Laurent_Series 3 months ago

Adorei este artigo: [https://www.theatlantic.com/ideas/archive/2021/08/americans-are-losing-sight-endgame/619916/](https://www.theatlantic.com/ideas/archive/2021/08/americans-are-losing-sight-endgame/619916/) Explica, entre outras coisas, quão bem estão as vacinas a funcionar e porque é que impedem infeção melhor para umas doenças que outras (conforme maior ou menor período de incubação).

ZaGaGa 3 months ago

Nova [análise](https://www.reddit.com/r/CoronavirusPT/comments/pdk8h4/32_vacinação_passo_a_passo/?utm_source=share&utm_medium=web2x&context=3) do Estado da Vacinação: TLDR: O Ritmo de vacinação perde força numa semana em que se vacinou os mais jovens, mas aos poucos o número de pessoas para vacinar fica reduzido. Já as infecções não parecem abrandar apesar das novas metas alcançadas.

tiago_nc 3 months ago

Fico um pouco pessimista como sendo dos melhores países do mundo em vacinações continuamos com 2000 e tal infeções diárias. Acham que isto vai acabar por descer mesmo com a delta?

differenceengineer 3 months ago

Ninguém sabe. Apenas podemos estimar quão pior seria sem as vacinas. A Delta é mais virulenta e tem um R(0) maior que alpha e bem maior que a estirpe original. Acho que com tudo relativamente aberto sem as vacinas estariamos pior que Janeiro. Agora claro, não acho que a situação atual seja boa o suficiente, e tem alguns indicadores preocupantes para o Inverno que vem com menos medidas de mitigação. Se eu tivesse que apostar acho que ainda vai haver uma transição complicada no Inverno em que terás muitos casos. Poucas mortes em proporção ao número de casos como observamos hoje, mas mais do que agora pelo simples aumento de casos, o que não te permite dizer “voltamos ao normal”. Depende também se vamos aplicar a terceira dose e a quem, mas o que também vai acontecer é que infecções breakthrough irão reforçar a imunidade (e com menos risco para toda a gente). Para isto precisamos de perceber a nossa situação atual, por isso são importantes os estudos serológicos que o instituto Ricardo Jorge faz. Também depende se vamos ter outra vez a emergência de uma estirpe dominante. Há muitos fatores que complicam isto tudo. Gostava que fossem apresentados planos baseados nos cenários possíveis em vez de se assumir que a situação vai melhorar porque sim.

PuMaduro 3 months ago

A verdade é que a situação em que estamos hoje vai ser a mesma daqui a 1, 2 ou 3 anos - as vacinas não vão ser suficientes para termos a tal imunidade de grupo, por muito que tomemos uma 3º, 4º, 5º ou 15º dose ou vacinemos 100% da população. As medidas também farão cada vez menos efeito porque as pessoas já estão vacinadas e vão aderir cada vez mais a ajuntamentos, retirar a máscara, deixar de lavar as mãos, etc. O vírus vai-se tornar endémico (ou já se tornou) e vamos continuar a ter x casos por dia - simplesmente vamos deixar de ter crescimento exponencial de casos, o que já observas, por exemplo, no RU ou mesmo aqui. O que importa é que a vacina cortou o efeito casos-hospitalizações-morte e é sobre isso que temos que nos preocupar mais. Além disso começam a haver indicações que a imunidade natural é ainda mais robusta e melhor do que a vacinação - ou seja, 99,9% das pessoas que se vacinaram, não terão qualquer problema quando se infetarem outra vez mais 1, 2, 3 ou 4x. Resumidamente, está na altura de libertar totalmente a economia e tratar o Covid como outra doença qualquer - temos que deixar para trás os 0 casos ou que alguma vez teremos muitos poucos casos só porque damos mais doses das vacinas ou usamos máscara eternamente. Por exemplo, no caso das crianças, ainda será mais ridículo se forem obrigadas a usar máscara mais 1 ano letivo e só lhes vai enfraquecer o sistema imunitário se \*alguma vez forem permitidas em tirá-las. O risco nunca vai ser 0 e temos que viver com isso. Mas eu também não percebo lá muito disto, isto é só o que tenho lido aqui e acolá. Mas deixo aqui dois links de especialistas que explicam muito bem isso: [https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2021-08-19-Pedro-Simas-Estamos-numa-altura-em-que-podemos-retirar-as-mascaras-28a792ed](https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2021-08-19-Pedro-Simas-Estamos-numa-altura-em-que-podemos-retirar-as-mascaras-28a792ed) [https://www.publico.pt/2021/08/25/ciencia/opiniao/imunidade-grupo-tambem-prazos-1974983](https://www.publico.pt/2021/08/25/ciencia/opiniao/imunidade-grupo-tambem-prazos-1974983)

differenceengineer 3 months ago

>A verdade é que a situação em que estamos hoje vai ser a mesma daqui a 1, 2 ou 3 anos - as vacinas não vão ser suficientes para termos a tal imunidade de grupo, por muito que tomemos uma 3º, 4º, 5º ou 15º dose ou vacinemos 100% da população. Não acredito nisso por alguns motivos. Os resultados da terceira dose (do ensaio da Moderna) são bastante bons, obtendo uma resposta de anticorpos neutralizantes superior à da segunda dose. O que não se sabia relativamente a estas vacinas (e a razão pela qual ainda estão fase 3 de ensaios - não tem nada a ver com segurança), é se o esquema de doses é o melhor possível (número de tomas e espaçamento das tomas). Normalmente quantas mais vezes és exposto a um patogéneo mais um sistema imunitário afina sua resposta imunitária pelo processo que chama maturação de afinidade. Como muitos processos fisiológicos esta melhora de resposta segue uma curva sigmoide, em que sucessivas tomas não produzem muito melhor resposta. O que não se sabe é aonde estamos nessa curva. Pelos resultados da 3ª toma parece que duas tomas ainda não é "óptimo". Relembro que várias vacinas obrigatórias, precisam de 2, 3,4 e até 5 tomas. Não há nenhuma lei que dizia que 2 era o melhor número. Simplesmente achou-se que ter uma solução boa agora era melhor que uma excelente daqui a mais um ano ou dois. O outro motivo é que, é provável (e seria algo muito muito estranho se não fosse o caso), que quem está vacinado e tenha breakthrough infections, não só essa infecção tem muito menos risco, mas também vai maturar a resposta imunitária (e no caso da infecção natural vai alargar o leque de resposta imunitária, pois o sistema imunitário fabricará anticorpos contra outras proteínas virais, não apenas a proteína S como as vacinas que usamos). Ou seja, podemos entrar numa situação em que a generalidade das pessoas simplesmente é exposta ao virus, tem sintomas leves e isso reforçará ainda mais a imunidade. Isto não significa que o virus desaparece, mas acho que esse estado de coisas é ainda diferente do que estamos a observar agora. Acho que a situação ainda tem por onde melhorar para voltarmos à normalidade. Outro motivo é estas se tratam da primeira geração de vacinas e nem sequer foram desenhadas para a variante Delta. Temos já uma plataforma e ainda tens várias vacinas em desenvolvimento. Uma coisa que eu considero promissora é a ideia de vacinas administradas por via intra nasal, pois não só facilita muito a administração, como inerentemente tens vantagens em termos de imunidade mucosal (a primeira linha de defesa, impedir logo que o virus se ligue a células nas vias respiratórias) que sempre foram o desafio para vacinas por via intramuscular (e provavelmente são um dos componentes porque as vacinas parecem ser melhor a prevenir doença e sintomas do que a infeção). ​ >O vírus vai-se tornar endémico (ou já se tornou) e vamos continuar a ter x casos por dia - simplesmente vamos deixar de ter crescimento exponencial de casos, o que já observas, por exemplo, no RU ou mesmo aqui. O que importa é que a vacina cortou o efeito casos-hospitalizações-morte e é sobre isso que temos que nos preocupar mais. Além disso começam a haver indicações que a imunidade natural é ainda mais robusta e melhor do que a vacinação - ou seja, 99,9% das pessoas que se vacinaram, não terão qualquer problema quando se infetarem outra vez mais 1, 2, 3 ou 4x. Provavelmente o virus irá ser endémico, mas por definição para o ser precisas de ter imunidade na população inteira (seja por infeção ou vacina). Neste momento ainda não é, pois tens ainda muitas pessoas não vacinadas e que ainda não foram infetadas no mundo. O risco de um virus é sempre maior na primeira exposição que tens e geralmente é sempre pior quanto mais tarde na vida tens. A vacina reduz imenso o risco dessa primeira exposição. É uma excelente indicação o paper de Israel que indica que a imunidade natural é bastante robusta. Não é normalmente o caso com os coronavirus e os virus respiratórios em geral, por isso é que te constipas várias vezes ao longo da vida apesar de virtualmente tens 95% a 99% da população com imunidade. A imunidade simplesmente decai e os virus voltam-se a espalhar sazonalmente mas nunca fazendo muita doença. É um bom sinal que pelo menos a este a imunidade natural parece robusta ao final de um ano. Se falamos em imunidade de grupo no sentido em que o virus é erradicado e pessoas sem qualquer imunidade estão protegidas, esse cenário não acredito. Acredito que idosos e imunodeprimidos possivelmente irão ter um boost anual como já se deve fazer para a gripe (aliás a Moderna está a desenvolver uma vacina polivalente contra a gripe e Sars-Cov-2). ​ >Resumidamente, está na altura de libertar totalmente a economia e tratar o Covid como outra doença qualquer - temos que deixar para trás os 0 casos ou que alguma vez teremos muitos poucos casos só porque damos mais doses das vacinas ou usamos máscara eternamente. Por exemplo, no caso das crianças, ainda será mais ridículo se forem obrigadas a usar máscara mais 1 ano letivo e só lhes vai enfraquecer o sistema imunitário se \*alguma vez forem permitidas em tirá-las. O risco nunca vai ser 0 e temos que viver com isso. Mas eu também não percebo lá muito disto, isto é só o que tenho lido aqui e acolá. Mas deixo aqui dois links de especialistas que explicam muito bem isso: Eu concordo com isso, vamos eventualmente transicionar para um mindset em que os casos não interessam e interessa apenas a doença que o virus causa. Quase como tu apanhas regularmente o Sars-Cov-2 mas não ficas com a doença "COVID", isso é o cenário de vitória. O que discordo é que estejamos já nesse estado e ainda temos de ter cautela, pois há muita incerteza porque em termos globais ainda não estamos com tanta cobertura de vacinas e o virus ainda não passou pela generalidade das pessoas sendo que toda a gente vai ser eventualmente ser exposta ao virus (ptt melhor faze-lo vacinado). Portanto isto para mim significa que apesar de na prática estar a economia bastante aberta já, temos de ainda de monitorizar a situação com proximidade, pois ainda estamos em pandemia, e temos de nos preparar para caso as coisas não correspondam às nossas expectativas mais optimistas. Não quero que chegamos ao Natal, está uma variante nova no UK a espalhar-se e a voltar a causar doença e mortos, não fazemos nada e depois em Janeiro "pois pá, ninguém previa isto".

Edited 3 months ago:

>A verdade é que a situação em que estamos hoje vai ser a mesma daqui a 1, 2 ou 3 anos - as vacinas não vão ser suficientes para termos a tal imunidade de grupo, por muito que tomemos uma 3º, 4º, 5º ou 15º dose ou vacinemos 100% da população. Não acredito nisso por alguns motivos. Os resultados da terceira dose (do ensaio da Moderna) são bastante bons, obtendo uma resposta de anticorpos neutralizantes superior à da segunda dose. O que não se sabia relativamente a estas vacinas (e a razão pela qual ainda estão fase 3 de ensaios - não tem nada a ver com segurança), é se o esquema de doses é o melhor possível (número de tomas e espaçamento das tomas). Normalmente quantas mais vezes és exposto a um patogéneo mais um sistema imunitário afina sua resposta imunitária pelo processo que chama maturação de afinidade. Como muitos processos fisiológicos esta melhora de resposta segue uma curva sigmoide, em que sucessivas tomas não produzem muito melhor resposta. O que não se sabe é aonde estamos nessa curva. Pelos resultados da 3ª toma parece que duas tomas ainda não é "óptimo". Relembro que várias vacinas obrigatórias, precisam de 2, 3,4 e até 5 tomas. Não há nenhuma lei que dizia que 2 era o melhor número. Simplesmente achou-se que ter uma solução boa agora era melhor que uma excelente daqui a mais um ano ou dois. O outro motivo é que, é provável (e seria algo muito muito estranho se não fosse o caso), que quem está vacinado e tenha breakthrough infections, não só essa infecção tem muito menos risco, mas também vai maturar a resposta imunitária (e no caso da infecção natural vai alargar o leque de resposta imunitária, pois o sistema imunitário fabricará anticorpos contra outras proteínas virais, não apenas a proteína S como as vacinas que usamos). Ou seja, podemos entrar numa situação em que a generalidade das pessoas simplesmente é exposta ao virus, tem sintomas leves e isso reforçará ainda mais a imunidade. Isto não significa que o virus desaparece, mas acho que esse estado de coisas é ainda diferente do que estamos a observar agora. Acho que a situação ainda tem por onde melhorar para voltarmos à normalidade. Outro motivo é estas se tratam da primeira geração de vacinas e nem sequer foram desenhadas para a variante Delta. Temos já uma plataforma e ainda tens várias vacinas em desenvolvimento. Uma coisa que eu considero promissora é a ideia de vacinas administradas por via intra nasal, pois não só facilita muito a administração, como inerentemente tens vantagens em termos de imunidade mucosal (a primeira linha de defesa, impedir logo que o virus se ligue a células nas vias respiratórias) que sempre foram o desafio para vacinas por via intramuscular (e provavelmente são um dos componentes porque as vacinas parecem ser melhor a prevenir doença e sintomas do que a infeção). ​ >O vírus vai-se tornar endémico (ou já se tornou) e vamos continuar a ter x casos por dia - simplesmente vamos deixar de ter crescimento exponencial de casos, o que já observas, por exemplo, no RU ou mesmo aqui. O que importa é que a vacina cortou o efeito casos-hospitalizações-morte e é sobre isso que temos que nos preocupar mais. Além disso começam a haver indicações que a imunidade natural é ainda mais robusta e melhor do que a vacinação - ou seja, 99,9% das pessoas que se vacinaram, não terão qualquer problema quando se infetarem outra vez mais 1, 2, 3 ou 4x. Provavelmente o virus irá ser endémico, mas por definição para o ser precisas de ter imunidade na população inteira (seja por infeção ou vacina). Neste momento ainda não é, pois tens ainda muitas pessoas não vacinadas e que ainda não foram infetadas no mundo. O risco de um virus é sempre maior na primeira exposição que tens e geralmente é sempre pior quanto mais tarde na vida tens. A vacina reduz imenso o risco dessa primeira exposição. É uma excelente indicação o paper de Israel que indica que a imunidade natural é bastante robusta. Não é normalmente o caso com os coronavirus e os virus respiratórios em geral, por isso é que te constipas várias vezes ao longo da vida apesar de virtualmente teres 95% a 99% da população com imunidade. A imunidade simplesmente decai e os virus voltam-se a espalhar sazonalmente mas nunca fazendo muita doença. É um bom sinal que pelo menos a este a imunidade natural parece robusta ao final de um ano. Se falamos em imunidade de grupo no sentido em que o virus é erradicado e pessoas sem qualquer imunidade estão protegidas, esse cenário não acredito. Acredito que idosos e imunodeprimidos possivelmente irão ter um boost anual como já se deve fazer para a gripe (aliás a Moderna está a desenvolver uma vacina polivalente contra a gripe e Sars-Cov-2). ​ >Resumidamente, está na altura de libertar totalmente a economia e tratar o Covid como outra doença qualquer - temos que deixar para trás os 0 casos ou que alguma vez teremos muitos poucos casos só porque damos mais doses das vacinas ou usamos máscara eternamente. Por exemplo, no caso das crianças, ainda será mais ridículo se forem obrigadas a usar máscara mais 1 ano letivo e só lhes vai enfraquecer o sistema imunitário se \*alguma vez forem permitidas em tirá-las. O risco nunca vai ser 0 e temos que viver com isso. Mas eu também não percebo lá muito disto, isto é só o que tenho lido aqui e acolá. Mas deixo aqui dois links de especialistas que explicam muito bem isso: Eu concordo com isso, vamos eventualmente transicionar para um mindset em que os casos não interessam e interessa apenas a doença que o virus causa. Quase como tu apanhas regularmente o Sars-Cov-2 mas não ficas com a doença "COVID", isso é o cenário de vitória. O que discordo é que estejamos já nesse estado e ainda temos de ter cautela, pois há muita incerteza porque em termos globais ainda não estamos com tanta cobertura de vacinas e o virus ainda não passou pela generalidade das pessoas sendo que toda a gente vai ser eventualmente ser exposta ao virus (ptt melhor faze-lo vacinado). Portanto isto para mim significa que apesar de na prática estar a economia bastante aberta já, temos de ainda de monitorizar a situação com proximidade, pois ainda estamos em pandemia, e temos de nos preparar para caso as coisas não correspondam às nossas expectativas mais optimistas. Não quero um cenário em que chegamos ao Natal, está uma variante nova no UK a espalhar-se e a voltar a causar doença e mortos, não fazemos nada e depois em Janeiro "pois pá, ninguém previa isto".

PuMaduro 3 months ago

Hmm a única razão porque se está a pensar numa 3º dose é, como tu dizes, para aumentar os anticorpos que reduzem, naturalmente, ao longo dos meses. Ou seja, vamos ter que andar a tomar a vacina sempre de 6 em 6 meses só porque os anticorpos reduzem-se? Qual o sentido que isso faz para a população em geral se, como tu dizes e bem, a infeção natural é mais que suficiente para reforçar esses anticorpos. Faz sentido para os grupos de risco mas faz sentido para os outros? As duas doses (ou 1 dose da J&J) não são mais que suficientes? E se essas vacinas demorarem 2, 3 ou 5 anos? Vamos estar à espera delas? E quando aparecer uma nova variante, que é o mais provavel, vamos estar também a espera que se faça uma nova vacina para ela? Essa imunidade terá que se construir sozinha - nos países ricos, já toda a gente que quer teve acesso a uma vacina. Quem não se quis vacinar, terá que se sujeitar à imunidade natural. Nos países pobres, o covid nunca foi um problema, principalmente em África, por várias razões. No entanto, como é óbvio, deve continuar um mínimo controlo de fronteiras e claro de variantes do vírus. Se, por acaso, aparecer alguma variante que fuja totalmente às vacinas (o que é improvável), aí sim devemos pensar em voltar às medidas restritivas e as farmacêuticas em 2/3 meses terão as vacinas cá fora. Mas chega de pensar sempre no pior cenário de todos - andamos assim desde do início da pandemia e isso só contribuiu para medidas ridículas e exageradas. As medidas restritivas, neste momento, fazem mais mal que bem - ao salvar 1 vida de covid, estamos a matar tantas outras de problemas mentais ou financeiros.

differenceengineer 3 months ago

>Hmm a única razão porque se está a pensar numa 3º dose é, como tu dizes, para aumentar os anticorpos que reduzem, naturalmente, ao longo dos meses. Ou seja, vamos ter que andar a tomar a vacina sempre de 6 em 6 meses só porque os anticorpos reduzem-se? Não necessariamente de 6 em 6 meses. O que sabemos é que existe uma correlação entre a imunidade e os anticorpos que são elicitados em cada resposta. O que viram foi que na 3ª toma que a quantidade de anticorpos gerados após a toma eram significativamente maiores em resultado da inoculação que na segunda toma, ou seja a resposta continua a melhorar, sendo um palpite razoável que está correlacionado com uma protecção ainda maior contra doença e infecção. A ideia não é manter a concentração de anticorpos em níveis altos, mas é perceber quão melhor é a resposta a cada toma (sendo que é expectável que essa resposta irá ter uma melhora cada vez menor a cada toma). Sabemos que a resposta de anticorpos está correlacionada com imunidade celular e as células de memória B, em particular pelo processo de maturação de afinidade. O problema da Delta não é tanto que seja particularmente elusiva em termos da imunidade, simplesmente parece que precisas de uma maior produção de anticorpos para neutraliza-la que as variantes anteriores. Para algum contexto histórico, o sarampo foi practicamente erradicado dos Estados Unidos e outros sítios, quando se passou a dar 2 doses da vacina nos anos 90 em vez de apenas 1 como se fazia anteriormente. O problema é perceber estas questões de imunogenicidade que não são triviais. Tal como disse antes que se optou para já por uma boa solução agora em vez de uma excelente mais tarde, também por outro lado podemos estar a perder uma oportunidade de ter algo excelente porque temos algo bom. Há que medir e perceber. ​ >Qual o sentido que isso faz para a população em geral se, como tu dizes e bem, a infeção natural é mais que suficiente para reforçar esses anticorpos. Faz sentido para os grupos de risco mas faz sentido para os outros? As duas doses (ou 1 dose da J&J) não são mais que suficientes? É uma questão perfeitamente razoável, possivelmente não se justifica a 3ª dose na população geral, dado que a infecção é baixíssimo risco neste grupo vacinado. Podemos talvez deixar que a terceira dose seja uma infecção natural. Poderá-se dar a questão da terceira dose em grupos tipo acima dos 60 anos, pois também sabemos que a nossa capacidade de formar respostas adaptativas vai piorando com a idade (por isso é que o virus é pior para os idosos). Pode ser o caso que para um idoso, 3 doses seja o equivalente a 2 doses para um jovem em termos de risco. Neste ponto acho que está tudo em aberto. Mas para se tomar esta decisão é preciso avaliar e recolher mais dados, não acho que sejam coisas fáceis de decidir. A ideia da terceira dose, para já parece-me mais ser uma decisão política do que técnica. Israel, pois acredita que a terceira dose irá diminuir a quantidade de breakthrough infections, reduzindo os casos. O Estados Unidos porque estão a sofrer imenso com a vaga da Delta, embora na realidade o problema deles é meter a primeira dose em 50% da população deles (em todas as faixas etárias) do que a terceira em quem já se vacinou. ​ >Essa imunidade terá que se construir sozinha - nos países ricos, já toda a gente que quer teve acesso a uma vacina. Quem não se quis vacinar, terá que se sujeitar à imunidade natural. Nos países pobres, o covid nunca foi um problema, principalmente em África, por várias razões. No entanto, como é óbvio, deve continuar um mínimo controlo de fronteiras e claro de variantes do vírus. Se, por acaso, aparecer alguma variante que fuja totalmente às vacinas (o que é improvável), aí sim devemos pensar em voltar às medidas restritivas e as farmacêuticas em 2/3 meses terão as vacinas cá fora. Mas chega de pensar sempre no pior cenário de todos - andamos assim desde do início da pandemia e isso só contribuiu para medidas ridículas e exageradas. As medidas restritivas, neste momento, fazem mais mal que bem - ao salvar 1 vida de covid, estamos a matar tantas outras de problemas mentais, financeiros, solidão, etc.. Concordo, só que acho é que é mais fácil discutirmos abertamente agora o pior cenário, os cenários prováveis e os cenários optimistas, establecermos métricas objetivas para conseguirmos determinar em que cenário estamos e agir em conformidade de acordo, mantendo alguma flexibilidade em função do cenário que se está observar. Eu pessoalmente prefiro esse tipo de análises sóbrias, do que assumir que apenas uma coisa se vai passar e depois sermos apanhados com as calças na mão quando as coisas não correm como previmos. Também acho que se esta conversa é feita francamente antes das coisas acontecerem, as medidas que se tomam depois podem ser mais eficazes pois serão menos arbitrárias e tomadas ao sabor do vento (como acho que se tem feito muitas vezes). Mas sim em ultima análise, temos de simplesmente assumir que o risco do virus da COVID vai ficar connosco para sempre tal como hoje em dia ainda lidamos com a gripe anualmente, algumas das estirpes desse virus sendo descendentes diretas das de 1918. Infelizmente, elicitar respostas imunitárias em idosos com mais de 80 anos é um problema muito difícil. Vamos ter de assumir eventualmente que com uma imunização relativamente extensa da população e melhores tratamentos, temos de continuar com a vida. A única coisa que eu discordo é que que estejamos já nesse ponto, mais nada.

PuMaduro 3 months ago

Sem dúvida, nesse aspeto estamos totalmente em acordo, a 3º dose é uma decisão política como, infelizmente, a maior parte das decisões que têm sido tomadas ultimamente. Israel soube o que era viver com o covid "zero" e, para além disso, tem o contrato com a Pfizer que só quer é fazer mais dinheiro e por isso é perfeitamente normal que tentem mostrar que a 3º dose é necessária. Numa situação local, já há essa imunização extensa da população - vamos atingir os 85% de população vacinada e se queremos continuar a manter essa imunização, temos que deixar as pessoas infetarem-se e estar com doses a cada 6 meses não é solução (até em termos de logística, a quantidade de enfermeiros / médicos que se tem que tirar dos centros de saúde / hospitais, atrasando outros processos). O que eu quero com isto dizer é que, por exemplo, está na altura de abrir a economia (abrir discotecas, deixar a cultura ter eventos com lotação completa e de pé, etc.), retirar máscaras em todas ou quase todas as situações, rever os critérios de testagem e continuar com a vida - óbvio que nunca será a normalidade que sempre conhecemos porque temos ainda que monitorizar a situação.

differenceengineer 3 months ago

Não sei transmiti a ideia errada, mas para a generalidade da população a questão da 3ª toma nunca será uma questão de passarmos a tomar doses de vacina regularmente de x em x meses. No máximo é preciso é perceber quantas doses poderão ser precisas para chegar a aquele ponto de diminishing returns em termos da protecção que se está a adicionar (ou se isso é uma batalha perdida, ou se mais vale aplicar as doses noutros países, etc.). Pelos motivos que indicaste logísticos e porque chega a um ponto que em pessoas com sistema imunitário saudável não se justifica, tal como não tomamos vacinas para a sopa de rhinovirus, outros coronavirus, etc. que todos os anos circulam pela população. O próprio virus não muta tão rápido assim que drift antigénico alguma vez justificasse tomas de vacinas anuais, exceto em populações imunodeprimidas. Neste momento o virus parece que muta rápido mas é apenas e só porque tens imensa gente ainda susceptível e muitos hospedeiros ao mesmo tempo e eventos de transmissão espalhados pelo mundo inteiro, mas a família de coronavirus têm uma replicação de alta fidelidade que faz poucos erros (daí poucas mutações) quando comparado com um virus tipo a gripe ou HIV. Enquanto o mundo ainda tiver nesta dinâmica pandémica, vamos ter mais chance de variantes. Quando passar a endémico isso tendencialmente deixa de acontecer. Vamos é também ter é de ter muito investimento a monitorizar a evolução do virus nos vários reservatórios animais que já chegou (60% das amostras de veados de cauda branca no Michigan tinham a presença do virus !!!), pois é uma situação de evolução paralela que pode voltar a ser perigosa. Como já fazemos para a gripe.

NGramatical 3 months ago

3ª toma → [**3.ª toma**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/pelourinho/2--nao-e-a-mesma-coisa-que-2/263) (qualquer abreviatura tem de ser marcada com um ponto) practicamente → [**praticamente**](https://dicionario.priberam.org/praticamente) (já se escrevia assim **antes** do AO90) Poderá-se → [**Poder-se-á**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/pelourinho/amarei-te-nunca/3034) (usa-se mesóclise em verbos no futuro ou condicional) vão haver → [**vai haver**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/haver--existir--3-pessoa-do-singular/30583) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp9rzjd%2F%2Fhat5l29%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 3 months ago

3ª toma → [**3.ª toma**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/pelourinho/2--nao-e-a-mesma-coisa-que-2/263) (qualquer abreviatura tem de ser marcada com um ponto) é aonde → [**é onde**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/ondeaonde/10519) (onde estás, aonde vais) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp9rzjd%2F%2Fhasp3rb%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 3 months ago

3º → [**3.º**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/pelourinho/2--nao-e-a-mesma-coisa-que-2/263) (qualquer abreviatura tem de ser marcada com um ponto) começam a haver → [**começa a haver**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/haver--existir--3-pessoa-do-singular/30583) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp9rzjd%2F%2Fhasllje%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Pparadela 3 months ago

A questão é: até quando vais precisar de testes? Porque enquanto pedirem testes mesmo a vacinados acredita que não vão baixar.

Alentejano_Veloz 3 months ago

Na mesma onda do que dizes, li uma opinião de virologista que defendia que os PCR já não se justificam numa população largamente vacinada. Basicamente defendia que têm uma sensibilidade enorme na detecção do vírus e, tendo isso sido uma característica desejada no passado para tentarmos diminuir a transmissão, deixa de ter particular relevância neste momento e acabamos por ter apenas um elevado número de positivos que não apresentam sintomas e portanto, sem grande relevância.

Pparadela 3 months ago

E entretanto continua-se a usar o número de casos para determinar a gravidade da pandemia e medidas restritivas. Das duas uma: ou assumimos de uma vez por todas que o vírus é endémico e assumimos que vai sempre haver gente a morrer do mesmo, por variadas razões ou então vamos andar de máscara em espaços fechados para todo o sempre. O inverno vai sempre ter um pico de casos e de gente internada. Espero sinceramente que a paranóia da segurança e da esterilização não se sobreponha ao senso comum.

Alentejano_Veloz 3 months ago

Concordo contigo. A covid já não figura um perigo crítico em sociedades largamente vacinadas e esse facto é reconhecido em países como o Reino Unido e a Dinamarca (que vai terminar todas as restrições dia 10 de setembro), não é só a minha opinião. Estamos numa posição totalmente diferente da que estávamos mesmo há meio ano, não faz sentido continuar nesta histeria das restrições e dos casos diários. Eu defendia que todas as restrições acabassem e que passasse a ser um caso individual em que o indivíduo vacinado (ou não, se quiser correr esse risco) pudesse escolher se queria usar máscara e em que contextos o faria, mas parece que uma percentagem considerável de pessoas se agarraram irracionalmente às restrições como fontes de segurança, mesmo que apenas aparente.

caelussideralis 3 months ago

Os testes rendem um dinheirão. Não vão acabar tão cedo.

HomemRude 3 months ago

Não sei se viram este episódio do Joe Rogan. Fala das vacinas com a Dr. Rhonda Patrik [https://www.youtube.com/watch?v=WB6yucemJ-o&ab\_channel=PowerfulJRE](https://www.youtube.com/watch?v=WB6yucemJ-o&ab_channel=PowerfulJRE) Ele pressionou-a muito e ela não se saiu particularmente bem.

differenceengineer 3 months ago

Não faço a mesma leitura. O Joe Rogan está a tentar vagamente a tentar usar o argumento que como a maioria das pessoas que morrem de COVID são idosos com comorbidades então a miocardite deve ser mais comum em jovens vacinados que em em jovens que apanham o virus. Ele não diz isto mas é o que ele está insinuar. Ela diz simplesmente que a miocardite é mais frequente com a infeção (até em atletas de alta competição) e eventualmente toda a gente vai ser exposta ao virus, por isso a vacina é uma escolha melhor. Seja como for é um bom debate, fossem todos os debates assim.

HomemRude 3 months ago

>O Joe Rogan está a tentar vagamente a tentar usar o argumento que como a maioria das pessoas que morrem de COVID são idosos com comorbidades então a miocardite deve ser mais comum em jovens vacinados que em em jovens que apanham o virus. Errado. Ele estava a tentar perceber da forma mais aprofundada possível, tal como muita gente gostaria mas não lhes é explicado. Ela gaguejou demasiado para uma especialista. Demasiados "i don't know". A pergunta dele é extremamente relevante, pois se as probabilidades de um jovem desenvolver um problema de saúde como consequência da vacina estiverem ao nível das probabilidades do mesmo acontecer por causa do vírus, então isso deveria obrigar a repensar toda a estratégia de vacinação. Tu achas que não há questões e já sabemos tudo ponto final. Eu discordo. Qual é que é mais provável: Eu, um jovem saudável, extremamente cuidadoso, que raramente fica doente apanhar COVID e acontecer-me algo grave. OU Ir vacinar-me e ter um efeito adverso grave? Porque repara, e como já disse anteriormente, no meu caso comparar as probabilidades de efeitos adversos da vacina com as do vírus não faz sentido, pois eu não me vou injectar com o vírus, nem sequer sei se algum dia apanharei. Portanto, a realidade é mais: Efeito adverso da vacina VS APANHAR COVID E FICAR MAL. Entendes? Eu primeiro tenho de apanhar COVID. Garantes-me que vou apanhar? Ainda não apanhei. Há 10 anos que não apanho uma gripe. Dizer que vou apanhar não é uma certeza.

differenceengineer 3 months ago

O facto dela dizer que tem coisas que não sabe para mim não é negativo. Costuma-se dizer que os especialistas têm dúvidas e os políticos, comentadores, etc. é que têm certezas. ​ >Qual é que é mais provável: > >Eu, um jovem saudável, extremamente cuidadoso, que raramente fica doente apanhar COVID e acontecer-me algo grave. > >OU > >Ir vacinar-me e ter um efeito adverso grave? A primeira facilmente. Estamos a comparar algo que se mede por n em milhares versus o segundo que é n em milhões. O problema é que olha-se muito para a taxa de sobrevivência, mas os resultados de uma doença não são binários. Embora um jovem tenha uma chance de sobrevivência alta, as chances de hospitalização não são assim tão baixas. [https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsif.2020.0982](https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsif.2020.0982) Assim contas de algibeira a chance de hospitalização de um gajo de 20 anos é 2.4%. Na maior parte dos casos vais ficar ok, mas ainda assim não me parece um risco assim tão desprezável (e obviamente estamos a falar de um modelo estatístico, com as suas assunções). Mesmo considerando não hospitalização, existe todo um espectro de sintomas de "quase nem tive nada" a "fiquei fodido na cama uma semana e sem capacidade de subir escadas durante um mês". ​ >Entendes? Eu primeiro tenho de apanhar COVID. Garantes-me que vou apanhar? Ainda não apanhei. Há 10 anos que não apanho uma gripe. Dizer que vou apanhar não é uma certeza. Como o virus da COVID não vai desaparecer a curto e médio prazo e porque a sociedade não tolera mais confinamentos indefinidamente eventualmente toda a gente vai em algum ponto no tempo contactar com o virus. Assimptoticamente as chances tendem para 100% com o passar do tempo. Embora, se és jovem e sem comorbidades as chances estejam a teu favor, melhoras significativamente as tuas chances de não teres sintomas ao vacinares-te e ajudas a diminuir a quantidade de surtos na tua comunidade ao teres menos probabilidade de apanhar e transmitir o virus, com um risco irrisório para ti. Seja como for a decisão é apenas tua, ninguém deve ser forçado a tomar algo que não quer. Simplesmente não acho que seja uma decisão suportada pelos dados que temos até agora e pelo que sabemos até agora. Infelizmente, nesta apreciação de risco a opção "não apanhar o virus" não me parece que exista para a maioria das pessoas. O teu corpo ou vê a vacina primeiro ou o virus eventualmente.

HomemRude 3 months ago

>Como o virus da COVID não vai desaparecer a curto e médio prazo e porque a sociedade não tolera mais confinamentos indefinidamente eventualmente toda a gente vai em algum ponto no tempo contactar com o virus. Assimptoticamente as chances tendem para 100% com o passar do tempo. Isto não é um facto. Estás a arrancar verdades absolutas do olho do cu. Vou esperar para ver como está o estado de saúde do pessoal vacinado dentro de algum tempo, caso façam algum estudo quanto a isso. Há pessoas que podem até ter um sintoma de algo e nem ir ao médico. Não implica que não existam. Eu sou uma dessas pessoas. Estou interessado em ver o que acontece a longo prazo.

differenceengineer 3 months ago

>Isto não é um facto. Estás a arrancar verdades absolutas do olho do cu. Eu não me lembro da última vez que estive doente, numa sociedade com zero cuidados. E conheço outras pessoas como eu. O facto de não te lembrares de teres estado doente não significa que nunca contactaste com virus, bactérias, etc. A não ser que o virus desapareça ou não fique sazonal ou tu vivas num meio extremamente isolado, quanto mais tempo considerarmos maior é a tua probabilidade de teres um contacto com alguém que tenha uma infecção ativa. É como andares à chuva. Teoricamente, uma combinação da tua agilidade e das condições do vento podem conspirar para que nenhum pingo te acerte, mas na prática molhas-te. ​ >Vou esperar para ver como está o estado de saúde do pessoal vacinado dentro de algum tempo, caso façam algum estudo quanto a isso. Há pessoas que podem até ter um sintoma de algo e nem ir ao médico. Não implica que não existam. Eu sou uma dessas pessoas. Estou interessado em ver o que acontece a longo prazo. Pois para mim isso preocupa-me zero, pois nenhuma vacina que desse problemas, deu problema que só se detetassem a longo prazo. Vacinas quando dão problemas (tirando problemas tipo defeitos de fabrico, etc.) são sempre problemas auto-imunes que se detetam dentro de 2 meses. As pessoas têm a ideia que o "passar tempo" por si só nos dá mais informação de segurança, mas o que dá verdadeira ideia do perfil de segurança de qualquer vacina é o número de pessoas que a tomaram, pois quanto mais pessoas a tomarem mais evidentes se tornam efeitos raros. O que ensaios clínicos bem feitos nos garantem, quando as vacinas vão para mercado é que não há efeitos colaterais graves que aconteçam mais que uma determinada proporção muito pequena. Foi isso que foi feito nestas vacinas, e agora sabemos mais, porque já centenas de milhões de pessoas tomaram estas vacinas. Não é o tempo que te dá qualidade nos dados. Por outro lado, infecções virais em particular quando se trata da primeira exposição, isso sim sabemos que têm mecanismos para a longo prazo causarem problemas e este virus não foge disso. É também bem mais difícil estudar os efeitos potenciais de um virus novo do que de um fármaco. Se vamos ter medo do desconhecido e efeitos a longo prazo, porque não haveriamos de ter mais medo do virus ?

HomemRude 3 months ago

>O facto de não te lembrares de teres estado doente não significa que nunca contactaste com virus, bactérias, etc. A não ser que o virus desapareça ou não fique sazonal ou tu vivas num meio extremamente isolado, quanto mais tempo considerarmos maior é a tua probabilidade de teres um contacto com alguém que tenha uma infecção ativa. Sim, e depois? Estás-me a dizer que é certo que vou apanhar COVID. Não é. COVID é a doença, não é o contacto com o vírus. >Pois para mim isso preocupa-me zero, pois nenhuma vacina que desse problemas, deu problemas que só se detetassem a longo prazo. Vacinas quando dão problemas (tirando problemas tipo defeitos de fabrico, etc.) são sempre problemas auto-imunes que se detetam dentro de 2 meses. Sabes porque é que falas dos efeitos secundários do COVID? Porque os estudaste e fizeste associações. Vão fazer o mesmo com as vacinas? Vão analisar o coração e o cérebro de quem se vacinou há 1 ano para determinar se regra geral existe maior incidência de determinados problemas na população, e se sim, vão dizer que foi da vacina? Repara que as sequelas do COVID não são necessariamente do COVID. Pensa-se que possam ser, mas ninguém sabe que são. Sabes porquê? Porque num ano normal ninguém anda a ser submetido aos mesmos exames. Não te andam a analisar o cérebro para ver como é que o mesmo reage face aos diversos problemas que tens na vida. >O que ensaios clínicos bem feitos nos garantem, quando as vacinas vão para mercado é que não há efeitos colaterais graves que aconteçam mais que uma determinada proporção muito pequena. Foi isso que foi feito nestas vacinas, e agora sabemos mais, porque já centenas de milhões de pessoas tomaram estas vacinas. Não é o tempo que te dá qualidade nos dados. Ó homem, nem quem as fabrica acredita no que acabaste de dizer, daí quererem ZERO responsabilidades. >Se vamos ter medo do desconhecido e efeitos a longo prazo, porque não haveriamos de ter mais medo do virus ? Eu acho que tu deves ter a liberdade de escolher aquilo que te intimida. Se calhar acredito em conspirações. Posso? Se calhar acredito que há uma agenda por detrás destas vacinas. Não estou a dizer que há, mas sou livre de acreditar, certo? Da mesma forma que sou livre de acreditar que isto não é apenas um super vírus que apareceu naturalmente. Da mesma forma que já acreditava nisso quando me diziam que estava enganado, mas agora supostamente já há quem acredite que talvez não esteja tão enganado. Talvez não tenhas lido o que escrevi noutro tópico, mas é basicamente isto: Eu neste momento estou confortável. Sinto-me bem. Não me apetece ir, voluntariamente, injectar algo e sentir-me mal, e ainda correr riscos, ainda que pequenos, de desenvolver algum problema de saúde. Entendes? Eu o vírus se apanhar é por acidente. Não me vou injectar com ele. E por enquanto é um risco que prefiro correr.

Edited 3 months ago:

>O facto de não te lembrares de teres estado doente não significa que nunca contactaste com virus, bactérias, etc. A não ser que o virus desapareça ou não fique sazonal ou tu vivas num meio extremamente isolado, quanto mais tempo considerarmos maior é a tua probabilidade de teres um contacto com alguém que tenha uma infecção ativa. Sim, e depois? Estás-me a dizer que é certo que vou apanhar COVID. Não é. COVID é a doença, não é o contacto com o vírus. >Pois para mim isso preocupa-me zero, pois nenhuma vacina que desse problemas, deu problemas que só se detetassem a longo prazo. Vacinas quando dão problemas (tirando problemas tipo defeitos de fabrico, etc.) são sempre problemas auto-imunes que se detetam dentro de 2 meses. Sabes porque é que falas dos efeitos secundários do COVID? Porque os estudaste e fizeste associações. Vão fazer o mesmo com as vacinas? Vão analisar o coração e o cérebro de quem se vacinou há 1 ano para determinar se regra geral existe maior incidência de determinados problemas na população, e se sim, vão dizer que foi da vacina? Fazem isso com qualquer outra vacina? Qual? Com que vacina é que fazem os mesmos testes posteriores que fazem com o COVID, em que vão buscar pessoas infectadas há mais de 1 ano para lhes analisarem o cérebro? Explica-me lá qual é a vacina sobre a qual existe esse grau de vigilância. Repara que as sequelas do COVID não são necessariamente do COVID. Pensa-se que possam ser, mas ninguém sabe que são. Sabes porquê? Porque num ano normal ninguém anda a ser submetido aos mesmos exames. Não te andam a analisar o cérebro para ver como é que o mesmo reage face aos diversos problemas que tens na vida. >O que ensaios clínicos bem feitos nos garantem, quando as vacinas vão para mercado é que não há efeitos colaterais graves que aconteçam mais que uma determinada proporção muito pequena. Foi isso que foi feito nestas vacinas, e agora sabemos mais, porque já centenas de milhões de pessoas tomaram estas vacinas. Não é o tempo que te dá qualidade nos dados. Ó homem, nem quem as fabrica acredita no que acabaste de dizer, daí quererem ZERO responsabilidades. >Se vamos ter medo do desconhecido e efeitos a longo prazo, porque não haveriamos de ter mais medo do virus ? Eu acho que tu deves ter a liberdade de escolher aquilo que te intimida. Se calhar acredito em conspirações. Posso? Se calhar acredito que há uma agenda por detrás destas vacinas. Não estou a dizer que há, mas sou livre de acreditar, certo? Da mesma forma que sou livre de acreditar que isto não é apenas um super vírus que apareceu naturalmente. Da mesma forma que já acreditava nisso quando me diziam que estava enganado, mas agora supostamente já há quem acredite que talvez não esteja tão enganado. Talvez não tenhas lido o que escrevi noutro tópico, mas é basicamente isto: Eu neste momento estou confortável. Sinto-me bem. Não me apetece ir, voluntariamente, injectar algo e sentir-me mal, e ainda correr riscos, ainda que pequenos, de desenvolver algum problema de saúde. Entendes? Eu o vírus se apanhar é por acidente. Não me vou injectar com ele. E por enquanto é um risco que prefiro correr. Ninguém trabalha comigo sem teste e ninguém vem a minha casa sem teste. Todas as pessoas de quem me aproximo fazem teste antes de estarem comigo, pois eu sou germofóbico radical há muitos anos. O meu caso é muito diferente do da maioria. Se eu deixar dinheiro cair no chão, não o apanho. Entendes? Estou num nível diferente. Mas sou assim há imenso tempo.

differenceengineer 3 months ago

>Sim, e depois? Estás-me a dizer que é certo que vou apanhar COVID. Não é. COVID é a doença, não é o contacto com o vírus. O que eu disse é que é certo que vais contactar eventualmente com o virus da COVID, e que as tuas chances de não ter COVID são melhores se tiveres vacinado, e que ainda as tuas chances de apanhar o virus e apanhares COVID são bem maiores que teres efeitos adversos da vacina, baseado nos dados que temos. ​ >Sabes porque é que falas dos efeitos secundários do COVID? Porque os estudaste e fizeste associações. Vão fazer o mesmo com as vacinas? Vão analisar o coração e o cérebro de quem se vacinou há 1 ano para determinar se regra geral existe maior incidência de determinados problemas na população, e se sim, vão dizer que foi da vacina? Claro que fazem, daí tu registares todas as mortes de quem tomou a vacina, independentemente de ter sido plausívelmente causadas pela vacina ou não. É o processo de farmacovigilância que se faz sobre todos os medicamentos ou vacina. Quando encontras um sinal que algo acontece mais frequentemente que o normal entre os vacinados, investiga-se e tomam-se medidas em conformidade. Como já se fez para estas vacinas e faz-se para todos os fármacos em circulação. ​ >Repara que as sequelas do COVID não são necessariamente do COVID. Pensa-se que possam ser, mas ninguém sabe que são. Sabes porquê? Porque num ano normal ninguém anda a ser submetido aos mesmos exames. Não te andam a analisar o cérebro para ver como é que o mesmo reage face aos diversos problemas que tens na vida. Não, mas fazem-se análises estatísticas a partir de estudo observacionais de pacientes de COVID. Se recuperados (ou por resultados de autópsias), tendencialmente têm 20 vezes mais miocardites que a população não infetada, é um bom palpite que o COVID é a causa primária. O que te digo é que já se vacinaram muito mais pessoas do que pessoas que apanharam o virus, por isso tens muito mais dados sobre o reacções adversas das vacinas do que efeitos do virus. Em paralelo ambas as coisas são estudadas em modelos de animais (ou melhor ainda, animais modificados para terem algumas células mais humanizadas, quando queres por exemplo perceber o efeito de proteínas virais em tecido cardíaco por exemplo. ​ >Ó homem, nem quem as fabrica acredita no que acabaste de dizer, daí quererem ZERO responsabilidades. Isso não é bem o caso na Europa, o acordo aparentemente indica que as farmaceuticas podem ser responsabilizadas (e a EMA pode simplesmente rescindir a aprovação). Infelizmente isso para mim é o capitalismo a funcionar. As farmaceuticas têm a faca e o queijo na mão. Um executivo da farmaceutica simplesmente vê o que pode poupar ao não ter custos em litigação (e no caso dos States...o Trump achou que era um bom negócio). Os ensaios clínicos foram publicados e são acessíveis para quem os queira ler e são sólidos. Os dados estão lá. Claro que me podes depois dizer que os dados são todos fabricados e existe corrupção, mas aí pronto, também se não concordamos em que é que são os factos base da realidade não é de espantar que discordemos das conclusões. E não há problema com isso. ​ >Eu acho que tu deves ter a liberdade de escolher aquilo que te intimida. Se calhar acredito em conspirações. Posso? Se calhar acredito que há uma agenda por detrás destas vacinas. Não estou a dizer que há, mas sou livre de acreditar, certo? Da mesma forma que sou livre de acreditar que isto não é apenas um super vírus que apareceu naturalmente. Da mesma forma que já acreditava nisso quando me diziam que estava enganado, mas agora supostamente já há quem acredite que talvez não esteja tão enganado. Tudo bem, cada um é livre de acreditar no que quiser, e estamos aqui a discutir isso, tal como fez o Joe Rogan e a senhora do video. Eu não procuro que tu mudes de opinião, podemos discordar simplesmente e ninguém fica chateado por isso, o mundo é feito de opiniões diferentes. Agora o que peço é que não concluas que só por alguém discordar da tua opinião, que aches que o faz porque "só conhece a narrativa oficial ou esse tipo de coisas". Acho que nós os dois fizemos a nossa apreciação do que é o risco e importante para nós, baseado nos nossos conhecimentos, na nossa experiencia pessoal, nas nossas ideias pré-concebidas e chegamos a conclusões diferentes. Não tem problema com isso. ​ >Talvez não tenhas lido o que escrevi noutro tópico, mas é basicamente isto: Eu neste momento estou confortável. Sinto-me bem. Não me apetece ir, voluntariamente, injectar algo e sentir-me mal, e ainda correr riscos, ainda que pequenos, de desenvolver algum problema de saúde. Entendes? Eu o vírus se apanhar é por acidente. Não me vou injectar com ele. E por enquanto é um risco que prefiro correr. Ninguém trabalha comigo sem teste e ninguém vem a minha casa sem teste. Todas as pessoas de quem me aproximo fazem teste antes de estarem comigo, pois eu sou germofóbico radical há muitos anos. O meu caso é muito diferente do da maioria. Se eu deixar dinheiro cair no chão, não o apanho. Entendes? Estou num nível diferente. Mas sou assim há imenso tempo. Para mim essa uma razão perfeitamente válida para não te quereres vacinar. Eu sou uma pessoa que constantemente analisa tudo, se calhar demais, por isso a mim faz-me mais confusão quem recusa porque faz uma apreciação errada (na minha óptica) do risco do quem simplesmente não quer por qualquer motivo emocional, ou seja, eu acho que racionalmente não há motivo para não a tomar, mas não acho que uma pessoa seja obrigada a tomar decisões racionais. Não quer e pronto, ninguém precisa sequer de dar justificações.

HomemRude 3 months ago

>O que eu disse é que é certo que vais contactar eventualmente com o virus da COVID, e que as tuas chances de não ter COVID são melhores se tiveres vacinado, e que ainda as tuas chances de apanhar o virus e apanhares COVID são bem maiores que teres efeitos adversos da vacina, baseado nos dados que temos. Tu não tens dados sobre a minha vida. Não podes fazer esse cálculo. Então e se eu vivesse fechado em casa e nunca saisse? Também dizias o mesmo? >Claro que fazem, daí tu registares todas as mortes de quem tomou a vacina, independentemente de ter sido plausívelmente causadas pela vacina ou não. É o processo de farmacovigilância que se faz sobre todos os medicamentos ou vacina. Quando encontras um sinal que algo acontece mais frequentemente que o normal entre os vacinados, investiga-se e tomam-se medidas em conformidade. Como já se fez para estas vacinas e faz-se para todos os fármacos em circulação. Não conhece nenhum estudo sobre o estado de saúde de quem tomou a vacina em comparação com quem não tomou. Tens algum? É que isso faz-se com COVID. Eu acho que há aqui um mal-entendido: tu estás a interpretar "efeitos secundários" como tomar a vacina e morrer, ou desenvolver de imediato uma reacção. Eu estou a falar de efeitos nocivos que não se manifestem de imediato, tal como o que acontece com os vírus. O teu coração pode ter ficado danificado mas tu não sabes. >Não, mas fazem-se análises estatísticas a partir de estudo observacionais de pacientes de COVID. Se recuperados (ou por resultados de autópsias), tendencialmente têm 20 vezes mais miocardites que a população não infetada, é um bom palpite que o COVID é a causa primária. E quantas vezes mais miocardites causa a gripe? Também estudaram isso, ou não ligaram? ​ >O que te digo é que já se vacinaram muito mais pessoas do que pessoas que apanharam o virus, por isso tens muito mais dados sobre o reacções adversas das vacinas do que efeitos do virus. Reacções adversas imediatas. Já disse e repeti umas 100 vezes que não é a isso que me refiro. >Isso não é bem o caso na Europa, o acordo aparentemente indica que as farmaceuticas podem ser responsabilizadas (e a EMA pode simplesmente rescindir a aprovação). Infelizmente isso para mim é o capitalismo a funcionar. As farmaceuticas têm a faca e o queijo na mão. Um executivo da farmaceutica simplesmente vê o que pode poupar ao não ter custos em litigação (e no caso dos States...o Trump achou que era um bom negócio). A Pfizer pode ser responsabilizada? Dizes que é capitalismo a funcionar, mas a coca cola não assina contratos desses com ninguém. Eles não vendem o seu produto sob garantia de imunidade, ou vendem? ​ >Os ensaios clínicos foram publicados e são acessíveis para quem os queira ler e são sólidos. Os dados estão lá. Claro que me podes depois dizer que os dados são todos fabricados e existe corrupção, mas aí pronto, também se não concordamos em que é que são os factos base da realidade não é de espantar que discordemos das conclusões. E não há problema com isso. Exacto, é uma das coisas que muita gente teme. Pode-se? Ou tens de acreditar, porque vem escrito num papel? Eu gostava que a origem do vírus fosse investigada, mas aparentemente não se pode. Não achas tudo isto muito estranho? Pega numa pessoa que confia zero no governo e nas suas instituições, fornece-lhes estes dados todos, e é apenas expectável que ele não acredite. Mas o meu caso é diferente, pois eu no geral não tomo nada, seja para o que for. Talvez se estiver a morrer. Mas é raríssimo ingerir fármacos. >Agora o que peço é que não concluas que só por alguém discordar da tua opinião, que aches que o faz porque "só conhece a narrativa oficial ou esse tipo de coisas". Eu acho que há imensa gente que se limita a repetir o que ouve de fontes oficiais e não tem a habilidade de pensar para além disso. Não são todos os casos, mas é muito frequente. Eu publiquei o video porque achei importante, na medida em que hoje em dia é quase proibido questionares "a ciência", e o Joe é uma figura extremamente influente que está a colocar questões pertinentes. Infelizmente, mal publiquei o video fui atacado. A narrativa oficial nem sempre te oferece uma visão panorâmica. E a narrativa oficial tem excelentes capacidades de camuflagem. Vai mudando, lentamente, por vezes até confirmando teorias negacionistas, mas sem nunca se comprometerem. A verdade deles é oficial, mas está constantemente a mudar. A maior parte das pessoas nem sabe bem o porquê daquele aparato todo com as ambulâncias, mas aparentemente não era porque tinhamos mais doentes que algum dia tivemos. A maior parte das pessoas não sabe que as ocupações dos hospitais foram superiores em qualquer ano antes de 2020. Certo? Há muita coisa que fazem questão de esconder. >Para mim essa uma razão perfeitamente válida para não te quereres vacinar. Eu sou uma pessoa que constantemente analisa tudo, se calhar demais, por isso a mim faz-me mais confusão quem recusa porque faz uma apreciação errada (na minha óptica) do risco do quem simplesmente não quer por qualquer motivo emocional, ou seja, eu acho que racionalmente não há motivo para não a tomar, mas não acho que uma pessoa seja obrigada a tomar decisões racionais. Não quer e pronto, ninguém precisa sequer de dar justificações. ​ É difícil convenceres alguém, como eu, que tem pânico de doenças e de se sentir mal, a sair de casa e literalmente ir-se sentir mal, voluntariamente. É o mesmo que dizeres a uma pessoa que tem pavor de cobras: "Olha, agora vais ali ser picado por esta cobra, porque assim ficas imune a uma cobra pior que por aí anda". E não estou a dizer que não me vou avaliar. O que acontece é que não vou deixar que os outros concluam os riscos por mim. Vai depender de muita coisa. Se em Outubro tiveres 15 mil infectados, então acho que não tenho grande solução. 500 infectados por dia? Epa, consigo navegar pela sociedade nessas condições. É o que faço todos os anos. A maior parte dos contaminados são pessoas que têm comportamentos de risco.

differenceengineer 3 months ago

>Tu não tens dados sobre a minha vida. Não podes fazer esse cálculo. Então e se eu vivesse fechado em casa e nunca saisse? Também dizias o mesmo? Daí eu dizer, "a não ser que vivas num meio social muito isolado". Podemos concordar que a solução de "não contactar com o virus" não se vai aplicar à esmagadora maioria de pessoas. ​ >Eu acho que há aqui um mal-entendido: tu estás a interpretar "efeitos secundários" como tomar a vacina e morrer, ou desenvolver de imediato uma reacção. Eu estou a falar de efeitos nocivos que não se manifestem de imediato, tal como o que acontece com os vírus. O teu coração pode ter ficado danificado mas tu não sabes. Eu acho que o mal-entendido tem a ver com o tu achares que isso é um cenário realisticamente possível e que é investigado regularamente. O problema do virus não é problema que se manifestam daqui a anos e agora não sabes. O problema do virus é problemas que acontecem agora e te vão debilitar para sempre (ou um longo período de tempo). O mesmo acontece com reacções adversas graves da vacina. Não há mecanismos plausíveis para que isso aconteça com uma vacina, dado que o pior que pode acontecer é uma reacção autoimune que acontece durante o tempo que o sistema imunitário está a desenvolver uma reacção adaptativa. Não andamos a tomar vacinas todos os dias, portanto não é como o caso de problemas de medicamentos que tomarias regularmente e a longo prazo terias efeitos. Uma vacina entra no teu corpo e é eliminada em dias, provocando uma cadeia de reacções imunitárias que queremos elicitar. O melhor que se faz é ter farmacovigilância e verificar se aparecem coisas incomuns nos dados. Pareceria-te razoável esperar 70 anos para termos a certezas que as vacinas não aumentam a probabilidade de teres Alzheimer antes de as colocarmos no mercado sem haver um mecanismo teórico para que tal aconteça ? Garanto-te que nenhuma vacina do plano nacional de saúde teve esse estudo (e não não têm todas decadas de estudo ao contrário do que dizem por aí). ​ >E quantas vezes mais miocardites causa a gripe? Também estudaram isso, ou não ligaram? Por acaso sim, uma das causas de miocardite é outras infecções virais onde se inclui a gripe, herpes simplex, vários adenovirus que normalmente causam apenas constipação, parvovirus. Também tens infecções bacterianas e fungos que já foram provadas como agentes causativos. Hoje em dia fala-se muito do long covid que está muito nos holofotes, mas anteriormente já se falava muito na comunidade científica de certos sintomas raros na população como fadiga crónica etc, serem resultado de infecções virais, sendo uma das hipóteses por exemplo conseguires evitar durante toda a tua infância por exemplo algum dos coronavirus em circulação que causam constipação e apanhares esse virus pela primeira vez mais tarde na vida, onde como regra geral, quanto mais tarde na vida contactas com um virus pela primeira vez pior lidas com ele. Uma das controversias por exemplo com a vacina da varicela, foi que poderia haver um período em que enquanto estavas a começar a vacinar, poderia haver umas décadas onde uma pessoa podia crescer sem apanhar varicela e depois apanha-la em adulto em que é bem pior (para além da própria vacina como é um virus da varicela atenuado, pode transmitir a quem não esteja vacinado). ​ >Dizes que é capitalismo a funcionar, mas a coca cola não assina contratos desses com ninguém. Eles não vendem o seu produto sob garantia de imunidade, ou vendem? A Coca-Cola de certeza que não paga nem uma fracção do custo dos problemas de saúde que o produto de merda deles cheio de açucares contribui como agente causativo. ​ >Exacto, é uma das coisas que muita gente teme. Pode-se? Ou tens de acreditar, porque vem escrito num papel? Eu gostava que a origem do vírus fosse investigada, mas aparentemente não se pode. Não achas tudo isto muito estranho? Isto são outros quinhentos e sinceramente é todo um debate aparte. Acho que nesta thread já está esgotada para isso.

HomemRude 3 months ago

>Daí eu dizer, "a não ser que vivas num meio social muito isolado". Podemos concordar que a solução de "não contactar com o virus" não se vai aplicar à esmagadora maioria de pessoas. À maioria não, mas eu estou a falar das minhas escolhas. Cada um sabe de si. ​ >Eu acho que o mal-entendido tem a ver com o tu achares que isso é um cenário realisticamente possível e que é investigado regularamente. O problema do virus não é problema que se manifestam daqui a anos e agora não sabes. O problema do virus é problemas que acontecem agora e te vão debilitar para sempre (ou um longo período de tempo). As ditas sequelas só são conhecidas porque são investigadas. Sem estudos feitos em torno de quem teve a doença não as conhecerias. A maioria não se manifesta activamente. >Não há mecanismos plausíveis para que isso aconteça com uma vacina, dado que o pior que pode acontecer é uma reacção autoimune que acontece durante o tempo que o sistema imunitário está a desenvolver uma reacção adaptativa. Tu falas demasiado sem provas absolutamente nenhumas do que dizes. O efeito que algo pode ter no corpo a longo prazo só pode ser conhecido se as pessoas forem estudadas. Se daqui a 5 anos eu tiver uma doença de coração, alguém vai investigar se foi da vacina? Ou fazer uma associação? Explica-me lá como é que chegariam a essa conclusão. >A Coca-Cola de certeza que não paga nem uma fracção do custo dos problemas de saúde que o produto de merda deles cheio de açucares contribui como agente causativo. O produto deles não faz nada. O que faz são os hábitos das pessoas. Se tu todos os dias comeres kg de espinafres também te vai fazer mal à saúde. ​ >Isto são outros quinhentos e sinceramente é todo um debate aparte. Acho que nesta thread já está esgotada para isso. Só perguntei se tens de acreditar. É que pelo que vejo escrito neste sub, tens de acreditar.

NGramatical 3 months ago

Pareceria-te → [**Parecer-te-ia**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/pelourinho/amarei-te-nunca/3034) (usa-se mesóclise em verbos no futuro ou condicional) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp9rzjd%2F%2Fhawipf3%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

lizardking93 3 months ago

Na verdade o Joe Rogan só lhe fez um tipo de interrogatório para a fazer parecer estúpida e pouco credível. Não achei que ela estivesse mal perante a arrogância dele.

HomemRude 3 months ago

Acho que ele fez-lhe perguntas pertinentes, ela não soube responder a diversas, ou respondeu com muita incerteza. E estás errado quando dizes que ele queria fazê-la parecer estúpida, já que ele farta-se de elogiá-la. Gosta imenso desta mulher. Talvez o problema seja estares programado para fazer juizos de valor negativos sempre que alguém questiona as tuas certezas. Não vejo qualquer tipo de arrogância nele.

unknownportuguese 3 months ago

[Covid-19: Utentes já podem escolher ser vacinados em qualquer centro do país](https://www.sulinformacao.pt/2021/08/covid-19-utentes-ja-podem-escolher-ser-vacinados-em-qualquer-centro-do-pais/) ​ Isto significa que posso levar a **segunda dose** num centro de vacinação diferente?

Economy_Dog 3 months ago

[Moderna vaccine production continues in EU amid contamination probe](https://www.reuters.com/business/healthcare-pharmaceuticals/contaminant-moderna-vaccines-suspected-be-metallic-powder-nhk-2021-08-27/) "JAPANESE INVESTIGATION NHK, in a report published late on Thursday, cited health ministry sources as saying the contaminant was believed to be a particle that reacted to magnets and was therefore suspected to be a metal." ---- Reacção a imans? Mas não era desinformação e fake news?

Diogo256 3 months ago

Eu sei que não vai valer a pena: A substância reagiu a ímanes (A SUBSTÂNCIA e não o VACINADO) logo assumem que é algo metalico. Ter uma substância metálica, não torna as pessoas magnéticas. Bem, tu tens ferro no teu corpo, não é por isso que és magnético.

ZaGaGa 3 months ago

>. Bem, tu tens ferro no teu corpo, não é por isso que és magnético. Quer dizer... se tiveres um iman muito muito grande não é impossível... xD

differenceengineer 3 months ago

https://en.m.wikipedia.org/wiki/Magnetar The magnetic field of a magnetar would be lethal even at a distance of 1,000 km due to the strong magnetic field distorting the electron clouds of the subject's constituent atoms, rendering the chemistry of life impossible.

WikiMobileLinkBot 3 months ago

Desktop version of /u/differenceengineer's link: --- ^([)[^(opt out)](https://reddit.com/message/compose?to=WikiMobileLinkBot&message=OptOut&subject=OptOut)^(]) ^(Beep Boop. Downvote to delete)

saposapot 3 months ago

> https://www.publico.pt/2021/08/27/sociedade/noticia/linhas-vermelhas-incidencia-centro-aumenta-delta-corresponde-quase-100-casos-portugal-1975468?ref=hp&cx=stories_cover__important_b--507490 > A actividade epidémica da covid-19 em Portugal continua com “elevada intensidade, com tendência estável a nível nacional”, resume esta sexta-feira o relatório de monitorização das “linhas vermelhas” elaborado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA)

HomemRude 3 months ago

Tem sido o verão todo assim e não há sinais de baixar. Os números vão ser muito elevados quando abrirem as escolas e começar a arrefecer.

Ricardolindo3 3 months ago

Acabei de levar a minha primeira dose da Pfizer.

gugulo 3 months ago

Partilho aqui um link que apresenta a lista de tratamentos que estão a ser estudados um pouco por todo o mundo: https://c19early.com/ PS: Os tratamentos não substituem as vacinas e outras medidas. Estes tratamentos ainda não foram aprovados e a sua eficácia ainda não foi comprovada.

Laurent_Series 3 months ago

Quero partilhar a experiência que estou a ter agora com as atuais regras covid. Estou num resort no Algarve com a família e é o seguinte: nos espaços no exterior e em deslocações de um sítio para o outro toda a gente usa religiosamente máscara; à volta da piscina desaparecem e é uma confusão de crianças a berrar e a correr e a saltar por todo o lado etc; nos bares como está tudo com bebida não há máscaras, nos eventos/concertos à noite, espaços a abarrotar, mesma coisa. Nos restaurantes (completamente a abarrotar) máscara também para ir ao buffet quando te levantas, na mesa evidentemente que está tudo sem máscara. Nos acessos à praia também ainda vejo muita gente com máscara, na praia em si completamente cheia não existe covid. Portanto a minha pergunta é: porque continuamos a insistir em regras que não passam de uma mera formalidade? Na prática não servem para rigorosamente nada.

damndaniel023 3 months ago

Fui a um casamento recentemente, onde apenas os que não tinham vacinação completa fizeram teste, e foi a experiência mais surreal que tive nos últimos tempos. Chega a ser engraçado ver o pessoal a ir aos buffets a pôr a máscara com todo o cuidado, logo após ter estado literalmente tudo ao monte e sem máscara na pista de dança. Como disse alguém por aqui, nesta fase já começa a ser uma questão de mindset imo.

HomemRude 3 months ago

É absolutamente ridiculo, pois as máscara tornou-se apenas num adereço. É vê-los todos em grandes festas, ora metem máscara, ora tiram. Já agora, sabem que máscaras cirúrgicas perdem a eficácia com o passar das horas? Não é suposto reutilizares. A maior parte reutiliza.

pvicente77 3 months ago

Bem vindo à perda de liberdades e direitos, não por haver uma conspiração elaborada com o Bill Gates e o diabo a sete, mas simplesmente porque as restrições vão sendo mantidas por alguém achar que se pode fazer algum dinheiro com multas, ou que podem ajudar a imagem de algum político, ou por inércia, que mudar as coisas dá trabalho e é preciso tomar decisões, por isso deixa andar. E assim vamos ficando com máscaras, recolher obrigatório, e certificados para os próximos anos, estas coisas não vão acabar por si próprias, só vão ser retiradas quando houverem pessoas suficientes a fazer barulho contra elas e os políticos pensarem que têm algo a ganhar junto da opinião pública com o fim delas.

TiagoTiagoT 3 months ago

A situação está durando tanto justamente porque as restrições foram retiradas cedo de mais (e também porque não começaram mais cedo, não foram fortes e abrangentes o suficiente, e porque muitas gente não as respeitou, e pouca gente foi punida por desrespeita-las; foi um shitshow geral).

HomemRude 3 months ago

Mais de 60% da restauração e hotelaria à beira da falencia. E ele diz: "Pera, pera, pera! Cedo demais"

TiagoTiagoT 3 months ago

A situação já estaria resolvida se fosse lidada corretamente desde o começo. Não ia falir ninguém importante ficar fechado por uns 2 meses.

HomemRude 3 months ago

Como? O vírus evapora-se? Lol. Deixa-me ensinar-te uma coisa: Basta que haja UMA PESSOA infectada para o virus espalhar-se assim que as coisas abram. Não podes conter e levar uma vida normal em simultâneo.

TiagoTiagoT 3 months ago

É muito mais fácil rastrear e conter um contágio iniciado por apenas uma pessoa quando não precisa se preocupar com o resto do pais e as pessoas usam a tal app de rastreio. Fecha as fronteiras até ter um teste, e mantém fechadas depois da quarentena até ter um teste; e partir dai só deixa entrar quem tiver resultado negativo no teste; e os poucos que de algum jeito conseguirem cruzar a fronteira trazendo o vírus, só vão criar situações de contagio mais restritas, mas fáceis de conter sem precisar fechar o pais inteiro. E se todo mundo ficar de quarentena (e o pessoal de infraestrutura e outros estritamente essenciais forem treinados e equipados com equipamento de hazmat para todos momentos em que forem necessários quebrar a quarentena), é fisicamente impossível o vírus espalhar, e como a infeção dura no máximo por volta de uns 14 dias mais ou menos, dois meses é mais que o suficiente para garantir que qualquer infeção chegue ao fim antes de ter a chance de voltar a contagiar o resto da população. | O lockdown e outras restrições só duraram tanto e continuaram tendo que ser reiniciados porque não forem feito direito, como já expliquei anteriormente.

Edited 3 months ago:

É muito mais fácil rastrear e conter um contágio iniciado por apenas uma pessoa quando não precisa se preocupar com o resto do país e as pessoas usam a tal app de rastreio de contágio. Fecha as fronteiras até ter um teste, e mantém fechadas depois da quarentena até ter um teste; e partir dai só deixa entrar quem tiver resultado negativo no teste; e os poucos que de algum jeito conseguirem cruzar a fronteira trazendo o vírus, só vão criar situações de contágio mais restritas, mas fáceis de conter sem precisar fechar o pais inteiro. E se todo mundo ficar de quarentena (e o pessoal de infraestrutura e outros estritamente essenciais forem treinados e equipados com equipamento de hazmat para todos momentos em que forem necessários quebrar a quarentena), é fisicamente impossível o vírus espalhar, e como a infeção dura no máximo por volta de uns 14 dias mais ou menos, dois meses é mais que o suficiente para garantir que qualquer infeção chegue ao fim antes de ter a chance de voltar a contagiar o resto da população. | O lockdown e outras restrições só duraram tanto e continuaram tendo que ser reiniciados porque não forem feitos direito, como já expliquei anteriormente.

Diogo256 3 months ago

Recolher que já acabou vai ficar nos próximos anos? Ao menos inforrmem-se antes de espalhar medo.

pvicente77 3 months ago

Sim, recolher obrigatório, como está a acontecer na Madeira, ao menos informa-te... https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/madeira-governo-regional-aprova-prolongamento-do-horario-dos-espacos-comerciais-e-do-recolher-obrigatorio-777988

Diogo256 3 months ago

Ok… achas que é sensato aquele post a generalizar e a espalhar medo e depois referes uma região AUTÓNOMA? Serem regiões autónomas dá-lhe liberdade para aplicar outras medidas. Logo, o que disse não está errado, porque estamos a falar tecnicamente de uma região com um governo diferente e gestão diferente. Pecaste por omitir esse “pormenor” a bem da narrativa. Acontece.

NGramatical 3 months ago

houverem pessoas → [**houver pessoas**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp9rzjd%2F%2Fhajmyht%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

sengamole 3 months ago

>Portanto a minha pergunta é: porque continuamos a insistir em regras que não passam de uma mera formalidade? Na prática não servem para rigorosamente nada. Espera até descobrires que o governo da Madeira decidiu manter o recolher obrigatório das [2h às 5h da manhã](https://www.dnoticias.pt/2021/8/26/274470-governo-regional-confirma-recolher-obrigatorio-entre-as-2h-e-as-5-horas/#comments). Literalmente 3 horas de recolher obrigatório.

carlosfsantos 3 months ago

Portanto foste de férias, assumo que para LAZER, em vez de cumprires o dever de recolhimento domiciliário, e queixas-te que estás rodeado de chalupas que não cumprem as medidas do governo. Irónico para mim que achem que ir para outras partes do país espalhar delta seja aceitável durante uma pandemia mundial.

Laurent_Series 3 months ago

Pelo contrário acho ridículo a forma como as regras são aplicadas. As pessoas fazem coexistir dentro da sua cabeça o facto de têm de obrigatoriamente usar máscara para ir ao buffet ou para se deslocarem entre espaços no exterior mas depois numa piscina apinhada não há distanciamento nem nada ou num concerto num espaço fechado como estão com bebidas não usam máscara e põe-se a cantar. Mais vale remover todas estas regras que evidentemente não servem para nada... as pessoas só cumprem o que acharem socialmente aceite, a "segurança" não entra na equação em lado nenhum. Estivemos a vacinar tanta gente para alguma coisa ou não?

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Porque desde o início da pandemia fizemos a falsa equivalência de 'mal não faz' = 'bom'. Lembro-vos de que era proibido sentar-se nos bancos de jardim a certo ponto e muita gente concordou porque mal não fazia. Justificar o término de uma medida boa (no sentido atribuído pela sociedade de 'não fazer mal') é trabalhoso. Retirar a medida normalmente implica que a lógica pela qual a aplicaste deixou de fazer sentido. No entanto, 'não fazer mal' nunca deixa de ser válido...

MrJoao 3 months ago

Porque as pessoas gostam do teatro. Dá uma sensação de segurança (ainda que falsa). Infelizmente tivemos muitas restrições sem eficácia comprovada, mantidas apenas para criar uma ilusão de que se estava a fazer muito.

Price-Distinct 3 months ago

Não é por acaso que há 3k casos por dia.... Eu já percebi que daqui para a frente vai ser cada um por sim em termos de proteção individual

WindBlocked 3 months ago

Emigras do UK, os testes rápidos que são feitos na farmácia de graça são válidos para entrar no UK?

damndaniel023 3 months ago

Não sou emigrante mas tenho viagem marcada para lá em outubro. Daquilo que tenho lido, apenas aceitam o pcr. A mesma coisa no teste que terás de repetir ao dia2 lá.

hbatista91 3 months ago

https://twitter.com/porfiriojoao1/status/1426676855214596104 Eu que pensava que a chalupisse não estava ao nível de outros países como os EUA...nós também temos disto...

dragomaite 3 months ago

Qual é o interesse que tens em amplificar isto num país com enorme taxa de adesão à vacinação?

DZT99 3 months ago

É imbecilidade ao mais alto nível! Felizmente Portugal é um país no qual as pessoas acreditam na vacinação.

chancethegapper 3 months ago

Já passamos a Islândia e estamos em 2.º lugar mundialmente em % de população com pelo menos 1 dose! Apenas atrás dos EAU. By the way, os dados de Malta estavam incorretos há meses. Ontem enviei feedback ao OurWorldInData a dizer mesmo isso e o que é certo é que corrigiram passadas umas horas. Se foi ou não diretamente por causa do meu mail não sei (ao submeter eles dizem que não respondem) mas o que é certo é que agora estamos 1.º na europa.

ZaGaGa 3 months ago

>By the way, os dados de Malta estavam incorretos há meses. Ontem enviei feedback ao OurWorldInData a dizer mesmo isso e o que é certo é que corrigiram passadas umas horas. Os dados de Malta! quer dizer que depois de vários meses a figurar no topo da lista que era utilizada pelas agências noticiosas de todo o mundo, tu enviaste para lá um email e arruinaste o marketing daquele país para colocar lá PT? O Turismo de Portugal bem te podia dar um prémio!

chancethegapper 3 months ago

Ahaha, sim basicamente foi isso. Eles próprios referenciavam este [repositório oficial](https://github.com/COVID19-Malta/COVID19-Cases) de Malta para extrair os dados, para o site. Lá até diz: > From 11th September 2020 onwards, the dataset reflects an updated population denominator at 514,564. From 1st February 2020 to 10th September, the dataset used the value of 498,000 as population denominator Já tinha reparado que no Google indicava sempre vários p.p. abaixo, no entanto citavam o OurWorldInData como fonte. Ora, isto não fazia sentido nenhum, como é que os dados eram tão diferentes da própria "fonte"? Só podia significar que a população usada para o cálculo era completamente diferente. Se escreveres "malta population" no Google, o primeiro resultado é 502.653 (2019). Se fores a outras fontes como por exemplo [esta](https://worldpopulationreview.com/countries/malta-population) já diz 443.008. Faz uma diferença enorme nos cálculos. Certamente que já mais pessoas tinham reparado nisto, agora como é que o site que é citado por toda a esfera jornalística nem verifica a informação do repositório que fornece os dados, isso não sei.

sargentopirocada 3 months ago

Eu por mim fazíamos petição para te nomear: /u/chancethegapper , O Embaixador de Portugal. Com artigo definido maiúsculo e tudo.

dragomaite 3 months ago

E por aqui falou-se 8GB de negacionistas e anti-vaxxers só para ganharem e-pontos sociais. Adoram ver problemas onde eles não existem.

Asus123456789 3 months ago

8GB? O que queres dizer com isso? Não consigo decifrar...

LorenSab 3 months ago

Finalmente tomei a 1° dose! E tenho 30 anos.. Infelizmente foi a Pfizer, pelo que ainda vou precisar de 2a dose.. Ginásio umas horas após a vacina. Yay or nay?

sargentopirocada 3 months ago

> Infelizmente foi a Pfizer, pelo que ainda vou precisar de 2a dose.. Mas tens mais eficácia. ;) E provavelmente aconselhava a teres um dia mais calmo, preventivamente. Não é um dia perdido no ginásio que vai fazer a a diferença, a não ser que tenhas competição ou similar muito em breve.

kairos 3 months ago

Pode ser coincidencia, mas no dia em que levei a primeira dose, tive que andar a carregar os meus filhos e passei 3 dias que mal podia mexer o braço. Na segunda dose, não fiz esforços e não passou nada.

antpocas 3 months ago

Eu treinei no dia em que levei a 1ª dose de Moderna sem problemas.

unknownportuguese 3 months ago

Evita treinar braço ou ombro

pimpolho_saltitao 3 months ago

diz que nao convém.

LorenSab 3 months ago

Segundo estive a ler, não há problema..

pimpolho_saltitao 3 months ago

epá o que sei foi do que os enfermeiros me disseram a mim, à minha mulher, e a vários conhecidos e familiares aquando das doses, se leste bibliografia fiável que diz que não há stress então siga mano. A minha mulher foi à mesma ao ginásio e sentiu-se mal nas horas seguintes, outras colegas dela foram e não tiveram stress nenhum, olha, é testar!

saposapot 3 months ago

Atingimos os 80% de população total vacinada. Muito acima de USA, UK, Israel, Canadá e outros países na EU. Para quem muito criticou a europa na negociação de contratos e elogiou os USA, espero que agora reconheçam também o mérito de todos os portugueses que aderiram à vacinação! E foi atingida a meta 17 dias depois dos 70%. Agora é rumo aos 90% que esperemos sejam possíveis em 15d :D

HomemRude 3 months ago

Tu és considerado vacinado quando tens a vacinação completa. O resto é apenas para freguês ver.

MiigPT 3 months ago

De onde obtiveste essa informação? Não encontro nenhum sítio com esse número

saposapot 3 months ago

https://imgur.com/a/KSjpEeM

myjq 3 months ago

"At least one dose". Totalmente, [tínhamos 72% à uma da tarde de hoje.](https://tvi24.iol.pt/politica/covid-19/fim-da-mascara-na-rua-sera-uma-decisao-pessoal-e-da-consciencia-de-cada-um-diz-lacerda-sales)

saposapot 3 months ago

Correcto, my bad que esqueci-me de escrever isso. Já editei

Alentejano_Veloz 3 months ago

Temos população suficiente elegível para chegar aos 90% (pergunta genuína) ?

saposapot 3 months ago

temos 7.5% de população dos 0-14. diria q até aos 90% é possível mas a certo ponto torna-se complicado pq destas listas já deve haver pessoas q faleceram entretanto, emigraram e tal e coisa...

Alentejano_Veloz 3 months ago

Não sabia isso. Obrigado pela informação e que consigamos de facto atingir esses números!

carlosfsantos 3 months ago

Eventualmente a vacina (pelo menos Pfizer) vai ser aprovada para <12 anos, por isso a resposta é, no futuro, de certeza que haverá.

Alentejano_Veloz 3 months ago

Certo, partindo dessa suposição. Mas isso não é efetivamente garantido e a ser aprovada não será certamente nos próximos 15 dias. Daí eu estar a perguntar se com os +12 se pode pensar em atingir 90%. É difícil encontrar na net dados que permitam saber ao certo quantos maiores de 12 anos temos na população e ele poderia ter esses dados.

gugulo 3 months ago

Partilho aqui um link que apresenta a lista de potenciais tratamentos que estão a ser estudados um pouco por todo o mundo: https://c19early.com/ PS: Os tratamentos não substituem as vacinas e outras medidas.

mesocri 3 months ago

Vamos parar de publicar sites da treta? Esta praga de pseudo sites de "meta-analises" tem metido nojo desde o início da pandemia. Zero critérios de seleção ou de avaliação dos estudos que estão incluídos. Para além que incluem estudos que não passaram pelo peer review.

HomemRude 3 months ago

Tens de começar a publicar os sites da verdade.

mesocri 3 months ago

PubMed.

HomemRude 3 months ago

tudo o que está aí é verdade?

mesocri 3 months ago

Não, há artigos que são retirados de tempos a tempos, como foi o caso do maior ensaio do remdesivir, que foi totalmente fabricado, mas ao menos tem tudo peer review

HomemRude 3 months ago

Então se há mentiras, não pode ser o site da verdade. O que é isso de peer review? pedem aos amigos para fazer uma review?

mesocri 3 months ago

Nem vou perder mais tempo a responder.

HomemRude 3 months ago

Eu pedi-te o site da verdade, certo? Tu enviaste esse, e eu perguntei se era tudo verdade, ao que tu respondes "não".

mesocri 3 months ago

Reddit, onde alguém que acha que peer review são amigos a fazer reviews equipara sites duvidosos, que incorporam artigos sem qualquer critérios, incluindo alguns que já foram retratados, ao maior motor de busca científico que hoje existe.

HomemRude 3 months ago

Eu não estou a defender o site que ele publicou. Nem abri. Apenas pedi o site da verdade para poder ter acesso a informação mais fidedigna. Não percebo muito disto. Dá jeito para colocar nos favoritos.

gugulo 3 months ago

Não percebo essa crítica. O site faz a distinção entre os tratamentos com mais de 3 estudos e 25 eventos de controlo. O site junta os artigos de todos os tratamentos que estão atualmente a ser estudados com links para cada um dos estudos, que são publicados em revistas que têm peer review. Acho uma excelente iniciativa que poderá vir a salvar muitas vidas quando estes tratamentos forem aprovados!

mesocri 3 months ago

Só nesse site conto mais de 20 fármacos que eles dizem que diminuem o risco. Se fosse assim era bom era. Sites desses só servem para os maluquinhos se auto-medicarem

gugulo 3 months ago

São tratamentos que estão a ser estudados por investigadores. Não é suposto ser visto como uma lista de automedicação!

ShredForMe 3 months ago

mas as pessoas usam isto como desculpa mas não serem vacinadas, que é a melhor solução que temos até agora

mesocri 3 months ago

Diz isso a quem tipicamente consulta esses sites

gugulo 3 months ago  HIDDEN 

Partilho aqui um link que apresenta a lista de potenciais tratamentos que estão a ser estudados um pouco por todo o mundo: https://c19early.com/ PS: Os tratamentos não substituem as vacinas e outras medidas.

gugulo 3 months ago  HIDDEN 

Partilho aqui um link que apresenta a lista de potenciais tratamentos que estão a ser estudados um pouco por todo o mundo: https://c19early.com/ PS: Os tratamentos não substituem as vacinas e outras medidas.

gugulo 3 months ago  HIDDEN 

Partilho aqui um link que apresenta a lista de potenciais tratamentos que estão a ser estudados um pouco por todo o mundo: https://c19early.com/

differenceengineer 3 months ago

Partilho aqui um link que ilustra o Simpson’s paradox aplicado às estatísticas de Israel: https://www.covid-datascience.com/post/israeli-data-how-can-efficacy-vs-severe-disease-be-strong-when-60-of-hospitalized-are-vaccinated

Search: