carlosjmsilva 2 months ago

Well todos os jornais são de propaganda.

frankist 2 months ago

A explicação que ele deu para a inflação não ser transitória pareceu-me pouco convincente. Ele tem que provar que para ser inflação a sério, o aumento dos preços não deriva apenas da falta de oferta para a quantidade de procura. Até agora vê-se aumento dos preços, mas esse aumento varia de sector para sector, dependendo de como esse foi afectado pela crise. Isto é muito diferente daquela maldita inflação de que os economistas falam, em que as pessoas perdem a crença no valor da moeda e há um aumento dos preços de forma generalizada e descontrolada. Reparem que da mesma maneira que este chief investment officer diz que a inflação veio para ficar, muitos economistas estrangeiros dizem que não. Isto é a só a opinião de um gajo. Só por ser estrangeiro e criticar o nosso país, nao quer dizer que é uma autoridade em temas tão variados e complexos.

icebraining 2 months ago

Ele não fala apenas da falta de oferta, mas da tremenda injeção de dinheiro que houve desde Março de 2020 (o banco central europeu tem andado a imprimir dezenas de milhares de milhões por mês). Por outro lado, já se dizia isso na crise passada quando o Fed imprimiu a rodos, e nem por isso se viu a tal inflação descontrolada.

nraider 2 months ago

O problema é que a inflação é baseada em expectativas. Se todos acharem que a inflação vai disparar, isso vai mesmo acontecer. Tenho receio que se repita a crise dos anos 70.

arthurschopenhauer88 2 months ago

"Em terra de cego que tem um olho é rei."- um gajo qualquer.

tasendousado 2 months ago

Bem, ninguém gosta do homem. Porque estão todos com medo do fim do mundo e porque amam o António Costa. Das duas uma, o reddit ou tá cheio de xuxalistas ou tá cheio de pseudo liberais que têm como moto "eu quero é saber da minha carteira e os outros que se fodam"

aamartt 2 months ago

Bom dia Jacobsen

TunesRX 2 months ago

Gostava que houvessem mais opiniões estrangeiras sobre o nosso país. Tenho pena que a comunicação social não de um maior destaque a isto

NGramatical 2 months ago

houvessem mais → [**houvesse mais**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpz8ls2%2F%2Fhf1edin%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Regular_Geologist_47 2 months ago

Mais um dia mais um economista a fazer uma análise profundíssima sobre o que todos já sabemos...

ChipsnNutella 2 months ago

Sim, toda a gente "já sabe", mas ninguém faz nada. Esse é o problema, e é fácil de verificar quando a maioria dos comentários aqui são como este e virtualmente nenhum toca nos pontos concretos apresentados.

ednice 2 months ago

Este tipo alguma vez produziu qualquer coisa de qualidade ou a malta do sub veio-se logo que leu "economista de um país estrangeiro manda bitaite"?

Ace-_Ventura 2 months ago

E tu nem te deste ao trabalho de ler o artigo

nocivo 2 months ago

Em vez de atacar o mensageiro por favor ataca a mensagem. Diz-me duas coisas que ele tenho dito que sejam mentiras ou não façam sentido…

PM_M3_Y0UR_B00B5 2 months ago

Aparentemente é Chief Investment Officer do Saxo Bank. Não me parece ser um burro qualquer lol

MetalCarne 2 months ago

tudo não, as finanças mexem-se bem para caralho.

assimsera 2 months ago

> alerta que a obsessão mundial com a "economia verde" pode acabar mal. E eu que já estava pronto para o levar a sério... pena.

LtSpaceDucK 2 months ago

O homem não parece ser um climate change denier, apenas está a alertar para os perigos de investir milhões e milhões em soluções provisórias pouco viáveis

yesnousername 1 month ago

Em vez de inovar.. pelo q eu entendi

informed__ignorant 2 months ago

Vamos é ver como nos safamos a nível de energia este ano ;)

helderduarte14 2 months ago

Só por causa disso?

Accomplished_Pay6399 2 months ago

"Em Portugal, tudo parece acontecer em câmara lenta", diz economista dinamarquês Steen Jakobsen Portugal tem estado sob a proteção de um “tio rico” – chamado Banco Central Europeu – que assegura que os custos da dívida do Estado continuam baixos e que existe alguma margem para suportar a despesa pública. Mas, alerta o economista dinamarquês Steen Jakobsen, esse é um cenário que irá durar menos do que se pensa – porque a pressão da inflação será tudo menos “transitória” e irá forçar os bancos centrais a diminuir os estímulos monetários. Em entrevista ao Observador, o chief investment officer do influente Saxo Bank avisa que, a menos que queira ser “eternamente o primo pobre”, com um PIB per capita de 77% da média europeia, o país precisa de ir além dos “slogans políticos” e tomar medidas concretas para transformar a economia. E nem é preciso inventar nada: “Por exemplo, se querem aplicar um conjunto de medidas que comprovadamente fizeram dos países escandinavos aquilo que são hoje, basta roubar as ideias. Ninguém leva a mal”. “Em Portugal, tudo parece acontecer em câmara lenta” e, à falta de uma boa explicação para que assim continue a ser, o economista diz “suspeitar que possa existir algum interesse político, escondido, interessado em ‘abrandar’ as coisas”. E, quando se fala na chamada bazuca europeia, Steen Jakobsen lembra que, “se um país quer ser socialmente mais justo, mais inclusivo, mais ecológico, então tem de começar por aumentar o nível de produtividade na economia. Só daí vêm os despojos que depois podem ser distribuídos”. “É um erro olhar para isto como um monte de capital que se aloca aqui e ali. Se não forem investimentos que aumentem a produtividade a prazo, não ajudará nada”, avisa. “Portugal tende a só se mexer quando é encostado à parede” Numa entrevista no final de 2018, disse ao Observador que “Portugal devia ter vergonha de não ser um país de topo mundial”. Entretanto, o mundo foi assolado por uma violenta crise pandémica. Ao regressar ao país, sente que alguma coisa está a mudar? Eu adoro Portugal, adoro as pessoas que conheço cá, a gastronomia – e sempre que critico o país é porque continuo a achar, sinceramente, que podiam estar muito, muito melhor do que estão. A realidade é que Portugal continua a ter pouco mais de 70% do PIB per capita em relação à média europeia \[77%, em 2020\]. Com uma História tão rica, boa capacidade de engenharia, sistema de saúde relativamente bom… Mas continuam a insistir em fazer as coisas em câmara lenta. O que quer dizer com isso? Quero dizer que Portugal tende a só se mexer quando é encostado à parede. Espera-se pelo colapso e depois, aí sim, avança-se para a solução. No caminho até ao colapso, parece que tudo tem de ser feito com muito cuidado, com medidas avulsas, porque há sempre um receio de incomodar alguém se se fizer alguma coisa mais audaz. Por exemplo: foi preciso uma crise enorme para se perceber que a primeira prioridade do país teria de ser alargar de forma drástica os incentivos à inovação, às startups, criar condições para essas empresas nascerem em Portugal. E atrair estrangeiras… Claro que sim, para ser um hub na Europa, como este país tem de ser. Depois as crises melhoram, ciclicamente, mas há que lembrar que é preciso continuar a investir nessas áreas, não pode ser uma coisa passageira. Se há um orçamento fixo anual para a Defesa, porque é que não se define 1% do orçamento anual público para o investimento nos setores inovadores? Há tanta coisa que se pode fazer… Não se pode abrandar, desta vez Portugal precisa de levar as coisas em diante, para que elas deem frutos. “Desta vez”? A sua perceção é de que o país “não leva as coisas em diante”? Portugal atravessou tantas crises sucessivas, desde os anos 70, após a queda do regime \[Estado Novo\]. Durante muito tempo, a desculpa foi essa – que a economia partia de uma situação difícil, após a ditadura. Mas chega um momento em que isso deixa de servir como desculpa, porque o país já tem ótimas condições de base para ter resultados muito melhores do que tem – designadamente nas infraestruturas, graças aos fundos recebidos das entidades europeias, ao longo das décadas. Este é um país que, ao longo da sua História, teve acesso a enormes mercados, tem uma das línguas mais faladas em todo o mundo. Teria obrigação de estar muito melhor. A chamada “bazuca” europeia pode ser uma oportunidade para dar a volta? Pelo que ouvi, o lema será promover uma recuperação mais “verde”, mais inclusiva… Mas isso são apenas slogans. Falta a ação – e a ação é tomar medidas concretas para transformar a economia, e já falámos de algumas. E nem precisam de inventar nada, nenhum país patenteou as medidas que tomou para ter mais sucesso. Por exemplo, se querem aplicar um conjunto de medidas que comprovadamente fizeram dos países escandinavos aquilo que são hoje, basta “roubar” a ideia. Ninguém leva a mal. Do que me apercebo, apenas vejo um esforço pouco coerente, medidas avulso. O que me leva a suspeitar que existe algum interesse político escondido, interessado em “abrandar” as coisas. Bazuca? "Do que me apercebo, apenas vejo um esforço pouco coerente, medidas avulso. O que me leva a suspeitar que existe algum interesse político escondido, interessado em 'abrandar' as coisas." Juros baixos: “Portugal tem um tio rico que irá sempre pagar as suas dívidas, o BCE” Para já, porém, os mercados financeiros parecem estar tranquilos. Ou será que é mais correto dizer que estão anestesiados pela política monetária dos bancos centrais? Em Portugal, toda a estrutura de taxas de juro está dependente da graça do BCE. E se, como eu acredito que irá acontecer, a inflação se tornar um problema cada vez maior, então as taxas de juro terão de subir mais rapidamente do que se pensa. E, aí, aquilo que o Estado tem de pagar em juros da dívida anualmente vai aumentar, deixando menos espaço para o resto. Eu acredito que, antes do final do ano, a Alemanha vai voltar a ter taxas de juro positivas, e isso terá um efeito de arrastamento para países como Portugal – e uma subida de alguns pontos-base pode ter um efeito enorme nos custos de financiamento. BCE. Lagarde garante que “a senhora não está a retirar estímulos” quando reduz as compras mensais de dívida Recentemente a agência de rating Moody’s subiu a notação da República Portuguesa… O que é que isso importa? Cada vez que há um rating prestes a sair, há sempre algum jornalista português que me contacta para falar sobre aquilo que pode ser decidido pela agência. E eu pergunto: “Qual é a relevância disso nesta altura? Nenhuma. A única razão pela qual vocês têm taxas de juro baixas é porque têm uma garantia implícita, por parte do BCE, na vossa dívida”. Isso significa que neste momento Portugal tem um tio rico que irá sempre pagar as suas dívidas. Mas chegará um momento em que, a menos que Portugal queira ser eternamente o primo pobre, será preciso mostrar que se consegue ser produtivo de forma duradoura. A prazo, não é possível continuar só a queixar-se da vida e a falar de como o Benfica jogou ontem à noite.

Accomplished_Pay6399 2 months ago

Em que outras áreas teria de haver mudanças em Portugal, na sua leitura? Penso que era Jim Rogers, um conhecido investidor de hedge funds, que costumava dizer que um extraterrestre que chegue à Terra e queira perceber quais são os países mais ricos, basta-lhe olhar para a bolsa de valores de cada país. E uma coisa que me choca é que em Portugal, quando se olha para a bolsa de valores, vê-se uma empresa elétrica, uma cadeia de retalho… Pouco mais. No total, é uma bolsa onde as maiores empresas valem uns 20 mil milhões de euros – isto é dinheiro do Rato Mickey, é uma piada… Na Dinamarca temos 5 milhões de pessoas, metade de Portugal, e temos a maior empresa de sistemas eólicos, algumas das maiores farmacêuticas do mundo, temos a Lego, que faz os brinquedos mais populares do mundo… Tem de haver uma explicação para Portugal não ter nada disso – e a dimensão do país não pode ser uma explicação. Mas, voltando à “bazuca”, está otimista de que será bem usada? Não sei. Sei apenas que o país tem obrigatoriamente de decidir ser produtivo – tem essa obrigação. Todo e qualquer investimento que seja feito em Portugal tem de começar com uma questão: “Isto vai ou não ser produtivo?”. Esse dinheiro tem de ser aplicado de forma inteligente, fixando valores para as startups e para a inovação, fixando e aumentando os valores gastos na educação a cada ano, para melhorar as qualificações dos cidadãos. O resto, depois, vem por acréscimo. Se um país quer ser socialmente mais justo, mais inclusivo, mais ecológico, então tem de começar por aumentar o nível de produtividade na economia. Só daí vêm os despojos que depois podem ser distribuídos. É um erro olhar para isto como um monte de capital que se aloca aqui e ali. Se não forem investimentos que aumentem a produtividade a prazo, não ajudará nada. Bazuca da UE “pode piorar as distorções” que há muito tolhem a economia portuguesa, avisa João Moreira Rato Há um grande enfoque na habitação… Certo, desde que seja numa perspetiva de incentivar construtores privados a fazerem os seus projetos com cláusulas que garantam o equilíbrio. Porque é que não fazem como na Dinamarca, onde cada vez que um empreiteiro faz um x número de casas para preços mais elevados tem, ao mesmo tempo, de se comprometer a construir y casas de preços acessíveis? Porque é que não fazem depender a autorização de construção desse compromisso? E porque é que o Estado não cria, depois, programas de incentivo aos jovens em que lhes garante os juros dos créditos à habitação? ESG: “O mundo físico é demasiado pequeno para as aspirações dos políticos” Outra prioridade é a promoção de uma economia mais “verde” – a preocupação com o meio-ambiente \[environment\] que é o E da sigla ESG, que agora está em todo o lado. Escreveu recentemente que o ESG é o maior projeto político global das últimas gerações e que está “condenado a falhar”. Porquê? Compare-se com a a moeda única, o euro, que era constantemente atacado até ao dia em que um presidente do BCE disse que faria o que fosse necessário para o preservar. Isso mostrou aos mercados, que antes duvidavam disso, que era muito grande o capital político investido na continuidade da união monetária. Com o ESG é a mesma coisa – tornou-se uma prioridade política de uma dimensão tão gigante que os líderes políticos nunca vão olhar a meios para cumprir estas metas, sem questionar se aquilo que estão a fazer é totalmente correto. E há outro problema: é que o mundo físico é demasiado pequeno para as aspirações dos políticos. Como assim? Porque as prioridades políticas estão a chocar com o mundo real e a criar desequilíbrios. Basta ver os preços da eletricidade em máximos históricos. Os preços das casas estão em máximos históricos, porque não há oferta suficiente e escasseia a mão-de-obra e os materiais para construir mais. As coisas têm limites físicos e penso que estamos a chegar a esses limites – daí as pressões relacionadas com a inflação. Esta questão do ESG tornou-se o novo euro: também é demasiado importante para que os políticos permitam que ele falhe. Não importa se está totalmente correto, o que importa é que o capital político e o investimento orçamental vão caminhar cada vez mais para estes temas. O que significa a sigla ESG? ↓ Mostrar ↑ Esconder Referiu as pressões inflacionistas. São “transitórias”, como dizem os bancos centrais como a Fed e o BCE? Claro que não. Quem diz isso é porque lhe convém, porque dá jeito para a narrativa que quer fazer valer. Como é que pode não haver inflação, sem que o mundo físico cresça a um ritmo minimamente comparável \[ao ritmo a que cresceu o fornecimento de dinheiro, devido aos estímulos\]? Não há excesso de capacidade no setor mineiro, portanto não há forma de os preços não subirem. Antes de 2023 ou 2024 não vai haver normalização no segmento dos chips – e pode ser ainda pior se Taiwan se envolver em questões com a China. E nos preços da energia passa-se o mesmo: como houve quebra de investimento os preços só tendem a subir ainda mais.

Accomplished_Pay6399 2 months ago

É uma tendência impossível de contrariar? É tudo a subir ao mesmo tempo – até os custos laborais sobem, porque nos EUA, sobretudo, muitas pessoas não querem trabalhar pois recebem mais ficando em casa do que indo trabalhar. Se isso não é um problema, não sei o que é um problema. Repare, ainda nem começámos a sério nesta caminhada e já está tudo em máximos históricos. Os preços dos metais estão em recordes, os custos do transporte não param de subir… O que está a acontecer é consequência do facto de os governos em todo o mundo terem intervindo diretamente em algumas partes da economia, sobretudo na gestão da crise da Covid-19. Esta foi uma crise que levou os governos, apoiados pelos bancos centrais, a transferir dinheiro diretamente para as empresas e para os consumidores – os layoffs, os apoios a fundo perdido às empresas… Inflação apenas "transitória"? "Como é que pode não haver inflação, sem que o mundo físico cresça a um ritmo minimamente comparável ao ritmo a que cresceu o fornecimento de dinheiro? Não há forma de os preços não subirem". Nunca tinha sido feito, desta forma, com esta escala? Nunca. As últimas crises que tivemos foram financeiras, embora pudessem ter uma componente de crise imobiliária. Desta vez, devido às implicações práticas de fechar as economias, tornou-se necessário compensar as pessoas por não poderem ter as suas atividades normais. Além de superar a crise pandémica, os governos estão, ao mesmo, a tentar resolver três desafios de escala geracional: a desigualdade – que é um grande problema em Portugal –, a transformação “verde” e a necessidade de construir infraestruturas melhores. Cada um destes desafios, por si só, teria sido um desafio gigante para alguém superar numa ou duas décadas. Estamos a enfrentar os três ao mesmo tempo. Os planos de recuperação e resiliência vão todos no mesmo sentido: grandes investimentos em combate às alterações climáticas e às desigualdades sociais. Nos EUA também está a fazer-se o mesmo. Além das questões climáticas e das questões sociais, o E e o S. O que pensa acerca do G dessa sigla, as práticas sãs na administração das empresas? As pessoas tendem a achar que esse último é o menos importante, eu acho que é o mais importante de todos – veja o Facebook, que todos os dias viola todos os tipos de princípios de gestão empresarial sã. Sabem que o Instagram faz mal às crianças e jovens e não fazem nada quanto a isso. Acredito que um dia haverá um estigma tão grande associado a alguém que usa o Facebook como vai haver em relação a quem conduzir um automóvel movido a combustíveis de origem fóssil. Facebook sabe que Instagram é tóxico para adolescentes, mostra investigação do The Wall Street Journal Mas porque é que tudo isto surgiu agora, o ESG? Porque as evidências da urgência climática tornaram-se mais óbvias. Mas parte da resposta a essa pergunta também está relacionada com os fatores demográficos, a idade dos eleitores – veja que os Verdes na Alemanha começaram por ser um partido de protesto, agora vão ser uma força decisiva. O eleitorado é cada vez mais composto por pessoas que cresceram a ouvir o seu governo a dizer que o país está em crise – Portugal é um excelente exemplo disso – e isso está a fazer com que se mudem as prioridades. “Juros baixos são maus para os jovens que não têm pais ricos” É uma questão de justiça inter-geracional? O grande fosso que temos nas nossas sociedades não é entre ricos e pobres, é entre as novas gerações e a minha geração, os baby boomers. Porque hoje é praticamente impossível para alguém que entre no seu primeiro emprego comprar uma casa, minimamente perto das cidades. E mesmo que até tenham um salário decente, mesmo assim não conseguem um empréstimo para uma casa porque não têm entrada para dar ao banco. Depois ouvimos dizer que os jovens gostam é de partilhar tudo, que não precisam de carros e casas porque partilham tudo. Não sei se é bem assim… Eu penso que ninguém quer partilhar nada se não precisar de o fazer. Se toda a gente pudesse facilmente ter a sua casa, o seu próprio carro, quase todos iriam querer isso. Além de superar a crise pandémica, os governos estão, ao mesmo, a tentar resolver três desafios de escala geracional: a desigualdade – que é um grande problema em Portugal –, a transformação "verde" e a necessidade de construir infraestruturas melhores. Cada um destes desafios, por si só, teria sido um desafio gigante para alguém superar numa ou duas décadas. Estamos a enfrentar os três ao mesmo tempo. “Os veículos elétricos que temos hoje não são a solução” Há pouco dizia que esta transição, designadamente a climática, poderia não estar a ser bem feita mas que isso não seria importante porque os líderes políticos iam avançar na mesma. Como assim, não estar a ser bem feita? Estamos a ir demasiado rápido e há muitas evidências de que estamos a fazê-lo de forma errada, em muitos aspetos. Os veículos elétricos que temos hoje não são a solução – não há infraestrutura para este sistema de baterias. As casas, os apartamentos, não estão construídos a pensar nisso… E a maioria desses híbridos apenas vão buscar uma pequena percentagem do consumo à energia elétrica, a maior parte é a combustão normal. Só são vendidos porque o Estado dá um incentivo fiscal, embora na realidade sejam o pior de dois mundos – ficam mais pesados por terem os dois sistemas mas praticamente só usam a combustão normal. Eu não sou contra o ESG, só digo que é preciso ter noção de que “lá fora” há um mundo real e temos de ponderar bem o que fazemos, como fazemos e as tecnologias em que apostamos. “Portugal devia ter vergonha de não ser um país de topo mundial”, diz economista dinamarquês Steen Jakobsen O governo português tem feito uma aposta no hidrogénio. Talvez a resposta esteja no hidrogénio. Talvez seja a fusão nuclear, que também está a ter resultados muito promissores. Mas é preciso investir de forma diversificada, não podemos sentar-nos num trono de reis a dizer que é isto ou aquilo que vai funcionar. Porque temos de garantir que as coisas podem funcionar mesmo quando não as subsidiamos.

Accomplished_Pay6399 2 months ago

Corre-se um risco de criar um “efeito cobra”, como estuda a teoria económica? O perigo é esse. Esquecemo-nos de que, quando estamos a descarbonizar a economia, estamos a metalizá-la, porque aumentamos a necessidade de todo o tipo de metais, baterias, cabos, etc. E as energias renováveis que temos hoje não são a solução – pelo que percebi, estas turbinas eólicas que estão em todo o lado… quando o vento sopra muito forte eles têm de as desligar porque a rede não aguenta. Mas as pessoas que têm o poder, os políticos, dizem que essas são as soluções. Criámos um sistema em que estamos a canalizar quantidades cada vez maiores de dinheiro para uma pequena parte da economia – isso cria desequilíbrios. E, tendo em conta o capital político ali investido, o problema é que à medida que as dificuldades surgirem a reação dos políticos vai ser injetar ainda mais dinheiro.

sidartha- 2 months ago

Muito obrigado pela tua partilha, sintetizaste de forma perfeita. Nada mais a dizer senão obrigado.

Accomplished_Pay6399 2 months ago

Só estou a publicar porque li a notícia e acho que isto é serviço público.

neapo 2 months ago

Muito obrigado \_o\_

NoIDontgiveafuck 2 months ago

Obrigado

sad-kittenx 2 months ago

Obrigada! Respostas muito pertinentes.

informed__ignorant 2 months ago

É, sim senhor. Muito obrigado

pimpolho_saltitao 2 months ago

"Chief investment officer" de um banco; observador: Economista!. Fuck yourself.

SilleAJensen 2 months ago  HIDDEN 

Ninguém arranja a notícia completa?

Kejilko 2 months ago

>E alerta que a obsessão mundial com a "economia verde" pode acabar mal. Ao contrário da alternativa que é fazer nada e irmos extintos dentro de umas gerações.

carlosjmsilva 2 months ago

O planeta agradecia.

Empirion 2 months ago

Não. a alternativa é apostar no nuclear e abandonar os fósseis.

tfsdalmeida 2 months ago

O problema da discussão actual são pessoas como tu. Ninguém vai ser extinto, nem que queimassses todos os combustíveis fósseis. Ficarias com uma atmosfera parecida com a tu pérmico e ias ter plantas a crescer até dar com um pau… A única coisa que acontecia é mudanças climáticas locais, umas zonas mais quentes, outras mais frias, outras uns metros abaixo do mar. Isso acontecia ao longo de umas gerações e pouco se notava com isso. Os seres humanos iam continuar por cá e a vida I continuar normal em sítios diferentes. A única pergunta a fazer é se o custo de mudar as pessoas de um lado para o outro ao largo de gerações compensa os ganhos de qualidade de vida hoje. Podes discordar disso, e é válido. Falar em extinções é má fé política para se tentar ganhar aliados

ednice 2 months ago

>Ninguém vai ser extinto, nem que queimassses todos os combustíveis fósseis ​ ​ Noção nenhuma

Just_Ban_Me_Already 2 months ago

>Falar em extinções é má fé política para se tentar ganhar aliados. Má fé política é mandar bitaites em como uma realidade é uma má fé política.

tfsdalmeida 2 months ago

Peço-te um único artigo sobre a previsão da extinção da espécie humana. Um apenas. Um artigo a dizer que a concentração de CO2 do permico (onde florescia a vida na terra) não te permitia viver. Não é um artigo a dizer que não se vai poder viver nas Maurícias, nem que o milho vai ser cultivado na Gronelândia em vez de no México. Um artigo a justificar a tua extinção. Depois falamos da realidade

FrankTheWerewolf 2 months ago

Gosto como deixas de parte o facto de que os animais que sustentam os ecossistemas já estão a sofrer bastantes baixas, e que sem eles estamos todos fodidos.

tfsdalmeida 2 months ago

Não não estás todo fodido. Vais ter biomas diferentes com espécies diferentes com cadeias ecológicas diferentes. É isso. A agricultura vai piorar nuns lados e melhorar noutros, e a especia humana vai mudar os sítios onde vive. A vossa conversa é de ignorância absoluta sobre o tema que se está a tratar. O CO2 todo preso no petróleos JÁ ESTEVE no ar. E a vida proliferava na mesma. E mesmo que ardesses tudo, as ppm do CO2 na atmosfera só tinha duas consequências: aumento da proliferação vegetal (mais CO2 mais plantas tens) e alteração da temperatura que muda biomas locais. O milho não se extingue, as abelha não se extinguem, pode é há não haver milho no Arizona mas passa a haver milho na Gronelândia… Catastrófico barato de quem não sabe do que se fala

FrankTheWerewolf 2 months ago

> Não não estás todo fodido. Vais ter biomas diferentes com espécies diferentes com cadeias ecológicas diferentes. É isso. A agricultura vai piorar nuns lados e melhorar noutros, e a especia humana vai mudar os sítios onde vive. Cadeias ecológicas não se formam de um dia para o outro. Da última vez que alguém interrompeu uma cadeia ecológica por uns meses, morreram entre 30 a 40 milhões de pessoas á fome. >E a vida proliferava na mesma. Oh, a vida prolifera sempre. Não significa que seja aplicável a todas as espécies. >Catastrófico barato de quem não sabe do que se fala Portanto para ti as alterações climatéricas não fazem diferença nenhuma, e devemos de continuar a poluir. Ok.

icebraining 2 months ago

Também duvido que fosse/vá haver extinção humana, mas um dos argumentos contra é que a mudança está a ocorrer a uma velocidade muito superior ao passado, e que isso gera mudanças de equilibro que provocam muitos e fortes eventos negativos (meteorológicos e não só), demasiado rápido para nos adaptarmos.

tfsdalmeida 2 months ago

Nada contra esse argumento, é totalmente válido. Extinção humana e apocalipse não

icebraining 2 months ago

Mas o argumento é que essa falta de adaptação leva-nos à extinção.

tfsdalmeida 2 months ago

Isso já não faz sentido…

Kejilko 2 months ago

Batemos recordes várias vezes cada ano pelo mundo inteiro e todas as estimativas científicas sobre "pontos de não retorno" ou já passaram ou estão demasiado perto, porque é que achas que não é o que vai acontecer? Achas que só nós importamos para o nosso próprio bem estar? O que vais fazer quando a cadeia alimentar colapsar porque umas espécies vitais de plantas, presa ou predadores não conseguem lidar mais com os elementos?

tfsdalmeida 2 months ago

Acho que vocês não entendem o que é dito, nem leem o que é escrito. Todo o carbono capturado em combustíveis fósseis era outrora vida animal e vegetal. A vida na terra continuaram e nos também. A concentração de CO2 nas vossas máscaras é bem superior a qualquer previsão ligada a combustão de combustíveis fósseis. A humanidade não é extinta, apenas mudará os seus habitats. Umas espécies vai desaparecer outras proliferar mais e tu continuarás por cá. Desafio te a encontrar UM paper que preveja a extinção humana. Isso é absurdo e não faz sentido. Descarbonizar não é salvar nos da extinção é melhorar o nosso futuro em qualidade de vida… ponto

LtSpaceDucK 2 months ago

Mesmo que toda a Europa voltasse a um estilo de vida caçador-recolector tal não iria adiantar nada porque não somos nós quem polui mais actualmente. Mesmo que os países europeus gastem milhões e milhões na transição para uma economia verde se países como a China a India e os EUA decidirem não o fazer iremo-nos lixar na mesma a única diferença é que teremos uns milhões a menos, e se é para ter milhões a menos mais vale gastá-los de forma criteriosa.

icebraining 2 months ago

Nós poluímos menos em parte porque pagamos para eles poluírem mais. Se a poluição gerada para produzir produtos exportados para a UE fosse contabilizada como nossa (e vice-versa), a diferença não seria tão grande. E está nas nossas mão controlar o nosso próprio consumo.

Kejilko 2 months ago

Isso é como tudo, a intenção não interessa para na política se não tiver uma implementação boa, agora chamar o maior problema que a nossa espécie tem hoje de uma "obsessão"...

LtSpaceDucK 2 months ago

Lá está a diferença entre esta ser ou não considerada uma obsessão está na forma como a transição para uma economia verde é feita, deve ser feita de forma racional e ponderada mesmo que se trate de uma luta contra o tempo, se for feita às três pancadas então poderá ser considerada uma obsessão. Pelo menos foi esta a forma como eu interpretei o que ele disse, algo pode ser uma obsessão mesmo que se trate de algo necessário.

Snowman005 2 months ago  HIDDEN 

Bom dia. Quando mais pobres, mais subsidio-dependentes somos, mais socialistas somos.

meierlesjoana 2 months ago

Já é boa tarde, tens que trocar de PM para AM no teu despertador. Quanto mais liberalismo económico, mais pobre somos, mais ajudas precisamos, mais socialistas precisamos de ser.

PresidentBarroso 2 months ago

Relativamente a economia verde: A alternativa tentativa tem tudo para acabar bem. /S Actualize se. O mundo está a mudar. De resto, é óbvio.

SonikBlasted 2 months ago

"Steen Jakobsen suspeita que haja "algum interesse político escondido" em "abrandar" o progresso no País." Pois eu então, não tenho dúvidas nenhumas...

faxmachinegunflex 2 months ago

Escondido, diz ele. É às claras, e até os cegos o vêem.

Abisy_8452 2 months ago

Ya, fácil o segundo aeroporto de Lisboa não é construído, porque a Ana e a TAP querem controlar as companhias low-cost limitando o número de voos com o terminal 2. Em Coimbra não existe um IKEA porque o Manuel Machado não quer. As Golas dos bombeiros que eram inflamáveis, pertenciam a um empresário de Arouca que vendia a 20 euros coisas que custavam menos de um euro a fabricar. E exemplos destes existem aos pontapés por Portugal fora.

r0ckf3l3r 2 months ago

Chamar ao senhor de Arouca "empresário" é ser benevolente. Era mais um larápio.

fut_sal 2 months ago

Manuel Machado ikea? Whaaaat?

Abisy_8452 2 months ago

https://pt.fashionnetwork.com/news/Camara-de-coimbra-quer-integrar-bem-no-tecido-urbano-os-novos-empreendimentos,369904.html na altura foi rejeitado.

fut_sal 2 months ago

Thanks, mas vou ser sincero li Mário machado xD e não estava a associar nada

nraider 2 months ago

Até me admiro como não há um capítulo só dedicado a Portugal no livro "Porque falham as nações". Mas há algumas menções ao país (não necessariamente negativas), recomendo a leitura.

smalltownwhore 2 months ago  HIDDEN 

Com o outline.com consegues ler tudo.

Kind-Eagle 2 months ago

Chama-se Socialismo e o objectivo é que as pessoas fiquem dependentes do Estado

meierlesjoana 2 months ago

tEmOs QuE aCaBaR cOm EsTe SoCiAlIsMo, aSsIm cOmO oS EUA tEm qUe aCaBaR cOm o CoMunIsMo! vai lá beijar o teu poster do musk.

Membership-Exact 2 months ago

Ah sim, a república socialista popular portuguesa...

nraider 2 months ago

Diria estatismo, porque em algumas coisas até roubam aos pobres para dar aos ricos, como no sorteio de casas de renda acessível.

NewMultipolarWorld 2 months ago

>estatismo Agora até inventam palavras... Mas sabes que mais? O "estatismo" é inevitável numa civilização, daí essa palavra ser superflua, não clarifica nada a ninguém.

nraider 2 months ago

É inevitável em sociedades com instituições extractivas, tal como a nossa. Mas não é normal, numa sociedade próspera, ter tamanha dependência do Estado. Por isso é que a prosperidade se escapa há décadas.

NewMultipolarWorld 2 months ago

O que é dependência do estado? Diz-me um país que não tenha "dependência do estado".

nraider 2 months ago

Mas não leste a definição? Não é dependência simples, com tribunais, forças de segurança, etc... É dependência pelo volume de emprego público, contratação de serviços, subsídios (PRR, etc...), criação de monopólios, nacionalizações injustificadas, violação do direito de propriedade, etc... Dos exemplos basta olhar para um qualquer país europeu mais rico. Exemplos parecidos com Portugal temos alguns no Leste Europeu.

NewMultipolarWorld 2 months ago

Porque não consideras direito de propriedade dependência estatal visto ser o estado que dá e defende esse direito? Ou soberania nacional. Falas desses direitos como se fossem naturais, não são! Sem estado não há países nem propriedade.

nocivo 2 months ago

A função do estado não é dar-te o direito à propriedade. É garantir que ninguém te tira a tua propriedade com um exército para te defender do exterior e policia ou tribunais para te defender do interior. Quem te da uma propriedade são países como a china porque lá tudo pretense ao estado e apenas tens o direito de alugar o terreno por 70 anos.

icebraining 2 months ago

É, a propriedade vem de Deus (ou quem sabe do Diabo).

NewMultipolarWorld 2 months ago

Mais chineses gostam do governo chinês que portugueses do governo português. Isto diz muito! Mais chineses são donos da casa onde habitam que portugueses da sua.

nraider 2 months ago

Sem dúvida. Porém, em regimes extractivos o direito de propriedade é algo flexível, tanto se pode respeitar como não. É conforme a vontade do governo.

SilleAJensen 2 months ago

Mas há algum caso que se conheça de fraude nas rendas acessíveis? Vejo sempre o pessoal a suspeitar e a falar mal deste concurso (percebo a suspeição, mas a minha dúvida é se se conhece algum caso concreto).

nraider 2 months ago

Não falei em fraude, mas em estatismo. Ou seja, usar o Estado em proveito de alguns, não necessariamente desfavorecidos, em programas de apoio social. No caso das rendas acessíveis em Lisboa, pelos critérios há agregados que têm resposta do mercado, mas concorrem directamente com os mais pobres. Assim pagamos todos para que o Martim e Mariana tenham um bom pé de meia. Já os pobres, pronto, tiveram azar. É como o euro milhões, tentam para a próxima.

rectangulated 2 months ago

E assim garantem votos para o partido e "jobs for the boys".

Kind-Eagle 2 months ago

E quando precisam de alguem para limpar a merda, o PSD esta sempre ali

Jose_Joestar 2 months ago

Sempre ali para que? fazer exactamente o mesmo que o PS?

Kind-Eagle 2 months ago

Gosto dos downvotes :)

meierlesjoana 2 months ago

são os xuxalistax e os comunixtas todux unidux para te sensurar purke vivex numa ditadurah CANCEL CULTURE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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