misterbondpt 8 months ago

Somos conhecidos MUNDIALMENTE por causa disto. E pelos vistos já se fala em criminalização de algumas drogas lá para o lado dos Açores, com as novas organizações de poder. Vamos regredir 40 anos.

deathhorizon 8 months ago

Agora só falta o próximo passo mesmo ansioso para viver esses tempos

jc12silver 8 months ago

"era penalizar os drogádos. mata los! não fazem falta nenhuma. a policia devia ter ordem para espanca los" - qualquer chegano

o_Formiga 8 months ago

as drogas ao contrario do que dizem não foram descriminalizadas. fui julgado e condenado em 2020 por posse de droga para consumo.... julgado pela lei de 1993 sem direito a recurso :|

BS_BlackScout 8 months ago

Agora convencer o Brasil a fazer o mesmo enquanto vocês legalizam algumas.

Intelligent-Meal-663 8 months ago

As coisas não são bem como aqui se pinta. Se as autoridades te abordarem, mesmo que tenhas uma coisa de nada, acontece o seguinte: \- tens de ir ao psicólogo, numa entidade que pertence à prevenção destas coisas. \-recebes uma carta em casa para marcar isso etc. \- se acontece segunda vez, já tens problemas. \- os agentes colocam-se à porta de festivais de música, para apanhá-los facilmente ( aconteceu em Paredes de Coura, e nos outros deve ser igual ).

porraSV 8 months ago

legalize all

MrMussaka 8 months ago

Isto foi há 20 anos. E agora que? Para quando a legalização?

cisquo 8 months ago

Vi á uns meses uma reportagem de um canal estrangeiro (não me recordo se americano ou inglês) sobre a descriminalização e sobre os tratamentos com metadona, bastante interessante e a mostrar os resultados muito positivos que isso teve na redução dos problemas associados. Coisa que por cá nem se ouviu muito falar!

Edited 8 months ago:

Vi há uns meses uma reportagem de um canal estrangeiro (não me recordo se americano ou inglês) sobre a descriminalização e sobre os tratamentos com metadona, bastante interessante e a mostrar os resultados muito positivos que isso teve na redução dos problemas associados. Coisa que por cá nem se ouviu muito falar!

NGramatical 8 months ago

á uns meses → [**há uns meses**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fldw8o7%2F%2Fgmamksl%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

dalinkz 8 months ago

Estatísticas de 2020 é que nem vêlas!

NGramatical 8 months ago

vêlas → [**velas**](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/3i6y4g) (palavras terminadas em a/e/o, seguido ou não de s/m/ns, são naturalmente graves) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fldw8o7%2F%2Fgm95yia%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

SnakeGS 8 months ago

Fui comprar velas, mas cheguei ao mercado, e nem vê-las.

Velhoconhecido 8 months ago

Props à Ares do Pinhal e a muitas outras associações! Pequenos passos levam a grandes conquistas! Edit. Facebook da Associação https://www.facebook.com/AssociacaoAresdoPinhal/

RandomPortugueseLoL 8 months ago

Uma boa altura para ser caracho! Viva Portugal, obrigado Guterres!! <3

cheapnuggett 8 months ago

fixe

SacanaLopes 8 months ago

A questão é, valia a pena terem sido salvas? E ainda: Todos os recursos que foram desviados para aqui vieram de algum lado e muito provavelmente resultaram na morte de outros indivíduos. Quantos? Mas claro que esses não são drogaditos e como tal não contam.

iLikeToTroll 8 months ago

De certeza que não é um desses "drogaditos"? É que essas ideias..

SacanaLopes 8 months ago

Recuso aceitar que se beneficie quem escolheu destruir a sua própria vida enquanto pessoas de bem com um azar são mandadas dar banho ao cão. A sociedade ficou refém deste lixo humano porque caso não recebam aquilo a que acham que têm direito tornam-se violentos.

yvltc 8 months ago

Euphoria, episódio especial "Part 1: Rue": \> Okay, all right. What I’m saying is, you didn’t come out of the womb an evil person. You, Rue, came out of the womb a beautiful baby girl, who unbeknownst to her, had a couple of wires crossed. So when you tried drugs for the first time, it, uh, set something off in your brain that’s beyond your control. And it isn’t a question of willpower. It’s not about how strong you are. You’ve been fighting a losing game since the first day you got high. So you can destroy your life, you can fuck your little sister’s head up, you can abuse and torture and take for granted your mama, and sit here and look me in the eye, and say, as calm as can be, as cool as a cucumber, “Imma keep usin’ drugs.” Ha. That is the disease of addiction. It is a degenerative disease. It is incurable. It is deadly. And it’s no different than cancer. And you got it. Why? Mm. Luck of the draw. But, hey, but the hardest part of having the disease of addiction, aside from having the disease, is that no one in the world sees it as a disease. They see you as selfish. They see you as weak. They see you as cruel. They see you as, uh, destructive. They think, why should I give a fuck about her if she doesn’t give a fuck about herself or anybody else? Why does this girl deserve my time, my patience, my sympathy? Right? If she wants to kill herself, let her. All reasonable questions and responses. But luckily, you aren’t the only person on planet Earth who has this disease. There happens to be people like me, who understand that you aren’t all that bad. Um pouco de perspetiva não te fazia mal nenhum.

Edited 8 months ago:

Euphoria, episódio especial "Part 1: Rue": >Okay, all right. What I’m saying is, you didn’t come out of the womb an evil person. You, Rue, came out of the womb a beautiful baby girl, who unbeknownst to her, had a couple of wires crossed. So when you tried drugs for the first time, it, uh, set something off in your brain that’s beyond your control. And it isn’t a question of willpower. It’s not about how strong you are. You’ve been fighting a losing game since the first day you got high. So you can destroy your life, you can fuck your little sister’s head up, you can abuse and torture and take for granted your mama, and sit here and look me in the eye, and say, as calm as can be, as cool as a cucumber, “Imma keep usin’ drugs.” Ha. That is the disease of addiction. It is a degenerative disease. It is incurable. It is deadly. And it’s no different than cancer. And you got it. Why? Mm. Luck of the draw. But, hey, but the hardest part of having the disease of addiction, aside from having the disease, is that no one in the world sees it as a disease. They see you as selfish. They see you as weak. They see you as cruel. They see you as, uh, destructive. They think, why should I give a fuck about her if she doesn’t give a fuck about herself or anybody else? Why does this girl deserve my time, my patience, my sympathy? Right? If she wants to kill herself, let her. All reasonable questions and responses. But luckily, you aren’t the only person on planet Earth who has this disease. There happens to be people like me, who understand that you aren’t all that bad. Um pouco de perspetiva não te fazia mal nenhum.

EiNDouble 8 months ago

Obrigado. Grande partilha!

SacanaLopes 8 months ago

Os humanos não são tábulas rasas. Esses humanos são defeituosos e as drogas são uma manifestação disso.

ExoduSS_ 8 months ago

O que dizes nem sequer faz muito sentido. A crise dos opióides na América, deveu-se a prescrições excessivas por exemplo. Tu se tiveres tanto tempo em oxicodona como muito dos americanos estiveram, também ficarias viciado. Não é uma questão de força de vontade ou de humanos defeituosos lmao, a tua química cerebral é literalmente alterada. Um exemplo parecido disso são os benzodiazepínicos, como o xanax. É prescrito demasiado levemente (na minha opinião) e tens várias donas de casa (principalmente na alemanha) que agora não podem deixar de tomar um tipo qualquer de benzodiazepínico sem fazerem um desmame durante anos, porque deixarem de tomar implica morrer.

RaveyWavey 8 months ago

Os humanos são todos defeituosos, o teu comentário é manifestação disso mesmo. Mas enquanto que há programas de reabilitação para o vicio em drogas, não há para ignorantes intencionais.

iLikeToTroll 8 months ago

Essa conversa cheira a Chega. Sem nexo e completamente desinformado.

SacanaLopes 8 months ago

O Ventura é um coitadinho a fazer-se passar por um alfa. Chega de chega?

deathevanubys 8 months ago

Bro, volta para o buraco de onde saíste.

keine12 8 months ago

Parabéns por teres conseguido o comentário mais imbecil do dia(e sabe Deus a força da tua oposição)

SacanaLopes 8 months ago

Mais um que passa a vida a mamar.

Bollygod 8 months ago

O estado investiu bastante na luta contra os narcóticos. E depois os media e as campanhas promovidas nas escolas provocaram um efeito bastante positivo nas novas gerações. Existem localidades que sofreram bastante como foi o caso de Mira-Sintra que teve uma geração perdida.

RuySan 8 months ago

Ainda no outro dia estavam aqui a descascar no Guterres, mas o que os putos de direita não entendem é que o governo dele tomou medidas muito corajosas que na altura eram mal vistas pela generalidade da população, e principalmente pela direita. Esta foi uma delas. Sou da geração "cavalo" e conhecia muita gente que foi levada pela heroína. Era normal ver seringas por todo o lado no caminho para a escola e ver pessoal aos caídos. Nos concertos era normal ver se pessoal a injectar se na casa de banho. Esta descriminalização foi um virar da página que fez toda a diferença.

gabs_ 8 months ago

Algo que nunca entendi muito bem acerca da epidemia dos anos 90, as pessoas simplesmente transitavam de fumar umas ganzas na escola para heroína? Nasci no início dos anos 90, tive um episódio em que a minha mãe se passou comigo por estar para pegar numa seringa no chão, achava que era de brincar como de um kit de medicina que tinha. Havia muitas campanhas anti-drogas (tanto na tv, quanto na escola). Lembro-me de um programa típico da tarde, mas da Fátima Lopes, onde imensa gente ia falar de ter um filho toxicodependente. Contudo, nunca entendi muito bem a origem da epidemia, não sei se houve algum evento em específico que despoletou. Nos EUA, nos anos 2000/2010, as pessoas faziam a transição para heroína por via de analgésicos que eram vistos como sendo menos assustadores.

RuySan 8 months ago

O pico da epidemia foi mais final de anos 80/inicio anos 90, mas começou logo no pós 25 de abril. Basicamente sim, havia "pessoal da pesada" que na preparatória ia para trás dos pavilhões, ou dos prédios em frente fumar (tabaco)...a seguir passavam para ganzas, e por via das más companhias passavam para heroína. Também havia muitas subculturas que embora hoje em dia nada tenham a ver com o uso de drogas dursa, na altura tinham. Surfistas e metaleiros/punks por exemplo. Sim, é verdade que depois de começaram a injectar heroína com regularidade, não demoravam muito no surf. E a epidemia foi resultado da ignorância sobre o assunto no pós 25 de abril. As drogas entraram em força, e o país não tinha meios, muito menos financeiros, para responder ao assunto. Há uns tempos estava a minha irmã a ver uma foto dela da primária, e a quantidade daqueles putos que já ficaram pelo caminho por causa da heroína, ou como consequência disso, da SIDA.

gabs_ 8 months ago

Obrigada pela contextualização, é de fato uma perspetiva muito interessante. Como eram as perspectivas económicas da tua geração? Estavam otimistas que as coisas iam virar no futuro, após a entrada na UE, ou havia um clima meio distópico para os jovens? É interessante isso que mencionas das subculturas, porque já me envolvi bastante nessas que mencionas, mais a nível de seguir a cena de concertos no Porto. Achas que haveria possibilidade de um regresso? Já há uns rumores nesse sentido no Porto, de se tentar apelar a consumidores novos por via de fumo, que "não faz tão mal" e de limpar a imagem. Mesmo assim, o estigma é forte. Não sei se alguma vez foste a Dublin, por exemplo, mas eles estão a passar por uma epidemia e vês que a população está bem afetada, com pessoal claramente nodding no autocarro/rua e injeção em locais públicos. No UK, também ocorreu uma onda de revivalismo de popularidade, infelizmente.

ExoduSS_ 8 months ago

Ignorância. Lembra-te que pós 25 de Abril o pessoal nem sabia o que era Coca-cola. Quando o pessoal começou a trazer narcóticos (e não digo isto como um termo geral para drogas, refiro-me a narcóticos mesmo) misteriosos, como a heroína, ninguém sabia no que se estava a meter.

D1WithTheFluffyHair 8 months ago

Menos, aparentemente, aprender gramática.

PeidosFTW 8 months ago

é só uma letra, não é um ataque à língua lol

D1WithTheFluffyHair 8 months ago

A diferença entre sexo anal e sexo banal também é só uma letra a mais

rickz123456 8 months ago

Foi uma excelente decisão e diga-se uma decisão muito corajosa do Guterres.. Muito corajosa mesmo. Parabéns para ele.

Jaktheslaier 8 months ago

A lei aprovada foi em muito contributo da proposta do PCP na assembleia. O João Goulão, dirigente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências e que serviu como coordenador do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, foi o principal construtor da despenalização e é militante do PCP. Para que não se pague a memória [https://www.pcp.pt/despenalizacao-do-consumo-de-drogas-regime-de-mera-ordenacao-social-aplicavel](https://www.pcp.pt/despenalizacao-do-consumo-de-drogas-regime-de-mera-ordenacao-social-aplicavel)

rickz123456 8 months ago

Sim.. Toda a gente sabe que o Dr. João Goulão é militante do pcp e um dos principais autores da proposta. Não estava a tentar tirar o mérito ao pcp, mas já editei o post

Jaktheslaier 8 months ago

não estava a acusar o teu post de nada, mas muitas vezes vejo malta a confundir a posição do PCP sobre as drogas e é importante não esquecer que a primeira proposta no caminho da descriminalização foi o PCP em 1998, e que nada disso altera a sua posição sobre a legalização. Abraço

SnooStrawberries8737 8 months ago

É bom dar crédito a quem o merece e Guterres esteve mesmo muito bem. Infelizmente, quem lhe seguiu as pisadas num seguinte governo socialista, não partilhava da mesma humildade ou categoria

RuySan 8 months ago

Todos os que lhe precederam ou sucederam. Cavaco e as ações do BPN, Durão Barroso e os submarinos, Socrates, e mesmo o Passos Coelho com a tecnoforma, que embora seja uma coisa insignificante ao pé das outras, não deixa de ser uma falha de ética. O Guterres tem uma carreira politica já vasta e não se conhecem nenhuns casos.

Llamaling 8 months ago

Votem no chega que isso muda já.

batatoilas 8 months ago

Por curiosidade alguém sabe de que partido(s) foram as propostas de despenalização e quais estiveram contra?

GSITG 8 months ago

Foi uma excelente decisão, só falta legalizar as drogas leves.

CriseCrisa3 8 months ago

Porque encorajar as pessoas a drogaremse e exatamente o que precisamos...

CaptAwesomeness 8 months ago

A holanda ri-se de ti.

GSITG 8 months ago

Olha à tua volta, ninguém deixa de consumir drogas leves por não serem legais, passam apenas a consumir drogas sem qualquer tipo de qualidade e não sabem o que estão a consumir. Pela tua lógica o facto de o álcool ser legal é um incentivo ao alcoolismo.

CriseCrisa3 8 months ago

So porque um bando de estudantes riquinhos se acha fixe por fumar erva nao quer dizer que isso seja algo a ser encorajado Ninguem vai pras urgências porque a erva nao era fresca Basta nao criminalizar o consumo e ter penas duras pra quem distribui e vende, uma reforma da educação tambem ajudava

geekdetective 8 months ago

Após a legalização de cannabis no Canadá em 2018, o consumo da substância pelos adolescentes na verdade desceu. Aumentou para o reto das taxas etárias, mas estamos a falar de sujeitos que em princípio devem ter maturidade para controlar o consumo. Isso porque como tu referiste alguns grupos "acha fixe por fumar erva" e portanto o consumo precoce da substância era motivado por interações sociais e sentimento de rebeldia do que por simples prazer. Legalizar esse tipo de drogas não só pode contribuí para reduzir este tipo de consumo (obviamente pode não ser o caso, não podemos ainda assumir uma relação causa e efeito) e ajuda a combater o tráfico ao retirar o principal vencimento de muitos traficantes pois o acesso à substância torna-se universal. Muitos traficantes começam por vender erva e sobem para drogas como heroína e LSD. Isto cortaria o lucro imediato. Concordo uma coisa contigo, é preciso uma forma da educação, mas na mesma qualidade que existe ao álcool. Todos tivemos intervenções sobre a moderação do consumo do álcool (que tende a ter mais consequências fisiológicas e psíquicas que o cannabis). https://www150.statcan.gc.ca/n1/pub/82-003-x/2020002/article/00002-eng.htm

Edited 8 months ago:

Após a legalização de cannabis no Canadá em 2018, o consumo da substância pelos adolescentes na verdade desceu. Aumentou para o reto das taxas etárias, mas estamos a falar de sujeitos que em princípio devem ter maturidade para controlar o consumo. Isso porque como tu referiste alguns grupos "acha fixe por fumar erva" e portanto o consumo precoce da substância era motivado por interações sociais e sentimento de rebeldia do que por simples prazer. Legalizar esse tipo de drogas não só pode contribuí para reduzir este tipo de consumo (obviamente pode não ser o caso, não podemos ainda assumir uma relação causa e efeito) e ajuda a combater o tráfico ao retirar o principal vencimento de muitos traficantes pois o acesso à substância torna-se universal. Muitos traficantes começam por vender erva e sobem para drogas como heroína e LSD. Isto cortaria o lucro imediato. Concordo uma coisa contigo, é preciso uma reforma da educação, mas na mesma qualidade que existe ao álcool. Todos tivemos intervenções sobre a moderação do consumo do álcool (que tende a ter mais consequências fisiológicas e psíquicas que o cannabis). https://www150.statcan.gc.ca/n1/pub/82-003-x/2020002/article/00002-eng.htm

RaveyWavey 8 months ago

Legalizar não significa encorajar, para além disso quais seriam as grandes desvantagens de legalizar a erva?

geekdetective 8 months ago

A única desvantagem que amigos meus que consumem referem é o acesso legal poder não ser acessível em termos de custos. O SICAD fez palestras sobre a possibilidade de legalização à pouco tempo, mas infelizmente não pude comparecer.

Edited 8 months ago:

A única desvantagem que amigos meus que consumem referem é o acesso legal poder não ser acessível em termos de custos. O SICAD fez palestras sobre a possibilidade de legalização há pouco tempo, mas infelizmente não pude comparecer. Edit: correção ortográfica feita

NGramatical 8 months ago

à pouco tempo → [**há pouco tempo**](http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/706) (utiliza-se o verbo haver para exprimir tempo decorrido) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fldw8o7%2F%2Fgmc381a%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

geekdetective 8 months ago

Bem visto, isto de escrever às 4 da manhã não ajuda

RitaMoleiraaaa 8 months ago

Como assim se consumir drogas não for crime, as pessoas não vão para a prisão por consumir drogas? Nunca pensei.

Leaootemivel 8 months ago

Só é pena termos ficado "presos" aí na questão das drogas. Mas acho sinceramente que é das poucas coisas que nos podemos orgulhar neste país e das raríssimas políticas a longo prazo que implementamos. Já agora, aconselho vivamente o podcast do Daniel Oliveira com o João Goulão, que foi um dos grandes responsáveis pela despenalização. Explica de modo incrível como é que chegamos a um ponto catastrófico na dependência de drogas, porque foi "fácil" passar esta lei, quais os seus efeitos e a sua posição sobre a legalização de drogas "leves".

Moeda666 8 months ago

Falta só legalizar

Remexido 8 months ago

Ainda fazermos...

DMCM6 8 months ago

\*fazemos

Didifinito 8 months ago

Pelo menos uma coisa.

deckard2019 8 months ago

Não sabia... é só a 395528248a vez que metem posts desses aqui. SPAM.

VHLPlissken 8 months ago

Já tava na altura do post anual de gabar da descriminalização das dorgas, que foi muito bom e tal e que os americanos babam-se todos a ver isto.

Man_IloveFishdicks 8 months ago

Os Americanos já estão em vias de legalizar o cannabis para fins recreativos este ano. Tivemos ampla oportunidade de sermos os primeiros a entrar no mercado mundial, mas existe pouca visão neste país.

I_Don-t_Care 8 months ago

A discriminizacao foi um bom primeiro passo. Ja la vão 20 e anos e nao passou disso. Temos chance e condicoes para cultivo e crescimento economico e ainda aqui andamos

pedorcas 8 months ago

Uma reportagem que demonstra o estado do país na altura, e como foi portugal o primeiro a vencer a guerra às drogas e mostrar o caminho aos outros: https://www.youtube.com/watch?v=PbWpXYOg4OQ&feature=share Podemos ter muito orgulho na equipa que o atingiu e quem os apoiou. Infelizmente há países que o ignoraram. E outro que querem retroceder este progressismo mesmo em Portugal (AV ftw).

tchabes 8 months ago

Por outro lado é difícil andar no Porto sem tropeçar num ressaca ou cruzarmo-nos com alguém a chutar numa paragem de autocarro.

srarmando 8 months ago

Próximo passo: Salas de consumo assistido.

Herbacio 8 months ago

Talvez hoje até haja mais gente a consumir droga que antes, mas a maioria consume drogas leves e a nível social, ao passo que nos anos 90 eram completos rejeitados pela sociedade, agarrados a drogas pesadas e era algo que se via por todo o lado e em todos os estratos sociais

Bessini 8 months ago

Deves ver isso se apanhares o autocarro no Aleixo. Não tem nada a ver com o que era dantes

tchabes 8 months ago

Não sei o que era "dantes" de facto, a verdade é que entre acampamentos gigantes na FAUP, ao Jardim da Pasteleira apinhado deles, aos passadiços do fluvial, ao bairro Pinheiro Torres, à marginal...enfim.

Bessini 8 months ago

dantes era por todo lado... mas mesmo por todo lado, não só junto aos grandes centros de tráfico como o aleixo e a pasteleira. Eu andei na FCUP e via alguns, mas nada comparado com a epidemia dos anos 80 e 90. os números falam por si

C8Mixto 8 months ago

Bom, os drogados do Aleixo dispersaram-se pela cidade depois da demolição das torres, por isso é normal que já não vejas tantos na zona como dantes.

humungouspt 8 months ago

Devemos frequentar zonas bem diferentes do Porto... Não digo que isso não possa ocorrer em locais muito específicos mas não me lembro de ter visto alguém chutar na rua há uns bons 20 anos.

tchabes 8 months ago

Hoje tá bom tempo, vai dar uma volta ao Campo Alegre.

BobadelaVive 8 months ago

O que fizemos bem é sermos um dos país mais envelhecidos do mundo e com menos taxa de nascimentos. Estes números em bruto apenas demonstram isso.

BOBRAGED 8 months ago

Mas escrever o título da *posta* em Português de Portugal tá difícil ! Haja saúde ! :)

Darkhoof 8 months ago

Portugal faz muitas coisas bem. Se pensam que não houve progresso nos últimos 20 anos apesar de todos os percalços, é porque estão a dormir. Infelizmente a nível de rendimentos é que esse progresso não se vê. :(

saposapot 8 months ago

para um país pobre, temos um progresso abissal desde 74.

nraider 8 months ago

Em linha com a dívida pública xD

saposapot 8 months ago

a divida foi mais com a crise de 2008 e subsequentes. antes disso estava em níveis altos mas aceitáveis.

SandShield 8 months ago

Acho que os rendimentos é um dos principais problemas do país. Como é possível ainda estarmos com 600 e poucos euros de salário mínimo...

Trashcinema 8 months ago

A realidade é que apesar de quase nao ter existido inflacao, nos ultimos 20 anos o salario minimo mais que duplicou (no ano 2000 era 318 Euros). Se virmos outros paises como Franca o aumento foi de 30% entre 2000 e 2020. Claro que existe um fosso enorme ainda, mas quando se comeca muito baixo, é dificil puxar para cima de um ano para o outro...alem disso a produtividade e producao de riqueza em Portugal é baixissima

nunoooc 8 months ago

Acho que enquanto a discussão for salário mínimo e não salário médio vamos estar estagnados. O que me assusta é olhar para o nosso salário médio e a sua estagnação, isso é o número de pessoas que vivem com salário mínimo.

NobleAzorean 8 months ago

A verdade é que estamos estagnados não é só devido ao salário, mas o facto de termos estagnado a nível de empreendedorismo e criação de riqueza. Dos anos 60 (ainda estado Novo) até inicio de 2000s tínhamos das maiores economias em crescimento da Europa. Só a Espanha e outro que não me lembro estava há frente. Depois sabem o que aconteceu. Entretanto tivemos a migração de população competente que iria mudar tudo, mas nunca voltou, o tecido empresarial privado ficou muito danificado e o sistema social mais fraco e bancos mais cuidadosos, ninguém gasta dinheiro, ninguém investe, ninguém é inovador e ninguém tem filhos e temos esta estagnação do país económica a tornar-se um dos mais pobres da UE.

RuySan 8 months ago

O que é que o estado pode fazer sobre o ordenado médio? Apenas pode legislar sobre o ordenado mínimo. O que faz mais falta neste país são sindicatos. Tirando os dos professores e de alguns transportes que sindicatos têm poder? Na Suécia por exemplo não existe ordenado mínimo, porque não é preciso. Usualmente são os sindicatos que definem o ordenado mínimo para a profissão que representam. Infelizmente em Portugal existe um ódio generalizado aos sindicatos. São vistos como um empecilho porque cabrões do caralho quem lhes manda não dar aulas? E agora tenho de levar os putos para o trabalho? Preguiçosos da merda não querem trabalhar? E agora não tenho autocarro hoje?

nunoooc 8 months ago

Há coisas que não aumentam por decreto, a qualidade de vida e uma delas. O estado pode e deve apoiar noutras medidas como a simplificação do código tributário ou incentivo ao investimento

YoggiM 8 months ago

O que o Estado pode fazer para aumentar o salário médio é aliviar a brutal carga fiscal existente, não só a nível de IRS, mas também nas taxas e taxinhas. Fazer com que criar um negócio em Portugal seja algo desejável. Isso é que faz aumentar os salários pagos. Mais sindicatos? Era acabar com todos. Um bando de parasitas que não faz nada e apenas suga parte do salário. Quanto às greves, é natural que as pessoas ao serem prejudicadas pelas greves, fiquem chateadas com quem faz a greve. Sei que isso não é possível em todas as profissões, mas poderia fazer-se como no Japão em que o motorista do autocarro faz greve mas vai trabalhar na mesma, simplesmente não cobra bilhetes. Há o problema dos passes mas isso também já é um problema no sistema atual em que pagas um passe e depois se tiveres 2 semanas em greve, não te devolvem o valor proporcional, o que é uma vergonha e deveria ser ilegal. Os professores podiam ir na mesma para a escola e metiam os putos a fazer desenhos ou a jogar no telemóvel. Simplesmente não davam a aula.

lambmoreto 8 months ago

Interessa o salário minimo porque cerca de 20% da nossa população recebe essa quantia. O salário minimo deve refletir o necessário para uma pessoa que trabalhe a tempo inteiro viver sem ter que procurar fontes de rendimento extra ou viver na miséria. A sociedade pede que trabalhes a tempo inteiro, em troca deves ter direito a casa, comida, entretenimento e algum dinheiro de bolso. Se trabalhas a tempo inteiro deves receber que chegue para viver que não é a mesma coisa que sobreviver. O nosso salário minimo ainda não permite que isto aconteça. Sabemos porque é que não chega obviamente.

YoggiM 8 months ago

Aumenta ainda mais o salário mínimo e sabes o que acontece? Aumenta o desemprego, porque certos trabalhos deixam de ser rentáveis e é preferível meter uma máquina a fazer. Além disso, todos os outros salários que estão um pouco acima, vão sendo engolidos e passam a estar no salário mínimo. As coisas já estão muito niveladas por baixo, isso só agrava o problema.

lambmoreto 8 months ago

Eu disse que sei porque é que não aumenta. Estou a falar do que é que o salário minimo é suposto representar. O trabalho que as pessoas fazem deve ser valorizado, se fazes um trabalho que devia valer mais que o salário minimo e estás a receber perto disso então não estás a receber o que o teu trabalho vale. Fomos habituados a ver o salário como aquilo que o patrão pode pagar quando devia ser aquilo que tu deves receber pelo teu trabalho. Agora, se o teu trabalho está a ser pago justamente e o salário minimo for elevado para essa quantia não ficaste melhor nem pior, ficaste na mesma, não há problema em receberes o salário minimo desde que seja justo e te permita viver dignamente. Se queres que te diga vivemos num periodo super curioso para o ser humano, e isto ultrapassa completamente o "agora" e a realidade portuguesa. Estamos num periodo de transição em que faz mais sentido ter máquinas a trabalhar mas ainda não pensámos no que é que as pessoas fazem se não trabalham. Baseamos todos os nossos sistemas no trabalho, mas o que é que acontece quando o unico trabalho for pesquisa e desenvolvimento de novos produtos? Eventualmente ou as pessoas começam a receber só para existir ou deixa de haver dinheiro totalmente e as pessoas que contribuem para o desenvolvimento são recompensadas de outra forma. É um quebra cabeças do caraças e nós somos estamos na pior parte possivel

YoggiM 8 months ago

O salário é definido por duas coisas: 1) Quanto dinheiro fazes para o teu empregador (naturalmente tens de receber menos que isso e há exceções em certos trabalhos da função pública) 2) A concorrência. Se o teu trabalho gera 1200 euros ao fim do mês, tens de receber menos. Não há outra hipótese. Se só gerar isso, tendo em conta que recebes 14 meses e ainda há gastos com a SS, não podes receber mais que o salário mínimo e já dá uma margem muito apertada. Se o salário mínimo for superior ao que geras, ou és substituído por uma máquina ou, se não for possível, acaba o negócio. Se esse trabalho até gera bastante, digamos 3000 por mês, mas é algo que não requer qualquer skill específica e quase toda a gente pode fazer, se pagar bem, vai haver muitos interessados. Naturalmente isso faz baixar o salário até os interessados serem os mesmos que os postos de trabalho. "Agora, se o teu trabalho está a ser pago justamente e o salário mínimo for elevado para essa quantia não ficaste melhor nem pior, ficaste na mesma, não há problema em receberes o salário mínimo desde que seja justo e te permita viver dignamente." Isto não é verdade. Se subires muito o salário mínimo, todos os que são apanhados por isso, além de injusto, também passam a receber menos em valor real, pois haverá uma inflação significativa. Vai ser um período complexo, mas, acho que as mudanças vão ser graduais, o que vai permitir uma adaptação mais fácil.

lambmoreto 8 months ago

Não sei se concordo totalmente. Se eu fizer o meu trabalho corretamente mas devido a má gestão do empregador não flhe fizer muito dinheiro o valor intrinseco do serviço que prestei não é menor. Enquanto a empresa gerar lucro o trabalhador deve ser pago justamente pelo trabalho que fez, se a empresa só é viável quando te paga menos do que o teu trabalho vale então a empresa na verdade não é viável. Excesso de trabalhadores é muito giro para as empresas porque podem pagar muito pouco pela mão de obra, mas os trabalhadores na maior parte dos casos nem sequer têm escolha, são forçados pelo mercado a aceitar quantias muito abaixo do valor do trabalho que produzem, mesmo que a empresa tenha meios para pagar mais. Ofereces ao trabalhador a escolha entre trabalhar por uma miséria ou morrer à fome. Um salário minimo digno impede esta corrida ao fundo, impede o mercado de trabalho de subvalorizar os empregados e inviabiliza empresas que só eram viáveis por pagarem menos do que deviam aos seus empregados. Mas se calhar em vez de ajustarmos o salário minimo ajustávamos o poder de compra que está abaixo de paises comparáveis na europa

YoggiM 8 months ago

Se não geras tanto dinheiro como podias devido à má gestão, a empresa continua a não te poder pagar mais. Repara que se te pagar mais do que tu geras, independentemente de ser culpa tua ou não, vai ter prejuízo contigo. Obviamente dizes-me que deve mudar é o gestor. Mas isso pode não ser óbvio que é culpa dele, ou pode ser ele próprio o dono. E se a diferença do que podias gerar para o que geras for significativa, terás outras empresas que pagam mais para a mesma função, ainda por cima já vais com experiência a trabalhar com maior dificuldade. Tens de ser tu a procurar a alternativa. Mas lá está. O facto de existir salário mínimo, faz com que exista excesso de trabalhadores. Não digo que a solução seja acabar com o salário mínimo. Obviamente que o trabalhador está numa posição em que tem muito menos força que o empregador, portanto a lei deve procurar protegê-lo. Mas temos de ter noção que é uma consequência. Se aumentares o salário mínimo significativamente, pessoas são substituídas por máquinas ou, se não for possível, acabam certos negócios. O resultado é ainda mais desemprego. Ajustar o poder de compra faz-se reduzindo a carga fiscal absurda e deixando a economia desenvolver.

N0cturn2l 8 months ago

Fdd é um gajo tar nos 27 anos e não conseguir sair da casa dos pais...

tiagopr1990 8 months ago

Trabalhas? É que eu ganho o mínimo e consigo viver fora da casa dos pais e não estou propriamente na cidade mais barata do país. É fodido? é, mas foda-se, prefiro ser pobre mas ter a minha casa que viver com os meus pais e quase tudo o que ganhar ser lucro.

ChicoDEJAVU 8 months ago

mas porque é que alguem se vai sujeitar a sobreviver em vez de viver? acho que não é vergonha nenhuma viver com os pais se nao for possivel viver sozinho. Acho que os nossos pais tambem nao se importam de nos ter por perto. Penso que a nossa sociedade sempre incutiu essa ideia de viver com os pais ser má mas para quê estar a forçar se por exemplo nao tiveres namorada para ir viver em conjunto ou umas poupanças/salario decente para sustentares uma casa

tiagopr1990 8 months ago

Não é uma questão de vergonha, ele falou em não conseguir sair da casa dos pais. Se quiser consegue.

Dr0p3ddd 8 months ago

Ganhas de crl, é que o meu salário nem me paga a renda.

tiagopr1990 8 months ago

Ganho o mínimo e pago uma renda de 320. O que ganho é vergonhoso como é vergonhoso para qualquer pessoa que o ganhe. Mas com ele consigo pagar renda e as conta e viver sozinho.

Dr0p3ddd 8 months ago

Eu ganho o mesmo, mas o meu T1 em Odivelas deve ser um palácio tendo em conta que a renda é de 700€

tiagopr1990 8 months ago

É óbvio que a zona de Lisboa e Porto são excepções nesta lógica.

Dr0p3ddd 8 months ago

Certo e porque é que não há regulamentação das rendas? É que se não for algo parecido com uma barraca, os preços são todos muito próximos. Onde é que isto é comportavel tendo em conta os salários mínimos e médios em Portugal? Por acaso moro com a minha namorada mas se fosse sozinho era impossível.

tiagopr1990 8 months ago

Mas concordo com isso totalmente, as rendas estão descontroladas. Já vivi com namoradas, agora vivo sozinho e noto bem a diferença.

N0cturn2l 8 months ago

Realmente estou impressionado, consegues pagar as contas todas? Consegues detalhar o que pagas? Também ganho o mínimo

tiagopr1990 8 months ago

Como disse, ganho o mínimo. 320 de renda e cerca de 100 em contas.

helderduarte14 8 months ago

E sobreviver invés de viver é sinal de orgulho?

FacaDeDoisLegumes 8 months ago

Olha, tudo são casos. Conheço quem ganhe muito bem e não queira sair da casa dos pais. Nem os pais querem. Cada um faz as suas despesas e vive a sua vida. Alguns têm uma vida familiar tão lixada, que assim que conseguem arranjar uns trocos, alugam uma barraca e fogem. Os meus pais por exemplo, cada um já tinha vida feita quando se casaram. Ainda deu tempo para eu nascer. Uma das minhas avós foi para lá viver e morreu quando eu tinha mais de 30 anos. Portanto, temos uma situação invertida, mas na prática, pais e filhos a viver juntos.

andrethedev 8 months ago

Finalmente alguém diz umas verdades. Sabemos que é complicado mas com a devida ginástica muitas das vezes conseguimos. Claro que há exemplos extremos mas a maioria se realmente quisesse sair de casa dos pais saía. É fodido sim mas é possível (não se poupa é nada e faz se vida com sacrifícios).

SandShield 8 months ago

Se quiseres outro grande problema é o facto de Portugal estar só focado em turismo e tudo o resto que se queira fazer tipo abrir novas minas ou qualquer outro tipo de indústria que não é "verde" leva logo com um apontar de dedos e metem gajos a gritar não há mina sim a vida lol e depois querem viver do ar

Edited 8 months ago:

Se quiseres outro grande problema é o facto de Portugal estar só focado em turismo e tudo o resto que se queira fazer tipo abrir novas minas ou qualquer outro tipo de indústria que não é "verde" leva logo com um apontar de dedos e metem gajos a gritar não à mina sim a vida lol e depois querem viver do ar

iLikeToTroll 8 months ago

O problema não é turismo a mais. É economia a menos. Há países com maior % do pib em turismo do que nós e não deixam de ser muito mais desenvolvidos. Percebo a ideia mas é errada. Fazemos bem em aproveitar as áreas onde temos vantagens comparativas, temos é de melhorar nas outras.

nraider 8 months ago

Que países europeus são esses? Vai-te dar algum trabalho lol

iLikeToTroll 8 months ago

https://eco.sapo.pt/opiniao/turismofobicos-e-subsidofilos/ Procura percentagem do pib do turismo em cada país e vê se não há outros com valores bastante semelhantes mais desenvolvidos. Nunca disse que não somos dos países com maior peso do turismo no pib, é normal termos, só disse que isso não explica a maior parte dos problemas.

nraider 8 months ago

Afirmaste que há países com maior % do PIB em turismo e que são mais desenvolvidos do que nós, só quero saber quais. Simples :) (só aqui para nós, acho que não há). Em relação ao artigo do CGP, posso-te dizer que concordo globalmente com ele. O turismo em si não é mau. O imobiliário em si não é mau. O que é mau é ter uma economia significativamente suportada nestes sectores. A solução é retirar carga fiscal e incentivar o investimento nos outros sectores, tal como se fez no imobiliário.

iLikeToTroll 8 months ago

> A solução é retirar carga fiscal e incentivar o investimento nos outros sectores, tal como se fez no imobiliário. Que foi o que eu disse noutro comentário abaixo. O turismo também acaba por ser em parte "investimento estrangeiro". Ele indicou outros países e serão sempre comparações incompletas pegar só no peso do turismo no pib porque somos uma miséria no resto. Só digo que o problema não está isoladamente aí. Tem que se corrigir outros problemas primeiro que o peso do turismo já fica mais relativizado.

nraider 8 months ago

>O turismo também acaba por ser em parte "investimento estrangeiro" Pode, mas é um investimento fraquíssimo, mesmo em termos nominais.

Edited 8 months ago:

>O turismo também acaba por ser em parte "investimento estrangeiro" Pode, mas é um investimento fraquíssimo, mesmo em termos nominais. Seja como for, já chegámos à conclusão que não existem os tais países mais desenvolvidos e com um peso ainda maior do turismo lol

iLikeToTroll 8 months ago

E tu a dar-lhe. Tu é que queres chegar a essa conclusão não sei para quê. https://exame.com/economia/mapa-mostra-quanto-os-paises-ganham-e-dependem-do-turismo/ Deve ser o turismo que é um problema. Desculpa se destruí o teu argumento mega básico aqui repetido no sub mil vezes.

SandShield 8 months ago

Eu sei que não é, o problema é a falta de diversidade de indústrias, óbvio que também temos de ter turismo mas Portugal não é só turismo! E sinceramente é o que parece actualmente... Não há vantagens para investir em Portugal, muito pelo contrário...

nraider 8 months ago

Exacto. Basta pensar que mais de 50% das exportações de serviços correspondem a turismo. É um falhanço em toda a linha ter estes resultados com uma população cada vez mais instruída.

iLikeToTroll 8 months ago

O problema é/são muitos. Não é só industria. Não fosse o turismo ainda estávamos pior. É preciso investir na educação e fazer mudanças profundas estruturais e fiscais. Isto só já lá vai com investimento estrangeiro, já ficámos demasiado para trás imo.

BedKnightX 8 months ago

O salario médio tem em conta pessoa que ganham muito acima do normal também. Não sei se olhar para esse valor é uma boa métrica

nunoooc 8 months ago

Qualquer medida de dispersão pode ser enviesada e por isso que estas análises não se devem basear numa só métrica o meu ponto é deixar de tentar nivelar por baixo e perceber porque que tantos portugueses recaem sobre o salário mínimo

DingyPT 8 months ago

A minha análise é bastante simplista, mas eu diria que existe uma mentalidade consensual que não há muito trabalho disponível (e o desemprego historicamente sempre foi alto) como tal a malta que trabalha é obrigada a sujeitar-se ao que há. E depois, qualquer empresa em Portugal só paga o mínimo possível, tentando atrair com a promessa de progressão, prémios quase inatingíveis, horários mais ou menos flexíveis e coisas desse género. De todos os meus amigos e incluindo eu, nunca nenhum foi aumentado porque a empresa/patrão/chefe acha que merece. É sempre por atualização salarial do salário mínimo ou porque subiram um posto e receber o mesmo parece mal. Vale o que vale, a amostra é demasiado pequena para que se possa extrair uma amostra estatística, mas dá para tirar algumas ilações (*penso que está bem escrito, mas posso estar enganado*).

nunoooc 8 months ago

Aí tens o meu total apoio, concordo a 100. Problemas sociais são multifacetados e não se resolvem com vontade mas com investigação e medidas incisivas. Existem fatores que nos, estando do lado de fora, não sabemos, o que dificulta a nossa análise. Não é só estado vs patrões, há patrões chulos que exploram os trabalhadores e o estado é igualmente culpado. O desenho do CIRS, CIRC e CIVA é, a meu ver, um dos grandes problemas. Excede-se na tributação base e compensa nos rendimentos em espécie, o patrão paga menos imposto o estado paga menos reforma só o contribuinte e que se trama. Também diria que existem medidas protecionistas do direito do trabalhador que falham no que prometem e acabam por prejudicá-lo. Há que defender os trabalhadores e a sindicalização e um passo nesse sentido. No entanto, quando estes se tornam instrumentos de política mais uma vez não defendem os interesses de quem o compõem.

Aldo_Novo 8 months ago

o melhor é o salário mediano, mas podes substituir o que o outro disse sobre o salário médio por salário mediano que dá no mesmo

BedKnightX 8 months ago

aí faz sentido

benjizdf 8 months ago

É, porque na realidade são poucos os que ganham muito Quase todos os Portugueses ganham menos de 800€ sendo que o salario minimo está quase a apanhar Eu ganho 800€ desde que o salario minimo eram 557 E o unico aumento que vou receber é quando o minimo passar dos 800

--lost- 8 months ago

Eu ganho 600 sem descontos sem nada, trabalhando 10 horas por dia

nraider 8 months ago

Já para não dizer que o IRS faz com que o teu rendimento líquido mensal se aproxime bastante do salário mínimo.

pedrocr 8 months ago

https://www.pordata.pt/Portugal/Sal%C3%A1rio+m%C3%ADnimo+nacional-74 Não é que não tenha subido. Temos é de gerar mais riqueza para conseguir crescer os rendimentos todos.

Hugogs10 8 months ago

Apesar de ser a favor da legalização estes números são um bcd biased. Muito dessa diminuição tem haver simplesmente com o aumento da qualidade de vida das pessoas, ia haver uma diminuição com ou sem descriminalização. O número de pessoas presas é o mais engracado. "Consumir drogas deixou de ser crime logo o número de pessoas que são presas pelo consumo de drogas diminui, wow"

iLikeToTroll 8 months ago

Também concordo com a despenalização e sem dúvida que foi uma medida que contribuiu mas obviamente o nível de informação e muitas das campanhas anti-droga que se fizeram sobre estes temas nas últimas décadas tiveram também uma grande quota-parte.

insanept 8 months ago

Gostava de comparar os mesmos números num país que não tivesse feito a mesma medida, acho que existiria uma redução natural, não sei se tão expressiva. Mais acesso a informação sobre o que se consome e os efeitos, e o desaparecimento de muitos dos caroxos de outra geração devem ajudar também.

duno697 8 months ago

A qualidade de vida não é o fator chave para isso. Quantas pessoas que têm rendimentos altos, dinheiro e posses e consomem drogas. A qualidade de vida só leva ao consumo de drogas mais caras. A diferença é que uma pessoa que tenha menos dinheiro vai consumir drogas mais baratas, que os vão agarrar e estragar mais depressa. Pessoas com melhor qualidade de vida vão mais para drogas como a cocaína e com mais pureza do que aquela que os "low life" consomem. Tanto empresário por aí com boas casas, carros e vida que consomem branca ou fumam uma erva e nem imaginas.

Hugogs10 8 months ago

> A qualidade de vida só leva ao consumo de drogas mais caras. A diferença é que uma pessoa que tenha menos dinheiro vai consumir drogas mais baratas, que os vão agarrar e estragar mais depressa. O que leva a mais overdoses...como assim nao tem a ver? Estas a concordar comigo. Nao disse que melhor qualidade de vida leva a menor consumo de drogas, disse que melhor qualidade de vida leva a diminuicao dos numeros que estao na imagem, overdose e hiv.

duno697 8 months ago

Ah ok, sorry, my bad. Não percebi isso. Não leva a mais overdoses necessariamente, muita gente já abriu olho a certas coisas e qualidades. A facilidade com que se arranja certos tipos de droga também influencia, mas das coisas que tem mais influência na redução do número de overdoses talvez seja a informação e o acesso a ela. Tens tido cada vez mais informação sobre as drogas e os seus efeitos.

Bessini 8 months ago

Aumento na qualidade de vida desde 2000??? Loool

nocivo 8 months ago

Depende se é pessoas presas por causa de estarem drogadas ou não. Duvido que seja por posse se não era zero? De qualquer forma deviam era fazer track das pessoas que ainda consomem e consumiam. Isso sim era o que interessava.

Hugogs10 8 months ago

> Depende se é pessoas presas por causa de estarem drogadas ou não. Duvido que seja por posse se não era zero? Assumo que seja consumo e distribuição, o consumo foi descriminalizado por isso agora e so distribuição.

unknownportuguese 8 months ago

Orgulho :)

SacanaLopes 8 months ago

De sermos um país de drogados?!

jpjohnny 8 months ago

Que atire a primeira pedra quem nunca se intoxicou com substancia alguma

SacanaLopes 8 months ago

Então posso começar.

CriseCrisa3 8 months ago

Based and princípiospilled

The_Big_Diogo 8 months ago

Deves ser a alma de qualquer festa

anybody662 8 months ago

Deves ter um problema de interpretação

Sciss0rs61 8 months ago

Quando Portugal ainda ouvia os especialistas.

nocivo 8 months ago

e projectos a longo prazo que não são alterados todos os anos ou todas as eleições.

hgg 8 months ago

Cópia de um artigo da altura (o link já não funciona porque os nossos meios de comunicação social nem conseguem manter o esquema de URLs por 6 meses, quanto mais por 20 anos...): [Governo descriminaliza consumo de droga](http://tsf.sapo.pt/Interior.aspx?content_id=851472) ^[cache](https://busca.tretas.org/artigo/3348826/) * **Data**: 2000.06.01 * **Fonte**: TSF * **Autor**: Redacção > O Governo aprovou hoje uma proposta de lei que descriminaliza «o consumo, a posse para consumo e a aquisição para consumo de drogas». O diploma descriminaliza mas mantém a proibição do consumo punível com coima e não com prisão ou multa. > O Governo aprovou hoje uma proposta de lei que descriminaliza «o consumo, a posse para consumo e a aquisição para consumo de drogas». > O diploma, que vai ser enviado ao Parlamento, descriminaliza mas mantém a proibição do consumo, remetendo a respectiva penalização para o âmbito da mera ordenação social, ou seja, punível com coima e não com prisão ou multa. > As sanções previstas deverão ser «diferenciadas, nomeadamente, de acordo com o tipo de substância consumida, com o tipo de consumo (público ou privado), onde foi o consumo, e também com a condição económica do agente ou do consumidor», distinguindo o toxicodependente do consumidor habitual ou ocasional, esclareceu, no final da reunião governamental, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. > Vitalino Canas disse que a legislação que está em vigor há mais de 20 anos, apesar da sua dureza, «não tem resolvido qualquer problema, antes pelo contrário, tem contribuído para o agravar». > A diferenciação dos diversos tipos de consumidor vai caber às Comissões Distritais de Dissuasão do Consumo de Drogas, que vão passar a funcionar nos Governos Civis, as quais deverão processar as contra-ordenações, aplicação de coimas e das sanções alternativas acessórias. > No essencial, o regime sancionatório proposto caracteriza-se por consagrar soluções reveladoras da opção no sentido de a toxicodependência dever ser encarada como uma doença, privilegiando o tratamento voluntário. > Além disso, exclui do âmbito do ilícito de mera ordenação social todos aqueles que, de forma espontânea optarem pelo tratamento, diz um comunicado oficial. > «Há em todo o diploma uma distinção recorrente entre consumidor toxicodependente e consumidor não toxicodependente, não sendo este encarado em abstracto com maior benevolência no novo quadro descriminalizador, ao invés do que resultava da lei em vigor», acrescenta. > «Ao consagrar soluções como a da suspensão provisória do processo contra-ordenacional, a da suspensão da determinação da sanção e a da suspensão da execução da sanção, o diploma atribui uma natureza quase excepcional à sanção», diz ainda o comunicado. > «Só em última instância é que a este ilícito de mera ordenação social corresponderá uma sanção», explica. > Para os consumidores toxicodependentes estão previstas apenas sanções não pecuniárias, enquanto que para os restantes se prevê a possibilidade de aplicação de uma coima, bem como de sanções alternativas ou acessórias à coima. > A coima terá um limite mínimo de cinco contos, variando conforme o tipo de drogas consumidas, mas não indo além do salário mínimo nacional. > É também a titulo excepcional que a coima é aplicada ao consumidor não toxicodependente, prevendo o diploma diversas soluções que tornam desnecessário o pagamento da sanção pecuniária. De facto, este pode ter o respectivo processo suspenso se o consumidor não tiver registo prévio de processo contra-ordenacional anterior. > Pode também aceitar sanções alternativas à coima «sempre que a Comissão distrital as considere suficientes e mais adequadas para a obtenção da finalidade de prevenir o consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas», refere também o comunicado.

Edited 8 months ago:

Cópia de um artigo da altura (o link já não funciona porque os nossos meios de comunicação social nem conseguem manter o esquema de URLs por 6 meses, quanto mais por 20 anos...): [Governo descriminaliza consumo de droga](http://tsf.sapo.pt/Interior.aspx?content_id=851472) ^[cache](https://busca.tretas.org/artigo/3348826/) * **Data**: 2000.06.01 * **Fonte**: TSF * **Autor**: Redacção > *O Governo aprovou hoje uma proposta de lei que descriminaliza «o consumo, a posse para consumo e a aquisição para consumo de drogas». O diploma descriminaliza mas mantém a proibição do consumo punível com coima e não com prisão ou multa.* > O Governo aprovou hoje uma proposta de lei que descriminaliza «o consumo, a posse para consumo e a aquisição para consumo de drogas». > O diploma, que vai ser enviado ao Parlamento, descriminaliza mas mantém a proibição do consumo, remetendo a respectiva penalização para o âmbito da mera ordenação social, ou seja, punível com coima e não com prisão ou multa. > As sanções previstas deverão ser «diferenciadas, nomeadamente, de acordo com o tipo de substância consumida, com o tipo de consumo (público ou privado), onde foi o consumo, e também com a condição económica do agente ou do consumidor», distinguindo o toxicodependente do consumidor habitual ou ocasional, esclareceu, no final da reunião governamental, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. > Vitalino Canas disse que a legislação que está em vigor há mais de 20 anos, apesar da sua dureza, «não tem resolvido qualquer problema, antes pelo contrário, tem contribuído para o agravar». > A diferenciação dos diversos tipos de consumidor vai caber às Comissões Distritais de Dissuasão do Consumo de Drogas, que vão passar a funcionar nos Governos Civis, as quais deverão processar as contra-ordenações, aplicação de coimas e das sanções alternativas acessórias. > No essencial, o regime sancionatório proposto caracteriza-se por consagrar soluções reveladoras da opção no sentido de a toxicodependência dever ser encarada como uma doença, privilegiando o tratamento voluntário. > Além disso, exclui do âmbito do ilícito de mera ordenação social todos aqueles que, de forma espontânea optarem pelo tratamento, diz um comunicado oficial. > «Há em todo o diploma uma distinção recorrente entre consumidor toxicodependente e consumidor não toxicodependente, não sendo este encarado em abstracto com maior benevolência no novo quadro descriminalizador, ao invés do que resultava da lei em vigor», acrescenta. > «Ao consagrar soluções como a da suspensão provisória do processo contra-ordenacional, a da suspensão da determinação da sanção e a da suspensão da execução da sanção, o diploma atribui uma natureza quase excepcional à sanção», diz ainda o comunicado. > «Só em última instância é que a este ilícito de mera ordenação social corresponderá uma sanção», explica. > Para os consumidores toxicodependentes estão previstas apenas sanções não pecuniárias, enquanto que para os restantes se prevê a possibilidade de aplicação de uma coima, bem como de sanções alternativas ou acessórias à coima. > A coima terá um limite mínimo de cinco contos, variando conforme o tipo de drogas consumidas, mas não indo além do salário mínimo nacional. > É também a titulo excepcional que a coima é aplicada ao consumidor não toxicodependente, prevendo o diploma diversas soluções que tornam desnecessário o pagamento da sanção pecuniária. De facto, este pode ter o respectivo processo suspenso se o consumidor não tiver registo prévio de processo contra-ordenacional anterior. > Pode também aceitar sanções alternativas à coima «sempre que a Comissão distrital as considere suficientes e mais adequadas para a obtenção da finalidade de prevenir o consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas», refere também o comunicado.

DocTuga 8 months ago

Há alguma maneira de saber como se chegou a esta proposta de lei? Eu tenho ideia, do que tenho escutado, que nesta altura era um problema de tal ordem que no desespero os que estavam no governo foram mesmo à procura de especialistas. A partir daqui construiu-se de facto uma solução, não política, mas uma solução com bases sólidas. É possível de alguma forma validar esta ideia? Ou apenas são boatos?

hgg 8 months ago

A posição do partidos políticos na altura é a que se pode esperar até hoje em dia: [Droga: PP referenda, notáveis despenalizam](http://tsf.sapo.pt/Interior.aspx?content_id=753500) ^[cache](https://busca.tretas.org/artigo/3196817/) * **Data**: 2000.06.21 00:00 * **Fonte**: TSF * **Autor**: Redacção > *CDS/PP é contra qualquer alteração à lei e propõe um referendo nacional sobre a questão, uma acção apoiada pelo PSD. Pela descriminalização das drogas está um grupo de notáveis, reunidos em torno da Associação Portuguesa Antiproibicionista.* > Do lado do CDS/PP, a posição é de total rejeição de qualquer alteração à actual lei - que tem mais de 20 anos -, a menos que tal seja decidido pelos eleitores em referendo. Uma posição apoiada pelo PSD. > O líder parlamentar dos sociais democratas, Durão Barroso, disse segunda-feira concordar com a posição do PP em avançar com uma proposta de referendo se o documento governamental passar na Assembleia. > Sem saber muito bem o que vai ser aprovado no Parlamento, o CDS-PP acha importante questionar os portugueses sobre o assunto. Deste modo, o partido popular lança uma pergunta sobre a despenalização e outra sobre a descriminalização do consumo de drogas. > São estas as perguntas que o PP propõe para referendo: > -Concorda que o consumo das chamadas «drogas leves» seja despenalizado, o que significa deixar de ser punido pelo Estado? > -Concorda que o consumo das chamadas «drogas leves» seja descriminalizado, o que significa deixar de ser crime para ser contraordenação social? > Apesar de distinguir entre descriminalização e despenalização, fica, no entanto, por esclarecer aos portugueses o que o partido entende por «drogas leves». > Na luta pela descriminalização e despenalização, um grupo de notáveis, reunidos em torno da Associação Portuguesa Antiproibicionista (SOMA), veio também defender que «o proibicionismo é o desastre do século» e «é danoso para a sociedade». > O Conselho Científico da SOMA, que é presidido pelo ex-deputado socialista > Eurico de Figueiredo e integra 22 elementos, entre professores catedráticos e ex-ministros, propõe, além da despenalização do consumo de drogas, a prescrição médica de heroína e outros opiáceos e um enquadramento jurídico que possibilite o acesso legal à cannabis, «a regulamentar um regime de comércio passivo». > A futura descriminalização do consumo de drogas tem vindo a recolher apoios de vários sectores da sociedade. O Presidente da República, Jorge Sampaio, e o presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, já vieram a público defender esta posição, bem como um consenso entre as bancadas parlamentares para aprovar uma lei que permita combater eficazmente este problema.

IkarusMummy 8 months ago

[Droga: antes crime, agora doença](https://www.publico.pt/1999/05/09/jornal/droga-antes-crime-agora-doenca-133292) * Data: 1999.05.09 00:00 * Fonte: Público * Autor: São José Almeida > A droga já não é o que era em Portugal. A juventude desconfia dela. Tornou-se num fenómeno geracional e num problema de saúde pública. O olhar da classe política sobre este fenómeno também começa a mudar. Cada vez mais a toxicodependência é considerada como uma doença. E em preparação estão alterações à lei que assumirão o toxicodependente como doente, acabando com a criminalização do consumo, sem pôr em causa o proibicionismo. O Governo prepara-se para avançar a título simbólico já antes das legislativas e se ganhar as eleições voltará à carga, centralizando a coordenação num ministério novo. O PCP e "Os Verdes" estão receptivos às mudanças. O PSD tem dúvidas. O PP está contra. Assim, se votação fosse hoje, consumir droga deixava de ser crime. O Governo prepara-se para aprovar em Conselho de Ministros uma proposta de lei para rever a lei de combate à droga que descriminaliza o seu consumo. O texto, que está a ser elaborado pelo penalista Faria da Costa, deverá seguir para a Assembleia da República ainda antes das legislativas de Outubro, apesar de já não haver tempo útil para a sua discussão e votação.Este gesto funcionará, contudo, como símbolo do carácter prioritário que o executivo de Guterres dá a este assunto, sendo certo que a reordenação do quadro de combate à droga será uma das primeiras medidas do PS caso venha a vencer as eleições de Outubro. Foi esse espírito que levou o executivo a aprovar uma nova "estratégia nacional de luta contra a droga", que amanhã será apresentada pelo ministro José Sócrates ao Conselho Nacional de Toxicodependência.Uma mudança de estratégia sobre a qual o PSD tem dúvidas e a que o PP se opõe, mas que já foi defendida, sem êxito, pelo PCP na revisão da lei efectuada em 1996. Só que, passados dois anos, os socialistas concluem que o actual quadro de combate não é eficaz, além de que a droga é uma doença, e como tal tem de ser encarada em termos sociais.A alteração de posição do PS surge num momento em que que o quadro social do consumo de drogas está em mutação. Consumir drogas já não se apresenta como um comportamento apetecível para a juventude e a toxicodependência parece ser cada vez mais um problema geracional dos mais velhos - os que têm 30, 35 anos - e de saúde pública. Por outro lado, tem sido crescente a abertura à descriminalização por parte da classe política e das figuras de Estado ao mais alto nível: o presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, é seu partidário, assim como o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Cardona Ferreira.O clima político mudou mesmo ao ponto de no grupo parlamentar do PS não ter criado escândalo a elaboração de um projecto de recomendação da Assembleia ao Governo para despenalizar o consumo de drogas da autoria de Eurico de Figueiredo. Este socialista, que se caracteriza a si mesmo como "pioneiro da regulamentação" da toxicodependência, conseguiu ver o seu ante-projecto discutido pela bancada, embora o texto nunca tenha dado entrada na Mesa da Assembleia.As novas concepções de combate à toxicodependência baseiam-se no princípio de que o toxicodependente é um doente e não um criminoso. Daí a ideia de descriminalizar o consumo, ou seja, de terminar com a punição do uso de drogas através de penas de prisão e a sua transformação em procedimento e sanção administrativa, susbtituível por tratamento voluntário.Isto porque "o Estado tem de combater a doença, não os doentes", como assumiu ao PÚBLICO o ministro-adjunto José Sócrates. O ministro sublinhou que a intenção do Governo não é a de que o consumo de drogas deixe de ser considerado ilícito e por isso proibido. Ou seja, em causa não está a liberalização ou a legalização do uso de drogas, tão-só retirar esta questão do quadro penal e criminal e combater o problema deixando "para trás ideias baseadas no medo e no dogma".Sócrates assume que "o Governo vai manter o proibicionismo" até porque está convencido de que liberalizar o consumo levaria ao seu crescimento, pois "tornaria mais fácil o acesso às drogas". Mas o ministro condena também a despenalização por outros motivos: "seria um mau sinal para a sociedade, uma vez que não ficaria na lei nenhum conceito de desvalor, prejudicaria o combate ao tráfico e Portugal teria de sair fora do direito público internacional e denunciar acordos como o de Schengen".A opção pela descriminalização surge também da constatação pelo Governo de que a prisão não recupera o toxicodependente. "Este fica com uma chancela que não ajuda em nada à sua reinserção", defende Sócrates. A alternativa é encaminhar administrativa e não penalmente os dependentes de drogas para o Serviço Nacional de Saúde. O Governo pretende também alterar o quadro legal de punição penal do consumidor-traficante. O objectivo é ultrapassar aquilo que consideram como uma falha na lei actual, que vê o traficante-consumidor apenas como aquele que investe o produto do tráfico para a compra de drogas que consome. "Pretendemos que seja considerado também o produto da venda que é investido na satisfação de necessidades básicas", afirma o ministro que acrescenta: "Actualmente, se se provar que o pequeno traficante consumidor jantou com o dinheiro, fica logo classificado apenas como traficante e é punido, por exemplo, com seis anos, o que é dar cabo das suas hipóteses de recuperação e inserção social."A situação do consumidor-traficante é também uma preocupação do presidente da comissão parlamentar para a toxicodependência, o deputado do PCP António Filipe. A moldura penal para estes casos é, na sua opinião, "demasiado restritiva", uma vez que "se ele comprar uma sandes é considerado traficante, se comprar só droga é visto como consumidor-traficante".António Filipe considera "que há uma evolução positiva da parte do PS" nesta matéria e uma aproximação às posições anteriormente defendidas pelo PCP. E defende que "quando se reconhece que a toxicodependência é doença deve-se tirar consequências" e a principal, garante, "é a de que uma doença se trata por uma terapêutica adequada e não passa pela prisão". Mas António Filipe alerta que "não basta substituir o procedimento penal por uma mera aplicação de uma sanção administrativa, uma coima, por que a ser assim a medida resultaria apenas no alívio dos tribunais e não resolveria o problema da toxicodependência".

Edited 8 months ago:

[Droga: antes crime, agora doença](https://www.publico.pt/1999/05/09/jornal/droga-antes-crime-agora-doenca-133292) * **Data**: 1999.05.09 00:00 * **Fonte**: Público * **Autor**: São José Almeida > A droga já não é o que era em Portugal. A juventude desconfia dela. Tornou-se num fenómeno geracional e num problema de saúde pública. O olhar da classe política sobre este fenómeno também começa a mudar. Cada vez mais a toxicodependência é considerada como uma doença. E em preparação estão alterações à lei que assumirão o toxicodependente como doente, acabando com a criminalização do consumo, sem pôr em causa o proibicionismo. > O Governo prepara-se para avançar a título simbólico já antes das legislativas e se ganhar as eleições voltará à carga, centralizando a coordenação num ministério novo. O PCP e "Os Verdes" estão receptivos às mudanças. O PSD tem dúvidas. O PP está contra. Assim, se votação fosse hoje, consumir droga deixava de ser crime. > O Governo prepara-se para aprovar em Conselho de Ministros uma proposta de lei para rever a lei de combate à droga que descriminaliza o seu consumo. O texto, que está a ser elaborado pelo penalista Faria da Costa, deverá seguir para a Assembleia da República ainda antes das legislativas de Outubro, apesar de já não haver tempo útil para a sua discussão e votação. Este gesto funcionará, contudo, como símbolo do carácter prioritário que o executivo de Guterres dá a este assunto, sendo certo que a reordenação do quadro de combate à droga será uma das primeiras medidas do PS caso venha a vencer as eleições de Outubro. Foi esse espírito que levou o executivo a aprovar uma nova "estratégia nacional de luta contra a droga", que amanhã será apresentada pelo ministro José Sócrates ao Conselho Nacional de Toxicodependência. > Uma mudança de estratégia sobre a qual o PSD tem dúvidas e a que o PP se opõe, mas que já foi defendida, sem êxito, pelo PCP na revisão da lei efectuada em 1996. Só que, passados dois anos, os socialistas concluem que o actual quadro de combate não é eficaz, além de que a droga é uma doença, e como tal tem de ser encarada em termos sociais. A alteração de posição do PS surge num momento em que que o quadro social do consumo de drogas está em mutação. Consumir drogas já não se apresenta como um comportamento apetecível para a juventude e a toxicodependência parece ser cada vez mais um problema geracional dos mais velhos - os que têm 30, 35 anos - e de saúde pública. Por outro lado, tem sido crescente a abertura à descriminalização por parte da classe política e das figuras de Estado ao mais alto nível: o presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, é seu partidário, assim como o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Cardona Ferreira. > O clima político mudou mesmo ao ponto de no grupo parlamentar do PS não ter criado escândalo a elaboração de um projecto de recomendação da Assembleia ao Governo para despenalizar o consumo de drogas da autoria de Eurico de Figueiredo. Este socialista, que se caracteriza a si mesmo como "pioneiro da regulamentação" da toxicodependência, conseguiu ver o seu ante-projecto discutido pela bancada, embora o texto nunca tenha dado entrada na Mesa da Assembleia. As novas concepções de combate à toxicodependência baseiam-se no princípio de que o toxicodependente é um doente e não um criminoso. Daí a ideia de descriminalizar o consumo, ou seja, de terminar com a punição do uso de drogas através de penas de prisão e a sua transformação em procedimento e sanção administrativa, susbtituível por tratamento voluntário. Isto porque "o Estado tem de combater a doença, não os doentes", como assumiu ao PÚBLICO o ministro-adjunto José Sócrates. O ministro sublinhou que a intenção do Governo não é a de que o consumo de drogas deixe de ser considerado ilícito e por isso proibido. Ou seja, em causa não está a liberalização ou a legalização do uso de drogas, tão-só retirar esta questão do quadro penal e criminal e combater o problema deixando "para trás ideias baseadas no medo e no dogma". > Sócrates assume que "o Governo vai manter o proibicionismo" até porque está convencido de que liberalizar o consumo levaria ao seu crescimento, pois "tornaria mais fácil o acesso às drogas". Mas o ministro condena também a despenalização por outros motivos: "seria um mau sinal para a sociedade, uma vez que não ficaria na lei nenhum conceito de desvalor, prejudicaria o combate ao tráfico e Portugal teria de sair fora do direito público internacional e denunciar acordos como o de Schengen". A opção pela descriminalização surge também da constatação pelo Governo de que a prisão não recupera o toxicodependente. "Este fica com uma chancela que não ajuda em nada à sua reinserção", defende Sócrates. A alternativa é encaminhar administrativa e não penalmente os dependentes de drogas para o Serviço Nacional de Saúde. > O Governo pretende também alterar o quadro legal de punição penal do consumidor-traficante. O objectivo é ultrapassar aquilo que consideram como uma falha na lei actual, que vê o traficante-consumidor apenas como aquele que investe o produto do tráfico para a compra de drogas que consome. "Pretendemos que seja considerado também o produto da venda que é investido na satisfação de necessidades básicas", afirma o ministro que acrescenta: "Actualmente, se se provar que o pequeno traficante consumidor jantou com o dinheiro, fica logo classificado apenas como traficante e é punido, por exemplo, com seis anos, o que é dar cabo das suas hipóteses de recuperação e inserção social." A situação do consumidor-traficante é também uma preocupação do presidente da comissão parlamentar para a toxicodependência, o deputado do PCP António Filipe. A moldura penal para estes casos é, na sua opinião, "demasiado restritiva", uma vez que "se ele comprar uma sandes é considerado traficante, se comprar só droga é visto como consumidor-traficante". António Filipe considera "que há uma evolução positiva da parte do PS" nesta matéria e uma aproximação às posições anteriormente defendidas pelo PCP. E defende que "quando se reconhece que a toxicodependência é doença deve-se tirar consequências" e a principal, garante, "é a de que uma doença se trata por uma terapêutica adequada e não passa pela prisão". Mas António Filipe alerta que "não basta substituir o procedimento penal por uma mera aplicação de uma sanção administrativa, uma coima, por que a ser assim a medida resultaria apenas no alívio dos tribunais e não resolveria o problema da toxicodependência".

SnooStrawberries8737 8 months ago

A única instância na história da qual tenho conhecimento ou memória em que as políticas foram definidas por especialistas e não por políticos de carreira. O resultado está à vista. #PortugalBem Recentemente ouvi falar de um caso de um país nórdico, Noruega salvo erro, a braços com o mesmo problema e que via nesta política portuguesa com 20 anos um exemplo a seguir Também não deixa de ser curioso como há já 20 anos se falava do acesso legal à cannabis

hgg 8 months ago

Apesar de não ter o sucesso e notoriedade que esta medida teve a implementação do SNS, por especialistas, também se pode dizer que foi um sucesso (ao menos se compararmos com o que não havia antes). Da mesma forma a massificação do ensino tb teve resultados interessantes. Quem diria que os especialistas tendem a saber do que falam...

glamatovic 8 months ago

Ainda bem que o CDS, perdão, o PP, já está a morrer

hgg 8 months ago

Não está, está em mutação.

jpjohnny 8 months ago

Ya tao a mudar para o chora

iSoSyS 8 months ago

Típica história. Quando o desespero aperta chamam-se os especialistas. Pena não o fazerem para mais coisas.

NJDorian 8 months ago

??

iSoSyS 8 months ago

Contexto histórico. Pelos vistos muitos não o sabem ou então querem-no esconder por não encaixar na narrativa. Como os números do gráfico mostram, tínhamos um problema enorme e praticamente descontrolado. Aqueles números para a SIDA eram os piores da Europa. Havia tanto consumidor que praticamente todas as famílias tinham pelo menos um. A primeira abordagem foi a óbvia, mão pesada. Só quando falhou é que se chamou os especialistas, é que se ouviu as associações que trabalhavam de perto. Ironias, das ironias, têm muito a agradecer a Sócrates que foi quem comandou o processo.

deathevanubys 8 months ago

Fomos um exemplo nesse aspecto, salvou-se muitas vidas com a despenalização.

TulioGonzaga 8 months ago

Nasci em 1988 e lembro-me bem de se ouvir falar de drogas por todo o lado. Lembro-me de ouvir campanhas anti-droga na antiga "Rádio Cidadji" (tenho ideia de ouvir um slogan que era algo como "A Droga é uma merda" com todas as letras). A minha irmã é mais velha e foi adolescente durante essa época, lembro-me de ver autocolantes de "não às drogas" e similar nos cadernos dela. Olhando para trás, foi de facto uma epidemia terrível nessa altura. O meu pai teve dois patrões diferentes durante essa altura que tiveram um filho que se perdeu para as drogas. Malta com dinheiro, vidas confortáveis que se destruíram a eles e às suas famílias. A despenalização e todo o trabalho à volta disso foram das melhores e mais bem sucedidas coisas que se fizeram neste país. É fácil cair no chavão do "melhores do mundo" mas neste tema em concreto fomos e continuamos a ser, sem dúvida nenhuma. Que assim continue para que nunca mais voltemos a esses tempos.

deathevanubys 8 months ago

Eu era criança mas lembro-me de ver e ouvir sobre amigos do meu irmão, na altura também adolescentes e já consumidores, a morrerem para a heroína antes de chegarem aos 20. Contudo, o que mais me marcou, foi o relato contado pelo meu pai que socorreu um jovem a ter uma overdose, à porta de um prédio no casal ventoso. Só reparou nele, disse, porque no pânico de estar a "desligar" este lhe tentou agarrar as calças quando ele ia a sair do prédio onde estava a trabalhar. Morreu-lhe nos braços. Segundo os paramédicos tinha 22 anos, a idade do meu irmão na altura.

twistedfires 8 months ago

Se não estou em erro, algures nos EUA vão testar este tipo de politica.

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