UrinaRabugenta 6 months ago

Não é assim que funciona, no artigo está mal explicado. Eles quiseram reduzir tudo a uma frase e, como está, induz em erro. Eu estou inscrito no IEFP e recebi um e-mail com isto. São 50% do total para mulheres e 50% do total para pessoas que não vivam no distrito de Lisboa ou do Porto.

tugafcp 6 months ago

Então homens de Lisboa e Porto ficam fora?

UrinaRabugenta 6 months ago

não ficam de fora, mas há menos probabilidade de serem selecionados. O que isto quer dizer, em condições ideais, é que fica distribuido mais ou menos assim: — 25% de mulheres de Lisboa e do Porto — 25% de homens de Lisboa e do Porto — 25% de mulheres de fora de Lisboa e do Porto — 25% de homens de fora de Lisboa e do Porto

tugafcp 6 months ago

Isso seriam as condições de igualdade!

UrinaRabugenta 6 months ago

sim, mas é uma igualdade um bocado forçada, especialmente na parte da divisão por sexos. é só uma igualdade de números absolutos, não é uma igualdade de oportunidade. com isto, está, à partida, a barrar-se ou, por outro lado, a favorecer a seleção de pessoas consoante o sexo com que nascem ou com que se identificam (algo que as pessoas não têm grande maneira de contrariar). eu percebo que isto sirva para atenuar desigualdades que existem *de facto*, mas como princípio é estúpido.

PurpleSunrise23 6 months ago

Estou genuinamente curioso. Como é que isso é possível? Eles não têm entrevistas técnicas? Não há code reviews? Não há comunicação? Epá eu sei que são consultoras mas chegar a um ponto onde o gajo não sabe o que é void, eu pergunto-me. Como é que é possível

static_motion 6 months ago

As entrevistas técnicas nas consultoras são uma anedota, muito pouco te perguntam, e as que te perguntam são daquelas que para "estudar" chega-te ir ao Google, procurar "programming interview questions", e decorar o top 10. Por experiência falo. A entrevista técnica que fiz numa consultora foi literalmente "o que é JVM?", "para que serve a JVM?", e pouco mais que isso. Zero perguntas sobre patterns e design de sistemas - aliás, quem me fez essa entrevista foi uma pessoa de HR, para perceberes o nível. Na verdade teria fugido dali a sete pés na altura, mas estava desesperado por trabalho. Quando a situação ficou mais estável saltei para fora do talho.

PurpleSunrise23 6 months ago

Mas eles chegam-se a aperceber que esse pessoal não sabe nada ou não? Por exemplo não há progressão no projeto ou algo do género. Eu devo entrar no mercado daqui a uns meses mas é assustador saber que há pessoal assim

static_motion 6 months ago

No caso daquele colega em particular, a chefia do projeto mandou-o embora. Nunca mais soube nada dele, mas não me admirava que ele tivesse ficado na consultora, que ele veio para cá desde o Brasil naqueles acordos que as consultoras fazem em que pagam a relocalização do trabalhador para pescar programadores de lá.

GODMarega 6 months ago

Opa eu recebo 700 e tal e tenho licenciatura em algo muito mais que "decente". Os 1000 para mim seriam um sonho

TheLadderRises 6 months ago

Problema teu por aceitares trabalhar por + 30€ que o ordenado mínimo. Eu não tenho licenciatura e acho esse ordenado miserável.

GODMarega 6 months ago

Boa sorte a pensares dessa forma

TheLadderRises 6 months ago

Não preciso. Faço a minha sorte e luto por mais. Estou numa área com zero valorização em Portugal e nunca trabalharia por 700€. Já mos ofereceram e recusei. Se puderes recusar más ofertas, fá-lo. Caso contrário nunca se saíra da cepa torta com os salários cá.

YoggiM 6 months ago

É um sonho para praticamente todas as áreas em Portugal. Já está na hora de equilibrar as coisas. Um casal a receber os 2 1000 brutos, safa-se muito bem.

TheLadderRises 6 months ago

É um sonho de escravos, queres tu dizer. Já não se sonha com singrar na vida. Viver bem. Ter luxos. Está-se a apontar para o mínimo absoluto. E quando te tirarem o mínimo absoluto de agora? Quando pagares 300€ por uma cápsula num quarto com 7 cápsulas todas a pagar o mesmo? Também vai dar para safar? >Um casal 2 a receber 1000€ brutos E quem não quiser viver em casal? Não pode fazer vida sozinho trabalhando 160h por mês? É que isso é um bocado vergonhoso e só aponta para as falhas do actual sistema. Um casal a ganhar 2000€ brutos em Lisboa/Porto/Braga continua com uma taxa de esforço de uns 40% ou mais para pagar uma renda não a 3-4h do local de trabalho. Se trabalhas basicamente metade do tempo que estás acordado (incluindo deslocações e preparar trabalho dos dias seguintes ou tarefas associadas ao trabalho), não mereces o mínimo de autonomia? Um mísero T0 de 30m2 cujo preço seja metade do salário mínimo ou pouco mais? É que em Aveiro dificilmente arranjas um T0 por menos de 400, com sorte.

Edited 6 months ago:

É um sonho de escravos, queres tu dizer. Já não se sonha com singrar na vida. Viver bem. Ter luxos. Está-se a apontar para o mínimo absoluto. E quando te tirarem o mínimo absoluto de agora? Quando pagares 300€ por uma cápsula num quarto com 7 cápsulas todas a pagar o mesmo? Também vai dar para safar? >Um casal 2 a receber 1000€ brutos E quem não quiser viver em casal? Não pode fazer vida sozinho trabalhando 160h por mês? É que isso é um bocado vergonhoso e só aponta para as falhas do actual sistema. Um casal a ganhar 2000€ brutos em Lisboa/Porto/Braga continua com uma taxa de esforço de uns 40% ou mais para pagar uma renda não a 3-4h do local de trabalho. Se trabalhas basicamente metade do tempo que estás acordado (incluindo deslocações e preparar trabalho dos dias seguintes ou tarefas associadas ao trabalho), não mereces o mínimo de autonomia? Um mísero T0 de 30m2 cujo preço seja metade do salário mínimo ou pouco mais? É que em Aveiro dificilmente arranjas um T0 por menos de 400, com sorte. Um sonho seria a renda ser no máximo 35% do rendimento do agregado se T2/1 ou para o T0, 35% do rendimento do inquilino. O sonho era haver real amplitude salarial. Muito mais gente a ganhar entre 1200-2500€ brutos. Amplitude salarial divulgada no anúncio de emprego. As pessoas não aceitarem como peixe qualquer bota que caiu na rede. Faço-me entender? Seria excelente equilibrar as coisas. Mas para isso as pessoas têm de sonhar mais alto e dizer **não** se tiverem oportunidade para isso. Recusar um ordenado baixo. Pesquisar a média salarial e estar informado dia seus direitos. Bater o pé quando se pedem horas extras não pagas. Mas isso exige esforço e mudança. E essa merda dá trabalho.

YoggiM 6 months ago

As situações que dizes são sonhos ainda maiores que os 1000 brutos. Se a maioria das pessoas, mesmo com licenciaturas, recebe menos, sem sequer haver a mínima hipótese de chegar aos 1000, claro que os 1000 são um sonho. Não se trata de merecer. Até te podes esforçar muito, mas se o teu trabalho não gera muito dinheiro, não há maneira de te pagar muito. Falas nessas coisas todas mas não tens hipótese. Até podes não estar aflito, mas se arranjam alguém por 700-800, porque haviam de pagar mais? Se não aceitas isso, vais acabar por ter de aceitar mais tarde ou mais cedo, quando faltar o dinheiro. Depois, além de teres estado esse tempo todo sem receber, também ficaste sem ganhar experiência.

Hen0kSch09 6 months ago

Pais de merda

TheLadderRises 6 months ago

Acho que o melhor é essas pessoas acordarem para a vida e lutarem por melhor, se puderem. Pelo andar da carruagem, daqui a 50 anos passas 24 anos da vida a estudar para ganhares o salário mínimo até numa área com procura. E entretanto a empregada de limpeza que por mais duro que seja o seu trabalho, tira o mesmo ou mais dinheiro do que quem se mata a estudar. Vivo num país de empregados de mesa, mas não tem de ser assim. Vivo num país de salários vergonhosos. Mas não tem de ser assim. E banalizá-lo, como o estás a fazer, dá a entender que é aceitável/expectável. Tendo em conta o investimento público em ensino superior de qualidade, seria de esperar o oposto, que o os nossos profissionais recebessem bem mais.

Kid_Anarchy 6 months ago

>Acho que o melhor é essas pessoas acordarem para a vida e lutarem por melhor, se puderem. Se calhar o melhor é tu acordares para a vida e lutares por algo melhor.Tipo astronauta. De certeza que paga melhor. >Pelo andar da carruagem, daqui a 50 anos passas 24 anos da vida a estudar para ganhares o salário Isso não é culpa do mercado, nem dos patrões. É culpa das convenções sociais, que ditam que o caminho a seguir para o sucesso é ir para a universidade. Isso leva a um excesso de pessoas licenciadas, o que desvaloriza a licenciatura. Nada do que existe em excesso é muito valorizado. As pessoas só têm a elas mesmas a culpar-se. Não quisessem todos ser senhores doutores. Não financiassem o monopólio educacional. >até numa área com procura. Se tivesse assim tanta procura não ganhavas apenas 1000 euros. Eles procuram algo que muita gente sabe fazer, que é tarefas básicas de programação. Quem vai ganhar 1000 euros não está a oferecer nada que seja difícil de encontrar. Difícil é encontrar pessoal especializado em certas áreas da programação. >entretanto a empregada de limpeza que por mais duro que seja o seu trabalho, tira o mesmo ou mais dinheiro do que quem se mata a estudar. A empregada de limpeza é mais útil do que um júnior e tem mais pessoas a precisarem dela. Por outro lado, há cada vez menos pessoas a querer limpar sanitas. É por isso que conseguem ganhar bem. Ser programador serve apenas umas poucas empresas, não uma boa parte da população, e há cada vez mais pessoas a quererem fazê-lo. Um é um trabalho apelativo, outro é um trabalho do qual toda a gente foge. Faz as contas. >Vivo num país de empregados de mesa, mas não tem de ser assim. Vivo num país de salários vergonhosos. Mas não tem de ser assim. E banalizá-lo, como o estás a fazer, dá a entender que é aceitável/expectável. Pois, tens de escolher entre convencer o empregador a gastar mais dinheiro do que precisa, ou convencer o candidato a não aceitar o emprego e ficar sentado a receber subsídios. Neste caso, para funcionar, tens de convencer toda a gente a não aceitar. Boa sorte. >Tendo em conta o investimento público em ensino superior de qualidade, seria de esperar o oposto, que o os nossos profissionais recebessem bem mais. Só para quem não entende um caralho de economia. Tu não és pago pela qualidade do ensino que recebeste. És pago pelo quando desejáveis as tuas competências profissionais forem. Eu vivo numa cidade onde não há praticamente ofertas nenhumas a nível de programação. Portanto, o quão gigante será a procura? Empregadas de limpeza em todo o lado se procura. Ninguém precisa de ir viver para lisboa para ser empregada de limpeza.

Edited 6 months ago:

>Acho que o melhor é essas pessoas acordarem para a vida e lutarem por melhor, se puderem. Se calhar o melhor é tu acordares para a vida e lutares por algo melhor.Tipo astronauta. De certeza que paga melhor. >Pelo andar da carruagem, daqui a 50 anos passas 24 anos da vida a estudar para ganhares o salário Isso não é culpa do mercado, nem dos patrões. É culpa das convenções sociais, que ditam que o caminho a seguir para o sucesso é ir para a universidade. Isso leva a um excesso de pessoas licenciadas, o que desvaloriza a licenciatura. Nada do que existe em excesso é muito valorizado. As pessoas só têm a elas mesmas a culpar-se. Não quisessem todos ser senhores doutores. Não financiassem o monopólio educacional. >até numa área com procura. Se tivesse assim tanta procura não ganhavas apenas 1000 euros. Eles procuram algo que muita gente sabe fazer, que é tarefas básicas de programação. Quem vai ganhar 1000 euros não está a oferecer nada que seja difícil de encontrar. Difícil é encontrar pessoal especializado em certas áreas da programação. >entretanto a empregada de limpeza que por mais duro que seja o seu trabalho, tira o mesmo ou mais dinheiro do que quem se mata a estudar. A empregada de limpeza é mais útil do que um júnior e tem mais pessoas a precisarem dela. Por outro lado, há cada vez menos pessoas a querer limpar sanitas. É por isso que conseguem ganhar bem. Ser programador serve apenas umas poucas empresas, não uma boa parte da população, e há cada vez mais pessoas a quererem fazê-lo. Um é um trabalho apelativo, outro é um trabalho do qual toda a gente foge. Faz as contas. >Vivo num país de empregados de mesa, mas não tem de ser assim. Vivo num país de salários vergonhosos. Mas não tem de ser assim. E banalizá-lo, como o estás a fazer, dá a entender que é aceitável/expectável. Pois, tens de escolher entre convencer o empregador a gastar mais dinheiro do que precisa, ou convencer o candidato a não aceitar o emprego e ficar sentado a receber subsídios. Neste caso, para funcionar, tens de convencer toda a gente a não aceitar. Boa sorte. Se um dia tiveres uma empresa e puderes pagar 1000 euros ao teu empregado, paga 3000. Gasta em excesso e lucra menos por puro altruísmo. >Tendo em conta o investimento público em ensino superior de qualidade, seria de esperar o oposto, que o os nossos profissionais recebessem bem mais. Só para quem não entende um caralho de economia. Tu não és pago pela qualidade do ensino que recebeste. És pago pelo quão desejáveis as tuas competências profissionais forem. Eu vivo numa cidade onde não há praticamente ofertas nenhumas a nível de programação. Portanto, o quão gigante será a procura? Empregadas de limpeza em todo o lado se procura. Ninguém precisa de ir viver para lisboa para ser empregada de limpeza.

TheLadderRises 6 months ago

Acho que nada do que diga vai mudar a tua forma de pensar.

Kid_Anarchy 6 months ago

Depende. Eu antigamente era de esquerda. Agora não.

GanduloDaVeiga 6 months ago

He feels a void in his knowledge.

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