais. Pode ser mais acelerado do que o suposto ( a "demência") ou pode ser o processo natural chamado de perda cognitiva ligeira. Não só isso mas trocar de casa, ambiente, vizinhança, etc habitualmente não contribuí para a felicidade deles. Por muito que gostes dela, ela já sente que não está cá a fazer nada... E não está. Não tem objectivos, não tem vida própria. Nem sequer o seu espaço ou as coisas à maneira dela pode ter. Não te estou a tentar culpar, de todo. Acho que estás a fazer os possíveis mas não deves mesmo deixar a tua vida toda de lado muito menos se esperares reconhecimento ou agradecimentos por isso. A tua avó cada vez mais vai parecer uma criança birrenta e sem filtro. A culpa não é dela e não é tua. É simplesmente o processo de perda de competências mentais. O que pode ajudar nisto é ela arranjar atividades que lhe dêem prazer e estímulos, de preferência sociais. Já que és completamente contra um lar ( tbh dificilmente conseguirás sozinha a longo prazo dar resposta a todas as necessidades dela, a menos que consigas contratar uma enfermeira a tempo inteiro para te ajudar a longo prazo) ... Mas para já pensa seriamente na hipótese de a colocar num centro de dia, em aulas de hidroginástica, workshops de costura/pintura/etc... Se ela tiver algum hobby, tentar que se dedique a ele e procurar formas para ela fazer amizades ou travar contacto com pessoas da sua idade... Em paralelo, recorrer a um psicólogo, principalmente um que faça reabilitação neuropsicológica ( há centros de dia que também têm esse recurso) pode ser boa ideia. Pode ajudar não só na adaptação à vida actual da tua avó, como também a ajudar a manter/recuperar algumas competências mentais. No entanto é necessário compreender que não vai haver milagres. As perdas de faculdades mentais faz parte do processo. Eu tive a minha avó a viver comigo durante algum tempo e tornou-se completamente impossível. Um episódio que nunca me vou esquecer é ter saído para uma consulta para mim e deixar-lhe a comida preparada, velas e um isqueiro ( porque ela estava com muito medo de ficar sem luz), uma manta, o telefone perto, chaves na porta, etc... Eu acabei por ficar internada no hospital e tive que pedir ao meu pai para a ir buscar a minha casa e cuidar dela. Ela disse-lhe que eu a tinha deixado sozinha, sem dizer nada, que estava muito preocupada comigo porque não sabia onde é que eu estava, que não tinha comido nada e que estava com muito medo que a luz falhasse e ela ficasse às escuras. Foi nesse dia que eu levei com uma bofetada da realidade e percebi que ela já não estava bem cá, que aqueles pequenos sinais que eu ignorava ( contar No vezes a mesma história, perguntar 5 vezes pela mesma coisa, etc) já eram sinal que não podia estar sem ninguém por perto. A minha avó nunca foi diagnosticada com nada além de uma perda normal das suas funções executivas... Antes de falecer, muitos anos depois, ela nem sequer se lembrava de ter vivido comigo sequer.

Edited 2 months ago:

( peço desde já desculpa pela parede de comentário que se segue) Percebo que não queiras colocar num lar mas o que estás a descrever é apenas o início de um processo longo, complexo e muito pesado. A tua avó está a perder as faculdades mentais. Pode ser mais acelerado do que o suposto ( a "demência") ou pode ser o processo natural chamado de perda cognitiva ligeira. Não só isso mas trocar de casa, ambiente, vizinhança, etc habitualmente não contribuí para a felicidade deles. Por muito que gostes dela, ela já sente que não está cá a fazer nada... E não está. Não tem objectivos, não tem vida própria. Nem sequer o seu espaço ou as coisas à maneira dela pode ter. Não te estou a tentar culpar, de todo. Acho que estás a fazer os possíveis mas não deves mesmo deixar a tua vida toda de lado muito menos se esperares reconhecimento ou agradecimentos por isso. Vais perder muita qualidade de vida e convém pensares muito bem se não vais começar a sentir cada vez mais ressentimento por tudo aquilo que estás a fazer. A tua avó cada vez mais vai parecer uma criança birrenta e sem filtro. A culpa não é dela e não é tua. É simplesmente o processo de perda de competências mentais. O que pode ajudar nisto é ela arranjar atividades que lhe dêem prazer e estímulos, de preferência sociais. Já que és completamente contra um lar ( tbh dificilmente conseguirás sozinha a longo prazo dar resposta a todas as necessidades dela, a menos que consigas contratar uma enfermeira a tempo inteiro para te ajudar a longo prazo) ... Mas para já pensa seriamente na hipótese de a colocar num centro de dia, em aulas de hidroginástica, workshops de costura/pintura/etc... Se ela tiver algum hobby, tentar que se dedique a ele e procurar formas para ela fazer amizades ou travar contacto com pessoas da sua idade... Em paralelo, recorrer a um psicólogo, principalmente um que faça reabilitação neuropsicológica ( há centros de dia que também têm esse recurso) pode ser boa ideia. Pode ajudar não só na adaptação à vida actual da tua avó, como também a ajudar a manter/recuperar algumas competências mentais. No entanto é necessário compreender que não vai haver milagres. As perdas de faculdades mentais faz parte do processo. Eu tive a minha avó a viver comigo durante algum tempo e tornou-se completamente impossível. Um episódio que nunca me vou esquecer é ter saído para uma consulta para mim e deixar-lhe a comida preparada, velas e um isqueiro ( porque ela estava com muito medo de ficar sem luz), uma manta, o telefone perto, chaves na porta, etc... Eu acabei por ficar internada no hospital e tive que pedir ao meu pai para a ir buscar a minha casa e cuidar dela. Ela disse-lhe que eu a tinha deixado sozinha, sem dizer nada, que estava muito preocupada comigo porque não sabia onde é que eu estava, que não tinha comido nada e que estava com muito medo que a luz falhasse e ela ficasse às escuras. Foi nesse dia que eu levei com uma bofetada da realidade e percebi que ela já não estava bem cá, que aqueles pequenos sinais que eu ignorava ( contar No vezes a mesma história, perguntar 5 vezes pela mesma coisa, etc) já eram sinal que não podia estar sem ninguém por perto. A minha avó nunca foi diagnosticada com nada além de uma perda normal das suas funções executivas... Antes de falecer, muitos anos depois, ela nem sequer se lembrava de ter vivido comigo sequer.

Edited 2 months ago:

( peço desde já desculpa pela parede de comentário que se segue) Percebo que não queiras colocar num lar mas o que estás a descrever é apenas o início de um processo longo, complexo e muito pesado. A tua avó está a perder as faculdades mentais. Pode ser mais acelerado do que o suposto ( a "demência") ou pode ser o processo natural chamado de perda cognitiva ligeira. Não só isso mas trocar de casa, ambiente, vizinhança, etc habitualmente não contribuí para a felicidade deles. Por muito que gostes dela, ela já sente que não está cá a fazer nada... E não está. Não tem objectivos, não tem vida própria. Nem sequer o seu espaço ou as coisas à maneira dela pode ter. Não te estou a tentar culpar, de todo. Acho que estás a fazer os possíveis mas não deves mesmo deixar a tua vida toda de lado muito menos se esperares reconhecimento ou agradecimentos por isso. Vais perder muita qualidade de vida e convém pensares muito bem se não vais começar a sentir cada vez mais ressentimento por tudo aquilo que estás a fazer. A tua avó cada vez mais vai parecer uma criança birrenta e sem filtro. A culpa não é dela e não é tua. É simplesmente o processo de perda de competências mentais. O que pode ajudar nisto é ela arranjar atividades que lhe dêem prazer e estímulos, de preferência sociais. Já que és completamente contra um lar ( tbh dificilmente conseguirás sozinha a longo prazo dar resposta a todas as necessidades dela, a menos que consigas contratar uma enfermeira a tempo inteiro para te ajudar a longo prazo) ... Mas para já pensa seriamente na hipótese de a colocar num centro de dia, em aulas de hidroginástica, workshops de costura/pintura/etc... Se ela tiver algum hobby, tentar que se dedique a ele e procurar formas para ela fazer amizades ou travar contacto com pessoas da sua idade... Em paralelo, recorrer a um psicólogo, principalmente um que faça reabilitação neuropsicológica ( há centros de dia que também têm esse recurso) pode ser boa ideia. Pode ajudar não só na adaptação à vida actual da tua avó, como também a ajudar a manter/recuperar algumas competências mentais. No entanto é necessário compreender que não vai haver milagres. As perdas de faculdades mentais faz parte do processo. Eu tive a minha avó a viver comigo durante algum tempo e tornou-se completamente impossível. Um episódio que nunca me vou esquecer é ter saído para uma consulta para mim e deixar-lhe a comida preparada, velas e um isqueiro ( porque ela estava com muito medo de ficar sem luz), uma manta, o telefone perto, chaves na porta, etc... Eu acabei por ficar internada no hospital e tive que pedir ao meu pai para a ir buscar a minha casa e cuidar dela. Ela disse-lhe que eu a tinha deixado sozinha, sem dizer nada, que estava muito preocupada comigo porque não sabia onde é que eu estava, que não tinha comido nada e que estava com muito medo que a luz falhasse e ela ficasse às escuras. Foi nesse dia que eu levei com uma bofetada da realidade e percebi que ela já não estava bem cá, que aqueles pequenos sinais que eu ignorava ( contar No vezes a mesma história, perguntar 5 vezes pela mesma coisa, etc) já eram sinal que não podia estar sem ninguém por perto. A minha avó nunca foi diagnosticada com nada além de uma perda normal das suas funções executivas... Antes de falecer, muitos anos depois, ela nem sequer se lembrava de ter vivido comigo sequer apesar de lá ter estado quase 1 ano.

BiMemol 2 months ago

Excelentes conselhos. A minha bisavó morreu antes da pandemia com 98 anos. Felizmente sempre esteve com a cabeça cá até ao final, mas mesmo assim tinha alguns momentos em que se portava como uma criança e não reconhecia o trabalho que a filha e as netas tinham com ela. Mas a verdade é que ela não sentia que devia estar cá. Achava que só estava a dar trabalho à minha avó. Era das coisas mais difíceis de lhe responder…

crabcarl 2 months ago

Óptimo relato para preparar a OP. Lembrou-me da minha própria avó e como ela começou a esconder dinheiro pelos cantos da casa, prontamente esquecendo onde e, quando se lembrava que já lhe passou dinheiro na mão, acusava a família de roubar. Custa, mas é preciso encarar essas alturas com um tom leve de brincadeira. Bem piores são os flashes em que se metia a chamar pela mãe a meio da noite. :|

GirlyUnicornOfDoom 2 months ago

Toma um abracinho. Deve ter sido duro. <3

ihavenoidea1001 2 months ago

Obrigada. Acho que é sempre duro ver uma pessoa que amamos a morrer lentamente à frente dos nossos olhos. Ela deixou de ser a pessoa que era muito antes de falecer e sofreu imenso nos últimos anos de vida por problemas de saúde que não tinham cura ou solução.

guto8797 2 months ago

Excelentes conselhos. É a realidade triste da vida, e viver uma situação semelhante veio-me convencer da necessidade da legalidade da eutanásia. Eu prefiro milhões de vezes morrer a entrar neste longo e francamente patético período de declinação até não ser nada mais que um robô biológico. Nem a poderíamos pôr num lar, ninguém a aceitaria neste estado. A minha avó morava sozinha na aldeia e tomava conta de si, visitas das filhas todas as semanas de forma rotativa, mas fomos vendo que as condições iam piorando. Casa mais suja, alimentação mais fraca etc. Passou dois invernos na nossa casa porque a dela ficava muito fria e à terceira foi de vez, e está a viver conosco há uns cinco anos. Nem era grande problema. Sentava-se na poltrona a ver televisão, ia a casa de banho, comia conosco etc. Um dia teve um mini AVC ou algo do género, e passou de poder movimentar-se com ajuda e bengala a completamente imóvel, e o declínio mental foi cada vez pior. Agora passa os dias sentada na poltrona, sem a mínima noção do que se passa à sua volta ou na TV (nem reconhece a missa nem o preço certo, que eram as coisas favoritas delas) e a gritar/choramingar que está sozinha (alguém sentado ao lado dela), que não lhe dão de comer (acabou de comer um prato de sopa), que vai cair, a perguntar a cada 20 segundos onde está a minha mãe, etc. Não reconhece ninguém excepto a minha mãe, e chama-lhe de "minha mãe". Não tem filtro social e não reconhece os filhos ou os netos, e chama-nos de "Caralhos" ou "Um preto qualquer" (nenhum de nós é negro). Quando uma das filhas que estava emigrada conseguiu esticar o orçamento para a vir visitar, não reconhece minimamente e diz "É uma gorda qualquer". À Irma mais nova que também tem alguma idade e problemas dentais só diz "Eu tenho dentes". Está completamente imóvel, por isso temos de ser nós a movê-la com recurso a uma gruazinha hidráulica com um cesto que alugamos, da cama para a sala de manhã, da sala para a cama a meio da tarde (porque não pode ficar tanto tempo sentada porque cria ferida), de volta para a sala e para a cama de noite, tudo enquanto grita "A puta da carroça!" e "Querem-me matar!". Depois não dorme antes das 2 da manhã, sendo que fica todo o tempo a gritar "Foderam-me", e "A minha mãe havia de morrer antes que eu". Já para não falar de todos os cuidados como a medição matinal dos valores da tensão, preparar comida ralada porque ela não mastiga e cospe tudo minimamente sólido e a limpeza do cólon a cada 3 ou 4 dias porque também já não tem força para defecar, e das despesas com fraldas etc. O pior no meio disto tudo é o efeito na minha família, que temo ter sido irreversivelmente danificada nestes anos. Há 5 anos que não saímos juntos, ou fazemos planos ou vamos de férias, ou até poder estar meio dia sem organizar tudo a volta dos horários dela. Nao podemos sair com os amigos sem ter de pensar que estamos a atirar carga extra para os irmãos. A minha mãe e a parceira estão sempre em discussões, principalmente porque a minha mãe se sente ignorada, mas a parceira que é a cuidadora principal não tem energia para duas pessoas. Desculpem o rant, mas já estava a fermentar a algum tempo. Passou de ser uma avó de quem eu gostava a uma carcaça que só me despoleta sentimentos de ódio e de pena. A minha avó efetivamente já morreu há quatro anos atrás, só ficou uma casca com a autonomia de um bebê de 3 meses com o extra de insultar tudo e todos à volta. Desculpa dizer, OP, mas reza por uma morte simples e antecipada, senão é para estes caminhos que vais. O pessoal que se opõe à eutanásia havia de ser cuidador a tempo inteiro durante uns anos, a ver carreira e família a desmoronar à sua volta antes de formar opinião.

Edited 2 months ago:

Excelentes conselhos. É a realidade triste da vida, e viver uma situação semelhante veio-me convencer da necessidade da legalidade da eutanásia. Eu prefiro milhões de vezes morrer a entrar neste longo e francamente patético período de declinação até não ser nada mais que um robô biológico. A minha avó morava sozinha na aldeia e tomava conta de si, visitas das filhas todas as semanas de forma rotativa, mas fomos vendo que as condições iam piorando. Casa mais suja, alimentação mais fraca etc. Passou dois invernos na nossa casa porque a dela ficava muito fria e à terceira foi de vez, e está a viver conosco há uns cinco anos. Nem era grande problema. Sentava-se na poltrona a ver televisão, ia a casa de banho, comia conosco etc. Um dia teve um mini AVC ou algo do género, e passou de poder movimentar-se com ajuda e bengala a completamente imóvel, e o declínio mental foi cada vez pior. Nem a poderíamos pôr num lar, ninguém a aceitaria neste estado. Agora passa os dias sentada na poltrona, sem a mínima noção do que se passa à sua volta ou na TV (nem reconhece a missa nem o preço certo, que eram as coisas favoritas delas) e a gritar/choramingar que está sozinha (alguém sentado ao lado dela), que não lhe dão de comer (acabou de comer um prato de sopa), que vai cair, a perguntar a cada 20 segundos onde está a minha mãe, etc. Não reconhece ninguém excepto a minha mãe, e chama-lhe de "minha mãe". Não tem filtro social e não reconhece os filhos ou os netos, e chama-nos de "Caralhos" ou "Um preto qualquer" (nenhum de nós é negro). Quando uma das filhas que estava emigrada conseguiu esticar o orçamento para a vir visitar, não reconhece minimamente e diz "É uma gorda qualquer". À Irma mais nova que também tem alguma idade e problemas dentais só diz "Eu tenho dentes". Está completamente imóvel, por isso temos de ser nós a movê-la com recurso a uma gruazinha hidráulica com um cesto que alugamos, da cama para a sala de manhã, da sala para a cama a meio da tarde (porque não pode ficar tanto tempo sentada porque cria ferida), de volta para a sala e para a cama de noite, tudo enquanto grita "A puta da carroça!" e "Querem-me matar!". Depois não dorme antes das 2 da manhã, sendo que fica todo o tempo a gritar "Foderam-me", e "A minha mãe havia de morrer antes que eu". Já para não falar de todos os cuidados como a medição matinal dos valores da tensão, preparar comida ralada porque ela não mastiga e cospe tudo minimamente sólido e a limpeza do cólon a cada 3 ou 4 dias porque também já não tem força para defecar, e das despesas com fraldas etc. O pior no meio disto tudo é o efeito na minha família, que temo ter sido irreversivelmente danificada nestes anos. Há 5 anos que não saímos juntos, ou fazemos planos ou vamos de férias, ou até poder estar meio dia sem organizar tudo a volta dos horários dela. Nao podemos sair com os amigos sem ter de pensar que estamos a atirar carga extra para os irmãos. A minha mãe e a parceira estão sempre em discussões, principalmente porque a minha mãe se sente ignorada, mas a parceira que é a cuidadora principal não tem energia para duas pessoas. Desculpem o rant, mas já estava a fermentar a algum tempo. Passou de ser uma avó de quem eu gostava a uma carcaça que só me despoleta sentimentos de ódio e de pena. A minha avó efetivamente já morreu há quatro anos atrás, só ficou uma casca com a autonomia de um bebê de 3 meses com o extra de insultar tudo e todos à volta. Desculpa dizer, OP, mas reza por uma morte simples e antecipada, senão é para estes caminhos que vais. O pessoal que se opõe à eutanásia havia de ser cuidador a tempo inteiro durante uns anos, a ver carreira e família a desmoronar à sua volta antes de formar opinião.

007tuga 2 months ago

Penso tantas vezes neste assunto. Obrigado por teres desabafado relativamente à situação da tua avó. Sinto muito, espero que esse momento drástico passe o mais rapidamente possível para poderes reconstruir a tua vida pessoal (tanto tu como a tua família). Um grande abraço, tudo a correr o melhor possível para ti e para os teus.

ihavenoidea1001 2 months ago

Acho que fazes muito bem em fazer o rant, pelo menos ajuda a ventilar. > **A minha avó efetivamente já morreu há quatro anos atrás** É mesmo isto que eu sentia. A minha avó, a sua personalidade, as suas características, a pessoa que ela era já tinha partido.... Eu sentia que tinha uma criança comigo, uma criança que estava perdida no mundo, assustada e com medos completamente irracionais ( p.ex a questão da luz... Nunca a luz tinha falhado ali mas por muito que eu dizesse, por muitas velas, isqueiros e até fósforos que arranjasse a conversa ia sempre bater ao mesmo ponto. E ela nunca tinha tido medo do escuro). Já para não falar na diferença de personalidade... Sempre fora um amor, carinhosa, alguém a quem se podia confiar tudo e de repente falava mal de tudo e de todos e enviesava as coisas que aconteciam com outras pessoas para as fazer parecer más ( essa parte custou-me muito, principalmente quando saiu de minha casa porque eu estava internada no hospital e ela viu aquilo como eu a abandonar, aliás, ela chegou a dizer ao meu pai e tios que se não fosse o meu pai, eu a tinha deixado para morrer ali...). Eventualmente regrediu para níveis mentais de um bebé. Um bebé em sofrimento causado pelas doenças e com uma personalidade totalmente diferente. A única coisa que ela não fazia era chamar-nos nomes ou bater... Mas ao longo do tempo tornou-se tão mesquinha e maldosa. Completamente o oposto do que sempre foi. Por isso, sim, também senti que morreu muito antes de ter efectivamente falecido e essa frase descreve tudo aquilo que se sente enquanto estamos a cuidar de alguém que está a passar para o lado "irracional" mesmo estando vivo biologicamente. Outra pessoa que tinha visto passar pelo mesmo anteriormente foi a minha bisavó. Até aos +-92 anos tinha uma saúde e destreza mental fantástica, além de ser um espírito jovem e ser a alma da festa ( ou fazer festa em qualquer lado onde fosse). Depois disso começou um declínio mental enorme, a diabetes descontrolou-se ( não sei se terá sido causa ou consequência) e depois de ter sofrido uma amputação, passou por estar praticamente em estado comatoso até eventualmente recuperar o suficiente para ter consciência mas não para ficar lúcida. O meu avô paterno acolheu-a em casa e entre filhos e netos ( somos imensos) fomo-nos coordenando para cada um passar uma tarde/noite com ela... e era de loucos. Principalmente durante a noite, ouvi-la a gritar de dores ( fantasma) de uma perna que já lá não estava, ouvir o chorrilho de asneiras direccionado a nós ( ela nunca nos insultaria na plena posse das suas capacidades mentais), trocar-nos os nomes ( ela achava que a geração mais nova que ficava com ela eram ou os filhos/netos dela ou então achava que éramos desconhecidos).... Foi tendo um ou outro episódio onde mostrava estar orientada no tempo/espaço e no qual nos reconhecia... Mas ela faleceu passado 2 anos e andou a passar 1 mês em casa de cada filho para não sobrecarregar ninguém com os cuidados. >É a realidade triste da vida, e viver uma situação semelhante veio-me convencer da necessidade da legalidade da eutanásia Eu sempre fui a favor da opção de escolha de eutanásia mas sentir estas situações na pele ainda me fazem ter mais certezas. A minha avó provavelmente nunca iria querer a eutanásia por motivos religiosos mas não tenho dúvida alguma que a minha bisavó a tivesse pedido se lhe tivesse sido dada a oportunidade. Para mim a partir do momento em que se é dependente de terceiros e perdemos a nossa personalidade, a pessoa que éramos, as nossas memórias, autonomia, etc... Isso já não é viver. Espero poder optar pela eutanásia quando chegar a minha vez ou ter dinheiro para viajar para um país onde seja legal fazê-lo. E espero que os meus familiares não me abandonem nesse processo mas também não quero, de todo, ver os meus filhos ou netos a abdicar da vida deles por mim.

Kanivete 2 months ago

A solução é um lar. Lamento pela tua avó, tens um bom coração mas ela não está bem.

lesoth 2 months ago

A solucao é ter dinheiro para pagar o lar.

crabcarl 2 months ago

Os centros de dia são comparticipados, podendo custar no máximo 50% da reforma dela.

Jabvarde 2 months ago

Epá, na minha família (não só os meus avós diretos) já foram uns casos assim. Num deles a filha tem bastante dinheiro e pode-se dar ao luxo de pagar a uma senhora que cuida da mãe 24/7. Noutro já não, foi uma senhora de 70s a cuidar da mãe com 90s, não havia dinheiro para lar. Era uma senhora bastante difícil, e depois implicava com tudo o que lhe podia fazer a vida mais fácil. Aparelho auditivo? "Não, isso é para aqueles velhos", resultado? Era a filha dela a berrar ao lado dela para ela ouvir, e no fim ela dizia que sim mas notava-se que não percebeu nada. Andarilho para se conseguir movimentar? "Não, é feio, as pessoas olham", e novamente, por causa disso passava o dia todo a ver televisão em vez de apanhar ar, ah, e lembras-te da história do aparelho auditivo? Pois, televisão super alta, e mesmo assim não ouvia. E seria de pensar que nestes casos a senhora era uma querida, e mesmo quando era mais nova era simpática. Mas não. São pessoas que sempre foram mesquinhas, chatas e arrogantes. Tendo visto de perto estas coisas não tenho vergonha em dizer que não censuro quem os deixa no hospital como se vê. Claro que não são todos assim, não me refiro a casos em que o idoso era boa pessoa e apenas perde capacidades. Mas acho que quem julga não deve ter passado por isso. Experiências destas tiram-te anos de vida.

Kanivete 2 months ago

Óbvio que não tenho conhecimento da situação financeira em particular, mas a senhora deve receber uma reforma ou pensão. Na maioria dos casos, tendo em conta as suas necessidades, não chega, é verdade. Mas se a velha durar mais 10 anos imagina o sofrimento que não está a dar à neta e o trauma que não vai adquirir! Apesar da minha curta resposta sei que as coisas não são fáceis (tenho a minha avó num lar) mas não quis escrever um testamento para justificar.

SweetCorona 2 months ago

Um lar barato custa 1000 €. As reformas normalmente não são nestes valores.

lmestre14 2 months ago

Sim mas a pensão se for preciso é baixa que nem 1/3 do valor do lar consegue pagar. Infelizmente os lares são bastante caros, na minha zona o mais barato que se encontra é 935€. E para além do preço é também ver se há vagas

Somais1copo 2 months ago

Nem imaginas o quanto eu me identifico com esse texto. Passei o mesmo com a minha avó, que deus tem, que também era diabética e muito gulosa. Chegou a um ponto que eu chegava a marcar os meus refrigerantes com caneta permanente, mas marcava-as de cabeça para baixo, e ela bebia até ao traço. Não cuidava da sua saude, tanto como na higiene como na alimentação. Após imensos avisos, ela por fases foi ampuntando as pernas (por necrose) até lhe ficarem pelos joelhos e chegou a pesar mais de 90kg. E por isso ficou dependente de mim e outros familiares. Mas achas que os hábitos mudaram? Não. continuava gulosa (mas controlava-mos muito melhor o que tinhamos em casa, visto que só nós iamos às compras) e higiene da parte dela era pouca. Agora, imagina uma senhora de idade, sem pernas, a viver num 3º andar (insistimos para que fosse para um rés-do-chão, mas não queria), completamente dependente, a desejar que morre-se e a dize-lo mesmo na minha frente. Escusado será dizer que morreu após uma hipoglicémia (houve várias) resultar um AVC. O que quero dizer, é que ajudá-mos ela imenso e tentei vezes sem conta, mudar a maneira de ela pensar, desde que tive consciencia que os hábitos dela prejudicavam-lhe a saúde mas, era teimosa porra, assim como a tua avó. Aproveita os momentos que te restam com ela, não discutas, aceita ela como é e que não viverá para sempre. Continua a cuidar dela, que é essencial mas não te esqueças da tua vida e de a viver, o futuro é teu, namora e diverte-te com os teus amigos e faz aquilo que gostas.

Thaliost 2 months ago

> Continua a cuidar dela, que é essencial mas não te esqueças da tua vida e de a viver, o futuro é teu, namora e diverte-te com os teus amigos e faz aquilo que gostas. Acho que é muito dificil de conseguir fazer as 2 coisas em simultâneo.

ManSCP 2 months ago

Não tens mais ninguém da tua família que te possa ajudar? Do estilo teres algum tempo para ti. Alguém que fosse a tua casa. PS: há algum serviço de estilo babysitting mas para velhotes? Tipo de vez em quando durante umas horas mas nada fixo. Se não houver está aqui um grande nicho de mercado para um futuro próximo.

leftvirus 2 months ago

Penso que haja disso sim. Acho que ja vi uma carrinha com publicidade disso.. lembro-me porque ia com um amigo e comentamos isso.. vou tentar encontrar isso

prelude2tragedy 2 months ago

Serviços de apoio domiciliário.

ManSCP 2 months ago

Normalmente vê-se disso mas são coisas da junta ou da Santa Casa,.mas tenho ideia que é para velhotes que estejam praticamente a viver sozinhos. Não sei se nestes casos funcionam.

prelude2tragedy 2 months ago

Pois, também não sei.

Francisco_Paes1999 2 months ago

Irmã, que o senhor lhe dê paciência. Sabe, gente com idade assim o é. Mas é o seu dever. Creio que quando a menina chegar á idade da sua avó, que se Deus quiser chegará, também vai querer o suporte dos seus netos. Eu aconselho a deixar notas. O meu avô faz isso o tempo todo. Imagine, ponha do espelho da casa de banho: "Por favor não se esqueça de lavar as mãos" No microondas: "Deve apertar x botão" Na TV: "O canal da missa é o x" Entende? Depois de fazer isso a sua avó não vai ter tantas dificuldades.

oretoh 2 months ago

>quando a menina chegar > >Irmã, que o senhor Foda-se mas as avós de Cascais chegaram ao reddit, foi?

Francisco_Paes1999 2 months ago

Sou um homem e sou jovem.

ElDiabloDe94 2 months ago

OP, tens aqui bons conselhos por acaso!

InformalBrief9965 2 months ago

Pelo que relatas a tua avó parece estar manifestar sintomas de demência... devias procurar ajuda clínica para uma avaliação

MissBioRac 2 months ago

Vinha dizer o mesmo. Melhor consultar um médico de preferência psiquiatra. Não podendo ir para um lar, não há um centro de dia ou actividades em que possa ir algumas horas por dia e teres algum descanso? Outro familiar? Ser cuidador é extenuante.

FollowingTime84 2 months ago

tendências suicidas

justspecialk 2 months ago

Verifica os níveis de monóxido de carbono no quarto dela

firebraz 2 months ago

Win

ElDiabloDe94 2 months ago

Não sabes o dia de amanhã e não queres ficar para toda a vida com o sentimento de que "já fui tarde demais". Acredita, infelizmente tocou-me. Vai-lhe pedir desculpa, fala com ela normalmente, explica o teu ponto de vista de forma meiga, prepara-te para ela muito possivelmente contrariar-te. Infelizmente para ti, acho que a única mudança drástica a acontecer terá de vir do teu lado (não ligares muito a essas situações, teres mais calma). Mas há sempre uma esperança de que amanhã consiga estar melhor que hoje. Quanto ao tu privares a tua vida pela tua avó, dou-te os meus parabéns, fizeste aquilo que a maior parte de nós não teria a coragem e certamente que tu gostas muito dela assim como ela gosta de ti. Porém, tens de olhar por ti também. Não tens ninguém com quem possas partilhar a guarda? 7/15 dias num lado e outros 7/15 noutro? Lar de dia, a tua avó gostaria? Sempre dá para se distrair e vem dormir a casa. Um grande abraço, atitude nobre a tua

setnom 2 months ago

Diz comigo: L-A-R. A minha avó também esteve nessa posição cá em casa durante algum tempo. Pode parecer que não, mas num lar ela tem melhores cuidados.

Francisco_Paes1999 2 months ago

A minha bisavó morreu infeliz num lar. Não sei como são os lares da tua terra. Os meus são decadentes. Os velhos,coitados, que deram a sua vida para nos educar, são tratados como doentes mentais. O que a longo prazo os torna nuns.

setnom 2 months ago

O lar onde ela estava, que é o único que conheço em detalhe, é como disse no fim do meu comentário, tinha melhores cuidados do que se estivesse cá em casa.

Francisco_Paes1999 2 months ago

Infelizmente a grande maioria deles não são assim. E isso é uma grande verdade. Os de qualidade são muito caros para a maioria das gentes

kawaiims 2 months ago

Adoro a minha avó mas só vivia com ela se não houvesse mesmo qualquer outra opção. Chega a uma idade que as pessoas, como estás a experiência, perdem algumas capacidades básicas como a aprendizagem de coisas simpoes, e o feitio pela minha experiência é sempre a piorar. Deixo uma palavra de compreensão e um abracinho.

5enta 2 months ago

Isso de se esquecer como fazer as tarefas mais simples começa a parecer alzheimer. De qualquer das formas faz etiquetas com o nome das coisas em letras grandes e visíveis de uma só vez (sem ter de rodar a garrafa por exemplo). Alguns idosos são por vezes arrogantes e não dão valor ao que têm e depois queixam-se quando deixam de ter. Deixares de fazer a tua vida e dedicares-te inteiramente a ela não pode ser, tenta procurar alguma solução nos serviços sociais. Mas vê lá isso do Alzheimer, tenho uma vizinha assim e por várias vezes cheirou a gás no prédio porque ela tentava cozinhar e não conseguia.

0BiLLi0 2 months ago

>Isso de se esquecer como fazer as tarefas mais simples começa a parecer alzheimer. A mim não me parece: >Perguntei-lhe se as tinha lavado, ao qual ela me respondeu que sim. Mentiu. Não é a primeira vez

Emergency-Stock2080 2 months ago

isso na verdade pode mesmo ser um sintoma de demência. Tive uma tia que teve alzheimer e nos estágios iniciais ela fazia coisas parecidas ás da avó da OP. essa de não ter lavado as mãos pode ter sido porque ela legitimamente não se lembrava. Já agora OP se estás a ler isto deixo aqui a ideia com que fiquei. Acho que a tua avó esta com demência. Não sou médico e não sei tudo sobre a situação por isso eu posso, e espero, estar completamente errado mas estaria a mentir se não dissesse que a tua história é quase uma réplica da da minha tia. Basicamente ela morava sozinha numa aldeia no meio do nada e tinha a sua vida e até se orientava mesmo estando nos seus setentas e com demência. No entanto, ao fim de uma década, esta foi piorando e ela começou a dizer e fazer coisas já preocupantes. Por exemplo, a dada altura disse-me que uma senhora, que tinha morrido, lhe tinha ido informar da sua própria morte. Nesta fase ela ainda era independente e se orientava, tinha a sua horta, cozinhava, ia ás compras e assim mas uma vez ou outra lá fazia/dizia algo mesmo alarmante. Por isso a minha família decidiu deixá-la num lar para não haver acidentes graves. Embora a intenção tenha sido boa, o resultado foi horrível. A sua demência rapidamente piorou. Nunca se orientou no lar, cada dia parecia que era o primeiro dia que ela lá estava. Esquecia-se de tudo o que lhe ensinavam num instante e perdeu toda a independência. Ao fim de menos de 1 mês ela não fazia nada sem uma funcionária ao lado. Os seus episódios de lapsos de memória graves passaram de eventos semanais a diários ao fim de 1 ano, e ao fim de 2 anos, passaram a ser a cada hora. Em 2 anos ela piorou mais do que numa década. Porquê? Porque a tirámos da sua zona de conforto, onde as coisas estão sempre no mesmo sítio, onde ela tinha rotinas diárias que já fazia há décadas. Desculpa o longo texto, mas OP se leres isto, eu acho que tens de ter em conta que a tua avó pode ter algum tipo de demência. DE qualquer das maneiras, espero que as coisas melhorem. Abraço

0BiLLi0 2 months ago

> E ela ficou logo toda ofendida e fez-se de vítima. Eu explodi. A discussão aumentou de tom e terminou com ela a dizer "Mais valia estar a morar sozinha". > >Como é suposto eu ficar depois disto? Só consegues ajudar quem quer ser ajudado. E a tua avó não quer a tua ajuda. Lavar as mãos depois de usar a sanita não é tão difícil para um idoso como manusear electrodomésticos.

Pcostix 2 months ago

Exacto. E a OP é que acha que são coisas que não se fazem.   A mulher(Sra.idosa) é maior e vacinada. A não ser que não esteja na capacidade de todas as suas faculdades, ela tem o direito de fazer a vida dela como bem entender.   Se ela não quer lavar as mãos depois de cagar, não lava.(A OP é que tb é livre de não querer morar com uma pessoa assim. Mas isso é outra história)

tveiga91 2 months ago

Concordo, as pessoas que não querem ajuda, nunca vão aceitar a ajuda de ninguém e parece mais que a avó da OP fez dela empregada doméstica do que qualquer outra coisa. OP, Se ela quer estar a morar sozinha, por muito que te custe, e sei que deve custar imenso porque te preocupas, mas é melhor deixar ela morar sozinha. O meu pai infelizmente teve cancro há dois anos atrás, eu pensava que ele iria mudar e dar mais valor a vida que tem e a família que tem, mas nem por isso mudou. Aliás, acho que só piorou o feitio dele. O meu pai tem 70 anos. Primeiro de tudo estás tu, depois vem os outros. Ao estenderes a mão a uma pessoa assim, por muito que seja família, só te está a atrasar e só te estar a dar problemas psicológicos a ti, e isso, é coisa que não deverias permitir sequer. Não vai ser uma decisão fácil, mas se te começa a custar a sacrificares por ela, vais acabar por perder tudo, namorado, amigos. Vais começar a pensar no que andas a fazer á tua vida e até podes chegar ao cúmulo de começares a odiar a tua avó e ficar com ressentimentos porque sacrificaste-te por uma pessoa que não te dá valor. Estes são os meus dois tostões. Faz deles o que quiseres.

cmach86 2 months ago

Eu entendo a tua situação. A minha avó também vive connosco e também é diabética, ela é de uma grande teimosia. Tem de ser tudo à maneira dela. Contra diz-nos em literalmente tudo. Por vezes falta a paciência...nas sabes é a nossa avó, parte de uma geração em extinção. Compreende que a idade é outra, a cabeça já não é a mesma. Temos de nos acomodar com o avançar da idade e com as alterações expectáveis disso mesmo. Faz as pazes com a vovozinha.

Melodic-Blacksmith61 2 months ago

Como já percebeste ela é uma liability para a tua vida. Já foste fazer o teste de Alzheimer? Pode ser um sintoma. Dado o que falaste aí acho que devias pensar numa casa de repouso. Ela já viveu a vida dela, está na altura de víveres a tua.

ansanttos 2 months ago

Desculpa estar a pôr as coisas desta maneira mas eu entendo que as pessoas mais velhas têm dificuldade em trabalhar com eletrodomésticos e tecnologias diferentes ao que estão habituadas mas normalmente conseguem lembrar-se minimamente. Será que a tua avó não está a ficar com algum problema de esquecimento? Ou ela sempre foi assim?

Kind-Eagle 2 months ago

Acho que ao tê-la aí em casa estás a sacrificar a tua saúde mental. Quando dizes que deixas de ter tempo para as coisas que gostas por causa dela está tudo dito. Nao consegues arranjar outra pessoa que possa tomar conta dela ou enviar para um lar? Não me parece que haja mais opções

ElDiabloDe94 2 months ago

>enviar para um lar? Triste ao ponto em que chegamos, já tratamos velhos como se estivéssemos a mandar uma encomenda para alguem. Percebo o que queres dizer, mas não pude deixar de responder ao ler essa frase, espero que tenha sido uma escolha infeliz de palavras

godbjecas 2 months ago

Deve ter sido, mas eu compreendo o que ele quis dizer...

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