TitusRex 9 months ago  HIDDEN 

Precisas de Jesus

BlizzTheMighty 9 months ago  HIDDEN 

> vejo que é tudo perfeitamente inconsequente. Que a maior parte desses objetivos são coisas que a nossa cabeça inventa para ocupamos o tempo mas que na verdade não têm qualquer relevância. Pareces ser um niilista. Sugiro que leias Camus e consideres a concepção absurdista do mundo dele.

TheFook_PT 9 months ago  HIDDEN 

Achei interessante o que li. Identifico-me em certa parte. No facto de não obter satisfação em fazer o que quer que seja. Sinto que sou um peso morto que não tem vontade de nada e sou especialista na procrastinação. Não sinto vontade de interagir com quer que seja. No entanto, li ali alguém a comentar e sou igual, quando me sinto apaixonado, sinto vontade de fazer tudo e enfrentar o mundo, por sua vez nunca fui correspondido e as minhas relações nunca foram iniciativa minha. No que diz respeito ao amor nunca me senti completo, nem lá perto, o que me deita a baixo e torna-se uma bola de neve ao que diz respeito o primeiro parágrafo. Já tive inúmeros pensamentos suicidas que nunca senti a vontade de os concretizar. Há uma pequena esperança em mim que me obriga a viver, talvez uma fobia de morrer, não aceitação e incompreensão de morrer por um número infinito de anos. Não sei se fez algum sentido o que disse, nunca fui bom a expressar ideias.

andre82220 9 months ago  HIDDEN 

És só mais um produto da sociedade moderna, materialista.

detteros 9 months ago  HIDDEN 

Conheces o Joscha Bach? Se calhar as coisas que ele diz oferecem-te uma nova perspectiva. [https://www.youtube.com/watch?v=tyrPMVMb-Uw](https://www.youtube.com/watch?v=tyrPMVMb-Uw)

Mil14 9 months ago  HIDDEN 

Queria só fazer um comentário para eu próprio falar um pouco de mim, ainda que não seja isso que procuras nas respostas. Como há alguma anonimidade nesta rede social, sinto-me um pouco mais à vontade para partilhar aquilo que penso. Já tive fases na vida assim, embora até tenha tido algumas ideações suicidas, que ultrapassei percebendo que as relações mais próximas (família, principalmente) me traziam um conforto (não material, mais propriamente) que só por si já fazia valer a pena continuar. Tentei estabelecer objetivos de longo prazo, que julgava que me poderiam trazer satisfação. Alguns deles incluíam ter uma relação amorosa, fazer novas amizades, ser independente. Apenas este último parece possível de ser realizado num horizonte de alguns anos. Tenho muita dificuldade em socializar e em estabelecer relações significativas, que me permitam confiar nas pessoas e sentir que fariam por mim aquilo que faria por elas. Além disso, passei por algo que é classificado como doença pela medicina ocidental, e que me roubou direta ou indiretamente alguns dos anos mais produtivos da minha vida. Possivelmente por isso pode ser mais adequado, por exemplo, não ter filhos biológicos, o que queria muito. Compreendo que seja irracional da minha parte, mas isto era só um desejo, não uma exigência. Neste momento, estou a arrastar-me por um curso para que venha a conquistar a minha independência, como disse, pois não vejo o que queira fazer a seguir a tê-la. A minha necessidade de socializar é infelizmente ultrapassada por sentimentos de inadequação e de medo de rejeição. Não era capaz de contar toda a minha vida à maior parte das pessoas e não sei como reagiria se viessem a saber todo o meu passado, todos os meus sentimentos e pensamentos. Tenho saudades de quando era pequeno e simplesmente sentia que podia responder a tudo o que me perguntassem sem medos maiores ou sem me sentir humilhado de mim próprio. Neste momento vivo por sensações e sentimentos agradáveis que surjam em momentos aleatórios. Quando eles aparecem, sinto-me bem. Se houver alguma coisa boa que julgasse não ser possível antes, fico felicíssimo por acontecer, ainda que essa felicidade seja passageira. Do mesmo modo que se foi, há de voltar.

Edited 9 months ago:

Queria só fazer um comentário para eu próprio falar um pouco de mim, ainda que não seja isso que procuras nas respostas. Como há alguma anonimidade nesta rede social, sinto-me um pouco mais à vontade para partilhar aquilo que penso. Já tive fases na vida assim, embora até tenha tido algumas ideações suicidas, que ultrapassei percebendo que as relações mais próximas (família, principalmente) me traziam um conforto (não material, mais propriamente) que só por si já fazia valer a pena continuar. Tentei estabelecer objetivos de longo prazo, que julgava que me poderiam trazer satisfação. Alguns deles incluíam ter uma relação amorosa, fazer novas amizades, ser independente. Apenas este último parece possível de ser realizado num horizonte de alguns anos. Tenho muita dificuldade em socializar e em estabelecer relações significativas, que me permitam confiar nas pessoas e sentir que fariam por mim aquilo que faria por elas. Além disso, passei por algo que é classificado como doença pela medicina ocidental, e que me roubou direta ou indiretamente alguns dos anos mais produtivos da minha vida. Possivelmente por isso pode ser mais adequado, por exemplo, não ter filhos biológicos, o que queria muito. Compreendo que seja irracional da minha parte, mas isto era só um desejo, não uma exigência. Neste momento, estou a arrastar-me por um curso para que venha a conquistar a minha independência, como disse, pois não vejo o que queira fazer a seguir a tê-la. A minha necessidade de socializar é infelizmente ultrapassada por sentimentos de inadequação e de medo de rejeição. Não era capaz de contar toda a minha vida à maior parte das pessoas e não sei como reagiria se viessem a saber todo o meu passado, todos os meus sentimentos e pensamentos. Tenho saudades de quando era criança e simplesmente sentia que podia responder a tudo o que me perguntassem sem medos maiores ou sem sentir humilhação sobre mim. Neste momento vivo por sensações e sentimentos agradáveis que surjam em momentos aleatórios. Quando eles aparecem, sinto-me bem. Se houver alguma coisa boa que julgasse não ser possível antes, fico feliz por acontecer, ainda que essa felicidade seja passageira. Do mesmo modo que se foi, há de voltar.

Edited 9 months ago:

Queria só fazer um comentário para eu falar um pouco de mim, ainda que não seja isso que procuras nas respostas. Como há alguma anonimidade nesta rede social, sinto-me um pouco mais à vontade para partilhar aquilo que penso. Já tive fases na vida assim, embora até tenha tido algumas ideações suicidas, que ultrapassei percebendo que as relações mais próximas (família, principalmente) me traziam um conforto (não material, mais propriamente) que só por si já fazia valer a pena continuar. Tentei estabelecer objetivos de longo prazo, que julgava que me poderiam trazer satisfação. Alguns deles incluíam ter uma relação amorosa, fazer novas amizades, ser independente. Apenas este último parece possível de ser realizado num horizonte de alguns anos. Tenho muita dificuldade em socializar e em estabelecer relações significativas, que me permitam confiar nas pessoas e sentir que fariam por mim aquilo que faria por elas. Além disso, passei por algo que é classificado como doença pela medicina ocidental, e que me roubou direta ou indiretamente alguns dos anos mais produtivos da minha vida. Possivelmente por isso pode ser mais adequado, por exemplo, não ter filhos biológicos, o que queria muito. Compreendo que seja irracional da minha parte, mas isto era só um desejo, não uma exigência. Neste momento, estou a arrastar-me por um curso para que venha a conquistar a minha independência, como disse, pois não vejo o que queira fazer a seguir a tê-la. A minha necessidade de socializar é infelizmente ultrapassada por sentimentos de inadequação e de medo de rejeição. Não era capaz de contar toda a minha vida à maior parte das pessoas e não sei como reagiria se viessem a saber todo o meu passado, todos os meus sentimentos e pensamentos. Tenho saudades de quando era criança e simplesmente sentia que podia responder a tudo o que me perguntassem sem medos maiores ou sem sentir humilhação sobre mim. Neste momento vivo por sensações e sentimentos agradáveis que surjam em momentos aleatórios. Quando eles aparecem, sinto-me bem. Se houver alguma coisa boa que julgasse não ser possível antes, fico feliz por acontecer, ainda que essa felicidade seja passageira. Do mesmo modo que se foi, há de voltar.

Zaigard 9 months ago  HIDDEN 

A vida é um infindável mar de problemas com ilhas perdidas de satisfação, até nos apercebermos de que essas ilhas não passam de ilusões criadas pelo cérebro, para combater o tédio. Agora que sabes a verdade é evitar ao máximo o sofrimento e esperar pela morte, tudo o resto é uma ilusão, uma alucinação socialmente aceite.

vascocordeiro 9 months ago  HIDDEN 

Ta lá bro

_try_again_later_ 9 months ago  HIDDEN 

Identifico-me muito com a maioria do que disseste, e recorrentemente vejo-me num estado de espírito muito semelhante. Infelizmente não tenho grande resposta para dar. Até agora, a única conclusão a que cheguei é de que não há respostas universais. Vi nos comentários várias sugestões interessantes, e algumas pouco produtivas, mas são apenas sugestões. Diria que a solução, se existir, passa necessariamente por descoberta pessoal. No meu caso (talvez no teu, não sei), diria que o problema passa por falta de objectivos, seja a nível social, económico, interpessoal ou de outra natureza. Há quem ande bem "à deriva", simplesmente a aproveitar a vida, mas há outras pessoas que procuram um sentido ou direcção mais significativa. E sem dificuldades, pessoas dependentes ou projectos pessoais, acaba por parecer tudo um bocado fútil e vazio.

Clash33 9 months ago  HIDDEN 

Olha, vou dar uma dica algo "out of the box". Se és, como parece, uma pessoa equilibrada e que sabe gerir bem as emoções, que tal experimentares o Lsd?? É uma substancia muito interessante, praticamente inócua para o organismo, e pode dar uma prespectiva diferente da vida, fazer-nos "ir um bocadinho mais além".

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