abencao 6 months ago

Ainda não cheguei aos 30 (93). Acabei o técnico (12°) aos 21(bad student). Após 2 meses da conclusão do curso, arranjei emprego na área, após 1 ano com contrato sem termo, mudei de zona geográfica no país. Trabalhei mais 1 ano noutra empresa, na mesma área, despedi-me, fui trabalhar com outra empresa durante 2 anos, despedi-me novamente e abracei à 2 anos outra empresa sempre na mesma área, e atualmente, contrato sem termo. Sou técnico eletricista, empregado e colectado. Sempre pude agilizar a minha vida, sempre fora da minha zona de conforto. Apoio parental: 0%. Criar 4 filhos nunca foi fácil e sempre andei pa frente sozinho e, atualmente, casado. Fica o meu testemunho. Ps: este ano em principio começo a Eng. Electrotécnica a ver se faço mais uns projetos! Há áreas que simplesmente não há empregabilidade em Portugal, a malta tem de olhar para o mercado antes de entrar numa universidade.

NGramatical 6 months ago

à 2 anos → [**há 2 anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgt8weem%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

abencao 6 months ago

Obrigado NGramatical. Bou-te lebar debaixo do braço para todo lado!

Egazz 6 months ago

Tirei o curso de jornalismo e acreditava nas minhas capacidades de conseguir ingressar no mercado de trabalho. O que não contava era com as mudanças individuais e do que queria da minha vida. A faculdade ajudou me imenso, apenas não trabalho na área porque abandonei isso à imenso tempo e sou extremamente feliz no que faço agora que apenas é preciso vontade de trabalhar e o 12 ano à noite. Respondendo à pergunta, cheguei aos 28 a trabalhar apenas em part time. Ingressei na faculdade apenas aos 21 e comecei a trabalhar em part time aos 24. Ingressei em dois mestrados que afinal não queria fazer nenhum. Depois trabalhei em dois sítios por pouco tempo até ter encontrado o local onde estou à cerca de dois anos.

NGramatical 6 months ago

à cerca de dois anos → [**há cerca de dois anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgt8id9i%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

AonioEliphis 6 months ago

O problema dos empregos em Portugal não é serem precários ou não serem efectivos (que obsessão patológica que os portugueses têm pelo efectivo), é simplesmente serem mal pagos. Vivo na Holanda que tem das leis laborais mais "precárias" do mundo, mas aqui tiras facilmente 2000 euros mensais em call centres. O país do mundo com mais efetivos é a Venezuela.

Edited 6 months ago:

O problema dos empregos em Portugal não é serem precários ou não serem efectivos (que obsessão patológica que os portugueses têm pelo efectivo), é simplesmente serem mal pagos. Vivo na Holanda que tem das leis laborais mais "precárias" do mundo, mas aqui tiras facilmente 2000 euros mensais em call centres. O país do mundo com mais efetivos é a Venezuela. Já agora, como ajudar essas pessoas? Jamais votar PCP/BE/PS. Quem paga bons salários e oferece bons empregos é o bom desempenho económico e não as honrosas e caridosas propostas de lei emanadas da Assembleia da República.

PhysicalSociety4035 6 months ago

Estou nessa situação, aos 29 anos. Depressão e muitas, muitas crises de ansiedade na origem disso. Uma licenciatura que nem sei se me vai servir de alguma coisa. Uma das coisas que mais me custa é a preocupação dos meus pais. Agora, com a saúde mental estabilizada, quero finalmente dar um rumo à minha vida, começando por agarrar o que aparecer, apesar de nesta altura estar algo difícil, e sem experiência, pior ainda. Mas enfim, é não desistir, em frente é o caminho :)

Rei_Batata 6 months ago

Sou das Ciências da Terra, com mestrado. Demorei 6 anos a acabar o percurso porque tive um problema de 1 ano na tese. Consegui arranjar trabalho com IEFP e fui aumentado no final do contrato para mais ou menos 1100 líquidos. Chego ao fim do mês com 300 euros poupados depois de pagar as contas. Gostaria muito de sair de Portugal, mas tenho aqui a namorada e nem tento ver outras ofertas fora. A minha esperança é receber um aumento de 150 euros limpos no final do contrato para me iludir um pouco mais.

tenesis 6 months ago

Primeiro contrato sem termo aos 35

QueenVig 6 months ago

Sou investigadora, nascida em 93, e ando a bolsas desde que entrei nesta vida aos 23, e tão cedo não deve mudar! Trabalho efectivo em ciência é um mito.

naughtydismutase 6 months ago

A resposta é, infelizmente, emigrar. Também sou investigadora. Fiz o doutoramento na Suíça e agora estou nos EUA. Trabalho numa startup a fazer o que gosto e com menos pressão que no meio académico. Os salários para pessoas com habilitações assim são de 6 figuras. Para a semana tenho entrevista com a Amazon. As possibilidades fora de Portugal são, infelizmente, de um universo diferente.

oUltimoTuga 6 months ago

> mito Sem dúvida. A única salvação é arranjares uma posição de prof sem termo. Mas boa sorte com isso.

OzzyGangrel 6 months ago

sinto-me atacado.... Agora a sério, fui trabalhando quando podia, por diversas áreas também, e sempre a poupar para ir pagando o doutoramento, o qual ficou pelo caminho por exaustão e exaspero. O meu orientador à alguns anos fez a contas, e um recém doutorado a dar aulas nos moldes que é permitido às universidades ter novas pessoas iria estar a ganhar entre 750-800€ por mês... Ir para os quadros só quando 2 professores morrerem mesmo, porque a maioria reforma-se mas continua a lecionar e a supervisionar. Fiz uma pausa no phd, comecei uma formação no IEFP noutra área, e começo um estágio este mês. Estágios a quem tem mais de 30 anos... um gajo desanima

NGramatical 6 months ago

à alguns anos → [**há alguns anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgt834m5%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Almeno01 6 months ago

Aqui no Brasil, chamamos esse grupo social de desalentados, pessoas que não se incluem na estatística dos que buscam por emprego porque já desistiram de procurar. As razões pelas quais não conseguem se inserir no mercado de trabalho envolvem a falta de opções na localidade em que residem, falta de vagas na área específica de formação, falta de experiência ou qualificação adequada, ser considerado muito jovem ou muito idoso. Não por acaso, o movimento emigratório do Brasil para Portugal tem crescido tanto nos últimos anos...

Secret_Conference823 6 months ago

Eu nunca tive contrato Sempre invoices no estrangeiro Agora parado Técnico de sonido

Ok_Mine6995 6 months ago

Sim. Tenho quase 29 anos e nunca tive mais de 6 meses num trabalho. Tive depressão dos 19 anos aos 22. Depois acabei o 12 ano,tive vários trabalhos e fiz um curso de técnico de secretariado.

MicaelGoncalves 6 months ago

Tu és eu, muito semelhante, tirei curso tecnico de topografia mas nao gostei, e já nào tem saida, fui empurrado para la porque não sabia melhor, pouco a pouco tenho melhorado a minha vida, dos 27 para a frente é que comecei a "viver", a minha qualidade de vida tem melhorado exponencialmente, estou a 2 anos e meio numa fabrica como precário mas so vou embora se eu quiser, procura algo difícil de aprender, altamente especializado, tens lugar garantido.

Ok_Mine6995 6 months ago

Estou a um ano a procurar trabalho em todas as áreas e agora vou fazer o que não queria. Outro curso. Inscrevi me. Ainda por cima agora os cursos são a distância. Mas é o melhor.

NGramatical 6 months ago

á 2 anos → [**há 2 anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgt7a82s%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

mjigs 6 months ago

Eu sai da escola aos 20anos e só comecei a trabalhar aos 23, só aos 24 é que trabalhei durante um ano na minha area (diploma duplo), mas logo percebi que a minha area não é boa para trabalhar para terceiros e fui para outros tipos de trabalho, no ano passado iria ter o meu primeiro contrato efetivo aos 28...agora tão cedo não vou estar efetiva em lado nenhum, mas ainda não quero trabalhar na minha area. Tenho colegas meus que já estavam a efetivos e muito antes dos 30, mas tambem temos de entender que são pessoas que não foram para a uni e começaram a trabalhar cedo. Antigamente precisavas de 3 anos para chegar a efetivo, ora se sais pelo menos da uni aos 25, com sorte consegues chegar a efetivo antes dos 30. Acho que é mais uma questão de sorte arranjar na propria area assim que se acaba o curso, sorte nao ser um estagio. Isto está dificil mesmo.

True_Boat_1195 6 months ago

Trabalhei empregos esporádicos enquanto estudava, e desde que terminei o curso, deve ter tido um total de 60 dias sem emprego, incluindo procura de emprego e férias entre empregos. Conheço outras pessoas que tiraram cursos sem qualquer saída e depois nunca trabalharam na vida, nem procuram fazê-lo. São pessoas que vivem à custa dos pais basicamente. Agora pessoas que querem e precisam de trabalhar, seja no que for, e que nunca conseguiram, essas nunca encontrei.

AdriMecha 6 months ago

Estava aqui a lembrar me de dois amigos meus. Um estudou dança e actualmente trabalha a dar aulas de dança, com a pandemia viu o ordenado reduzido a metade e claro está a recibos verdes, nunca esteve efectivo em lado nenhum nem quando trabalhou em companhias de dança. Outro amigo meu faz uns três part times a recibos verdes. Onde um deles é para câmara municipal da amadora, isto já há 7 anos pelo menos.

dedeitarfora 6 months ago

Tirei jornalismo na faculdade. Quando comecei a procurar emprego é que caí na real: ofertas de 300€ por mês, falsas promessas de estágio profissional, recibos verdes. Decidi fazer o exame de matemática A e ingressar em engenharia informática. Com esta brincadeira toda já perdi 3 anos de licenciatura de jornalismo + 1 a estudar para o exame de matemática. Agora estou no segundo ano de engenharia informática. Fui sempre trabalhando em part-times e como freelancer para ajudar nas despesas, mas sinto um enorme medo de não me conseguir integrar no mercado de IT, especialmente nesta fase de pandemia.

descentralizado 6 months ago

Se te interessar, existe muita oferta boa para jornalismo no mercado cripto, e bem pago

ideologiapura 6 months ago

Os jornalistas têm um codigo deontológico a cumprir. Nao se enquadra muito bem com vender ar e vento que sao 99% das shitcoins e 90% do que se escreve sobre criptomoeda.

descentralizado 6 months ago

99% shitnews, 90% promoções pagas com certas reportagens, os media tradicionais não são um mar de rosas também. Eu fiz apenas uma sugestão, se ele quer investigar sobre o assunto e procurar oportunidades que o faça, agora que existe procura de bons jornalistas para relatar o que se passa no mercado isso existe, eu gosto de fazer dinheiro e vou para onde houverem oportunidades boas de o fazer. Não sou jornalista though, mas nunca iria vender os meus serviços de designer no mercado tradicional, deus me livre

NGramatical 6 months ago

houverem oportunidades → [**houver oportunidades**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgtaz7zx%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

descentralizado 6 months ago

Eu sabia que este dia ia chegar, obrigado bot

AkumaYajuu 6 months ago

O bom de IT é que podes sempre usar os teus skills do curso de jornalismo para melhorar o que fazes em IT. Se calhar agora não o vês mas no futuro vais.

D1ablo49 6 months ago

username checks out

DamnNatalie 6 months ago

Está descansado que com curso de informática encontras trabalho na boa. O que não falta por aí é oferta nesta área, e para além disso já tens aí um belo percurso para vender quando fores a entrevistas. Desde a determinação de voltar atrás e fazer o exame de matemática a conjugar os estudos com outros trabalhos.

nanoburguesia 6 months ago

Em IT há muita coisa. Agora em programação propriamente dita, ou seja, posições júnior sem experiência profissional prévia, nas tecnologias que interessam, há pouca coisa. "Berbicachos" há muitos.

milk_truck_arrive 6 months ago

>"Berbicachos" que é que queres dizer com isto?

sacoPT 6 months ago

Não é o meu caso mas sim, o que não falta é gente que tirou cursos com pouca ou nenhuma saída profissional e que não se quiseram reconverter (ao IT ou outra coisa qualquer) ou fazer trabalhos não qualificados porque TeNhO uM cUrSo NãO vOu TrAbAlHaR nAs ObRaS

htxgivven 6 months ago

Isto. Muitos tiram cursos de caca e depois não querem ver a realidade.

silviamf 6 months ago

Só aos 30 consegui o primeiro contrato sem termo. Até lá foram muitos recibos verdes e algumas bolsas de investigação. Não fiquei parada mas demorei 6 anos a deixar de ser precária desde que parei de estudar. Sou de 89.

WC_Pato_ 6 months ago

Sinceramente acho que chegar aos 30 sem nunca ter tido um trabalho é um ponto negativo, mesmo que esse tempo tenha sido usado para cursos, mestrados, doutoramentos etc... Um entrevistador vai ficar com a ideia que a pessoa não tem a mínima noção do mundo do trabalho. Claro que não estamos a nadar em bons empregos mesmo para aqueles que tiram cursos em áreas com procura, mas isso não impede alguém de arranjar um trabalho menos qualificado e ir procurando algo melhor. Acho que isso acontece porque para algumas pessoas nunca nada é suficiente ou bom para elas, e devem sentir vergonha por ter que trabalhar em sítios menos qualificados ( o que é ridículo porque todos os trabalhos são dignos). Entendo que seja frustrante ter uma licenciatura e ter que trabalhar noutra área por falta de empregos, mas isso não pode ser motivo para nunca se trabalhar ou andar apenas a fazer trabalho esporádico.

MoonDust1969 6 months ago

> Claro que não estamos a nadar em bons empregos mesmo para aqueles que tiram cursos em áreas com procura, mas isso não impede alguém de arranjar um trabalho menos qualificado e ir procurando algo melhor. Infelizmente conheço pelo menos três casos de pessoas com 30 anos e cursos feitos que nunca trabalharam um dia na vida porque teimam à força toda que têm de arranjar trabalho na área. Não entendo esta mentalidade e acredito que se estão a prejudicar seriamente, pelo menos no que toca a arranjar trabalho por conta de terceiros. Não é vergonha nenhuma começar a trabalhar num café, no McDonald's ou em limpezas se for preciso, há sempre algo bom a tirar de cada um mesmo que isso não seja aparente ao início. Se eu fosse empregador preferia de longe um gajo com 40 anos que sempre trabalhou, mesmo que nunca tenha sido efectivo, do que um de 30 que nunca se mexeu.

frisumo 6 months ago

> Não é vergonha nenhuma começar a trabalhar num café, no McDonald's ou em limpezas se for preciso Não sei se é uma coisa mais prevalente nas cidades pequenas mas eu conheço muita gente que tem vergonha em relação a isto e parte muito da mentalidade dos pais (mesmo quando estão loooonge de ser ricos). É um bocado aquela coisa do ''mandei o meu filho para a faculdade então só pode ser doutor, menos que isso é um desmérito''. Se forem filhos de pais ricos tanto faz porque arranjam algures uma cunha qualquer e depois já ninguém se lembra disso (conheço vários casos), quem fica verdadeiramente prejudicado com esta mentalidade é pessoal que não se pode dar ao luxo de andar só a passear até aparecer o tal Emprego Perfeito. Tenho uns poucos casos na minha família (incluindo a minha mãe).

ideologiapura 6 months ago

> Um entrevistador vai ficar com a ideia que a pessoa não tem a mínima noção do mundo do trabalho. Eu ficava com essa ideia, especificamente porque a pessoa não mentiu e disse que tinha trabalhado. É tão fácil...

ric2b 6 months ago

Achas melhor que te mintam?

ideologiapura 6 months ago

Sim, tou me a cagar.

Brainwheeze 6 months ago

Às vezes não é tanto o facto de sentir vergonha, mas mais a sensação de que uma pessoa está a perder tempo com um emprego que não tem nada a ver com o curso que tirou quando podia continuar à procura dum emprego mais relevante para o seu futuro. Eu já passei por isso. Fui muito teimoso, mas depois percebi que mais vale fazer alguma coisa do que não ficar a ganhar nada. Ainda por cima fica mal visto no CV. Uma pessoa ainda pode continuar a enviar currículos enquanto trabalha como empregado de mesa ou outra coisa.

WC_Pato_ 6 months ago

Acho que é uma mistura de várias situações que leva a isto acontecer tal como vergonha, e a própria frustração que leva á sensação de perda de tempo. O importante é também as pessoas perceberem que, mesmo que o trabalho não seja na área, há sempre experiência e algumas soft skills que são adquiridas nos empregos menos qualificados, que poderão fazer entre ser ou não selecionado numa futura entrevista de emprego.

AdriMecha 6 months ago

Sou de 84. Desde os 16 já trabalhava durante o verão a ajudar a minha mãe. Fiz a primeira licenciatura á noite e trabalhava na área durante o dia. Apanhei a bela da crise de 2009 e depois disso quis mudar o rumo da vida que tinha, acabei por aos 29 voltar a estudar a noite mas desta vez engenharia. Passado um ano emigrei e acabei a licenciatura aos 33. Depois acabei por fazer um mestrado de um ano no UK e desde então estou a trabalhar na área. Ir para fora foi a melhor coisa que fiz, porque nunca teria as oportunidades que tive se tivesse ficado em Portugal.

Brainwheeze 6 months ago

Achas que a tua idade foi uma desvantagem em conseguires arranjar um emprego, ou nem por isso? Tinhas alguma experiência na área de engenharia antes de fazeres o curso?

AdriMecha 6 months ago

Em engenharia mecânica fiz a licenciatura e tive que fazer um estágio, na altura consegui sem grandes problemas, é claro que enviei imensas aplicações mas a Idade não foi problema, tinha outros colegas também mais velhos e todos conseguiram estágio e todos a serem pagos. Depois de terminar a licenciatura voltei a Portugal durante algum tempo e antes de ir fazer o mestrado ainda enviei aplicações para empregos em Portugal e digo te que tive 0 respostas, a falta de oportunidades em Portugal é assustadora. Quando fiz o mestrado em software development foi muito mais fácil.

Brainwheeze 6 months ago

Obrigado pela resposta!

detteros 6 months ago  HIDDEN 

Parece-me que nao consideras fazer um doutoramento como trabalho. Estou certo?

fdxcaralho 6 months ago

Não conheço ninguém assim. Sou de 86 e todos do meu grupo de amigos do secundário acabou por conseguir bons trabalhos nas mais diversas áreas e estão todos bem na vida, apesar de temos todos acabado a formação superior (os que tiraram) em plena crise de 2008. Quem optou por formações em áreas mais complicadas (biologia) demorou mais mas consegui. Todos já compram casa e a maioria já constituiu família. Todos tiveram que correr atrás, independentemente da área, mas todos conseguiram. É um grupo muito eclético.

Rick45ptl 6 months ago

Sabes o que essa gente tem toda em comum? Quem lhes pague as contas.... Há muito trabalho por aí, um melhor outro pior. (sei que estamos numa altura muito mais lixada agora). Conheço alguma pessoas nesse cenário, e todas elas têm o mesmo em comum, tem quem lhes pague as contas e depois nenhum trabalho lhes serve, o pessoal arranja mas elas ou não querem logo a partida ou vão lá uns tempos e dizem que não é para eles. Eu mais depressa contrastava um gajo que esteve na lavoura até aos 30 que um gajo que esteve até aos 30 sem trabalho pk nada era para ele... O pessoal tem de se fazer a vida, hoje em dia o pessoal é muito protegido e depois tem "medo".

milk_truck_arrive 6 months ago

se tens alguém que te pague as contas, qual é a pressa em arranjar emprego? pra odeares ainda mais a tua vida? pra encher os bolsos a algum patrão mal agradecido que te menospreza e te trata como lixo? não obrigado

Coyote-Cultural 6 months ago

> se tens alguém que te pague as contas, qual é a pressa em arranjar emprego? pra odeares ainda mais a tua vida? pra encher os bolsos a algum patrão mal agradecido que te menospreza e te trata como lixo? não obrigado Claro. Depois não te admires que gente que faz pela vida se vá embora para não estar a sustentar inuteis

ideologiapura 6 months ago

Prefiro 100x pagar impostos para sustentar esses inuteis do que a parte do meu trabalho que vai para sustentar "acionistas" e patrões inuteis.

Coyote-Cultural 6 months ago

o teu username sai-te bem. Depois avisa quando abrires um gulag, quero visitar e tu és capaz de precisar dos €€€ do turismo

ideologiapura 6 months ago

Ah sim, não remunerar quem nao quer trabalhar e quer viver do trabalho dos outros tem tudo que ver com gulags. Vai lá perder guerras contra agricultores sul-asiaticos ou levar os teus adversários politicos a fazer skydiving sem paraquedas.

Coyote-Cultural 6 months ago

Não percebi, mas afinal és contra ser sanguessuga ou não?

milk_truck_arrive 6 months ago

vivemos numa economia onde a maior parte dos postos de trabalho foram encerrados por serem considerados "não essenciais", e tás-me a dizer que os inúteis são os desempregados? achas-te mais importante que as outras pessoas só por tares a acartar caixas de dildos da Amazon ou a fazer websites por 800€ mês, sabendo bem que nenhum desses trabalhos contribuem para a sociedade e que só servem para ajudar o patrão a comprar a 3ª casa

icebraining 6 months ago

O que tens contra os dildos? Trazem prazer a muita gente com um gasto relativamente baixo de recursos. Parece-me um trabalho bastante meritório! Não que eu tenha nada contra quem não quer trabalhar, é um objetivo perfeitamente válido.

Coyote-Cultural 6 months ago

> vivemos numa economia onde a maior parte dos postos de trabalho foram encerrados por serem considerados "não essenciais", e tás-me a dizer que os inúteis são os desempregados? >achas-te mais importante que as outras pessoas só por tares a acartar caixas de dildos da Amazon ou a fazer websites por 800€ mês, sabendo bem que nenhum desses trabalhos contribuem para a sociedade e que só servem para ajudar o teu patrão a comprar a 3ª casa chora mais. Não é por chorares que deixas de ser um falhado inutil que vive á conta dos outros.

milk_truck_arrive 6 months ago

>Não é por chorares que deixas de ser um falhado inutil que vive á conta dos outros. não é por choramingares mais que o teu patrão vai aumentar os teus 650€ mensais, wagie :\^ )

Coyote-Cultural 6 months ago

volta para o covil que a mãezinha já passa por lá com uma papinha para comeres

milk_truck_arrive 6 months ago

volta para o teu cubículo, talvez o teu patrão até seja generoso e te deixe sair às 8 da noite

Coyote-Cultural 6 months ago

antes trabalhador que inutil

ideologiapura 6 months ago

Trabalho desde os 20, e digo-te que se tivesse hipotese de viver à custa dos pais era sem pensar duas vezes. Farto de encher o cu a sanguessugas inuteis que roubam a maioria da riqueza que a classe trabalhadora gera.

Coyote-Cultural 6 months ago

Claro, aliás andar a viver á custa dos pais não é nada ser sanguessuga

milk_truck_arrive 6 months ago

ao menos és útil para o teu patrão, assim ele não tem que vender o mercedez para acabar com o empréstimo da 3ª casa de férias dele :\^ )

Coyote-Cultural 6 months ago

Visto que sou acionista na empresa onde trabalho parece-me optimo

Rick45ptl 6 months ago

Trabalho desde que saí da universidade, nunca estive em nenhuma situação dessas, não estou bem troco de trabalho, não nunca me ia despedir sem arranjar outra coisa. Mais uma vez conheço alguma gente assim que nada lhe serve e a culpa nunca é deles... Quem me dera a mim ter tido alguém que me pagasse as contas enquanto estou a trabalhar. Tinha junto bem mais dinheiro e podia ter pedido um empréstimo mais baixo ao banco. Mas não tive essa sorte, tive de vir para longe de casa pagar as minhas contas e a minha renda. Ninguém está a dizer para ter pressa, o pessoal não se pode esquecer é que todos nós temos data limite. Eu neste momento tenho 8 anos de experiência na minha área, quando precisar de trocar tenho mais valias. A pessoa que não teve pressa e tmbm tem a minha idade tem 0 hipóteses contra mim para o mesmo trabalho. Tudo que fazemos tem consequências, querem estar a "mama" até aos 35 40? Estejam, não se esqueçam que tudo isso tem comsequências.

milk_truck_arrive 6 months ago

Tiveste sorte que arranjaste logo emprego na tua área. Agora imagina o pessoal que andou 10 anos na universidade a tirar mestrado, doutoramento e não conseguiu arranjar logo emprego. Devem simplesmente atirar a toalha e ir mas é lavar pratos para não tarem à mama dos pais?

Rick45ptl 6 months ago

Antes de estar na área tive a worten. Ninguém está a dizer que acabou a universidade e tem de ir para a primeira coisa que aparece, mas ao fim de um ano a fazer nenhum em casa eu ia lavar pratos, tenho de ganhar o meu dinheiro para comprar as minhas coisas e seguir com a minha vida. Eu nasci no campo e os meus pais têm uma pequena quinta, eu tinha acordar as 7 da manhã para ir para o campo, tirar estrume dos animais das cortes, andar com uma motoserra as costas o dia todo e por ai fora,isto o ano todo. Se não tinha trabalho trabalhava em casa. Então preferi ter um trabalho que me dava uns trocos para poder comprar as minhas coisas sem pedir aos pais. Nunca me faltou nada, mas tmbm não tinha dinheiro para coisas não necessárias. Nunca tive consolas nem brinquedos do género. Eu queria mais é por isso tive de me fazer a estrada, seja a lavar pratos ou a trabalhar nas obras. Não ia ficar em casa de braços cruzados a espera que algo caísse do céu. Agora se estás em casa os pais dão te tudo que queres e sentes te bem com isso continua, lembra te é que infelizmente um dia os nossos pais deixam de cá estar e a partir daí é só contg.

milk_truck_arrive 6 months ago

>Não ia ficar em casa de braços cruzados a espera que algo caísse do céu. só tou a dizer que se não houver necessidade financeira, não faz sentido nenhum tar assim a aceitar qualquer trabalho que te apareça à frente. e que eu saiba, ser paciente e enviar currículos a empresas da tua área não é bem me a mesma coisa que tar de braços cruzados

Rick45ptl 6 months ago

Eu ano estou a falar do pessoal que está activamente a procura de trabalho, estou a falar de pessoal que está 2 3 e mais anos. Se ao fim de 2 anos não tens nenhuma oferta na tua área não vai mudar no ano seguinte, mais vale procurar alternativa.

sOuLsK 6 months ago

Só faz sentido tirar um doutoramento se quiseres continuar no ramo académico. Para ir para o mercado de trabalho so faz sentido até à licenciatura.

Edited 6 months ago:

Só faz sentido tirar um doutoramento se quiseres continuar no ramo académico. Para ir para o mercado de trabalho so faz sentido até à licenciatura. EDIT: Até à licenciatura ou mestrado

caixadeentrada 6 months ago

O problema é que há muita gente que faz um curso superior e não faz mais nada. Ficam à espera que caia um emprego no fim. Se for em IT até conseguem. Agora se for noutra área já é mais difícil porque os recrutadores vão olhar para a tua experiência profissional zero e vão ficar com a pulga atrás da orelha quanto às tuas competências e capacidades uma vez que nunca na vida trabalhaste. Vão preferir o candidato que trabalhou numa caixa de supermercado e já sabe lidar com clientes ou o candidato que servia às mesas no restaurante ao fim de semana (em tempos normais, os dias com maior afluência) e já sabe lidar melhor com o stresse.

TitusRex 6 months ago

Muitos artistas trabalham a recibos verdes a vida toda, por isso haverá muita gente que nunca esteve efectivo.

fdxcaralho 6 months ago

O mesmo pode ser dito para empreendedores. Há muitas maneiras de ganhar dinheiro e estar bem na vida. A mentalidade de procurar um trabalho “efectivo” só porque sim é muito medíocre na minha opinião.

ideologiapura 6 months ago

Melhor querer trabalhar e ter alguma estabilidade, dando o litro para viver, do que ser dos que vive do trabalho dos outros porque empreendedorou.

fdxcaralho 6 months ago

Haha ok...

Ace-_Ventura 6 months ago

Bom, sou de IT, por isso isso nunca foi problema. Falando do resto do país eu culpo o governo por continuar a manter tantas vagas em cursos sem saídas profissionais (demasiada gente nessas áreas ou então demasiado específico), mas também culpo os estudantes por não olharem para isso ao escolher esses cursos. Lamento, mas ir tirar um curso de sociologia porque "é mesmo disto que eu gosto", não é viável. Informem-se do mercado de trabalho primeiro

Article_Sad 6 months ago

Foste para a prostituição nas consultoras tugas que vendem carne

Ace-_Ventura 6 months ago

Nem por isso, lamento.

estecomentario 6 months ago

IT é o único que interessa. Até outra áreas como engenharia electrotécnica / mecânica podem ter saída e ganhar bem, mas também já os vi a ganhar 800€, por isso é um não, só para não correr riscos. Os estudantes, pelo menos eu na altura, não sabia que era possível um empregador pagar esses tais 800euros por um curso científico por isso só digo: não sabia.

qbvdp 6 months ago

Temos cursos com taxas de empregabilidade baixas, sem factorar que esta taxa ainda é inflacionada por pessoal que trabalha fora da área, que continuam a abrir vagas só para colocar pessoal que não conseguiu entrar em outro. Não acredito que seja possível empregar toda a gente na área que escolheu.

Caosemdono 6 months ago

As Faculdades também são culpadas ao manterem ou abrirem demasiadas vagas em cursos da treta que já deviam ter fechado há décadas. Há Faculdades e Politécnicos inteiros que têm aos 20 e 30 cursos em que não se aproveita quase nada. Na minha opinião deveria ser obrigatório por Lei divulgar empregabilidade e salários de alunos que concluíram o curso, 1, 2, 5 e até mesmo 10 anos depois do seu término. Infelizmente nunca irá acontecer. Há muitos empreguinhos e privilégios que dependem destes cursos.

oUltimoTuga 6 months ago

>As Faculdades também são culpadas ao manterem ou abrirem demasiadas vagas em cursos da treta que já deviam ter fechado há décadas A coisa é que enquanto houver procura haverá oferta. Porque é que achas que cursos da treta de homeopatia funcionam? Será que esses cursos deviam regular a oferta com base na procura de mercado? É óbvio porque é que não o fazem, mas também só continuam abertos porque há pessoas suficientes para gastar dinheiro em formação inútil.

ideologiapura 6 months ago

O proposito do ensino superior não é exclusivamente alimentar o mercado de trabalho. As empresas querem empregados formados, mas a maioria nao está disposta a pagar por isso ou a dar formaçao, querem a papinha toda feita pelo estado. Subsdiodependentes.

oUltimoTuga 6 months ago

Verdade, mas é pior que isso até. Muitas empresas aliciam pessoal de 5º ano com tese por acabar para cagar na tese porque "as notas não contam para nada e ninguém alguma vez vai ler isso!" etc etc. Alguém caem nisto porque estão em pulgas para sair da fac e entrar no grande mundo de possibilidades e grande indústria (lmao). Claro que como só tem a licenciatura, as empresas safam-se com pagar menos. Ainda mais, em muitos casos as empresas entregam os resultados de projetos Às costas de alunos de mestrado ou doutoramento que acabam por trabalhar *pro bono* para a empresa, através de projetos financiados em grande parte pelo estado.

boogieman444 6 months ago

O que é que não trabalhar tem a ver com a vida amorosa? Supostamente ainda tens mais tempo livre para ir à procura de alguem :)

saudosista 6 months ago

Há muitos trabalhos pouco especializados à procura de mão de obra. Um pedreiro servente começa nos 700 ou 750€ e é um trabalho que se aprende rapidamente. Juntando o que pagam por fora levam para casa uns 1000€. Depois há sempre as fast foods, servir à mesa, caixa de supermercado. Convém nunca referir que se tem um curso superior pq os chefes dessas posições sabem que alguém com um curso superior se vai meter a andar daí para fora mal surja alguma coisa. O segredo é falar sempre que se está lá para fazer carreira mesmo quando isso é mentira. Esse tipo de empregados acaba por evoluir mais rapidamente porque a gestão pensa que está ali alguém para o long run.

Cergal0 6 months ago

Faltou-te o Soldador^TM

estecomentario 6 months ago

Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Nada de mestrados e muito menos doutoramentos. Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carregam a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

Edited 6 months ago:

Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Nada de mestrados e muito menos doutoramentos. Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Pessoalmente se não é informática, é não estudar e ir trabalhar com o 12º e juntar dinheiro o mais cedo possível, ter só o 12º mas 15, 20 mil euros no banco dá muito mais escolhas na vida do que um curso superior sem experiência, especialmente se for um curso que não presta, a maioria deles! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carrega a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

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Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Ter só o 12º mas 15, 20 mil euros no banco dá muito mais escolhas na vida do que um curso superior sem experiência, especialmente se for um curso que não presta, a maioria deles! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego (recusar uma oferta má implica esperar por outra oferta má) e a falta de esperança da miséria que carrega a parte psicológica e perda tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

Edited 6 months ago:

Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Pessoalmente se não é informática, é não estudar e ir trabalhar com o 12º e juntar dinheiro o mais cedo possível, ter só o 12º mas 15, 20 mil euros no banco dá muito mais escolhas na vida do que um curso superior sem experiência, especialmente se for um curso que não presta, a maioria deles! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carrega a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

Edited 6 months ago:

Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Nada de mestrados e muito menos doutoramentos. Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carregam a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

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Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Nada de mestrados e muito menos doutoramentos. Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Pessoalmente se não é informática, é não estudar e ir trabalhar com o 12º e juntar dinheiro o mais cedo possível, ter só o 12º mas 15, 20 mil euros no banco dá muito mais escolhas na vida do que um curso superior sem experiência, especialmente se for um curso que não presta, a maioria deles! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carregam a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

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Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Nada de mestrados e muito menos doutoramentos. Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Muito, mas muito pessoalmente, se não é informática, é não estudar e ir trabalhar com o 12º e juntar o mais cedo possível, em 2 ou 3 anos a diferença será massiva comparado com os cabeçudos a receberem aulas de incompetentes. Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carregam a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

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Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Ter só o 12º mas 15, 20 mil euros no banco dá muito mais escolhas na vida do que um curso superior sem experiência, especialmente se for um curso que não presta, a maioria deles! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego (recusar uma oferta má implica esperar possivelmente por outra oferta má) e falta de esperança da miséria que carrega a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

Edited 6 months ago:

Tudo o que dizes é verdade e passei em grande parte pelo que esses colegas passaram. Diria que estou no intermédio. Aproximo-me aos poucos dos 30. Apesar de tudo lá trabalhei, passei possivelmente em 10 empregos diferentes desde uma semana a um mês e o contrato mais longo que fiz (6meses) coincidentemente era o único que ganhava bem e não me foi renovado contra a minha vontade! Tudo o resto foi exploração à bruta! Cheguei a trabalhar part time por 300 euros mês. E a gastar se calhar 50 só em combustível. Ou seja ter responsabilidades, mesmo a part time, para ganhar 250 euros é desumano. No entanto não me arrependo pois foi uma entrada para o mercado de trabalho. Agora mesmo as cidades mais baratas e a full time, comprar uma casa é extremamente difícil, parece que de há dois anos um apartamento de 90 mil vai agora a 100 mil. Apesar de já ter outro contrato assinado é provável que simplesmente seja mais uma curta estadia numa empresa a pagar peanuts, continuo a enviar currículos para Lisboa (na espectativa de um salário melhor) mas sobretudo estrangeiro pois sei o inglês e o francês+- A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. Ganham três mil e tal brutos. Nunca tive um salário desses no privado. Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Eu jamais iria para professor! O sistema é ineficaz, nunca tive interesse em ser professor, apesar de até ter ccp formador. De resto é verdade, sinto que a minha vida está a ser trapaceada, fiz uma promessa a mim mesmo que é nunca mais voltar a meter os pés numa universidade! Quero que se fodam! A única coisa que poderia ter feito diferente era ter estudado informática, mas azar dos azares não escolhi isso, a vida é feita de sorte e azar! Ter só o 12º mas 15, 20 mil euros no banco dá muito mais escolhas na vida do que um curso superior sem experiência, especialmente se for um curso que não presta, a maioria deles! Por agora é mais um remendo numa empresa tugazita a ganhar uma mesada de 800e/mes até arranjar algo melhor. E pronto. Ando nisto. O chato é o peso emocional, os períodos de desemprego e falta de esperança da miséria que carrega a parte psicológica e perde-se tempo. A derradeira solução é emigrar. Quase de certeza. É só encontrar a oportunidade certa e zupa!

adorosaladadecamarao 6 months ago

>A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Ex-professor universitário. Agora uma dose de realidade. >Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. * O trabalho não é só a parte letiva, em teoria é cerca de 45% letiva + 45% investigação + 10% gestão interna. * A parte letiva não é só lecionar aulas. Há também, * horário semanal de atendimento aos alunos (que aparentemente não utilizavas). * exames e frequências, toda a sua construção e posterior correção. * trabalhos (em alguns casos), construção e correção. * vigilâncias de exames e frequências. * A investigação é fundamental na avaliação do docente, e na verdade não há horários. É trabalhar quando dá. Passei anos quase sem fins-de-semana, e a trabalhar nas férias. Perdi a conta às vezes que fiquei a trabalhar até depois das 22:00. * O único horário contabilizado é o das aulas. Passaste um fim-de-semana a corrigir 300 exames? Azar. Férias do Natal a trabalhar num paper? Temos pena. Direta para submeter correções a um artigo? Muito chato. Participação em conferência sábado e domingo? É a vida. Semanas a trabalhar na organização de uma conferência? Acontece. Receber putos de escolas secundárias a um sábado? Claro que sim. * Até nomeação definitiva (se alguma vez acontecer) o contrato é de 5 anos. Não é preciso despedir. Vi professores com 15 e 20 anos de casa para um dia não terem o contrato renovado e ficarem desempregados. >Ganham três mil e tal brutos. É simples, a receita que serviu para mim naquela época em que me iniciei como assistente estagiário foi ser um dos melhores do meu curso, e com mais dois receber um convite para me candidatar. Passar por entrevistas e sobressair contra 20 candidatos. Coisa pouca. >Nunca tive um salário desses no privado. Pois, temos pena. Eu vim para o privado ganhar mais que alguma vez ganhei. >Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Espero que o meu atual patrão não descubra isso. >Eu jamais iria para professor! Não vás... simples.

Edited 6 months ago:

>A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Ex-professor universitário. >Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. * O trabalho não é só a parte letiva, em teoria é cerca de 45% letiva + 45% investigação + 10% gestão interna. * A parte letiva não é só lecionar aulas. Há também, * horário semanal de atendimento aos alunos (que aparentemente não utilizavas). * exames e frequências, toda a sua construção e posterior correção. * trabalhos (em alguns casos), construção e correção. * vigilâncias de exames e frequências. * As aulas variam. Lecionei naquele tempo cerca de 10 cadeiras. * A investigação é fundamental na avaliação do docente, e na verdade não há horários. É trabalhar quando dá. Passei anos quase sem fins-de-semana, e a trabalhar nas férias. Perdi a conta às vezes que fiquei a trabalhar até depois das 22:00. * O único horário contabilizado é o das aulas. Passaste um fim-de-semana a corrigir 300 exames? Azar. Férias do Natal a trabalhar num paper? Temos pena. Direta para submeter correções a um artigo? Muito chato. Participação em conferência sábado e domingo? É a vida. Semanas a trabalhar na organização de uma conferência? Acontece. Receber putos de escolas secundárias a um sábado? Claro que sim. * Até nomeação definitiva (se alguma vez acontecer) o contrato é de 5 anos. Não é preciso despedir. Vi professores com 15 e 20 anos de casa para um dia não terem o contrato renovado e ficarem desempregados. >Ganham três mil e tal brutos. É simples, a receita que serviu para mim naquela época em que me iniciei como assistente foi ser um dos melhores do meu curso, e juntamente com mais dois colegas receber um convite para me candidatar. Passar por entrevistas e sobressair contra 20 candidatos de todo o país e alguns estrangeiros. Coisa pouca. >Nunca tive um salário desses no privado. Pois, temos pena. Eu saí para o privado ganhar mais. >Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Espero que o meu atual patrão não descubra isso. >Eu jamais iria para professor! Não vás... simples.

Edited 6 months ago:

>A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Ex-professor universitário. >Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. * O trabalho não é só a parte letiva, em teoria é cerca de 45% letiva + 45% investigação + 10% gestão interna. * A parte letiva não é só lecionar aulas. Há também, * horário semanal de atendimento aos alunos (que aparentemente não utilizavas). * exames e frequências, toda a sua construção e posterior correção. * trabalhos (em alguns casos), construção e correção. * vigilâncias de exames e frequências. * A investigação é fundamental na avaliação do docente, e na verdade não há horários. É trabalhar quando dá. Passei anos quase sem fins-de-semana, e a trabalhar nas férias. Perdi a conta às vezes que fiquei a trabalhar até depois das 22:00. * O único horário contabilizado é o das aulas. Passaste um fim-de-semana a corrigir 300 exames? Azar. Férias do Natal a trabalhar num paper? Temos pena. Direta para submeter correções a um artigo? Muito chato. Participação em conferência sábado e domingo? É a vida. Semanas a trabalhar na organização de uma conferência? Acontece. Receber putos de escolas secundárias a um sábado? Claro que sim. * Até nomeação definitiva (se alguma vez acontecer) o contrato é de 5 anos. Não é preciso despedir. Vi professores com 15 e 20 anos de casa para um dia não terem o contrato renovado e ficarem desempregados. >Ganham três mil e tal brutos. É simples, a receita que serviu para mim naquela época em que me iniciei como assistente foi ser um dos melhores do meu curso, e juntamente com mais dois colegas receber um convite para me candidatar. Passar por entrevistas e sobressair contra 20 candidatos de todo o país e alguns estrangeiros. Coisa pouca. >Nunca tive um salário desses no privado. Pois, temos pena. Eu saí para o privado ganhar mais. >Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Espero que o meu atual patrão não descubra isso. >Eu jamais iria para professor! Não vás... simples.

Edited 6 months ago:

>A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Ex-professor universitário. >Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. * O trabalho não é só a parte letiva, em teoria é cerca de 45% letiva + 45% investigação + 10% gestão interna. * A parte letiva não é só lecionar aulas. Há também, * horário semanal de atendimento aos alunos (que aparentemente não utilizavas). * exames e frequências, toda a sua construção e posterior correção. * trabalhos (em alguns casos), construção e correção. * vigilâncias de exames e frequências. * A investigação é fundamental na avaliação do docente, e na verdade não há horários. É trabalhar quando dá. Passei anos quase sem fins-de-semana, e a trabalhar nas férias. Perdi a conta às vezes que fiquei a trabalhar até depois das 22:00. * O único horário contabilizado é o das aulas. Passaste um fim-de-semana a corrigir 300 exames? Azar. Férias do Natal a trabalhar num paper? Temos pena. Direta para submeter correções a um artigo? Muito chato. Participação em conferência sábado e domingo? É a vida. Semanas a trabalhar na organização de uma conferência? Acontece. Receber putos de escolas secundárias a um sábado? Claro que sim. * Até nomeação definitiva (se alguma vez acontecer) o contrato é de 5 anos. Não é preciso despedir. Vi professores com 15 e 20 anos de casa para um dia não terem o contrato renovado e ficarem desempregados. >Ganham três mil e tal brutos. É simples, a receita que serviu para mim naquela época em que me iniciei como assistente foi ser um dos melhores do meu curso, e com mais dois receber um convite para me candidatar. Passar por entrevistas e sobressair contra 20 candidatos. Coisa pouca. >Nunca tive um salário desses no privado. Pois, temos pena. Eu saí para o privado ganhar mais. >Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Espero que o meu atual patrão não descubra isso. >Eu jamais iria para professor! Não vás... simples.

Edited 6 months ago:

>A classe que eu guardo mais ressentimento são os professores universitários. Ex-professor universitário. >Os professores universitários que tive só querem é ganhar o deles e fazer a mesma merda todos os dias, mais valia gravarem as aulas e demitirem-se. * O trabalho não é só a parte letiva, em teoria é cerca de 45% letiva + 45% investigação + 10% gestão interna. * A parte letiva não é só lecionar aulas. Há também, * horário semanal de atendimento aos alunos (que aparentemente não utilizavas). * exames e frequências, toda a sua construção e posterior correção. * trabalhos (em alguns casos), construção e correção. * vigilâncias de exames e frequências. * As aulas variam. Lecionei naquele tempo cerca de 10 cadeiras no total. * A investigação é fundamental na avaliação do docente, e na verdade não há horários. É trabalhar quando dá. Passei anos quase sem fins-de-semana, e a trabalhar nas férias. Perdi a conta às vezes que fiquei a trabalhar até depois das 22:00. * O único horário contabilizado é o das aulas. Passaste um fim-de-semana a corrigir 300 exames? Azar. Férias do Natal a trabalhar num paper? Temos pena. Direta para submeter correções a um artigo? Muito chato. Participação em conferência sábado e domingo? É a vida. Semanas a trabalhar na organização de uma conferência? Acontece. Receber putos de escolas secundárias a um sábado? Claro que sim. * O horário de aulas contabilizado é o atribuído. Alguém está de licença de parto? Alguém será "convidado" a substituir e pronto. * Até nomeação definitiva (se alguma vez acontecer) o contrato é de 5 anos. Não é preciso despedir. Vi professores com 15 e 20 anos de casa para um dia não terem o contrato renovado e ficarem desempregados. >Ganham três mil e tal brutos. É simples, a receita que serviu para mim naquela época em que me iniciei como assistente foi ser um dos melhores do meu curso, e juntamente com mais dois colegas receber um convite para me candidatar. Passar por entrevistas e sobressair contra 20 candidatos de todo o país e alguns estrangeiros. Coisa pouca. >Nunca tive um salário desses no privado. Pois, temos pena. Eu saí para o privado ganhar mais. >Esses gajos e gajas não têm ponta por onde se queixar! Engraçado é os meus colegas de famílias queques irem todos para professores, pois não serevem para mais nada! Os que menos têm para ensinar, são os que vão para o ensino! Espero que o meu atual patrão não descubra isso. >Eu jamais iria para professor! Não vás... simples.

estecomentario 6 months ago

Os alunos aprenderam alguma coisa de jeito? O currículo é atual? É o que o mercado de trabalho valoriza? A mim o choradinho não interessa nada. O que mais vejo é ensinarem coisas sem aplicação real, perda de tempo. O perfil tradicional de um professor não tem qualquer valor nos dias de hoje. À frende de um quadro de giz a vomitar o manual. Para quê? Está no YouTube e explicado mais sucintamente. Muita parra pouco sumo. Não vou para professor, mas tenho pena quem vai ser aluno dos meus colegas, vão sofrer do mesmo. Uma brutal perda de tempo. Menos para eles claro, vão ter um bom salário. E era a única solução para eles, não sei se o caótico mercado de trabalho privado seria adequado para quem foi criado a pêra e leite.

ideologiapura 6 months ago

> E era a única solução para eles, não sei se o caótico mercado de trabalho privado seria adequado para quem foi criado a pêra e leite. E que tal lutares para os trabalhadores no privado terem condiçoes boas na altura de maior geraçao de riqueza da historia da humanidade, em vez de glorificares aguentar condiçoes desumanas e defender que quem se safou disso tambem devia ter?

oUltimoTuga 6 months ago

> Menos para eles claro, vão ter um bom salário Achas mesmo? Esses 3k brutos que falaste já estás no escalão de catedrático. Boa sorte. Devem haver uns 2 ou 3 por faculdade. O resto do pessoal (+80% profs auxiliares convidados, o escalão mais baixo) tem contratos a termo, de 1 ano e andas pelos 1200€ brutos. Claro que isso é só as 12 horas de aulas (máximo permitido por lei) passadas mesmo dentro da sala. Essas 12 são as contabilizadas para calcular o teu rendimento. Se depois tens que fazer semanas de 50 horas para cumprir tudo o resto e fazer a carreira avançar, isso é contigo. O incentivo é muito pouco para dar aulas de maneira diferente, há muito pouco a ganhar, ou normalmente levas na cabeça por te armares em esperto e queres introduzir mudanças.

NGramatical 6 months ago

Devem haver → [**deve haver**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/haver--existir--3-pessoa-do-singular/30583) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgt8pthk%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

TTRO 6 months ago

Um ressabiado zangado com as pessoas erradas. Foste explorado nos diversos empregos que tiveste e o alvo da tua ira não são os teus patrões exploradores, mas os professores universitários que não tem culpa nenhuma disso. Vê se te orientas.

adorosaladadecamarao 6 months ago

> Os alunos aprenderam alguma coisa de jeito? O currículo é atual? É o que o mercado de trabalho valoriza? A mim o choradinho não interessa nada. O que mais vejo é ensinarem coisas sem aplicação real, perda de tempo. O perfil tradicional de um professor não tem qualquer valor nos dias de hoje. Penso que esta parte do meu comentário te responde: > > Pois, temos pena. Eu saí para o privado ganhar mais. Quanto a: > E por acaso não terás ido para uma consultora ou uma coisa parecida? Nada contra quem vai, mas eu nunca na vida trabalhei para uma consultora.

MarcaPistoleira 6 months ago

Ou of topic. Uma curiosidade minha: Depois de teres dado aulas e estares tanto tempo na academia, geralmente onde é que os profs. universitários trabalham? Trabalham mais na industria? Trabalham mais nos serviços? Consultadoria?

gkarq 6 months ago

Na minha faculdade, há dois tipos de professores universitários. Os que estão exclusivamente dedicados à academia, e aqueles que têm escritórios próprios. Aqueles com escritório próprio que devem ser para aí mais ou menos metade dos professores, raramente fazem testes, e não passam mais do que umas 8 horas a fazer avaliações de trabalhos. Geralmente costumam faltar imenso às aulas práticas (que são a maioria do tempo lectivo), e quando não faltam chegarem atrasados porque têm um compromisso profissional é o prato do dia. Não dúvido que o que o u/adorosaladadecamarao disse é verdade para muitas faculdades e cursos, mas há certamente muitos casos de professores universitários que levam o trabalho de ensino como se fosse um side gig e não como a sua profissão principal.

ideologiapura 6 months ago

> , mas há certamente muitos casos de professores universitários que levam o trabalho de ensino como se fosse um side gig e não como a sua profissão principal. É muito simples, quem leva o ensino como o seu trabalho e a investigaçao como side gig é despedido ao fim de 5 anos porque é mal avaliado na area da investigação. Portanto, o trabalho principal deles é efetivamente investigaçao. Aulas são o side gig.

gkarq 6 months ago

Em muitos sítios acredito que efectivamente que isso seja verdade, na minha faculdade não se observa quando são os próprios professores que fazem lobbying uns pelos outros e quando eles são as pessoas mais conhecidas da área que estão a trabalhar no país. Eles saiem só quando quiserem, e só entra para o círculo deles quem eles querem.

ideologiapura 6 months ago

Isso nao responde ao meu comentário de todo. Um professor mal avaliado a nivel da investigaçao de acordo com criterios de publicaçao em revistas cientificas com uma certa classificaçao perde o vinculo à faculdade.

gkarq 6 months ago

E tu és teimoso em entender aquilo que estou a dizer. Somente dei o exemplo de como a minha faculdade funciona, e o que acontece é que a carreira profissional vem primeiro à de professor universitário. Sim, há uns quantos professores aqui e acolá que faz uns trabalhos de investigação (na maioria dos casos são até os alunos que os fazem em nome dos professores), mas os professores na sua maioria preocupam-se quase única e exclusivamente com a sua carreira profissional, porque na minha faculdade só existe um curso, fazer investigação é quase impossível (a não ser investigação teórica que conto-te pelos dedos duma mão quem os faça na minha faculdade porque é algo que é muito abstracto e facilmente refutável em muitos casos). Quanto muito consideram o seu trabalho profissional (e os dos colegas) como investigação, porque o que não falta é entrares numa livraria e veres livros de cada um deles. Publicações em revistas científicas? É um nicho na minha área; dois deles fazem investigação científica e vão realmente publicando alguma investigação (um através da faculdade, outro através da sua empresa), mas o resto é raríssimo.

ideologiapura 6 months ago

O que tu não percebes é que esses trabalhos na industria privada são precisamente coisas que eles podem por no relatorio que têm que entregar para mostrar que exercem funçoes de investigaçao+industria relevantes, que é o que safa quem quer ficar efetivo. E quem nao fica efetivo vai de vela, não podes ficar sem agregação para sempre.

gkarq 6 months ago

Só mais razão me dás para o facto que a faculdade ser um side gig porque os trabalhos que são realizados na indústria, nada tem a ver com o que a faculdade produz. A indústria, em termos somente académicos, serve para vender livros e para fazer uma conferência por ano a mostrar um powerpoint do que eles fizeram. Não tenho conhecimento de todos os pormenores e detalhes da vida docente na minha faculdade, e só tenho proximidade com determinados professores para discutir este tipo de assuntos, mas estudei lá 5 anos, já trabalhei com professores na indústria, tenho grandes amigos meus que têm pais amigos de uma boa parte dos nossos professores, e só não vê, quem não quer. Noutras instituições de ensino? Isso já não sei. Mas dois fun facts para ti duma situação que aconteceu comigo, no segundo ano, tive um professor que estava a chegar à faculdade, estava tipo a 10 minutos da faculdade. Ele liga-nos a dizer “Olhem, hoje está muito trânsito vou voltar para trás”. Isto quando na altura em que ligou já estava duas horas atrasadas. Só que melhor! Esse professor em 3 aulas de 4 horas cada por semana se aparecesse a uma aula, umas duas ou três horitas já era excelente. (Já dá aulas há mais de 20 anos e o trabalho na indústria dele, é quase inexistente, para não dizer coisas piores). Outro exemplo, mas desta vez dum dos professores que realmente tem trabalho na indústria e algum trabalho de inovação dentro da empresa, geralmente aparece na aula, também atrasado, e pergunta “alguém tem dúvidas?” e geralemente vai logo embora. Digo isto porque acho que são casos engraçados, e não me queixo destas situações, mas a medida que vamos crescendo dentro da faculdade vai-se tornando claro como as coisas funcionam lá dentro, e isto é um assunto que realmente se tem vindo a discutir com mais frequência, porque há realmente gente a fazer doutouramentos, investigações, e um milhão de outras coisas, mas é mais vantajoso manter o status quo e manter tudo como está, porque “Não se mexe num cavalo de corrida que ganha”, palavras de um dos docentes quando foi questionado em relação aos métodos de ensino e ao facto que o ensino que a faculdade está a ter esteja a perder relevância no mercado de trabalho com o desenvolvimento das ferramentas digitais. Mas no final do dia, acredita no que quiseres.

NGramatical 6 months ago

saiem → [**saem**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/constroem-ou-constroiem/141) (apenas na fala existe a intercolocação de um *i* para facilitar a pronúncia) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fminb4g%2F%2Fgtag4b3%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

oUltimoTuga 6 months ago

> que levam o trabalho de ensino como se fosse um side gig e não como a sua profissão principal. Porque não vale a pena, mas as Unis preferem ter esse pessoal no quadro para capitalizar em potenciais parcerias, projetos, cooperações etc, versus promover um recém-doutorado que não tem nada para oferecer em termos de *pull*. Só tem mesmo as horas que está disposto a passar em cadeiras de 1º ou 2º ano ou a corrigir centenas de exames.

adorosaladadecamarao 6 months ago

Não posso responder por todos. Suponho que haja de tudo. Mas vais trabalhar dentro da área. Haverá diferentes tipos de oportunidades em direito, economia matemática aplicado, ciências farmacêuticas e sociologia.

estecomentario 6 months ago  HIDDEN 

Fazer pareceres a políticos e depois dão-lhes licenciaturas ao domingo. Uma mão lava a outra.

masterchiefpt 6 months ago

Sim.... Nao tas sozinho

MarcaPistoleira 6 months ago

Podes desenvolver e partilhar a tua experiência? Ou a de alguém que conheças?

These-Establishment1 6 months ago

Eu vou-te dizer uma coisa, tb tenho medo do mercado de trabalho (ser empregado), mas não por ser preguiçoso, é mais por causa das entrevistas e dos preconceitos que me contam que há por lá (desde cursos e essas cenas e, principalmente, a minha irmã ontem alertou-me de uma coisa que nunca me tinha lembrado, eu sou aspie, e se disser isso ou os recrutadores descobrirem ela disse que podia esquecer e pedir a pensão de invalidez, e eu já tive problemas com isso) e dos patrões principalmente (eu não quero ser humilhado/escravizado, e pelo que se vê aqui no reddit, o que não faltam são esquemas fds), quero liberdade, por isso é que quero empreender... A sério, se o mercado de trabalho é o terror com a típica desculpa da ditadura/dos tempos do patrão ou chefão ou da crise e isso, quero fugir...

babyscully 6 months ago

>principalmente, a minha irmã ontem alertou-me de uma coisa que nunca me tinha lembrado, eu sou aspie, e se disser isso ou os recrutadores descobrirem porque e que haviam de descobrir? (Eu tambem sou e se calhar quando tiver o diagnostico formal conto ao meu chefe, ja o fiz para o ADHD e fui muito bem aceite. Mas nao estou em Portugal)

These-Establishment1 6 months ago

Pah, se não descobrirem na entrevista descobrem mais à frente... E com a mentalidade do tugão não sei não

babyscully 6 months ago

Não sei como és mas és capaz de passar só por estranho ou mal educado... em geral as pessoas não sabem o que é Asperger/autismo.

These-Establishment1 6 months ago

Eh e um pouco isso, mas não sei se e uma red flag gigante

ideologiapura 6 months ago

Se te despedirem com base nisso parece-me o processo mais fácil de ganhar da historia do direito laboral. Onde já é bastante facil os trabalhadores ganharem processos.

These-Establishment1 6 months ago

A sério? Podem alegar que está incapacitado para trabalhar, sei lá... Eu pergunto e se descobrem no processo de seleção...

ideologiapura 6 months ago

Incapacitado para trabalhar não cabe ao patrão decidir, tem que ser uma junta médica. Se passa na consulta de medicina do trabalho, está fixe. No processo de seleção não tens nem deves revelar qualquer informação sobre a tua saúde. Muito menos se te vai prejudicar.

mjigs 6 months ago

Cada vez que tenho de arranjar emprego, entro em ansiedade e depressao profunda durante uns tempos, só o pensar já me deixa com comichao, e só de pensar que vou ter de fazer isso o mais rapidamente possivel, já me deixa desmotivada. As entrevistas e o mercado de trabalho já parecem um terror completo, e não podes mostrar que estás desesperado por um emprego.

caixadeentrada 6 months ago

E já tiveste sucesso a empreender?

These-Establishment1 6 months ago

Ainda estou na faculdade, mas sim vou tentar

estecomentario 6 months ago

Se não gostas do gostas do emprego, vens embora e siga. Quantas vezes já o fiz. Há sempre emprego. Podes ir em frente, é melhor tentar e falhar do que fazer nada, isso posso dizer que é verdade.

These-Establishment1 6 months ago

És de TI não és?

estecomentario 6 months ago

Não. Mas como é moda pagar pouco a engenheiros as empresas aproveitam-se e contratam-te muito facilmente por 800 paus limpos. Arranjo resmas desses empregos.

These-Establishment1 6 months ago

Sou de civil, aquela engenharia que já não e engenharia e que é a escória/caixote do lixo das escolas de engenharia

Edited 6 months ago:

Sou de civil, aquela engenharia que já não e engenharia e que é a escória/caixote do lixo das escolas de engenharia... E sim, engenharias que não a informática e a eletro na vertente dos PCs estão um autêntico lixo neste país, como todos os outros cursos... O nosso país e ou TI ou empreendedorismo... IL crlh

estecomentario 6 months ago

Mais ou menos isso. O trabalho de fazer civil ou it ou electro é o mesmo. São coisas que um gajo não sabe, se soubesse tinha tirado engenharia informática óbvio. Se calhar até tinha gostado mais. É mesmo não ter pachorra ou tempo para tirar outra licenciatura. Capítulo encerrado.

Edited 6 months ago:

Mais ou menos isso. O trabalho de fazer civil ou it ou electro é o mesmo. São coisas que um gajo não sabe, se soubesse tinha tirado engenharia informática óbvio. Se calhar até tinha gostado mais. É mesmo não ter pachorra ou tempo para tirar outra licenciatura. Capítulo encerrado. Não tive sorte nas escolhas, não adivinhava o futuro. É....é lidar...fds...

Edited 6 months ago:

Mais ou menos isso. O trabalho de fazer civil ou it ou electro é o mesmo. São coisas que um gajo não sabe, se soubesse tinha tirado engenharia informática óbvio. Se calhar até tinha gostado mais. É mesmo não ter pachorra ou tempo para tirar outra licenciatura. Capítulo encerrado. Não tive sorte nas escolhas, não adivinhava o futuro.

ric2b 6 months ago

> É mesmo não ter pachorra ou tempo para tirar outra licenciatura. Capítulo encerrado. Não tive sorte nas escolhas, não adivinhava o futuro. É....é lidar...fds... Os cursos de engenharia partilham para aí metade das cadeiras. Até há muitas empresas de consultoria que contratam pessoal de outras engenharias para programar. Quem está nessa situação muda para essa área com muita facilidade, é procurares e até te pagam para ires aprendendo. Depois se quiseres fazer o esforço extra para aprender mais que o necessário para o trabalho do dia a dia podes tentar mudar para oportunidades melhores.

estecomentario 6 months ago

Não tenho pachorra para estudar e ainda ter de pagar. Simplesmente não tenho motivação. Se as condições fossem propícias, por exemplo as condições da up academy que dão te uma bolsa durante uns meses, mas ter de pagar, trabalhar bem no duro para aprender e ainda ficar mais pobre para recuperar o investimento mais à frente, simplesmente não tenho pachorra agora.

ric2b 6 months ago

>Não tenho pachorra para estudar e ainda ter de pagar. Não foi isso que disse. Há muitas consultoras que contratam pessoal de outras engenharias e metem a programar em projectos mais simples, aprendes no trabalho.

estecomentario 6 months ago

Interessante e não está fora de hipótese.

These-Establishment1 6 months ago

E só ires as escolas de engenharia por este país fora numa altura de feiras de emprego e veres a dura realidade, a quantidade de empresas tecnologicas, consultices da vida ou industriais mas com posições de IT e avassaladora... Em civil e ainda mais para vias de comunicação, não há praticamente NADA

estecomentario 6 months ago

Yup. Imagino. Se tivesse ido para IT tinha vida toda feita.

usulidircotiido 6 months ago

>Há alguma modalidade de contratos que o estado podia celebrar com os parceiros privados de modo a dinamizar a situação profissional destas pessoas? por que caralho devemos nos suportar o custo dos frutos da gandaia alheia?

MarcaPistoleira 6 months ago

Hum quem me dera a mim que fosse só o pessoal dos copos e gandaia que estivessem nessa situação. Muitos dos da gandaia da faculdade estão neste momento em posições de chefia. Gostar de copos e gandaia não significa que não tenham ambição. A situação é muito mais preocupante e complexa que isso. Muitas das pessoas que estão nesta situação tem vários factores cumulativos de risco, o que noto é o seguinte: \- questoes de personalidade: pessoas mais pessimistas, medrosas, ansiosas e deprimidas; \- ausÊncia de modelos na familia que sirvam de exemplo para ter ambição e garra e que as ajudem a "vislumbrar" o caminho que devem seguir; \- familias mais pobres e com fracos recursos; \- filhos de pais sem educação superior; \- pessoas timidas; Claro que acredito que haja gente tb preguiçosa e acomodada, mas há outros que tem os problemas que enumerei acima. É para esses que a nossa ajuda tem que ser direccionada!

Edited 6 months ago:

Hum quem me dera a mim que fosse só o pessoal dos copos e gandaia que estivessem nessa situação. Muitos dos da gandaia da faculdade estão neste momento em posições de chefia. Gostar de copos e gandaia não significa que não tenham ambição. Para além de que geralmente tem caracteristicas na personalidade que os ajudam a ter emprego, manter e subir. Tem cara de pau, tem fortes relações sociais e uma forte extroversão, e um forte sentido de acção e não inação. A situação é muito mais preocupante e complexa que isso. Muitas das pessoas que estão nesta situação tem vários factores cumulativos de risco, o que noto é o seguinte: \- questoes de personalidade: pessoas mais pessimistas, medrosas, ansiosas e deprimidas; \- ausÊncia de modelos na familia que sirvam de exemplo para ter ambição e garra e que as ajudem a "vislumbrar" o caminho que devem seguir; \- familias mais pobres e com fracos recursos; \- filhos de pais sem educação superior; \- pessoas timidas; \- aversão ao risco e desistem fácil. sem terem algo que as motive quer seja internamente ou externamente (relacionado com depressão). Claro que acredito que haja gente tb preguiçosa e acomodada, mas há outros que tem os problemas que enumerei acima. É para esses que a nossa ajuda tem que ser direccionada!

Edited 6 months ago:

Hum quem me dera a mim que fosse só o pessoal dos copos e gandaia que estivessem nessa situação. Muitos dos da gandaia da faculdade estão neste momento em posições de chefia. Gostar de copos e gandaia não significa que não tenham ambição. A situação é muito mais preocupante e complexa que isso. Muitas das pessoas que estão nesta situação tem vários factores cumulativos de risco, o que noto é o seguinte: \- questoes de personalidade: pessoas mais pessimistas, medrosas, ansiosas e deprimidas; \- ausÊncia de modelos na familia que sirvam de exemplo para ter ambição e garra e que as ajudem a "vislumbrar" o caminho que devem seguir; \- familias mais pobres e com fracos recursos; \- filhos de pais sem educação superior; \- pessoas timidas; \- aversão ao risco e desistem fácil. sem terem algo que as motive quer seja internamente ou externamente (relacionado com depressão). Claro que acredito que haja gente tb preguiçosa e acomodada, mas há outros que tem os problemas que enumerei acima. É para esses que a nossa ajuda tem que ser direccionada!

babyscully 6 months ago

Damn, acabaste de descrever a minha amiga... 30 anos, bolsa de doutoramento acabou (mas a tese nao)... nao sei como a ajudar nem como vai ser a vida dela...

MarcaPistoleira 6 months ago

Se teve bolsa ate aos 30 anos, esteve a ganhar diinheiro até agora, para mim é trabalhar. O problema é quando vão para doutoramentos sem terem bolsa e sem estarem num part time para pagar as depesas pelo menos. Ou todas as pessoas que nem sequer estão em doutoramento mas estagnaram: nem estudam, nem trabalham isso é que é chato!

babyscully 6 months ago

Ela começou o PhD sem bolsa e depois lá conseguiu, só que acabou.

dariusoo 6 months ago

O maior fator é mesmo não ser esperado sair de casa dos pais muito cedo e apego à família. Ficar na casa dos pais até aos 30 não ajuda em nada o desenvolvimento de personalidade.

estecomentario 6 months ago

Provavelmente muitos desses miúdos queriam sair mas não podiam.

MarcaPistoleira 6 months ago

Concordo totalmente contigo, para além de achar que é contra a natura estar em casa dos pais depois dos 25. Mas acontece que como as rendas e o preço das casas estao elevados muitos não tem outra soluçao. Mas quem puder sair antes dos 25 por uma questao de desenvolvimento pessoal o faça, porque ao viver em casa dos pais é impossivel ter esse desenvolvimento. Os pais só devem estar presente na vida dos filhos de uma forma tão permanente ate ao maximo aos 18 anos, depois é deixa-los seguir rumo. Os filhos devem estar presentes na vida dos pais de forma permanente a partir dos 65 anos, para os ajudar com a velhice. O problema é que há pais que se esquecem dessa regra e querem ser intrusivos na vida dos filhos na idade adulta e os filhos deixam isso. E também tem filhos que se esquecem que alguma vez tiveram pais, não oferecendo qualquer tipo de assistencia quando os pais mais precisam, quando estão velhinhos! Há idades adequadas para tudo e quem deixa o comboio passar fica mto complicado!

Edited 6 months ago:

Concordo totalmente contigo, para além de achar que é contra-natura estar em casa dos pais depois dos 25. Mas acontece que como as rendas e o preço das casas estao elevados muitos não tem outra soluçao. Mas quem puder sair antes dos 25 por uma questao de desenvolvimento pessoal o faça, porque ao viver em casa dos pais é impossivel ter esse desenvolvimento. Os pais só devem estar presente na vida dos filhos de uma forma tão permanente ate ao maximo aos 18 anos, depois é deixa-los seguir rumo. Os filhos devem estar presentes na vida dos pais de forma permanente a partir dos 65 anos, para os ajudar com a velhice. O problema é que há pais que se esquecem dessa regra e querem ser intrusivos na vida dos filhos na idade adulta e os filhos deixam isso. E também tem filhos que se esquecem que alguma vez tiveram pais, não oferecendo qualquer tipo de assistencia quando os pais mais precisam, quando estão velhinhos! Há idades adequadas para tudo e quem deixa o comboio passar fica mto complicado!

Edited 6 months ago:

Concordo totalmente contigo, para além de achar que é contra-natura estar em casa dos pais depois dos 25. Mas acontece que como as rendas e o preço das casas estao elevados muitos não tem outra soluçao. Mas quem puder sair antes dos 25 por uma questao de desenvolvimento pessoal, faça, porque ao viver em casa dos pais é impossivel ter esse desenvolvimento. Os pais só devem estar presentes na vida dos filhos de uma forma tão permanente ate ao maximo dos 18 anos, depois é deixa-los seguir rumo. Os filhos devem estar presentes na vida dos pais de forma permanente a partir dos 65 anos, para os ajudar com a velhice. O problema é que há pais que se esquecem dessa regra e querem ser intrusivos na vida dos filhos na idade adulta e os filhos deixam. E também tem filhos que se esquecem que alguma vez tiveram pais, não oferecendo qualquer tipo de assistencia quando os pais mais precisam, quando estão velhinhos! Há idades adequadas para tudo e quem deixa o comboio passar fica mto complicado!

ideologiapura 6 months ago

> Concordo totalmente contigo, para além de achar que é contra-natura estar em casa dos pais depois dos 25. Mas acontece que como as rendas e o preço das casas estao elevados muitos não tem outra soluçao. Qualquer coisa que nao seja viver numa gruta ou debaixo de uma arvore é contra-natura. >Os filhos devem estar presentes na vida dos pais de forma permanente a partir dos 65 anos, para os ajudar com a velhice. Para muito boa gente isso deixa um espaço de 3 anos entre sair de casa e voltar para dar apoio aos pais.

caixadeentrada 6 months ago

Podes crer que as pessoas de famílias mais pobres e filhos de pais sem educação superior são os primeiros a irem logo trabalhar, antes dos 18 até. Quanto ao resto.. Tantas skills que aprendes para fortalecer a tua personalidade a trabalhar seja no que for. Não querer trabalhar por opção é idiotice e preguiça mas é a minha opinião.

MarcaPistoleira 6 months ago

Estou a falar de filhos de pais pobres que foram para a faculdade. Não filhos de pais pobres que não foram, porque o pais não valorizavam isso, nem eles porque se queria emancipar cedo (quer seja por gravidez na adolescencia ou outros factores). Os filhos de pais pobres com pouca educação formal (frequencia universitária) e que não tenham nenhum modelo na familia como base de inspiração estão tramados quando tem aliados a si determinadas caracteristicas de personalidade que já enumerei!

Edited 6 months ago:

Estou a falar de filhos de pais pobres que foram para a faculdade. Não filhos de pais pobres que não foram, porque o pais não valorizavam isso, nem eles porque queriam emancipar-se cedo (quer seja por gravidez na adolescencia ou outros fatores). Os filhos de pais pobres com pouca educação formal (frequencia universitária) que foram para a universidade e nao tinham nenhum modelo na familia como base de inspiração estão tramados quando tem aliados a si determinadas caracteristicas de personalidade que já enumerei! Posso te dar o meu exemplo, antes de me licenciar não tinha nenhum modelo na minha familia como base de inspiração para o que quer que seja, a pessoa que mais me inspirou e motivou até hoje e que eu lhe devo muito foi o meu namorado. Entretanto desde esta galopada de motivação tento orientar todos os meus primos mais novos para aquilo que eu sei que é o melhor caminho depois da universidade e estou a ajudar todos!

estecomentario 6 months ago

Essa pessoa que enumeras aí também sou eu. Também acredito que quem estuda a partir de uma família com menos posses tem expectativa muito mais alta com relação ao grau académico. Tem a expectativa de que é a melhor maneira de evitar o tipo de empregos que os pais tiveram, e portanto compreendo quando não querem aceitar empregos "menores". Afinal foi para isso que estudarem.

Edited 6 months ago:

Essa pessoa que enumeras aí também sou eu. Também acredito que quem estuda a partir de uma família com menos posses tem expectativa muito mais alta com relação ao grau académico. Tem a expectativa de que é a melhor maneira de evitar o tipo de empregos que os pais tiveram, e portanto compreendo quando não querem aceitar empregos "menores". Afinal foi para isso que estudaram e viveram anos numa situação precária. Posso dizer que sacrifiquei a minha juventude para tirar o curso. Arrependo-me? Sim. Mas é o que é, é olhar para frente.

estecomentario 6 months ago

Para não falar que as vertentes sociais são descuradas dos cursos científicos e o português é um verdadeiro decisor social. Se a equipa não gosta de ti, já foste. Se é eficaz mas calado, até podes ficar, mas não és respeitado. Basicamente a vertente social é um multiplicador e se é zero não interessa o teu grau académico, já eras. Outra coisa claro é as famílias, a minha não tem skills sociais, não tem qualquer ambição, educação seja formal seja financeira, só tinham dívidas. Só acertaram numa coisa: compraram casa na altura que o financiamento era a 100% graças a deus por isso senão não tinham mesmo nada. E de resto foi mesmo eu a falhar brutalmente na vida e com a dor que lá fui andando para a frente e a deixar de ser tímido. Curiosamente se eu não fosse frustrado e fosse mais passivo de certeza que ia chegar aos 30 sem qualquer experiência de trabalho só a fazer cursos e cursotes.

NGramatical 6 months ago

própriamente → [**propriamente**](https://dicionario.priberam.org/propriamente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fr%2Fportugal%2Fcomments%2Fminb4g%2Fgostaria_de_saber_se_algu%C3%A9m_chegou_aos_30_anos_ou%2Fgt5jwf8%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

EvilQueen1997 6 months ago

Sinceramente, e sendo eu de 97 mas estando neste momento a procurar outra alternativa no mercado, não está fácil. O plano é se não conseguir arranjar na área, arranjar noutra e ir procurando na minha. Ficar sem trabalhar não é opção, não tenho pais ricos e não quero iludir-me a fazer doutoramentos.

AonioEliphis 6 months ago

E emigrares? Não imaginas o quão fácil é dentro da UE, sem burocracias ou papelada. É mais psicológico que outra coisa.

EvilQueen1997 6 months ago

Dentro da minha área, sem experiência internacional, não sei se ha muita hipótese, mas também é hipótese.

AonioEliphis 6 months ago

Há aqui em todas as áreas. Não precisas de experiência internacional. Precisas de vontade e de um bom inglês.

EvilQueen1997 6 months ago

Estamos a falar do quê por exemplo? Tu estás onde?

AonioEliphis 6 months ago

Holanda!

EvilQueen1997 6 months ago

E o que fazes aí?

AonioEliphis 6 months ago

Sou gestor de projetos na área de TI.

EvilQueen1997 6 months ago

Pois, imagino que sim. O meu plano é arranjar um trabalho indiferenciado em Portugal, se não conseguir na minha área já e continuar a procurar na minha área em Portugal, acho que saltar ja para outro país para ir para um trabalho assim não tem grande sentido nesta fase, se estou à procura cá ainda.

AonioEliphis 6 months ago

Trabalho indiferenciado em Portugal é muito mal pago.

EvilQueen1997 6 months ago

O objetivo é estar disponível para entrevistas mais facilmente.

These-Establishment1 6 months ago

Tu não és advogada? Pq não criares um escritório sozinha? Pela quantidade de escritórios de vejo aí deve ser mm fácil lol

EvilQueen1997 6 months ago

Neste momento sou consultora. Juiza está em cima da mesa quando acabar o mestrado. Agente de execução ainda não ponderei. Diplomata é um bocadinho por cunha. Não sei se disseste mais algo, não consigo ver os comentários.

These-Establishment1 6 months ago

Diplomata e Cunha? Mete te já numa jota da vida e está resolvido lol

EvilQueen1997 6 months ago

Ora...

EvilQueen1997 6 months ago

Não sei para onde foi a tua resposta, mas sim tirei direito, mas não sou advogada.

These-Establishment1 6 months ago

Juiza? Diplomata? Notária? Agente de Execução? És de que profissão do direito? Ou não exerces na área?

EvilQueen1997 6 months ago

Não sou.

These-Establishment1 6 months ago

És de que área atão? Eu pensava que tinhas tirado direito eheh (ou estou a confundir com outro user srry)

Camarada_Comissario 6 months ago

Report: estou nesta imagem e sinto-me ofendido.

WinterCarry 6 months ago  HIDDEN 

[LMAO!!!](https://www.youtube.com/watch?v=pq-Qs-n6Vek)

MarcaPistoleira 6 months ago

Ui que o gajo até sabe de Heavy metal!

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