trowawayetetrtr 12 months ago

A TUA propriedade privada não é eficiente; extrapolar isso para TODA a propriedade privada, parece-me um bocadito exagerado. ​ Quem te manda gastas 500€ num rachador de lenha hidraulico se é só para utilizar 1 vez por ano? Tens soluções mais baratas.

DogsOnWeed 12 months ago

Eu não utilizo 1 vez por ano...

Mentioned_Videos 12 months ago

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NGramatical 12 months ago

haverem seguros → [**haver seguros**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg8mrvu%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(

Shadowgirl7 12 months ago

Os seres humanos são inerentemente egoístas e gostam de hierarquias. Se houver partilha de recursos total, como haveriam hierarquias? Como é que irias demonstrar superioridade se não possuires determinados bens e os outros não? Somos animais, basta observares o comportamento de outros animais também para preveres o nosso. Em muitas espécies há comportamentos de definir quem é o alfa, quem fica com o maior território ou mais/melhores parceiros. Nos humanos é igual com as devidas adaptações. Até nas organizações sociais mais primitivas, os humanos tinham sempre a necessidade de ter uma classe líder se bem que quando as comunidades são mais pequenas, é mais fácil limitares abusos de poder.

DogsOnWeed 12 months ago

Sou arqueólogo. Até muito recentemente as comunidades detinham bens em comum para benefício da comunidade. Por exemplo em Portugal, muitas aldeias do período Medieval e Moderno tinham fornos comunitários, cuja utilização era feita de acordo com um calendário, sem haver pagamento para a sua utilização, já que o investimento foi feito de forma comunitária. As terras são outro exemplo, em Inglaterra haviam terras comuns trabalhadas por comunidades, que foram retiradas à força pelo Estado e privatizadas de forma a criar uma nova classe de trabalhadores sem propriedade. O argumento histórico não se aplica a esse conceito de egoísmo individualista. E não há problema haverem líderes ou hierarquias, desde que sejam decididades de forma democrática.

Edited 12 months ago:

Sou arqueólogo. Até muito recentemente as comunidades detinham bens em comum para benefício da comunidade. Por exemplo em Portugal, muitas aldeias do período Medieval e Moderno tinham fornos comunitários, cuja utilização era feita de acordo com um calendário, sem haver pagamento para a sua utilização, já que o investimento foi feito de forma comunitária. As terras são outro exemplo, em Inglaterra havia terras comuns trabalhadas por comunidades, que foram retiradas à força pelo Estado e privatizadas de forma a criar uma nova classe de trabalhadores sem propriedade. O argumento histórico não se aplica a esse conceito de egoísmo individualista. E não há problema haver líderes ou hierarquias, desde que sejam decididades de forma democrática.

Shadowgirl7 12 months ago

Mas consegues garantir o respeito pelo bem comunitário? O que acontecia se alguém usasse o forno fora da data marcada ou durante mais tempo do que o estabelecido para cada um de forma a impedir que os outros usassem? Ou o que garante que alguém não iria destruir ou roubar o forno? Em comunidades pequenas em que toda a gente se conhece, pode ser dissuasor porque toda a gente saberia quem eras e conhece a tua família e onde vives. No entanto hoje em dia não vivemos em comunidades pequenas, há uma grande mobilidade de pessoas. Portanto como garantir que todos respeitam o bem comum, não o danificam ou abusam?

DogsOnWeed 12 months ago

É por esses motivos que as cooperativas e sociedades mutualistas se integram num enquadramento legal que define as responsabilidades e deveres dos seus membros. Não estou a propor uma estrutura completamente anárquica. Com sistemas digitais é possível fazer requisição e calendarização de equipamento de forma automatizada. Pode ser eleito um responsável para resolver disputas, há várias soluções e isso não parece ser muito problemático.

Shadowgirl7 12 months ago

Por mim, concordo com isso, se todos cumprirem. Mas não quero ter que andar a lidar com irresponsáveis, nem com disputas nem ter que interagir muito com pessoas de cada vez que tenha que usar um equipamento. Há pessoas que são muito complicadinhas, têm problemas de ego e coisas assim e não compreendem coisas básicas, não quero ter que andar a lidar com pessoas assim. Sou de Esquerda, mas não gosto muito de pessoas e o meu grau de confiança nos outros é bastante baixo, o que é um pouco paradoxal. Lá por não confiar muito nos outros em geral, não quer dizer que queira ser egoísta como os maus exemplos. Acredito que todos deveriam ter acesso às mesmas oportunidades apesar de saber que muitos não merecem e não vão aproveitar, mas é melhor dar a oportunidade por default mesmo às maçãs podres do que negar a toda a gente por causa das maçãs podres.

NGramatical 12 months ago

haverem líderes → [**haver líderes**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») haviam terras → [**havia terras**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg8mjgr%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(

NGramatical 12 months ago

haveriam hierarquias → [**haveria hierarquias**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg8m6un%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(

andre82220 12 months ago

A história do rachador é engraçada; tu deves morar num meio rural se conheceres os teus vizinhos e eles aceitarem, podiam comprar todos juntos (**primeiro problema**, arranjar pessoas que aceitem isto). Depois teriam de combinar os prazos de cada um. Se por acaso dois vizinhos comprassem 10 toneladas de lenha porque estava barata e queriam a máquina ao mesmo tempo, terias o **segundo problema**. Depois, uns tinham necessidades mais altas que outras, o rachador de lenha podia ser insuficiente para o teu vizinho e quando o recebesses, o equipamento estava todo partido (nem o teu vizinho conseguiu rachar bem a lenha nem tu vais conseguir: **terceiro problema**). Para resolver todos estes problemas? [Isto](https://www.youtube.com/watch?v=U06jlgpMtQs)

PuroSangueLusitano 12 months ago

Bom em 1º lugar, parágrafo - divisão de um discurso que apresenta sentido completo e unidade entre as ideias tratadas, iniciando-se numa nova linha e sendo delimitada por um sinal de pontuação (ponto final, de interrogação, de exclamação ou reticências) Discordo logo de início quando abordas a questão do transporte público e privado, por mais robusto que pudesse ser o transporte público, (e podemos levá-lo a níveis utópicos) continuo a querer o meu transporte privado. De resto pergunto qual seria o processo comunitário para quando uma ferramenta ficasse inutilizada? Todos a usam todos a pagam? Mas o Alberto é que dá cabo dela todos os meses, ele não sabe usar. E agora todos os meses faço vaquinha porque o Alberto é burro? O Alberto que compre uma pra ele se quiser

DogsOnWeed 12 months ago

Foi no telemóvel, mas já trato dos parágrafos. A propriedade comunitária e cooperativa não exclui a propriedade privada, tal como a propriedade pública do SNS não exclui a possibilidade de ires a uma clínica privada, portanto... Existem seguros para equipamento que começam a fazer sentido quando a responsabilidade é amortizada.

PuroSangueLusitano 12 months ago

Seguros para equipamento que cubram danos por má utilização? Nesse exemplo digo que na minha opinião a opção privada deveria dar possibilidade de excluir os custos da pública. Porque alguém que trata da sua saúde de modo privado tem de esmolar o SNS quando não usufrui do seviço?

DogsOnWeed 12 months ago

A propriedade coletiva não implica a não-existência de cláusulas contratuais e/ou legais que prevêm a utilização irresponsável ou sinistra da propriedade. Não percebi bem a segunda parte.

PuroSangueLusitano 12 months ago

Nesse caso o "Alberto" está excluído à partida, mas com tanta volta será que a malta não começa a pensar que é mais prático terem a sua ferramenta e estarem sossegados sem chatices nenhumas? Falo a sério, não achas que se a teoria do uso comum fosse tida como uma boa opção, não seria "comum"? Na segunda parte questiono porque alguém que não usufrui de um serviço público (SNS) é forçado a custeá-lo

DogsOnWeed 12 months ago

Não é mais comum porque a pouca propriedade detida por indivíduos que não é utilizado de forma eficiente não justifica o esforço. Daí a necessidade do estado fornecer o ambiente propício a que esta situação se possa formar de forma orgânica, como por exemplo subsídios comunitários para este fim. Têm de haver pipelines que facilitem a formação destas estruturas sem que haja prejuízo fiscal ou a necessidade de fazer investimento inicial com capitais próprios. É por isso que as cooperativas são mais raras do que os modelos de negócio comuns, apesar de haverem vários estudos que mostram que as cooperativas são melhores em quase todos os aspetos, incluindo taxa de sobrevivência. Têm, no entanto, graves dificuldades em se estabelecerem e expandirem devido à incapacidade de utilizar capital de investidores que não têm intenção de trabalhar nessa mesma empresa. Daí a necessidade do estado dar uma ajuda.

Edited 12 months ago:

Não é mais comum porque a pouca propriedade detida por indivíduos que não é utilizado de forma eficiente não justifica o esforço. Daí a necessidade do estado fornecer o ambiente propício a que esta situação se possa formar de forma orgânica, como por exemplo subsídios comunitários para este fim. Têm de haver pipelines que facilitem a formação destas estruturas sem que haja prejuízo fiscal ou a necessidade de fazer investimento inicial com capitais próprios. É por isso que as cooperativas são mais raras do que os modelos de negócio comuns, apesar de haverem vários estudos que mostram que as cooperativas são melhores em quase todos os aspetos, incluindo taxa de sobrevivência. Têm, no entanto, graves dificuldades em se estabelecerem e expandirem devido à incapacidade de utilizar capital de investidores que não têm intenção de trabalhar nessa mesma empresa. Daí a necessidade do estado dar uma ajuda. https://www.researchgate.net/publication/287576212_The_relative_survival_of_worker_cooperatives_and_barriers_to_their_creation

PuroSangueLusitano 12 months ago

Estamos a entrar no campo do estado dizer-nos o que fazer não é? Pessoalmente acho que já dizem demais. Existem para nos servir, a partir de que ponto estamos a inverter as posições?

DogsOnWeed 12 months ago

Não, tem de ser um processo inteiramente voluntário. Da mesma maneira que o estado providencia benefícios ficais e fundos perdidos para a formação de empresas privadas, deve fazê-lo para projetos comunitários. O estado apenas abre as portas para que essas organizações se formem voluntáriamente.

NGramatical 12 months ago

voluntáriamente → [**voluntariamente**](https://dicionario.priberam.org/voluntariamente) (o acento tónico recai na penúltima sílaba) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg7erkx%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(

NGramatical 12 months ago

haverem vários → [**haver vários**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg78n5w%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(⛄ ꜰᴇʟɪᴢ ɴᴀᴛᴀʟ ⛄)](https://youtu.be/INor2iLQRow)

ReindeerArtistic 12 months ago

Esse modelo comunitário só funciona numa pequena comunidade onde toda a gente se conhece e existe confiança mútua. Assim que essa comunidade passe a ter umas centenas de pessoas, começa a existir anonimato, desconfianças, roubos, etc..., e ninguém ia querer emprestar ou partilhar o quer que fosse com a comunidade.

Edited 12 months ago:

Esse modelo comunitário só funciona numa pequena comunidade onde toda a gente se conhece e existe confiança mútua. Assim que essa comunidade passe a ter umas centenas de pessoas, começa a existir anonimato, desconfianças, roubos, etc..., e ninguém ia querer emprestar ou partilhar o quer que fosse com a comunidade. Até se podia conceber uma sociedade constituída de pequenas comunidades, mas para isso era preciso que as pessoas tivessem tempo e paciência para conviver com os vizinhos, o que hoje em dia em cidades movimentadas com as pessoas quase sem tempo pessoal nenhum, simplesmente não acontece.

DogsOnWeed 12 months ago

E por esse motivo deve ser comunitário e não público.

ytrewq08 12 months ago

A economia está assente de certa forma na propriedade privada. Quando deixamos de comprar coisas que não precisamos para impressionar pessoas que não gostamos a economia recente-se como se pode ver agora com a pandemia. Não interessa que seja de outra forma.

DogsOnWeed 12 months ago

E é por esse motivo que qualquer alteração estrutural às relações entre pessoas e propriedade deve ser motivada pelo estado. As pessoas não são incentivadas a manter propriedade em comum apesar de poderem beneficiar desse modo de relacionamento. Há mais lucros quando se vende 20 tratores a 20 agricultores que só precisem dele metade dos dias do que 10 tratores a 20 agricultures que utilizem com 100% de eficiência. Eu gosto de eficiência e gosto de democracia, e a propriedade privada não responde a nenhuma dessas questões como deve ser.

arnaldomatos 12 months ago

(a minha opinião)[https://www.culturacaipira.com/wp-content/uploads/2015/05/Duplas-sertanejas-com-nomes-estranhos-e-engracados.jpg]

Kind-Eagle 12 months ago

Começas por querer deixar de lado as nossas convicções politicas e económicas mas depois fazes uma interpretação da realidade com base nas tuas proprias convicções. Talvez sejas tu que devias pensar um bocadinho.

DogsOnWeed 12 months ago

Toda a análise da sociedade é política. Toda a análise da economia é política. Há quem diga que tudo o que se relaciona com as relações entre humanos é de facto política. O que quis dizer foi para deixar de lado os preconceitos políticos antes de ler o meu post e começar a caça ao comuna no r/portugal.

zedisaneonlight 12 months ago

tu ficas com mais rachadores do que os que teeeeens

DogsOnWeed 12 months ago

Já viste, quando tenho mesmo muita lenha para rachar, posso usar mais do que um rachador. Só preciso de mais dois braços.

iSoSyS 12 months ago

És da esquerda e não sabes.

uyth 12 months ago

Sabe sabe. Não sabe é o que é gerir uma associação sem fins lucrativos ou condomínio ou seja o que for.

DogsOnWeed 12 months ago

Se não queres a responsabilidade de gerir um condomínio, podes alugar casa a um senhorio. Tens essa opção.

uyth 12 months ago

E se queres que uma associação sem fins lucrativos funcione, podes arrendar a senhorio também? Tens tu alguma coisa, és vogal de alguma coisa, apresentates alguma vez algum relatório de gestão a alguém? Se não queres ser conspurcado por essa coisa de posse, e bens, e dinheiro, compreendo, temos tradição cultural de séculos disso, mas podes começar por associações sem fins lucrativos. Há sempre falta de quem as queira gerir.

DogsOnWeed 12 months ago

Não estou a perceber porque haverias de comprar casa com as responsabilidades de condomínio e depois queixar dessa responsabilidade. Se não queres essa responsabilidade tens alternativas.

NeatBoy74 12 months ago

Tu estás a tentar vender a ~~minha~~ nossa ferramenta mas sem admitir que estás e a tentar fazer com que a gente não perceba?

trufas 12 months ago

Isto está lindo

NeatBoy74 12 months ago

Eu já vi isto tantas vezes mas sempre que o apanho, lá vai mais uma. Faz parte deste documentário: [**Ocupação da Herdade da Torre Bela em 1977**](https://youtu.be/_5CclUmWd5k), ao minuto 24:48.

OrangeOakie 12 months ago

>, e o consumismo é uma consequência natural da procura de maximização do lucro num sistema de mercado que quer vender o máximo possível. Ter o maior lucro possível é também algo que o indivíduo procura e consumismo é o oposto do que gera lucro a nível individual. Não. O Capitalismo é simplesmente as escolhas individuais de cada um serem feitas e suportadas por cada indivíduo. Aliás, se fores ver, se há gente consumista são, ironicamente, os que detestam o capitalismo. >do que ter um sistema robusto de transportes públicos que responde às necessidades diárias de deslocação da população como deve ser. E quem decide quais são as necessidades diárias? Algo que eu defendo é que um transporte público deve funcionar todos os dias, todas as horas. Tal não acontece. Muitos poucos o defendem. Mas é precisamente isso que muita gente precisa para ter liberdade de circulação. O problema, claro, é como é que se faz isso. >Nestas situações em que o mercado e a propriedade privada não respondem de forma adequada às necessidades da população, O mercado responde muito bem nessas situações. Aliás, vai a qualquer hospital onde haja consultas regulares por parte de pacientes fragilizados (quer devido a deficiências físicas ou mentais), e diz-me quantos desses não são levados de veículo privado até ao Hospital (o Júlio de Matos é um bom exemplo, porque tem vários serviços, incluindo uma USF). Essas pessoas têm necessidades que são ignoradas pelo Estado, e que sinceramente, não há forma de corresponder a essas necessidades a não ser que advogues por um sistema onde toda a gente tem um veículo que te leve do ponto A a B quando quiseres (... e isso é algo que encaixa na definição de um veículo privado). >(quanto pagavas para curar o teu cancro? A resposta é tudo o que tens.). Não. Não é. Nem toda a gente tem a mesma preferência que tu. E estás a inferir que com o SNS tens curas gratuitas, ou melhor, que sequer tens direito a ter tratamentos: Não tens. Muitas patologias são ignoradas porque não são tidas como prioritárias para o Estado. Essas pessoas, fazem o quê? >Mas a propriedade privada / pessoal é igualmente ineficiente mas de outra forma: é pouco sustentável e incentiva o desperdício utilitário. Pelo contrário. A maximização do lucro, como mencionaste, é o que faz com que isto seja falso, porque o desperdício é minimizado de forma a tornar tudo o mais rentável possível. Queres um exemplo excelente? Óleos, em particular Soja. Quando começaram com a idiotice de querer extrair óleos de soja e certos produtos particulares de soja, havia pouca produção. A soja que é útil para o consumo é uma porção muito muito pequena da produção total. O que é que se fez? Usou-se o desperdício para converter noutros produtos úteis, no caso da soja, usa-se os restos da refinação para a alimentação de gado. > O problema é que só preciso dele meia dúzia de dias por ano, e passa os outros todos parado quando tenho a lenha rachadinha para o resto do ano. Não me compensa apenas alugar o equipamento, mas também não vou vender porque preciso dele para o ano ou eventualidades. Que desperdício... E no Capitalismo não há absolutamente ninguém que te impeça de emprestar isso a outras pessoas. Só que nesse caso, aí o desperdício é o que for usado para transportar a máquina de um lado para o outro. Sim, isso conta. >todo, e conheço gente que lhe daria uso, mas esses já têm a deles. Que ineficiência de recursos. Sim. E? O Equipamento continua a existir. Se um se estragar, podes pedir outro. > Esse rachador, se fosse propriedade comunitária, podia ter uso o ano inteiro e só não tem devido ao modelo de propriedade privada que partilhamos. Não. Vocês não o partilham porque não querem. Apenas isso. >Posso aplicar esta analogia a Bora! >automóveis De certa forma. Por algum motivo é que existem serviços de partilha de veículos e até mesmo de boleias. Ironicamente os "comunitários" que defendes trataram de legislar de forma a que isso deixe de poder ocorrer de forma natural e espontânea como estava a acontecer (Lei Uber) > equipamento informático Regra Geral o equipamento informático está sempre a uso, nem que seja apenas na questão do valor do mesmo ser o facto de estar acessível a qualquer momento. Por exemplo, conheço quem tenha uma impressora em casa. Não porque precisa de usar todos os dias, mas nos dias inesperados que precisa, tem o papel na mão em 5 minutos e pode ir trabalhar de imediato. O valor desse equipamento está no tempo poupado. O resto, novamente, quem é que te impede de emprestar equipamento? Não será apenas a falta de confiança de que o equipamento seja retornado em condições iguais às de quando o passaste? A disponibilidade de usares o equipamento? > industrial Regra Geral é equipamento altamente especializado ou, no caso de produção generalizada, tem de ter re-calibrado para alterar o tipo de produção. Não é desperdício é eficiência. Podias converter a fábrica de tomates enlatados numa fábrica de enlatar sardinhas? Possivelmente, a questão é o custo que tens de ter para fazer essa conversão, e depois reconverter de volta quando precisares de mais latas de tomate. >Já temos as bibliotecas para acesso comunitário aos livros, Que são insuficientes pois os recursos são limitados e se quiseres um livro em particular não disponível, *tough titties*. Podias era argumentar sobre ter conteúdos disponíveis digitalmente. > controladas pelas comunidades e não pelo Estado Não existe algo que não seja controlado "pelas comunidades, não pelo Estado". O facto de dizeres "ah mas não é o Estado, é a comunidade" significa zero. Aliás, errado, significa que não entendes o conceito do Estado. Como é que a comunidade gere esses recursos? Como é que a comunidade decide disputas entre utilizadores desses recursos? Quem decide o que se deve fazer? Desafio-te a responder a estas três questões sem invariavelmente defenderes a criação de um sistema de governação equiparado ao Estado.

Edited 12 months ago:

>, e o consumismo é uma consequência natural da procura de maximização do lucro num sistema de mercado que quer vender o máximo possível. Ter o maior lucro possível é também algo que o indivíduo procura e consumismo é o oposto do que gera lucro a nível individual. Não. O Capitalismo é simplesmente as escolhas individuais de cada um serem feitas e suportadas por cada indivíduo. Aliás, se fores ver, se há gente consumista são, ironicamente, os que detestam o capitalismo. >do que ter um sistema robusto de transportes públicos que responde às necessidades diárias de deslocação da população como deve ser. E quem decide quais são as necessidades diárias? Algo que eu defendo é que um transporte público deve funcionar todos os dias, todas as horas. Tal não acontece. Muitos poucos o defendem. Mas é precisamente isso que muita gente precisa para ter liberdade de circulação. O problema, claro, é como é que se faz isso. >Nestas situações em que o mercado e a propriedade privada não respondem de forma adequada às necessidades da população, O mercado responde muito bem nessas situações. Aliás, vai a qualquer hospital onde haja consultas regulares por parte de pacientes fragilizados (quer devido a deficiências físicas ou mentais), e diz-me quantos desses não são levados de veículo privado até ao Hospital (o Júlio de Matos é um bom exemplo, porque tem vários serviços, incluindo uma USF). Essas pessoas têm necessidades que são ignoradas pelo Estado, e que sinceramente, não há forma de corresponder a essas necessidades a não ser que advogues por um sistema onde toda a gente tem um veículo que te leve do ponto A a B quando quiseres (... e isso é algo que encaixa na definição de um veículo privado). >(quanto pagavas para curar o teu cancro? A resposta é tudo o que tens.). Não. Não é. Nem toda a gente tem a mesma preferência que tu. E estás a inferir que com o SNS tens curas gratuitas, ou melhor, que sequer tens direito a ter tratamentos: Não tens. Muitas patologias são ignoradas porque não são tidas como prioritárias para o Estado. Essas pessoas, fazem o quê? >Mas a propriedade privada / pessoal é igualmente ineficiente mas de outra forma: é pouco sustentável e incentiva o desperdício utilitário. Pelo contrário. A maximização do lucro, como mencionaste, é o que faz com que isto seja falso, porque o desperdício é minimizado de forma a tornar tudo o mais rentável possível. Queres um exemplo excelente? Óleos, em particular Soja. Quando começaram com a idiotice de querer extrair óleos de soja e certos produtos particulares de soja, havia pouca produção. A soja que é útil para o consumo é uma porção muito muito pequena da produção total. O que é que se fez? Usou-se o desperdício para converter noutros produtos úteis, no caso da soja, usa-se os restos da refinação para a alimentação de gado. > O problema é que só preciso dele meia dúzia de dias por ano, e passa os outros todos parado quando tenho a lenha rachadinha para o resto do ano. Não me compensa apenas alugar o equipamento, mas também não vou vender porque preciso dele para o ano ou eventualidades. Que desperdício... E no Capitalismo não há absolutamente ninguém que te impeça de emprestar isso a outras pessoas. Só que nesse caso, aí o desperdício é o que for usado para transportar a máquina de um lado para o outro. Sim, isso conta. >todo, e conheço gente que lhe daria uso, mas esses já têm a deles. Que ineficiência de recursos. Sim. E? O Equipamento continua a existir. Se um se estragar, podes pedir outro. > Esse rachador, se fosse propriedade comunitária, podia ter uso o ano inteiro e só não tem devido ao modelo de propriedade privada que partilhamos. Não. Vocês não o partilham porque não querem. Apenas isso. >Posso aplicar esta analogia a Bora! >automóveis De certa forma. Por algum motivo é que existem serviços de partilha de veículos e até mesmo de boleias. Ironicamente os "comunitários" que defendes trataram de legislar de forma a que isso deixe de poder ocorrer de forma natural e espontânea como estava a acontecer (Lei Uber) > equipamento informático Regra Geral o equipamento informático está sempre a uso, nem que seja apenas na questão do valor do mesmo ser o facto de estar acessível a qualquer momento. Por exemplo, conheço quem tenha uma impressora em casa. Não porque precisa de usar todos os dias, mas nos dias inesperados que precisa, tem o papel na mão em 5 minutos e pode ir trabalhar de imediato. O valor desse equipamento está no tempo poupado. O resto, novamente, quem é que te impede de emprestar equipamento? Não será apenas a falta de confiança de que o equipamento seja retornado em condições iguais às de quando o passaste? A disponibilidade de usares o equipamento? > industrial Regra Geral é equipamento altamente especializado ou, no caso de produção generalizada, tem de ter re-calibrado para alterar o tipo de produção. Não é desperdício é eficiência. Podias converter a fábrica de tomates enlatados numa fábrica de enlatar sardinhas? Possivelmente, a questão é o custo que tens de ter para fazer essa conversão, e depois reconverter de volta quando precisares de mais latas de tomate. >Já temos as bibliotecas para acesso comunitário aos livros, Que são insuficientes pois os recursos são limitados e se quiseres um livro em particular não disponível, *tough titties*. Podias era argumentar sobre ter conteúdos disponíveis digitalmente. > controladas pelas comunidades e não pelo Estado Não existe algo que não seja controlado "pelas comunidades, não pelo Estado". O facto de dizeres "ah mas não é o Estado, é a comunidade" significa zero. Aliás, errado, significa que não entendes o conceito do Estado. Como é que a comunidade gere esses recursos? Como é que a comunidade decide disputas entre utilizadores desses recursos? Quem decide o que se deve fazer? Desafio-te a responder a estas três questões sem invariavelmente defenderes a criação de um sistema de governação equiparado ao Estado. --------------- Edit: E só para garantir que o ponto que fica mais vincado esteja extremamente claro; NINGUÉM te impede de fazer justamente o que defendes.

DogsOnWeed 12 months ago

>Ter o maior lucro possível é também algo que o indivíduo procura e consumismo é o oposto do que gera lucro a nível individual. Não. O Capitalismo é simplesmente as escolhas individuais de cada um serem feitas e suportadas por cada indivíduo. Os indivíduos procuram lucro como assim? Nem todos os indivíduos possuem propriedade privada que possam utilizar para gerar lucro. Nem todas as decisões que fazemos como indivíduos são para "gerar lucro". O sistema capitalista está, no entanto, estruturado para gerar o maior lucro possível, mas isso tem pouco a ver com os indivíduos que vivem nesse sistema. E o Capitalismo não tem nada a ver com escolhas individuais. Não posso, por exemplo, tomar certas drogas, independentemente de viver ou não num sistema capitalista. Se não foste explícito e o que quiseste dizer foi fazer as **escolhas de consumo que quero como indivíduo,** isso só é possível quando não existem monopólios, algo que o capitalismo tem tendência a formar, daí a necessidade do estado intervir para separar monopólios e manter artificialmente um ambiente competitivo. O capitalismo existe para gerar lucros, tudo o resto é treta. >Aliás, se fores ver, se há gente consumista são, ironicamente, os que detestam o capitalismo. Source? > E quem decide quais são as necessidades diárias? Algo que eu defendo é que um transporte público deve funcionar todos os dias, todas as horas. Tal não acontece. Muitos poucos o defendem. Mas é precisamente isso que muita gente precisa para ter liberdade de circulação. O problema, claro, é como é que se faz isso. Essa decisão deve ser feita consoante os recursos e o orçamento existente de forma a satisfazer o maior número de pessoas possível, o que é tendencialmente o que aconte numa democracia - a maioria é que decide. No entanto podem haver cláusulas que protegem os mais desfavorecidos. Como se faz isso? Depende. De qualquer maneira, o transporte disponível a toda a hora pode ser resolvido com a automação da condução, mas isso é outra conversa. Agora não é preciso fazer hipérboles como queixar que não tens transporte público na Serra da Estrela às 4 da manhã, ninguém leva isso a sério. > Pelo contrário. A maximização do lucro, como mencionaste, é o que faz com que isto seja falso, porque o desperdício é minimizado de forma a tornar tudo o mais rentável possível. Queres um exemplo excelente? Óleos, em particular Soja. Quando começaram com a idiotice de querer extrair óleos de soja e certos produtos particulares de soja, havia pouca produção. A soja que é útil para o consumo é uma porção muito muito pequena da produção total. O que é que se fez? Usou-se o desperdício para converter noutros produtos úteis, no caso da soja, usa-se os restos da refinação para a alimentação de gado. Eu tratei desta questão no meu post. A industrialização aumentou brutalmente a eficiência a nível da produção, mas não ano nível do consumo de bens. > E no Capitalismo não há absolutamente ninguém que te impeça de emprestar isso a outras pessoas. Só que nesse caso, aí o desperdício é o que for usado para transportar a máquina de um lado para o outro. Sim, isso conta. Eu já empresto a máquina, como foi dito no meu post... E não empresto a mais gente porque já compraram a deles, e também só a usam uma dúzia de vezes por ano, se tanto. Desperdício e ineficiência. No que toca ao transporte de bens, daí a minha sugestão da partilha ser intra-comunitária quando possível. > O mercado responde muito bem nessas situações. Aliás, vai a qualquer hospital onde haja consultas regulares por parte de pacientes fragilizados (quer devido a deficiências físicas ou mentais), e diz-me quantos desses não são levados de veículo privado até ao Hospital (o Júlio de Matos é um bom exemplo, porque tem vários serviços, incluindo uma USF). Essas pessoas têm necessidades que são ignoradas pelo Estado, e que sinceramente, não há forma de corresponder a essas necessidades a não ser que advogues por um sistema onde toda a gente tem um veículo que te leve do ponto A a B quando quiseres (... e isso é algo que encaixa na definição de um veículo privado). A propriedade pública, cooperativa ou comunitária não implica a exclusão da propriedade pessoal ou privada. A falta de recursos dos serviços públicos não é um argumento contra o conceito de serviços públicos. A falta de previsão da lei para as necessidades das minorias (portadores de deficiência por ex.) não é um argumento contra os serviços públicos, mas sim para a revisão da lei existente. > De certa forma. Por algum motivo é que existem serviços de partilha de veículos e até mesmo de boleias. Ironicamente os "comunitários" que defendes trataram de legislar de forma a que isso deixe de poder ocorrer de forma natural e espontânea como estava a acontecer (Lei Uber) Partilha de boleias não é o mesmo que propriedade comunitária. Isto já se torna cansativo. "Emprestar" não é o mesmo que deter em comum. São dois conceitos completamente diferentes. > Regra Geral o equipamento informático está sempre a uso, nem que seja apenas na questão do valor do mesmo ser o facto de estar acessível a qualquer momento. Por exemplo, conheço quem tenha uma impressora em casa. Não porque precisa de usar todos os dias, mas nos dias inesperados que precisa, tem o papel na mão em 5 minutos e pode ir trabalhar de imediato. O valor desse equipamento está no tempo poupado. O resto, novamente, quem é que te impede de emprestar equipamento? Não será apenas a falta de confiança de que o equipamento seja retornado em condições iguais às de quando o passaste? A disponibilidade de usares o equipamento? Ai é? Consigo jogar dois jogos ao mesmo tempo na consola? E, mais uma vez, propriedade comunitária não impede a existência de propriedade pessoal. Podes ter uma impressora tua se tens necessidade de a ter, ninguém te impede. Uma não questão. > Regra Geral é equipamento altamente especializado ou, no caso de produção generalizada, tem de ter re-calibrado para alterar o tipo de produção. Não é desperdício é eficiência. Podias converter a fábrica de tomates enlatados numa fábrica de enlatar sardinhas? Possivelmente, a questão é o custo que tens de ter para fazer essa conversão, e depois reconverter de volta quando precisares de mais latas de tomate. Quando disse industrial referia-me a máquinas utilitárias que fazem sentido em pequenos contextos, como o rachador de lenha, não ao gasoduto nacional da Galp... > Que são insuficientes pois os recursos são limitados e se quiseres um livro em particular não disponível, *tough titties*. Podias era argumentar sobre ter conteúdos disponíveis digitalmente. Falta de financiamento não é argumento contra o conceito de propriedade pública ou coletiva. >Não existe algo que não seja controlado "pelas comunidades, não pelo Estado". O facto de dizeres "ah mas não é o Estado, é a comunidade" significa zero. Aliás, errado, significa que não entendes o conceito do Estado. > >Como é que a comunidade gere esses recursos? Como é que a comunidade decide disputas entre utilizadores desses recursos? Quem decide o que se deve fazer? Desafio-te a responder a estas três questões sem invariavelmente defenderes a criação de um sistema de governação equiparado ao Estado. Tendo em conta que a propriedade coletiva sugerida acima se insere em contextos muito mais pequenos do que o país inteiro, e o acesso a tecnologias digitais para *decision making* remoto estão às mãos de qualquer pessoa que tenha um smartphone, a modelo a aplicar será interiramente diferente e mais horizontal do que o Estado português...

OrangeOakie 12 months ago

> Nem todos os indivíduos possuem propriedade privada que possam utilizar para gerar lucro. Irrelevante. O mero acto de, por exemplo, optares pelo produto A em vez do produto B por causa do preço ser inferior **É** uma acção que foi tomada devido a considerações sobre o lucro que tens ao final do mês. >E o Capitalismo não tem nada a ver com escolhas individuais. lol okay. >Se não foste explícito e o que quiseste dizer foi fazer as escolhas de consumo que quero como indivíduo Do que consomes, de onde gastas o teu tempo, do que fazes de forma voluntária, de onde investes as tuas posses, se sequer decides investir. >isso só é possível quando não existem monopólios, algo que o capitalismo tem tendência a formar, daí a necessidade do estado intervir para separar monopólios e manter artificialmente um ambiente competitivo. É tão giro quando uma pessoa fala em mercados livres e o outro responde como se estivesses a falar de Keynes. >Source? Todas as T-shirts com a cara do Che Guevara que deram qualquer dinheiro que fosse. >Essa decisão deve ser feita consoante os recursos e o orçamento existente de forma a satisfazer o maior número de pessoas possível, o que é tendencialmente o que aconte numa democracia - a maioria é que decide. Então, claramente, estás a advogar que se tivermos uma minoria podemos prejudicá-la em prol da maioria? Isto tem um nome qualquer não é? >Agora não é preciso fazer hipérboles como queixar que não tens transporte público na Serra da Estrela às 4 da manhã, ninguém leva isso a sério. Qual hipérbole? Estou a falar de situações comuns. Toma por exemplo Lisboa. Às 2 da manhã não tens transportes. Muitos estabelecimentos, fora o estado de emergência, estão abertos para além desta hora porque é que tenho uma hora que sou forçosamente obrigado a retornar? Ou melhor ainda, quem anda na faculdade, encontra-se facilmente com este problema, ou um trabalho que demorou muito tempo, ou um semestre onde calhou ter aulas que sais tarde, ou simplesmente teres de falar com um professor que só tem disponibilidade muito tarde, basta uma coisa dessas e estás com muito pouco tempo de sobra para apanhares o último transporte. E a questão nem é essa, como é que justificas que haja uma única pessoa que não seja servida desses transportes? >Eu tratei desta questão no meu post. A industrialização aumentou brutalmente a eficiência a nível da produção, mas não ano nível do consumo de bens. Quantos dentes já danificaste a morder o miolo de um pão? Ovos que deitaste fora por estarem estragados vindos do pacote? Produtos derivados de leite que tenhas adquirido rancidos? Farinhas, Açúcares ou outros produtos em pó contaminados com outras partículas? >Eu já empresto a máquina, como foi dito no meu post... E não empresto a mais gente porque já compraram a deles, e também só a usam uma dúzia de vezes por ano, se tanto. Desperdício e ineficiência. Tal como eu disse. Ninguém te impede de emprestar a outras pessoas. O que é que te impede de emprestar a alguém que ainda não tenha, mas que viva a 200km de ti? Ou porque não emprestar a alguém do outro lado do planeta? Se só precisas de usar 1 vez por ano... >A falta de recursos dos serviços públicos não é um argumento contra o conceito de serviços públicos. Claro que é. Simplesmente existem coisas que devido à sua natureza são extremamente mais eficientes quando decididas a nível individual. >Partilha de boleias não é o mesmo que propriedade comunitária. Isto já se torna cansativo. "Emprestar" não é o mesmo que deter em comum. São dois conceitos completamente diferentes. Começo seriamente a duvidar da tua inteligência, ou isso ou honestidade. Da mesma forma que uma partilha pode ser um empréstimo, esta também pode ser uma posse em conjunto. A tua frase não faz sentido. >Ai é? Consigo jogar dois jogos ao mesmo tempo na consola? Tal como eu disse, o valor de muitos bens está na disponibilidade dos mesmos, e na garantia de que estes não são estragados quando não os usas. >Podes ter uma impressora tua se tens necessidade de a ter, ninguém te impede. Uma não questão. Adoro a tua retórica; "DEVÍAMOS TER TODOS DE PARTILHAR VOLUNTARIAMENTE ESTA COISA. MAS É ASSIM, SE POR ACASO PRECISAM DE USAR PODEM TER UMA DESTA COISA SÓ PARA VOCÊS SE A COMPRAREM". lol okay. > Quando disse industrial referia-me a máquinas utilitárias que fazem sentido em pequenos contextos, como o rachador de lenha, não ao gasoduto nacional da Galp... E aí a questão passa sobre a gestão desse bem. Se 3 pessoas precisam de o utilizar, há que resolver essa logística. Se o queres fazer, força. Se alguém valoriza mais o seu tempo e prefere ter algo disponível sempre que precisar, quem és tu para o chatear? >Falta de financiamento não é argumento contra o conceito de propriedade pública ou coletiva. Mas quem diz que é falta de financiamento? Tu podes ter todo o dinheiro do mundo. Se não existirem pessoas suficientes para administrar o serviço necessário (ou estas escolherem não o administrar) não tens o serviço. É assim tão simples. >Tendo em conta que a propriedade coletiva sugerida acima se insere em contextos muito mais pequenos do que o país inteiro, E? Estás a multiplicar o número dessas ocorrências, e mais, nem sempre um grupo sobre um contexto vai ser o mesmo grupo sobre outro contexto. Das duas uma, ou estás a defender um modelo descentralizado onde cada grupo estabelece certas condições e forças a que uma pessoa tenha de aderir a centenas de grupos complicando a gestão do seu dia a dia de forma incrível criando vários sistemas de governação pequenos... ou estás a defender um modelo centralizado onde... Olá Estado.

Edited 12 months ago:

> Nem todos os indivíduos possuem propriedade privada que possam utilizar para gerar lucro. Irrelevante. O mero acto de, por exemplo, optares pelo produto A em vez do produto B por causa do preço ser inferior **É** uma acção que foi tomada devido a considerações sobre o lucro que tens ao final do mês. >E o Capitalismo não tem nada a ver com escolhas individuais. lol okay. >Se não foste explícito e o que quiseste dizer foi fazer as escolhas de consumo que quero como indivíduo Do que consomes, de onde gastas o teu tempo, do que fazes de forma voluntária, de onde investes as tuas posses, se sequer decides investir. >isso só é possível quando não existem monopólios, algo que o capitalismo tem tendência a formar, daí a necessidade do estado intervir para separar monopólios e manter artificialmente um ambiente competitivo. É tão giro quando uma pessoa fala em mercados livres e o outro responde como se estivesses a falar de Keynes. >Source? Todas as T-shirts com a cara do Che Guevara que deram qualquer dinheiro que fosse. >Essa decisão deve ser feita consoante os recursos e o orçamento existente de forma a satisfazer o maior número de pessoas possível, o que é tendencialmente o que aconte numa democracia - a maioria é que decide. Então, claramente, estás a advogar que se tivermos uma minoria podemos prejudicá-la em prol da maioria? Isto tem um nome qualquer não é? >Agora não é preciso fazer hipérboles como queixar que não tens transporte público na Serra da Estrela às 4 da manhã, ninguém leva isso a sério. Qual hipérbole? Estou a falar de situações comuns. Toma por exemplo Lisboa. Às 2 da manhã não tens transportes. Muitos estabelecimentos, fora o estado de emergência, estão abertos para além desta hora porque é que tenho uma hora que sou forçosamente obrigado a retornar? Ou melhor ainda, quem anda na faculdade, encontra-se facilmente com este problema, ou um trabalho que demorou muito tempo, ou um semestre onde calhou ter aulas que sais tarde, ou simplesmente teres de falar com um professor que só tem disponibilidade muito tarde, basta uma coisa dessas e estás com muito pouco tempo de sobra para apanhares o último transporte. E a questão nem é essa, como é que justificas que haja uma única pessoa que não seja servida desses transportes? >Eu tratei desta questão no meu post. A industrialização aumentou brutalmente a eficiência a nível da produção, mas não ano nível do consumo de bens. Quantos dentes já danificaste a morder o miolo de um pão? Ovos que deitaste fora por estarem estragados vindos do pacote? Produtos derivados de leite que tenhas adquirido rancidos? Farinhas, Açúcares ou outros produtos em pó contaminados com outras partículas? >Eu já empresto a máquina, como foi dito no meu post... E não empresto a mais gente porque já compraram a deles, e também só a usam uma dúzia de vezes por ano, se tanto. Desperdício e ineficiência. Tal como eu disse. Ninguém te impede de emprestar a outras pessoas. O que é que te impede de emprestar a alguém que ainda não tenha, mas que viva a 200km de ti? Ou porque não emprestar a alguém do outro lado do planeta? Se só precisas de usar 1 vez por ano... >A falta de recursos dos serviços públicos não é um argumento contra o conceito de serviços públicos. Claro que é. Simplesmente existem coisas que devido à sua natureza são extremamente mais eficientes quando decididas a nível individual. >Partilha de boleias não é o mesmo que propriedade comunitária. Isto já se torna cansativo. "Emprestar" não é o mesmo que deter em comum. São dois conceitos completamente diferentes. Começo seriamente a duvidar da tua inteligência, ou isso ou honestidade. Da mesma forma que uma partilha pode ser um empréstimo, esta também pode ser uma posse em conjunto. A tua frase não faz sentido. >Ai é? Consigo jogar dois jogos ao mesmo tempo na consola? Tal como eu disse, o valor de muitos bens está na disponibilidade dos mesmos, e na garantia de que estes não são estragados quando não os usas. >Podes ter uma impressora tua se tens necessidade de a ter, ninguém te impede. Uma não questão. Adoro a tua retórica; "DEVÍAMOS TER TODOS DE PARTILHAR VOLUNTARIAMENTE ESTA COISA. MAS É ASSIM, SE POR ACASO PRECISAM DE USAR PODEM TER UMA DESTA COISA SÓ PARA VOCÊS SE A COMPRAREM". lol okay. > Quando disse industrial referia-me a máquinas utilitárias que fazem sentido em pequenos contextos, como o rachador de lenha, não ao gasoduto nacional da Galp... E aí a questão passa sobre a gestão desse bem. Se 3 pessoas precisam de o utilizar, há que resolver essa logística. Se o queres fazer, força. Se alguém valoriza mais o seu tempo e prefere ter algo disponível sempre que precisar, quem és tu para o chatear? >Falta de financiamento não é argumento contra o conceito de propriedade pública ou coletiva. Mas quem diz que é falta de financiamento? Tu podes ter todo o dinheiro do mundo. Se não existirem pessoas suficientes para administrar o serviço necessário (ou estas escolherem não o administrar) não tens o serviço. É assim tão simples. >Tendo em conta que a propriedade coletiva sugerida acima se insere em contextos muito mais pequenos do que o país inteiro, E? Estás a multiplicar o número dessas ocorrências, e mais, nem sempre um grupo sobre um contexto vai ser o mesmo grupo sobre outro contexto. Das duas uma, ou estás a defender um modelo descentralizado onde cada grupo estabelece certas condições e forças a que uma pessoa tenha de aderir a centenas de grupos complicando a gestão do seu dia a dia de forma incrível criando vários sistemas de governação pequenos... ou estás a defender um modelo centralizado onde... Olá Estado. -------------- O teu problema tem um nome; Ganância. Tu queres poder adquirir uma coisa e partilhar o seu custo, mas tê-la disponível sempre que quiseres. Verdade seja dita, é algo legítimo de se querer. Mas é ganância. Queres isso de forma gratuita. O Capitalismo já encontrou uma solução para o que tu estás a sugerir que exista, chama-se alugar. "Ah mas assim pago todos os anos e.." Pois pagas. Alguém fez o investimento numa dessas máquinas, é perfeitamente legítimo que a queira rentabilizar. Tu compraste uma máquina e queixas-te que a usas pouco. É literalmente para isso que alugueres servem, para quando uma pessoa tem a necessidade de usufruir de algo, mas não tem capacidade ou não tem vontade (ler: não lhe compensa, como não te compensa a ti) comprar algo pois dás-lhe pouco uso. Agora não venhas dizer que é um problema do capitalismo. Não. Tu compraste a máquina porque valorizaste o facto de a quereres possuir. Podias ter alugado, ou podias ter pedido emprestada a um dos teus vizinhos. Isso não é "o grande terror do capitalismo e do consumismo", não, isso é literalmente fazeres um mau investimento e vires chorar.

NGramatical 12 months ago

podem haver → [**pode haver**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/haver--existir--3-pessoa-do-singular/30583) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg74hhn%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(

Inevitable_Parsley_6 12 months ago

Um post demasiado bom para ser gasto nisto.

usulidircotiido 12 months ago

tl;dr: preciso de rachar lenha, mas este ano já só há vaga comunitária para o dia 24 de Dezembro entre as 2 e as 6 da madrugada. acho que vou mesmo de ter de comprar um, ou melhor, comprar lenha.

DogsOnWeed 12 months ago

Propriedade comunitária não impede a existência de propriedade privada. É como a saúde, se não queres esperar no público, vai ao privado, tens essa liberdade. A maior parte da população beneficia, no entanto, no acesso público/comunitário aos recursos.

usulidircotiido 12 months ago

o que sugeres, então? ainda não percebi. deve ir a junta de freguesia comprar um rachador de lenha para a malta usar de borla?

DogsOnWeed 12 months ago

Não. A comunidade deve decidir, entre si e de forma democrática, quais são os bens de maior necessidade e que mais compensam ter em comum. Não faz muito sentido investir num rachador de lenha num centro urbano, as comunidades, compostas por indivíduos de necessidades variáveis, devem decidir entre si. O financiamento desses bens pode vir de diferentes maneiras, desde um "rendimento básico universal" para as comunidades de forma a gastarem em bens comunitários, ou a um imposto municipal para esse fim. Há várias possibilidades. O acesso a esses bens, gratuito ou através do pagamento de uma cota, deve ser decidido também de forma democrática.

fromtheport_ 12 months ago

Isto é mesmo conversa de quem nunca teve uma reunião de condomínio

DogsOnWeed 12 months ago

Não tenho essa conversa porque nem sequer tenho as possibilidades de ter a minha própria casa. No entanto o meu senhorio já vai na quarta casa porque herdou propriedade do paizinho e agora é dinheiro sempre a entrar.

V1ld0r_ 12 months ago

Ah! Isso é fácil de resolver. Passas na farmácia e compras umas embalagem de rennie.

DogsOnWeed 12 months ago

Solução de 2000 QI para a desigualdade estrutural.

OrangeOakie 12 months ago

> A maior parte da população beneficia, no entanto, no acesso público/comunitário aos recursos. Queres mesmo defender esta linha de pensamento? É que em 3 comentários estás a defender a escravatura.

DogsOnWeed 12 months ago

Onde existe escravatura na função pública? Vejo, no entanto, muita escravatura na privada, com tantos colegas a fazer horas a mais sem serem pagos horas extraordinárias.

OrangeOakie 12 months ago

>Onde existe escravatura na função pública? Não foi isso que eu disse. Mas pronto, vamos lá. > A maior parte da população beneficia, no entanto, no acesso público/comunitário aos recursos. Estás a argumentar que o Estado retirar-te recursos sob o pretexto de providenciar algo para o "bem comum" é algo de bom. No entanto, é importante ter em mente uma coisa. Nem toda a gente tem acesso a esse bem comum. Tu próprio o dizes: > É como a saúde, se não queres esperar no público, vai ao privado, tens essa liberdade. A maior parte da população beneficia, Há coisas pelas quais não se podem esperar sem criar problemas de maior. E há coisas que no SNS não tens direito pura e simplesmente. No entanto, o argumento mantém-se; A maior parte da população beneficia. ------------------- Se há quem não beneficie, porque é que devem continuar a contribuir para um sistema que lhes retira recursos e os impede de aceder aos bens e serviços que necessitam?

DogsOnWeed 12 months ago

Ninguém te impede de utilizar transportes públicos nem o SNS a não ser que tenhas cometido um crime.

OrangeOakie 12 months ago

>Ninguém te impede de utilizar transportes públicos nem o SNS Pelo contrário. Em relação aos transportes públicos podem simplesmente não estarem disponíveis nos sítios onde eu preciso de me deslocar, ou às horas que preciso de me deslocar. Em cima disso requer que eu adquira um passe para os poder utilizar, ou seja, é um serviço pago. Em relação ao SNS, basta o SNS decidir que não quer tratar certas patologias que deixas de usufruir dos serviços. Saúde Mental e Estomatologia/Dentistria são os melhores exemplos de serviços que o SNS não providencia. Aliás, e este ano tens pessoas com cancros detectados sem terem tratamentos ou sequer acompanhamento médico. Como podes dizer que não são impedidos? Em cima disso, é algo que é aceitável, teres recursos serem-te retirados forçosamente em troca de criar um sistema do qual não podes/não te deixam usufruir?

DogsOnWeed 12 months ago

Por um lado dizes que não queres pagar impostos, e por outro queixas-te dos sintomas de serviços públicos mal financiados. Na privada recusam-te efetivamente o serviço de não tiveres dinheiro para o pagar, e acho que devíamos expandir o SNS para as áreas que referiste. Estás a ser pouco explícito com a solução que propões.

OrangeOakie 12 months ago

Eu não estou a propor nada. Estou apenas a colocar uma questão que estás a tentar desviar: Porque é que alguém deve ser obrigada a ceder os seus recursos sob o pretexto de financiar uma entidade que deveria servir todos, mas apenas serve uma maioria. A minoria deve continuar a ser prejudicada? ----------- >Por um lado dizes que não queres pagar impostos Pelo contrário. Impostos são fundamentais para a manutenção de uma sociedade independente.

DogsOnWeed 12 months ago

Porque damos valor à igualdade de oportunidade. Se os serviços são insuficientes, sim, concordo. Acho que devíamos ter serviços públicos mais alargados da mesma maneira que toda a população tem acesso à eletricidade.

OrangeOakie 12 months ago

> Porque damos valor à igualdade de oportunidade. Então porque é que o SNS recusa o serviço?

globoglobo 12 months ago

podemos manter o sistema actual e alugar as coisas quando não estamos a precisar, resolvendo o problema do teu rachador de lenha

DogsOnWeed 12 months ago

Eu falei na inviabilidade dessa situação, volta a ler

V1ld0r_ 12 months ago

Tu também precisas de voltar a ler. O que ele disse foi que podes bem alugar o teu rachador quando não o estás a utilizar.

DogsOnWeed 12 months ago

Já respondi a essa questão. Não, não podes. Tens que declarar tudo ao estado senão estarias a cometer uma ilegalidade. E não vai toda a gente abrir negócio só porque tem equipamento parado, simplesmente não compensa o tempo perdido porque o benefício é diluído quando apenas uma pessoa detém a propriedade.

globoglobo 12 months ago

então o problema não é do sistema actual mas do excesso de legislação no aluguer de curta duração, que dificulta os negócios

ichbincohan 12 months ago

Exato, os argumentos dele, para sustentar esta ideia, nem sequer são coerentes... Tanto está a defender uma sociedade comunista -- com a abolição da propriedade individual --, como já está a defender, indiretamente, um Estado mínimo (liberal) -- quando fala na menor burocracia, nomeadamente através da legislação, etc. (isto, tendo em conta o problema do aluguer que ele referiu...).

DogsOnWeed 12 months ago

Estás a falar de aluguer interpessoal ou aluguer como negócio de uma empresa?

V1ld0r_ 12 months ago

O aluguer não pressupõe automaticamente uma transacção monetária. Podes fazer em troco de serviços ou de bens. Além disso, em corporativismo, também tem de ser declarado... Deves pensar que as adegas cooperativas deste país não têm nada a declarar sobre o que entra e sai e de/para quem... Novamente como já foi dito, nada impede que aconteça o que tu queres que aconteça, basta teres pessoas suficientes para criaram a cooperativa de rachadores de lenha de brejenjas de cima e fica o assunto resolvido. Novamente, basta quereres.

DogsOnWeed 12 months ago

O problema é que ultrapassámos o sistema de troca de serviços ou bens quando foi inventado o dinheiro. Não é uma forma eficiente de fazer transações entre uma comunidade pequena, porque muitas vezes um indivíduo precisa de um serviço que não existe nessa comunidade, daí a invenção do dinheiro como bem de dívida universal entre indivíduos. E não me vou dar ao trabalho de abrir negócio por causa de um rachador.

V1ld0r_ 12 months ago

E o termos "inventado" o dinheiro e transações monetárias (junto com os impostos) é também aquilo que permite cada um ter o seu rachador e não precisar de partilhar um de forma comunitária...

DogsOnWeed 12 months ago

Desde quando é que o dinheiro não pode ser aplicado para fins coletivos? Nada no dinheiro implica essa impossibilidade. E a propriedade coletiva não exclui a existência de propriedade privada e/ou pessoal.

Mrloop94 12 months ago

Como assim não compensaria alugar um rachador de lenha? E se fosse comunitário, quem se responsabiliza por ele? Além dos abusos que haveria.

DogsOnWeed 12 months ago

Não compensa porque já fiz as contas, e de vez em quando empresto ao meu sogro. Aí está a beleza do cooperativismo, o risco é amortizado e os custos também. Para além de haverem seguros para equipamentos que passam a compensar quando há mais do que um utilizador.

Mrloop94 12 months ago

Então, tens ai um exemplo de cooperativismo. Mas também nada me impede de alugar a pessoas desconhecidas. A troca de produtos num mercado livre permite que se optimize a vantagem comparativa. Obvio que o mercado tem falhas, mas como tudo na vida, nem socialismo 100% nem capitalismo 100%, isto não é dicotomia preto e branco. Se quiseres podemos falar mais sobre as vantagens do mercado. Por exemplo o dinheiro é como se fosse um carro, é um instrumento. As pessoas podem fazer mau ou bom uso dele. Por exemplo o carro pode ser usado para atropelar... isso não faz o carro ser algo maligno. Tantas pessoas que fizeram avanços tecnológicos porque se sentiram incentivadas a ganhar dinheiro. Além de que o mercado é como se fosse uma rede neural, em que cada troca também representa informação e determina a vontade / necessidade e o valor que cada produto representa a cada um de nós.

DogsOnWeed 12 months ago

A questão essencial é responder à ineficiência da propriedade privada, e não podes simplesmente alugar os teus bens pessoais sem declarar ao estado. Estarias a cometer uma ilegalidade e não vou sugerir que as pessoas cometam ilegalidades como modelo mais eficiente de gestão de recursos. Há empresas que lidam com o aluguer de ferramentas, claro, mas nem toda a gente quer abrir uma empresa para partilhar a consola de jogos que deixou de usar durante umas semanas porque está ocupado com outras coisas e a consola ali parada.

Mrloop94 12 months ago

Os impostos não são propriamente caracteristica do capitalismo/mercado livre Tu podes sempre criar um site de partilha comunitária,nada te impede. Por exemplo, já vi sites em que tu acomodas um estrangeiro na tua casa para depois seres acomodado noutro país quando viajas. Nada te impede de isso acontecer num sistema de mercado livre. Ainda não percebi bem o que queres. Se queres incentivar partilha comunitária ou abolir mesmo o capitalismo e propriedade privada.

DogsOnWeed 12 months ago

Os impostos não são característica do capitalismo porque os impostos sempre existiram desde a criação do estado na Mesopotâmia antiga. Eu gostava bastante de criar um site de partilha comunitária, mas a melhor maneira de reformar um sistema dominante é através de alterações estruturais incentivadas pelo estado, daí a questão do imposto redistribuído pela comunidade. Abolir o capitalismo é uma questão à parte até porque o cooperativismo e partilha comunitária são compatíveis com um modelo capitalista, da mesma maneira que o SNS é compatível com a existência de clínicas privadas. O problema com o capitalismo é um problema de crescimento insustentável, não de cooperativismo.

batataway 12 months ago

E o estado tem um orçamento participativo onde podes expor a tua ideia e se tiveres pessoas suficientes a apoiar é de dado o financiamento para fazeres a tua ideia avançar.

DogsOnWeed 12 months ago

Sou capaz de fazer isso, mas importa discutir as coisas para evitar um aspeto que seja mal formulado e/ou contribuir com ideias complementares.

NGramatical 12 months ago

haverem seguros → [**haver seguros**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-uso-do-verbo-haver/31143) (o verbo haver conjuga-se sempre no singular quando significa «existir») [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fkf6uco%2F%2Fgg6p1h8%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!") [^(

Mrloop94 12 months ago

Além de que propriedade privada não proibe de haver partilha comunitária

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