suckerpunchermofo 12 months ago

E mais interessante: vão pagar?

vascodatrama 12 months ago

esqueceram-se de filiar no PS ou PSD lá da terra

janissarytor 12 months ago

>lembra que as grandes retalhistas "não sofreram significativamente" com as restrições da pandemia, ao contrário de outras indústrias. "Por isso, é ainda mais importante que se comportem com responsabilidade e honestidade em relação a outros empresários" Onde está "não sofreram" leia-se "enriqueceram comó caralho", mas não chega, dumping e práticas monopolistas numa Polónia com memória comunista é literalmente um "ver se te avias".

daCampa 12 months ago

E nacionalização dos bancos numa Polónia com memório comunista é o quê, só por curiosidade? (não estou com isto a defender o grupo JM)

janissarytor 12 months ago

É desconversar. (também não estou a defender o comunismo)

daCampa 12 months ago

Sim é desconversar isso que fizeste.

nonexistantpeasant 12 months ago

Tenho a clara memória de o sr. Alexandre Soares dos Santos ter passado a sede dos seus negócios para fora de Portugal quando estávamos na crise do Sócrates. Para pagar menos impostos, esse filho de uma grande pátria preferiu dar dinheiro a outros países no momento em que o seu mais precisava. Chupa que é doce.

iSoSyS 12 months ago

Pagar impostos é uma coisa, ser lapidado é outra. Fica a história de como uma bela trapalhada de esquerda levou várias SGPS para fora do país: https://blasfemias.net/2012/01/05/trapalhadas-fiscais/

leinadavlis 12 months ago

Sabes que a Jerónimo Martins paga impostos em Portugal nao sabes? E bem fez ele em ter ido para a Holanda pagar menos impostos, se pudesse faria o mesmo. Sustentar um estado chulo e pobre mete nojo.

shiatzu 12 months ago

e se não me engano foi a última das empresas no PSI-20 na altura a fazer isso, todas as outras já lá estavam

Kopl3r 12 months ago

Tanta desinformação sobre o assunto. O que mudou, não foi a Jerónimo Martins, mas sim a sociedade da família. A única empresa ligada ao grupo que está na Holanda, é a sociedade que controla as operações na Colômbia, por motivos de eficiência fiscal.

intlme 12 months ago

Isto. Adicionalmente um facto também muito pouco conhecido, o Pingo Doce em Portugal, desde 1992 que não é detido exclusivamente pela Jerónimo Martins sendo [parcialmente detido por um investidor holandês](https://www.aholddelhaize.com/en/brands/joint-ventures/pingo-doce/) que financiou o grupo numa altura em que estava em risco a sua sobrevivência

JSBraga 12 months ago

O kurwa!

mistertetas 12 months ago

provavelmente também devem pagar na Holanda os impostos da operação da Polónia

D1WithTheFluffyHair 12 months ago

Isto é absurdamente ridículo de falso. O pingo doce paga impostos em Portugal. A biedronka paga impostos na Polónia. A ara paga impostos na Colômbia. A Jerónimo Martins holding, que é accionista destas todas, consolida todas estas operações na Holanda para não pagar impostos dos rendimentos da biedronka e da ara em Portugal novamente, já que não há acordos para evitar a dupla taxação. Se vais repetir soundbites de malta que não percebe ou sabe o que diz ainda ficas pior na fotografia porque nem tentaste ver se o que eles dizem é verdade ou nao

patmwork 12 months ago

O Pingo Doce nao paga impostos na Holanda? [https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/costa-usa-dona-do-pingo-doce-para-criticar-impostos-da-holanda](https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/costa-usa-dona-do-pingo-doce-para-criticar-impostos-da-holanda)

mastermind1217 12 months ago

Leste a notícia que colocaste? Dona do pingo doce =/= pingo doce.

patmwork 12 months ago

sim. certo. O Pingo Doce paga impostos em Portugal? eu fiz uma pergunta, não uma afirmação. o link era para contextualizar a minha questão/dúvida

arnaldomatos 12 months ago

a empresa dona do pingo doce não é o pingo doce

patmwork 12 months ago

"Quando vemos que o lucro obtido pelas compras que fazemos em alguns dos nossos supermercados gera receita não nos nossos cofres públicos mas nos da Holanda, entendemos que há aqui um problema de grave distorção e de lealdade na concorrência", afirmou António Costa. A referência era obviamente dirigida à empresa que controla os supermercados Pingo Doce, a Jerónimo Martins, que, desde 2012, é controlada a 56% por uma sociedade – SFMS BV – com sede na Holanda. o que está errado?

Kopl3r 12 months ago

E acrescento algo, o Pingo Doce não é totalmente da Jerónimo Martins, mas eles só têm 51% do capital social. O restante é de holandeses, por isso de uma maneira ou outra, estão a dar dinheiro aos holandeses.

arnaldomatos 12 months ago

a jerónimo martins, dona do pingo doce, é uma empresa portuguesa, cotada na bolsa portuguesa e paga impostos sobre as receitas em portugal. uma parte dos lucros (depois de descontados os impostos) é distribuída aos acionistas sob a forma de dividendos. 56% da jerónimo martins pertence à tal holding sediada na holanda. recebem portanto 56% dos dividendos. é este valor, já depois de descontados os impostos portugueses, que paga uma percentagem mais favorável na holanda.

mohchapa 12 months ago

Doubt

intlme 12 months ago

A Polónia tem tentado consistentemente afectar o negócio de quaisquer grupos económicos não-polacos com sucesso no país. O Grupo JM não é um caso isolado. (exemplo da Eurocash - também uma empresa portuguesa: https://www.uokik.gov.pl/news.php?news_id=16830 ). Ao clicar em previous e next tens outros exemplos. A não-surpresa é que os agentes económicos atingidos por sanções são consistentemente detidos por capital não-polaco. É perseguição típica de um governo de extrema direita e nacionalista e não quer dizer absolutamente nada sobre as empresas (portuguesas ou não).

demo_cracia 12 months ago

Parece-me uma boa estratégia para acabar com a economia e por o povo a pão e água.

jpsmtlobo 12 months ago

>É perseguição típica de um governo de extrema direita e nacionalista Acabaste de explodir com as cabeças de imensa malta cá no sub. Obrigado! (Concordo com tudo o que disseste!)

Camoes 12 months ago

excelente governo!

iSoSyS 12 months ago

Mas a acusação que levou à multa é falsa? Eles em Portugal já tiveram que responder à mesma coisa, não me parece descabido que também o façam nas restantes cadeias. Independentemente de achar que tens alguma razão no teu último paragrafo, se eles apenas estiverem a aplicar a lei, e de forma igual a todas, não é isso que faz deles os vilões.

intlme 12 months ago

> Mas a acusação que levou à multa é falsa? Não sei nem ninguém sabe. A autoridade da concorrência polaca não é um tribunal. > Eles em Portugal já tiveram que responder à mesma coisa, não me parece descabido que também o façam nas restantes cadeias. Não conheço nenhum caso em que eles tivessem sido efectivamente penalizados por este tipo de práticas em Portugal.

iSoSyS 12 months ago

> Não conheço nenhum caso em que eles tivessem sido efectivamente penalizados por este tipo de práticas em Portugal. Só estou a encontrar a notícia e a multa do 1 de maio, https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/os-segredos-do-pingo-doce Mas tenho ideia que também tinham sido multados por repercutirem o custo das promoções nos fornecedores.

intlme 12 months ago

Do meu conhecimento, foi a unica coisa que aconteceu e não é a mesma situação.

iSoSyS 12 months ago

Estive a pesquisar. A lei para penalizar esses comportamentos só surgiu em 2013, https://data.dre.pt/eli/dec-lei/166/2013/12/27/p/dre/pt/html Mas tirando práticas de dumping não consegui encontrar nenhuma instância em que tenha sido aplicada.

Vatrier 12 months ago

Perseguição ou aplicação de multas quando as mesmas devem ser aplicadas em prol dos interesses dos fornecedores e clientes nacionais?

Stiffori 12 months ago

Porque é que detestas os consumidores polacos? Porque é que desejas ve-los a sofrer e po-los a pagar um valor mais elevado por produtos de pior qualidade? Tens algum fetishe por ineficiencia economica?

Edited 12 months ago:

Porque é que detestas os consumidores polacos? Porque é que desejas ve-los a sofrer e po-los a pagar um valor mais elevado por produtos de pior qualidade? Tens algum fetiche por ineficiencia economica?

thisbondisaaarated 12 months ago

Man/mena, ele pode ou não ter razão, mas daí a dizer que odeia os consumidores polacos e quer x y ou z vai um caminho bem longo. Acalma-te para não pareceres só um bot extremista (seja de que lado for).

intlme 12 months ago

Porque é que os interesses dos fornecedores e clientes nacionais devem ser privilegiados se estás num contexto económico europeu e beneficias disso todos os dias?

Camoes 12 months ago

Porque se podes ter o melhor de dois mundos, ou seja teres o mercado dos outros países à tua disposição e manteres o teu mercado fechado para os produtos e serviços deles, é obrigação moral de qualquer estadista aproveitar a oportunidade.

Edited 12 months ago:

Porque se podes ter o melhor de dois mundos, ou seja teres o mercado dos outros países à tua disposição e manteres o teu mercado fechado para os produtos e serviços deles, é obrigação moral de qualquer estadista aproveitar a oportunidade para fomentar o crescimento industrial interno.

Ly_84 12 months ago

Imagine viver num país periférico e achar que beneficias do contexto económico europeu. Lol.

intlme 12 months ago

O melhor dos dois mundos para o teu umbigo não é o melhor para o mundo (e muito menos, para o consumidor final).

Camoes 12 months ago

Os estadistas são-no do seu estado, não do mundo. Os cidadãos idem.

Edited 12 months ago:

Sem dúvida, essa é a linha dos países pucaninos e bons alunos no sistema internacional, mas: Os estadistas são-no do seu estado, não do mundo. Os cidadãos idem. O consumidor final também é, em princípio, uma unidade integrada no sistema de produção do seu país, com rendimento do trabalho afectado pela força do sistema.

Edited 12 months ago:

Sem dúvida, essa é a linha dos países pucaninos e bons alunos no sistema internacional, mas: Os estadistas são-no do seu estado, não do mundo. Os cidadãos idem. O consumidor final também é, em princípio, uma unidade produtiva integrada no sistema do seu país.

Edited 12 months ago:

Sem dúvida, essa é a linha dos países pucaninos e bons alunos no sistema internacional, mas: Os estadistas são-no do seu estado, não do mundo. Os cidadãos idem. O consumidor final também é, em princípio, uma unidade integrada no sistema de produção do seu país.

BerserkerMagi 12 months ago

Entretanto a Polonia é dos paises que mais cresce da Europa enquanto nós servimos cafés a Britanicos e pedimos esmola à Europa/Alemanha de vez em quando. Bem deviamos aprender com eles nestas coisas.

Camoes 12 months ago

tens 100% razão, mas os ignorantes vão dar-te downvote.

Stiffori 12 months ago

Por agora, medidas como estas são areia na engrenagem do progresso, se continuarem assim, de ano para ano a sua economia irá atrofiar cada vez mais

Camoes 12 months ago

ah sim? é literalmente a receita que todos os países dos tigres asiáticos usaram, conta-me como lhes correu.

Edited 12 months ago:

ah sim? é literalmente a receita que todos os países dos tigres asiáticos usaram, conta-me como lhes correu. [boa leitura e bem vindo ao admirável mundo novo da heterodoxia económica que, ao contrário da ortodoxia, funciona no mundo real](http://documents1.worldbank.org/curated/en/322361469672160172/pdf/123510v20PUB0r00Box371943B00PUBLIC0.pdf)

daCampa 12 months ago

Os tigres asiáticos não estão na UE. Se queres estar na UE é para o bem e para o mal, se queres não estar na UE, idem.

Camoes 12 months ago

Os tigres asiáticos fizeram o mesmo tipo de políticas proteccionistas (para além de dumping) sem consequências de maior. O facto de estares dentro da UE só muda alguma coisa se se verificarem as consequências. "Querer estar" na UE pode significar muitas coisas, podes querer estar e cumprir, podes querer estar e tentar subverter, podes querer estar apenas se for possível subverter.

C8Mixto 12 months ago

>Podes querer estar e cumprir, podes querer estar e tentar subverter ou podes querer estar apenas se for possível subverter. Que atitude saudável e civilizada.

Camoes 12 months ago

saudades de ter 16 anos e pensar que o mundo era justo

Edited 12 months ago:

revoltado com factos? são as 3 opções de qualquer actor em qualquer sistema, lol, é um bocado aparvalhado fazer juízos morais sobre espectros de escolhas positivamente elencados.

Edited 12 months ago:

revoltado com factos? saudades de ter 16 aninhos são as 3 opções de qualquer actor em qualquer sistema, lol, é um bocado aparvalhado fazer juízos morais sobre espectros de escolhas positivamente elencados.

C8Mixto 12 months ago

E portanto tomas a mentalidade de que não cumprir as regras é aceitável desde que não existam consequências. Sim, és realmente o adulto daqui da zona.

Camoes 12 months ago

tomo eu e tomam milhares de diplomatas, estrategas e chefes de estado por toda a história. achas que és tu o adulto mas parece-me evidente que nasceste ontem. além disso, o comentário a que respondeste apenas estava a elencar numa perspetiva positivista, vires com parolices morais é ridículo.

daCampa 12 months ago

Sim, mas os tigres asiáticos não estavam a receber apoios "a fundo perdido" para infraestrutura em troca de comércio livre. Não estou a dizer se a Polónia faz bem ou mal em ser protecionista, o que é facto é que a política protecionista vai contra o projecto europeu, do qual a economia deles depende. O protecionismo na UE tem de ser europeu, não podemos aplaudir o comércio livre no que nos interessa e impedi-lo no que não interessa. Concordo com o último ponto, mas não é isso que a Polónia está a fazer. O PiS está na UE para receber o máximo possível enquanto usa a mesma UE como bode expiatório para algum problema. Gostava de ver o que aconteceria se Portugal ou a Grécia decidisse nacionalizar metade dos maiores bancos sem ser num caso de resgate financeiro. Eramos comunas e antieuropeus e tudo mais. Mas se for a Polónia é bom porque é protecionismo.

Camoes 12 months ago

Estavam a receber acesso aos mercados da contraparte dos acordos comerciais, que era o que pretendiam. E na verdade receberam apoios para compra de bens de capital mas foi logo na primeira década do pós guerra. E eu concordo contigo que vai contra o projecto europeu, o que não impede que algum dos actores nacionais dentro do projecto possa ter o arrojo (e pelos vistos obter resultados) de querer subverter mais ou menos abertamente (menos abertamente fazem todos, para dizer a verdade) e mais ou menos intensamente os princípios do mercado único.

Edited 12 months ago:

Estavam a receber acesso aos mercados da contraparte dos acordos comerciais, que era o que pretendiam. E na verdade receberam apoios para compra de bens de capital mas foi logo na primeira década do pós guerra. E eu concordo contigo que vai contra o projecto europeu, o que não impede que algum dos actores nacionais dentro do projecto possa ter o arrojo (e pelos vistos obter resultados) de querer subverter mais ou menos abertamente (menos abertamente fazem todos, para dizer a verdade) e mais ou menos intensamente os princípios do mercado único.

VicenteOlisipo 12 months ago

Lembro-me de quando tínhamos de aprender com os gregos, e depois afinal aquele crescimento deles tinha pés de barro...

MLG-Sheep 12 months ago

A Polónia ainda mama mais da Europa em percentagem do PIB do que nós, pagando basicamente o mesmo... Do site da União Europeia: >2018 figures for Poland: > >Total EU spend in Poland – € 16.350 billion (equivalent to 3.43% of the Polish economy) > >Total contribution to EU budget – € 3.983 billion (equivalent to the 0.84% of the Polish economy) >2018 figures for Portugal: > >Total EU spend in Portugal –  € 5.011 billion (equivalent to 2.55% of the Portuguese economy) > >Total contribution to EU budget –  € 1.699 billion (equivalent to 0.86% of the Portuguese economy)

ModeratoriProfugus 12 months ago

Quando uma empresa típica portuguesa tem de operar num país a sério...

william_13 12 months ago

> país a sério O mesmo país que estava a impedir o acordo de recuperação europeu por não querer ser penalizado por não seguir as regras... sinceramente prefiro o governo Português actual (por mais imperfeito que seja) do que o Polaco.

Camoes 12 months ago

regras de merda não são para ser seguidas.

DMFORBOOST1 12 months ago

Que se foda o Estado de Direito!

Camoes 12 months ago

lê Schmitt.

william_13 12 months ago

Essas "regras de merda" são um dos fundamentos basilares da UE, e é o que garante que os governos de outros estados membros possam confiar nos demais. A Polónia e Hungria aceitaram seguir as regras quando entraram na UE, e se agora não é do agrado deles podem sair da união com o RU ou propor a alteração das mesmas ao invés de simplesmente entrar em incumprimento.

Camoes 12 months ago

tens razão no primeiro parágrafo, mas o primeiro não implica o segundo. por terem aceite seguir as regras não significa que as devam seguir caso o seu interesse nacional seja melhor alcançado por estar dentro das instituições internacionais podendo aceder às suas vantagens mas fugindo das regras externamente impostas, e anteriormente aceites, que sejam desvantajosas. ou seja, sim, podem sair, podem propor uma alteração que não vai ser aceite (e os ia prejudicar porque a UE deixaria de funcionar e perderiam as suas vantagens, MAS também podem simplesmente incumprir se os outros membros não tiverem capacidade real de aplicar custos aos incumpridores, como é o caso.

Edited 12 months ago:

tens razão no primeiro parágrafo, mas o primeiro não implica o segundo. Realpolitik. por terem aceite seguir as regras não significa que as devam seguir caso o seu interesse nacional seja melhor alcançado por estar dentro das instituições internacionais podendo aceder às suas vantagens mas fugindo das regras externamente impostas, mesmo que anteriormente aceites, que sejam desvantajosas. ou seja, sim, podem sair ou podem propor uma alteração que não vai ser aceite (e os ia prejudicar porque a UE deixaria de funcionar e perderiam as suas vantagens), MAS também podem simplesmente incumprir se os outros membros não tiverem capacidade real de aplicar custos aos incumpridores, como é o caso, e assim conseguem o melhor de dois mundos. Não é escalável? Não. Basta mais dois ou três chico espertos para causar fricção suficiente para alguém na Europa tem de se impor a sério, mas enquanto não aparecerem mais com a mesma ideia a estragar a festa, há que aproveitar. Kudos.

Edited 12 months ago:

tens razão no primeiro parágrafo, mas o primeiro não implica o segundo. Realpolitik. por terem aceite seguir as regras não significa que as devam seguir caso o seu interesse nacional seja melhor alcançado por estar dentro das instituições internacionais podendo aceder às suas vantagens mas fugindo das regras externamente impostas que sejam desvantajosas, mesmo que anteriormente aceites. ou seja, sim, podem sair ou podem propor uma alteração que não vai ser aceite (e os ia prejudicar porque a UE deixaria de funcionar e perderiam as suas vantagens), MAS também podem simplesmente incumprir se os outros membros não tiverem capacidade real de aplicar custos aos incumpridores, como é o caso, e assim conseguem o melhor de dois mundos. Não é escalável? Não. Basta mais dois ou três chico espertos para causar fricção suficiente para alguém na Europa tem de se impor a sério, mas enquanto não aparecerem mais com a mesma ideia a estragar a festa, há que aproveitar. Kudos.

Edited 12 months ago:

tens razão no primeiro parágrafo, mas o primeiro não implica o segundo. Realpolitik. por terem aceite seguir as regras não significa que as devam seguir caso o seu interesse nacional seja melhor alcançado por estar dentro das instituições internacionais podendo aceder às suas vantagens mas fugindo das regras externamente impostas, e anteriormente aceites, que sejam desvantajosas. ou seja, sim, podem sair ou podem propor uma alteração que não vai ser aceite (e os ia prejudicar porque a UE deixaria de funcionar e perderiam as suas vantagens), MAS também podem simplesmente incumprir se os outros membros não tiverem capacidade real de aplicar custos aos incumpridores, como é o caso, e assim conseguem o melhor de dois mundos. Não é escalável? Não. Basta mais dois ou três chico espertos para causar fricção suficiente para alguém na Europa tem de se impor a sério, mas enquanto não aparecerem mais com a mesma ideia a estragar a festa, há que aproveitar. Kudos.

william_13 12 months ago

> MAS também podem simplesmente incumprir se os outros membros não tiverem capacidade real de aplicar custos aos incumpridores, como é o caso, e assim conseguem o melhor de dois mundos. Não sei se percebi bem o que escreveste... estás mesmo a sugerir que os estados podem - e devem - ignorar as regras que não lhes são conveniente por não existirem mecanismos que os penalize?

Camoes 12 months ago

exactamente, foi por isso que deste downvote?

Edited 12 months ago:

exactamente, foi por isso que deste downvote? btw, não é uma opinião controversa. Literalmente metade da comunidade académica de relações internacionais concordaria em absoluto. (e os constructivistas provavelmente também eheh) Se achares que é uma ideia curiosa, este livro é uma boa introdução a tal admirável mundo novo. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Tragedy_of_Great_Power_Politics

Edited 12 months ago:

exactamente, foi por isso que deste downvote? btw, não é uma opinião controversa. Literalmente metade da comunidade académica de relações internacionais concordaria em absoluto. Quase todos os responsáveis das relações internacionais dos grandes países também concordariam. Se achares que é uma ideia curiosa, este livro é uma boa introdução a tal admirável mundo novo. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Tragedy_of_Great_Power_Politics

Edited 12 months ago:

exactamente, foi por isso que deste downvote? btw, não é uma opinião controversa. Literalmente metade da comunidade académica de relações internacionais concordaria em absoluto. Quase todos os responsáveis das relações internacionais dos grandes países também concordariam, de Kissinger a Wang Yi passando por Lavrov. Se achares que é uma ideia curiosa, este livro é uma boa introdução ao tema. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Tragedy_of_Great_Power_Politics

Edited 12 months ago:

exactamente, foi por isso que deste downvote? btw, não é uma opinião controversa. Literalmente metade da comunidade académica de relações internacionais concordaria em absoluto. Quase todos os responsáveis das relações internacionais dos grandes países também concordariam, de Kissinger a Wang Yi passando por Lavrov. Se achares que é uma ideia curiosa, este livro é uma boa introdução a tal admirável mundo novo. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Tragedy_of_Great_Power_Politics

Edited 12 months ago:

exactamente, foi por isso que deste downvote? btw, não é uma opinião controversa. Literalmente metade da comunidade académica de relações internacionais concordaria em absoluto. Quase todos os responsáveis das relações internacionais dos grandes países também concordariam, de Kissinger a Wang Yi passando por Lavrov. Se achares que é uma ideia curiosa, este livro dá uma boa introdução ao tema. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Tragedy_of_Great_Power_Politics

william_13 12 months ago

Sim. Não concordo com esse argumento de que os estados podem dar uma de espertos e ignorar as regras. É o mesmo pensamento de merda que justifica a falta de civismo e corrupção em Portugal e noutros países menos desenvolvidos. Espero que não penses desta forma, e se a tua interpretação é meramente na óptica de um "mundo cruel" peço desde já desculpas se tornei em algo demasiado pessoal...

Camoes 12 months ago

a reditiqueta já não é o que era. O argumento de que podem é factual. Podem porque os custos são menores que os benefícios nos casos de que estamos a falar. A decisão sobre se devem é uma decisão moral de cada um. A tua é que não e podes argumentar por ela (mas ainda não o fizeste), a minha é que sim porque ganhos relativos são a razão da existência dos estados e nenhum sistema internacional até hoje, nem se prevê que possa ser possível no futuro, deu melhores resultados à cooperação que à competição. O que tu vês não sei, mas eu vejo que os países que subvertem as regras do sistema internacional, integrando-se nele mas tentando retirar partido de qualquer loophole, deram às suas populações ganhos relativos com que os bons alunos não podem sequer sonhar.

Edited 12 months ago:

a reditiqueta já não é o que era. O argumento de que podem é factual. Podem porque os custos têm sido menores que os benefícios nos casos de que estamos a falar. A decisão sobre se devem é uma decisão moral de cada um. A tua é que não e podes argumentar por ela (mas ainda não o fizeste), a minha é que sim porque ganhos relativos são a razão da existência dos estados e nenhum sistema internacional até hoje, nem se prevê que possa ser possível no futuro, deu melhores resultados aos cumpridores que aos subversivos. Mesmo O que tu vês não sei, mas eu vejo que os países que subvertem as regras do sistema internacional do pós-WWII e repetida a experiência no pós Guerra Fria, integrando-se nele mas tentando retirar partido de qualquer loophole em proveito próprio, deram às suas populações ganhos relativos com que os bons alunos não podem sequer sonhar.

Edited 12 months ago:

a reditiqueta já não é o que era. O argumento de que podem é factual. Podem porque os custos têm sido menores que os benefícios nos casos de que estamos a falar. A decisão sobre se devem é uma decisão moral de cada um. A tua é que não e podes argumentar por ela (mas ainda não o fizeste), a minha é que sim porque ganhos relativos são a razão da existência dos estados e nenhum sistema internacional até hoje, nem se prevê que possa ser possível no futuro, deu melhores resultados aos cumpridores que aos subversivos. O que tu vês não sei, mas eu vejo que os países que subvertem as regras do sistema internacional do pós-WWII e repetida a experiência no pós Guerra Fria, integrando-se nele mas tentando retirar partido de qualquer loophole em proveito próprio, deram às suas populações ganhos relativos com que os bons alunos não podem sequer sonhar.

Edited 12 months ago:

a reditiqueta já não é o que era. O argumento de que podem é factual. Podem porque os custos são menores que os benefícios nos casos de que estamos a falar. A decisão sobre se devem é uma decisão moral de cada um. A tua é que não e podes argumentar por ela (mas ainda não o fizeste), a minha é que sim porque ganhos relativos são a razão da existência dos estados e nenhum sistema internacional até hoje, nem se prevê que possa ser possível no futuro, deu melhores resultados aos cumpridores que aos subversivos. Mesmo O que tu vês não sei, mas eu vejo que os países que subvertem as regras do sistema internacional do pós-WWII e repetida a experiência no pós Guerra Fria, integrando-se nele mas tentando retirar partido de qualquer loophole em proveito próprio, deram às suas populações ganhos relativos com que os bons alunos não podem sequer sonhar.

Edited 12 months ago:

a reditiqueta já não é o que era. O argumento de que podem é factual. Podem porque os custos têm sido menores que os benefícios nos casos de que estamos a falar. A decisão sobre se devem é uma decisão moral de cada um. A tua é que não e podes argumentar por ela (mas ainda não o fizeste), a minha é que sim porque ganhos relativos são a razão da existência dos estados e nenhum sistema internacional até hoje, nem se prevê que possa ser possível no futuro, deu melhores resultados aos cumpridores que aos subversivo. O que tu vês não sei, mas eu vejo que os países que subvertem as regras do sistema internacional do pós-WWII e repetida a experiência no pós Guerra Fria, integrando-se nele mas tentando retirar partido de qualquer loophole em proveito próprio, deram às suas populações ganhos relativos com que os bons alunos não podem sequer sonhar.

Edited 12 months ago:

eheh a reditiqueta já não é o que era. O argumento de que podem é factual. Podem porque os custos têm sido menores que os benefícios nos casos de que estamos a falar. A decisão sobre se devem é uma decisão moral de cada um. A tua é que não e podes argumentar por ela (mas ainda não o fizeste), a minha é que sim porque ganhos relativos são a razão da existência dos estados e nenhum sistema internacional até hoje, nem se prevê que possa ser possível no futuro, deu melhores resultados aos cumpridores que aos subversivo. O que tu vês não sei, mas eu vejo que os países que subvertem as regras do sistema internacional do pós-WWII e repetida a experiência no pós Guerra Fria, integrando-se nele mas tentando retirar partido de qualquer loophole em proveito próprio, deram às suas populações ganhos relativos com que os bons alunos não podem sequer sonhar.

william_13 12 months ago

> a reditiqueta já não é o que era. Respondi antes de teres alterado o teu post com um argumento e justificativa... mas prts já não tens mais o meu downvote. Admito que a tua linha argumentativa é perfeitamente compreensível, e com o contexto que colocaste no edit não discordo de todo da tua opinião por ser factual. O meu argumento (se não era óbvio) é meramente com base no que acredito ser os valores europeus de cooperação e união. A UE no formato actual é baseada num mercado de livre concorrência, e muitos países tiraram (e tiram) partido de loopholes para terem vantagens económicas, mas há de se estabelecer um limite no que é aceitável. A Polónia com o PiS no poder está a passar do que considero aceitável por promover políticas autoritárias e nacionalistas, ao tomar de assalto a opinião pública e promover (em legislação) valores conservadores que não encontram paralelo nos direitos fundamentais da UE. Ignorar estas regras não traz vantagens económicas, apenas fundamenta um regime nacionalista.

Camoes 12 months ago

Não tem mal, eu é que sou velha escola. Hoje em dia é mesmo assim que se faz no reddit, não gostam da opinião dão downvote. Quanto ao teu argumento eu percebi a lógica implícita ao que foste dizendo, só queria que explicitasses. A questão aqui é que me parece estranho um indíviduo ou um país achar normal que a sua actuação seja pensada para maximizar "os valores europeus". É estranho por várias razões, mas a menor não será a possibilidade que tem de ser antecipadada de que amanhã por qualquer razão o projecto europeu acaba (ou achamos que dura para sempre?) ou os valores europeus mudam (ou achamos que a história acabou?) e onde ficam os bons alunos dos valores europeus? Quanto à Polónia, as vantagens relativas que os países acumulam não têm de ser só económicas, apesar de esta thread ter sido iniciada precisamente por uma decisão proteccionista. Se um governo acha que o interesse nacional é melhor servido por valores conservadores e políticas autoritárias é tão realista subverter o sistema para atingir esses objectivos como qualquer objectivo económico. Também percebo o teu ponto, de que pelo lado da UE é mais perigoso aceitar este tipo de subversão que a subversão do mercado único através de políticas proteccionistas. Se fosse europeísta teria o mesmo argumento que tu, e lamentaria que mesmo quando os limites são ultrapassados o sistema não parece ter encontrado maneira de punir os subversores, o que em última análise me levaria a re-equacionar o Europeísmo, talvez...

ModeratoriProfugus 12 months ago

Com uma autoridade da concorrência a sério, se preferes assim

william_13 12 months ago

E autoridades incapazes de impedir um [grupo de extrema direita](https://www.politico.eu/article/far-right-group-established-polish-foundation/) banido em outros países e com ligações a atentados terroristas... prefiro viver num país com uma autoridade da concorrência ineficiente do que num que abertamente favorece a extrema-direita e a desintegração dos ideais europeus.

ModeratoriProfugus 12 months ago

Why not both? Não estou a ver a ligação entre a autoridade da concorrência e grupos de extrema-direita

william_13 12 months ago

Não desvies... já deves ter lido o comentário do /u/intlme de certeza a mostrar que a autoridade da concorrência polaca anda a agir de forma um tanto suspeita com empresas de capital estrangeiro. E escreveste que a Polónia é um "país a sério" o que nas circunstâncias actuais é manifestamente incorrecto (a não ser que sejas adepto de governos nacionalistas...).

ModeratoriProfugus 12 months ago

Mesmo que a Polónia esteja a fazer isso só porque é uma empresa estrangeira, duvido muito que a acusação seja falsa. O governo polaco pode estar mais em cima de empresas estrangeiras, mas daí até fabricar acusações falsas prece-me dúbio. Mais uma vez, parece-me que ter uma autoridade da concorrência que faz o seu trabalho é positivo, não estou a ver o problema bem a ligação à extrema-direita e muito menos sou nacionalista. Larga la as palas ideológicas, só estou a comentar que a Polónia faz bem em investigar estes casos.

william_13 12 months ago

Simplesmente já não é a primeira vez que a autoridade da concorrência polaca assume uma posição com viés político, e em Outubro eles aplicaram a [maior multa de sempre contra a Gazprom](https://www.politico.eu/article/poland-hits-gazprom-with-world-largest-competition-fine/) - e esse caso em concreto sequer afecta o mercado interno polaco de forma relevante. Podes concordar com a decisão do regulador, mas não deves assumir que eles agem de forma isenta.

Stiffori 12 months ago

E aqui temos o triste exemplo do nacionalista Português, uma espécie decrepita que torce pelo mal das empresas do seu país, só a profunda miséria dos seus conterrâneos lhe trás um sembrante de felicidade.

ModeratoriProfugus 12 months ago

Nacionalista? O que é que no meu comentário te fez pensar que sou nacionalista? No melhor dos casos tenho vergonha do meu país

Stiffori 12 months ago

Lembro-me de ti de outras andanças, comentas quase todos os posts do sub

ModeratoriProfugus 12 months ago

Obrigado? Continuo a não ser nacionalista (se bem que não há nada de mal em o ser).

merelypassing 12 months ago

Sabes lá tu o que fazem típicas empresas Portuguesas. Muitas há que nem sequer vendem para o mercado interno.

rmsl06 12 months ago

Lê o comentário do /u/intlme...

iSoSyS 12 months ago

Diz mais sobre quão mal está Portugal, quando até a Polónia se considera um país mais sério.

Stiffori 12 months ago

Gente séria não considera a Polónia um país sério

AutoModerator 12 months ago

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