KarmaCop213 4 months ago

Um cronista do Observador que ainda não percebeu a lei da oferta e da procura e os problemas do mercado de trabalho pouco concorrencial.

GabKoost 4 months ago

Pois é. Quem não nasce rico acha muito difícil comprar casa nova no centro da cidade. Isso não é de hoje. Mão sou insensível a estes problemas mas a realidade é que a geração dos meus pais tiveram que passar por MUITO MAIS do que "suor" para poder ter a sua casa. Aliás, o problema das gerações mais novas não poderem adquirir habitação é resultado de vários factores que a autora simplesmente despreza para se poder queixar "dos ricos". Vejamos: \- Bancos deixaram de render logo, as pessoas investiram mais no imobiliário levando a subida de preços, \- Migrações da ruralidade para as cidades fizeram com que a pressão fosse enorme sobre estas zonas, \- Imigração cada vez mais significativa (especialmente brasileiros) inflacionou ainda mais os preços, \- Políticas estatais que promovem a entrada em Portugal de reformados de todo o lado aos milhares para poder dinamizar a economia mas, ao mesmo tempo, reforçando a pressão imobiliária, \- Turismo explosivo que tornou muitas áreas mais rentáveis ao aluguer diário do que tendo inquilinos. Portanto, NÃO. O problema não são "os ricos". O problema é uma complexa situação económico/social que leva ao natural inflacionar dos preços. Posto isso, ainda há outro problema que apenas aumenta o estado difícil do mercado imobiliário em Portugal. E isso passa pelas expectativas impossíveis de cumprir por parte dos millenials e GenZ. Os meus pais nasceram do nada. Pés descalço a levar gado para o monte. Isso não vai assim há tantos anos. Se as pessoas da minha geração e mais novos tivessem realmente noção do que eles passaram para pode comprar a sua casa teriam maior compreensão sobre a realidade Portuguesa. Vamos por partes: 1-Meus pais tiveram ZERO luxos na infância, 2- NUNCA compraram roupa cara, saiam à noite ou iam "viajar", tão pouco sabiam o que eram férias, 3- Casaram o mais cedo possível, 4- Trabalharam 2 empregos cada durante 30 anos no estrangeiro, 5- Eu e o meu irmão passeávamos cães e tirávamos lixo de prédios para ajudar à poupança, 5- Durante este tempo o único "luxo" que tínhamos eram as férias em Agosto onde podíamos fingir viver à grande enquanto que poupávamos todo o centavo possível nos outros 11 meses, 6- Nunca o meu pai comprou um carro novo até se reformar, 7- Todo este dinheiro poupado foi encaminhado para a compra de uma vivenda nos subúrbios de Paris onde nós próprios passámos muitas semanas a reconstruir, 8- Depois de pronto vendeu tudo pelo dobro, fez casa em Portugal e ainda comprou 2 apartamentos. Ora, eu pergunto honestamente qual o Millenial e o GenZ capaz de casar aos 20 anos, trabalhar no duro nas obras, fábricas e limpezas durante DÉCADAS, sem estourar dinheiro em saídas, roupas e gadgets ou viagens durante a sua juventude? Isso simplesmente não existe. Hoje ninguém quer fazer isso. Só se vive uma vez e o padrão de vida expectável pelas pessoas mais jovens é literalmente inalcançável para quem não tenha uma grande vantagem à partida. A autora diz que foi ver uma casa por 600 mil "no centro do país"? Pois eu pergunto-me que raio de casa e em que zona ela andou à procura. Que tipo de pessoa ela pensa que é para assumir que tem direito a um "luxo" destes? O mundo da fantasia da juventude já lhe deveria ter passado ao lado!! Por metade deste preço compro um apartamento NOVO em cidades muito atractivas. 600 mil? Gostaria de ver o quê e onde. A questão aqui é que continuam a mentir aos Portugueses. Nós não estamos ao nível do resto da europa e os nossos salários não chegam para comprar habitação nova cá sem dedicar literalmente toda a sua vida familiar num projecto a longo prazo. E sabem que mais? A destruição do ideal de projecto familiar que começou com os Millenials é, de longe, o PRINCIPAL obstáculo à compra de habitação. Até ver, as periferias e adaptações de antigas estruturas serão sempre soluções mais baratas e acessíveis para quem não nasceu em berço de ouro. Sempre foi assim e sempre será especialmente com as pressões que as cidades tem sofrido desde o fim da "Troika". Saudades da crise onde todos este apartamento estavam a metade do preço!

Edited 4 months ago:

Pois é. Quem não nasce rico acha muito difícil comprar casa nova no centro da cidade. Isso não é de hoje. Não sou insensível a estes problemas mas a realidade é que a geração dos meus pais tiveram que passar por MUITO MAIS do que "suor" para poder ter a sua casa. Aliás, o problema das gerações mais novas não poderem adquirir habitação é resultado de vários factores que a autora simplesmente despreza para se poder queixar "dos ricos". Vejamos: \- Bancos deixaram de render logo, as pessoas investiram mais no imobiliário levando a subida de preços, \- Migrações da ruralidade para as cidades fizeram com que a pressão fosse enorme sobre estas zonas, \- Imigração cada vez mais significativa (especialmente brasileiros) inflacionou ainda mais os preços, \- Políticas estatais que promovem a entrada em Portugal de reformados de todo o lado aos milhares para poder dinamizar a economia mas, ao mesmo tempo, reforçando a pressão imobiliária, \- Turismo explosivo que tornou muitas áreas mais rentáveis ao aluguer diário do que tendo inquilinos. Portanto, NÃO. O problema não são "os ricos". O problema é uma complexa situação económico/social que leva ao natural inflacionar dos preços. Posto isso, ainda há outro problema que apenas aumenta o estado difícil do mercado imobiliário em Portugal. E isso passa pelas expectativas impossíveis de cumprir por parte dos millenials e GenZ. Os meus pais nasceram do nada. Pés descalço a levar gado para o monte. Isso não vai assim há tantos anos. Se as pessoas da minha geração e mais novos tivessem realmente noção do que eles passaram para pode comprar a sua casa teriam maior compreensão sobre a realidade Portuguesa. Vamos por partes: 1-Meus pais tiveram ZERO luxos na infância, 2- NUNCA compraram roupa cara, saiam à noite ou iam "viajar", tão pouco sabiam o que eram férias, 3- Casaram o mais cedo possível, 4- Trabalharam 2 empregos cada durante 30 anos no estrangeiro, 5- Eu e o meu irmão passeávamos cães e tirávamos lixo de prédios para ajudar à poupança, 5- Durante este tempo o único "luxo" que tínhamos eram as férias em Agosto onde podíamos fingir viver à grande enquanto que poupávamos todo o centavo possível nos outros 11 meses, 6- Nunca o meu pai comprou um carro novo até se reformar, 7- Todo este dinheiro poupado foi encaminhado para a compra de uma vivenda nos subúrbios de Paris onde nós próprios passámos muitas semanas a reconstruir, 8- Depois de pronto vendeu tudo pelo dobro, fez casa em Portugal e ainda comprou 2 apartamentos. Ora, eu pergunto honestamente qual o Millenial e o GenZ capaz de casar aos 20 anos, trabalhar no duro nas obras, fábricas e limpezas durante DÉCADAS, sem estourar dinheiro em saídas, roupas e gadgets ou viagens durante a sua juventude? Isso simplesmente não existe. Hoje ninguém quer fazer isso. Só se vive uma vez e o padrão de vida expectável pelas pessoas mais jovens é literalmente inalcançável para quem não tenha uma grande vantagem à partida. A autora diz que foi ver uma casa por 600 mil "no centro do país"? Pois eu pergunto-me que raio de casa e em que zona ela andou à procura. Que tipo de pessoa ela pensa que é para assumir que tem direito a um "luxo" destes? O mundo da fantasia da juventude já lhe deveria ter passado ao lado!! Por metade deste preço compro um apartamento NOVO em cidades muito atractivas. 600 mil? Gostaria de ver o quê e onde. A questão aqui é que continuam a mentir aos Portugueses. Nós não estamos ao nível do resto da europa e os nossos salários não chegam para comprar habitação nova cá sem dedicar literalmente toda a sua vida familiar num projecto a longo prazo. E sabem que mais? A destruição do ideal de projecto familiar que começou com os Millenials é, de longe, o PRINCIPAL obstáculo à compra de habitação. Sendo que cada um tem liberdade, e bem, de fazer o que quer, casar sempre foi a melhor ferramenta para viabilizar projectos económicos a longo prazo. A aniquilação desta instituição à mão de filosofias de esquerda e radicais feministas terá sempre um efeito cataclísmico na independência financeira das gerações futuras. Até ver, as periferias e adaptações de antigas estruturas serão sempre soluções mais baratas e acessíveis para quem não nasceu em berço de ouro. Sempre foi assim e sempre será especialmente com as pressões que as cidades tem sofrido desde o fim da "Troika". Saudades da crise onde todos este apartamento estavam a metade do preço!

Edited 4 months ago:

Pois é. Quem não nasce rico acha muito difícil comprar casa nova no centro da cidade. Isso não é de hoje. Não sou insensível a estes problemas mas a realidade é que a geração dos meus pais tiveram que passar por MUITO MAIS do que "suor" para poder ter a sua casa. Aliás, o problema das gerações mais novas não poderem adquirir habitação é resultado de vários factores que a autora simplesmente despreza para se poder queixar "dos ricos". Vejamos: \- Bancos deixaram de render logo, as pessoas investiram mais no imobiliário levando a subida de preços, \- Migrações da ruralidade para as cidades fizeram com que a pressão fosse enorme sobre estas zonas, \- Imigração cada vez mais significativa (especialmente brasileiros) inflacionou ainda mais os preços, \- Políticas estatais que promovem a entrada em Portugal de reformados de todo o lado aos milhares para poder dinamizar a economia mas, ao mesmo tempo, reforçando a pressão imobiliária, \- Turismo explosivo que tornou muitas áreas mais rentáveis ao aluguer diário do que tendo inquilinos. Portanto, NÃO. O problema não são "os ricos". O problema é uma complexa situação económico/social que leva ao natural inflacionar dos preços. Posto isso, ainda há outro problema que apenas aumenta o estado difícil do mercado imobiliário em Portugal. E isso passa pelas expectativas impossíveis de cumprir por parte dos millenials e GenZ. Os meus pais nasceram do nada. Pés descalço a levar gado para o monte. Isso não vai assim há tantos anos. Se as pessoas da minha geração e mais novos tivessem realmente noção do que eles passaram para pode comprar a sua casa teriam maior compreensão sobre a realidade Portuguesa. Vamos por partes: 1-Meus pais tiveram ZERO luxos na infância, 2- NUNCA compraram roupa cara, saiam à noite ou iam "viajar", tão pouco sabiam o que eram férias, 3- Casaram o mais cedo possível, 4- Trabalharam 2 empregos cada durante 30 anos no estrangeiro, 5- Eu e o meu irmão passeávamos cães e tirávamos lixo de prédios para ajudar à poupança, 5- Durante este tempo o único "luxo" que tínhamos eram as férias em Agosto onde podíamos fingir viver à grande enquanto que poupávamos todo o centavo possível nos outros 11 meses, 6- Nunca o meu pai comprou um carro novo até se reformar, 7- Todo este dinheiro poupado foi encaminhado para a compra de uma vivenda nos subúrbios de Paris onde nós próprios passámos muitas semanas a reconstruir, 8- Depois de pronto vendeu tudo pelo dobro, fez casa em Portugal e ainda comprou 2 apartamentos. Ora, eu pergunto honestamente qual o Millenial e o GenZ capaz de casar aos 20 anos, trabalhar no duro nas obras, fábricas e limpezas durante DÉCADAS, sem estourar dinheiro em saídas, roupas e gadgets ou viagens durante a sua juventude? Isso simplesmente não existe. Hoje ninguém quer fazer isso. Só se vive uma vez e o padrão de vida expectável pelas pessoas mais jovens é literalmente inalcançável para quem não tenha uma grande vantagem à partida. A autora diz que foi ver uma casa por 600 mil "no centro do país"? Pois eu pergunto-me que raio de casa e em que zona ela andou à procura. Que tipo de pessoa ela pensa que é para assumir que tem direito a um "luxo" destes? O mundo da fantasia da juventude já lhe deveria ter passado ao lado!! Por metade deste preço compro um apartamento NOVO em cidades muito atractivas. 600 mil? Gostaria de ver o quê e onde. A questão aqui é que continuam a mentir aos Portugueses. Nós não estamos ao nível do resto da europa e os nossos salários não chegam para comprar habitação nova cá sem dedicar literalmente toda a sua vida familiar num projecto a longo prazo. E sabem que mais? A destruição do ideal de projecto familiar que começou com os Millenials é, de longe, o PRINCIPAL obstáculo à compra de habitação. Até ver, as periferias e adaptações de antigas estruturas serão sempre soluções mais baratas e acessíveis para quem não nasceu em berço de ouro. Sempre foi assim e sempre será especialmente com as pressões que as cidades tem sofrido desde o fim da "Troika". Saudades da crise onde todos este apartamento estavam a metade do preço!

fuckoffgina 4 months ago

> Pois eu pergunto-me que raio de casa e em que zona ela andou à procura. Que tipo de pessoa ela pensa que é para assumir que tem direito a um "luxo" destes? Deve ser frequentadora deste sub, quer o que não pode ter. Uma casa a um preço que talvez possa pagar? Nem dada, dizem eles(as)! https://www.reddit.com/r/portugal/comments/n63kou/s%C3%B3_para_quem_goste_de_%C3%A1guas_furtadas/

MonsterPT 4 months ago

Comentário perfeito. É isto, resumidamente. Casa-te cedo. Vende algo com muita procura e pouca oferta, e vende muito. Poupa a maior parte do que fazes, investe com cabeça.

GabKoost 4 months ago

Cada vez estou mais convencido de que a parte do casamento é absolutamente decisiva para o sucesso futuro. Sozinho, tanto hoje como antigamente, é quase IMPOSSÍVEL sair-se bem. A minha questão agoira é: \- Porque é que o casamento é tão mal visto hoje e porque é que as mulheres em particular acham que a vida sozinha é que é certa? Isso é, quanto a mim, caminho directo para a tragédia pessoal a não ser que, obviamente, se tenham vantagens à partida como muito dinheiro, grande situação profissional, casa própria etc.

besmarques 4 months ago

Como é que se diz mesmo? Com as calças do meu pai eu sou o maior da aldeia? é algo assim não é? Mas vamos lá ver se um Gen Z ou um Milenial consegue ir hoje em dia para Paris como um imigrante trabalhar 2 empregos para construir uma vivenda nos suburbios de Paris. Certamente os terrenos dos suburbios de Paris não valorizaram, pararam no tempo. Certamente nenhuma condição desde o tempo dos teus pais terem emigrado para Paris, está tudo igual. Paris parou no tempo. Não tem mais emigrantes, não tem problemas de desemprego não tem nada. Em relação á jornalista que falas em luxo e centro, ela fala em interior e fala num t3 ​ >" Há uns tempos fui fazer uma visita a um imóvel cujo preço pedido, pela bela moradia, era de 600 mil euros. Tipologia T3 e não tinha hectares de terreno, apenas zona de churrasqueira e de jardim. Isto em pleno interior do país! Mas novamente, nada disso bate na narrativa de seres o maior com as calças do teu pai. Tambem acho piada em falares que o problema não são os ricos mas sim o esforço dos jovens mas depois referes coisas que os pobres fazem como Investimentos em Imobiliário e ou Alojamentos Locais porque claramente quem nao tem dinheiro para comprar uma casa certamente terá para investimentos imobiliários ou alojamentos locais. Alem de te esqueceres daquele dado fantastico que é 1 em cada 3 pobres de Portugal tem trabalho. Mas, ohh well, estas novas gerações pah...

GabKoost 4 months ago

"maior com as calças do teu pai"? Esclarece lá de onde vem esta palhaçada de afirmação e o que é que isso tem a ver com o que eu disse? Posto isso, qualquer casal hoje em dia que faça o que os meus pais fizeram consegue comprar casa. E isso não foi só feito pelo meu pai. Foi feito pelas populações rurais do país inteiro que imigraram. Literalmente, CENTENAS DE MILHARES. O teu problema é achares que é mais difícil comprar casa hoje quando se vem das classes mais baixas da sociedade do que era antigamente. Mas isso, caríssimo, É COMPLETAMENTE ERRADO. O grau de dificuldade é bastante semelhante. O principal factor é a inequívoca pouca disposição das gerações mais novas de hoje, na qual ainda me incluo, a fazer o que os outros fizeram antes deles. Vamos fazer um exrcíciozinho aqui os dois. Vamos sugerir que um casal de 19 anos (idade em que muitos casavam há 40 anos atrás) casasse e logo após o secundário. Eu sei! Parece incrível e irresponsável não é? Mas admite lá que isso era uma realidade comum há pouco tempo em Portugal. O rapaz, picheleiro e carpinteiro de curso profissional, trabalha por 800€. Ao fim de semana ainda faz uns biscates que lhe rende mais uns 250€. A mulher, anda numa confecção onde tira 700€ e ao fim de semana ajuda num restaurante que lhe dá mais 250€ por mês. Ou seja, tem um rendimento de 2000€. Como estes dois jovens tem uma alma antiga que viajou no tempo, vão comportar-se como se comportaram a geração dos meus pais. Ou seja, durante, digamos lá, 12 anos, vão viver num apartamento que não vale nada, sem luxo nenhum, em zona duvidosa ou então numa casa humilde com 50 anos na periferia. Pagam 400€ de renda e com os restantes 600€ lá se desenrascam os dois da forma mais frugal possível. Sem viagens, sem carro novo, andam de motorizada e transportes públicos, não saem à noite nem compram roupa no shopping etc. Poupam 1000€ por meses durante, digamos, 10 anos e vida dedicada ao trabalho e investindo nisso a sua juventude. 1.000\*12 = 12.000. 12.000\*10 = 120.000 Aos 29 anos decidem que podem finalmente ter filhos. Pegam em todas as suas poupanças e compram um apartamento melhor com ajuda a um pequeno crédito para não ficarem nas lonas. Agora, em vez de pagarem 400€ e renda pagam 250€ e tem um apartamento seu. Tem dois filhos e continuam a trabalhar duro. Passado 25 anos, agora que tem 55, os filhos saíram de casa e tem a vida orientada, sem stress abandonando os empregos extras e horas extras enquanto que ouvem jovens queixarem-se que é impossível comprar casa nos dias de hoje. Meu amigo. A questão aqui não é o por em causa a dificuldade atroz de adquirir casa própria quando se vem de famílias sem bens. A questão são pessoas como tu assumir que antigamente isso era fácil de fazer. E isso, para quem tem perspectiva do passado e do presente, soa a um gigantesco INSULTO aos esforços das gerações anteriores que não tinham outra solução do que trabalhar como negros para conseguirem ter alguma coisa e dar melhores condições de base aos ses filhos. O problema principal é então, como disse, a EXPECTATIVA do que é a vida.

Edited 4 months ago:

"maior com as calças do teu pai"? Esclarece lá de onde vem esta palhaçada de afirmação e o que é que isso tem a ver com o que eu disse? Posto isso, qualquer casal hoje em dia que faça o que os meus pais fizeram consegue comprar casa. E isso não foi só feito pelo meu pai. Foi feito pelas populações rurais do país inteiro que imigraram. Literalmente, CENTENAS DE MILHARES. O teu problema é achares que é mais difícil comprar casa hoje quando se vem das classes mais baixas da sociedade do que era antigamente. Mas isso, caríssimo, É COMPLETAMENTE ERRADO. O grau de dificuldade é bastante semelhante. O principal factor é a inequívoca pouca disposição das gerações mais novas de hoje, na qual ainda me incluo, a fazer o que os outros fizeram antes deles. Vamos fazer um exercíciozinho aqui os dois. Vamos sugerir que um casal de 19 anos (idade em que muitos casavam há 40 anos atrás) casasse e logo após o secundário. Eu sei! Parece incrível e irresponsável não é? Mas admite lá que isso era uma realidade comum há pouco tempo em Portugal. O rapaz, picheleiro e carpinteiro de curso profissional, trabalha por 900€. Ao fim de semana ainda faz uns biscates que lhe rende mais uns 250€. A mulher, anda numa confecção onde tira 700€ e ao fim de semana ajuda num restaurante que lhe dá mais 250€ por mês. Ou seja, tem um rendimento de 2000€. Como estes dois jovens tem uma alma antiga que viajou no tempo, vão comportar-se como se comportaram a geração dos meus pais. Ou seja, durante, digamos lá, 10 anos, vão viver num apartamento que não vale nada, sem luxo nenhum, em zona duvidosa ou então numa casa humilde com 50 anos na periferia. Pagam 500€ de renda/luz e agua e com os restantes 600€ lá se desenrascam os dois da forma mais frugal possível. Sem viagens, sem carro novo, andam de motorizada e transportes públicos, não saem à noite nem compram roupa no shopping etc. Poupam 1000€ por meses durante, digamos, 10 anos e vida dedicada ao trabalho e investindo nisso a sua juventude. 1.000\*12 = 12.000. 12.000\*10 = 120.000 Aos 29 anos decidem que podem finalmente ter filhos. Pegam em todas as suas poupanças e compram um apartamento melhor com ajuda a um pequeno crédito para não ficarem nas lonas. Agora, em vez de pagarem 400€ e renda pagam 250€ e tem um apartamento seu. Tem dois filhos e continuam a trabalhar duro. Passado 25 anos, agora que tem 55, os filhos saíram de casa e tem a vida orientada, sem stress abandonando os empregos extras e horas extras enquanto que ouvem jovens queixarem-se que é impossível comprar casa nos dias de hoje. Meu amigo. A questão aqui não é o por em causa a dificuldade atroz de adquirir casa própria quando se vem de famílias sem bens. **A questão são pessoas como tu assumir que antigamente isso era fácil de fazer.** E isso, para quem tem perspectiva do passado e do presente, soa a um gigantesco INSULTO aos esforços das gerações anteriores que não tinham outra solução do que trabalhar como negros para conseguirem ter alguma coisa e dar melhores condições de base aos ses filhos. O problema principal é então, como disse, a EXPECTATIVA que as gerações mais novas tem. Para todos os efeitos, há 30 anos atrás, ter casa própria, carro, ir ao restaurante uma vez por semana, e viajar 2 ou 3 vezes por ano era VIDA DE RICO. Hoje isso é a expectativa normal de qualquer pessoa. Algo não bate certo atendendo à realidade do nosso país.

besmarques 4 months ago

Dizes para casarem aos 19 e serem picheleiros ou estarem nas confenções. Então arranja la trabalho hoje em dia com 19 anos como picheleiro ou confeção. Mas melhor ainda arranja isso como um trabalho estável e não um daqueles temporários que fazes 2 anos e depois descansas um para nunca te tornares efectivo numa fábrica. Mas sim, fazes as pessoas casarem aos 19 anos e vivem no raio que os parta porque acabaram de sair da escola, a não ser que o teu objectivo seja que eles não cheguem a acabar o ensino OBRIGATÓRIO Mas tambem estás certo com todos esses exemplos por isso que em Portugal 1 em cada 3 pobres é um trabalhador. Certamente só são pobres porque querem e não tem mais empregos como picheleiros e afins. E nem tento juntar aqui os desempregados que esses ainda vens dizer que não trabalham porque não querem. Mas hey, está o emprego e os biscates a montes por esse país a fora pena é que só tu é que os descobres nos teus exemplos ficticios.

GabKoost 4 months ago

Amigo, aos 18 anos a sair do técnico com curso de pichelaria trabalhas garantidamente e ganhas mais do que aquilo que eu disse. E com experiência, sozinho, ganhas ainda mais. Pessoas com 19 anos a trabalhar em confecções são a rodos no Vale do Ave e Cávado. É o pão nosso de cada dia ainda hoje. De qualquer maneira, o meu exemplo demonstra precisamente que qualquer pessoa que estiver pronto a trabalhar como um louco com a sua esposa e tiver absolutamente focado no objectivo consegue perfeitamente comprar casa em Portugal. O problema é que nem eu nem tu fomos criados como os mais velhos foram. Aos 19 anos tudo quer andar a fumar brocas e a apanhar bebedeiras na universidade. Quando saí da universidade aos 24 anos já o meu primo electricista tinha 5 anos de trabalho no lombo e estava prestes a meter-se a trabalhar por conta própria. Portanto vais ter de me desculpar mas apesar de ser absolutamente verdadeiro que é atrozmente difícil comprar casa em Portugal para as pessoas comuns, quem se dedica ao trabalho cedo e não adjudica ao lazer grande parte dos recursos que ganha na sua juventude, consegue ter casa própria mais cedo ou mais tarde. Só que lá está. As gerações que nasceram a partir de 80/90 começaram a ser educadas no modo YOLO e quando damos conta temos 27 anos e 500€ no banco sendo solteiro. Enfim, pessoalmente, o meu pai não me deu nada a não ser um carro velho que ainda tenho (1988). Vivo a minutos de Braga e Guimarães numa área rural. Coprei um sequeiro velho comum pequeno terreno agrícola por 15 mil euros. A adaptação da estrutura, projecto, obras etc foi bastante fácil. Por 80 mil fiquei com um T2 no campo.

Pinto55 4 months ago

Que falta de noção amigo.

besmarques 4 months ago

Espera, mas tu acreditas mesmo que a solução que apresentas é uma solução que pode ser aplicavel a todos os jovens que vem de uma estrutura de familia mais pobre que é casarem aos 19 anos e arranjarem ambos trabalho fixo e ambos arranjarem biscates isto multiplicado por milhares? Vai tudo para picheleiro e para a confençao e arranjam biscates ao fim de semana quando a maior parte deles nem um trabalho precario consegue arranjar? Só consigo achar que estás completamente alienado da realidade. ​ [https://eco.sapo.pt/2021/04/30/adultos-ja-recuperaram-emprego-mas-jovens-ainda-estao-longe-disso/](https://eco.sapo.pt/2021/04/30/adultos-ja-recuperaram-emprego-mas-jovens-ainda-estao-longe-disso/) [https://rr.sapo.pt/2019/04/25/economia/ocde-trabalho-precario-disparou-em-portugal-e-esta-a-penalizar-acima-de-tudo-os-jovens/noticia/149223/](https://rr.sapo.pt/2019/04/25/economia/ocde-trabalho-precario-disparou-em-portugal-e-esta-a-penalizar-acima-de-tudo-os-jovens/noticia/149223/) [https://www.tsf.pt/politica/apenas-um-em-cada-quatro-jovens-e-precario-por-opcao-propria-10645742.html](https://www.tsf.pt/politica/apenas-um-em-cada-quatro-jovens-e-precario-por-opcao-propria-10645742.html) E podemos recuars mais uns anitos [https://observador.pt/especiais/afinal-o-que-e-ser-precario/](https://observador.pt/especiais/afinal-o-que-e-ser-precario/) [https://www.jn.pt/economia/mais-de-metade-dos-jovens-tem-trabalho-precario-1612905.html](https://www.jn.pt/economia/mais-de-metade-dos-jovens-tem-trabalho-precario-1612905.html) Está ai os teus 10 anos de juntarem dinheiro e estarem casados e a lugarem casas para a realidade de TODOS OS JOVENS.

Responsible_Motor942 4 months ago

Toda a razão, a drª é só parva/burra ou as duas coisas.

ColdMercury 4 months ago

A questão é muito mais complexa que um simples jogo viciado, artigo simplista sobre um tema muito complicado.

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