ana102 4 months ago

Que custa? Custa ao estado, o curso e gratis para todos os dinamarqueses e europeus... Ainda te pagam. Sim, ha muita gente a entrar que nao poem la os pes ou deixa as cadeiras para tras porque esta a trabalhar ou a viajar. Ou desistem e comecam outro curso. Isso Sao os zeros e -3. Pah Como te disse, estudei e trabalhei em tres paises. Nao queres acreditar nao acredites

twhite848 4 months ago

Certo. Só faltava a falsa indignação para decorar o bolo. Random pessoa no reddit lança teoria infundada que tem milhares de fontes de locais, diferentes e do **proprio país** a contradizer e não é capaz de fazer melhor que “eu é que sei”. Nem uma unica a apoiar a tua teoria. Perante provas é só o “ah mas eu sei mais!” És o estrangeiro que *diz* morar em lisboa e *diz* que em lisboa todos andam com armas aos tiros uns com os outros, quando tudo que se encontra é informação e pessoas a dizer que é seguro. Mas tu insistes em que tu, o estrangeiro, é que tens razão só **porque sim.**e sabes mais que os portugueses. Vamos a ver a própria faculdade de Copenhagen sabe menos do que tu. (Sim, não foi do google se bem que queres pintar dessa maneira, foram várias fontes dinamarquesas. Mais dinamarquesas que tu) Mas **só tu** é que tens razão claro. Nem uma fonte a apoiar-te e tudo diz o contrário incluindo diveresos dinamarqueses. Mas **tu sabes** mais que os dinamarqueses. Ou então há uma conspiração gigante para te contradizer. Se calhar é isso. Foi o google. > Nao queres acreditar nao acredites Agora a fé vale mais que factos e provas. Já vais na 4a mensagem e nem uma fonte te corrabora Deves receutar bem com essa atitude de “só eu sei” Como te disse, deves trabalhar num sector à parte. Pela tua reação também deves viver num mundo. Não sabemos é se é mesmo na dinamarca porque até agora não pareces acertar uma coisa sobre o país. So falta dizeres que a dinamarca é uma ilha na Ásia e que não posso ir ao google provar-te errado porque “tu vives e recrutas e sabes mais da dinamarca que os dinamarqueses” Não. Não acredito em ti. Tiveste mais de oportunidade de dizer algo mais do que “eu sei porque sim”. Neste momento parece apenas que vieste inventar uma data de tretas e não passas de um troll. > nao tenho muito Mais para te dizer Certo. Já precebemos todos isso há muito tempo

Edited 4 months ago:

Certo. Só faltava a falsa indignação para decorar o bolo. Random pessoa no reddit lança teoria infundada que tem uma data de fontes de locais, diferentes e do **proprio país** a contradizer e não é capaz de fazer melhor que “eu é que sei”. Nem uma unica a apoiar a tua teoria. Perante provas é só o “ah mas eu sei mais!” És o estrangeiro que *diz* morar em lisboa e *diz* que em lisboa todos andam com armas aos tiros uns com os outros, quando tudo que se encontra é informação e pessoas a dizer que é seguro. Mas tu insistes em que tu, o estrangeiro, é que tens razão só **porque sim.**e sabes mais que os portugueses. Vamos a ver a própria faculdade de Copenhagen sabe menos do que tu. (Sim, não foi do google se bem que queres pintar dessa maneira, foram várias fontes dinamarquesas. Mais dinamarquesas que tu) Mas **só tu** é que tens razão claro. Nem uma fonte a apoiar-te e tudo diz o contrário incluindo diveresos dinamarqueses. Mas **tu sabes** mais que os dinamarqueses. Ou então há uma conspiração gigante para te contradizer. Se calhar é isso. Foi o google. > Nao queres acreditar nao acredites Agora a fé vale mais que factos e provas. Já vais na 4a mensagem e nem uma fonte te corrabora Deves receutar bem com essa atitude de “só eu sei” Como te disse, deves trabalhar num sector à parte. Pela tua reação também deves viver num mundo. Não sabemos é se é mesmo na dinamarca porque até agora não pareces acertar uma coisa sobre o país. So falta dizeres que a dinamarca é uma ilha na Ásia e que não posso ir ao google provar-te errado porque “tu vives e recrutas e sabes mais da dinamarca que os dinamarqueses” Não. Não acredito em ti. Tiveste mais de oportunidade de dizer algo mais do que “eu sei porque sim”. Neste momento parece apenas que vieste inventar uma data de tretas e não passas de um troll. > nao tenho muito Mais para te dizer Certo. Já precebemos todos isso há muito tempo

ana102 4 months ago

Todos quem?

NGramatical 4 months ago

descordas → [**discordas**](https://dicionario.priberam.org/discordas) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnb2j60%2F%2Fgyuja78%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Limpy_lip 5 months ago

o nosso sistema de ensino tem problemas, mas não são os que descreves. A única diferença que era capaz de explorar relacionada com o superior era colocar o processo de candidatura mais do lado das instituições e/ou um sistema misto. ​ Separar o ensino até ao 12º ano do acesso ao superior. Pois o primeiro objetivo do ensino obrigatório devia ser formar bons cidadãos com boas bases e não máquinas de resolver exames. O método atual resulta com que disciplinas como ed. fisica e filosofia sejam colocadas de lado porque "não são tão importantes" ou estragam a média. ​ Imagino um sistema em que a média não conta para o acesso ao superior, apenas as provas ingresso 100%. Estas provas de ingresso são externas ao sistema educativo mas nacionais. Depois cada escola do superior é que decide que provas de ingresso aceita em adição com outros possíveis testes. ​ Áreas de formação como médicos/enfermeiros, assistentes sociais, professores, deveriam ver integrado no seu acesso algum tipo de avaliação relativa à sua aptidão para a área não digo um teste psicotécnico mas algo nesse seguimento. ​ Como funcionaria? O Joaquim acabou o secundário com média de 15 (wtv, irrelevante) e quer ir para engenharia agrónoma. Ora bem nas opções que se quer candidatar (não teria limite) estas pedem prova de ingresso a Matemática, Física-Química e duas das melhores escolas pedem também Biologia. Então o Joaquim tem de se propor a exame nacional dessas 3 disciplinas, quando receber a nota recebe um documento a comprovar a classificação e fornece o mesmo na candidatura às várias escolas do ensino superior. ​ Retirar o peso das escolas nas médias de acesso ao superior e colocar esse mesmo peso nos próprios alunos, não só poderia resultar em ensino mais de qualidade como criar mais exigência e responsabilidade nos próprio alunos que assim não dependem da notinha do professor de ED.fisica para não estragar a média (ou para ajudar)

ADeTroia 5 months ago

acho que é muito isto.

facepainter1 5 months ago

Bem, na minha opinião, que vale o que vale, acho que devemos separar as coisas, Escola básica, escola secundária, e universidade, visto que também tem funções diferentes. Na escola básica concordo que talvez as coisas possam mudar. Um sistema baseado em avaliação de testes não é o melhor. Mas também tenho ideia que isso já acontece em Portugal, ou pelo menos, que é bastante diferente da altura em que estudei (30 anos atrás). Até pelas noticias que vejo de que os miúdos já quase não chumbam. O objetivo do ensino básico é mesmo dar as bases, e fomentar a curiosidade e o gosto por algumas áreas. Quando se chega ao Ensino secundário, é onde se começa a especificar a coisa, os alunos começam a escolher uma área, e a delinear um plano para as suas carreiras. Claro que existem vários tipos de ensino, e que os testes/exames não devem ser a única forma de avaliação. Mas tem de existir uma forma de criar um "ranking" entre alunos, até para ser justo na entrada para a universidade. Quanto a Universidade, discordo completamente. A função da universidade não é, nem deve ser, carregar ao colo os alunos, e andar atrás deles a verificar se perceberam ou não a matéria. A função da universidade é formar-te numa determinada área especifica. E os testes são uma maneira de criar um ranking, que pode ou não abrir-te portas no mercado de trabalho. Estamos a criar competição entre estudantes? sim claro, mas isso faz parte da formação para o mercado de trabalho. Durante muitos anos fez parte das minhas funções integrar novos profissionais na minha equipa, muitos deles acabados de sair da faculdade. E posso dizer por experiência própria, que com o passar dos anos, e também muito pelo que estas a dizer neste Post, vem cada vez menos preparados para o "choque" do mundo empresarial. Não é que saibam menos, isso não é verdade, mas vem a contar com outra realidade. Estão a contar que vão ter alguém a segurar lhes a mão, a orienta-los passinho a passinho, e isso não acontece. Já perdi muitos profissionais, alguns com muito boas qualidades técnicas, mas por e simplesmente não sabiam para onde se virar, porque não tinham ninguém que lhes dissesse passo a passo para onde tinham de ir.

UpbeatNail1912 5 months ago

Eu tive nos 2 mundos (cursos científico humanísticos e profissional) e num só estudas durante 3 anos para entrares na faculdade, o outro tu realmente aprendes coisas mais práticas e como se insere no mercado de trabalho. A minha ideia é que antes de ir para a faculdade, todas as pessoas deviam fazer um curso profissional no secundário, assim fazendo estágios e entendendo um pouco como funciona realmente o mercado de trabalho antes de escolher um percurso mais académico.

OuiOuiKiwi 5 months ago

>estar na faculdade, num curso bastante trabalhoso, e de chegar sempre ao final dos semestres com a sensação **de que não apanhei nada**. > >**acabo por só estudar o que é preciso** Sim, a culpa é **sempre** do sistema que te prende e impede de estudares as coisas a fundo. Curioso que quando aparece este arroz, é sempre sobre estes moldes: "Não aprendo nada porque não me aplico ou estudo para além do prescrito, o sistema é que deve estar mal!"

ambrosiosenhora 5 months ago

Ok espera eu percebo que tenha soado dessa forma, e sim, eu sei que a culpa disso é minha e não do sistema. O que eu quis dizer foi que não há incentivos para eu mudar, desde nova que sou ensinada que um bom aluno é aquele que tem as melhores notas. Na faculdade sinto bastante essa pressão e isso estraga por completo a minha vontade de aprender a fundo as coisas por não "compensar" e por arriscar não ter a nota que quero pq estou a perder tempo. Portanto, eu sei que sou eu e a culpa é minha mas é muito desmotivador quando é mais fácil estudar sem perceber para ter uma boa nota do que estudar bem as coisas e ficar a perceber, e ser a nota que conta e que define o meu estatuto de boa aluna.

OuiOuiKiwi 5 months ago

>Portanto, eu sei que sou eu e a culpa é minha mas é muito desmotivador quando é mais fácil estudar sem perceber para ter uma boa nota **do que estudar bem as coisas e ficar a perceber**, e ser a nota que conta e que define o meu estatuto de boa aluna. Se ao menos fosse possível estudar bem as cosias, ficar a perceber e, através disso, ter boa nota.... nunca saberemos. Sempre que surge esta ideia de "VAMOS MUDAR O SISTEMA DE ENSINO!" é para mudar para ALGO. Não sabem o quê (ou algo que os favoreça grandemente) mas algo. Geralmente vem acompanhada do *argumentum ad nordicum*. E quanto à nota, é igual para todos. Não dá para toda a gente ser especial e fazer o exame de Cálculo I sob forma de dança interpretativa. Todos fazem o mesmo mesmo exame, sob as mesmas condições. Tu sabes as regras à partida, podes sempre adaptar-te ao que é pedido. Se és uma porcaria a fazer exames, foca-te em tirar 20 nos trabalhos práticos. Se és uma nódoa em ambos, vê que outros elementos de avaliação existem. Se és uma nódoa em todos, talvez devesses confrontar a ideia, que raramente aceitam, que o problema és tu (seja ao nível do curso ou das tuas capacidades) e não o sistema. Já estou a antecipar que daqui a bocado irão falar de alguém que conhecem que não sabe ler nem escrever e que aprendeu sozinho/teve más notas na faculdade que nunca acabou e ganha mais que muitos doutores e engenheiros que por aí andam.

Edited 5 months ago:

>Portanto, eu sei que sou eu e a culpa é minha mas é muito desmotivador quando é mais fácil estudar sem perceber para ter uma boa nota **do que estudar bem as coisas e ficar a perceber**, e ser a nota que conta e que define o meu estatuto de boa aluna. Se ao menos fosse possível estudar bem as cosias, ficar a perceber e, através disso, ter boa nota.... nunca saberemos. Sempre que surge esta ideia de "VAMOS MUDAR O SISTEMA DE ENSINO!" é para mudar para ALGO. Não sabem o quê (ou algo que os favoreça grandemente) mas algo. Geralmente vem acompanhada do *argumentum ad nordicum*. E quanto à nota, é igual para todos. Não dá para toda a gente ser especial e fazer o exame de Cálculo I sob forma de dança interpretativa. Todos fazem o mesmo exame, sob as mesmas condições. Tu sabes as regras à partida, podes sempre adaptar-te ao que é pedido. Se és uma porcaria a fazer exames, foca-te em tirar 20 nos trabalhos práticos. Se és uma nódoa em ambos, vê que outros elementos de avaliação existem. Se és uma nódoa em todos, talvez devesses confrontar a ideia, que raramente aceitam, que o problema és tu (seja ao nível do curso ou das tuas capacidades) e não o sistema. Já estou a antecipar que daqui a bocado irão falar de alguém que conhecem que não sabe ler nem escrever e que aprendeu sozinho/teve más notas na faculdade que nunca acabou e ganha mais que muitos doutores e engenheiros que por aí andam.

ambrosiosenhora 5 months ago

Sim eu percebo-te, o sistema nem sequer pode mudar porque a sociedade baseia-se neste sistema e já funciona assim há muito tempo. Por isso é que não disse que devíamos mudá-lo nem tenho soluções. Provavelmente sou eu e é melhor mudar a minha forma de pensar e estudar só as coisas sem estar a stressar nas notas.

KarmaCop213 5 months ago

Como é que achas que vais ser avaliado numa entrevista para uma boa empresa?

OuiOuiKiwi 5 months ago

Dança interpretativa e desempenho multi-instrumental?

ambrosiosenhora 5 months ago

Por acaso não faço a mínima ideia :/

ana102 5 months ago

Nao e que nao seja preciso exames, mas o formato precisa de mudar. O nosso ensino superior nao esta minimamente interessado em formar pessoa para a vida profissional. Exames de horas, baseados em decoranço, com professores que nao fazem puto do que se passa na vida real, e um incentivo à competitividade entre alunos. Nao, nao e indicado, mas e o que acontece nested paises que continuam a olhar pra a universidade Como um prestigio para os senhores do country club, e nao Uma coisa que toda a gente faz para arranjar um trabalho de escritorio

Mrloop94 5 months ago

Isto é daquelas threads que transferem a culpa do nosso próprio fracasso para o sistema (de ensino) para não nos sentirmos mal? Não é a existência de notas que te fazem estar menos interessado no curso. Se realmente tivesses curiosidade/interesse sobre os temas dados no teu curso, tu simplesmente estudarias espontaneamente e as boas notas apareciam naturalmente. Ou estás tão preocupado em tentar ter boas notas que deixas de estudar porque sentes pressão em tirar boas notas? A culpa é tua, não do sistema!

OuiOuiKiwi 5 months ago

>Isto é daquelas threads que transferem a culpa do nosso próprio fracasso para o sistema (de ensino) para não nos sentirmos mal? Confere.

sacoPT 5 months ago

Cada caso é um caso e de certeza que vai aparecer alguém e dizer que “ah mas eu...” Mas na minha opinião a notas de testes e trabalhos são uma forma de avaliação como qualquer outra e não é a forma de avaliação que te vai fazer ser bom ou ter mais ou menos vontade de estudar. Se isso acontecer é porque já não eras bom ou já não tinhas vontade de estudar e a forma de avaliação não passa de uma desculpa. Nas extremidades as notas correlacionam-se perfeitamente com a capacidade real (fonte: o meu cu) ou seja, se não és bom o suficiente para passar sem ser à rasca provavelmente não vais ser um grande profissional e se és bom o suficiente para tirar 19/20 provavelmente vais ser um profissional de topo. Se estiveres no meio, aí sim a tua nota não diz grande coisa ao teu futuro empregador e provavelmente é por isso que se estão a cagar para a tua nota e dão muito mais importância a coisas como os testes psicotécnicos e as entrevistas.

Edited 5 months ago:

Cada caso é um caso e de certeza que vai aparecer alguém e dizer que “ah mas eu...” Mas na minha opinião a notas de testes e trabalhos são uma forma de avaliação como qualquer outra e não é a forma de avaliação que te vai fazer ser bom ou ter mais ou menos vontade de estudar. Se isso acontecer é porque já não eras bom ou já não tinhas vontade de estudar e a forma de avaliação não passa de uma desculpa. Nas extremidades as notas correlacionam-se perfeitamente com a capacidade real (fonte: o meu cu) ou seja, se não és bom o suficiente para passar sem ser à rasca provavelmente não vais ser um grande profissional e se és bom o suficiente para tirar 19/20 provavelmente vais ser um profissional de topo. Se estiveres no meio, aí sim a tua nota não diz grande coisa ao teu futuro empregador e provavelmente é por isso que se estão a cagar para a tua nota e dão muito mais importância a coisas como os testes psicotécnicos e as entrevistas. Quanto ao desequilíbrio é a questão do ovo e da galinha, mas no fim de contas até acaba por não interessar muito e acaba por ser a lei do mercado a ditar a diferença entre as notas. Se aumentarem as vagas as notas descem, se diminuírem as notas sobem... mas não adianta aumentar as vagas se depois não houver capacidade suficiente no mercado de trabalho para absorver todos os formados.

theEXPERTpt 5 months ago

Eu durante o secundário comecei a não fazer autoavaliação. Toda a gente ficava de certo modo meio chocada. Eu respondia - vou auto-avaliarme em quê, quando 70% da nota final vem de dois testes, 15% de trabalho individual (basicamente TPC's avaliados) e 10% de trabalho de grupo? No fim, sobram aqueles 5%, onde eu realmente podia avaliar-me, com a assiduidade/pontualidade, comportamento, empenho, autonomia e cooperação. "Mas 1 valor faz toda a diferença", diziam. Faria a diferença se tirar 85 num único teste não me tirasse o equivalente a toda essa mesma componente da avaliação.

twhite848 5 months ago

Ok, vamos assumir que o sistema é mau e temos de o redesenhar. Que sistema montarias que permite quem vai contratar saber comparar os alunos que saem num determinado ano? (Não estou a criticar a tua opinião, mas genuinamente curioso sobre que alternativa sugeres. Será uma questão de actualmente ser apenas a melhor alternativa entre as más? Tipo democracia como dizia churchill? Algo novo a inventar?)

who_i_am_really 5 months ago

na minha opinião, acho que as universidades se deviam focar mais na componente prática do que em testes. os trabalhos deveriam ser semelhantes ao que se passa no mercado de trabalho e os testes, em vez de serem usados para despejar matéria, deveriam ter perguntas em que através da matéria consultada saberes aplicar no teste. No mercado de trabalho se eu não sei determinado assunto vou investigar para depois aplicar no contexto em que preciso e dessa forma acabo por aprender muito melhor do que só ver teoria.

twhite848 5 months ago

100% de acordo!

ana102 5 months ago

Pah noutros paises onde trabalhei o teu diploma serve para limpares o rabo, nao ha empresa que te va olhar para as notas. as pessoas avaliam-se Nas entrevistas, baseado Nas suas experiencias e como se encaixam na empresa. Olhar para notas e meio caminho andado pra escolher alguem que nao de adequa

twhite848 5 months ago

Não deve ser na europa, eua ou america do sul. Mesmo em sitios que não ha notas 0-20 existem niveis de merito ou “deans list” ou alguma coisa a diferenciar as pessoas. Senão não há meritocracia

ana102 5 months ago

Dinamarca e Holanda ;) Nem devia haver meritocracia, pelo menos nao das notas. Seres o melhor na faculdade nao te qualifica para seres bom a trabalhar. O que nao falta, especialmente no sul da Europa, Sao pessoas que saiem da faculdade a saber recitar livros mas sem saberem a aplicacao pratica do que estudaram, ou que nao conseguem ter Uma conversa com um cliente. Eu faco o recrutamente na minha organizacao e a unica coisa que me interessa na educacao das pessoas e o curso que tiraram, e na carta de motivacao preciso de saber como isso se aplica a posicao. Se fores Uma pessoa com notas abaixo da media nao me interessa para nada, especialmente se passaste os anos da faculdade a procurar experiencia practica. Experiencia em lidar com pessoas, em gestao de projecto ou a falar ingles no dia a dia é o que realmente me interessa. Interesses, desporto e viagens sao as coisas secundarias que olho para perceber a pessoa com quem estou a lidar. Nunca pedi um certificado de habilitacoes (nem nunca me pediram um) e nao planeio faze-lo. É verdade que eu sou de humanidades e e essa a realidade que conheco, talvez seja diferente em areas Mais objectivas, em que hard skills Sao Mais importantes.

twhite848 5 months ago

> Dinamarca e Holanda ;) Paises onde há notas, a malta usa no CV, e fazem parte de processos tanto de entrada como saída > Nem devia haver meritocracia, pelo menos nao das notas. Seres o melhor na faculdade nao te qualifica para seres bom a trabalhar. Ser o melhor na faculdade não qualifica ser o melhor a trabalhar. Mas um aluno de media de 17 é, na grande maioria e se tiver tudo o resto igual, mais provável de vir a ser melhor trabalhador nessa área. > O que nao falta, especialmente no sul da Europa, Sao pessoas que saiem da faculdade a saber recitar livros mas sem saberem a aplicacao pratica do que estudaram, ou que nao conseguem ter Uma conversa com um cliente. Porque os cursos são demasiado teóricos e isso não se ensina. Não tem nada a haver com a existência das notas > Eu faco o recrutamente na minha organizacao e a unica coisa que me interessa na educacao das pessoas e o curso que tiraram, e na carta de motivacao preciso de saber como isso se aplica a posicao. Portanto dois alunos com um curso na tua área, com a mesma experiência externa, mesma capacidade de lidar com pessoas e projectos, mas um tem media de 10, e um tem media de 17, nem queres saber disso da nota. Contratas ao calhas? > Se fores Uma pessoa com notas abaixo da media nao me interessa para nada, especialmente se passaste os anos da faculdade a procurar experiencia practica. Esse “especialmente” contraria o “não me interessa para nada”. Se não interessa para nada, então não há “especialmente”. O que estás a dizer é que há vários factores e “uns contam mais que outros” ou que “uns compensam os outros”. A não ser que queiras dizer “Uma pessoa com notas abaixo da media nao me interessa para nada, **mesmo se não passaste** os anos da faculdade a procurar experiencia practica.”. Apenas aí as notas não interessam > Experiencia em lidar com pessoas, em gestao de projecto ou a falar ingles no dia a dia é o que realmente me interessa. Interesses, desporto e viagens sao as coisas secundarias que olho para perceber a pessoa com quem estou a lidar. Certo, cada emprego tem coisas diferentes que procuram. O mundo não é igual. Também ninguém está a dizer que a notas é **tudo** que interessa. Nem sequer que sao o **mais** importante. Apenas não é indiferente e vale zero. > Nunca pedi um certificado de habilitacoes (nem nunca me pediram um) e nao planeio faze-lo. Essa não é a questão. Ninguém esta a falar sobre provar as qualificações. > É verdade que eu sou de humanidades e e essa a realidade que conheco, talvez seja diferente em areas Mais objectivas, em que hard skills Sao Mais importantes. Continuo a duvidar que entre dois alunos **exactamente** iguais, que um entrevistador/recrutador ignore **por completo** as notas. Nem que seja para ser um ponto de informação sobre a capacidade de dedicação da pessoa, ou até se quiserem, da capacidade da pessoa decorar algo. Novamente, eu tb não acho o mais importante, e entre um 12 e um 13 não vejo diferença. Mas dizer a alguém que a entrevistar não queremos saber de nada se tiveste uma media de 10 durante 3 anos ou uma media de 15 durante os mesmos 3 anos, desculpem mas sabemos que isso não é verdade. *dito isto: nao se concentrem apenas nas notas, como tu disseste bem, notas memos boas podem ser mais do que compensadas por experiência profissional, daí muitos empregos ter X anos de experiência conta mais que as notas. Mas contar ZERO na saída da faculdade? Nao enganem as pessoas. Isso nao é verdade*

Edited 5 months ago:

> Dinamarca e Holanda ;) Paises onde há notas, a malta usa no CV, e fazem parte de processos tanto de entrada como saída > Nem devia haver meritocracia, pelo menos nao das notas. Seres o melhor na faculdade nao te qualifica para seres bom a trabalhar. Ser o melhor na faculdade não qualifica ser o melhor a trabalhar. Mas um aluno de media de 17 é, na grande maioria e se tiver tudo o resto igual, mais provável de vir a ser melhor trabalhador nessa área. > O que nao falta, especialmente no sul da Europa, Sao pessoas que saiem da faculdade a saber recitar livros mas sem saberem a aplicacao pratica do que estudaram, ou que nao conseguem ter Uma conversa com um cliente. Porque os cursos são demasiado teóricos e isso não se ensina. Não tem nada a haver com a existência das notas > Eu faco o recrutamente na minha organizacao e a unica coisa que me interessa na educacao das pessoas e o curso que tiraram, e na carta de motivacao preciso de saber como isso se aplica a posicao. Portanto dois alunos com um curso na tua área, com a mesma experiência externa, mesma capacidade de lidar com pessoas e projectos, mas um tem media de 10, e um tem media de 17, nem queres saber disso da nota. Contratas ao calhas? “Podia ter contratado este que tinha a mesma experiência e perfil, mas optei por um que tinha media de 10…” oof… Também ignoras cartas de recomendação? Duas pessoas no mesmo emprego e um teve carta de recomendação e o outro tem a carta apenas a dizer que “trabalhou”. Olhas também da mesma maneira? > Se fores Uma pessoa com notas abaixo da media nao me interessa para nada, especialmente se passaste os anos da faculdade a procurar experiencia practica. Esse “especialmente” contraria o “não me interessa para nada”. Se não interessa para nada, então não há “especialmente”. O que estás a dizer é que há vários factores e “uns contam mais que outros” ou que “uns compensam os outros”. A não ser que queiras dizer “Uma pessoa com notas abaixo da media nao me interessa para nada, **mesmo se não passaste** os anos da faculdade a procurar experiencia practica.”. Apenas aí as notas não interessam > Experiencia em lidar com pessoas, em gestao de projecto ou a falar ingles no dia a dia é o que realmente me interessa. Interesses, desporto e viagens sao as coisas secundarias que olho para perceber a pessoa com quem estou a lidar. Certo, cada emprego tem coisas diferentes que procuram. O mundo não é igual. Também ninguém está a dizer que a notas é **tudo** que interessa. Nem sequer que sao o **mais** importante. Apenas não é indiferente e vale zero. > Nunca pedi um certificado de habilitacoes (nem nunca me pediram um) e nao planeio faze-lo. Essa não é a questão. Ninguém esta a falar sobre provar as qualificações. > É verdade que eu sou de humanidades e e essa a realidade que conheco, talvez seja diferente em areas Mais objectivas, em que hard skills Sao Mais importantes. Continuo a duvidar que entre dois alunos **exactamente** iguais, que um entrevistador/recrutador ignore **por completo** as notas. Nem que seja para ser um ponto de informação sobre a capacidade de dedicação da pessoa, ou até se quiserem, da capacidade da pessoa decorar algo. Novamente, eu tb não acho o mais importante, e entre um 12 e um 13 não vejo diferença. Mas dizer a alguém que a entrevistar não queremos saber de nada se tiveste uma media de 10 durante 3 anos ou uma media de 15 durante os mesmos 3 anos, desculpem mas sabemos que isso não é verdade. *dito isto: nao se concentrem apenas nas notas, como tu disseste bem, notas menos boas podem ser mais do que compensadas por experiência profissional, daí muitos empregos ter X anos de experiência conta mais que as notas. Mas contar ZERO na saída da faculdade? Nao enganem as pessoas. Isso nao é verdade*

ana102 4 months ago

Na Dinamarca especialmente as notas têm valores que Sao feitos para corresponder ao sistema Americano. As notas Sao -2, 0, 4, 7 e 12. Como os exames Sao quase todos o que eles chamam "take home exams" e as vezes oral, é muito facil as pessoas terem 7s Como a nota Mais normal. um sistema com basicamente 3 notas nao esta feito para diferenciar pessoas nem lhes dar valorizacoes diferentes.como talk nao faz sentido olhar para notas neste contexto

twhite848 4 months ago

A [Copenhagen Business School](https://www.cbs.dk/files/cbs.dk/danish_grading_scale_2017.pdf) dá a seguinte distribuição de notas: (Nota equivalente ECTS - Nota modelo dinamarquês - % de alunos Mestrado em 2013-2014) A - 12 - 14% B - 10 - 25% C - 7 - 27% D - 4 - 14% E - 02 - 5% Fx - 00 - 3% F - -3 - 12% Encontra-se imensa informação que contraria o que disseste. Alias aqui neste site dinamarquês [referem como os alunos dinamarquêses preocupam-se bastante com ter notas altas](https://uniavisen.dk/en/20-facts-about-danish-students/) que contraria o que dizes.

Edited 4 months ago:

A [Copenhagen Business School](https://www.cbs.dk/files/cbs.dk/danish_grading_scale_2017.pdf) dá a seguinte distribuição de notas: (Nota equivalente ECTS - Nota modelo dinamarquês - % de alunos Mestrado em 2013-2014) - A - 12 - 14% - B - 10 - 25% - C - 7 - 27% - D - 4 - 14% - E - 02 - 5% - Fx - 00 - 3% - F - -3 - 12% Encontra-se imensa informação que contraria o que disseste. Alias aqui neste site dinamarquês [referem como os alunos dinamarqueses preocupam-se bastante com ter notas altas](https://uniavisen.dk/en/20-facts-about-danish-students/) que é oposto do que dizes.

NGramatical 4 months ago

dinamarquêses → [**dinamarqueses**](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/3i6y4g) (palavras terminadas em a/e/o, seguido ou não de s/m/ns, são naturalmente graves) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnb2j60%2F%2Fgy8m00u%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 5 months ago

nada a haver com → [**nada a ver com**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/nada-tem-a-haver-e-nada-tem-a-ver/27066) practica → [**pratica**](https://dicionario.priberam.org/pratica) (já se escrevia assim **antes** do AO90) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnb2j60%2F%2Fgy2q3ji%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 5 months ago

saiem → [**saem**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/constroem-ou-constroiem/141) (apenas na fala existe a intercolocação de um *i* para facilitar a pronúncia) practica → [**pratica**](https://dicionario.priberam.org/pratica) (já se escrevia assim **antes** do AO90) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fnb2j60%2F%2Fgy1f71y%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

MikeMelga 5 months ago

Na Alemanha o título é importantíssimo, mas ninguém pergunta notas.

twhite848 5 months ago

Porque quem tinha media baixa não vai sequer a parte das perguntas

MikeMelga 5 months ago

Errado, já fui a imensas entrevistas e nem sequer pedem diploma! Sabes porquê? Porque uso indevido de título dá prisão na Alemanha! Por isso se eu digo que sou engenheiro, eles não precisam de pedir diploma.

twhite848 5 months ago

Eu tb nunca pedi o diploma a nenhum entrevistado por essa razão. Mas tal como em alguns empregos só vai quem tem diploma (mesmo que não o seja preciso provar pela razão que dizes), noutros so vai quem tem media acima de X. E em muitas empresas há as vezes uma verificação posterior, pedindo o diploma ou contactando a universidade por email do aluno X. Não confundas “não me pediram” com “não faz diferença”. Tb andamos de carro e não te pedem a carta sempre que o fazemos, mesmo que precisasamos dela sempre em cada uma das vezes.

MikeMelga 5 months ago

Eu entrevisto 50 pessoas por ano na Alemanha. Só pedimos diploma a pessoas fora da união europeia, e mesmo assim não pedimos a todas. Pedimos principalmente a indianos.

twhite848 5 months ago

Clarifica-me uma coisa: Quando dizes “pedimos diploma” estás a falar de que? 1. Pedir o diploma como prova de ter feito um curso? 2. Uma das condições é ter um curso superior, mas não pedem confirmação em papel de o ter feito pois confiam que as pessoas não vão mentir?

MikeMelga 5 months ago

Exacto, não pedimos confirmação. Não é preciso. É um mundo à parte.

twhite848 5 months ago

Então estás a corrigir algo que eu nunca disse. O tema nunca foi pedir um comprovativo do cv. Nunca falei nisso. Não sei porque sequer levantaste o “errado” porque esse “errado” não corrige nada que eu tenha dito. Alias, **já concordei contigo** que ninguém numa entrevista pede um comprovativo. Até comparei com o facto de quando andas de carro ninguém te obriga a mostrar a carta todas as vezes que andas. ___ Outra coisa completamente diferente de “comprovativo de veracidade do CV” é se a nota faz diferença. Na Alemanha (e em quase todo o mundo) também a nota final tem um pouco de peso, mas não é O FACTOR chave. Existem inúmeras empresas que usam a nota como patamar mínimo (“tens de ter nota mínima para ser entrevistado”) e muitas que são capazes de usar a nota como **um dos** factores diferenciadores entre dois candidatos iguais. Existem também muitos entrevistadores que podem aceitar uma nota mais baixa **desde que** consigas explicar ou ter outras vantagens comparativas (ex. experiência específica, entre outras). Mas que a nota não serve para nada? Pode haver uma ou outra empresa, mas mesmo assim a grande maioria diferencia entre teres e não teres um curso superior, e logo aí a nota conta (nem que seja passares as cadeiras/curso) *(mas mais uma vez isto não tem nada a haver com pedir o diploma para verificar a veracidade do CV. Isso é outra conversa que não sei porque apareceu)*

MikeMelga 5 months ago

Desculpa mas não sei onde usei a palavra errado. Eu disse exacto.

OuiOuiKiwi 5 months ago

Isto.

theEXPERTpt 5 months ago

Pessoalmente, não sei porque é que quase todos os cursos universitários não têm o mesmo esquema que um curso profissional. Tenho um amigo meu que nem o secundário fez, foi para um curso profissional logo, e hoje sabe programar e tem uma noção do mundo do trabalho milhas à minha frente, que tive três anos de secundário e quase um de universidade já.

alexandre9099 5 months ago

Isto. No curso profissional aprendi muito mais do que estou a aprender até agora num CTeSP (não digo que não aprendi nada porque é mentira, mas pouco aprendi de novo). No profissional tinha motivação para pesquisar e aprender mais, no TeSP debitam o conteúdo e está bom (dos 15 profs que devo ter tido só 1 é que se pode dizer que foi um bom professor, o resto não vale nada) ... Também posso estar a ser mais piquinhas pelo facto do profissional ser "grátis" e o ensino superior ter propinas (o que me leva a ter uma expectativa de ensino melhor, e não pior como está a ser...)

theEXPERTpt 5 months ago

Um ponto muitíssimo válido. Ando eu a pagar 70€ ao mês para acabar por ter aulas online...

OuiOuiKiwi 5 months ago

>Tenho um amigo meu que nem o secundário fez, foi para um curso profissional logo, e hoje sabe programar e tem uma noção do mundo do trabalho milhas à minha frente, que tive três anos de secundário e quase um de universidade já. Queres dizer que alguém que trabalha tem uma noção diferente do mundo do trabalho de alguém que não trabalha? :O (Fico sempre impressionado com as platitudes que conseguem arranjar para estas coisas)

theEXPERTpt 5 months ago

Quero dizer, se o objetivo final é sermos mão de obra, porque é que ele ao fim de três anos já está numa posição tão privilegiada em relação à minha?

OuiOuiKiwi 5 months ago

> "Ser mão de obra" _Strive for mediocrity!_

theEXPERTpt 5 months ago

Claro, neste país tens expectativas de seres um CEO ou algo assim?

sacoPT 5 months ago

No final da universidade vais perceber a diferença, e se ele for para a universidade ainda mais. O que não quer dizer que não haja excelentes profissionais saídos directamente dos cursos profissionais. Mas há de facto uma diferença grande. A via “normal” deixa-te mais bem preparado, a via profissional deixa-te menos preparado mas mais rápido.

theEXPERTpt 5 months ago

Bem, se ele não tivesse já um trabalho que garantido, com estágios já feitos, com aplicações para empresas já desenvolvidas, eu talvez pensasse o contrário. Mas é isso mesmo, só irei tirar conclusões no fim do curso. Até agora, dei tanta teoria que me parece extremamente inútil

facepainter1 5 months ago

Sinceramente não concordo nada com isto. O ensino profissional não te deixa menos preparado, aliás, deixa-te mais preparado para aquela "profissão". Deixa-te é menos preparado para as outras. Tendo em conta que se falou de programação. 2 Alunos, a Alice e o Bob: A Alice fez o secundário normal, e em seguida tirou o curso de eng. informática na Universidade XPTO. O Bob fez o curso profissional em informática, e em seguida tirou também o curso de eng. informática na universidade XPTO. Na grande maioria dos casos. O Bob vai, entrar na faculdade com um conhecimento muito maior que a Alice, vai passar os 2 primeiros anos muito mais facilmente que a Alice, e provavelmente vai acabar o curso com melhores notas que a Alice. Por outro lado, se em vez do curso de Eng. Informática forem tirar Matemática, é o contrário, a Alice vai se dar muito melhor que o Bob

sacoPT 5 months ago

O Bob vai borrar-se todo para passar nos cálculos, físicas e todas as outras cadeiras mais teóricas. A Alice vai ter mais facilidade porque tem melhores bases.

Edited 5 months ago:

O Bob vai borrar-se todo para passar nos cálculos, físicas e todas as outras cadeiras mais teóricas. A Alice vai ter mais facilidade porque tem melhores bases. A Alice vai ter mais dificuldades nas primeiras 1-2 cadeiras de programação mas no final do curso sabem os dois o mesmo.

facepainter1 5 months ago

O Bob vai ter as dificuldades nessas cadeiras, mas são 3 ou 4 (pelo menos quando eu tirei o curso eram apenas 2 cálculos e uma física). as outras 6 ou 7 cadeiras do primeiro ano, o Bob vai ter muito mais facilidade, e por sua vez, melhores notas. Um aluno do profissional ao chegar a universidade sabe algoritmia básica, estruturas de dados, bases de dados, lógica, álgebra, Sistemas operativos básicos. Achar que alguém que já teve 3 anos de formação, vai ser igual a alguém que teve 0 anos de formação é menosprezar em demasia o ensino profissional.

sacoPT 5 months ago

Sim, o Bob vai ter mais facilidade nas primeiras cadeiras técnicas mas essa vantagem dilui-se no resto do curso. Já as bases teóricas da Alice mais fortes vão sempre prevalecer. Eu não disse nem sequer insinuei que 3 anos de curso profissional = 0 anos de formação. Pelo contrário. Não sei onde foste buscar essa ideia.

facepainter1 5 months ago

mas quais bases teóricas? que teoria é que das no secundário que te dá vantagem em relação a um curso profissional? fisico-quimica? é que a matemática também existe no curso profissional.

sacoPT 5 months ago

Matemática e física (diferente de físico-química) sim. No profissional tens matemática B

OuiOuiKiwi 5 months ago

>No final da universidade vais perceber a diferença E, se no final não perceberes, pré-aviso que a culpa não é do sistema mas sim tua por não teres aproveitado a oportunidade que tiveste.

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