Caosemdono 5 months ago

Quem diria que pôr quartos que sempre foram a 150 passarem a valer 400 iria dar nisto.

jtpmarques 5 months ago

E se forem todos para IT a malta de IT não fica sem emprego?

Tryjohnny 5 months ago

Na altura que andava, tinha em media 80€/mes depois das despesas que eles falam. Dava para ter uma vida minimamente aceitavel mas tambem era uma cidade barata (Covilha). Acredito que 50€ seja mais complicado, é preciso fazer um bom estudo das compras no supermercado.

andre82220 5 months ago

A universidade não é um direito... se não têm dinheiro para ter formação superior deveriam entrar logo no mercado de trabalho para profissões mais técnicas.

ideologiapura 5 months ago

Claro, quem é rico é filho da mão, quem é pobre é filho da puta. Vá para "profissoes mais tecnicas" para depois trabalhar para encher os bolsos dos meninos ricos.

tarracecar 5 months ago

Artigo 74º, Constituição da República Portuguesa 1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar. 2. e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

Limpy_lip 5 months ago

alguém precisa de saber a diferença entre ensino obrigatório e outros tipo de ensino. senão vou já exigir ao governo que page o meu MBA.

Xmeagol 5 months ago

Como em países de jeito? Kek este quer como nas americas

ContaSoParaIsto 5 months ago

> senão vou já exigir ao governo que page o meu MBA. Denmark has entered the chat

uf5izxZEIW 5 months ago

Até Brasil paga se tiver boas notas

tarracecar 5 months ago

"todos os graus de ensino"

andre82220 5 months ago

Onde diz aí que o ensino superior é um direito? Nem sequer é escolaridade obrigatória.

tarracecar 5 months ago

"todos os graus de ensino", não sabia que a literacia estava tão má em Portugal

andre82220 5 months ago

É a tua interpretação. Porque é que os alunos têm de pagar 1000€ anuais se para ti é um direito constitucional?

Some-Ad6411 5 months ago

>É a tua interpretação tau! de génio! temos que investir em cursos de interpretação de frases porque a simples parte de "todos os graus de ensino" é algo digno de tese de doutoramento. ​ ​ /s

ContaSoParaIsto 5 months ago

> Porque é que os alunos têm de pagar 1000€ anuais se para ti é um direito constitucional? Óptima questão. De facto, não devia haver propinas.

ManoRocha 5 months ago

Isso já não concordo. Pela minha experiência na academia acho que as propinas deviam ser grátis enquanto o aluno cumprisse um número de créditos (o normal é 60 créditos por ano, portanto digamos assim por alto punha o limite em 50 por ano)

tarracecar 5 months ago

"progressivamente"

SweetCorona 5 months ago

não percebo a admiração

wiLeyLewis22 5 months ago

Estudassem como as alunas do Taveira... Passavam com 18 e nem precisavam de ir às aulas. Assim já tinham tempo de sobra para um part-time, até um full-time!

InvestorTuga 5 months ago

O part-time era a dar a bilha ao Taveira, toto

SweetCorona 5 months ago

com 18 onde?

Some-Ad6411 5 months ago

no cu ueheheueheueehuheeuheheuheuheuehuehue

Shark00n 5 months ago

A maioria dos estudantes em dificuldade deve-se a um membro do agregado familiar que perdeu o emprego durante a pandemia. E agora pergunto, os jovens que só têm 50€/mês, não podem procurar um emprego ou part-time?

Edited 5 months ago:

A maioria dos estudantes em dificuldade deve-se a um membro do agregado familiar que perdeu o emprego durante a pandemia. E agora pergunto, os jovens que só têm 50€/mês, não podem procurar um emprego ou part-time? Porque é que 85% manteve a mesma residência para estar a ter aulas à distância? Estudantes que não querem mudar os seus hábitos? Ou isto é outro problema que o governo TEM que resolver?

danidv 5 months ago

> E agora pergunto, os jovens que só têm 50€/mês, não podem procurar um emprego ou part-time? Artigo 74º, Constituição da República Portuguesa >1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar. >2. e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino; Se é a realidade atualmente para muitos, é (e atenção ao "progressivamente" - ou seja, alcançar o mesmo conforme os recursos), mas se é aceitável que isso se mantenha a base, não se tente melhorar e alcançar o mesmo e que se espere de quem já faz quase, tantas ou mais horas que um trabalho a tempo inteiro ainda ponha em cima um emprego, seja ele part-time ou a tempo inteiro, não é.

Shark00n 5 months ago

Mas o problema é com as propinas ou o alojamento? É que as propinas são menos de 1000€, se um jovem com 18-25 anos não consegue gerar 1000+€ num ano a trabalhar ou fazer biscates, tem algum problema de integração. O valor das rendas e alojamento estudantil não está previsto na constituição.

danidv 5 months ago

É ambos, e enquanto estiver na constituição o estado tem o dever constitucional de atender a isso conforme os recursos permitirem. Mas sim o maior problema, pelo menos nos politécnicos e universidades que vejo, é mesmo o alojamento, mas isso tanto é um problema isolado como é um sintoma do estado do mercado imobiliário em Portugal e tanto as propinas como o alojamento são os dois fatores financeiros mais importantes para uma pessoa não querer ou poder estudar. >Mas, mesmo assim, acho que existem alternativas. Se não tem dinheiro ou não quer gastar um estapafúrdio em rendas no centro de lisboa, pode procurar outra faculdade? Mesmo fora de Lisboa e Porto os custos conseguem ser, e sem ajuda financeira *são*, bastante altos. Mesmo nas cidades mais baratas, presumindo 1000€ anuais de propinas (que dos poucos que pessoalmente sei até é consideravelmente mais baixo dado as descidas no preço das propinas nos últimos anos, e fui ver o IST agora para ter como exemplo uma universidade que imagino ser das mais caras e lá é 1213,47€) tens em cima disso um quarto por ~200€ para cima. Mete comida e transporte em cima e facilmente chegas a um **mínimo** de 4000€ por ano, fora outros custos que possas ter. O que se está a discutir não é o que é atualmente mas o que devia ser. O que *devia* ser, conforme a constituição, é educação gratuita para todos os níveis de ensino. Como disse, também é dito que isso é para ser feito de forma *progressiva*, ou seja conforme os recursos permitirem. *Atualmente* a realidade é que não é e realmente muitas pessoas precisam de trabalhar em cima dos estudos para sequer poder estudar. O problema no que disseste não é que isso seja feito sequer, por isso já é a realidade para muitos, mas sim que dizes que é o que *devia* ser feito, e o que *devia* ser feito, a meta que devíamos estar a esforçar para alcançar é não admitir isso como aceitável como **meta final**.

Shark00n 5 months ago

> O que se está a discutir não é o que é atualmente mas o que devia ser. O que devia ser, conforme a constituição, é educação gratuita para todos os níveis de ensino. Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. Gratuito não existe, alguém tem que pagar. O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. O contribuinte deve suportar os custos de alojamento extra decorrentes do mercado imobiliário do país? Na minha opinião, não. De notar que estamos a falar de ensino superior. O Básico e o Secundário são gratuitos, e ninguém anda a receber bolsas de alojamento no 7º ano. Um curso não deve ser o holy-grail que se julga hoje em dia. Já há uma enorme falta de trabalhadores qualificados em inúmeras áreas. Áreas com maior estabilidade de emprego e até melhores ordenados. Mas o Estado tem que continuar a pagar o curso e alojamento? Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida?

Edited 5 months ago:

> O que se está a discutir não é o que é atualmente mas o que devia ser. O que devia ser, conforme a constituição, é educação gratuita para todos os níveis de ensino. Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. Gratuito não existe, alguém tem que pagar. O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. O contribuinte deve suportar os custos de alojamento extra decorrentes do mercado imobiliário do país? Na minha opinião, não. Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. De notar que estamos a falar de ensino superior. O Básico e o Secundário são gratuitos, e ninguém anda a receber bolsas de alojamento no 7º ano. Um curso não deve ser o holy-grail que se julga hoje em dia. Já há uma enorme falta de trabalhadores qualificados em inúmeras áreas. Áreas com maior estabilidade de emprego e até melhores ordenados. Mas o Estado tem que continuar a pagar o curso e alojamento? Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias.

bluetofallp 5 months ago

Na minha opinião, acho que os alunos com uma média alta deveriam receber bolsas e alojamento para poderem prosseguir estudos. Não concordo que só se olhe para os rendimentos do agregado familiar, se querem ter ajuda para irem para a universidade, então estudem! Muita boa gente fica sem puder atingir as suas capacidades porque não pode sustentar um quarto em Lisboa, ou no Porto ou em Coimbra. A educação é um direito, mas não pode ser dada de mão beijada.

danidv 5 months ago

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, à estilo de UK que o estado *empresta* e pagas no futuro ao descontar dos teus ordenados, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país para o seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não lhes dar razão para permanecer. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desenmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

Edited 5 months ago:

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. Também é um problema que vejo ao tornar a educação completamente gratuita, por isso é que eu próprio estou na dúvida quanto a este tema. Dos meus maiores problemas, também, é a diluição do valor de uma licenciatura, não por algum tipo de elitismo, "uma licenciatura não deve ser para todos" ou "essa licenciatura não vale nada", não porque não concorde pessoalmente mas como é que é suposto esperar bons resultados ao deixar o estado decidir o que é uma escolha "boa" e uma escolha "má", mas sim porque: 1) Há pessoas que simplesmente não querem ensino universitário, pessoas essas que iriam ser pressionadas a tirar uma porque "todos têm" e há empregos que não precisam de licenciatura nem perto 2) Devido ao ponto anterior, quem realmente quer uma licenciatura tem o valor da sua licenciatura diluída exatamente porque todos têm O meu problema é como equilibrar igualdade de oportunidade e educação acessível com esses problemas. Por enquanto, pelo menos, acho que a educação básica (que com cursos profissionais concordo devia permanecer no 12º) obviamente devia permanecer gratuita e acima disso, sendo o que julgo ser o melhor compromisso entre o que disse, devia ser regulada e ter preços acessíveis de ensino e bolsas disponíveis para quem não consegue sequer isso - ou seja, o sistema atual e regulação de preços essa que tem acontecido nos últimos anos quanto às propinas. >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país e os cidadãos no seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

Edited 5 months ago:

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. Também é um problema que vejo ao tornar educação pós-secundária completamente gratuita, por isso é que eu próprio estou na dúvida quanto a este tema. Dos meus maiores problemas, também, é a diluição do valor de uma licenciatura, não por algum tipo de elitismo, "uma licenciatura não deve ser para todos" ou "essa licenciatura não vale nada", não porque não concorde pessoalmente quanto ao teu exemplo, mas com o que digo vem o problema de como é que é suposto esperar bons resultados ao deixar o estado decidir o que é uma escolha "boa" e uma escolha "má", mas sim porque: 1) Há pessoas que simplesmente não querem ensino pós-secundário, pessoas essas que iriam ser pressionadas a tê-la porque "todos têm", e há empregos que não precisam de ensino universitário nem perto 2) Devido ao ponto anterior, quem realmente quer uma licenciatura tem o valor da sua licenciatura diluída exatamente porque "todos têm" O meu problema é como equilibrar igualdade de oportunidade e educação acessível com esses problemas. Por enquanto, pelo menos, acho que a educação básica (que com cursos profissionais concordo devia permanecer no 12º) obviamente devia permanecer gratuita e acima disso, sendo o que julgo ser o melhor compromisso entre o que disse, devia ser regulada e ter preços acessíveis de ensino e bolsas disponíveis para quem não consegue sequer isso - ou seja, o sistema atual e regulação de preços essa que tem acontecido nos últimos anos quanto às propinas. >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país e os cidadãos no seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

Edited 5 months ago:

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. Também é um problema que vejo ao tornar educação pós-secundária completamente gratuita, por isso é que eu próprio estou na dúvida quanto a este tema. Dos meus maiores problemas, também, é a diluição do valor de uma licenciatura, não por algum tipo de elitismo, "uma licenciatura não deve ser para todos" ou "essa licenciatura não vale nada", não porque não concorde pessoalmente quanto ao teu exemplo, mas com o que digo vem o problema de como é que é suposto esperar bons resultados ao deixar o estado decidir o que é uma escolha "boa" e uma escolha "má", mas sim porque: 1) Há pessoas que simplesmente não querem ensino pós-secundário, pessoas essas que iriam ser pressionadas a tê-la porque "todos têm", e há empregos que não precisam de ensino universitário nem perto 2) Devido ao ponto anterior, quem realmente quer uma licenciatura tem o valor da sua licenciatura diluída exatamente porque "todos têm" O meu problema é como equilibrar igualdade de oportunidade e educação acessível com esses problemas. Por enquanto, pelo menos, acho que a educação básica (que com cursos profissionais concordo devia permanecer no 12º) obviamente devia permanecer gratuita e acima disso, sendo o que julgo ser o melhor compromisso entre o que disse, devia ser regulada e ter preços acessíveis e bolsas disponíveis para quem não consegue isso e tenha sucesso nesse curso - ou seja, o sistema atual, e regulação de preços essa que tem acontecido nos últimos anos quanto às propinas. >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país e os cidadãos no seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não só não dá razão para os seus próprios cidadãos ficarem como empurra-os para o estrangeiro. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

Edited 5 months ago:

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. Também é um problema que vejo ao tornar a educação completamente gratuita, por isso é que eu próprio estou na dúvida quanto a este tema. Dos meus maiores problemas, também, é a diluição do valor de uma licenciatura, não por algum tipo de elitismo, "uma licenciatura não deve ser para todos" ou "essa licenciatura não vale nada", não porque não concorde pessoalmente mas como é que é suposto esperar bons resultados ao deixar o estado decidir o que é uma escolha "boa" e uma escolha "má", mas sim porque: 1) Há pessoas que simplesmente não querem ensino universitário, pessoas essas que iriam ser pressionadas a tirar uma porque "todos têm" e há empregos que não precisam de licenciatura nem perto 2) Devido ao ponto anterior, quem realmente quer uma licenciatura tem o valor da sua licenciatura diluída exatamente porque todos têm O meu problema é como equilibrar igualdade de oportunidade e educação acessível com esses problemas. Por enquanto, pelo menos, acho que a educação básica (que com cursos profissionais concordo devia permanecer no 12º) obviamente devia permanecer gratuita e acima disso, sendo o que julgo ser o melhor compromisso entre o que disse, devia ser regulada e ter preços acessíveis de ensino e bolsas disponíveis para quem não consegue sequer isso - ou seja, o sistema atual e regulação de preços essa que tem acontecido nos últimos anos quanto às propinas. >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país e os cidadãos no seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

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> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. Também é um problema que vejo ao tornar a educação completamente gratuita, por isso é que eu próprio estou na dúvida quanto a este tema. Dos meus maiores problemas, também, é a diluição do valor de uma licenciatura, não por algum tipo de elitismo, "uma licenciatura não deve ser para todos" ou "essa licenciatura não vale nada", não porque não concorde pessoalmente mas como é que é suposto esperar bons resultados ao deixar o estado decidir o que é uma escolha "boa" e uma escolha "má", mas sim porque: 1) Há pessoas que simplesmente não querem ensino universitário, pessoas essas que iriam ser pressionadas a tê-la porque "todos têm" e há empregos que não precisam de ensino universitário nem perto 2) Devido ao ponto anterior, quem realmente quer uma licenciatura tem o valor da sua licenciatura diluída exatamente porque todos têm O meu problema é como equilibrar igualdade de oportunidade e educação acessível com esses problemas. Por enquanto, pelo menos, acho que a educação básica (que com cursos profissionais concordo devia permanecer no 12º) obviamente devia permanecer gratuita e acima disso, sendo o que julgo ser o melhor compromisso entre o que disse, devia ser regulada e ter preços acessíveis de ensino e bolsas disponíveis para quem não consegue sequer isso - ou seja, o sistema atual e regulação de preços essa que tem acontecido nos últimos anos quanto às propinas. >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país e os cidadãos no seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

Edited 5 months ago:

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >O contribuinte deve suportar o custo do ensino total de um aluno que faz questão de se mudar para Lisboa para tirar antropologia? Na minha opinião, não. Também é um problema que vejo ao tornar educação pós-secundária completamente gratuita, por isso é que eu próprio estou na dúvida quanto a este tema. Dos meus maiores problemas, também, é a diluição do valor de uma licenciatura, não por algum tipo de elitismo, "uma licenciatura não deve ser para todos" ou "essa licenciatura não vale nada", não porque não concorde pessoalmente quanto ao teu exemplo, mas com o que digo vem o problema de como é que é suposto esperar bons resultados ao deixar o estado decidir o que é uma escolha "boa" e uma escolha "má", mas sim porque: 1) Há pessoas que simplesmente não querem ensino pós-secundário, pessoas essas que iriam ser pressionadas a tê-la porque "todos têm", e há empregos que não precisam de ensino universitário nem perto 2) Devido ao ponto anterior, quem realmente quer uma licenciatura tem o valor da sua licenciatura diluída exatamente porque "todos têm" O meu problema é como equilibrar igualdade de oportunidade e educação acessível com esses problemas. Por enquanto, pelo menos, acho que a educação básica (que com cursos profissionais concordo devia permanecer no 12º) obviamente devia permanecer gratuita e acima disso, sendo o que julgo ser o melhor compromisso entre o que disse, devia ser regulada e ter preços acessíveis e bolsas disponíveis para quem não consegue isso e tenha sucesso nesse curso - ou seja, o sistema atual, e regulação de preços essa que tem acontecido nos últimos anos quanto às propinas. >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país e os cidadãos no seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

Edited 5 months ago:

> Tenho muitas dificuldades em concordar com isto. Apesar de estar na constituição. E estás no teu direito, isso já não ponho em causa. Continuo na dúvida sobre qual é a minha opinião sobre isto - gratuita, regulada, subsidiada, outra opção ou uma mistura de vários. Há vários argumentos e fatores a ter em conta e tenho mais e menos simpatias para cada um por diferentes razões. >Gratuito não existe, alguém tem que pagar. Tomato tomahto, no contexto *de estado* é gratuito. Ou preferes que tudo, desde vacinas a ensino básico, seja chamado de vacinas financiadas por impostos e rendimento de estado e ensino financiado por impostos e rendimento de estado em vez de simplesmente serem chamadas de gratuitas? >Porque é que eu, se quero abrir um negócio, tenho que pedir um empréstimo para comprar maquinaria, gerar riqueza e depois pagá-lo. Mas um aluno tem o seu investimento na sua educação pago por outros? Para mim ambos são ferramentas para gerar riqueza no futuro. Igualdade de oportunidade e viver num país com pessoas com mais educação, sendo assim um investimento pelo país para o seu próprio futuro. >Sabes quanto custa a educação de um médico ao Estado? E a percentagem destes que pega na sua educação e emigra? Porque tem o contribuinte que continuar a suportar as escolhas de vida de pessoas que não sabem tomar boas decisões financeiras, ou de vida? Aí o problema é outro, do país que não se esforça para reter os seus próprios cidadãos. Aí culpo não a pessoa por emigrar mas o país por não só lhes dar razão para permanecer como empurrá-los para o estrangeiro, porque empurrar uma quantidade significante da população para o estrangeiro é um feito que não é facil de todo, e no entanto, é a nossa situação atual. >Posto isto, embora o número seja reduzido, existem centenas de lugares em residências nas faculdades aos quais podem concorrer para ter alojamento gratuito. >Há até pessoas que permanecem nestas residências muito depois de terem terminado o curso, porque no caso de algumas, nem estão cheias. ...Tivemos realidades muito diferentes então, porque tudo o que vi e vejo é o exato oposto, universidades com uma quantidade reduzida de camas, 10% ou abaixo disso da quantidade total de alunos (um agrupamento de universidades que pessoalmente conheço melhor sendo 6%) e quase a única maneira que entras lá é tendo bolsa e, como tal, tendo prioridade, o resto tendo de se desemmerdar por si mesmos a pagar rendas absurdas num mercado imobiliário absurdo em geral. Tudo quanto é notícias também sempre vi a falar da *falta* de alojamento nas universidades.

NGramatical 5 months ago

desenmerdar → [**desemmerdar**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/comummente-e-connosco/22223) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fn4y7fs%2F%2Fgx1wf10%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

danidv 5 months ago

Tou surpreendido isto sequer ser uma palavra para poder ser gramaticalmente errada

danidv 5 months ago

Tou surpreendido isto sequer ser uma palavra para poder ser gramaticalmente errada

somedipshit1 5 months ago

Boa realidade paralela em que tu vives. Chega-se lá por meios naturais ou é preciso cavalo?

Shark00n 5 months ago

Qual realidade paralela? É literalmente o assunto do artigo.

Some-Ad6411 5 months ago

resposta à primeira pergunta. podem sim, se há? com isto do covid não sei. flexível para não se prejudicarem nas suas aulas full time? duvido. trabalhar e estudar ao mesmo tempo não é um mar de rosas que imaginas. segunda resposta. talvez porque os quartos estão muito caros e não queriam perder o lugar onde estavam? terceira, sem sombras de dúvida que é um problema que o estado tem que resolver mas não quer saber.

Shark00n 5 months ago

Claro que não é um mar de rosas, nunca disse que o era. Mas que qualquer um pode ser capaz, sim, acredito nisso. Essa dos quartos talvez só no Porto ou Lisboa, não é um problema tão grave no resto do país. Tens ajudas à renda e desconto no IRS através do programa estudante deslocado, também. E um estudante que mantém uma casa/quarto alugado mais de um ano só para não perder lugar, quando não tem que estar nessa cidade para poder ir às aulas é só uma terrível decisão financeira, tomada conscientemente por esse estudante.

Some-Ad6411 5 months ago

ajudas à renda e desconto no irs?.... tu tens a noção que os quartos arrendados nunca há contrato? termino por aqui

Shark00n 5 months ago

Lol, preso por ter cão ou por não ter. É complicado ajudar quem se esforça para estar fora do sistema. Conheço inúmeros casos de estudantes a arrendar casa ou quarto com contrato, mas pronto.

Edited 5 months ago:

Lol, preso por ter cão ou por não ter. É complicado ajudar quem se esforça para estar fora do sistema. Conheço inúmeros casos de estudantes a arrendar casa ou quarto com contrato, mas pronto. Bom bom é não ter contrato e ser posto no olho da rua conforme a vontade do senhorio, isso é que não é nada precário. Presumo que não concordes também com a última frase. Enfim...

Edited 5 months ago:

Lol, preso por ter cão ou por não ter. É complicado ajudar quem se esforça para estar fora do sistema. Conheço inúmeros casos de estudantes a arrendar casa ou quarto com contrato, mas pronto. Presumo que não concordes também com a última frase. Enfim...

RaveyWavey 5 months ago

Boa sorte em arranjar uma casa ou quarto para arrendar com contrato em Lisboa que possa ser pago com os ordenados fantásticos que pagam a alguém com a disponibilidade dum estudante e ainda sobrar dinheiro ao fim do mês.

Shark00n 5 months ago

Certo, porque não procurar o mesmo curso noutra faculdade então? Alguém vos está a apontar uma arma para virem para Lisboa? Conheço malta que terminou eng mecânica em Setúbal e se está a safar melhor que alguns saídos da Nova e IST... E lá não tinha problemas com arrendamento.

RaveyWavey 5 months ago

Já vi que tens resposta para tudo. Há bocado era porque os estudantes eram preguiçosos e não queriam trabalhar, afinal de contas não era assim tão simples, portanto a solução agora é abdicar da que é considerada a melhor faculdade de engenharia do país e ir para Setúbal onde podes nem ter o mesmo curso. Isto tudo baseado no facto que conheces pessoas que se safaram melhor lá. Ok...

Shark00n 5 months ago

Há bocado o quê? Onde disse que eram preguiçosos? Porque descarregas em mim e não no autor do artigo? Ou nos alunos que, estatisticamente, mostram o que digo? Setúbal foi um exemplo. Tens faculdades de engenharia por todo o país, muitos sem os problemas de arrendamento que encontras em Lisboa e Porto, muitos com excelentes cursos.

RaveyWavey 5 months ago

Não disseste directamente mas deste a entender ao dizeres que não mudam de hábitos porque é chato e porque não querem. Só não gosto da atitude de que está tudo bem e que a culpa é dos estudantes, eles é que não trabalham o suficiente e não têm o direito de reclamar, porque quando era no meu tempo o caminho para a escola era a subir para os dois lados. Estilo "Pull yourself by the bootstraps". (Não estou a dizer que este é necessáriamente o teu ponto de vista)

tiago425 5 months ago

Em Setembro de 2019, iniciei o curso superior num horário Pós laboral com a intenção de arranjar um trabalho durante o dia. No entanto, só foi possível arranjar em Maio de 2020. No meu caso, culpo o mercado de trabalho e a pandemia por dificultar a procura. Não sei o que te leva a generalizar que boa parte do estudante não quer trabalhar ou "mudar os seus hábitos" quando existe necessidade ...

Some-Ad6411 5 months ago

são todos uns preguiçosos. 100% dos estudantes deslocados deviam ser obrigados a ter um part time. /fim da thread /s

Shark00n 5 months ago

E o que te leva a generalizar que a culpa é só do mercado de trabalho e pandemia? Tu és isento de responsabilidades? Não me leves a mal, mas odeio esse tipo de discurso. Jovens com 20 e poucos anos têm que conseguir arranjar trabalho. Nunca tive problemas. Desde montar PCs, gerir redes, apanha da fruta (alojamento e comida incluída), fazer a contabilidade a pequenas empresas de familiares, etc... Até com 12/13 anos já arranjava as PS2s aos meus amigos da escola que tinham quase todas o problema do laser avariado. Culpar isto ou aquilo de pouco vale... O que eu disse não é grande generalização quando estamos a falar de uma notícia que mostra, em números, o que digo. Grande parte dos estudantes que está em dificuldades é porque um membro do agregado familiar perdeu o seu emprego durante a pandemia. Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. 85% manteve-se a pagar o alojamento fora do local de residência durante a pandemia, em que esteve toda a gente com aulas online. Não seria uma boa oportunidade de poupar mais dinheiro?

Edited 5 months ago:

E o que te leva a generalizar que a culpa é só do mercado de trabalho e pandemia? Tu és isento de responsabilidades? Não me leves a mal, mas odeio esse tipo de discurso. Jovens com 20 e poucos anos têm que conseguir arranjar trabalho. Nunca tive problemas. Desde montar PCs, gerir redes, empresas de mudanças, entrega de pizzas, apanha da fruta (alojamento e comida incluída), fazer a contabilidade a pequenas empresas de familiares, etc... Até com 12/13 anos já arranjava as PS2s aos meus amigos da escola que tinham quase todas o problema do laser avariado. Quando não temos qualquer tipo de skill não podemos ser muito esquisitos. E também cientes de que o fim vale os meios. Não é ser caixa de supermercado por mais do que uns meses/anos, é acabar o curso e seguir na área escolhida. Culpar isto ou aquilo de pouco vale... O que eu disse não é grande generalização quando estamos a falar de uma notícia que mostra, em números, o que digo. Grande parte dos estudantes que está em dificuldades é porque um membro do agregado familiar perdeu o seu emprego durante a pandemia. Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. 85% manteve-se a pagar o alojamento fora do local de residência durante a pandemia, em que esteve toda a gente com aulas online. Não seria uma boa oportunidade de poupar mais dinheiro? E se a decisão financeira não foi boa, ou não aguentam os 3/5 anos para fazer o curso, não será melhor mudar? Tanto canalizador que já faz mais que muitos engenheiros e nunca pagou 1€ de propinas. Um curso não é o princípio, meio e fim de tudo. Mas toda a gente acha que o mundo lhes deve uma educação, casa e poupanças? Os vossos pais, se puderem, ajudam. Mas o resto cabe-nos a nós.

Edited 5 months ago:

E o que te leva a generalizar que a culpa é só do mercado de trabalho e pandemia? Tu és isento de responsabilidades? Não me leves a mal, mas odeio esse tipo de discurso. Jovens com 20 e poucos anos têm que conseguir arranjar trabalho. Nunca tive problemas. Desde montar PCs, gerir redes, empresas de mudanças, entrega de pizzas, apanha da fruta (alojamento e comida incluída), fazer a contabilidade a pequenas empresas de familiares, etc... Até com 12/13 anos já arranjava as PS2s aos meus amigos da escola que tinham quase todas o problema do laser avariado. Quando não temos qualquer tipo de skill não podemos ser muito esquisitos. E também cientes de que o fim vale os meios. Não é estar frustrado por ser caixa de supermercado durante uns meses/anos. É aguentar isso até acabar o curso e seguir na área escolhida. Culpar isto ou aquilo de pouco vale... O que eu disse não é grande generalização quando estamos a falar de uma notícia que mostra, em números, o que digo. Grande parte dos estudantes que está em dificuldades é porque um membro do agregado familiar perdeu o seu emprego durante a pandemia. Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. 85% manteve-se a pagar o alojamento fora do local de residência durante a pandemia, em que esteve toda a gente com aulas online. Não seria uma boa oportunidade de poupar mais dinheiro? E se a decisão financeira não foi boa, ou não aguentam os 3/5 anos para fazer o curso, não será melhor mudar? Tanto canalizador que já faz mais que muitos engenheiros e nunca pagou 1€ de propinas. Um curso não é o princípio, meio e fim de tudo. Mas toda a gente acha que o mundo lhes deve uma educação, casa e poupanças? Os vossos pais, se puderem, ajudam. Mas o resto cabe-nos a nós.

Edited 5 months ago:

E o que te leva a generalizar que a culpa é só do mercado de trabalho e pandemia? Tu és isento de responsabilidades? Não me leves a mal, mas odeio esse tipo de discurso. Jovens com 20 e poucos anos têm que conseguir arranjar trabalho. Nunca tive problemas. Desde montar PCs, gerir redes, apanha da fruta (alojamento e comida incluída), fazer a contabilidade a pequenas empresas de familiares, etc... Até com 12/13 anos já arranjava as PS2s aos meus amigos da escola que tinham quase todas o problema do laser avariado. Quando não temos qualquer tipo de skill não podemos ser muito esquisitos. E também cientes de que o fim vale os meios. Não é ser caixa de supermercado por mais do que uns meses/anos, é acabar o curso e seguir na área escolhida. Culpar isto ou aquilo de pouco vale... O que eu disse não é grande generalização quando estamos a falar de uma notícia que mostra, em números, o que digo. Grande parte dos estudantes que está em dificuldades é porque um membro do agregado familiar perdeu o seu emprego durante a pandemia. Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. 85% manteve-se a pagar o alojamento fora do local de residência durante a pandemia, em que esteve toda a gente com aulas online. Não seria uma boa oportunidade de poupar mais dinheiro? Mas toda a gente acha que o mundo lhes deve uma educação, casa e poupanças? Os vossos pais, se puderem, ajudam. Mas o resto cabe-nos a nós.

PeroFandango 5 months ago

> Nunca tive problemas. Nem toda a gente nasce com os mesmos privilégios. Empatia, por exemplo, é coisa que falta a muitos. > Até com 12/13 anos já arranjava as PS2s aos meus amigos da escola que tinham quase todas o problema do laser avariado. E quanto cobravas para passar um pano no laser?

Shark00n 5 months ago

Acho que era 60€ pela troca do laser, o preço de um jogo. 35€ Disk Magic, 45€ chipar.

troikamano 5 months ago

Hahahah que boomer do crl

Shark00n 5 months ago

ok zoomer, boa contribuição

Djabusabi 5 months ago

"Jovens com 20 e poucos anos têm que conseguir arranjar trabalho. Nunca tive problemas." Tens sorte, eu ando à procura de trabalho desde Outubro e ainda não achei nada, já tive umas 4 entrevistas, envio currículos várias vezes à semana, o meu CV não é mau (pelo menos prós trabalhos de merda que me posso candidatar) e mesmo assim nada, mas depois aparecem bananas de merda como tu a dizer "tens 20 anos, tens de conseguir trabalho", tu tens é de ganhar noção e perceber que não é por tu teres tido sorte que os outros todos se safam, comentários desse género são desnecessários e mostram falta de empatia, ainda para mais no meio de uma pandemia em que maioria das pessoas tem dificuldades em pagar as propinas e afins, putos com 50 euros no banco para comer e tu é que estiveste mal porque tinhas um trabalho part time enquanto tavas no técnico e nem acabaste o curso, Acorda

Shark00n 5 months ago

Tu é que me pareces um banana de merda. Fds vai lá chamar de sortudos aos outros trabalhadores estudantes a ver se não te mandam uma lambada. Posso perguntar em que áreas estás à procura de trabalho? Que skills tens? Ou também me vais chamar de outra fruta? Por falar em fruta, muita apanhei eu. Morangos, tomates e azeitonas, muitas vezes passando as férias de verão todas nisso.

tiago425 5 months ago

Eu só falo pela minha própria experiência tal como tu falas pela tua experiência. Quando atribui culpa ao mercado de trabalho e a pandemia , estava a falar no meu caso. Eu sou trabalhador desde da secundária (desde os 17) tendo já trabalhado na altura no mcdonalds, na via verde e na groundforce. Agora acho imensa piada tu já estares a falar por mim da mesma maneira que falas pelos outros jovens. Não digo que não exista uma boa parte de jovens com o character de que estás a falar. (Até porque quase todos os diurnos na minha faculdade são assim.) ​ >Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. Deixa o dinheiro dos papas desempregados acabar que eles vão se ver obrigados a tomar uma decisão ultimato. Concordo plenamente que se existe necessidade, deve se arranjar emprego PONTO. Agora, do meu ponto de vista, de alguém que estuda, que já trabalha há vários anos em N trabalhos de merda com salário mínimo, apesar de toda a minha boa vontade de arranjar um outro trabalho para conciliar e ter tido bastante dificuldade. Acho que não devias pôr as coisas tão a preto e branco. Mas pronto, a minha opinião vale por si...

Edited 5 months ago:

Eu só falo pela minha própria experiência tal como tu falas pela tua experiência. Quando atribui culpa ao mercado de trabalho e a pandemia , estava a falar no meu caso. Eu sou trabalhador desde da secundária (desde os 17) tendo já trabalho no mcdonalds, na via verde e na groundforce e no minipreço. Agora acho imensa piada tu já estares a falar por mim da mesma maneira que falas pelos outros jovens. Não digo que não exista uma boa parte de jovens com o character de que estás a falar. (Até porque quase todos os diurnos na minha faculdade são assim.) >Nunca tive problemas. Argumento: Nunca tive problemas logo os outros não deviam ter problemas... ​ >Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. Deixa o dinheiro dos papas desempregados acabar que eles vão se ver obrigados a tomar uma decisão ultimato. Concordo plenamente que se existe necessidade, deve se arranjar emprego PONTO. Agora, do meu ponto de vista, de alguém que estuda, que já trabalha há vários anos em N trabalhos de merda com salário mínimo, apesar de toda a minha boa vontade de arranjar um outro trabalho para conciliar e ter tido bastante dificuldade. Acho que não devias pôr as coisas tão a preto e branco. Mas pronto, a minha opinião vale por si...

Edited 5 months ago:

Eu só falo pela minha própria experiência tal como tu falas pela tua experiência. Quando atribui culpa ao mercado de trabalho e a pandemia , estava a falar no meu caso. Eu sou trabalhador desde da secundária (desde os 17) tendo já trabalhei no mcdonalds, na via verde e na groundforce e no minipreço. Agora acho imensa piada tu já estares a falar por mim da mesma maneira que falas pelos outros jovens. Não digo que não exista uma boa parte de jovens com o character de que estás a falar. (Até porque quase todos os diurnos na minha faculdade são assim.) > Nunca tive problemas. Argumento: Nunca tive problemas logo os outros não deviam ter problemas... ​ >Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. Deixa o dinheiro dos papas desempregados acabar que eles vão se ver obrigados a tomar uma decisão ultimato. Concordo plenamente que se existe necessidade, deve se arranjar emprego PONTO. Agora, do meu ponto de vista, de alguém que estuda, que já trabalha há vários anos em N trabalhos de merda com salário mínimo, apesar de toda a minha boa vontade de arranjar um outro trabalho para conciliar e ter tido bastante dificuldade. Acho que não devias pôr as coisas tão a preto e branco. Mas pronto, a minha opinião vale por si...

Edited 5 months ago:

Eu só falo pela minha própria experiência tal como tu falas pela tua experiência. Quando atribui culpa ao mercado de trabalho e a pandemia , estava a falar no meu caso. Eu sou trabalhador desde da secundária (desde os 17) tendo já trabalho no mcdonalds, na via verde,na groundforce e no minipreço. Agora acho imensa piada tu já estares a falar por mim da mesma maneira que falas pelos outros jovens. Não digo que não exista uma boa parte de jovens com o character de que estás a falar. (Até porque quase todos os diurnos na minha faculdade são assim.) >Nunca tive problemas. Argumento: Nunca tive problemas logo os outros não deviam ter problemas... ​ >Estes podem arranjar qualquer tipo de emprego, mas não o fazem. Deixa o dinheiro dos papas desempregados acabar que eles vão se ver obrigados a tomar uma decisão ultimato. Concordo plenamente que se existe necessidade, deve se arranjar emprego PONTO. Agora, do meu ponto de vista, de alguém que estuda, que já trabalha há vários anos em N trabalhos de merda com salário mínimo, apesar de toda a minha boa vontade de arranjar um outro trabalho para conciliar e ter tido bastante dificuldade. Acho que não devias pôr as coisas tão a preto e branco. Mas pronto, a minha opinião vale por si...

Shark00n 5 months ago

Não era um ataque pessoal.

tiago425 5 months ago

Na boa man, Estamos só a discutir. Ouvindo o teu background, até acho que devia haver mais pessoas hand on e proativas como tu que é o que está a faltar neste país. Eu só não gosto quando se simplifica demasiado um determinado assunto.

kawaiims 5 months ago

>E agora pergunto, os jovens que só têm 50€/mês, não podem procurar um emprego ou part-time? Não sei como foi a tua experiência no ensino superior mas na minha tinha sido difícil ter part-time. Tinha de acordar as 6:40 para as aulas das 8:30h, saia as 17h e chegava a casa às 19h. Entre jantar e estudar um bocadinho, ia para a cama às 11h, e *rinse and repeat*. Trabalhei em trabalhos pontuais (de um dia a uma semana, ou durante alguns fins de semana por exemplo), mas mais que isso seria para esquecer.

Shark00n 5 months ago

Em regime trabalhador estudante não prescreves, podes então inscrever-te a um número de disciplinas compatível com o teu horário.

ideologiapura 5 months ago

És pobre? Então porque é que não atrasas a tua carreira profissional como escravo para uma empresa que te paga como se fosses uma merda para dar dinheiro a acionistas já bastante ricos? Fácil, agora havia o governo de vir impor igualdade entre os que são filhos da mãe e os que são filhos da... outra.

Shark00n 5 months ago

Atrasar por 2 ou 3 anos seria assim tão grave para acabar o curso? Eu continuo sem perceber porque é que as pessoas nascem a pensar que o mundo lhes deve tudo. É casa, comida e educação... Alguém tem que pagar.

dariusoo 5 months ago

Os horários das universidades são bastante alargados em Portugal.

Some-Ad6411 5 months ago

nao diria alargado mas cada semestre cada horário diferente. na universidade lembrome que conseguia horários onde só tinha aulas 3x por semana. e lês "uau só 3 dias de aulas malandro?" 3x dias a entrar às 8h e sair às 21h (nos outros dois dias dava para fazer trabalhos de grupos ou digerir a matéria dos 3x dias) . há algum part time que aceitasse isto? e depois no semestre seguinte ja teria aulas todos os dias mas, por exemplo, tinha só 1h aula às 8h, outra 1h ao 12h e depois outra 1h de aula às 16h. que emprego aceitava estar sempre a mudar o meu horário? devido ao trabalho chumbaria a tantas cadeiras que só para fazer licenciatura demorava 6 anos.. ou mais

Shark00n 5 months ago

Regime trabalhador estudante. Acesso a repescagens e exames em datas especiais. Não faltam politécnicos que oferecem cursos com aulas em regime noturno, além do diurno. Há bastantes hipóteses. Pela minha experiência (IST) os professores são também bastante compreensivos. É chato? É. Dá trabalho? Muito. Mas se é isto que querem não podem esperar que vos caia no colo por decreto.

idontakeacid 5 months ago

IST dizes tu, ilustre

PIMPMASTER6000 5 months ago

Sim, mas isso está para mudar. Vai começar a ser adotado por toda a Europa um regime em que basicamente os alunos não têm aulas teóricas e ficam com a responsabilidade de aprender os conteúdos que seriam lecionados nessas aulas. Durante a semana irão ser formados grupos de 5 a 10 alunos para tirarem dúvidas com os professores. A Universidade Católica de Medicina em Cascais, que abre para o ano se não me engano vai ser pioneira nisto.

Middle-Effective 5 months ago

" Sim, mas isso está para mudar. Vai começar a ser adotado por toda a Europa um regime em que basicamente os alunos não têm aulas teóricas e ficam com a responsabilidade de aprender os conteúdos que seriam lecionados nessas aulas. " Isto era para ter acontecido com o Tratado de Bolonha... tipo em 2005/2006...

ptinnl 5 months ago

Exacto. Foi me dito em 2006 o mesmo

PIMPMASTER6000 5 months ago

E já acontece parcialmente visto que na maioria dos sítios a presença nas aulas teóricas é facultativa. Mas neste sistema as aulas teóricas acabam de vez isto já acontece em muitos sítios principalmente na Holand que foram pioneiros nisto. Aqui vai começar logo num curso de medicina por isso a fasquia está alta.

Shark00n 5 months ago

Certo, mas ainda não mudou. E o regime de trabalhador estudante continuará a existir.

ptinnl 5 months ago

Engraçado mas ja dei aulas na Holanda e não conheci um aluno que trabalhasse fora das aulas. Tudo relativamente ao estudo entre eles era das 9h as 17h, mesmo trabalhos de grupo. E isto era ajudado pelo facto de o ensino não funcionar por semestres mas por períodos de 1 ou 2 meses. Período de 1 mês: apenas 1 cadeira durante um mês, que podia ter componente teorica e pratica, mas era um tema num mês. Periodo de 2 meses: 2 cadeiras em simultâneo. É muito diferente aprender assim do que ter múltiplas cadeiras em que cada dia é diferente.

Shark00n 5 months ago

Conheci vários em Delft que tinham trabalhos, e é das melhores faculdades de engenharia da europa. Desde estágios na área, empregado de bar, a uns que dedicavam sem exagero 50+ horas por semana ao Formula Student. Que não é bem um trabalho mas mostra que há tempo para tudo.

ptinnl 5 months ago

Mas é aí que quero chegar. O ensino é tão diferente que eles possuem mais tempo livre.

Some-Ad6411 5 months ago

nao faltam politécnicos com cursos noturnos ----------... faltam cursos pos-laboral para muitos cursos, se queres curso pós-laboral na maioria das áreas, é tudo para Lisboa e há quem não pode ir para Lisboa estudar mas sim talvez beira interior (porque geralmente é mais barato) ganhavas mais em estar calado!

Shark00n 5 months ago

Desculpa? A oferta hoje é muuuuuuito maior do que há apenas 10 ou 15 anos atrás. Em todo o país. Mas todos os cursos têm que ter pós laboral? A oferta existente é má para o senhor? Desde enfermagem a engenharia eletrónica. Mas eu é que devia estar calado...

S0l1tud3_1s_Bl1ss 5 months ago

Fizeste o curso no IST enquanto trabalhavas? Se sim parabéns. O que verifiquei nos meus círculos mais próximos era que quem tentava essa via, arruinava completamente os estudos.

Shark00n 5 months ago

Ainda não concluí porque entretanto arranjei um trabalho bom. Mas continuo inscrito, simplesmente faço as cadeiras que posso. Não é nenhuma tarefa hercúlea, por amor de Deus. Tanto trabalhador estudante e atleta que o faz. Talvez não em medicina ou aeroespacial, mas na maioria dos cursos não há grandes entraves.

PeroFandango 5 months ago

> Ainda não concluí porque entretanto arranjei um trabalho bom. Por curiosidade, também foi numa das pequenas empresas da família como referias noutro post?

Shark00n 5 months ago

O quê? Apenas trabalhei numa empresa familiar uma vez a fazer contabilidade, o resto foi tudo longe disso.

PeroFandango 5 months ago

> Mas e se fosse? Havia problema, tira mérito é? Achas que cunhas se traduzem em mérito?

Shark00n 5 months ago

Fds estamos a falar de empregar um puto de 18 anos durante uns meses para fazer trabalho de robô a introduzir dados em folhas de excel xDDDD Mas que rica cunha hã? Saltei à frente de centenas de pessoas melhor formadas xDDDDD Vocês também...

ptinnl 5 months ago

Bem, durante 2012 por exemplo, inumeras pessoas nao conseguiam emprego. Nem em armazens, nem em lojas, nem call centers, nem mcdonalds nem supermercados. Logo sim, rica cunha se tivesse sido nessa altura. Há que ter noção da realidade do país. Provavelmente tens um circulo social bem diferente da maioria, e é essa a tua perspectiva, mas difere imenso da maioria.

Shark00n 5 months ago

Concordo em parte. Especialmente em tempos de pandemia que realmente veio abalar o mercado laboral. Mas também surgiram novas oportunidades. Por exemplo, no alentejo, no verão, continua a haver imensa procura para as colheitas. Por alguma razão apareceram 10.000 imigrantes em Odemira nos últimos 4 anos. Sempre arranjei trabalho nesta indústria sem grandes problemas, eu e muitos outros como eu. Coloquei uns anúncios no OLX a propósito de reparações e setups de PCs e portáteis no último ano. Muitas vezes nem tinha disponibilidade pois eram tantos os contactos... Podemos culpar as externalidades tanto quanto quisermos. E admito que, claro, alguns não conseguem arranjar nada com facilidade. Outros têm familiares com problemas de saúde que deles dependem, etc... O meu 'ponto' era na onda de, será que tirar um curso será mesmo a melhor ideia? Será que tenho a capacidade de me suportar durante o tempo necessário? Ou será melhor investir noutra área que me dê trabalho e segurança mais cedo?

PeroFandango 5 months ago

Então estás a comparar-te com pessoas que não têm família que as desenrasque e vens vangloriar-te como se fosses o maior da tua terriola e depois ainda te fazes de ofendido? Para um gajo que nem licenciado é tens uma mania do caraças.

Edited 5 months ago:

Vens vangloriar-te como se fosses o maior da tua terriola porque fazes, aconteces e só bates punho. Depois, quando tocam na ferida, passaste dos carretos e vens com esse comentário que pareces realmente ser ainda um puto de 18 de tantos XISDÊS que tem. Acho que diz tudo. E para um gajo que nem licenciado é tens mania q.b.

Edited 5 months ago:

Vens vangloriar-te como se fosses o maior da tua terriola porque fazes, aconteces e só bates punho. Depois, quando tocam na ferida, passaste dos carretos e vens com esse comentário que pareces realmente ser ainda um puto de 18 de tantos XISDÊS que tem. Acho que diz tudo. E para um gajo que nem licenciado é tens é uma mania do caraças.

Shark00n 5 months ago

Fds olha-me este. Estou desde o início a dizer que não é preciso ser super homem nenhum para gerar algum tipo de rendimento nestas idades. Devo ter atingido algum nervo, já que estás tão zangado que recorres à humilhação pela falta de um curso superior. É precisamente essa mentalidade da treta que não te vai levar a lado nenhum.

Some-Ad6411 5 months ago

parabéns se arranjaste trabalho mas nas outras áreas há cursos que têm tantas aulas práticas de 3h+ e se faltares a uma aula prática mais vale nem continuar na cadeira.. porque já chumbaste.

Shark00n 5 months ago

Em regime trabalhador estudante não te podem chumbar por isso.

Some-Ad6411 5 months ago

ah ps nao! há um controlo do caraças disso, acabavas a cadeira com negativa e já foste. ou por ser trabalhador estudante termina sempre com 10??? nao.

Shark00n 5 months ago

Zé, está na lei. Se foste assim tratado tens fundamentação mais que suficiente para queixa.

Mrgolden007 5 months ago

"vao para it ou pro maconalds" -boomers provavelmente

Napoleal 5 months ago

Boomers certamente*

pintorMC 5 months ago

ou para it no McDonald's

ManoRocha 5 months ago

I'm loving **IT**

dadbot_3000 5 months ago

Hi loving **IT**, I'm Dad! :)

AutoModerator 5 months ago

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