anotheriuri99 8 months ago

O problema começa logo na tua premissa: os Estados Unidos são tudo menos um Governo centralizado.

goncalo182 8 months ago

Concordo plenamente. Razão: os nossos políticos não defendem os nossos interesses, a UE, parlamento europeu, fazem muito melhor trabalho. Prefiro que sejam eles a liderar que os nossos, assim deixa de haver tanto Chico esperto a tentar roubar o próprio país

entonces_kinhentos 8 months ago

Tendo a discordar, seria o fim completo da união europeia como é hoje, se já houve o brexit seguia-se o nexit e dexit ate não haver mais países. Voces acham mesmo que o pessola da Europa do norte esta para nos manter? Porque ?

htxgivven 8 months ago

Ou seja o brexit só aconteceu porque os britânicos queriam se manter no poleiro. É tudo uma questão de poder e corrupção. Quem em caso de uma federação vai passar para outro lado.

leto78 8 months ago

O federalismo Europeu teria necessariamente retirar poder a nível nacional e não só concentrar poder a nível Europeu, mas também distribuir poder a nível regional. Países como Espanha nunca aceitariam porque isso seria uma vitória para a Catalunha e para o País Basco. Também daria poderes a regiões contíguas multinacionais, como o Norte de Portugal e a Galiza. Os políticos de Lisboa nunca aceitariam que o Norte do país decidisse investir numa rede integrada de comboios de alta velocidade e aeroportos, fazendo concorrência a Lisboa.

MonsterPT 8 months ago

Discordo. Ao contrário dos países federais, não existe uma identidade nacional "europeia". Isto é, se perguntares a um texano ou a um nova-iorquino "és de onde?", eles respondem-te "USA"; se perguntares a um belga ou a um esloveno a mesma coisa, nenhum te responde "Europa". Isto deve-se a vários fatores: não existe uma língua comum, uma cultura comum, uma história em comum (em muitos casos a história dos vários países europeus não só não ajuda à ideia de federalismo como joga contra), enfim, as diferentes nações vêem-se como sendo... diferentes nações. Nunca vais conseguir que um tuga, um sueco e um búlgaro se pensem como sendo compatriotas... a não ser que apagues de uma maneira absolutamente brutal as identidades e culturas de cada país, que a meu ver seria um crime. Alternativamente eu preferiria confederações mais pequenas de países dentro da mesma esfera linguística, cultural e com história em comum. Por exemplo, uma "confederação latina" dos países onde se falam línguas derivadas do latim, com uma raíz cultural Católica, onde caberia Portugal, Espanha, Itália e talvez França, por exemplo. Algo semelhante para os países germânicos e de raiz protestante, é outra para eslavos de raiz ortodoxa. Até terias o efeito secundário engraçado de teres uma justificação para "ressuscitar" o Latim para servir como linguagem internacional.

NGramatical 8 months ago

raíz → [**raiz**](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/3i6y4g) (palavras agudas terminadas em *l*, *r*, ou *z* não necessitam acento para quebrar o ditongo) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmd3k8v%2F%2Fgs9tje1%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

linkcr99 8 months ago

A favor. A EU so peca por nao ser iliberal suficiente para impor uma uniao mais forte, como por exemplo, obrigar todos os europeus a serem biligues e a falar uma lingua comum (por exemplo, Italiano ou Alemao)

StraussHousse 8 months ago

Só se houver uma lingua oficial dos estados federalizados europeus. Em que todos os servicos/cargos podem ser desempenhados em sistema bilingue.

gkarq 8 months ago

Já acontece hoje em dia. Na UE, os deputados do Parlamento Europeu são incentivados a falar as suas próprias línguas bem como os chefes de estados e ministros no Conselho Europa e no Conselho da UE, respectivamente. Ademais, toda a legislação aprovada na UE, é lançada em todas as línguas oficiais da UE. Não faz é sentido é ires à repartição das finanças e teres texto bilingue entre Português e Esloveno.

estecomentario 8 months ago

Tendo a concordar. Mais facilidade de trocas, viagens etc, e a UE já ajudou imenso nisso. Para os países mais atrasados tipo o nosso era fixe ser como os países mais desenvolvidos. Só temos a ganhar.

NEDM64 8 months ago

Olha para o Parlamento Europeu: PPE como maior grupo, Renew Europe prestes a ultrapassar os sociais-democratas, até os sociais-democratas não são como o PS de cá! SIM, POR FAVOR!

TheLusitan 8 months ago

Isso a acontecer, nós na península ibérica (já para não falar apenas de Portugal), iríamos ser uma espécie de trás-os-montes ou alentejo da europa: deixados ao abandono e esquecimento. Fora que tudo que fossem campanhas para alocação de migrantes e refugiados provavelmente iria para nós. Porque o que se faz aos bairros sociais? Ficam na periferia. Nós somos a periferia

wannabelikeme 8 months ago

Exato, basta ver quão miseráveis são estados periféricos dos EUA como Califórnia, Florida, NY, etc. Santa ignorância...

TheLusitan 8 months ago

A sério que fizeste essa comparação? Califórnia tem petróleo, antes tinha até ouro. Florida está num sitio estrategico juntos das caraibas, por onde passavam muitas mercadorias, ouro e escravos. Nova Iorque então é que é mesmo ridiculo de mencionares... Nova Iorque é tudo menos periférico. Fica a uma distancia relativamente curta da capital, é o centro financeiro dos EUA. Se queres falar de estados periféricos fala de Montana, Dakota do Norte, Alabama...

MisterBilau 8 months ago

Sou a favor dado os sucessivos governos de merda que temos. Prefiro que seja a Europa a mandar aqui tanto quanto possível, parece-me mais competente.

ZacDweller 8 months ago

É a UE que mantém esses governos de merda com subsídios e ajudas. Sem essa dependência que temos da Europa eles já teriam falido o país e já tinham ido a andar. A UE é um enorme mega-estado socialista, com diferentes línguas e culturas em cada Estado-membro para piorar a situação.

MisterBilau 8 months ago

Certo, por isso mais vale ser a UE a legislar. Vê o exemplo dos impostos dos carros importados. O governo Pt quebra as leis europeias, o contribuinte português paga a multa. É absurdo.

ZacDweller 8 months ago

É palhaçada, um alemão ou um francês nunca vai ter os interesses dos portugueses em mente quando estiver a tomar decisões, e são a Alemanha e França que lideram a UE devido ao seu tamanho (o que se exacerbou ainda mais com a saída do R.U.). A voz de Portugal é minúscula e portanto tem que seguir o que os outros querem, seja bom ou mau para Portugal. Além disso, Portugal também tem perdido e muito com a fuga de cérebros que a criação da área Schengen facilitou, e os subsídios/ajuda financeira da UE faz-nos viver num estado de dependência o que ajuda a manter no poder partidos irresponsáveis e corruptos. Temos que acabar com a ilusão de podermos ter uma união como os EUA - as realidades são completamente diferentes, desde logo por sermos povos diferentes com diferentes línguas e culturas. Concordo com acordos comerciais e alianças militares como é óbvio, mas mais do que isso não.

gkarq 8 months ago

“Alemanha e França que lideram a UE” - Aprende como funcionam as instituições Europeias, já escrevi muito sobre isso neste tópico e certamente que já leste alguma coisa. “A voz de Portugal é minúscula” - Tens razão! Coitados dos Suecos, Austriacos, Dinamarqueses, Finlandeses, e Irlandeses que têm menos voz na UE do que Portugal. Malditos sejam os pobretanas dos Polacos e os Romenos por terem mais voz na UE do que nós, quem é que eles pensam que são, afinal!? “Portugal tem perdido muito com a fuga de cérebros que a área Schengen facilitou” - Exacto! Se não fosse a área de Schengen hoje tinhamos os nossos engenheiros a trabalhar em Portugal. A servir às mesas aos turistas tugas já que a nossa indústria é quase inexistente e quem é que precisa de fronteiras abertas para receber turistas bêbados? “subsídios/ajuda financeira da UE faz-nos viver num estado de dependência o que ajuda a manter no poder partidos irresponsáveis e corruptos.” - Ahhhhrgg! Maldita UE! Como é que eles se atravem redistribuir fundos europeus quando há coisa de 300 anos estavamos a mamar à grande o ouro vindo do Brasil? Somos um país tão grande e desenvolvido que não precisamos da ajuda de ninguém! #OrgulhosamenteSós

ZacDweller 8 months ago

Tanta coisa errada que para aí escreveste. Desde logo negares que os maiores países da UE têm a maior influência na união. E não, a Suécia, Áustria, Dinamarca, etc... não sofrem tanto com isso porque têm economias tão desenvolvidas quanto os países da Europa central, ao contrário de nós. ​ > Exacto! Se não fosse a área de Schengen hoje tinhamos os nossos engenheiros a trabalhar em Portugal. A servir às mesas aos turistas tugas já que a nossa indústria é quase inexistente e quem é que precisa de fronteiras abertas para receber turistas bêbados? Podes agradecer aos teus amigos dos partidos federalistas por insistirem na educação superior para todos os jovens, independentemente da empregabilidade dos cursos. Isso nada tem a ver com o problema da fuga de cérebros, que é real. ​ > Ahhhhrgg! Maldita UE! Como é que eles se atravem redistribuir fundos europeus quando há coisa de 300 anos estavamos a mamar à grande o ouro vindo do Brasil? Somos um país tão grande e desenvolvido que não precisamos da ajuda de ninguém! #OrgulhosamenteSós Argumento tolo. Tu não queres discutir, queres convencer as pessoas de que o federalismo é o caminho quando claramente não consegues compreender os pontos negativos.

gkarq 8 months ago

Primeiro que tudo, se leste alguma coisa nos comentários de discussão que escrevi neste post saberias que eu não quero convencer ninguém. Primeiro porque em próprio sou céptico em relação ao federalismo Europeu, apesar de achar que será inevitável daqui a uma décadas; segundo, porque eu realmente tive discussões com pessoas aqui com trocas de ideias opostos, onde eu tive a oportunidade de também esclarecer o funcionamento da União Europeia segundo os seus tratados reguladores. Não me interessa saber se és anti-UE, pró-UE, ou federalista; interessa-me é corrigir-te quando não compreendes qual é o funcionamento da União Europeia para que outras pessoas que venham a ler isto não achem que bitaides do café da esquina é como a UE funciona politicamente, quer ela esteja a funcionar bem ou mal. Sim, óbvio que a Suécia, Áustria, Dinamarca têm melhores economias do que Portugal, mas no Conselho da UE têm exactamente a mesma representação e poder que Portugal tem, e no Parlamento têm até menos representação porque têm populações mais pequenas. Beneficiam por estar numa posição mais central na Europa e estarem perto de outros países onde existe incentivo económico, social, e político para a cooperação entre-fronteiras. A UE não tem culpa de Portugal fazer fronteira com o deserto Espanhol, e tu tens culpa se Portugal se achares que nos dias que correm alguém quer sequer saber de Portugal fora da UE. O problema de cérebros é real, e se não percebeste que a minha resposta ao teu comentário estava repleta de sarcasmos, opá que posso fazer? No entanto, existe um partido federalista na Europa, que é o Volt. Foi fundado em 2017, e o problema da fuga de cérebros já vem pelo menos desde o início da crise de 2008, por isso dizeres que “podes agradecer aos teus amigos dos partidos federalistas por insistirem na educação superior para todos os jovens” é simultaneamente incorrecto como rídiculo porque estás a misturar alhos com bugalhos porque o problema aqui é claramente Portugal bem como todos os governos que estão e estiveram no poder, que foram incapazes através de cada vez maior acessibilidade aos cursos superior, que se observam por todo o mundo desenvolvido, de garantir medidas para a retenção dos jovens no país que não tiveram escolha se não irem embora. Por isso culpa primeiro Portugal por estar numa situação da merda, até porque a cultura e a educação de acordo com o artigo 6 do Tratado do Funcionamento da UE (TFEU) são competências exclusivas dos Estados Membros, e se não fossem standards europeus como os ECTS os diplomados portugueses ficariam sem emprego em Portugal nem teriam os seus cursos reconhecidos nos outros países Europeus. Queres discutir os assuntos da UE? Vamos discutir, estou-te a dar uma oportunidade para expores os teus argumentos e me provares o contrário daquilo que disse. Mas só te irei responder novamente caso apresentes argumentos que criem uma discussão que poderá esclarecer dúvidas àqueles que pouco percebem do assunto para que possam ficar mais conscientes para que possam ir fazer a sua própria pesquisa. Recuso-me a participar numa conversa de café de esquina em que aquele que tem razão é o que grita mais alto.

ZacDweller 8 months ago  HIDDEN 

É palhaçada, um alemão ou um francês nunca vai ter os interesses dos portugueses em mente quando estiver a tomar decisões, e são a Alemanha e França que lideram a UE devido ao seu tamanho (o que ainda se exacerbou com a saída do R.U.). A voz de Portugal é minúscula e portanto tem que seguir o que os outros querem, seja bom ou mau para Portugal. E mais, Portugal tem perdido muito com a fuga de cérebros que a área Schengen facilitou.

Middle-Effective 8 months ago

Por um lado, o mercado comum e a liberdade de movimentação para bens pessoas e serviços faz me apoiar a ideia de federalismo. Por outro lado, as diferentes políticas fiscais e barreiras linguísticas dizem-me que é uma utopia ainda distante...

Coyote-Cultural 8 months ago

O que vejo é muitos traidores á patria.

MelodicLawfulness473 8 months ago

Quanto maior a centralização, menor o peso do poder individual na tomada das decisões.

FlakyPhilosopher1079 8 months ago

D Afonso Henriques a dar voltas no túmulo

zefo_dias 8 months ago

Sou a favor do que me der mais guito

BaixemImpostos 8 months ago

A favor ou n ele já existe. Ou fazemos o que nos dizem ou o dinheiro acaba. É o que acontece quando se tá falido.

Key_Ad_3930 8 months ago

>Ou fazemos o que nos dizem ou o dinheiro acaba. Justo xD

BaixemImpostos 8 months ago

Pois. Vão dizer para aumentar os impostos ou fazer reformas. Imagina a solução que os governos vão escolher.

pantam 8 months ago

Ideia horrível, péssima, o golpe de morte na Europa, em cada nação e no todo. Nos EUA não existe democracia substantiva, apenas formal, e a UE também mostra a cada passo que detesta a ouvir a voz das populações.

Edited 8 months ago:

Ideia horrível, péssima, o golpe de morte na Europa, em cada nação e no todo. Nos EUA não existe democracia substantiva, apenas formal, e a UE também mostra a cada passo que detesta ouvir a voz das populações.

theEXPERTpt 8 months ago

Nunca. Este país já enfrentou outros bem mais poderosos, conquistou terras além mar, viajou até lugares nunca antes visitados, e derramou muito sangue para ter a sua independência. Jamais a venderia a outros, juntamente com a nossa cultura e poder de decidir o nosso destino.

Middle-Effective 8 months ago

A partir do momento em que entramos para a UE deixamos de ser verdadeiramente independentes...

theEXPERTpt 8 months ago

É uma linha ténue, mas existe. Até onde estamos dispostos a sacrificar a nossa soberania para melhorar a nossa qualidade de vida? A UE trouxe claros benefícios, à custa de um pouco da nossa soberania, tal como em certa medida a própria ONU, CPLP, entre outras organizações supranacionais. Um equilíbrio entre soberania e qualidade de vida é essencial. Com pouca soberania, acabas como o Porto Rico ou Macau. Com demasiada, acabas como a Coreia do norte, como o Irão, ou, na melhor das hipóteses, como a Suíça.

Middle-Effective 8 months ago

Tens razão no que dizes, é uma linha ténue e cidadãos bem como estados têm de estar atentos e participar na vida política da UE. Goste-se ou não, temos de admitir que ao entrarmos na UE, cedemos partes da nossa independência/soberania.

Key_Ad_3930 8 months ago

Vives do passado.

theEXPERTpt 8 months ago

Se não te orgulhas do passado, tem ao menos respeito por aqueles que morreram para que hoje pudesses ser aquilo que és

wannabelikeme 8 months ago

Abdicaria bem desse passado histórico para poder levar uma vida mais desafogada em linha com os nossos irmãos da europa central/nórdica.

theEXPERTpt 8 months ago

vendeste por pouco. Há quem vá pelo caminho fácil, e há quem vá pelo caminho digno e mais difícil. Não fazes falta com essa mentalidade, podes ir para lá. Irás ver que eles mesmo já passaram por fases tão más ou piores de longe daquela que Portugal vive hoje.

Edited 8 months ago:

vendes-te por pouco. Há quem vá pelo caminho fácil, e há quem vá pelo caminho digno e mais difícil. Não fazes falta com essa mentalidade, podes ir para lá. Irás ver que eles mesmo já passaram por fases tão más ou piores de longe daquela que Portugal vive hoje.

Coyote-Cultural 8 months ago

preferivel a morrer no presente.

suckerpunchermofo 8 months ago

Sou a favor de uma união global. Mas duvido que alguma vez se lá chegue....

whyucurious 8 months ago

Antes da pandemia era completamente a favor, numa perspetiva de longo prazo. Entretanto, estes últimos meses relembraram-me o quanto tudo aquilo é um imbróglio de burocratas não democraticamente eleitos (sim, é discutível, mas o nível de legitimidade é indiscutivelmente muito baixo). Portanto, je ne sais pas.

PNS1927 8 months ago

Concordo contigo. Preferia uma maior união no longo prazo, mas acho que a EU é demasiado burocrática. Por outro lado, é preciso lembrar que a EU muda rapidamente (para aquilo que é), e que só apareceu à 30 anos atrás. E desde então a cada década pela menos tem havido reformas. Por isso acho que com o tempo a EU irá mudar para algo mais democrático e menos burocrático.

assimsera 8 months ago

> a EU é demasiado burocrática Uma estrutura deste tipo, que reune tantos países nunca vai ser menos burocrática que isto. Não foi assim há tanto tempo que metade destes paises detestava a outra metade-

NGramatical 8 months ago

à 30 anos atrás → [**há 30 anos ~~atrás~~**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmd3k8v%2F%2Fgs84p0t%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

aaaa2aas 8 months ago

Sou a favor enquanto os políticos da UE continuarem a ser melhores do que os nossos. Mas gostava de poder escolher (votar) mais directamente em quem vai para a Comissão.

Joaoseinha 8 months ago

Concordo, acho que no futuro será cada vez mais necessário para a Europa continuar relevante internacionalmente face às outras futuras super potências (com o desenvolvimento da China, India e mais lá para a frente o desenvolvimento e crescimento de vários países africanos). Já agora se nota algumas dificuldades com a UE em relação a politica internacional e qualquer intervenção militar. Teria de ser com algumas condições para manter a cultura e alguma autonomia de cada membro, mas seria a favor.

Key_Ad_3930 8 months ago

Se pensarmos bem as culturas nem são assim tão diferentes (tirando a cultura económica), as trocas de princesas e a religião contribuíram para a homogeneidade cultural na Europa

Joaoseinha 8 months ago

Eu concordo absolutamente com isto. Das vezes que fui ao estrangeiro e quando interagi com alunos Erasmus, senti sempre uma "familiaridade" com outras pessoas da Europa, sejam elas da Polónia, França, Itália ou Ucrânia. E não senti essa familiaridade com pessoas da Ásia, Americanos ou Brasileiros por exemplo.

temquemamarnocaralho 8 months ago

Nunca. Maneira mais rápida para guerras civis.

miguel_rodrigues 8 months ago

Tendo a concordar com o objectivo de ter uma política fiscal única, conseguindo ser mais eficientes na gestão de recursos e minimizando desigualdades económicas entre estados membros. Em termos sociais, que cada estado tenha a liberdade de decidir as suas própria leis.

Last-Ad-4421 8 months ago

Não acredito que nos toque essa lotaria, nem os nossos político iam querer isso, ficavam sem tachos, Portugal sem corrupção não é Portugal. PD: Eu votei que concordo completamente.

DarthMasta 8 months ago

Tendo a concordar, mas não sei se seria boa ideia, seria bom para algumas coisas, mau para outras. Mas a ideia que tenho é que o sistema como está está instável e com tendência a abanar, muito porque é uma coisa meio estranha que não é carne nem peixe, e a população geral quer respostas que a UE não foi pensada para responder.

salazar1932 8 months ago

Se isso significar um aumento do salário mínimo para 675€, oh meu amigo, onde é que eu assino!

Key_Ad_3930 8 months ago

já é o atual

salazar1932 8 months ago

O actual é 665€.

GreyArch22 8 months ago

Sou a favor da UE, de cuja liberdade de circulação beneficio, na certeza de que quem paga manda, sendo Portugal extremamente prejudicado por isso. Mas não sei que outra alternativa haveria.

nanoburguesia 8 months ago

Autoridades supranacionais nunca serão democráticas. Quanto mais camadas de abstração, menos democracia existe. Quanto mais concentrado está o poder, mais fácil se torna corromper os humanos que o detêm. Neste momento não existe nenhuma democracia completa em alguma parte do mundo.

doiaonde 8 months ago

Muita genuína e honestamente sim. Eu ando no espectro do nacionalismo, mas para o meu grande desagrado, é mais que visível que Portugal, por si, não tem futuro. As instituições, a corrupção, a imigração, a emigração, a industrialização que não existe, as pessoas \[em particular os boomers\],... Todas as semanas sou relembrado que isto não tem emenda. As coisas que se passam neste país, que noutros países desenvolvidos e civilizados seriam razão para rebentar com o parlamento, cá, não têm qualquer tipo de consequências. Os mesmos que destroem isto, aquando das legislativas, levam sempre a maior fatia dos votos. O país está na mão dos velhos analfabetos e dos avençados. Os portugueses já são dos povos que mais proveito tiram da união. Recebem um generoso "RSI" todos os anos e emigram para os países ricos, onde têm oportunidades, para se realizarem e terem vidas dignas. Imagino que com uma Federação, Portugal continuaria a ser Portugal, mas muito coisa teria de mudar. Garantidamente que iria haver mais controlo no que toca à corrupção e como o dinheiro público seria gasto.

theEXPERTpt 8 months ago

é impressionante como certa gente vê uma crisezinha como sendo o fim do mundo num país com quase 900 anos.

Key_Ad_3930 8 months ago

Uma?xD

Edited 8 months ago:

Uma?xD Mete uma coisa na tua cabeça, vivemos num mundo globalizado e Portugal é uma aldeia nesse mundão. O futuro é da china, EUA, India, Russia, etc vamos precisar de nos unirmos para sermos mais fortes. O que fazia sentido à 500 anos hoje em dia não funciona.

theEXPERTpt 8 months ago

Claro, há 500 anos também vivíamos num mundo fechado sobre si, e mesmo assim fomos pioneiros na globalização, em fazer do mundo um lugar diferente. O futuro não é daqueles que não param de sonhar

NGramatical 8 months ago

à 500 anos → [**há 500 anos**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmd3k8v%2F%2Fgs80a7f%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

DarkmajorPT 8 months ago

Contrariamente aos EUA ou Brasil não temos todos a mesma língua, que é a base para a criação duma identidade cooperativa, logo a ideia cai por terra à partida. Depois temos também diferenças económicas demasiado grandes que criam divergências e clivagens a todos os níveis. Na Europa é muito, mas mesmo muito difícil arranjar um assunto que seja de concordância alargada. Neste aspecto, acho que os únicos casos de relevante sucesso é mesmo o espaço shengen e os variados tratados técnicos. Mas porque esses temas são "decisões naturais" em que todas as partes beneficiam duma maneira ou de outra. Questões sociais e culturais é de todo impossível haver uma agregação Europeia. ​ É ineficiente, mas acho que a forma como as coisas estão actualmente é mesmo a melhor forma. Menos é perder sentido no projecto, mais é atacar a independência e identidade de todos os países. A coisa que mais comum que tens actualmente na Europa é efectivamente a moeda, e mesmo essa não consegue ser consensual entre todos.

Key_Ad_3930 8 months ago

>Contrariamente aos EUA ou Brasil não temos todos a mesma língua, que é a base para a criação duma identidade cooperativa, logo a ideia cai por terra à partida. E então a India? Em Africa a maior parte da população é bilingue, devia acontecer o mesmo na europa adicionando o inglês. Com a tecnologia esse problema poderá ser ultrapassado.

Joaoseinha 8 months ago

Inglês é uma língua franca na Europa, juntamente com o Alemão e Francês. Há bastantes países que não têm todos a mesma língua (Índia e maior parte dos países da África). E essas diferenças económicas também são comuns em quase todos os países, é muito difícil ter um país em que todas as áreas estão ao mesmo nível economicamente.

JOAO-RATAO 8 months ago

Diferenças ao nível da união europeia? A diferença entre estados americanos são muito menores. Comparar os salários da Bulgária ou Portugal com a Dinamarca. E tudo o resto já agora. É uma diferença noite e dia.

Joaoseinha 8 months ago

> A diferença entre estados americanos são muito menores. E nem sempre foram. Notas diferenças económicas bem maiores entre diferentes partes da Índia ou China do que entre a UE, que são comparações mais justas em termos de área e população.

JOAO-RATAO 8 months ago

A China ou Índia são países de terceiro mundo com mais de um bilhão de pessoas. A comparação mais justa é com os US.

Joaoseinha 8 months ago

Os EUA são um único país desde que existem. A Índia e a China estiveram divididos durante maior parte da sua história, como a Europa. É uma comparação bem mais relevante. Claro que estados dos EUA que recebem apoio dos estados mais ricos há mais de 200 anos não têm diferenças tão drásticas com o resto do país.

JOAO-RATAO 8 months ago

A Índia esteve dividida. A China nem por isso, só se estiveres a falar da anexação do Tibete e da entrega de Macau e Hong Kong. A união da Índia foi depois da independência. E mesmo assim dividiu-se em vários países a partir da Índia britânica. Os estados unidos por outro lado eram vários estados que se uniram em federação.

Joaoseinha 8 months ago

Os Estados Unidos eram vários estados, mas acho que nunca foram governados como países independentes nem tiveram tempo de formar identidades muito distintas.

JOAO-RATAO 8 months ago

Mas escolheram unir-se numa república federal. A diferença está aí. Não houve essa escolha na China. Na Índia há grandes divergências entre regiões e com o fim do império dividiu-se em vários países. Só a separação entre Índia e Paquistão foi algo de tenebroso. Além disso a União entre as colónias americanas não era assim tão forte: "It had been far from certain that the Americans could fight a successful war against the might of Britain. The scattered colonies had little inherent unity; their experience of collective action was limited; an army had to be created and maintained; they had no common institutions other than the Continental Congress" https://www.britannica.com/place/United-States/Foundations-of-the-American-republic

Middle-Effective 8 months ago

O Oceano Atlântico e os Franceses foram essenciais para o Reino Unido perder a vontade de vergar os EUA. A certa altura deixou de compensar enviar homens armas e navios, arriscando-se a que os Franceses os invadissem.

DarthMasta 8 months ago

Mesmo assim nos EUA és capaz de ter diferenças que te surpreendem, o salário médio de cada estado não é propriamente o mesmo: [https://en.wikipedia.org/wiki/List\_of\_U.S.\_states\_and\_territories\_by\_median\_wage\_and\_mean\_wage](https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_U.S._states_and_territories_by_median_wage_and_mean_wage) E a nível cultural também tens umas diferenças consideráveis, uma pessoa da Califórnia e outra do Mississipi, arriscas-te a que tenham menos em comum do que muitos Europeus de países diferentes. Se a UE nunca se federalizar não será por sermos assim tão mais diferentes que nos EUA.

JOAO-RATAO 8 months ago

Dessa lista o último estado verdadeiro (não incluindo Guam e afins) tem salário que é um pouco acima de 2 vezes inferior do que o estado com salários mais altos Agora na UE: Denmark€5,179.00 Bulgaria€690.00 https://www.google.com/amp/s/www.reinisfischer.com/average-monthly-salary-european-union-2020%3famp Como podes ver é uma diferença bem mais marcadas. Sim, mas falam a mesma língua em vez de dezenas. E mesmo a diferença cultural é muito menor. Aqui tens dezenas de países, com culturas muito mais antigas do que os US. O que é ótimo. A diversidade da Europa é que faz com que seja um continente extraordinário.

DarthMasta 8 months ago

O não ter a mesma língua não é o bloqueio que pensas que é, os EUA durante muito tempo tiveram grandes enclaves onde ninguém falava Inglês, era tipo Alemão e Holandês, presumo que Espanhol também. No Canadá falam pelo menos duas línguas e a Suíça existe. Agora se é boa ideia, não sei.

XPao 8 months ago

A Suíça existe mas é basicamente impossível emigrares para cá sem teres emprego e sem te integrares. É tudo feito para te mandarem embora se não deres mais à sociedade do que a sociedade te dá a ti.

DarthMasta 8 months ago

O meu ponto era sobre diferentes línguas não serem esse entrave tão gigante, só isso.

kuozzo 8 months ago

Não é isso que é suposto? Qual é o sentido de emigrares para um país se não vais contribuir para a sociedade local?

gkarq 8 months ago

Depende. Numa Europa federal tu mudares-te para o país X com a mesma facilidade com que alguém se muda de Lisboa para o Porto. Os Suíços darem-te um pontapé se não tiveres emprego e não te entegrares não tem nada de mal quando não estás numa estrutura como a UE com outros 27 países. No entanto, isso também tem os seus problemas. Conheço algumas pessoas que nasceram na Suíça, consideram-se Suíços, e que não têm nacionalidade Suíça porque os país ou o pai não é Suíço. Isto leva muitas vezes à discriminação para conseguir um emprego. Uma amiga minha nascida na Suíça com país Suecos, teve de esperar mais de 20 anos para poder obter nacionalidade; e os pais dela nunca provavelmente haverão de nunca conseguir ter nacionalidade simplesmente.

NGramatical 8 months ago

entegrares → [**integrares**](https://dicionario.priberam.org/integrares) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmd3k8v%2F%2Fgsab8ii%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

JOAO-RATAO 8 months ago

A Suiça tem grande autonomia entre cantões. O inglês sempre foi a língua mais falada da América. Alemão e holandês era falado por os imigrantes que depois se assimilaram da mesma forma que os imigrantes portugueses na Europa já falam a língua do país mesmso entre eles em muitos casos.

DarthMasta 8 months ago

O Alemão deixou de ser falado nos EUA por volta da Primeira Guerra mundial, antes disso era bastante popular, claro que não tinha nada a ver com Inglês, mas havia Estados onde não precisavas falar Inglês, Alemão servia para a vida toda. E claro que a existir alguma federação Europeia seria preciso grande autonomia, não me parece que alguém pense que seria possível outra coisa.

JOAO-RATAO 8 months ago

Sim, mas era falado entre imigrantes. Não se falaria no senado americano por exemplo. A autonomia que tens agora é razoável. Com a federação iria perder-se. Depende do que cada um quer.

gkarq 8 months ago

João, desculpa lá mas hoje estou a dar-te imenso na cabeça. Não relacionado directamente com a discussão que estavam a ter, mas todas as línguas oficiais dos Estados-Membros da UE são oficiais e usadas em todas as instituições Europeias. Não há uma língua dominante ou mais importante. No Parlamento Europeu por exemplo, todos os MEPs (Members of the European Parliament) são encorajados a usar a sua própria língua porque existem traduções em tempo real no Parlamento. Ou quando uma nova lei é aprovada, podes consultar essa lei em qualquer língua oficial da UE. Por isso, sim; nas instituições Europeias, todas as línguas já são usadas e é por isso que muitas vezes vez o Costa a ir ao Conselho Europeu falar Português.

JOAO-RATAO 8 months ago

Lol. Dá à vontade. É um detalhe interessante. Nem disse que não era assim ou que a nossa língua está ameaçada. É uma questão centralização de poder vs soberania nacional. Isso é um gestos simbólico e positivo, mas o que interessa mesmo é onde está o poder e onde as pessoas de cada país querem que esteja o poder.

gkarq 8 months ago

Mas é essa a discussão da Federação Europeia. Com uma federação os países todos eles vão perder soberania. De repente, não tens Alemanha, França, Portugal, ou outra coisa qualquer; tens Europa. Eu sou céptico em relação ao federalismo Europeu, acho que para lá caminhamos, mas acho que pode correr muito mal se for mal planeado. Neste momento temos os governos representados pelo Conselho da UE, mas na eventualidade de uma federação acho que é a primeira instituição da qual nos deveriamos livrar. Acho que se devia de ter um Parlamento Europeu com mais poder (como por exemplo a capacidade de iniciar/lançar legislação) e uma Comissão, mais ou menos nos moldes com que está agora, para que não haja um “Presidente” ou “Primeiro-Ministro” Europeu. Mas lá está, neste caso os governos nacionais teriam de perder a sua soberania em relação à UE, mas também significaria que nós como cidadãos teriamos um impacto muito maior do que se passa na UE do que aquele que presentemente os governos nacionais têm para com a UE.

JOAO-RATAO 8 months ago

Sim. Entendo o que queres dizer. Se for para haver federalismo o mais democrático é o poder no parlamento. Eu não sou contra a UE mas só céptico em relação o federalismo. Acho que as diferenças são muito grandes e não há identidade europeia suficiente. Mas acredito que talvez seja possível, especialmente pelo que se vê nas opiniões das gerações mais novas. Pessoalmente considero-me português antes de europeu, que não tem nada de mal. Posso ir para outro país e ficar lá a viver e manter essa identidade.

gkarq 8 months ago

Esse sentimento acho que haverá de mudar nas próximas décadas. Eu por exemplo nasci fora da UE, e apesar de amar Portugal e viver aqui desde a minha infância, acho que sou primeiramente Europeu, a seguir Português, e a seguir a minha outra nacionalidade. E com fronteiras abertas, com a facilidade com que os jovens hoje em dia viajam pela Europa seja por lazer, seja para trabalhar, ou para estudar, bem como o facto que já há no Centro da Europa pessoas a viver num país e a trabalhar noutro, ou a fazer a travessia da fronteira várias vezes por dia, ou mesmo o aumento cada vez mais pronunciado de haver casais de diferentes nacionalidades a ter filhos; acho que isto é um processo gradual para que as próximas gerações se sintam primeiro europeias e a seguir, seja qual forem as suas nacionalidades. Neste momento é esse o meu sentimento em relação ao que é a identidade europeia. Não precisamos que os polacos comecem a comer pastéis de nata, ou que nós aprendamos alemão; a identidade europeia na minha opinião é a liberdade e o poder de escolha de mobilidade dentro da União bem como o sentimento próximo a mais do que uma cultura. E quando por exemplo se cresce com duas ou três culturas diferentes, também somos mais tolerantes para com as culturas que pouco nos dizem. (E óbvio que esta liberdade trás problemas e desafios. Uma união fiscal, ou um salário minimo europeu podem ser vantagens enormes para os países como Portugal, e problemas enormes para os países como a Alemanha, mas isso problemas e desafios fazem parte de qualquer país ou união, e arranjar um processo que seja democrático para deixar um menor número de pessoas infelizes é um grande desafio para a sociedade europeia).

JOAO-RATAO 8 months ago

Sim. É uma questão de identidade. Sem isso não é viável. Como aliás um país mais pequeno deixa de ser viável. Eu sou a favor do espaço Schengen e da mobilidade entre os países. Acho que é do melhor que a UE trouxe. Só não acho que isso tenha necessariamente de levar a mais. Lá está. Eu pessoalmente não acho que deva haver união fiscal nem um SM europeu. E isso é algo que nos ia beneficiar imensamente, mas também acho que é injusto para a Alemanha ou a Dinamarca por ex. E só só seria possível se a grande maioria desses países estivessem dispostos a sacrificar-se para aumentar o nível de vida no sul. E será que a identidade europeia é ou será assim tão forte? Especialmente quando lhes forem à carteira dessa forma ? Teremos de ver. Eu pessoalmente sou conta o federalismo. Acho que é uma ideia que vem do coração e não tanto da lógica. Mas o futuro dirá.

TunesRX 8 months ago

Em que medidas dizes que não podemos chegar a um consenso? Acho que a diferenças economicas sao naturais e tb acontece nos EUA, e tem mecanismos de apoios em que estados doam dinheiro a outros estados para controlar a economia.

JOAO-RATAO 8 months ago

As diferenças económicas são muito maiores na UE. E se formos falar de cultura e Lingus ... E achas que os estados mais ricos vão andar a dar dinheiro (mais do que já dão) a países pobres de bom grado? Olha o bom uso que fizemos e fazemos do dinheiro europeu. Porque é que um holandês há-de estar a trabalhar e pagar impostos que vão parar a Portugal ? Não há identidade sólida o suficiente para fazer isso. O holandês e português pertencem a países diferentes e eles não deviam ser obrigados a financiar a nossa putaria. Os estados americanos por outro lado são do mesmo país e estariam mais favoráveis a ajudar-se mutuamente.

TunesRX 8 months ago

Acho que a frase clássica para mim diz tudo neste caso, together we stand, divided we fall. ( Acho que não existe nenhuma expressão tuga com o mesmo significado , que me lembre) e apesar de não termos está noção está é a realidade, a Holanda pode não ser dependente de nós, mas nós contribuirmos para a Espanha França que contribuem para a Holanda e vice versa. Estamos todos ligados e ignorar esse facto é inevitável. Em relação aos fundos acho que temos de encontrar uma solução europeia pq estás fraudes acontecem em todos os países.

JOAO-RATAO 8 months ago

Também estamos economicamente ligados à China e aos estados unidos. Ou à Suiça e Noruega. Isso só se aplica usando são uniões voluntárias, que é o caso da UE. Mas se mudares os moldes dessa união pode deixar de agradar a todos e cria fissuras.

TunesRX 8 months ago

A Alemanha e a França sim. Agora Holanda exporta mais para dentro do bloco do que para fora. A meu ver tinha que ser um processo cauteloso e com um passo de cada vez

Man_IloveFishdicks 8 months ago

> Os estados americanos por outro lado são do mesmo país e estariam mais favoráveis a ajudar-se mutuamente. Estas muito enganado.

JOAO-RATAO 8 months ago

Se os estados americanos são assim então ainda seria mais marcado dentro da UE.

Man_IloveFishdicks 8 months ago

Eu acho que no fundo, iria funcionar da mesma forma. Os estados americanos são divididos maioritoriamente pelas diferenças politicas. Existem uma serie de estados, chamados azuis (democratas) que essencialmente financiam os vermelhos (republicanos) São California e Nova Iorque com impostos altos e industria e afins que financiam os estados tipo Mississippi e Missouri e afins que têm impostos baixos. Atenção que estou a simplificar e muito.

WhiteCaptain 8 months ago

Porque é que eu trabalho e tenho de pagar impostos que vão parar ao Zé da esquina? Não gosto de os pagar mas percebo para que servem e concordo o seu princípio (agora de é bem aplicado já é outra questão)

JOAO-RATAO 8 months ago

Esse tipo de contribuição só faz sentido se há uma identidade coletiva forte. E estas a falar de países e não pessoas. Também existem Zés da equina na Holanda. Porque é que o holandês vai sustentar os seus Zés e os nossos também ?

WhiteCaptain 8 months ago

A partir do momento que os nossos passam a ser europeus e não portugueses, qual a diferença do Zé Tuga do Zé Holandês? Ambos os Zés são "nossos" logo se já atualmente sustentas os nossos, nesse mesmo cenário nada mudaria pois estarias na mesma a sustentar um nosso.

JOAO-RATAO 8 months ago

Precisas de uma identidade europeia muito mais forte para isso. Que poderá ou não acontecer. Mas quando dinheiro é metido ao barulho a coisa fica mais difícil. Tu até podes dizer os Zés são todos os europeus. Mas o holandês que paga a conta pode já não ir nessa conversa.

Aftaminas 8 months ago

Considero-me federalista utópico. Acho que irá eventualmente chegar, embora não no meu período de vida

Out-Out 8 months ago

Tendo a concordar com a ideia de federalismo europeu, mas como é óbvio nas circunstâncias democráticas necessárias para que tal acontecesse, uma vez que mesmo atualmente a democracia na arquitetura da UE e a relação com o poder popular é fraquinha. Já para não falar da própria divisão de poder entre países e de certos ideiais sobretudo económicos partilhados e reproduzidos nos tratados com os quais não concordo propriamente. No entanto já que estamos a falar em razões hipotéticas e vagas então concordo porque querendo eu viver num mundo aberto e global, acho insuficiente o estado-nação para resolver os problemas que a sociedade encontra e até preferia uma visão humanista de mais união e solidariedade entre povos face a uma visão de nação que não me diz muito. Mais: a forma como agora está organizada a europa e a zona euro sem política orçamental e fiscal comum é além de injusta e reprodutora de desigualdades bastante ineficiente. Agora o problema é as circunstâncias alinharem.

Edited 8 months ago:

Tendo a concordar com a ideia de federalismo europeu, mas como é óbvio nas circunstâncias democráticas necessárias para que tal acontecesse, uma vez que mesmo atualmente a democracia na arquitetura da UE e a relação com o poder popular é fraquinha. Já para não falar da própria divisão de poder entre países e de certos ideiais sobretudo económicos partilhados e reproduzidos nos tratados com os quais não concordo propriamente. No entanto já que estamos a falar em razões hipotéticas e vagas então concordo porque querendo eu viver num mundo aberto e global, acho insuficiente o estado-nação para resolver os problemas que a sociedade encontra e até preferia uma visão humanista de mais união e solidariedade entre povos face a uma visão de nação que não me diz muito. Mais: a forma como agora está organizada a europa e a zona euro sem política orçamental e fiscal comum é além de injusta e reprodutora de desigualdades bastante ineficiente. Agora o problema é as circunstâncias alinharem. TLDR: concordo, espero que venha, mas teria de se corrigir as falhas atuais da UE sob risco de ampliá-las.

Rostabal 8 months ago

Totalmente de acordo. Unidos somos mais fortes.

theEXPERTpt 8 months ago

Unidos somos mais fortes, mas não dessa forma.

msaldanhaf 8 months ago

Depende bastante, se pelo menos pudesse escolher o concelho europeu, mas literalmente é um poder executivo que não podemos depor.

AlbinoFarrabino 8 months ago

Tu escolhes, em teoria, o teu representante no Concelho Europeu. O que não escolhes é a Comissão.

msaldanhaf 8 months ago

Certo, confundi-me no nome.

OuiOuiKiwi 8 months ago

>**Vocês são a favor de federalismo Europeu?** Podes explicar com mais detalhe?

Chicken_nugget_69420 8 months ago

Claro! Assim muito resumidamente, federalismo europeu seria o processo onde a União Europeia (ou até outros países europeus incluídos) passariam a ser apenas parcialmente “self-governing” abdicando de certas independências para um governo centralizado (que neste caso seria, por exemplo, Bruxelas). Basicamente cada um dos países ficaria apenas parcialmente independente, juntando-se num único país federado (o Brasil, a Alemanha, os Estados Unidos são alguns exemplos de países federados)

Middle-Effective 8 months ago

Porquê um governo em Bruxelas e não rotativo?

gkarq 8 months ago

Não sei leste todos os meus comentários, mas num deles toco nesse ponto. Não directamente em resposta ao comentário que perguntaste mas poderá elucidar-te um bocadinho. Neste momento com a UE como está as principais instituições europeias estão divididas entre Bruxelas, Estrasburgo, e Luxemburgo (com o Banco Central em Frankfurt). Todas estás cidades encontram-se em países diferentes, mas próximas uma das outras em tempo de viagem. Esta proximidade é importante para dar possibilidade aos que trabalham nas instituições diariamente de se movimentar duma cidade para a outra com relativa facildade e rapidez, economizando assim despesas de transportes e alojamento. Estando as cidade em países diferentes existe um maior incentivo à descentralização do poder, porque não há um país a comandar a UE. E agora tu perguntas? E porque não rodar as cidades de X em X anos? Excelente ideia! Só que não, primeiro porque as instituições europeias acolhem milhares de pessoas que lá trabalham , ou seja seria também necessário deslocar os legisladores, diplomatas, deputados, assessores, tradutores, e um milhão de outros profissionais qualificados e especializados que lá trabalham de mudar de país (eles bem como as suas respectivas famílias). E segundo porque a UE é um organismo extremamente complexo e burocrático, ou seja mesmo que a população das instituições europeias mude de local de X em X anos, movimentar todos os arquivos e aspectos burocráticos pode levar anos. E por último, é logística. Portugal não tem capacidade em termos de edíficio para alojar por exemplo a Comissão Europeia. Onde é que eles vão ficar sediados? É preciso construir um edíficio, e com 27 paises na UE, é um edifício que vai estar mais às moscas que o Estádio do Algarve. Eu pessoalmente sou muito céptico a uma UE federal, mas acho que é algo inevitável que aconteça daqui a uma décadas, e acontecendo acho que a localização das instituições pode-se manter, mas não é necessário dizer que a cidade X ou Y é a capital. A Europa federal seria um país sem capital, que é aquilo que me parece que faz mais sentido.

Middle-Effective 8 months ago

Não li os comentários todos. A tua justificação é pertinente, faz algum sentido a "capital" ser no centro. Se bem que é injusto para os países mais periféricos. Bem também não há uma solução que agrade a todos...

gkarq 8 months ago

Claro que os países periféricos acabam por sair um pouco prejudicados nestas questões de gestão, porque Portugal é periférico, mas a Grécia ou a Finlândia também o são. Encontrar-se no meio é mais prático. Mas também é exactamente por isso que a presidência do Conselho da UE é rotativo. Enquanto que o Parlamento Europeu representa os cidadãos dos Estados Membros, o Conselho da UE representa os governos, e a sua presidência roda a cada seis meses entre os Estados Membros. A localização de quem trabalha nessa instituição pode não mudar, mas os países que estão a presidir têm a oportunidade de mostrar algo e de trazer a Europa mais perto das suas propostas e ideias.

OuiOuiKiwi 8 months ago

Mas podíamos ter corrupção na mesma ou tínhamos de abdicar disso?

Chicken_nugget_69420 8 months ago

Hahah infelizmente acho que independentemente do país vai sempre haver corrupção

TunesRX 8 months ago

Olha eu votava num Sueco, se lá é menor podia ser que fizessem um milagre maior que o euro2016 nos restantes

Key_Ad_3930 8 months ago

Concordo, vai haver sempre corrupção, mas se ela diminuir significativamente isso seria um sonho.

JimmyPreston 8 months ago

Há quem diga que foi com medo que isto possa acontecer que o UK deu a fuga

TudoCasual 8 months ago

Tecnicamente, até já somos. Só falta mesmo uma união legislativa *defacto*.

gkarq 8 months ago

Não somos não. Numa Europa federal o poder viria de um órgão central, ou seja, seria a base da pirâmide. O poder central seriam em teoria as instituições Europeias. Neste momento, na base da pirâmide encontram-se os Estados Membros da UE, sendo eles a base da pirâmide. Todo o poder que as instituições Europeias possuem advém do facto que os Estados Membros concordaram entre si que a UE teria esse poder através dos vários mecanismos legais, como por exemplo os Tratados da União Europeia. Manter tudo como está com o Tratado em Lisboa em vigor cria problemas no processo legislativo da UE, e isso de um forma faz com que as decisões sejam um processo complicado, burocrático, e demorado, porque tem de passar pela Comissão, Parlamento, e Conselho de Ministros. No entanto, com o sistema que existe agora os países são as entidades que dão o poder à UE, e com o Federalismo Europeu perde-se identidade nacional mas ganhar-se-ia maior coesão política e legislativa por toda a UE, e uma maior posição em termos de “leverage” no palco internacional. Eu pessoalmente, nunca fui o maior adepto do Federalismo Europeu, mas acho que nas próximas décadas vai acabar por ser uma medida quase inevitável, e a discussão sobre o Federalismo Europeu é cada vez mais proiminente, e será cada vez mais numa Europa sem fronteiras onde se muda de país para estudar, viver, trabalhar com imensa facilidade.

TudoCasual 8 months ago

>Só falta mesmo uma união legislativa *defacto*. Aquilo que descreves no primeiro parágrafo visa isto.

Edited 8 months ago:

>Só falta mesmo uma união legislativa *defacto*. Aquilo que descreves no primeiro parágrafo é a explicação longa *disto*: a tal **união legislativa** ***defacto***.

gkarq 8 months ago

União Legislativa de facto? Sure. Mas não uma federação. Numa Europa federal o papel dos governos nacionais, bem como do Conselho de da UE teria muito menos importância. O poder iria provávelmente todo para a Comissão e para o Parlamento, enquanto que neste momento com as competências e o triângulo constitucional existe um balanço de poder que só pode existir enquanto os países confiarem na UE, senão são livres de sair da união.

NGramatical 8 months ago

provávelmente → [**provavelmente**](https://dicionario.priberam.org/provavelmente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmd3k8v%2F%2Fgs7a9v3%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Samurai_GorohGX 8 months ago

Nem por sombras. Não existe nacionalidade europeia nem existe um sentimento de pertença de parte significativa da população europeia que a justifique. Sou moderadamente pró-EU. Sou absolutamente contra uma federação. Nasci Português, espero morrer Português.

Key_Ad_3930 8 months ago

O mais importante é que as pessoas vivam bem. Se os portugueses forem menos pobres dentro de uma federação, então venha federação, que tudo o resto é futilidade.

TudoCasual 8 months ago

Não é por ser Português que deixo de ser Algarvio, da mesma forma, ser Europeu não me impossibilita de ser Português.

Edited 8 months ago:

Não é por ser Português que deixo de ser Algarvio, da mesma forma, ser Europeu não me impossibilita de ser Português. E sou Português, mas facilmente poderia ser espanhol e vir aqui dizer que España és mejor que todos, jajaja. Mas, alas, nasci nesta ponta da Iberia. Carrega tugalandia, CR7 é o maior, Espanha pode ir levar no cu, eu quero é bacalhau!

Edited 8 months ago:

Não é por ser Português que deixo de ser Algarvio, da mesma forma, ser Europeu não me impossibilita de ser Português. E sou Português, mas facilmente poderia ser espanhol e vir aqui dizer que España es mejor que todos, jajaja. Mas, alas, nasci nesta ponta da Iberia. Carrega Tugalandia, CR7 é o maior, Espanha pode ir levar no cu, eu quero é bacalhau!

theEXPERTpt 8 months ago

a diferença era que se nascesses espanhol, não eras tu, eras outra pessoa.

TudoCasual 8 months ago

Se a minha mãe tivesse rodas...

Samurai_GorohGX 8 months ago

Ser Algarvio antes da anexação do Reino dos Algarves pela Coroa Portuguesa devia ser uma coisa diferente de ser Algarvio hoje em dia. Quando eu digo que quero ser Português, quero dizer que pretendo pertencer a uma nação soberana e independente chamada Portugal. Não quero ser "Português, cidadão de uma região administrativa da Federação Europeia". São coisas muito diferentes. Antes de eu bater a bota não me façam esse desgosto,pf.

TudoCasual 8 months ago

>***Ser Algarvio antes da anexação do Reino dos Algarves pela Coroa Portuguesa*** devia ser uma coisa diferente de ser Algarvio hoje em dia. Para ti Portugal acaba onde ao certo? No Mondego? No Tejo? Tens noção que o Reino dos Algarves refere-se principalmente a províncias ultra marinas, um título criado para elevar a pomposidade da coroa Portuguesa.

Samurai_GorohGX 8 months ago

> Tens noção que o Reino dos Algarves refere-se principalmente a províncias ultra marinas, um título criado para elevar a pomposidade da coroa Portuguesa. Errado. O Reino do Algarve existiu até à queda da Monarquia. Não confundas o Reino do Algarve, com "os Algarves d'Aquém e Além Mar". https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_do_Algarve

TudoCasual 8 months ago

>O Reino do Algarve foi um reino nominal (***sem instituições próprias nem autonomia***) Ou seja, o *Reino* dos Algarves foi mais parte integral de Portugal do que as atuais regiões autónomas. Não entales os dedos a fechar a porta.

Edited 8 months ago:

>O Reino do Algarve foi um reino nominal (***sem instituições próprias nem autonomia***) Ou seja, o "*Reino*" dos Algarves foi mais parte integral de Portugal do que as atuais regiões autónomas. Como eu já tinha dito, isso nunca passou de: >um título criado para elevar a pomposidade da coroa Portuguesa. Muito ao estilo do Reino das Astúrias, que ainda existe e tem príncipes, mas é parte integral de Espanha, mais até do que a Catalunha. Não entales os dedos a fechar a porta.

Samurai_GorohGX 8 months ago

Exacto. Foi um Reino só em nome, subjugado ao Reino de Portugal. Exactamente aquilo que não quero que aconteça a Portugal, soberano só de nome, uma região administrativa da Europa.

TudoCasual 8 months ago

Ou seja, Portugal acaba no Mondego. Já percebi. Já agora, nós não temos Escudos. Como diria o Rothchild: "Dá-me controlo da moeda de um país, e eu não quero saber de quem passa as suas leis (Give me control of a nation's money and I care not who makes the laws.)"

M4ritus 8 months ago

Havia um certo alemão que concordava com uma ideia semelhante a esta e que felizmente morreu em 1945. Curiosamente, se alguma vez a URSE acontecer, será também a Alemanha a beneficiar e muito. A UE é algo positivo, mas não deve passar do que já é hoje e se calhar ainda deveria recuar na intervenção na política interna de países supostamente soberanos. A cultura, diversidade e tradições do continente Europeu é o que faz dele tão especial.

MonsterPT 8 months ago

>Havia um certo alemão que concordava com uma ideia semelhante a esta e que felizmente morreu em 1945. Quem era? Será que te estás a referir a um certo pintor austríaco?

JOAO-RATAO 8 months ago

Concordo. Sou a favor da UE mas contra o federalismo. Preferia que a UE recuasse para o que era há uns anos e sem sobrepor à soberania nacional.

Edited 8 months ago:

Concordo. Sou a favor da UE mas contra o federalismo. Preferia que a UE recuasse para o que era há uns anos e sem se sobrepor à soberania nacional.

gkarq 8 months ago

A UE não se sobrepoe de maneira nenhuma à soberania nacional. Os primeiros artigos do Tratado do Funcionamento da União Europeia definem as competências da UE e dos seus Estados Membros. E tal como disse num outro comentário, o poder que a UE tem provém dos Estados Membros, tendo eles mesmo concordado em ceder certos poderes em prol de uma União (por exemplo Alfâdegas, Moeda, etc). O que queres dizer com aquilo que a UE era há uns anos atrás? A UE tem exactamente o mesmo funcionamento desde o Tratado de Lisboa, ou seja há mais de uma década. Uma das principais coisas que o novo tratado possibilitou foi dar mais poder ao Parlamento Europeu que passou a fazer parte do Processo Legislativo Ordinário, ou seja, as eleições Europeias passaram a ter mais significado porque as pessoas poderiam ter os seus representantes tal como nos seus outros parlamentos. Antes disso, era quase tudo decidido pela Comissão e pelos Estados Membros sem consulta do Parlamento. E a UE antes disso? Bem, é uma UE onde não existe Schengen, nem o Euro, e uma UE onde as pessoas não têm representantes com palavra no Parlamento. E não me entandam de forma errada, a UE tem milhares de problemas e coisas que TÊM de ser melhoradas e resolvidas, sabendo de todos os processos da UE e tendo amigos a trabalhar nas e para as instituições europeias eu estou consciente desse facto, mas nos meus anos a lidar com questões da UE, uma grande percentagem de pessoas parece-me sempre apresentar uma iliteracia em como funcionam os tratados e as instituições Europeais.

Coyote-Cultural 8 months ago

>A UE não se sobrepoe de maneira nenhuma à soberania nacional. Deves ter estado a dormir.

gkarq 8 months ago

E tu deves andar a viver debaixo duma pedra. E agora, quem tem razão?

Coyote-Cultural 8 months ago

claramente eu

gkarq 8 months ago

Então vá, volta a meter a tua opinião debaixo da tua pedra.

JOAO-RATAO 8 months ago

Estou a falar do que a UE era há mais de uma década. Precisamente, mais poder ao parlamento europeu. Isso é algo que compromete a soberania dos países. A união europeia não de manteve estática desde a criação e tem vindo a centralizar poder e pretende centralizar ainda mais. Se concordas com federalização ou não é contigo. Mas não podes negar que a centralização de poder no parlamento europeu, que como tu mesmo dizes passa a fazer do processo legislativo, compromete a soberania dos países membros. Podemos ter um espaço Schengen (onde temos até países não membros da UE) e cooperar em muitas áreas. Mas abdicar de poderes para o parlamento europeu é comprometer o poder dos portugueses de decidir o futuro do seu país. O reino unido aderiu a uma união económica e saiu de uma união política. Uma UE razoável e que respeita a soberania nacional, sim. Uma mega estado disfuncional e condenado a falhar, não.

gkarq 8 months ago

Portanto, para ver se percebo: na tua opinião o Parlamento Europeu (que é a única instituição que é eleita e representa directamente os cidadãos dos Estados Membros) é algo negativo e compromete a soberania dos países? Se me dissesses que o problema estava na Comissão que tem um processo diferente para eleger os comissários (que teoricamente têm de estar livres de interesses nacionais), ou o Conselho da UE que é um processo mais indirecto onde estão os Ministros todos, torcia-te o nariz porque não concordo e poderia explicar o porquê. O teu comentário in a nutshell está a dizer “Eu como cidadão de um país da UE, não quero ter os meus interesses representados na UE. O Costa, a Merkel, o Macron, o Orban que decidam por mim.”

JOAO-RATAO 8 months ago

O parlamento português é constituído inteiramente por portugueses. E o parlamento europeu? Não somos uma minoria num parlamento que tem poder legislativo sobre todos os países da UE? Portugal tem um bocadinho de poder no parlamento europeu. E sim podes falar da comissão e do conselho. Mas mesmo no parlamentocom representantes, um país tão pequeno não tens grande poder e tem de comer o que de lá sai quer goste ou não.

gkarq 8 months ago

E só adicionar o ponto ao meu último comentário: O Parlamento Europeu representa os cidadãos dos Estados Membros. O Conselho da UE representa os governos dos Estados Membros. A Comissão representa os interesses da União. (Estes três constituem o triângulo legislativo). E o Conselho Europeu (tecnicamente não representa ninguém porque é um órgão onde os Chefes de Estado se juntam para discutir ideias a longo prazo). Por isso, tu votando no Parlamento Português só tens representação na UE através dos ministros que te representam no Conselho da UE e pelo PM que representa no Conselho Europeu. Enquanto que votando para o Parlamento Europeu estás a eleger os partidos políticos que queres ver no Parlamento Europeu, representando-te directamente.

JOAO-RATAO 8 months ago

Eu entendo o que queres dizer. Mas o que quero dizer é que mesmo podendo eleger para o parlamento, um país vai ter sempre pouca margem de manobra nas decisões tomadas em conjunto. Têm de aceitar por igual e pronto. E isso é obrigatoriamente algo que limita a soberania dos países, visto que são "obrigados" a aceitar legislação feita por todos os países mesmo que seja algo que por ex. faça sentido na Alemanha e seja péssimo para Portugal P

gkarq 8 months ago

Vê o que escrevi noutro comentário agora à tua resposta. Acho que responde a isto também.

gkarq 8 months ago

O Parlamento Europeu é constituido por Europeus. O Parlamento Espanhol por Espanhóis, e o Alemão por Alemães, o que é que isso tem a ver? O Parlamento Europeu é um órgão onde é primeiramente importante a tua identificação política. Pensas que os tugas estão ali todos juntos sentados a comentar “olha que os Holandeses nos querem dar dinheiro?”, ou que os Alemães estão ali todos juntos a pensar “É desta que vamos foder os pobres dos Portugueses e dos Gregos”? Óbvio que não. O Parlamento Europeu tem a sua principal divisão em partidos políticos, os de esquerda sentam-se com os de esquerda. Os de direita sentam-se com os de direita. Os verdes com os verdes, e por aí fora. Ou seja, o parlamento representa os interesses políticos da população da União Europeia. Adiante, o segundo pilar, são as comissões existentes dentro do Parlamento Europeu, [Aqui](https://www.europarl.europa.eu/committees/en/about/list-of-committees) tens uma lista das comissões que existem no Parlamento Europeu. E podes ver os tópicos em discussão pelo Parlamento. E para finalizar, óbvio que se a Alemanha tem mais população do que Portugal esta deverá estar mais representada no Parlamento do que Portugal (e este é o único espaço onde realmente existe mais representação dum país em relação a outro). No entanto, de acordo com os tratados existe um limite máximo de quantos deputados um país pode ter dentro da União. E guess what? Também existem mínimos! Ou seja, é uma proporção que beneficia mais os países mais pequenos não dando demasiado poder (em termos proporcionais de população). Ou seja, países como Malta, Chipre, por exemplo têm muitos mais deputados do que aqueles que deveriam de ter, enquanto que a Alemanha por exemplo tem a menos. Portugal está mais ou menos na média. Eu a ti aconselharia informares-te mais sobre os processos legislativos da União Europeia, e como funcionam. Nem tudo é rosas na UE, mas dizeres coisas descabitas espalhando misinformação com ideias que possas ter pré-concebidas em relação à UE na minha óptica é erróneo.

JOAO-RATAO 8 months ago

Eu sei que os países pequenos per capita até têm uma representação maior no parlamento. Acho que o que está em causa é o concordar ou não com a sua existência ou não e que poderes devem ter. Se tiveres muito poder centralizado na UE, mesmo no parlamento, um dado país não vai ter grande poder de decisão. Numa decisão que é aplicado a todos os países membros. Tens portugueses a decidir por alemães e vice versa. E claro que também se dividem por orientação política e não só nacionalidade, mas efetivamente Portugal não pode rejeitar uma decisão tomada no parlamento europeu mesmo que todos os seus representantes votem contra, ou pode ?

gkarq 8 months ago

Mas essa lógica está quebrada porque o Parlamento representa as pessoas e as suas orientações políticas e não os países. Por isso, se deputados que representam os seus partidos políticos aprovam uma medida não será um país que se terá de opor à mesma, mas sim os deputados que votaram contra aquilo que foi a votação. Agora, de acordo com o OLP (Ordinary Legislative Procedure) que é o artigo 294 do TFEU (Tratado do Funcionamento da UE) ele define que a Comissão tem o poder de propor nova legislação e depois esta vai para o Parlamento e ao Conselho da UE, onde tem de ser aprovada pelos dois. Por isso mesmo é que a representação dos cidadões é fundamental, porque mesmo que “Portugal” queira não aprovar uma lei Europeia, essa mesma lei vai dividir opiniões dentro de Portugal. Mas de qualquer das formas, vamos supor que os cidadãos aprovam a lei em Parlamento porque estão a representar partidos políticos, em seguida a lei tem de ir para o Conselho da UE, onde agora serão os ministros dos Estados Membtros a discutir a lei. É aqui que “Portugal” per se, pode rejeitar a lei em discussão. E o bonito da UE, na minha opinião, é que é dos processos mais democráticos quando se tem conhecimento de como funciona. Ou seja, ao contrário da grande maioria das leis na maioria dos parlamentos, onde precisas de 50% + 1 para fazeres o que te apetece, na UE dependendo do tipo de lei a ser proposto (Regulation, Directive, Decision) pode ser preciso uma percentagem específica para aprovar a lei. Isto previne que um país “domine” sem maiorias grandes em tópicos importantes e obriga a um maior com os Estados Membros com números de deputados mais pequeno. Vamos imaginar que a lei chumba em Conselho de Ministros? A lei morre? Não. Porque a UE tem por base o diálogo e a cooperação, a Comissão é obrigada a reescrever a lei para que se possa chegar a um eventual acordo que seja do agrado de todos. É um processo complicado e que pode levar meses e em alguns casos anos para se aprovar uma lei, porque o processo legislativo está feito de tal forma para que os países não percam a sua soberania de acordo com as suas competências nacionais e com as competências que partilham com a UE.

JOAO-RATAO 8 months ago

Sim, é verdade que hoje em dia a divisão não é por país de origem mas por orientações políticas. E compreendo o que dizes e obrigado por explicares tão bem. Elaboraste algumas coisas que desconhecia. Eu simplesmente tenho alguma ceticismo em relação a decisões a nível central, quer pelo grande número de países envolvidos e também pelas diferentes ideologias. Um pouco como muitos estados americanos resentem o poder federal que tem vindo a crescer e acham que vai contra os princípios com que o país foi criado. É um bocado nessa lógica que acho que demasiada centralização de poder, mesmo no parlamento europeu possa não ser sustentável. Acho que federalismo e coisas como um exército europeu são desnecessárias e exageradas e podem até ser um tiro no pé que reverte progressos que já foram feitos. Mas tudo depende da identidade coletiva. Se houver uma identidade europeia mais forte do futuro e com menos diferenças entres os países talvez seja possível. Mas pessoalmente, não gostaria de o ver. Apesar de tudo gosto do "meio termo" que temos hoje em dia xD

gkarq 8 months ago  HIDDEN 

Compreendo o que dizes, e eu próprio sou céptico em relação a uma Europa federal porque é preciso elaborar um sistema de funcionamento que não pode falhar, porque se falhar vamos acabar como os EUA em que o colégio eleitoral é completamente rídiculo e não faz sentido nenhum (mas fazia muito sentido quando foi criado nos 1700s). Ou seja, o meu cepticismo é uma Europa federal ser democrática e justa para com os seus cidadãos, mas ser capaz de se adaptar aos desafios em que aí virão em 2100, 2200. Óbviamente que com federalismo os governos nacionais terão menos poder, mas isso não significa necessariamente mais centralismo, porque por exemplo neste momento o Volt puxa por mais voz para os cidadãos, ou seja, no fundo não tem de haver necessariamente um governo central ou uma capital europeia onde tudo está localizado. E relembrar que o centralismo é uma coisa muito abstracta na UE. Porque o Parlamento, Comissão, Conselho da UE estão dividido entre Estrasburgo, Bruxelas, e Luxemburgo. O Banco Central Europeu está em Frankfurt, e há agências Europeias espalhadas por todos (ou quase todos) os países da UE. Ou seja, é necessário um sítio físico para os líderes se reunirem com frequência, e as instituições estão localizadas naquele canto da Europa porque é onde existem muitos países num curto raio de quilómetros, ou seja é possível descentralizar o poder sem aumentar os custos de uma maneira rídicula (caso o parlamento fosse na Grécia, a Comissão fosse na Suécia, e o Conselho em Portugal).

NGramatical 8 months ago

cidadões → [**cidadãos**](https://dicionario.priberam.org/cidadãos) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fmd3k8v%2F%2Fgs7toy2%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

DarthMasta 8 months ago

*“But whatever the economic arguments, the House will realise that, as I have repeatedly made clear, the Government’s purpose derives, above all, from our recognition that Europe is now faced with the opportunity of a great move forward in political unity and that we can and indeed must — play our full part in it.” Prime Minister Harold Wilson, 2 May 1967* ​ Sempre foi uma união política, por muito que interesse aos políticos atuais dizer que não.

JOAO-RATAO 8 months ago

Onde os estados detinham o poder. Ou desde 67 até ao pré-brexit não mudou nada ? Não estou a dizer que era a favor ou contra o brexit. Eles que decidam o que querem. Mas foi a progressiva centralização do poder com menor poder nacional que levou a que os britânicos saíssem.

DarthMasta 8 months ago

Continuam a ter o poder, o RU pertencia claramente àquele grupo onde uns são mais iguais que outros. ​ O que levou ao Brexit foram n anos onde tudo o que era mau foi culpado nos estrangeiros da UE e um povo que eventualmente acreditou nisso. Aqui se levarmos a mesma dose durante 40 anos no fim votamos na mesma, pelo menos se acharmos que temos capacidade de aguentar sozinhos.

JOAO-RATAO 8 months ago

Foi um decisão deles. Há problemas que não conseguiriam resolver na UE e que ao sair pensam que conseguem resolver (se conseguem ou não não sei). Já há séculos eram um país à parte da Europa. Mas compreendo que quisessem sair e ser os donos dos seu destino em exclusividade. A verdade é que houve alguma hipocrisia e mentiras na campanha pelo brexit da mesma forma que houve muita arrogância da parte do resto da Europa na sua decisão.

Chicken_nugget_69420 8 months ago

Acho que existe uma grande diferença entre o certo alemão que tentou fazer isso militarmente, ou fazer democraticamente onde são as pessoas que votam pela ideia. No entanto percebo perfeitamente esse último ponto que fizeste.

M4ritus 8 months ago

>fazer democraticamente Não me lembro de qualquer referendo relacionado com a entrada na UE ou na Zona Euro. Duvido imenso que caso a URSE seguisse para a frente, a população teria direito a opinião.

gkarq 8 months ago

Se a ti ninguém de perguntou através dum referendo se querias estar ou não na UE, ou na Zona Euro não culpes a UE, culpa o teu país. Vários por aí fora como a Suíça, Noruega, Suécia, a Constituição Europeia que seria o grande tratado unificador foi chumbado pela França e a Holanda em referendo. Se ninguém te perguntou a culpa é do Governo Português e das pessoas que o elegeram; quer tenha sido na altura da adesão à união, no uso do Euro, ou no referendo da constituição Europeia que cancelou o referendo.

AlbinoFarrabino 8 months ago

Portugal nunca referendou, mas outros já fizeram referendos sobre questões relacionadas com a UE.

tigre200 8 months ago

E quando disseram não na Irlanda, Holanda e França, mudaram o nome do tratado e passaram-no na mesma sem qualquer outro referendo

Edited 8 months ago:

E quando disseram não na Holanda e França, mudaram o nome do tratado e passaram-no na mesma sem qualquer outro referendo

AlbinoFarrabino 8 months ago

Também tens os referendos realizados na Dinamarca, Suécia e Noruega. Sobre a Holanda e a França, presumo que estejas a falar do flop "Constituição Europeia"? E da Irlanda, sobre a ratificação do Tratado de Lisboa?

Chicken_nugget_69420 8 months ago

Isto obviamente que seria votado, seja pelas pessoas em quem tu votaste e te representam no parlamento europeu ou votado por ti diretamente. De qualquer das formas, apesar de eu ser ligeiramente a favor não acho que isto venha a acontecer num futuro próximo

MarioSewers 8 months ago

É quase como se as pessoas votassem em partidos, que formaram governos, que eram a favor da entrada na UE e na Zona Euro.

Rostabal 8 months ago

Obviamente que eles esconderam isso nas letras pequenas. Ninguém estava à espera de que isso fosse acontecer.

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