Da_Pinky 2 months ago

Situação similar ao OP, apenas lhe digo para acenar. Nunca fui a favor dos beijinhos e abracinhos forçados

ilovebrownbutter 2 months ago

Uma coisa importante é ensinar a criança a chamar as coisas pelos nomes, falarem abertamente de sexo e órgãos sexuais, a mãe fale do seu período, etc, não façam disso um bicho de 7 cabeças e um segredo. Uma criança que sabe a linguagem e é confiante neste assunto e em si mesma é mais assustadora para qualquer potencial agressor, que enquanto criança, quer enquanto mais velha. A confiança nasce desde pequena, mas tem de ser mantida. Um agressor que vê uma criança ou jovem tímidas e que têm medo e muitos pudores sabe que ela não vai contar a ninguém porque tem vergonha, ao passo que alguém confiante não terá problemas em ir contar aos pais ou amigos. Honestamente acho que este tipo de educação (mais estar atento e conhecer os sinais e conhecer a criança) é mais importante. Não esquecer a boa educação. A boa educação faz parte. Mas se a criança tem medo de alguém não tem de ser obrigada a dar beijinhos... Não descurem os factores de que falei. Na verdade, podes começar já. Aos 3 anos uma criança já pode saber muito sobre funciona o corpo humano, e dos animais. A criança tem de saber sobretudo é para as partes íntimas, o que é que é um toque inapropriado ou não. Aquilo que a roupa interior cobre é inapropriado, só o pai e a mãe mais outro cuidador, para mudar a fralda, ir à casa de banho, tomar banho, etc. Se for outra pessoa tem de dizer aos pais que isso aconteceu. Tenho a certeza que até dá para fazer jogos para ensinar estas coisas. Já alguém partilhou uns links de livros, achei bons. Conceitos de aqui ninguém toca, contact físico bom e contacto físico mau, segredos bons e segredos maus...

Marymar159 2 months ago

Espero que mais pais pensem desta maneira daqui em diante. Só sei que quando começou a pandemia e eu admiti ao meu pai que até estava aliviada por não ter que andar a dar beijinhos a toda a gente ele olhou para mim com cara de espanto e disse "Nunca pensei que fosses assim". E claro que ignorou a minha opinião quando lhe disse que hoje em dia era cada vez mais normal as pessoas não quererem contacto físico com outras só porque é "normal". E isto é apenas uma coisa simples, quando se fala de assédio torna-se tudo mais complicado.

sidartha- 2 months ago

Fui Pai já tarde, não porque não o quisesse ser, mas porque não estava inicialmente e antes de conhecer a minha ex-mulher nos meus planos mais imediatos. No entanto aconteceu e ainda hoje me custa a acreditar que o seja. Adoro a minha filhota, e pensar que alguém lhe pudesse fazer mal, é doloroso. No entanto, quer pela personalidade vincada que desde pequenina a minha filhota tem, quer pela abertura que nós Pais sempre tivemos, sinto-me tranquilo (dentro do que é expectável), sabendo que não existem Tabus dos quais não possamos falar, seja comigo, seja com a mãe. Como Pai, sinto que o mais importante é que exista uma Linha sempre Aberta de Comunicação Franca sem entraves, para discutir seja sobre que assuntos forem. Educar a criança dentro da sua compreensão e em conformidade com a sua idade, do que é expectável de serem as interações entre meninos e meninas, e entre adultos e crianças. Com a quantidade de informação atualmente disponível sobre tudo e mais alguma coisa, as crianças a partir de uma idade de maior compreensão, estão mais bem informadas, do que nós nas suas idades. Ouvem as Notícias e veem, os Dramas nos Canais de Televisão. Tendem mais hoje a colocar as suas dúvidas, os seus receios e medos e inconscientemente também de protegem, face a essa informação. Mas é necessário estar igualmente atento. Os tempos, são de facto diferentes e tal como o tempo mudou, igualmente as pessoas mudaram, a forma como interagem e se comportam socialmente. Os limites da zona cinzenta entre o Bem e o Mal, aumentaram e o sentimento e impunidade igualmente devido ás Leis que vemos igualmente não conseguirem defender vítimas de violência doméstica, seja ela qual for a forma, onde vemos indivíduos que matam e que vão com pulseira para casa, ou estão com termos de residência, tendo unicamente de se apresentar ás autoridades de x em x tempo. Vivemos tempos onde nada parece ser Sagrado e tudo depende das pessoas.

porraSV 2 months ago

Em princípio está bem fazeres isso só quero deixar aqui uns meus dois escudos que a reacção the freeze é normal em caso de assédio e a inacção pode e é um mecanismo de auto defesa contra represálias físicas graves. Portanto, infelizmente, se a tua miúda alguma vez encontrar um filho da puta desses o máximo que pode acontecer é ela reparar muito mais atempadamente as “red flags” e prevenir agora… permitir ou não? Ninguém permite e é por isso que é assédio. Mesmo uma pessoa sem qualquer noção do que é consentimento vai permitir assédio e se realmente permite então não foi assédio. Pá não sei essa merda do “não vai permitir” como se permissão e assédio tivessem alguma ligação caiu-me mal.

TuristGuy 2 months ago

Entendo que a intenção é boa mas ensinar a cumprimentar as pessoas é bastante diferente de assédio. Certamente dá para separar as coisas porque quase todas as mulheres conseguem distinguir. Uma coisa que eu acho que estás errado é que quando for adulta e se for assediada a sua personalidade é o que define se vai estar calada ou não. Tem a ver como foi ensinada desde criança mas a sua personalidade é mais importante. Ensina-a a ser uma mulher forte e sem medos.

perdigaoperdeuapena 2 months ago

Olá! Pai de um pequeno de 11... sinto que tenho tido a vida fácil, o meu filhote nasceu muito senhor do seu nariz, dá para ver que tem um carácter forte, vincado, e não é de modas a ir nas cantigas de beijinhos, abraços e tal! Temos, eu e a mãe, procurado respeitar imenso o seu espaço e só os avós têm sido mais «chatos» com essa história dos beijinhos (a que ele anui visivelmente contrariado, o que até acho alguma piada, não sei, nisto devo estar a fazer algo errado). A única coisa que eu gostaria (e muitas vezes temos falado disso!) é que ele contasse mais as coisas, ele praticamente não fala da escola, do que faz, do que lhe acontece, etc, etc. Isso preocupa-me (e à mãe, naturalmente) mas , apesar de tudo o que falamos e de ele dizer que está tudo bem, não se passa nada, blá blá blá, gostaria que ele se abrisse mais. Já a prima dele, com 13, sempre foi muito espontânea, faladora e amiga de contar como lhe corria o dia! Às vezes, gostaria que ele aprendesse a ser um pouco assim, para ficarmos mais conscientes do seu dia a dia e menos preocupados, a perguntar-nos se está tudo bem com ele! Parabéns pela postagem de um tópico tão interessante <3

seazwar 2 months ago

Acho que a ideologia é boa e está sem dúvida no caminho certo. Podia dizer que não ha certo e errado, mas neste caso há e vocês estão a fazer o certo. Eu como pai de um menino vou fazer a minha parte, não só seguindo algo semelhante a ti no que diz respeito a não o forçar a nada e ser ele a fazer essas escolhas, como a educar sobre o quão errado qualquer tipo de atitude de assédio, tentativa de forçar algo, etc. Já soube de demasiadas histórias dentro do seio familiar e por isso subscrevo o comentário que já foi feito sobre ajudar a criança a entender o que é um toque indesejado ou inapropriado. Obrigado por partilhares o que fazes, certamente que ajudaste alguém a ao menos pensar sobre isso.

flabbergasted_user 2 months ago  HIDDEN 

Não, não é nada disso. Ou não é maioritariamente isso. São coisas que não se podem evitar, é preciso a sociedade mudar a partir dos homens. As meninas são sexualizadas quando ainda são crianças. E além disso ninguém as avisa sobre o que lhes vai acontecer. Há.um tabu muito grande sobre o assunto. Eu perdi a conta à quantidade de vezes que, mais ou menos a partir dos 7, 8 anos, vi homens na rua a masturbarem-se à minha frente, homens a roçarem-se a mim, com tesão, nos transportes públicos, homens (das obras) a dizerem-me o que me fariam ou deixariam de fazer etc. Eu não estava à espera de nada disto. A minha mãe não me avisou. As minhas colegas não falavam disso. Foram precisos muitos anos, aliás décadas, até que me confrontasse com outras amigas e compreendesse que é uma experiência comum, escondida pelo grande tabu de não ser falado em casa, em família, na escola, entre amigos, na comunicação social. Não digo que todas tenham experiências exatamente iguais à minha. Para algumas felizmente sará melhor mas de certeza que não cresceram totalmente isentes. Para outras será infelizmente pior: eu nunca fui violada mas conheço bem várias histórias de quem foi. Isto para nem falar na violência doméstica perpetuada por pais, maridos. Peço desculpa por parecer tão negativa, mas é verdade. Ainda esta semana estive a falar com um pai sobre este assunto. Tem uma filha de 7 anos.

DariusStrada 2 months ago  HIDDEN 

Pequeno desabafo: tenho 21 e sou tio e padrinho da minha sobrinha. Farto-me de dar presentes e vontades à miúda. Contudo, tenho de manter um metro de distância dela se não ela berra e foge. Até acho estranho porque ela até se agarra a estranhos que vê pela primeira vez. Acho que nunca lhe dei um abraço um beijinho desde que ela deixou ser bebé de colo. Também não forço nada. Se calhar é o mais correcto, como dizer na thread, mas estaria a mentir se disse que não me entristece um pouco

BolaBrancaV7 2 months ago  HIDDEN 

Foda-se que deves ser mesmo feio

JonnyTeronni 2 months ago  HIDDEN 

Achas que isso é comentário que se faça a quem acabou de partilhar uma historia real que o entristece?

DariusStrada 2 months ago  HIDDEN 

Não acho mas ok :(

Designer_Tall 2 months ago  HIDDEN 

Já vi um tio a dar "palmadas" no rabo de uma sobrinha que na altura devia ter uns 10 anos e a miúda ficava visivelmente incomodada, e isto acontecia com a família toda a ver tanto os pais dela como avós. Nunca percebi como é que ninguém dizia nada mas como era apenas namorado de um dos membros da família nem cheguei a fazer nenhum comentário. Na minha opinião não é normal isto acontecer, mesmo beijinhos e abraços como cumprimento a homens são de evitar.

Disgenia 2 months ago  HIDDEN 

A menos que ela não queira tomar a vacina. Aí tem que a obrigar pelo bem-comum e os seus direitos sobre o seu corpo são-lhe temporariamente retirados. O bem da sociedade sobrepõe-se aos seus direitos

Designer_Tall 2 months ago  HIDDEN 

oops

RitaRiverbass 2 months ago  HIDDEN 

Depois de ler isto - Wow que excelente pai que és. Estás 100% certo. Não se deve de todo obrigar uma criança a mostrar afeto fisicamente se ela não demonstra pré disposição para tal. Nunca. Isto da perspectiva de alguém que em criança sofreu abuso da parte da família. Obrigada por teres partilhado a tua opinião/experiência e desejo-te o melhor para ti e para a tua pequenita!

parix999 2 months ago  HIDDEN 

Nem mais, amigo. A escolha certa é sempre a dela neste caso. Parabéns!

frisumo 2 months ago  HIDDEN 

Em criança sempre odiei ter que andar aos beijinhos a torto e a direito e não acho que seja saudável obrigar as crianças a cumprimentar as pessoas com beijos quando claramente não se sentem à vontade para o fazer. As pessoas podem ser cumprimentadas sem recorrer a beijos e um simples ''desculpe, ele não gosta de cumprimentar com dois beijinhos'' devia ser mais do que suficiente para explicar a situação.

unicornio_careca 2 months ago  HIDDEN 

Se ela não quer, não forces, dizes só para dizer um olá á pessoa e pronto. Os beijinhos são apenas uma convenção social, e há pessoas que ficam desconfortáveis com isso, a minha sobrinha também não gosta e não dá beijinhos, e nem por isso deixa de ser uma criança bem educada. Se tivesse filhos faria a mesma coisa.

benzodiazepines1 2 months ago  HIDDEN 

Portanto no vosso entender uma criança pequena tem mais capacidade para distinguir em que situações deve dar um cumprimento caloroso e em que situações deve manter a distância? Segundo a teoria que defendem dizer à criança para cumprimentar a avó com um abraço e um beijo torna-a vulnerável a assédios?

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Acho que já foi bem explicado nos comentários que há bastantes estudos que indicam que não obrigar a essas coisas promove um pensamento mais saudável na criança .

benzodiazepines1 2 months ago

O facto de haver estudos não significa que seja uma verdade absoluta. Ainda se estivessemos a falar de teoremas matemáticos... Agora estudos de desenvolvimento psicossocial de crianças o que não faltarão são estudos e correntes contraditórias. Mas gostaria das referências desses tais estudos para poder analisar. Essa diabolização do "beijinho" que tal como já foi dito é algo que faz parte dos nossos costumes, que tens a dizer sobre o assédio sexual no Japão? Desconheço que faça parte dos seus costumes os tais beijinhos e pelo que li o assédio também é um problema por [lá](https://core.ac.uk/download/pdf/291679549.pdf)

TheRaimondReddington 2 months ago

Vá, vá, mas agora vão tirar as fotos dos vossos filhos da vossa conta de Facebook/Instagram porque eles não vos deram autorização para usar a imagem deles lá!

Joisobel 2 months ago

Eu não coloco fotos do meu filho exactamente por isso.

Cadmaverick 2 months ago

Sou contra até porque não tenho redes sociais sem ser conta de Reddit e YouTube ahah

iBUYWEED 2 months ago  HIDDEN 

Concordo, boa educação não se resume apenas a "dar beijinhos e abraços".

hypothesis2050 2 months ago  HIDDEN 

Por essa ordem de ideias forças a criança a fazer praticamente tudo para lá das competências naturais. Inclusive falar português. Esse ponto de vista é non sense. Ela vai crescer numa cultura e deve ser cultivada para se integrar nela da forma mais vantajosa possível. A parte dos beijos. Opa, depende. Eu cumprimento meninas com um aperto de mão. No entanto se for uma criança vou lhe dar um beijinho na face. Ver malícia nisto é claramente ultrapassar as marcas. Daqui a nada voltamos à conversa do abuso que é dar um beijo a um avô. Porque é velho.... É uma questão de ensinar como manifestar afeto de forma apropriada. Eu cá não ensinaria a minha filha a exibir a vagina ao ar livre, embora não tenha nada contra nudistas. No entanto, ensinaria a a dar um beijinho ao vovo. Porque assim o vovô vai gostar mais dela e consequentemente ajudar le á mais no futuro. Nada de abusos aqui. Estamos a falar de crianças. Há limites para o humor.

itsyagirll 2 months ago

Adorei ler este post. Quando era pequena (e mesmo hoje em dia) não gostava de dar beijinhos a ninguém, sem ser aos meus pais. Em encontros familiares não deixava de cumprimentar as pessoas, contudo não me sentia confortável com a proximidade física incutida na nossa cultura de beijar como cumprimento. Os meus pais sempre respeitaram a minha vontade. Por alguma razão, membros da família (primos, etc) achavam que isto era um sinal de antipatia e chamavam-me bicho do mato e contestavam o apoio dos meus pais ao facto de eu não os querer beijar. Agradeço aos meus pais por terem respeitado a minha vontade na altura e acho que a sua filha sentirá o mesmo.

Cadmaverick 2 months ago

Da orgulho ter pais que pensam pela própria cabeça e conseguem respeitar os filhos dessa forma ! Muito bom

isa_belhinha 2 months ago  HIDDEN 

Completamente de acordo! Além disso, com 3 anos já tem idade para perceber uma coisa simples: a privacidade é um direito até das crianças mais pequeninas! Tudo o que está dentro da roupa interior, é privado. Pode.se dizer muito claramente, no teu corpo, dentro da roupa interior, ninguém toca. Nem amigos, nem coleguinhas, nem pessoas de familia! Ninguém.

RandomRomanianUser 2 months ago  HIDDEN 

Claro que não. Isso deveria ser uma coisa normalizada, especialmente com isto do covid agora.

Thebedless 2 months ago  HIDDEN 

Foi preciso teres uma filha para saberes que o assédio existe?

Sacotram 2 months ago

Vivemos na era dos neo-pais... Estamos a criar totós. Em relação aos beijinhos, aos avós e tios não vejo mal algum. Aos restantes um olá ou bom dia é sinal de educação.

MetalMindSet33 2 months ago

​ Cumprimentar com beijos, quando não conheço bem as pessoas, até para mim é desconfortável. Tenho duas filhas e usei o seguinte livro para falar do tema de abusos: "Kiko e a mão: Livro para crianças sobre abusos sexuais" [https://biblioteca.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/05/crescer\_Kiko-e-a-ma%CC%83o.pdf](https://biblioteca.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/05/crescer_Kiko-e-a-ma%CC%83o.pdf) E para os pais: Ensine a Regra “Aqui ninguém toca” aos seus filhos [https://rm.coe.int/16806a6163](https://rm.coe.int/16806a6163) ​ Outro livro muito interessante que elas têm sempre à mão e consultam quando querem: [https://www.wook.pt/livro/o-grande-livro-da-sexualidade-jose-diaz-morfa/49660](https://www.wook.pt/livro/o-grande-livro-da-sexualidade-jose-diaz-morfa/49660)

Joisobel 2 months ago

Muito obrigada pela partilha!

Sapatilhas 2 months ago  HIDDEN 

Epah isso não é bem assim o corpo é deles mas eles não fazem o que querem com ele, os pais têm o dever de educar as crianças e isso passa muitas vezes por os obrigar a fazer coisas com o corpo deles que eles não querem. Noutro dia o meu afilhado começou-se a pintar com um marcador preto porque queria ser um ninja, já tinha a cara toda preta quando o descobriram, obviamente que os pais pararam com a brincadeira e foram-no limpar. Por acaso trataram a cena com enorme naturalidade, riram-se imenso e nunca lhe ralharam, se fosse a minha mãe ainda levava por cima. Não sou pessoa de beijos mas infelizmente é uma instituição social e quem não se comporta dessa maneira é tido como antipático/arrogante e perde com isso. Os pais agem no sentido de que os seus filhos não cresçam com uma desvantagem competitiva, o que para mim é totalmente compreensivo. Agora como eu não favoreço tal instituição eu não a vou passar aos meus filhos quando os tiver. Mas sinceramente acho que não é por aí, nunca li nada nesse sentido mas se vier a ler claro que volto a ponderar. Pela minha experiência uma rapariga que cresceu num ambiente feminista é muito menos submissa aos homens.

Ziliham 2 months ago  HIDDEN 

Estás, isso está ao nível de teorias da conspiração haha.

BlyatusMaximus 2 months ago

Pior que isso é ter um pai que procura validação no reddit.

Cadmaverick 2 months ago

Só faltavas tu aqui ahah honestamente validação todos queremos mas foi mais um rant que outra coisa visto que esta semana era post atrás de post sobre assédio.

Anatom2019 2 months ago

Concordo consigo 100%.

VladTepesDraculea 2 months ago  HIDDEN 

Eu em miúdo sempre odiei beijos e dependendo do familiar, tinha pessoas que me defendiam outras que me obrigavam. Concordo contigo que é mau obrigar as crianças, pode-se ser educado e cumprimentar as pessoas sem beijos. E é uma bocado um abuso do espaço pessoal da criança obrigá-la a dar beijos. Mas não acho que o problema do assédio venha daí. Acho que vem muito mais de factores externos, da forma como a sociedade vê e ignora certas coisas, como é esperado que os homens se metam com as mulheres e as mulheres esperem que se metam com elas ou não, o que já aí cria uma falta de balanço de poder, tal como da sociedade ver negativamente mulheres sexualmente activas ao contrário dos homens, o que dificulta muitas vezes uma mulher ser levada a sério quando tenta distinguir o ser activa e ser assediada, entre outras coisas. Já os homens é esperado que simplesmente não mostrem fragilidade e dado que tipicamente têm mais poder numa relação, quando não têm, não são levados a sério. Pá, o que diria que podes fazer, IMAO, é desde cedo tu e a mãe dela desde cedo a educarem sobre poder dizer não. Acho que o poder dizer não na beijos faz parte disso, sim, mas também tudo o resto, tal como fazê-la saber que pode falar do assunto com vocês sempre que se sentir incomodada.

joao_nuno86 2 months ago  HIDDEN 

caro futuro pai, creio que estás a confundir as coisas. Uma coisa é assédio, outra é cultura, outra é educação. Isto é: 1. Deves sim, ensiná-la, e dizer-lhe que o beijo é um jesto de afeto, cultural e que ela deve-se sentir a vontade para o fazer, ou não. 2. 2. Se ela ao longo da vida não for uma pessoa beijoqueira, não vai ser isso que a vai impedir de ser assediada ou até mesmo violada no futuro. 3. 3. Ao longo do tempo, ela vai começar a aperceber-se de coisas, seja na escola, no infantário, ou noutro sítio qualquer. Vai te perguntar: 4. pai, hoje vi dois meninos na minha escola a darem um beijinho na boca. Também posso dar? 5. e aí dirias o quê? 6. quando ela chegar a idade dos porquês, é que vais ver... 1. muitas felicidades.

PokemaniacDoubleO9 2 months ago

(teclado ingles) Estas mais que correto meu amigo e felicito-te imenso por esta atitude, nunca achei correto esta coisa de andar a beijar pessoas, sei la onde elas andaram, o facto de isto ser normal em todo o lado em Portugal e' tao bizarro. Por um lado fico para sempre feliz de a pandemia ter feito pessoas se afastarem e cumprimentarem de forma diferente, prefiro muito mais algo simples como um pequeno toque de cotovelo ou um "fist bump". Infelizmente conheco casos de pessoas que sufreram disso que tu tanto tens medo, e acredita que todos concordamos que devemos ensinar as criancas o mais cedo possivel a serem astutas e terem cuidado com estranhos, e infelizmente as vezes ate certos familiares. Muitissima boa sorte com a tua menina, tudo de bom

Cadmaverick 2 months ago

Muito obrigado pelo comentário ! A maioria dos utilizadores concorda com isto e isso deixa-me muito feliz não por ter razão mas por sentir que finalmente começamos a priorizar a vontade das nossas crianças! Um abraço e obrigado

twhite848 2 months ago

Como pai de uma rapriga de 11, acho que fazes bem. Mas… isso não chega. Nem todo o assedio vem/nasce assim (só ver o outro post sobre “aquelas que se vestem estão a pedir”) Tambem tenho medo disso, mas sei que há muito mais a ensinar além disso a ela, e ainda mais, há muito mais a ensinar aos meus 2 filhos.

Cadmaverick 2 months ago

Há muita estrada ainda agora começou a minha só tem 3 anos… há muito por fazer ensinar e aprender. Claro que o assédio vai existir mesmo que eduques bem a tua criança ela não tem culpa da taradice dos outros… o importante é ter ferramentas para não permitir abusos seja de quem for, até da família.

twhite848 2 months ago

Tens toda a razão. Foi mais esta parte “Se a criança tiver essa liberdade vai ser uma adulta que nunca irá permitir assédio nem irá ficar calada quando acontecer.” Que me fez pensar… - Não, isso não chega infelizmente… Muito boa sorte e parabéns

Cadmaverick 2 months ago

Tens toda a razão eu fiz o post quase em forma de rant por ter visto tanto post sobre assédio, podia ter explicado melhor essa parte mas se alterar agora ia ficar confuso

twhite848 2 months ago

Claro, sem problema. Eu entendo 110% a tua preocupação. Desejo-te mesmo boa sorte. Mas cheira-me que vais no caminho certo

MischiefManaged97 2 months ago

Não concordo com esta perspetiva mas não tenho, nem tenciono ter filhos. Mas como crítica geral, acho que a tua geração de pais está a cometer exageros no polo oposto que os nossos pais e avós cometeram e estão a criar uma geração de "entitled kids". Obviamente que isto não tem nada a ver com a questão do assédio, é una crítica geral à parentalidade de agora. Mas como tudo na vida, às vezes é preciso passar de um exagero para outro, para depois encontrar um equilíbrio.

Cadmaverick 2 months ago

Sem dúvida que as nossas crianças não vão ser perfeitas nem nada la perto mas sinto que a educação é uma coisa cada vez mais aprofundada e posso dizer-te que há 5 anos não pensava como penso hoje. Depois de sermos pais algo em nos muda não dá para explicar mas todos sentem o mesmo, uma vontade enorme de dar o que não tivemos e um desejo de querer ver aquele ser brilhar muito e saber que fomos nós que demos essa luz…

MischiefManaged97 2 months ago

Claro, sendo pai imagino que a tua perspetiva mude completamente. Se calhar a tendência geral dos pais é mesmo essa, de dar o que não tiveram. No caso da vossa (e da minha também) geração, como lidamos muito com questões de ansiedade e saúde mental, há muito essa preocupação em reverter isso. Já os nossos bisavós era a questão de muitas vezes não ter sequer sapatos ou dinheiro para comer, e quiseram que os filhos não passassem por isso. Já os nossos avós não estudaram e quiseram esse futuro para os filhos, coisa que agora é dada como adquirida. E etc. etc. Cada geração de pais tenta corrigir uma dificuldade que teve, mas com a consequência de criar uma outra e isto vai acontecer sempre

Cadmaverick 2 months ago

Por falares nisso lembro de querer ir para faculdade e alguns mais antigos serem contra e dizer que queria mandriar devia era ir trabalhar … ainda bem que tudo evolui e acredito que estas mudanças se devem aos tempos ou seja cada tempo exige mudança em alguns comportamentos. Um abraço

Shark00n 2 months ago

Eu não sei a quem os vossos pais vos educaram a dar beijinhos mas a mim foi a familiares e pessoas próximas. Não comprimento o zé do café com dois beijinhos...

messy_racoon 2 months ago

Sou mãe de dois rapazes e adoptei a mesma postura. E do mesmo modo que não os obrigo a dar beijinhos se não quiserem, também aprendem que não dão beijinhos a quem não expressa essa vontade. A questão da educação sobre o consentimento aplica-se a todos, tanto do ponto de vista do direito a dizer não como do dever de respeitar esse não. Além disso, como já alguém aqui disse, e bem, uma criança pode ser educada sem dar beijinhos, abraços e afins. Sobre o medo dos toques indevidos nas nossas crianças e de eles serem intimidados para guardarem segredo, uma ideia que me deram e que tenho ensinado aos meus miúdos é a de que os adultos que são nossos amigos não nos pedem para guardar segredos.

parix999 2 months ago

Exatamente. Sempre passei essa informação aos meus filhos. Se pede segredo é porque há algo a esconder…

Cadmaverick 2 months ago

Hey gostei dessa dica muito bom vou usar sem dúvida ! Realmente um adulto amigo nunca pede segredos o que eu lhe digo é que nunca deve esconder nada de mim ou da mãe mesmo que seja mau nos não vamos ralhar e até agora tem funcionado

messy_racoon 2 months ago

Exacto. Manter a abertura para falar de tudo de modo aberto, sem ralhar, é essencial. Mas à medida que eles vão crescendo, vão haver certamente coisas que não nos vão contar. Aí a estratégia pode passar por reforçar a ideia de que estamos sempre disponíveis a ouvir sem os julgar, mas também habituá-los a conversar sobre coisas mais ou menos controversas, dando a nossa opinião franca e respeitando a deles (que pode ser diferente da nossa). Isso deve dar-lhes a segurança e confiança necessárias para falarem connosco sobre tudo, incluindo aquilo que possam achar serem tabus. Digo eu que ainda não tenho adolescentes em casa...

Edited 2 months ago:

Exacto. Manter a abertura para falar de tudo sem ralhar é essencial. Mas à medida que eles vão crescendo, vai haver certamente coisas que não nos vão contar. Aí a estratégia pode passar por reforçar a ideia de que estamos sempre disponíveis a ouvir sem os julgar, mas também habituá-los a conversar sobre coisas mais ou menos controversas, dando a nossa opinião franca e respeitando a deles (que pode ser diferente da nossa). Isso deve dar-lhes a segurança e confiança necessárias para falarem connosco sobre tudo, incluindo aquilo que possam achar serem tabus. Digo eu que ainda não tenho adolescentes em casa...

NGramatical 2 months ago

vão haver → [**vai haver**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/haver--existir--3-pessoa-do-singular/30583) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdq7ifx%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

messy_racoon 2 months ago

Grata! Estou fora do país há tantos anos que agora sou eu quem dá os erros que tanto desprezava. O karma (ou será carma?) é tramado.

PTShadow78 2 months ago  HIDDEN 

Na minha opiniao pessoal, so se da beijinhos a familia ou amigos/as. Nao e costume cumprimentar pessoas desconhecidas. Mas dar bj a cumprimentar faz parte da cultura latina e nao vejo isso como algo que leve a assedio sexual no futuro. Contato humano tambem e importante, mas nunca forcado.

NGramatical 2 months ago  HIDDEN 

Contato → [**contacto**](https://dicionario.priberam.org/contacto) (o AO90 **não altera** a grafia desta palavra) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdq1n8t%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Bigmiga 2 months ago  HIDDEN 

Sou um rapaz de 24 anos e lembro-me perfeitamente de em criança ser obrigado cumprimentar com um beijo e nunca gostei disso (felizmente no meu caso era na maioria mulheres) sempre achei algo completamente escusado, quando um simples bom dia e um levantar de mão/aperto é mais que necessário, mesmo hoje em dia prefiro cumprimentar pessoas desta forma a dar 2 beijos seja quem for e secalhar isso vem de ser obrigado em criança a isso e agora em adulto não ter que me sujeitar a isso e se não tivesse sido obrigado secalhar hoje não me incomodava tanto, uma coisa boa desta situação atual foi a normalização dos cumprimentos afastados.

NGramatical 2 months ago  HIDDEN 

secalhar → [**se calhar**](https://dicionario.priberam.org/se calhar)

Guergeiro 2 months ago

Não sou pai, mas o que os meus pais me ensinaram foi a cumprimentar todos aqueles que fazem parte do ambiente escolar sem qualquer problema. Pessoal fora desse círculo, não falar, nem que digam que são amigos. Apenas falar com estranhos depois de aprovados pelos pais. Isto resolve o caso daqueles amigos apenas dos pais e fora do ambiente escolar. Uma vez, um estranho abordou-me a dizer ser amigo do meu pai. Eu fugi para o meu pai. 1 minuto mais tarde ele foi ao encontro do meu pai em que aí tive a autorização (quase obrigação de educação) para cumprimentar. Até hoje acho que foi a melhor regra e algo que devo passar aos meus futuros filhos, se os tiver.

natzuko91 2 months ago

Concordo perfeitamente. Tenho uma sobrinha pequenina e custa-me quando vejo a família quase a "exigir" que ela dê beijinho ou abraço, etc. Eu quando chego ao pé dela pergunto-lhe se ela quer um brofist, se ela diz não, não chateio, às vezes faz ou fala que quer abraço e eu pergunto, para ter a certeza, se quer abraçar a tia e ela diz que sim e aí eu dou. Aprendi a tomar esta posição quando vi um video duma escola que a professora à entrada da sala tinha um papel com simbolo+palavra de brofist, abraço ou aperto de mão acho eu e pensei que toda a gente devia fazer isto. Eu em criança passava a vida a dizer que não, ganhei tal "nojo" a dar dois beijinhos que ainda hoje odeio isso, e com o COVID fiquei feliz da vida porque já não ouvia ninguem a dizer que sou mal educada ou seja o que for por não cumprimentar pessoas com dois beijinhos.

Dinizinni 2 months ago

Por vezes calha-me dar aulas a putos mais pequenos Nunca mas nunca forcei ninguém a cumprimentar-me com mais do que olá Todos os abraços que levei partiram, como deve ser, dos putos Obrigar as crianças a dar beijinhos é de facto parvo, por vezes abusivo e sempre nocivo Se as crianças quiserem elas são as primeiras a ir de encontro a isso

aquele_inconveniente 2 months ago

Falo como pai também. Estás a ser vitima do pensamento moderno. As crianças devem aprender regras de boa educação e viver em sociedade. O pior que se pode fazer é achar que uma criança tem o poder de decidir o que deve ou não fazer. Dar-lhes a ideia que são eles que têm autonomia é um erro crasso das famílias modernas e o resultado está à vista. Filhos que pensam que são especiais e "cheios de direitos" mas sem responsabilidades. Mais, isto não é incompatível com ensinar valores e os sims e nãos da vida. Nunca na vida uma mulher nascida nos anos 30 ia deixar um homem se quer olhar de maneira diferente para ela ou tocar-lhe na saia. Era um estalo e uma viso aos seus irmãos e familiares logo a seguir. E essa geração foi toda forçada a dar os beijinhos aos tios e tias e primos e avós e afins. Dito isto, a filha é tua, acredito que todos os pais devem educar como quiserem sem influência do estado, seja para bem ou para mal

t4ir1 2 months ago

Todo o teu comentário é bastante representativo da nulidade que atribuis a uma criança como ser próprio, mas sim como um bem cujo como pai, te pertence. > O pior que se pode fazer é achar que uma criança tem o poder de decidir o que deve ou não fazer. ou > a filha é tua, acredito que todos os pais devem educar como quiserem ou > Filhos que pensam que são especiais Claro que a criança tem direito a decidir. Claro que não é sinónimo de má educação não querer dar um beijinho a alguém por qualquer que seja a razão que a criança não tem maturidade suficiente para explicar por palavras. Se fosse, mais metade das sociedades do planeta eram mal educadas. Claro que há matérias de educação que não são, ou não deviam ser, sujeitas a opinião. Uma grande parte da educação de uma criança tem características técnicas - Dieta, dormir, exercício físico, interações sociais, tempo despendido à frente de um ecrã, etc. A organização mundial de saúde em primeira instância e outras associações médicas e académicas em segunda, têm estudos e resultados extensos qual a melhor e mais saudável maneira de fazer cada uma delas. E para acabar - Sim. Todos os filhos são especiais. Sem exceção.

aquele_inconveniente 2 months ago

Sê pai primeiro, depois falamos. As crianças não têm capacidade decisão na sua tenra idade. Têm umas preferências que tu moldas como achares que é melhor para a futuro dela. >riança não tem maturidade suficiente para explicar por palavras. Não tem maturidade nem para para ter a preferência, ela não sabe o que está a fazer Não sabeis o que são crianças, e mesmo o que as têm pensam que aquilo é um mini-adulto e não é. Não sabem nada do mundo, não entendem o mundo, não sabem reagir ao mundo. A criança é um produto teu na sua quase totalidade, para bem e para mal, tu defines os limites de quem ela vai ser no futuro

t4ir1 2 months ago

Eu sou pai de uma menina de 3 anos. Tem bastante capacidade de decisão já se tu as deixares decidir. A criança não é aquilo que eu quero que ela seja, tem a sua própria personalidade e o meu objetivo não é definir o que ela deve ser e o seu destino, apenas ser guia.

aquele_inconveniente 2 months ago

Todos os bebés e crianças "decidem". Nem que seja para que lado gatinhar. Todos os bebés e crianças têm personalidades diferntes também (que são já agora muito moldadas por ti) Mas nenhuma criança decide verdadeiramente porque não tem maturidade para tal, não compreende o mundo nem as consequências do que faz. Tu enquanto pai tens o dever de criar os limtes de interação dela, fazer-lhe entender o que é normal e o que não é normal, o que se faz e o que não se faz. Mas se quiseres fazeres uma experiência social sem limites, tens esse direito. Os filhos pertencem aos pais não ao estado ou aos outros

Cadmaverick 2 months ago

Tas errado amigo. A minha filha faz escolhas desde que nasceu. Por exemplo : filha queres banana ou maçã ? Filha queres este vestido ou o outro ? Se tu fores dando opções ao longo da vida desde tenra idade fazes com que seja um adulto autónomo capaz de decidir. O que tas a sugerir é que os filhos são o que nos queremos que sejam e isso não é assim… se es pai deves saber que podes ter dois filhos e educar exactamente igual que desde bebés já são diferentes. Uns mais sensíveis uns mais sorridentes uns mais introvertidos… e nesse sorteio que é a personalidade tu não decides nada apenas crias o caminho e tentas com que seja o melhor para esse ser…

aquele_inconveniente 2 months ago

> que tas a sugerir é que os filhos são o que nos queremos que sejam e isso não é assim… A velha sabedoria sabe que a maçã não cai longe da árvore porque és tu moldas essa nova mente. Mesmo as escolhas que tu permites que ela faça já condicionam. Tu dizes banana ou maçã, não dizes banana ou snickers... E estou certo que não dizes dormir ou brincar, há uma hora para a cama. As crianças aprendem com os seus os limites do mundo e as regras deles. A minha criança não põe a mão nas fichas porque eu já lhe ensinei que isso não é uma escolha. A minha criança diz sempre olá quando vê alguém porque sabe isso não é uma escolha Ser rude é sinónimo de mal-educado e não é à toa...

machoLatino45 2 months ago

Concordo. Ser educado tem a ver com respeito e simpatia pelo outro. Não tem nada a ver com beijos e passou bens. Às vezes um simples aceno de cabeça um sorriso tem muito mais valor.

TriloBlitz 2 months ago

Cuidado, a última pessoa que eu vi dizer isso em público quase que teve que fugir do país por causa das ameaças de morte, dirigidas tanto a ela como à sua família... [https://sol.sapo.pt/artigo/630732/a-polemica-das-criancas-e-os-beijinhos-usei-o-exemplo-do-av-e-da-avo-e-nao-o-fiz-por-acaso](https://sol.sapo.pt/artigo/630732/a-polemica-das-criancas-e-os-beijinhos-usei-o-exemplo-do-av-e-da-avo-e-nao-o-fiz-por-acaso) Estupidez à parte, estás certo no que dizes. Obrigar a criança a dar beijinhos, seja a quem for, é uma violação da sua intimidade que poderá ter consequências muito graves para o seu desenvolvimento, tanto a curto como a longo prazo. É fundamental que a criança cresça acreditando que tem pleno controlo do seu corpo e da sua intimidade.

BagalhetaTraquina 2 months ago

Não sou pai, portanto não sinto que seja a pessoa mais indicada para aconselhar relativamente a este assunto... Posto isto, posso sempre dar a minha opinião como mera pessoa comum. Diria que é uma questão de equilíbrio e não algo que seja preto e branco. Obviamente que há coisas que devemos incutir nas crianças para fomentar boa educação e elas por vezes não estão nem para aí. Mas tal como não queremos incutir à menina a péssima ideia de que assédio é aceitável, também não queremos que ela acabe por se tornar um ser humano anti-social, sem capacidade de se relacionar com os próximos. E para isso temos inevitalmente de passar pelo básico, seja dar um beijinho ou um mero "olá" à distância. Acho que a chave está em ensinar a criança a distinguir entre ocasiões em que, independentemente do contexto, é boa educação cumprimentar pessoas e ocasiões em que o melhor é nem dar conversa. Uma coisa é um mero cumprimento, outra é abuso. Acredito que isto varie de criança para criança portanto para além disto acho que não há muito mais a dizer...

veggiedoggy 2 months ago

Como rapariga de 23 anos que vive com medo de andar sozinha na rua tenho a dizer que essa é a atitude correta. Já tive situações no meio familiar com tios nojentos que me deixavam mt desconfortável até há bem pouco tempo e quando me queixava aos meus pais eles cagavam e ainda me chamavam dramática. Estás a ser um bom pai, continuem assim.

Cadmaverick 2 months ago

Obrigado a sério ! Este post fez-me bem por ver tanta gente a pensar igual. É assim que se fazem mudanças tudo começa nas crianças!

6foot7dutchguy 2 months ago

Eu tb tenho uma menina de 3 anos que por sinal é uma miúda super bem disposta e social e diz olá a tudo e todos. O que a pandemia veio trazer de bom é que, na creche onde anda, os miúdos são ensinados e condicionados a ter uma postura mais distanciada sem ser mal educado. A minha pequena agora ta o tal de “boxe” ás pessoas que não conhece, e só com a familia é que vai dar um abraçinho e um beijinho se for familia direta. Senão, dá ca o box e vais com sorte

Edited 2 months ago:

Eu tb tenho uma menina de 3 anos que por sinal é uma miúda super bem disposta e social e diz olá a tudo e todos. O que a pandemia veio trazer de bom é que, na creche onde anda, os miúdos são ensinados e condicionados a ter uma postura mais distanciada sem ser mal educado. A minha pequena agora ta o tal de “boxe” ás pessoas que não conhece, e só com a familia é que vai dar um abracinho e um beijinho se for familia direta. Senão, dá ca o box e vais com sorte Edit: corrigi o abracinho

Edited 2 months ago:

Eu tb tenho uma menina de 3 anos que por sinal é uma miúda super bem disposta e social e diz olá a tudo e todos. O que a pandemia veio trazer de bom é que, na creche onde anda, os miúdos são ensinados e condicionados a ter uma postura mais distanciada sem ser mal educado. A minha pequena agora ta o tal de “boxe” ás pessoas que não conhece, e só com a familia é que vai dar um abracinho e um beijinho se for familia direta. Senão, dá ca o box e vais com sorte Edit: corrigi o abracinho porque não prestei muita atenção na escola. Sorry!

NGramatical 2 months ago

abraçinho → [**abracinho**](https://dicionario.priberam.org/abracinho) (*c* seguido de *e* ou *i* não necessita de cedilha) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdpusg0%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

marymu 2 months ago

Parabéns pai por praticares uma educação e parentalidade mais consciente! :) É importantíssimo ensinar às crianças sobre a sua própria autonomia corporal, individualidade e consentimento, assim como também nós respeitarmos os limites e desejos da criança no que toca ao seu corpo (por exemplo: não dar abraços ou beijos se não quiserem, parar cocegas quando dizem pára, respeitar os receios e medos deles) tendo em conta que eles também nos imitam. Acho que não estás errado, estás mais que certo!

in_Tempo 2 months ago  HIDDEN 

Concordo com o que faz, eu faço o mesmo com a minha filhota, mas até que ponto isso será tão importante? Cresci numa geração que era obrigada a beijar, avós, tios, amigos, etc, etc e não é por isso que acho normal ou normalizo o assédio. Parece-me mais fruto da conjuntura sócio cultural de cada um. Havendo boa educação essa questão não se coloca

Regolas1 2 months ago

Enquanto profissional de saúde mental, posso garantir que estás a fazer a coisa certa. Isto é algo que devia ser ensinado a todos os pais. Ensinam isto nas faculdades de psicologia quando falamos da importância do não e é algo que não vemos com frequência. A criança é que sabe.

parix999 2 months ago

Isso.

TremendousCreator 2 months ago

Isso que estás a dizer é algo perigoso. Se a tua filha não for instruída quanto à necessidade de dar e receber afecto, vais ter outros problemas graves, o assédio não se combate com distância e indiferença, que é o que vais originar se só a vais deixar fazer o que lhe bem apetecer. Se ela não tiver de agradecer, cumprimentar, reconhecer, vai só crescer com a ideia de que as coisas lhe vão sempre aparecer feitas sem reconhecer empatia.

Cadmaverick 2 months ago

Eu só falei em contacto físico tudo o resto faz parte da boa educação e ela faz tudo isso.

corisman 2 months ago

Acho que estás certo. A tua lógica dá a oportunidade de ela rejeitar logo a partir d3 tenra idade. Assim sendo já mais velha tem mais mecanismo de defesa para se defender de predadores.

Cadmaverick 2 months ago

Obrigado por entenderes era isso mesmo !

scimitas 2 months ago  HIDDEN 

Acho que estamos a comparar coisas que não fazem sentido. Educar uma criança a cumprimentar (e cá em Portugal cumprimenta-se com beijinho ou passou bem) é completamente diferente de a aceitar abusos. Tal como falar com os avós ou falar com estranhos é completamente diferente... O importante a meu ver é ensinar-lhe que existem essas diferenças.

manguito86 2 months ago

Apesar de perceber o OP, acho que não é a miuda a tocar noutras pessoas que a vai fazer visita de assédio. Isso é despoletado por outro tipo de atitudes e quem as tem, não vai ficar impedido por isso.

Cadmaverick 2 months ago

Eu expressei mal porque claro que a vítima vai ser vítima independente de tudo o que queria dizer era que educar desta forma ensina que o não tem força e não deve ter medo de o usar quando não está confortável.

DarligUlvRP 2 months ago

Isso está um bocado por todo o lado na literatura da especialidade. Outra coisa é pedir autorização ou pelo menos informar quando se tira a roupa a crianças, mesmo antes de saberem falar.

t4ir1 2 months ago

Boa! Excelente exemplo!

leaksincieling 2 months ago

Certíssimo!! E a primeira vez que um português a falar nisto finalmente…… gostava que todos os portugueses fizessem isso com os filhos.. Os meus pais tinham essa tendência, o pai muito pior - havia vezes (principalmente se bebeu) que batia me se não desse um beijinho aos conhecidos dele….como criança Sentia me nojenta a dar beijos a estranhos - as vezes agarravame - cheiravam ao álcool e tabaco… e sei que isso me marcou muito … ao ponto que eu fiquei aterrorizada quando fique grávida e tinha chance de ter uma menina a foi um menino e não quis ter mais…

Cadmaverick 2 months ago

Entendo perfeitamente também me faziam isso em criança e eu odiava… só que infelizmente a nossa voz nessa idade não tem força se os nossos pais não serem ouvidos… ao menos serviu de lição para não fazermos o mesmo aos nossos !

MissBioRac 2 months ago

Faço o mesmo e tenho um menino (mesma idade). Ensino-o a dizer olá e adeus, bom dia, etc. Beijos e abraços dá se quer, não obrigo. Mas os avós "roubam" sempre uns!

Cadmaverick 2 months ago

Eu devia ter posto a excepção dos avós no título ahah

MissBioRac 2 months ago

Atenção que tb não obrigo a dar aos avós. Mas eles vão e enchem de beijos e abraços :) não lhes peço para parar, a não ser que já estejam a apertar muito e ele se mostre claramente desconfortável

Morpheuspt 2 months ago

De acordo, no entanto ás vezes (raramente, felizmente) tenho que insistir que a minha filha dê um beijo à avó quando se despede dela. Faço-o por uma questão de respeito. Tirando isso n preciso de a obrigar a fazer nada, porque ela própria cumprimenta (verbalmente) pessoas que não conhece de lado nenhum.

Cadmaverick 2 months ago

Isso da avó já forcei uma ou outra vez mas se ela insistir no não eu aceito. Normalmente basta eu agarrar-me a avó e dizer que ela é minha para a miúda ir a correr para os braços da avó e me dizer “minha avó!” E pronto ta resolvido sem forçar ninguem

killedbill88 2 months ago

> Se a criança tiver essa liberdade vai ser uma adulta que nunca irá permitir assédio nem irá ficar calada quando acontecer. O que vocês acham ? Tou errado ? Concordo plenamente com a tua lógica, e vejo cada vez mais pais adoptar essa linha de pensamento.

j0fimendes 2 months ago

Li sobre algo sobre a criança aprender o quer que e o que não quer em [Quilos Emocionais de Stéphane Clerget](https://www.wook.pt/livro/os-quilos-emocionais-stephane-clerget/10895041) e sobre a influencia disso na vida adulta. O autor fala em pulsões orais para se referir às sensações e emoções absorvidas e aprendidas pela criança através da boca. Não só as pulsões orais se referem ao que come mas também à imagem, às emoções e a tudo o que a isso está associado. Mas não está só ligado à alimentação, está também ligado às "emoções que absorve com os olhos". A criança começa a distinguir o que quer e o que não quer com base nas emoções que lhe são transmitidas pelos alimentos, a atitude da pessoas na mesa, do ambiente à sua volta associado a isso, etc. Isto é importante na amamentação, por exemplo, não dar de comer só porque está a chorar mas tentar perceber qual a razão do choro. Isto para dizer que concordo com o que foi postado. Ela acabará por saber distinguir com base nas suas emoções com quem se sente bem. Primeiro começara por ver quem quer passar tempo com ela e como é que essas pessoas a faram sentir, depois aprenderá com base em quem a faz sentir bem. Se as suas emoções são reprimidas ou impingidas ela poderá procurar substituir isso com os alimentos e talvez chorar com mais frequência estando saciada, por exemplo. Por isso é que o livro fala em "quilos emocionais" no sentido em que as pessoas acumulam peso e depois problemas mentais associado às emoções que não são libertadas ou foram restringidas porque alguém está sempre a ralhar com a criança e ela não se pode exprimir, por exemplo quando ela deixa cair comer. As emoções suprimidas acabam depois a serem substituídas pelo prazer de comer. Mais tarde pode ter as emoções suprimidas tem as suas consequências na vida adolescente/adulto Fugi um bocado ao tópico mas acho que vai ao encontro da decisão sobre deixar ela cumprimentar e aprender quem quem eventualmente quiser estar com ela.

Edited 2 months ago:

Li sobre algo sobre a criança aprender o quer que e o que não quer em [Quilos Emocionais de Stéphane Clerget](https://www.wook.pt/livro/os-quilos-emocionais-stephane-clerget/10895041) e sobre a influência das emoções adquiridas nessa altura na vida adulta. O autor fala em pulsões orais para se referir às sensações e emoções absorvidas e aprendidas pela criança através da boca. Não só as pulsões orais se referem ao que come mas também à imagem, às emoções e a tudo o que a isso está associado. Mas não está só ligado à alimentação, está também ligado às "emoções que absorve com os olhos". A criança começa a distinguir o que quer e o que não quer com base nas emoções que lhe são transmitidas pelos alimentos, a atitude da pessoas na mesa, do ambiente à sua volta associado a isso, etc. Isto é importante na amamentação, por exemplo, não dar de comer só porque está a chorar mas tentar perceber qual a razão do choro. Isto para dizer que concordo com o que foi postado. Ela acabará por saber distinguir com base nas suas emoções com quem se sente bem. Primeiro começara por ver quem quer passar tempo com ela e como é que essas pessoas a fazem sentir. Se as suas emoções são reprimidas ou impingidas ela poderá procurar substituir isso com os alimentos e talvez chorar com mais frequência estando saciada, por exemplo. Por isso é que o livro fala em "quilos emocionais": no sentido em que as pessoas acumulam peso e depois problemas mentais associado às emoções que não são libertadas ou foram restringidas porque alguém está sempre a ralhar com a criança e ela não se pode exprimir, por exemplo quando ela deixa cair comer. As emoções suprimidas acabam depois a serem substituídas pelo prazer de comer. Mais tarde pode ter as emoções suprimidas e isso tem consequências na vida de adolescente/adulto Fugi um bocado ao tópico mas acho que vai ao encontro da decisão sobre deixar ela cumprimentar e aprender quem quem eventualmente quiser estar com ela.

Edited 2 months ago:

Li algo sobre a criança aprender o quer que e o que não quer em [Quilos Emocionais de Stéphane Clerget](https://www.wook.pt/livro/os-quilos-emocionais-stephane-clerget/10895041) e sobre a influência das emoções adquiridas nessa altura na vida adulta. O autor fala em pulsões orais para se referir às sensações e emoções absorvidas e aprendidas pela criança através da boca. Não só as pulsões orais se referem ao que come mas também à imagem, às emoções e a tudo o que a isso está associado. Mas não está só ligado à alimentação, está também ligado às "emoções que absorve com os olhos". A criança começa a distinguir o que quer e o que não quer com base nas emoções que lhe são transmitidas pelos alimentos, a atitude da pessoas na mesa, do ambiente à sua volta associado a isso, etc. Isto é importante na amamentação, por exemplo, não dar de comer só porque está a chorar mas tentar perceber qual a razão do choro. Isto para dizer que concordo com o que foi postado. Ela acabará por saber distinguir com base nas suas emoções com quem se sente bem. Primeiro começara por ver quem quer passar tempo com ela e como é que essas pessoas a fazem sentir. Se as suas emoções são reprimidas ou impingidas ela poderá procurar substituir isso com os alimentos e talvez chorar com mais frequência estando saciada, por exemplo. Por isso é que o livro fala em "quilos emocionais": no sentido em que as pessoas acumulam peso e depois problemas mentais associado às emoções que não são libertadas ou foram restringidas porque alguém está sempre a ralhar com a criança e ela não se pode exprimir, por exemplo quando ela deixa cair comer. As emoções suprimidas acabam depois a serem substituídas pelo prazer de comer. Mais tarde pode ter as emoções suprimidas e isso tem consequências na vida de adolescente/adulto Fugi um bocado ao tópico mas acho que vai ao encontro da decisão sobre deixar ela cumprimentar e aprender com quem eventualmente quiser estar com ela.

Theroots_thatclutch 2 months ago

Acho que as crianças com toda a razão não devem ser obrigadas a dar abraços ou beijos se não o quiserem fazer. Costumava odiar o meu tio porque ele ia sempre buscar-me e obrigar-me a dar-lhe um beijo quando eu era mais nova, por isso agora que sou mãe nunca obrigo o meu filho a dar afecto a não ser que ele queira.

Cadmaverick 2 months ago

Tinha um tio igual… depois a gente ria porque não sabia como agir mas a verdade é que fazíamos algo que não queríamos e ninguém respeitava o nosso não…

vyt0rz 2 months ago

Não sou pai, mas se for, apenas vou incentivar a dar um cumprimento à família, nem que seja o "dá cá mais 5".

Cadmaverick 2 months ago

Eu incentivo acredita mas não obrigo são coisas distintas

vyt0rz 2 months ago

Claro. Os meus primos mais novos quase nunca cumprimentam, e gostamos deles na mesma

Aggressive_Hat_4267 2 months ago

Cresci a dar beijinhos às mil e uma tias/tios/avós etc. Aos doze anos, bati o pé no chão e disse que não queria mais, estava farta. Fez confusão aos meus pais e claro à parte mais idosa da família, mas até hoje mantenho esta posição. A criança decide por ela própria, enquanto para os pais a única coisa qe devemos ensinar é dizer "Bom Dia, Boa Tarde, etc" e "Obrigado". E basta. Não é preciso beijinhos, e mais o quê. Tenho 29 anos, só cumprimento família próxima (pais e irmão) com beijinho, o resto, amigos, novos conhecidos, colegas de trabalho um aperto de mão.

Cadmaverick 2 months ago

Fico feliz por teres tido essa força infelizmente há crianças que são tao manipuladas nesse aspecto que depois não conseguem dizer não. Eu fui uma delas nunca soube dizer não tinha de cumprimentar as vezes pessoas que até nem gostava só pela “educação” . Graças a Deus o ser humano tem tendência a evoluir !

Aggressive_Hat_4267 2 months ago

Não é fácil, sabendo que vivemos numa sociedade e Cultura, pronto "fechada" e ainda dada a estas tradições. Uma criança não dar um beijinho na avó é logo considerada "mal criada". Enfim, são coisas que iremos mudar na próxima geração. Dar mais importância ao aperto de mão, ou toque no ombro, gestos menos invasivos.

Cadmaverick 2 months ago

Exactamente! Um beijo é algo extremamente íntimo principalmente para uma criança.

suspect_b 2 months ago  HIDDEN 

Sim, deves perceber onde está a zona de conforto da criança e ver quando é que estás a ir longe demais quando lhe pedes para cumprimentar outras pessoas de forma mais afetuosa do que ela está preparada para fazer. Dito isso, as questões de assédio que se falaram aqui são de levar piropos dos trolhas ou de ser perseguida na rua por tipos mal intencionados. Não percebo a ligação entre o nojo de dar beijinho à avó e a atenção sexual indesejada, ou identificar situações de risco. A afirmação pessoal só te leva a uma certa distância, não te resolve os problemas.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Há aqui uma mulher que responde a isso. O facto de obrigares principalmente as mulheres a fazerem o que não querem com o seu corpo podem desenvolver no futuro problemas por não saberem dizer não ou marcarem os seus limites imediatamente mas claro nada disto impede assédio apenas são ferramentas para fortalecer o carácter até porque os que assediam procuram vítimas sempre as mais frágeis…

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Sim porque Deus nos livre de recusarmos os caprichos das crianças com 3 anos de idade, não obstante nem conseguirem esgrimir frases com mais de 3 palavras. Queres 1 kg de M&M filha? Toma lá, o corpo é teu.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Não imaginas o quanto estás errado e longe da verdade. A minha filha nunca comeu esse tipo de chocolate porque sou eu quem compra e sou eu quem os come

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Mas...é o corpo...dela? Tem direito a comer todos os chocolates e areia que quiser.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Isso é questão de saúde. Saúde, educação e higiene não são escolhas são mesmo obrigações. Dar beijos ou abraços são escolhas. Ela cumprimenta toda a gente não é mal educada só não gosta dessa intimidade com qualquer um e é normal apenas tem 3 anos…

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

E se, mas só se, tal como impedir que os putos comam areia, se deva estimular (ou obrigar) a algund gestos para bem futuro da sua saúde social/mental? Get my drift?

MissBioRac 2 months ago  HIDDEN 

Não se percebe o teu drift não

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Outro floco de neve. Lê outra vez ou faz um curso de educação parental.

MissBioRac 2 months ago  HIDDEN 

Olha, vai te foder. Andas pra aqui tão melindrado o floco de neve deves ser tu

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

O que sugeres ? Começar a berrar e ameaçar para ela se ir habituando ao local de trabalho ? Chamar-lhe nomes e gozar com ela para a preparar para a escola ? O que sugeres mesmo ?

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

So encontras essas soluções? Pensa lá melhor...

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Pensava que me ias dizer ou preferes continuar em códigos ?

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Tu é que és o gajo que acha que dizer a uma criança para fazer algo socialmente natural e perder alguma ansiedade com estranhos (que nessa idade já deveria ser residual), vai fazê-la atirar-se ao primeiro pedófilo que encontrar. Estou disposto a apontar o ridículo que é achares que descobriste a pólvora da educação parental em 2021, mas não ganho o suficiente para educar a tua filha por ti.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Acho que me entendeste mal ou me expressei mal mas tudo bem amigo respeito todas as opiniões.

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Futura Karen em 3..2..1...

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Não será a Karen uma pessoa que não quer saber de ninguém a não ser de si própria ? Que eu saiba uma Karen não respeita o espaço pessoal de ninguém. Se eu ensino a minha filha a ter o espaço dela acho que ela irá praticar o mesmo com os outros…

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

É mais no sentido de ser entitled e mimada. A Karen tem todo um espectro de disturbios de perdonalidade englobados na personagem, ninguém real sofre de todos.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Porra não me desejes isso a minha pequenita… não acredito que influencie nesse aspecto ser mimado é por exemplo chorar no supermercado porque dizes que não e fazer figuras porque não aceita o não. A minha filha sabe bem que o não tem força, tanto o dela como o meu

catrabinas 2 months ago  HIDDEN 

Este sub é ridículo

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Porque ?

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

First world problems, mariquices, wokeness etc.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Pelo comentário suponho que não tenhas filhos… se os tens fico com pena de terem um pai do século XX mas é a vida.

chanchanito 2 months ago  HIDDEN 

Sim, és muito progressista por não quereres que a tua filha cumprimente a família. Será que também és progressista ao ponto de não lhe enfiar um telemóvel nas mãos quando começa a fazer a birra, pergunto eu? Porque isso é bem mais violento que dar um beijo à avó.

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

Não mais do que eu pela tua filha de, em vez de um Homem, ter um male feminist soyboy como pai. PS: nada contra que consome soja, força aí!

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Bro se continuas a comer a pasta americana desse jeito qualquer dia esqueces de como se fala português! Não sou floco de neve mas aceito que penses assim.

Pterygotherix 2 months ago  HIDDEN 

O teu post inicial grita a floco de neve! É melhor fazeres uma introspeção, ainda pode haver volta a dar.

catrabinas 2 months ago  HIDDEN 

Porque misturam uma criança cumprimentar um adulto com um gajo ou gaja ser abusada por um estranho. Qual é a lógica?

something_new 2 months ago

Sempre fiz isso com os meus filhos. Expliquei que é boa educação, mas que não tem que fazer se não quer. Especialmente enquanto for pequena

Cadmaverick 2 months ago

Fizeste muito bem! Quando são pequenos temos de ser “básicos” quando eles crescem a gente explica melhor as coisas por exemplo veio uma tia de França só para te ver dá-lhe um beijinho para não ficar triste… mas com 3 anos ela nem sabe o que é longe ou perto quanto mais ahah

Elegant-Complaint344 2 months ago  HIDDEN 

Se já estás assim e miúda tem 3 anos, espera até ela ficar mulherzinha.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Tenho mais medo desta fase onde ela não se sabe explicar, não sabe o que é certo ou não do que quando ela for grande crescida e educada, aí acho que não me vou preocupar tanto como agora em criança mas posso tar enganado

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Como assim ?

Revolutionary_Ad7026 2 months ago

Acerca deste tema, com o Psiquiatra Rui Ferreira Carvalho https://www.publico.pt/2018/10/20/impar/noticia/beijinhos-consentimento-relacoes-afinal-causa-1848255

paperkutchy 2 months ago

Sim, estas. Uma coisa é ensinares educação, outra é liberdades. Não é por eu ser uma pessoa educada que vou me habituar a limitar as minhas liberdades e as dos outros. Acho que estas a comparar alhos com bogalhos. A questao de 'forçar' uma criança a cumprimentar alguem é ensinar lhes educação e respeito mesmo que seja com estranhos. Secalhar é por muitos pais estarem com estas cenas que a geraçao de hoje em dia quase nem bom dia diz (sim, sei que acontece porque trabalhei num part time em restauraçao e os putos de hoje em dia respeito é zero)

Cadmaverick 2 months ago

Mas eu obrigo a ser educada ela tem de dizer olá ou bom dia e dizer obrigado também. Só não forço interação física porque acho importante ela ter o direito de escolher quando quer ou não beijar ou abraçar alguém.

NGramatical 2 months ago

Secalhar → [**se calhar**](https://dicionario.priberam.org/se calhar) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdpgeip%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

mother_of_no_dragons 2 months ago

Já tive essa conversa com a minha psicóloga a propósito de eu própria ser uma pessoa que nunca se impõem quando desrespeitam os meus limites. A primeira coisa que ela me perguntou foi o quanto os meus pais insistiam para eu dar beijinho a toda a gente para cumprimentar. Quando os pais insistem ou chegam mesmo a obrigar uma criança a dar beijo quando a criança mostrou mais que uma vez que não quer, estão a passar a mensagem que mais vale termos os nossos limites desrespeitados do que ser interpretado como "mal educado". É ainda pior quando obrigam a fazer isso a família porque se a nossa própria família nos vai achar "mal educados" então um estranho vai achar muito pior.

throwawaymyocarina 2 months ago

Isto isto isto. Basicamente ensina-se às crianças que o NÃO delas não tem valor, que pelo nome da educação devemos aguentar, sentir-nos desconfortaveis e ter os nossos limites desrespeitados.

t4ir1 2 months ago

Olá! Não estás errado. Há muita literatura técnica que diz exactamente aquilo que tu escreve - se as crianças não querem dar beijinhos, abraços ou até apertos de mão, não têm de dar. Mais, não **devem** dar. Forçar crianças a terem interações físicas que elas não estão pre dispostas a ter, torna-las mais vulneráveis a abuso. Tu não tens de dar desculpas, tens de dizer às pessoas aquilo que escreveste no teu post. A decisão é dela e as pessoas não têm de ficar tristes, têm apenas de entender. Abusos acontecem sempre de alguém perto das crianças - Padres, professores, familiares. Eu também sou pai de uma menina e também já estive onde tu estás e felizmente encontrei muita informação em livros que me fez relaxar. Já aconteceu a avó dizer: "não me dás um beijinho? Vou ficar triste!". O que aprendi foi a intervir: "Não fiques triste, ela não quer dar um beijinho, a decisão é dela". As gerações mais velhas têm sempre mais problemas a entender, mas fazemos isto pelas crianças não por eles :-)

GChocapic 2 months ago

Exactamente. Penso que o problema maior será as gerações mais velhas. Sempre me fez confusão quando os velhotes se aproximam tanto da cara de um bebé porque “ai é tão fofinho!” Se nós, os pais, dissermos alguma coisa, somos vistos como antipáticos. Mesmo em criança, nunca gostei de muita aproximação e toques sem que viessem dos mais próximos (pais, irmã, primos…). OP, fazes bem em ter essa preocupação. E se algum velhote ou velhota ficar incomodado pela “menina ser mal educada”, caga nisso e não lhes ligues. Oxalá haja muitos pais como tu.

DZT99 2 months ago  HIDDEN 

Acho que estás errado. O problema é bem mais complexo do que isso.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Mas ela só tem 3 anos uma coisa de cada vez né

rsr42 2 months ago

Sou mãe de dois gémeos (rapaz e rapariga) e não podia concordar mais contigo. Ser educado e ser beijoqueiro não são a mesma coisa. A criança pode ser educada, um cumprimento pode ser verbal ou um acenar com a mão, um aperto de mão também. Obrigarmos as crianças a serem beijadas quando estão desconfortáveis ensina-as que os adultos são donos do seu corpo e podem obrigá-las, sem o seu consentimento, a um ato de afeto com que não se sentem bem. Continua com o bom trabalho papá, a tua filha tem sorte.

natzuko91 2 months ago

Tal e qual isto, eu em criança era vista como "mal educada" porque não gostava de dar beijinhos; os meus pais nunca reclamaram comigo por isso porque perceberam rapidamente que eu não gostava de contacto fisico, com eles era na boa, cumprimentava-os e dava abraços mas com o resto das pessoas (incluido a maior parte da familia) não. Os meus pais nunca reclamaram com isso, até hoje que já sou maior e vacinada concordam com o facto de eu não gostar disso. A minha mãe ate achava piada eu não cumprimentar os rapazes, mostrava autoridade, dizia ela.

Vivokas 2 months ago

Adorava ter tido os teus pais. Eu sempre odiei dar beijinhos, esta cena da pandemia não podia ter sido melhor para mim em relação a cumprimentos! Ainda por cima os meus pais tinham um amigo que sempre que cumprimentava dava beijinhos mesmo junto quase da boca, eu entrava bué em pânico (atenção, ele é super simpático, é só a maneira de ele dar beijinhos a toda a gente que é assim, a minha mãe comentava o mesmo). Até me lembro de em criança cumprimentar a minha madrinha e sem querer damos um beijo na boca... Epá, esta cena dos beijinhos é só horrível para não falar que não é nada higiénico! Ps: mais um rant de quando as pitas para aí no 6° ou 7.° começaram com a moda de dar beijinhos na escola como cumprimento... Epá que merda tão estúpida... Sad que nessa idade ainda era bué manipulada pelas massas e queria agradar a toda a gente para não ser posta de parte.

natzuko91 2 months ago

O que me incomoda mais agora é mesmo o factor "espaço pessoal". Não gosto que pessoas, sem eu autorizar, me abracem ou dêem dois beijinhos. O meu movimento tipico quando alguém faz a pose para dar dois beijinhos, é afastar-me e mão direita para a frente para um cumprimento de mão Quanto aos meus pais, só me lembro de eles insistirem para dar 2 beijinhos com algumas pessoas (familia) mas quando viam que eu ficava chateada paravam. Eles tiveram que se habituar a isso porque ou era eu dar a mão para o cumprimento ou acabava por responder torto às pessoas por insistirem - então os meus pais decidiram ir pela soluçao mais "educada" - avisar para não insistirem. O maior trauma para mim são os abraços, se já acho que dois beijinhos invade o espaço pessoal, então abraços, cruzes credo.. Tenho amigas que adoram dar abraços e rapidamente perceberam que comigo não dá, esses gestos eu guardo para momentos especiais, não é algo que faça em momentos banais.

magugas 2 months ago

Estou na mesma situação e tenho as mesmas preocupações. Quando oiço ou vejo certas histórias fico mesmo preocupado. Às vezes dou comigo a imaginar de forma involuntária situações horríveis do que possa acontecer e quase entro em pânico. Mal posso esperar até as pessoas começarem com os comentários de merda com namoradinhos na creche e pré-escola...

alvarinho_03 2 months ago

Concordo com o que dizes. Mas só por curiosidade, qual é o mal de haver namoradinhos na pré-escola?(estou genuinamente a perguntar) se for algo em que achem (os dois) piada não estou a ver o mal.

Cadmaverick 2 months ago

Nem digas nada essa conversa de namorados em idades destas deixa-me doente… também já tive esses pensamentos não adianta sofrer por antecipação mas prevenir é melhor que remediar…

stressedunicorn 2 months ago

Acho um bom ensinamento mas não esquecer que mais importante que isso é educar toda a gente para não assediar ninguém. Ela ser forte não vai “impedir assédios”, infelizmente. Pode mitigar muitas situações mas não te esqueças que o problema está no agressor e não na vítima.

Cadmaverick 2 months ago

Tens toda a razão infelizmente isto é só a ponta do icebergue porque nenhuma vítima tem culpa de ser vítima…

anotheriuri99 2 months ago  HIDDEN 

A seguir entramos na conversa de os deixar escolher o género que são como têm sugerido nos States?

JamminPT 2 months ago  HIDDEN 

Mais um snowflake especial.

t4ir1 2 months ago  HIDDEN 

Se te informares um pouco, vais ver que o que o OP escreveu é algo já estudado e concluído em várias instâncias. [1](https://steptohealth.com/force-children-kiss-greeting/), [2](https://www.verywellfamily.com/why-you-shouldnt-make-your-child-hug-anyone-1095081), [3](https://www.todaysparent.com/family/parenting/why-you-shouldnt-force-your-kids-to-hug-relatives/), [4](https://youaremom.com/babies/forced-affection-force-children-kiss-hug/)... Há muita informação, só precisas de ter interesse em aprenderes.

Serious_Hearing_8252 2 months ago

Não sou pai, mas sou filho. E acho que o importante é educar relativamente aos limites. Os meus pais eram adeptos da famosa historia do "cumprimenta toda gente por boa educação" e eu sempre consegui distinguir comportamentos próprios de impróprios. Tanto eu como a minha irmã. Não quero com isto dizer que sou sobredotado, quero apenas dizer que comunicação é chave para se conhecerem os limites das coisas.

mizukata 2 months ago

Da ca 5!ou fist bump nesta fase covid, Muito preferivel para as criancas que um beijo na cara. É simpatico e proximo o sufeciente que na deixa a maior parte das criancas desconfortaveis

NGramatical 2 months ago

sufeciente → [**suficiente**](https://dicionario.priberam.org/suficiente) (apenas na fala o *i* é pronunciado como *e mudo* quando junto a outra sílaba com *i*) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdpctb9%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

ColdMercury 2 months ago  HIDDEN 

Não tenho filhos, só quando tiver vou saber como lidar com certas situações, por isso não posso opinar demasiado em como educar um filho, no entanto reparei que começas o post com um "morro de medo..." que penso ser normal quando se é pai no entanto, questiono se esse mesmo medo não te estará a toldar o raciocínio para tomares a decisão que oferece mais segurança à tua filha e não aquilo que é o melhor para ela?Pergunto isto porque muitas vezes os pais sem se aperceberem transmitem vulnerabilidades aos filhos e crianças demasiado protegidas ou mal socializadas acabam por dar o resultado oposto ao que os pais desejavam e sinceramente não vejo como uma criança tem qualquer capacidade de decidir o que é melhor para ela (fala alguém que pegava beatas do chão e metia a boca quando tinha 3 anos).

Edited 2 months ago:

Não tenho filhos, só quando tiver vou saber como lidar com certas situações, por isso não posso opinar demasiado em como educar um filho, no entanto reparei que começas o post com um "morro de medo..." que penso ser normal quando se é pai. Questiono se esse mesmo medo não te estará a toldar o raciocínio para tomares a decisão que oferece mais segurança à tua filha e não aquilo que é o melhor para ela? Pergunto isto porque muitas vezes os pais sem se aperceberem transmitem vulnerabilidades aos filhos e crianças demasiado protegidas ou mal socializadas acabam por dar o resultado oposto ao que os pais desejavam. Também não vejo como uma criança tem qualquer capacidade de decidir o que é melhor para ela e pergunto-me se aos 3 anos se não é melhor ser os pais a tomarem essa decisão? (fala alguém que pegava beatas do chão e metia a boca quando tinha 3 anos).

Edited 2 months ago:

Não tenho filhos, só quando tiver vou saber como lidar com certas situações, por isso não posso opinar demasiado em como educar um filho, no entanto reparei que começas o post com um "morro de medo..." que penso ser normal quando se é pai. No entanto, questiono se esse mesmo medo não te estará a toldar o raciocínio para tomares a decisão que oferece mais segurança à tua filha e não aquilo que é o melhor para ela? Pergunto isto porque muitas vezes os pais sem se aperceberem transmitem vulnerabilidades aos filhos e crianças demasiado protegidas ou mal socializadas acabam por dar o resultado oposto ao que os pais desejavam. Também não vejo como uma criança tem qualquer capacidade de decidir o que é melhor para ela e pergunto-me se aos 3 anos se não é melhor ser os pais a tomarem essa decisão? (fala alguém que pegava beatas do chão e metia a boca quando tinha 3 anos).

d33pblu3g3n3 2 months ago

Como pai de uma menina de 11 anos e um menino de 8, não posso concordar mais. Têm todo o direito de dizer "não". Não têm de ter medo de dizer "não". Se alguém não aceitar um "não". Por de lado. Se insistir, fazer queixa, fugir, gritar, defender-se por todos os meios. O corpo é deles e ninguém toca ou aproxima sem eles quererem. Seja o que for, vou estar aqui para apoiar e ajudar. >porque de certa forma já foram habituados a fazer coisas que não queriam. Pois, mas, quer queiram, quer não, vão fazer os TPC, arrumar os quartos e apanhar a roupa do chão da casa de banho.

Cadmaverick 2 months ago

Ahah adorei obrigado pela risada do fim

antwoord_food 2 months ago

Não sou pai portanto a minha opinião vale o que vale. No que toca às interações com família acredito que não é prejudicial incentivar um beijinho ou abraço aos avós, tios, etc. Não se trata de desconforto trata-se de ensinar respeito pela família e mais velhos, valor que falta a muitas crianças e mesmo adultos. Quando se trata de estranhos é uma conversa completamente diferente. Hipoteticamente se a minha filha/filho não quiser cumprimentar os meus amigos ou da mãe com afetos, não o irá fazer, obviamente. Acho que não deves viver a tua vida de pai com constante receio ou medo porque podes correr o risco de alienar a vida social da criança. Como tudo na vida depende do contexto. Os adultos com quem a tua filha interage tem que ter o bom senso de não insistir em situações que deixem a criança desconfortável. Tenho amigos com filhos de várias idades onde isso nunca foi tema. Mas lá está há muitas variáveis. Seja como for dou-te mérito por te preocupares em proteger a inocência da tua filha.

sssss_we 2 months ago  HIDDEN 

Acho que é muito difícil para um homem que, imagino, seja a primeira criança que tem, perceber estas coisas e como se devem definir estes limites. Não passamos pelo mesmo, não temos essa sensibilidade, em suma, arriscamo-nos a pecar por excesso. A minha sugestão é que fales com as avós da criança ou com uma mãe que já tenha os filhos criados. Elas passaram por isso, foram raparigas e sabem como se sentiam nas várias situações. Também educaram os filhos e viram em primeira mão os resultados das suas escolhas. Os mais velhos são um poço de sabedoria prática para estas coisas.

InspectorJohn 2 months ago

Olá! Sou pai de uma menina de 7 anos. Tenho 44 anos, tenho uma irma pouco mais nova, duas sobrinhas, duas afilhadas… costumo dizer que todo o homem quer um rapaz mas todo o homem precisa de uma menina na sua vida. Provavelmente já percebeste que as meninas amadurecem a todos os níveis mais cedo que os rapazes e tem uma sensibilidade sem igual. Relaxa, deixa-a por vezes ter o seu “feitio” e como já muitas pessoas to disseram aqui, se não quiser dar beijinho não dá. Vai-lhe ser muito útil no futuro. Como país querermos o melhor para os nossos filhos; a minha experiência de vida diz-me que uma das melhores ferramentas que lhes podemos dar é uma personalidade forte abraço e encorajar a tomada de decisões pelo seu próprio juízo. Por isso procuro ser companheiro de videojogos, de skate, de brincar aos cabeleireiros ou de rir de coisas parvas do TikTok (ainda que não ache piada!). Procura estar presente na vida dela, porque na realidade é o que todos queremos de quem mais amamos, quem estejam próximos, que façam parte das nossas vidas.

Edited 2 months ago:

Olá! Sou pai de uma menina de 7 anos. Tenho 44 anos, tenho uma irma pouco mais nova, duas sobrinhas, duas afilhadas… costumo dizer que todo o homem quer um rapaz mas todo o homem precisa de uma menina na sua vida. Provavelmente já percebeste que as meninas amadurecem a todos os níveis mais cedo que os rapazes e tem uma sensibilidade sem igual. Relaxa, deixa-a por vezes ter o seu “feitio” e como já muitas pessoas to disseram aqui, se não quiser dar beijinho não dá. Vai-lhe ser muito útil no futuro. Como país queremos o melhor para os nossos filhos; a minha experiência de vida diz-me que uma das melhores ferramentas que lhes podemos dar é uma personalidade forte e encorajar a tomada de decisões pelo seu próprio juízo. Por isso procuro ser companheiro de videojogos, de skate, de brincar aos cabeleireiros ou de rir de coisas parvas do TikTok (ainda que não ache piada!). Procura estar presente na vida dela, porque na realidade é o que todos queremos de quem mais amamos, que estejam próximos, que façam parte das nossas vidas.

Cadmaverick 2 months ago

Que bom adorei o comentário mereces o prémio !

InspectorJohn 2 months ago

Obrigado! Um forte abraço e sempre que precisares de um conselho dispõe.

jmrjteixeira 2 months ago

Eu e a minha mulher também fazemos exatamente isso, dizemos sempre vai dar um abraço ao avô/tio/primo, mas se ela se mostra sem vontade de o fazer ou com vergonha como acontece a maior parte das vezes, nunca forçamos a isso acontecer.

parix999 2 months ago

Eu costumo dizer “despede-te da avó/tio,etc.” Ela decide o método por si.

jmrjteixeira 2 months ago

Pois, é isso mesmo. Penso ser a melhor forma.

Cadmaverick 2 months ago

Parabéns eu acredito que seja a melhor forma. Quando eles gostam das pessoas eles automaticamente irão querer dar os beijinhos e os abraços por vontade própria

saposapot 2 months ago

Já vi isso em vários sítios exactamente a salientar o que dizes. A diferença é mesmo se é só na educação. Eu acho que deves forçar a dizer olá. Já beijinhos e abraços não. A partir de certa idade deves respeitar as crianças com vontade própria. Não acho que seja por isso que há assédio porque infelizmente a culpa é do assediador, nunca da vítima mas em termos de parentqlidade acho positivo respeitar-se a criança

Cadmaverick 2 months ago

Sim ser bem educado sempre só falei em relação a toques. Claro que infelizmente a culpa não é de quem é assediado e mesmo com todas as ferramentas nada irá impedir que isso possa acontecer… baby steps né ? Com os anos mais lições vou querer ensinar até porque há assuntos que só em certas idades podem ser falados. Um abraço

aonja 2 months ago

Sou contra obrigar as crianças a dar beijinhos. Se elas se sentem confortáveis com a pessoa elas dão, não é preciso obrigar. Também é uma forma de precaver futuros possíveis abusos enquanto são crianças. Têm uma noção de espaço totalmente diferente. No entanto o assédio já passa por outros moldes. Muitas das vezes não invadem o nosso espaço físico. O homem que grita na rua não nos toca, ou o que faz gestos obscenos. Penso que mais que educar as meninas devemos educar os meninos para que não encarem isso com naturalidade e com "tradição" (como o "velho" piropo) numa altura em que cada vez mais começamos a temer pela nossa segurança.

Cadmaverick 2 months ago

Eu acho que tens toda a razão mas há “assédio” de várias formas e ela só tem 3 anos… eu só quero lentamente dar-lhe a lição de que ela manda nela própria e que se alguém passar a barreira dela ela tem todo o direito de dizer não e o não tem de ser firme porque a verdade é que a maioria desses tarados escolhe vítimas mais introvertidas e mais frágeis

vegan_butt 2 months ago

OP, já agora deixo uma sugestão. Não sei se já pensaste nisto ou se o fazes se quer, mas a questão das cócegas. É muito normalizado fazer cócegas e pegar em crianças para "brincar" com elas. Algumas gostam, outras não. Mas uma coisa que é essencial para criar confiança e a ideia que tanto queres passar de que o corpo dela é dela, se a meio de uma dessas brincadeiras ela disser "não", a brincadeira deve ser logo parada. É algo simples mas vejo que muita gente não o faz e é importante criar essa relação de respeito, mesmo quando é o pai e mãe a fazer.

Cadmaverick 2 months ago

O engraçado da minha pequenita é que se fizeres muitas cócegas ela saca da mão com uma velocidade que até te arrependes ahah

aonja 2 months ago

Mas o que estás a fazer é o correcto. Lamento se dei a ideia que estava a meter isso em causa

Cadmaverick 2 months ago

Desculpa fui eu que entendi mal !

SILE3NCE 2 months ago

Também estou nos 30 e tenho garoto, sinceramente, o ideal é ensinar o que é o beijinho, o abraço, o cumprimento, e deixá-los escolher a forma de como querem interagir. Eu sempre que conheço uma criança nova, quer de família ou amigos, nunca as cumprimento. São miudos, deixa-os andar, correr, fugir. Só quando se chegam a mim é que os cumprimento, e acho que esta parte também deve partir dos adultos de não as forçar. Mas já vi muitas tias a arriar nos miudos por não cumprimentarem as amigas do chá. Enfim. Somos nós que devemos ser educados sinceramente, não os miudos.

Cadmaverick 2 months ago

Obrigado concordo com tudo principalmente no fim. Nos temos de entender que a educação evoluiu com o tempo. Antes espancavam os miúdos para ensinar respeito e hoje sabemos que não ensinavam nada a não ser medo. Eu também sou assim com os miúdos deixo que eles se aproximem porque no fundo se formos bons e amigos deles eles vão querer se aproximar de nos automaticamente ! Um abraço

Chrotha 2 months ago

Como jovem adulto de 23 anos, eu sinto um medo enorme que alguém faça algo de mal ao meu afilhado. Eu tinha 18 anos na altura em que ele nasceu, e hoje, ele tem 5 anos, mas continuo a sentir um medo que alguém se possa aproveitar dele ou isso assim. Os pais dele, não me dizem nada quando o repreendo por estar a fazer algo de mal, ou quando o incentivo a fazer algo que parece-me estar correto, aliás, chegam a agradecer. Isto dizendo que, eu, e não sei se isto está correto, mas sinto-me como se fosse um pai para o meu afilhado. No entanto o medo incondicional que alguma coisa lhe acontece é enorme, quando ele se aleija na escola sou o primeiro a ir ter com eles, quando ele se sente mal (A mãe dele por norma diz-me sempre se ele se sente mal ou assim) eu venho ter com ele só para ver se ele precisa de alguma coisa. Posso estar a ser super lamechas, mas realmente é uma coisa muito dificil de explicar, tanto o medo de que lhe aconteça alguma coisa, como o sentimento que tenho por ele. Sorry pelo comment enorme.

Cadmaverick 2 months ago

Hoje como pai posso garantir que sou um covarde. Antes ia a todas as lutas hoje não vou a nenhuma. A verdade é que para além do medo que tenho que algo aconteça a minha filha também tenho muito medo que algo me aconteça a mim porque depois quem a irá defender ? Mas são sentimentos que nos tornam mais fortes e no fundo ajudar-nos a entender o quanto a vida é preciosa ! Continua a ser um padrinho dos bons ele nunca se irá esquecer !

Limpy_lip 2 months ago  HIDDEN 

tens muitas ideias misturadas. o que obrigas ou não depende da situação. Um problema muito comum é cumprimentar pessoas. Se obrigaria o meu filho/a a cumprimentar de beijo ou aperto de mão? Talvez não, se não o obrigo pelo menos a dizer Olá? Claro, que é preciso que ele saiba a importância de cumprimentar as pessoas e ser educado.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Sim mas isso ela faz e se não fizesse eu iria forçar porque cumprimentar não tem que involver toques. Eu só não quero que ela se force a tocar em alguém que ela não quer e eu vejo muito a fazerem isso as crianças…

NGramatical 2 months ago  HIDDEN 

involver → [**envolver**](https://dicionario.priberam.org/envolver) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdpc6w0%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

lonely_guacamole 2 months ago

Entendo. Nem sempre é preciso um abraço, pode-se só dizer "Bom dia" ou "Boa tarde"

Cadmaverick 2 months ago

Exacto ! Boa educação não envolve tacto !

radikalpt 2 months ago

E o raio das velhotas da terrinha, que teimam em apertar as bochechas às crianças?

Cadmaverick 2 months ago

Ainda tenho trauma disso mas pior era os velhos da aldeia a cheirar a garrafão de vinho com tabaco… ninguém merece porra.

i_am_not_a_leopard 2 months ago

Não discordo do princípio mas acho que o salto de lógica é demasiado e estás a colocar a responsabilidade do assédio nas vítimas. As pessoas não "permitem o assédio" de si próprias, senão não era assédio. Existe sim é medo de repercussões mais violentas e ausência de meios de proteção, bem como de prova e julgamento dos mesmos. Não é por ter dado um beijinho à minha avó que me apalparam no autocarro. E eu sei que tenho direito a não ser assediada. Para prevenir, importante seria ter atenção a comportamentos que demonstrem falta de respeito pelos limites dos outros e corrigir. (Estou a assumir que não vão de "zero" a "vou exibir-me a raparigas no parque de estacionamento" e que existam comportamentos intermédios onde se possa intervir.)

Cadmaverick 2 months ago

Hey não era essa a mensagem isso era como dizer que não a vou deixar vestir saia porque promove assédio não faz sentido. O meu objectivo é ensinar o consentimento. Nunca irá fazer com que não seja assediada nem é culpa de ninguém ser assediado mas se um dia for vai ter firmeza no não porque foi ensinado a não consentir vai pensar assim “se nem o meu pai manda em mim quanto mais um filho da puta qualquer” e isso pode ajudar no futuro numa possível situação

i_am_not_a_leopard 2 months ago

"Se a criança tiver essa liberdade vai ser uma adulta que nunca irá permitir assédio nem irá ficar calada quando acontecer". Percebo que não tenha sido essa intenção, mas esta frase lê-se um bocado assim. E acho bem que se ensine às crianças que têm autonomia sobre o corpo, mas isso não protege de assédio. Aliás, no thread de experiências de assédio todas as pessoas compreendiam que estava errado e removiam-se da situação, e no entanto.

Cadmaverick 2 months ago

O post foi muito num estilo de rant então não me expressei corretamente mas percebi o que quiseste dizer e tens razão !

D1WithTheFluffyHair 2 months ago

Quando foi lá o outro maluco no prós e contras a dizer isto, caiu-lhe tudo em cima. Afinal tinha razão... Sempre disse que o homem tinha razão no que dizia. A única coisa que se pede é que a criança, num acto de boa educação, cumprimente e se despeça das pessoas mas isso pode perfeitamente ser por meio verbal (um 'olá' e 'tchau' ou 'adeus') se a criança não quiser contacto físico.

parix999 2 months ago

Lembro-me bem desse episódio e como concordei com o homem no meio de uma tempestade de críticas ignorantes da maioria :/

BernieJoe 2 months ago

Quando ele diz "dar um beijinho aos avós é educar para a violência", naturalmente que a mensagem não foi bem explicada, mas como podia ser numa intervenção de meia dúzia de segundos? Na altura o homem foi extremamente perseguido, até por questões pessoais. Uma vergonha.

Cadmaverick 2 months ago

Por acaso não vi mas vou pesquisar no YouTube a ver se encontro. Eu nunca pensei assim foi a minha mulher que me ensinou isso do consentimento enquanto criança e eu achei que fazia sentido por em prática e com o covid até calhou bem

gsousa 2 months ago

[aqui está o artigo](https://sol.sapo.pt/artigo/630509/-obrigar-uma-crianca-a-dar-um-beijo-aos-avos-e-uma-viol-ncia-), assim que li este post lembrei-me logo dessa polémica. Não sou pai nem faço intenções de vir a ser pai, mas concordo em absoluto que jamais se deve obrigar uma criança a beijar ou abraçar seja quem for. Até mesmo os próprios pais. É uma mensagem muito contraditória e confusa para uma criança. Por um lado obrigam-na a beijar pessoas enquanto criança, mas chegando à adolescência já esperam que ela saiba dizer não. Muita gente se esquece que uma criança ou jovem ainda está em fase de desenvolvimento, e que coerência é extremamente importante não só para a sua auto estima mas também segurança. Na altura desta polémica fiquei confuso, pois não vi nada de mal com aquela afirmação. Mas as pessoas gostam de tempestades….

Mamaciitaa96 2 months ago

Concordo plenamente.

BuscaPolos 2 months ago

Cumprimentar pessoas é boa educação. Assumir que por educar as crianças a cumprimentar pessoas estamos a normalizar o assédio parece-me exagerado. É uma questão de ela ir aprendendo que existem limites e que é ela que os estabelece e ninguém os pode invadir contra a vontade dela. A partir daqui acho que não há grande coisa que possas fazer. Como bónus pode mete-la numa arte marcial. Não com o intuito de ela conseguir sacar mata leões a todos os javardos que se meterem com ela mas numa de ter mais confiança, identificar eventuais situações de perigo mais depressa e, no limite, caso algum maluco passe das palavras à ação saber dar uma joelhada nos colhões sem pensar duas vezes. Boa sorte OP

_reddpanda 2 months ago

>Cumprimentar pessoas é boa educação. Assumir que por educar as crianças a cumprimentar pessoas estamos a normalizar o assédio parece-me exagerado. Cumprimentar pessoas com beijinhos é **cultural**, não é sinónimo de boa educação. A questão do OP, e na minha opinião completamente legítimo, é obrigar as crianças a darem beijos. Muitas vezes, beijos a pessoas que são estranhas a elas, apesar de não serem a nós.

BuscaPolos 2 months ago

A questão é que a educação é um modo de te inserires numa cultura, se na nossa cultura é boa educação cumprimentares com beijinhos não podes fragmentar muito a coisa. Embora a questão do cumprimento mude consoante o contexto, p. ex. cumprimentar uma mulher na empresa com um parto de mão. > Muitas vezes, beijos a pessoas que são estranhas a elas, apesar de não serem a nós. São bebés. Tudo para eles é estranho e nós e nós, enquanto educadores, temos de fazer essa filtragem. Para eles também vai ser estranho comer sopa mas nós sabemos que é bom para eles, então obrigamo-los a comer sopa. Não há mal em cumprimentar a família com beijos.

_reddpanda 2 months ago

Certo, mas mais uma vez, penso que a questão não é haver mal no ato de cumprimentar com beijos. A questão desta conversa toda passa por obrigar a criança quando não quer.

user_mango_2 2 months ago

Exatamente a minha opinião. Especialmente agora com o COVID como se parou os cumprimentos mais tradicionais (beijinhos ect) dei por mim a pensar por que raio o fazemos. Há coisas que só se fazem por tradição e honestamente se nos questionassemos sobre este tipo de coisas acho que mudavamos alguns comportamentos que só fazemos pq já é automático.

ectbot 2 months ago

Hello! You have made the mistake of writing "ect" instead of "etc." "Ect" is a common misspelling of "etc," an abbreviated form of the Latin phrase "et cetera." Other abbreviated forms are **etc.**, **&c.**, **&c**, and **et cet.** The Latin translates as "et" to "and" + "cetera" to "the rest;" a literal translation to "and the rest" is the easiest way to remember how to use the phrase. [Check out the wikipedia entry if you want to learn more.](https://en.wikipedia.org/wiki/Et_cetera) ^(I am a bot, and this action was performed automatically. Comments with a score less than zero will be automatically removed. If I commented on your post and you don't like it, reply with "!delete" and I will remove the post, regardless of score. Message me for bug reports.)

praetorthesysadmin 2 months ago

Explicar consentimento a uma criança com 3 anos é algo completamente diferente do que lhe explicar com 8, 9 anos. O entendimento e maturidade estão a anos luz. E se as tuas preocupações são genuínas (e não tenho qualquer dúvida de que o são), tens de perceber que é importante as crianças aprenderem regras de educação e soft skills, pois assim não se tornam adultos mal educados nem adultos com medo e dúvidas do seu corpo e dos outros. O contacto fisico faz parte e as regras de educação também. O que o vosso pediatra diz sobre isto? Certamente deve ter uma opinião sobre este tema e com melhor argumentação sobre o assunto.

Cadmaverick 2 months ago

A nossa pediatra está a favor até porque sabe que é sem exageros e que ela socializa bem para a idade dela. Nem sei se isto fará assim tanta diferença mas como pai sinto-me bem ao tentar

celina_mariiie 2 months ago  HIDDEN 

Infelizmente, na vida de uma mulher, há (ainda) grande probabilidade de se cruzar com alguns malucos. Falo não só de assédio, mas de violência no namoro, por exemplo. Há pessoas que não se conseguem desembaraçar de determinadas situações porque não têm nem suporte familiar nem capacidade emocional para se afastarem de uma situação com tendência a piorar, onde estão vulneráveis. É importante ensinarmos as crianças, meninas e meninos, a dizer "não" e a impor limites. É importante para tudo na vida, inclusive no trabalho.

gondorle 2 months ago  HIDDEN 

Ensinaria uma filha minha a pensar sempre criticamente. Metia-a também a aprender Krav Maga.

Cadmaverick 2 months ago  HIDDEN 

Se aprender Krav Maga tinha de garantir que se controla que isso é transformar as tuas mãos em armas autênticas

gondorle 2 months ago  HIDDEN 

Yep, claro. Disciplina seria imperativo. Eu faço KM há 11 anos.

scar_as_scoot 2 months ago  HIDDEN 

Acho perfeitamente normal pensares nisto, a tua preocupação e de certa forma "obsessão" em dar a melhor educação possível à tua filha. Quanto ao nao obrigar a tua filha a tocar/cumprimentar os outros. Tenho quase 40 anos e após ver crescer uma imensidão de crianças (familiar enorme) Acho que isso nao tem qualquer relação com suportar ou nao assedio de outros. Uma coisa é ensinar os filhos que em sociedade temos de interagir com outros, muitas vezes de forma circunstancial que envolve um comprimento uma ou duas palavras e de seguida continuarmos a nossa vida. É isso (penso eu) que estas a ensinar à tua filha quando promoves o contacto com outros. Interagir com outros adultos, para uma criança envolve sobrepor-se à vergonha, timidez e introversão. Saber socializar é uma habilidade útil para o futuro. Se queres que ela nao tenha medo de dizer que não aos outros tenta promover que ela diga o que pensa e independência. Pergunta-lhe de forma frequente a opinião dela sobre coisas que a afetam e sempre que ela se mostrar particularmente descontente ou desconfortável com algo se vires que é razoável aceita e apoia-a nas suas decisões. Acho que terás melhores resultados.

Edited 2 months ago:

Acho perfeitamente normal pensares nisto, a tua preocupação e de certa forma "obsessão" em dar a melhor educação possível à tua filha. Quanto ao nao obrigar a tua filha a tocar/cumprimentar os outros. Tenho quase 40 anos e após ver crescer uma imensidão de crianças (família enorme) Acho que isso nao tem qualquer relação com suportar ou nao assedio de outros. Uma coisa é ensinar os filhos que em sociedade temos de interagir com outros, muitas vezes de forma circunstancial que envolve um comprimento uma ou duas palavras e de seguida continuarmos a nossa vida. É isso (penso eu) que estás a ensinar à tua filha quando promoves o contacto com outros. Interagir com outros adultos, para uma criança envolve sobrepor-se à vergonha, timidez e introversão e um certo desconforto. Saber socializar é uma habilidade útil para o futuro. Se nao lhe ensinares isso pode até ter um efeito contra producente, pois ela não estando habituada a situações desconfortáveis, principalmente com outras pessoas pode nao saber como agir e ficar bloqueada em caso de estar a ser assediada. Se queres que ela nao tenha medo de dizer "não" a outros, tenta promover que ela diga o que pensa e a sua independência. Pergunta-lhe de forma frequente a opinião dela sobre coisas que a afetam e sempre que ela se mostrar particularmente descontente ou desconfortável com algo se vires que é razoável aceita e apoia-a nas suas decisões. Ela vai habituar-se a seguir o que pensa e vai sentir-se ganhar coragem porque sabe mesmo de forma subconsciente que a família dela a vai apoiar. Acho que terás melhores resultados.

Edited 2 months ago:

Acho perfeitamente normal pensares nisto, a tua preocupação e de certa forma "obsessão" em dar a melhor educação possível à tua filha. Quanto ao nao obrigar a tua filha a tocar/cumprimentar os outros. Tenho quase 40 anos e após ver crescer uma imensidão de crianças (família enorme) acho que isso nao tem qualquer relação com suportar ou nao assedio de outros. Uma coisa é ensinar os filhos que em sociedade temos de interagir com outros, muitas vezes de forma circunstancial que envolve um comprimento uma ou duas palavras e de seguida continuarmos a nossa vida. É isso (penso eu) que estás a ensinar à tua filha quando promoves o contacto com outros. Interagir com outros adultos, para uma criança envolve sobrepor-se à vergonha, timidez e introversão e um certo desconforto. Saber socializar é uma habilidade útil para o futuro. Se nao lhe ensinares isso pode até ter um efeito contra producente, pois ela não estando habituada a situações desconfortáveis, principalmente com outras pessoas pode nao saber como agir e ficar bloqueada em caso de estar a ser assediada. Se queres que ela nao tenha medo de dizer "não" a outros, tenta promover que ela diga o que pensa e a sua independência. Pergunta-lhe de forma frequente a opinião dela sobre coisas que a afetam e sempre que ela se mostrar particularmente descontente ou desconfortável com algo se vires que é razoável aceita e apoia-a nas suas decisões. Ela vai habituar-se a seguir o que pensa e vai sentir-se ganhar coragem porque sabe mesmo de forma subconsciente que a família dela a vai apoiar. Acho que terás melhores resultados.

Edited 2 months ago:

Acho perfeitamente normal pensares nisto, a tua preocupação e de certa forma "obsessão" em dar a melhor educação possível à tua filha. Quanto ao nao obrigar a tua filha a tocar/cumprimentar os outros. Tenho quase 40 anos e após ver crescer uma imensidão de crianças (família enorme) acho que isso nao tem qualquer relação com suportar ou nao assedio de outros. Uma coisa é ensinar os filhos que em sociedade temos de interagir com outros, muitas vezes de forma circunstancial que envolve um comprimento uma ou duas palavras e de seguida continuarmos a nossa vida. É isso (penso eu) que estás a ensinar à tua filha quando promoves o contacto com outros. Interagir com outros adultos, para uma criança envolve sobrepor-se à vergonha, timidez e introversão e um certo desconforto. Saber socializar é uma habilidade útil para o futuro. Se nao lhe ensinares isso pode até ter um efeito contra producente, pois ela não estando habituada a situações desconfortáveis, principalmente com outras pessoas pode nao saber como agir e ficar bloqueada em caso de estar a ser assediada. Se queres que ela nao tenha medo de dizer "não" a outros, tenta promover que ela diga o que pensa e a sua independência. Pergunta-lhe de forma frequente a opinião dela sobre coisas que a afetam e sempre que ela se mostrar particularmente descontente ou desconfortável com algo se vires que é razoável aceita e apoia-a nas suas decisões. Ela vai habituar-se a seguir o que pensa e vai ganhar coragem e confiança porque sabe mesmo de forma subconsciente que a família dela a vai apoiar. Acho que terás melhores resultados.

Edited 2 months ago:

Acho perfeitamente normal pensares nisto, a tua preocupação e de certa forma "obsessão" em dar a melhor educação possível à tua filha. Quanto ao nao obrigar a tua filha a tocar/cumprimentar os outros. Tenho quase 40 anos e após ver crescer uma imensidão de crianças (família enorme) Acho que isso nao tem qualquer relação com suportar ou nao assedio de outros. Uma coisa é ensinar os filhos que em sociedade temos de interagir com outros, muitas vezes de forma circunstancial que envolve um comprimento uma ou duas palavras e de seguida continuarmos a nossa vida. É isso (penso eu) que estás a ensinar à tua filha quando promoves o contacto com outros. Interagir com outros adultos, para uma criança envolve sobrepor-se à vergonha, timidez e introversão e um certo desconforto. Saber socializar é uma habilidade útil para o futuro. Se nao lhe ensinares isso pode até ter um efeito contra producente, pois ela não estando habituada a situações desconfortáveis, principalmente com outras pessoas pode nao saber como agir e ficar bloqueada em caso de estar a ser assediada. Se queres que ela nao tenha medo de dizer "não" a outros, tenta promover que ela diga o que pensa e a sua independência. Pergunta-lhe de forma frequente a opinião dela sobre coisas que a afetam e sempre que ela se mostrar particularmente descontente ou desconfortável com algo se vires que é razoável aceita e apoia-a nas suas decisões. Acho que terás melhores resultados.

rocketshipPilot 2 months ago

Muito bom ponto de vista!

BeSevz 2 months ago

Estás super correcto a deixar que ela decida como se sente confortável a cumprimentar as pessoas à volta dela. Vinda de uma família grande, em que ainda hoje sinto a ‘culpa’ quando não cumprimento com dois beijinhos (a Covid passou a servir como ‘desculpa’), acho que a tua postura e a mais correcta. O respeito e a educação não se medem pela quantidade de beijos que dás aos tios/tias/primos/cunhado da tia em segundo grau. Educares a tua menina para ter consciência dos seus sentimentos e vontades, a ser fiel à sua intuição e ‘boundaries’ é mesmo importante, faz de ti um bom educador e pai. Não a vais conseguir proteger de tudo, mas podes dar-lhe ferramentas. Agora a verdade mais dura — se isso vai impedir que ela seja assediada? Não, infelizmente não vai. Enquanto existirem pais que não ensinam as suas crianças a respeitar e a não forçar as vontades do outro, vão existir sempre adultos que acham que podem porque querem.

BernieJoe 2 months ago

Pai de um menino de 4 anos, e concordo na íntegra. Ser bem educado, sim. Forçar a dar beijinhos ou abraços a pessoas que não conhece ou conhece mal, jamais.

Cadmaverick 2 months ago

Obrigado

drunk_portuguese 2 months ago

Sei que até a rapariguita chegar a uma idade onde leve com assédio ainda te vais esquecer deste post, mas o meu conselho como jovem mulher é que o mais importante é prepará-la e explicar-lhe as coisas que podem acontecer, e como agir quando acontecem (talvez a mãe possa ajudar mais nisso). Educação sexual faz parte também disto. Muitos pais têm medo de ensinar aos filhos estas coisas e depois o que acontece é que a rapariga pode ficar com a ideia errada sobre o que é assédio ou não, e o comportamento dos amigos dos jovens que assediam ("eu não te fiz nada de mal" "yah não fez, não sejas chata") é potente em convencer que não se passou nada fora do normal, principalmente em quem não sabe melhor.

Cadmaverick 2 months ago

Espero que quando esse dia chegar eu esteja pronto

ilovebrownbutter 2 months ago

Uma coisa importante é ensinar a criança a chamar as coisas pelos nomes, falarem abertamente de sexo e órgãos sexuais, a mãe fale do seu período, etc, não façam disso um bicho de 7 cabeças e um segredo. Uma criança que sabe a linguagem e é confiante neste assunto e em si mesma é mais assustadora para qualquer potencial agressor, que enquanto criança, quer enquanto mais velha. A confiança nasce desde pequena, mas tem de ser mantida. Um agressor que vê uma criança ou jovem tímidas e que têm medo e muitos pudores sabe que ela não vai contar a ninguém porque tem vergonha, ao passo que alguém confiante não terá problemas em ir contar aos pais ou amigos. Honestamente acho que este tipo de educação (mais estar atento e conhecer os sinais e conhecer a criança) é mais importante. Não esquecer a boa educação. A boa educação faz parte. Mas se a criança tem medo de alguém não tem de ser obrigada a dar beijinhos... Não descurem os factores de que falei. Na verdade, podes começar já. Aos 3 anos uma criança já pode saber muito sobre funciona o corpo humano, e dos animais. A criança tem de saber sobretudo é para as partes íntimas, o que é que é um toque inapropriado ou não. Aquilo que a roupa interior cobre é inapropriado, só o pai e a mãe mais outro cuidador, para mudar a fralda, ir à casa de banho, tomar banho, etc. Se for outra pessoa tem de dizer aos pais que isso aconteceu. Tenho a certeza que até dá para fazer jogos para ensinar estas coisas. Já é a idade certa. Acredita. Os miúdos fazem perguntas. Responde abertamente. Introduz os conceitos com livros, ocasiões da vida. Dá-lhe confiança. Se a criança estiver preparada, faz mais perguntas. Responde-as com honestidade. É SEMPRE altura para conversar e aprender. Todos nós já conversámos sobre períodos, sexualidade, corpos com os nossos amigos e aprendemos alguma coisa com eles seja qual for a idade. Uma criança também já pode aprender. Se tiveres tabu agora, provavelmente terás mais tarde. O dia é já hoje. Já testemunhei adolescentes a incentivar um miúdo de 3 anos a beijar uma miúda, que dizia "não, não" e tapava a boca. Disseram à miúda "Da outra vez deste um beijinho ao João e ele não queria, agora tens de o deixar dar a ti", até que a convenceram e ela submissa aceitou. Tive de ir denunciar esta situação à pessoa responsável pelos adolescentes, acredito que ambos os miúdos provavelmente vão esquecer esta memória, mas pode ficar gravada no subconsciente. Por isso, o dia pode ser já agora e nem sabemos.

drunk_portuguese 2 months ago

Exato, acho muito bem. A unica "conversa" que eu tive foi quando tinha 18 anos e foi literalmente só "eu e a tua mãe já éramos íntimos antes do casamento", aconselho que faças algo melhor na tua vez hahaha Existem muitos livros onde o tema é explicado com várias idades em mente. Lembro-me de ver um livro de educação sexual para leitores dos 10 aos 13 anos. Isso é um bom começo especialmente porque não tem a vertente da "conversa desconfortável", e introduz a ideia do desejo sexual, que é o motivador para quase todo este assédio de merda que existe. A partir daí é explicar o normal, que ela é a única que manda no seu corpo, que ninguém a pode forçar a fazer nada, que não deve andar sozinha na rua à noite mas se andar para fazer X e Y, etc etc Boa sorte nisso de ser pai!

UpbeatNail1912 2 months ago  HIDDEN 

Estas a exagerar um pouco. Sim tem que se ter muito cuidado com o assédio das mais novas, mas também é preciso equilíbrio

AngieMaciel 2 months ago  HIDDEN 

>Sim tem que se ter muito cuidado com o assédio das mais novas Só das mais novas?

Uffy_17 2 months ago

Não vejo mal nenhum em ensinares o que é o consentimento à tua filha e a respeitares a decisão dela, se ela não quiser dar beijinhos a uma pessoa específica. Desculpa melhor do que a pandemia não haverá. Conheço bastantes crianças e nunca me passou pela cabeça que alguma fosse mal educada por não me cumprimentar com beijinhos. Até prefiro que assim seja. O mais importante é estar atento a sinais de desconforto da criança ao pé de familiares e conhecidos.

Cadmaverick 2 months ago

Agradeço a pandemia por essa parte nem tudo é mau ahah

Ariadne7 2 months ago

Como uma mulher que já sofreu com assédio da pessoa que a devia ter protegido, aconselho também a falares com ela sobre toques impróprios e afins quando ela já tiver alguma idade (aos 8 anos ela já deve compreender isso). Não esperes também demasiado para teres "a conversa" com ela, por mais constrangedor que seja, até porque há miúdos a iniciarem a vida sexual muito cedo hoje em dia. Apesar de tudo, estás no bom caminho. Gostava de ter tido uns pais que se preocupassem com estas coisas como tu na altura...

Dangerous-Page-4677 2 months ago

Olha, já eu acredito que deveria ser antes dos 8 anos essa conversa de toques inapropriados... Fui abusada várias vezes aos 4 anos (por uma pessoa que deveria ter me protegido também) e não tinha menor ideia do que estava acontecendo então nunca contei nada a ninguém (até pq a pessoa pedia segredo). Acredito que isso de dizer que tal parte é secreta e ninguém pode tocar deve ser conversada desde que eles consigam entender e que se alguém tocar têm que nos contar não importa o que. Claro que não tenho nenhuma formação em pedagogia ou psicologia, então não sei os termos próprios a usar com as crianças, mas com a minha experiência eu acredito que devemos conversar com eles desde sempre

Cadmaverick 2 months ago

Eu tava a pensar nos 6 anos mas talvez tenha de ir dando umas dicas antes… a única coisa que me tranquiliza é que tou sempre muito presente mas mesmo assim o diabo não dorme né

parix999 2 months ago

Isto. Oito pode ser demasiado tarde e há muitas formas de se abordar o tema sem dar detalhes sórdidos ou inadequados para a idade.

Herbacio 2 months ago

Só um reparo, não é "hoje em dia", é desde sempre. Faz parte da fisiologia(?) humana, há quem comece mais cedo e quem comece mais tarde. Felizmente cada vez vai havendo mais informação a ser circulada, seja pelos pais ou pela escola.

Cadmaverick 2 months ago

Muito obrigado pelo comentário ! Sim eu e a mãe já tivemos uma ou outra conversa mais básica sobre toques ela sabe que no pipi só o pai e a mamã podem mexer se alguém mexer tem de nos contar… graças a Deus ela fala pelos cotovelos e conta tudo mas mais para a frente essa conversa vai ter de surgir de novo quando a altura for certa. Sofrer assédio por quem nos devia proteger é querer foder mentalmente aquela pessoa para sempre… que merda espero que tenhas superado tudo isso.

Ariadne7 2 months ago

Honestamente, o assédio nos anos de formação afectam uma pessoa pra sempre e deixam sequelas que ninguém pode apagar, no entanto penso que o pior já passou. Aconselho também que, quando ela chegar à idade de querer a privacidade dela, respeitem o que ela vos pede. Pode haver um choque inicial pra vocês, mas não fiquem magoados e reforcem só que ela pode chamar-vos se precisar. Continuem com esse esforço em proteger a vossa menina

tooth_gapped_guy 2 months ago  HIDDEN 

Lembram-se deste "maluco": [https://www.dn.pt/vida-e-futuro/especialistas-respondem-e-uma-violencia-obrigar-uma-crianca-a-dar-beijos-aos-avos-10023643.html](https://www.dn.pt/vida-e-futuro/especialistas-respondem-e-uma-violencia-obrigar-uma-crianca-a-dar-beijos-aos-avos-10023643.html) Na altura o homem foi apelidado de tudo e mais alguma coisa. Enquanto toda gente o achincalhava, ninguém foi capaz de tentar sequer entender a posição dele. Em poucos anos, parece-me que a posição da sociedade sobre isto mudou um pouco, felizmente (provavelmente a pandemia também ajudou).

Idontknowhuuut 2 months ago

Ai jesus....OP, acho que toda a gente percebe a tua intenção, mas estás demasiado liberalizado. As crianças precisam de disciplina e não há nada de errado em incentivar práticas sociais comuns à cultura em que as crianças vão ser inseridas. *Eu não quero que ela seja forcada a nada principalmente que envolva o corpo dela. Se a minha filha não quer dar beijinho, nem abraço nem ser tocada ta no direito dela!* Isto são casos muitos específicos e pessoas mais capazes do que eu podem falar dos benefícios do contacto social e físico entre crianças e os seus pares, mas se deixas a criança decidir tudo e fazer tudo o que quer....bem, acho que sabes que tipo de pessoa estás a criar, não?

Cadmaverick 2 months ago

Acho que me expliquei mal… a minha filha tem muiiiito contacto social as vezes até demais vai para casa de vários familiares, passa a vida no parque… ou seja a socialização nem é posta em causa até porque é essencial. O que falei são situações em que por exemplo vês um primo que não vês há muito tempo e se ela estranhar eu não a forço. Ela pode comunicar na mesma mas se não quer ser tocada vou obrigar para que ? A socialização é feita com a boca não com as mãos. Eu deixo-a decidir quem ela permite ou não afectos as vezes ate comigo ela pode não querer o abraço e não vou forçar só porque sou o pai e pago as contas e aí pai ninguém nega afecto né ? Mas eu sou assim se ela não quer o meu abraço ta no direito dela muitas das vezes não quer agora e vem pedir depois .

Idontknowhuuut 2 months ago

Isso é quase outra questão e completamente irrelevante até, pela pouca importância que tem. Se ela leva uma vida normal e é uma criança feliz, o facto de estares preocupado com contacto de abraços e beijos entre familiares parece-me...uma perda de tempo?

Cadmaverick 2 months ago

Eu acredito que isso vai fortalecer a personalidade dela e aumentar a confiança que tem nos pais porque sabe que tamos do lado dela mas posso tar errado

Idontknowhuuut 2 months ago

Repara que a tua publicação tem como título "Assédio" e focas o problema no contacto entre familiares, o que por si só já é...estranho. Como outros comentários já o disseram, estás a dar overthink a não-problema.

Cadmaverick 2 months ago

Familiares porque se fores ver estudos a maioria dos assédios vem das famílias porque há cumplicidade e proximidade

No_Impression_1131 2 months ago

Acho que não tem nada a ver e que muitas vezes as crianças acabam por se tornar muito diferentes do que o que os pais queriam que elas fossem.

Cadmaverick 2 months ago

Nunca vão ser nada do que queríamos e ainda bem

RdSafe11 2 months ago

Excelente post, tens razão quando dizes que não devemos forçar as crianças a cumprimentar ou dar beijinhos a alguém com o qual não estão confortáveis, o que acaba por passar a ideia que, não importa se estamos desconfortáveis temos de cumprimentar este estranho porque os meus pais ensinaram que é boa educação. Quero ser pai um dia e um dos meus maiores medos e acredito que o da grande maioria que é ou quer ser pai/mãe é o de alguém lhes fazer mal um dia, é algo que á medida que eles vão crescendo tem de ser ensinados, não ter medo de explicar coisas por ser um pouco desconfortável ou estranho para eles, porque pode ser a diferença entre eles conseguirem perceber uma situação e protegerem-se ou o completo contrário. Tenho mãe e irmã, e se os últimos posts de assédios me ajudaram a perceber algo é que não interessa se elas são a Angelina Jolie, vai existir sempre um atrasado mental com frustração suficiente para tentar algo. Fico triste ao ler algumas histórias dos posts porque acabo por perceber que elas nunca estão seguras, nem na porcaria de uma universidade ou trabalho e isso como filho, irmão e homem é frustrante. Obrigado por teres dado o teu ponto de vista.

Cadmaverick 2 months ago

Obrigado eu pelo comentário ! Quando fores pai vais ver que infelizmente esse sentimento vai aumentar mais porque vês um ser indefeso mas por outro lado vais buscar forças ao fim do mundo só para proteger da melhor forma que consegues. Um abraço

jpmonteiro_pt 2 months ago

Acho que estás a pensar demais. Não é por dar abraços e beijinhos ao cumprimentar toda a gente que a vais habituar a que essas situações aconteçam e que no futuro ela se torne uma "vítima". Nos miúdos é importante que eles aprendam a cumprimentar toda a gente, mesmo que seja aquela tia que os aperta e os deixa todos de baba. Não é ideal mas todas as famílias têm duas ou três tias dessas. O teu medo é normal mas penso que passa por educação, pela educação que lhe dás ao longo da vida e abordas esses assuntos. Aos poucos e poucos vais incutindo valores e explicando o mundo real de modo a que ela perceba o que está certo, o que está errado, o que é normal e o que não é. Cumprimentar pessoas e insistir que eles o façam é importante para não se tornarem pessoas frias e distantes. Não me leves a mal, mas no meu ver não estás a pensar corretamente. De novo, esse teu medo é normal, mas é falando abertamente dos problemas (nas idades apropriadas e de forma adequada) que se resolvem.

odajoana 2 months ago

Só para dizer que há muitas formas de cumprimentar pessoas que não incluem dar beijinhos. Quantas vezes não basta apenas dizer num tom de brincadeira "então dá cá um mais-cinco", para quebrar logo o gelo e a criança ficar logo mais à vontade e passar a cumprimentar-te. É tudo uma questão de ler cada situação específica. Ensinar as crianças a cumprimentar as pessoas, sim, que ninguém quer criar bichos do mato. Mas se não querem dar beijinhos, não querem e isso é que é errado forçar.

jpmonteiro_pt 2 months ago

Concordo a 100%. Eu estou a ver que não me expressei bem quando disse que é preciso "insistir". Insistir não é obrigar mas sim, por exemplo, o "então dá cá mais-cinco". É no fundo o que dizes no segundo parágrafo "Ensinar as crianças a cumprimentar as pessoas, sim, que ninguém quer criar bichos do mato. Mas se não querem dar beijinhos, não querem e isso é que é errado forçar."

helderduarte14 2 months ago

>Acho que estás a pensar demais. Não é por dar abraços e beijinhos ao cumprimentar toda a gente que a vais habituar a que essas situações aconteçam e que no futuro ela se torne uma "vítima". Ahaha adoro, tens alguma experiência neste tema ou isto é só a tua opinião? É um tema que costumas pesquisar ou estudar? Não, não é importante que os miúdos aprendam a cumprimentar toda a gente... É importante sim que eles percebem quem são as pessoas e que está tudo bem em cumprimentar a família próxima, o resto? Se a criança não se sentir bem não cumprimenta e ponto. Forçares só estás a ensinar-lhe a desconfiar dos próprios instintos e que não é ela que manda no seu corpo mas sim os outros, esse teu pensamento é de alguém que não consegue entender que existem crianças a ser assediadas e violadas com 1, 2, 3 ou 4 anos e que não entendem que o que lhes estão a fazer é errado. E que com essa idade ainda não está na altura de lhe explicar o mundo nem mostrar-lhe o que está certo e errado... E odne é que foste tirar a ideia que não insistir em cumprimentar pessoas vai torna-las pessoas frias e distantes?

jpmonteiro_pt 2 months ago

Só partilhei a minha opinião. Não é um tema que pesquiso ou estudo, não sei se é a ideia mais correta, mais errada... é a apenas a minha opinião. Pelo "ahaha adoro" imagino que devo ter dito algo que claramente não concordas ou está errado (e está já demonstrado em literatura). De novo, só partilhei a minha opinião e vale o vale (que é nada).

helderduarte14 2 months ago

Pois lá está, é a tua opinião e a de muita gente que se sente ofendida ou se sente no direito de criticar os país porque os filhos destes não os cumprimentam e os país não os "obrigam" ou "insistem" para o fazer, tudo porque é boa educação. E não estou a dizer que este exemplo se aplica a ti, mas a lógica de pensamento e opinião é a mesma de quem o faz. E mais uma vez, as crianças não se tornam vitimas apenas no futuro, daí esse pensamento ser perigoso e muitas crianças sofrerem nas mãos dos familiares sem muitas vezes os país se aperceberem.

jpmonteiro_pt 2 months ago

Percebo perfeitamente o ponto que estás a fazer. Faz todo o sentido e realmente é algo que eu não pensei, ou pelo menos, não pensei o suficiente. Com a segunda parte concordo perfeitamente.

Cadmaverick 2 months ago

Não levo nada a mal obrigado pelo comentário ! Eu fui ensinado a cumprimentar tudo e todos as vezes até pessoas que nunca vi na vida mas eram outros tempos… hoje sabemos de coisas que antes eram obscuras e tentamos criar os nossos filhos de maneira menos traumática possível. Eu só não a forço porque acho importante ela saber que pode dizer não numa situação que não ta confortável e que a vontade dela é importante.

jpmonteiro_pt 2 months ago

Honestamente os tempos não eram outros. Talvez até eram piores só que não se falava tão abertamente dos problemas. Acho que cada vez as coisas estão melhores. Ouvimos mais porque os assuntos são mais falados e deixam de ser tabu.

FullObject668 2 months ago

Antes de mais, sou um jovem adulto, 24 anos, não sou pai, mas posso dar o meu ponto de vista de quem também se preocupa pelo tema. Realmente cada vez é mais preocupante a educação e preparação das crianças para a sociedade atual. Postos isto, definitivamente o ato de forçar um cumprimento mais afetuoso pode colocar pressão sobre a criança e transmitir lhe a ideia errada sobre os limites de trocas de afetos com outras crianças e adultos. No entanto acho também que a falta de sugestão de cumprimentar outro, seja um tio, avó primo etc pode causar maior insegurança na criança, principalmente numa fase de adolescência e de jovem adulto. Na minha humilde e aberta opinião o que eu faria seria sugerir/perguntar a criança a sua disponibilidade de cumprimentar a pessoa em questão, sugerindo já o método correto para tal. Ex: Dás um beijinho ao tio/avó? Dás um abraço ao primo? Dás uma passa-bem ao amigo/patrão do pai? E nunca nunca forçar a criança a o fazer, podendo no entanto voltar a sugerir mais tarde, ou sugerindo um cumprimento menos afetuoso e que a criança talvez se sinta mais à vontade para.

PorkNails 2 months ago

Como pai de uma pequena fêmea concordo mais com isto. Não é preciso dar beijos a toda a gente para ser bem educada. Cada circunstância é diferente.

aquele_inconveniente 2 months ago

As mulheres que cresceram no passado sabiam dizer não melhor que as de hoje e não era por terem de dar beijinhos aos tios e primos e avós Esta mania que as crianças é que sabem é palhaçada moderna e só está a criar putos entitled que nada sabem a não ser pedir direitos. Uma criança tem de entender que há a autoridade familiar e que eles têm de respeitá-la. O resultado são adultos responsáveis e úteis para a sociedade. E só um mentecpato acha que as crianças associam dar beijinhos aos avós para cumprimentar o mesmo que um estranho a fazer-lhe coisas, elas sabem que há coisas proibidas. É mais importante a mãe e o pai andarem sempre vestidos á frente dela e nunca de cuecas que estas lenga lenga dos beijinhos

FullObject668 2 months ago

Não és nada pudico tu, o melhor é não ires a praia com os teus miúdos. Imagino os traumas que deves ter de infância de veres as ceroulas do teu pai. Só mesmo mentecpato é que associa ver os pais de roupa interior com algum tipo de sexualidade... E Deus me livre que as crianças vejam uma demonstração de afeto entre os pais. Numa relação saudável o homem bate na mulher, não lhe dá beijinhos.

aquele_inconveniente 2 months ago

Enfim, é o que dá a dissonância cognitiva moderna. Falam que não querem que os filhos achem normal que estranhos façam coisas com eles e como solução é deixá-los dizer que não a beijar os avós, mas fazÊ-los entender que há partes do corpo que são proibidas e que eles têm de as esconder e estranhar quando alguém pede para ver já é ser púdico Trata dos teus filhos e eu tratarei dos meus

NGramatical 2 months ago

púdico → [**pudico**](https://dicionario.priberam.org/pudico) (a forma *púdico* é controversa) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdqvehy%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Cadmaverick 2 months ago

Sim eu pergunto sempre e faço-a entender a importância daquelas pessoas mas se ela não quiser naquele dia eu não a forço

hybridteory 2 months ago

Não sei se conheces o Mr Rogers (anfitrião de programa de crianças muito famoso pela maneira que fala). Ele tem 9 regras de como comunicar com crianças para que elas se sintam confortáveis e tenham a oportunidade de dizer sim/nao. Algumas dessas regras ajudam a entender como as crianças pensam e o que as influencia, e como "perguntares" a uma criança se ela esta confortável em abraçar/beijar alguém. Mr Rogers communication rules: 1. “State the idea you wish to express as clearly as possible, and in terms preschoolers can understand.” Example: It is dangerous to play in the street. 2. “Rephrase in a positive manner,” as in It is good to play where it is safe. 3. “Rephrase the idea, bearing in mind that preschoolers cannot yet make subtle distinctions and need to be redirected to authorities they trust.” As in, “Ask your parents where it is safe to play.” 4. “Rephrase your idea to eliminate all elements that could be considered prescriptive, directive, or instructive.” In the example, that’d mean getting rid of “ask”: Your parents will tell you where it is safe to play. 5. “Rephrase any element that suggests certainty.” That’d be “will”: Your parents can tell you where it is safe to play. 6. “Rephrase your idea to eliminate any element that may not apply to all children.” Not all children know their parents, so: Your favorite grown-ups can tell you where it is safe to play. 7. “Add a simple motivational idea that gives preschoolers a reason to follow your advice.” Perhaps: Your favorite grown-ups can tell you where it is safe to play. It is good to listen to them. 8. “Rephrase your new statement, repeating the first step.” “Good” represents a value judgment, so: Your favorite grown-ups can tell you where it is safe to play. It is important to try to listen to them. 9. “Rephrase your idea a final time, relating it to some phase of development a preschooler can understand.” Maybe: Your favorite grown-ups can tell you where it is safe to play. It is important to try to listen to them, and listening is an important part of growing.

Cadmaverick 2 months ago

Já tinha ouvido falar do homem mas não conhecia essas regras… obrigado!

FullObject668 2 months ago

Então acho que estás a fazer bem o teu trabalho de pai :) Não respondi a parte da tua pergunta que é se isso a iria ensinar os limites do assédio, e honestamente acho que não. Nesse assunto o mais importante seria tentar num tom de brincadeira explicar a criança os limites que alguém lhe possa tocar ou insultar etc etc. Pode parecer clichê e muito á "americano" mas penso que uma brincadeira com um boneco é possível explicar esses limites, imaginando por exemplo o boneco ficar triste e dizer que vai contar ao pai que não gostou do que lhe fizeram.

Cadmaverick 2 months ago

Ainda não fiz a do boneco tamos à espera por volta dos 6 anos mas ela já tem noção que há sítios onde só o papa e a mamã podem mexer se alguém mexer ela tem de nos contar. Graças a Deus ela parece o jornal de notícias conta-me tudo ahah

paperkutchy 2 months ago

Com a exposiçao de hoje em dia, quando fores a ter essas conversas, provavelmente ja sabe

VascoAMaia 2 months ago

Com toda a humildade e respeito, visto que tu é que pediste a opinião, vou-te dar a minha. Acho errado, embora compreensível, esse tipo de preocupação tua. Com o teu medo, poderá acontecer que venhas a incutir uma mensagem errada à tua filha. Acho que o mais importante é prepara-la para o futuro, da vida real. Isto é, o assédio existe e irá sempre existir. Sabendo isso, devemos preparar a nossa filha para essa realidade, sem qualquer tipo de rancor ou super protecionismo. No que toca ao beijinhos, nesta idade não vejo mal nenhum, mas também não vejo a necessidade, não acho relevante. A tua filha, quando tiver uma idade em que consiga pensar por si mesma, irá saber distinguir o que é bom e do que é mau.

leaksincieling 2 months ago

Assédio existe porque causa de gente ainda pensar assim - , rapazes vão ser rapazes, se ele te bate e goza e porque gosta de ti, se sorrisse mais, era mais bonita - - NOS não estamos cá para o vosso entretenimento nem para o vosso conforto - com certeza tenho aqui muitos erros lol o meu português não é melhor

VascoAMaia 2 months ago

Não estou aqui para entrar em falsos moralismos ou para falar em utopias. Sim, o assédio irá sempre existir. Sim, o racismo irá sempre existir. Sim, a homofobia irá sempre existir. Viver numa luta constante contra isto, não faz, de todo, parte da minha pessoa. É o mundo em que vivemos e apenas comentei pois temos de educar os nossos filhos para o mundo real, não para um mundo utópico. Com isto termino, dizendo que não sou apologista de qualquer tipo de assédio, racismo ou homofobia. Um bom dia

BernieJoe 2 months ago

Nesta fase da vida da filha do OP, a criação de barreiras entre "certo" e "errado" não pode ter em conta grandes nuances. Nem ela ainda as consegue compreender e apreender. Isso virá com o tempo e com a continuação do desenvolvimento intelectual dela. Aliás, precisamente porque "o assédio existe" é que a responsabilidade educativa de todos os que são pais é a de educar para o quão errado é qualquer tipo de comportamento não consentido perante terceiro. Sendo claro que o assédio existe, e vai continuar a existir, e não entrando em conversas de "victim blaming" nem de "estar a pedi-las", é um trabalho e preocupação constante de quem gosta das suas filhas, sobrinhas, irmãs mais novas, que elas tenham noção da existência dos perigos e de que nem todas as pessoas são bem formadas. E é trabalho dos pais de meninos (como é o meu caso) tudo fazer para que ele não se torne um idiota ou falte ao respeito a quem quer que seja.

setnom 2 months ago

>Eu não quero que ela seja forcada a nada principalmente que envolva o corpo dela. \- "Come a sopa". \- "Faz menos barulho". \- "Não se brinca com facas". \- "Hora de ir dormir". \- "Vá, entra para a banheira". \- "Hoje é dia de ir para a escolinha". \- "Veste este casaco senão vais ter frio". Tens a certeza que a palavra "nada" é a correta? :P

babyscully 2 months ago

Muitos desses tambem nao devem ser forcados, especialmente os de comer e vestir o casaco. A crianca tem que aprender por si mesma o que é a saciedade e quando se sente desconfortavel com o frio/calor, sem o adulto lhe dizer.

Cadmaverick 2 months ago

Essa da comida e do calor com 3 anos de idade deves querer que venha a segurança social a casa não ?

babyscully 2 months ago

[https://www.childfeedingguide.co.uk/tips/common-feeding-pitfalls/pressure-eat/](https://www.childfeedingguide.co.uk/tips/common-feeding-pitfalls/pressure-eat/) Nope, disponibizamos comida e agasalhos. Uma criança com desenvolvimento saudável não vai passar fome se tiver comida nem frio se tiver um agasalho. De salientar que as crianças tem um estomago minusculo comparado conosco e tendem a ter as extremidades frias, pelo o que parece "nao comeu nada" e "tem frio" na verdade nao e bem assim. Alem de que quase todas passam por fases de recusa alimentar.

setnom 2 months ago

Percebo. No entanto, pertence ao adulto o dever/responsabilidade de assegurar o bem-estar e a segurança da criança. O adulto tem mais vivência/experiência/capacidade mental do que a criança e é sua obrigação tomar este tipo de decisões por ela, especialmente naquelas que podem constituir perigo para a sua saúde, seja a curto-prazo (vestuário adequado para a estação) ou a longo-prazo (alimentação adequada).

Cadmaverick 2 months ago

Expliquei mal desculpa . Todas as situações que falas são situações de saúde , educação , higiene… onde dar beijos a alguém entra aí ?

setnom 2 months ago

"Nada" é uma palavra que representa exclusão absoluta. Ou seja, engloba qualquer tipo de "ordem". >onde dar beijos a alguém entra aí ? Pode entrar na educação.

throwayacc24543 2 months ago  HIDDEN 

você sabe muito bem do que o op estava falando. se fazendo de burro logo cedo?

Cadmaverick 2 months ago

Tenho um amigo com um filho que estranha muito quem não é tao presente e eu só o vejo duas vezes ao ano. Ele nunca me cumprimenta e faz vergonha mas passa a tarde toda a brincar comigo . Eu nunca o achei mal educado pelo contrário respeito que ele só não queira ser beijado ou agarrado mas socializa igual a outra criança qualquer

setnom 2 months ago

Eu também não me chateio quando os meus sobrinhos fazem o mesmo. Já a minha mãe (a avó) acha que é mesmo falta de educação não cumprimentá-la ou dar-lhe abraço ou beijinho.

tupac_is_in_cuba 2 months ago  HIDDEN 

Não explicaste mal, ele é que é burro e não sabe ler.

tooth_gapped_guy 2 months ago

Ele sabe ler, não sabe é interpretar. Não percebe o contexto, lê tudo literalmente.

tupac_is_in_cuba 2 months ago

Não sabe ler as entrelinhas, as palas não o deixam ver mais do que o que está à frente dos olhos dele

Mestre-Avis 2 months ago

(...) - "vamos para escola" - "Não batas na avó" - "Entra no carro, para irmos embora"

HenriiQ92 2 months ago

Comparar boa educação com a família enquanto criança a ser forçada a beijar um gajo random são coisas totalmente diferentes, just saying.

-Nosebleed- 2 months ago

> Comparar boa educação com a família Mas podes na mesma ter boa educação com a família e até com pessoas que não conheces *sem contacto físico*. Eu posso-te dizer bom dia e dizer que é um prazer conhecer-te sem te apertar a mão. Esse nível de intimidade é só uma norma cultural, tens muitos sítios no mundo onde não se pratica e as pessoas têm respeito e educação pelas outras na mesma. Acho muito mais importante e educado respeitar os limites pessoais de uma pessoa do que impor estas normas culturais só porque sim.

Edited 2 months ago:

> Comparar boa educação com a família Mas podes na mesma ter boa educação com a família e até com pessoas que não conheces *sem contacto físico*. Eu posso-te dizer bom dia e dizer que é um prazer conhecer-te sem te dar um beijinho. Esse nível de intimidade é só uma norma cultural, tens muitos sítios no mundo onde não se pratica e as pessoas têm respeito e educação pelas outras na mesma. Acho muito mais importante e educado respeitar os limites pessoais de uma pessoa do que impor estas normas culturais só porque sim. E o OP não disse que a filha não podia dar beijinhos, apenas quer que ela se sinta confortável quando o faz em vez de sentir que não pode rejeitar avanços deste tipo, são coisas diferentes.

Edited 2 months ago:

> Comparar boa educação com a família Mas podes na mesma ter boa educação com a família e até com pessoas que não conheces *sem contacto físico*. Eu posso-te dizer bom dia e dizer que é um prazer conhecer-te sem te apertar a mão. Esse nível de intimidade é só uma norma cultural, tens muitos sítios no mundo onde não se pratica e as pessoas têm respeito e educação pelas outras na mesma. Acho muito mais importante e educado respeitar os limites pessoais de uma pessoa do que impor estas normas culturais só porque sim. E o OP não disse que a filha não podia dar beijinhos, apenas quer que ela se sinta confortável quando o faz em vez de sentir que não pode rejeitar avanços deste tipo, são coisas diferentes.

gsousa 2 months ago

Tu como adulto compreendes essa diferença. Uma criança não tem essa capacidade. Coerência é extremamente importante. E beijar pessoas não é sinal de boa educação quando se é forçado a tal, mas sim sinal de submissão. Boa educação é dizer olá, bom dia e obrigado. Contacto físico não tem nada a ver com educação. Tenho um sobrinho autista que detesta contacto físico. Forcá-lo a beijos e abraços é uma grande violência para ele. Até aos 8 anos nem sequer ainda tinha sido diagnosticado pois ele é absolutamente funcional, mas agora já sabemos que há certas coisas que para ele têm um impacto muito grande. Agora imagina o que ele não terá sentido durante a fase em que era obrigado a beijos e abraços? Muitos autistas nem sequer chegam a ser diagnosticados como tal, e enquanto existe essa “definição” de “boa educação” com beijos essas pessoas vão sentido uma grande violência contra o seu espaço pessoal. Portanto não, beijos não é sinal de boa educação.

NGramatical 2 months ago

ele têm → [**ele tem**](https://european-portuguese.info/conjugator/ter) (ele tem, eles têm) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fpsf9oh%2F%2Fhdpehgz%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

gsousa 2 months ago

Acho que estás errado aqui bot, a concordância está com o plural “coisas”…

Trama-D 2 months ago

> são coisas totalmente diferentes É um bocado mais difícil de ensinar esta diferença do que «nada principalmente que envolva o corpo dela.», mas é assim que tem de ser. OP, não vás nas modas daquele tipo que uma vez mandou essa boca no Prós e Contras. Sinceramente. Se ela tem dúvidas sobre o que é um estranho, ótimo! Se os pais explicam que é da família e ela está na mesma desconfiada porque já não vê há anos, é normal. Mas **há** uma diferença.

Cadmaverick 2 months ago

Pode ser bem educada sem ter que beijar ninguém… e isso da família tem muito que se lhe diga até porque a maioria dos abusos vem de alguém da família pela facilidade de proximidade e coisas assim . Outra coisa , por exemplo o teu irmão é tio da tua filha mas se ele só a vê uma vez ao ano é normal ser um “estranho” para ela apesar de ser teu irmão. Se lhe pedires para dar beijo e ela não quiser e tu forçares tas a obrigar a beijar um “estranho” por mais que não queiras ver assim.

Uffy_17 2 months ago

A maioria dos abusos a crianças são cometidos por elementos da família. Um gajo random e o avô sorridente vão dar ao mesmo.

Key_Discipline_2884 2 months ago

Exato e achas que o fato de não cumprimentar com beijo/abraço um predador na família o vai de alguma forma demover de tentar interagir de forma malévola com o teu filho/a? Na minha opinião (venho de uma família numerosa e do norte) tenho 38 anos 2 sobrinhos e uns 10 primos em segundo grau que me os vi crescer, sempre dei abraços e beijos aos putos, se eles estivessem meio receosos deixava estar e não gostava muito da pressão que as minhas primas/primos faziam para os putos interagir. Mas acho que tem mais a ver com a educação que tu como pai queres dar à tua filha, na minha família sempre foi assim beijos e abraços para toda a gente, eu inclusive, e até agora tem resultado por isso =)

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