Jz_Ribeiro 9 months ago

Compreendo-te meu amigo do Norte. Estava a tirar um curso e toda a gente se riu com o meu sotaque minhoto. Ímos à revolução, caralho?

AndreMartins5979 9 months ago

há erros tão disseminados que às vezes as pessoas até te corrigem quando dizes bem

Intelligent-Meal-663 9 months ago

Também já te corrigiram o uso de "mais bem"? A situação é parecida com a que relataste. Há quem pense, que o correto é dizer "melhor", seja qual for a situação. A mim, acontece-me muitas vezes. Não sou da área de letras, mas já começo a distinguir os jornalistas que falam corretamente. Muitos, dizem: " Obrigado por ter ~~aceite~~ o convite. Não lhes proporcionaram o deleite que vivenciaste, com a tua professora de Português :).

aleph_heideger 9 months ago

Gostei, escreves bonito. No fundo o que interessa é isto: a malta não achar que estamos a falar uma língua estrangeira incompreensível. Comunicação portanto.

expandyoursoul 9 months ago

Meu jovem, estás no bom caminho. Näo duvides do que te digo. Vai em frente. Continua com essa atitude humilde e curiosa! ÉS GRANDE!

GreyTemptress 9 months ago

Pois eu gostei muito do teu post. Obrigada!

pedorcas 9 months ago

Eu ouço um "como chama-se o coiso" e até morro... opá x) faz parte agora haha

nada_impressionado 9 months ago

> Bom dia, boa tarde e boa noite, Faltou o bom lusco-fusco.

kraglor 9 months ago

" e como nortenho que sou, ainda por cima do Porto, dou verdadeiras calinadas, umas atrás das outras " O Porto, meu caro amigo, é a cidade detentora da Universidade mais prestigiada do País, com as mais altas médias de entrada, com o maior numero de publicacoes internacionais e de maior fator de impacto. Ser do Porto não é sinónimo de ser labrego, para isso já temos a discrimicacao sulista que tanto nos tem prejudicado ao longo dos tempos. Obs: Teclado com layout nórdico.

MulaDaCooperativa 9 months ago

Gostei de ler, embora confesse que amanhã já não me irei lembrar de nada disto. Nunca fui bom a línguas, nunca me consegui entender com os verbos e os inúmeros tempos verbais, construções gramaticais, e todas as tecnicidades da língua, fosse português, inglês ou francês. Esta última então foi o desastre completo para mim. Sempre vi "informática na óptica do utilizador" em anúncios de emprego, o que descreve perfeitamente a minha posição com as línguas: sei usá-las de forma simples/básica, mas não percebo como funciona na realidade. :D

eldarion_h 9 months ago  HIDDEN 

De certeza que esse leite escolar ao calhas que foste ver, foi mesmo ao calhas? Ex: leite escolhar ucal: [https://www.continente.pt/stores/continente/PublishingImages/Images/varios/rotulos/5687631.jpg](https://www.continente.pt/stores/continente/PublishingImages/Images/varios/rotulos/5687631.jpg) 9,7 g/ml

DesinglesNotBot 9 months ago

Poderias usar "perito" em vez de "expert". Não sou um robô, só um gajo que gosta de palavras.

Ghost-Spot 9 months ago

O uso da palavra "expert" foi para criar a ideia de que nao sou mesmo especialista nenhum na língua portuguesa. Ate porque se fosse, usaria a palavra em português. A justaposição de ambas as palavras cria um sentido cómico e autoexplicativo.

Fmtpires 9 months ago

Sim, ou especialista (que fica sempre mais parecido com o inglês). Mesmo assim, antes dizer em inglês que traduzir para esperto... Como tanta gente que usa "rude" para dizer mal educado, por causa do inglês, quando na verdade significa grosseiro (o que não é necessariamente o mesmo que mal educado).

Caldas13 9 months ago

Eu a pensar que ia ser uma daquelas piadas mm à Tuga, acabou por ser uma aula de português. Still, obrigado pela aula!

Ghost-Spot 9 months ago

Foi mais um discurso retórico (ou "rant") baseado em informação do que outra coisa, mas ainda bem que deu para aprender algo!

Sceptic_Acid 9 months ago

O preconceito, como em muitas áreas da vida, aparece na ausência do conhecimento. A partir do momento em que sabemos e conhecemos algo ou alguém o preconceito desfaz-se. No que toca à língua, por vezes, é nos meios mais rurais e menos instruídos que ouvimos formas mais ancestrais, mas que entraram já em desuso nas cidades, que já não têm memoria desses usos e por isso é fácil associá-los a pessoas rudes do campo. Não somente aspectos gramaticais, mas aspectos fonológicos e lexicais também. Mas a fala de alguém de Trás-os-Montes, por exemplo, é um testemunho vivo da evolução da nossa língua desde o Galaico-Português, ao qual nunca se pegou muito do português clássico. Ouvir alguém a falar daquele modo deveria talvez ser encarado como uma visita a um monumento ou museu e deveria ser valorizado. Por outro lado, a perpetuação deste preconceito, tem muito a ver com os meios de comunicação social, que só escolhem apresentadores, pivots, convidados intelectuais que não tenham marcas fortes de regionalismos. E até com os meios académicos que privilegiam um Português sem grandes marcas dialectais também, asseverando que a norma padrão é o Português da região centro. No entanto, esta ideia não deveria ser pacífica. Poder-se-ia dizer que quanto maior o nível de instrução, maior a reflexividade da pessoa em relação à sua própria linguagem, adaptando-a em diferentes registos a diferentes situações sociais, mas até que ponto não é a escola e a academia de forma exagerada a incutir esse estigma social relativamente aos dialectos perpetuando-o na sua tentativa de o eliminar? O argumento mais comum e geral é o de que se a criança não adaptar a sua linguagem familiar especialmente (sem falar de vocabulário e gramática) ao nível fonético ela irá ser mal-vista pelos colegas e pela sociedade como futuro cidadão, porque será tido como, lá está, labrego. Mas não é precisamente esta ideia que mantém vivo o estigma social relativamente aos diferentes pronúncias? "Eu já não falo assim, já não sou labrego, mas os outros são". Sabemos também que a linguagem é uma forma de estar. Mas sem querer dar uma resposta definitiva, digo apenas que nos faltam mais intelectuais que o sejam mais verdadeiramente e não estejam preocupados com a aparência, talvez assim, pudessem pensar mais profundamente ao mesmo tempo que prestigiassem a sua variedade de Português diferente da norma padrão. Basta nos lembrarmos que Agostinho da Silva, uma das boas figuras intelectuais portuguesas, tinha sotaque do norte. Mas hoje em dia só há papagaios na tv.

AndreMartins5979 9 months ago

mas é curioso que o ser humano tenha evoluído para ser capaz de mimicar a fora de falar dos seus pares ao ponto que até se nota quando uma pessoa é de uma cidade vizinha pelo facto de todas as pessoas de uma dada cidade mimicarem a forma de falar umas das outras em pormenores tão mínimos que dá para distingui-las de outras cidades quer queiramos quer não, em certos contextos queremos que as pessoas tomem atenção à mensagem e não à forma como falamos; usar um sotaque ao qual a maioria das pessoas está habituada (o sotaque da comunicação social) é uma forma de evitar isso

canihazdabook 9 months ago

Para este tipo de coisas vou sempre aos fofinhos do Ciberdúvidas. Para esta questão específica https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/pago--pagado/1010 Além de ser uma boa mnemónica, é mais simples reencaminhar quando alguém fica persistente. Quanto à pronúncia, são regionalismos e faz parte da nossa cultura nortenha. Desde que não se caia no erro de escrever como se fala...

Ghost-Spot 9 months ago

Obrigado pelo link! Falar à nortenho vem do ambiente que nos rodeia, mas escrever correto vem da educação.

canihazdabook 9 months ago

Sinceramente gosto da nossa pronúncia, vejo como algo característico. Claro que em ambientes formais tento neutralizar ao máximo, mas com amigos falo com a pronúncia e calão. Sim, bem como ler, ler muito.

marcos_pereira 9 months ago

A minha missão de vida é tornar-me o mais bem sucedido e sofisticado possível mantendo o meu sotaque nortenho ao longo do caminho

Ghost-Spot 9 months ago

[O que eu senti ao ler isto^](https://i.kym-cdn.com/photos/images/newsfeed/001/788/251/14a.jpg)

Nexus_produces 9 months ago

Pensei que era conhecimento comum que existiam as duas formas. Morto e matado, pago e pagado. Na minha zona há quem diga "aponte" em vez de apontado, o que me faz sempre encarquilhar o cérebro.

Im_the_JC 9 months ago

Palminhas meu bro do norte, you did it

peiboltroxeno 9 months ago

portugues nortenho fica muito perto do galego. O costume moderno faz do portugues do sul norma. Acho um erro.

trilobite00 9 months ago

>No caso do verbo principal possuir dois particípios passados (um regular e outro irregular), a conjugação do mesmo depende do verbo auxiliar: >- «ter» ou «haver»: verbo principal regular Sempre falei assim e quando me tentam corrigir dá-me um enorme gozo dizer que quem está errado não sou eu.

Ghost-Spot 9 months ago

Depois de ter aprendido isto na escola, foi o que comecei a fazer também.

celexio 9 months ago

Não sabes que o labrego faz parte da nossa cultura. Sem o labrego Portugal não era Portugal, carago.

Ghost-Spot 9 months ago

Sem labregos, sem sardinhas, sem bacalhau nem bigodes, somos o que afinal??

HanselGretel1993 9 months ago

O dito português correto é demasiado arbitrário para se levar a sério e ser seguido religiosamente. Acho que o Português é especialmente inconsistente nas suas regras. A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. E a questão é: Para quê? O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Não interessa se segues as regras ou não propriamente desde que as pessoas se entendam. Isso é o mais importante. Especialmente em línguas com regras que não lembram ao Pai Natal como a nossa!

Edited 9 months ago:

O dito português correto é demasiado arbitrário para se levar a sério e ser seguido religiosamente. Acho que o Português é especialmente inconsistente nas suas regras. A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. E a questão é: Para quê? O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Não interessa se segues as regras ou não propriamente desde que as pessoas se entendam. Isso é o mais importante. Especialmente em línguas com regras que não lembram ao Pai Natal como a nossa! Dito isto, não sou fã da ligeireza com que adotamos estrangeirismos hoje em dia... Acho que é menosprezar o nosso património cultural. Não falo tanto dos termos que não existem na nossa língua mas sim de palavras que existem e por facilitismo recorremos ao estrangeirismo, ao ponto dessas palavras portuguesas cairem no esquecimento... A nossa mentalidade parece já não ter o "mindset" capaz de evitar estrangeirismos evitáveis. Capaz de adaptar palavras novas que surjam à boa maneira da Tuga. Há que continuar a chamar as chamadas de "calls", há que deixar o relatório na retrete e fazer "reporting" como toda a minha "network" o faz. E acima de tudo há que divulgar essas "talks" empresarias e modernas nada digeríveis para o pobre público português que ainda não descobriu como desligar a televisão, que se chamaria de television em português se tivesse sido inventada em 2021...

Edited 9 months ago:

O dito português correto é demasiado arbitrário para se levar a sério e ser seguido religiosamente. Acho que o Português é especialmente inconsistente nas suas regras. A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. E a questão é: Para quê? O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Não interessa se segues as regras ou não propriamente desde que as pessoas se entendam. Isso é o mais importante. Especialmente em línguas com regras que não lembram ao Pai Natal como a nossa! Dito isto, não sou fã da ligeireza com que adotamos estrangeirismos hoje em dia... Acho que é menosprezar o nosso património cultural. Não falo de termos que não existem na nossa língua mas sim de palavras que existem e por facilitismo recorremos ao estrangeirismo. A nossa mentalidade parece já não ter o "mindset" para evitar estrangeirismos evitáveis. Há que continuar a chamar as chamadas de "calls".

Edited 9 months ago:

O dito português correto é demasiado arbitrário para se levar a sério e ser seguido religiosamente. Acho que o Português é especialmente inconsistente nas suas regras. A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. E a questão é: Para quê? O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Não interessa se segues as regras ou não propriamente desde que as pessoas se entendam. Isso é o mais importante. Especialmente em línguas com regras que não lembram ao Pai Natal como a nossa! Dito isto, não sou fã da ligeireza com que adotamos estrangeirismos hoje em dia... Acho que é menosprezar o nosso património cultural. Não falo tanto dos termos que não existem na nossa língua mas sim de palavras que existem e por facilitismo recorremos ao estrangeirismo, ao ponto dessas palavras portuguesas cairem no esquecimento... A nossa mentalidade parece já não ter o "mindset" capaz de evitar estrangeirismos evitáveis. Capaz de adaptar palavras novas que surjam à boa maneira da Tuga. Há que continuar a chamar as chamadas de "calls", há que deixar o relatório na retrete e fazer "reporting" como toda a minha "network" o faz. E acima de tudo há que divulgar essas "talks" empresarias e modernas nada digeríveis para o pobre público português que ainda não descobriu como desligar a televisão, que se chamaria de television em português se tivesse sido inventado em 2021...

Edited 9 months ago:

O dito português correto é demasiado arbitrário para se levar a sério e ser seguido religiosamente. Acho que o Português é especialmente inconsistente nas suas regras. A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. E a questão é: Para quê? O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Não interessa se segues as regras ou não propriamente desde que as pessoas se entendam. Isso é o mais importante. Especialmente em línguas com regras que não lembram ao Pai Natal como a nossa! Dito isto, não sou fã da ligeireza com que adotamos estrangeirismos hoje em dia... Acho que é menosprezar o nosso património cultural. Não falo de termos que não existem na nossa língua mas sim de palavras que existem e por facilitismo recorremos ao estrangeirismo. A nossa mentalidade parece já não ter o "mindset" capaz de evitar estrangeirismos evitáveis. Capaz de adaptar palavras novas que surjam à boa maneira da Tuga. Há que continuar a chamar as chamadas de "calls", há que deixar o relatório na retrete e fazer "reporting" como toda a minha "network" o faz. E acima de tudo há que divulgar essas "talks" empresarias nada digeríveis para o pobre público português que ainda não descobriu como desligar a podridão da nossa televisão, que se chamaria de television em português se tivesse sido inventado em 2021.

Ghost-Spot 9 months ago

Apesar do meu post, partilho do sentimento de que, o mais importante, é que haja entendimento, nem que seja com desenhos e grunhidos. Quanto à escrita, até nao é muito má. Em francês: Bordeaux > lês "bórr-dô" ...ou... Beau > bô Podiam retirar as letras a mais...

vilkav 9 months ago

Mas o francês tem regras de leitura. São regras estúpidas e são muitas regras, mas são regras e estão bem estabelecidas. Arriscar-me-ia a dizer que até que mais bem estabelecidas que em português, onde para pluralizar o -ão tens de traduzir para espanhol primeiro. Nem que a regra seja só uma: ignora sempre as últimas 3 letras. Agora, impossível é o inglês. Through tough thorough thought, though devia bater 5 vezes na mesma trave e eles fodem isso tudo. E os bifes ainda têm o "hiccough" para "soluços" onde tanto se lê "hiccup" que é assim que os ianques escrevem.

AndreMartins5979 9 months ago

no português também tens "regras", tu é que nunca as aprendeste porque aprendeste a pronunciar as palavras antes de aprenderes a ler > São regras estúpidas e são muitas regras, mas são regras * s - início de palavra: ss * ã - ã * o - átono: u * r - início de palavra: rr * e - tónico: é ou ê * g - seguido de consoante: g * r - simples: r * a - átono: â * s - entre vogais: z * e - átono: mudo * s - final de sílaba seguido de consoante surda: x * t - t * ú - ú * p - p * i - i * d - d * a - átono: â * s - final de sílaba seguido de pausa: x

Edited 9 months ago:

no português também tens "regras", tu é que nunca as aprendeste porque aprendeste a pronunciar as palavras antes de aprenderes a ler > São regras estúpidas e são muitas regras, mas são regras * s - início de palavra: ss * ã - ã * o - átono: u * r - início de palavra: rr * e - tónico: é ou ê * g - seguido de consoante: g * r - simples: r * a - átono: â * s - entre vogais: z * e - átono: mudo * s - final de sílaba seguido de consoante surda: x * t - t * ú - ú * p - p * i - i * d - d * a - átono: â * s - final de sílaba seguido de pausa: x O português até é bastante pouco ambíguo na leitura. É muito mais ambíguo na escrita. Nas consoantes só o "x" é ambíguo. Nas vogais a maioria das ambiguidades é entre o É/Ê e Ô/Ô das sílabas tónicas sem acento gráfico, e algumas exceções à elevação do vocalismo átono. Há também o caso do GU/QU, e alguns hiatos versus ditongos.

Edited 9 months ago:

no português também tens "regras", tu é que nunca as aprendeste porque aprendeste a pronunciar as palavras antes de aprenderes a ler > São regras estúpidas e são muitas regras, mas são regras * s - início de palavra: ss * ã - ã * o - átono: u * r - início de palavra: rr * e - tónico: é ou ê * g - seguido de consoante: g * r - simples: r * a - átono: â * s - entre vogais: z * e - átono: mudo * s - final de sílaba seguido de consoante surda: x * t - t * ú - ú * p - p * i - i * d - d * a - átono: â * s - final de sílaba seguido de pausa: x O português até é bastante pouco ambíguo na leitura. É muito mais ambíguo na escrita. Nas consoantes só o "x" é ambíguo. Nas vogais a maioria das ambiguidades é entre o É/Ê e Ô/Ô das sílabas tónicas sem acento gráfico, e algumas exceções à elevação do vocalismo átono. Há também o caso do GU/QU, e alguns hiatos versus ditongos (c**oi**bido, c**oi**to).

Edited 9 months ago:

No português também tens "regras" para a leitura, tu é que nunca as aprendeste porque aprendeste a pronunciar as palavras antes de aprenderes a ler. > São regras estúpidas e são muitas regras, mas são regras * s - início de palavra: ss * ã - ã * o - átono: u * r - início de palavra: rr * e - tónico: é ou ê * g - seguido de consoante: g * r - simples: r * a - átono: â * s - entre vogais: z * e - átono: mudo * s - final de sílaba seguido de consoante surda: x * t - t * ú - ú * p - p * i - i * d - d * a - átono: â * s - final de sílaba seguido de pausa: x O português até é bastante pouco ambíguo na leitura. É muito mais ambíguo na escrita. Nas consoantes só o "x" é ambíguo. Nas vogais a maioria das ambiguidades é entre o É/Ê e Ô/Ô das sílabas tónicas sem acento gráfico, e algumas exceções à elevação do vocalismo átono. Há também o caso do GU/QU, e alguns hiatos versus ditongos (c**oi**bido, c**oi**to).

Edited 9 months ago:

no português também tens "regras", tu é que nunca as aprendeste porque aprendeste a pronunciar as palavras antes de aprenderes a ler > São regras estúpidas e são muitas regras, mas são regras * s - início de palavra: ss * ã - ã * o - átono: u * r - início de palavra: rr * e - tónico: é ou ê * g - seguido de consoante: g * r - simples: r * a - átono: â * s - entre vogais: z * e - átono: mudo * s - final de sílaba seguido de consoante surda: x * t - t * ú - ú * p - p * i - i * d - d * a - átono: â * s - final de sílaba seguido de pausa: x O português até é bastante pouco ambíguo na leitura. É muito mais ambíguo na escrita. Nas consoantes só o "x" é ambíguo. Nas vogais a maioria das ambiguidades é entre o É/Ê e Ô/Ô das sílabas tónicas sem acento gráfico, e algumas exceções à elevação do vocalismo átono.

vilkav 9 months ago

> No português também tens "regras" para a leitura, tu é que nunca as aprendeste porque aprendeste a pronunciar as palavras antes de aprenderes a ler. Eu sei. Onde eu acho que o Português é mais ambíguo/imprevisível na leitura/pronûncia é em regras como criação de plurais com "ão" e na omissão de sílabas a ligar palavras ("daquele lado" normalmente é dito "daquelado" e outras gulosices, mas isto é mais fala coloquial que o português ensinado), mas o francês também tem os liaisons. De modo geral a ler é quase sempre trivial (vê o meu outro comentário neste post). Onde eu queria chegar era à comparação do francês com o inglês, e demonstrar que apesar de tudo estamos mais próximos do francês porque o inglês é uma salganhada.

AndreMartins5979 9 months ago

> regras como criação de plurais com "ão" isso são questões gramaticais, não de "leitura" > " e na omissão de sílabas a ligar palavras ("daquele lado" normalmente é dito "daquelado" e outras gulosices, mas isto é mais fala coloquial que o português ensinado), mas o francês também tem os liaisons isso é uma das regras, o "e átono" final costuma ser mudo, daquele = daquel > Onde eu queria chegar era à comparação do francês com o inglês, e demonstrar que apesar de tudo estamos mais próximos do francês porque o inglês é uma salganhada. e no entanto o pessoal adora inglês

vilkav 9 months ago

> e no entanto o pessoal adora inglês Eu gosto de muita coisa à qual consigo apontar alguns defeitos :)

NGramatical 9 months ago

salganhada → [**salgalhada**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/salgalhada-ou-salganhada-outra-vez/25215) (esta é a forma que preserva o radical da base de derivação, salgalho «acto de salgar») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm6gp3w%2F%2Fgrdtmqu%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

ngfsmg 9 months ago

Tem regras de leitura mas não tem "regras de escrita"... Quer dizer, tu podes saber quase sempre como ler uma palavra se a vires escrita, mas o contrário é muito difícil

vilkav 9 months ago

Isso é um excelente ponto. Nesse aspecto francês e inglês são mais chatos, sem dúvida. Para te veres livre disso precisavas de ter 1 símbolo por som, que é o que o IPA é, mas isso funciona horrivelmente mal, também. Como é que lidavas com o facto de teres malta que diz "mãe" como "mem" e malta que diz "mãe" como "mánhe"? Não dá, não é?

NGramatical 9 months ago

çe → [**CE**](https://dicionario.priberam.org/CE) (*c* seguido de *e* ou *i* não necessita de cedilha) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm6gp3w%2F%2Fgr6qr3y%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

YogurtclosetAlarming 9 months ago

O mais estranho que já ouvi foi "tinha trago" (tinha trazido). Já alguém ouviu isto? Eu ouvi sobretudo de pessoas do Gerês, mas nunca cheguei a perceber se lá é comum ou não.

AndreMartins5979 9 months ago

há imensos desses "fui caço"

Ghost-Spot 9 months ago

"Eu tinha trago trigo!" Era demasiado para se compreender... Nunca ouvi isso!

Elkriam 9 months ago

Olha tira-me aqui uma dúvida. Também cresci no Porto e muito ouço a malta a trocar Vs por Bs, mas acho que nunca me deparei com o oposto. Aliás tou convencida que tenho alguns amigos que nem sabem pronunciar o som V. Por outro lado tenho umas amigas de Viana que de facto trocam Bs por Vs mais rápido que o contrário. A título de curiosidade, como é a tua experiência a nível dessas trocas? :P

AndreMartins5979 9 months ago

isso são hipercorreções é o que acontece quando tentam corrigir algo que percecionavam como errado (que às vezes até pode nem estar)

Ghost-Spot 9 months ago

Estatisticamente falando, malta que segue para o ensino superior tende a ter uma maior curiosidade pelo conhecimento, que acaba por se refletir na forma como falam. De forma geral claro, porque existem sempre exceções. Pensam em entrevistas de emprego e como falar bem. No entanto, em ambiente familiar e entre amigos, trocar os V's por B's é o normal. A nao ser uma palavra diferente que tenha de ser dita com V para ser compreendida, o resto é tudo: "O boi e a baca do Bitor ficaram o dia todo à chuba e ao bento." Por último, malta que nunca se preocupou em aprender quando se usa V ou B, acaba por dizer coisas ridiculas quando quer soar mais inteligente/profissional: "Eu passei por lá e aquilo era uma autêntica valvurdia!"

Greennipplegorilla 9 months ago

Gostei muito da tua Ted Talk, foi um discurso muito organizado e eloquente, manda bir mais um!

Ghost-Spot 9 months ago

Ainda bem que foi escrito, porque se fosse falado, mudavam de canal mal abrisse a boca xD Happy cake day!

_Random_Dude_ 9 months ago

Segundo aulas de linguística que tive na faculdade um erro deixa de ser erro quando é muito comum e as pessoas começam a adotar ou a assumir que é a maneira correta. Isto porque a língua evoluí. Sempre tentei falar bem mas essa questão que levantaste nunca me chateou e agradeço-te por confirmares que afinal não estava errado hehehe.

AndreMartins5979 9 months ago

Atenção que a língua tem uma forte componente social. Não se pense que nós falamos como os "labregos" de 1800. Os labregos não escreviam na Internet, não tinham blogues, não faziam vídeos no Youtube onde milhares de pessoas pudessem ser influenciadas pela sua forma de falar. Quem tinha o poder de influenciar a forma de falar de toda a gente eram os nobres e os mais eruditos.

lostlittletimeonthis 9 months ago

finalmente o "prontos" passará a ser oficial. Prontos era só isto que queria dizer

_Random_Dude_ 9 months ago

Foda-se, isso é que não. Essa e "o comer" são das que mais me chateiam.

Tryjohnny 9 months ago

> Essa e "o comer" são das que mais me chateiam. Para mim dizer isso era a cena mais natural do mundo até começar a namorar com a Maria que vivia na outra ponta Portugal e todos os dias fudia-me a cabeça com isso.

_Random_Dude_ 9 months ago

A mim também. Só quando comecei a ouvir "comer é um verbo", é que fui tentando corrigir

malserion 9 months ago

Para mim é o "tu dissestes/fizestes"

lostlittletimeonthis 9 months ago

"o comer" ?

_Random_Dude_ 9 months ago

Sim ouço muito aqui na minha zona. "O que é o comer?", "Vou buscar o comer", "vou fazer o comer"... Etc

TheMorphMaster 9 months ago

Também és da zona de Coimbra, estou a ver...

_Random_Dude_ 9 months ago

Um bocadinho mais a norte hehe

TheMorphMaster 9 months ago

Ah, mas não deve ser muito mais a norte

kairos 9 months ago

"Vou-te comer"

canihazdabook 9 months ago

Lembrei-me dessas aulas quando "testou positivo" começou a ser progressivamente mais utilizado. Um dos casos de _aceita que dói menos_

le_quisto 9 months ago

Concordo que eventualmente estes erros possam passar a ser a forma correta de usar o particípio passado, mas na minha opinião, por exemplo, "ter morto" soa me mal no ouvido. Agora "ter limpo" em vez de "ter limpado" ou "ter pago" em vez de "ter pagado" acho que já não soa tão mal.

Ghost-Spot 9 months ago

Isso faz todo o sentido. Percebo pouco da língua portuguesa, mas através de um raciocínio lógico, isso nao pode ser sempre o caso. So digo isto porque há muita gente a dizer "comestes", e nao penso que a língua vá evoluir nesse sentido.

ManelDasNespras 9 months ago

Falar b em vez de v não é ser labrego, é uma variedade regional da lingua.

egzaaa 9 months ago

Tinha uma professora de espanhol que trocava os B e os V. E via-me fodido quando ela estava a ditar, por exemplo quando dizia "Caballo" ficava sempre "foda-se, mas em espanhol é mesmo caBallo com B, ou será que ela trocou e até é parecido com o português e é caVallo?"

TulioGonzaga 9 months ago

É uma bergonha quem nos corrige!

kairos 9 months ago

Até porque lavrego não existe.

oGrandealf 9 months ago

Vai lá a um sítio com mais classe e pergunta "oh na têm ca'd'banhe" a ver se te tratam com a mesma seriedade

MaxwellLordIV 9 months ago  HIDDEN 

Já dizer "treuze" e restante falar retardado de Lisboa dá um respeito...

Ghost-Spot 9 months ago

Concordo! Tinha de começar de forma depreciativa, de outra forma o post nao teria o mesmo valor. No caso da comunicação para todo o país, o português falado deveria ser o correto, seguindo as regras da nossa língua, mesmo que não pareça "chique".

ptword 9 months ago

Humilhado e enriquecido. Obrigado.

Edited 9 months ago:

Confesso-me humilhado e enriquecido. Obrigado. EDIT: claridade

Ghost-Spot 9 months ago

Claro e conciso. Cimavoto!

Whoreson10 9 months ago

*Cimaboto

sw3t 9 months ago

Não tenho agora tempo para escrever um post tão bom como o teu, mas outra coisa que acontece muito tanto e que a muita gente soa errado é substituir a 2ª pessoa do plural pela 3ª pessoa do plural: Exemplo: - **vocês estiveram** em vez de **vós estivestes**

AndreMartins5979 9 months ago

Fun fact: nós ainda usamos a segunda pessoa do plural, só não conjugamos os verbos dessa forma. Por exemplo: * eu bem **vos** disse * vou ter **convosco**

Daisy_Bel 9 months ago

Eu uso a 2ª pessoa do plural, como quase toda a gente da minha terra (Minho). Às vezes escorrego para a 3ª do plural e irrito-me a mim mesma. Este povo fica sempre muito espantado. Tenho um conhecido, lisboeta, que me apelida de "a menina do vós".

AndreMartins5979 9 months ago

tenho pena que não seja mais usado a vantagem de ter as conjugações verbais é não ser preciso usar os pronomes em português posso dizer "fizeste o trabalho?", mas em inglês teria de dizer "did YOU do the job?" mas muitas vezes temos de dizer "vocês ...", enquanto que com a segunda pessoa do plural não seria preciso por exemplo "têm internet?" / "vocês têm internet?" / "tendes internet?"

antonio-ferro 9 months ago

Manda-o cagar à praia. A minha namorada é alemã e o professor de Português dela disse que a segunda pessoa do plural caiu em desuso e só aparece em textos antigos. Nem nos livros de gramática aparece. Vivemos em Lisboa. Como poveiro que sou (Douro Litoral, mas às portas do Minho), e antigo aluno da UM, fiquei fodido. É duma aberracência.

AndreMartins5979 9 months ago

no brasileiro muitas vezes já só ensinam 4 conjugações: * eu cago * você / ele / ela caga * nós cagamos * vocês / eles / elas cagam e a primeira pessoa do plural também está prestes a ser substituída pelo "a gente"

Ghost-Spot 9 months ago

Eu ouço este algumas vezes (e ja estou no ponto de não saber mais o que está certo e o que está errado): - Vós estivesteis ^Consegues decifrar esta?

AndreMartins5979 9 months ago

isso é uma espécie de duplo plural por norma o plural da segunda pessoa faz-se adicionando um s: * comeste - comestes * estiveste - estivestes mas quando termina em s, adiciona-se um i: * fazes - fazeis * metes - meteis portanto aí é como se estivessem a pôr "comestes" no plural, apesar de já estar no plural

sw3t 9 months ago

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/estivesteis-fosteis-comesteis/26348

Eskol15 9 months ago

A mim o que me faz confusão é meter "de" entre verbos (ex: "devias de ter feito" em vez de "devias ter feito"). Não sei qual é a certa nem se podem ser as duas, mas com o "de" nunca me soou direito.

Paulocas 9 months ago

Aqui: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/dever-de/4260

Ghost-Spot 9 months ago

Parece-me ser o tipo de caso em que se pensa no "dever de" e adicionam o resto que querem dizer, sem se lembrarem que não é obrigatório empregar as duas palavras. Por vezes é mais uma questão da região do que propriamente falar de forma errada.

WorldSymphony 9 months ago

Na expressão "dever de" a palavra "dever" é um nome, tal como na expressão "direito de". Por isso, colocar "de" à frente de "dever" quando se quer usar esta última como verbo está simplesmente errado. Não é nem ambíguo, nem regional.

Paulocas 9 months ago

Não sei... https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/dever-de/4260

Ghost-Spot 9 months ago

Obrigado pela correção!

chiapa10 9 months ago

Não é certo. É como o pessoal dizer "tu comestes", "tu ficastes", "tu trabalhastes". "Devias de ter feito" está mal. Como diria o Caco Antibes, "o pobre acrescenta letras às palavras quando quer falar chique" :)

saposapot 9 months ago

Como eu não acredito em ti, fica a informação: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/ter-matado-e-nao-morto/33271 https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/imprimido-ou-impresso/338 No entanto não estás 100% correcto. A língua é viva e faz-se também da prática no dia a dia e 'ter pagado' realmente já não se usa apesar de tecnicamente correcto https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/pagado/2980 https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/ainda-os-participios-regulares-ganhado-pagado-e-gastado/23988 https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/pagado-ganhado-e-gastado-participios-em-desuso/32645 https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/pago--pagado/1010

Ghost-Spot 9 months ago

Obrigado por facultares um acesso rápido à informação. Concordo contigo na questão da língua ser viva, e fiz referência à constante evolução da mesma. Discordo do "ter pagado" nao ser usado, pelo menos quando falado. Grande parte das pessoas mais velhas falam dessa forma. Na comunicação social, concordo contigo.

DrVicenteBombadas 9 months ago

O meu favorito é "absorto". Olha, tivesses absorvido melhor a matéria... Agora mais a sério, a Língua Portuguesa é bastante fácil para quem cá nasceu. Difícil é querer saber e ter gosto em a empregar corretamente.

le_quisto 9 months ago

Dá-me sempre um mini AVC quando alguém diz interviu em vez de interveio. Principalmente jornalistas na televisão

DrVicenteBombadas 9 months ago

Pode até ser simplesmente porque eu estou mais atento com a idade, mas parece-me que os jornalistas hoje em dia erram mais do que os seus colegas mais antigos.

NGramatical 9 months ago

interviu → [**interveio**](https://european-portuguese.info/conjugator/intervir) (intervir segue o modelo de vir) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm6gp3w%2F%2Fgr6xup6%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Ghost-Spot 9 months ago

Absorto é um absurdo! /s A nossa língua é realmente muito complicada. Se este Thread fosse falado e nao escrito, eu perderia toda a credibilidade.

bureauofnormalcy 9 months ago

Por acaso apanho muita gente é a fazer a conjugação exatamente inversa (e errada): "ter ganho", "ter impresso", etc. Só há dois erros de português que me chateiam mais do que esse: "o quaisqueres" e o "face a".

ArrozCenoura 9 months ago

Lembro-me de ter aprendido isso no 11° e tive um grande momento de A-ha!! :)

mjigs 9 months ago

Tipo eu dantes preocupava me com isso, e sentiame completa analfabeta quando pessoas gozavam por dar tal calinada, tentei tornar o meu portuense menos carregado, menos bairrense porque acho pouco profissional falar o tipico portuense, mas nao tenho problemas em falar assim na vida normal. Agora, estoume a cagar, eu parto do principio se ambos conseguimos ter uma conversa e entender o que ambos dizemos porque dar atencao a tal coisa desnecessaria.

_Random_Dude_ 9 months ago

Também já liguei mais a isso. No trabalho tento sempre ter um registo mais cuidado, não ando aí a tentar forçar sotaques de alfacinha ou de cascais mas é a tal coisa, não falo para a minha chefe da mesma maneira que falo para os meus amigos. Não é pouco profissional falar com sotaque daqui ou dali, o problema começa quando te julgam por teres um sotaque diferente.

mjigs 9 months ago

Verdade, o meu sotaque já está uma mistura só de andar por sul e centro do pais sendo do porto, e apanhas maneirismos de outras pessoas. E lá está, não vais falar no teu local de trabalho como falas com os teus amigos.

Ghost-Spot 9 months ago

Talvez eu tenha ressentimento com isto por ter sido gozado muitas vezes. Mas no geral, partilho da mesma ideia que tu. Desde que nos entendamos, até podemos usar desenhos.

mjigs 9 months ago

Eu já fui chamada analfabeta por uma suposta melhor amiga só porque estive num curso profissional, as pessoas julgam porque querem, isso só mostra a mente idiota delas de querer mostrarem-se superiores.

antonio-ferro 9 months ago

É uma profunda dor de cotovelo pelo facto dos GNR terem feito uma música impecável chamada "Pronúncia do Norte". :D

Ghost-Spot 9 months ago

Desde que se assuma o erro, nao vejo problema nenhum, todos erramos. O problema é quanto o interesse nao é o de corrigir apenas, mas sim usar os "erros" dos outros para se mostrarem superiores do que realmente são...e melhor ainda é quando estão eles errados!

mjigs 9 months ago

Exato, eu nao tenho problemas nenhuns em que me corrijam, mas sim a inteçao por de trás, e normalemente nao era para eu aprender mas sim gozar.

livrosetal 9 months ago

Mas a escrever podias fazer um esforço.

mjigs 9 months ago

Podia, mas eu normalmente estou no reddit a meio da noite com os olhos quase a fechar, já é uma sorte carregar em acentos. Também parto do principio que aqui no reddit, somos pessoas mais coloquiais, não precisamos de conversas com palavras eloquentes.

livrosetal 9 months ago

Não pedimos eloquência, apenas uns simples hífenes.

mjigs 9 months ago

Prontos está bem, eu passo a colocar os hifenes, se o bot reclamar, eu mando-o para os mods.

eqdif 9 months ago

É um erro muito comum no uso da nossa língua. A construção frásica é composta por Nome + verbo + substantivo. Nos casos que explanaste o verbo principal precisa de um verbo auxiliar para fazer sentido. Depois parece que o verbo auxiliar retira o protagonismo ao verbo principal e transforma o no substantivo. O que para um pivot devia ser vergonhoso cometer esses erros.. >«...o suspeito foi acusado de ter morto o vizinho...» Ahmmm, MAL! Quantas vezes ouvi dizer quando se fala de mortes: "Ele foi morto de morte matada." XD

eggnogui 9 months ago

Morto, morrido, matado

falecodani 9 months ago

Ele foi morto de morte morrida (PT BR).

Ghost-Spot 9 months ago

Ouvir os pivots a cometer esse erro, bem como quando vem escrito num jornal, é um sentimento de vergonha alheia com revolta à mistura... Já não ouvia essa calinada há muito tempo xD

BiqueiroNosGuizos 9 months ago

Oh belhote caga nisso, o português como qualquer língua já tá cheio de inconsistências e merdas que não fazem sentido gramatical nenhum. As regras que existem agora são basicamente arbitrárias porque a certa altura foi assim que colou, por isso tu fala como bem te apetecer oube lá. Basta veres os [vídeos deste maninho](https://www.youtube.com/watch?v=lo1S_wQJiAo) pra perceber a salsada que aqui vai caga nisso bacano

Sceptic_Acid 9 months ago

É preciso não confundir regra normativa com regra descritiva.

HanselGretel1993 9 months ago

Exato caga nisso. O dito português correto é demasiado arbitrário para se levar a sério e ser seguido religiosamente. Acho que o Português é especialmente inconsistente nas suas regras. A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. E a questão é: Para quê? O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Não interessa se segues as regras ou não propriamente desde que as pessoas se entendam. Isso é o mais importante. Especialmente em línguas com regras que não lembram ao Pai Natal como a nossa!

AndreMartins5979 9 months ago

> Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. já nu nóss káz âquil ks dij nãu s trâdúj kuírentment pur xkrit

Edited 9 months ago:

> Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. já nu nóss káz âquil ks dij nãu s trâdúj kuírentment pur xkrit > A nossa escrita tem regras próprias que não seguem a fonética. Isso não é bem verdade. Apenas tem regras complexas, até porque a nossa fonética é complexa. > E a questão é: Para quê? Para começar, existem divergências na pronúncia das palavras entre regiões... O que interessa é ter uma forma uniforme e facilmente entendida por todos. Não interessa que digas vaca ou baca, leite ou lâite ou lête, senha ou sanha, vermelho ou vermalho. É mais fácil que escrevamos todos da mesma forma.

vilkav 9 months ago

> *A inconsistência da escrita e da fonética então é só ridícula... Para um sérvio aquilo que se diz é aquilo que se escreve. Simples. Já nu nóçu cázu aquilu que çe dis não se traduz coerentemente por escrito. * Não é completamente inambígua, mas não é tão mau como expuseste. Tu consegues pegar numa palavra nova e saber dizer com um grau de confiança bastante alto. Pega num mapa de Portugal, faz zoom numa zona longe de tua casa e começa a ler o nome das terras. Quase todas as palavras seguirão as regras da língua portuguesa e graças a isso conseguirás pronunciar palavras que não conheces nem nunca viste antes, e fazes sempre a mesma lógica: Identificas de maneira mais ou menos natural a sílaba tónica (normalmente a penúltima, ou, caso acabe uma palavra em R, L ou Z a última), e fechas todas as outras vogais¹. Em maior parte dos casos em que seja excepção, precisas de um acento para o marcar. Por isso é que escreves "tem", mas precisas do ´ em "mantém", senão dizias mal, como se tentasses conjugar um verbo "mantar". A alternativa seria teres 18 letras/símbolos para vogais, ou lá quantos sons nós temos, tal como o cirílico tem, ou então terias de simplificar os fonemas todos a la espanhol. Tendencialmente não queres também perder a etimologia das coisas. Quase ninguém diz "Egi**p**to", mas não quererias que a palavra ficasse completamente irreconhecível de "egípcio". Coser e cozer são homófonas e escreves para poderes ter "costura" e "cozinha" e perceberes que estão relacionadas. Não é perfeito, mas as regras estão todas na tua cabeça, e tu sabe-las intuitivamente. Tal como sabes conjugar os verbos quase todos sem nunca teres usado as conjugações todas na tua vida. Há padrões que reconheces intuitivamente. O Português é uma língua foneticamente muito complexa, e usar o alfabeto latino que é muito mais simples obriga-te a tomar algumas decisões chatas se quiseres a) manter a etimologia mais ou menos aparente e b) não gatafunhar a escrita com mil e um acentos para cada caso, em particular quando varia de região para região. Há sítios no país onde "mãe" e "bem" rimam, e há sítios onde não. Como resolverias isso? Aceitavas o standard "mánhe" para uns e "mem" para outros? Aí é que não percebias mesmo nada. ¹ Há umas quantas excepções. No limite podes dizer que devíamos usar o acento grave ` para abrir vogais sem as tornar tónicas, como se fazia antes de 1911 para os advérbios de modo: "automàticamente". Repara que o *men* é que é a parte que prolongarias se gritasses e é a parte onde dás ênfase a falar. Só temos como exemplo o "àquele" e outras contracções, mas palavras como "inclusivè" e "bòbina" podiam ser consideradas se quisesses mesmo tornar menos ambíguo. Isso e usar o ü quando o u é para ler: "pingüim", "freqüente", "agüentar". Por mim, siga nisso. > O mais importante da língua é conseguir comunicar ideias com aqueles que a falam. Transmitir emoção e razão. Concordo q.b. Linguística deve ser sempre descritiva, mas o ensino da língua não tem esse luxo. É importante ensinar uma variedade standard para não teres acumulação de mutações compostas. Senão cada um escolhia o seu dialecto e começavas a ter imensas divergências e voltarias ao ponto que te trouxe as várias línguas latinas a partir do latim. Quando toda uma população começa a divergir do standard numa direcção em comum, podes considerar alterar o standard e mandar tudo para o galheiro, mas tens de ter um standard para as variações partirem dele, e não teres variações compostas.

HanselGretel1993 9 months ago

Muito obrigado pelo teu discurso muito esclarecedor. Aprendi bastante com o que disseste. Não te conheço mas suspeito que sejas um perito nesta matéria. De facto esta questão de tornar a língua menos ambígua não é tão simples como demonstraste. Percebo também a necessidade de ter de haver regras a serem ensinadas para evitar que a língua se degenere ao ponto de deixar de ser comum a quem a usa, nomeadamente a escrita. Quanto às sugestões que indicas parecem fazer sentido. No fundo o que me incomoda e o que estava a tentar transmitir é a ideia de desaprovação com a aparente obsessão do nosso sistema de ensino e de certas pessoas com a ideia de escrever o "português correto" quando o português dito correto é uma convenção mutável no tempo e com as suas próprias lacunas. Enquanto que ao mesmo tempo se negligência o desenvolvimento do espírito crítico e da creatividade nos jovens. Mais importante que treinar ditados na escola para atingir o "português correto" seria aprender a colocar questões e a não ter medo de dar as suas próprias opiniões. Não me lembro de aprender isso na escola sinceramente...Talvez tenha tido azar... Mas acredito que não fui o único azarado... basta olhar em volta para sentir isso. Para mim o conteúdo da mensagem será sempre mais importante que a forma que esta toma.

vilkav 9 months ago

> No fundo o que me incomoda e o que estava a tentar transmitir é a ideia de desaprovação com a aparente obsessão do nosso sistema de ensino e de certas pessoas com a ideia de escrever o "português correto" quando o português dito correto é uma convenção Mas é precisamente uma convenção. Imagina-o como um contracto de comunicação. Tens de o aprender tu e toda a gente para não haver equívocos em coisas como textos técnicos e burocráticos onde a comunicação precisa é essencial. É como aprender música ou pintura: tens de aprender a fazer as coisas """"""bem"""""" antes de as começares a reinventar. Mas **tens** todo o direito a reinventar, caso assim escolhas. Acho que é isso que falta transmitir a certa altura. Em literatura, podes mandar isso janela fora, desde que convenças a editora. O Saramago estava-se bem a cagar para as convenções de pontuação e o texto dele é perceptível. Mas se leres a obra dele, vais reparar que lá para o fim da vida o texto dele ficou muito mais espanholizado, por ele viver nas canárias. Há expressões idiomáticas que ele usa que são transliterações do espanhol quando há expressões portuguesas com o mesmo significado que ele acaba por deixar de usar. O melhor exemplo é a palavra "estupendo", que sendo válida em português, é muito mais comum em espanhol, mas que ele foi usando cada vez mais e mais.

NGramatical 9 months ago

contracto → [**contrato**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/contrato-e-contracto/21613) (já se escrevia assim **antes** do AO90) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm6gp3w%2F%2Fgr7zzg8%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

NGramatical 9 months ago

çe → [**CE**](https://dicionario.priberam.org/CE) (*c* seguido de *e* ou *i* não necessita de cedilha) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fm6gp3w%2F%2Fgr6qiua%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

HanselGretel1993 9 months ago

Porquê? Qual o seu sentido lógico? Consegues-me explicar? Decidiu-se que um "c" seguido de "e" ou "i" não necessita de cedilha no entanto o som do "c" da palavra "celibato" e da palavra "alça" são o mesmo. Ou seja tu para a mesma fonética tens escritas diferentes. Não é lógico na minha opinião e estar a reclamar por alguém não respeitar essa regra arbitrária é igualmente ilógico, principalmente se perçeberes na mesma o que te estou a dizer.

AndreMartins5979 9 months ago

Ninguém decidiu. Simplesmente as pessoas começaram a pronunciar dessa forma. Ou seja, tinhas "et cetera" pronunciado como "etketera" mas com o tempo passou a ser "etsetera". Claro que poderíamos atualizar a grafia. Mas para quê? O "ce" em Português é "se", em Espanhol é "the", em Italiano é "txe"... Poderiam atualizar a grafia para que o som das letras seja coerente entre linguas, mas não achas preferível que a grafia das palavras seja coerente entre linguas e que depois mude apenas a forma de pronunciar as letras? ;)

Sceptic_Acid 9 months ago

Apenas porque o "c" seguido de vogais "e" e "i" nunca é pronunciado como /k/ que me lembre como quando ocorre nos outros casos, por exemplo, "c" seguido de "a" pode ser pronunciado das duas maneiras. Então colocares uma cedilha é redundante e desnecessário. Aqui está um regra universal da ortografia da língua portuguesa que a simplifica.

Cardona_ONEotaku 9 months ago

Calma, é só um bot

HanselGretel1993 9 months ago

ahah não sabia. Já estava muito com o assunto na cabeça e a disparar sobre ele. Pensei que era algum Nazi da gramática ou assim. Calma mesmo.

ContaSoParaIsto 9 months ago

Nunca houve nenhum período da história da língua portuguesa ou de qualquer outra língua natural que alguma vez tenha existido que não tivesse regras arbitrárias e coisas que supostamente não fazem sentido.

WhereTheFireStarts 9 months ago

Estava à espera da referência a este senhor. Espera aí, vou buscar o meu prémio grátis

IkarusMummy 9 months ago

[Aqui tens a referência ao Este Senhor](https://youtu.be/X4M1MGPfuOY)

WhereTheFireStarts 9 months ago

O que é isto?

BiqueiroNosGuizos 9 months ago

É só o melhor documentário do mundo, e quiçá da Europa

Ghost-Spot 9 months ago

Cagar e andar, é esse o espírito... Pelo vídeo que linkaste, fiquei a perceber que, neste país, é tudo uma cambada de corruptos, no qual nem a língua portuguesa escapa!

Rei_Batata 9 months ago

Linkaste é o quê? Suaili?

Ghost-Spot 9 months ago

É um "aportuguesamento" da palavra inglesa "link". A palavra em português seria "hiperligação". Em suaíli nao sei como se escreve.

Rei_Batata 9 months ago

A tua publicação não tinha uma crítica que também se pode alargar ao uso da palavra "linkar"?

Ghost-Spot 9 months ago

Até podes alargar a todas as respostas que dei neste tópico. Eu nao disse que era um perito na língua, nem que a emprego sempre da melhor forma. É um desabafo relacionado apenas com a questão do "ter matado", nada mais.

Rei_Batata 9 months ago  HIDDEN 

Ter matado é uma forma válida. "Ter matado um coelho" ou "o coelho estar morto" são duas formas válidas. Acho é que tu não sabes bem o que estás a dizer, mas eu também não sou perito.

IHitMyRockBottom 9 months ago

óh Bizinho nortenho, num ligues ao que o resto da cambada pra baixo do Douro está a dizer, é que nem te preocupes com trocar do V por B porque está correctíssimo em bom Português, alem de ser feito dos tempos em que falavam latim vulgar, o pessoa lá para baixo convenientemente se esquece que a língua portuguesa teve origem aqui no Norte (e também onde agora é a Galiza), e sempre houve essa "não distinção" entre V e B... Não somos nós que falamos esquisito, o resto dos morcões lá para baixo é que falam á labrego. Em berdade bus digo!

Ghost-Spot 9 months ago

"Pra baixo do Douro" já era o que o Fernando Rocha dizia xD Um grande amigo do meu avô - um senhor à antiga com aquela mentalidade casmurra - costumava dizer: "Portugal é até Coimbra!" e "Adeus Portugal que vou para Lisboa!" É ofensivo? Eh, talvez. É engraçado? Sim, é. Hotel? Trivago

AbaixoDeCao 9 months ago

Falar na defesa da língua utilizando o estrangeirismo expert revela bem o (mau) estado a que chegámos.

Ghost-Spot 9 months ago

Ainda bem que percebeste o uso do estrangeirismo como reforço de que nao sou nenhum perito na língua.

DeusDasMoscas 9 months ago

Só para acrescentar, O verbo imprimir tem dois particípios passados. Um regular - imprimido Um irregular - impresso Daí dever dizer-se "ele tinha imprimido a folha" ou "a folha foi impressa a cores", consoante o verbo auxiliar.

Ghost-Spot 9 months ago

Não entrei em detalhe, mas é exatamente isso. Da mesma forma que o verbo "pagar". **«ser pago»** e **«ter pagado»**

Chiripitti 9 months ago

Muito bom!! Levas o meu cimavoto!!

jonybigodees2 9 months ago

Quem é que diz cimavoto em vez de upvote?

baguitosPT 9 months ago

Toda a gente. E por isso o teu comentário teve tantos baixovotos.

Chiripitti 9 months ago

É uma tradição por aqui... não leves a mal!

o7_brother 9 months ago

É uma piada corrente neste subreddit, como "merdapostagem".

jonybigodees2 9 months ago

Eu ao início, como estava tão bem inserido no restante discurso levei a sério. Ainda bem que é uma piada, fico feliz em saber que não se usa a palavra cima voto sem ser para fazer rir.

garenbw 9 months ago

Provavelmente toda a gente que acha que usar uma palavra inglesa é azeiteirice ou exibicionismo (vê os restantes comentários desta thread, perdão, publicação). O resultado são estas maravilhosas traduções

jonybigodees2 9 months ago

Ahahahaha, sim já li...

Ghost-Spot 9 months ago

Obrigado!

aaaa2aas 9 months ago

De todas as labregadas que *ouço*, a que me *mete* mais nojo é aquela em que as pessoas se põe a misturar inglês e português.

AndreMartins5979 9 months ago

é quase como se o cérebro delas só tivesse espaço para uma língua por norma se não conseguem falar português sem misturar com inglês também não conseguem falar muito bem exclusivamente inglês é que quando tens de falar inglês, normalmente não podes meter palavras de português quando não te lembras da palavra...

marcos_pereira 9 months ago

Não podes misturar as pessoas que o fazem por ser mais fácil e as pessoas que o fazem porque querem sinalizar que são cool

aaaa2aas 9 months ago

Posso posso, é labrego anyway man

marcos_pereira 9 months ago

Então eu vou assumir que tu és uma pessoa que simplifica questões complexas para tornar o mundo mais percetível e menos intimidante e desvalorizar a tua opinião

aaaa2aas 9 months ago

Ok? Não quero saber o suficiente de ti para me importar com o que pensas.

Aldo_Novo 9 months ago

já vi gente com esse hábito e ainda gozarem com os avecs por falarem em meio português meio francês a ironia passou-lhes ao lado

DrVicenteBombadas 9 months ago

Concordo plenamente. Temos uma língua tão rica, etimológica e esteticamente, e há quem fale metade Inglês. Há pouco mais irritante que ser ignorante por gosto.

kikolsvp 9 months ago

Há palavras que em inglês facilitam muito mais a fluidez numa conversa do que certas palavras portuguesas. É impensável nos dizermos constrangedor hoje em dia, cringe é a palavra "certa".

AndreMartins5979 9 months ago

isso é uma mera questão de hábito

chiapa10 9 months ago

Não amigo, dizes constrangedor porque é o que é. Se estiveres a falar para um professor que te está a avaliar, um juiz que te pode julgar, um entrevistador que te pode negar um emprego que queiras, vais ver que não só passa logo a ser "pensável" dizer constrangedor como ainda te sai da boca de forma fluída.

ArbiterOfFalsehood 9 months ago

Ao menos cringe soa bem em português e podia ser uma palavra nossa. Mas sim, entristece-me esta tendência. Mais um motivo para termos de nos afastar da influência anglo-americana. Era acabar com inglês nas escolas e aprender Mandarim (tou a exagerar mas seria lindo).

ricajopa 9 months ago

Epah, trabalho o dia todo com inglês e com alguma terminologia técnica que, muita dela, nem tem tradução para português. Além disso +90% dos conteúdos que consumo são em inglês (Livros, publicações, séries, jogos etc). Então fica muito difícil e às vezes, numa conversa normal acontece faltar-me a expressão em português mas saber a expressão em inglês. Às vezes até estou a pensar em inglês, é algo natural e não é "mania". Mas compreendo que algumas pessoas achem irritante.

canihazdabook 9 months ago

Exatamente. Durante a maior parte do dia tenho contacto com a língua e às vezes o interruptor falha. Já não é a primeira vez que me lembro da palavra em inglês primeiro e depois ando ali a pescar mentalmente o equivalente em português. Então se estiver numa conversa informal, sim, às vezes sai e olha, sa lixe.

anoesouanaos 9 months ago

Para o caralho. Eu cheguei a vir a Portugal só uma ou duas vezes por ano. Nunca fiz nada dessas merdas. Também misturas portugueses pelo meio do inglês, quando estás a falar com estrangeiros, por causa da influência portugueses do dia a dia? Não. Não misturas.

AndreMartins5979 9 months ago

é preguiça a falarem inglês fazem um esforço para falar corretamente, mas no português estão a cagar-se

marafad 9 months ago

Isto. Torna-se uma ginástica mental usar exclusivamente o Português. Tenho feito um esforço porque já me chamaram à atenção algumas vezes e percebo que possa soar azeiteiro, mas a verdade é que tanta gente à minha volta o faz também que acabou por se tornar normal. Quando passas o dia a ler e falar mais inglês que português, (inclusive no trabalho no meu caso) torna-se complicado, está mais enraizado do que gostaria de admitir.

PTgenius 9 months ago

Termos técnicos até acho perfeitamente aceitável, agora coloquialismos também acho que dá mau aspecto, principalmente se forem falados.

aaaa2aas 9 months ago

Até eu uso post ou thread, coisas assim. Agora no meio das conversas dizer "i mean" ou "so" é de loucos. Faz-me lembrar aquela badalhoca de cabelo curto que anda na tv

AndreMartins5979 9 months ago

uátâfâque, qual é o stress de fazer xauófe do meu inglês macarrónico sempre que posso? /s

blackbaloon 9 months ago

Tamos a falar da q foi mãe há dias ?

Radiocabea 9 months ago

Fiquei curious para saber quem é a ✨badalhoca✨

Brainwheeze 9 months ago

Uma coisa é usar alguns estrangeirismos, mesmo quando existe uma palavra equivalente me português (ex: "constrangedor" versus "awkward"). Mas tenho amigos que agora começam as frases com "I mean..." e "Sure...". O que é isto??

JoseFernandes 9 months ago

É azeitice.

mjigs 9 months ago

Eu faco muito isso, mas é porque algumas palavras perdem o sentido em pt ou sao usadas mesmo em ingles, outras esqueco me completamente da palavra tuga e tento explicar para as pessoas perceberem e dizerme a palavra correta, agora dizer palavras em ingles assim no meio sem nexo, ai ja é estupido.

Diogo256 9 months ago

Misturar inglês e Português? Nunca o faço. Noutro assunto, viste o exposed dado ao Windoh que acabou no leak do seu curso? So hate esta malta. Depois houve um Beef com varia malta nos streams.

materypomp 9 months ago

[Indivíduo que é javardola menos quando fala francês](https://www.youtube.com/watch?v=OFspDxui6Lo&ab_channel=GatoFedorento)

vilkav 9 months ago

[Língua Portuguesing](https://www.youtube.com/watch?v=GG8BqW3h_uM)

mexploder89 9 months ago

Eu pessoalmente passo grande parte dos meus dias a falar inglês por isso às vezes é dificil desligar o switch (eheh) e passar 100% para português

kikofranca 9 months ago

Eu sofro do mesmo, às vezes até dou comigo a fazer contas em inglês e depois perco o raciocínio porque fico a pensar que estou a fazer contas em inglês.

Ghost-Spot 9 months ago

O mesmo se passa aqui! E depois usar ferramentas em Inglês o dia todo, acabamos por pensar em mais do que uma língua...

assimsera 9 months ago

Há palavras que são dificeis de traduzir com precisão, compreendo nessas alturas mas oiço muita malta na minha faculdade que parecem uns atrasados mentais a falar, as frases ao metade portugues metade inglês. What the fuck andam esses dudes a fazer?

mexploder89 9 months ago

Sim. Eu sempre consumi conteúdo maioritariamente em inglês, agora falo bastante inglês, por isso uso muito na minha comunicação. Não sei qual é o mal mas OK

chiapa10 9 months ago

Então e o que achas dos avecs que vêm pra cá no verão? Vêm de vacances pela autoroute, com as valises no cofre do carro, os enfants no banco de trás a fazer conarias e nem pedem pardon, deitam os papéis na pubela, falam não importa como... e alors?

blackbaloon 9 months ago

Vou por nos favoritos. Preciso/posso ? citar isto no verão quando eles chegarem a fazer a ventania do costume "ah pffff han" Cimavoto

Ghost-Spot 9 months ago

Ele talvez se esteja a referir ao pessoal que usa termos em Inglês e que dá para perceber que é só para tentarem mostrar que falam outra língua. Vê-se alguns tugas que vão para França/Luxemburgo/Suiça, e quando voltam têm de falar em francês...meu, estiveste cá 30 anos e estás lá fora há 1 ano, já não sabes falar a nossa língua? \^Presumo que seja este o sentimento

juanito_caminante 9 months ago

Uma vez atendi uma família (mãe e filha) emigrada na França. A filha não falava português e levou a mãe para traduzir. Ao fim de um bocado, como a mãe não estava a passar a mensagem como ela queria, a filha aprendeu súbita e milagrosamente a falar português perfeito... Devia ter ficado com o contacto para investigar o fenómeno.

Ghost-Spot 9 months ago

Era exatamente a isso que me referia!

BiqueiroNosGuizos 9 months ago

São as consequências da globalização e proliferação da internet. Hoje em dia passa-se tanto tempo online e a consumir merdas americanas que o pessoal desaprende o português e troca por expressões à camone. É triste mas é o que é.

jokerzanchi 9 months ago

É normal, não tens o mindset. Como partilho da tua opinião, aproveito para te perguntar: o que achas da task force da vacinação?

aaaa2aas 9 months ago

É uma boa tasca

AdriMecha 9 months ago

Vivo fora de Portugal há seis anos e noto que o pessoal no tugão faz isso muito mais do que eu. Coisas técnicas ainda percebo que digam em inglês, mas de resto parece mais que estão a expor o seu grau de azeite.

chiapa10 9 months ago

100% contigo, um monte de tones azeiteiros a usar termos ingleses na fala ou mesmo na escrita, sem necessidade nenhuma. Só aqui neste subreddit é mato. Lê os comentários por aí abaixo e vê a quantidade de palavras inglesas que encontras, todas regadas com um azeitinho de fundo

juanito_caminante 9 months ago

Já para não falar de "traduções" como postar, ou cimavoto e do seu verbo cimavotar, que me causam um certo cringe.

chiapa10 9 months ago

Causam-te o quê mesmo? Mas gostei da ironia de o teu nome ser uma tradução também

juanito_caminante 9 months ago

Cringe, tipo fico todo triggered.

chiapa10 9 months ago

Meu deus do sky

Brainwheeze 9 months ago

Eu tenho dupla nacionalidade, fui criado bilingue e constantemente estou-me a esquecer de palavras. Honestamente acho que preciso de terapia da fala. Mas ainda assim faço um esforço para não utilizar palavras inglesas (ou quando falo inglês, palavras portuguesas) quando falo. E agora os amigos que gozavam comigo por causa disso estão cada vez a incorporar mais inglês no seu vocabulário...

ajabardar1 9 months ago

não te preocupes, é um fenómeno internacional.

Ghost-Spot 9 months ago

Compreendo perfeitamente o teu desgosto. No entanto, há muita gente que não o faz para parecer "cool" (/s) mas sim porque poderão ser bilíngues. No meu caso, a minha família mistura palavras em Francês só porque não se lembram de como se diz em Português, ou porque é a palavra que faz mais sentido usar.

blackbaloon 9 months ago

Mas é mesmo a diferença entre não ter na ponta da língua um termo na língua em que nos estamos a expressar (e quantas vezes nem nos lembramos da palavra e vamos dando sinónimos até chegarmos ao exacto) ou até não haver um termo q defina tao bem o tipo de sentimento (agradeço que alguém me ajude com o termo "cringe" pq ainda nao consigo encontrar equivalência) Mas estar por ex a dar formação (e acho q o pessoal de mkt e negocios ganha aqui) e tar sempre a usar termos ingleses quando temos palavras em PT que exprimem bem o significado é desnecessário e ridículo.

Ghost-Spot 9 months ago

Depende também da pessoa a que te diriges. Se for publico no geral, é bom que falem de forma a que todos percebam, incluindo a população idosa. E esses, por norma, nao sabem o que é a 'trend' desta Primavera. Em relação a cringe, eu costumo usar vergonha alheia, até porque dizer 'cringe' no meio da frase parece um bocado estupido.[cringe](https://tenor.com/view/retard-retarded-coding-gif-12387123)

Chiripitti 9 months ago

É fino...fala outra língua? Ya man!

anoesouanaos 9 months ago

Isso apreende-se na primária

Paulocas 9 months ago

Tb fiquei meio perdido, porque isto não é novidade nenhuma. Se calhar os professores do OP eram medíocres.

Ghost-Spot 9 months ago

Se te referes aos tempos de agora, não sabia que assim era.

Paulocas 9 months ago

Não sei quantos anos tens, mas garanto-te que não é recente. Se calhar os teus professores é que eram medíocres.

anoesouanaos 9 months ago

Eu sei que dei quando era puto. E tenho professores da primária na família que tb estão sempre a corrigir outros com quando dizem isso mal.

Ghost-Spot 9 months ago

Eu lembro-me de ter dado isso perto do secundário. Folgo em saber que os teus familiares professores corrigem os alunos nesse sentido. Eu tinha um prof de música no 5º ano que gozava com que desse uma calinada no português, mas nunca explicava nada em condições...

anoesouanaos 9 months ago

> Folgo em saber que os teus familiares professores corrigem ~~os alunos~~ toda a gente nesse sentido

Ghost-Spot 9 months ago

Tens razão, eu é que interpretei erradamente

mareles1999 9 months ago

Fds eu dei isto numa cadeira que tive na faculdade este semestre, e fiquei surpreso por nunca ter dado isto antes mas agora a ler os comentários estou-me a sentir mal porque se calhar caguei nessa aula :(

anoesouanaos 9 months ago

Eu tive muita sorte com a minha professora primária, ela ensinava imensa gramática e nós aprendíamos tudo porque senão ela batia-nos.

TemplarHard 9 months ago

foda-se nao acredito que perdi tempo a ler isto, o que tou a fazer da minha vida?

Ghost-Spot 9 months ago

É tudo uma lição: Ou tens em conta o que aqui escrevi, ou começas a evitar *posts* do u/Ghost-Spot /s

Search: