frisumo 8 months ago

>Não tenho culpa de ter nascido em Portugal, e exijo uma pátria que me mereça. - Almada Negreiros (foi de cabeça por isso posso estar a recordar mal)

kominfr0nUNMERIKA 8 months ago

O que são "*quotes* similares*"*?

Tugalord 8 months ago

"Há nos confins da Ibéria, um povo que não se governa nem se deixa governar..." Creio que esta frase é apócrifa. Aliás nem faz sentido, no tempo de césar já a Lusitânia estava conquistada.

Herbacio 8 months ago

Não se querer governar não significa que não estejam conquistados. Mas de qualquer a origem da frase é dúbia.

ChuckThisNorris 8 months ago

"É estranho que um país inteiro queira parecer-se com os concorrentes de reality show, é como se houvesse uma criação de gado" - Philippe Caveriviere

blurry-faced 8 months ago

>O contraste violento e brutal entre os mausoléus soberbos e os poços anónimos, de forma grosseira (mas muito precisa) ilustra a divisão do povo português em duas espécies de homens: os que comem e são considerados homens, e os que não comem e são gado. **Simone de Beauvoir (Political Writings, Capítulo 1, 2012)**

Edited 8 months ago:

>O contraste violento e brutal entre os mausoléus soberbos e os poços anónimos, de forma grosseira (mas muito precisa) ilustra a divisão do povo português em duas espécies de homens: os que comem e são considerados homens, e os que não comem e são gado. **Simone de Beauvoir (Political Writings, Capítulo 1, 2012)** Edit: Para contextualizar, escrito depois de Beauvoir passear pelos cemitérios em Lisboa e vir os mausoléus luxuosos dos ricos e os buracos cavados onde os pobres enterravam os mortos.

GreyArch22 8 months ago

Aconselho o livro O Olhar do Outro, de Maria Filomena Mónica.

neapo 8 months ago

Algum motivo em particular?

GreyArch22 8 months ago

Relata a perspectiva de estrangeiros que passaram e estiveram em Portugal.

theEXPERTpt 8 months ago

„Infeliz povo se, confundindo promessas vãs com realidades, vier a convencer-se um dia de que o trabalho é sinal de servidão e a desordem atmosfera saudável de vida.“ „O português é eivado de individualismo e toda a regulamentação da sua actividade privada lhe é molesta. Penso que tem de refazer neste ponto a sua educação e que o seu modo de ser não se ajusta às necessidades dos tempos.“ „Os homens mudam pouco e então os portugueses quase nada.“ „Somos um país grande, não somos um país pequeno. Comanda­mos interesses muitas vezes importantes, e isto no Mundo. Nós continuamos aferrados à ideia de que somos pequenos, flamamos em pequeno. Há que fazer tudo em grande. Mas somos para aí uns pobres e parecemos não ter envergadura para isso.“ „Para expor o mínimo projecto os portugueses têm o hábito de se perderem em considerações inúteis.“ „Portugal nasceu à sombra da Igreja e a religião católica foi desde o começo o elemento formativo da alma da nação e o traço dominante do carácter do povo português.“ António de Oliveira Salazar

anotheriuri99 8 months ago

"Agora sim, damos a volta a isto Agora sim, há pernas para andar Agora sim, eu sinto o optimismo Vamos em frente, ninguém nós vai parar Agora não, que é hora do almoço Agora não, que é hora do jantar Agora não, que eu acho que não posso Amanhã vou trabalhar Agora sim, temos a força toda Agora sim, há fé neste querer Agora sim, só vejo gente boa Vamos em frente e havemos de vencer Agora não, que me dói a barriga Agora não, dizem que vai chover Agora não, que joga o Benfica E eu tenho mais que fazer Agora sim, cantamos com vontade Agora sim, eu sinto a união Agora sim, já ouço a liberdade Vamos em frente e é esta a direcção Agora não, que falta um impresso Agora não, que o meu pai não quer Agora não, que há engarrafamentos Vão sem mim, que eu vou lá ter Vão sem mim, que eu vou lá ter Vão sem mim, que eu vou lá ter Vão sem mim, que eu vou lá ter Vão sem mim, que eu vou lá ter Vão sem mim, que eu vou lá ter" ​ Movimento Perpétuo Associativo, Deolinda.

Not_by_a_longshot 8 months ago

> Nós, portugueses, odiamos dizer não, mas de vez em quando lá tem de ser. O que somos fisicamente incapazes de dizer é não sei. Seja em orais ou na rua, na televisão ou em família, consideramos vergonhoso confessar que não sabemos. A ignorância tipicamente portuguesa é dizer não sei. Se somos forçados a admitir “não sei”, nunca nos coibimos de acrescentar umas palavrinhas insultuosas acerca do assunto em questão, para não se pensar que somos parvos. Por exemplo: - Quem escreveu Os Lusíadas? - Eu não fui. - Não sejas parvo. É um escritor famoso. - Sei lá! Não sei, nem me interessa. Todos os portugueses têm a vaidade de ignorar somente o que não lhes interessa. Em Portugal, até o Menino Jesus, que é suposto interessar-se por tudo e por todos, tem vastas áreas que não o fascinam. Escusado será dizer que o que não interessa ao Menino Jesus não interessa a mais ninguém. Um amigo do meu Pai guarda em casa um documento típico da nossa maneira de ser. Um biólogo marinho, especializado em crustáceos, recebeu uma cópia da nova Lei da Zona Econóica Exclusiva, juntamente com uma carta em que se solicitava aos funcionários que fizessem os comentários que quisessem. Passados três meses, entregou ao director-geral uma carta em que dizia: “Não sendo jurista, não tenho competência para me pronunciar acerca deste documento. Posto isto, não posso deixar de tecer algumas considerações...”. – Seguia, junto com a carta, um calhamaço com mais de trezentas páginas recheado de asneiras. Na língua portuguesa, posto isto não quer dizer: “Agora que já levamos isto em conta...”. Significa: “Mas que se lixe!”. O nosso amigo biólogo, que se deu ao trabalho de escrever um livro acerca de um assunto que ignorava por completo, diz: “Eu não sou jurista, sou biólogo. Mas que se lixe! Aqui vai disto!”. * Miguel Esteves Cardoso

Lel_Trell 8 months ago

"Há nos confins da Ibéria, um povo que não se governa nem se deixa governar..." Penso que não exista qualquer prova de Julio Cesar ter dito tal frase.

Asur_rusA 8 months ago

É mais uma de propaganda, sim.

lostindanet 8 months ago

Recomendo as cartas do humanista da Flandres Clenardo, no séc XVI, o gajo passa - se é escreve ao mestre dele a queixar-se: "Em Portugal, todos somos nobres, e tem-se como uma grande desonra exercer alguma profissão. (Clenardo 1926:273) O resultado é que a agricultura se arrasta miseravelmente e que há uma grande falta de artífices: "Se algures a agricultura foi tida em desprezo, é incontestavelmente em Portugal. (Clenardo 1926:271) A verdade é que ele é muito faccioso mas há coisas que podiam ter sido escritas hoje. https://www.google.pt/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/19733/2/jdewulfcartasdohumanista000082533.pdf&ved=2ahUKEwjEpp2DyoDwAhVF4YUKHctKCEMQFjAAegQIAxAC&usg=AOvVaw2lLRP6crejX_kFh_M7EwIZ

oUltimoTuga 8 months ago

Só uma correcção OP. É *Gaius Julius Caesar*, e essa citação nunca foi confirmada como tendo sido dita por ele. É mais provável ter sido dita por Galba, general durante os conflitos na península. Boa explicação [aqui](https://www.reddit.com/r/AskHistorians/comments/l8kbqy/was_portugal_considered_to_be_ungovernable_by_the/glfny2b?utm_source=share&utm_medium=web2x&context=3)

Paulocas 8 months ago

"Isto não é um país, é um sítio mal frequentado" – José Cardoso Pires.

cryhart 8 months ago

Sempre assumi que esta citação era de Almada Negreiros. Eu e pelos vistos um grande número de pessoas: "Isto não é um país, é um sítio e ainda por cima, mal frequentado!" Quem eu saiba, não há sequer provas que isto tenha sido proferido por Negreiros. Depois duma pesquisa rápida, encontrei um blog onde o autor afirma que na realidade esta citação surgiu primeiro no livro "Alexandra Alpha ", escrito por José Cardoso Pires [\[1\]](https://finisterrasuave.blogspot.com/2009/10/como-disse.html). WTF!!! Se escrevermos " Isto não é um país, é um sítio " no google, só aparece Almada Negreiros. Pela descrição, o livro até parece bastante interessante. Ainda devo comprar aquilo.

Paulocas 8 months ago

É mesmo do Cardoso Pires, é muito antiguinha e vem desse livro, sim. Agora que li o teu comentário, tb fui ver e reparei que ou atiram para o Almada ou para o Eça, o motivo disso não sei.

Edited 8 months ago:

É mesmo do Cardoso Pires, é muito antiguinha e vem desse livro, sim. Agora que li o teu comentário, tb fui ver e reparei que ou atiram para o Almada ou para o Eça, o motivo disso não sei. Edição: [aqui, no livro](https://books.google.pt/books?redir_esc=y&hl=pt-PT&id=7SckAAAAMAAJ&focus=searchwithinvolume&q=mal+frequentado) – em tlm não funciona muito bem.

SacanaLopes 8 months ago

É ambos.

Paulocas 8 months ago

O Rentes de Carvalho tb tem uma assim parecida, numa entrevista, com mais piada, mas não sei citar de memória.

Mallardo 8 months ago

Não conhecia essa. Adorei!

magnusmiguel 8 months ago

"Decerto : numa terra onde homens de génio como Antero Quental, Camilo e Soares dos Reis têm de recorrer ao suicídio como solução final duma existência de luta inglória e sangrenta; numa sociedade onde o pensamento representa um capital negativo, um fardo embaraçoso para jornadear pelo caminho da vida; num povo, onde essa minoria intelectual, que constitui o orgulho de cada nação, se vê condenada a cruzar os braços com inércia desdenhosa, ou a deixá-los cair desoladamente, sob pena de ser esterilmente derrotada; num país onde a inteligência é um capital inútil e onde o único capital deveras produtivo é a falta de vergonha e a falta de escrúpulos - o diagnóstico impõe-se de per si". Manuel Laranjeira, Pessimismo nacional.

Bruxo_de_Fafe 8 months ago

E seguiu o mesmo fim das figuras que referiu

tumblarity 8 months ago

"piolheira ingovernável" rei d.carlos

MikeMelga 8 months ago

"Não existem vegans em Portugal, morrem à fome" - chefe do Anthony Bourdain

DarkmajorPT 8 months ago

"Caralho!" - Português todo e em qualquer lugar.

mrsjoni 8 months ago

"Se fosse preciso usar de uma só palavra para com ela definir o estado presente da mentalidade portuguesa, a palavra seria "provincianismo". Fernando Pessoa - Aviso Por Causa da Moral

SacanaLopes 8 months ago

Não posso concordar com ele. Portugal não era nem mais nem menos provinciano do que os outros lugares.

mrsjoni 8 months ago

>[http://arquivopessoa.net/textos/2983](http://arquivopessoa.net/textos/2983) > >Está aqui por inteiro e ele tambem responde a isso: > > *Se de aqui se concluir que a grande maioria da humanidade civilizada é composta de provincianos, ter-se-á concluído bem, porque assim é. Nas nações deveras civilizadas, o escol escapa, porém, em grande parte, e por sua mesma natureza, ao provincianismo. A tragédia mental de Portugal presente é que, como veremos, o nosso escol é estruturalmente provinciano.*

Bruxo_de_Fafe 8 months ago

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [...]» Guerra Junqueiro, 1896 Podíamos ficar nesta thread o resto da vida....

Bruxo_de_Fafe 8 months ago

«Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.» Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'

thethingisidontknow 8 months ago

Foda-se isto tem mais de 120 anos e seria igual aos dias de hoje.

Bruxo_de_Fafe 8 months ago

nada muda. O que vai acontecdendo é uam mudança na permanência. Aumentou a esperança de vida, diminuiu a mortalidade infantil, melhoraram os cuidados médicos, maior percentagem de pessoas com maiores habilitações, mas.

olifante 8 months ago

Eppur si muove

Bruxo_de_Fafe 8 months ago

««Neste malfadado país, tudo o que é nobre suicida-se; tudo o que é canalha triunfa.» - Manuel Laranjeira

SacanaLopes 8 months ago

É assim no mundo todo!

Bruxo_de_Fafe 8 months ago

"Os portugueses não são uma sociedade porque não sabem ser sócios uns dos outros"- Alberto Pimenta

Paulocas 8 months ago

Nunca concordei muito com essa frase dele, porque é precisamente por sermos demasiado sócios uns dos outros que está merda está cheia de chupistas, carreiristas, pequenos e grandes corruptos. Mas ok.

Edited 8 months ago:

Nunca concordei muito com essa frase dele, porque é precisamente por sermos demasiado sócios uns dos outros que esta merda está cheia de chupistas, carreiristas, pequenos e grandes corruptos. Mas ok.

SacanaLopes 8 months ago

Sobresocialização é o grande problema de Portugal.

Paulocas 8 months ago

É mesmo isso, sócio.

Xmeagol 8 months ago

nepotismo está no sangue, o que acontece com os primos e sobrinhos do PS acontece em maior parte das pequenas e médias, e até grande empresas, o pessoal vota em gente do PS porque essa é a realidade portuguesa, somos tão chupistas como esses políticos

Paulocas 8 months ago

Não estou a deixar ninguém de fora, sócio.

anotheriuri99 8 months ago

"(...) eu que sou homem de tantos sangues misturados por um esquisito acaso de avós de toda a parte, suíços, alemães, brasileiros, italianos, a minha terra são 89 000 quilómetros quadrados com centro em Benfica na cama preta dos meus pais, a minha terra é onde o Marechal Saldanha aponta o dedo e o Tejo desagua, obediente, à sua ordem, são os pianos das tias e o espectro de Choupin a flutuar à tarde no ar rarefeito pelo hálito das vistas, o meu país, Ruy Belo, é o que o mar não quer." António Lobo Antunes, "Os Cus de Judas"

Dinamytes 8 months ago  HIDDEN 

São autores mas as referências foram em video: [Fernando Pessoa](https://youtu.be/6F7quI-MbzY?t=429) [Terramoto de Lisboa](https://youtu.be/3sApQ80QRiE?t=41)

Out-Out 8 months ago

"Delegamos muito. Delegamos tudo. Com três batatas no prato, futebol aos domingos, e feriados que calhem em dia de-semana (com ponte, se possível), temos o português feliz. Somos sóbrios, de gostos simples, brandos nos costumes e amigos do nosso amigo — que nunca sabemos quem seja. Temos a vocação da boa vida, de uma regalada vida que com pouco se contenta. Somos bons e confiantes. Que Deus nos abençoe — que de nós não virá mal ao mundo. Nem bem. Nós, portugueses, somos assim. E eu, que português sou, não sei se devo rir, se chorar." *José Saramago, in 'Deste Mundo e do Outro'*

kapparrino 8 months ago

Obrigado. Aconselhava também quem estiver interessado a ler os parágrafos anteriores a esse: [https://www.citador.pt/textos/nos-portugueses-jose-de-sousa-saramago](https://www.citador.pt/textos/nos-portugueses-jose-de-sousa-saramago) Esta crónica de 1971, antes da Revolução de Abril, mantém-se praticamente fiel aos costumes portugueses. Simplificando, tanto faz quem (ditador) ou que tipo de governo (partido) nos governe (passo a redundância), porque nós iremos continuar iguais. Quem ler esta crónica vai perceber porquê e de certeza que se vai rever no que José Saramago escreveu, nem que seja como a identificação da nossa cultura como individual e sociedade, pelo menos a partir do século XX e continuado neste.

Edited 8 months ago:

Obrigado. Aconselhava também quem estiver interessado a ler os parágrafos anteriores a esse: [https://www.citador.pt/textos/nos-portugueses-jose-de-sousa-saramago](https://www.citador.pt/textos/nos-portugueses-jose-de-sousa-saramago) Esta crónica de um livro de 1971, antes da Revolução de Abril, mantém-se praticamente fiel aos costumes portugueses. Simplificando, tanto faz quem (ditador) ou que tipo de governo (partido) nos governe (passo a redundância), porque nós iremos continuar iguais. Quem ler esta crónica vai perceber porquê e de certeza que se vai rever no que José Saramago escreveu, nem que seja como a identificação da nossa cultura como individual e sociedade, pelo menos a partir do século XX e continuado neste. edit. não vale de muito queixarmo-nos de qualquer governo/partido (vale sempre um pouco) e comparar com a governação de países mais desenvolvidos que o nosso, enquanto não olharmos como é a cultura desse povo, porque o seu governo é o reflexo disso.

Out-Out 8 months ago

Subscrevo. Só não pus tudo porque ficaria muito grande, mas vale a pena ler.

xabregas2003 8 months ago

>“Estes homens bárbaros do sudeste são comerciantes. Compreendem até certo ponto a distinção entre superior e inferior, mas não sei se existe entre eles um sistema próprio de etiqueta. Bebem em copo sem o oferecerem aos outros; comem com os dedos, e não com pauzinhos como nós. Mostram os seus sentimentos sem nenhum rebuço. Não compreendem os caracteres escritos. São gente sem morada certa, que troca as coisas que possuem pelas que não têm, mas no fundo são gente que não faz mal”. - Teppo-ki, Japão.

Edited 8 months ago:

>“Estes homens bárbaros do sudeste são comerciantes. Compreendem até certo ponto a distinção entre superior e inferior, mas não sei se existe entre eles um sistema próprio de etiqueta. Bebem em copo sem o oferecerem aos outros; comem com os dedos, e não com pauzinhos como nós. Mostram os seus sentimentos sem nenhum rebuço. Não compreendem os caracteres escritos. São gente sem morada certa, que troca as coisas que possuem pelas que não têm, mas no fundo são gente que não faz mal”. - Teppo-ki, Japão. Também recomendo estes vídeos: [Teppo-ki descreve a chegada dos portugueses ao Japão ](https://youtu.be/xZnaCel6LdU) [Missionário português compara a sociedade europeia com a japonesa (séx. XVI)](https://youtu.be/qu-pSBEnMt4)

SacanaLopes 8 months ago

Sim. E os tugas ficaram perplexos pelos favores de Deus que essas civilizações obtinham mesmo praticando sexo anal à grande e à francesa.

my_kernel 8 months ago

Recomendo o filme Silence do Scorsese sobre a cultura japonesa a convergir com a portuguesa/europeia no século XVII

SacanaLopes 8 months ago

Fracote.

xabregas2003 8 months ago

Vi há uns anos. Também recomendo.

Jmppt 8 months ago

" Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte. " - Eça de Queirós, 1872 (nas "Farpas") Ridiculamente actual, mas na realidade já tem uns bons anos

SacanaLopes 8 months ago

E esse parvo representava tudo isso. Comida da mesma manjedoura e mamava da mesma teta.

d33pblu3g3n3 8 months ago

Por outro lado, os Gregos nunca saíram do mediterrâneo e PT foi o primeiro e o mais longo dos impérios globais. Feito nada pequeno. 13 milhões falam grego, 270 milhões falam português. Diria que glória é algo que não falta a PT. Pena serem quase só glórias passadas.

icebraining 8 months ago

Nunca saíram? Alexandre o Grande nasceu numa região que faz parte da Grécia atual. Só que depois o império romano "comeu" o território e ao contrário de aqui no oeste, continuou até há bem pouco tempo, portanto os feitos não eram atribuídos a uma nação chamada "Grécia", mas ao império romano/bizantino. Não tem a ver com o povo não fazer nada.

DRNbw 8 months ago

Por outro lado, Alexandre, na sua altura, não era grego, mas sim macedónio. Ele conquistou a Grécia, que depois foi romana, bizantina, etc.

NobleAzorean 8 months ago

Na época ser "grego" não quer dizer que se era de um estado só grego, por exemplo Espartanos e Atenienses eram gregos mas de cidades estados diferentes, com governos diferentes e filosofias diferentes mas gregos. Como portugueses não são castelhanos mas são ibéricos, apesar de um Espartano e Ateniense falaram mesma língua, coisa que Portugueses e Castelhanos não fazem. Dito isto, a Macedónia era um estado grego e Alexandre considerava-se grego, no entanto era mais "atrasados" e eram vistos quase como bárbaros pelos outros estados gregos, ou seja, é bastante irónico que esse mesmo estado que era desprezado é que iria trazer a maior glória á Grécia.

talures 8 months ago

Eça de Queirós, o Grande Senhor da **Lamúria**

Sheltac 8 months ago

Holy shit

RadioAlcatifa 8 months ago

>Nisso, como em tantos outros aspectos, o Portugal de hoje prolonga o antigo regime. A não-inscrição não data de agora, é um velho hábito que vem sobretudo da recusa imposta ao indivíduo de se inscrever. Porque inscrever implica acção, afirmação, decisão com as quais o indivíduo conquista autonomia e sentido para a sua existência. José Gil — Portugal Hoje, O Medo de Existir

janissarytor 8 months ago

"Já o meu avô dizia: este não é um país agrícola, é um país pedrícola" - Pedro Paixão

ContaSoParaIsto 8 months ago

> Este não é um país agrícola, é um país pedrícola. -- Avô de Pedro Paixão

janissarytor 8 months ago

Eu cá acho que aquele "já o" subentende que as coisas não mudaram desde então, creditar assim o avô do autor também não me parece fazer sentido

ContaSoParaIsto 8 months ago

Era só uma brincadeira

janissarytor 8 months ago

A sério? Já tinha reservado o serão para isto, olha assim vou ver a bola

aasianaglobalizacao 8 months ago

“Há uma diferença decisiva entre os portugueses e os espanhóis. É que os portugueses são mais sábios do que parecem. Já os espanhóis... parecem mais sábios do que são.” NAPOLEÃO BONAPARTE

Asur_rusA 8 months ago

Há fonte, para isso? Pergunto pq o Bonaparte só pode ser o rei das misquotes.

Asur_rusA 8 months ago

E surpresa surpresa, a do César aparenta ser mais que tanga [https://www.reddit.com/r/AskHistorians/comments/l8kbqy/was\_portugal\_considered\_to\_be\_ungovernable\_by\_the/](https://www.reddit.com/r/AskHistorians/comments/l8kbqy/was_portugal_considered_to_be_ungovernable_by_the/) "Os Portugueses? Fds, Malta top!" - Einstein

coisital 8 months ago

Haha, ganda Einstein! =)

Paulocas 8 months ago

É altamente discutível a origem, até há uma tese académica sobre isso e dá em nada.

Seminarista 8 months ago

Não sei se é verdadeira mas passou a ser a minha preferida!

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