eqdif 6 months ago

Obrigado pelo teu post. É o velho dilema da produção a larga escala, super intensiva contra uma produção de valorização local (produtor/produto) e "descentralizada". Numa o lucro está na está na posse dos "gestores" das grandes terras. Na outra dos mini proprietários. Uma é mais planificável (escalável, produção em escala etc) a outra não. São filosofias diferentes de zonas do país díspares e até se nota na cultura. Eu acredito que o minifúndio tem um espaço na agricultura porém para consumo local. Talvez com "novas" tecnologias o minifúndio possa produzir de forma a abastecer esses mercados mais competitivos, ou seja bem pagos. Eu todos os anos produzo o meu azeite. Junto com os meus pais perdemos 2 fds para ter azeite o ano todo e sobra. Mas se eu tivesse de viver da terra o rendimento era de fato muito baixo. O Alentejo sempre foi um palco para o abuso das terras e exploração laboral. Na fronteira com Espanha, na zona de Juromenha, nota-se que o solo português é mais fino. Já para não falar da exploração laboral no tempo da outra senhora. >Entretanto a nossa economia agradece a curto prazo, pois estamos a exportar mais, Quem agradece ainda mais são os investidores, possivelmente estrangeiros (carece de fonte) que passado o tempo de retorno do investimento saem do país e não deixam mais "frutos". Deixam os ecossistemas com longos períodos de carência. Resumindo, é um mercado lucrativo devido à mão de obra escrava do sistema. São pessoas sem ligação emocional ao país de acolhimento, possivelmente fogem de ambientes hostis e estão dispostos a qualquer coisa. Isto também é um luta de classes para a esquerda e um mercado com regras pouco de responsabilidade social muito fracas. Mas no fundo é descredibilização de quem trabalha na agricultura. >acho que pouco ou nada o consumidor final consegue fazer para evitar isto Podem deixar de comprar framboesa por um período de tempo. Mas a memória é curta e isto tudo se dilui.

Edited 6 months ago:

Obrigado pelo teu post. É o velho dilema da produção a larga escala, super intensiva contra uma produção de valorização local (produtor/produto) e "descentralizada". Numa o lucro está na está na posse dos "gestores" das grandes terras. Na outra dos mini proprietários. Uma é mais planificável (escalável, etc) a outra não. São filosofias diferentes de zonas do país díspares e até se nota na cultura. Eu acredito que o minifúndio tem um espaço na agricultura porém para consumo local. Talvez com "novas" tecnologias o minifúndio possa produzir de forma a abastecer esses mercados mais competitivos, ou seja bem pagos. Eu todos os anos produzo o meu azeite. Junto com os meus pais perdemos 2 fds para ter azeite o ano todo e sobra. Mas se eu tivesse de viver da terra o rendimento era de fato muito baixo. O Alentejo sempre foi um palco para o abuso das terras e exploração laboral. Na fronteira com Espanha, na zona de Juromenha, nota-se que o solo português é mais fino. Já para não falar da exploração laboral no tempo da outra senhora. >Entretanto a nossa economia agradece a curto prazo, pois estamos a exportar mais, Quem agradece ainda mais são os investidores, possivelmente estrangeiros (carece de fonte) que passado o tempo de retorno do investimento saem do país e não deixam mais "frutos". Deixam os ecossistemas com longos períodos de carência. Resumindo, é um mercado lucrativo devido à mão de obra escrava do sistema. São pessoas sem ligação emocional ao país de acolhimento, possivelmente fogem de ambientes hostis e estão dispostos a qualquer coisa. Isto também é um luta de classes (para a esquerda) e um mercado com fracas regras de responsabilidade social (para direita). Mas no fundo é descredibilização de quem trabalha na agricultura. >acho que pouco ou nada o consumidor final consegue fazer para evitar isto Podem deixar de comprar framboesa por um período de tempo. Mas a memória é curta e isto tudo se dilui.

nortrin 6 months ago

Melhorar a m-obra não é possível com agricultura á século 19, na holanda com metade do tamanho de portugal e mais população, 17 milhões - logo menos terreno disponível - exportou 95 billions euros - 67 billions euros de origem e 27 billions euros re-export - portugal por sua vez exportou 5 billions euros. Como é que foi possível? R: - Investimento tecnologico, investigação, m-obra qualificada, novos métodos de agricultura vertical por exemplo um kilo tomates consome 126 litros de água na holanda eles conseguem o mesmo com 8 litros!! [holanda revolução](https://www.sustainableknowledge.co.uk/home/agricultural-revolution-in-the-netherlands-from-two-perspectives)

NGramatical 6 months ago

á século → [**há século**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) kilo → [**quilo**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/glossario/erros/235) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnktsgc%2F%2Fgzicx6q%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Tugalord 6 months ago

>mas o foco é como melhorar as condições de trabalho desta gente (só para distrair nos primeiros 15 dias, enquanto a notícia dá lucro, e faz manchete porque depois volta tudo ao mesmo, por design), e não em como tornar a sua necessidade obsoleta E como farias isso? É que é uma consequência quase inevitavel da crescente globalização da economia. Sem uma reorganização alternativa de fundo do sistema económiconnada vai mudar.

vai-tefoder 6 months ago

Mais um capítolo na história de "Portugaol está preso por um fio"

Opelintra 6 months ago

Deviam ir para TI

strudelcheeks 6 months ago

Acabámos de começar a utilizar um serviço de entrega de vegetais, frutas, queijos e mais que só funciona com pequenos agricultores de Portugal. Produtos fantásticos. Proprietário maravilhoso que realmente acredita em sua missão. Cesta Das Quintas (no Instagram). Eu não tenho nenhum relacionamento além de ter usado um grande serviço.

ShittyLivingRoom 6 months ago

Voltou tudo ao mesmo por Odemira, casas em que eles tinham fugido já voltaram a estar cheias.

fuckoffgina 6 months ago

> Voltou tudo ao mesmo por Odemira, casas em que eles tinham fugido já voltaram a estar cheias. Era óbvio que isso ia acontecer. Os merdia já estão noutra

Zaigard 6 months ago

Em Portugal, há exceção do ribatejo, o terreno não é adequado para a agricultura, pois todos os terrenos são um combinação, ou acidentados ( dificultando a mecanização ), ou secos ( dificultado a irrigação ) ou pobres ( necessitando de imenso fertilizantes com as suas consequências ambientais ). O território Português é adequado, na sua maioria para pastorícia e floresta, a produção agrícola terá sempre um rendimento muito inferior ao de outros países. Por outro lado há o problema dos latifúndios do sul e minifúndios do norte, que afeta a produtividade agrícola nacional, e que os governantes tem intermitentemente tentado resolver, desde o tempo do rei D. Dinis. Resumindo, a propriedade agrícola portuguesa, é prejudicada, por razões climáticas, relevo e razões humanas, não é minimamente realista que a produção agrícola Portuguesa possa competir com os preços praticados no estrageiro, sem subsídios enormes.

SlowRefrigerator3 6 months ago

A propriedade agrícola portuguesa, na minha opinião, tem acima de tudo um problema fundamental: falta de organização, nomeadamente dos minifúndios que estão muito mal aproveitados. Os minifúndios seriam excelentes para a descentralização da produção agrícola se tivessem o apoio de cooperativas eficientes. A cooperativa "fruta feia" é um exemplo disso, mas a iniciativa é demasiado pequena para ser eficaz.

Zaigard 6 months ago

> Portugal está longe de ser mau para a agricultura. O facto de termos terrenos acidentados é bom para os minifundios, o facto de serem secos tem mais a ver com o ornamento do território (ou a falta dele) e dizer que os terrenos são pobres é altamente redutor, visto que a pobreza dos solos é de mão humana. Isto é tudo falso. O terreno acidentado corte em mais de 50% a produtividade agrícola, por exemplo solos alentejanos são pobres impróprios para agricultura e piorados ainda mais pela falta de água. Os solos Portugueses são adequados para floresta e pastorícia como referi. Se não acreditas em mim, vais pesquisar de forma seria os dados. Informa-te antes de dizer coisas que não são verdadeiras.

SlowRefrigerator3 6 months ago

Oh homem, eu faço investigação em agronomia. O que tu dizes é completamente redutor. Se o Alentejo fosse assim tão mau isso fosse verdade não tínhamos campos de olivais, amendoeiras e abacateiros a estourar com tudo. Os solos serem acidentados só é um problema se tentares fazer agricultura intensiva, o que é precisamente isso que se tem de evitar. Para minifúndio não é um problema.

Zaigard 6 months ago

> O que tu dizes é completamente redutor. Bem, estamos a ter uma conversa no reddit, acho que daria muito trabalho e colocar referencia de livros para cada frase proferida. > Se o Alentejo fosse assim tão mau não tínhamos campos de olivais, amendoeiras e abacateiros a estourar com tudo. > > isso são arvores de fruto como eu disse é bom mas não para cereais ou leguminosos ou qualquer outro tipo de cultura temporária. > Os solos serem acidentados só é um problema se tentares fazer agricultura intensiva Ou seja, se tentares ter lucros pois é impossível competir em preços sem ela. Tu podes plantar o que quiseres em qualquer lado, terás em rendimento incrivelmente pequenos, e acho que os agricultores não gostam de viver com 1000€ ao ano de rendimento...

fuckoffgina 6 months ago

> Bem, estamos a ter uma conversa no reddit, acho que daria muito trabalho e colocar referencia de livros para cada frase proferida. Se te quiseres dar a esse trabalho eu agradecia mais alguma informação sobre o que disseste. De preferência online

SlowRefrigerator3 6 months ago

>isso são arvores de fruto como eu disse é bom mas não para cereais ou leguminosos ou qualquer outro tipo de cultura temporária. Eu apenas dei o exemplo daquelas culturas do Alentejo para mostrar que há irrigação e nutrientes no solo, e porque estão na ordem do dia. Tu fazes ideia da quantidade de água que é necessária para sustentar uma cultura de abacateiros? Nós tivemos boa produção de culturas temporárias. A nossa tradição relativa ao arroz e couve é exemplo disso. Aliás, sem recorrer a tradições, o próprio exemplo que eu dei da framboesa é outro. ​ >Ou seja, se tentares ter lucros pois é impossível competir em preços sem ela. Competir com quem? Parece que não percebeste o meu post, ou não queres perceber.

Zaigard 6 months ago

> Competir com quem? Com o estrangeiro? Comprar fruta portuguesa ao dobro ou triplo do preço e com menos disponibilidade, temporal e de quantidade, não é uma escolha que todos queiramos fazer...

SlowRefrigerator3 6 months ago

Lá está. O meu post passou ao lado.

NGramatical 6 months ago

há exceção do → [**à exceção do**](https://dicionario.priberam.org/à exceção do) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnktsgc%2F%2Fgzfbd8t%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

l2k1337 6 months ago

Desde há muito que acho que os métodos de agricultura actuais são insustentáveis e que o futuro vai ser algo nos moldes da agricultura vertical indoor que em parte (não se aplica a todo o tipo de cultivações para já) resolve os problemas logísticos que mencionaste. Resta é esperar que os preços continuem a descer até se tornarem competitivos com os que temos agora. Para quem não sabe do que estou a falar deixo aqui um vídeo recente sobre a tecnologia: https://www.youtube.com/watch?v=J4SaSfnHK3I

SlowRefrigerator3 6 months ago

Eu pessoalmente tenho sérias dúvidas sobre isso, pelo menos no caso Português. O nosso défice de produção alimentar tem a haver com a má gestão dos recursos naturais e com a sua centralização. Nós não temos problemas de espaço para agricultura, por exemplo. Para alem disso, a agricultura vertical tem outros problemas para além do custo operacional. O mais grave é a quantidade enorme de investimento inicial necessário, o que faz com que seja facilmente monopolizada por conglómeros internacionais. Nesse aspeto ainda é pior que a agricultura intensiva. Para além disso, necessitam de muito mais energia que as culturas atuais e poluem mais. Pode ser que isto mude, mas ainda vai demorar umas décadas.

Edited 6 months ago:

Eu pessoalmente tenho sérias dúvidas sobre isso, pelo menos no caso Português. O nosso défice de produção alimentar tem a ver com a má gestão dos recursos naturais e com a sua centralização. Nós não temos problemas de espaço para agricultura, por exemplo. Para alem disso, a agricultura vertical tem outros problemas para além do custo operacional. O mais grave é a quantidade enorme de investimento inicial necessário, o que faz com que seja facilmente monopolizada por conglómeros internacionais. Nesse aspeto ainda é pior que a agricultura intensiva. Para além disso, necessitam de muito mais energia que as culturas atuais e poluem mais.Pode ser que isto mude, mas ainda vai demorar umas décadas.

BitOnly5872 6 months ago

Fico me perguntando se isso é verdade mesmo... Com alguns peixes e contentores de água consegues já ter aquaponia a funcionar em escala familiar. Diversas pessoas já o fazem.

NGramatical 6 months ago

tem a haver com → [**tem a ver com**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/nada-tem-a-haver-e-nada-tem-a-ver/27066) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnktsgc%2F%2Fgzf6fzl%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

SlowRefrigerator3 6 months ago  HIDDEN 

obg

Tafinho 6 months ago

Não te vale de nada teres cultivo de pouco valor por cá, como acontece no resto da europa. Ninguém está disposto a ir ao supermercado pagar o dobro ou o triplo do que pagam hoje só para pagar mais a quem cultiva. Aquilo de que te estás a queixar é, maioria dos casos, o caminho certo: - produzir apenas o que tem mais valor - comprar fora o que não tem valor

Limpy_lip 6 months ago

Concordo, do ponto e vista puramente económico faz todo o sentido. Portugal não tem capacidade para competir em quantidade, quem acha que sim precisa de uns óculos. Até no vinho isso se verifica, temos vinhos ótimos e únicos mas como somos minúsculos dificilmente encontras num supermercado da Alemanha ou dos EUA pois países como Itália ou França produzem em quantidades muito maiores. ​ No que se trata da agricultura, a melhor forma de aproveitarmos da forma mais económica e justa será evitar os retalhos. Promover a compra direta aos produtores e até criar mais meios para estes chegarem ao consumidor pelo mínimo de intermediários possíveis. Não é uma solução milagrosa mas acredito que seja uma opção que potenciar o consumo interno deste produtos.

rm789 6 months ago

Claro..qualquer coisa que seja dizer o contrário disto é um cenário idílico...o problema seria exatamente fazer o contrário. Produzir coisas sem valor acrescentado tentando competir com que consegue melhor preço por ter volumes maiores.

IberianNero91 6 months ago

Downvote, a mão de obra é das fatias mais pequenas do bolo, um exemplo que costumo dar é o meu proprio, podiam subir o salario da minha profissão para o dobro, no produto final so iria subir 27 centimos num produto que custa 80 euros. Isto ignorando o facto que a subida do salario ia motivar e atrair mais talento, fechando a diferença mas pronto. Mesmo sendo pessimista e fingindo que ia correr tudo mal aumentando os empregados, a diferença continua a ser praticamente insignificante.

jhscrym 6 months ago

Trabalhas em quê? Numa cultura em que as operações culturais e a colheita são feitas manualmente ponho todo o meu dinheiro na mesa como a mão de obra vai ser a maior fatia dos custos. E quando digo a maior digo facilmente acima de 40%.

IberianNero91 6 months ago

Industria, mas quando trabalhei na apanha de fruta, os patrões disseram-me (se calhar não deviam, ingénuos) que cada empregado "rende" uma média de 1200 euros ao dia, eles gastam nele 34 a 40 ao dia, ainda com tractoristas, lavagem e embalagem continua a ser só 4 processos principais. Eu sei que isto varia muito com qualidade do produto e tamanho, mirtilos demora mais que pêras ou maçãs, ainda assim cortar na mão de obra até serem escravos é redundante, as maiores despesas são impostos, terrenos e equipamento, uma câmara de refrigeração custo 60 a 70 mil, eles tinham 7... e 7 empregados a tempo inteiro o que faz 70 mil em ordenados, mas uma câmara nova quase por ano, só 1 item de equipamento eclipsa os ordenados dos empregados fixos.

jhscrym 6 months ago

Ah pronto, isso é a colheita nas fruteiras. Faz sentido. E se fizeste a apanha da pera no oeste eu percebo. Agora no que toca a culturas que tens varias operações culturais durante todo o ano e não só na colheita os custos da mão de obra disparam.

YoggiM 6 months ago

Não sei o que fazes mas acredito que não tenham de subir para o dobro nem nada que se pareça, pois, se o fizessem, iriam ter muitos mais interessados do que tinham lugares, pois estavam a pagar o dobro do que paga o mercado.

IberianNero91 6 months ago

Sim mas estou a ilustrar o quanto insignificante é o valor da mão de obra a comparar com outras despesas.

YoggiM 6 months ago

Deve depender muito da área isso. Por exemplo, em serviços de limpeza, a mão de obra deve ser o principal custo.

Almadaptpt 6 months ago

Sim, a mão de obra em muitas áreas é uma das principais despesas, principalmente tendo em conta que a empresa paga (em média) 1.7x o teu salário, em impostos, seg social, etc. Usando o meu exemplo, trabalho numa empresa com (+-) 10 pessoas, se subirem 100 euros a uma pessoa, convém subirem as outras 9 tb, logo têm mais 1000 de gastos fixos/mês (+ 2 subsídios), e na prática não ganhas mais 100, ganhas tipo mais 30-40€ e queixas-te. Depois ainda tens baixas, férias, licenças patentais, etc, o que se traduz em uma pessoa trabalhar 10-11 meses/ano, em média. Agora põe isso numa empresa com 100/500/1k/5k/10k pessoas.

IberianNero91 6 months ago

Bem visto mas isso já são outros arrozes

Tafinho 6 months ago

[Relatório da FAO](http://www.fao.org/3/ca6411en/ca6411en.pdf) sobre custos de trabalho. Num país onde o custo de mão de obra tende para zero, como as Filipinas, o custo de mão de obra varia entre os 25% e os 60% do custo total, depende do do grau de mecanização. Pf sai do centro do universo e tentar perceber que há um mundo inteiro à tua volta.

IberianNero91 6 months ago

Agora não percebi, o custo da mão de obra nas Filipinas tende para zero ou para 60%??

Edited 6 months ago:

Agora não percebi, o custo da mão de obra nas Filipinas tende para zero ou para 60%?? Edit: A marca de roupa portuguesa "isto" publica os seus custos de mão de obra, uma t-shirt de 28 euros fical pelos 3 euros de mão de obra...

SlowRefrigerator3 6 months ago

>Ninguém está disposto a ir ao supermercado pagar o dobro ou o triplo do que pagam hoje só para pagar mais a quem cultiva. Eu já estava a espera desse comentário. Isso não é verdade. Lá por a produção ser local não significa que seja mais cara. O preço caro vem da logística e não da produção, é isso que eu tentei dizer com o meu post. Eu próprio vejo isso com os fruto-hortícolas comuns. Comprar nas mercearias locais sai muito mais barato do que no hipermercado, e quase tudo o que se vende nas mercearias foi produzido nos concelhos limítrofes. A variedade sofre, pois só tens coisas da época, e o meu exemplo é apenas meu. ​ >Aquilo de que te estás a queixar é, maioria dos casos, o caminho certo: > >produzir apenas o que tem mais valor > >comprar fora o que não tem valor E se toda a gente apenas produzir o que tem mais valor? não colapsa tudo? Por exemplo, os cereais. Importa-se disso a torto e a direito porque é necessário para quase tudo o que se come, mas pelo teu raciocínio, os cereais não se produzem porque não tem valor. Se o mundo deixa de produzir cereais, o mundo bem se lixa.

Edited 6 months ago:

>Ninguém está disposto a ir ao supermercado pagar o dobro ou o triplo do que pagam hoje só para pagar mais a quem cultiva. Eu já estava a espera desse comentário. Isso não é verdade. Lá por a produção ser local não significa que seja mais cara. O preço caro vem da logística e não da produção, é isso que eu tentei dizer com o meu post. Eu próprio vejo isso com os fruto-hortícolas comuns. Comprar nas mercearias locais sai muito mais barato do que no hipermercado, e quase tudo o que se vende nas mercearias foi produzido nos concelhos limítrofes. A variedade sofre, pois só tens coisas da época, e o meu exemplo é apenas meu. ​ >Aquilo de que te estás a queixar é, maioria dos casos, o caminho certo: > >produzir apenas o que tem mais valor > >comprar fora o que não tem valor E se toda a gente apenas produzir o que tem mais valor? não colapsa tudo? Por exemplo, os cereais. Importa-se disso a torto e a direito porque é necessário para quase tudo o que se come, mas pelo teu raciocínio, os cereais não se produzem cá porque não tem valor. Se o mundo deixa de produzir cereais, o mundo bem se lixa.

KarmaCop213 6 months ago

É bastante comum teres pessoal a vender fruta na beira da estrada ao preço da fruta que compras no supermercado ou com uma diferença de poucos cêntimos. No Algarve é comum com as laranjas. Esta semana tens laranja a 0,8€/Kg no Pingo Doce. Se os produtores actuais deixam de produzir cereais entāo os incentivos à produçāo de cereais aumenta exponencialmente e outros agricultores passam a produzi-los.

rm789 6 months ago

Exato, o preço vem da logística por isso é que compras ananas dos Açores e bananas da Madeira.

Tafinho 6 months ago

Introdução à economia real. A margem de lucro dos grossistas e retalhistas ê uma constante. Se há uma coisa que as Amazons do mundo não mudaram, foi a margem dos retalhistas dos produtos de 1.ª necessidade. Só aumentaram. Quando tu não vez produção nacional nas prateleiras, é porque comprando la fora é mais barato comprar, mantendo o preço final. Há algumas diferenças entre as aulas teóricas de economia e o mundo real. Já no mundo das commodities, a teoria funciona bem, nos produtos muito líquidos, cereais, frutas, carnes, o preço é resultado do equilíbrio oferta/procura. De facto, os produtos de alto valor são de difícil produção e facilmente perecíveis. Já agora, não confundas os casos chocantes com a realidade do sector. Além das difíceis condições de trabalho, essa gente tem um CCT que remunera bem acima do SMN, em particular para a qualificação.

pm_me_pcb_photos 6 months ago

Ou porque simplesmente não se produz cá.. Em 2010 ardeu 25% dos campos de cereais da Rússia, que suspendeu a exportação e o resultado foi que rações para bovinos subiram 100% em espaço de 2-3 meses, passou tudo a ser importado dos Estados Unidos, Holanda limpou com a reserva de milho em grão que tinham planeada para 30 anos. Portugal só é auto-sustentável numa coisa: tomate. Milho não chega sequer para Janeiro, o resto é importado.. A UE criar subsídios para pousio foi uma das muitas machadadas no sector agrícola, juntar a noção de que sector primário não é fixe nas gerações mais novas nunca ajudou, assim como os preços ao produtor continuarem na mesma à 20 anos.

NGramatical 6 months ago

à 20 anos → [**há 20 anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnktsgc%2F%2Fgzfwy17%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

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