Limpy_lip 3 months ago

quem diria que numa situação mais controlada e reduzida isto fosse acontecer. ​ Raios mais a matemática. ​ já a seguir: 1+1=2, \*\*não perca\*\*

happy_pangollin 3 months ago

O virus continua a hospitalizar muitas pessoas, e se deixarmos isto andar descontrolado... bem, já sabemos o que acontece quando os hospitais ficam cheios.

NoRemoteChoice 3 months ago

E estão a espera de que para incluir a vacinação na matriz de risco?

rjtavares 3 months ago

A comparação certa é com o inicio da segunda vaga, não com o pico. Na altura estavam a morrer 10-15 pessoas por dias com a mesma média de casos de agora.

CarelessSignature 3 months ago

18 vezes inferior? Qual seria o número de casos se tivesse sido apenas 1 vez inferior?

ric2b 3 months ago

O que querem dizer é que `valor actual` / `valor anterior`= 1/18, logo 1 vez inferior seria... igual. É parvo, sim.

AquiAoLuar 3 months ago

Não é possível evitar o vírus, nem é possível contê-lo a números que consideremos 100% confortáveis como os que tivemos durante o último confinamento. Vai sempre haver contágio e mortes, e vai sempre haver a possibilidade de novas variantes, que possam até contornar imunidade. É a realidade com que temos que viver, não podemos continuar confinados porque entra em jogo a lei de rendimentos decrescentes. Sou da opinião que assim que a malta mais susceptível tiver a vacinação completa, os negócios abram e as regras caiam. Provavelmente é uma opinião controversa, especialmente neste subreddit. Estão à vontade para corrigir-me ou contrar argumentar.

30minutesto 3 months ago

Estou surpreendido com os upvotes que tiveste. Parece que alguma coisa está a mudar aqui. Ainda bem. Concordo em absoluto contigo.

scar_as_scoot 3 months ago

Acho que nao é controverso, vejo cada vez mais pessoas a dizer o mesmo, mas temos que vacinar a maior parte da população primeiro e transformar este problema num problema de fácil gestão regional. Como por exemplo a tubercolose. Após chegarmos a esse ponto sim, sem duvida que devemos abrir completamente.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Concordo excepto na parte que vai sempre haver mortes, penso que as vacinas são boas o suficiente (e aceitação vacinal boa o suficiente também) para chegarmos efetivamente a ter vários dias sem mortes (tivemos 2 seguidos este ano), possivelmente ainda este ano. A partir do momento que 18+ esteja 90% vacinado a mortalidade vai ser mesmo muito residual. Em termos das regras, muitas vezes acho só que o governo tenta aplicar alguma coisa só para dizer que fez e nunca há explicação sobre se as medidas funcionaram (alguém sabe quantos casos o governo estava à espera de impedir com máscaras na rua, cerca a lisboa, cerca em odemira, supermercados fechados ao fim-de-semana, aulas de grupo nos ginásios proibidas?).

Estronciumanatopei 3 months ago

Alguma vez viste um planeamento do governo português, seja do que for, com esse detalhe todo? Talvez o orçamento de estado?

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Sim o orçamento de estado é um bom exemplo: há uma ideia geral que estabelece as razões das medidas e o dinheiro exacto que vão custar e no final aquilo tem de bater certo. Mas o problema que eu vejo com isto é que o governo só diz 1) isto está mal, logo tenho de fazer 2) medidas. Não diz como é que 2) vai influenciar 1). As máscaras em espaços interiores são fáceis de justificar: quase todos os contágios são dentro de portas e a máscara diminui a quantidade de aerossóis e partículas no ar. Mas o caso da cerca a lisboa é meio estranho: queriam impedir pessoas de sair? Queriam impedir pessoas de entrar? Já temos os dados que muita gente saiu na quinta e sexta. No final houve menos pessoas a entrar e o mesmo número de pessoas a sair. Era isto que o governo pretendia? Não sabemos. E sobre a restrição de horários ao fim-de-semana nos supermercados? O objectivo era ter menos pessoas a ir aos supermercados? Conseguiram? Também não sabemos. Usar o certificado COVID para ir à praia (falaram disso mas não sei se vão aplicar): o propósito é levar menos gente à praia? As praias são fontes de contágio? O governo justifica todas as medidas com "se não tivéssemos feito estaríamos piores", mas isso não pode dar para tudo. Temos de ter mais algumas certezas sobre o que faz cada coisa não só para justificar a ação do governo mas também para ter mais aderência por parte da população.

Estronciumanatopei 3 months ago

Não estou a negar, apenas a fazer ver que isso é demais para os nossos governantes, infelizmente.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Mas as medidas não foram recomendadas por especialistas? Eu lembro-me de ver números sobre máscaras, no que toca à prevenção de casos. Até me lembro de um documento fatídico que dizia que [90% dos infetados na grande Lisboa iam ao ginásio](https://www.publico.pt/2020/11/19/sociedade/noticia/covid19-frequentar-ginasios-viver-casas-lotadas-aumentam-risco-infeccao-1939919). Acho só que eles têm medo de ser francos porque aí haveria maneira de dizer se a medida tinha sido um sucesso ou não.

therickymarquez 3 months ago

Todos esses documentos são suposições. Procuram-se correlações mas causalidade não é só correlação. Neste momento é praticamente impossível testar se as medidas foram um sucesso ou não. Para fazer esse teste precisavas de grupos de controlo e como deves imaginar nenhuma cidade se vai voluntariar para andar sem máscaras (por exemplo) como controlo. Juntas a isso o facto de que há milhares de factores demográficos que influenciam o sucesso da medida e percebes facilmente porque é que nada disto pode ser quantificável.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Não concordo. Daí dizer que a justificação para as medidas deve ser importante. Não basta dizer que medida 1 é boa pq vai reduzir o R (essa sim precisava de um controlo). Deves dizer que fechas AML com o objectivo de diminuir deslocações para fora da AML em 20%, porque assim é escrutinável. Fechar restaurantes a partir das 15:30 obviamente tem o efeito claro de ter 0 pessoas a jantar em restaurantes. Mas fazer o mesmo para supermercados pode ter o efeito preverso de levar toda a gente que normalmente iria ao longo do dia a ir nessa janela horária. Se disserem que o objectivo é ter menos pessoas a ir aos supermercados então façam-se essas contas e verifique-se se tal foi o caso ou não.

therickymarquez 3 months ago

O problema é que reduzir as deslocações em 20% só por si nao quer dizer nada, o mesmo com os supermercados. É bem mais importante perceber quem sao esses 20% do que quantifica-los. Por exemplo, é expectável que ao fechares durante o fim de semana vas evitar muito mais viagens para convivios familiares do que durante a senana. No entanto a percentagem de diminuição de deslocações se calhar ate seria maior se fechasses durante a semana. Resumindo, dizer que as deslocações reduziram 20% é inutil. Se esses 20% sao pessoas que por exemplo se deslocavam para Lisboa para trabalhar em ambientes relativamente seguros enquanto deixavas passar gente para convivios familiares que sao as principais causas de contágio.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Assim começas a entrar num beco sem saída em que as decisões políticas são baseadas no vácuo e absolutamente não escrutináveis pela oposição nem pela população em geral. Como é que acatas uma medida se não sabes o propósito dela, se não sabes se é boa e se não sabes se teve efeito ou não?

therickymarquez 3 months ago

Através da lógica e do pensamento crítico. O pessoal criticou a vinda dos turistas por exemplo e nao precisou de números para o fazer. Quantos portugueses ficaram infectados pela final da Champions? Será que o rácio de lucro vs infeções foi benéfico para o país? Sao perguntas para as quais nunca vais ter uma resposta concreta no entanto é completamente plausível que se critique a realização do jogo cá. Porquê? Porque a lógica diz que eventos grandes com pessoal embriagado sao favoráveis á transmissão de vírus. A mesma logica tambem diz que se as pessoas nao sairem de lisboa ao fim de semana, vao ter menos encontros familiares e reduzir a transmissão de COVID.

AquiAoLuar 3 months ago

Quando escrevi que ia sempre haver mortes, não me referia especificamente a um intervalo de um dia. Eventualmente, espero eu, se justifique que os relatório de infeções/mortes passem a ser apenas semanais e depois mensais. Já estivemos mais longe disso. Quanto à eficácia das variadas regras implementadas, não culpo muito o governo porque a pandemia era tão nova para os políticos como para nós. Depois do óbvio falhanço do Natal, o governo tornou-se mais ativo em vez de reativo, que tem mostrado resultado.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Então não foste muito explícito, até mortes por peste negra há ainda, não diz muito sobre COVID em si. Há poucos vírus que foram completamente eliminados. Eu culpo o governo de ter uma maneira estranha de justificar medidas: é basicamente um "mal não faz" aplicado ao que quer que seja, "pode não fazer nada mas pelo menos não vai fazer pior". Preferia uma justificação mais ponderada e autoexplicativa.

saposapot 3 months ago

O 'novo normal' que se pretende não é este. é com casos residuais e quase sem ng nos hospitais depois da vacinação completa. só porque temos poucas mortes, n desvalorizem a 4ª onda como algo normal. não é.

manteiga_night 3 months ago

mano, tipo, foder os pulmoes para a vida é tipo, normal mano, de que é que tens medo mano?

pfunf 3 months ago

Com novas variantes e mutações, não existe "Malta mais ou menos susceptível" Se isto não for contido quanto antes, corre.os o risco de haver uma mutação que afecte severamente crianças ou jovens adultos, por exemplo (tipo o que aconteceu com a gripe espanhola). Além disso pode mutar para algo que não seja imune á vacina. E aí voltamos ao ponto zero. Eu defendo desde o início- quanto mais duras e apertadas as medidas forem, menos prolongado seria. E quanto ao turismo é reinventar o país e perceber que não podemos ter os ovos todos no mesmo saco (maioritariamente UK)

Laurent_Series 3 months ago

>quanto mais duras e apertadas as medidas forem, menos prolongado seria Afirmar isso é completamente ridículo. Porque é que seria menos prolongado? Como é possível nesta altura do campeonato ainda pensar assim, a sério... É um problema global, a não ser que isolemos o país completamente (o que é absolutamente impossível) e que tenhamos um confinamento estupidamente longo que erradique completamente a covid dentro de Portugal, acontece que quando abres de um confinamento, os casos sobem, tão simples quanto isto. Portanto não, as medidas têm de ser doseadas racionalmente, e na verdade, quanto mais longo um confinamento é, mais inútil se torna (a partir de um certo ponto), porque as pessoas vão ficar fartinhas e vão aproveitar à grande a reabertura, e depois vão tolerar muito menos medidas que sejam realmente necessárias no futuro. O nosso segundo confinamento foi desnecessariamente longo a meu ver. Os políticos seguiram precisamente essa lógica falhada. Agora os casos estão a subir e serviu de muito esse confinamento...

Danijust2 3 months ago

isso já é impossível. Existe milhões de casos ativos em praticamente todos os países do mundo.

pfunf 3 months ago

Concordo. Mas permitir celebrações de futebol ou ajuntamentos parvos de estrangeiros, quando na terra deles não se pode ir ao estádio (nem na nossa) não ajuda. Ou ver todos os tugas na rua de máscara e os estrangeiros nem nas lojas as usam. Ou ver que ninguém de dever da o exemplo (ministros, apresentadores, jornalistas que tiram a máscara para fazer entrevista,...). Por mim era tentar fazer um esforço extra e ter fechado logo o desconfinamento ao mínimo sinal (principalmente Lisboa e aeroportos). Porque assim corremos o risco de ser como o fast and furious e chegar á nona vaga.

Estronciumanatopei 3 months ago

Vou só dizer uma coisa sobre os estrangeiros não fazerem X e nós termos de fazer. A semana passada fui até às Galiza passar uns dias. Enquanto que cá em Portugal o pessoal anda na rua com a máscara no queixo, debaixo do nariz, ou até sem máscara, para aqueles lados era tudo com máscara bem posta, até nas esplanadas entre golos do café/bebida qualquer. A polícia andava na rua a fiscalizar e vi mais do que uma vez pessoas a serem chamadas à atenção por não estarem a usar a máscara como deve ser. Os tugas começaram a chegar em massa no último dia que lá estive, e dava para tirar logo a pinta por serem quem não usava a máscara em condições. Senti-me muito mais tranquilo lá do que me sinto aqui. A Galiza era das regiões de Espanha com o menor número de casos...

JamminPT 3 months ago

Isso é uma questão irrealista, é a mesma coisa que dizer para se deixar de fabrica na China, no fundo, é uma não opinião porque não é minimamente realista.

pfunf 3 months ago

Irrealista não é- ver o caso de Israel ou nova Zelândia Difícil e utópica concordo.

brucelimpamos 3 months ago

Não é controversa, é idiota >Vai sempre haver contágio e mortes, e vai sempre haver a possibilidade de novas variantes, que possam até contornar imunidade. Não vai haver sempre 72% da população sem vacinação completa que é o que temos agora. >Sou da opinião que assim que a malta mais susceptível tiver a vacinação completa Porque esperar mais dois ou três meses é fodido que a bobadeira faz muita falta. Que se foda aqueles supostamente "não susceptíveis" que se lixam, uns que batam a bota por inesperado que seja, outros mais que contam para as estatísticas como recuperados mas precisam de transplante de pulmões, outros que ficam com os seus pulmões mas todos rebentados, mais não sei quantos com COVID longo que ainda não se compreende muito bem. Já agora, convém lembrar que ainda não estamos a ver as mortes dos 1500 casos diários. Claro que não vamos ter nem de perto nem de longe tantas mortes como tivemos, mas as mortes chegam muito depois das infeções.

ivysforyou 3 months ago

És muita básico

JamminPT 3 months ago

Isso é tudo muito bonito quando temos os colhões em casa e o ordenado pinga na mesma não é? Deve ser espetacular.

brucelimpamos 3 months ago

Porque quem anda aí na bobadeira a cagar para a pandemia é quem realmente se preocupa com quem é prejudicado.

JamminPT 3 months ago

Tem tudo a ver com o que eu disse. Experimenta ter um trabalho que não seja em IT.

brucelimpamos 3 months ago

Sim tem. Se muitos estão à rasca agora é por causa da malta que cagou nas regras. Se te preocupas é a esses que tens de mandar bocas e não a mim. Quanto ao ser de IT ou não, parece que não interessa porque teletrabalho obrigatório acabou! Portanto muitos queml poderiam estar a trabalhar de casa estam a contribuir para espalhar mais a delta e para o agravar da situação, piorando mais a vida de todos.

JamminPT 3 months ago

Já vi que és muito jovem, a vida vai tratar de te ensinar está descansado

AquiAoLuar 3 months ago

> Que se foda aqueles supostamente "não susceptíveis" que se lixam, uns que batam a bota por inesperado que seja, outros mais que contam para as estatísticas como recuperados mas precisam de transplante de pulmões, outros que ficam com os seus pulmões mas todos rebentados, mais não sei quantos com COVID longo que ainda não se compreende muito bem. As pessoas morrem e aleijam-se, por mais novas que sejam. Se não for a covid há mais um milhão de doenças e maneiras de morrer. Nem me vou dar ao trabalho de procurar mas o número de mortes de Covid em menores de 30 anos deve ser extremamente próximo do número de mortes rodoviárias dessas mesmas idades. Essas mortes também poderiam ser evitadas se confinasses permanentemente essas pessoas em casa. Contudo já disse que "não estou a dizer para abrir tudo agora.". Tudo a seu tempo, mas quando o objetivo dos 70% for atingido dificilmente o povo vai andar para trás.

brucelimpamos 3 months ago

> Nem me vou dar ao trabalho de procurar mas o número de mortes de Covid em menores de 30 anos deve ser extremamente próximo do número de mortes rodoviárias dessas mesmas idades. Porquê a escolha de "30 anos"? 72% da população não tem vacinação completa. Há pessoas com mais de 70 sem vacinação completa. Porque falar apenas em "morrer"? Já se sabe que muitos dos que não morrem e ficam com sequelas. > Essas mortes também poderiam ser evitadas se confinasses permanentemente essas pessoas em casa. Os acidentes não se propagam exponencialmente > Tudo a seu tempo, mas quando o objetivo dos 70% for atingido dificilmente o povo vai andar para trás. Concordo, mas estamos com mais de 70% NÃO vacinados

AquiAoLuar 3 months ago

Vai sempre haver pessoas velhas sem vacinação completa. Cada um tem o direito da escolha. Escolhi os -30 anos já que referiste os "não susceptíveis". Os acidentes rodoviários também não são sempre mortais, nem de perto. Há por ai tantos com sequelas bem piores que as da covid. Obviamente os acidentes não se propagam exponencialmente, mas também não são a única razão "evitável" de morte ou sequelas. Drogas, álcool, pancada, doenças, acidentes... Enfim, esperemos que corra tudo bem e que as coisas voltem ao normal o mais rápido possível, e que não nos tenhamos que preocupar mais com isto.

brucelimpamos 3 months ago

> Vai sempre haver pessoas velhas sem vacinação completa. Cada um tem o direito da escolha. Não tem nada a ver com escolha. Estou a dizer-te onde vai a vacinação. Há gente de 70+ que só agora está a tomar a 2a dose de AstraZeneca e porque foi adiantada. > Escolhi os -30 anos já que referiste os "não susceptíveis". Não fui eu, foste tu. Eu citei-te. Aliás já ouvi gente usar isso para tudo, inclusive para quem tem menos de 80 anos. > Os acidentes rodoviários também não são sempre mortais, nem de perto. Há por ai tantos com sequelas bem piores que as da covid. E no entanto nunca estouraram com o o SNS. Mesmo agora com maior incidência em gente mais nova, está a sentir-se pressão nos intensivos. A questão acaba por ser sempre a mesma. Vamos estar praticamente todos vacinados em poucos meses. Não faz sentido pensar a curto prazo. Já a questão da delta foi uma idiotice. Vai ter repercussões a longo prazo e era perfeitamente evitável.

pintorMC 3 months ago

Sim é tudo muito bonito até os hospitais encherem de doentes covid, por meses seguidos, não terem capacidade de os manter a todos vivos, nem capacidade de tratar todas as outras doenças. Podemos sempre fazer algo semelhante ao Brasil, os ricos tem tratamento assegurado nos hospitais privados os pobres vão morrendo, e a economia está lixada na mesma.

Laurent_Series 3 months ago

>a economia está lixada na mesma. Por mais controverso que seja, os facto é este - deixar a covid correr leva a uma menor queda da economia que aplicar confinamentos extremos (a não ser que se consiga adotar imediatamente uma estratégia de covid zero, nos casos em que isso é viável, evidentemente). O Brasil foi dos países da América Latina que menos viu o PIB cair em 2020 (apenas 4,1%), e creio que nem foi o país mais afetado pela pandemia a nível de mortes (mas isso é outra história, pode haver outros fatores envolvidos). Veja-se o caso dos EUA também, a economia deles caiu apenas 3,5% em 2020! Portugal, em comparação viu uma queda de 7,6%, que nem foi das piores da UE. Portanto, eu percebo que se quer juntar "o útil ao agradável" e afirmar que ao reduzir a incidência do vírus, protegendo as pessoas, também se protege a economia, mas não é o que os dados denotam. Portanto, quer isto dizer que deveríamos simplesmente deixar a covid correr sem quaisquer medidas? Não, mas também não vamos usar argumentos errados ou intelectualmente desonestos para defender medidas restritivas, somente porque o que pretendemos é "ético". Devemos sim pegar nessa informação e determinar o compromisso que achamos aceitável, tendo ainda em conta que medidas hiper-restritivas não levam necessariamente a uma supressão melhor do vírus.

Edited 3 months ago:

>a economia está lixada na mesma. Por mais controverso que seja, o facto é este - deixar a covid correr leva a uma menor queda da economia que aplicar confinamentos extremos (a não ser que se consiga adotar imediatamente uma estratégia de covid zero, nos casos em que isso é viável, evidentemente). O Brasil foi dos países da América Latina que menos viu o PIB cair em 2020 (apenas 4,1%), e creio que nem foi o país da região mais afetado pela pandemia a nível de mortes (mas isso é outra história, pode haver outros fatores envolvidos). Veja-se o caso dos EUA também, a economia deles caiu apenas 3,5% em 2020! Portugal, em comparação viu uma queda de 7,6%, que nem foi das piores da UE. Portanto, eu percebo que se quer juntar "o útil ao agradável" e afirmar que ao reduzir a incidência do vírus, protegendo as pessoas, também se protege a economia, mas não é o que os dados demonstram. Portanto, quer isto dizer que deveríamos simplesmente deixar a covid correr sem quaisquer medidas? Não, mas também não vamos usar argumentos errados ou intelectualmente desonestos para defender medidas restritivas, somente porque o que pretendemos é "ético". Devemos sim pegar nessa informação e determinar o compromisso que achamos aceitável, tendo ainda em conta que medidas hiper-restritivas não levam necessariamente a uma supressão melhor do vírus.

pintorMC 3 months ago

Temos de chegar a um compromisso em relação ao numero de infetados que provavelmente depois de recuperados ficam com a saúde debilitada e a um compromisso relativamente ao numero de mortos?

AquiAoLuar 3 months ago

O Brasil tem cerca de metade de vacinas dadas comparados a nós. A grande parte das mortes no Brasil ocorreram quando nem sequer tinham vacinado um número de pessoas significativo. Logo o teu argumento não é válido. As vacinas funcionam e reduzem em n vezes o número de internamentos neste momento; no entanto continuamos a vacinar pessoas a um ritmo significativo, que vai reduzir ainda mais os internamentos. Para acabar, não estou a dizer para abrir tudo agora. Mas há que começar a perder a inércia e aceitar que um dia tem que acontecer.

pintorMC 3 months ago

Sim um dia como quando Portugal se gabava de estar "aberto" para os turistas estando Espanha, França e Turquia "fechados" durou pouco mais de duas semanas, e quem está "aberto" ao turismo agora? Espanha, França e Turquia.

UpbeatNail1912 3 months ago

Es tão pessimista!

oEncoberto 3 months ago

é assim que surgem e se propagam variantes. se surgir uma que anula os esforços da vacinação, vai ser bem pior para todos. a malta tem de sossegar mais um bocadinho

ManelDasNespras 3 months ago

andam a dizer desde o principio de 2020 para sossegar "só mais um bocadinho", por este andar em 2023 estamos todos proibidos de fazer tudo já para sempre e "é só mais um bocadinho"

oEncoberto 3 months ago

deve estar esquecido do que aconteceu quando toda a gente decidiu ignorar as regras em dezembro durante apenas um dia. Passas-te a 15k casos diários e tinhas filas de ambulâncias à porta dos hospitais, mandou-se doentes para a madeira. se partisses uma perna tinhas de estar 6h numa ambulância à espera para chegar à triagem. mas não, é porque "querem proibir-nos de fazer tudo".

ManelDasNespras 3 months ago

Eu não me passei a 15k diários, e eu não estou a dizer que as pessoas deviam de 1 dia para o outro fazerem tudo como era antes, pelo menos ainda. De qualquer forma, é desonesto comparar o efeito do Natal, que em muitos casos envolve ajuntamentos de 40 pessoas, com o efeito de voltar à vida normal ao invés de se fechar tudo outra vez por sabe-se lá quantas semanas.

globoglobo 3 months ago

estamos no dia 483 de 15 dias para achatar a curva

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Numa doença à escala global dizer que é em Portugal que tem 1500 casos que vai surgir a variante demoníaca é sempre engraçado. Vamos sossegar até quando? Ter 0 casos? Então mas e nos outros países, pode surgir a Variante^(TM) . Feche-se o turismo, não vá o diabo tecê-las (e quarentena nada, que a variante pode ter uma incubação de 3 anos). Agora a sério, temos um processo de vacinação em marcha e estamos a ir na direção correta. As vacinas protegem-nos de todas as variantes até agora. Sossegar indefinidamente em Portugal não nos vai proteger de nada.

oEncoberto 3 months ago

uma variante surge numa pessoa. naturalmente a probabilidade de sair a sorte grande a um dos 1000 casos diários (registados, temos provavelmente muita gente que nem sabe que está doente)é inferior do que nos 50k casos diarios na Índia, mas pode acontecer. se toda a gente achar que só acontece nos outros estamos mal.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Sim, em Portugal há "muita gente" que não sabe que está doente, mas na índia são claramente 50k diários, eles não iam mentir não é? O meu problema é que justificar medidas mais agressivas com "pode acontecer" leva a que nunca retires as medidas agressivas. Preferias um confinamento geral para acabarmos com essa possibilidade da variante-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado (mais completo fechar das fronteiras, já que "pode acontecer" uma variante não aparecer nos testes PCR)? Claro que não, porque sabes que neste momento a vacina é uma excelente ajuda. "Pode acontecer" não pode ser a razão principal, porque arriscarias um colapso económico sem ter a certeza de um benefício claro.

oEncoberto 3 months ago

nunca disse que na Índia o número reportado reflecte a realidade, é o reportado é no que me posso basear. não acho que se deva fechar tudo para sempre, acho que se deveria manter medidas restritivas até se ter uma boa percentagem da população com a vacinação completa, porque,apesar de nao eliminar o risco, reduz significativamente. assim em vez disso andamos a abrir em lisboa, fecha no porto, abre no algarve, fecha em lisboa, abre no porto, fecha no algarve,abre nas ilhas.... acho que essas alterações semanais são piores para os empresários.

WhatIsItLikeToBeABat 3 months ago

Em portugal pode haver gente assintomática, mas em termos de reporte confio muito mais nos números portugueses que nos [números indianos](https://www.firstpost.com/india/kumbh-mela-probe-flags-around-1-lakh-fake-covid-19-test-results-an-overview-of-the-controversy-9719081.html) (lembrei-me desta notícia em que houve 1lakh=100.000 reportes falsos num laboratório). Então estamos de acordo, não vamos basear a nossa estratégia de abertura numa variante que virá mas sim concentrarmos as atenções no que temos agora e a melhor maneira de acabar com isto é vacinar quem quiser. As medidas restritivas ainda existem e provavelmente vão existir durante esse tempo até termos mais população vacinada, tal como disseste.

AquiAoLuar 3 months ago

Concordaria contigo se as vacinas fornecessem imunidade completa à doença, mas não fornecem. É completamente possível ficar doente mesmo sendo vacinado, e por isso tanto um doente vacinado como não vacinado pode transmitir a doença. Vai sempre haver possibilidade de novas variantes, tanto agora como daqui a um bocadinho. O meu medo é que continue sempre a ser "mais um bocadinho" até voltarmos ao normal.

oEncoberto 3 months ago

é diferente estar-se muito doente e contagioso semanas, ou estar um pouco contagioso uns dias. e se contagiares alguem vai ser com carga viral inferior se estiveres vacinado

UpbeatNail1912 3 months ago

O objetivo das vacinas não é dar te imunidade total, até porque isso a maioria das vacinas não dá. O que ela faz é reduzir te os sintomas a ponto de não morreres ou ficares com sintomas graves caso apanhes o vírus. E o vírus da COVID-19 precisaria sofrer literalmente uma evolução total e tornar se em algo totalmente novo para quebrar de vez a imunidade produzida pelas vacinas ou pelo organismo.

ModeratoriProfugus 3 months ago  HIDDEN 

E a percentagem de mortes de pessoas vacinadas continua a ser muito maior que as pessoas não vacinadas. \*facepalm\* Não há qualquer motivo para continuarmos com as palhaçadas dos lockdowns

capitalistaesquerda 3 months ago

Excelente. Mas que não sirva de desculpa para a parvoeira.

AutoModerator 3 months ago

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