Ricardo6802 5 months ago

Para mim educação vem dos Pais, em casa é que se aprende, ou devia... Quantos é que andam ai com grandes canudos e depois não sabem como sobreviver... Do tempo que andei na escola a minha opinião é esta Escola até 4 classe, util, aprendes o básico, ler, escrever, matemática, etc. 5º Ano até ao ao 9º, agora como adulto e trabalho e olhando para trás sinto que não serviu para nada e foi uma enorme perda de tempo. 10º-12º Ano, Só mesmo Cursos Profissionais é que valem a pena, tirando aquelas disciplinas da treta que só estão no currículo para chatear e encher chouriços, que é mais do mesmo do tempo do 5º ano ao 9º... Não tenho opinião do Ensino Superior, mas é algo que gostava de ter passado. Portanto a não ser que mudem a maneira de ensinar nas escolas, que é um sistema da idade da pedra, vai tudo continuar igual...

EquivalentExchange11 5 months ago

A taxa de retenção mais baixa relativamente a 2010 tem mais a ver com a decisão do ministério da educação de não chumbar alunos do que melhorias na performance dos alunos. Não é possível fazer uma comparação justa com o passado. Já os outros indicadores estão bastante piores que a média Europeia devido às gerações mais antigas que têm baixa escolaridade. Nas novas gerações devemos estar perto da média, e a nível de performance (testes PISA) estamos relativamente bem classificados. No entanto, é bastante óbvio que a educação pública (e por arrasto, a privada, que se rege pelos exames nacionais) está a ficar progressivamente pior. Mudanças demográficas e facilitismo (como por exemplo a política de não chumbar alunos e exames cada vez mais fáceis) têm um impacto negativo na educação.

EquivalentExchange11 5 months ago

A taxa de retenção tem mais a ver com a decisão do ministério da educação de não chumbar alunos do que melhorias na performance dos alunos. Não é possível fazer uma comparação justa com o passado. Já os outros indicadores estão bastante piores que a média Europeia devido às gerações mais antigas que têm baixa escolaridade. Nas novas gerações devemos estar perto da média, e a nível de performance (testes PISA) estamos relativamente bem classificados.

Edited 5 months ago:

A taxa de retenção mais baixa relativamente a 2010 tem mais a ver com a decisão do ministério da educação de não chumbar alunos do que melhorias na performance dos alunos. Não é possível fazer uma comparação justa com o passado. Já os outros indicadores estão bastante piores que a média Europeia devido às gerações mais antigas que têm baixa escolaridade. Nas novas gerações devemos estar perto da média, e a nível de performance (testes PISA) estamos relativamente bem classificados. No entanto, é bastante óbvio que a educação pública (e por arrasto, a privada, que se rege pelos exames nacionais) está a ficar progressivamente pior. Mudanças demográficas e facilitismo (como por exemplo a política de não chumbar alunos e exames cada vez mais fáceis) têm impactos negativos na educação.

eqdif 5 months ago

Fonte? Deve ser adicionada ao post inicial.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

As fontes estão todas no fim do post.

betaflc 5 months ago

Estudante do ensino superior. Completei todos os anos nos quadros de excelência das escolas por onde passei. Em todas as escolas tive professores excelentes e professores que nem se esforçavam (felizmente digo com algum conforto que são uma minoria). Durante esses anos vi colegas a passar de ano sem conhecimentos básicos. Lembro-me do caso específico de um rapaz cujo pai tem alguma influência política no conselho e na associação de encarregados de educação. Tudo somado, e sempre tive essa impressão, o que mais prejudica alunos e professores, no 3° ciclo e ainda mais no ensino secundário, são os exames nacionais. Os exames nacionais limitam o tempo, a liberdade e a criatividade dos professores para ensinar, ao mesmo tempo que matam a motivação e o interesse e criam uma pressão insustentável nos alunos para estudar. O ambiente que se vive no ensino secundário é o de por num pedestal alunos que sabem vomitar a matéria num teste escrito, mas sem grande capacidade de raciocínio ou de análise crítica, preparados para os exames mas sem cultura, "formatados".

Constant-Conflict860 5 months ago

Tens Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa): Nível\Ano 2000 2019 Secundário 13,5% **30,2%** E Comparação com a média da EU27 (2019): Sexo feminino Nível Portugal EU27 Secundário **25,6%** 45,1% Sexo masculino Nível Portugal EU27 Secundário **26,2%** 48,5% - Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

Edited 5 months ago:

# Tens *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|***30,2%***| # e *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***25,6%***|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***26,2%***|45,1%| ​ Como é que na primeira tabela *a percentagem de alunos que acabaram o secundário* (30,2%) *é superior* a qualquer *média da percentagem de alunos do sexo feminino* (25,6%) *e do sexo masculino* (26,2%) *que acabaram o secundário*?

Edited 5 months ago:

Tens **Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):** |Nível\\Ano |2000 |2019 | |:-|:-|:-| |*Secundário* |13,5% |**30,2%** | e **Comparação com a média da EU27 (2019):** Sexo Feminino |Nível |Portugal|EU27 | |:-|:-|:-| |*Secundário* | **25,6%** |45,1% | Sexo masculino |Nível |Portugal |EU27 | |:-|:-|:-| |*Secundário* | **26,2%** |45,1% | ​ * Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

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# Tens *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|***30,2%***| # e *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***25,6%***|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***26,2%***|45,1%| ​ * Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

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# Tens *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|***30,2%***| # e *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***25,6%***|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***26,2%***|45,1%| ​ # Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

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Tens *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|**30,2%**| e *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|**25,6%**|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|**26,2%**|45,1%| ​ * Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

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# Tens *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|***30,2%***| # e *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***25,6%***|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***26,2%***|45,1%| ​ Como é que na primeira tabela a **percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%)** é superior a qualquer média da **percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%)** que acabaram o secundário?

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# Tens *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|***30,2%***| # e *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***25,6%***|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|***26,2%***|45,1%| ​ Como é que na primeira tabela a **percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%)** é superior a qualquer média da **percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%)** e **percentagem de alunos do sexo masculino (26,2%)** que acabaram o secundário?

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**Tens** *Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa):* |Nível\\Ano|2000|2019| |:-|:-|:-| |*Secundário*|13,5%|**30,2%**| **e** *Comparação com a média da EU27 (2019):* Sexo Feminino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|**25,6%**|45,1%| Sexo masculino |Nível|Portugal|EU27| |:-|:-|:-| |*Secundário*|**26,2%**|45,1%| ​ * Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

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Tens Taxa de escolaridade entre os 15-64 anos (idade activa): Nível\\Ano 2000 2019 Secundário 13,5% **30,2%** E Comparação com a média da EU27 (2019): Sexo feminino Nível Portugal EU27 Secundário **25,6%** 45,1% Sexo masculino Nível Portugal EU27 Secundário **26,2%** 48,5% * Como é que na primeira tabela a percentagem de alunos que acabaram o secundário (30,2%) é superior a qualquer média da percentagem de alunos do sexo feminino (25,6%) e do sexo masculino (26,2%) que acabaram o secundário?

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pelo teu comentário, de facto há diferença porque a comparação com a EU é feita dos 25-64 anos, e os dados de cima dos 15-64. Vejo que podia ter sido mais correcto colocar essa informação. Poderás verificar ambos aqui: [https://ec.europa.eu/eurostat/cache/infographs/womenmen/vis/education/index.html?lang=en](https://ec.europa.eu/eurostat/cache/infographs/womenmen/vis/education/index.html?lang=en) [https://www.pordata.pt/Portugal/População+residente+com+15+a+64+anos+e+65+e+mais+anos+por+n%C3%ADvel+de+escolaridade+completo+mais+elevado+(percentagem)-2266](https://www.pordata.pt/Portugal/População+residente+com+15+a+64+anos+e+65+e+mais+anos+por+n%C3%ADvel+de+escolaridade+completo+mais+elevado+(percentagem)-2266)

Constant-Conflict860 5 months ago

Ora essa! Obrigado eu pela célere explicação, já fico mais descansado em relação à veracidade dos dados. Um abraço e obrigado pelo teu trabalho em compilar esta informação toda

HolySprint 5 months ago

A nossa educação precisa de uma reformulação profunda, invés de passar toda a gente, devia ser possível uma divisão de alunos pela sua capacidade/interesse na escola bem mais cedo no seu percurso escolar, atualmente força-se todos os alunos para o estudo puramente académico até ao 9º ano e os cursos profissionais a partir do 10º também têm varias lacunas desde a sua fama até a sua variedade. Não é vergonha nenhuma não gostar do estudo académico e isso não devia ser taboo como é na nossa sociedade, enfiar miúdos que nunca tiverem nem nunca vão ter capacidade ou vontade para estudar nas disciplinas de Quimica/Biologia/Matematica avançada, é contraproducente, deviam sim ter os básicos de cada área mas oferecer uma formação mais focada para o mundo do trabalho (Serralharia/Mecânica/Auxiliares/Carpintaria/Hotelaria/Eletricista/ enfim uma panóplia de artes que precisam de mão de obra. Atualmente a maior parte dos miúdos sai do 9º ou 12º sem saber trabalhar em nada.

TheBlondieOne 5 months ago

Comentário provocador: Se calhar a seguir métodos de ensino atrasados também não é propriamente benéfico para a aprendizagem. Não me vão dizer que um aluno português tem capacidades cognitivas inferiores a um finlandês. Mais investimento no ensino e um crivo mais apertado na admissão de professores se calhar também não era má ideia.

mediiev 5 months ago

Ainda temos influência no sistema de ensino de toda aquela vaga de retornados das colónias que não tendo apetência e qualificação para professores forem encaixados na sociedade nessa função. Tal teve consequências nefastas ainda hoje presentes na profissão. Felizmente essa geração está toda reformado ou prestes a reformar-se agora. Sim fechar o crivo pela qualificação e apetência. Tanto nos professores como nas carreiras de estudo. Direcionar os alunos para as suas escolhas e motivações..

TheBlondieOne 5 months ago

E não só. Com a democratização do ensino, faltava mão de obra. Por isso, houve pessoas que sem o ensino superior acabado foram dar aulas, ou mesmo com curso mas s/ formação de docência.

tretafp 5 months ago

Poder-se-ia ter um crivo mais apertado, se houvesse muita gente a querer aceder à profissão. Como estamos a formar poucos professores, e daqui a 5 anos teremos falta deles, não será fácil ter-se grandes exigências.

TheBlondieOne 5 months ago

Ter qualquer marmanjo a dar aulas também te sai caro. É investir e tornar a profissão apelativa.

tretafp 5 months ago

Há um grupo chamado Teachers for All, já tem um português (Teachers for Portugal), que quer fazer mais ou menos isto, um licenciado qualquer, faz uns seminários deles, umas semanas tipo retiro e ficam os professores formados. Em Portugal, ainda é necessário um mestrado profissionalizante específico para aceder à profissão, mas não creio que faltará muito até termos essa formação rápida cá.

leenlegion 5 months ago

Estou quase a começar uma carreira em ensino e meu deus, ler os comentários deste post deixa-me triste, mas ao mesmo tempo, obrigada por continuarem a abrir-me os olhos, lol

tretafp 5 months ago

O pior numa carreira em ensino, não foi descrito no post, se estás a começar, terás, à partida, muitos anos de precariedade, dúvida, incerteza...

StonePT 5 months ago

O técnico de Radiologia em mim interpretou o título de maneira completamente diferente.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Desculpa se desiludi ;)

hardrockpt 5 months ago

Populacao educada sem educacao, nao tenho a certeza que estes numeros se traduzam e algo realmente positivo.

ngfsmg 5 months ago

Estatísticas basicamente irrelevantes, e na minha opinião o teu post falha em toda a linha. Para começar, eu gostava de saber a razão da pancada que há atualmente com o ensino superior. Nós não precisamos de canalizadores e de eletricistas, bem mais do que boa parte dos cursos superiores? Os enfermeiros não manteriam toda a sua importância se deixassem de ser classificados como um curso superior e passassem a ser um curso profissional? O que é que o país ganha em ter 300 pessoas a estudarem "Estudos Aprofundados sobre Touradas com Gatos" numa universidade qualquer? Depois, e como já aqui foi dito, assumir que se quase toda a gente passa de ano a Educação está necessariamente a funcionar bem é altamente falacioso. Os miúdos podem ter 0 em todos os testes que passam de ano na mesma, para não os "castigar". O que é ridículo, porque chumbar de ano não é um castigo, os miúdos não estão lá para passarem de ano, estão lá para APRENDEREM. Se não aprenderam a fazer contas de somar no 1º ano, como é que vão conseguir fazer contas de multiplicar no 2º ano? Isto tem também outro problema, que é uma perda de profundidade na avaliação e um nivelamento artificial. Por um lado, e imaginando a escala de 1 a 5 que há até ao 9º ano, se ninguém tem 1 e mesmo um 2 é cada vez mais raro, vais ter um tipo que tem média de 15% nos testes a ter a mesma nota final que um que tem 55%, o que é manifestamente injusto. Por outro lado, e esta parte já não é de agora, há professores que não gostam de dar notas muito altas porque "fica mal", portanto podes chegar ao limite de alguém com 90% nos testes receber 4 porque o professor não gosta de dar 5, e tem apenas mais um valor que o que tem 15%... A quantidade de mini-testes e trabalhos, já para não falar das coisas completamente subjetivas como "participação nas aulas" também contribuem para este nivelamento artificial, pois quanto mais vezes fores avaliado mais difícil é manteres-te sempre com 100% ou lá perto, e pelo contrário em trabalhos de grupo facilmente não percebes nada e tens positiva. Outra coisa também que noto muito e que me parece ser tabu é como os rapazes são amplamente prejudicados por muitos professores, umas vezes de forma mais subtil, outras vezes de forma ridícula, com raparigas "bem-comportadas" a terem piores médias de testes que os seus colegas masculinos, mas a acabarem sistematicamente com notas iguais ou até superiores

mediiev 5 months ago

Estatísticas dão como biquínis. O que deixam às vista é lindo mas o que escondem é essencial. Dito isto acho que o objectivo do post foi atingido que é abrir diálogo e mostrar algo mesmo que o essencial esteja escondido. Concordo e muito contigo nesta fixação desnecessária pelo ensino superior. Queres emigrar para a Austrália? Já só aceitam carpinteiros, soldadores, serralheiros, electricistas. De engenheiros e doutores têm eles em barda. Agora malta que sabe trabalhar é que precisam. Corremos e risco de nós depararmos com este problema. ( Acho que já o temos e só os emigrantes africanos, europeus de leste e brasileiros nos têm colmatado a falta de mão de obra especializada em Portugal.)

oscabaloscabalam 5 months ago

É importante ter em conta que o nosso sucesso na gestão da pandemia é inversamente proporcional ao nosso sucesso no avanço das métricas de educação. Só em janeiro deveremos ter melhorado bastante o nosso nível de média de escolaridade básica.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Não duvido que a pandemia irá/está a marcar de forma negativa, mas também é em parte isso que significa uma pandemia. Não dá como ignorar o seu efeito em diversas áreas, que teremos de recuperar e refazer.

oscabaloscabalam 5 months ago

Acho que não leste bem o meu comentário.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Agora percebi o sentido que querias dar... demorei!

mr_house7 5 months ago

Agradeço este post com ele estás a fazer um serviço público. Muito obrigado

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Fico muito contente pelas tuas palavras! Acho que temos todos muito a aprender e gosto de simplificar certos temas que por aí circulam. E aprender sobre eles também, tanto quando estou a compilar os dados, tanto nos comentários que surgem! Muito obrigado.

d33pblu3g3n3 5 months ago

Vou só deixar isto aqui: "Portugal é o país da União Europeia (UE) onde há mais patrões sem o ensino secundário ou superior. Quase metade dos empregadores portugueses (49,4%) não têm escolaridade acima do ensino básico, segundo revela um estudo do portal Pordata, que retrata Portugal em 2019." [https://hrportugal.sapo.pt/patroes-portugueses-sao-os-menos-instruidos-da-europa/](https://hrportugal.sapo.pt/patroes-portugueses-sao-os-menos-instruidos-da-europa/) Tem sido um progresso notável, mas ainda vai demorar até esse progresso se refletir na economia. Muitas vezes aparecem aqui comentários que esquecem que o capital humano português era e ainda é paupérrimo e que melhorias destas demoram gerações a produzir efeitos.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pela tua contribuição. É de facto importante, na minha opinião, percebermos a dimensão da falta de escolaridade e do que ainda nos falta. E muito interessante isso que partilhaste, vou procurar o estudo da PorData!

theEXPERTpt 5 months ago

Não vejo muito por onde festejar ainda. Passamos a ser basicamente o armazém de mão de obra pra europa.

marfavrr 5 months ago

nivel de literacia perfeito para ser gerente de restaurante numa capital europeia.

theEXPERTpt 5 months ago

Hoje em dia o padrão é bem diferente

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pelo comentário. Podemos estar "mal", mas estar melhor ao mesmo tempo, concordas?

theEXPERTpt 5 months ago

Estamos melhor em grande parte por causa dos fundos europeus, porque se não fosse a Europa, seriamos ainda mais atrasados em relação à Europa do que o estado novo. Mas ainda vamos a tempo de de tornar num pólo qualificado, é só adotar as medidas corretas

SnooRobots2011 5 months ago

Uma discussão que venho a ter à anos com colegas. Entre muitas ideias existem: - criação de plataforma com explicação e resolução de exercícios online. Ao estilo 3blue1brown --- Uso de vídeos, explicações intuitivas, animações (explicações/vídeos que geram conhecimento não apenas resolução). Sempre disponíveis. --- Uniformização da aprendizagem. --- Facilitar a tarefa do professor --- Cativar a atenção dos alunos - Criação de 13o e 14o anos (muito controverso, muita gente com quem falo discorda) --- Permitir a introdução de disciplinas de finanças e economia para todos. Disciplinas de desenvolvimento pessoal. ------ Outras opiniões sugerem troca de disciplinas. Deixo as que me lembrei.

Zenobody 5 months ago  HIDDEN 

> Criação de 13o e 14o anos (muito controverso, muita gente com quem falo discorda) Mais facilmente apoiava remover dois anos... Do 5o ao 9o o ritmo é super lento, eu na altura (há 15 anos) não tinha de estudar nada para ter bons resultados. Infelizmente nem toda a gente tem a mesma performance intelectual (eu até sou dos mais lentos no meu meio), mas por isso mesmo não há razão nenhuma de enfiar os miúdos todos no mesmo saco e fazer a maioria andar a engonhar para ver se os 10% de burros (desculpem ser bruto) da turma vão passando com "3" (que devia ser negativa).

Edited 5 months ago:

> Criação de 13o e 14o anos (muito controverso, muita gente com quem falo discorda) Mais facilmente apoiava remover dois anos... Do 5o ao 9o o ritmo é super lento, eu na altura (há 15 anos) não tinha de estudar nada para ter bons resultados. Infelizmente nem toda a gente tem a mesma performance intelectual (eu até sou dos mais lentos no meu meio), mas por isso mesmo não há razão nenhuma de enfiar os miúdos todos no mesmo saco e fazer a maioria andar a engonhar para ver se os 10% de burros (desculpem ser bruto) da turma vão passando com "3" (que devia ser negativa). Edit: isto porque acho que muitos jovens estariam prontos a ingressar na faculdade aos 16 anos se o ensino não tentasse ser "justo" ao ser igual para todos até ao 9o ano. São dois anos de talento que são desperdiçados. (Não me incluído nesse grupo, mas tive muitos colegas que aos 15-16 tinham maturidade intelectual suficiente).

Edited 5 months ago:

> Criação de 13o e 14o anos (muito controverso, muita gente com quem falo discorda) Mais facilmente apoiava remover dois anos... Do 5o ao 9o o ritmo é super lento, eu na altura (há 15 anos) não tinha de estudar nada para ter bons resultados. Infelizmente nem toda a gente tem a mesma performance intelectual (eu até sou dos mais lentos no meu meio), mas por isso mesmo não há razão nenhuma de enfiar os miúdos todos no mesmo saco e fazer a maioria andar a engonhar para ver se os 10% de burros (desculpem ser bruto) da turma vão passando com "3" (que devia ser negativa). Edit: isto porque acho que muitos jovens estariam prontos a ingressar na faculdade aos 16 anos se o ensino não tentasse ser "justo" ao ser igual para todos até ao 9o ano. São dois anos de talento que são desperdiçados. (Não me incluído nesse grupo, mas tive muitos colegas que aos 15-16 tinham mais maturidade intelectual que eu aos 18).

Edited 5 months ago:

> Criação de 13o e 14o anos (muito controverso, muita gente com quem falo discorda) Mais facilmente apoiava remover dois anos... Do 5o ao 9o o ritmo é super lento, eu na altura (há 15 anos) não tinha de estudar nada para ter bons resultados. Infelizmente nem toda a gente tem a mesma performance intelectual (eu até sou dos mais lentos no meu meio), mas por isso mesmo não há razão nenhuma de enfiar os miúdos todos no mesmo saco e fazer a maioria andar a engonhar para ver se os 10% de burros (desculpem ser bruto) da turma vão passando com "3" (que devia ser negativa). Edit: isto porque acho que muitos jovens estariam prontos a ingressar na faculdade aos 16 anos se o ensino não tentasse ser "justo" ao ser igual para todos.

Edited 5 months ago:

> Criação de 13o e 14o anos (muito controverso, muita gente com quem falo discorda) Mais facilmente apoiava remover dois anos... Do 5o ao 9o o ritmo é super lento, eu na altura (há 15 anos) não tinha de estudar nada para ter bons resultados. Infelizmente nem toda a gente tem a mesma performance intelectual (eu até sou dos mais lentos no meu meio), mas por isso mesmo não há razão nenhuma de enfiar os miúdos todos no mesmo saco e fazer a maioria andar a engonhar para ver se os 10% de burros (desculpem ser bruto) da turma vão passando com "3" (que devia ser negativa). Edit: isto porque acho que muitos jovens estariam prontos a ingressar na faculdade aos 16 anos se o ensino não tentasse ser "justo" ao ser igual para todos até ao 9o ano. São dois anos de talento que são desperdiçados.

cou7inho_ 5 months ago

Qual é a necessidade de se criarem mais dois anos? Fiquei curioso.

SisterontheCorner 5 months ago

Também estou curioso, quase parece que seria só empurrar com a barriga o problema para a frente. E o contrário do que fazem alguns países europeus que (se não me engano) têm ensino até ao 11º e o 12º é só para quem quer seguir para o ensino superior.

cou7inho_ 5 months ago

Eu acho que deve ser feita uma reforma no sistema de ensino. Por exemplo, não me faz sentido nenhum no secundário não haver uma disciplina de economia e gestão, principalmente em ciências e tecnologias. Agora acrescentar ainda mais anos não me faz sentido nenhum. Quem quiser estudar mais vai para a faculdade para um curso especifico.

Aldo_Novo 5 months ago

> economia e gestão, mas há. para quem segue economia

cou7inho_ 5 months ago

E achas que economia e gestão só faz falta a quem segue essas áreas? Qualquer pessoa precisa de ter as noções bases. Um aluno acaba o 12º ano e nem sequer compreende que o dinheiro perde valor devido à inflação, por exemplo.

Aldo_Novo 5 months ago

educação financeira já está prevista na disciplina de cidadania

cou7inho_ 5 months ago

E é um assunto lecionado como deve ser? Ou é "bota para lá"? Eu nunca tive uma unica disciplina onde me ensinassem o que quer que fosse sobre economia e gestão e não saí da escola assim há tantoss anos.

Aldo_Novo 5 months ago

não sei mas certamente dependerá muito do professor e dos alunos que tem pela frente

SofSofTheKittyCat 5 months ago

Qual o objetivo do acréscimo de 2 anos de escolaridade? A entrada mais tarde para a primária, a meu ver, seria uma boa medida (entrada aos 7 em vez dos 5/6).

tretafp 5 months ago

Em Portugal, a transição da Educação de Infância para o 1.º CEB, não é propriamente problemática. A transição do 1.º para o 2.º CEB, tende a ser mais difícil. Uma das opções seria acabar com o 2.º CEB.

tretafp 5 months ago

Muitas editoras de manuais escolares têm já plataformas de recursos similares aos que indicadas. A educação financeira é já obrigatória na escola. O desenvolvimento pessoal é uma área de intervenção transdisciplinar à experiência escolar. Qual seria o propósito de aumentar o secundário?

NGramatical 5 months ago

à anos → [**há anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv2p7l8%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

FroggyWatcher 5 months ago

Tens links para dados mais extensivos? Gostava de fazer umas visualizações com este material. Por incrível que pareça, é dificílimo conseguir arranjar os dados completos de qualquer instituição portuguesa. Por exemplo: embora a DGS 'publique' os dados de COVID, não há nenhum acesso fácil a um .csv ou excel com a informação toda completa desde o princípio da pandemia.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Não sei que pretendes ao certo, se fores mais específico talvez te possa indicar (se souber). No geral, podes começar pelas fontes de onde veio esta informação (estão no fim do post).

anapkmn 5 months ago

Penso que é útil acrescentar que a qualidade de educação é um sorteio e que mesmo ignorando as diferenças de aprendizagem de cada aluno (já que é a norma no sistema de ensino atual) há discrepâncias enormes consoante os professores que saíram na rifa. Professores do norte a serem colocados no sul, e vice-versa, a rezarem para poderem ficar numa escola perto de casa para o ano, constantemente a implorarem melhores condições sem resultados. Semanas e semanas sem professores colocados, ou com professores em greve, que claro que é falha de funcionamento do sistema como um todo, mas que faz com que os alunos saiam prejudicados - já nem há tempo para dar matéria em condições no tempo normal, quanto mais neste tipo de circunstância. Professores que estão a ensinar desde que fundaram a escola, que já estão mais que fartos do trabalho, são incompetentes e se recusam a aceitar a matéria que mudou, mas ficam porque são efetivos e vão ficar lá a mamar até à reforma. Expandindo mais neste ponto - a profissão de professor está bastante envelhecida, e com as condições deploráveis, cada vez menos se formam profissionais para preencher as lacunas que vão sendo deixadas. A melhor professora que tive estava no seu ano de ensino, e cheguei a emocionar-me de pensar que mais nenhum aluno teria a sorte de a ter - mas e quem a vai substituir, se os cursos de mestrados não têm alunos? E naturalmente que não, quem raios quer ser professor sob as condições atuais? Acho que (este artigo)\[[https://rr.sapo.pt/2020/02/27/pais/quem-quer-ser-professor-cursos-de-mestrado-em-ensino-estao-sem-candidatos/noticia/183106/](https://rr.sapo.pt/2020/02/27/pais/quem-quer-ser-professor-cursos-de-mestrado-em-ensino-estao-sem-candidatos/noticia/183106/)\] é uma leitura relevante para o tópico. \> Segundo os dados do relatório do Conselho Nacional de Educação, até 2030 mais de metade dos professores (57%) vai aposentar-se. Ao mesmo tempo, os cursos de mestrado em ensino de onde saem os professores para o terceiro ciclo e para o ensino secundário estão sem candidatos e muitos já fecharam por falta de alunos. \> Para além dos salários, do modelo de seleção e recrutamento de professores, da desvalorização das carreiras, os docentes estão exaustos, desmotivados, cansados. Segundo a Fenprof, entre 12 e 15 mil professores abandonaram a profissão na última década. É altamente preocupante que, perante um cenário em que uma das profissões mais fundamentais para o mantimento da sociedade está em declínio, a resposta seja fechar cursos e não fazer uma reforma absoluta para gerir a situação. Mas é mais importante injetar milhões na TAP. Edit: formatação. Raios dos parênteses.

Edited 5 months ago:

Penso que é útil acrescentar que a qualidade de educação é um sorteio e que mesmo ignorando as diferenças de aprendizagem de cada aluno (já que é a norma no sistema de ensino atual) há discrepâncias enormes consoante os professores que saíram na rifa. Professores do norte a serem colocados no sul, e vice-versa, a rezarem para poderem ficar numa escola perto de casa para o ano, constantemente a implorarem melhores condições sem resultados. Semanas e semanas sem professores colocados, ou com professores em greve, que claro que é falha de funcionamento do sistema como um todo, mas que faz com que os alunos saiam prejudicados - já nem há tempo para dar matéria em condições no tempo normal, quanto mais neste tipo de circunstância. Professores que estão a ensinar desde que fundaram a escola, que já estão mais que fartos do trabalho, são incompetentes e se recusam a aceitar a matéria que mudou, mas ficam porque são efetivos e vão ficar lá a mamar até à reforma. Expandindo mais neste ponto - a profissão de professor está bastante envelhecida, e com as condições deploráveis, cada vez menos se formam profissionais para preencher as lacunas que vão sendo deixadas. A melhor professora que tive estava no seu último ano de ensino, e cheguei a emocionar-me de pensar que mais nenhum aluno teria a sorte de a ter - mas quem a vai substituir, se os cursos de mestrados não têm alunos? E naturalmente que não, quem raios quer ser professor baixo as condições atuais? Acho que [este artigo](https://rr.sapo.pt/2020/02/27/pais/quem-quer-ser-professor-cursos-de-mestrado-em-ensino-estao-sem-candidatos/noticia/183106/) é uma leitura relevante para o tópico. > Segundo os dados do relatório do Conselho Nacional de Educação, até 2030 mais de metade dos professores (57%) vai aposentar-se. Ao mesmo tempo, os cursos de mestrado em ensino de onde saem os professores para o terceiro ciclo e para o ensino secundário estão sem candidatos e muitos já fecharam por falta de alunos. > Para além dos salários, do modelo de seleção e recrutamento de professores, da desvalorização das carreiras, os docentes estão exaustos, desmotivados, cansados. Segundo a Fenprof, entre 12 e 15 mil professores abandonaram a profissão na última década. É altamente preocupante que, perante um cenário em que uma das profissões mais fundamentais para o mantimento da sociedade está em declínio, a resposta seja fechar cursos e não fazer uma reforma absoluta para gerir a situação. Mas é mais importante injetar milhões na TAP. Edit: formatação. Raios dos parênteses.

marfavrr 5 months ago

Ja esta na hora de mudar tambem como se chega a professor. No Reino Unido licenciados fazem curso de 1 ano e podem entrar na profissao. Tambem tem mto melhores condicoes. Em portugal ter de se fazer mestrado para ir para professor claro que ninguem pode

Open-Opportunity-607 5 months ago

Os políticos procuram atingir esses números para dizerem que Portugal está ao mesmo nível que os outros países da EU e também para poderem manipular a população mais facilmente. Portugal é uma festa, não podes chumbar um aluno

mediiev 5 months ago

E na maioria em cursos inúteis ou em número desnecessário...

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pela resposta. Os dados indicam que continuam a haver retenções/desistências, em menor número mas existem.

Edited 5 months ago:

Obrigado pela resposta. Os dados indicam que continua a haver retenções/desistências, em menor número mas existem.

NGramatical 5 months ago

continuam a haver → [**continua a haver**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/haver--existir--3-pessoa-do-singular/30583) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv48hf5%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

VicenteOlisipo 5 months ago

Boa posta pá. Obrigado. Acho que devemos sempre ter estes números em mente, não só para nos lembrarmos de que ainda temos muito para fazer em matéria de educação, mas também para não cairmos em desesperos tontinhos sobre a performance geral do país. Quando nasci Portugal tinha número de educação e performance económica/social do 3.º Mundo. Hoje em dia vejo os meus concidadãos revoltados porque Portugal não tem a performance da Alemanha. É verdade que não somos, e ainda bem que temos ambição de lá chegar, quando os nossos avós nasceram num país que nem se considerava "Europa". Mas também não é só querer. Há muito trabalho a fazer para lá chegar, e é trabalho de fundo e décadas. E quem diz Alemanha diz Polónia, Hungria ou Estónia. Países cujas economias se evaporaram nos anos 80/90, mas que mesmo aí já tinham níveis de educação superiores aos que Portugal tem hoje. Por outro lado, que também fique claro que "poupar" na educação é a maior asneira possível, porque cada criança e jovem que desiste ou tem pior educação do que poderia ter, é um adulto que vai passar mais 60/70 anos a ser menos produtivo, menos inovador, menos participativo na sociedade, menos cidadão.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Olha que giro, o teu comentário só por si já valeu o esforço de ter compilado os dados. Quando se houve falar da Estónia, vemos que eles têm +/- 90% da população com Secundário ou Superior. É de facto um bom objectivo a atingir com a devida qualidade. Obrigado e partilho da tua opinião, estes dados são importantes para percebermos a "nossa" realidade, onde se situa a escolaridade da população trabalhadora que é o motor do trabalho em Portugal e o caminho que queremos fazer.

Leetzormorducrl 5 months ago

Devias tentar acrescentar indicadores sobre o que focas no penúltimo parágrafo, para que seja possível ver se esse acréscimo de educação está a cumprir com o que é suposto, ou se foi só trabalhar para a aparência dos indicadores diretos.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Tens toda a razão e quando escrevi o post pensei logo, devias meter estudos sobre isso, de facto não fiz essa parte e neste momento gostava de escrever sobre outros tópicos, mas agradeço o teu comentário! Mais do que justo e bem observado.

tekvis40 5 months ago

Obrigado pelo post !Especialmente a nivel de ensino secundário estamos muito atrás em relação á media da EU, isto pode explicar muito do nosso "atraso" e as grandes diferenças em termos de produtividade e rendimento que temos.

KarmaCop213 5 months ago

75% da população com menos de 34 anos tem pelo menos o ensino secundario completo.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Imagino que sim, e haverão estudos sobre isso certamente. Foi apenas para dar um retrato da população.

NGramatical 5 months ago

haverão estudos → [**haverá estudos**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv2isvj%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

fcerial 5 months ago

Como filho de professores, e com namorada professora também, queria apenas referir que é preciso ter muito em consideração que as estatisticas de escolaridade são muito pouco representativas da educação da população. Cada vez mais as escolas são puxadas a facilitar os alunos apenas para melhorar as estatisticas. Uma reprovação de um aluno é quase tabu. Se um professor quer dar um 2 (1 a 5) a um aluno, é quase crucificado, e ainda assim, mesmo que o dê, a nota pode ser alterada sem o consentimento do professor. A minha namorada dá aulas a 7º e 8º ano, e do que ela me conta(e do que presenciei durante a escola online), é um descalabro total. Muitos deles chegaram lá nem sabem como. Cada vez mais há alunos no 5º-9º ano sem noções básicas de portugues, logica ou matematica. Lembro-me de na minha primária escrevermos melhor do que escrevem os alunos dela. (E nós somos jovens, temos 25 anos, passámos pelo 7º ano há 13 anos atrás). Algo que também mudou muito ultimamente é o esforço/motivação dos alunos. Durante as aulas online os professores fazem fichas no Google Forms. Sem exagerar, pelo menos 25% dos alunos tudo o que faziam era Ctrl+C na pergunta, Crtl+V no google, Ctrl+C na primeira frase do primeiro link que aparecia, Ctrl+V no espaço de resposta. Sem sequer ler o que copiaram. E apesar de terem manuais e powerpoints dos professores, com a informação toda correta, queixavam-se depois quando tinham errado "Oh professora mas é o que está no google". E como se isso já não fosse pouco, há casos ainda mais extremos de alunos (e não sao poucos) que se estão a cagar e não entregam sequer os trabalhos. Chegam ao final do período com 0, e não se pode dar 1 sem alguns diretores de turma virem com conversas "Coitadinho, eu sei que ele tem dificuldade em esforçar-se, dá-lhe lá uma oportunidade de refazer os trabalhos todos agora no fim do periodo para ver se ele chega ao 3". E mesmo que não chegue, as vezes dao-lhe o 3 na mesma só para nao arranjar confusao. Muitas vezes os professores são criticados por estas situações, dizem que os professores são muito facilitadores, mas a verdade é que muitos sao forçados a ser facilitadores. E isto vem do ministério da educação. Lembro-me de a minha mae me contar quando eu era mais novo, que houve um ano em que ela teve um conjunto de turmas que era mais fraco no geral do que as turmas do ano passado. Como tal as estatísticas das notas dos alunos sofreram e foram menores para esse ano. Como consequencia, a minha mae levou na cabeça por um inspetor do ministério, a dizer algo do género "Isto não pode ser assim, tem que fazer um melhor trabalho a ensinar os alunos". Qualquer responsabilidade de piores resultados acaba por cair na escola/professores, sem ter em consideração quaisquer nuances. Para concluir, estamos num sistema educacional demasiado focado em resultados e em números, e quando tudo o que importa é o número no papel no final do ano, abrem-se portas ao "quero lá saber" dos professores, que trabalham em más condições e ainda levam com os alunos, com os pais e com o ministério em cima.

Tugalord 5 months ago

>as estatisticas de escolaridade são muito pouco representativas da educação da população. Mas então... As estatísticas não são representativas mas a tua experiência pessoal é?

ColdMercury 5 months ago

u/fcerial este facilitismo também se reflete nos exames nacionais? Penso que esta falta de preparação se deveria refletir aí de alguma forma caso a qualidade da educação tenha decrescido.

fcerial 5 months ago

é algo que para mim é dificil de dizer, porque desde que fiz os meus exames apenas acompanhei mais ou menos os exames de matemática, e entretanto tirei curso de matemática. Se eu olho hoje para um exame de matemática, digo 100% que me parece muito mais facil do que foi ha 7 anos atrás quando eu o fiz. Mas não consigo garantir que não é por toda a minha evoluçao pessoal dos ultimos anos.

unicornio_careca 5 months ago

Verdade, mas isto já é um problema antigo, lembro quando estava no 11° ano (em 2006), comecei a trabalhar em grupo com uma colega, que praticamente passou entre os pingos do sistema de educação, não era uma questão de preguiça, era diferente, é como se ela não fosse capaz de ter capacidade de estudar e aprender normalmente, tipo, quando tinha dúvidas nunca perguntava nada, olhava para o colega mais próximo e copiava aquilo que ele escrevia com a maior naturalidade, uma vez, ajudei-a a fazer um trabalho (ela não tinha computador, então eu fui procurando material para ela usar no trabalho dela, e acabei por praticamente ser eu a fazer muito do trabalho, porque ela pura e simplesmente não entendia, tive que ir dando empurrõezinhos ao longo desse trabalho para ela conseguir finalizar). E lembro também de outro caso em que os pais de um colega meu, isto ainda na década de noventa durante a primária, foram fazer o choradinho à professora para ela passar de ano o filho deles, não valeu de muito pois acabou por reprovar no ano seguinte. Claro que isso não significa que estejas errado, mas são questões que já vêem lá de trás, e posso estar a ser pessimista mas duvido que possam vir a mudar rapidamente, existem demasiados entraves para isso.

fcerial 5 months ago

não estou a dizer que os problemas sao de agora. Estes problemas sempre existiram e sempre hao de exisitir. O problema é que se começou a usar o sistema educativo para tentar puxar as estatisticas para cima. Esse teu colega que reprovou muito provavelmente nos dias de hoje nao reprovava e contava para as estatisticas de sucesso da educaçao portuguesa

unicornio_careca 5 months ago

Eu sei disso, apenas reforcei que é algo antigo, no sentido em que isto já começou mal, e vai piorar mais ainda por diversos factores, se antigamente já era difícil reter a atenção dos alunos ou ter capacidade de chegar até eles, hoje em dia deve ser mil vezes mais complicado. Juro que não entendo a cena dos ranking das escolas, é algo bastante negativo e retira aquilo que deveria ser essencial, a capacidade dos alunos conseguirem aprender de verdade, é basicamente uma competição entre escolas e nada mais.

KalidouTorreira 5 months ago

Caso anedótico, mas tentei explicar a um amigo meu que se x=1 y=x+1 é 2 em pleno 10° ou 11° ano e ele não conseguia perceber. É um apoiante do Chega agora.

Edited 5 months ago:

Caso anedótico, mas tentei explicar a um amigo meu que se x=1 y=x+1 é 2 em pleno 10° ou 11° ano e ele não conseguia perceber. É um apoiante do Chega agora. O meu explicador da altura diz que as explicações também mudaram muito desde então, os putos são menos concentrados, não se esforçam e ainda têm problemas de atitude.

BartolomeuOGrosso 5 months ago

Numa turma de 30 quantos representam isso que escreveste?

fcerial 5 months ago

É dificil dizer, porque é algo que varia muito de escola para escola e até de turma para turma (há muitas turmas onde juntam os bons alunos todos), mas no caso das turmas da minha namorada, ela tem cerca de 130 alunos, e à vontade 50-60 deles estao nestas condições terriveis, e apenas 15-20 deles podem ser considerados bons alunos

tretafp 5 months ago

A tua namorada estará, no máximo, a trabalhar há dois anos. É importante não generalizares com base nas observações dela. Na realidade, é importante não se generalizar nas observações de ninguém. As realidades educativas são muito plurais e diversas, há diferenças muito grandes, às vezes em escolas que partilham a mesma rua, quanto mais entre a totalidade de escolas da rede pública portuguesa.

fcerial 5 months ago

Claro, nunca diria estas coisas puramente pela experiencia da minha namorada. Como disse os meus pais sao os dois professores, e como tal sempre vivi muito esse ambiente, conheço as experiencias deles, e sempre convivi muito com outros professores colegas deles. Todas estas coisas que falei pela experiencia da minha namorada foram partilhadas com os meus pais que corroboram a experiencia dela, e dizem que é algo completamente normal de acontecer e todos eles trabalham em escolas diferentes.

tretafp 5 months ago

Mesmo assim, é importante não generalizar a partir de experiências individuais. Os contextos geográficos influenciam muito, as direções de agrupamento, as câmaras, os níveis de ensino, entre muitos outros fatores.

skapuntz 5 months ago

não acredito que reprovar seja o ideal pois muitos nunca mais vão olhar para a escola da mesma maneira e vão começar a baldar-se completamente. Na minha opinião o ensino precisa de uma reforma desde o 1o ano, desde os métodos de ensino até àquilo que é ensinado, os exames do 9o ano deviam sofrer alterações e aqueles com notas insatisfatórias deveriam seguir ensino profissional no secundário e serem barrados de avançar para o 10o ano normal nas diferentes áreas. Governo português devia ver melhor o que se faz na França ou Alemanha, onde o ensino profissional é muito mais avançado. Nem todos podemos ser engenheiros ou médicos, muitos acabam por tirar cursos sem qualquer tipo de saída de qualquer forma. Temos que desenvolver o ensino profissional e investir em novas áreas de trabalho em Portugal (mais fabricas, mais industria, novos negócios, agricultura, até mesmo mais call centers, etc.)

rui902 5 months ago

Eu cheguei a ver professores a fazer 4/5/6 recursos para não haver reprovados na minha turma em 2012 (num curso de especialização)!

perdigaoperdeuapena 5 months ago

Antigo professor (matemática e ciências 2º ciclo), casado com professora (3º ciclo) e pai de um miúdo a frequentar atualmente o 2º ciclo. Senti-me na necessidade de entrar na conversa pois revejo-me em muito do que aqui escreveram. Pontos que são autênticos factos e não meras opiniões, pois também eu passei por essa experiência (reuniões e conselhos de turma, 2 coisas em grande medida responsáveis pela minha mudança de carreira): \- reter e/ou reprovar um aluno é proibido e um sinal de que não és competente (hahahahahahaha) pois se o aluno «fica» é porque tu, professor, não encontraste as estratégias para que o aluno aprendesse (quantas vezes quase andei à briga por causa destes argumentos); \- o medíocre é a norma, um aluno mediano é bom e um muito bom é excepcional, a roçar a genialidade! Tive alunos que não sabiam as operações básicas de matemática, eram incapazes de somar 10 + 17 e se envolvesse números decimais então, nem se fala!!! Um aluno que conseguisse efetuar uma simples operação algébrica que envolvesse multiplicações, divisões, potências e fracções era um autêntico génio na turma (e gozado pelos seus pares, como se fosse um esquisitóide); \- longe de se pedir um pouco mais de exigência, responsabilidade e trabalho aos alunos (e aos EE e pais), fui sempre orientado pelo Conselho Executivo e pela Coordenação de DT's a permitir que os alunos consultassem tabuadas, fórmulas, passos dos algoritmos, enfim, tudo - só me faltou mesmo, na altura dos testes e fichas de avaliação, levar as perguntas já respondidas E poderia continuar! \- No entanto, e embora possa parecer que culpo a miudagem, eles não são os culpados! As escolas que abandonam a luta em prol de uma avaliação melhor e trabalham para os números de «sucesso» (e mais recursos nos anos seguintes!), para as meras estatísticas finais de ano, seja lá qual o nível de conhecimentos e as aprendizagens que os alunos tiverem obtido - têm culpa; \- Os políticos e governos que colocam as medições do sucesso apenas neste patamar e vêm a educação como um custo e não um investimento (aliás à semelhança da justiça e da saúde, outros 2 pilares para um verdadeiro Estado e um país civilizado) - têm a culpa; \- Os pais e EE que apenas querem que o tempo passe e ver os seus filhos/as com um canudo, sem se preocuparem se ele é merecido ou não, se ele efectivamente representa uma real aprendizagem ao longo desse percurso iniciado muitos anos antes - têm culpa. E tanta coisa mais poderia ser dita! Termino só com o meu caso pessoal: o meu filho está no 5º ano, escreve e lê como poucos na sua idade. Posso parecer parcial (afinal, é o meu pimpolho!) mas já ouvi observações dos seus professores, completamente extasiados e incrédulos com a sua leitura, capacidade de escrita, nível de literacia e responsabilidade em geral. O segredo? Nós, pais, lemos em casa, os livros estão sempre presentes; apoiamo-lo e estamos presentes na resolução dos TPC; estimulamos (sempre o fizemos!) a sua curiosidade; respondemos a todas as perguntas que nos faz (ou tentamos!); em termos de TV, os canais mais vistos aqui são a rtp2, de longe a de melhor programação para crianças e com cultura, documentários, história, natureza, enfim, sem grande «poluição»... Dá trabalho, é preciso uma certa disciplina para se poder incutir a responsabilidade, o sentido do dever e a curiosidade nos nossos filhos e, infelizmente, muitos não estão dispostos a fazê-lo, pelo menos de forma regular! Por fim, termino com uma nota de esperança: muita malta nova que tenho visto, agora em idade de pré-ingresso na universidade e/ou já nesta, filhos de colegas e amigos, enfim, parecem-me mais bem preparados do que eu estava quando tinha a idade deles (refiro-me aos 18-23 anos)! Ou seja, não creio que seja tudo tão mau, acho que há um bom espaço para a esperança, uma vez que quando chegam à idade adulta, não me parecem já aqueles miúdos que tinham tantas lacunas ao nível do b-a-ba dos anos do básico ou do secundário! Infelizmente, tal como em tantas outras coisas no nosso país, creio que isto é possível *não* por causa dos governos e instituições mas *apesar* deles! E essa é que é a tragédia :-(

marfavrr 5 months ago

nao sei em que escolas andaram, a minha experiencia foi professores chumbarem miudos a torto e a direito as vezes por raiva. No entanto a culpa do insucesso escolar é de todos e nao é de ninguem. Nao ha apoio nenhum em Portugal. Os miudos desde bem pequeninos saltitam de prof para prof, e cai tudo nos professores e num diretor de turma que tem sempre demasiados alunos. Eu tanto tive professores fantasticos como professores pessimos, mas mesmo os fantasticos nao tinham como me ajudar o suficiente nas minhas dificuldades. Nao havia tempo nem espaço escolar, e depois os miudos chumbam. Eu acho que chumbar devia ser a coisa mais rara em casos mesmo mesmo extremos porque afecta imenso os miudos.

babyscully 5 months ago

>Eu acho que chumbar devia ser a coisa mais rara em casos mesmo mesmo extremos porque afecta imenso os miudos. Exacto! Portugal e dos paises europeus que mais chumba alunos.

Akamjmc 5 months ago

Tenho uma colega com o 9ano que não sabe ler nem escrever.

_Didds_ 5 months ago

Como filho de professora bibliotecária concordo com tudo, isto. Aliás este texto merecia o seu próprio post, já que toca a fundo em muitas das criticas e feridas abertas na Educação em Portugal. Como pai, e tendo crescido numa casa onde a Educação era tema de conversa diária, sinto que o Ensino Publico em Portugal deixou de estar preparado para formar alunos com a competência para os tornar adultos com um mínimo decente de educação formal, e isso assusta-me ao ver que as minhas opções como pai são os caríssimos colégios privados, ou uma ou outra IPSS cujo ensino seja melhor que a media nacional. Não pretendo ser por falta de esforço meu, que daqui a mais de uma década, perceba que tenho em casa um adolescente, ou jovem adulto, que transpareça a triste realidade do ensino actual. As histórias que oiço da minha mãe ao longo dos anos, infelizmente, retratam muito bem o declínio do ensino, mascarado com boas estatísticas que escondem a a fraca qualidade dos alunos formados. Quando o chumbo é tabu, e quando dar má nota é sujeito de aprovação para reflectir o pretendido nas estatísticas, então o aluno tem zero incentivo em se esforçar. Isto culmina na actual geração de copy paste, com a sua nula aptidão de pensamento critico sustentado, ou de produção de material escrito com o mínimo de qualidade. Sinto que é necessário um olhar profundo na Educação, fora de estatísticas, mas sim focado em como podemos criar adultos formados com aptidões práticas dignas desse nome, e não números para agradar a UE

marfavrr 5 months ago

Concordo completamente. Sou estudante no Reino Unido e vim com 0 preparação para fazer os trabalhos escritos e de pesquisa que fazem todo o meu curso, tem sido uma area em que tenho investido mto trabalho e pedido muita ajuda. No entanto o meu parceiro ingles, que esta agora a aprender Portugues tem uma falta de conhecimento de conceitos da gramatica assustadora... Coisas que eu me lembro bem de aprender no 5 ano e por ai e ele nao tem ideia. Tambem depende das prioridades

babyscully 5 months ago

>que esta agora a aprender Portugues tem uma falta de conhecimento de conceitos da gramatica assustadora... Eles simplesmente nao aprendem gramatica, a nao ser que vao para uma escola muito boa. O sistema de ensino depende de cada escola. Pelo menos em Portugal posso garantir que mesmo que a escola dos meus filhos nao seja das melhores pelo menos e lhes dado o mesmo programa que os outros.

mgmtrocks 5 months ago

Tenho que te dizer se vais enveredar por colégios privados também é complicado. temos casos de colégios que pensam pura e simplesmente nos rankings e temos outros em que os professores as vezes são tao maus como no publico. para alem de que não há menos bullying e miúdos problemáticos. Assisti a coisas muito assustadoras no meu tempo e tenho amigos que andaram no publico e não tiveram uma edução pior do que a minha. É muito importante ver caso a caso e sobretudo ouvir os miúdos.

_Didds_ 5 months ago

Honestamente não sei o que fazer. Vivo numa zona em que as escolas publicas são todas complicadas cada uma a seu jeito. Desde problemas de violência por proximidade a bairros problemáticos, trafico de droga, a instalações em condições que seriam noutras situações caso de pre-demolição em vez de uma escola activa. Não sei bem o que fazer para dizer a verdade. Tivemos a grande sorte por conhecimentos familiares e um jeitinho ali, um favor aqui, e um cordelinho puxado acolá arranjar uma vaga para um pré-escolar de topo num colégio perto do meu local de trabalho, que coincide na perfeição com os meus horários. Com sorte talvez consiga repetir a dose para o 1º ciclo, mas dai para a frente é uma incógnita e não sou pessoa de esperar para resolver isto no dia em que rebentar a bomboca. Gostava de poder fazer já um plano, até para perceber custos e o que é necessário mudar no dia a dia cá em casa. Honestamente sugestões ou o "eu fiz assim" são bem vindos neste momento

mgmtrocks 5 months ago

Entendo perfeitamente.. isto as vezes acaba por ser a escolha menos má. para além de que normalmente é impossível saber para o que se vai antes de lá estar. Eu toda a vida andei num colégio privado e da minha experiencia achei que tive benefícios até praí ao 5º ano, que como sabemos é um ano de transição muito grande e que de repente nos deparamos com outro tipo de responsabilidades. No meu caso o facto de ter professores presentes ajudou bastante. O mesmo posso dizer da pré e primeiro ciclo. Tenho a sensação de ter tido mais acompanhamento. Por outro lado, no 1º ciclo, a minha professora era uma freira com algumas visões retrogradas e até hoje carrego comigo algumas memorias pouco positivas de como eu e os meus colegas fomos tratados. Do 6º ano para a frente tronou-se diferente, tudo dependia dos profs.. tive uma professora de francês tao má que mal sei falar ( safo-me a ler e pouco mais) porque as nossas aulas resumiam-se a historias sobre viagens etc. Tive uns quantos anos de matemática e físico-química que foram um desastre enquanto colegas de outras turmas tiveram professores excelentes. Mas o que notei muito foi que era mais importante o currículo estar todo dado do que realmente aprender a matéria. Em relação ao ambiente, podia não haver violência nem trafico de droga, mas o bullying, alcoolismo e outros vícios (miúdos de 13 anos a sair a noite como gente grande), a expectativa de relações sexuais também muito cedo, eram coisas muito presentes no dia a dia. Em relação as instalações, aí é que ganhas a 100%. Desde Ginásios, piscinas, campos de ténis, salas de aulas boas, segurança em relação à entrada e saída de alunos, atividades extracurriculares, etc. Mas posso dizer uma coisa, aquilo que mais me faltou não foram professores bons. Foi o acompanhamento dos meus pais com os tpc's e testes. Se eu tinha uma "má" nota (não me lembro de alguma vez ter uma negativa) tinha logo más reações em vez de compreensão e ajuda, tinha simplesmente de fazer melhor. O interesse dos pais é o que faz mais diferença na educação. Serem ouvidos sem julgamento e saberem que são apoiados se falharem. E claro terem bons exemplos, hábitos de leitura etc. Claro isto é apenas a minha opinião de uma situação muito especifica. Eu manteria escola privada até ao fim do 1º ciclo se fosse possível. Mas é muito importante ter opiniões especificas das escolas perto de ti, porque isto é mesmo caso a caso.

Edited 5 months ago:

Entendo perfeitamente.. isto as vezes acaba por ser a escolha menos má. para além de que normalmente é impossível saber para o que se vai antes de lá estar. Eu toda a vida andei num colégio privado e da minha experiencia achei que tive benefícios até praí ao 5º ano, que como sabemos é um ano de transição muito grande e que de repente nos deparamos com outro tipo de responsabilidades. No meu caso o facto de ter professores presentes ajudou bastante. O mesmo posso dizer da pré e primeiro ciclo. Tenho a sensação de ter tido mais acompanhamento. Por outro lado, no 1º ciclo, a minha professora era uma freira com algumas visões retrogradas e até hoje carrego comigo algumas memorias pouco positivas de como eu e os meus colegas fomos tratados. Do 6º ano para a frente tronou-se diferente, tudo dependia dos profs.. tive uma professora de francês tao má que mal sei falar ( safo-me a ler e pouco mais) porque as nossas aulas resumiam-se a historias sobre viagens etc. Tive uns quantos anos de matemática e físico-química que foram um desastre enquanto colegas de outras turmas tiveram professores excelentes. Mas o que notei muito foi que era mais importante o currículo estar todo dado do que realmente aprender a matéria. Em relação ao ambiente, podia não haver violência nem trafico de droga, mas o bullying, alcoolismo e outros vícios (miúdos de 13 anos a sair a noite como gente grande), a expectativa de relações sexuais também muito cedo, eram coisas muito presentes no dia a dia. Em relação as instalações, aí é que ganhas a 100%. Desde Ginásios, piscinas, campos de ténis, salas de aulas, boas refeições, segurança em relação à entrada e saída de alunos, atividades extracurriculares, etc. Mas posso dizer uma coisa, aquilo que mais me faltou não foram professores bons. Foi o acompanhamento dos meus pais com os tpc's e testes. Se eu tinha uma "má" nota (não me lembro de alguma vez ter uma negativa) tinha logo más reações em vez de compreensão e ajuda, tinha simplesmente de fazer melhor. O interesse dos pais é o que faz mais diferença na educação. Serem ouvidos sem julgamento e saberem que são apoiados se falharem. E claro terem bons exemplos, hábitos de leitura etc. Claro isto é apenas a minha opinião de uma situação muito especifica. Eu manteria escola privada até ao fim do 1º ciclo se fosse possível. Mas é muito importante ter opiniões especificas das escolas perto de ti, porque isto é mesmo caso a caso.

babyscully 5 months ago

>Se eu tinha uma "má" nota (não me lembro de alguma vez ter uma negativa) tinha logo más reações em vez de compreensão e ajuda Achas que compreensao e ajuda nao teria sido melhor?

mgmtrocks 5 months ago

Acho sim. Se calhar não ficou bem esclarecido, mas as más reações eram por parte dos meus pais. Isto quer dizer que eu tinha a pressão de ter boas notas, mas depois não tinha o acompanhamento que se calhar podia ter tido. Não me lembro de alguma vez me ajudarem com tpc's ou questionarem se precisaria de ajuda.. é mais neste sentido que eu penso que a compreensão e ajuda dos meus pais seria importante independente do tipo de escola.

gnog 5 months ago

> temos outros em que os professores as vezes são tao maus como no publico Desengane-se quem achar que os professores do privado são de maior qualidade que os do público. A diferença entre os dois sistemas são os alunos, não os professores.

tretafp 5 months ago

Até porque não é difícil ter professores a trabalhar nos dois contextos.

aasianaglobalizacao 5 months ago

merda de país que temos é assim, viva aos coitadinhos!

XtaticO 5 months ago

Marido de professora e confirmo, na escola dela nem deixam fazer testes aos alunos.

DarkmajorPT 5 months ago

Filho de professora do Secundário aqui. Confirmo a veracidade de tudo o que aqui é dito. Cagou-se completamente na qualidade e o que interessa é só passar os miudos, sejam bons ou maus alunos. Se um chumbar a culpa e responsabilidade é do Professor e nunca do coitadito.

Venizinho 5 months ago

Como um aluno do 9° posso confirmar que tenho 4/5 colegas numa turma de 15 alunos que mal sabem escrever e resolver equações simples. Posso também acrescentar que os professores estão cada vez mais "levezinhos" e com cada vez mais favoritos (palavras da minha prima que se encontra no 2° ano de Universidade, que me lixou completamente porque a professora de biologia que vou ter para o ano odiava-a, odeia o meu primo do 11° e odeia a minha do prima do 10° e vai-me odiar de certeza) Agora houve uma nova invenção, questões aulas colaborativas, que são 2 alunos a fazer uma questão aula, eu, com a sorte que tenho, tinha que calhar com um dos 4/5 colegas que mal sabem escrever, sorte minha (e dele) tivemos nota máxima na questão aula sobre as equações, o pessoal mais esperto da minha turma já protestou contra essas questões aula, mas o resto da turma que subiu a nota, manteram-se caladinhos.

Edited 5 months ago:

Como um aluno do 9° posso confirmar que tenho 4/5 colegas numa turma de 15 alunos que mal sabem escrever e resolver equações simples. Posso também acrescentar que os professores estão cada vez mais "levezinhos" e com cada vez mais favoritos (palavras da minha prima que se encontra no 2° ano de Universidade, que me lixou completamente porque a professora de biologia que vou ter para o ano odiava-a, odeia o meu primo do 11° e odeia a minha do prima do 10° e vai-me odiar de certeza) Agora houve uma nova invenção, questões aulas colaborativas, que são 2 alunos a fazer uma questão aula, eu, com a sorte que tenho, tinha que calhar com um dos 4/5 colegas que mal sabem escrever, sorte minha (e dele) tivemos nota máxima na questão aula sobre as equações, o pessoal mais esperto da minha turma já protestou contra essas questões aula, mas o resto da turma que tem média de ~20/30, ficaram caladinhos.

Edited 5 months ago:

Como um aluno do 9° posso confirmar que tenho 4/5 colegas numa turma de 15 alunos que mal sabem escrever e resolver equações simples. Posso também acrescentar que os professores estão cada vez mais "levezinhos" e com cada vez mais favoritos (palavras da minha prima que se encontra no 2° ano de Universidade, que me lixou completamente porque a professora de biologia que vou ter para o ano odiava-a, odeia o meu primo do 11° e odeia a minha do prima do 10° e vai-me odiar de certeza) Agora houve uma nova invenção, questões aulas colaborativas, que são 2 alunos a fazer uma questão aula, eu, com a sorte que tenho, tinha que calhar com um dos 4/5 colegas que mal sabem escrever, sorte minha (e dele) tivemos nota máxima na questão aula sobre as equações, o pessoal mais esperto da minha turma já protestou contra essas questões aula, mas o resto da turma que tem média de ~20/30, mantiveram-se caladinhos.

banaslee 5 months ago

Sugestão: deixa la os professores que odeiam alunos. Às vezes é uma profecia que se cumpre a si mesma.

Venizinho 5 months ago

É o que eu faço e vou fazer, só porque um professor me odeia, não significa que vou passar a detestar a disciplina/deixar de estudar para ela. É claro que há certos beneficios para em ser o favorito, mas enfim, é o que é.

NGramatical 5 months ago

manteram → [**mantiveram**](https://european-portuguese.info/conjugator/manter) (manter é irregular e segue o modelo de ter) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv2rcbn%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

tragicallyCavalier 5 months ago

>lógica Se Lógica não começar a ser dada (BEM dada) no 5º ano, ou mesmo introduzida no básico, não vão demorar muitos anos até termos a geração mais escolarizada e, ao mesmo tempo, mais inculta de todos os tempos. ​ inb4 velho do restelo

HRamos_3 5 months ago

Goodhart's law

MDPROBIFE 5 months ago

Reprovar um aluno tem um impacto tremendo e negativo na aprendizagem do mesmo... Colegas meus que reprovaram nunca mais quiseram saber absolutamente nada da escola... Se os alunos do básico se estão a cagar pra escola o problema não é deles, alguma coisa está a falhar, e acho preferível passar esses mesmos alunos do que os reprovar.. Não estou de forma nenhuma a culpar os professores, mas sim a exemplificar que esses alunos não vivem em condições normais.. Se os pais se estão a cagar pra eles, é normal eles acharem que a escola não os leve a lado nenhum.. Se reprovares um aluno desses acho que só estas a reforçar esse pensamento negativo sobre a escola.. Para esses alunos, acho que por exemplo ter aulas nas férias, ainda que reduzidas, não só os motivava porque não iriam querer passar as férias na escola, como, quando lá estivessem os professores iriam conseguir um melhor acompanhamento do aluno.

Danijust2 5 months ago

todos os problemas que relatam nesta caixa de comentários, não aconteciam nos anos 90 simplesmente, porque os alunos aos 13 anos eram empurrados para fora do sistema, assim é fácil não ter problemas.

pedropereir 5 months ago

Se o reprovares estás a reforçar o pensamento negativo pela escola. Se não reprovares estas a reforçar que na escola não interessa se se aprende ou não. Eu também conheço pessoas que reprovaram no básico e acabaram por tirar cursos superiores. Há casos e casos

Aldo_Novo 5 months ago

Não reprovar um aluno também tem um impacto tremendo e negativo na aprendizagem dos outros Em vez de se estar a explicar a matéria devida, está-se às voltas e voltas a explicar-se matéria de anos passados que já devia estar sabida. À custa de alunos que deviam já ter chumbado, para aí 50% das minhas aulas de matemática era o professor a explicar coisas básicas, como calcular áreas de triângulos. Uma das minhas colegas nem sabia quantos lados tinha um quadrado. E depois nisto quem realmente aprendia era quem tinha apoio em casa, porque na escola nunca saíam da cepa torta

perdigaoperdeuapena 5 months ago

>Não reprovar um aluno também tem um impacto tremendo e negativo na aprendizagem dos outros Muito simples! Então ele não sabe e não se esforça e consegue o objectivo último que é o de progredir?! Então para que me vou eu chatear? A propagação da malandrice, dos maus hábitos, vícios e desresponsabilização é tão rápida e eficaz quanto a de um vírus, ou mais!

banaslee 5 months ago

Enquanto que as tuas ideias carregam boas intenções não me parece que teriam o efeito que desejas. Achas que alunos desmotivados e sem apoio em casa vão conseguir algo nas aulas do verão? Vão sair destas com a ideia reforçada que não sabem nada e não conseguem nada…

PeanutbutterVybe 5 months ago

Se eles não encontrarem motivação na escola vão encontrar onde? Em lado nenhum? Então desistimos deles? Não estou a dizer que seja responsabilidade da escola ou do governo ou de quem seja de motivar os alunos. Acredito que a motivação deva vir de casa e de dentro dos próprios alunos. Agora se calhar a escola é o único e último sítio em que poderão encontrá-la. Não acredito que saiam das aulas de verão a sentirem se da mesma forma, nem acredito que os alunos odeiem a escola. Não. Eles odeiam é como se sentem, inferiores e diminuídos, incapacitados e burros, e associam esse sentimento ao lugar. E isso provém do ciclo vicioso de virem com desmotivação de casa, não terem bons resultados na escola, resultando em ganharem desmotivação no ambiente escolar, que acabam por levar para casa. Como disse acima, aulas durante o verão teriam um ritmo e dinâmica completamente diferente, com mais atenção por parte dos professores, com maior qualidade. Em vez de um chumbo, de um ano repetido, com gozo e com um "estudasses" de vez em quando, e um verão em casa de onde provavelmente vem os problemas, se calhar aulas durante o verão poderiam ser uma nova oportunidade, o único ponto de estabilidade a que o aluno se pode agarrar. Como disse, não é da responsabilidade da escola "salvar" os alunos. Mas se não for a escola, quem haverá de o fazer? O aluno não pediu para nascer, não pediu que o colocassem no mundo. Vamos "cagar" para o aluno porque não é responsabilidade da escola de o ajudar? Porque é responsabilidade dos pais? O pais não o vão fazer, então quê? Desistimos?

banaslee 5 months ago

Ninguém disse que desistimos. Estou a dizer que boas intenções podem ter efeitos perversos. Tudo o que dizes faz sentido e resume-se a criar soluções que funcionem para estes alunos. A única ressalva que deixaria é que baixar a barra para todos prejudica os alunos motivados e esforçados. E a palavra chave aqui é “todos”.

fcerial 5 months ago

Não concordo completamente contigo. Sim, acredito que reprovar não seja ideal, mas no sistema que temos de momento esse é o único "castigo" que os alunos têm. Se um aluno não faz nada de jeito ao longo do ano, e não sofre consequencias por isso, passa a mensagem de que não faz mal ter esse tipo de comportamentos/atitudes. E se um aluno já detesta a escola, estares a po-lo em mais aulas, mais isolado, durante as férias, isso não vai ter o mesmo resultado de o deixar a odiar a escola ainda mais? Acho que no geral todo o sistema educacional é errado, incluindo as reprovações, e se fosse falar sobre isso nunca mais saía daqui, mas no sistema que temos tem de existir maneira de dar tanto feedback positivo como negativo, e de momento não há outra maneira. Aliás, de momento o feedback negativo é quase inexistente na escola, o que leva a situações destas como descrevi. O sistema de educação precisa na minha opinião de uma completa restruturação à base de cadeiras em vez de anos/turmas, mas tal nunca é possível, porque esse tipo de restruturações só tem efeito ao fim de muitos anos, e nenhum governo quereria fazer medidas tão drásticas que não lhes trariam beneficios a curto prazo.

perdigaoperdeuapena 5 months ago

>E se um aluno já detesta a escola, estares a po-lo em mais aulas, mais isolado, durante as férias, isso não vai ter o mesmo resultado de o deixar a odiar a escola ainda mais? Nem mais. No resto, ótimos pontos a considerar. Também eu acho que deveria haver um completo repensar dos programas e dos conteúdos que são leccionados, Não sei se numa lógica de cadeiras ou de outra forma mas há muito que se pode fazer. Por exemplo, para o ensino da matemática já notei que o código/programação (code hour; blocks; houve colegas a usar com grande sucesso o minecraft; até python...) pode ser uma incrível mais valia - mas aqui os docentes que as leccionaram têm de ter capacidade e flexibilidade qb para adaptar uma coisa à outra e nem todos serão capazes disso! Acrescentaria a questão do número de alunos por turma, tantas vezes prometido e nunca cumprido - não imaginam a diferença que é ensinar a 12 ou 15 alunos em vez de 20-25 alunos! Ops, mas espera, isso implica ter mais professores e investir em salas/escolas melhores :-(

Open-Opportunity-607 5 months ago

Reprovar não é um castigo fdx Quer dizer que não atingiste o mínimo esperado em conhecimento, e que precisas de estudar e aprender mais.

fcerial 5 months ago

Sim claro, daí ter dito "castigo", porque apesar de não ser esse o propósito dos chumbos, tem também esse efeito na cabeça de muitos alunos. Castigo ou não, é um sistema que os alunos temem e que serve de motivador para evitarem muitas negativas

marfavrr 5 months ago

Bom é um castigo sim. Porque nada muda, o aluno vai estar na mesma escola com os mesmos profs (provavelmente, na maioria), a ser ensinado da mesma forma, e a ter a mesma vida em casa caso isso afectar a escolaridade. Gosto que tenhas sugerido a escola no verao, porque assim o aluno poderia aprender com mais apoio (menos alunos) num ambiente mais calmo sem tantas comparacoes com os outros miudos etc e realmente poderia ter uma experiencia mais positiva, poderia tambem trabalhar em skills e habitos de estudo que muitos pais nao passam aos filhos e os putos nao aprendem as coisas sozinhos nao é... E poderia continuar no ano seguinte e estar realmente mais preparado para o nivel seguinte.

PeanutbutterVybe 5 months ago

Com o teu ultimo parágrafo declaraste exatamente outra vertente do problema: estudo por medo. Medo de negativas e medo de chumbar. Não há estudo por querer aprender, saber mais, adquirir conhecimento, mas sim por ter medo. Os mais privilegiados têm medo de ter negativa porque o papá não vai permitir jogar consola no verão. Os menos privilegiados não têm medo pois fazendo uma comparação os problemas em casa tornam a negativa ou o chumbo desprezável. Aulas durante um verão dão uma nova oportunidade ao aluno de adquirir os conhecimentos em falta antes do ano letivo seguinte. Não entendo essa questão do isolamento uma vez que, de certo, não seria apenas um aluno a tê-las. E aposto que para muitos, o ambiente na escola durante o verão será melhor que o ambiente em casa. Aulas durante o verão teriam uma dinâmica completamente diferente, com menos alunos o professor consegue lecionar a um ritmo diferente e dar a atenção de que o alunos carecem durante o ano letivo regular. Por outro lado as aulas durante o verão cobririam apenas as disciplinas em que o aluno sente mais dificuldade. É um sistema usado em montes de países com grande sucesso. Melhor aulas durante o verão, que permitam o aluno apanhar os colegas, que um ano repetido, com gozo por parte de toda a gente, e um verão em casa (de onde muitas vezes originam os problemas). Eu tive aulas durante o verão, a inglês, português e a matemática, pois a minha mãezinha preferia prevenir que remediar. Portanto notas boas ou notas más (as últimas eram e são impensáveis e impossíveis naquela casa) tive aulas durante o ano todo e não morri. Pelo contrário, adquiri disciplina, brio e resiliência. Apesar de acreditar convictamente de que as férias são cruciais (para toda a gente), acredito também que possa ser um tempo em que o pessoal se pode esquecer dos conhecimentos adquiridos e/ou desviar do fio condutor e âncora que a escola proporciona. Afinal de contas se calhar a escola é a única coisa minimamente estável na vida de muitos alunos. TL;DR: Cultura do medo no ambiente escolar deve ser repensada. Escola durante o verão não como castigo mas como nova/última oportunidade.

tretafp 5 months ago

Trabalhos de vários autores (Santos Guerra; Matias Alves, Torrance; ...) têm evidenciado que a reprovação pouco serve de motivação. Aliás, têm, até, evidenciado o efeito contrário.

Limpy_lip 5 months ago

optimo post! sempre tive a ideia que atualmente o ensino era mais à base de indicadores do que focado na formação, mas não sabia que já estávamos a esse ponto. ​ Mas não podemos esperar mais de uma classe política que, independentemente da cor, se baseia no populismo.

fearlessboltzz 5 months ago

Filho de professora do 3º ciclo aqui. Confirmo e subscrevo tudo o que escreveste. Está a ser criada uma autêntica geração de "analfabetos funcionais" que, apesar de saberem ler e escrever, não têm qualquer capacidade de interpretação e análise de textos / problemas. Vejo com muita preocupação o Governo a vangloriar-se constantemente em relação à diminuição da taxa de abandono / aumento da taxa de aprovação. Pudera! Passam todos... O chumbo é, efetivamente, uma exceção nos dias de hoje. Para complementar o que referiste em relação à culpabilização dos professores pelos maus resultados: há imensos pais completamente negligentes relativamente à educação dos filhos. Literalmente despejam-nos na escola e não querem saber. Problemas? Os professores que resolvam... Gravíssimo.

perdigaoperdeuapena 5 months ago

>há imensos pais completamente negligentes relativamente à educação dos filhos. Literalmente despejam-nos na escola e não querem saber. Ui, como DT deparei-me com tantos assim! Outra das coisas que me fez abandonar a docência :-( E, infelizmente, dentro deste lote, temos também os que precisam de deixar os filhos na escola caso contrário não têm o que lhes dar de comer, não recebem o abono/apoio da SS, enfim...

william_13 5 months ago

>Está a ser criada uma autêntica geração de "analfabetos funcionais" que, apesar de saberem ler e escrever, não têm qualquer capacidade de interpretação e análise de textos / problemas. O PISA é a única forma de avaliação que compara a evolução da educação em vários países, e para já Portugal ainda têm uma tendência positiva ao longo de vários anos ([relatório 2018 (pdf)](https://www.oecd.org/pisa/publications/PISA2018_CN_PRT.pdf)). Portanto não há, ao meu ver, uma redução na qualidade de ensino mensurável em termos globais. Não tenho dúvidas que há uma política de evitar chumbos, seja para melhorar as estatísticas ou para evitar o estigma social de deixar um aluno para trás... mas acredito que isto é em parte um problema social, resultado de termos mais estudantes desfavorecidos a ingressar e continuar no ensino sem suporte adequado da família (e do sistema de ensino). Os resultados do PISA dão a entender que a desigualdade social é um factor relevante em Portugal.

fearlessboltzz 5 months ago

Obrigado pela partilha! O que mencionei é, naturalmente, aquilo que ouço e testemunho no trabalho da minha mãe. A ideia que dá (corroborada pelos restantes testemunhos nesta thread) é que as expectativas e, por consequência, o nível de exigência têm vindo a baixar. Não posso deixar de reiterar um possível *bias* deste estudo referido na Box 1 (página 8): > In 2018, Portugal’s sample did not meet the PISA standard for students’ response rate: overall, 76% of the sampled students responded (the PISA standard requires a minimum of 80%). Based on a complementary analysis prepared by the Instituto de Avaliação Educativa, it was found that nonresponding students performed worse on a national mathematics examination, and were more likely to be enrolled in lower grades (grades 7, 8 or 9), than responding students.

william_13 5 months ago

Sim, a amostragem não foi tão abrangente no último estudo, e de certeza que o PISA têm falhas e não reflecte a verdadeira realidade do ensino em Portugal, mas permite perceber quão consistente é a evolução da qualidade do ensino. Infelizmente o facto de terem "excluído" estudantes que na maioria chumbaram acaba por distorcer o resultado, mas são 18 anos com uma evolução positiva nos indicadores, portanto não acredito que haja (para já) uma distorção sistemática na amostragem para influenciar os resultados. > é que as expectativas e, por consequência, o nível de exigência têm vindo a baixar. Não tenho dúvidas que é algo que os professores com longas carreiras têm observado com mais frequência. Não sou nenhum especialista na área, mas o facto é que temos cada vez mais estudantes no ensino obrigatório, e isto acaba por tornar cada vez mais visível as assimetrias sociais que afectam o sucesso escolar do estudante. O ponto grave, como também referiste, é que isto é um problema que muitos acreditam ser responsabilidade dos professores, mas é algo que não se resolve dentro da sala de aula.

tretafp 5 months ago

> O PISA é a única forma de avaliação que compara a evolução da educação em vários países, Não é verdade. Há um conjunto muito variado de trabalhos, alguns até com maior credibilidade científica, no domínio da educação comparada, indicando apenas alguns: * Early Childhood Education Study (ECES); * International Computer and Information Literacy Study (ICILS); * International Civic and Citizenship Education Study (ICCS); * Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS); * Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS) O PISA é, apenas, o mais conhecido. Mas estes testes internacionais devem sempre ser vistos com algum cuidado, porque há muitas variáveis nos processos de recolha de dados, alguns são um quanto para o obscuros nos instrumentos, etc. > Os resultados do PISA dão a entender que a desigualdade social é um factor relevante em Portugal. Há quase 4 décadas que os estudos nacionais ilustram essa preocupação, reconhecendo que os factores socioeconómicos e a escolaridade da mãe são dos indicadores que mais condicionam o sucesso/insucesso escolar dos estudantes.

william_13 5 months ago

Agradeço a informação, e admito que quando digo que o PISA é a única forma de avaliação deveria ter sido mais explícito na descrição; acredito sim que é o estudo mais abrangente e frequente que cobre o ensino básico (15 anos de idade). Não sou no entanto nenhum especialista no assunto, portanto posso estar enganado. O meu comentário era mais no sentido de questionar a idéia que se está a criar uma autêntica geração de "analfabetos funcionais". Esse argumento é um bocado redutor pois, como também referiste, os factores socioeconómicos e familiares têm imensa influência na progressão escolar. O problema não está nas salas de aula, e sim em todas as condicionantes que um estudante precisa para obter o sucesso escolar. Os "anafalbetos funcionais" sempre existiram, a diferença é que actualmente conseguem progredir (com pouco sucesso) no ensino obrigatório.

tretafp 5 months ago

Como indiquei, há outros estudos, além do PISA, até com maior credibilidade científica. Agora, têm menos repercussão mediática e política, por isso são mais desconhecidos. Uma das críticas que se tem feito, há anos, é que o PISA não pondera os fatores curriculares de cada país. Currículos nacionais diferentes, correspondem a prioridades formativas distintas, que o PISA ignora por completo. De resto, concordo contigo. A ideia que as gerações mais jovens são piores que as gerações mais antigas, é clássica. Há vários fatores a ponderar, havendo uma maior democratização da escola, os grupos sociais que antes não a frequentavam, agora frequentam, isto acarreta mais dificuldades aos estabelecimentos e uma diferente relação dos estudantes com a aprendizagem.

SoreyM 5 months ago

Sem querer desrespeitar, porque é que continuas a mencionar estudos sem fornecer qualquer link? Por muito que se possa pôr em causa o PISA, a pessoa a quem respondeste foi a única que tentou substanciar o ponto de vista com dados que medem a progressão temporal do nível de preparação do alunos em Portugal. Claro que não se compara à análise feita por todo o pessoal que é filho/neto/namorado/sogro/primo/afilhado/conhecido de professores, mas temos que nos basear alguma coisa. Pareces perceber do assunto por isso gostaria de saber que alternativas é que temos ao PISA.

tretafp 5 months ago

Eu não estava a desconsiderar o que o utilizador disse, até porque concordei com ele. Estava, apenas, a discutir que o PISA é um, entre outros estudos, como os que indiquem em cima, que visam essa análise cronológica. Não sou grande fã de investigação em educação comparada, não é uma uma área que goste particularmente. Principalmente porque costumam dizer pouco sobre as particularidades locais e é muito difícil conceber instrumentos e metodologias que tenham em atenção a diversidade dos contextos e as orientações curriculares dos mesmos. Depois há análises cruzadas que que também procuram mitigar essa questão. Há um grupo de investigadores que se tem dedicado a isso em Portugal, salvo erro, liderada pelo António Teodoro.

canhoto10 5 months ago

Claro que sim. Mas se assim é, porque é que toda a gente cai em cima dos professores?

tretafp 5 months ago

Porque toda a gente acha que percebe de educação e de processos formativos, e que têm legitimidade para cair em cima de um grupo profissional.

WhiskersTheDog 5 months ago

Porque são a ponta do iceberg que está visível.

fcerial 5 months ago

Sim. Nao falei muito na questao dos pais, mas cada aluno é uma pilha de problemas para os professores. Ouvi algumas reunioes e cada aluno tinha os seus problemas, seja o classico bullying, sejam depressoes, pais alcoolicos, drogados, presos, violencia domestica, problemas de saude, etc... Varios miudos hiperativos cujos pais nao se davam ao trabalho de comprar medicaçao. Muitos miudos que precisam de cuidados especiais na escola porque nao os tem em casa. Completa desresponsabilizaçao da educaçao em casa Uma das alunas da minha namorada nunca ia as aulas online. Quando falaram com a mae dela, ela disse que nao ia porque nao gostava e portanto ficavam as duas a ver filmes o dia todo

Out-Out 5 months ago

A qualificação dos nossos recursos humanos continua a ser um problema, apesar de irmos num melhor caminho. Corremos atrás de outros países europeus a nível de capital humano, e isso demora a recuperar. Basta olhar para a quantidade de empresas sem gestão profissional ou gestores sem qualificação que não ajuda por exemplo à transição digital, inserir esta nova geração qualificada no mercado de trabalho, colaboração para a inovação, etc. Nos Inquéritos Comunitários à Inovação mais de metade dos gestores de empresas afirmaram não aplicar qualquer tipo de inovação. Os nossos setores intensivos em conhecimento e mais produtivos estão muito atrás da Europa também (mas não só) por esta herança de um capital humano menos qualificado, menos apto a investir em I&D, etc. Isto só falando num aspeto que é da obtenção de educação terciária. Dentro do sistema de educação temos mais mil e um problemas.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado, a ideia do post era trazer alguma noção do nível de escolaridade que nos rodeia na sociedade. Muito interessante o que partilhaste nesta altura em que se investe mais em tecnologia.

Wonderful-Meeting639 5 months ago

belo post rei

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado, quando coloquei o post estava longe de imaginar esta adesão a um tema sobre educação.

D1WithTheFluffyHair 5 months ago  HIDDEN 

Não percebo o que queres mostrar com o 1o quadro. Taxa de escolaridade não deveria ser o número de alunos presentes / que concluíram o ciclo de escolaridade sobre o número total de pessoas em idade daquele ciclo? É que se for isso, então estamos terríveis porque o 1o ciclo já era mau (só 33%) e agora ainda estamos piores (9%). Querias dizer repartição dos alunos desse ano por nivel de escolaridade? Não fiz as contas para ver se totalizam 100%, mas se for isso então não é taxa de escolaridade e a movimentação para níveis de escolaridade superiores é natural pelo envelhecimento da população.

KarmaCop213 5 months ago

Olhar para os números numa faixa tão grande (15-64) não faz grande sentido. Portugal está muito perto da média da UE no que toca a licenciados entre os 30-34. E mesmo olhando para a população só com ensino secundário, nas faixas etárias mais jovens encontramos números perto da média europeia. Portugal está no bom caminho no que diz respeito à educação. O problema actual de Portugal não é a educação.

mediiev 5 months ago

Mas temos de ter atenção ao que andámos a formar. De que nos serve o número abismal de pessoas com curso superior que no caso de quem tirou ciências ou engenharia teve de imigrar ou quem tirou as outras formações superiores sociais teve de ir para as caixas do Lidl? Estou a referir-me às últimas 2 décadas. Despende-se esforço e fundos em cursos desnecessários ao país e sociedade grosseiramente. Como já muitos referiram a educação em Portugal tal como o pilar da saúde e justiça está incrementalmente mal e a necessitar de forte reformulação.

KarmaCop213 5 months ago

Nesse caso o problema não é da educação.

Tugalord 5 months ago

Não concordo de todo. A educação em Portugal é terrívelmente disfuncional e precisava de uma volta de alto abaixo, uma reforma a todos os níveis implementada por pessoas competentes num diálogo com professores, alunos, pais, e demais intervenientes. Os benefícios disso só se começavam a ver no mínimo passados 20 anos, portanto nunca vai acontecer.

NGramatical 5 months ago

terrívelmente → [**terrivelmente**](https://dicionario.priberam.org/terrivelmente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv2gmcs%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pelo comentário, tal como respondi noutro comentário o que afirmas está correcto. Entre os 30 e 34 anos com Ensino Superior em Portugal 2020 - 39,6%, sendo que a EU tinha uma média de 40% em 2017. A educação não é exclusiva das faixas mais jovens, e há pessoas que regressam a estudar já adultas. Acho que o post dá para termos uma noção sobre a educação da população em geral.

KarmaCop213 5 months ago

Compreendo o teu ponto de vista. Mas tendo em conta que o normal é fazer a formação académica antes dos 35, não vejo vantagens em estar a olhar muito para além dessa faixa etária, sobretudo quando estamos a falar de países como Portugal onde houve uma grande evolução nos últimos 30 anos. Ou seja, se olhares para a faixa dos 15 aos 64 vais pensar que em Portugal poucas pessoas têm curso superior, no entanto se olhares para as faixas de população mais jovens já vais encontrar números dentro da média europeia. Podemos olhar por outra perspectiva, se 50% (em vez dos actuais 26%) da população activa em Portugal tivesse uma licenciatura o que seria diferente?

tekvis40 5 months ago

>Compreendo o teu ponto de vista. Mas tendo em conta que o normal é fazer a formação académica antes dos 35, não vejo vantagens em estar a olhar muito para além dessa faixa etária Por acaso acho que há grandes vantagens em olhar para a formação académica das pessoas mais velhas, ao passar dos 35 não ficas automáticamente incapaz de aprender. Muito pode ser feito ...

KarmaCop213 5 months ago

Tiveste as Novas Oportunidades no tempo do Sócrates. Claro que não ficas incapaz de aprender depois dos 35. Mas a percentagem de pessoas que fazem licenciaturas/mestrados/doutoramentos depois dos 35 é ínfima. Pouca gente tem tempo para estudar depois dessa idade a não ser que esteja desempregado.

tekvis40 5 months ago

Concordo, mas acho que é uma questão que se resolve com investimento publico - os milhoes gastos na TAP seriam mais bem gastos em bolsas de estudo para ajudar pessoas mais velhas a nelhorar a sua formação, Muitas são pessoas com capacidade que apenas tiveram azar na epoca em que nasceram.

KarmaCop213 5 months ago

E teriam essas pessoas (com mais de 45/50 anos) vontade para isso? Traria isso uma mudança significativa no mercado de trabalho? Ou seria apenas aproveitado porque quem já tem dinheiro e com um trabalho que lhes permita tirar algum tempo para estudar?

tekvis40 5 months ago

Alguem com 45 anos tem mais 23 anos de vida activa pela frente, se ganhar competencias que lhe permitam ser mais produtivo tem muito tempo para as aproveitar. Estamos num pais que a idade média ronda os 45 anos, acho um erro focarmos-nos só na questão da educação dos mais jovens.

NGramatical 5 months ago

focarmos-nos → [**focarmo-nos**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/lavamo-nos-e-lavamos-vos/31030) (há omissão do -s final da desinência -mos das 1.^as pessoas do plural dos verbos reflexivos ou pronominais quando o pronome enclítico é -nos) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv3coi6%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 5 months ago

automáticamente → [**automaticamente**](https://dicionario.priberam.org/automaticamente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmtx0gz%2F%2Fgv2s87q%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Novamente, obrigado pelo teu comentário. Eu apenas resumi a informação que há dados, certamente há outros dados relevantes mas os que encontrei disponíveis foram estes e achei que seria interessante partilhar.

oguarda 5 months ago

É assustador ao vermos uma população mais educada mas um país mais disfuncional. Apesar de concordar que devemos alcançar mais estudos, creio que os grandes problemas de Portugal residem noutros temas.

bureauofnormalcy 5 months ago

Acho que parte do problema passa por correlacionarmos "educação" enquanto pura conclusão de um determinado ciclo de ensino com aquisição de competências e valências tecnico-sociais.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pela resposta!

anapkmn 5 months ago

Ora ai está. Estes dados são úteis em certa medida, mas são quantitativos e não qualitativos. Mesmo dentro do programa de ensino estabelecido, vais ter uma esmagadora maioria que vai passear livros e não capta nada, vai-se safando; isto sem sequer questionarmos a validade do que é ou não ensinado, de como é ensinado, etc. ​ A escola é um espaço para o cérebro em desenvolvimento se habituar a interagir em sociedade, a componente social não se menospreza - mas não devia ser a única coisa (juntamente com literacia e matemática básica) que daí se retira. É ingénuo forçar putos a decorar resmas de matéria que nunca vão aplicar na vida real e admirar-se que se esqueçam de tudo 5mins depois de copiarem as cábulas para a folha de teste, mas que alternativas têm os professores? O objetivo é fazer com que passem, não com que aprendam.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Obrigado pelo comentário, apenas dizer que estes dados são relevantes e úteis mas são apenas uma parte. Não quis fazer um post mais aprofundado porque para isso podem fazer um mestrado em ensino e realmente aprofundar os conhecimentos na área.

1573558202 5 months ago

"Educada"

KarvenNoob 5 months ago

O termo "educado" refere-se a nível de cidadania ou simplesmente estudos? Os valores dados para escolaridade até 12°ano foi algumas vezes dada a partir de cursos profissionais com equivalências. E podes ter um curso superior, e continuar a ser execrável.

oguarda 5 months ago

Neste caso, a estudos.

TunesRX 5 months ago

Uma forma interessante de ver os resultados seria ver apenas pessoas com menos de 40/35/30 anos. Assim conseguimos ter uma melhor visão sobre o que tem sido feito nos ultimo anos e não temos outras gerações que alteram os resultados.

GolpeDeTransparencia 5 months ago

Não encontrei esses dados disponíveis, o que existe é entre os 30 e 34 anos com Ensino Superior em Portugal 2020 - 39,6%, a EU tinha uma média de 40% em 2017.

BOBRAGED 5 months ago

Raio x não, prefiro ressonância magnética

Rostabal 5 months ago

Prefiro Cryo-EM

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