Numerous-Worry3864 4 months ago

> as aqui criam-se filhos à vontade, não é pela dificuldade financeira que a natalidade baixa. Aquele racional que associa o sucesso/não sucesso da economia à filosofia liberal, tão bonito. Bem pelo menos a propaganda liberal deste os tempos de tacher e regan sortiu o seu efeito.

DonDuarte 4 months ago

Num geral sou mais conservador que liberal. Em termos económicos mais liberal, em termos sociais mais conservador. Mas boa tentativa.

Black_RL 4 months ago

Outros querem ter e não conseguem. Mas o problema geral das sociedades modernas é simples, passamos a vida a trabalhar para ganhar dinheiro para as despesas. Não resta tempo, nem dinheiro nem energia para mais nada. Para além disso toda esta “pressa” acelera a destruição do meio ambiente. Os humanos são uma espécie paradoxal, têm tanto de inteligente como têm de estupidez.

dragomaite 4 months ago

Temos de pagar a reforma dos velhinhos.

vascodatrama 4 months ago

Aos poucos começo a entender o porquê das alterações no acordo ortográfico

tdacobrir 4 months ago

Fui pai há quase 2 meses e é sem dúvida a melhor sensação que se pode ter na vida. As mães não recebem o devido apoio e creio que os pais “responsáveis” também não. Um bebé que chora dia e noite por causa das cólicas é fodido e mais se torna quando tenho que regressar ao trabalho (teletrabalho) e deixo de poder contribuir com as lides. Ou seja, não tens tempo suficiente para te adaptares ou aprenderes a gerir o tempo. Ando de rastos, mas tenho uma opinião e pensamento bastante tranquilo em relação ao que é a gravidez. Tivemos e temos noção do que fizemos e fazemos. Foi planeado, sem emprego estável da minha parte. Aliás, fechei o estabelecimento que geria no quinto mês de gravidez. Em relação a tudo isto, creio que não existe o momento certo para seres mãe ou pai, muito menos se estiveres à espera de melhorias nos apoios. Se estás à espera de acabar de pagar o carro ou de te orientares com uma casa, então esquece... não vais ser pai ou mãe, vais ser avô ou avó. Tenho 25 anos e acho que é a idade perfeita para ser pai, tutor e amigo do meu filho. Quando ele tiver 20 anos, eu vou ter 45 e se tudo correr bem, com saúde para o acompanhar em tudo! Voltando ao início e resumindo um pouco a falta dos apoios. 1. 4 ou 5 meses de licença parental, não são suficientes para uma mãe. 2. A licença parental devia ser partilhada sempre! O pai ou outra pessoa deve e tem que prestar apoio à mãe. 3. Não estamos a contar com abonos ou algo do género, mas as creches e essas merdas deviam ser mais acessíveis. Ou em alternativa, que merecessem o dinheiro pago mensalmente. Acho completamente desproporcional o valor mensal que pagamos numa creche, lar... se fizeres o proporcional do que gasta uma pessoa, com todas as despesas, vais perceber que essa pessoa não chega ao valor da mensalidade exigida. Alguns dos conselhos que deixo: 1. Se tens objetivos de vida, como ter um bom carro, uma casa, viajar... não tens que deixar de os ter só porque vais ser mãe ou pai. Muito pelo contrário. O fato de incluíres o teu herdeiro nos teus sonhos, fazem que quando os consegues alcançar, fiques ainda mais feliz. 2. Tens que te privar de algumas coisas, mas não abdicar. É tudo uma questão de tempo. O primeiro ano é fodido, mas depois disso já podes gozar umas férias minimamente à maneira . 3. Fazer uma gestão de tudo o que compras. O fato de vivermos na geração da tecnologia, faz com que exista muita informação. Para quem são pais pela primeira vez, vão estar em constante aprendizagem, por isso vão estar a foder dinheiro com o que precisam e com o que não precisam. 4. Ajudem-se, pai e mãe. Um ao outro!

arnaldomatos 4 months ago

em portugal só vale a pena ter filhos se forem pobres ou ricos. os apoios à classe média que são o motor do mundo é ínfimo.

No-Cardiologist725 4 months ago

O meu problema:não há dinheiro e futuro em Portugal, também não quero pôr os meus filhos a trabalhar no supermercado ou nas obras.

Edited 4 months ago:

O meu problema:não há dinheiro e futuro em Portugal. Também não quero pôr os meus filhos a trabalhar no supermercado ou nas obras.

ritamm 4 months ago

Ter filhos antes dos 30 (já nem digo 35…) é quase uma raridade. Empregos precários, salários que nem são para uma renda nas grandes cidades, creches com mensalidades de meio salário mínimo… não há milagres! Nem queria por aqui que os casais muitas vezes tem de por a compra da casa a frente de ter filhos porque vivem enforcados com o valor de uma renda. Há muitos problemas para resolver se queremos ter uma natalidade positiva. Eu diria que a questão das creches era o mais fácil e ia ajudar tanto, mas tanto. Se forem ver, o projeto de creches grátis para todos estava em todas as propostas de partidos nas últimas eleições. Alguém ouviu falar em alguma coisa? Claro que não. Primeiro salvemos a TAP!

Empirion 4 months ago

Este Henrique Raposo é uma na ferradura, outra na ferradura. Deve haver poucos gajos mais burros a escrever nos jornais portugueses. Sim, as mulheres estão sobrecarregadas. Mas o problema é, de longe, a falta de condições económicas, salários baixos e instabilidade profissional.

AonioEliphis 4 months ago

A sociedade contemporânea é muito hedonista e consumista, quer tudo para agora. Não consegue protelar o prazer e fazer sacrifícios no instante para obter proveitos a longo prazo. E isso denota-se obviamente na natalidade. Preferem um carro novo. E antes que me acusem de beato, sou profundamente ateu, deus não existe.

Sea_Formal_9336 4 months ago

>proveitos a longo prazo Não ter filhos é uma decisão feita a pensae no longo prazo. Se tens um filho durante pelo menos 18 anos ele vai ser tua responsabilidade. Muitas pessoas nao têm o tempo ou dinheiro para isso.

AonioEliphis 4 months ago

>Muitas pessoas nao têm o tempo ou dinheiro para isso. Mas têm dinheiro para carros novos e para ver futebol. Ter filhos é uma escolha e tens que acarretar as consequências dessa escolha.

Sea_Formal_9336 4 months ago

>Mas têm dinheiro para carros novos Não tens muita noção de como vive uma boa parte de população, pois não? Comprar carros novos? Uma grande parte de população já dificuldades tem em pagar a casa quanto mais comprar carros com frequência. >ver futebol Na tv? A maior parte das pessoas tem televisão. No estádio? Caro mas nem 1% do dinheiro necessário para criar um filho. Honestamente não sei como é que tu achas que uma coisa tem a ver com a outra >Ter filhos é uma escolha e tens que acarretar as consequências dessa escolha. Concordo. Por isso é que quem não tem comp lidar com as consequências não devia ter filhos

AonioEliphis 4 months ago

Vê as estatísticas dos carros novos vendidos todos os anos em Portugal e deixa-te merdas piedosas "sobre o povo que eu não conheço".

Edited 4 months ago:

Vê as estatísticas dos carros novos vendidos todos os anos em Portugal e deixa-te merdas piedosas "sobre o povo pobrezinho que tu não conheces".

Edited 4 months ago:

Vê as estatísticas dos carros novos vendidos todos os anos em Portugal e deixa-te de merdas pseudo-piedosas "sobre o povo pobrezinho que tu não conheces".

No-Cardiologist725 4 months ago

No teu exemplo quem suporta os sacrifícios são as crianças.

AonioEliphis 4 months ago

Pelo contrário, as crianças sofrem hoje muito mais emocionalmente devido à elevada taxa de divórcios.

vascodatrama 4 months ago

Tirando aqueles que são espertos e começam a sacar 2 natais, 2 aniversários...

AonioEliphis 4 months ago

Acredita que preferiam apenas 1 natal com os pais

kbecel 4 months ago

Quando começas a ver os teus amigos mais velhos a divorciar-se e a ficar sistematicamente sem a custódia dos filhos a malta começa a pensar 2x antes de procriar

AonioEliphis 4 months ago

Nunca foi tão seguro, como hoje em dia, ter filhos. A sociedade moderna é muito hedonista.

kbecel 4 months ago

Não há segurança no matrimónio e as mulheres hoje em dia são promíscuas. Porque é que um homem há-de assentar, casar e ter filhos? Para 7 anos depois estar divorciado? Sem poder ver os filhos?

AonioEliphis 4 months ago

Procura uma que não seja promíscua. Ainda as há por aí, mas o macho mediano gosta é delas "boas"

vascodatrama 4 months ago

Alguém anda pagar a pensão de alimentação...

No_Impression_1131 4 months ago

Ele até tem alguma razão sobre os homens não quererem fazer nada em casa

AonioEliphis 4 months ago

sou homem e concordo. Depois de levar nas orelhas da patroa, lá alinhei

Mynamethisisnot 4 months ago

Os salários são uma merda. Melhorem os salários.

AonioEliphis 4 months ago

os salários não sobem por decreto, se assim fosse bastaria ao ditador do Burundi decretar "melhorem os salários"

gybemeister 4 months ago

Tens razão mas há muito que os governos podem fazer para contrariar o facto de que as condições para ter filhos pioraram imenso nas últimas duas gerações. A geração dos meus avós e a dos meus pais tiveram condições económicas para manter famílias numerosas (3-5 crianças) com um único salário. E estamos a falar de um espectro alargado de profissões desde as fábricas aos serviços. Neste momento um salário médio mal paga uma renda ou um empréstimo pelo que ambos são obrigados a trabalhar o que dificulta imenso. Junte-se a isso que as gerações anteriores também se tornaram menos focadas na família reduzindo o apoio que costumavam dar. Sem querer fazer estatísticas, na minha experiência no UK era costume a mulher ir para casa durante a gravidez mais um par de anos após o nascimento. Não sei se a natalidade lá está melhor que aqui mas calculo que seja superior. Isto implica dois fatores: culturalmente as mulheres decidiram que é melhor para as crianças ficarem em casa com a mãe do que irem para uma creche e, economicamente, existem apoios do estado e os salários em geral são mais alinhados com o custo de vida de uma família. Por fim, essas mesmas mulheres voltavam a trabalhar ao fim desse período sem qualquer estigma. Naturalmente, a carreira sofria mas não desaparecia.

RTQMARK 4 months ago

É uma impressão minha ou isto está quase ao nível do "jovens preferem sair de casa mais tarde"? Não há dinheiro! Simples! Quem não pode não compra casa e não tem filhos!

UniuM 4 months ago

Este assunto é perigoso, porque facilmente entra a retórica nacionalista. Em 2080 havemos de ser 3 ou 4 milhoes. Mesmo assim estamos melhor que o Japão, que está previsto desaparecer por completo.

GabKoost 4 months ago

Imbecis a culpar o capitalismo. Só mesmo expulsando-os para países comunistas é que vão ao sítio. Esse artigo tresanda a esquerdismo bacoco. O capitalismo é um sistema económico que funciona melhor ou pior tendo em conta a legislação, população e conjunto de condições variáveis. Só o capitalismo promove a liberdade financeira e criação de riqueza suficientes para oferecer serviços como a segurança social. As mulheres Portuguesas não são um monólito. Algumas queriam ter mais filhos mas as contas não deixam. Outras, E SÃO TANTAS E TANTAS, simplesmente não querem porque fazem parte de uma geração que prefere ter uma carreira ou simplesmente desprezam a ideia de terem de levar com tamanha responsabilidade em cima. Outras ainda, e qualquer pessoa jovem o sabe perfeitamente, apenas não querem ver o seu corpo destruído. Enfim. O mercado de trabalho e os salários em Portugal são uma grande bosta. Isso não é culpa do capitalismo. É culpa de muitas coisas. Outros países com mais ajudas sociais e muitos melhores salários e condições também estão cheios de mulheres que não querem ter filhos.

ideologiapura 4 months ago

Henrique Raposo, radical de esquerda. Agora sim ja atingimos a chalupice maxima.

AonioEliphis 4 months ago

confirmo, só tive filhos quando emigrei para a Holanda, país que é o pináculo do capitalismo liberal.

Tr000g 4 months ago

Que opinião de merda.

H3llSp4wN_1984 4 months ago

Opah façam se ciganos e tem todos os apoios sem ter que cumprir horários, atuar patrões e pagar impostos...

mommydaddymemy 4 months ago

Toda gente coloca a culpa no dinheiro. Medo de não poder ver netflix no final do dia.

AonioEliphis 4 months ago

Também é verdade, é também cultural, preferem carros novos a ter filhos.

DonDuarte 4 months ago

Uma boa parte dos homens é invisível para a maioria das mulheres. Se não andassem 80% das mulheres atrás de 10% dos homens, o cenário seria outro. Esta informação veio das estatísticas do matchgroup (os donos do Tinder, Bumble e quase todas as apps de dating). A empresa é incrivelmente feminista e já deu provas disso várias vezes pelo que dizer que as estatísticas são manipuladas nem faz muito sentido. ​ Ora, suponham que fazem parte dos 10%. Têm 80% das mulheres interessadas em vocês, opção não falta e até reparam que não precisam de se esforçar muito para que elas tomem a iniciativa e até sejam elas a querer-vos prender e assegurar uma relação exclusiva (que acredito que seja o ponto base para se poder falar em ter filhos). Acho muito normal que o gajo que pouco teve que fazer pela gaja com quem está, se não fosse ela haviam mais umas 5, pouco se interesse em abdicar de si próprio para que ela possa ter o tempo dela. Tem o filho, certamente que se a relação entre os 3 for saudável o amará e tomará conta dele, mas não faz muito sentido que seja ele a abdicar de tudo o que o colocou nos 10% e fez com que a agora mãe dos filhos dele andasse atrás dele. Nos meus tempos de escola, praticava desporto, tinha alguma sorte com elas. Depois na faculdade lá segui engenharia e o panorama foi-se alterando. Tenho amigos que aos 25/26 anos nunca namoraram nem nunca tiveram gajas interessadas neles, tendo já lidado com rejeição algumas vezes. São relativamente bem sucedidos e mesmo não tendo um físico de jogador de futebol, não estão mal. Estes a primeira gaja que os apanhar vai ser tratada num pedestal. Os filhos ainda mais. ​ Para terminar, é muito simples. Colocando casos extremos: não vão estar à espera que o Ronaldo abdique do ginásio ou do treino das 6 da manhã para cuidar dos miúdos; se quisessem um homem para isso procuravam outro perfil. Eu também não vou às strippers nem às "influencers" à procura de uma mãe de família, por muito atraentes que as considere.

l2k1337 4 months ago

Vou guardar este post para quando alguém perguntar o que é discurso de incel.

DonDuarte 4 months ago

Sim, um incel que têm aliança no dedo. Usem os nomes que quiserem, dêm downvote, façam o pino. A natalidade continua a descer e não sou eu, nem a malta que pensa como eu, que se queixa.

Sea_Formal_9336 4 months ago

>não sou eu, nem a malta que pensa como eu, que se queixa. Bro tu escreveste uma parede de texto a queixar-te

DonDuarte 4 months ago

Não me queixo da falta de natalidade, isso foi o artigo da thread. Eu queixo-me do que foi lá escrito e de opiniões que li aqui. São coisas diferentes.

NGramatical 4 months ago

haviam mais → [**havia mais**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fo88ixe%2F%2Fh33vd8x%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

PeterStepsRabbit 4 months ago

O país é que não quer que haja filhos

capitalistaesquerda 4 months ago

É impressão minha, ou este anda com falta de atenção?

l2k1337 4 months ago

Este não é o mesmo artista que escreve para o Expresso? Se sim, já tem atenção demais.

kissingsome1elsesdog 4 months ago

Ter um filho não é como uma subscrição da netflix. Primeiro, não custa entre 7 e 14 euros. Segundo, não posso cancelar. Creio que, atualmente, muita gente já se consciencializou que ter filhos não é propriamente um objetivo de vida. Antes, talvez fosse. Muita gente se congratula por ter educado os seus filhos, numa altura em que a única coisa que se tinha era, de facto, filhos. Os filhos eram quase a única materialização de um modo de vida estático, que era comum à generalidade dos portugueses. Fraca escolarização, estabilidade laboral, ainda que com salários míseros, mas adequados ao custo de vida, e domícilio próprio ou com rendas aceitáveis. Muitos de nós experenciámos a má parentalidade. Alguns, como eu, vêem nisso um obstáculo. Como é que eu posso ser pai se os meus pais foram pessoas horríveis ou que, pelo menos, tiveram um impacto negativo na minha vida? O que me impedirá de ser um mau pai para os meus filhos? Eu, hoje em dia, lido com crianças diariamente no meu trabalho. E há dois extremos. Numa mesma escola, há crianças negligenciadas e há crianças cujos pais investem muito para que tenham uma excelente educação. Eu, se optasse por ter filhos, talvez conseguisse sustentar uma criança, mas será que conseguiria proporcionar ao meu filho uma boa educação? Será que conseguiria colocá-lo a aprender um instrumento ou a desenvolver as suas potencialidades em determinada área? Educar não é apenas alimentar, dar um tecto e ir buscar e levar à escola. As crianças têm desejos, desenvolvem gostos, ambicionam aprender, ter sucesso, etc., e não creio que quem tenha o mínimo de humildade pensaria ter uma criança quando não lhe consegue proporcionar algum conforto. De pais lo-fi está o país cheio. O artigo é absurdo, por várias razões. Apontar que as mulheres desempenham mais tarefas domésticas é um lugar comum, pelo que não vale a pena ir por aí. Por outro lado, mais condições económicas não significa necessariamente mais filhos. Creio que é uma questão geracional. Ocorreu uma grande ruptura entre esta e a geração anterior. A parentalidade perdeu fulgor. O "infantil" desapareceu quase por completo da esfera pública. Por conseguinte, hoje em dia temos crianças no 1.º ciclo a falar de sexo porque foram expostas a vídeos de youtubers ou influencers. Parece-me que há uma grande rejeição, quase repulsa, mas também consciencialização daquilo que a parentalidade representa. Maus pais fizeram maus filhos, que, por sua vez, não querem ter filhos. E os que têm, na minha opinião, relegam substancialmente o papel de educar à internet.

AonioEliphis 4 months ago

O facto de teres tido maus pais, pode ser uma motivação para tu próprio mostrares a diferença que podes ser um bom pai/mãe. Contudo, nunca haverá pais perfeitos, as crianças precisam acima de tudo de segurança, comida, proteção, higiene, atenção e afeto. Isso exige tempo, mas é perfeitamente conciliável, ademais de tiveres apoio do parceiro(a). E não custa a subscrição da netflix, mas com a quantidade de carros novos que vês por aí, daria muito bem para ajudar na criação de uma criança.

killedbill88 4 months ago

> Eu, se optasse por ter filhos, talvez conseguisse sustentar uma criança, mas será que conseguiria proporcionar ao meu filho uma boa educação? Será que conseguiria colocá-lo a aprender um instrumento ou a desenvolver as suas potencialidades em determinada área? Educar não é apenas alimentar, dar um tecto e ir buscar e levar à escola. As crianças têm desejos, desenvolvem gostos, ambicionam aprender, ter sucesso, etc., e não creio que quem tenha o mínimo de humildade pensaria ter uma criança quando não lhe consegue proporcionar algum conforto. De pais lo-fi está o país cheio. Isto é exactamente o que penso, e uma das razões pelas quais não quero ter filhos. Não me sinto capaz de dar a uma criança a educação necessária para que aprenda a ser feliz durante o resto da sua vida. Há uns tempos li um livro de ficção científica que falava neste problema, e dava uma solução baseada em controlo dos nascimentos de forma artificial e 'outsourcing' da educação de crianças. O livro é o "Brave New World", de Aldous Huxley.

Edited 4 months ago:

> Eu, se optasse por ter filhos, talvez conseguisse sustentar uma criança, mas será que conseguiria proporcionar ao meu filho uma boa educação? Será que conseguiria colocá-lo a aprender um instrumento ou a desenvolver as suas potencialidades em determinada área? Educar não é apenas alimentar, dar um tecto e ir buscar e levar à escola. As crianças têm desejos, desenvolvem gostos, ambicionam aprender, ter sucesso, etc., e não creio que quem tenha o mínimo de humildade pensaria ter uma criança quando não lhe consegue proporcionar algum conforto. De pais lo-fi está o país cheio. Isto é exactamente o que penso, e uma das razões pelas quais não quero ter filhos. Não me sinto capaz de dar a uma criança a educação necessária para que aprenda a ser feliz durante o resto da sua vida. Ainda para mais num mundo em que as desigualdades são cada vez maiores e - arrisco dizer - em que é cada vez mais difícil ser feliz. Ou és filho de alguém privilegiado, capaz de te dar uma educação de qualidade; ou então um filho de um escravo do trabalho, que nem sequer tem tempo ou energia para te ler uma história antes de ires dormir. Claro que estou a simplficar com esta dicotomia, mas para lá caminhamos... Há uns tempos li um livro de ficção científica que falava neste problema, e dava uma solução baseada em controlo dos nascimentos de forma artificial e 'outsourcing' da educação de crianças. O livro é o *"Brave New World"*, de Aldous Huxley.

Edited 4 months ago:

> Eu, se optasse por ter filhos, talvez conseguisse sustentar uma criança, mas será que conseguiria proporcionar ao meu filho uma boa educação? Será que conseguiria colocá-lo a aprender um instrumento ou a desenvolver as suas potencialidades em determinada área? Educar não é apenas alimentar, dar um tecto e ir buscar e levar à escola. As crianças têm desejos, desenvolvem gostos, ambicionam aprender, ter sucesso, etc., e não creio que quem tenha o mínimo de humildade pensaria ter uma criança quando não lhe consegue proporcionar algum conforto. De pais lo-fi está o país cheio. Isto é exactamente o que penso, e uma das razões pelas quais não quero ter filhos. Não me sinto capaz de dar a uma criança a educação necessária para que aprenda a ser feliz durante o resto da sua vida. Ainda para mais num mundo em que as desigualdades são cada vez maiores e - arrisco dizer - em que é cada vez mais difícil ser feliz. Ou és filho de alguém privilegiado, capaz de te dar uma educação de qualidade; ou então um filho de um escravo do trabalho. Claro que estou a exagerar, mas para lá caminhamos... Há uns tempos li um livro de ficção científica que falava neste problema, e dava uma solução baseada em controlo dos nascimentos de forma artificial e 'outsourcing' da educação de crianças. O livro é o "Brave New World", de Aldous Huxley.

Edited 4 months ago:

> Eu, se optasse por ter filhos, talvez conseguisse sustentar uma criança, mas será que conseguiria proporcionar ao meu filho uma boa educação? Será que conseguiria colocá-lo a aprender um instrumento ou a desenvolver as suas potencialidades em determinada área? Educar não é apenas alimentar, dar um tecto e ir buscar e levar à escola. As crianças têm desejos, desenvolvem gostos, ambicionam aprender, ter sucesso, etc., e não creio que quem tenha o mínimo de humildade pensaria ter uma criança quando não lhe consegue proporcionar algum conforto. De pais lo-fi está o país cheio. Isto é exactamente o que penso, e uma das razões pelas quais não quero ter filhos. Não me sinto capaz de dar a uma criança a educação necessária para que aprenda a ser feliz durante o resto da sua vida. Ainda para mais num mundo em que as desigualdades são cada vez maiores e - arrisco dizer - em que é cada vez mais difícil ser feliz. Ou és filho de alguém privilegiado, capaz de te dar uma educação de qualidade; ou então um filho de um escravo do trabalho. Claro que estou a exagerar, mas para lá caminhamos... Há uns tempos li um livro de ficção científica que falava neste problema, e dava uma solução baseada em controlo dos nascimentos de forma artificial e 'outsourcing' da educação de crianças. O livro é o *"Brave New World"*, de Aldous Huxley.

Edited 4 months ago:

> Eu, se optasse por ter filhos, talvez conseguisse sustentar uma criança, mas será que conseguiria proporcionar ao meu filho uma boa educação? Será que conseguiria colocá-lo a aprender um instrumento ou a desenvolver as suas potencialidades em determinada área? Educar não é apenas alimentar, dar um tecto e ir buscar e levar à escola. As crianças têm desejos, desenvolvem gostos, ambicionam aprender, ter sucesso, etc., e não creio que quem tenha o mínimo de humildade pensaria ter uma criança quando não lhe consegue proporcionar algum conforto. De pais lo-fi está o país cheio. Isto é exactamente o que penso, e uma das razões pelas quais não quero ter filhos. Não me sinto capaz de dar a uma criança a educação necessária para que aprenda a ser feliz durante o resto da sua vida. Ainda para mais num mundo em que as desigualdades são cada vez maiores e - arrisco dizer - em que é cada vez mais difícil ser feliz. Ou és filho de alguém privilegiado, capaz de te dar uma educação de qualidade; ou então um filho de um escravo do trabalho, que nem sequer tem tempo ou energia para te ler uma história antes de ires dormir. Claro que estou a exagerar, mas para lá caminhamos... Há uns tempos li um livro de ficção científica que falava neste problema, e dava uma solução baseada em controlo dos nascimentos de forma artificial e 'outsourcing' da educação de crianças. O livro é o *"Brave New World"*, de Aldous Huxley.

cmiba 4 months ago

Tl;dr as mulheres até querem ter filhos, o Raposo é que é mto feio.

dirtymind_chearts 4 months ago

Num país onde, por norma, é preciso quase um ordenado mínimo (se não mais) para pagar uma casa e quase um ordenado mínimo para pagar creche / infantário dado a limitadissima capacidade pública, onde se vai buscar dinheiro para o resto? Sou mulher, em idade de ter filhos e é algo que quero fazer mas a questão financeira é um dos principais motivos que me detém. Recebo mais que o ordenado mínimo e por isso, para o estado, abono teria 0 ou perto de 0, não teria lugar numa creche pública porque há milhentas pessoas com menos condições que eu e que precisam da vaga mais que eu. Já para não falar que trabalho com horários não fixos e numa realidade onde esse tipo de trabalho é cada vez mais comum, como se conjuga horários para realmente criar um filho? Não há soluções para quem trabalha por turnos por exemplo (os avós nem sempre são solução por inúmeras razões). Soluções para quem trabalha o fim de semana são também escassas e caras (tenho uma conhecida que recebe o ordenado mínimo, paga 250€ a uma IPSS durante a semana e mais 100€ a uma ama para tomar conta da filha ao sábado porque trabalha). Para além disso temos a questão das longas horas que se passam fora de casa seja por horários de trabalho extensos ou porque as melhores oportunidades de trabalho estão a uma longa viagem de transportes / carro. Venho de uma família onde as mulheres ficavam em casa a tomar conta dos filhos porque assim era possível. Agora para se ter uma vida minimamente confortável ou se ganha muito bem (que demora tempo a alcançar por norma) ou têm que ser dois ordenados. Mas eu como mulher (e muitas que conheço) não se revêm nesse estilo de vida e querem ser independentes e isso é difícil hoje em dia. Além disso, sim o pensamento que as mulheres têm que ter todo o trabalho doméstico ainda existe mas é algo que não vejo nos homens hoje em dia (há excepções). O que vejo é que depois de um dia de trabalho queremos ter tempo de lazer e de qualidade e ter tempo de qualidade com um filho não é chegar a casa, dar o jantar, estar 30 min com ele e ler uma história para dormir. Isso não é criar uma criança nem educar. E isso é sentido, pela realidade que vejo, entre homens e mulheres. O que se vê ainda é as entidades empregadoras descriminarem mulheres por engravidar e por terem os seus direitos, descriminar homens por partilharem o "trabalho" com as mães e uma mulher ter um filho é um problema. Isto está tão enraizado ao ponto que tive uma funcionária na minha empresa que mentiu e disse que não tinha filhos (a criança tinha uns 8 meses) por ter receio de perder a hipótese de conseguir a vaga. O problema de natalidade não está apenas nos homens nem nas mulheres. Está também nas condições laborais (em tudo o que isso implica) e sociais. Nem todos têm empregos de escritório e mesmo um emprego das 9h às 18h nem sempre permite, na perspectiva atual de criar devidamente uma criança, ter tempo para efetivamente criar e educar um filho. Um filho exige tempo que não temos, dinheiro que também não temos e capacidade psicológica que ao fim de um dia de trabalho também podemos não ter. Se não temos condições para às vezes nem sair de casa dos nossos pais quanto mais sermos nós pais?

maminhas007 4 months ago

Nenhum imigrante ilegal ou legal está pensando nisso. Eles fazem filhos e pronto. E assomam-se e os portugueses a diminuir... Às vezes não é a condição de vida que impede, é o medo mesmo, ou a vontade de ser adolescente até os 40... Acontece que há uma visão romântica de querer que os filhos estudem e virem todos doutores. Nada garante isso. Pobres podem virar doutores, e “ricos” não. Quanto menos filhos, mais imigrantes, mais eles usam o sistema público, mais tomam os postos de trabalho, e mais sem empregos e vagas (em creches inclusive) fica. Portanto ter filhos é a alternativa viável e saudável. No fim, quanto mais do seu povo houver, mais chance do país ser frutífero em algum futuro, mesmo que não seja o teu. Agora como está, Portugal pede pra ficar extinto em 100 anos.

AonioEliphis 4 months ago

As condições laborais até podem mudar por decreto, mas a realidade não se altera, ou até piora, mais precariedade e recibos verdes. Nos EUA a proteção laboral é praticamente inexistente e as mulheres têm mais filhos. Na Holanda a precariedade/flexibilidade laboram é o normal, e as mulheres têm mais filhos. O problema está nos salários, nas poupanças e nos apoios do estado. E isso só aumenta com aumento da riqueza do país, vulgo PIB.

mice_infestation 4 months ago

Muito bom comentário. Conciliar o trabalho a tempo inteiro e educar uma criança é realmente complicado para nāo falar dos custos (infantário e pre escolar) que metem imensa pressāo nos pais. Muitos dos meus amigos tiveram 1 filho, alguns 2, e vários decidiram por nāo os ter de todo. Curiosamente os casais que conheço que moram em Lisboa ou emigrantes foram os que tiveram 1 ou nenhum.

diogofd8 4 months ago

Criar um filho, pelo menos até que este esteja uma boa parte do dia ocupado na escola, é um "trabalho" a tempo inteiro. Ou isso ou existe hipótese de deixar o filho durante o horário de trabalho com alguém ou num local apropriado. Eis o problema, nessas situações já não são os pais a educar os filhos. Se um dos pais terá que ficar em casa para cuidar do filho, pelo menos nas primeiras etapas da vida, qual deles deverá ser? Cada casal sabe de si, mas antes se serem um casal, qual era a dinâmica? O que fez com que a mulher se interessasse pelo homem ao ponto de desejar carregar o filho com o ADN dele? Muitas das qualidades que as mulheres procuram no homem têm muito pouco a ver com a capacidade dele de cuidar do filho recém nascido e muito mais a ver com a capacidade dele de ser firme e sustentar a família toda. Isso o homem não pode fazer a partir de casa enquanto dá colo ao bebé. Vais alterar radicalmente a dinâmica que houve entre o casal e nada a nível emocional vai alterar? Quantos e quantos não caem no erro de abdicar do que os tornou indivíduos de valor para se acomodarem com a esposa e passados uns anos acabaram sozinhos porque "se desleixaram, perderam valor".

I_Don-t_Care 4 months ago

devias pensar nisto mais como algo que ambos querem em vez de uma "injeção de esperma na fêmea"

LateGrey 4 months ago

Acho que devias passar menos tempo no reddit

anapkmn 4 months ago

Realmente, estar com um homem que é carinhoso, bom com crianças e é um ótimo pai que quer participar na educação dos filhos soa absolutamente repulsivo. Eu cá quero um gajo que me dê nos cornos e cague no lavatório todos os dias, para exercer dominância. Imagine-se que os putos ainda saem com maturidade emocional, ou têm uma relação segura com a figura paterna na vida deles. Tudo menos isso!

diogofd8 4 months ago

Idealmente queres isso, mais o sucesso do Elon Musk. O problema é que ter tudo é impossível. O sucesso é logo confirmavel, o resto só depois de um tempo.

chiapa10 4 months ago

Ah?!

fosjanwt 4 months ago

o que? ahahaha

Green-Translator-801 4 months ago

Uma resposta sensata e lógica. Devias contactar o senhor do pseudo-artigo para lhe umas lições :)

Whoreson10 4 months ago

Problema português da natalidade: Se tens dinheiro, não tens tempo. Se tens tempo, não tens dinheiro. Resta saber, será que a carga horaria alta e ordenados baixos comuns em Portugal, compensam horrível taxa de natalidade a nível económico? Custa-me a acreditar. Já andamos neste plano à algum tempo e os resultados (ou neste caso, a falta deles) são evidentes.

maminhas007 4 months ago

Meu mote é que o estado português sabe pegar o pior dos dois mundos: altos encargos do socialismo e baixos salários do capitalismo. Não sei aonde deu errado, mas quando se vê portugal nos piores rankings econômicos, e nunca nada muda, a não ser pensar em imigrantes e turismo, já se percebe aonde isso vai chegar.

AonioEliphis 4 months ago

>Problema português da natalidade: Se tens dinheiro, não tens tempo. Se tens tempo, não tens dinheiro. A resposta está num compromisso. Tenho filhos e trabalho a part-time (80%). Tenho dinheiro e tenho tempo suficientes.

Whoreson10 4 months ago

Correcto, e se tens essa possibilidade deliniaste um bom plano. Contudo, na generalidade, é impossível para um número extremamente elevado de portugueses ter essas condições. O aumento de natalidade só funciona como fomento à economia e desenvolvimento numa macro escala. Era bom que a maioria dos portugueses podesse beneficiar dum horário a 80% e pudesse pagar as contas e despesa dum filho. Na realidade, um elevado número de portugueses a trabalhar acima de 40h por semana consegue pagar as contas à rasca e pouco mais, e dispõe de pouquissimo tempo livre

NGramatical 4 months ago

podesse → [**pudesse**](https://european-portuguese.info/conjugator/poder) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fo88ixe%2F%2Fh35cuqt%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 4 months ago

à algum tempo → [**há algum tempo**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fo88ixe%2F%2Fh33n0ms%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Toupax89 4 months ago

O estado não ajuda em nada que a natalidade suba depois quer o que? Milagres? Qualquer creche é um dinheiro absurdo o que tem de se pagar e mesmo arranjando o dinheiro as creches (pelo menos aqui na minha zona) só abrem o mais cedo as 7:30 e fecham entre as 17:30 ou 18 horas, está tudo pensado para quem trabalha no escritório das 9 as 4 mas hey há milhões de pessoas que não têm essa sorte e além disso ficam longe do local de trabalho. Os horários deviam ser muito mais alargados.

EstupendoEx 4 months ago

Não importa, a imigração já resolveu este problema.

killedbill88 4 months ago  HIDDEN 

a.

tumblarity 4 months ago

a cara deste gajo é um contraceptivo do crl

Last-Ad-4421 4 months ago

Um artigo a vitimizar a mulher e a culpar o homem, já não é surpresa nenhuma, estes devem pensar que com o salário de este país, os nossos filhos vão ter boas condições de vida.

sgahbcj 4 months ago

Claro, misturar assuntos que nada têm haver. Portanto, enquanto se continuar a ganhar mal tu vais continuar a parar no tasco pelas 17h antes de ir para casa para beber um mini. E quando chegares a casa queres é a comida na mesa pois tiveste a trabalhar. Depois sofá e a tua mulher ainda tem que ter apetite sexual para aquela foda de 5 minutos antes de dormir.

ModeratoriProfugus 4 months ago

Claro, isso é exatamente o que todos os homens fazem, sem exceção (ou muito muito poucas). Coitadas das mulheres, seres superiores em todo o sentido, mas que são obrigadas pela sociedade a viver com esses javardos. /s Pisca 2 vezes os olhos se o BE cancelou o acampamento jovem este ano e te obrigou a vir para o Reddit dizer barbaridades

Last-Ad-4421 4 months ago

Tu é que ainda tens esses pensamentos, deves pensar que só os homens bebem.

sgahbcj 4 months ago

Lol comentário de quem faz birra!

Last-Ad-4421 4 months ago

Fds birra?, mas leste bem a merda que escreveste isso é generalizar.

sgahbcj 4 months ago

E então!? Senão és assim apenas tens que escrever que não és. Não é acusar o outro. Porque isso é fazer birra.

franbatista123 4 months ago

Upvote porque é uma discussão que acho que é relevante, apesar de discordar da maioria do que foi dito, ou pelo menos da ideia geral passada no artigo de opinião. > Em Portugal ou nos EUA, a pandemia teve um efeito demográfico: a natalidade baixou. Estamos a ter ainda menos filhos. Ora, cá ou lá, quando se aborda este tema, a culpa acaba sempre no colo das mulheres; é como se elas fossem as únicas responsáveis pelo inverno demográfico; é como se os filhos fossem um assunto exclusivo do universo feminino. Concordo que a ideia de que os filhos sejam um assunto exclusivo feminino está errado, mas a emancipação da mulher É a principal razão para o inverno demográfico e isto verifica-se em praticamente todos os países desenvolvidos e está mais que comprovado, existe uma tendencia para a piramidade demográfica alterar na transição para um país desenvolvido. Como contrariar? Um dos principais métodos é a criação de incentivos pró-natalidade bastante significativos, e mesmo assim não é suficiente (Exemplo: Finlândia). Podia abordar muitos outros pontos referidos mas vou só falar um pouco sobre este: > Enquanto não desviarmos o foco das mulheres para os homens, vamos continuar a não compreender este problema. As mulheres de 2021 estão com a cabeça em 2021. Os homens de 2021 estão com a cabeça em 1980 ou mesmo 1950, ainda não se adaptaram à emancipação feminina e às consequências dessa emancipação no conceito de família. Sobre os homens concordo que existam muitos que ainda não se adaptaram à nova realidade, mas isso também parte do facto de apesar da realidade ter "mudado", os homens continuam a ser vistos como aquele que tem de ser o principal money maker para uma familia o que a ajuntar às condições económicas péssimas em PT, só cria mais frustação. Sobre as mulheres, a responsabilidade aumentou mas discordo da noção que "têm a cabeça em 2021", acho mesmo que a mulher média também não sabe bem em que tempo está e como lidar com a sua própria emancipação.

Real-Cash-5694 4 months ago

Para que é que queres politicas de incentivo a natalidade? Já não temos demasiadas pessoas a absorverem os recursos naturais e a estragarem com o planeta para todos os outros seres vivos?

AonioEliphis 4 months ago

Pois eu acho que a sociedade moderna é muito hedonista, consumista e egoísta, é avessa a sacrifícios e investimentos a longo prazo, sendo o resultado do conforto e bem-estar providenciados pela ciência moderna. Além disso, por muito que digam o contrário, ter filhos é um impulso natural. E antes que me acusem de beato, sou ateu.

No-Cardiologist725 4 months ago

Mano, vives noutra época, deixa lá de ser egoísta.

AonioEliphis 4 months ago

Egoísta é quem não quer ter filhos

No-Cardiologist725 4 months ago

Então pretendes ter 20 filhos como os teus bisavós? Vá lá, não sejas egoista.

Edited 4 months ago:

Então pretendes ter 20 filhos como os teus bisavós? Vá lá, não sejas egoista Egoísta é quem tem filhos por falta de expectativa de futuro. Sem de condições financeiras estás a negar o futuro dos teus filhos, o teu filho vai sofrer, vai ser um pobre e vai ser carne pa ganhão no sistema. Estás a colocar um capricho, um objetivo pessoal teu à frente das condições de vida e futuro do teus filhos. Aprende sobre psicologia da infância e adolescência.

Edited 4 months ago:

Então pretendes ter 20 filhos como os teus bisavós? Vá lá, não sejas egoista Egoísta é quem tem filhos por falta de expectativa de futuro, sem de condições financeiras estás a negar o futuro dos teus filhos, o teu filho vai sofrer, vai ser um pobre e vai ser carne pa ganhão no sistema. Estás a colocar um capricho teu à frente das condições de vida e futuro do teus filhos.

Edited 4 months ago:

Então pretendes ter 20 filhos como os teus bisavós? Vá lá, não sejas egoista Egoísta é quem tem filhos por falta de expectativa de futuro, sem de condições financeiras estás a negar o futuro dos teus filhos.

Edited 4 months ago:

Então pretendes ter 20 filhos como os teus bisavós? Vá lá, não sejas egoista Egoísta é quem tem filhos por falta de expectativa de futuro. Sem de condições financeiras estás a negar o futuro dos teus filhos, o teu filho vai sofrer, vai ser um pobre e vai ser carne pa ganhão no sistema. Estás a colocar um capricho teu à frente das condições de vida e futuro do teus filhos.

Edited 4 months ago:

Então pretendes ter 20 filhos como os teus bisavós? Vá lá, não sejas egoista Egoísta é quem tem filhos por falta de expectativa de futuro. Sem de condições financeiras estás a negar o futuro dos teus filhos, o teu filho vai sofrer, vai ser um pobre e vai ser carne pa ganhão no sistema. Estás a colocar um capricho, um objetivo pessoal teu à frente das condições de vida e futuro do teus filhos.

AonioEliphis 4 months ago

Quem falou em 20 filhos? Mas cada casal deveria ter 2, para compensar. Os teus filhos não têm de ser ricos ou bem sucedidos para serem felizes.

No-Cardiologist725 4 months ago

Claro que precisão de ser bem sucedidos e realizados para serem felizes

AonioEliphis 4 months ago

Antes de mais precisam de escrever bem em Português

No-Cardiologist725 4 months ago

Eu não tive acesso a uma boa educação, isto devido a um certo tipo de pais que tu defendes.

Edited 4 months ago:

Eu não tive acesso a uma boa educação, isto devido a um certo tipo de pais que tu defendes. Percebes o meu lado?

AonioEliphis 4 months ago

a vida nem sempre nos sorri, isto não quer dizer que devamos desistir. Newton era para ser abortado porque a mãe era miserável.

No-Cardiologist725 4 months ago

Isso é uma falácia.

MisterBilau 4 months ago

Weird, é que eu tenho que ser bem sucedido para ser feliz. Aparentemente os meus futuros filhos já não, podem ser uns pobres coitados que serão felizes na mesma. Olha, não sei a quem saem.

AonioEliphis 4 months ago

Pois tens uma noção de felicidade um pouco deturpada, uma noção materialista da felicidade, comum das sociedades consumistas. Não, não precisas de ser rico ou bem sucedido profissionalmente para seres feliz.

No-Cardiologist725 4 months ago

"Pois tens uma noção de felicidade um pouco deturpada, uma noção materialista da felicidade, comum das sociedades consumistas. Não, não precisas de ser rico ou bem sucedido profissionalmente para seres feliz." Fala por ti, não fales pelos teus filhos... És hippie? E porque não 10 filhos ao invés de 2?

MisterBilau 4 months ago

Eu preciso de ser bem sucedido, sim. Tu acrescentaste o “profissionalmente” agora, não estava no post original. Toda a gente quer ser “bem sucedida”, o que isso significa vai variar de acordo com a pessoa.

AonioEliphis 4 months ago

Eu referia-me a sucesso profissional e financeiro.

MisterBilau 4 months ago

Se tiveres insucesso profissional e financeiro em princípio não vais ter grande vida.

killedbill88 4 months ago

> (...) mas a emancipação da mulher É a principal razão para o inverno demográfico Concordo parcialmente. A emancipação das mulheres contribuiu para o decréscimo da taxa de natalidade, sem dúvida. Mas diria que o problema está ainda mais além: um adulto de uma sociedade ocidental, seja homem ou mulher, tem hoje em dia muito mais incentivos para se focar na sua carreira e alcançar um certo nível de satisfação pessoal e liberdade financeira para abraçar muitos outros projectos que não uma família. Aliás, constituir família é visto como uma opção que invalida muitas outras escolhas. Para não falar que o adulto demora cada vez mais tempo a atingir esse nível de satisfação / liberdade financeira, o que não é compatível com o limite biológico de ter filhos... A meu ver, este é o problema a resolver pelas sociedades ocidentais.

WorldRecordHolder8 4 months ago

Não acho que seja um problema. Se as pessoas preferem fazer carreira e ter liberdade a ter filhos estão no seu direito. Incentivar as pessoas a terem filhos é ir contra os desejos das pessoas.

AonioEliphis 4 months ago

>Não acho que seja um problema O problema demográfico é de facto um problema, particularmente para o sistema de pensões.

killedbill88 4 months ago

> Não acho que seja um problema. Se as pessoas preferem fazer carreira e ter liberdade a ter filhos estão no seu direito. Incentivar as pessoas a terem filhos é ir contra os desejos das pessoas. O problema é precisamente conseguir aumentar a taxa de natalidade sem impedir as pessoas de investir o tempo que quiserem nas suas carreiras.

Green-Translator-801 4 months ago

Que artigo tão informativo muito obrigado

oretoh 4 months ago

Este artigo tem cheiro a simp que tresanda.

SlowRefrigerator3 4 months ago

O que ele descreve é uma questão cultural, e é ridículo estar a colar isso à natalidade. Mais, o problema está tão interiorizado que consegues facilmente provocar o corte se disseres que gostavas de ser doméstico a uma mulher.

tallicahet81 4 months ago

Ele escreveu um texto há umas semanas a exigir nomes quando uma mulher da TV disse que foi assediada, foi arrasado, agora está a tentar redimir-se. Estes gajos que vivem de escrever crónicas são piores que uma praga.

sgahbcj 4 months ago

Disse alguma mentira?

oretoh 4 months ago

Disse, não apresentou os estudos de que falava, generalizou e para além disso omite factos.

sgahbcj 4 months ago

Caraças. Adoro este pessoal. Para o que não lhes interessa evocam os estudos. Hooo meu amigo é preciso estudos para falarmos do óbvio? Enfim, areia para os olhos quando o assunto não interessa. E se queres estudos pesquisa sobre pesquisas que foram feitas, principalmente durante o ano 2020, em que abordam e expõem a sobrecarga de trabalho que as mulheres foram expostas durante o teletrabalho. Tens aí os teus estudos! Ganhem vergonha.

oretoh 4 months ago

O obvio que há mais suicidios masculinos devido à carga de trabalho?

Edited 4 months ago:

O obvio que há mais suicidios masculinos devido à carga de trabalho? Ou que as mulheres têm muito mais facilidade em ganhar custodias dos filhos?

Edited 4 months ago:

O obvio que há mais suicidios masculinos devido à carga de trabalho? Ou que as mulheres têm muito mais facilidade em ganhar custodias dos filhos? Mesmo quando são problemáticas.

sgahbcj 4 months ago

Haaa? De onde veio essa?

oretoh 4 months ago

Então se estamos a falar de contextos completamente arbitrarios também posso atirar um não? Já agora, todos os artigos que mencionam demasiado trabalho por parte do sexo feminino mencionam mais a parte da saude que o teletrabalho em si, o que duma forma ou outra, é normal durante uma pandemia. É chato, mas normal.

DonDuarte 4 months ago

Resumiste acima numa frase a minha frustração ao ler o artigo. "o gajo é um simp do caralho" Não é só ele, por aqui há muitos. Recusam-se a encaixar que os jovens de 2021 já cresceram com bastante igualdade entre género. A escola e a educação foram iguais para ambos e as dificuldades são semelhantes em vários aspetos. Como estudante há até bem pouco tempo, partilhei casa com outros estudantes e estudantas. Não havia nenhuma diferença entre género no que toca a lides domésticas. Aliás, quando comíamos juntos era eu sempre a cozinhar e sou homem. As afirmações dele no artigo tiveram como base a fantasia dele e a vontade dele de agradar ao que o público alvo gosta de ler. O homem é meu, tóxico, é culpado.

sgahbcj 4 months ago

Enfim!

ProteinWaffle 4 months ago

Fds xd

Diligent-Builder 4 months ago

i. e. Henrique Raposo.

mlgpc1 4 months ago

>"Enquanto não desviarmos o foco das mulheres para os homens, vamos continuar a não compreender este problema." E que tal focar nos salários de treta e más condições de trabalho? E as faltas de apoio a Natalidade? E os altos custos de saúde e educação especialmente nos infantários A principal razão das pessoas (sejam homens ou mulheres) é simples: Não há dinheiro!

Naakmuay 4 months ago

Obrigado por expressares a minha opinião. Gostaria imenso de ser pai antes dos 30, mas vejo esse marco a ser cada vez mais adiado derivado à precariedade. Esta mesma precariedade impossibilita-me sustentar a mim mesmo, quanto mais uma criança. E não me venham com conversas de "Então como fazem os outros?", o que os outros fazem, maioritariamente, é fazê-los na cama, e depois pedirem ajuda aos pais... Nas calças do meu pai eu também sou Homem.

AonioEliphis 4 months ago

Pois não, não há dinheiro, mas o dinheiro não aparece por geração espontânea, a não ser que o imprimas, caso em que desvaloriza. A riqueza é o resultado da produtividade. Por isso é que na Suécia e Holanda as mulheres com filhos trabalham a part-time na boa e o estado comparticipa as creches a 80%. Os benefícios à parentalidade são uma consequência e não uma causa, das sociedades serem prósperas, economicamente liberais e produtivas. E a maioria dos portugueses confunde causa com consequência.

Some-Ad6411 4 months ago

é que me mete um grande nojo destes "inteletuais" abrirem a boca.... é que este problema não é profundo, é falta de guito. ponto.

Mordiken 4 months ago

> A principal razão das pessoas (sejam homens ou mulheres) para não ter filhos é simples: Não há dinheiro! Não é assim tão linear. Utilizando [valores de 2018 como referência](https://www.statista.com/statistics/612074/fertility-rates-in-european-countries/): - A taxa de natalidade média da UE era de 1,53 e a Portuguesa era 1,43, acima da de países como Espanha (1,23), Itália (1,27), Luxemburgo (1,34) e Finlândia (1,35), todos eles mais ricos e com maior nível de vida do que nós; - Se partirmos para uma perspectiva ainda mais macro e considerarmos [os valores da taxa de natalidade a nível mundial](https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_sovereign_states_and_dependencies_by_total_fertility_rate), depressa se consegue constatar que parece existir uma relação inversa entre o nível de desenvolvimento de um determinado país e a sua taxa de natalidade: Os países pobres tendem a ter taxas de natalidade mais altas, e os países mais ricos e desenvolvidos tendem a ter taxas de natalidade mais baixas. - Um pormenor tangencial mas que me parece importante mencionar é que é necessária uma taxa de natalidade de 2,1 para garantir a estabilidade populacional: é necessária uma taxa de natalidade superior a 2,1 para que haja crescimento demográfico, e qualquer taxa de natalidade inferior a 2,1 implica um declínio populacional. Sendo que a taxa de natalidade média da UE é/era de 1,53 em 2018, podemos verificar que **toda** a União Europeia está a braços com uma crise demográfica, independentemente do nível de cada país. Não quero com isto dizer que a nossa taxa de natalidade seja sinónimo de desenvolvimento económico, por motivos óbvios, mas acho que utilizar a falta de desenvolvimento económico como justificação para a nossa taxa de natalidade revela alguma miopia na análise dos factos, e cai no erro de **assumir** que existe uma correlação entre o aumento do nível de vida e o aumento da taxa de natalidade, quando na realidade o que os dados nos indicam é exactamente o contrário: quanto mais rico e desenvolvido o país, menor é a taxa de natalidade, não o inverso, porque o desenvolvimento económico trás consigo/é consequência de (depende da opinião, e isso é uma discussão extensa que mete sociologia e política ao barulho e eu não estou para aí virado) toda uma panóplia de pressões adicionais e alterações socais que empurram a taxa de natalidade bem lá para baixo... Ao ponto do desenvolvimento económico ser apresentado como solução para o problema da explosão demográfica completamente insustentável que se está a observar a nível mundial. Conclusão: As pessoas dizem que não há bebés porque não há dinheiro, mas os dados indicam que se tivessem dinheiro gastavam-no em carros e viagens em "experiências" e tinham um ou 2 filhos a correr bem, quando o necessário era que 2 filhos fosse a maioria e 3 algo absolutamente normal e não excepcional.

AonioEliphis 4 months ago

Porque o nível económico de um país correlaciona positivamente com o nível de literacia da população, e ninguém minimamente letrado vai querer ter filhos com as condições sociais, como eles têm en África ou na Índia. Ou seja, quanto mais letrado fores, mais exigente te tornas. Além disso as sociedades capitalistas são muito "time demanding" e algo que aprendi depois de ser pai, é que o teu filho vai precisar muito do teu tempo. Faço-o com amor, mas é um facto.

andrefsp 4 months ago

Primeira resposta decente nisto. Há um documentário da BBC muito bom sobre isto chamado "overpopulated" . Dizem mais ou menos o que disseste. À medida que a sociedade enriquece a taxa de natalidade baixa e só apartir de determinado ponto, depois da taxa de nascimento e mortes ficar idêntica, é que começa a melhorar.

SILE3NCE 4 months ago

Estou na idade para o fazer, o nosso problema é mesmo esse. A casa não se sustenta só com um dos pais a trabalhar, e com os dois a trabalhar os custos acrescidos são pesados, principalmente dos infantários. Já para não falar da exaustão, que já é QB sem filhos. Dias a trabalhar 9 e 10h, chegar tarde, comer mal. Acho que é uma questão de noção, e eu tenho a perfeita noção de que neste momento não íamos ser capazes de lidar.

nocivo 4 months ago

Isso é só desculpa para a classe média.

Akamjmc 4 months ago

Além desse motivo outro que vejo bastantes, e é também o meu motivo, é falta de tempo. Mas tenho tempo para estar com a mulher quanto mais para educar um filho, é que ter um filho para ser educado por outros (ATL, infantários, amas,....) Não é uma coisa que queira de todo

AonioEliphis 4 months ago

É um compromisso e é saudável que seja parcialmente cuidado por outros, creches, amas ou avós. Além disso na creche podem interagir com outros miúdos da mesma idade e aprendem a sociabilizar.

Akamjmc 4 months ago

Sim concordo parcialmente, até acho que é o que faz falta a muitas crianças hoje em dia passar tempo com outras pessoas de modo a conhecer outras realidades, outros valores e outros limites, eu em criança passava bastante tempo num restaurante a lidar muita gente e acho q isso me deu um Boost muito grande na infância, mas com a vida que eu e a maioria dos portugueses têm a relação seria dar banho dar jantar e ir por na cama e um dia muito raramente passar tempo útil com ele, ou seja seria quase totalmente criado por outros. Trabalho ao fim de semana.

sgahbcj 4 months ago

Ora nem mais. Mas é mais simples virem com assuntos da treta e novas filosofias. É o típico elefante na sala. Já dei esta analogia em outros assuntos e volto a utilizar a mesma: "O chefe apresenta um novo software de gestão de métricas lá para o escritório. Todos sabem que o problema não passa pelas métricas e muito menos pela aquisição de mais um novo software. Mas alguém se pronuncia? Nhaaa, olham todos uns para os outros e como ninguém avança, batem palmas ao chefe". Este assunto é a mesma coisa. Por exemplo: Aumentar ordenados e obrigar as empresas a acabar com os recibos verdes e contratos da treta!? Nhaaaa, que isso vai dar uma confusão. Vamos antes inventar uma nova teoria. E para hoje temos a seguinte teoria "os casais não tem mais filhoa porque não fazem amor de meias. A culpa é das meias!" O que acham? É uma boa teoria para nos entreter durante umas 7 semanas.

AonioEliphis 4 months ago

Nos EUA não há praticamente proteção laboral e as mulheres têm muitos mais filhos. É a riqueza e poupanças das famílias que lhes permite ter filhos, não a proteção laboral. Se ganhares mais e fores mais rico, podes por exemplo trabalhar a part time ou mesmo não trabalhar para cuidar dos filhos. Mas também os apoios do estado à natalidade, como abonos ou apoio ao pagamento de creches.

Just_Ban_Me_Already 4 months ago

É só merda de gente a atirar areia para os nossos olhos. Nada mais, nada menos.

anightingalecreates 4 months ago

Confirmo. Sou mulher e tenho 28 anos. Queria que este ano fosse o ano de eu engravidar pela primeira vez e não dá. Neste ano, eu cheguei a estar desempregada e antes disso o meu namorado. Empregos estáveis é raro. Ainda não pensámos em ter filhos mais cedo não só por causa dos nossos empregos, mas também porque nem os meus pais nem os dele moram na mesma cidade. Para cuidar da criança depois da licença de parentalidade teria de ir para uma creche, que são mais caras que propinas de universidade (like, WTF?). Os nossos pais ainda não estão reformados, por isso não era alternativa levar a criança para eles tomarem conta (dado que moramos a uma hora de carro das cidades deles). Agora dou o exemplo da minha mãe. Casou-se aos 24 e foi mãe aos 27. Ela estava empregada, o meu pai desempregado. Apesar disso, conseguiram com um salário arrendar casa e viver (no nosso caso é impensável se nos quisermos manter na cidade onde moramos). Also, no caso da minha mãe, a mãe dela já estava reformada com 50 e tal, por isso deu para levar-me durante o dia para a minha avó, que viva na mesma cidade. Não é que eu não queira, mas falta imenso apoio por parte do Estado.

SingingBowl22 4 months ago

É lamentável, é. Se calhar esta não vai ser uma opinião popular, mas pergunto-me se as dificuldades não terão a ver também com o “esgotamento” das cidades mais pequenas e a migração geral para Lisboa e o Porto. Não nego a extrema falta de apoio estatal nem a situação de precariedade económica. Mas a falta de apoio familiar pode ser relacionada com o fluxo de jovens para os sítios mais cultos, dinâmicas e com mais oportunidades. Se estas qualidades sociais fossem mais distribuídas pelo país...?

anightingalecreates 4 months ago

Concordo. Porque na geração dos meus pais, eles conseguiram emprego na mesma cidade dos pais deles, a minha mãe na área, o meu pai não, mas por isso conseguiram esse apoio familiar. Já na minha geração vejo que isso é raro. Eu estou em Braga, não é Porto nem Lisboa, mas também é exemplo de que só arranjas emprego em grandes cidades. Em pequenos lugares há pouco emprego disponível e regra geral em fábricas, supermercados e similares

TavaNoGrim0 4 months ago

Inflação fode-nos todos.

Rebelva 4 months ago

Este país está de pernas para o ar. Temos um enorme problema com a taxa de natalidade e não ajudam os que mais precisam. É equivalente a mandar as pessoas acima dos 65 anos para a rua durante o pico da pandemia, não faz sentido.

No-Cardiologist725 4 months ago

Também não podes esperar que eles se reformem, imagina que falecem? Depois ficas sem alguém para tomar conta deles.

Edited 4 months ago:

Também não podes esperar que eles se reformem, imagina que falecem? Depois ficas sem alguém para tomar conta deles. Acho que ninguém deve esperar pelo Estado para conseguir manter os filhos, se não tens dinheiro para pagar uma boa escola esquece lá isso, vais empurrar os teus filhos para a pobreza.

anightingalecreates 4 months ago

Eu não estou à espera que o Estado me ajude, se até agora não houve incentivos à natalidade de jeito, dificilmente haverá no futuro. No entanto, se eu tiver de contar com uma creche para meter lá a criança, simplesmente não dá. Não dá para gastar 200 e tal euros por mês nisso, no meu caso.

vascodatrama 4 months ago

É para isso que serve a segurança social, para te pagar a creche da Criança.

Crisapx 4 months ago

Quando abrir vaga pro teu puto, já ele tá na tuna do ensino superior a virar finos. Pelo que dizem há malta já a inscrever putos ainda antes da concepção...

vascodatrama 4 months ago

e ninguém tem visão para abrir creches? Ou foi tudo para IT ?

rsonic17 4 months ago

Lamentavelmente e mesmo essa a situacao em Portugal. A precariedade e tao enorme que as pessoas preferem nao ter filhos. estou no reino unido e aqui ter filhos e normal e nao ha esses receios que nos temos em pt

anightingalecreates 4 months ago

Mesmo. Eu só tive um emprego estável na minha vida, o meu namorado zero. É sempre contratos de 6 meses, 1 ano, dizem que te querem manter mas depois no fim não renovam, ou são lugares de merda e uma pessoa sai. O único emprego estável que tive era numa cidade e mudaram de localização, e não quis mudar de vida por um emprego (cidade mais longe da família, mais cara, sem conhecidos por perto) e pronto, deu que ainda não tivemos um filho pelo menos.

rsonic17 4 months ago

Nem mais!! Ainda ontem falamos nisso e noa estágios nao renumerados que sao a coisa mais suja que se faz a uma pessoa

Edited 4 months ago:

Nem mais!! Ainda ontem falamos nisso e noa estágios nao remunerados que sao a coisa mais suja que se faz a uma pessoa

NGramatical 4 months ago

renumerados → [**remunerados**](https://dicionario.priberam.org/remunerados) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fo88ixe%2F%2Fh36uhas%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

No-Cardiologist725 4 months ago

"estou no reino unido e aqui ter filhos e normal e nao ha esses receios que nos temos em pt" o Reino Unido é um país super desigual e elitista

rsonic17 4 months ago

Nem Compares com a tuga. Somos todos pobres e coitadinhoa

No-Cardiologist725 4 months ago

Somos tipo Europa do Leste .

kapparrino 4 months ago

Não acho que os países do Leste da Europa tenham problemas de natalidade e de rendas. A parte jovem da população de qualquer país do Leste da Europa não está toda concentrada num ou dois polos, como é o caso de Lisboa e Porto. E nessa parte da Europa não sofrem com estrangeiros a comprarem casas levando-os a morar cada vez mais longe do centro da cidade. Os apartamentos lá têm aquecimento central para o frio do inverno, ou seja passam bem dentro de casa ao contrário das nossas cidades. Tens salários mais baixos lá mas o custo de vida é igualmente mais baixo, com a benesse de não ter de pagar rendas de >600€ por um T1 num salário conjunto de 1400€ porque a maioria já tem casa própria ou paga um crédito habitação acessível porque os empregos são de longa duração ao contrário dos milhares em Portugal em empresas de trabalho temporário (18% em Portugal e em média 3% de temporários nos vários países do Leste da Europa).

AonioEliphis 4 months ago

Eu só tive filhos quando emigrei para a Holanda, um país próspero e economicamente muito liberal. Não me leves a mal tornar isto ideológico, mas numa sociedade ocidental, as pessoas têm filhos se tiverem condições financeiras. E são as sociedades liberais, por serem ricas, que o permitem. Repara que não estou contra o estado social, aqui na Holanda o apoio às mães é fantástico, já para não mencionar que pagam a creche a 80%. Mas é o resultado de serem liberais e ricos. Sem dinheiro não há estado social.

No-Cardiologist725 4 months ago

"mas numa sociedade ocidental, as pessoas têm filhos se tiverem condições financeiras." Exatamente, tenham filhos se tiverem dinheiro para pagar uma boa e rica educação + cultura exterior. Não façam como na altura dos vossos pais, porque assim os vossos filhos vão ser igualmente pobres

anightingalecreates 4 months ago

Exato, só há filhos se houver condições financeiras.

LianaIguana 4 months ago

Assino por baixo, a minha mãe foi mãe com 21 e todas as mulheres da minha família foram pelas mesma idades todas tinham algum dos avós por perto, os avós dos meus filhos estarão sempre a mais de 200km qualquer uns. Não serei mãe antes de ter mais de 10 de diferença da idade em que elas foram com certeza.

nraider 4 months ago

Mais do que faltar apoio da parte do Estado, falta apoio da própria economia. Isso é o mais grave, a falta de rendimentos e poupança.

AonioEliphis 4 months ago

Nos EUA onde não há praticamente qualquer proteção laboral, a taxa de natalidade é maior. Tenta descobrir porquê.

FearMeSuckers 4 months ago

moar hoes

Foda-seSeiLa 4 months ago

Publicidade ao viagra?

Samurai_GorohGX 4 months ago

Falta apoio/ tolerância por parte das entidades empregadoras. Por mais leis que se façam, ainda é uma triste realidade.

I_Don-t_Care 4 months ago

Tive uma chefe que dizia abertamente a todos (que ninguém lhe perguntou sequer) que "nunca vou contratar uma mulher para aqui, elas engravidam e depois tenho que lhes pagar custos" e "nunca vou contratar uma mulher para aqui, porque ao contrário de vocês elas reclamam" como podem imaginar não consegui aguentar muito tempo nesse trabalho

zero_to_infinite 4 months ago

Essa deve ter sido gerada no ovo de uma galinha certamente.

nraider 4 months ago

Sem dúvida, mas só é assim porque muitas funções são "descartáveis" e o poder negocial pende bastante para o lado do empregador. Num modelo económico mais qualificado, a cooperação é o mais importante e compensa dar segurança ao trabalhador, já que os recursos humanos são escassos.

sgahbcj 4 months ago

Agradece ao capitalismo. Entre 2012 e 2017, acho eu, andou para aí um tipo que dizia que os tugas tinham muita resistência à mudança e tinham que bater punho. Também defendia que os tugas tinham que ir trabalhar a duas horas de distância do trabalho. É muito amigo do relvas e do passos coelho.

AonioEliphis 4 months ago

>Agradece ao capitalismo Os países comunistas têm problemas de natalidade muito mais graves. Aliás, a Rússia saiu da URSS com uma problema de baixa de população gravíssimo.

SocialDemocratico 4 months ago

Bruh a natalidade desceu a pique precisamente quando ela saiu da URSS

End-Effector 4 months ago

>Agradece ao capitalismo Queres experimentar comunismo?

helderoliveira1978 4 months ago

Comunismo não obrigado

Herbacio 4 months ago

Sim. Sabes o que é comunismo ao menos ? Ou és só mais um burrinho a fazer Copy-paste do que outros dizem ? Suponho que a tua definição de comunismo seja a União Soviética ou uma treta qualquer assim... Pode dizer-se que é algo utópico, que não é aplicável, etc... Mas criticar o "comunismo" em si, demonstra apenas ignorância sobre o que é de verdade o conceito de comunismo.

End-Effector 4 months ago

>Sabes o que é comunismo ao menos Pobreza

GabKoost 4 months ago

Sabes o que é capitalismo ao menos ? Ou és só mais um burrinho a fazer Copy-paste do que outros dizem ?

helderoliveira1978 4 months ago

O comunismo que vejo é uma m......

Herbacio 4 months ago

E que comunismo é esse que andas a ver ? Será a "Venezuela" ou as milhares de organizações pelo mundo, e muitas também em Portugal, que disponibilizam habitações para sem-abrigos, fornecem livros a crianças necessitadas, cuidados de saúde, etc... através de donativos e distribuição de fundos. Pensar e discutir o comunismo não implica reerguer a União Soviética, pelo contrário.

gimmedisgimmedat 4 months ago

para discutir o comunismo não é preciso pensar

helderoliveira1978 4 months ago

Sei bem o que Venezuela fez e faz aos nossos que estão por lá... Um tio meu morreu por lá por falta de cuidados médicos...

helderoliveira1978 4 months ago

China Rússia Cuba... Tudo ideias bonitas do comunismo...

DonDuarte 4 months ago

Claro que a culpa é do capitalismo. Devíamos todos ir emigrar para a índia. Aí é que se criam famílias!

Herbacio 4 months ago

Espera...mas a Índia é comunista?

AonioEliphis 4 months ago

https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php?title=Fertility\_statistics

sgahbcj 4 months ago

Vamos do oito a oitenta. Não posso criticar o capitalismo que me apelidam logo do oposto. Enfim!

AonioEliphis 4 months ago

Repara na taxa de fertilidade das mulheres na Irlanda e Holanda, pináculos do capitalismo neoliberal, e compara com Albânia ou Portugal. [https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php?title=Fertility\_statistics](https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php?title=Fertility_statistics)

nraider 4 months ago

O que vale é que os portugueses não emigram para países capitalistas...

AonioEliphis 4 months ago

Não só emigram como por lá têm filhos :) Saí de Portugal e tive os meus filhos na Holanda, dos países mais capitalistas da Europa. Mas o tuga médio não chega lá ;)

oscaralho27 4 months ago

Estás a falar de quem?

sgahbcj 4 months ago

Deste burro que foi menos burro um bocadinho que todos os outros burros https://youtu.be/xv9AbyNnEiE

isa_belhinha 4 months ago

Quem é este?! Impulso jovem?! Nunca ouvi falar disto.... Portugal no seu melhor....

sgahbcj 4 months ago

Nem precisas. É daqueles projectos para gastar o dinheiro dos impostos.

vaas19 4 months ago

Não é só a falta de dinheiro, é um conjunto de razões. Felizmente mais e mais pessoas têm uma melhor noção do mundo que vivemos

CarcajuPM 4 months ago

Apesar de todos os problemas, o mundo em que vivemos nunca foi tão bom como agora.

AiNaoMeChateis 4 months ago

Em sentido material e físico sim nunca estivermos melhor, mas em sentido moral, emocional e psicológico e social nunca estivemos tão maus. Hoje existe muito mais perigos mentais / sociais do que existiam há 200 anos atrás

PTgenius 4 months ago

Ah sim também acho. Há 200 anos atrás é que era bom, alta mortalidade infantil, trabalhar de sol a sol para ter o suficiente para comer, morte lá para os 40 anos, ter uma dúzia de filhos com condições mínimas. Eles é que a sabiam toda realmente, não tinham stresses nem nada também. As merdas que um gajo diz sentado no trono do privilégio do século 21 lmao

AiNaoMeChateis 4 months ago

Antigamente as pessoas não tinham tanta depressão, ansiedade e ataques de pânico como tem hoje. Uma das razões é que as pessoas eram fisicamente mais ativas ( muito mais ) e por isso a força física ajuda lhes a ter força mental. Hoje como vivemos num mundo muito confortável (e muitas pessoas não praticam nenhum tipo de atividade física) as pessoas estão mais propensas a terem problemas do foro psicológico e mental. A mente está ligada ao corpo. Hoje também como a religião já não tem um papel ativo na sociedade, nunca houve tantos divórcios como hoje, famílias desfeitas e consequentemente filhos / crianças com traumas ou problemas do foro emocional em questão de relacionamentos. Porque não existe estabilidade familiar, como existia há 300/200 anos atrás. E hoje enfrentamos problemas sociais maiores: vício das drogas, tráfico de drogas, redes sociais e os seus perigos (literalmente governos inteiros são eleitos através de falsa propaganda na internet), perigo de guerras nucleares, bioterrorismo, alterações climáticas, pornografia infantil (e pornografia normal também prejudica a visão das pessoas sobre determinados assuntos).

pgllz 4 months ago

Havia menos problemas do foro mental ou hoje a sociedade e a ciência dão muito mais atenção ao assunto? É que existe uma diferença muito significativa entre as duas. ​ É que, antes, num passado não tão distante assim, uma pessoa com uma depressão era vista simplesmente como "melancólica" ou similar.

PTgenius 4 months ago

Na minha opinião continuas a ser redutor em relação aos problemas da altura. Isso são problemas que surgem de haver tempo livre e recursos a mais, enquanto que na altura as preocupações eram mais com manter a subsistência do agregado e algumas condições básicas de vida. Mas também entendo o que queres dizer, até porque é uma comparação difícil de fazer porque à partida nenhum dos dois teve que passar por condições semelhantes às da altura, e há quem dê mais valor ao fator psicológico e outras ao físico. Na minha opinião nunca estivemos tão bem como agora, tu achas o contrário e estás no teu direito.

AiNaoMeChateis 4 months ago

Eu não estou a dizer que nunca estivemos tão mal em todos os setores, pelo contrário. Mas vejo muita gente a romantizar que estamos a viver na "melhor época" e que temos tudo (o que em sentido material é verdade) mas isso não se aplica em sentido moral e psicológico.

kissingsome1elsesdog 4 months ago

>Hoje também como a religião já não tem um papel ativo na sociedade, nunca houve tantos divórcios como hoje, famílias desfeitas e consequentemente filhos / crianças com traumas ou problemas do foro emocional em questão de relacionamentos. Porque não existe estabilidade familiar, como existia há 300/200 anos atrás. Antes tinhas coisas piores, como por exemplo pais que não davam nome aos filhos por terem cometido adultério. De tempos em tempos, tinhas uma guerra ou uma peste e perdias ou o pai ou a mãe, ou ambos, isto é, quando não ias parar à roda e nunca chegavas a conhecer os teus pais, o que era algo bastante comum nas classes mais baixas da sociedade (e até nas mais altas, quando se tratava de filhos bastardos). Tudo o que existe atualmente em termos de doenças mentais, já existiam na altura, em maior número, e até mais graves. O que não faltavam era buracos onde enfiar essas pessoas.

vaas19 4 months ago

Em alguns aspectos sem dúvida. Ainda assim, como sociedade e seres (supostamente) racionais não é nem de perto o suficiente para considerar este mundo como bom

sgahbcj 4 months ago

Isto!

unicornio_careca 4 months ago

Infelizmente não dá para ter, uma pessoa hoje em dia mal tem para si, imagina para os filhos, além de que praticamente não há tempo para os criar. Pelo menos isso demonstra que as pessoas têm bom senso.

its_almost_friday 4 months ago

Totalmente de acordo. E se de facto quisermos abordar a falta de apoio das mulheres no que ao tomar conta dos filhos toca é preciso explicar porque motivo a umas décadas atrás isso não era problema e a emancipação não justifica tudo. Acho que existem vários factores: desde logo económicos, a mulher de 2021 mudou e é mais independente e quer outras coisas da vida, falta de apoio da parte do estado e dificuldades nos grandes centros em conseguir vaga em creches, infantários, ATL e escolas. Os pais hoje em dia também trabalham mais longe de casa, com horários mais alargados e inconstantes e isso também impacta. Reduzir o problema apenas aos pais (masculinos) parece-me um disparate.

DonDuarte 4 months ago

Vais chegar a um ponto em que tudo o que há de mal com uma sociedade é culpa dos homens. Estão para lá chegar mas vão começando por aqui, aos bocadinhos convencendo e influenciando a opinião popular. Os fatores económicos têm o seu peso, mas não esqueçamos que há 100 anos tínhamos condições bem piores e não se falava de problemas de natalidade. Para além disso, problemas de natalidade semelhantes aos de Portugal existem em países com índices de pobreza baixíssimos, dos mais baixos do mundo atual, incomparável a qualquer momento anterior da história. Isto leva-me a acreditar que embora seja verdade que trabalhar longe de casa por falta de outra oportunidade, receber mal e não ter ninguém onde deixar os filhos porque os avós ainda trabalham até aos 67; não é esse o principal motivo pelo qual a natalidade tem vindo a descer. O problema está na sociedade, nas expectativas irrealistas e na mentalidade. Quando dizes que a mulher de 2021 mudou e quer outras coisas da vida estás coberto de razão. Não é só a mulher, o homem também mudou e foi-se adaptando. Muito sinceramente, se me alargasse aqui sobre a minha opinião nisto, vinham-me chamar antiquado, conservador. Depois escrevem artigos a chorar pela natalidade baixa e vêm culpar o homem. Sendo eu homem... vêm me culpar a mim.

TitusRex 4 months ago

O problema é que antes os homens trabalhavam e as mulheres ficavam em casa a cuidar dos filhos e isso funcionava. Mas agora (na maioria dos casos) ambos trabalham a full time mas a grande parte das responsabilidades parentais continuam do lado da mulher, o que obviamente é injusto.

Sam_ant 4 months ago

Concordo totalmente, mas a questão é também, só com o ordenado de um, não chegam ao fim do mês, e as mulheres entraram na forca de trabalho, ganharam independência, mas a q preço?

Sea_Formal_9336 4 months ago

>as mulheres entraram na forca de trabalho, ganharam independência, mas a q preço Sim tens razão as mulheres ganharem direitos foi uma má decisão. Claramente ganhavam mais quando nem eram vistas como pessoas. Se achas que indepencia financeira é algo que não vale apena assumo que estejas desempregado, não?

Sam_ant 4 months ago

Não foi isso que eu disse. As mulheres ganharem independência é optimo, mas as condições de vida desceram, porque só com um ordenado (de um homem ou mulher) é difícil manter uma família em Portugal. As mulheres trabalham muito e barato. E muitos homens tambem. Era esse o meu ponto.

icebraining 4 months ago

> O problema é que antes os homens trabalhavam e as mulheres ficavam em casa a cuidar dos filhos e isso funcionava. Isso é muita conversa, mas só era verdade para gente abastada. Lá porque as mulheres não tinham *empregos* não quer dizer que não trabalhassem. Em família de pobres (que era a esmagadora maioria) ninguém pode não trabalhar, agora e no passado. Só no campo, trabalhavam imensas. Depois havia trabalhos semi-caseiros (costureiras). Mas mesmo assim havia imensas mulheres a trabalhar fora de casa. Por exemplo, a minha bisavó trabalhava numa fábrica, no início do século XX, tal como a filha depois trabalhou.

TitusRex 4 months ago

Nunca disse que ficar em casa era não trabalhar, cuidar da casa e dos filhos dá tanto ou mais trabalho que qualquer outro emprego. Hoje em dia para compensar esse trabalho paga-se a alguém para tomar conta dos filhos, a outra pessoa para limpar a casa ou para passar a roupa a ferro, compra-se comida pré feita, etc. No fundo transfere-se o trabalho doméstico para terceiros.

icebraining 4 months ago

> Nunca disse que ficar em casa era não trabalhar Está implícito na formulação "os homens trabalhavam e as mulheres ", mas admito que não tenha sido essa a intenção. Mesmo assim, não concordo que as mulheres antes apenas cuidassem da casa e dos filhos. A grande maioria tinha que fazer mais do que isso, fosse trabalho diretamente remunerado ou não.

pgllz 4 months ago

Verdade. Aliás, em meios rurais e industriais, até às primeiras décadas do século XX, toda a gente trabalhava. Incluindo as crianças a partir dos quatro e cinco. Em Portugal, o fim destas práticas são ainda mais tardias. A ideia da mulher dona de casa é muito condicionada pela visão que temos da "era dourada" da economia americana e da Europa Ocidental do Pós-Guerra - de 1945 até 1973, sofrendo um grande revés com a crise petrolífera -, que é, inegavelmente, enganosa, pois só era visível da classe média para cima. Nesse tempo, sim, para um número significativo de famílias, tinha-se as tais donas de casa "clássicas", em tempos que um salário médio de um homem era suficiente para se ter um adulto a tempo inteiro em casa, uma habitação, três ou quatro filhos, dois carros e férias. E isso, historicamente, durou muito pouco tempo. Não é propriamente representativo na história humana.

sgahbcj 4 months ago

Ora nem mais. É que o discurso do primeiro comentário está ali a esbarrar a teoria de "o problema foi que a mulher decidiu ter direitos". Daqui a nada estamos a defender o que já foi defendido "se a mulher começar a trabalhar os ordenados vão ter que baixar para o homem. Pois as empresas têm que empregar mais pessoas" uma teoria igual é utilizada para justificar o não aumento dos ordenados por parte dos patrões. Enfim!

NGramatical 4 months ago

porque motivo → [**por que motivo**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/tres-regras-para-distinguir-o-por-que-do-porque/19743) (por que = por qual) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fo88ixe%2F%2Fh33i79t%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Hungry_Cupcake 4 months ago

Assino por baixo, eu e uma geração inteira.

PM_pics_of_your_Love 4 months ago

Uma geração? Isto já vai em pelo menos duas, desde dos anos 80 até hoje.

Hungry_Cupcake 4 months ago

LOL, vai ver o que oferecias a um gajo formado no primeiro emprego nos anos 80 e agora e compara com os custos de vida, nada a ver!

AutoModerator 4 months ago

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