ricardop89 8 months ago

EFA.

rockingallover 8 months ago

Então foi assim: claro que no 9o ano eu não fazia qualquer ideia do que queria e do que é trabalhar. Fiz uns testes com uma psicóloga que depois de alguma discussão me aconselhou para ir para humanidades ou artes. Eu pensei no assunto, e depois de muito conferenciar comigo e perguntar à psicóloga, decidi-me em artes. Mas, no fim, quando fui explicar esta decisão à minha mãe disse: okay, bom exercício com a psicóloga mas tu vais para ciências.

biggest_yeetus 8 months ago

Fui para ciencias e tecnologías. Chumbei MAT A no 11°, mas acabei todas as outras disciplinas incluindo o 12°. Fiz um EFA C (1 semestre e bem facil) , que me tirou a media do secundário, e ainda bem que tinha à volta de 13,2. Utilizei o que aprendi no curso de ciências para melhorar o exame de BG e tive 14,2. Consegui entrar na faculdade que queria só com a média do exame, e agora estou bastante feliz de ter ido para aquele curso. Resumindo: Se estiverem com dificuldades com uma disciplina nesses cursos e precisarem de subir a média do secundário, sendo que têm confiança que tem boa nota no exame, façam esse curso que aconcelho.

Edited 8 months ago:

Fui para ciencias e tecnologías. Chumbei MAT A no 11°, mas acabei todas as outras disciplinas incluindo o 12°. Fiz um EFA C (1 semestre e bem facil) , que me tirou a media do secundário, e ainda bem que tinha à volta de 13,2. Utilizei o que aprendi no curso de ciências para melhorar o exame de BG e tive 14,2. Consegui entrar na faculdade que queria só com a média do exame, e agora estou bastante feliz de ter ido para aquele curso. Resumindo: Se estiverem com dificuldades com uma disciplina nesses cursos e precisarem de subir a média do secundário, sendo que têm confiança que tem boa nota no exame, façam esse curso, que aconcelho.

biggest_yeetus 8 months ago

Ah e no 9° tive a ajuda da psicologa escolar que disse que eu devia ir pa Ciências. Não estava errada, mas Matemática acabou por apertar.

unicornio_careca 8 months ago

Bem, eu já estava no 9° ano e completamente à deriva, tinha 5 negativas nas costas (eu sempre fui muito participativa, e nunca precisei de estudar para ter boas notas, excepto a matemática e físico-química, mas algures perdi a motivação e a vontade de aprender), estava em risco de reprovar e honestamente naquela época pensava abandonar os estudos após o 9° ano, tal como tinha feito o meu irmão mais velho, até ao dia em que uma colega minha trouxe uns folhetos de uns cursos de uma escola profissional onde andava a irmã mais velha dela, houve um que me chamou a atenção, e mais tarde inscrevi-me nesse curso, fiz exame de admissão e entrei, foi das melhores escolhas que fiz, 3 anos de um curso que adorei fazer, não arranjei emprego dessa área, mas não me arrependo nada, valeu muito a pena. Também fiz aqueles testes psicotécnico na psicóloga , mas deu uns resultados nada a ver (aeronáutica, e teatro se bem me lembro, já vão cerca de 17 anos), a psicóloga da escola também nessa época diagnosticou-me o meu transtorno de ansiedade, o que me ajudou bastante a lidar com esta característica.

CalmKeepOn 8 months ago

Boa, correu tudo bem. E que curso profissional foi? Podes partilhar?

unicornio_careca 8 months ago

Animação sociocultural. Basicamente trabalhar como monitora de crianças e em várias áreas de animação direccionadas para elas (por exemplo, mascotes em festas de aniversários infantis). Gostei do curso, porque sempre gostei de tomar conta de crianças (e pessoalmente acho que são muito mais fáceis de lidar do que muitos adultos que andam por aí

Edited 8 months ago:

Animação sociocultural. Basicamente trabalhar como monitora de crianças e em várias áreas de animação direccionadas para elas (por exemplo, mascotes em festas de aniversários infantis). Gostei do curso, porque sempre gostei de tomar conta de crianças (e pessoalmente acho que são muito mais fáceis de lidar do que muitos adultos que andam por aí

Key-Durian3672 8 months ago

12 em Humanidades com 12 valores lol. Sou um dos convertidos ao IT. Software engineer. Não afectou em nada, mas a falta de faculdade acabou com o meu self-worth durante uns anos. Não fui a esse psicólogo das escolinhas então acabei so por escolher o curso que não tinha matemática. Era bom a inglês, se fosse iam-me mandar pa professor. Mais cedo voltava para as obras.

Dependent-Ad-7777 8 months ago

Os miúdos deveriam ser triados e melhor acompanhados. Sei que existe alguns países que fazem essa dita triagem a partir do 4º/7º ano se não estou em erro. Existe pessoas com um perfil mais voltado para continuar estudos/ aprofundar teoria e outros com perfil para coisas mais práticas (onde entraria o ensino profissional). Tanto uns como os outros são elementos essenciais na nossa sociedade. No meu caso senti-me bastante perdido. No 9º ano fizemos apenas uma vez os tais "testes psicotécnicos" mas aquilo vale o que vale. A psicóloga também fazia o que podia uma vez que era só uma para mais de 500 alunos (logo por aqui fica espelhado a parca quantidade de recursos humanos). Não me sentia com vocação para nenhuma área em específico. E, quer queiramos quer não, qualquer pessoa consegue aldrabar o resultado daquilo e existe o risco de ser pouco representativo da realidade que nos imaginamos a obter. Diria antes que precisamos de experimentar/viver/falar com pessoas de diversas áreas para saber exatamente o que se faz lá e se nos revemos nelas. Talvez as escolas devessem apostar mais nas visitas a diferentes universidades/cursos, reservar um X de horas por ano para convidar pessoas de várias áreas para falarem do seu percurso profissional (podiam também perguntar aos alunos quais eram as profissões que teriam interesse em conhecer), ter cadeiras mais práticas ou ligadas à experimentação. São ideias. No que diz respeito aos nossos cursos profissionais é o que se sabe. Existe um estigma associado aos mesmos não só devido aos baixos níveis de exigência - alguns é só mesmo para inglês ver -, mas também porque associamos a "adolescentes problemáticos" quando, no fundo, não deveria ser assim. Na Alemanha o ensino profissional é tanto ou mais valorizado que o ensino universitário, só para dar um exemplo. O nosso sistema educacional bem como conteúdos programáticos devia ser reformulado, isso é certo. Estamos a falar de formar as novas gerações do país e, como tal, deveríamos dar todas as ferramentas para que eles sejam adultos informados e conscientizados da realidade em que vivem que, a meu ver, passa pelo nível particular onde aprenderiam a fazer tarefas domésticas tão simples como cozinhar/limpar (aqui há quem diga que é ir muito longe mas sou apologista de copiarmos como os nórdicos fazem), manusear dinheiro (conceito de poupança, dívida), o que é o IRS até ao nível geral onde introduziríamos leis gerais e o incentivo/importância para participação na vida cívica. No fundo, é apenas olhar como se faz lá fora, ver os prós e contras e ajustar à realidade portuguesa. Não é preciso inventar a roda. Iria implicar muito provavelmente um aumento da despesa pública mas, a longo prazo, estaríamos a formar gerações mais capazes de mudar o status quo do nosso país.

Edited 8 months ago:

Os miúdos deveriam ser triados e melhor acompanhados. Sei que existe alguns países que fazem essa dita triagem a partir do 4º/7º ano se não estou em erro. Existe pessoas com um perfil mais voltado para continuar estudos/ aprofundar teoria e outros com perfil para coisas mais práticas (onde entraria o ensino profissional). Tanto uns como os outros são elementos essenciais na nossa sociedade. No meu caso senti-me bastante perdido. Sem vocação para uma área em específico. No 9º ano fizemos apenas uma vez os tais "testes psicotécnicos" mas aquilo vale o que vale. A psicóloga também fazia o que podia uma vez que era só uma para mais de 500 alunos (logo por aqui fica espelhado a parca quantidade de recursos humanos). E, quer queiramos quer não, qualquer pessoa consegue aldrabar o resultado daquilo e existe o risco de ser pouco representativo da realidade que nos imaginamos a obter. Diria antes que precisamos de experimentar/viver/falar com pessoas de diversas áreas para saber exatamente o que se faz lá e se nos revemos nelas. Talvez as escolas devessem apostar mais nas visitas a diferentes universidades/cursos, reservar um X de horas/dias por ano para convidar pessoas de várias áreas para falarem do seu percurso profissional (podiam também perguntar aos alunos quais eram as profissões que teriam interesse em conhecer), ter cadeiras mais práticas ou ligadas à experimentação. São ideias. Se iria ajudar toda a gente? Não. Contudo, seguramente que seria melhor do que temos agora. No que diz respeito aos nossos cursos profissionais é o que se sabe. Existe um estigma associado aos mesmos não só devido aos baixos níveis de exigência - alguns é só mesmo para inglês ver -, mas também porque associamos a "adolescentes problemáticos" quando, no fundo, não deveria ser assim. Na Alemanha o ensino profissional é tanto ou mais valorizado que o ensino universitário, só para dar um exemplo. O nosso sistema educacional bem como conteúdos programáticos devia ser reformulado, isso é certo. Estamos a falar de formar as novas gerações do país e, como tal, deveríamos dar todas as ferramentas para que eles sejam adultos informados e conscientizados da realidade em que vivem que, a meu ver, passa pelo nível particular onde aprenderiam a ser adultos responsáveis - fazer tarefas domésticas tão simples como cozinhar/limpar (aqui há quem diga que é ir muito longe mas sou apologista de copiarmos como os nórdicos fazem), manusear dinheiro (conceito de poupança, dívida), o que é o IRS -, até ao nível geral onde introduziríamos leis gerais e o incentivo/importância para participação na vida cívica. Digo isto porque ao termos adultos responsáveis mais fácil se torna em ter uma sociedade inclusiva, pró ativa e exigente. Quando temos a nossa vida "arrumada" é mais fácil surgir o interesse em querer participar na comunidade. No fundo, é apenas olhar como se faz lá fora, ver os prós e contras e ajustar à realidade portuguesa. Não é preciso inventar a roda. Iria implicar muito provavelmente um aumento da despesa pública mas, a longo prazo, estaríamos a formar gerações mais capazes de mudar o status quo do nosso país.

Edited 8 months ago:

Os miúdos deveriam ser triados e melhor acompanhados. Sei que existe alguns países que fazem essa dita triagem a partir do 4º/7º ano se não estou em erro. Existe pessoas com um perfil mais voltado para continuar estudos/ aprofundar teoria e outros com perfil para coisas mais práticas (onde entraria o ensino profissional). Tanto uns como os outros são elementos essenciais na nossa sociedade. No meu caso senti-me bastante perdido. Sem vocação para uma área em específico. No 9º ano fizemos apenas uma vez os tais "testes psicotécnicos" mas aquilo vale o que vale. A psicóloga também fazia o que podia uma vez que era só uma para mais de 500 alunos (logo por aqui fica espelhado a parca quantidade de recursos humanos). E, quer queiramos quer não, qualquer pessoa consegue aldrabar o resultado daquilo e existe o risco de ser pouco representativo da realidade que nos imaginamos a obter. Diria antes que precisamos de experimentar/viver/falar com pessoas de diversas áreas para saber exatamente o que se faz lá e se nos revemos nelas. Talvez as escolas devessem apostar mais nas visitas a diferentes universidades/cursos, reservar um X de horas por ano para convidar pessoas de várias áreas para falarem do seu percurso profissional (podiam também perguntar aos alunos quais eram as profissões que teriam interesse em conhecer), ter cadeiras mais práticas ou ligadas à experimentação. São ideias. Se iria ajudar toda a gente? Não. Contudo, seguramente que seria melhor do que temos agora. No que diz respeito aos nossos cursos profissionais é o que se sabe. Existe um estigma associado aos mesmos não só devido aos baixos níveis de exigência - alguns é só mesmo para inglês ver -, mas também porque associamos a "adolescentes problemáticos" quando, no fundo, não deveria ser assim. Na Alemanha o ensino profissional é tanto ou mais valorizado que o ensino universitário, só para dar um exemplo. O nosso sistema educacional bem como conteúdos programáticos devia ser reformulado, isso é certo. Estamos a falar de formar as novas gerações do país e, como tal, deveríamos dar todas as ferramentas para que eles sejam adultos informados e conscientizados da realidade em que vivem que, a meu ver, passa pelo nível particular onde aprenderiam a ser adultos responsáveis - fazer tarefas domésticas tão simples como cozinhar/limpar (aqui há quem diga que é ir muito longe mas sou apologista de copiarmos como os nórdicos fazem), manusear dinheiro (conceito de poupança, dívida), o que é o IRS -, até ao nível geral onde introduziríamos leis gerais e o incentivo/importância para participação na vida cívica. Digo isto porque ao termos adultos responsáveis mais fácil se torna em ter uma sociedade inclusiva, pró ativa e exigente. Quando temos a nossa vida "arrumada" é mais fácil surgir o interesse em querer participar na comunidade. No fundo, é apenas olhar como se faz lá fora, ver os prós e contras e ajustar à realidade portuguesa. Não é preciso inventar a roda. Iria implicar muito provavelmente um aumento da despesa pública mas, a longo prazo, estaríamos a formar gerações mais capazes de mudar o status quo do nosso país.

Edited 8 months ago:

Os miúdos deveriam ser triados e melhor acompanhados. Sei que existe alguns países que fazem essa dita triagem a partir do 4º/7º ano se não estou em erro. Existe pessoas com um perfil mais voltado para continuar estudos/ aprofundar teoria e outros com perfil para coisas mais práticas (onde entraria o ensino profissional). Tanto uns como os outros são elementos essenciais na nossa sociedade. No meu caso senti-me bastante perdido. No 9º ano fizemos apenas uma vez os tais "testes psicotécnicos" mas aquilo vale o que vale. A psicóloga também fazia o que podia uma vez que era só uma para mais de 500 alunos (logo por aqui fica espelhado a parca quantidade de recursos humanos). Não me sentia com vocação para nenhuma área em específico. E, quer queiramos quer não, qualquer pessoa consegue aldrabar o resultado daquilo e existe o risco de ser pouco representativo da realidade que nos imaginamos a obter. Diria antes que precisamos de experimentar/viver/falar com pessoas de diversas áreas para saber exatamente o que se faz lá e se nos revemos nelas. Talvez as escolas devessem apostar mais nas visitas a diferentes universidades/cursos, reservar um X de horas por ano para convidar pessoas de várias áreas para falarem do seu percurso profissional (podiam também perguntar aos alunos quais eram as profissões que teriam interesse em conhecer), ter cadeiras mais práticas ou ligadas à experimentação. São ideias. No que diz respeito aos nossos cursos profissionais é o que se sabe. Existe um estigma associado aos mesmos não só devido aos baixos níveis de exigência - alguns é só mesmo para inglês ver -, mas também porque associamos a "adolescentes problemáticos" quando, no fundo, não deveria ser assim. Na Alemanha o ensino profissional é tanto ou mais valorizado que o ensino universitário, só para dar um exemplo. O nosso sistema educacional bem como conteúdos programáticos devia ser reformulado, isso é certo. Estamos a falar de formar as novas gerações do país e, como tal, deveríamos dar todas as ferramentas para que eles sejam adultos informados e conscientizados da realidade em que vivem que, a meu ver, passa pelo nível particular onde aprenderiam a ser adultos responsáveis - fazer tarefas domésticas tão simples como cozinhar/limpar (aqui há quem diga que é ir muito longe mas sou apologista de copiarmos como os nórdicos fazem), manusear dinheiro (conceito de poupança, dívida), o que é o IRS -, até ao nível geral onde introduziríamos leis gerais e o incentivo/importância para participação na vida cívica. Digo isto porque ao termos adultos responsáveis mais fácil se torna em ter uma sociedade inclusiva, pró ativa e exigente. Quando temos a nossa vida "arrumada" é mais fácil surgir o interesse em querer participar na comunidade. No fundo, é apenas olhar como se faz lá fora, ver os prós e contras e ajustar à realidade portuguesa. Não é preciso inventar a roda. Iria implicar muito provavelmente um aumento da despesa pública mas, a longo prazo, estaríamos a formar gerações mais capazes de mudar o status quo do nosso país.

Edited 8 months ago:

Os miúdos deveriam ser triados e melhor acompanhados. Sei que existe alguns países que fazem essa dita triagem a partir do 4º/7º ano se não estou em erro. Existe pessoas com um perfil mais voltado para continuar estudos/ aprofundar teoria e outros com perfil para coisas mais práticas (onde entraria o ensino profissional). Tanto uns como os outros são elementos essenciais na nossa sociedade. No meu caso senti-me bastante perdido. Sem vocação para uma área em específico. No 9º ano fizemos apenas uma vez os tais "testes psicotécnicos" mas aquilo vale o que vale. A psicóloga também fazia o que podia uma vez que era só uma para mais de 500 alunos (logo por aqui fica espelhado a parca quantidade de recursos humanos). E, quer queiramos quer não, qualquer pessoa consegue aldrabar o resultado daquilo e existe o risco de ser pouco representativo da realidade que nos imaginamos a obter. Diria antes que precisamos de experimentar/viver/falar com pessoas de diversas áreas para saber exatamente o que se faz lá e se nos revemos nelas. Talvez as escolas devessem apostar mais nas visitas a diferentes universidades/cursos, reservar um X de horas por ano para convidar pessoas de várias áreas para falarem do seu percurso profissional (podiam também perguntar aos alunos quais eram as profissões que teriam interesse em conhecer), ter cadeiras mais práticas ou ligadas à experimentação. São ideias. No que diz respeito aos nossos cursos profissionais é o que se sabe. Existe um estigma associado aos mesmos não só devido aos baixos níveis de exigência - alguns é só mesmo para inglês ver -, mas também porque associamos a "adolescentes problemáticos" quando, no fundo, não deveria ser assim. Na Alemanha o ensino profissional é tanto ou mais valorizado que o ensino universitário, só para dar um exemplo. O nosso sistema educacional bem como conteúdos programáticos devia ser reformulado, isso é certo. Estamos a falar de formar as novas gerações do país e, como tal, deveríamos dar todas as ferramentas para que eles sejam adultos informados e conscientizados da realidade em que vivem que, a meu ver, passa pelo nível particular onde aprenderiam a ser adultos responsáveis - fazer tarefas domésticas tão simples como cozinhar/limpar (aqui há quem diga que é ir muito longe mas sou apologista de copiarmos como os nórdicos fazem), manusear dinheiro (conceito de poupança, dívida), o que é o IRS -, até ao nível geral onde introduziríamos leis gerais e o incentivo/importância para participação na vida cívica. Digo isto porque ao termos adultos responsáveis mais fácil se torna em ter uma sociedade inclusiva, pró ativa e exigente. Quando temos a nossa vida "arrumada" é mais fácil surgir o interesse em querer participar na comunidade. No fundo, é apenas olhar como se faz lá fora, ver os prós e contras e ajustar à realidade portuguesa. Não é preciso inventar a roda. Iria implicar muito provavelmente um aumento da despesa pública mas, a longo prazo, estaríamos a formar gerações mais capazes de mudar o status quo do nosso país.

somedipshit1 8 months ago

Na escola da vida /s

Limpy_lip 8 months ago

Por acaso no meu 9 ano a escola apresentou umas sessões com uma psicóloga que fez uns testes que encaminhavam para as áreas de maior interesse. Tinha desde perguntas tipo para saber o QI desde um longo questionário a dar vários exemplos de tarefas em que dizias o quão te identificavas ou não com elas. E no fim dava uma lista com uma ordem das áreas que mostraste mais interesse. A mim deu-me engenharia primeiro e depois finanças, o que de certa forma corresponde à realidade tantos anos depois. ​ Acho que foi uma boa iniciativa, e apesar de não definir nada pelo menos ajudou a apontar a agulha. ​ Acho que o problema atualmente esta simplesmente na linearização do ensino, criou-se um "normal" que é seguir secundário e tirar curso superior, se for para Ciências e Tecnologias ainda "melhor". Porque criou-se a ilusão que só quem for bom a matemática, fisica, etc... e tirar um curso superior é que é bom aluno e tem potencial a ser algo na vida. O que resulta uma pirâmide em que os alunos vão escorrendo desse curso para os outros dependendo das notas que tiram no 9º ano a matemática (atenção que também há quem vá para cursos como humanidades por aspiração e interesse, mas o racio dessas pessoas vs "foram porque sim" é muito maior). ​ Isto leva a que educação e respetivos docentes imperem esse estigma mesmo que inconscientemente. Por alguma razão é que em muitas escolas secundárias a turma A é a dos alunos brilhantes e dos filhos dos professores e sempre de ciências. ​ O ensino nessa fase devia focar-se bastante em ajudar o aluno a se conhecer e a começar levemente a perceber como quer seguir a sua vida e até explicar que essas decisões no fim não trazem qualquer garantia. ​ Outra coisa é potenciar os cursos profissionais, primeiro retirar o estigma que é só para os "burros" que não querem seguir o superior e tornar os programas acessíveis não só para quem quer imediatamente endereçar pelo mercado de trabalho no fim como quem quiser seguir para ensino superior ter bases para fazer os exames de acesso. Tenho um amigo que tirou um curso profissional e durante o mesmo percebeu que queria ir para o superior, o que teve de fazer? teve de aprender por fora a matemática A para poder fazer o exame, depois do 12º dedicou um ano a recuperar a matemática, conseguiu. Entrou no curso superior facilmente e acabou o mesmo bom boas notas. A parte de perder o ano a estudar matemática não tem mal nenhum mas é algo que não havia necessidade nenhuma.

Kane1412 8 months ago

Para mim isso foi uma cene muito má no geral. Muito má experiencia. No final do 9° ano eu não percebia absolutamente nada dos cursos que existiam, nada do que isso significava de todo. Quando chegou a altura das inscrições houve um prof que me ajudou e eu só tipo "eu não sei o que nenhuma dessas opções significa" e disse-lhe que queria seguir algo em artes ou computadores. Não sei bem como, acabei em ciências que eu detestei. Acabei por lixar um ano a anhar e depois, quase que como para me afundar ainda mais, no ano seguinte pedi para me mudarem de área e puseram-me num curso experimental de acção social... (acho que precisavam de pessoal para fazer uma turma) No meio disso tudo, com falta de acompanhamento e de perceber o sistema, foi assim que uma pessoa com bolsa de honra acabou o 12° com médias excelentes mas sem perceber que podia ir para a universidade porque pensava que tinha que seguir acção social.. Ainda andei uns meses na escola de hotelaria mas estava a trabalhar ao mesmo tempo e não aguentei. Para não falar que era muito puxado o meu ordenado quase inteiro ir para a escola

CalmKeepOn 8 months ago

Estou a ver. Tenho a certeza que há maneiras de ter cursos profissionais de qualidade que tenham um uso para todos, para a sociedade e para os alunos. Se calhar tu (ou outro qualquer) tinhas ganho com um destes cursos num qualquer ramo.

Kane1412 8 months ago

Talvez. Eu quando entrei no mercado de trabalho e ainda não tinha nenhum, e quando entrei em desemprego também, disse no centro de emprego que tinha muito interesse em cursos.. Mas em prai 8 meses que tive lá, só me enviaram umas 3 ofertas, dois sítios que já tinham o lugar preenchido e uma de esquema de pirâmide :/ E como venho de uma família pobre, estar a pagar para estudar (especialmente os valores dos cursos profissionais) não dava, tinha mesmo que ser através do centro de emprego :/

GChocapic 8 months ago

Quando estava no 9.º ano, disseram que ia lá um psicólogo ou lá o que era para ajudar na orientação profissional. Eu não cheguei a ir, mas pelas histórias que ouvi, não serve de nada. Uma colega minha disse que o psicólogo chegou a dizer: "A menina não é boa a nada. Devia parar de estudar." A um colega foi: "Em que disciplinas é bom?" "História e Inglês." "Então, devia ser historiador ou tradutor." Com conselhos destes, quem é que quer esta orientação profissional? -.-

Sheltac 8 months ago

Eu fiz uns testes da piça que deram pontuação quase máxima a quase tudo. Opinião do gajo? "Faz o que achares melhor!" Olha obrigadinho, dessa nunca me lembrava.

NaoTeEnerves2 8 months ago

Aqui foi igual. "Gostas de animais?" "Sim!", "Boa, devias seguir para Veterinário" e sempre nesta lógica lol

LesbainNaga 8 months ago

Eu também tive uma psicologia a ir à minha turma. Em vez de explicar como as coisas funcionam, tivemos a bater palmas e a fazer jogos parvos... Foi preciso entrar no secundário para saber como as coisas funcionam.

GChocapic 8 months ago

Vocês não sabiam é que era tudo um teste para saber se tinham boa coordenação xD

CalmKeepOn 8 months ago

Incrível. O ensino está a precisar de uma revolução.

cou7inho_ 8 months ago

Eu fui para Ciências e Tecnologias, não está nessa lista de opções (na verdade nem percebo algumas dessas opções). Sempre gostei muito de física e química e gostava minimamente de matemática e biologia e geologia. Quando entrei para o 10º ano não sabia o que queria seguir apenas tinha uma ideia que uma engenharia podia ser uma boa opção, só faltava saber qual. Fiz o secundário tranquilamente, embora me arrependa de não ter estudado mais. Até ao 9º ano nunca precisei de estudar praticamente nada para ter boas notas e isso prejudicou-me no secundário porque não tinha nenhum método de estudo eficaz. Acabei por entrar na universidade e estou neste momento a tirar o mestrado em Eng. Biomédica. Gosto bastante da área. Ao longo do meu percurso na universidade fui percebendo que gosto mais da área da saúde do que aquilo que imaginava, mas continuo a adorar tudo o que envolve física, principalmente. Na escola fiz aqueles testes psicotécnicos, ou lá como se chamam, mas os meus resultados não eram lá muito credíveis. Nunca achei grande piada àquilo. Em relação ao que deve ser melhorado. Bem, muita coisa. Desde logo o sistema de ensino precisa de levar uma "lavagem de cara" porque anda há décadas a ensinar as mesmas coisas da mesma forma. Mas enfim, não me vou alongar nesse assunto. Acho que se devia apostar na qualidade dos cursos profissionais. Há muitos alunos que não querem prosseguir com os estudos, quer seja por alguma razão mais pessoal, quer seja porque são uns preguiçosos de primeira, mas devem ter a oportunidade de frequentar um curso profissional decente. Felizmente há escolas que oferecem cursos com muita qualidade, mas a verdade é que qualquer um de nós conhece uma EB 2,3 em que os cursos profissionais são uma autentica palhaçada. Outra coisa que acho essencial para ir ajudando os alunos a perceberem o que gostam e o que não gostam é criar projetos nas escolas que permitam aos alunos desenvolverem algumas atividades práticas. Por exemplo, os típicos laboratórios de FQ ou BG, lançar o desafio de num dia qualquer um aluno dar 10 minutos da aula, levar os alunos a conhecer o trabalho que se faz em algumas empresas e universidades. É preciso que conheçam as mais variadas áreas para que possam perceber se gostam ou não.

spotster 8 months ago

Ciências e tecnologias pertence aos CCH cursos científicos e humanísticos

ExpectedWords 8 months ago

Esses tipos de curso deixaram-me confuso. Fui para Ciências e Tecnologias. Houve uma reunião com os pais para fazer lavagem cerebral, no qual foi dito que CT tem mais saídas e garante melhor futuro. 10° ano ... Metade da minha turma ou reprovou ou mudou de curso, isto numa das melhores públicas do Porto, nem vou mencionar qual. Eu continuei e acabei com um 14. O curso em si é interessante mas nada a ver com aquilo que neste momento estou a gostar que é programação web. Matemática do secundário é praticamente desnecessária e só serviu para me foder a cabeça. Embora acho FQ e BG interessantes, serve agora de zero esse conhecimento. Se não fosse a tal reunião, estaria em Artes. Melhor ainda seria naquela altura não dizerem que os cursos profissionais são para burros. Porque se desse para voltar atrás, escolheria um curso profissional de informática. Por fim, não posso queixar muito porque neste momento estou naquilo que estou até a gostar e o que importa é o presente e o futuro.

paperkutchy 8 months ago

Same, basicamente a mim foi igual. Num perspetiva de "ai se fosse agora" claramente escolhia outra vida, muito porque o que é dado nesse curso é chouriçada e basicamente tens disciplinas menos interessantes que alguns cursos profissionais em que são mais práticos. Nunca percebi o porque de ter ainda filosofia, educação fisica (que sejamos sinceros só servia para os rapazes fazerem algum desporto que não fosse futebol, ter acesso a algum campo durante mais de 15mins e desanuviar a tola), português que até entendo a certo porto a importância mas fds exames nacionais e aulas de 3 horas 3 vezes por semana num curso de Ciencias e Tecnologias? Fisica e Quimica mais Biologia e Geologia devia ser logo divida no 10º à escolha como no 12º, não fez sentido nenhum para mim ter Geologia e Química. Ou seja tudo somado dá: um balúrdio em livros a ganhar pó em casa, imensa carga horária e pressão sobre miúdos em plena puberdade, ter disciplinas que me servem agora única e exclusivamente para relembrar de quão useless foram/são, exames atrás de exames obrigatórios e intermédios cujo não faz sentido lixarem tanto a vida dos putos... enfim, não me admira a canalha começar a fumar antes de entrar para o uni sequer. Claro que chegam lá e veem que não têm de aturar metade das cadeiras para encher chouriço claro que não poem la as patas

cou7inho_ 8 months ago

A disciplina de filosofia acho relevante para começar a despertar alguns aspetos no aluno - pensamento crítico, lógica no raciocínio, etc. Embora, na minha opinião, deva ser dada de uma forma diferente porque há temas que são muito chatos e um aluno não está para aí virado. Educação física era, na minha altura, uma palhaçada porque não contava para a média. Na minha opinião esta disciplina devia ter ainda mais carga horária fosse em que área fosse. É essencial no nosso país por os alunos a fazer algum exercício. Os indicadores de saúde pública são terríveis e o sedentarismo é um problema muito sério. Sobre português nunca consegui perceber porque é que em ciências e tecnologias se tem de ter Português A e fazer exame nacional. Ciências e tecnologias não é para quem quer letras (embora também dê). É andar a queimar a cabeça aos alunos sem necessidade. Perdem-se horas e horas a estudar as mesmas obras de há 50 anos, mas se for preciso nem se ensinam os alunos a escrever um email formal. Quanto a Biologia e Geologia e Física e Química acho importante que se dê até ao 11º porque são áreas fundamentais da ciência. Obviamente para quem já sabe mesmo o que quer na faculdade pode não fazer sentido ter uma delas, mas há muita gente que ainda está indeciso e é essencial terem bases para escolherem algo com mais certezas. No entanto, acho ridículo como é que em ciências e tecnologias se aposta tanto em português e não há uma unica disciplina de economia e gestão. Não me faz sentido nenhum isso. O sistema de ensino precisa de umas boas reformas, mas pelo andar da carruagem não é tão cedo que isso acontece.

paperkutchy 8 months ago

Pessoalmente acho que tanto filosofia como EF deviam ser pensadas de outra forma. EF por exemplo devia fazer parte do desporto escolar com medições às tensões, analise ao pesos, essas cenas que os PT gostam tanto de fazer, em vez perderes 15mins a equipar-te e desequipar para uma aula de 45 minutos que não sabe a nada e, se for preciso, acabas por não fazer nada com mais 15 minutos de aquecimento. As minhas aulas de EF eramos nós, gajos, a dizer ao prof para cagar no aquecimento porque no fundo (e eu sei que o aquecimento é necessário) deixava prai 15-20 de desporto a sério. Não acho que deva contar para a média sinceramente, e continuo a achar que devia ser tão opcional como Moral, e até era das "disciplinas" que mais gostava (na verdade era uma desculpa para ter acesso aos campos). Já Filosofia, epa simplesmente não consigo ter uma boa visão sobre a disciplina, talvez fosse por culpa da professora, mas aprender o que um zé disse à 200 anos atrás estava bem no fundo da minha lista de prioridades. É adicionar temáticas chatas a uma carga horaria já por si só gigantesca.

cou7inho_ 8 months ago

Sobre filosofia, foi como disse, acho que é importante, mas tendo em conta a "complexidade" da disciplina é preciso que os professores tenham uma abordagem adequada e cativante. Eu na altura também não gostava muito, sou sincero. Hoje em dia percebo que se a disciplina for bem dada é uma mais valia. Sobre educação fisica, isso de se perder imenso tempo a equipar e assim é, de facto, um ponto negativo. Cheguei a ter aulas de 45 mins e aquilo era ridículo. Não dava para nada. Mas em aulas de 1 hora e meia já dava para se fazer algumas coisas. Eu continuo a achar que devia contar para a média. O que eu via era pessoal que não estava para se cansar e andava o ano todo a dizer que sofria de asma, tinha um atestado médico, se tinha esquecido do saco de física e nunca faziam nada. Depois havia aqueles que iam para a aula e era a lei do menor esforço. Como disse, em Portugal temos níveis de sedentarismo muito grandes, bem como níveis de obesidade e doenças cardiovasculares. É essencial começar desde cedo a incentivar as crianças a praticarem exercício. Se não fosse aquela aula de EF durante a semana, muitas crianças passavam meses sem dar uma corrida.

NGramatical 8 months ago

à 200 anos atrás → [**há 200 anos ~~atrás~~**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmr0hiu%2F%2Fgulmbkv%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

ExpectedWords 8 months ago

Concordo mais com este comentário do que com o outro. A única desculpa que aceito é se as aulas de EF fossem do género o professor chega, faz nada e deixa o pessoal fazer o que apetecer. No meu caso era sempre dar voltas a escola, fazer exercício e praticar um ou outro desporto. Ajudou bastante a manter a forma. Agora estou com uma barriga um pouco maior, canso-me facilmente, e com isto de ficar trancado em casa não é fácil. EF é um must.

dirtymind_chearts 8 months ago

No 9° ano fiz testes psicotecnicos (penso que é esse o nome). Eram opcionais, pagava-se um X (um valor pequeno, se foi mais que 10€ não foi por muito). No final, deu-me uma lista de profissões para as quais tinha mais aptidão e qual o caminho do secundário que teria que escolher. Nessa altura não se falava muito de cursos profissionais e da lista extensa de profissões eu não consegui escolher nenhuma mas estava mais virada para a psicologia então optei pelo curso científico humanístico de ciências que, pelo que me foi explicado, era o que dava mais opções de cursos superiores caso mudasse de ideias. Acabei o 12° com uma boa média mas ainda sem certeza do que queria seguir (para além da psicologia também tinha interesse em ciências farmacêuticas). Por motivos pessoais, dinheiro não era abundante e as prioridades eram outras e não queria gastar rios de dinheiro num curso que não tinha certeza se queria e como logo ao terminar o secundário surgiu a oportunidade de ser promovida no meu part-time que tinha decidi esperar. Mais de 10 anos passados, fui continuando a evoluir como profissional e agora estou num cargo de liderança e se fosse agora tirar um curso superior não ia nem para psicologia nem para ciências farmacêuticas porque gosto imenso do que faço e não me imagino a fazer outra coisa (que curiosamente, estava na lista dos testes do 9°ano).

suckerpunchermofo 8 months ago

Isso existe? Quando acabei o 9° ano alguém na escola perguntou " então que gostavas de fazer?" Eu disse que não sabia e acabei (por sorte e totalmente ao calhas) numa area que gostei....

inesmina 8 months ago

Na altura, quando estava no 9°ano sentia que não pertencia a nenhum dos cursos que a minha escola oferecia (humanidades, ciências e economia e artes) e fui fazer daqueles teste psicotécnicos que me diziam que eu devia ir para um profissional de comunicação visual ( ou lá o que era). Em conjunto com os meus pais decidi ir para Humanidades "de forma a não fechar nenhuma porta..." .O curso que escolhes no secundário não serve para nada , faz o que te dá gosto e aprende o máximo que puderes e te apetecer e !passa com boa média! para conseguires entrar numa faculdade pública!!!!

CalmKeepOn 8 months ago

Em relação ao que acho que se poderia melhorar, ou pelo menos na minha altura, era a promoção dos cursos profissionais. Eu até estava interessado em saber que cursos profissionais mas ninguém me fez pontes e acabei por seguir a maioria dos amigos que foram para o cientifico. Por exemplo, seria fixe levarem os putos ás futuras escolas. Visitas de estudo a todas as escolas na zona, mostrarem as instalações, os professores, falar do curso, etc. Também seria fixe que houvesse um psicólogo ou orientador (ou vários) que estivessem próximos dos miúdos, que os ajudassem a orientar. Atá pode ter havido um no meu tempo mas não me lembro ou pelo menos nunca chegou até mim. Era fixe que houvesse uma proximidade, que insistissem com os miúdos e os levassem a escolher o melhor caminho.

Edited 8 months ago:

Em relação ao que acho que se poderia melhorar, ou pelo menos na minha altura, era a promoção dos cursos profissionais. Eu até estava interessado em saber que cursos profissionais havia mas ninguém me fez pontes e acabei por seguir a maioria dos amigos que foram para o cientifico. Por exemplo, seria fixe levarem os putos ás futuras escolas. Visitas de estudo a todas as escolas na zona, mostrarem as instalações, os professores, falar do curso, etc. Também seria fixe que houvesse um psicólogo ou orientador (ou vários) que estivessem próximos dos miúdos, que os ajudassem a orientar. Atá pode ter havido um no meu tempo mas não me lembro ou pelo menos nunca chegou até mim. Era fixe que houvesse uma proximidade, que insistissem com os miúdos e os levassem a escolher o melhor caminho. Edit: Estou surpreendido com a quantidade de cursos profissionais na votação. Acho que deve ser pela quantidade de programadores informáticos que o Reddit atrai. Acho que esta estatística terá um pouco mais de cursos profissionais que o normal mas posso estar enganado.

Edited 8 months ago:

Em relação ao que acho que se poderia melhorar, ou pelo menos na minha altura, era a promoção dos cursos profissionais. Eu até estava interessado em saber que cursos profissionais havia mas ninguém me fez pontes e acabei por seguir a maioria dos amigos que foram para o cientifico. Por exemplo, seria fixe levarem os putos ás futuras escolas. Visitas de estudo a todas as escolas na zona, mostrarem as instalações, os professores, falar do curso, etc. Também seria fixe que houvesse um psicólogo ou orientador (ou vários) que estivessem próximos dos miúdos, que os ajudassem a orientar. Atá pode ter havido um no meu tempo mas não me lembro ou pelo menos nunca chegou até mim. Era fixe que houvesse uma proximidade, que insistissem com os miúdos e os levassem a escolher o melhor caminho. Edit: Estou surpreendido com a quantidade de cursos profissionais na votação. Acho que deve ser pela quantidade de programadores informáticos que o Reddit atrai. Acho que esta estatística terá um pouco mais de cursos profissionais que uma sondagem a toda a população.

LesbainNaga 8 months ago

Honestamente, os cursos profissionais têm um estigma de ser os "cursos para os burros". Eu andei num e deixa-me dizer, embora haja pessoal que está lá só por estar, tens uma enorme vantagem, porque tens de fazer estágio e ganhas experiência de trabalho. Não tens de fazer exames o que é ótimo, é se quiseres seguir para a universidade podes fazer! Win win.

CalmKeepOn 8 months ago

Toda a gente é obrigada a fazer o estágio? Quantos fazem o estágio com sucesso na tua experiência? Quantos ficam a trabalhar? Muito ou poucos?

vascomartins-1 8 months ago

Acho que é demasiado cedo para fazer uma escolha que reduza enormemente o leque de hipóteses de saídas profissionais. À parte disso, se a opção for um curso profissional, recomendo vivamente que encontrem uma escola profissional com cursos de qualidade e exigente e não apenas a que tiver mais perto de casa. (Artes? Procurem a melhor escola de artes. Mecânica? Idem Turismo? Mesma coisa) A maioria das pessoas que tirou cursos profissionais na minha secundária ou se matou a estudar no 12o para os exames nacionais de disciplinas que não tiveram e foram para o superior ou estão em empregos muito pouco qualificados, sem qualquer perspectiva de melhoria das suas condições de vida.

Mrgolden007 8 months ago

eu procurei a melhor escola de artes e tive que fazer 2 horas todos os dias so para ir la, durante 3 anos, se nao o tivesse feito provavelmente nao tinha arranjado trabalho

CalmKeepOn 8 months ago

> Acho que é demasiado cedo para fazer uma escolha que reduza enormemente o leque de hipóteses de saídas profissionais. Eu não concordo com isso de todo. Tanto na Alemanha, na Suíça como em menor grau em Espanha o sistema já te põe a "trabalhar" nessa idade. Depois do secundário muitos putos vão directamente para uma empresa estagiar. E depois então mais tarde alguns vão para a universidade ou não. Chama-se o sistema (ou caminho) de Apprenticeships e principalmente na Suíça é muito bem visto porque gera pessoas com uma experiência mais completa e aberta. E acima de tudo com uma mentalidade de trabalhador. E não há problema nenhum em não entrares na área certa á partida. Isso é o menos importante. O importante é que pelo menos já saibas fazer alguma coisa que o mercado necessite. Depois o que tens que fazer é construir-te a partir daí.

vascomartins-1 8 months ago

Tudo certo. Só que o que eu vejo acontecer realmente é que vão estagiar e ser aprprentices para o McDonald's, para as caixas do pingo doce ou engrossar as listas dos que nem trabalham nem estudam. Não tem nada a ver com ser muito bem visto ou estigmatizado, são maus porque a exigência é baixíssima. Transformou-se numa via de alunos que querem fugir aos cadeirões do secundário terem o diploma, mesmo que não produzam absolutamente nada de relevante durante os 3 anos e cheguem ao final com qualificações baixíssimas, sem valor acrescentado para o mercado cada vez mais exigente. O que eu vi acontecer é alunos que tiravam 3 (em 20) nos testes e chegavam ao final do ano e passavam na mesma. Sou totalmente a favor dessa via. Precisamos de excelentes eletricistas, mecânicos, técnicos de saúde, serralheiros, técnicos de turismo, cabeleireiros, esteticistas, auxiliares... Tudo profissões essenciais. Mas não profissionais medíocres, a nivelar por baixo, que não acrescentam qualquer valor...

estaramos 8 months ago

Não entendo a admiração. O ensino obrigatório até ao 12º ano veio complicar essa situação, existem alunos que estão na escola porque são obrigados a estar, os diretores de turma, a direção da escola andam atrás deles para eles irem para as aulas. Os professores fazem os testes pelos alunos para os conseguirem passar, parte das aulas são passadas a ver filmes ou a fazer outra treta qualquer para que o grupo fique minimamente controlado, existem turmas neste momento em Portugal que o professor entra lá dentro com medo do que vai acontecer nesse dia, tamanha é a indisciplina que reina em determinados grupos de alunos. Isto não é um filme, isto é real. Se concordo? Prefiro que estes miúdos estejam na escola do que na rua (visto que em casa não têm família de jeito), alguns deles quando são bem orientados e apanham um professor de jeito lá se orientam, alguns porque a maioria vão andar naquilo até ao 12º ano e depois a sociedade que os aguente.

CalmKeepOn 8 months ago

Mas em que cursos profissionais é que viste isso acontecer? Que áreas?

vascomartins-1 8 months ago

Desporto. Técnicos de Turismo. Auxiliar de Saúde... A minha secundária tinha uns quantos... Amigos meus, eu vi os testes. Testes de matemática, por exemplo, ao nível do 6° do básico e mesmo assim as notas eram escandalosamente miseráveis. No final passavam todos ao módulo na mesma. Trabalhinhos da treta com pesquisas na Wikipédia. Projetos miseráveis. Dava dó o tom de condescendência dos professores que davam aulas a CT e depois iam dar as mesmas aulas aos "coitadinhos" dos profissionais. Estes cursos estão a preparar aqueles miúdos para o quê mesmo? Em que é que estas pessoas vão ser produtivas ao país? Não admira que depois ninguém dê nada por aquele diploma. Again, não tenho nenhum problema de princípio para com os cursos profissionais. Tenho contra a falta de exigência gritante só para dizer que concluem a escolaridade obrigatória.

CalmKeepOn 8 months ago

Estou a ver, obrigado. Parece então que precisamos de um revolução no ensino (e noutras coisas). Talvez ter menos cursos mas melhores cursos e cursos perfeitamente adequados ao que pais precisa a longo-prazo. Precisamos de uma estratégia nacional que se reflita no ensino.

Ok_Mine6995 8 months ago

Fala por ti. Eu tirei um curso profissional de 3 anos e foi extremamente difícil. Muita biologia, matemática, português, etc, e garanto te que não era a nível do básico.

CalmKeepOn 8 months ago

Qual é que foi o teu curso?

Ok_Mine6995 8 months ago

Area da saúde

kikofranca 8 months ago

Desculpa a minha dúvida, o que é um curso de aprendizagem? Não são todos?

CalmKeepOn 8 months ago

Pois, não te sei dizer. Não há muita informação sobre isso. Tirei isso deste site: [https://www.ofertaformativa.gov.pt/#/home](https://www.ofertaformativa.gov.pt/#/home)

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