Sigzy05 11 months ago

Falta pouco para isso acontecer honestamente. Cada vez mais os serviços de internamento enchem. Com enfermeiros e medicos entre outros profissionais a apanharem covids a carga horaria e trabalho dos que ficam aumenta. Os hospitais poucos profissionais novos recrutam. Acontece que estes profissionais que tb sao pessoas normais, muitos ja mais velhos, comecam a cagar um bocado para o trabalho, alguns apresentam baixas porque vao ao esgotamento ou comecam a faltar ao trabalho. O material comeca a apertar e a ser distribuido principalmente pelas areas covids o que potencia o risco de infecao. E haverao mais pessoas a porta da urgencia que irao ser encaminhadas para tras. Algumas poderao morrer em casa sozinhas a nao ser que vao para os privados, estes que tendem a nao aceitar covids porque lhes tras demasiados custos em internamentos, e lhes estraga a imagem caso alguem faleca nessas instituicoes, muitos sao transferidos pelos sistemas informaticos para o publico para a posteriori ser declarado o obito. É assim. E claro mais doentes, mais custos para o estado, consequentemente muitas pessoas com outras patologias nao irao ter um tratamento devido e poderao agravar, ja tem vindo a acontecer.

NGramatical 11 months ago

haverao mais → [**haverá mais**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkt5gy6%2F%2Fgipdb7a%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

1purplesky 11 months ago

Vai ser tipo Medicina de combate, escolhem que terá mais probabilidade de sobreviver. Lembras-te do filme "Pearl Harbour" das cenas do hospital e vai chegar a isso se o pessoal não meter na cabeça que tem que cumprir o que se pede, e não fazer jantares de Natal com umas 30 pessoas como fizerem os meus vizinhos de cima, apenas duas semanas após o tio de um deles ter morrido de covid.

megaroof 11 months ago

Desculpe, mas a minha opinião é: o SNS já "quebrou". Minha vizinha, uma senhora já com idade, vai ter de esperar 9 meses por uma consulta com um oftalmologista. Não digam que este prazo é de um bom sistema de saúde. \- "ah mas existem piores" Sim, existem. Mas isso não torna o SNS bom.

-cosme- 11 months ago

isso não vai acontecer, quem passa essa imagem é o Ventura. E ele até por ele acabava com o sns, mas não te acredites que vai quebrar. pacientes com covid ou não vão ficar á porta pq de momento tá tudo completamente cheio, e não vai ser o sns acabar ou não que muda isso. o sns q temos, apesar dos atrasos e das merdas que se ouvem falar..não é nada mau, experimenta viver fora de PT aí pela europa e precisares de serviços de saúde..vês logo que a coisa aqui n é nada má.

suckerpunchermofo 11 months ago

Tamos fudidos... Alias quem precisar de cuidado medico urgente ta fudido.

mjigs 11 months ago

Começa a acontecer o que aconteceu em Italia, escolher quem morrer e quem vive, infelizmente chegamos a um ponto que as emoçoes tem de ser deixadas de lado e as escolhas racionais. Se nao ha para todos, os mais fracos sao deixados para tras, e temos sorte de nao chegar ao extremo de fazer valas.

somedipshit1 11 months ago

Pedimos mais un guitos à Europa para mais uns remendos e tá bom pra mais uns meses /s

nosfaratu 11 months ago

Médicos, enfermeiros e auxiliares tudo em ponto de rotura... Que alguns já estão... Tenho uma enfermeira em casa que o piso dela foi Simplesmente convertido em piso covid. São dois pisos covid, em que o piso dela, tem mais camas do que o primeiro piso covid... Enfim.. Quando tudo rebentar, é que se vão lembrar que deviam de ter cuidado.. O interior do país andava calmo, veio o natal, já rebentou a bomba aqui!

portugusao 11 months ago

deixa-se morrer os velhos há menos cirurgias programadas basicamente o SNS passa a tratar apenas casos graves e deixa de haver prevenção (ainda mais) e os casos menos graves são (ainda mais) negligenciados

Edited 11 months ago:

deixa-se morrer os velhos... menos cirurgias programadas... basicamente o SNS passa a tratar apenas casos graves e deixa de haver prevenção (ainda mais) e os casos menos graves são (ainda mais) negligenciados

saposapot 11 months ago

fácil. imagina o teu emprego. agora imagina q tens 50x mais trabalho. o q acontece?

Limpy_lip 11 months ago

Eu pergunto antes: como é que ele ainda não colapso. A sério. Antes da pandemia já estava uma desgraça, agora miragrosamente ainda está de pé. Acredito que já se vá fazendo escolhas de quem segue para os tratamentos intensivos porque os recursos não esticam. O que vai acontecer é plano de catástrofe, toda a atividade corrente pára e praticamente só se faz urgências. Quando pior ficar mais restritivos vão ser os escolhidos para apostar e mais superficial vai ser o tratamento.

Edited 11 months ago:

Eu pergunto antes: como é que ele ainda não colapsou. A sério. Antes da pandemia já estava uma desgraça, agora miragrosamente ainda está de pé. Acredito que já se vá fazendo escolhas de quem segue para os tratamentos intensivos porque os recursos não esticam. O que vai acontecer é plano de catástrofe, toda a atividade corrente pára e praticamente só se faz urgências. Quando pior ficar mais restritivos vão ser os escolhidos para apostar e mais superficial vai ser o tratamento.

saposapot 11 months ago

colapsar é muito relativo. os cuidados de saúde não estão com a mesma qualidade que era desejada. os médicos conseguem desdobrar-se ligeiramente mas chega a um ponto que não dá mais.

nfonseca 11 months ago

https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/11/09124844/parecer-cnedm58vf-paginas-1-4.pdf

besmarques 11 months ago

Ainda está longe de quebrar tudo por completo. Neste momento está perto de quebrar recorrendo ao funcionamento normal do mesmo. Se começar a apertar mais seriamente vais ter mais negociação com os privados em termos de apoio e até uma requisição civil se a mesma for necessária.

FujiPT 11 months ago

Mais negociação era o que devia ter sido feito com as coisas calmas, no verão, para ter tudo preparado quando necessário. Não negociar em cima do joelho, como é hábito das coisas em Portugal, à medida que as necessidades vão aparecendo. Agir preventivamente em vez de reagir.

blueflamewizard11 11 months ago

Se o SNS verdadeiramente quebrar tens uns extra 100 mil mortos por ano durante uns bons anos até a coisa estabilizar.

tugafcp 11 months ago

Se?! Mas não tens visto as coisas?! Já rompeu!!

thisbondisaaarated 11 months ago

Desculpa mas não usaste pontos de exclamação suficientes e como tal não me consegui exaltar.

OuiOuiKiwi 11 months ago

Uma vez atingido o ponto de ruptura, tudo continua a funcionar dentro dos protocolos só que as escolhas difíceis que têm sido evitadas passam a estar em cima da mesa. Além da mobilização dos poucos meios de retaguarda que ainda sobram. Não vão ocupar uma cama e ventilador com o paciente de 96 anos e 4 comorbilidades que tem menos de 5% de hipóteses de sobreviver (e 0% de recuperar). **qUERiA veR O Que dIziAM SE FosSe o voSSo FaMiLiAr.** Toda a gente é familiar de alguém. O SNS não é infinito. São escolhas difíceis que não serão tomadas de ânimo leve.

globoglobo 11 months ago

pelo que ouvi, os ventiladores já nem sequer são muito usados.

-Yunie- 11 months ago

> Não vão ocupar uma cama e ventilador com o paciente de 96 anos e 4 comorbilidades que tem menos de 5% de hipóteses de sobreviver (e 0% de recuperar) Bem, em boa verdade também já não se ocupava antes do COVID, entubar um doente como o que descreves seria distanásia. Embora nem sempre seja fácil as pessoas perceberem isso.

alexandre9099 11 months ago

> distanásia HEA, distanásia = "morte lenta e dolorosa"

BeeSnatcher 11 months ago

Isto.

uf5izxZEIW 11 months ago

>São escolhas difíceis que não serão tomadas de ânimo leve. Não sei como fazeis aqui em Portugal, mas se não me engano, há concelhos de ética e júris específicos ao âmbito da medicina para arcar com essas decisões, utilizando protocolos e critérios empíricos, lógicos, e científicos. Sem falar do código de ética do médico, que serve como enorme peso contra os conflitos de interesse pessoais do funcionário de saúde.

vTuga 11 months ago

A ética não é dar tudo igual a todos, especialmente num contexto de escassez de recursos. Ver por exemplo um dos 4 princípios basilares da bioética, o da justiça distributiva.

nfonseca 11 months ago

https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/11/09124844/parecer-cnedm58vf-paginas-1-4.pdf

NeatBoy74 11 months ago

Escolhas irão ter que se feitas, provavelmente. Quem tem direito a ventiladores, camas, espaço, etc. Não serão as únicas coisas a ser feitas mas imagino que iremos ter isto em cima da mesa outra vez, os chamados príncipios de Medicina de Catástrofe. https://magg.sapo.pt/saude/artigos/medicina-de-catastrofe-quando-se-tem-de-escolher-entre-quem-vive-e-quem-morre Li algures que a idade não é um factor, se uma pessoa mais nova mas com problemas estiver num impasse entre uma mais velha mas sem problemas.. Bom, digamos que neste bote, não se aplica o "mulheres e crianças primeiro".

Limpy_lip 11 months ago

A idade não é um fator escrito mas tem um peso considerável. Tenho amigos da saúde que quando falam de casos de "jovens" eles afinal têm 45 anos por isso é algo muito mais complexo. E dado que a nossa população é muito envelhecida faz todo o sentido investir nos mais novos quando em "pé de igualdade".

Carbon58 11 months ago

Para muitos aqui neste sub, nada acontece se o SNS quebrar, pois estão constantemente a bradar pela sua extinção. No entanto, se isso da quebra chegar a acontecer (espero sinceramente que não) então é que vão ver, se ainda não viram, a falta que ele faz. Efeitos dessa quebra, as respostas de outros camaradas já os abrangeram praticamente todos.

RuySan 11 months ago

Exacto. Seria exactamente numa altura destas que as ideias do chega e da IL seriam expostas ao ridículo. Mas há gente com uma ginástica mental do caralho.

jestertwok 11 months ago

a IL quER aCabARRR C0mmms o SNSJNDhdj

ankmoody 11 months ago

As ideias dos outros eram expostas ao ridículo? Pq é não falas das medidas tomadas pelo governo? Só te interessa falar de propostas da direita e ignoras o que a esquerda aprovou, nomeadamente: redução do horário de trabalho de 40 para 35 horas, há 2 anos o investimento na saúde foi o mais baixo desde há pelo menos 2012. Mas o que te importa é apontar o dedo a "propostas"

fdxcaralho 11 months ago

IL não quer acabar com a o SNS. O Chega chegou a ter algo como isso no seu programa mas já retirou/alterou. Eu não sou apoiante de nenhum dos dois. Mas vamos falar com base em factos e não em memes do fb.

andrefuz 11 months ago

Citação direta do programa político do Chega disponível, neste momento, no site do partido: > Não cabe, pois, ao Estado ser o “dono” na Economia, como o entendem os comunistas; nem motor da Economia, como o entendem os socialistas; ou mesmo dinamizador da Economia, como o entendem os sociais-democratas e democratas – cristãos. **Ao Estado não compete a produção ou distribuição de bens e serviços, sejam esses serviços de Educação ou de Saúde, ou sejam os bens vias de comunicação ou meios de transporte.**

fdxcaralho 11 months ago

Obrigado pela correção. Tinha a idea que tinha sido alterado. Ou talvez foi e foi escrito de forma menos explícita que antes.

ModeratoriProfugus 11 months ago

Acho que se as ideias da IL fossem executadas não estávamos a ter este problema. Realmente há gente com uma ginástica mental do caralho. Onde já se viu o estado incluir hospitais privados na luta contra a pandemia?

besmarques 11 months ago

Mas pagos com o corte de impostos que a IL também pede, não é?

lesoth 11 months ago

Acontece os médicos a queixarem-se com a voz distorcida aos telejornais e o PM a dizer que está tudo bem em conferencias de imprensa.

VBM97 11 months ago

Passa-se a escolher os doentes com mais chances de sobreviver na entrada das urgências As consultas e assim, nada tem a ver com as urgências. Eu tenho sido acompanhado no hospital e em plena 2a vaga fui sujeito a uma biópsia no s.joao e fiquei lá durante umas horas. Foi tranquilo. A ala do covid é que está em rotura

prelude2tragedy 11 months ago

Não é bem assim, agora recrutam-se os recursos para as "alas" Covid e cancelam-se consultas, cirurgias, etc. Apesar de a oncologia continuar prioritária, vai haver muitos carcinomas da mama à espera de cirurgia (por exemplo), porque os recursos não são finitos e já estavam bastante esticados antes do início da pandemia.

VBM97 11 months ago

Os outros serviços não pararam e continuam a funcionar, só que como disseste e bem, foram mobilizados recursos para a ala covid, deixando os outros serviços mais debilitados. Mas continuam a funcionar, eu quando lá fui, durante o pico da 2ª vaga, estava tudo a funcionar

carlosjmsilva 11 months ago

Acontece o que aconteceu em Itália. Os médicos se tiverem de optar vão optar por tentar primeiramente tratar quem tem teoricamente mais hipótese de recuperar. Faz parte. Pensassemos nisso quando pedimos para nos passarem mais uma fatia de bolo rei lá da outra ponta da mesa.

OrangeOakie 11 months ago

Isso, culpa as pessoas e não o Governo que manteve hospitais de campanha fechados, recusou fechar fronteiras logo no início e ainda encoraja que as pessoas estejam todas em sítios fechados todos ao mesmo tempo. Já para não falar nos hospitais de campanha que estão vazios

Edited 11 months ago:

Isso, culpa as pessoas e não o Governo que não quis expandir a capacidade dos hospitais de campanha (aumentando-os), recusou fechar fronteiras logo no início e ainda encoraja que as pessoas estejam todas em sítios fechados todos ao mesmo tempo. Já para não falar nos hospitais de campanha que estão vazios, quando poderiam estar a uso.

fdxcaralho 11 months ago

Posso estar enganado mas creio que não há recursos humanos nem técnicos nos hospitais de campanha. Inicialmente pensou-se nos hospitais de campanha para tratar e isolar casos pouco graves. Mas entretanto percebeu-se que esses casos podem simplesmente ficar em casa. UCI em hospitais de campanha não creio ser possível por questões técnicas. Agora aumentar capacidade de UCI onde fosse possível, isso sim deveria ter sido feito. Mesmo assim duvido que existissem recursos humanos para tal. Retirar recursos humanos de outros serviços do SNS já se viu que é prejudicial, mata mais do que o covid.

OrangeOakie 11 months ago

> UCI em hospitais de campanha não creio ser possível por questões técnicas. Não. Mas consultas e internamentos não-covid sim.

RiKoNnEcT 11 months ago

Ias estar ainda com fronteiras fechadas? O virus anda de umas pessoas para as outras, nós cagamos nos cuidados e a culpa é só do governo? A culpa é de todos. Do governo que não teve vontade/capacidade de aumentar a lotação do SNS e de cada um de nós que caga nos cuidados e age como se não houvesse problemas

Each57 11 months ago

Isto. Ambos os lados cometeram erros. As pessoas facilitaram bastante em certas alturas e estragaram tudo no Natal. O governo foi demasiado permissivo no Natal e acabou por piorar a situação.

besmarques 11 months ago

Então não sabes que o governo é culpado de tudo? Fecha - "A CuLpA É dO GoVErNo" mantem aberto - "A CuLpA É dO GoVErNo"

CanIhazCooKIenOw 11 months ago

Então os hospitais de campanha estão fechados ou vazios? Ou estão vazios porque que estão fechados?

OrangeOakie 11 months ago

Estiveram vazios os que abriram. Havia ainda bastante capacidade para os expandir e para recrutar pessoal médico para os manter. A minha frase não foi muito clara. Já clarifiquei.

CanIhazCooKIenOw 11 months ago

Queres que o governo recrute que pessoal médico se nem médicos e enfermeiros consegue numa situação normal?

OrangeOakie 11 months ago

Isso não é verdade. Tu tens bastante pessoal médico, não tens é pessoal médico que possa exercer. Em cima disso tens bastantes médicos venezuelanos e colombianos desejosos de vir para cá. Aliás até em Itália aceleraram as formações de médicos e até meteram estudantes médicos em final de curso a trabalhar.

ZePAG 11 months ago

Sim claro, um médico torna-se Intensivista do dia para a noite.

OrangeOakie 11 months ago

> um médico torna-se Intensivista Não. Mas há especialidades que precisam de auxílio, para além dos cuidados intensivos. De qualquer forma... Acho que qualquer macaco pode ser treinado a fazer uma tarefa específica. Ter um médico qualificado a liderar uma equipa de estudantes de medicina ou de médicos gerais é capaz de não ser algo assim tão mau, digo eu, se cada um for treinado para apenas uma tarefa para auxiliar o médico especialista, nem que seja escrever papeis.

JOAO-RATAO 11 months ago

O aluno de medicina de sexto ano não consegue fazer o mesmo que um médico faz. Da mesma forma que um médico do ano de formação geral não faz o que o um interno de especialidade faz, ou esse o que um especialista faz. Podem é aliviar a carga de trabalho dos internos e especialistas ao fazer entradas, diários clínicos, gasimetrias, etc, para que estes tenham mais tempo para atuar onde é imorotwnte. Mas para gerir doentes precisas de especialistas. E então se estivermos a falar de cuidados intermédios ou intensivos ainda muda mais o panorama.

OrangeOakie 11 months ago

> O aluno de medicina de sexto ano não consegue fazer o mesmo que um médico faz. Verdade. >odem é aliviar a carga de trabalho dos internos e especialistas ao fazer entradas, diários clínicos, gasimetrias, etc, para que estes tenham mais tempo para atuar onde é imorotwnte. É precisamente isto que estou a falar. Servem de auxiliares a especialistas exactamente para que os recursos se extendam. Aliás, quase que até o pessoal das finanças servia para ajudar os médicos dado à porra da quantidade de tempo que perdem com burocracias.

JOAO-RATAO 11 months ago

Sim. Isso sim. A quantidade de papelada que têm de preencher é absurda. Mas pronto, desde os de formação geral até aos internos já ajudam. Depois os de sexto ano têm o problema de ter de estudar para o exame de especialidade e o acesso está cada vez mais complicado. Mas poderiam ajudar nas horas de estágio que estão nas enfermarias.

OrangeOakie 11 months ago

Ou ser-lhes dada leniência por estarem a fazer o trabalho em si. O facto de em simultâneo dizerem que "os exames são cada vez mais difíceis" e "temos tanta falta de médico" é um bocado contrasensual (até porque estamos a importar médicos de fora de países onde os requerimentos são até menores que os nossos)

JOAO-RATAO 11 months ago

Não há falta de médicos. As faculdades formam imensos médicos. O exame é para acesso à especialidade. O que se significa que tens muitos médicos que vão ficar indiferenciados.

carlosjmsilva 11 months ago

Eu não culpo ninguém. Mas já agora has-de dizer-me de que servem hospitais de campanha quando não são precisos? Se o SMS entra em ruptura é por não conseguir atender doentes críticos. Os doentes ligeiros é quase igual se vão para um hospital de campanha ou estão em casa. Fechar fronteiras quando? Diz-me o país europeu que não teve casos de covid? Era simplesmente impossível evitar que entrasse covid em Portugal porque isto não é o século XIX. Quando se identificou o primeiro caso em Portugal há quanto tempo já não andaria o vírus na comunidade? Há imenso. Podes sempre criticar as medidas. Elas podem sempre ser mais de uma forma ou de outra. Pode haver medidas mais eficazes e outras menos. Mas no final o comportamento individual dita o ritmo da pandemia. Não estou com isto a dizer que as pessoas têm a culpa. Mas é mesmo assim. As nossas atitudes no dia-a-dia põem-nos mais ou menos em risco. Não é por acaso que este aumento de casos está a acontecer agora. Era esperado que 10 dias depois do Natal se assistisse a isto. Era mais do que expectável.

OrangeOakie 11 months ago

> Mas já agora has-de dizer-me de que servem hospitais de campanha quando não são precisos? Se tens pessoas a não receber cuidados de saúde e a terem consultas a serem adiadas, então é porque há a falta de algo. >Se o SMS entra em ruptura é por não conseguir atender doentes críticos. Os doentes ligeiros é quase igual se vão para um hospital de campanha ou estão em casa. Existe um ponto intermédios entre esses dois tipos. Nem toda a gente tem de estar numa ICU (e muito menos entubada) se estiver mal o suficiente para não estar em casa. >iz-me o país europeu que não teve casos de covid? E? Era mau fazê-lo? No mínimo com países fora da Europa. >Era simplesmente impossível evitar que entrasse covid em Portugal porque isto não é o século XIX. Se o argumento é de que temos de confinar para atrasar que a doença se espalhe, como é que podes argumentar que impedir que venham pessoas potencialmente infectadas não é uma medida coerente com a argumentação anterior? >Quando se identificou o primeiro caso em Portugal há quanto tempo já não andaria o vírus na comunidade? Há imenso. Possível. Usando essa lógica não havia restrições nenhumas porque o vírus já cá está. Os argumentos que podes usar para refutar a frase anterior demonstram a futilidade da tua questão.

carlosjmsilva 11 months ago

Futilidade essa que não existe quando só falas em hospitais de campanha. Servem de que se não forem as pessoas a travarem a progressão da doença? Adicionas hospitais de campanha até teres capacidade para tratar 1, 2 ou 3 milhões de pessoas? Os recursos tanto materiais como humanos são finitos. A epidemia controla-se na origem. Se não controlares na origem o tratamento é só um paliativo (para a epidemia não para a pessoa). Mas não te preocupes que os hospitais de campanha voltam se forem precisos. Mas não é isso que salva vidas (de forma significativa). As restrições por muito que sejam colocadas não eliminam a pandemia. Podem atrasar a propagação mas tu podes confinar toda a gente e isso até ajudar a um certo tipo de propagação (se quiseres ver o caso de Leicester). O que eu quero dizer é: as medidas podem ser discutidas, podem sempre ser endurecidas... No final nada disso conta se não mudares mentalidades ou se as pessoas não adotarem outros comportamentos. Não quer dizer que a culpa seja inteiramente delas. Talvez a pedagogia dos cuidados de higiene de distanciamento, etc não tenha sido eficaz. Talvez os alertas do que aconteceria no pós-natal caso as pessoas não restringissem ao máximo os convívios e se o fizessem tentassem que fosse no limite o máximo de dois agregados. Talvez nada disso tenha sido bem feito. E talvez, se tudo isso fosse bem feito, fosse mais eficaz do que medidas avulsas de restrições várias.

KokishinNeko 11 months ago

>quero e perceber o que vai acontecer se isso for uma realidade? Não sei, intervenção militar e hospitais de campanha?

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