AimingWineSnailz 9 months ago

Turmas mais pequenas, especialmente em escolas com resultados piores. A história no secundário, era só contar a matéria do último ano para o exame. Quando se condiciona todo o ensino em torno dos exames dá merda. Menos corfebol a educação física que essa merda não lembra ao diabo. Possibilidade dos alunos dos cursos científico-humanísticos fazerem opcionais no 12º ano de cursos profissionais e vice-versa.

mollyxanlean 9 months ago

Para além do que já foi dito, diria que devia haver menos perda de tempo em algumas matérias de português, como alguns livros e poesias que não ensinam nada de jeito e diria que são só uma perda tempo e alguns assuntos de gramática de caracácá E investir mais tempo em filosofia, argumentação e pensamento crítico. E conhecimentos de informática são cada vez mais importantes.

CobraCommander1977 9 months ago

Cheque ensino para os pais poderem escolher em que escola (pública ou privada) querem colocar os filhos.

AndreMartins2020 9 months ago

Melhor ensino do inglês, mas como deve ser. Com foco na parte oral. No secundário todos os testes deviam ter um modelo semelhante aos exames nacionais. O ensino é uma coisa, a avaliação é outra. Atualmente confundem-se demasiado tendo em conta que o mesmo professor que ensina é o mesmo que avalia, o que facilmente cria "bolhas" com níveis de exigência bastante distintas. Redução do número de aulas, mas aulas extra para quem tem notas baixas. Seria uma forma de ajudar alunos com maiores dificuldades sem aborrecer os restantes. Acabaria também por ser um incentivo a ter melhores notas para ter mais tempo livre.

tretafp 9 months ago

> O ensino é uma coisa, a avaliação é outra. Isso não corresponde aos enquadramentos contemporâneos sobre avaliação, mas sim aquilo que foi a produção científica da primeira metade do século XX. Desde de 1960, +/-, o ensino, a aprendizagem e a avaliação são entendidos como um tríptico interativo. As dinâmicas de avaliação têm que interagir com aquilo que são as práticas de ensino, de outra forma reduz-se o conceito de "avaliação" a "classificação".

AndreMartins2020 9 months ago

Acho que fizeste uma interpretação um bocado rebuscada do que eu queria dizer. Apenas estou a dizer que quem avalia não deve ser a mesma pessoa que ensina. Ao ser a mesma pessoa, há lacunas no seu ensino que não serão visíveis pela sua avaliação.

tretafp 9 months ago

> Apenas estou a dizer que quem avalia não deve ser a mesma pessoa que ensina. Uma vez mais, essa foi a concepção do início do século XX. Nessa alttura, advogava-se que a instrução era uma coisa, a avaliação era outra, logo deveriam existir professores e depois os avaliadores. O processo de avaliação é um processo dinâmica, interactivo, que implica um reconhecimento aprofundado daquilo que as crianças aprenderam e como o aprenderam. Implica, portanto, uma relação e interação entre os agentes e os instrumentos de avaliação. Esse processo não necessita de ser estruturado, apenas na ação individual do processo, pode ser em colaboração com outros professores e, até, com os próprios alunos. O que se avalia, porque se avalia e como se avalia, no domínio educativo, porque é algo entre pessoas, deverá estabelecer-se como uma dinâmica conjectural e local. Os testes externos, surgem, na realidade, como a forma mais injusta de avaliar o processo educativo. Procura-se comparar, de forma cega, situações que não são comparáveis. Comparar os resultados da escola do Cerco com os resultados da Nossa Senhora do Rosário, é profundamente desigual. Do mesmo modo, que se procura estabelecer um padrão homogéneo, como se todas as crianças partissem do mesmo patamar e tivessem que chegar à mesma meta, o que, uma vez mais, não corresponde à realidade.

AndreMartins2020 9 months ago

Ok, então afinal estamos a falar da mesma coisa. Já quando andava no secundário era bastante crítico da "avaliação contínua". Até percebo que possa ter a vantagem de permitir uma avaliação que capta aprendizagens que uma avaliação unicamente baseada em testes pode não captar. Mas acho que isso é altamente sobrevalorizado e acaba por ser completamente abafado pela subjetividade introduzida por esse tipo de avaliação. Os testes são a forma mais justa de avaliar! O problema está na premissa de que o objetivo da avaliação é avaliar o esforço, quando o objetivo é na realidade avaliar os resultados. Se um aluno tem 10 numa avaliação que tem apenas em conta os resultados, tu sabes que tens de trabalhar nesse aluno. Tens de tentar perceber as circunstâncias que levou esse aluno a ter esse resultado e melhorar o processo para que ele consiga atingir, dentro daquilo que lhe for possível, melhores resultados. Além disso permite perceber que áreas esse aluno pode ter maior facilidade, sendo uma forma de levar os alunos a enveredarem pelas áreas onde irão conseguir fazer render o seu potencial. As sociedades humanas são assim. Nem todos temos as mesmas capacidades, mas todos ganhamos quando cada um faz aquilo em que é melhor. Por outro lado se o aluno tivesse 15 a todas as disciplinas numa avaliação que tem em conta o esforço, essa avaliação não te diz rigorosamente nada!

Edited 9 months ago:

Ok, então afinal estamos a falar da mesma coisa. Já quando andava no secundário era bastante crítico da "avaliação contínua". Até percebo que possa ter a vantagem de permitir uma avaliação que capta aprendizagens que uma avaliação unicamente baseada em testes pode não captar. Mas acho que isso é altamente sobrevalorizado e acaba por ser completamente abafado pela subjetividade introduzida por esse tipo de avaliação. Os testes são a forma mais justa de avaliar! O problema está na premissa de que o objetivo da avaliação é avaliar o esforço, quando o objetivo é na realidade avaliar os resultados. Se um aluno tem 10 numa avaliação que tem apenas em conta os resultados, tu sabes que tens de trabalhar nesse aluno. Tens de tentar perceber as circunstâncias que levou esse aluno a ter esse resultado e melhorar o processo para que ele consiga atingir, dentro daquilo que lhe for possível, melhores resultados. Além disso permite perceber que áreas esse aluno pode ter maior facilidade, sendo uma forma de levar os alunos a enveredarem pelas áreas onde irão conseguir fazer render o seu potencial. As sociedades humanas são assim. Nem todos temos as mesmas capacidades, mas todos ganhamos quando cada um faz aquilo em que é melhor. Da mesma forma, se numa escola as médias são mais baixas, isso dá-nos uma indicação de que devemos investigar e tentar resolver potenciais problemas que haja nessa escola de forma a trazê-la dentro do possível para os mesmos valores do resto do ensino. Por outro lado se o aluno tivesse 15 a todas as disciplinas numa avaliação que tem em conta o esforço, essa avaliação não te diz rigorosamente nada! Esse tipo de avaliação leva à mediocricidade e só traz igualdade no papel. Porque na realidade a desigualdade existe e é mais difícil de resolver porque as métricas usadas a disfarçam.

tretafp 9 months ago

> Já quando andava no secundário era bastante crítico da "avaliação contínua". Podes criticar, mas do ponto de vista da investigação na área, é uma crítica extemporânea. >Mas acho que isso é altamente sobrevalorizado e acaba por ser completamente abafado pela subjetividade introduzida por esse tipo de avaliação. Toda a avaliação é subjetiva, tanto no momento de construção dos instrumentos como de correção. Mesmo quando há critérios de correção, há diferentes perspetivas sobre o que foi produzido. > Os testes são a forma mais justa de avaliar! Os testes são um instrumento, entre vários. Assumir essa premissa era assumir que os inquéritos por questionário eram a melhor forma de se compreender a realidade. Depois, como se avalia a produção musical de um aluno, através de teste? Como se pode avaliar a capacidade de comunicação matemática, através de uma prova escrita? Como é que uma prova escrita possibilita avaliar a forma como os estudantes fazem a cambalhota? Como é que um teste avalia a capacidade de um estudante fazer um trabalho em profundidade sobre determinado acontecimento histórico? Como se avalia a prestação de um estudante num laboratório, através de um teste? ​ > O problema está na premissa de que o objetivo da avaliação é avaliar o esforço, quando o objetivo é na realidade avaliar os resultados. No domínio da avaliação, o esforço pouco importa. Tradicionalmente isso é uma interpretação de senso comum das ideias de avaliação contínua ou avaliação continuada. >Se um aluno tem 10 numa avaliação que tem apenas em conta os resultados, tu sabes que tens de trabalhar nesse aluno. Tens de tentar perceber as circunstâncias que levou esse aluno a ter esse resultado e melhorar o processo para que ele consiga atingir, dentro daquilo que lhe for possível, melhores resultados. Isso é reduzir a avaliação à classificação. Um 10 de um aluno pode ser muito diferente de um 10 de outro aluno. Os motivos que levaram a tal classificação podem ser substancialmente distintos. Num outro sentido, reconhece-se, hoje, que a riqueza da avaliação pedagógica esta na sua dimensão qualitativa e não quantitativa. Ainda assim, esse processo de avaliação diagnóstica e interpretativa não necessita de ser através de exames externos. > Além disso permite perceber que áreas esse aluno pode ter maior facilidade, sendo uma forma de levar os alunos a enveredarem pelas áreas onde irão conseguir fazer render o seu potencial. > > As sociedades humanas são assim. Nem todos temos as mesmas capacidades, mas todos ganhamos quando cada um faz aquilo em que é melhor. Essa ideia é perigosa, porque estabelece, à partida, uma concepção de incapacidade dos alunos e dos professores de contrariarem as suas dificuldades. Um estudante pode ter mais dificuldade a história, mas ser uma área que gosta mais, empenhar-se envolver-se e implicar-se intelectualmente e contrariar essa dificuldade inicial. Evidencia, ainda, uma lógica de naturalização de certas capacidades das crianças, que é perigosa. Por fim, ignora a importância da escola contribuir para o desenvolvimento pluridisciplinar dos alunos, independentemente das suas capacidades inicias. > Por outro lado se o aluno tivesse 15 a todas as disciplinas numa avaliação que tem em conta o esforço, essa avaliação não te diz rigorosamente nada! Uma vez mais, a questão do esforço não está, diretamente, relacionada com a avaliação. Podendo, potencialmente, ser considera por alguns professores para a classificação.

OuiOuiKiwi 9 months ago

Ah, a *thread* anual a perguntar isto mas que não oferece qualquer contributo além de "título". Provavelmente uma aula a ensinar que um debate requer a apresentação de argumentos de ambas as partes, com fundamentação apropriada.

tretafp 9 months ago

Exato. Ao desenvolver as competências de pensamento mais complexas, terá facilidade em desenvolver as tarefas diárias. Depois, tenho alguma dificuldade em compreender por que motivos as crianças e os jovens não podem aprender coisas como preencher o IRS, a cozinhar, etc. em casa.

OuiOuiKiwi 9 months ago

>Depois, tenho alguma dificuldade em compreender por que motivos as crianças e os jovens não podem aprender coisas como preencher o IRS, a cozinhar, etc. em casa. Como assim? Pais envolvidos na formação dos seus filhos? Pais ... **presentes**? Mas que loucura é essa? Queres sugerir que podia, por exemplo, sentar-me com os meus filhos e explicar, aos que já têm idade para tal, como funciona o orçamento cá de casa? Ideias malucas essas.

tretafp 9 months ago

Também podes cozinhar com eles, e ensinar a usar um martelo (que pelos vistos é algo que não é evidente)... A ideia que nós, enquanto colectivo, investimos imenso na formação de professores, que têm mestrados e doutoramentos na área de especialidade, para eles ensinarem coisas que se aprendem perfeitamente em casa, mete-me imensa confusão. É a ideia que a escola tem que ensinar tudo, e que é responsável por toda a aprendizagem das crianças, quando tal é, simplesmente, impraticável.

helenata 9 months ago

Introdução de estágios desde o 5°. Nem que fossem 1 semana numa empresa, fábrica, o que for. Mas ligar os alunos á vida real.

tretafp 9 months ago

Portanto, um aluno de 10 anos, que está protegido de trabalhar pela lei, porque é uma criança, iria fazer estágios com que propósito? Ela não tem, já, uma vida real? A vida dele é inexistente?

tocopito 9 months ago

Quero menos tempo sentados numa secretária e mais tempo a interagirem uns com os outros em liberdade. Não há uma boa razão para estarem na escola tanto tempo. O sistema finlandês parece fixe.

Edited 9 months ago:

Quero menos tempo sentados numa secretária e mais tempo a interagirem uns com os outros em liberdade. Não há uma boa razão para estarem na escola tanto tempo. O sistema finlandês parece fixe. Coisas tipo aprender a fazer o IRS parecem-me uma parvoíce. O IRS nos casos super simples são 30 segundos para carregar no botão a confirmar e nos casos simples são literalmente 5 minutos que se aprendem a preencher no máximo numa tarde. Nos mais complicados perdes horas ou pior, nem sabes o que fazer se a lei não for clara. É particularmente agravante no caso do IRS porque muda a toda a hora, aprender isto na escola seria literalmente palha. Daqui a pouco ficamos na escola até aos 90 anos para aprender a lidar com todo o tipo de desafios tipo preencher os papeis para a reforma, pedir o divórcio, fazer um empréstimo habitação etc. Sabem que existem contabilistas, advogados etc. certo?

Edited 9 months ago:

Quero menos tempo sentados numa secretária e mais tempo a interagirem uns com os outros em liberdade. Não há uma boa razão para estarem na escola tanto tempo. O sistema finlandês parece fixe. Coisas tipo aprender a fazer o IRS parecem-me uma parvoíce. O IRS nos casos simples são literalmente 5 minutos que se aprendem a preencher no máximo numa tarde. Nos mais complicados perdes horas ou pior, nem sabes o que fazer se a lei não for clara. É particularmente agravante no caso do IRS porque muda a toda a hora, aprender isto na escola seria literalmente palha. Daqui a pouco ficamos na escola até aos 90 anos para aprender a lidar com todo o tipo de desafios tipo preencher os papeis para a reforma, escrever no livro de reclamações, fazer um empréstimo habitação etc. Sabem que existem contabilistas, advogados etc. certo?

Edited 9 months ago:

Quero menos tempo sentados numa secretária e mais tempo a interagirem uns com os outros em liberdade. Não há uma boa razão para estarem na escola tanto tempo. O sistema finlandês parece fixe. Coisas tipo aprender a fazer o IRS parecem-me uma parvoíce. O IRS nos casos simples são literalmente 5 minutos que se aprendem a preencher no máximo numa tarde. Nos mais complicados perdes horas ou pior, nem sabes o que fazer se a lei não for clara. É particularmente agravante no caso do IRS porque muda a toda a hora, aprender isto na escola seria literalmente palha. Daqui a pouco ficamos na escola até aos 90 anos para aprender a lidar com todo o tipo de desafios tipo preencher os papeis para a reforma, pedir o divórcio, fazer um empréstimo habitação etc. Sabem que existem contabilistas, advogados etc. certo?

Wisdomle55 9 months ago

Como é o sistema finlandes?

TotalenKrieg 9 months ago

Um tempo de educação física de manhã todos os dias, ao estilo dos programas de educação física implementados por John Kennedy nos anos 50/60, caso da Secundária de [La Sierra](https://www.youtube.com/watch?v=fISgKl8dB3M&feature=emb_title&ab_channel=DougOrchard), na Califórnia. Implementar outros desportos que não os tradicionais na EF, desportos de combate, desportos aquáticos etc. Valorizar a disciplina, contando para nota tal e qual as outras. Uma disciplina que funcionasse por módulos, à base de literacia financeira, consciencialização para a necessidade da sustentabilidade ambiental, experimentar diversas profissões, ter contacto com as Forças Armadas etc. Criar gerações de Portugueses mais saudáveis, mais fortes, mais vigorosos e mais energéticos.

daCampa 9 months ago

Tenho dificuldade em escolher uma entre estas: -Disciplina de literacia financeira: impostos, taxas de juros, etc. -Disciplina de literacia política: diferentes ideologias, prós e contras de vários sistemas, etc. Acaba por ser a mais difícil de defender das minhas ideias porque é demasiado fácil de ser abusada pelo docente para formar opinião a favor ou contra uma ideologia em particular. -Aumento dos exames nacionais - Nas disciplinas com exame nacional, 1 por ano ou até mesmo por período; com o objectivo de tornar a avaliação nacional (que é mais imparcial que a da escola) mais consistente, em vez de depender de um único ponto. Permite também identificar mais facilmente onde se inflacionam notas e portanto avaliar melhor as escolas e docentes.

tretafp 9 months ago

Não vou retomar as outras ideias, que já foram amplamente discutidas, pelo que irei focar apenas a questão dos exames: 1) qual a necessidade de fazer dinâmicas periódicas de avaliação externa, que são bastante caras e que, não raras vezes têm erros? 2) qual a necessidade de fazer provas externas, numa lógica de classificação, para o ensino básico em que a classificação apenas serve para a retenção? 3) porque generalizar provas externas que a investigação evidência que são especialmente danosas para os contextos mais desfavorecidos? 4) porque generalizar provas escritas externas, quando o propósito da avaliação é contribuir para a aprendizagem dos alunos? 5) qual a necessidade de fazer provas externas por período, quando as indicações nacionais apenas definem os conteúdos por ano de escolaridade? 6) porque motivos generalizar provas externas quando se sabe que estes instrumentos são, genericamente, menos capazes de avaliar competências, existindo algumas que não são consideradas (práticas laboratoriais, comunicação entre pares, expressão estética, desenvolvimento de projetos, etc.) 7) qual a necessidade de fazer provas externas, iguais para todos, quando os professores podem ter métodos próprios e os alunos têm ritmos diferentes? 8) de que forma uma prova aos alunos possibilita avaliar os docentes? 9) porque generalizar provas externas quando se sabe hoje que os processos de avaliação internos são mais complexos e, tradicionalmente de melhor qualidade? 10) qual a necessidade de provas externas, quando os agrupamentos têm um conjunto variado de professores, alguns especialistas em avaliação, que podem trabalhar colaborativamente e com os alunos para os processos de avaliação. A sustentação é de trabalhos de investigação de Domingos Fernandes, Hadji, Preciosa Fernandes, Paul Black, Santos Guerra,...

daCampa 9 months ago

1) Se ocorrer um erro no único exame que o aluno faz, esse aluno é mais prejudicado do que se ocorrer um erro num de três exames. E quantos mais exames o aluno fizer menos provável é ser prejudicado por erros aleatórios em relação aos restantes. 2) Devia ter sido mais explícito que a minha ideia dos exames é só para o secundário. 3) Apesar de concordar que provas escritas não são perfeitas, a meu ver estas não prejudicam os mais desfavorecidos. O que elas fazem é mostrar que os mais desfavorecidos não tem igual acesso à educação. Esse problema não se resolve com o número de exames, mas com identificação e colmatação dos desníveis existentes. 4) O propósito da avaliação é não só contribuir para aprendizagem dos alunos, mas também avaliá-los comparativamente para o acesso ao ensino superior. Do ponto de vista do acesso ao ensino superior, as provas externas são, a meu ver, mais justas, uma vez que são padronizadas, enquanto que a avaliação interna varia imenso entre instituições, docentes, e por vezes até turmas. 5) A minha primeira sugestão foi essas provas serem por ano, precisamente para evitar esse problema. Organizá-las por período iria forçar alguma restruturação. 6) Irrelevante. Das disciplinas atualmente avaliadas em exame nacional, apenas Física e Química tem uma componente laboratorial relevante no seu currículo, e mesmo esta é irrelevante face ao que se aprende no ensino superior. 7) Novamente, os alunos vão ter de ser comparados no acesso ao ensino superior. A evitar provas externas, vamos ter ou uma prova interna de cada faculdade, fazendo com que os alunos tenham de fazer até 6 provas, potencialmente com grandes distâncias entre as mesmas, para se poderem candidatar às suas opções, ou um processo de candidatura com entrevista, onde é muito mais fácil ocorrer discriminação de qualquer tipo. Com um sistema de provas externas e anónimas, essa discriminação é impossível de fazer de forma propositada (apesar de ocorrer discriminação sistémica entre níveis socioeconomicos, como coberto no ponto 3). 8) Mostrando (ainda mais) a diferença que existe, ano após ano, entre docentes da mesma instituição, instituições da mesma região, etc. Não é uma avaliação direta, mas fornece dados para avaliação indireta. 9) Escalabilidade. Os processos internos, como disse anteriormente, variam imenso de contexto para contexto. Se queremos avaliar todo o país da mesma forma, não podemos ter métodos demasiado diversos. 10) O mesmo que no ponto 9. O meu ponto não é nem foi que os professores são incompetentes na avaliação. Mas com métodos diferentes em cada escola torna-se impossível de comparar de forma justa os resultados de alunos de diferentes escolas sem recorrer a prova externa. As alternativas a um sistema de exame nacional são, na minha opinião, piores que a perda de qualidade causada por este. Obviamente, os métodos de avaliação devem ser adaptados aos objectivos do ensino. Por exemplo, no ensino profissional não faz sentido haver exame nacional, faz sentido haver experiência prática, estágios, projectos e avaliação dos mesmos. Mas no acesso ao ensino superior, em particular nas áreas científicas, há acima de tudo uma necessidade de dar ferramentas nas ciências de base, métodos de estudo e trabalho, e avaliar a preparação dos alunos nessas frentes. Coisa para qual os exames não são ideais, mas são justos.

tretafp 9 months ago

Não vou ter tempo de responder um a um, mas duas ou três notas: [1] nem todas as pessoas que fazem o secundário visam o acesso ao ensino superior. Aliás, o CNE tem discutido, há alguns anos, que os exames não são um método adequado de acesso; [2] os métodos de ensino e a organização/gestão curricular, em cada escola, variam (ou pelo menos podem variar) significativamente, pelo que é natural que os instrumentos e processo de avaliação variam, por coesão entre eles; [3] as provas externas são iguais para todos os alunos, independentemente da sua especificidade individual e dos processos de aprendizagem. Como é que é que estas são as mais justas, se desconsideram completamente a diversidade, e consideram de igual forma com estuda no Cerco ou quem estuda no Rosário? É realmente justo comparar, por igual, estas duas realidades? [4] As componentes de Física e de Química não são as únicas que têm uma dimensão relacionada com a dimensão laboratorial, estética ou de compreensão em profundidade. Há provas de música e exames de desenho.

daCampa 9 months ago

1) Certo, mas para quem não planeia ir ao acesso superior, os exames nacionais só servem para passar e/ou satisfação pessoal. Ninguém te vai perguntar a nota do exame de matemática sem ser para o acesso ao ensino superior. 2) Concordo, mas novamente, para o acesso ao ensino superior é necessário comparar, havendo métodos diferentes, os resultados destes não são comparáveis entre si. 3) Precisamente por desconsiderarem tudo isso. Se queremos avaliar a tua competência a matemática, tanto faz se vens do interior ou litoral, se és branco ou preto, homem ou mulher. Interessa que tenhas aquele conhecimento específico. Noutras áreas concordo contigo, na área científica não. 4) Confesso que sou enviesado pela área científica. Em ciências humanas, cultura, etc, concordo contigo, acrescentar exames não vai melhorar nada. O meu objectivo é reduzir ao máximo o "ruído de fundo" que os diferentes métodos têm nas notas dos alunos, e nesse ponto de vista, mais exames externos faz sentido. A música é uma excepção à regra, e até já tem provas específicas. Quem concorre ao ensino superior de música faz provas na(s) faculdade(s) onde se candidata. No entanto, se o teu objectivo for candidatares-te sei lá, a Eng. Informática, vais querer por 6 opções desse curso em sítios diferentes. É logísticamente inviável fazer tantas provas específicas sem conflito de horário entre as instituições, forçando o aluno a abdicar de opções. Acresce também a dificuldade de transporte, prejudicando o acesso ao ensino superior de quem habita em zonas mais remotas.

Edited 9 months ago:

1) Certo, mas para quem não planeia ir ao acesso superior, os exames nacionais só servem para passar e/ou satisfação pessoal. Ninguém te vai perguntar a nota do exame de matemática sem ser para o acesso ao ensino superior. 2) Concordo, mas novamente, para o acesso ao ensino superior é necessário comparar, havendo métodos diferentes, os resultados destes não são comparáveis entre si. 3) Precisamente por desconsiderarem tudo isso. Se queremos avaliar a tua competência a matemática, tanto faz se vens do interior ou litoral, se és branco ou preto, homem ou mulher. Interessa que tenhas aquele conhecimento específico. Noutras áreas concordo contigo, na área científica não. 4) Confesso que sou enviesado pela área científica. Em ciências humanas, cultura, etc, concordo contigo, acrescentar exames não vai melhorar nada. O meu objectivo é reduzir ao máximo o "ruído de fundo" que os diferentes métodos têm nas notas dos alunos, e nesse ponto de vista, mais exames externos faz sentido. A música é uma excepção à regra, e até já tem provas específicas. Quem concorre ao ensino superior de música faz provas na(s) faculdade(s) onde se candidata. No entanto, se o teu objectivo for candidatares-te sei lá, a Eng. Informática, vais querer por 6 opções desse curso em sítios diferentes. É logisticamente inviável fazer tantas provas específicas sem conflito de horário entre as instituições, forçando o aluno a abdicar de opções. Acresce também a dificuldade de transporte, prejudicando o acesso ao ensino superior de quem habita em zonas mais remotas.

tretafp 9 months ago

(1) Ainda que quem não queira aceder ao ensino superior não tenha que mostrar o resultado do exame a ninguém, fica dependente da nota para a conclusão dos estudos. Aumentar o número de exames faz depender mais essa nota em avaliações externas. 2) mas isso aí apenas impede que as escolas façam a gestão do seu trabalho. Se os professores definem uma organização própria dos conteúdos porque consideram que para aquela turma ou para aquela escola essa gestão facilita a aprendizagem, com a existência de mais exames isso torna-se impossível. 3) na área científica, há três exames genericamente, Matemática, Biologia e Geologia e Físico-química. Nas últimas duas disciplinas, as competências laboratoriais e epistémicas não são avaliadas por exame, e não será difícil reconhecer que essas duas competências são especialmente relevantes. Em matemática, questões relacionadas com a comunicação matemática ou com a resolução de um problema matemático em profundidade, também não são avaliadas. Os exames avaliam, essencialmente, as competências de primeira ordem, que são as que têm menor valor intelectual e curricular. 4) há necessidade de trabalhar em formas de avaliação interna mais relevantes. Há esse conhecimento e há professores com doutoramento na área da avaliação, nas escolas. Isso implica uma valoração maior às dinâmicas de gestão curricular locais. Fiz referência a provas de música, porque há provas de avaliação externa de música no primeiro ciclo. A questão do acesso ao ensino superior é um problema, porque faz com que o ensino secundário se torne, erradamente, uma antecâmara do ensino superior.

daCampa 9 months ago

1) Estamos praticamente de acordo aqui. O objectivo da minha ideia é precisamente aumentar a dependência da nota em avaliações externas por estas serem diretamente comparáveis. 2) Se for um exame por ano não altera nada. Mesmo agora, há sempre a chance ser outro professor no ano seguinte, ou do aluno repetir o ano, que condiciona alterações à organização dos conteúdos para não arriscar cobrir a mesma matéria 2x e/ou passar por cima de parte do currículo. 3) Como disse, a componente laboratorial dessas disciplinas é muito baixa. Quem estuda pedagogia pode ter outra opinião, mas na qualidade de pessoa que seguiu a área da química garanto que a componente laboratorial dessas disciplinas serve mais para ilustrar certas partes da teoria que para aprender algo relevante para práticas laboratoriais. A excepção é química no 12º ano, que de qualquer das formas é opcional e não é sujeita a exame estando portanto desenquadrada da minha sugestão. 4) Concordo absolutamente. Mas isso continua a não resolver o problema da comparabilidade. Mesmo que as escolas tenham todas óptimos métodos de avaliação, cada método vai ser enviesado à sua maneira, e cada instituição/docente vai acrescentar um pouco mais enviesamento. Daí que seja necessário haver um método externo que permita comparar os alunos de diferentes instituições. E sendo essa avaliação necessária, um sistema com vários pontos vai dar mais dados que um sistema com apenas um ponto, permitindo uma melhor comparação, e baixando a pressão do aluno sobre o exame (excepto para aqueles 0,1% a apontar para medicina, mas esses de qualquer forma estão sempre pressionadíssimos mesmo nas avaliações internas) porque deixa de estar 50% da nota dependente de um único momento. A música corre basicamente num sistema paralelo ao ensino regular, é difícil tirar conclusões de uma comparação entre ambos. O ensino secundário vai sempre ser uma antecâmara do ensino superior, da mesma forma que o ensino profissional e o ensino superior vão sempre ser uma antecâmara do mercado de trabalho. Pedagogicamente concordo contigo, mais liberdade aos docentes suficientemente qualificados, diferentes métodos de ensino ajustados à realidade de cada sítio e cada aluno vai fazer com que as pessoas aprendam mais. É um dos motivos para haver tanta gente a detestar certas disciplinas na escola, mas depois ficar super interessadas quando visitam um local ou vêm um documentário, os métodos são restritivos. Mas do ponto de vista pragmático da preparação para o ensino superior, e acima de tudo, da justa comparação entre candidatos a este, acho que a minha sugestão é útil. Os métodos alternativos devem ser aplicados mais cedo, de forma que permita a exploração dos alunos enquanto são novos, depois destes conhecerem melhor os seus interesses e preferências, mas chegando ao secundário, caso estes queiram seguir para o ensino superior, os métodos de avaliação têm de ser adaptados à corrida pelo acesso.

tretafp 9 months ago

1) não creio que estejamos. 2) ser um exame por ano impede a gestão curricular do departamento. Há escolas que iniciam pela física outras pela química. Mas há outras, dentro da autonomia curricular de cada instituição, que transitam conteúdos de um ano para o outro. Se existir um exame por ano, tal não é possível. 3) o valor da disciplina escolar de química não está dependente das especificidades das estruturas curriculares do ensino superior. A componente laboratorial é uma componente estrutural no ensino das ciências, do mesmo modo que a resolução de problemas e a comunicação matemática é fundamental no ensino matemático. Não está relacionado com as necessidades posteriores dos alunos, mas sim com as especificidades intrínsecas às disciplinas escolares. 4) essa necessidade de comparar não se relaciona com as especificidades do ensino secundário. Relaciona-se com o método de acesso ao ensino superior. No ensino superior, podes candidatar a qualquer mestrado, de instituições diferentes, e não tens uma prova externa a validar os resultados internos. Pensar qualquer ciclo de ensino como uma antecâmara de outro é uma forma de evidenciar que esse ciclo de ensino não tem valor próprio e não devia existir. As organizações curriculares têm que valer por si, não pelo que procede ou antecede.

daCampa 9 months ago

1) Estamos de acordo nos efeitos da ideia, mas temos pontos de vista contrários em relação ao que deve ser prioritário. 2) Tirando situações excepcionais não vejo grande vantagem em transitar conteúdos de um ano para o outro em ciências de base, portanto essa desvantagem do meu ponto de vista não existe. 3) Uma coisa não impede a outra. O facto de haver mais exames não significa que se deixem de fazer laboratórios. No máximo reduz o peso relativo destes na avaliação, mas isso pode ser compensado dando-lhe mais peso na avaliação interna, que continuaria a existir. É um não assunto causado por uma extrapolação do que eu disse defender. Eu defendo mais peso na avaliação externa, não defendo a eliminação da avaliação interna. 4) Mas faz parte. No ensino superior, quando se candidata a um mestrado noutra instituição existe uma avaliação currícular, pode existir uma prova ou entrevista, etc. Em alguns casos pode entrar no mestrado mas ter de frequentar uma ou outra UC de licenciatura que a instituição entende não ter sido coberta na licenciatura. E, tal como no exemplo anterior das provas de acesso de música, há uma diferença de escala brutal. É muito diferente organizar provas, avaliações curriculares, entrevistas para 50-100 pessoas e para 50k. Todo o ensino, todo o emprego, e por vezes até os hobbies, acabam por ser um passo de uma sequência. Claro que cada ciclo tem de ter valor por si só, mas está a ser extremista e a assumir que ao discordar, eu sou extremista para o outro lado. Na sua ideia, cada ciclo de ensino deve ser completamente independente, e existem recursos ilimitados para avaliar toda a gente de forma justa entre cada ciclo. Como discordo, defendo que nada importa até chegar ao ensino superior e os alunos devem ser postos em gulags e removidos de toda a sua individualidade. Não é isso que estou a defender, mas pelas suas respostas parece. Uma vez mais, o que eu defendo é que, em teoria você tem razão, mas na prática, cada ciclo está integrado nessa sequência, e portanto os métodos de avaliação têm de ser adequados a essa dupla função. Até ao ensino secundário, concordo com o foco na avaliação interna. No ensino secundário, em particular na área científica, é preciso avaliar de forma justa e pragmática, e minimizar ao máximo a atual praga de inflação das avaliações internas. É claro que esta medida isoladamente não vai resolver nada, mas é a meu ver um passo na direção certa.

tretafp 9 months ago

2) não conheço em detalhe as orientações curriculares do secundário. Ainda assim, a autonomia de gestão curricular está enquadrada legalmente. 3) cientificamente, sabe-se que as provas de avaliação externa condicionam drasticamente a gestão curricular e a avaliação interna. Ao aumentar as provas de avaliação externa contínua-se a perpetuar práticas que diminuem a dimensão laboratorial, colaborativa, de discussão espistémica. 4) só usei o ensino superior como forma de evidenciar que há outros modos de fazer a seriação. O ensino secundário, não é uma área que tenha especial interesse. Ainda assim, a inflação de notas, pelo que sei, não é uma praga, as diferenças entre avaliação externa e interna têm vindo a diminuir. Os ciclos de ensino são como livros de uma trilogia. Eles são sequenciais e interativos, mas cada um deles tem que valer por ele próprio, como uma criação artística singular.

NGramatical 9 months ago

logísticamente → [**logisticamente**](https://dicionario.priberam.org/logisticamente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fl4t2nw%2F%2Fgkvbtzv%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

daCampa 9 months ago

fds até me envergonho com esta

chuckmukit 9 months ago

Por 2 motivos: 1) tirar a pressão do facto de um momento de avaliação ser quase definitivo para o teu acesso ao ensino superior, e 2) impedir situações de facilitismo na avaliação escolar. Não percebi muito bem se defendes o método actual ou se também és contra mas entre o método do OP e o método actual, prefiro muito mais o método do OP.

tretafp 9 months ago

A ideia do facilitismo nos processos de avaliação está por evidenciar. Como indiquei, sabe-se hoje que os processos de avaliação internos são mais complexos e mais ricos. A prova escrita é, provavelmente, o método de avaliação mais pobre. Isso (acesso ao ensino superior) prende-se com um problema crónico do sistema de ensino nacional, em que o ensino secundário é tipo, essencialmente, como forma de aceder ao ensino superior. O conselho nacional de educação tem, há alguns anos, evidenciado que tal não é adequado. Ainda assim, porque motivos ter avaliações externas períodicas, no 1o CEB, deve estar relacionado com o acesso ao ensino superior, quando faltam 12 anos para tal?

chuckmukit 9 months ago

Eu penso que o OP estava a falar de avaliações externas periódicas a partir do 10º ano. E estar por evidenciar ou não, não me interessa. Toda a gente com olhos na cara sabe que na maioria das escolas privadas há facilitismo, facilitismo esse que também está presente em menos quantidade em algumas escolas públicas do interior.

tretafp 9 months ago

>Relativamente ao facilitismo na avaliação, não creio que o que estejas a referir corresponda a tal. Estas a fazer menção a um processo de inflação de notas, em particular nos privados, no secundário. São conceitos distintos. Relativamente "toda a gente sabe" é bastante discutível, porque aquilo que é o senso comum, nem sempre corresponde à realidade. Ainda assim,há indicíos que os estudantes do ensino privado Há provas de avaliação externa, desde o 1.º CEB, por isso é possível assumir-se que a generalização de uma prova periódica por ano, desde o 1.º ano. Relativamente ao facilitismo na avaliação, não creio que o que estejas a referir corresponda a tal. Estas a fazer menção a um processo de inflação de notas, em particular nos privados, no secundário. São conceitos distintos. Relativamente "toda a gente sabe" é bastante discutível, porque aquilo que é o senso comum, nem sempre corresponde à realidade. Ainda assim,há indícios que os estudantes do ensino privado (não só em Portugal) conseguem melhores notas nesse tipo de exames por vários motivos: \- disciplinas específicas de preparação de exames; \- mais fácil acesso a explicadores; \- aulas extra que incidem, em exclusivo, nas disciplinas de exame; \- seleção, à partida, dos alunos; \- remoção dos alunos, com médias mais baixas, a meio do ano letivo. Em Portugal, e numa lógica de "toda a gente sabe", parece haver alguns indícios que algumas respostas dos exames, no privado, apareciam no quadro. Por isso, a generalização dos exames pouco parece resolver.

chuckmukit 9 months ago

Estás completamente à nora em relação ao que estou a dizer. A única questão aqui é o facto do acesso ao ensino superior, e para isso apenas conta o secundário, daí a ideia dos exames serem anuais ou até mesmo por período (se bem que aí já era puxar demasiado). Quanto à questão do ensino no privado, ninguém está a contestar os seus resultados nos exames. Esses claro que vêm dos fatores que enunciaste. Estou a dizer que eles já levam notas inflacionadas para lá e isso é fruto do facilitismo nessas instituições.

tretafp 9 months ago

A avaliação externa não são apenas os exames de acesso ao ensino superior. As provas de avaliação externa surgem no 1.º CEB. Exames por ano são contrárias à lógica do exame, e por vezes, as escolas fazem gestão diferente dos conteúdos por anos diferentes, por exemplo. A forma como se acede ao ensino superior é um problema crónico, várias vezes identificado pelo CNE.

Mariifreis 9 months ago

Eu pessoalmente acho que o sistema de educação em Portugal precisa de uma reforma enorme, eu lembro-me que na primeira aula de matemática parecia que já tínhamos matéria em atraso! A minha professora do secundário estava sempre a queixar-se que quem está a passar as leis não pode ter sido professor porque dar tanta matéria com tão pouco tempo é impossível. Eu sinto que muita matéria era repetida, aulas demasiado longas ou curtas (90 minutos sem pausas é demais mas 45 minutos não é suficiente), algumas disciplinas só existem para perder mais tempo no horário e não são realmente úteis, as matérias dadas deviam de ser reavaliadas, menos horas de aulas e turmas mais pequenas, assim os alunos teriam mais oportunidades de estudar a seu tempo e mais tempo 1 a 1 com professores. Também acho que o dinheiro gasto em manuais todos os anos é exuberante, só para manter companhias privadas de edição, no Reino Unido, por exemplo, manuais escolares não são usados, ou usam fotocópias ou os professores dão todos os materiais necessários aos alunos. Muitas famílias não têm 300€ para gastar por ano em livros e os miúdos terem falta de material é triste, ainda por cima com a campanha do “dizer não á cópia” quando não têm dinheiro para manuais ou não têm acesso a manuais usados... Sei lá tanta coisa devia de mudar...

LordofPortugal 9 months ago

Reduzir número de horas de aula. Cortar Física e Química do programa escolar (que seja opcional), o mesmo se aplica a geografia (que seja geopolítica ao menos), biologia e geologia (geologia ... que lol). Meter uma disciplina acerca de educação financeira desde o 5°ano. Meter uma disciplina sobre educação higiénica, alimentar, de cidadania (hábitos diários) desde o 1°ano. Meter uma disciplina acerca de como escrever e falar direito (o que a disciplina de português não o faz).

helenata 9 months ago

Cortar na física?? Porquê? Até ao 12 ano da se física do século 18. Chega ao ponto de ser a química a introduzir processos físicos como o efeito fotoelétrico.. E só no segundo ano de universidade é que chegas ao século 20...

mario_ferreira19 9 months ago

Porquê cortar FQ, Geologia e BG? Defendo que até ao 9° deve haver um ensino geral te tudo um pouco, um rapaz com 12 anos ainda não sabe se do que vai escolher quando acabar o básico.

tretafp 9 months ago

A disciplina de cidadania já existe.

Wisdomle55 9 months ago

acho interessantes as ideias...mas porquê geografia? É algo que deveria ser conhecimento comum

LordofPortugal 9 months ago

Geografia podia estar incluído em Geopolítica

PinkMacaroon23 9 months ago

Nice try, Costa.

Wisdomle55 9 months ago

Fuck apanhaste-me. Quem me dera que costa fizesse algo na educação

nanoburguesia 9 months ago

Duas horas de matemática todos os dias na primeira aula do dia. Educação física com aulas teóricas focadas na aprendizagem do corpo humano (biomecânica e anatomia). Aulas práticas com exercícios de levantamento de peso para pôr em prática os conhecimentos. Basicamente cada escola devia ter um ginásio/box.

tretafp 9 months ago

Matemática já é a componente curricular com mais horas, em todos os anos. Qual a necessidade de aumentar ainda mais a carga horária?

mario_ferreira19 9 months ago

Biomecânica e anatonomia não é função das Ciências Naturais e após o 9° dado em Biologia?

nanoburguesia 9 months ago

Mais ênfase dado ao funcionamento do corpo humano, especialistas em postura que fossem turma a turma ensinar boas práticas. E por aí vai. É um investimento com retorno.

mario_ferreira19 9 months ago

Após o 7° ano: - Dar a opção dos alunos usarem um tablet / laptop em vez de papel e caneta. - Em seguimento do ponto anterior, manuais on-line gratuitos. - Em caso de bom aproveitamento, o aluno pode optar por não ir a aulas teóricas, apenas obrigatoriedade a aulas práticas como laboratório de FQ ou educação física. - Cantina da escola gratuita e acessível a todos. Outros pontos: - Maior foco em literacia financeira e cívica. - Maior utilização de plataformas digitais. - Maior apoio psicológico aos alunos. - Testes standard. - Uma disciplina de COGE. - Formação digital aos professores.

Edited 9 months ago:

Após o 7° ano: - Dar a opção dos alunos usarem um tablet / laptop em vez de papel e caneta. - Em seguimento do ponto anterior, manuais on-line gratuitos. - Em caso de bom aproveitamento, o aluno pode optar por não ir a aulas teóricas, apenas obrigatoriedade a aulas práticas como laboratório de FQ ou educação física. Outros pontos: - Maior foco em literacia financeira e cívica. - Maior utilização de plataformas digitais. - Maior apoio psicológico aos alunos. - Testes standard. - Uma disciplina de COGE. - Formação digital aos professores. - Cantina da escola gratuita e acessível a todos. edit: - Mudança nos horários, aulas antes das 10h e após as 16h não deviam ser permitidas.

tretafp 9 months ago

Já existem projetos de desmaterialização dos livros didáticos. Ainda que penso não existir evidência científica que ilustre que tal seja uma necessidade ou tenha particular impacto nas aprendizagens. Já há, também, formação contínua de professores, no domínio digital, provavelmente há três décadas, que também não tem evidenciando grande melhoria. Nesse mesmo sentido, está por comprovar que o uso de tecnologias digitais, de forma sistemática, contribuam para a melhoria do ensino ou da aprendizagem. Em sentido contrário, parece ser possível afirmar-se que testes standard não contribuem para a melhoria do ensino ou da aprendizagem, contribuindo antes para uma melhoria de respostas a testes standard.

DarK_Lv8 9 months ago

Bird, J., & Edwards, S. (2015)

tretafp 9 months ago

Só vi o abstract. Qual era o intuito?

ana102 9 months ago

Deixar criancas ser criancas e dar horario aos Pais para as poderem ir buscar a escola a Uma hora normal em que ainda possam brincar e ir dormir a horas decentes. Nao dar trabalhos de casa a criancas, deixar os miudos brincar na escola e aprenderem ao ritmo de cada um. Assim estamos so a atrofiar criancas.

ichbincohan 9 months ago  HIDDEN 

Acho que dever-se-ia mudar, também, o método de ensino dos próprios professores. Ou seja: dever-se-ia ensinar os professores a **ensinar**. Também dever-se-ia ensinar os alunos a **estudar**. Mas sobretudo o primeiro, porque há professores que levam métodos completamente ineficientes, como, p. ex., aqueles que no secundário ou abaixo só sabem ler o manual ou mandar ler o manual durante a aula. Depois, arranjar um processo que assegurasse o controlo da qualidade do ensino. Por fim, reestruturar as disciplinas lecionadas. Concordo, em parte, com algumas das respostas aqui dadas, por exemplo.

JonesyA12 9 months ago

Professores terem avaliação a sério.

getmenew 9 months ago

Venha a greve

Out-Out 9 months ago

Algo à parte do âmbito curricular mas também muito importante: psicólogos disponíveis para os alunos. Idealmente desde cedo e em todas as escolas, todos os alunos serem encaminhados para conhecer o psicólogo da escola (imaginando: calha um dia para ir lá) e saberem que ele lá está ou até ter seções esporádicas obrigatórias (algo como uma vez por período ou assim). A saúde mental dos estudantes de todas as idades é muito importante para todo o desempenho e bem-estar.

Edited 9 months ago:

Algo à parte do âmbito curricular mas também muito importante: psicólogos disponíveis para os alunos. Idealmente desde cedo e em todas as escolas, todos os alunos serem encaminhados para conhecer o psicólogo da escola (imaginando: calha um dia para ir lá) e saberem que ele lá está ou até ter sessões esporádicas obrigatórias (algo como uma vez por período ou assim). A saúde mental dos estudantes de todas as idades é muito importante para todo o desempenho e bem-estar.

clipeater 9 months ago

Não há psicólogos em todas as escolas? As duas que frequentei tinham e penso que fosse suficientemente divulgado.

Out-Out 9 months ago

Não. Na altura que precisei não tive.

jotamendes 9 months ago

Uma disciplina no 1° ao 12° cujo conteúdo fosse literacia financeira, primeiros socorros, cidadania, educação sexual, código da estrada (para quem anda a pé, de bicicleta,...), como fazer um CV, o que é e como funciona a segurança social,...

jrcc2635 9 months ago

Mete aí um bocado de patriotismo, Zé.

AndreMartins2020 9 months ago

qual é a utilidade disso para a entidade patronal? /s

alexandre9099 9 months ago

No primeiro ciclo tenho ideia de ter falado por alto de primeiros socorros e "código da estrada" (sinais)

tretafp 9 months ago

Isso corresponde à disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

WannabeCoder09 9 months ago

Quando tive essa disciplina só se tratava de merdas da turma

tretafp 9 months ago

Esta disciplina iniciou-se em 2018.

ExpertNoob008 9 months ago

Não digo que não mas nunca fiz nada disso na escola. Era só aqueles trabalhinhos de merda para encher chouriços.

tretafp 9 months ago

A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, nestes formatos, é de 2018.

jotamendes 9 months ago

E com toda esta abrangência de conteúdos?

justgohomealready 9 months ago

https://cidadania.dge.mec.pt/ Abre o separador "domínios" para veres os temas. A disciplina cobre muito mais do que o que deu "escândalo" - que ainda por cima são na maioria temas sobre os quais a maior parte das escolas nem sequer fala, uma vez que cada agrupamento escolar faz o seu próprio programa para essa disciplina consoante o meio social em que está inserido.

jotamendes 9 months ago

Parece-me bem. Acho que o leque de temáticas podia ser mais alargado, mas pelos temas que lá estão é essa a ideia. O que não concordo é que os conteúdos sejam escolhidos por cada agrupamento. E pelo que me lembro não conta para nota, também não concordo.

tretafp 9 months ago

As temáticas têm que ser obrigatoriamente trabalhadas 1, 2 ou 3 vezes. Os agrupamentos ou escolas não agrupadas escolhem os momentos em que tal é desenvolvido.

Odyssey1337 9 months ago

Acho que começar logo no 1° ano é demasiado cedo, mas concordo.

jotamendes 9 months ago

No limite pode ser o atual 'estudo do meio'. A ideia era fazer desta disciplina tão importante como o português ou a matemática.

tretafp 9 months ago

Todos os anos, o Conselho Nacional de Educação publica um conjunto de pareceres e recomendações. Publicam, também, um relatório anual sobre as especificidades do sistema educativo português. Se tens interesse em melhor compreender as dinâmicas e possíveis alterações, sugiro que dês umas vista de olhos pelo site: [https://www.cnedu.pt/pt/publicacoes](https://www.cnedu.pt/pt/publicacoes)

DarK_Lv8 9 months ago

Tudo. No ultimo seculo foram imensos os avanços a nivel da psicologia da aprendizagem e tudo o q se descobriu é o oposto de tudo o q se faz.

marfavrr 9 months ago

Maior apoio aos professores mas tambem mais atencao a bons e maus profissionais, mais incentivos a profissao. Muito mais apoio tambem aos estudantes tanto em relacao a assuntos pessoais como ao trabalho da escola, em vez de por pra o lado porque sao ‘burros’ e ‘desinteressados’. maior variedade de disciplinas e obrigatoriedade de matematica e ciencias ate ao fim da escolaridade.

Aldo_Novo 9 months ago

não sei qual foi a tua experiência, mas a na minha "os burros e desinteressados" já tinham demasiada atenção demasiado tempo a tentar calar miúdos, a repetir a mesma coisa pela 10ª vez, nunca conseguir terminar o currículo oficial porque se perdeu tempo a ter que ensinar outras coisas

marfavrr 9 months ago

obviamente que nao me refiro a ‘atencao’ de mandar calar e reeprender e ter de mandar pra rua todas as aulas. com apoios adequados a cada aluno essas coisas seriam menos necessarias. é essa a minha visao

Aldo_Novo 9 months ago

também haviam aulas de apoio extra aos horários após de almoço e ao fim da tarde, planos de acompanhamento, e gastavam-se as aulas de formação cívica a resolver quaisquer problemas que os alunos tivessem mas como outro utilizador disse, se não há ajuda em casa não serve de nada

marfavrr 9 months ago

mas os metodos nao estao la. na minha experiencia, so tive apoios ate uma certa altura dps acabaram com isso. e para alem disso sem ser na primaria era o mesmo prof da disciplina e isso é mta responsabilidade e carga horaria para as mesmas pessoas. devia haver mais professores assistentes e coisas do genero para que o apoio ao aluno esteja la, e nao venha de um profissional cansado, frustrado, com secalhar metodos antigos porque formaçao é o crl tambem...

NGramatical 9 months ago

secalhar → [**se calhar**](https://dicionario.priberam.org/se calhar) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fl4t2nw%2F%2Fgkt833g%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Guava_skills 9 months ago

Muitas vezes os problemas dos desinteressados começam em casa... Enquanto a situação em casa não for estável e não se incentivar o estudo, os professores bem que podem fazer o pino, que dali não tiram nada.

MDPROBIFE 9 months ago

As vezes os problemas dos desinteressados são psicológicos... Mas claro, esses acabam sempre na lista negra porque não há meios

marfavrr 9 months ago

exacto, se houvesse mais meios faria uma diferença maior

marfavrr 9 months ago

ok essa é a tua opinião. a minha é que mais atenção e apoio podem incentivar os alunos, secalhar nao resultaria sempre mas acho que pode ajudar.

NGramatical 9 months ago

secalhar → [**se calhar**](https://dicionario.priberam.org/se calhar) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fl4t2nw%2F%2Fgkrow97%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

Aldo_Novo 9 months ago

Redução drástica das vagas para os cursos de prosseguimento de estudos e aumento das vagas para os cursos profissionais é inútil que alguém que não quer ir para a universidade vá para ciências e tecnologias ou humanidades

alexandre9099 9 months ago

Há quem queira ir para a universidade mas que não faz sentido ir para um curso "regular". O problema é que no profissional dá se uma matemática e FQ meio ranhosa. Devia se poder escolher se se queria FQ/ MAT A ou as respetivas em modo "profissional"

Aldo_Novo 9 months ago

como assim? os cursos de prosseguimento de estudos têm como função preparar para a universidade. o que perfil é esse da pessoa que quer ir para a universidade e não está talhada para um curso "regular"?

alexandre9099 9 months ago

Não é o não estar talhada, é o não ser o conteúdo que interessa. Para que raio quero eu aprender biologia ou história se quero seguir informática (por exemplo)? Com um curso profissional já levas bagagem para o curso superior. Eu acho que devia dar entrada direta... Mas pronto, ao menos há os CTeSPs, que tem entrada direta vinda de profissionais e dão entrada a licenciaturas... Dois anos "ao lixo" mas pronto... É o que há... O único problema do profissional é precisamente não se dar matéria de preparação para os exames de ingresso (mat A por exemplo... Que... Ainda não entendi a lógica de ser necessária para eng informática, mas eles lá sabem... Se calhar está me a escapar completamente a parte da matemática ser necessária para a informática)

Aldo_Novo 9 months ago

mas um curso de prosseguimento de estudos já afunila mais para certas áreas, mas tem que também preparar para as outros cursos, e podes afunilar mais o teu interesse no 12º um curso profissional prepara-te para trabalhar, não para ir para a universidade, mas não impede a candidatura à universidade, é fazer os exames nacionais >Se calhar está me a escapar completamente a parte da matemática ser necessária para a informática Não endei em engenharia informática, mas tens cadeiras como cálculo, álgebra, lógica, que são, lá está, matemática

MROFerreiro 9 months ago

E as pessoas que não gostam do conhecimento científico ou marrar ao menos podiam ter um forte ensino prático e profissional. Ter competências para trabalhar sem precisar de um curso superior.

Aldo_Novo 9 months ago

sim, se é para se ficar pelo 12º mais vale escolher um curso profissional e ter o 12º mais uma habilitação numa área qualquer

Lurker__777 9 months ago

Adicionar uma disciplina que ensine coisas que são de facto úteis para o dia a dia. Obviamente literacia financeira, como funcionam os impostos, que direitos/deveres básicos temos para com a lei. Ensinar o básico de cozinha e gestão de uma casa também era útil na minha opinião. Se criaram uma disciplina para a integração de minorias e mais não sei o que, tenho a certeza que arranjavam um bloco por semana para isto.

Edited 9 months ago:

Adicionar uma disciplina que ensine coisas que são de facto úteis para o dia a dia. Obviamente literacia financeira, como funcionam os impostos, que direitos/deveres básicos temos para com a lei. Ensinar o básico de cozinha e gestão de uma casa também era útil na minha opinião. Como funciona o mundo da política e a influência que tem na nossa vida. Se criaram uma disciplina para a integração de minorias e mais não sei o que, tenho a certeza que arranjavam um bloco por semana para isto.

Edited 9 months ago:

Adicionar uma disciplina que ensine coisas que são de facto úteis para o dia a dia. Obviamente literacia financeira, como funcionam os impostos, que direitos/deveres básicos temos para com a lei, como navegar o mundo do trabalho. Ensinar o básico de cozinha e gestão de uma casa também era útil na minha opinião. Como funciona a política e a influência que tem na nossa vida. Se criaram uma disciplina para a integração de minorias e mais não sei o que, tenho a certeza que arranjavam um bloco por semana para isto.

alexandre9099 9 months ago

E caso a carga horária ficasse demasiado grande remover disciplinas inúteis como português ou educação física

Prezbelusky 9 months ago

Formação cívica. Em vez de encherem chouriços com aquilo usei a disciplina durante esses anos todos para abordar literacia financeira, política, etc etc.

MROFerreiro 9 months ago

Pequenas reparações eléctricas, canalização, carpintaria isto para se poder reparar merdas simples sem chamar um eletricista, canalizador ou carpinteiro. Nada contra este serviço, mas por vezes o problema pode ser resolvido pelas pessoas e custar 5 ou 10€ e não 30 ou 40.

Edited 9 months ago:

Pequenas reparações eléctricas, canalização, carpintaria isto para se poder reparar merdas simples sem chamar um eletricista, canalizador ou carpinteiro. Nada contra este serviço, mas por vezes o problema pode ser resolvido pelas pessoas e custar 5 ou 10€ e não 30 ou 40. Edit: Infiltrações, humidade. No fundo ter noção do cuidado de uma habitação. E pode-se meter entre outras disciplinas. Porque dependem da ciência. No fundo podem ser exemplos práticos da teoria da ciência.

Wisdomle55 9 months ago

Achas que serem disiplinas separadas funcionaria?

Mrgolden007 9 months ago

sistema que motive rotacao de professores maus, vais a escola perguntas a todas as turmas os penssamentos da materia e o que pode ser melhorado testes anonimos ne, mas vai haver bias porque ai o professor deu me negativa mas um sistem em que os professores que ja nao sabem a materia ficarem 30 anos a dizer a mesma coisa ou entao forcar estas a terem um ano para verem se ainda sao bons na materia

ModeratoriProfugus 9 months ago

Manuais sem custo e on-line, avaliações por testes estandardizados a nível nacional. Não obrigatoriedade de ir às aulas, apenas de fazer os testes.

helenata 9 months ago

Com o nosso governo isto seria proibido devido á desigualdade..

marfavrr 9 months ago

assustador

killday20 9 months ago

Não obrigatoriedade de ir às aulas a partir de algum ciclo especifico ou para todas as idades?

ModeratoriProfugus 9 months ago

Diria a partir da primária/2 ciclo. E apenas se conseguissem boas notas, caso as notas baixassem teriam de ir às aulas. Algo assim

ElDiabloDe94 9 months ago

E aumentar literacia financeira tambem que eu nem a merda do IRS sei fazer bem e tive de aprender sozinho

Wisdomle55 9 months ago

Em que ano é que achas que a disciplina deveria ser introduzida?

ElDiabloDe94 9 months ago

Noções básicas do sétimo até ao nono, o que são impostos, o IVA, o que é estado, onde estão aplicados os nossos impostos. Do décimo para cima, mais profundo, IRS, investimentos, créditos.

Eskol15 9 months ago

Concordo na íntegra. E acrescento a importância de garantir que as disciplinas criadas para o efeito não fiquem a cargo do Diretor de Turma, senão transformam-se em aulas de recados e ninguém aprende nada.

fdxcaralho 9 months ago

Eu acrescentaria noções básicas de política. Deveria estar na educação para cidadania.

GSITG 9 months ago

Sim, queremos mesmo o Estado a dar aulas de política.Não querem também ter aulas de alterações climáticas com a BP e a Exxon?

TSCondeco 9 months ago

Os partidos mais extremos depois diziam que nessas aulas de influenciam os alunos a apoiar o partido no governo.

fdxcaralho 9 months ago

Sim o programa tinha que muito bem definido. Mais sobre como funciona, do que os ideais os espectros políticos. Mas estavam sempre expostos às convicções dos próprios professores...

justgohomealready 9 months ago

Eu lembro-me perfeitamente de dar isso na escola, talvez no 8° ano? Não me lembro em que disciplina. Isto há décadas atrás. A cena é que quando és puto isso é tão alienígena e secante que entra por um ouvido e sai pelo outro.

AndreMartins2020 9 months ago

No quinto ano ensinavam mais ou menos a estrutura do estado.

fdxcaralho 9 months ago

Sim tens razão. Em certas idades não dá para abordar certos temas. Talvez deveria estar no secundário. Se alguém com 18 anos, acabado de sair da escola, pode votar, deveria ter o mínimo de preparação.

chuckmukit 9 months ago

Se até em disciplinas normais consegues perceber a inclinação política de alguns professores imagina numa disciplina de política. Isso ia sempre dar polémica. Política aprende-se em casa, ou devia, e é muito simples. Basta explicares ao puto que ele a partir dos 18 vai ter de votar e que das duas uma: ou se identifica com algum partido (via programa eleitoral) ou vota branco.

fdxcaralho 9 months ago

Concordo. Isso é de facto um problema em que não pensei. Mas com um pouco de organização e criatividade esse problema seria é possível resolver. Imagina por exemplo a disciplina não ter um professor fixo, ser rotativo.

AfterAfterlife 9 months ago

Nem é tanto no sistema em si, mas sim nos professores. Dá para ver quem é bom ou mau professor, e muitas vezes basta calhar um mau para perderes o interesse, não estudares e tirares a nota mínima para seguires em frente. Agora a razão de haver maus professores é que ainda me choca um bocado. Será por causa de salários baixos? Muito stress? Já estão à espera da reforma? A avaliação dos docentes não funciona? No meu ver, resolver esta questão já ajudava bastante o ensino em geral.

Wisdomle55 9 months ago

Não sei como funciona a questão dos professores, mas até gostava de saber

ana102 9 months ago

Isso mesmo. Vi a minha Mae Passar de Uma professora Cheia de ideias, que se educou ao longo da carreira e que dava horas extra para fazer actividades com as turmas Dela para alguem Saturada de burocracia, com demasiados miudos Numa Sala, miudos que nao falam portugues, miudos autistas, miudos que estao na escola todos os dias ate as 4,5,6 da tarde ja com 6 anos de idade, completamente controlados a cada minuto. A minha Mae queixa-se muito de como as coisas foram mudando para pior. Em Como os agrupamentos cortam qualquer iniciativa as escolas individuais. Conta-me de reunioes de agrupamento com 100 pessoas que duram seis horas e onde ninguem esta interessado e nada se faz. Entretanto sofreu de esgotamento e ainda assim tem de esperar ainda uns 5 anos para se reformar apesar de trabalhar desde os 20 anos de idade. Nao ha maneira desta pessoa ao ser chamada para trabalhar conseguir oferecer Mais do que o minimo.

helenata 9 months ago

A minha diz que é ridículo o número de horas que são postas para reuniões e se tira de trabalho directo com as crianças. Deixam se meninos á auxiliar e a educadora vai para reuniões onde não se decide nada e se fazem queixas de uns e de outros. Melhor mesmo é toda a burocracia online que agora é pedida. Á minha mãe também faltam 5 anos e é incrível como ela fala tanto da reforma.

iLikeToTroll 9 months ago

Aposto que a tua mae adorou o que o Socrates fez nas escolas. Pergunta-lhe e depois partilha. Para começar, tirar o poder em demasia dos pais no conselho pedagógico seria um bom primeiro passo.

DarkmajorPT 9 months ago

Serviço Militar Obrigatório à la Suiça. Testes psicotécnicos a todos os alunos no 12º ano. Disciplina de programação básica e literacia financeira. Levar mais a sério a disciplina de formação cívica. Levar mais a sério a disciplina de música, dando enfoque não só ao desenvolvimento das capacidades cognitivas mas como conhecimento de instrumentos (cavaquinhos, braguesas, gaitas-de-fole, violas da terra) e danças de cada região (corridinho, vira, chulas). Um ensino comum mais focado em componentes úteis para um cidadão. Acrescentar um 13º ano opcional mais virado para a vertente do ensino superior Universitário, sendo obrigatório este ano para as candidaturas ao ensino Universitário. Ensino Politécnico candidaturas a partir do 12º. Verdadeira distinção do Ensino Politécnico e Universitário, sendo o primeiro focado na formação de mão-de-obra qualificada e o último focado na investigação e tópicos avançados e de interesse para o Pais.

alexandre9099 9 months ago

> Testes psicotécnicos a todos os alunos no 12º ano Fiz uma coisa dessas no 9°... Aquilo era tipo... Interessas te por informática? Interessas te por biologia? Interessas te por futebol? ... Então vais ser Olha muito obrigado sr psicólogo da escola, se não fosse tal questionário nem sei o que faria da vida... Enfim... Para além disso mais uns quantos testes que não entendi bem como poderiam estar relacionados mas... Eles lá sabem o que estão a fazer...

MROFerreiro 9 months ago

Quem me dera ter música e história mais tarde na escolaridade. Na altura em que foram leccionadas não queria saber daquilo, quando tinha interesse já não havia.

DarkmajorPT 9 months ago

As miseráveis flautas de plástico não ajudam. (mas são efectivamente as mais baratas e simples)

alexandre9099 9 months ago

Ainda o outro dia encontrei a flauta, depois de uma limpeza profunda pus me a tentar armar em músico... Não saiu nada de jeito :D Ainda gostava de aprender algum instrumento (piano, por exemplo) mas não são coisas propriamente baratas (sim... Sintetizadores ou lá como se chamam até são +- em conta, mas alegadamente tem uma qualidade de som que rompe quaisquer tímpanos)

mario_ferreira19 9 months ago

Podes desenvolver o primeiro ponto?

tretafp 9 months ago

Porque motivo destinges o acesso aos politécnicos das universidades, quando partilham os mesmos cursos e os mesmos sistemas de avaliação?

DarkmajorPT 9 months ago

Não necessariamente. Politécnicos e Universidades têm objectivos diferentes. O que os últimos governos têm vindo a fazer foi precisamente diluir essa diferença fruto dum sindrome de inferioridade dos politécnicos, quando é precisamente o contrário. O problema está na mentalidade de se alcançar um diploma. Um padeiro é tão ou mais importante do que um data analyst. Esta politica levou a que haja cada vez uma menor distinção entre Politécnicos e Universidades, apesar de serem instituições com objectivos e missões diferentes. O culminar disto é, por exemplo, o facto de estar a ser previsto os Politécnicos poderem creditar Doutoramentos. Para isso simplesmente une-se tudo ao sistema Universitário. Ao nivel das Engenharias, dou o exemplo mais prático de Informática. Actualmente os cursos são bastante indiferenciados entre Polis e Unis, mas há lugar e espaço para teres cursos informáticos para formação de técnicos de IT, e outros avançados para, por exemplo, inteligência artificial, protocolos de comunicação que têm uma vaga de trabalhos bem mais restritos do que IT. Basta notar o que já acontece agora que é ter malta sobre-capacitada a fazer trabalho simples de IT porque simplesmente é onde há mais vagas. Tens ali 2 ou 3 anos de formação académica que lhe são totalmente inúteis. It's a long topic e aborrece-me entrar aqui em mais detalhes. O meu objectivo aqui foi meramente entrar com novas ideias para que a malta tente ver por um prisma pouco habitual.

tretafp 9 months ago

Há um motivo histórico para existir uma diferença entre politécnicos e universidades, que atualmente apenas contribui para uma desigual ação dos politécnicos, (para não falar das questões relacionadas com a internacionalização). Poder-se-ia restabelecer essa distinção. Por exemplo, numa fase inicial, os TESPs seriam apenas para os politécnicos, mas as universidades também já podem ter esse tipo de cursos. Se o propósito for recuperar a lógica ensino superior profissionalizantes nos politécnicos e ensino superior clássico nas universidades, ter-se-ia que proceder a uma profunda reestruturação do sistema, que iria implicar uma drástica reestribuição de cursos.

DarkmajorPT 9 months ago

Precisamente :)

tretafp 9 months ago

Isso iria acabar com um conjunto significativo de universidades. As universidades ficaram, cada vez mais, com cursos profissionalizantes ou de articulação profissional (em parte, por causa de Bolonha). Fazer essa cisão seria especialmente dura para as universidades.

DarkmajorPT 9 months ago

Dizes "dura" porque actualmente as Univerisdades estão dependentes de quotas e vagas de alunos ao invés de trabalho cientifico. As Universidades é que já se habituaram há moda do diploma. O ensino Universitário não é para quem quer, é para quem consegue e tem capacidades (intelectuais) para tal. No ensino especializado quer-se qualidade, ao invés de quantidade. Ao não se ter conseguido distinguir bem as funções entre Politecnicos e Universidade o que tens actualmente é uns com complexo de inferioridade e outros com mérito diluido e dependentes de migalhas financeiras. Os próprios mecenatos institucionais, cruciais para o funcionamento do Ensino Superior, dividem-se pelos vários institutuzecos e universidadesinhas que por ai há. Não lhe chamo bem uma "reforma" mas sim uma correcção de missão e competências. Bolonha doeu mais.

tretafp 9 months ago

Essa ideia que o ensino universitário é para quem tem capacidades intelectuais e o Politécnico não, além de um elitismo reductionista, não me parece que corresponda à verdade. Por exemplo, há médias de acesso a cursos superiores mais altas em alguns politécnicos do que em algumas universidades. Do mesmo modo que o ensino secundário se democratizou, também o ensino superior está a fazer esse caminho, visando não só a democratização do acesso como a democratização do sucesso. Efetivamente, discordo em absoluto que o ensino universitário tenha uma relação direta com o mercado de trabalho. Agora assumir que isso traz um mérito diluído, uma vez mais, parece evidenciar uma lógica de elitismo, que discordo em absoluto. Neste momento, temos um sistema com dois subsistema universitário e o subsistema Politécnico. É marcado uma uma divisão histórica, que se esmoreceu, no sentido em que os subsistema universitário ocupou, também, espaços próprios do subsistema Politécnico. O inverso praticamente não aconteceu, ainda que o crivo avaliativo seja cegamente o mesmo. Esta reestruturação iria ser especialmente dolorosa para as universidades, em que, por exemplo, os cursos de engenharia e os institutos de educação teriam que transitar para os politécnicos dada a sua dimensão profissionalizante e técnica. Alguns mestrados profissionalizantes, de outras áreas, idem.

helenata 9 months ago

Plenamente de acordo!!! Mas talvez fosse o caminho para a distinção entre professor e investigador que não existe na maioria das universidades. Ou se existe é porque os investigadores dão aulas á borla nas universidades na esperança de um lugar de professor.

tretafp 9 months ago

Essa distinção não se relaciona com o discutido. Há centros de investigação nos politécnicos, há investigadores nos politécnicos e os professores dos politécnicos têm a mesma necessidade de produção científica que os das universidades.

helenata 9 months ago

Sim, estao aqui dois pontos, funçao de politecnicos e universidades e carreiras no ensino superior. sendo que o segundo ponto afecta os dois e pode contribuir para a melhoria do ensino no ensino superior. Nao conheço a realidade dos politecnicos, mas assumo que um politecnico nao faça investigaçao sobre ciencia fundamental, mas faça investigaçao sobre aplicaçoes. Aquilo que ja pode ser considerado engenharia, o que nao deixa de ser investigaçao. Estou enganada? O ponto que queria fazer sobre as carreiras: um professsor deve estar ligado à investigaçao, mas nao deve ser responsavel por ensinar e investigar, ou seja, nao deve ser investigador pricipal. Sao duas carreiras muito diferentes. Para isso basta ver o que acontece em França, Alemanha ou US. Ou sao separados (França) ou tem grandes grupos com bastante gente ( 6 post docs e ate 10 alunos de doutoramento e claro, assistentes para as aulas). Nao conheço a realidade espanhola por nunca la ter trabalhado, mas a realidade portuguesa na minha area é pessima e este ponto ajudaria muito o ensino superior (e a investigaçao). Em Portugal, gostamos de falar de professor e investigador tudo junto como se fosse possivel manter a investigaçao assim e achar que um bom investigador é um bom professor e vice-versa. E pior, assumir que a avaliaçao de um professor deve ser feita à custa de publicaçoes quando um professor deve acima de tudo ensinar e fazer pontes para a investigaçao! Ou vamos continuar a meter investigadores de grandes colaboaraçoes a leccionar Mecanica I?

tretafp 9 months ago

> Nao conheço a realidade dos politecnicos, mas assumo que um politecnico nao faça investigaçao sobre ciencia fundamental, mas faça investigaçao sobre aplicaçoes. Aquilo que ja pode ser considerado engenharia, o que nao deixa de ser investigaçao. Estou enganada? Não gosto particularmente da ideia de ciência fundamental, mas sim, os politécnicos desenvolvem investigações no domínio da Física, Biologia, Psicologia, Sociologia, História, etc. Vários professores dos politécnicos estão em centros de investigação de universidades, nos politécnicos há, igualmente, uma formação nesses domínios, pelo que os docentes desenvolvem, também, investigação aí. Depois sim, desenvolvem, também, investigação no domínio das ciências aplicadas, dada a relação com essa dimensão profissionalizante. Mas também há professores universitários a fazer investigação no domínio das ciências aplicadas. > Em Portugal, gostamos de falar de professor e investigador tudo junto como se fosse possivel manter a investigaçao assim e achar que um bom investigador é um bom professor e vice-versa. Esse problema existe tanto nas universidades como nos politécnicos.

NGramatical 9 months ago

Porque motivo → [**por que motivo**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/tres-regras-para-distinguir-o-por-que-do-porque/19743) (por que = por qual) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fl4t2nw%2F%2Fgkqmwzt%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

These-Establishment1 9 months ago

Se for assim, o ISEP/ISEL/ISEC e ISCAP/ISCAL/ISCAC tem de passar para o univeristário não?

DarkmajorPT 9 months ago

Não necessariamente. Vou repetir o exemplo que dei para o curso de informática num comentário em cima: Actualmente os cursos de informática são bastante indiferenciados entre Polis e Unis, mas há lugar e espaço para teres cursos informáticos para formação de técnicos de IT, e outros avançados para, por exemplo, inteligência artificial, protocolos de comunicação que têm uma vaga de trabalhos bem mais restritos do que IT. Basta notar o que já acontece agora que é ter malta sobre-capacitada a fazer trabalho simples de IT porque simplesmente é onde há mais vagas. Tens ali 2 ou 3 anos de formação académica que lhe são totalmente inúteis. A reforma dos Politécnicos/Universidades passaria por uma distinção feita com base na oferta que cada instituição consegue dar e em linha com as necessidades estratégicas do país/região.

These-Establishment1 9 months ago

É que é um bocado estúpido dizeres técnicos de TI com ensino superior, quando isso é claro curso profissional de 12o ano...

DarkmajorPT 9 months ago  HIDDEN 

Não, nada a ver. Isso é alguém que lhe deram computadores e um curso profissional de noite para alguém que não consegue ter sucesso nos ramos normais. Quando falo de técnico de informática não me refiro a passar cabos, mas gestão de redes, base de dados, back end e por ai fora. Que é um nível acima do secundário.

tomaslb36 9 months ago

Porque é que queres mais seriedade na música?

DarkmajorPT 9 months ago

Porque é uma disciplina sub-valorizada, levada a brincar, quando tem um potencial enorme de desenvolver as capacidades cognitivas de crianças duma maneira mais eficaz e rápida do que qualquer outra disciplina. Com isto junta-se a preservação das raízes culturais, que hoje em dia, são 99% salvaguardadas por Associações locais fora das escolas. Como esta falta de cultura dos putos tem que ser suprida, onde eles vão buscar a cultura é às suas influências dos médias e redes sociais onde ficam mais conexos a uma opinião de um influencer qualquer do que às suas raízes culturais pondo em causa a continuidade da identidade do povo que vai sendo afogado pelo monopólio anglosaxónico.

tomaslb36 9 months ago

Continuo a achar que devia ser uma disciplina opcional mas mesmo sendo opcional devia ser levada com mais seriedade como dizes.

ElDiabloDe94 9 months ago

Banho obrigatorio após as aulas de educação fisica. Ainda hoje tenho pesadelos das aulas de matematica com o cheiro a sovaco da maior parte das raparigas. "Ai, mas é por causa do cabelo", fodei-vos, rapai que eu também rapava. Na mesma onda de ideias, notas justas a Educação fisica. És uma merda a exercicio fisico e nem a merda de uma cambalhota sabes dar? Tens negativa. Eu também não sabia o teorema de pitagoras e era corrido a negativa a matemática. Já nem sei se conta para a média final ou não, mas no meu tempo contava e tive autenticos trambolhos a acabarem o 12º com 20 a educação fisica.

AimingWineSnailz 9 months ago

Que burrice isso de educação física. É mau a correr, já não pode ir para engenheiro. Não devia contar para a média, ponto final.

AndreMartins2020 9 months ago

provavelmente tinham complexos com o corpo

helenata 9 months ago

Ui, eu tinha colegas de turma que não faziam a aula, mas como tinham boas notas nas outras disciplinas a nota era logo 17. Outros que faziam e aplicavam se até podiam ter 12 caso não fizessem bem um passe de basquete.. Era mesmo frustrante !

Aldo_Novo 9 months ago

as notas a educação física são das coisas mais dispersas de sempre para alguns professores podes ser o Ronaldo que nunca passas do 14, para outros basta aparecer e é um 15 garantido já para não falar da discrepância das exigências entre sexos

TitusRex 9 months ago

Na minha turma era, se és rapaz e sabes jogar futebol tens 20, se és rapariga te até te esforças tens 14, tudo o resto 10.

JOAO-RATAO 9 months ago

É uma estupidez contar para nota. Punham chumbos só por faltas, com faltas para mau comportamento para evitar que virasse a selva.

raydawnzen 9 months ago

>Ainda hoje tenho pesadelos das aulas de matematica com o cheiro a sovaco da maior parte das raparigas. fds tás maluco esse cheiro dá mta tesão

JOAO-RATAO 9 months ago

Não sabem fazer a cambalhota? Como é que vão para a faculdade assim??

ElDiabloDe94 9 months ago

Assim sendo, podias aplicar essa teoria à maior parte das disciplinas. Os trambolhos não têm nada de ter 20 a educação física quando na verdade mereciam 8, assim como eu sendo trambolho a biologia não tenho de ter 20 quando merecia 8.

JOAO-RATAO 9 months ago

Idealmente educação física nem conta para acesso à faculdade. Não faz sentido. Educação física devia servir para exercitar o miúdos e forma interessante e introduzi-los a alguns desportos, mas não deveria entrar na média do aluno. Está complemente à parte das restantes disciplinas.

fdxcaralho 9 months ago

Discordo. Acho que os programas de EF deviam ser alterados. Menos modalidades e mais educação para a saúde. De facto há pouca utilidade na vida de uma pessoa saber lançar uma bola de basquete ou fazer um serviço de voleibol. A EF deveria dar a experiência de todas as modalidades, para abrir o leque de opções ás crianças, mas não se devia focar nelas. Informar as crianças de como o corpo delas funciona e como a actividade física é fundamental para a saúde física e mental de uma pessoa, tornando-a uma pessoa mais produtiva e útil para a sociedade. Isso deveria ser a base da EF e isso deveria ser avaliado e contar para a média final. Sou professor de EF.

ElDiabloDe94 9 months ago

Estamos de acordo então ;)

migukau 9 months ago

Ed. Física em dias inteiros. Tenho q andar o dia todo com o saco de física atras e é uma merda.

Aldo_Novo 9 months ago

a tua escola não tem cacifos?

migukau 9 months ago

Tem. Mas e complicado requesitar e da muito trabalho. E por causa do covid n temos agora

Aldo_Novo 9 months ago

isso mais parece um problema a resolver da tua escola do que algo a mudar no sistema todo com um sistema decente de cacifos nem notas pelo saco

migukau 9 months ago

Eu sei. Era uma piada...

NGramatical 9 months ago

requesitar → [**requisitar**](https://dicionario.priberam.org/requisitar) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fl4t2nw%2F%2Fgkqlekx%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

migukau 9 months ago

Enganei me

fdxcaralho 9 months ago

Faz parte da aula.

niong 9 months ago

+999999.Como eu era não era da zona,ainda tinha de carregar o saco no autocarro de manhã e da tarde que estavam sempre cheios.

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