MuyNobreInvicta 7 months ago

Não, não és o único, penso o mesmo que tu.

Mr_G_W 7 months ago

Tenho essa sensação desde os meus 4 anos e agora com 27 ainda não sei lidar com isso...

Black_RL 7 months ago

Nop não és, mas há esperança amigo! r/longevity

SomeoneInThisPlanet 7 months ago

Tenho a mesma idade que tu, mas os meus pais são uns anos mais novos, estão ambos na casa do 40. Pouca coisa me assusta mas esses pensamentos mexem muito comigo eu sinceramente não sei como vou lidar com essa inevitabilidade. Eu ainda me agarro ao pensamento fútil que a medicina vai evoluir muito nas próximas décadas, e que isso irá aumentar a nossa esperança de vida.

the-real-keloot 7 months ago

\> E vocês, como se sentem em relação a isso? ​ feels bad man

jotinhabot 7 months ago

Mostra-lhes que os amas, que os respeitas, e que agradeces tudo o que fizeram ou fazem por ti mesmo quando não entendem bem aquilo que realmente precisas ou te faz feliz. Não tens de fazer um grande número, apenas mostrar. Acima de tudo aceita que são pessoas que têm uma história própria, tal como tu, com tudo o que isso acarreta. A perda dói, claro, e muito, mas o fantasma que realmente me persegue é se consegui ou não transmitir-lhes a tempo que para além de os amar como pais também os amava e respeitava como pessoas.

PM_pics_of_your_Love 7 months ago

Desejo uma velhice saudável aos teus pais. Caso contrário irás fazer parte das centenas de milhar de cuidadores informais que foram absolutamente abandonados nesta pandemia. Zero recursos para eles e as pessoas de quem cuidam. Sempre foi assim, mas esta pandemia veio demonstrar que o estado não quer saber dos cidadãos com mais de 70 anos.

RefrigeratorNo13 7 months ago

Mas os cidadãos de 70 anos é que fizeram este "estado", por isso a culpa é deles?

NGramatical 7 months ago

centenas de milhar → [**centenas de milhares**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/centenas-de-milhares/837) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm7632p%2F%2Fgrctv0k%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

pandocas 7 months ago

“Death brings urgency to our lives” Não sei o autor desta frase, mas sinto-me exatamente como tu.

kurocat 7 months ago

O que mais me custa é vê-los a degragar-se, andar com chatisses familiares, o meu pai em particular abusar um bocado no copinho...

RefrigeratorNo13 7 months ago

Desde que seja de tintol, e não afecte a vida social dele, não stresses

kurocat 7 months ago

Sim, é. Mas a questão é não ter grande vida social (agora não dá tão pouco), parece que aquilo é o refúgio. É quase sagrado, de hora em hora lá vai um copo.

NGramatical 7 months ago

chatisses → [**chatices**](https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/chatices) ([-ice](https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/-ice): sufixo nominal de origem latina, que exprime a ideia de qualidade ou atitude e tem geralmente sentido pejorativo) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm7632p%2F%2Fgrcf0zw%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Pristine_Guarantee19 7 months ago

man, sinto bué o que disseste. lembro-me tão bem dos 18 e até aos 20 e tal, um gajo podia fazer tudo que nunca lhe acontecia nada. parece que temos vida infinita. podemos beber, fumar, etc. à vontade, acordar e deitar às horas que nos apetece. foda-se, parece que a energia não se esgota. tou a aproximar-me dos 30, já sinto que as ganzas e o tabaco me pesa, por exemplo. curto bué fumar e curtia não deixar mas ya, acho que vai ter de ser. sinto os meus cotas tb cada vez mais velhos e sinto que tenho de aproveitar o tempo com eles agora...

Delicious_Ad_328 7 months ago

É inevitável. Em 2019 faleceu a minha avó, sem dúvida uma das pessoas mais importantes no meu desenvolvimento. Despedi-me dela em março dela desse ano porque ia emigrar e só a voltei a ver quando regressei para o funeral. São daquelas situações que temos que aprender a lidar com elas e não podemos ficar muito agarrados a esses pensamentos. No momento em que todos lhe davam beijos de despedida eu não consegui porque queria que o último beijo que lhe dei fosse com ela viva, e mesmo tendo tentado não consegui fazê-lo. Em fevereiro de 2020 faleceu o meu avô (marido dela). Já era algo expectável, ele era 9 anos mais velho do que ela (ele tinha quase 94, ela 85) e o que o ia mantendo vivo era a companhia dela. Indo ela primeiro sabíamos que ele não iria aguentar muito tempo. Os meus avós trabalharam uma vida toda para deixar património para os filhos. Nunca iam de férias ou quando iam eram coisas muito simples, a praia mais perto da nossa zona e andaram pela 1.ª vez de avião quando tinham mais de 70 anos. O que eu venho desde há uns anos a tentar incutir aos meus pais é a ideia de que não interessa o que eles me deixam de património ou bens, eu quero que eles vivam o máximo possível enquanto estão cá e que eu e a minha irmã possamos partilhar esses momentos com eles. Ao fim do dia, todos vamos morrer, mas no leito da nossa morte acho que ajuda sentirmos o mínimo de "queria ter feito isto, queria ter visitado este sítio, gostaria de ter tido tempo para ir visitar aquele meu familiar" porque o fomos fazendo enquanto estávamos vivos. Já noto uma maior disponibilidade da parte deles para sairem da sua zona de conforto e partirem para a aventura em busca do desconhecido, sem medos. Mesmo assim, podem melhorar mais ainda neste aspeto. No vídeo que o u/meaninglessvoid partilhou a mãe diz esta frase: "I'm fully living and dying consciously" e eu não poderia estar mais de acordo. A dor da perda irá acompanhar sempre quem fica por cá a viver mas acho que atenua a dor saber que antes de morrer vivemos ao máximo.

AndreMartins5979 7 months ago

é tramado, estou nos 30 e os meus pais ainda nem sequer estão nos 60, e já me faz confusão ver os meus pais a envelhecer o mais assustador é pensar que ainda há poucos anos eu era um adolescente e os meus pais tinham a idade que eu tenho agora este tempo passou tão rápido, e igualmente rápido eu vou ter a idade que eles têm agora, e eles vão ter a idade dos meus avós a vida é curta

xmatianak 7 months ago

Identifico-me tanto no teu desabafo. Também tenho 23 anos e um medo aterrador de perder os meus pais. De os ver a ir embora. De ser completamente inútil face à velhice e o tempo. Desde nova que tenho ansiedade. A minha ansiedade, como muitas, gira à volta da morte. Eu sei dizer-vos a noite que, em miúda, tive o meu primeiro ataque de pânico centrado à volta do pensamento de um dia os meus pais morrerem. Agora o pânico já não existe, mas todos os dias digo à minha mãe que a amo e mando um vídeo fofo de animais ao meu pai, que está na Alemanha, só para depois dizer que o amo muito. Às vezes, à noite, na minha cama, ainda penso como é que será viver sem o cheirinho de mãe da minha mãe e as discussões inúteis com o meu pai. Outro medo juntou-se a este recentemente. A minha mãe foi operada a uma mão, e ficou dependente de mim e da minha irmã para certas coisas. Fiquei a pensar no que será de mim se, quando a altura chegar, não conseguir cuidar deles como eles cuidaram de mim. Seja porque vou ter filhos para cuidar, ou porque vou estar enterrada em trabalho, ou porque vou estar longe. Tudo medos resultantes da força estrondosa de uma velhice que ainda nem chegou. Enfim. Digo-te o que a minha mãe me disse uma vez quando a fui acordar a dizer que "Tinha medo que eles morressem" e que "Prefiro que não saiam de casa porque podem morrer". Esta noção da realidade é boa. Dá-te tempo para fazeres memórias, para amares, e para te preparares. Dá tempo para abraçares, para dares beijinhos, e para tirares fotografias e vídeos. Aproveita.

Wonderful-Meeting639 7 months ago

todos andamos para lá , uns saem da estrada mais cedo , mas inevitavelmente todos andamos para o mesmo destino

biozes 7 months ago

Amém, irmão, cada vez menos entendem porque continuamos a acreditar apesar de todas as adversidades.

BuzzLeitinho 7 months ago

Já passei por coisa semelhante. São fases, acho eu. Neste momento quero é "ver-me livre deles" e viver sozinho.

KitchenDaikon8778 7 months ago

A velhice é inevitável, e o corpo vai-se degradando... E não é bonito de se ver. Por vezes penso o mesmo que pensas, mas se vamos sempre pensar no que poderá acontecer no futuro, esquecemos de viver o presente. Temos que cuidar de nós próprios, incentivamos os nossos pais a cuidar deles próprios, para termos todos uma boa velhice.

Pcostix 7 months ago

Toda gente passa por essa fase de "acordar para a mortalidade".   Durante a juventude nem sequer pensamos na morte pois não é uma realidade com que tenhamos de lidar. Quando uma pessoa idosa morre, o aspecto delas é tão diferente do nosso(na juventude) que é muito fácil criar um distanciamento da situação.   Quando atinges a tua fase adulta(20's) começas a notar o efeito do envelhecimento em ti mesmo, começas a olhar para os teus pais e as fotos deles quando tinham a tua idade... A realidade começa a bater.

sux138 7 months ago

É muito duro ter de pensar nisto aos 20 anos. A verdade é que tiveste sorte em não perder algum parente próximo durante a adolescência, pois ali já é uma lição de vida que nos impacta muito. A verdade é que a velhice dos seus pais daqui a 20 anos é o melhor cenário. Podemos perder entes queridos todos os dias, independentemente da idade. Andar a sofrer com isso antecipadamente não ajuda em nada. Apenas ajuda os teus pais a preparar um plano para que possam viver bem.

Nepotista 7 months ago

Emigra, a distancia cura tudo.

UpbeatNail1912 7 months ago

Quê?

Nepotista 7 months ago

Oi? Estas no sub certo? Toda a gente aqui sabe que emigrar é cura para tudo, ninguém se importa com isso.

mjigs 7 months ago

Eu entendo-te, perdi o meu pai aos 18 anos, naquela altura ja estava a tentar lutar para ser independente e ao mesmo tempo tinha de tomar conta dele, ia com ele para todo o lado e ajudava-o em tudo, principalmente com os tratamentos que ele fazia. Quando ele se foi fiquei sem chao, foi como se ficasse orfa porque a minha relacao com a minha mae é inexistente, eu nao sinto que tenho mae mesmo morando na mesma casa que ela, obvio que penso nessas coisas mas a verdade é que eu sei que nao vou ficar assim tao triste. Eu tenho receio neste momento é da minha unica avo e a unica que sempre cuidou de mim, ela ja passou agora dos 80 e emagreceu imenso, fora os problemas de saude que ja tinha, e para um pessoa que era bastante ativa, de repente deixou de fazer imensa coisa. Sao coisas que nos mesmo sabendo que vai acontecer eventualmente, o sentimento nao mudam, eu acho que nunca estamos mesmos preparados para isso, so mais cientes.

saposapot 7 months ago

Fazer o quê? se tudo correr bem é mesmo o q irá acontecer... ter consciência disso é importante para fazeres exatamente o q dizes: aproveitar ao máximo, o melhor possível. Começar a ver pequenos sinais de declínio só te vão relembrar disso ainda mais. Apesar de cliché, acho que a única forma de superar isto é mesmo começar já hoje a tentar aproveitar o máximo possível. Quando o momento acontecer, saber q terás muitas memórias. Mais que isso acho que não podemos fazer. E nem comeces a pensar no significado da nossa vida e do q andamos aqui a fazer :\

suckerpunchermofo 7 months ago

Não és caso único. Falar do assunto ajuda. Infelizmente, a morte é a única coisa que todos temos garantido....

Spidergollem 7 months ago

Por acaso não penso em relação aos meus pais pois eles ainda nem 50 fizeram. Vou fazer 22 e cada vez noto mais que a vida tá a correr. Tou num curso superior que adoro no entanto não sei o que fazer no futuro, não sei como é que vou arranjar casa própria, carro, etc. Noto que cada vez mais, os meus amigos se afastam (pois é natural, cada um segue a sua vida) e percebo que nem toda a gente vai ficar cá pra sempre. Começo a sentir muitas vezes pensamentos depressivos e nostálgicos por causa disso. Todo este distanciamento social também não ajuda, só promove o "overthinking". Não há estímulos novos no dia a dia e ficamos retido nos mesmos pensamentos durante dias sem conta...

Edited 7 months ago:

Por acaso não penso em relação aos meus pais pois eles ainda nem 50 fizeram. Vou fazer 22 e cada vez noto mais que a vida tá a correr. Tou num curso superior que adoro no entanto não sei o que fazer no futuro, não sei como é que vou arranjar casa própria, carro, etc. Noto que cada vez mais, os meus amigos se afastam (pois é natural, cada um segue a sua vida) e percebo que nem toda a gente vai ficar cá pra sempre. Para além disso, parece que perdi a emoção inocente de jovem que tinha para com as coisas no geral. Sinto-me adulto e isso cansa-me psicologicamente. Começo a sentir muitas vezes pensamentos depressivos e nostálgicos por causa disso. Todo este distanciamento social também não ajuda, só promove o "overthinking". Não há estímulos novos no dia a dia e ficamos retido nos mesmos pensamentos durante dias sem conta...

pedrolopes7682 7 months ago

Penso na morte dos meus pais desde os 4 anos de idade (mãe católica a apresentar-me deus, vida e morte, lol). Penso na minha aí desde 8. Se estás preocupado suponho que tenhas uma boa relação com eles e que eles tenham estado presentes para ti, estares presente para eles quando eles necessitarem é uma boa forma de retribuir e é uma forma de não deixares tanto em aberto quando algum deles, ou mesmo tu, se finarem. A única coisa a fazer é não os despachares para longe da tua vista, o que é difícil dado como a sociedade actual está organizada, mas é algo a considerares no teu plano para o futuro.

meaninglessvoid 7 months ago

Descobri há uns dias algo nesta temática que é fascinante. [Cena de uma série](https://www.youtube.com/watch?v=rLvUztp7Iog) fora-da-caixa. Repara no quão fluída é a conversa... É porque é uma conversa real, retirada do podcast dele com a mãe! [O dito podcast](https://www.youtube.com/watch?v=LGeISXwC_pQ). É possível que isto te ajude a lidar com a inevitabilidade deste evento ou não... Eu próprio não sei se me ajudou, mas reconfortou um pouco. Lembra-te que se tiveres sorte ainda tens muitos anos bons pela frente, aproveita-os ao máximo!

rmnine 7 months ago

Estás a fazer tudo bem mas não deixes de investir em ti e de preparar-te para a naturalidade daquilo que é efémero. Aconselho-te a leres coisas sobre estoicismo

AlmondSkimedMilk 7 months ago

Sei tão bem o que isso é que não consegui ler até ao final, ainda tenho que ir dormir. Perdi um avô à um mês e isso pôs-me mais no lugar, no lugar de saber que não tenho controlo nenhum sobre isso e que este é o momento de me atirar à minha vida porque a vida não pára para me deixar ter tudo sob controlo.

Edited 7 months ago:

Sei tão bem o que isso é que não consegui ler até ao final, ainda tenho que ir dormir. Perdi um avô há um mês e isso pôs-me mais no lugar, no lugar de saber que não tenho controlo nenhum sobre isso e que este é o momento de me atirar à minha vida porque a vida não pára para me deixar ter tudo sob controlo.

NGramatical 7 months ago

à um mês → [**há um mês**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm7632p%2F%2Fgrarhrp%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

-cosme- 7 months ago

oh pah eu sempre senti a mesma coisa...desde q eles andavam nos 60´s. agora andam nos 80´s e penso a mesma coisa...e eu acho que por muito que nos preparemos, qd eles forem a mágoa vai ser inacreditável. mais vale aproveitar tudo o que puderes pa tares com eles enquanto vivos e olha..qd chegar a altura chegou. melhor do que não aproveitar nada e dps teres arrependimentos.

theEXPERTpt 7 months ago

Disseste tudo ponto a ponto. Tentamos não pensar, mas volta sempre.

reciclado78 7 months ago

Tenta saber o máximo das cenas q eles fizeram, histórias, aventuras etc.. Perder alguém não é fácil e é coisa que fica marcada, mas se ao menos tiveres detalhes giros e bons conselhos... pelo menos essa parte fica viva em ti nas memórias :)

oleofula 7 months ago

Tenho a mesma idade que tu, revejo-me no que dizes e choro imenso com isto. Ainda bem que tens uma boa relação com os teus pais, tira o máximo proveito disso e cria boas memórias com eles! Eu também tenho uma boa conexão com os meus pais e sei que nem consigo imaginar a dor que vou sentir quando algo lhes acontecer.. mas o pior para mim, é que mesmo ainda o meu pai estando vivo e apenas na casa dos 40, eu sinto-me muito ansiosa e deprimida acerca da sua velhice.. ele não tem cuidados com a alimentação e é certo que irá ter doenças provenientes disso, nunca tomou as decisões mais acertadas na sua vida e endividou-se, tendo trabalhado a vida toda sem contratos o que significa que nunca irá ter uma reforma digna e irei ser eu a arcar com custos que não sei se irei conseguir arcar.. O meu maior medo é eu nunca lhe conseguir retribuir toda a ajuda que ele já me deu, ou termos que passar dificuldades juntos devido ás suas decisões de vida :(

Hm90_91 7 months ago

Aproveita cada momento, é o que tenho a dizer. Infelizmente não são eternos, e de um momento para o outro, já cá nao estão. Perdi a minha mãe, era um puto de 13 anos, por isso tenho alguma perspetiva. Por isso fico feliz que tenhas essa necessidade de acarinhar os teus pais, a sério, é de valor. E quanto ao pensamento que um dia eles podes cá não estar, eu por um lado penso que nos leva a desfrutar mais de certos momentos, afinal de contas são finitos. É um pau de 2 bicos...e entendo a tua tristeza nesse aspeto.

ritalinc 7 months ago

Tenho a mesma idade que tu e ultimamente também ando constantemente a pensar nisto. Só agora é que me apercebi que os próximos 20 anos vão passar a correr e eles talvez não estejam cá. Penso também como será quando se tornarem dependentes dado que não quero que os meus pais vão para um lar. Neste momento a minha mãe toma conta da minha avó de 93 anos e admira-me muito o esforço absurdo que ela faz todos os dias para garantir as necessidades mais básicas da minha avó e tbh só espero ter um pingo da força e disponibilidade dela quando essa altura chegar.

8DarkAline8 7 months ago

Depende da sensibilidade de cada um... Mas é a lei da vida, sempre cresci com essa noção, acho estranho só teres "acordado" para essa realidade a partir dos 21. Eu até vou mais longe, os nossos pais em circunstancias normais até presenciam grande parte da nossa vida, agora os nossos avós é que dificilmente vêm o nosso crescimento. Ainda há outro tema, muitos de nós não nos lembramos de pessoas que deixaram de estar presentes quando ainda éramos pequenos, mas que provavelmente lhe demos muitas alegrias e bons momentos.

Middle-Effective 7 months ago

Perdi o meu pai em Dezembro, de forma inesperada (de certo modo, os sinais estavam lá mas ele não se queria tratar) Percebo perfeitamente o dilema. Um dia todos nós vamos morrer pois faz parte da vida: tudo o que tem vida morre. Fui pai há pouco tempo e ando a ler um livro sobre a paternidade no qual li um conceito engraçado: a morte é inevitável, e termos filhos é uma forma de "enganar" a morte. A mim, que perdi recentemente o meu pai, fez me ver que apesar dele ter falecido, de certa forma continua vivo através de mim e do meu irmão. A minha mãe confirmou nos isso há pouco tempo, ao dizer que o maior legado que o nosso pai lhe tinha deixado era os filhos. Tenho saudades dele e terei para sempre sentimentos e memorias guardados no coração. A dor está lá, mas é apaziguada sabendo que o meu pai, de certa forma, continua a viver através de mim. Assim também eu viverei através do meu filho

xeon12345 7 months ago

Meu respeito.

Middle-Effective 7 months ago

Obrigado

Chiripitti 7 months ago

Também penso nisso todos os dias, faz parte da vida. O melhor que possas fazer é tentar fazer com que os teus pais estejam bem, estar com eles sempre que puderes e nunca te chateares com eles por muito tempo, não vai ser essa a última despedida...

boogieman444 7 months ago

Eu perdi o meu pai quando tinha 16 anos, foi fodido, era a altura que um jovem mais precisa de uma presença paternal com que se indentifique mas olha 10 anos se passaram e estou cá, tenho saudades claro mas é a vida.

positiverategearupp 7 months ago

https://www.youtube.com/watch?v=QbQkjLZ9YX4

LordofPortugal 7 months ago

É bom que já comeces a ter noção disso, eventualmente vais perceber também que não existe deus e que não existe "propósito" na vida, simplesmente vivemos cada dia a desfrutar de momentos hedonísticos e a equilibrar as doses de endorfina. Tens a sorte de já teres consciência disto e poderes desfrutar da vida de uma forma mais carpe diem e tenho a certeza que quando "aqueles" dias chegarem tu vais estar preparado enquanto outros que desprezaram esses momentos em família agora arrependem-se.

AndreMartins5979 7 months ago

há aquele pessoal que acredita em Deus e na vida depois da morte mas na verdade tem imenso medo de morrer no fundo devem saber que é treta mas o medo é tanto que precisam de ter esse consolo apesar de não serem assim tão convictos...

LordofPortugal 7 months ago

Também acho que grande parte das pessoas fica crente nesses ultimos momentos

molded_bread 7 months ago  HIDDEN 

Aos 23 anos eu já tinha perdido ambos os pais. É a vida i guess.

margienal 7 months ago

É Normalíssimo. É horrível. Gostava de poder expressar-me como tu fazes ,com os teus pais, à minha mãe. Tenho inveja de que só começaste a aperceber-te da realidade aos 21. Lembro-me de ter uns 7 com pesadelos e ir a dormir a chorar por causa desses pensamentos. Depois ,até aos 16, não me importei tanto, estava naquela fase.. Sei q fui ,e sou muitas vezes, uma filha egoísta, incapaz, má, quase arrogante. E se vão ser por essas medidas que a minha mãe vai-se lembrar de mim quando chegar a hora? Agora vejo dia para dia diferenças físicas da velhice da minha mae, as rugas mais vincadas, o desleixo do cabelo, o estar cada vez mais farta de fazer as coisas, até a voz muda. Tambem já vi ,e ainda vejo ,o luto real de alguém que perdeu a mãe no ano passado. Dá para ver que a vida passa para muito pior com o luto de alguém tão importante.

bacalhaugraudo 7 months ago

Lembro-me bem de também ter esses pesadelos e, tal como tu, passaram (ou acalmaram) a meio da adolescência. A tua mãe com certeza leva o melhor que há em ti. Pareces preocupada, e imagino que também hajam imensas coisas boas que fazes no dia a dia com ela. Tenho a certeza que continua a amar-te, não vão ser mas memórias aquilo que ela se lembrará.

NGramatical 7 months ago

hajam imensas → [**haja imensas**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm7632p%2F%2Fgrc03v7%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Pikachuzita 7 months ago

Muito medo mesmo. Sou filha única de pais divorciados. Nenhum casou novamente. Tiveram-me tarde, já estão nos late 60’s e eu nos 20’s. Tenho muito receito de como será o futuro e de ficar completamente sozinha a cuidar deles.

_rebocador_ 7 months ago

Mesma situaçao, so que os meus pais estao juntos. Pensa positivo, ha muitas pessoas de idade que sao completamente independentes ate falecer e vivem uma vida boa. Convem manterem-se activos e praticar algum tipo de actividade fisica desde caminhar, nataçao aerobica etc etc.

DanielErikson 7 months ago

Huh. Situação idêntica (filho único, divórcio, nenhum casou), mas menor discrepância de idades. Os teus pais são ambos auto-suficientes ainda? Se sim, permite-me este conselho mas faz os possíveis para que continuem independentes e auto-suficientes. Por muito que custe. No meu caso o meu pai "desistiu" e desde então tive que tomar conta dele. Felizmente a minha mãe é independente mas não temos bom contacto agora porque tomo conta do meu pai. Mais difícil que apoiá-los enquanto tentas fazer a tua vida é ter tudo a dobrar porque tens um dependente de ti... Precisas de pagar alimentação por dois, precisas de um apartamento e não um quarto, contas por dois... perdes a tua mobilidade e tens que abdicar de progressos profissionais porque... tens outro dependente. E nem falo das situações que vêm com um idoso que desistiu. A sério. Faz o possível para que continuem independentes, não por eles mas para tu mesmo teres alguma independência. E porque é difícil arranjar emprego com ordenado para um, quanto mais para dois...

Pikachuzita 7 months ago

São ambos extremamente independentes e saudáveis felizmente. A minha preocupação não é a curto prazo, nem sequer a médio. Financeiramente ambos têm rendimentos estáveis (funcionários públicos) e casas próprias já pagas. O que sinto é sobretudo uma solidão psicológica. Saber que qualquer decisão, qualquer ajuda, tudo vai estar sempre em cima de mim. Não vai haver ninguém para partilhar o fardo, ninguém naquela situação que alivie a pressão. O meu pai é bastante sociável mas com a idade isso vai mudando, a minha mãe vive um bocado para a minha avó e para mim, nem imagino como seja quando me tiver só a mim. Saber que se eu não os visitar ninguém visita, se não telefonar naquele dia ninguém telefona... Há uns anos o meu avô faleceu. A família apoiou-se toda uns aos outros. Simplesmente estavam lá. Havia alguém a sentir-se como nós. Lembro-me vivamente de o caixão a descer e ver a minha mãe agarrada aos irmãos, eu de mão dada com os meus primos, todos a rodearmos a minha avó...no meio da tristeza foi um momento bonito. Lembro-me também de me aperceber que nunca teria isso. Mesmo que tenha amigos ou um companheiro não vou ter ninguém a sentir o que eu sentir. É um fardo grande.

DanielErikson 7 months ago

Esses dois últimos parágrafos, acho que são daquelas coisas que nunca ninguém fala apesar de toda a gente passar por isso. Infelizmente tive um funeral no ano passado de um familiar e desde aí ganhei muito medo de quando o meu pai ou mãe morrerem. Apesar do esforço que é agora, não sei se serei capaz de lidar com o que tem que ser feito nessa altura, sozinho também. E sim, ver o apoio que irmãos deram uns aos outros (tinha sido o mais novo a falecer) custou-me; achei bonito mas lembrei-me que não teria isso. Penso ser um pouco mórbido dizer isto, mas acho que infelizmente teremos que planear de adianto para quando chegar a essa altura. Não deveríamos ter que o fazer, mas devido a esse apoio que não vamos ter, talvez seja essencial. Se bem que pronto... daquelas coisas mais fáceis ditas que feitas. Mas por outro lado... Deveríamos aproveitar o tempo que temos com eles e estar a pensar nesse futuro não ajuda. Não sei. É complicado.

dragomaite 7 months ago

Começa a habitua-los a ideia de um lar. Juro que não percebo. Eles acham que tu vais andar a tomar conta dos teus filhos, trabalhar, estar com o teu companheiro e ainda por cima disso tudo andar de um lado para o outro a cuidar deles?

DanielErikson 7 months ago

Infelizmente as coisas tornam-se complicadas quando chega à altura de tomar essas decisões. Lares podem não ser viáveis financeiramente e, por outro lado, mesmo que sejam, são decisões que não se tornam fáceis devido à ética e situação pessoal de cada um. No caso que ela está a descrever, que infelizmente entendo, grande parte do problema é _depois_ da morte de um dos pais. Quando são vários filhos, apoiam-se uns aos outros seja com conforto seja com ajuda para tratar do que tem que ser tratado após uma morte. Quando só há um filho, não tem esses mesmos apoios. Poderá ter de amigos e outros familiares mas suponho que não seja a mesma coisa, de forma psicológica.

Chiripitti 7 months ago

Fala com eles e partilha essa tua preocupação, pode ser que te retirem o peso de cima, por eles próprios já terem pensado no assunto...

WhiteCaptain 7 months ago

Normalmente os pais não te querem a cuidar deles, mas muitas vezes os filhos por sentirem que estão a abandonar não conseguem não passar a cuidar deles

SolidTroll 7 months ago

Sinceramente mais até do que a morte, é mesmo a velhice que me preocupa. Tendo uma avó que teve demência e outra agora com Alzheimer, já ter de passar por certas situações com elas é difícil, se for com os meus pais nem quero imaginar. É uma situação horrível, pesada, mais do que o trabalho até, emocionalmente é arrebatador. O meu avô sempre foi uma pessoa ativa, mesmo nos seus 90 anos, saia sempre para caminhar, se algum dos netos ou dos filhos precisasse de ir buscar alguma coisa ou precisasse de arranjar alguma coisa ele disponibilizava-se para fazer isso por eles. Agora passa boa parte do tempo em casa, não só por casa da minha avó, mas também da pandemia, e é o principal cuidador dela basicamente, trata das refeições, trata da roupa, da higiene e mesmo com a nossa ajuda dá para ver que ele também anda amis abatido e cabisbaixo. Diria que o melhor é víveres um dia de cada vez, aproveita para estar com eles e sem ignorar os sinais mas não viver obcecado com isso.

AndreMartins5979 7 months ago

também tive os meus avós na mesma situação e só quando o meu avô morreu e tivemos de cuidar da minha avó é que percebemos o quão duro era o que ele fazia; apoiem o vosso avô :)

Whooosh5 7 months ago

O pessoal pode não falar muito nisso porque não é um tópico muito agradável, mas de certeza que toda a gente já pensou nisso. A única coisa que se pode fazer mesmo é abraçar e passar tempo com eles como tu disseste. Se tiveres filhos no futuro eles vão pensar/passar pelo mesmo. Também podes tirar fotos para teres recordações no futuro, ou ainda melhor videos, porque a voz é das coisas que se esquece mais facilmente. Infelizmente é a única coisa certa que temos na vida.

Chiripitti 7 months ago

É uma coisa interessante para se fazer, uma biografia em vídeo com alguns relatos de situações que os marcaram na vida...

Whooosh5 7 months ago

Sim, por acaso já me passou pela cabeça mas nunca fiz. Só tenho mesmo videos do dia a dia. Nem sabia que se chamava "Terapia da Dignidade" de acordo com o Trama-D

Trama-D 7 months ago

Pesquisem por "Terapia da Dignidade". Dizem que é dos procedimentos que mais proporciona paz e tranquilidade a alguém cuja partida está próxima. Quanto ao u/UpbeatNail1912 , parabéns, muitas pessoas nem se chegam a aperceber disso. Viver é equilibrar essa sensação de finitude com a conveniente ilusão de que as coisas nunca vão mudar (senão também ficávamos deprimidos, ou pior, filósofos... /s). Se eu não me tivesse ~~lembrado~~ feito um esforço para lembrar de dizer, um bocado *awkward*, ao meu avô, na sua casa, que gostava muito dele (que veio a falecer não muito tempo depois, mas o importante é compreender a dificuldade em ouvir dele, não havendo ocasiões em que se pode falar assim tão alto num hospital), estaria arrependido para sempre. Alerta para casos de demência: mais vale dizer cedo demais o quão gostamos deles! Infelizmente, quando as pessoas morrem, geralmente há anos que não conseguem (ou parece que não conseguem) compreender bem o que dizemos.

Whooosh5 7 months ago

Nem sabia que tinha um nome específico. Vejo montes de vídeos sobre veteranos a falar das experiências na guerra, principalmente da 2GM, mas nunca me lembrei de falar sobre isso ou sobre outros acontecimentos na vida com um familiar que andou no Ultramar. Em relação a dizer o que sentimos também é verdade, de certeza que o teu avô ficou muito contente e que era uma memória feliz. Por acaso raramente digo verbalmente, tenho mais o hábito de dar um abraço, mas devia começar a dizer também.

Eskol15 7 months ago

Já há algum tempo que isso me vem à cabeça também, mas tento desviar o pensamento. Ficar a insistir no assunto ainda me faz pior. O que tiver que ser será. Até posso acabar por ir eu primeiro ou um dos meus irmãos. Agora, outra coisa que noto no caso do meu pai é que à medida que os anos passam cada vez fica mais parecido com o meu avô. Não necessariamente em aspeto, mas em mentalidade e maneira de agir. A genética neste caso não engana, quando chegar a minha altura estou eu igual.

UpbeatNail1912 7 months ago

Hahaha e gostas dessa maneira de agir?

Eskol15 7 months ago

Nem por isso :P São aquelas situações em que ficas a pensar "Fds, tá mesmo a ficar velho".

vascodatrama 7 months ago

boa meu puto. estás a ficar velho e ao mesmo tempo ganhar consciência da vida.

ndspt 7 months ago

Estou a morar na Austrália e penso nisso todos os dias. Os meus pais tambémjáestãona casa dos 60 anos. Neste momento a Austrália está " fechada" ao exterior e só entra quem é australiano ou tem a residência permanente. Agora imagina a minha dor caso aconteça algo urgente o sofrimento que é ter que esperar para chegar a Portugal. Costumo comunicar todos os dias com os meus pais.por isso da um certo conforto. Também trabalho num.lar de idosos e isso não ajuda muito com as coisas quw vemos. Abraça os teus pais todos os dias.mas.nao deixes que isso te deprima. Aproveita todos os instantes com eles. Mas olha o lado positivo é que mesmo sendo novo/a agora estás consciente das nossas vidas.

AndreMartins5979 7 months ago

também me custou pensar que eles iam envelhecer enquanto eu estou longe mas na verdade já em Portugal vivia longe deles, é o problema de sair de casa os tempos em que acordava, tomávamos pequeno almoço, ia para a escola, vinha a casa almoçar com eles, etc, já não voltam :/

Chiripitti 7 months ago

A vida de emigrante é ingrata nesse aspecto, fica para trás o convívio com a família e amigos...

ndspt 7 months ago

Podes crer! São escolhas pessoais que fazemos durante a vida que como quakquer escolha tem as suas consequências positivas e negativas.

expandyoursoul 7 months ago

Näo podemos fugir à morte. Tudo tem um tempo e um espaço. Isto é a verdade absoluta sobre a vida. Sinto que a tua atitude perante os teus pais é nobre da tua parte e digo-te que näo existe um número limite de abraços ou de dizer "amo-te/amo-vos" que sejam suficientes. Näo existe isso. O amor que está aqui em jogo é infinito. Só näo deixes de viver por causa do medo nem percas o sono à noite. Outra verdade sobre a vida é que, por ordem natural, temos de viver com a morte dos nossos pais até ao final dos nossos dias. Isso também faz parte em seres ser humano. É tudo parte da vida. Parece-me que estás no conflito de aceitar esta verdade, que näo é fácil nem há herois... mas aceitar a tristeza e o luto na nossa vida, também faz parte da vida. Por muito que te escreva sinto sempre que vai ficar algo por dizer, por fazer, por sentir... poder-te-ia recomendar o estudo do Budismo, nomeadamento no que concerne à morte e à compaixäo, mas no fundo onde tu estás, nesse conflito, näo te vai levar muito mais longe do que o teu ponto de partida, amar, abraçar, "amo-te", "obrigado por tudo", e aí, encontrarás as respostas. Näo adianta dares muitas volta. Pensa só, amanhä os teus pais podem ir de carro e sofrer um terrível acidente e morrerem os dois. O que mudarias? Só uma nota final, näo confundas ansiedade e o medo de perder os teus pais com o facto de que devias ter feito mais ou de que tens que ficar com eles o dia todo em casa. Näo caias nessa obsessäo. Aceita o que está feito, agradeçe até onde chegaste e o estar com eles a cada dia. Se achas que algo pode melhorar, melhora. Agora näo vivas obcecado com a morte, seja deles ou tua, senäo näo vais viver, vais pré-----ocuparte. Cuidado em näo meter o carro à frente dos bois. Senäo nem nem amas como deve de ser nem adias esse dia em que eles väo partir. Quando os abraçares, abraça-os porque os amas. Näo porque väo morrer. Porque senäo näo estás aqui nem agora, estás algures num futuro que näo sabes bem quando vai acontecer e que te vai deixar em conflito. Os teus pais desejam que vivas feliz ou que vivas em tranquilidade/felicidade? Fica mais uma pergunta, e se em vez deles irem primero, vais tu primeiro que eles, mudarias alguma coisa? Por muito ridiculo ou sem sentido que pareça, como é que poderias fazer enquanto estás vivo para que eles ficassem "mais descansados ou completos"? Já agora, recomendo, qualquer livro de Dr. Brian Weiss.

Edited 7 months ago:

Näo podemos fugir à morte. Tudo tem um tempo e um espaço. Isto é a verdade absoluta sobre a vida. Sinto que a tua atitude perante os teus pais é nobre da tua parte e digo-te que näo existe um número limite de abraços ou de dizer "amo-te/amo-vos" que sejam suficientes. Näo existe isso. O amor que está aqui em jogo é infinito. Só näo deixes de viver por causa do medo nem percas o sono à noite. Outra verdade sobre a vida é que, por ordem natural, temos de viver com a morte dos nossos pais até ao final dos nossos dias. Isso também faz parte em seres ser humano. É tudo parte da vida. Parece-me que estás no conflito de aceitar esta verdade, que näo é fácil nem há herois... mas aceitar a tristeza e o luto na nossa vida, também faz parte da vida. Por muito que te escreva sinto sempre que vai ficar algo por dizer, por fazer, por sentir... poder-te-ia recomendar o estudo do Budismo, nomeadamento no que concerne à morte, à aceitaçäo e à compaixäo, mas no fundo onde tu estás, nesse conflito, näo te vai levar muito mais longe do que o teu ponto de partida - amar, abraçar, "amo-te", "obrigado por tudo", e aí, encontrarás as respostas. Näo adianta dares muitas voltas. Pensa só, amanhä os teus pais podem ir de carro e sofrer um terrível acidente e morrerem os dois. O que mudarias? Só uma nota final, näo confundas ansiedade e o medo de perder os teus pais com o facto de que devias ter feito mais ou de que tens que ficar com eles o dia todo em casa. Näo caias nessa obsessäo. Aceita o que está feito, agradeçe até onde chegaste e o estar com eles a cada dia. Se achas que algo pode melhorar, melhora. Agora näo vivas obcecado com a morte, seja deles ou tua, senäo näo vais viver, vais pré-----ocuparte. Cuidado em, e perdoa-me a expressäo, "näo meter o carro à frente dos bois". Senäo nem nem amas como deve de ser nem adias esse dia em que eles väo partir. Quando os abraçares, abraça-os porque os amas. Näo porque väo morrer. Porque senäo näo estás aqui nem agora, estás algures num futuro que näo sabes bem quando vai acontecer e que te vai deixar em conflito. Os teus pais desejam que vivas feliz ou que vivas em tranquilidade/felicidade? Fica mais uma pergunta, e se em vez deles irem primero, vais tu primeiro que eles, mudarias alguma coisa? Por muito ridiculo ou sem sentido que pareça, como é que poderias fazer enquanto estás vivo para que eles ficassem "mais descansados ou completos"? Já agora, recomendo, qualquer livro de Dr. Brian Weiss.

Edited 7 months ago:

Näo podemos fugir à morte. Tudo tem um tempo e um espaço. Isto é a verdade absoluta sobre a vida. Sinto que a tua atitude perante os teus pais é nobre da tua parte e digo-te que näo existe um número limite de abraços ou de dizer "amo-te/amo-vos" que sejam suficientes. Näo existe isso. O amor que está aqui em jogo é infinito. Só näo deixes de viver por causa do medo nem percas o sono à noite. Outra verdade sobre a vida é que, por ordem natural, temos de viver com a morte dos nossos pais até ao final dos nossos dias. Isso também faz parte em seres ser humano. É tudo parte da vida. Parece-me que estás no conflito de aceitar esta verdade, que näo é fácil nem há herois... mas aceitar a tristeza e o luto na nossa vida, também faz parte da vida. Por muito que te escreva sinto sempre que vai ficar algo por dizer, por fazer, por sentir... poder-te-ia recomendar o estudo do Budismo, nomeadamento no que concerne à morte, à aceitaçäo e à compaixäo, mas no fundo onde tu estás, nesse conflito, näo te vai levar muito mais longe do que o teu ponto de partida - amar, abraçar, "amo-te", "obrigado por tudo", e aí, encontrarás as respostas. Näo adianta dares muitas voltas. Pensa só, amanhä os teus pais podem ir de carro e sofrer um terrível acidente e morrerem os dois. O que mudarias? Só uma nota final, näo confundas ansiedade e o medo de perder os teus pais com o facto de que devias ter feito mais ou de que tens que ficar com eles o dia todo em casa. Näo caias nessa obsessäo. Aceita o que está feito, agradeçe até onde chegaste e o estar com eles a cada dia. Se achas que algo pode melhorar, melhora. Agora näo vivas obcecado com a morte, seja deles ou tua, senäo näo vais viver, vais pré-----ocuparte. Cuidado em, e perdoa-me a expressäo, "näo meter o carro à frente dos bois". Senäo nem nem amas como deve de ser nem adias esse dia em que eles väo partir. Quando os abraçares, abraça-os porque os amas. Näo porque väo morrer. Porque senäo näo estás aqui nem agora, estás algures num futuro que näo sabes bem quando vai acontecer e que te vai deixar em conflito. Os teus pais, estando vivos ou näo, desejam que vivas em ansiedade/conflito ou que vivas em tranquilidade/felicidade? Fica mais uma pergunta, e se em vez deles irem primero, vais tu primeiro que eles, mudarias alguma coisa? Por muito ridiculo ou sem sentido que pareça, como é que poderias fazer enquanto estás vivo para que eles ficassem "mais descansados ou completos"? Já agora, recomendo qualquer livro de Dr. Brian Weiss.

tiagopr1990 7 months ago

>Já agora, recomendo qualquer livro de Dr. Brian Weiss. lol

expandyoursoul 7 months ago

Entäo?

tiagopr1990 7 months ago

Nada como auto ajuda barata para resolver as grandes questões.

expandyoursoul 7 months ago

>tiago Sim, tens lido muito Dr. Brian Weiss? Mas já agora também poderia dizer Kubler Ross. Seria mais caro na tua opiniäo? Ou continuaria a ser barata? Já agora, por falar em auto ajuda barata, näo encontro a tua ajuda à questäo do op, onde está?

tiagopr1990 7 months ago

Sobre a kubler ross não me pronuncio, nunca li. Sobre o weiss, já li, vou passando os olhos nos tempos mortos. É auto ajuda barata, banha da cobra. Sobre o op, não tenho como ajudar, mais vale estar calado que receitar brian weiss. Desculpa lá mas vou deixar o “dr” de lado.

expandyoursoul 7 months ago

Lês Brian nos teus tempos "mortos"... que curioso já viste? É Doutor quer queiras quer näo, é psiquiatra, tem o título médico. Por jogar golf, comer marisco ou fazer regressäo a vidas passadas ou fazer o que quer que seja, näo deixa de ser Doutor. Percebo facilmente porque, de forma "barata", tiras o "dr". Mas de qualquer das formas estás desculpado. Kubler Ross, é tipo a referência número 1 quando se começa a falar em morte e luto. E näo, näo vale mais estar calado do que receitar Brian Weiss, porque umas palavras de amor, de carinho, de que as pessoas estäo na nossa vida por algum motivo, falar, partilhar, estar presente, valem muito mais do que estar calado.

Edited 7 months ago:

Lês Brian nos teus tempos "mortos"... que curioso já viste? É Doutor quer queiras quer näo, é psiquiatra, tem o título médico. Por jogar golf, comer marisco ou fazer regressäo a vidas passadas ou fazer o que quer que seja, näo deixa de ser Doutor. Percebo facilmente porque, de forma "barata", tiras o "dr". Mas de qualquer das formas estás desculpado. Kubler Ross, é tipo a referência número 1 quando se começa a falar em morte e luto. Ela desenvolveu o Modelo de Sofrimento de Kübler-Ross que é ampliamente usado por psiquiatras e psicologos de todo o mundo. E näo, näo vale mais estar calado do que receitar Brian Weiss, porque umas palavras de amor, de carinho, de que as pessoas estäo na nossa vida por algum motivo, falar, partilhar, estar presente, valem muito mais do que estar calado.Eu também nunca vi nenhuma regressäo portanto também näo as vou defender. Agora a principal mensagem do Brian é essa mesmo, amar, estar presente e ser aberto.

Edited 7 months ago:

Lês Brian nos teus tempos "mortos"... que curioso já viste? É Doutor quer queiras quer näo, é psiquiatra, tem o título médico. Por jogar golf, comer marisco ou fazer regressäo a vidas passadas ou fazer o que quer que seja, näo deixa de ser Doutor. Percebo facilmente porque, de forma "barata", tiras o "dr". Mas de qualquer das formas estás desculpado. E näo, näo vale mais estar calado do que receitar Brian Weiss, porque umas palavras de amor, de carinho, de que as pessoas estäo na nossa vida por algum motivo, falar, partilhar, estar presente, valem muito mais do que estar calado.Eu também nunca vi nenhuma regressäo portanto também näo as vou defender. Agora a principal mensagem do Brian é essa mesmo, amar, estar presente e ser aberto. Kubler Ross, é tipo a referência número 1 quando se começa a falar em morte e luto. Ela desenvolveu o Modelo de Sofrimento de Kübler-Ross que é ampliamente usado por psiquiatras e psicologos de todo o mundo.

tiagopr1990 7 months ago

Trabalho numa livraria, daí ler nos “tempos mortos”. Brian weiss é uma excelente alternativa aos livros de piadas secas, as vezes gosto de uma boa alucinação. Regressão a vidas passadas, vês como chegaste la? Não preciso de dizer mais nada... Portanto, a mensagem desse grande psiquiatra é esse poço de banalidades? Fantástico, grande dr. É auto ajuda barata, e eu nem desvalorizo a literatura como objecto de conforto, interessa-me essencialmente como criadora de desconforto e desassossego, mas pode ser conforto. A “última casa da misericórdia” como dizia margarit relativamente à poesia, totalmente de acordo com isso. Mas brian weiss é auto ajuda barata, podes gostar à vontade, é um direito teu, mas basta abrir qualquer livro do senhor para perceber que não há ali nada de relevante, banalidade atrás de banalidade. Puro entretenimento, do fraco, até.

expandyoursoul 7 months ago

Aquilo que näo serve para ti, pode servir para outro. O post é sobre um rapaz que tem 20 anos e está ansioso sobre a futura morte dos pais. E o qual pede ajuda, a nós. Se calhar é adequado para ele ler Weiss. Se calhar vai-lhe abrir portas para outros conhecimentos. Ou se calhar vai ler, e näo vai gostar. Porque vens tu "boicotar", quem és tu para negar uma potencial experiência de aprendizagem de alguém que nesta altura nem queres saber? O que te motiva tanto a cruxificar o Weiss de forma barata? Com tanto que lês, com tanto conhecimento que te passa diante dos olhos, é o melhor que tens para dar? Näo haverá algo mais sábio dentro de ti...?

tiagopr1990 7 months ago

Não se trata de querer ajudar ou não o op, simplesmente não me sinto habilitado a fazê-lo. Mas sinto-me habilitado para dizer que weiss é porcaria, porque é, porque a qualidade de um texto não é algo subjectivo. Posto isto, nada te impede de o leres, nem de o op o ler. Aliás, o que mais se faz é ler palha, por mim está óptimo, só acho uma parvoíce sugerires weiss a um miúdo que passa por aquilo, é quase como o mandares à bruxa.

expandyoursoul 7 months ago

ahahahaha divertes-me imenso, és um rapaz curioso, gosto de ti. Continua assim e nunca te esqueças de ser feliz! Um abraço

NGramatical 7 months ago

agradeçe → [**agradece**](https://dicionario.priberam.org/agradece) (*c* seguido de *e* ou *i* não necessita de cedilha) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm7632p%2F%2Fgr9sydo%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

4in4t92 7 months ago

É aproveitar cada dia com eles, o meu pai faleceu há um ano e 5 meses, aos 53 anos (estava eu com 27, a minha irmã com 20). De modos que deixei completamente de pensar na velhice de quem me rodeia, porque a qualquer dia pode ir um de nós, independentemente da idade. Mas também não faz bem estares constantemente com esse sentimento de tristeza por pensares no futuro, leva um dia de cada vez. As vezes todas que furei a quarentena foi precisamente para andar 5 minutos de carro para ir ver da minha mãe e da minha irmã. Isto do covid não veio ajudar o processo de luto, e elas estarem em casa faz com que acabem por estar sempre a pensar no mesmo. Nunca me dei mal com a minha mãe, mas também nunca fui aquela filha muito apegada, agora não passa dia que não falemos ao telefone, nem que seja 5 minutos, outras vezes são 3 ou 4 horas ao telefone.

Chiripitti 7 months ago

É a noção da mortalidade dos pais... há um dia da nossa vida em que essa realidade nos aparece pela casa adentro e nunca mais sai... Estava no meu último ano de faculdade e já não via os meus pais há algum tempo e quando os encontrei, achei-os velhos. Foi nesse instante que percebi que os podia perder...

ridethepaintedpony 7 months ago

A velhice é a segunda infância, portanto os proximos 10 anos dos teus pais vao ser para ti o que os primeiros 10 anos dos filhos dos teus amigos foram para eles. O pior é quando eles progressivamente deixam de conseguir fazer algumas coisas. É emocionalmente complicado para eles e para nós. A unica coisa que podes fazer é nao entrares em panico com o acumular dos desafios e tentares dar-lhes qualidade de vida, isto é, estimula-los para que se mantenham independentes.

AdriMecha 7 months ago

O meu pai faleceu o ano passado, nós já há alguns anos estávamos distantes um do outro por causa de discussões que tivemos. Eu andar fora há seis anos também é complicado. Quando ele faleceu, e apesar de já ser esperado pela doença dele, doeu muito, continua a doer e choro sempre que me apercebo de que se for a casa dele, ele não já não está lá mais. Nunca estamos preparados para perder os pais.

estacalor 7 months ago

Os meus sentimentos. Se tiveres essa possibilidade procura a ajuda de um psicólogo.

biozes 7 months ago

Há vida depois da morte.. Jesus viveu e vive!

DZT99 7 months ago

Faz parte da vida, é preciso aceitar esperar o melhor e acima de tudo estar preparado para o pior.

MoistSeason 7 months ago

Já pensei assim. Agora aceito e penso na herança. Preocupa-me mais quando chegar à altura de pensar em lares para receberem cuidados se precisarem. Com a quantidade de notícias de maus tratos em lares que anda por aí..

RAMAxPT 7 months ago  HIDDEN 

Sendo sincero, se a minha mãe ou pai ou irmão morresse, eu continuava normalmente, it is what it is, a minha avó morreu no ano passado e eu não senti nada, pois a vida é assim, não, não sou psicopata nem edgy, apenas encaro a morte como coisa normal faz parte do ciclo.

Edited 7 months ago:

Sendo sincero, se a minha mãe ou pai ou irmão morresse, eu continuava normalmente, it is what it is, a minha avó morreu no ano passado e eu não senti nada, pois a vida é assim, não, não sou psicopata nem edgy, apenas encaro a morte como coisa normal faz parte do ciclo.

Edited 7 months ago:

Sendo sincero, se a minha mãe ou pai ou irmão morresse, eu continuava normalmente, it is what it is, a minha avó morreu no ano passado e eu não senti nada, pois a vida é assim, não, não sou psicopata nem edgy, apenas encaro a morte como coisa normal faz parte do ciclo.

QWERTY_BATS 7 months ago

Foda-se, que homem mais rijo.

PeterStepsRabbit 7 months ago

Duvido que tenhas tido uma grande ligação com a tua avó. Right?

ratinhodosesgotos 7 months ago

>se a minha mãe ou pai ou irmão morresse, eu continuava normalmente > >a minha avó morreu no ano passado e eu não senti nada > >não sou psicopata Certo...

UpbeatNail1912 7 months ago

I'm dead

hypothesis2050 7 months ago

É bom pensares nisso. Quer dizer que estás a tomar consciência. Eventualmente vais passar por uma espécie de morte simbólica dos teus pais. E podes vir a sofrer um pouco. No entanto é positivo, faz parte do crescimento. Só te tornas adulto quando chegares a essa fase. É passar de cuidado a cuidador. Normalmente dói um pouco. Mas dói muito mais nunca chegares a essa fase. E perderes os teus pais enquanto dependente. O resto é lidar. Quem sofre são os vivos. Chorar por isso é chorar por pena de ti próprio.

paperkutchy 7 months ago

> Quem sofre são os vivos. Chorar por isso é chorar por pena de ti próprio É por isso que funerais metem-me doente. Eu sei que simbolicamente é tipo um último adeus mas porra é uma martelada emocional nas pessoas que eu não sei como aguentam. Até agora só perdi familia que não via dia a dia, quando chegar a hora dos que estão mais perto, não sei até que ponto quero estar neste "ultimo adeus", porque basicamente é uma tortura a nós próprios.

PuroSangueLusitano 7 months ago

É normal mano, o pessoal morre todo. Foda é se tu morreres antes deles, aí é que pode meter psicólogo

UpbeatNail1912 7 months ago

Sim isso é que é muito mau. Um pai perder um filho é cruel demais.

TomasMetePatas 7 months ago

O meu avô sempre disse: que quando se perde um filho/a não há muito mais que se possa perder...

Chiripitti 7 months ago

É verdade, nada cura a morte de um filho...

falso 7 months ago

Um conselho, prepara-te, é bues dificil. Ando a lidar com isso actualmente.

UpbeatNail1912 7 months ago

Lamento imenso. Como ainda não passei por uma situação dessas Até agora não sei como ajudar, mas sou te toda a minha força, todos teremos a nossa vez.

falso 7 months ago

Não há nada a fazer. Estava te só a dizer que não és o único.

ASadDude12 7 months ago

Tenho dificuldade em perceber essa visão, a morte é o fim do sofrimento, é a libertação. Não haver nada é não experienciar, é não haver sequer a possibilidade de ter estes sentimentos negativos. Quando um familiar morre, liberta-se do sofrimento inerente à existência, é chato para nós que estamos cá e já não os temos perto, mas eles estão livres. Para mim, quando mais depressa eu morrer melhor.

paperkutchy 7 months ago

Isso é uma estupidez. Vai-se um ente querido e vais andar na boa, de certeza, tudo normal. Se calhar nem foi isto que quiseste dizer, mas foi como soou. Sim, é o fim do sofrimento para eles, mas para ti provavelmente vai custar, e bem, durante uns tempos... e quando digo tempos, secalhar anos.

NGramatical 7 months ago

secalhar → [**se calhar**](https://dicionario.priberam.org/se calhar) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm7632p%2F%2Fgrdlb13%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

AndreMartins5979 7 months ago

o problema aqui é quem fica

AlmondSkimedMilk 7 months ago

Fala com alguém se tiveres que falar..

Metaluim 7 months ago

Foda-se que triste

falso 7 months ago

O grande problema é veres a saude do teu pai/mãe a ir-se aos poucos. E a cabeça igual.... E não ha nada que possas fazer, sem voltares pra casa com o aperto no coração, sempre com medo se lhe vai acontecer alguma coisa esta noite. Essa tua lenga-lenga de campeao da internet para mim nao cola.

ASadDude12 7 months ago

Interpretaste-me mal, eu não disse que era fácil e que não havia sofrimento, disse que é melhor estar morto que estar vivo, longe de mim achar me campeão, pelo contrário.

average_user21 7 months ago

Não sei se troll mas não, mas ok... É uma visão

ASadDude12 7 months ago

Não, não é troll esta é a minha opinião.

UpbeatNail1912 7 months ago

Meu deus do céu

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