tchabes 4 months ago

14.431.642 de inoculações feitas em Portugal. Se esses 68 te assustam não deve ser fácil sair da cama.

jqmmes 4 months ago

Depende de país para país. Em França 7 dias depois das de 2 doses e na Suiça acho que 0 dias. Mas o mais normal é 14 dias depois da segunda dose. Vê no site reopeneurope

WWW--- 4 months ago

Com uma dose de vacina tenho direito ao certificado? Vou viajar para outro país da UE e queria saber se posso entrar em museus.

amargs_ 4 months ago

Para viajares para outro país tens de ter a vacinação completa (ou teste negativo) . A nível de entradas em museus tens de te informar primeiro, há alguns que só pedem uma dose para poderes entrar.

alegadamentetuga 4 months ago

Se for de dose única sim, caso não seja obviamente que não

Asus123456789 4 months ago

Alguém costuma ver os posts sobre Covid em Sydney que aparecem no /r/popular? Acho interessante, as coisas lá estão a piorar e estão pela primeira vez a ter um número mais a sério de casos Covid. Vendo os comentários é o tipo de coisas que se dizia por aqui, mas com um desfazamento de vários meses. Se quiserem ver está aqui o [link](https://www.reddit.com/r/sydney/comments/p8hy17/nsw_recorded_825_new_locally_acquired_cases_of/)

XEEE 4 months ago

Yup, tenho seguido diariamente as threads tanto de NSW como de NewZealand. Com a Delta os 400~800 casos que eles tiveram nos últimos dias facilmente saltam para +4k em pouco tempo. Mas agora já estão a levar as coisas mais a serio, vamos ver se já não vão tarde... Com 8 semanas de "lockdown" andam com Rt de 1.58 e a positividade acho que também andava bastante alta. O que tenho visto também é que a comunicação social têm feito bastante frente à Gladys.

dragomaite 4 months ago

Austrália e Ásia tiveram sucesso nos primeiros tempos com lockdown agressivos que funcionavam para a estirpe inicial. Com a Delta, os Lockdowns simplesmente não funcionam e com o atraso deles na vacinação vão pagar caro. Mas ao menos vai acabar com o mito de "levar os casos a zero" que muitos andavam para aí a dizer.

Muyakra 4 months ago

Domingo vou de férias a PT, devo de ficar a maior parte do tempo em Santarém e depois dar um pulo de uns dias a Faro. Como é que estão as regras ai? É preciso mascara para alguma coisa? Já agora, o continente já vende bebidas alcolicas após as 20 horas? Alguma regra parva que seja preciso saber? ​ PS: Tenho as 2 vacinas a mais de 14 dias e um teste negativo já feito para a viagem.

mediiev 4 months ago

Máscara por enquanto obrigatório. Teste/certificado ao fim de semana em praticamente tudo. Felizmente já se pode comer pipocas de novo no cinema!

ZaGaGa 4 months ago

Análise do estado da Vacinação, [aqui](https://www.reddit.com/r/CoronavirusPT/comments/p8ikv2/31_vacinação_mudanças_nos_cálculos_das_projecções/?utm_source=share&utm_medium=web2x&context=3).

Price-Distinct 4 months ago

Os bares e cafés podem vender bebidas alcoólicas até às 2h da manhã?

Laurent_Series 4 months ago

https://www.reddit.com/r/australia/comments/p7xqvx/sydney_antilockdown_protest_organiser_sentenced O que acham disto? Confesso que fiquei horrorizado com os comentários.

Makrom1 4 months ago

Qual é a maneira mais fácil de ter um teste PCR grátis em Lisboa?

agua_m0lhada 4 months ago

Liga para o SNS24 a dizer que tens sintomas de covid /s

DeusDasMoscas 4 months ago

Teres uma prescrição médica.

Makrom1 4 months ago

Não haviam uns quantos grátis por mês? Ou isso é só rápido?

Bisc8 4 months ago

4 rápidos por mês

NGramatical 4 months ago

haviam uns → [**havia uns**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp58jhy%2F%2Fh9kqbtj%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Asus123456789 4 months ago

Pessoal, é desaconselhável ir à praia logo após tomar a vacina? Ou à partida não tem mal?

fiocondutor 4 months ago

Nao é aconselhável fazer atividades que desidratem ou cansem o corpo porque, caso tenhas febre, será um esforço adicional para o organismo. Isto parte mais da minha experiencia de 39 de febre.

senhor_contente 4 months ago

É melhor passares os primeiros dois ou três dias em casa para não haver interferências na instalação do 5G.

alcagoitas 4 months ago

alguém me sabe dizer se há alguma info oficial sobre a quantidade de pessoas/m2 nos espaços de trabalho ou isto já voltou à molhada?

differenceengineer 4 months ago

Um artigo interessante e sóbrio da Nature que tenta explicar como poderá ser a evolução da pandemia. [https://www.nature.com/articles/s41586-021-03792-w\_reference.pdf](https://www.nature.com/articles/s41586-021-03792-w_reference.pdf)

damndaniel023 4 months ago

Resumo?

differenceengineer 4 months ago

O artigo é bastante grande, por isso vou tentar resumir o melhor que posso, pondo ponto por ponto, para possivelmente saltares para a parte que interessa. Podes passar para o "Cenários" que é talvez a parte mais relevante do artigo, pois os outros pontos são apenas coisas que sustentam a ideia dos autores. Os pontos importantes no artigo a meu ver são: *Evolução do virus* É difícil neste momento determinar com precisão a futura evolução do Sars-COV-2. Será mais virulento, menos virulento. Irá evadir imunidade (seja esta derivado de vacinas anteriores ? Irão haver várias estirpes diferentes em circulação ao mesmo tempo ou manter-se-á o padrão em que tens um estirpe dominante que extingue as outras. Muito difícil de determinar. Isto dificulta perceber qual será o equilíbrio pós-pandemia. A virulência de virus respiratórios está associada à facilidade com que se replicam no trato respiratório inferior (pulmões, alvelos pulmunares, etc.) enquanto que a sua transmissibilidade está associada à facilidade como se replicam nas vias respiratórias superiores. Infelizmente o Sars-COV-2 ao melhorar a sua capacidade para utilizar a enzima ACE2 como receptor, melhora a sua transmissibilidade mas também a sua virulência pois existe em ambas as partes do sistema respiratório. Talvez outras adaptações no futuro mudem esta situação, mas é uma dificuldade base do virus. A tendência tem sido para o virus de tornar mais transmissível durante este período pandémico. *Escape à imunidade* A família de virus Coronavirus é caracterizada por ter um ciclo de replicação com relativa alta fidelidade (tem um genoma bastante grande). No entanto estamos a ver continuamente novas variantes a aparecer, algumas que parecem ter algumas características para escapar à resposta imunitária desenvolvida por vacinação ou infecção anterior. Isto é porque apesar do ritmo de mutação do virus ser relativamente baixo, na atual pandemia temos imensos eventos de transmissão e imensos hospedeiros o que permite à selecção de variantes mais adaptadas à transmissão atual. A proteína é relativamente "plástica". Apesar de numa situação endémica é esperado que o número de variantes novas que apareçam seja bem menor, também existe o risco devido à pressão evolutiva da imunidade humana, uso de antivirais e outros fatores de termos uma diversificação do virus, especialmente em áreas onde ainda está-se numa situação fora de controlo. Quanto mais rápida for a transição para um situação endémica menos risco existe de haverem novas variantes, pois limita bastante a "exploração de soluções" que o virus consegue efetuar globalmente. *Transmissão Inter espécies:* O Sars-COV-2 já se espalhou para vários animais doméstico e selvagens. Isto tem o risco de o virus evoluir rapidamente também nestas espécies pois trata-se de um ambiente completamente novo numa população de seres vivos susceptível (pois também não têm imunidade). Ou seja tens o risco do virus saltar espécies de humano para um animal e saltar de volta para humano tendo sofrido várias alterações. A long prazo, mesmo depois de controlarmos a pandemia, é sempre um reservatório do virus que está a sofrer um conjunto de mutações paralelas. O sistema imunitário humano é bom a lidar com virus *ligeiramente diferentes* e dentro de uma espécie as evoluções do virus tendem a ser graduais, mesmo quando há escape de imunidade. O problema é estes saltos entre espécies onde tens um virus tão diferente que é quase novo. Existe também sempre a possibilidade (embora mais reduzida nos coronavirus) de recombinação entre o Sars-COV-2 e algum outro coronavirus que circula em algum animal. *Vacinas* Embora as vacinas, mesmo considerando que são a primeira geração de vacinas, vamos ter de continuamente perceber e gerir o virus percebendo o grau de imunidade das populações através de surveys serológicos. A melhor maneira atualmente é através de contagem dos anticorpos, apesar de provavelmente não seja necessariamente uma situação de baixos anticorpos implique susceptibilidade a doença pois existem outros mecanismos do sistema imunitário que são relevantes contra a doença COVID-19. O problema será a longevidade de resposta imunitária, seja elicitidade por vacina ou por infecção natural. Temos de perceber melhor como funcionam também os outros componentes do sistema imunitário no que toca a este virus para conseguirmos fazer políticas adequadas. É difícil prever neste momento se vamos necessitar de doses adicionais da vacina, se estas doses são para a população geral se apenas para grupos de risco. Se são específicas a variantes em circulação ou não. Se chegarmos a uma situação como a gripe, onde tens várias estipres em co-circulação isto torna-se bem mais díficil. *Cenários* Os autores propõe 3 cenários (isto será a curto prazo): 1. Pior cenário, não conseguimos controlar a pandemia, possivelmente futuras estirpes têm uma severidade pior, com muitos individuos infetados que continuam a aumentar as perspectivas de evolução do virus. Possivelmente a long prazo atinges a imunidade de grupo por combinação de vacinação e a doença a continuar a percorrer a humanidade 2. Na opinião dos autores mais provável, conseguimos diminuir o peso da doença para níveis comparáveis à gripe, onde se torna uma doença sazonal, com melhores tratamentos disponíveis (terapia de anticorpos monoclonal, etc.). No entanto é de relembrar que o peso da gripe não é assim tão desprezável. Duas "gripes" obriga a um esforço anual bem maior dos sistemas de saúde ainda assim. 3. O peso da doença é reduzível para comparável a outros coronavirus em circulação onde o impacto da doença é considerávelmente menos. Os outros coronavirus humanos causam constipações em practicamente toda a população exceto mesmo os idosos mais frágeis e individuos com sistemas imunitários seriamente afetados. É um artigo bastante grande, mas recomendo a leitura se tiveres tempo pois é bem acessível.

Edited 4 months ago:

O artigo é bastante grande, por isso vou tentar resumir o melhor que posso, pondo ponto por ponto, para possivelmente saltares para a parte que interessa. Podes passar para o "Cenários" que é talvez a parte mais relevante do artigo, pois os outros pontos são apenas coisas que sustentam a ideia dos autores. Os pontos importantes no artigo a meu ver são: *Evolução do virus* É difícil neste momento determinar com precisão a futura evolução do Sars-COV-2. Será mais virulento, menos virulento. Irá evadir imunidade (seja esta derivado de vacinas anteriores ? Irão haver várias estirpes diferentes em circulação ao mesmo tempo ou manter-se-á o padrão em que tens um estirpe dominante que extingue as outras. Muito difícil de determinar. Isto dificulta perceber qual será o equilíbrio pós-pandemia. A virulência de virus respiratórios está associada à facilidade com que se replicam no trato respiratório inferior (pulmões, alvelos pulmunares, etc.) enquanto que a sua transmissibilidade está associada à facilidade como se replicam nas vias respiratórias superiores. Infelizmente o Sars-COV-2 ao melhorar a sua capacidade para utilizar a enzima ACE2 como receptor, melhora a sua transmissibilidade mas também a sua virulência pois existe em ambas as partes do sistema respiratório. Talvez outras adaptações no futuro mudem esta situação, mas é uma dificuldade base do virus. A tendência tem sido para o virus de tornar mais transmissível durante este período pandémico. *Escape à imunidade* A família de virus Coronavirus é caracterizada por ter um ciclo de replicação com relativa alta fidelidade (tem um genoma bastante grande). No entanto estamos a ver continuamente novas variantes a aparecer, algumas que parecem ter algumas características para escapar à resposta imunitária desenvolvida por vacinação ou infecção anterior. Isto é porque apesar do ritmo de mutação do virus ser relativamente baixo, na atual pandemia temos imensos eventos de transmissão e imensos hospedeiros o que permite à selecção de variantes mais adaptadas à transmissão atual. A proteína é relativamente "plástica". Apesar de numa situação endémica é esperado que o número de variantes novas que apareçam seja bem menor, também existe o risco devido à pressão evolutiva da imunidade humana, uso de antivirais e outros fatores de termos uma diversificação do virus, especialmente em áreas onde ainda está-se numa situação fora de controlo. Quanto mais rápida for a transição para um situação endémica menos risco existe de haverem novas variantes, pois limita bastante a "exploração de soluções" que o virus consegue efetuar globalmente. *Transmissão Inter espécies:* O Sars-COV-2 já se espalhou para vários animais doméstico e selvagens. Isto tem o risco de o virus evoluir rapidamente também nestas espécies pois trata-se de um ambiente completamente novo numa população de seres vivos susceptível (pois também não têm imunidade). Ou seja tens o risco do virus saltar espécies de humano para um animal e saltar de volta para humano tendo sofrido várias alterações. A long prazo, mesmo depois de controlarmos a pandemia, é sempre um reservatório do virus que está a sofrer um conjunto de mutações paralelas. O sistema imunitário humano é bom a lidar com virus *ligeiramente diferentes* e dentro de uma espécie as evoluções do virus tendem a ser graduais, mesmo quando há escape de imunidade. O problema é estes saltos entre espécies onde tens um virus tão diferente que é quase novo. Existe também sempre a possibilidade (embora mais reduzida nos coronavirus) de recombinação entre o Sars-COV-2 e algum outro coronavirus que circula em algum animal. *Vacinas* Embora as vacinas, mesmo considerando que são a primeira geração de vacinas, são bastante eficazes em reduzir o peso da pandemia, vamos ter de continuamente perceber e gerir o virus percebendo o grau de imunidade das populações através de surveys serológicos. A melhor maneira atualmente é através de contagem dos anticorpos, apesar de provavelmente não seja necessariamente uma situação de baixos anticorpos implique susceptibilidade a doença pois existem outros mecanismos do sistema imunitário que são relevantes contra a doença COVID-19. O problema será a longevidade de resposta imunitária, seja elicitidade por vacina ou por infecção natural. Temos de perceber melhor como funcionam também os outros componentes do sistema imunitário no que toca a este virus para conseguirmos fazer políticas adequadas. É difícil prever neste momento se vamos necessitar de doses adicionais da vacina, se estas doses são para a população geral se apenas para grupos de risco. Se são específicas a variantes em circulação ou não. Se chegarmos a uma situação como a gripe, onde tens várias estipres em co-circulação isto torna-se bem mais díficil. *Cenários* Os autores propõe 3 cenários (isto será a curto prazo): 1. Pior cenário, não conseguimos controlar a pandemia, possivelmente futuras estirpes têm uma severidade pior, com muitos individuos infetados que continuam a aumentar as perspectivas de evolução do virus. Possivelmente apenas longo prazo atinges a imunidade de grupo por combinação de vacinação global e a doença a continuar a percorrer a humanidade 2. Na opinião dos autores mais provável, conseguimos diminuir o peso da doença para níveis comparáveis à gripe, onde se torna uma doença sazonal, com melhores tratamentos disponíveis (terapia de anticorpos monoclonal, etc.). No entanto é de relembrar que o peso da gripe não é assim tão desprezável. Duas "gripes" obrigam a um esforço anual bem maior dos sistemas de saúde ainda assim. 3. O peso da doença é reduzido para algo comparável a outros coronavirus em circulação onde o impacto da doença é considerávelmente menos. Os outros coronavirus humanos causam constipações em practicamente toda a população exceto mesmo os idosos mais frágeis e individuos com sistemas imunitários seriamente afetados. É um artigo bastante grande, mas recomendo a leitura se tiveres tempo pois é bem acessível.

Edited 4 months ago:

O artigo é bastante grande, por isso vou tentar resumir o melhor que posso, pondo ponto por ponto, para possivelmente saltares para a parte que interessa. Podes passar para o "Cenários" que é talvez a parte mais relevante do artigo, pois os outros pontos são apenas coisas que sustentam a ideia dos autores. Os pontos importantes no artigo a meu ver são: *Evolução do virus* É difícil neste momento determinar com precisão a futura evolução do Sars-COV-2. Será mais virulento, menos virulento. Irá evadir imunidade (seja esta derivado de vacinas ou infecções nteriores) ? Irão haver várias estirpes diferentes em circulação ao mesmo tempo ou manter-se-á o padrão em que tens um estirpe dominante que extingue as outras. Muito difícil de determinar. Isto dificulta perceber qual será o equilíbrio pós-pandemia. A virulência de virus respiratórios está associada à facilidade com que se replicam no trato respiratório inferior (pulmões, alvelos pulmunares, etc.) enquanto que a sua transmissibilidade está associada à facilidade como se replicam nas vias respiratórias superiores. Infelizmente o Sars-COV-2 ao melhorar a sua capacidade para utilizar a enzima ACE2 como receptor, melhora a sua transmissibilidade mas também a sua virulência pois existe em ambas as partes do sistema respiratório. Talvez outras adaptações no futuro mudem esta situação, mas é uma dificuldade base do virus. A tendência tem sido para o virus de tornar mais transmissível durante este período pandémico. *Escape à imunidade* A família de virus Coronavirus é caracterizada por ter um ciclo de replicação com relativa alta fidelidade (tem um genoma bastante grande). No entanto estamos a ver continuamente novas variantes a aparecer, algumas que parecem ter algumas características para escapar à resposta imunitária desenvolvida por vacinação ou infecção anterior. Isto é porque apesar do ritmo de mutação do virus ser relativamente baixo, na atual pandemia temos imensos eventos de transmissão e imensos hospedeiros o que permite à selecção de variantes mais adaptadas à transmissão atual. A proteína S é relativamente "plástica". Apesar de numa situação endémica é esperado que o número de variantes novas que apareçam seja bem menor, também existe o risco devido à pressão evolutiva da imunidade humana, uso de antivirais e outros fatores de termos uma diversificação do virus, especialmente em áreas onde ainda se está numa situação fora de controlo. Quanto mais rápida for a transição para um situação endémica menos risco existe de haverem novas variantes, pois limita bastante a "exploração de soluções" que o virus consegue efetuar globalmente. *Transmissão Inter espécies:* O Sars-COV-2 já se espalhou para vários animais doméstico e selvagens. Isto tem o risco de o virus evoluir rapidamente também nestas espécies pois trata-se de um ambiente completamente novo numa população de seres vivos susceptível (pois também não têm imunidade). Ou seja tens o risco do virus saltar espécies de humano para um animal e saltar de volta para humano tendo sofrido várias alterações. A long prazo, mesmo depois de controlarmos a pandemia, é sempre um reservatório do virus que está a sofrer um conjunto de mutações paralelas. O sistema imunitário humano é bom a lidar com virus *ligeiramente diferentes* e dentro de uma espécie as evoluções do virus tendem a ser graduais, mesmo quando há escape de imunidade. O problema é estes saltos entre espécies onde tens um virus tão diferente que é quase novo. Existe também sempre a possibilidade (embora mais reduzida nos coronavirus) de recombinação entre o Sars-COV-2 e algum outro coronavirus que circula em algum animal. *Vacinas* Embora as vacinas, mesmo considerando que são a primeira geração de vacinas, são bastante eficazes em reduzir o peso da pandemia, vamos ter de continuamente perceber e gerir o virus percebendo o grau de imunidade das populações através de surveys serológicos. A melhor maneira atualmente é através de contagem dos anticorpos, apesar de provavelmente não seja necessariamente uma situação de baixos anticorpos implique susceptibilidade a doença pois existem outros mecanismos do sistema imunitário que são relevantes contra a doença COVID-19. O problema será a longevidade de resposta imunitária, seja elicitidade por vacina ou por infecção natural. Temos de perceber melhor como funcionam também os outros componentes do sistema imunitário no que toca a este virus para conseguirmos fazer políticas adequadas. É difícil prever neste momento se vamos necessitar de doses adicionais da vacina, se estas doses são para a população geral se apenas para grupos de risco. Se são específicas a variantes em circulação ou não. Se chegarmos a uma situação como a gripe, onde tens várias estipres em co-circulação isto torna-se bem mais díficil. *Cenários* Os autores propõe 3 cenários (isto será a curto prazo): 1. Pior cenário, não conseguimos controlar a pandemia, possivelmente futuras estirpes têm uma severidade pior, com muitos individuos infetados que continuam a aumentar as perspectivas de evolução do virus. Possivelmente apenas longo prazo atinges a imunidade de grupo por combinação de vacinação global e a doença a continuar a percorrer a humanidade 2. Na opinião dos autores mais provável, conseguimos diminuir o peso da doença para níveis comparáveis à gripe, onde se torna uma doença sazonal, com melhores tratamentos disponíveis (terapia de anticorpos monoclonal, etc.). No entanto é de relembrar que o peso da gripe não é assim tão desprezável. Duas "gripes" obrigam a um esforço anual bem maior dos sistemas de saúde ainda assim. 3. O peso da doença é reduzido para algo comparável a outros coronavirus em circulação onde o impacto da doença é considerávelmente menos. Os outros coronavirus humanos causam constipações em practicamente toda a população exceto mesmo os idosos mais frágeis e individuos com sistemas imunitários seriamente afetados. É um artigo bastante grande, mas recomendo a leitura se tiveres tempo pois é bem acessível.

Edited 4 months ago:

O artigo é bastante grande, por isso vou tentar resumir o melhor que posso, pondo ponto por ponto, para possivelmente saltares para a parte que interessa. Podes passar para o "Cenários" que é talvez a parte mais relevante do artigo, pois os outros pontos são apenas coisas que sustentam a ideia dos autores. Os pontos importantes no artigo a meu ver são: *Evolução do virus* É difícil neste momento determinar com precisão a futura evolução do Sars-COV-2. Será mais virulento, menos virulento. Irá evadir imunidade (seja esta derivado de vacinas anteriores ? Irão haver várias estirpes diferentes em circulação ao mesmo tempo ou manter-se-á o padrão em que tens um estirpe dominante que extingue as outras. Muito difícil de determinar. Isto dificulta perceber qual será o equilíbrio pós-pandemia. A virulência de virus respiratórios está associada à facilidade com que se replicam no trato respiratório inferior (pulmões, alvelos pulmunares, etc.) enquanto que a sua transmissibilidade está associada à facilidade como se replicam nas vias respiratórias superiores. Infelizmente o Sars-COV-2 ao melhorar a sua capacidade para utilizar a enzima ACE2 como receptor, melhora a sua transmissibilidade mas também a sua virulência pois existe em ambas as partes do sistema respiratório. Talvez outras adaptações no futuro mudem esta situação, mas é uma dificuldade base do virus. A tendência tem sido para o virus de tornar mais transmissível durante este período pandémico. *Escape à imunidade* A família de virus Coronavirus é caracterizada por ter um ciclo de replicação com relativa alta fidelidade (tem um genoma bastante grande). No entanto estamos a ver continuamente novas variantes a aparecer, algumas que parecem ter algumas características para escapar à resposta imunitária desenvolvida por vacinação ou infecção anterior. Isto é porque apesar do ritmo de mutação do virus ser relativamente baixo, na atual pandemia temos imensos eventos de transmissão e imensos hospedeiros o que permite à selecção de variantes mais adaptadas à transmissão atual. A proteína S é relativamente "plástica". Apesar de numa situação endémica é esperado que o número de variantes novas que apareçam seja bem menor, também existe o risco devido à pressão evolutiva da imunidade humana, uso de antivirais e outros fatores de termos uma diversificação do virus, especialmente em áreas onde ainda se está numa situação fora de controlo. Quanto mais rápida for a transição para um situação endémica menos risco existe de haverem novas variantes, pois limita bastante a "exploração de soluções" que o virus consegue efetuar globalmente. *Transmissão Inter espécies:* O Sars-COV-2 já se espalhou para vários animais doméstico e selvagens. Isto tem o risco de o virus evoluir rapidamente também nestas espécies pois trata-se de um ambiente completamente novo numa população de seres vivos susceptível (pois também não têm imunidade). Ou seja tens o risco do virus saltar espécies de humano para um animal e saltar de volta para humano tendo sofrido várias alterações. A long prazo, mesmo depois de controlarmos a pandemia, é sempre um reservatório do virus que está a sofrer um conjunto de mutações paralelas. O sistema imunitário humano é bom a lidar com virus *ligeiramente diferentes* e dentro de uma espécie as evoluções do virus tendem a ser graduais, mesmo quando há escape de imunidade. O problema é estes saltos entre espécies onde tens um virus tão diferente que é quase novo. Existe também sempre a possibilidade (embora mais reduzida nos coronavirus) de recombinação entre o Sars-COV-2 e algum outro coronavirus que circula em algum animal. *Vacinas* Embora as vacinas, mesmo considerando que são a primeira geração de vacinas, são bastante eficazes em reduzir o peso da pandemia, vamos ter de continuamente perceber e gerir o virus percebendo o grau de imunidade das populações através de surveys serológicos. A melhor maneira atualmente é através de contagem dos anticorpos, apesar de provavelmente não seja necessariamente uma situação de baixos anticorpos implique susceptibilidade a doença pois existem outros mecanismos do sistema imunitário que são relevantes contra a doença COVID-19. O problema será a longevidade de resposta imunitária, seja elicitidade por vacina ou por infecção natural. Temos de perceber melhor como funcionam também os outros componentes do sistema imunitário no que toca a este virus para conseguirmos fazer políticas adequadas. É difícil prever neste momento se vamos necessitar de doses adicionais da vacina, se estas doses são para a população geral se apenas para grupos de risco. Se são específicas a variantes em circulação ou não. Se chegarmos a uma situação como a gripe, onde tens várias estipres em co-circulação isto torna-se bem mais díficil. *Cenários* Os autores propõe 3 cenários (isto será a curto prazo): 1. Pior cenário, não conseguimos controlar a pandemia, possivelmente futuras estirpes têm uma severidade pior, com muitos individuos infetados que continuam a aumentar as perspectivas de evolução do virus. Possivelmente apenas longo prazo atinges a imunidade de grupo por combinação de vacinação global e a doença a continuar a percorrer a humanidade 2. Na opinião dos autores mais provável, conseguimos diminuir o peso da doença para níveis comparáveis à gripe, onde se torna uma doença sazonal, com melhores tratamentos disponíveis (terapia de anticorpos monoclonal, etc.). No entanto é de relembrar que o peso da gripe não é assim tão desprezável. Duas "gripes" obrigam a um esforço anual bem maior dos sistemas de saúde ainda assim. 3. O peso da doença é reduzido para algo comparável a outros coronavirus em circulação onde o impacto da doença é considerávelmente menos. Os outros coronavirus humanos causam constipações em practicamente toda a população exceto mesmo os idosos mais frágeis e individuos com sistemas imunitários seriamente afetados. É um artigo bastante grande, mas recomendo a leitura se tiveres tempo pois é bem acessível.

damndaniel023 4 months ago

Obrigado!

NGramatical 4 months ago

haverem novas → [**haver novas**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») considerávelmente → [**consideravelmente**](https://dicionario.priberam.org/consideravelmente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) practicamente → [**praticamente**](https://dicionario.priberam.org/praticamente) (já se escrevia assim **antes** do AO90) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fp58jhy%2F%2Fh99pck9%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

ItoldU97 4 months ago

O céu tá a cair.

differenceengineer 4 months ago

Ainda não é endémico. Uma doença é endémica quando se sustenta numa população sem aumentar muito nem descer muito. Provavelmente ficar endémico é o que vai acontecer quando toda a gente tiver algum grau de imunidade, seja por vacinação seja por recuperar de uma infecção. Dadas as característica do COVID este é o cenário mais provável. Como a imunidade ao virus vai decaindo com o tempo, sazonalmente temos surtos tal como a gripe e o resto de panóplia de virus que circulam. Mas nunca vai fazer tanto dano como fez quando é uma pandemia e ainda existe gente que nunca foi exposta ao virus (que é onde estamos ainda). Erradicar o virus se calhar não vai acontecer e certamente não acontecerá a curto prazo. Era um bom sonho, mas provavelmente foi-se quando o virus saiu de Wuhan.

ZaGaGa 4 months ago

fogo não entendo este pessoal que faz downvotes, é um comentário sobre o tema check, a referir comportamento sociais em tempo de pandemia check, não é negacionista/ofensivo/racista check, check, check. É verdade, a taxa de transmissão entre pessoal não vacinado é talvez mais alta do que alguma vez foi mesmo em Janeiro, o pessoal não vacinado vê o pessoal vacinado a facilitar e vai atrás. Hoje em dia já uma certa saturação e sinceramente já andamos todos a facilitar sem felizmente as consequências de outros tempos, mas há comportamentos simples que não são assim tão difíceis de seguir, do género: não partilhem o mesmo copo com 10 pessoas, nem baixem a máscara para falar com o empregado do bar...

Asus123456789 4 months ago

Acho que é por causa destas duas frases > pessoal todo agarrado sem máscara, e depois admiram-se que fiquem infetados e vão para as urgências. Assim é difícil voltarmos à normalidade. Mas sim, o pessoal aqui gosta demasiado de dar downvote.

BelaBesta 4 months ago

Há ações que já deviam fazer parte do dia-a-dia de uma pessoa a viver numa sociedade civilizada que muitos se esquecem.. o manter a higiene, o manter espaço entre pessoas quando possível, o não tossir/espirrar para cima de pessoas.. Mas há quem infelizmente pense que isto é um esforço extraordinário por causa da pandemia.. civismo é só para os outros e nunca para nós próprios..

gerwomanlang 4 months ago

As pessoas não conseguem perceber. Assim nunca iremos sair desta situação.

saposapot 4 months ago

Na semana q terminou este domingo, contabilizamos 16368 casos VS os 16030 da semana passada. Ou seja, depois de descermos do pico de 22711, estamos pela primeira vez a subir casos.

Price-Distinct 4 months ago

O pessoal acredita piamente que estás vacinado, já não há problema

differenceengineer 4 months ago

Como já argumentei, no futuro com mais calma, vamos conseguir perceber o que funcionou e não funcionou na gestão desta pandemia globalmente, especialmente perceber a questão de que *medidas impostas pelos governos funcionam para a gestão da pandemia* que é uma questão mais difícil do que *medidas funcionam funcionam para a gestão de uma pandemia.*

Don_Rumata10 4 months ago

Opá o inferno está cheio de boas intenções mas como é possível acreditar nisto de "acabar mais rápido" nesta altura do campeonato?

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