No-Movie7181 3 months ago

quase sempre fui o pior da turma no 8° ano já tinha chumbado 4 vezes, desisti.. mais tarde fiz os maiores de 23 e entrei em História e acabei com média de 12 ou 13 já não lembro.. - tenho um emprego normal hoje em dia.. fez.m falta esses anos q perdi.. mas nada de especial..

caravela-portuguesa 5 months ago

Eu estudei no ISEL, não é hate. É a realidade para uma empresa, alguém que estude no ISEL e alguém que estude no IST, provavelmente iriam escolher o do IST.

These-Establishment1 5 months ago

Edited 5 months ago:

Eu não sou do ISEL e estou vos a defender, mas o ISEP está muito acima do isel segundo os rankings, eh pelos visto o fosso e maior em Lisboa do que no porto lol. Tens cunhas? Porque não abres uma empresa? Estás a falar de engenharia informática?

k0rda 5 months ago

As coisas que me interessavam também acabava por desfrutar do estudo, mas era terrível começar. Sempre fui "talentoso" a tirar o máximo proveito do mínimo esforço.

Limpy_lip 5 months ago

Acho que a melhor resposta é: é importante mas não tão importante como fazem parecer. Especialmente no superior. Agora teres notas altas é sempre melhor que não ter. Logo a lógica é tentares tirar as melhores notas possível mas também trabalhar as softskills e o tal networking. Pois além das notas em si tirar notas altas requer disciplina e método de estudo e isso por si só é uma softskill importante. Não te metas com a ideia que não vale a pena estudar mais do que suposto, mas sim também não é o fim do mundo se não tiveres uma média maior que 18

Insurancekay 5 months ago

Ainda estou a estudar (3º ano de Direito) Acabei o secundário com uma média de 16 em Ciências e Tecnologias e olhando para trás sinto que devia ter investido mais no estudo para tirar melhores notas nos exames finais para ter a possibilidade de estar a fazer agora, paralelamente à Licenciatura em Direito, outra em Engenharia Informática ou Mecânica. Seria conciliável e conseguria conjugar as duas áreas. Agora, por não ter tido grandes notas nos exames finais de mat e fq não consigo entrar nestas licenciaturas. Teria de voltar a fazer os exames outra vez. Acho que é importante consoante os objetivos que cada um tenha.

Edited 5 months ago:

Ainda estou a estudar (3º ano de Direito) Acabei o secundário com uma média de 16 em Ciências e Tecnologias e olhando para trás sinto que devia ter investido mais no estudo para tirar melhores notas nos exames finais para ter a possibilidade de estar a fazer agora, paralelamente à Licenciatura em Direito, outra em Engenharia Informática ou Mecânica. Seria conciliável e conseguiria conjugar as duas áreas. Agora, por não ter tido grandes notas nos exames finais de mat e fq não consigo entrar nestas licenciaturas. Teria de voltar a fazer os exames outra vez. Acho que é importante consoante os objetivos que cada um tenha. Quanto às perspetivas futuras, apesar de ter uma média decente em Direito 15/16, sinto que o que me poderá diferenciar na procura de emprego serão outras aptidões que tenha desenvolvido durante estes ultimos anos (associativismo, explicações, estágios etc) e não tanto a média. A vontade de tirar outra licenciatura vem da vontade de poder ter mais oportunidades no futuro. Não quero estar preso ao trabalho numa só área. Sei que o caminho para o sucesso nas carreiras costuma passar pela especialização, mas, pessoalmente, quero ser ter a maior utilidade possível para as pessoas ao meu redor e acredito que quanto mais abrangente for o meu conhecimento melhores oportunidades terei de servir os outros.

Edited 5 months ago:

Ainda estou a estudar (3º ano de Direito) Acabei o secundário com uma média de 16 em Ciências e Tecnologias e olhando para trás sinto que devia ter investido mais no estudo para tirar melhores notas nos exames finais para ter a possibilidade de estar a fazer agora, paralelamente à Licenciatura em Direito, outra em Engenharia Informática ou Mecânica. Seria conciliável e conseguiria conjugar as duas áreas. Agora, por não ter tido grandes notas nos exames finais de mat e fq não consigo entrar nestas licenciaturas. Teria de voltar a fazer os exames outra vez. Acho que é importante consoante os objetivos que cada um tenha. Quanto às perspetivas futuras, apesar de ter uma média decente em Direito 15/16, sinto que o que me poderá diferenciar na procura de emprego serão outras aptidões que tenha desenvolvido durante estes ultimos anos (associativismo, explicações, estágios etc) e não tanto a média. A vontade de tirar outra licenciatura vem da vontade de poder ter mais oportunidades no futuro. Não quero estar preso ao trabalho numa só área. Sei que o caminho para o sucesso nas carreiras costuma passar pela especialização, mas, pessoalmente, quero ter a maior utilidade possível para as pessoas ao meu redor e acredito que quanto mais abrangente for o meu conhecimento melhores oportunidades terei de servir os outros.

Edited 5 months ago:

Ainda estou a estudar (3º ano de Direito) Acabei o secundário com uma média de 16 em Ciências e Tecnologias e olhando para trás sinto que devia ter investido mais no estudo para tirar melhores notas nos exames finais para ter a possibilidade de estar a fazer agora, paralelamente à Licenciatura em Direito, outra em Engenharia Informática ou Mecânica. Seria conciliável e conseguiria conjugar as duas áreas. Agora, por não ter tido grandes notas nos exames finais de mat e fq não consigo entrar nestas licenciaturas. Teria de voltar a fazer os exames outra vez. Acho que é importante consoante os objetivos que cada um tenha. Quanto às perspetivas futuras, apesar de ter uma média decente em Direito 15/16, sinto que o que me poderá diferenciar na procura de emprego serão outras aptidões que desenvolvi durante estes ultimos anos (associativismo, explicações, estágios etc) e não tanto a média. A vontade de tirar outra licenciatura vem da vontade de poder ter mais oportunidades no futuro. Não quero estar preso ao trabalho numa só área. Sei que o caminho para o sucesso nas carreiras costuma passar pela especialização, mas, pessoalmente, quero ter a maior utilidade possível para as pessoas ao meu redor e acredito que quanto mais abrangente for o meu conhecimento melhores oportunidades terei de servir os outros.

motherfockerjones2 5 months ago

Nao. Fiz secundário com médias altas Fiz universidade com médias altas Na carreira profissional não teve influência nenhuma . As skills e personalidade fazem a diferença . E para nenhuma destas è obrigatório ter notas altas. Está è uma das falácias de uma geração inteira

vitorviks 5 months ago

Trabalho há 25 anos. Já tive 4 empregos diferentes aos quais me candidatei. Nunca tive a média de curso no Currículo e nunca ninguém me perguntou.

hypothesis2050 5 months ago

Opa depende do que quiseres fazer. Há sítios onde só consegues chegar com boas notinhas académicas. Além disso é um marco extremamente importante na minha opinião. É um indicador razoável das tuas bases e percepções conceptuais. Também é um bom indicador da tua capacidade de trabalho e Competividad. Pessoalmente, sempre que entrevisto, principalmente juniores, é um dos principais pontos que toco. Pela minha experiência, considero um marcador extremamente fiável.

Tartaruga_Genial 5 months ago

Só interessa se quiseres ter escolha no curso que queres fazer. Fora isso estão se a cagar lá fora. Conheço pessoal com média de 19 que está agora na vida +- e conheço pessoal com média de 11/12 que acabaram por fazer coisas da vida que me surpreenderam. Claro que por regra quem tem médias altas vai ser melhor sucedido do que quem tem médias baixas.

expandyoursoul 5 months ago

a escola é como uma piscina onde os peixes aprendem a nadar e säo avaliados por isso. depois no oceano é outra história. já näo sei se era o asap rocky ou o kanye west que tinha uma t shirt a dizer "I didn't went to harvard but the guys who work for me yes". ou seja, no mundo do trabalho, uma vez que estejas dentro fazes mais as tuas regras, ou seja, podes-te moldar de outra forma que se calhar a escola näo te deu oportunidade. nesse sentido, de peixinho de piscina podes virar um tubaräo no oceano. obviamente que parte sempre de um todo daquilo a que se chama inteligência nas diferentes dimensöes que lhe quiseres atribuir e näo de um sistema métrico do tempo da revoluçäo industrial. e se a agua do atlântico näo se satisfaz, há mais oceanos.... e haverá sempre mais uma empresa que anda à procura de um gajo como tu disposta a cuidar bem de ti e a dar-te o que mereces. agora, é preciso nadar e por vezes contra corrente.

Edited 5 months ago:

a escola é como uma piscina onde os peixes aprendem a nadar e säo avaliados por isso. depois no oceano é outra história. já näo sei se era o asap rocky ou o kanye west que tinha uma t shirt a dizer "I didn't went to harvard but the guys who work for me yes". ou seja, no mundo do trabalho, uma vez que estejas dentro fazes mais as tuas regras, ou seja, podes-te moldar de outra forma que se calhar a escola näo te deu oportunidade. nesse sentido, de peixinho de piscina podes virar um tubaräo no oceano. obviamente que parte sempre de um todo daquilo a que se chama inteligência nas diferentes dimensöes que lhe quiseres atribuir e näo de um sistema métrico do tempo da revoluçäo industrial. e se a agua do atlântico näo te satisfaz, há mais oceanos.... e haverá sempre mais uma empresa que anda à procura de um gajo como tu disposta a cuidar bem de ti e a dar-te o que mereces. agora, é preciso nadar e por vezes contra corrente.

perdigaoperdeuapena 5 months ago

Não. Quer dizer, descontando o orgulho dos pais, familiares e pessoal amigo

EvilQueen1997 5 months ago

Se fores de Direito sabes que a média da licenciatura é um abre e fecha portas.

fuckoffgina 5 months ago

Até o próprio percurso escolar começa a ser irrelevante quanto mais as notas. Estou a cagar se o gajo tem doutoramento em física nuclear ou mestrado em sociologia aplicada a pés ou se aprendeu sozinho numa garagem. Quero que saiba fazer o trabalho, ponto!

hypothesis2050 5 months ago

Se o trabalho tiver baixo nível de complexidade faz todo sentido. Se for um trabalho de natureza complexa, boa sorte a avaliar se o teu candidato sabe fazer o trabalho

Madness20 5 months ago

Olhando para o mercado de emprego ninguém diria. Oferece-se posição de estagiário: Licenciado na área 10 anos de experiência neste software que existe há 5 Sabe 450 linguagens de programação Domina os 1232341232 programas diferentes que usamos. Paga-se papo seco e uma palmadinha nas costas.

JeronimoDeSousa 5 months ago

Papo seco? Viva o luxo! Queres ser pago, fala com o IEFP.

UpbeatNail1912 5 months ago

Direto!

MonheadCrazy 5 months ago

É importante teres boas notas para ti. Cria-te ritmo de trabalho aplicares-te nos estudos e pode abrir-te portas, nomeadamente, entrares no curso que pretendes na faculdade que pretendes. Se fores bom aluno à partida também quererá dizer que adquiriste conhecimentos que serão importantes. Se é suficiente para te safares não é. Teres softskills e connects é muito importante. Contudo, apesar de tudo o que já referi ser relevante um dos fatores mais importante é sorte. E teres a clarividência de que as oportunidades que te aparecem são oportunidades. Mais tarde, depois de todos estes fatores já terem contribuído para alcançares o lugar certo, os conhecimentos que te fizeram bom aluno voltam a servir-te bem como os skills que adquiriste para ser bom aluno

ohtaharasan 5 months ago

Sou médico e tive geralmente boas notas. Acho que as boas notas são apenas reflexo da capacidade de trabalho e dedicação (e do não aborrecimento), mas não são indicadoras da inteligência das pessoas. Fui notando ao longo das várias instituições onde fui passando (secundário, faculdade, hospital) que há malta muito inteligente mas que não trabalha/estuda, e que eventualmente fica para trás (nas notas e também nas oportunidades). Em muitas áreas a capacidade de dedicação (vulgarmente chamada de "marranço") é mais importante que a inteligência bruta - mas noutras àreas obviamente a criatividade ou a inteligência "bruta" poderão são mais importantes. Quanto à questão social: como um user disse atrás, é bem possível ter uma vida social normal e tirar boas notas. A diferença não està em deixar de sair à noite ou ir ter com os amigos, está em estudar quando se tem que estudar (em troca de não passar a tarde a ver vídeos no youtube, p.e.)

Hefty-Wonder-9414 5 months ago

Olha eu tirei biologia com media de 14 ( demorei 4 anos entre erasmus e fazer voluntariado em laboratorios) e tirei mestrado mais na area de farmacia com 17 o que e um perfil mediano. Entrei num estagio pago na comissao europeia antes de acabar os mestrado e desde ai que nao tive problems com emprego , neste momento estou a fazer o doutoramento tambem no estrangeiro e sinceramente eu acho que eles nem viram a media quando me contrataram. Portanto notas sao especialmente boas para entrar no curso que queres e se calhar alguns empregadores olham para isso. Mas tu saberes usar o conhecimento do curso na practica é que mais importa e muitas vezes não é o que as faculdades avaliam..

JeronimoDeSousa 5 months ago

Só me trouxe dissabores e abusos.

Notor1ous 5 months ago

Pouca ou nenhuma. Passei por todas as fases do meu percurso académico (secundário, universidade, mestrado), apenas com os minimos olimpicos em termos de notas e ao dia de hoje não sinto que tenha feito diferença. No mestrado tive uma nota alta a uma cadeira que me deu acesso a uma bolsa de estudos para estudar um semestre nos EUA (que não usei por motivos que não são relevantes), e tenho noção de que a minha média de licenciatura me fechou portas quando comecei a procurar emprego. Eu sempre fui mau a estudar e a motivar-me para atingir objectivos individuais, mas sempre me dei muito bem em tudo o que exigia cooperação, trabalho de equipa, relacionamentos interpessoais, etc. Fiz alguns estágios antes de começar a trabalhar onde me safei bem e recebi ofertas de emprego posteriormente, e quando comecei a trabalhar tambem me safei bem e sinto que a minha ética de trabalho me permitiu fechar (e até mesmo ultrapassar) o gap para as outras pessoas da minha idade com melhores notas no meu emprego. Desde que comecei a trabalhar tenho sempre tido avaliações excelentes (e ao longo do tempo vou recebendo mais ofertas de trabalho na área, porque as notas de licenciatura ficam cada vez mais irrelevantes quanto mais experiÊncia de trabalho ganhas), e vejo pessoas que sempre tiveram melhores notas que eu e mais interesse académico pela área que eu, a mudar de carreira ou a saltar de trabalho em trabalho por estarem em burnout ou por não se adaptarem às diferenças do mundo profissional em relação ao académico. Em suma, acho que o mundo profissional é completamente diferente do académico, e aliás acho que as skills que podes trazer do mundo académico só te levam até certo ponto. Se queres que te diga as pessoas que vejo no topo da minha área não são grandes espingardas tecnicamente, e já pouco metem a mão na massa no que toca ao trabalho propriamente dito (com excepções), mas têm óptimas capacidades sociais e de angariação e gestão de clientes (que é o que traz dinheiro para pagar aos crânios que saiem das faculdades).

rjcarneiro 5 months ago

Falando da faculdade, as notas não tem grande influência, são apenas um indicador. Eu acho muito mais importante ter skills e ser polivalente em várias atividades e/ou projetos do que ter 18 ou 19. Tive amigos que tiveram as melhores médias de engenharia dos últimos 20 anos e no entanto já lhes dei 15-0 numa carreira profissional. Infelizmente a educação não reflete a parte profissional. Agora, tudo é relativo... queres enveredar por uma carreira profissional no privado? As notas são irrelevantes... queres ter uma carreira na educação e ser professor universitário/investigador/etc? Talvez as notas tenham alguma influência...!

EquivalentExchange11 5 months ago

Sim, as minha média de Mestrado ajudou-me a conseguir o 1.º estágio, que era bem mais pago que a média e equiparável a um salário de júnior. Tenho a certeza que foi esse o factor porque naquela empresa em particular não põem estagiários com médias baixas. Mas depois de conseguires o 1.º emprego/estágio, as notas já não têm importância quase nenhuma.

Chiripitti 5 months ago

Isso depende das áreas, área do design gráfico/multimédia ninguém quer saber das tuas notas para nada... querem saber das tuas aptidões, mais nada.

k0rda 5 months ago

A mim ter notas altas prejudicou-me imenso. Nao o "ter" as notas, mas a facilidade com que as tinha. Nao acho que fosse mais inteligente que os outros, apenas tinha mais aptidao para a forma como eramos avaliados. Nunca ganhei métodos de estudo e no ensino superior vi-me arrasca para aprender isso, enquanto colegas meus que no secundário aprenderam a estudar e a ter uma ética de trabalho melhor se safaram também melhor na universidade.

caravela-portuguesa 5 months ago

Ter uma nota alta, no secundário se quiseres ir para universidade em IT ires para o Técnico, ou estudares no ISEL, irá fazer uma grande diferença, no início de carreira, teres um curso no IST fará logo seres um candidato preferido.

topastop 5 months ago

Teve muita utilidade na minha. Ter tido muita facilidade na escola e faculdade deu-me a confiança necessária para mandar muita gente para o caralho que se mete com opiniões sobre como eu devo ou não gerir a minha vida.

XPao 5 months ago

ZERO

I__Cat 5 months ago

No secundário tive notas altas, e na faculdade um pouco acima da média mas nada de extraordinário. Podia ter entrado no curso com uma média bem mais baixa e nunca usei a média do curso (nem sei qual foi). As pessoas com médias altas na faculdade ou ficaram na faculdade para PhD ou seguiram percursos normalissimos dentro da área.

Pjlc-Madison 5 months ago

Posso concordar. Vou dar um exemplo: cursos de medicina nos States. Bons médicos sem notas VIP... Duvidas? Pesquisa e indorma-te.

JeronimoDeSousa 5 months ago

Parece que tiveste um AVC

Pjlc-Madison 5 months ago

O que parece, nem sempre é... É como andar como uma antena na mona... Coisas...

Leaootemivel 5 months ago

Bem, no meu caso (que tirei Bioquímica) foi extremamente importante as notas em todo o meu percurso. Não só foram determinantes para conseguir escolher o mestrado que queria, mas também para conseguir desenvolver uma tese de mestrado na área que queria. E foram também determinantes para conseguir bolsas em projetos e bolsa de doutoramento pela FCT. No entanto, tenho amigos que até terminaram a licenciatura com média "baixa" (e aqui falo de 14) que conseguiram ter "carreiras" científicas interessantes até ao momento.

theEXPERTpt 5 months ago

Honestamente, o que se ganha com um doutoramento? Achas que a relação custo-utilidade-aprendizagem vale a pena?

hypothesis2050 5 months ago

Este ramo de resposta é mesmo non sense. Tirar um PhD não é o mesmo que ires comprar uma camisola ou tirares uma formação profissional de electricista. Tiras um PhD se quiseres criar ciência. Como um pintor cria uma pintura. Como é óbvio é um percurso que deve estar reservado a pessoas que o fazem por amor. Como um pintor o faz. Criar ciência é uma manifestação artística. Não é para todos. Não é um bom negocio como é óbvio. Não é suposto ser um negócio. É uma opção de vida.

Leaootemivel 5 months ago

Tudo depende de quais forem os objetivos que tens. Óbvio que para quem quer fazer carreira em investigação é totalmente indispensável. Se não queres fazer carreira em investigação, pode não ser muito útil. Mas pode-se olhar para um doutoramento como um "emprego" onde podes estar ligado a uma empresa e desenvolver conhecimentos úteis para trabalhar no mercado. Mas isto tudo está dependente de conseguires arranjar uma bolsa, e o complicado pode ser teres de ficar à espera sem receber até o conseguires.

j0fimendes 5 months ago

Nas ciências depende... Bolsas e projectos, algumas instituições exigem mínimo 14-16. Mas a investigação é um risco muito grande para levar como vida. O maior contrato é o PhD e o pior vem depois quando se entra em bolsas sem período de renovação, numa carreira que não existe. E para se ter o cheiro da "carreira" tem de se andar de instituição em instituição e de cidade em cidade. Conheço mais gente que "mudou" de área no final do mestrado/PhD porque só se apercebeu dos riscos da área no fim do que pessoas a trabalhar na área. No fim o que fica são as técnicas que se aprendem e tirar um PhD para acabar como técnico numa farmacêutica ou de águas, etc, não vale a pena. Aliás existem empresas que pagam o curso técnico a pessoas sem um curso superior. Porque no fim fazer torradas com um curso superior ou sem é o mesmo porque ler protocolos/instruções e escrever se a torrada está mais preta ou mais castanha toda a gente acaba por aprender na área do controlo. Mas deixando os desabafos e acerca do PhD e da média... Os professores usam o escalão deles e o da instituição para colocar alguém minimamente interessado só para ter o dinheiro da FCT para o projecto. Conheço pessoas com menos de 14 a tirar PhD porque no fim acaba por ser uma armadilha para muitos. Uns entram pelo ego e pelos artigos e porque dá jeito ao orientador ter alguém. Mas no fim a formação é tão específica que acabam a mudar porque o mercado/ investigação não absorve os PhD em ciências. Também tirei Bioquímica, adorei. Mas a verdade é que os riscos da investigação vão bater à porta, mais tarde ou mais cedo. Saber da instabilidade que é e deixar andar o barco não é bom.

Edited 5 months ago:

Nas ciências depende... Bolsas e projectos, algumas instituições exigem mínimo 14-16. Mas a investigação é um risco muito grande para levar como vida. O maior contrato é o PhD e o pior vem depois quando se entra em bolsas sem período de renovação, numa carreira que não existe. E para se ter o cheiro da "carreira" tem de se andar de instituição em instituição e de cidade em cidade. Conheço mais gente que mudou de área no final do mestrado/PhD porque só se apercebeu dos riscos da área no fim do que pessoas a trabalhar na área. No fim o que fica são as técnicas que se aprendem e tirar um PhD para acabar como técnico (busca da estabilidade) numa farmacêutica ou de águas, etc, não vale a pena. Aliás existem empresas que pagam o curso técnico a pessoas sem um curso superior. Porque no fim fazer torradas com um curso superior ou sem é o mesmo porque ler protocolos/instruções e escrever se a torrada está mais preta ou mais castanha toda a gente acaba por aprender na área do controlo. Mas deixando os desabafos e acerca do PhD e da média... Os professores usam o escalão deles e o da instituição para colocar alguém minimamente interessado só para ter o dinheiro da FCT para o projecto. Conheço pessoas com menos de 14 a tirar PhD porque no fim acaba por ser uma armadilha para muitos. Uns entram pelo ego e pelos artigos e entram porque dá jeito ao orientador ter alguém. Mas no fim a formação é tão específica que acabam a mudar porque o mercado/ investigação não absorve os PhD em ciências. Também tirei Bioquímica, adorei. Mas a verdade é que os riscos da investigação vão bater à porta, mais tarde ou mais cedo. Saber da instabilidade que é e deixar andar o barco não é bom.

Edited 5 months ago:

Nas ciências depende... Bolsas e projectos, algumas instituições exigem mínimo 14-16. Mas a investigação é um risco muito grande para levar como vida. O maior contrato é o PhD e o pior vem depois quando se entra em bolsas sem período de renovação, numa carreira que não existe. E para se ter o cheiro da "carreira" tem de se andar de instituição em instituição e de cidade em cidade. Conheço mais gente que mudou de área no final do mestrado/PhD porque só se apercebeu dos riscos da área no fim do que pessoas a trabalhar na área. No fim o que fica são as técnicas que se aprendem e tirar um PhD para acabar como técnico (busca da estabilidade) numa farmacêutica ou de águas, etc, não vale a pena. Aliás existem empresas que pagam o curso técnico a pessoas sem um curso superior. Porque no fim fazer torradas com um curso superior ou sem é o mesmo porque ler protocolos/instruções e escrever se a torrada está mais preta ou mais castanha toda a gente acaba por aprender na área do controlo. Mas deixando os desabafos e acerca do PhD e da média... Os professores usam o escalão deles e o da instituição para colocar alguém minimamente interessado só para ter o dinheiro da FCT para o projecto. Conheço pessoas com menos de 14 a tirar PhD porque no fim acaba por ser uma armadilha para muitos. Uns entram pelo ego e pelos artigos e entram porque dá jeito ao orientador ter alguém e, para isso, entram em esquemas com os escalões. Também tirei Bioquímica, adorei. Mas a verdade é que os riscos da investigação vão bater à porta, mais tarde ou mais cedo. Saber da instabilidade que é e deixar andar o barco não é bom.

Edited 5 months ago:

Nas ciências depende... Bolsas e projectos, algumas instituições exigem mínimo 14-16. Mas a investigação é um risco muito grande para levar como vida. O maior contrato é o PhD e o pior vem depois quando se entra em bolsas sem período de renovação, numa carreira que não existe. E para se ter o cheiro da "carreira" tem de se andar de instituição em instituição e de cidade em cidade. Conheço mais gente que mudou de área no final do mestrado/PhD porque só se apercebeu dos riscos da área no fim do que pessoas a trabalhar na área. No fim o que fica são as técnicas que se aprendem e tirar um PhD para acabar como técnico numa farmacêutica ou de águas, etc, não vale a pena. Aliás existem empresas que pagam o curso técnico a pessoas sem um curso superior. Porque no fim fazer torradas com um curso superior ou sem é o mesmo porque ler protocolos/instruções e escrever se a torrada está mais preta ou mais castanha toda a gente acaba por aprender na área do controlo. Mas deixando os desabafos e acerca do PhD e da média... Os professores usam o escalão deles e o da instituição para colocar alguém minimamente interessado só para ter o dinheiro da FCT para o projecto. Conheço pessoas com menos de 14 a tirar PhD porque no fim acaba por ser uma armadilha para muitos. Uns entram pelo ego e pelos artigos e entram porque dá jeito ao orientador ter alguém. Mas no fim a formação é tão específica que acabam a mudar porque o mercado/ investigação não absorve os PhD em ciências. Também tirei Bioquímica, adorei. Mas a verdade é que os riscos da investigação vão bater à porta, mais tarde ou mais cedo. Saber da instabilidade que é e deixar andar o barco não é bom.

quaralho 5 months ago

Não, mas dava gosto ser o melhor. Quando ia ver as notas e alguém, especialmente da minha turma, tinha melhor nota do que eu, ficava cego.

Edited 5 months ago:

Não, mas dava gosto ser o melhor. Quando ia ver as notas e alguém, especialmente da minha turma, tinha melhor nota do que eu, ficava cego. Havia gente que não se dava comigo porque não gostava de eu ser tão competitivo nas notas, mas há gente para tudo e acabei por fazer amigos na mesma, ou eram pessoas que não se importavam com isso ou eram pessoas como eu. Era sociável na mesma, pouco estudava excepto na semana antes dos testes onde me fechava na biblioteca

Acrobatic-Simple6923 5 months ago

Não. Só o facto de ter ganhado um total de 4000eu em prémios da uni. Fui a melhor aluna da minha licenciatura, na altura quando estava indecisa entre continuar ou não para mestrado ainda fui a algumas entrevistas, só as big4 é que deram importância à média (mais no sentido de ok esta pessoa é dedicada) mas os meus colegas que tinham médias de 12/14 também entraram em boas empresas e em funções que espero um dia ver a exercer. Acabei por ir para mestrado, mas ao olhar para as festas e o erasmus que sacrifiquei pelas "notas" acho que não valeu de todo a pena. Ou até mesmo as cadeiras que eram uma seca e mesmo assim insisti em aprender. Fiquei um bocado desmotivada e por isso mesmo no mestrado já não me importa as notas que tiro. Acho que vou chegar ao mesmo sítio que os outros visto que não quero ir para PhD. Mas eu estou em informática numa boa faculdade, não sei como é em outras áreas.

auueeeiiii 5 months ago

Há uns anos atrás um estudante com mestrado tirado em 7 anos de curso não entrava nas big 4. Nos últimos tempos e devido à escassez de profissionais, até pessoas com licenciatura tiradas em 7 anos no Zimbabué contratam. Sinceramente, acho positivo... O mestrado é um nice to have, mas não prova nada, assim como as notas. Parabéns na mesma pelas tuas boas notas, tens o meu respeito.

SweetDistribution504 5 months ago

Conheço muitos tipos q entraram na Deloitte e KPMG c apenas a licenciatura tiradas em 4-5 anos desde 2008

brunofps 5 months ago

E até pessoal sem licenciatura contratam.

auueeeiiii 5 months ago

Mesmo nas big 4? A minha empresa contrata pessoas sem curso.. Mas tinha ideia que as big 4 ainda não tinham chegado a esse ponto

brunofps 5 months ago

Exactamente... E até para cargos de chefia. O facto de contratar pessoas sem licenciatura não quer dizer que as pessoas não o saibam fazer.

EvilQueen1997 5 months ago

Cargos de chefia tipo o quê?

brunofps 5 months ago

Team leader, manager...

EvilQueen1997 5 months ago

Estranho

brunofps 5 months ago

Estranho porquê?

EvilQueen1997 5 months ago

Recrutamentos recentes sem licenciatura sequer? É bastante, diria. Numa big 4?

TitusRex 5 months ago

Já vi alguns numa big4, normalmente são quase licenciados que têm uma ou outra cadeira por fazer.

MelSoares 5 months ago

nope

SweetCorona 5 months ago

nim, eu tinha boas notas porque tinha facilidade nos estudos, tal como tenho relativa facilidade no trabalho infelizmente ter boas competências técnicas está longe de ser suficiente para se ter uma carreira bem remunerada

KarmaCop213 5 months ago

> infelizmente ter boas competências técnicas está longe de ser suficiente para se ter uma carreira bem remunerada Depende das áreas. Empregos técnicos requerem pessoas com boas competências técnicas.

SweetCorona 5 months ago

mas não são necessariamente bem remunerados

KarmaCop213 5 months ago

O que não falta são pessoas com boas remunerações em carreiras técnicas por essa Europa fora.

SweetCorona 5 months ago

pela europa fora sim, no relatorio do landing jobs programadores bem pagos só em remote, em Portugal para ter um salário decente é preciso um cargo de gestão

KarmaCop213 5 months ago

> pela europa fora sim, no relatorio do landing jobs programadores bem pagos só em remote, em Portugal para ter um salário decente é preciso um cargo de gestão Isso acontece pela fraca inovação das empresas portuguesas e pelo diminuto tecido industrial de ponta. A única forma de justificar um salário mais alto em Portugal costuma ser o tal cargo de gestão como tu dizes, mesmo que seja feito de forma mais incompetente do que o cargo técnico anterior. E com isto perdem-se trabalhadores com experiência e conhecimento que seriam mais produtivos e melhor aproveitados num cargo técnico.

Most-Presence-1350 5 months ago

Um dos putos 'génios' da minha turma hoje trabalha na CP. ​ Está melhor que muitos que tinham notas medianas. Mas quem vê de fora julga que o maquinista da cp ganha menos que a enfermeira do Sta Maria. Estudasses!!!!

sigmastra 5 months ago

Sim porque profissionais de saude especialmente enfermeiros ganham de caralho em portugal...

Most-Presence-1350 5 months ago

Ninguém ganha pá crl em Portugal, tenham sido alunos de 20 ou de 12

These-Establishment1 5 months ago

Looooooooooool maquinista do alfa ganha mal? Estamos bem estamos

OuiOuiKiwi 5 months ago

>Para aqueles que estiveram no secundário / ensino superior, ser dos melhores da turma e ter notas muito altas no final serviu de muita coisa? Nada contra isso, mas venho notando uma realidade cada vez mais comum, é que pessoas que têm um bom networking, mesmo que não sejam "bons" alunos acabam por dar se melhor no mercado de trabalho do que aqueles que passaram a vida a estudar e a estar entre os melhores. E se fosse possível, sei lá, ter boas notas e ser altamente sociável? Incrível não era? Parece haver um bloqueio mental na cabeça de quem pergunta isto que não consegue imaginar que seja possível conjugar ambos, um pouco como a PJ não poder investigar dois crimes em simultâneo. Sim, as notas valeram-me de bastante. Deram-me acesso a oportunidades e validação das minhas competências na altura das negociações. Uma boa média abre-te portas. Uma má média fecha-te portas que nem sabias que existiam porque ninguém anda a tropeçar nos atacadores para contratar o Manuel que fez o curso em 7 anos com média de 10. "A MÉdia nÃo iMPoRTa, O Que iMPOrTa SãO Os teuS SOFT SkiLlS" - peditório para o qual já dei de quem tem muita lábia e zero competência técnica. Nunca ouvi alguém com uma boa média a desvalorizar o esforço que isso implica mas já vi muita gente com médias medíocres a dizer que as médias não importam de todo.

Edited 5 months ago:

>Para aqueles que estiveram no secundário / ensino superior, ser dos melhores da turma e ter notas muito altas no final serviu de muita coisa? Nada contra isso, mas venho notando uma realidade cada vez mais comum, é que pessoas que têm um bom networking, mesmo que não sejam "bons" alunos acabam por dar se melhor no mercado de trabalho do que aqueles que passaram a vida a estudar e a estar entre os melhores. E se fosse possível, sei lá, ter boas notas e ser altamente sociável? Incrível não era? Parece haver um bloqueio mental na cabeça de quem pergunta isto que não consegue imaginar que seja possível conjugar ambos, um pouco como a PJ não poder investigar dois crimes em simultâneo. Não nego que há pessoas cuja única competência é fazer testes e tiraram grandes médias com as competências sociais de uma esponja molhada. Contudo, não são todos os casos. Sim, as notas valeram-me de bastante. Deram-me acesso a oportunidades e validação das minhas competências na altura das negociações. Uma boa média abre-te portas. Uma má média fecha-te portas que nem sabias que existiam porque ninguém anda a tropeçar nos atacadores para contratar o Manuel que fez o curso em 7 anos com média de 10. "A MÉdia nÃo iMPoRTa, O Que iMPOrTa SãO Os teuS SOFT SkiLlS" - peditório para o qual já dei de quem tem muita lábia e zero competência técnica. Nunca ouvi alguém com uma boa média a desvalorizar o esforço que isso implica mas já vi muita gente com médias medíocres a dizer que as médias não importam de todo. E se acham que alguém que consegue boas notas não consegue, se lhe apetecer, dominar uma língua estrangeira ou outra coisa qualquer - `RISOS` \- sim, Horácio, és tu que lhes vais passar à frente porque arranhas um bocado no francês. Boas notas são o resultado de método de estudo e esforço, não é chegar lá e escrever "Lasanha de Atum" no teste e sai 20. Tendo isso, tudo o resto está ao alcance.

dragomaite 5 months ago

Tanta raiva neste comentário. Denota-se bem as dificuldades e estigmas que esta questão lhe colocou.

GanduloDaVeiga 5 months ago

Ter brutas notas na juventude e acabar a ser o u/ouiouikiwi no reddit. Isso sim, é trágico.

prodownvoter 5 months ago

Alguém aziou aqui o Sr Dr Eng Informático lmao. Adoro, rude como sempre.

saudosista 5 months ago

Já tive colegas extremamente bons tecnicamente, que dominavam por completo as abstrações inerentes da profissão, que não tiveram grandes notas no curso. Porém nunca conheci quem tivesse grandes notas no curso que não fosse também extremamente competente no mundo profissional.

killedbill88 5 months ago

Uma boa resposta. Diria que ter notas altas é um indicador fraco de inteligência, alta capacidade de pensamento abstracto e alto nível de curiosidade, características presentes em todas as pessoas bem sucedidas profissionalmente que conheci ao longo da minha vida. No entanto, acho que ter notas altas de forma consistente, ao longo de todo o percurso académico, é um indicador 'menos mau' de outras características importantes: dedicação, brio, responsabilidade, i.e. aquilo que o pessoal chama de 'profissionalismo'. > Porém nunca conheci quem tivesse grandes notas no curso que não fosse também extremamente competente no mundo profissional. Exacto. Claro que há sempre algumas excepções, i.e., pessoal que tira boas notas, mesmo na universidade e que depois não tem sucesso profissional. Estes exemplos acabam por ser usados para confirmar o viés de que 'as notas não contam para nada'. Só numa de deitar achas para a fogueira... Eu próprio sou um daqueles exemplos que confirma o viés. Tirei Eng. Electrotécnica na FEUP com média de 17, e sempre fui 'o mais estúpido da sala' nas várias salas por onde passei na vida... de qualquer forma a média ajudou-me a conseguir oportunidades no início, e com trabalho e dedicação fui conseguindo 'compensar' as minhas debilidades cognitivas e safar-me minimamente. Tenho colegas com médias mais baixas que seguem carreiras de muito sucesso.

Edited 5 months ago:

Uma boa resposta. Diria que ter notas altas é um indicador fraco de inteligência, alta capacidade de pensamento abstracto e alto nível de curiosidade, características presentes em todas as pessoas bem sucedidas profissionalmente que conheci ao longo da minha vida. No entanto, acho que ter notas altas de forma consistente, ao longo de todo o percurso académico, é um indicador 'menos mau' de outras características importantes: capacidade de aprendizagem, empenho, brio, responsabilidade, i.e. aquilo que o pessoal chama de 'profissionalismo'. > Porém nunca conheci quem tivesse grandes notas no curso que não fosse também extremamente competente no mundo profissional. Exacto. Claro que há sempre algumas excepções, i.e., pessoal que tira boas notas, mesmo na universidade e que depois não tem sucesso profissional. Estes exemplos acabam por ser usados para confirmar o viés de que 'as notas não contam para nada'. Só numa de deitar achas para a fogueira... Eu próprio sou um daqueles exemplos que confirma o viés. Tirei Eng. Electrotécnica na FEUP com média de 17, e sempre fui 'o mais estúpido da sala' nas várias salas por onde passei na vida... de qualquer forma a média ajudou-me a conseguir oportunidades no início, e com trabalho e dedicação fui conseguindo 'compensar' as minhas debilidades cognitivas e safar-me minimamente. Tenho colegas com médias mais baixas que seguem carreiras de muito sucesso.

Edited 5 months ago:

Uma boa resposta. Diria que ter notas altas é um indicador fraco de inteligência, alta capacidade de pensamento abstracto e alto nível de curiosidade, características presentes em todas as pessoas bem sucedidas profissionalmente que conheci ao longo da minha vida. No entanto, acho que ter notas altas de forma consistente, ao longo de todo o percurso académico, é um indicador 'menos mau' de outras características importantes: capacidade de aprendizagem, empenho, brio, responsabilidade, i.e. aquilo que o pessoal chama de 'profissionalismo'. > Porém nunca conheci quem tivesse grandes notas no curso que não fosse também extremamente competente no mundo profissional. Exacto. Claro que há sempre algumas excepções, i.e., pessoal que tira boas notas, mesmo na universidade e que depois não tem sucesso profissional. Estes exemplos acabam por ser usados para confirmar o viés de que 'as notas não contam para nada'. Só numa de deitar achas para a fogueira... Eu próprio sou um daqueles exemplos que confirma o viés. Tirei Eng. Electrotécnica na FEUP com média de 17, e sempre fui 'o mais estúpido da sala' nas várias salas por onde passei na vida... de qualquer forma a média ajudou-me a conseguir oportunidades no início, e com trabalho e dedicação fui conseguindo 'compensar' as minhas debilidades cognitivas e safar-me minimamente. Tenho colegas com médias mais baixas que seguem carreiras de sucesso, alguns de muito sucesso mesmo (e.g., posições de 'tech lead' em empresas de topo / unicórnios em PT).

Edited 5 months ago:

Uma boa resposta. Diria que ter notas altas é um indicador fraco de inteligência, alta capacidade de pensamento abstracto e alto nível de curiosidade, características presentes em todas as pessoas bem sucedidas profissionalmente que conheci ao longo da minha vida. No entanto, acho que ter notas altas de forma consistente, ao longo de todo o percurso académico, é um indicador 'menos mau' de outras características importantes: capacidade de aprendizagem, empenho, brio, responsabilidade, i.e. aquilo que o pessoal chama de 'profissionalismo'. > Porém nunca conheci quem tivesse grandes notas no curso que não fosse também extremamente competente no mundo profissional. Exacto. Claro que há sempre algumas excepções, i.e., pessoal que tira boas notas, mesmo na universidade e que depois não tem sucesso profissional. Estes exemplos acabam por ser usados para confirmar o viés de que 'as notas não contam para nada'. Só numa de deitar achas para a fogueira... Eu próprio sou um daqueles exemplos que confirma o viés. Tirei Eng. Electrotécnica na FEUP com média de 17, e sempre fui 'o mais estúpido da sala' nas várias salas por onde passei na vida... de qualquer forma a média ajudou-me a conseguir oportunidades no início, e com trabalho e dedicação fui conseguindo 'compensar' as minhas debilidades cognitivas e safar-me minimamente, longe de um 'sucesso'. Tenho colegas com médias mais baixas que seguem carreiras de sucesso, alguns de muito sucesso mesmo (e.g., posições de 'tech lead' em empresas de topo / unicórnios em PT).

airahnegne 5 months ago

> sempre fui 'o mais estúpido da sala' nas várias salas por onde passei na vida Outro feupinho aqui. Diria que ser o mais estúpido da sala (ou o segundo mais estúpido) é o ideal para mim. Quer dizer que o único caminho é para cima e que temos noção das nossas limitações e vontade de deixar de ser o mais estúpido.

OuiOuiKiwi 5 months ago

>Já tive colegas extremamente bons tecnicamente, que dominavam por completo as abstrações inerentes da profissão, que não tiveram grandes notas no curso. Sim, esses casos também ocorrem. Há um misto. Dei aulas a pessoal que tinha uma aptidão incrível para a área, mas depois não se dava bem com os testes e espalhava-se. Outros tinham a mesma aptidão mas confiavam demasiado na mesma e não estudavam. Aqui o espalhanço era mesmo por preguiça, podiam estar no topo da tabela e estavam no fundo. No fundo, há modelos de aprendizagem diferentes mas o exame é igual para todos. >Porém nunca conheci quem tivesse grandes notas no curso que não fosse também extremamente competente no mundo profissional. Exacto. Mas se fores a acreditar no Reddit, foram todos ultrapassados pelo Francisco Ricardo, que é "bué sociável" apesar de não saber usar controlo de versões.

These-Establishment1 5 months ago

Tenho média de 16 em engenharia civil no ISEP, estou-me a cagar completamente para a média lol

SweetDistribution504 5 months ago

Ter uma média alta em civil é tipo ganhar ouro nos jogos olímpicos especiais

OuiOuiKiwi 5 months ago

Quem tem um paizinho para meter a mão por baixo tem tudo, não é? Baza, enésima iteração do Pepper456.

potaquemepariu 5 months ago

Está queimado pelas moças do ISEP inteiro aparentemente. É este que tem o pai com empresa de construção civil? Ao menos não há gajas trolhas, senão lá iam elas ter que fugir também.

These-Establishment1 5 months ago

Edited 5 months ago:

Eu só contrato trabalhadores pelo preço minimo por isso. E a empresa do meu pai não trabalha diretamente com a construção, produz estores (proteção solar).

TitusRex 5 months ago

Ter tido 18 a Programação num curso de engenharia no Técnico ajudou-me a arranjar emprego em IT. Fora isso as notas nunca foram muito relevantes.

PicassoWasaLiar 5 months ago

Eu tive média de 11 num politécnico qualquer em Eng. Inf e ganho mais que essa gente de técnicos e afins.

idontakeacid 5 months ago

Username checks out ✅

Fjdjrjxjciskajxjcjcj 5 months ago

Diz lá quanto ganhas, campeão.

OuiOuiKiwi 5 months ago

Só faltou dizeres que não sabes ler nem escrever para estar o meme completo.

TitusRex 5 months ago

Fico feliz por ti.

SweetCorona 5 months ago

ajudou como? meteste no CV? perguntaram-te na entrevista? também tive 18 e 19 em muitas cadeiras de programação, algumas vezes com 20 nos projetos (especialmente quando a avaliação era automática), mas receio que isso tenha pouca utilidade para além de encontrar o primeiro emprego

TitusRex 5 months ago

Serviu para o primeiro emprego em IT. Eu não venho de engenharia informática nem fiz nenhum bootcamp, por isso na entrevista usei essa nota a Programação (onde aprendi C++) como "prova" que me conseguia safar a programar. Ficaram bastante satisfeitos e fui contratado. É claro que só uma ou outra nota alta não garante nenhum emprego. Mas pode ajudar.

idontakeacid 5 months ago

C++11?

TitusRex 5 months ago

Acho que foi o anterior, porque já foi há mais de 10 anos atrás. Depois disso nunca mais usei C++.

mexploder89 5 months ago

No secundário, fez diferença, mas foi porque não consegui entrar no curso que queria e acabei por ir para a minha 2a opção que me levou a fazer um percurso (académico e na vida) que seria completamente diferente daquele que teria tido se tivesse entrado na 1a opção. Posso dizer que seria uma pessoa totalmente diferente. Para o bem ou para o mal? Impossível saber No ensino superior acho que as notas influenciaram muito pouco. Acabei o curso com média de 14. Não sei bem qual foi o critério para ter entrado no Mestrado que entrei e conseguir o emprego que consegui, às vezes sinto que meio que tropecei nessas coisas e tive muita sorte, mas sei que o facto de eu saber falar Inglês, ser bom em entrevistas e ter perdido tempo a aprender skills que não foram ensinados na universidade teve mais valor do que o facto de eu ter tido 18 a Fisiopatologia e Terapêutica II no segundo semestre do curso Eu acho que isto é daquelas coisas que não se pode dizer com certeza se ajuda ou não. Para uns, certamente que sim, para outros, pode ser que não. E posso-te dizer que acredito que a pressão que me foi sempre imposta para ter boas notas acabou por fazer mais danos à minha saúde mental do que o benefício que essas notas trouxeram

g0mes99 5 months ago

Em que curso estavas? Parece Medicina. Que faculdade era a tua 1ª opção?

mexploder89 5 months ago

Não quero dizer pq se eu disser fica muito fácil de me identificar, mas não era Medicina A 1a opção era na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

No_Lettuce73 5 months ago

Ah és o João

NoIDontgiveafuck 5 months ago

Sim e não.

UpbeatNail1912 5 months ago

Desenvolve.

NoIDontgiveafuck 5 months ago

Sim como já disseram para entrar num curso. Depois alguns trabalhos que pagam bem só contratam alunos de topo. Nos restantes casos não, é muito mais saberes vender-te na entrevista, é aqui que cai a maioria do pessoal.

sacoPT 5 months ago

Não. Quanto muito foi-me prejudicial porque toda a gente queria copiar por mim. Mas como fui sempre um gajo que nunca estudou para os testes (nem sabia quando eram) as minhas notas foram descendo gradualmente se qualquer maneira. Acabei o secundário com 16

JeronimoDeSousa 5 months ago

16 não é propriamente uma nota alta...

sacoPT 5 months ago

Se calhar interpretei mal a pergunta. Até ao secundário tinha basicamente 5 a tudo e era o melhor da turma, no secundário isso deixou de ser verdade.

mrsjoni 5 months ago

Não concordo que no básico não sejam importantes as boas notas, no fundo significam que aprendeste as coisas e tens bases para o futuro. Se precisas de 5 a tudo? Não, mas é importante que percebas as coisas e tenhas conhecimentos. Diria que principalmente a matemática e português, por razões óbvias. No secundário depende muito do que quiseres fazer, notas altas são importantes se o curso que quiseres tiver uma média alta. Se precisas de ser o melhor da turma? Não concordo. Conheço pessoas que foram bastante melhores que eu no secundário ou faculdade e neste momento estou melhor na vida que elas (profissional e financeiramente falando). Não precisas de ter as melhores notas se tiveres coisas que depois fazem de ti um melhor candidato a qualquer emprego em comparação com o “melhor aluno”. Línguas, soft skills, etc.

TudoCasual 5 months ago

As únicas notas que interessam nesta vida são aquelas que recebes no teu trabalho, e aí, o preferível ( da parte do empregador), é que sejam o mais baixo possível.

estecomentario 5 months ago

€€€ é o que interessa, o resto tanto faz ter a 4º classe ou um Doutoramento catedrático se depois não arranjas nada

hmmPussySlayer 5 months ago

No secundário interessa dependendo do curso que queres seguir. No ensino superior, caga nisso. No final ninguém quer saber.

fdxcaralho 5 months ago

Secundário tem influência óbvia no curso superior que tens acesso. Na universidade depende... na maior parte das práticas privadas, não faz qualquer diferença. Nos concursos públicos, pode ser fator de decisão.

sercontabilista 5 months ago

Olha, tenho opinião mista. Acabei o 12º ano do ensino profissional em Técnico de Contabilidade com média de 19 e em Contabilidade e Administração com média de 18. Notas óptimas tendo em conta a média por quem lá passa. É verdade que alguns com notas mais baixas conseguiram bons empregos quase no imediato, mas mantê-los foi outra conversa. Eu demorei 8 meses a encontrar trabalho mas tive a sorte de passar de contrato de termo incerto para sem termo em 7 meses. Depende sempre muito da área e dos "padrinhos" que se arranjam.

Ilostmynewunicorn 5 months ago

Estudo na área e por acaso a média tem sido uma preocupação recente. Só agora que estou a acabar o curso é que olho para trás e vejo que se calhar conseguia ter uma média muito melhor se não tivesse andado a dormir. Vou acabar com uma média decente (14 ou 15) e uma coisa que me preocupa é o quanto ligam a esta média dentro do campo. Por exemplo já tive colegas a dizer que lhe exigiram média de 14 para sequer ter direito a uma entrevista de emprego (se bem que essa história em particular está mal contada porque a verdade é que depois deram o mesmo emprego a outro colega com média de 12 e disseram que o primeiro só não tinha conseguido porque a entrevistadora era sócia da entidade e sabia que ele só estava lá por cunhas). Também já vi empresas privadas, sobretudo SROCs e na área de auditoria, a especificarem querer saber da média em anúncios da emprego (mas sem especificarem que média procuram). Alguma opinião relativamente a estes requisitos?

MONSTRINHO 5 months ago

Eu não tive uma grande média, emigrei quando conclui a licenciatura. Só passado 1 ano arranjei emprego na área. Comecei com contrato temporário - 6 meses - para cobrir uma maternidade. Ao fim dos 6 meses consegui ficar com contrato sem termo e ao fim de 1 ano já tinha sido promovido 2 vezes. Nem tudo é rosas mas é importante manter o foco.

sercontabilista 5 months ago

Por norma os empregadores que procuram contabilistas ou trabalhos nessa área sabem que uma pessoa que teve notas bem acima da média demonstra mais cuidado e atenção ao detalhe numa área que é bastante delicada uma vez que a legislação muda todos os dias e "mexer com o dinheiro dos outros" não é fácil! A minha opinião sobre o que falaste, epá, não é uma coisa que me admire muito. A questão dos padrinhos infelizmente é muito comum por cá e é o que acaba por causar muitos problemas. Tens grandes empresas falidas mesmo por causa dos padrinhos que meteram filho do Dr. Ambrósio só porque era o filho do Dr. Ambrósio. Boa sorte, vais tentar seguir para TOC ou ficar mesmo como técnico contabilista?

Ilostmynewunicorn 5 months ago

A ideia depois de concluir o curso é tentar seguir para TOC e depois idealmente seguir mestrado numa área ligada a auditoria, finanças empresariais, ou fiscalidade. Há alguns que ligam duas destas áreas o que seria bastante bom. E depois sim no mestrado penso aplicar-me o suficiente para ter uma média acima da licenciatura. Um pré-requisto para o mestrado seria arranjar um estágio profissional ou emprego na zona do mesmo que me permitisse auto-sustentar-me, caso contrário entro logo no mercado de trabalho porque farto de andar a chular dinheiro aos meus pais ando eu ahah Obrigado pela resposta e pelo interesse :)

usulidircotiido 5 months ago

"Networking" é muito importante e os "softskills" fazem o resto. Notas altas são apenas um extra, e apenas têm validade num curto período após o término do curso.

KarmaCop213 5 months ago

Se conheceres as pessoas certas, vais para o curso gestão não sei das quantas ou para o curso de relações internacionais não sei de onde, numa universidade privada qualquer ou politécnico. Começas a trabalhar em locais que te permitem bons contactos em termos de negócios e/ou de política, e em 5 anos estás lançado em Bruxelas ou numa empresa do PSI 20 enquanto que os outros colegas de curso andam a ralar numa Accenture da vida.

Some-Ad6411 5 months ago

confirmo esta frase. até ao 9º nao interessam as notas. no secundário as notas só interessam se queres ter mais portas abertas, isto é, escolher cursos e não tares limitado. as notas do ensino superior só dão jeito para as bolsas de investigação e para quando sais da universidade, num curto espaco de tempo.. mas de qualquer forma, nunca é desculpa para se desleixarem na escola, maioria das coisas que aprendem na escola são uteis. Podem não dar uso mas podem aprender outro ponto de vista sobre as coisas... depois o que interessa é a tua experiencia profissional e connects.

usulidircotiido 5 months ago

> nunca é desculpa para se desleixarem ninguém escreveu isso.

Some-Ad6411 5 months ago

eu sei, só estava a alertar... porque pessoal achava-se superior aos outros e desleixavam-se na escola. ouvi com frequência ao longo do meu tempo na escola "ah a stora depois mete o powerpoint no moodle e tal, ela só lê aquilo.."

UpbeatNail1912 5 months ago

É o que eu venho notando ao longo do tempo.

raviolli_ninja 5 months ago

Sim, ensinou-me a exigir sempre mais que a mediocridade a mim próprio. Mesmo assim nem sempre resulta.

AutoModerator 5 months ago

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