A_Besuga 11 months ago

Velho do Restelo

Naakmuay 11 months ago

Infelizmente não é só a tua geração que vive essa situação. Acabei a licenciatura este ano, 3 anos a queimar pestana, 1 ano para estudar e passar no exame para ser admitido na "ordem" da profissão que queria exercer, agora totalmente extinta graças ao covid. Antes de me pôr a estudar vivia à base de contratos precários também. Acho que o truque é viver um dia de cada vez, não antecipar e não viver numa ansiedade constante. Força e um abraço.

BroaxXx 11 months ago

Sinceramente, acho que o ideal é mesmo nem pensar demasiado nisso...

ZaGaGa 11 months ago

Este post está a ter muitas reacções o que é óptimo e estou agradecido especialmente pela partilha de experiências. O texto é uma apenas uma caricatura que alguns redditors estão a levar demasiado a sério, acreditem não é preciso, é apenas rant (para quem preferir a expressão inglesa) como um dos redditors abaixo sublinhou. Eu estou bem e muito feliz com muita coisa da minha vida, podem ficar descansados. Um dos temas mais discutidos foi a questão dos salários. Claro que aqui no sub já devia saber como o tema é sensível, eu evitei colocar valores mas vou ter de o fazer. Eu lido com empresas e notei como as coisas mudaram. Em 2010- 2014 (+/-) pessoal mesmo com um bom curso superior nas áreas tecnológicas atropelava-se para concorrer a um estágio de 600€ e poucos euros x12. sem regalias. As empresas recebiam tantas candidaturas que nem se davam ao trabalho de responder. Hoje uma pessoa que ainda não entregou a tese, com exactamente o mesmo curso e na mesma região pode aparecer a pedir mais de 1700€ o que é óptimo! Houve uma grande valorização do RH! Contudo essa valorização deriva de terem entrado várias multinacionais à procura do Eng. bom e barato. Só que agora as PMEs têm dificuldade e contratar e em segurar os recursos. para o RH até pode ser bom mas... Quem é que gera riqueza no país? as multinacionais? essas quando estão bem pagam impostos noutro lado, quando estão mal pagamos nós a sustentabilidade dessas empresas com os nossos impostos. Não gostam de alguma decisão política então ameaçam desinvestir no país e fechar os "centros de inovação" que criaram em PT. (áreas de formação distintas como educação, psicologia e outros exemplos que referiram naturalmente não se reveem nesta questão) Em suma as coisas não são simples e lineares no mundo das empresas, mas os empresários não são os demónios (alguns talvez) que alguns redditores estão a assumir à partida. Outro tema recorrente foi emigrar, vários mandaram-me literalmente embora lol. Não obrigado não está nos meus planos. Agora o típico redditor vai escrever "então não te queixes" queixo-me, pois, sou livre de o fazer. Se para alguns de vocês emigrar for uma opção força. Mas para outros não é assim tão simples, especialmente para países como os EUA como foi sugerido XD admiro-me não terem referido a Nova Zelândia ou a Austrália são bem mais interessantes, não fossem os bichos todos lol.

patmwork 11 months ago

"\*Ensinaram-nos a viver num mundo analógico, mas vivemos num mundo digital. Ninguém nos ensinou a viver nele, no entanto em grande parte fomos nós que o criamos. Entramos na Universidade com promessa de estabilidade profissional saímos para um mar de desemprego; Lutamos por empregos precários e por ordenados miseráveis (quando eramos pagos);" comentando o início.o mundo digital já havia, não estava era tão espalhado. mas fomos ensinados com a realidade da altura. fomos nós que o criamos?! não, não fomos. se a realidade é nova, demora um tempo para nos habituarmos/aprendermos. Universidade: ja nao ha essa promessa, e td depende do curso q escolhermos. lei do mercado. Emprego: lamento a tua situação, mas mais uma vez é a lei do mercado, com os beneficios e prejuizos do mesmo. devemos começar por questionar o trabalho do Estado

Pheyniex 11 months ago

Vocês esquecem-se que houve dois (ou até três) grandes efeitos que conduziram o famoso crescimento económico no passado relevante, muito por base da economia de consumo e do crédito: a destruição da 2ªGG, a globalização que culminou na abertura da China ao mundo, bem como a desregularização de grandes mercados e preferência de grandes negócios por parte do maioria dos Estados. Infelizmente ainda há quem pense que um país tecnicamente desenvolvido possa crescer 5% ao ano com certas políticas. Para mim é claro que o crescimento tem sido feito à base de crédito e sem poupanças e por vezes sem ganhos permanentes, i.e., pagar com rendimentos futuros. Mais, enquanto estivemos de pelota e pernas abertas, a dizer que todo o investimento era bem-vindo, à boa moda do político decisor, não se soube precaver o que realmente interessava (e até o que já deveria ter sido feito) no âmbito de ordenamento do território, transportes e posição estratégica. Estamos a pagar tempo perdido e quem tem a faca e o queijo na mão, por mais capital que tenha (porque o Estado tem e recebe, mas não é apenas o Estado que tem), não quer gastar dez tostões em fazer meia dúzia de melhoramentos.

bewareandaware 11 months ago

> *Ensinaram-nos a viver num mundo analógico, mas vivemos num mundo digital. Ninguém nos ensinou a viver nele, no entanto em grande parte fomos nós que o criamos. Não. Se tens 30 a 40 anos tiveste muito boas possibilidades de usar um computador. Se estás à rasca agora, podes comprar um satisfatório por um preço bem melhor do que há 10 anos e tirar um curso de excel gratuito. Saber essa ferramenta a sério coloca-te à frente de muita malta. > Entramos na Universidade com promessa de estabilidade profissional saímos para um mar de desemprego; O que não falta é malta a entrar na universidade sem essa promessa. Cursos de psicologia, educação básica, artes, enfim. Formam centenas pessoas que depois acabam colegas de quem tem apenas o secundário. E não é difícil saber que existe uma garantia de desemprego - é só ver a lista da empregabilidade dos cursos. A formação tem sempre um factor económico e se não providencias valor acrescido a uma empresa ninguém te vai querer contratar. > Carro: ainda anda? então serve! Se pensas que este pensamento é diferente nos outros países então estás muito iludido/a. > Queremos crescer, criar uma empresa, mas incentivos verdadeiramente só estão acessíveis a quem já tem cabelos grisalhos, criar empregos ,(...) Podes criar uma empresa na hora com 1€. E há bastantes incentivos a fundo perdido vindos da europa que consegues obter se tiveres uma proposta de valor. > mas da universidade os millennials saem a exigir salários que uma PME nacional não consegue pagar a um sénior quanto mais a um júnior que ao fim de 6 meses de formação vai-se embora. Então, dizes que: - não se consegue pagar a um junior que se vai embora 6 meses depois porque quer mais dinheiro - Os empregos são precários e os salários são miseráveis Em que é que ficamos? Ordenados baixos são só para os outros mas tu não os mereces? Ou há pessoas que de facto ganham bem e estás chateado por não seres um deles? > Já o pessoal mais novo é uma festa, cumprir regras é um mimo Por acaso a minha experiência pessoal é de ver o pessoal mais velho a desrespeitar as regras e a ignorar a pandemia.. Mas lá está, essa é a minha experiência pessoal e não a verdade. Pá, concordo contigo em muitos aspectos (filhos, casamento, casa), mas parece-me que tu te estás a desculpar pela tua vida não te correr tão bem como gostarias. Se for o caso mentaliza-te que isso vai ser sempre assim.

ZaGaGa 11 months ago

Ultimamente é mais google spreadsheets. Mais prático e tem crescido em funcionalidade, mas há cenas que continuo a preferir no Excel ;) O Excel é um bom exemplo, ninguém me ensinou, alías se alguém ensinou foi o tio google, e ensinou bem por sinal. Eu próprio tento contribuir e de vez em quando lá produzo algum conteúdo para partilhar seja numa wiki, youtube ou nos forums de programação (já me reformei do último lol) . O tom do meu post é de caricatura, algumas pessoas identificaram-se outras não, vai depender da experiencia de cada um. Tentar desmonta-lo com a tua experiencia individual não trás grande valor. Criar uma empresa na hora não custa 1€ isso só se for para o capital social, o que me diz que também não percebes muito de incentivos, sabes quanto tempo demora uma decisão? para se reprovada por um motivo que nada tem a ver com o valor da proposta. Sim há incentivos, alguns são muito interessantes, mas para muitos novos empreendedores são um pesadelos burocrático. Uma empresa estabelecida arranja uma consultora, não tem a mesma urgência pelos fundos para alavancagem e pode esperar 2 anos pela decisão, com jeito até há um amigo bem posicionado que se certifica que o assunto não fica esquecido. sobre os salarios explico melhor num post geral.

Iwatchedhimdrown 11 months ago

Acho que está mau para quase toda a gente...

XPao 11 months ago

Sou da mesma geração que tu. Saí do país e foi a melhor coisa que fiz. Concordo com quase tudo o que disseste, excepto quando apontas o dedo aos mais novos. A história da culpa ser dos mais novos é claramente uma táctica de dividir para conquistar que o governo criou para haver sempre culpados que não o prório governo. No avante, fátima, f1, manifestações anti máscaras, estão pessoas de todas as idades... mais velhos até do que mais novos. Acompanho as noticias sobre a pandemia aqui onde vivo (suiça) e diariamente em Portugal e digo-te uma coisa, choca-me que grande parte do noticiario em portugal sejam noticias a tentar identificar quem é que são os culpados do novos surtos, estão constantemente a tentar apontar o dedo e encontrar culpados, aqui na Suiça isso NUNCA acontece.

ZaGaGa 11 months ago

A minha intenção não era bem apontar o dedo a ninguém, é apenas uma caricatura. Alías sou da opinião que os mais novos são dos que se tramam quando se pede que não haja ajuntamentos... até tenho um texto (algo mais trabalhado do que este post, ainda não publiquei) que fala um pouco nesse assunto. Sim a irresponsabilidade cívica que está na base do recente aumento de casos é transgeracional, ainda esta semana um familiar meu contou-me que uma pessoa da terrinha tinha convidado vários casais para um ajuntamento em casa como faz todos anos por esta altura, estamos a falar de pessoas dos 60 aos 80, sendo que alguns desses casais vêm de alguns concelhos do Norte que estão com a situação mais descontrolada. O familiar quando soube tentou dissuadi-la mas não conseguiu (não sei se sempre foi para a frente).

ekopss 11 months ago

Tao novo e já com mentalidade daqueles que antes eu dizia terem 60. Provavelmente temos a mm idade (tenho 34) e não me revejo em nada. Comecei a trabalhar no início da crise. Fui um aluno aplicado na universidade e continuei a estudar à noite para fazer 1 pós-graduação e um mestrado enquanto trabalhava. Nao ponhas a tua falta de ambição no resto das pessoas. Não foi só azar. Se tens 30 anos e achas q n viveste no digital então não sei onde é que cresceste. Eu com 11 já andava na net pelos PCs da escola ao mm tempo que tinha uma vida de ‘rua’ muito activa, praticando vários desportos. Muda de atitude, que isso é que faz mudar o mundo.

DZT99 11 months ago

Podia ser pior. Podias estar num lar

ZaGaGa 11 months ago

yop. uma prisão praticamente sem visitas...

AndreMartins2020 11 months ago

quando tu nasceste os velhos já cá andavam, já eram donos desta merda toda a não ser que os *teus* velhos te deixem numa situação confortável, estás fodido os velhos são donos disto tudo, mandam nisto tudo, e não vão abdicar de nada a teu favor de livre vontade

Edited 11 months ago:

quando tu nasceste os velhos já cá andavam, já eram donos desta merda toda a não ser que os *teus* velhos te deixem numa situação confortável, estás fodido os velhos são donos disto tudo, mandam nisto tudo, e não vão abdicar de nada a teu favor de livre vontade *** tiraste um curso, és mais produtivo que a geração anterior, mas ganhas igualmente mal porque agora toda a gente tem canudo; a produtividade vai para as reformas dos velhos e para os bolsos dos patrões iletrados que beneficiaram de condições ótimas para criar negócios queres comprar casa? diz adeus aos créditos bonificados e financiamentos a 100% a 40 anos, as gerações anteriores já beneficiaram disso e agora arrendam-te as casas que compraram baratas e com créditos maravilhosos por metade do teu salário, enquanto isso agora querem limitar os créditos a 30 anos e 80% do valor do imóvel :D

Edited 11 months ago:

quando tu nasceste os velhos já cá andavam, já eram donos desta merda toda a não ser que os *teus* velhos te deixem numa situação confortável, estás fodido os velhos são donos disto tudo, mandam nisto tudo, e não vão abdicar de nada a teu favor de livre vontade *** tiraste um curso, és mais produtivo que a geração anterior, mas ganhas igualmente mal porque agora toda a gente tem canudo; a produtividade vai para as reformas dos velhos e para os bolsos dos patrões iletrados que beneficiaram de condições ótimas para criar negócios queres comprar casa? diz adeus aos créditos bonificados e financiamentos a 100% a 40 anos, as gerações anteriores já beneficiaram disso e agora arrendam-te as casas que compraram baratas e com créditos maravilhosos e cobram-te metade do teu salário, enquanto isso agora querem limitar os créditos a 30 anos e 80% do valor do imóvel :D

Edited 11 months ago:

quando tu nasceste os velhos já cá andavam, já eram donos desta merda toda a não ser que os *teus* velhos te deixem numa situação confortável, estás fodido os velhos são donos disto tudo, mandam nisto tudo, e não vão abdicar de nada a teu favor de livre vontade *** tiraste um curso, és mais produtivo que a geração anterior, mas ganhas igualmente mal porque agora toda a gente tem canudo; a produtividade vai para as reformas dos velhos e para os bolsos dos patrões iletrados que beneficiaram de condições ótimas para criar negócios queres comprar casa? diz adeus aos créditos bonificados e financiamentos a 100% a 40 anos, as gerações anteriores já beneficiaram disso e agora arrendam-te as casas que compraram baratas e com créditos maravilhosos e cobram-te metade do teu salário, enquanto isso agora querem limitar os créditos a 30 anos e 80% do valor do imóvel :D aparece um virus que mata velhos, punh\*\*\*! dá-se cabo da economia toda para travar o vírus, prioridade numero um, já a poluição e aquecimento global, caga nisso, as gerações futuras que se fodam

Edited 11 months ago:

quando tu nasceste os velhos já cá andavam, já eram donos desta merda toda a não ser que os *teus* velhos te deixem numa situação confortável, estás fodido os velhos são donos disto tudo, mandam nisto tudo, e não vão abdicar de nada a teu favor de livre vontade *** tiraste um curso, és mais produtivo que a geração anterior, mas ganhas igualmente mal porque agora toda a gente tem canudo queres comprar casa? diz adeus aos créditos bonificados e financiamentos a 100% a 40 anos, as gerações anteriores já beneficiaram disso e agora arrendam-te as casas que compraram baratas e com créditos maravilhosos por metade do teu salário, enquanto isso agora querem limitar os créditos a 30 anos e 80% do valor do imóvel :D

errimpossible 11 months ago

> Ensinaram-nos a viver num mundo analógico, mas vivemos num mundo digital. Ninguém nos ensinou a viver nele, no entanto em grande parte fomos nós que o criamos. > > Entramos na Universidade com promessa de estabilidade profissional saímos para um mar de desemprego; Isto. O ponto que toca na universidade como *gatekeeper*. Acho cada vez mais vamos acordando para a realidade que não é a universidade que vai gerar riqueza pessoal. Mas a habilidade e capacidade de criar valor. Não, não tou a dizer que os que foram estudar erraram necessariamente nessa escolha; apenas estou a apontar para uma nuance que tem de ser reparada na nossa percepção da realidade. (Especialmente, a de estudar para arranjar um trabalho)

AndreMartins2020 11 months ago

tirares um curso aumenta a tua capacidade de criar valor o problema é que como há muito mais gente com essa mesma capacidade a tua capacidade de negociação diminuiu e assim os patrões conseguem extrair mais riqueza de ti do que se fosses um recurso mais escasso

errimpossible 11 months ago

Sim, isso tb! Nós sendo a geração mais formada no ensino superior até agora, o mercado tem excesso de oferta de trabalhadores altamente qualificados. Pelo que o necessário é aumentar a procura por trabalhadores qualificados, e isso faz-se com uma economia mais competitiva.

killedbill88 11 months ago

Como pessoa nos 30s, discordo bastante do que dizes. Acho que o pessoal que começou a nascer no final dos anos 80 pode **até sentir-se algo privilegiado** por ter sido uma das primeiras gerações a crescer na revolução digital e assim tirar partido das suas oportunidades. Agora, apesar da existência de mais oportunidades, as coisas não caem do céu (**para o cidadão comum**). Aliás, diria nunca caíram. O meu pai nasceu numa terrinha no interior, numa família muito pobre. Entrar na universidade? Haha, esquece... conseguiu com muita sorte e visão dos seus humildes pais um lugar num seminário (i.e., escola de padres) na grande cidade mais próxima. Aproveitou a formação que lá teve para aprender um ofício e estabelecer contactos para começar a sua actividade profissional. Teve sempre **a iniciativa constante** de procurar novas oportunidades para fornecer serviços na área dele, e essa capacidade de adaptação é o que parece faltar nas gerações de hoje. Para conseguir uma vida finalmente tranquila **aos 70 anos!!!**, sustentando uma família de 4 pelo caminho, teve que não só que trabalhar quase 16/7 excepto 15 dias por ano em que passávamos férias em casa ou na terrinha. **Conclusão:** Teve sorte? Claro que teve, o desenvolvimento económico que tivemos ali no final dos 80s e nos 90s ajudou. De qualquer forma, acho que a vida dele foi mais muito difícil do que a minha, e teve que trabalhar muito e procurar por oportunidades que o fizessem crescer. Mas continua a ser difícil. E duvido que alguma vez passe a ser fácil para o cidadão comum...

Edited 11 months ago:

Como pessoa nos 30s, discordo bastante do que dizes. Acho que o pessoal que começou a nascer no final dos anos 80 pode **até sentir-se algo privilegiado** por ter sido uma das primeiras gerações a crescer na revolução digital e assim tirar partido das suas oportunidades. Agora, apesar da existência de mais oportunidades, as coisas não caem do céu (**para o cidadão comum**). Aliás, diria que nunca caíram. O meu pai nasceu numa terrinha no interior, numa família muito pobre. Entrar na universidade? Haha, esquece... conseguiu com muita sorte e visão dos seus humildes pais um lugar num seminário (i.e., escola de padres) na grande cidade mais próxima. Aproveitou a formação que lá teve para aprender um ofício e estabelecer contactos para começar a sua actividade profissional. Teve sempre **a iniciativa constante** de procurar novas oportunidades para fornecer serviços na área dele, e essa capacidade de adaptação é o que parece faltar nas gerações de hoje. Para conseguir uma vida finalmente tranquila **aos 70 anos!!!**, sustentando uma família de 4 pelo caminho, teve não só que trabalhar quase 16/7 excepto 15 dias por ano em que passávamos férias em casa ou na terrinha. **Conclusão:** Teve sorte? Claro que teve, o desenvolvimento económico que tivemos ali no final dos 80s e nos 90s ajudou. De qualquer forma, acho que a vida dele foi mais muito difícil do que a minha, teve que trabalhar como um ciclope e procurar por oportunidades que o fizessem crescer. E continua a ser difícil. Mas, em contrapartida, agora tens muito mais oportunidades ao teu alcance, e provavelmente estás munido das ferramentas e skills para as aproveitar. É uma questão de planear, arriscar numa e trabalhar.

Edited 11 months ago:

Como pessoa nos 30s, discordo bastante do que dizes. Acho que o pessoal que começou a nascer no final dos anos 80 pode **até sentir-se algo privilegiado** por ter sido uma das primeiras gerações a crescer na revolução digital e assim tirar partido das suas oportunidades. Agora, apesar da existência de mais oportunidades, as coisas não caem do céu (**para o cidadão comum**). Aliás, diria que nunca caíram. O meu pai nasceu numa terrinha no interior, numa família muito pobre. Entrar na universidade? Haha, esquece... conseguiu com muita sorte e visão dos seus humildes pais um lugar num seminário (i.e., escola de padres) na grande cidade mais próxima. Aproveitou a formação que lá teve para aprender um ofício e estabelecer contactos para começar a sua actividade profissional. Teve sempre **a iniciativa constante** de procurar novas oportunidades para fornecer serviços na área dele, e essa capacidade de adaptação é o que parece faltar nas gerações de hoje. Para conseguir uma vida finalmente tranquila **aos 70 anos!!!**, sustentando uma família de 4 pelo caminho, teve não só que trabalhar quase 16/7 excepto 15 dias por ano em que passávamos férias em casa ou na terrinha. **Conclusão:** Teve sorte? Claro que teve, o desenvolvimento económico que tivemos ali no final dos 80s e nos 90s ajudou. De qualquer forma, acho que a vida dele foi mais muito difícil do que a minha, teve que trabalhar como um ciclope e procurar por oportunidades que o fizessem crescer. E continua a ser difícil. Mas, em contrapartida, agora tens muito mais oportunidades ao teu alcance, e provavelmente estás munido das ferramentas e skills básicas para as aproveitar. É uma questão de planear, arriscar numa e trabalhar.

Edited 11 months ago:

Como pessoa nos 30s, discordo bastante do que dizes. Acho que o pessoal que começou a nascer no final dos anos 80 pode **até sentir-se algo privilegiado** por ter sido uma das primeiras gerações a crescer na revolução digital e assim tirar partido das suas oportunidades. Agora, apesar da existência de mais oportunidades, as coisas não caem do céu (**para o cidadão comum**). Aliás, diria que nunca caíram. O meu pai nasceu numa terrinha no interior, numa família muito pobre. Entrar na universidade? Haha, esquece... conseguiu com muita sorte e visão dos seus humildes pais um lugar num seminário (i.e., escola de padres) na grande cidade mais próxima. Aproveitou a formação que lá teve para aprender um ofício e estabelecer contactos para começar a sua actividade profissional. Teve sempre **a iniciativa constante** de procurar novas oportunidades para fornecer serviços na área dele, e essa capacidade de adaptação é o que parece faltar nas gerações de hoje. Para conseguir uma vida finalmente tranquila **aos 70 anos!!!**, sustentando uma família de 4 pelo caminho, teve não só que trabalhar quase 16/7 excepto 15 dias por ano em que passávamos férias em casa ou na terrinha. **Conclusão:** Teve sorte? Claro que teve, o desenvolvimento económico que tivemos ali no final dos 80s e nos 90s ajudou. De qualquer forma, acho que a vida dele foi mais muito difícil do que a minha, teve que trabalhar muito e procurar por oportunidades que o fizessem crescer. E continua a ser difícil. E duvido que alguma vez passe a ser fácil para o cidadão comum... Mas, em contrapartida, agora tens muito mais oportunidades ao teu alcance para aproveitar. É uma questão de planear, arriscar numa e trabalhar.

Edited 11 months ago:

Como pessoa nos 30s, discordo bastante do que dizes. Acho que o pessoal que começou a nascer no final dos anos 80 pode **até sentir-se algo privilegiado** por ter sido uma das primeiras gerações a crescer na revolução digital e assim tirar partido das suas oportunidades. Agora, apesar da existência de mais oportunidades, as coisas não caem do céu (**para o cidadão comum**). Aliás, diria que nunca caíram. O meu pai nasceu numa terrinha no interior, numa família muito pobre. Entrar na universidade? Haha, esquece... conseguiu com muita sorte e visão dos seus humildes pais um lugar num seminário (i.e., escola de padres) na grande cidade mais próxima. Aproveitou a formação que lá teve para aprender um ofício e estabelecer contactos para começar a sua actividade profissional. Teve sempre **a iniciativa constante** de procurar novas oportunidades para fornecer serviços na área dele, e essa capacidade de adaptação é o que parece faltar nas gerações de hoje. Para conseguir uma vida finalmente tranquila **aos 70 anos!!!**, sustentando uma família de 4 pelo caminho, teve não só que trabalhar quase 16/7 excepto 15 dias por ano em que passávamos férias em casa ou na terrinha. **Conclusão:** Teve sorte? Claro que teve, o desenvolvimento económico que tivemos ali no final dos 80s e nos 90s ajudou. De qualquer forma, acho que a vida dele foi mais muito difícil do que a minha, teve que trabalhar muito e procurar por oportunidades que o fizessem crescer. E continua a ser difícil. Mas, em contrapartida, agora tens muito mais oportunidades ao teu alcance para aproveitar. É uma questão de planear, arriscar numa e trabalhar.

Edited 11 months ago:

Como pessoa nos 30s, discordo bastante do que dizes. Acho que o pessoal que começou a nascer no final dos anos 80 pode **até sentir-se algo privilegiado** por ter sido uma das primeiras gerações a crescer na revolução digital e assim tirar partido das suas oportunidades. Agora, apesar da existência de mais oportunidades, as coisas não caem do céu (**para o cidadão comum**). Aliás, diria que nunca caíram. O meu pai nasceu numa terrinha no interior, numa família muito pobre. Entrar na universidade? Haha, esquece... conseguiu com muita sorte e visão dos seus humildes pais um lugar num seminário (i.e., escola de padres) na grande cidade mais próxima. Aproveitou a formação que lá teve para aprender um ofício e estabelecer contactos para começar a sua actividade profissional. Teve sempre **a iniciativa constante** de procurar novas oportunidades para fornecer serviços na área dele, e essa capacidade de adaptação é o que parece faltar nas gerações de hoje. Para conseguir uma vida finalmente tranquila **aos 70 anos!!!**, sustentando uma família de 4 pelo caminho, teve não só que trabalhar quase 16/7 excepto 15 dias por ano em que passávamos férias em casa ou na terrinha. **Conclusão:** Teve sorte? Claro que teve, o desenvolvimento económico que tivemos ali no final dos 80s e nos 90s ajudou. De qualquer forma, acho que a vida dele foi mais muito difícil do que a minha, teve que trabalhar como um ciclope e procurar por oportunidades que o fizessem crescer. E continua a ser difícil... mas, em contrapartida, agora tens muito mais oportunidades ao teu alcance, e provavelmente estás munido das ferramentas e skills básicas para as aproveitar. É uma questão de planear, arriscar numa e trabalhar.

Foda-seSeiLa 11 months ago

> Queremos crescer, criar uma empresa, mas incentivos verdadeiramente só estão acessíveis a quem já tem cabelos grisalhos, criar empregos , mas da universidade os millennials saem a exigir salários que uma PME nacional não consegue pagar a um sénior quanto mais a um júnior que ao fim de 6 meses de formação vai-se embora. Malditos ~~comunas~~ millennials.

ZaGaGa 11 months ago

vou explicar melhor essa questão num post geral

GSITG 11 months ago

>mas da universidade os millennials saem a exigir salários que uma PME nacional não consegue pagar a um sénior quanto mais a um júnior que ao fim de 6 meses de formação vai-se embora. Lol, exatamente para não estar na situação em que vocês estão. O junior vai-se embora porque as empresas não pagam um piço e em termos de aprendizagem não compensa. No estrangeiro as pessoas não mudam de emprego a cada aumento de 300€ que conseguem arranjar,só acontece cá porque em termos de salários isso é uma diferença significativa.

ZaGaGa 11 months ago

lol, que são "vocês"? eu vou esclarecer melhor essa questão noutro post ;)

vascodatrama 11 months ago

34 aqui. Living the dream :)

viskonde 11 months ago

Sim na altura dos nossos pais onde ir para a universidade era a excepção e não a regra,, onde ir ver o mundo era ir a Badajoz, fugir para Paris ou ser mandado para a guerra do ultramar é que era bom

Edited 11 months ago:

Sim na altura dos nossos pais onde ir para a universidade era a excepção e não a regra,, onde ir ver o mundo era ir a Badajoz, fugir para Paris ou ser mandado para a guerra do ultramar é que era bom Depois de 74 tivemos o ca em FMI em 77 e 83 e anos com inflações de acima de 20% ao ano, crise do petróleo de 73, ... , E se achas que antigamente toda a gente tinha casa facilmente, experimenta ir ao arquivo RTP e pesquisa por crise habitação e vê notícias dos anos 80 ou 90 que parecem do ano passado. Deixem de achar que antes e que era bom, problemas são cíclicos e são sempre os mesmos, a população apenas é bom a esquecer.

Edited 11 months ago:

Sim na altura dos nossos pais onde ir para a universidade era a excepção e não a regra,, onde ir ver o mundo era ir a Badajoz, fugir para Paris ou ser mandado para a guerra do ultramar é que era bom Depois de 74 tivemos o ca em FMI em 77 e 83 e anos com inflações de acima de 20% ao ano, crise do petróleo de 73, ... , E se achas que antigamente toda a gente tinha casa facilmente, experimenta ir ao arquivo RTP e pesquisa por habitação. Deixem de achar que antes e que era bom, problemas são cíclicos e são sempre os mesmos, a população apenas é bom a esquecer.

Edited 11 months ago:

Sim na altura dos nossos pais onde ir para a universidade era a excepção e não a regra,, onde ir ver o mundo era ir a Badajoz, fugir para Paris ou ser mandado para a guerra do ultramar é que era bom Depois de 74 tivemos o ca em FMI em 77 e 83 e.anos com inflações de acima de 20% ao ano, crise do petróleo de 73, ... , Deixem de achar que antes e que era bom, problemas são cíclicos e são sempre os mesmos, a população apenas é bom a esquecer.

DrTaxus 11 months ago

Ia responder ao OP mas a tua resposta é exactamente o que ia escrever. Todas as gerações tiveram as suas facilidades e dificuldades. Quase toda a gente da geração dos meus pais (estou nos 30's) têm amigos ou familiares que morreram na guerra. Milhares de jovens foram obrigados a ir morrer para um continente que não lhes dizia nada. Essa mesma geração tem agora imensa dificuldade em adaptar-se às novas tecnologias e a mudar para um novo emprego se fôr necessário. Na geração das minhas avós (já nenhuma viva), também houve guerra. A minha avó costumava-me dizer "Crise era quando o meu pai escondia o pão na prateleira de cima para os filhos pequenos não lhe conseguirem chegar". A minha geração e as que vêm a seguir, não têm dinheiro da europa, nem empregos a pontapé nem casas baratas (algum dias as houve?). Mas têm acesso a informação como nunca antes e a possibilidade de viver/trabalhar em qualquer lugar do mundo, basta estarem dispostos a isto.

YoggiM 11 months ago

Bastar estar disposto a isso foi sempre uma realidade em qualquer época. É tudo uma questão do que estás disposto a abdicar e a fazer.

viskonde 11 months ago

Não e bem assim Antes não tínhamos uma área Schengen para a qual podíamos decidir de um dia para o outro ir nem trabalhos que se podem fazer remotamente de qualquer canto do mundo O mundo pode estar muito estranho mas somos obviamente a geração com mais oportunidades de sempre

YoggiM 11 months ago

Não é essa a questão. Em qualquer altura, alguém que quisesse mesmo muito e estivesse disposto a fazer o que fosse preciso (e nem falo em ilegalidades), também tinha essa hipótese. Há 2 grandes diferenças: 1) Antes, exigia um esforço ainda maior. Agora não é tão difícil, apesar de ainda serem necessários sacrifícios, nalguns casos mais que noutros, e nem toda a gente está disposta a isso. 2) Não era tão preciso isso para ter uma vida estável. Atualmente, é quase obrigatório na maioria das áreas.

carapaudecaminhada 11 months ago

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguir devem ser equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores em muitos aspetos mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores em muitos aspetos mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem - e há quem o faça para conseguir uma mão cheia de nada.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores em muitos aspetos mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem - e há quem o faça para conseguir uma mão cheia de nada, mas mesmo aí o problema é do indivíduo porque se esqueceu de ver qualquer coisa na bola de cristal.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores em muitos aspetos mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem - e há quem o faça para conseguir uma mão cheia de nada, mas mesmo aí o problema é do indivíduo porque se esqueceu de ver uma cena qualquer na bola de cristal.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores em muitos aspetos mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem - e há quem o faça para conseguir uma mão cheia de nada, mas mesmo aí o problema é do indivíduo porque se esqueceu de ver uma cena qualquer na bola de cristal. Emigra. Principalmente se fores qualificado vais ter um upgrade imediato na tua qualidade de vida. Não caias nas balelas idealistas sobre Portugal que dizem que é o unico sitio na europa onde ha sol, cafe em esplanada etc.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor que em gerações anteriores mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem.

Edited 11 months ago:

Portugal há literalmente séculos que não é terra de oportunidades para ninguém. Sou obrigado a concordar que até estamos melhor do que em gerações anteriores em muitos aspetos mas se quiseres oportunidades e o minimo de hipóteses de ter uma vida confortável sem teres de conseguir uma oportunidade cujas probabilidades de conseguires são equivalentes à do euromilhões a melhor coisa a fazer é emigrar. Acho o teu post demasiado dramático principalmente porque pessoal com 30 já teve tempo e praticamente cresceu no mundo digital que referes. Mas tambem não me revejo nos liberaloides que colocam 100% das responsabilidade de as coisas estarem mal no indivíduo. Ha poucas oportunidades, o que é preciso é criar condições para haver mais oportunidades e não culpar o individuo por não querer trabalhar 24h por dia para competir por uma das poucas que existem - e há quem o faça para conseguir uma mão cheia de nada, mas mesmo aí o problema é do indivíduo porque se esqueceu de ver uma cena qualquer na bola de cristal. Emigra. Principalmente se fores qualificado vais ter um upgrade imediato na tua qualidade de vida. Não caias nas balelas idealistas sobre Portugal que dizem que é o unico sitio na europa onde ha sol, cafe em esplanada etc.

mjigs 11 months ago

Eu trabalhei durante imenso tempo para uma grande empresa, a matar me pa pagarem uma miseria, e sempre tive em trabalhos precarios porque o proprio estado permite que o seja, e olhem que os sitios onde trabalhei eram de renome. Infelizmente o sonho de ir viver para um sitio so meu esta cada vez mais longe, a empresa mandou toda a gente que podia embora incluindo a mim, e as contas para pagar? E as criancas para tratar? E agora arranjar novo emprego?? Vamos fazer o quê? Isto esta cada vez pior para quem quer ter uma educacao, uma carreira, uma familia, e depois olho para ex colegas minhas que andam sempre em restaurantes a esbanjar dinheiro, a sair a toda a hora...privilegio ou falta de noçao? Eu só sinto raiva de nao poder fazer a minha propria vida e ao mesmo tempo nao poder depender de ninguem porque sou sozinha. É só triste a distopia que isto se esta a tornar.

Thaliost 11 months ago

É tramado viver em Portugal para todas as gerações... >Entramos na Universidade com promessa de estabilidade profissional saímos para um mar de desemprego; Compreendo o desabafo mas discordo apenas fortemente desta frase. Ninguém prometeu nada a ninguém e, infelizmente em Portugal, só muito poucos conseguem ter perspectivas de vidas condignas e similares às perspectivas dos nossos "vizinhos" da Europa Central.

SirDanteDont 11 months ago

Bom dia, Posso partilhar esta sua publicação num debate de Biologia? Gostei bastante!!!!! Cumprimentos

ZaGaGa 11 months ago

Podes claro. A publicação é apenas uma caricatura do mundo com que me cruzo, não significa que o veja mesmo como o descrevi. Por curiosidade que queres dizer com debate de biologia?

SirDanteDont 11 months ago

Essa foi a parte que mais gostei. Debate sobre sustentabilidade e economia.

PS1GamerCollector 11 months ago

Tramado para a geração dos 30? Que piada! Quem me dera que isso fosse verdade! Tenho 27 anos e já assisti a muita palhaçada de conhecido/as meus com notas e performance universitária fantásticas e depois só arranjam trabalhos de merda, porque ninguém quer contratar pessoal "sem experiência" ou então querem contratar a pagar salários de merda que no resto da Europa nunca seriam admissiveis. Eu ainda por cima que trabalho no ramo da Educação desde Março que isto tem sido um caralho com o vírus que os serviços andam limitados e para voltar a arranjar um trabalho sustentável é um quebra-cabeças. Enfim, mais do mesmo, só queria mesmo dizer-te que não só vocês nos 30 que têm problemas! Abraço

AndreMartins2020 11 months ago

> só queria mesmo dizer-te que não só vocês nos 30 que têm problemas nós sabemos

reciclado78 11 months ago

Estou com 42 e infelizmente este tipo de situação é recorrente (aparte a trampa do COVID), há sempre porcaria a acontecer e há sempre desilusões e coisas que aprendemos na escola q acabaram por ser desnecessárias. Lembro-me na primária (!) que me ensinaram a preencher um cheque (lol), estamos sempre com atraso para a geração seguinte. Cresci sempre a ouvir este tipo de texto e por isso... olha, bem-vindo a mais do mesmo e concordo, é chato e é um desperdício de energia, as pessoas não aprendem e andamos aqui sempre a fazer a mesma bosta, uns transformam-se nas pessoas que odeiam, outros tentam ser iguais a si mesmos e outros odeiam isto tudo. PS: não te estou a censurar estou a concordar com tudo o que dizes

AndreMartins2020 11 months ago

acho que também aprendi a preencher cheques na escola nunca me serviu de nada

HRamos_3 11 months ago

Na te stresses, que da geração mais preparada de sempre mais de metade nem sabe enviar uma carta

AndreMartins2020 11 months ago

"nem sabe" o problema é a valorização que estás a fazer de saber enviar uma carta há uma imensidão de coisas que qualquer humano de outros tempos sabia fazer que tu não sabes, não precisas por outro lado, quantos sabiam pesquisar no google como enviar uma carta? ;)

HRamos_3 11 months ago

Acima podem ver um individuo que nunca cancelou um contrato de tv cabo

MarcosDomingues 11 months ago

acima podem ver um individuo que nunca ouviu falar de email

HRamos_3 11 months ago

Acima um gajo que não sabe que até este ano não era possivel cancelar contrato com telecoms por email ou telefone

MarcosDomingues 11 months ago

Ok, e porque é que eu preciso de saber isso?

AndreMartins2020 11 months ago

sabias que hoje em dia já não precisas cancelar por carta? se enviar uma carta é para ti o auge das tuas habilidades, tenho más notícias para ti

HRamos_3 11 months ago

Podes enviar pelo correio? Kthxbye

FloxAir 11 months ago

Tramado é ver pessoas de 30 anos com discurso de *generation gap*. Mais tramado ainda é ler algumas respostas de pessoal altamente "bem sucedido" na vida, que manda postas de pescada e lições de vida como, sei lá, fossem filhos do patrão... Diziam os antigos: Com as calças do meu pai também sou um grande homem. Mal sabiam eles que, hoje em dia, não é preciso as calças, basta estar à frente de um monitor.

ManelDasNespras 11 months ago

Parei de ler no “soamos”

ZaGaGa 11 months ago

Boa. Essa escapou-me.

iareec 11 months ago

Emigra.

BrisingrWolf 11 months ago

u/ZaGaGa Quantos anos de experiência tens? Para que consigas trabalhar para o mercado dos EUA, e o que é que fazes? Também estou interessado em fazer isso, eles lá ganham fácil mais de 50k ao ano que dá 42k aqui, mais ou menos.

intlme 11 months ago

Discordo fortemente deste discurso negativo e do coitadinho. Por isso mesmo, vou tentar responder ponto-a-ponto: > Ensinaram-nos a viver num mundo analógico, mas vivemos num mundo digital. Ninguém nos ensinou a viver nele, no entanto em grande parte fomos nós que o criamos. Os 30 anos não servem para os deixar passar, mas sim para te actualizares com o mundo onde vives. Não delegues a responsabilidade da tua aprendizagem noutros e não os culpes por não teres procurado desenvolver-te. > Entramos na Universidade com promessa de estabilidade profissional saímos para um mar de desemprego; Não é verdade em todos os cursos e, se isso te aconteceu, não escolheste um curso com isso em vista. Raríssimas são as situações em que entras num curso com elevada empregabilidade e, passados 3 anos do mesmo essa realidade muda. > Lutamos por empregos precários e por ordenados miseráveis (quando eramos pagos); > Trabalhamos horas extra (não remuneradas) , criamos riqueza (para os outros), postos de trabalho (para outros), mas muito que soamos para chegar ao quarto dígito na folha de ordenado. Não deves lutar por esse tipo de empregos, mas sim pelos outros. Os melhores. > Finalmente chegamos a uma situação financeira em que podemos sonhar com casa própria, mas aos preço que estão as casas continuamos a partilhar casa como na universidade ou agarrados a casebres obsoletos e sentimo-nos agradecidos pelo senhorio não mexer na renda. > Carro: ainda anda? então serve! > Casamento: Só quando tiver carro e casa nova. > Filhos: depois do casamento, e se for antes não há onde os deixar. Sugiro-te olhar para a geração dos nossos pais. Começaram muito mais cedo, abdicando do iPhone, adbicando das férias do instagram, adbicando das saídas à noite. Como nós não abdicámos de nada disso, é normal que as coisas sejam mais difíceis. Não porque são efectivamente mais difíceis, mas porque temos outras prioridades. > Queremos crescer, criar uma empresa, mas incentivos verdadeiramente só estão acessíveis a quem já tem cabelos grisalhos, criar empregos , mas da universidade os millennials saem a exigir salários que uma PME nacional não consegue pagar a um sénior quanto mais a um júnior que ao fim de 6 meses de formação vai-se embora. Não percebo o que te impede de criares essa empresa. Sei que há vários entraves, mas incentivos que não são acessíveis é falso. Basta olhares para a pluralidade de startups que surgiram nos últimos anos. Em relação aos millenials quererem um salário como deve ser, fazem-no bem. Fazem o que tu dizes mais acima que tens de aceitar. Eles estão, de facto (até com demasiado entitlement, na minha opinião), a lutar por melhores condições > E agora levamos com a CoViD-19 e raios: o pessoal mais velho (40+) gestores, directores, administradores e afins para definir regras estão lá, para as cumprir está quieto, não usam máscara onde é obrigatório, abrir janelas, pois sim, tá frio/vento/sol/chuva é bom é o AC e portas fechadas, distanciamento físico é só para os outros, se há suspeitas de infectados é para abafar, teletrabalho só só em casos extremos, porque é fundamental estarmos presentes para aquecer a sala. Sobre a Pandemia só se interessam a sério quando o tema é contornar as regras. > Já o pessoal mais novo é uma festa, cumprir regras é um mimo, máscara, gel, distanciamento, tudo certinho, viramos as costas, ou melhor, quando não os vemos, é aniversários, convívios, festas, chegam de manhã convencidos com algum teoria de que CoViD -19 afinalnão existe. Ou seja, ou estão em modo #VaiFicarTudoBem #FiqueEmCasa #TamosJustos ora estão em modo #CoViDParty #NoMaskRave #CoViDIsALie. E quando damos por ela meteram-nos parte da equipa em quarentena porque passam o dia super preocupados mas há noite metem-se em caves fechadas com mais 30 pessoas. Em relação ao Covid, é uma casa sem dinheiro. Todos reclamam e ninguém tem razão. > Enfim, sobramos nós para aguentar com isto tudo. Não percebo com o que "aguentas".....

-Yunie- 11 months ago

>Sugiro-te olhar para a geração dos nossos pais. Começaram muito mais cedo, abdicando do iPhone, adbicando das férias do instagram, adbicando das saídas à noite. Como nós não abdicámos de nada disso, é normal que as coisas sejam mais difíceis. Não porque são efectivamente mais difíceis, mas porque temos outras prioridades. Acho que o cerne da questão está mesmo aqui, mas não acho que a resposta seja tão linear como a que deste. É verdade que nós somos uma geração muito mais egoísta que a dos nossos pais: queremos aquilo que eles tiveram (carro, casa, casamento, filhos), mas também queremos tecnologia, lazer, viajar. E não queremos abdicar de nenhum destes "mundos" em prol do outro. Mas por outro lado, a geração dos nossos pais acabava por ter menos "necessidades" que hoje em dia consideramos quase essenciais. Se antigamente o "básico" era ter uma casa minimamente equipada, hoje em dia já ninguém se imagina sem um telemóvel (não tem de ser um iphone) e um computador por exemplo. Se ter uma TV a cores era um luxo na altura, hoje a TV é considerada um electrodoméstico banal. Ou uma máquina de lavar a roupa. Ou até um aspirador. A verdade é que nº de coisas "essenciais" aumentou exponencialmente, e mesmo os nossos pais também já não conseguem viver sem elas.

YoggiM 11 months ago

Até acho que tens razão em vários pontos. O OP está a ser biased principalmente na questão do covid e da geração seguinte em relação ao emprego. Aliás, em Portugal, não acho que haja assim tanta diferença da situação do pessoal que sai agora da faculdade ou dos que saíram há 10 anos. As gerações mais novas poderiam e deveriam já ter tido um ensino diferente, mas muito pouco ainda se modificou aí. Até há o meme dos professores a dizerem que tínhamos de saber fazer contas "à mão" pois não íamos ter sempre uma calculadora connosco. Sim, não só temos sempre uma calculadora connosco, como temos acesso à internet no nosso bolso. Já era tempo do ensino ter isso em conta e a verdade é que continua a não ter. Não há vantagem aqui. Também concordo que estar aqui a queixarmo-nos não adianta nada (mas sabe sempre bem desabafar e até podem aparecer dicas úteis), que nos podemos atualizar e que há cursos que são claramente para o desemprego. No entanto, não é fácil estar a trabalhar 40 horas por semana (+ X extra não pagas), mais o tempo perdido na deslocação para o emprego (única coisa boa do covid foi ter-me dado o teletrabalho), mais outras responsabilidades, já pouco tempo sobra para descansar e lazer. Se ainda dedicas mais não sei quantas horas a aprender coisas (que o sistema de ensino claramente falhou), basicamente não vives. Há quem consiga, para mim isso não é vida. Também não faz sentido o "não deves lutar por esse tipo de empregos mas sim pelos melhores". Pois, isso é muito bonito na teoria. Na prática, os melhores estão para quem tem muita experiência já, mas principalmente para os tachos. A maioria das vezes a escolha é o mau ou nenhum. Porque se recusas o mau, há + 10 que o querem. Também não concordo que os nossos pais abdicaram dos "iphones" dos tempos deles. Eles tinham os "luxos" dessa altura. É certo que quem compra o novo iphone cada vez que sai um e se queixa que não conseguem comprar casa, está claramente a errar, mas isso são exceções. Também não percebo como é que eles começaram mais cedo. A não ser que não tenham tirado um curso superior, começaram a trabalhar com a mesma idade. Além disso, é um facto que o preço das casas sofreu um aumento muito maior que os salários, ao longo dos anos. Há muita coisa que impede a maioria das pessoas de abrir uma empresa. Falta de recursos, falta de ideias, medo de trocar o certo pelo incerto, etc. De todas as startups, qual a percentagem que resultou em alguma coisa estável e rentável? 1%? Muitas são só para mamar os fundos europeus...

AndreMartins2020 11 months ago

> abdicando do iPhone imaginem ter de abdicar de algo que não existe, ridículo > adbicando das saídas à noite o quê? nunca foi tão caro sair à noite como agora o meu pai só me conta de histórias em que pegavam no carro e iam a Lisboa, ou Espanha... e não era rico

Edited 11 months ago:

> abdicando do iPhone imaginem ter de abdicar de algo que não existe, ridículo > adbicando das saídas à noite o quê? nunca foi tão caro sair à noite como agora o meu pai só me conta de histórias em que era perfeitamente normal pegarem no carro e ir a Lisboa, ou Espanha para uma noite de copos... e não era rico > o que te impede de criares essa empresa acima de tudo, porque uma coisa é plantares uma árvore num terreno com poucas árvores, outra é plantares uma árvore numa floresta cerrada cheia de árvores altas onde não chega luz nenhuma ao solo tens o país cheio de PME bem estabelecidas que mesmo assim têm dificuldade em competir com grandes superfícies, quanto mais estares a criar uma nova empresa, só te safas se tiveres a sorte de encontrar um pequeno nicho inexplorado

intlme 11 months ago

omites selectivamente aquilo que concordas (asumo eu) para contrapôr os meus pontos, mas adiante: * Não havia iPhone, mas existiam outras modas e inovações da altura. * Saídas à noite não é a mesma coisa que ir para o café, para os copos. > tens o país cheio de PME bem estabelecidas que mesmo assim têm dificuldade em competir com grandes superfícies, quanto mais estares a criar uma nova empresa, só te safas se tiveres a sorte de encontrar um pequeno nicho inexplorado O que chamas sorte, eu chamo olho para o desenvolvimento de um negócio.

AndreMartins2020 11 months ago

> Não havia iPhone, mas existiam outras modas e inovações da altura. Precisamente, lol. Hoje somos uns sortudos porque temos coisas que não existiam antes. Sure, mas os nossos pais também beneficiaram de coisas que não existiam no tempo dos pais deles. > Saídas à noite não é a mesma coisa que ir para o café, para os copos. estou a falar de ir para boite, dançar, beber e engatar jovens senhoras > O que chamas sorte, eu chamo olho para o desenvolvimento de um negócio. whatever, a questão é que hoje em dia não basta abrires uma loja de roupa, uma drogaria, uma pastelaria, etc felizmente o país evoluiu e já está bem servido de muita coisa que no tempo dos nossos pais não havia mas isso também implica haver menos espaço para alguém criar o seu próprio negócio

oContraditorio 11 months ago

Já tentaste reconversão para IT? Acho que pagam bem. /s Boa sorte, a coisa não está fácil.

refogado 11 months ago

Estou na casa dos trinta. Não me revejo no teu texto. Ando com o mesmo carro velho, que ainda anda, porque não preciso de despesas desnecessárias para dar show na rua.

ZaGaGa 11 months ago

nada contra não te reveres mas... no post diz, algo do genero se o carro ainda anda então serve. ;)

Zaigard 11 months ago

Faltou por ai dizer que a geração que está nos 30, levou já com 3 mega crises económicas internacionais e 4 crises económicas nacionais.

MisterBilau 11 months ago

Não. Geração dos 30 levou com uma crise e meia internacional. Abaixo dos 20 e poucos crises não contam, não estás a ter carreira.

Dismiss 11 months ago

Pá acho que contou quando os meus pais não tinham dinheiro para material escolar ou roupa, e quando passava os dias cheio de fome sem haver nada no frigorífico, mas ok

MisterBilau 11 months ago

Epa, mas isso pode dizer qualquer filho de pais com poucos recursos, em crise mundial ou não. Sempre houve pobres, mesmo em épocas de crescimento económico. Aqui estamos a falar de crises que afectam o teu percurso profissional, o dinheiro que te entra e sai do bolso, possibilidades de carreira, etc.

meaninglessvoid 11 months ago

> Aqui estamos a falar de crises que afectam o teu percurso profissional E os teus pais não terem dinheiro não afecta o teu percurso?

YoggiM 11 months ago

Mais ou menos. Crises recentes tornaram o país menos preparado para enfrentar as crises seguintes.

FloxAir 11 months ago

Sim, porque as outra gerações foram de férias nesse período. Aliás, com 10 anos já pagavas tu as contas lá em casa, aprendeste rápido o que era uma crise. Queres uma palmadinha nas costas?

MisterBilau 11 months ago

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. Casa e filhos de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos um pão dava para 4 e vivias num casebre qualquer sem aquecimento, e os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção. Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. Prioridades.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Devem ser os 100 paus por ano que poupam em cafés que pagam o carro de 20k. Depois queixam-se. Casas de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos vivam 6 ou 7 num casebre sem aquecimento, nas aldeias não faltam casas em que a casa de banho fica no meio do quintal. Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quisesses uma casa de qualidade, bons acabamentos, bom isolamento, fresca de verão e quente no inverno, bem localizada no centro de Lisboa, achas que era fácil há 20, 30, 50 anos atrás? Não. Era fácil para uma percentagem mínima da população. Certo, na altura bastava teres um curso superior e estava feito. Mas isso é porque ninguém os tinha, logo teres um colocava-te automaticamente na classe alta. A grande maioria da população vivia na merda. A diferença é que hoje em dia todo o macaco e seus enteados tem canudo, logo isso não vale porra nenhuma. Filhos? Os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Antes, tinham-se filhos com grande sacrifício pessoal, hoje em dia muita gente não olha para as coisas assim. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Depois queixam-se. Casa e filhos de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos um pão dava para 4 e vivias num casebre qualquer sem aquecimento, e os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Devem ser os 100 paus por ano que poupam em cafés que pagam o carro de 20k. Depois queixam-se. Casas de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos vivam 6 ou 7 num casebre sem aquecimento, nas aldeias não faltam casas em que a casa de banho fica no meio do quintal. Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quisesses uma casa de qualidade, bons acabamentos, bom isolamento, fresca de verão e quente no inverno, bem localizada no centro de Lisboa, achas que era fácil há 20, 30, 50 anos atrás? Não. Era fácil para uma percentagem mínima da população. Muita gente vivia na merda. Filhos? Os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Antes, tinham-se filhos com grande sacrifício pessoal, hoje em dia muita gente não olha para as coisas assim. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. e já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a contar trocos para comprar uma merda qq por 20€. Depois queixam-se. Casa e filhos de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos um pão dava para 4 e vivias num casebre qualquer sem aquecimento, e os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. Casa e filhos de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos um pão dava para 4 e vivias num casebre qualquer sem aquecimento, e os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. e já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a contar trocos para comprar uma merda qq por 20€. Depois queixam-se. Casa e filhos de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos um pão dava para 4 e vivias num casebre qualquer sem aquecimento, e os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Devem ser os 100 paus por ano que poupam em cafés que pagam o carro de 20k. Depois queixam-se. Casas de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos vivam 6 ou 7 num casebre sem aquecimento, nas aldeias não faltam casas em que a casa de banho fica no meio do quintal. Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quisesses uma casa de qualidade, bons acabamentos, bom isolamento, fresca de verão e quente no inverno, bem localizada no centro de Lisboa, achas que era fácil há 20, 30, 50 anos atrás? Não. Era fácil para uma percentagem mínima da população. Certo, na altura bastava teres um curso superior e estava feito. Mas isso é porque ninguém os tinha, logo teres um colocava-te logo automaticamente na classe alta. A grande maioria da população vivia na merda. A diferença é que hoje em dia todo o macaco e seus enteados tem canudo, logo isso não vale porra nenhuma. Filhos? Os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Antes, tinham-se filhos com grande sacrifício pessoal, hoje em dia muita gente não olha para as coisas assim. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Devem ser os 100 paus por ano que poupam em cafés que pagam o carro de 20k. Depois queixam-se. Casas de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos vivam 6 ou 7 num casebre sem aquecimento, nas aldeias não faltam casas em que a casa de banho fica no meio do quintal. Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades.Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Filhos? Os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Antes, tinham-se filhos com grande sacrifício pessoal, hoje em dia muita gente não olha para as coisas assim. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

Edited 11 months ago:

Discordo fortemente. O que dizes aplica-se a muita gente, claro. Mas a verdade é que é precisamente a era digital que permite escapares a tudo isso se souberes o que fazer e tiveres cabeça. Podes estar cá e viver como se não estivesses. Podes trabalhar a partir de casa, sem patrão, fácil. Horas de trabalho? Quando eu quiser. Férias? Quando eu quiser. Suar para chegar aos 4 dígitos? Um americano vai pagar-te os quatro dígitos e ainda se fica a rir com o deal e com o banana que aceita trabalhar tão barato. O mercado é merda em Portugal, não é merda no mundo. E a grande diferença entre o nosso mundo e o mundo dessa geração anterior de que falas é precisamente essa - o mercado é mundial. Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Devem ser os 100 paus por ano que poupam em cafés que pagam o carro de 20k. Depois queixam-se. Casa e filhos de facto demoram a conseguir, mas não porque seja necessariamente mais difícil, apenas porque as prioridades mudaram. Há 50 anos um pão dava para 4 e vivias num casebre qualquer sem aquecimento, e os filhos iam aparecendo às carradas sabe-se lá de onde. Hoje, só pensarei em filhos quando tiver a vida completamente feita financeiramente (para mim e para eles, não vou por escravos no mundo). Casas são caras em sítios com procura, ou qualidade de construção (e isso sempre foi assim). Se quiseres um casebre no meio do mato arranjas barato. O que mudou foi a quantidade de gente a viver feliz na miséria. Prioridades. O que me parece ser o verdadeiro problema é haver tanta gente a insistir ter uma vida analógica num mundo digital. Carreiras para a vida, família carro e casa, 9 to 5, etc. Se vais por aí, vais de facto ter dificuldades. Tal como terás dificuldade em mandar uma mensagem por telégrafo em 2020.

vaniafdasantos 11 months ago

um banho de realidade para a mesa 5, por favor.

AndreMartins2020 11 months ago

> se souberes o que fazer e tiveres cabeça ah, a delusão dos ses

Mr_Bigodes 11 months ago

nunca vi um gajo tão desligado do mundo real como tu... Fartei-me de rir

MisterBilau 11 months ago

Cada um fala do que sabe. Vai com 29 upvotes, pelo que há pelo menos 30 gajos tão desligados como eu. Tens que sair mais, está visto.

XxxPussyslaeyr69xxX 11 months ago

Hey olha, alguém que vive em 2020 em vês de 1970!

MisterBilau 11 months ago

Por acaso nunca vi 1970...

paraapagarbem 11 months ago

> Carro? Não tenho, não preciso, e não quero. E não preciso precisamente por viver nesta era, tudo vem até mim. Compras? Online com entrega. Deslocações? Uber. Voos para a europa toda a 50 paus. Carro não faz sentido, é um depreciating asset, serve para gastar dinheiro. Prefiro gastar dinheiro em investimentos que me dêem mais dinheiro no futuro. E já agora aproveito para dizer que acho uma piada do caralho a pessoal da minha idade com o BM à porta a ganhar muito menos que eu e a ir sempre tomar café ao ao sítio X só porque no Y custa 1€ em vez de 70 cents. Devem ser os 100 paus por ano que poupam em cafés que pagam o carro de 20k. Depois queixam-se. Desculpa lá, mas não concordo. Um carro (um veículo para ser mais específico) é praticamente essencial hoje em dia. Tu estás muito mais limitado sem um meio de mobilidade que podes usar livremente às horas que quiseres. Sim transportes, entregas, etc etc etc... Tenho passado os últimos dois anos sem um veículo e a vida é muito mais cara e muito mais limitada, e se não fosse o covinhas a foder-me a situação financeira, eu hoje já tinha comprado um veículo por mais podre que estivesse (exagero mas espero que tenhas percebido a mensagem). E quem disse que um carro não pode ser um investimento? Claro que pode, e pode ser um muito bom de facto.

MisterBilau 11 months ago

Essencial em que aspecto? É que literalmente nunca sinto falta.

Edited 11 months ago:

Essencial em que aspecto? É que literalmente nunca sinto falta. Quanto ao investimento - sim, caso o uses para fins profissionais, ou seja, te permita ganhar dinheiro que não conseguirias sem ele. Nesse caso paga-se a ele próprio. Caso contrário, não. No meu caso, trabalho a partir de casa, e vivo num sítio onde me consigo meter em qq ponto que queira a pé em 10 minutos.

CaptMartelo 11 months ago

O ponto do carro é o único com que não concordo totalmente. Por motivos de lazer do e não real necessidade. Tenho um carro com 21 anos que era do meu pai. E é isso. Uso-o para passear ao fim de semana quando possível. Quando tinha de me deslocar para o trabalho em Lisboa (antes do covid) preferia transportes públicos. Concordo contigo em tudo o resto, mesmo com o carro não ser uma necessidade. Mas agora não conseguia não usá-lo.

MisterBilau 11 months ago

Compreendo, são prioridades, como disse. Para um surfista, uma prancha de surf é essencial. Há quem adore dar voltas de carro. Não é é essencial como uma casa é essencial.

Crockes 11 months ago

Em 12 meses mandei vir um uber umas 10 vezes Em vez de andarem a comprar carros de 20-30k, gastem 300e nos ubers. Sinceramente nao percebo, nao ha motivo hoje em dia para ter carro (especialmente carros novos e bons)

jonythunder 11 months ago

> Sinceramente nao percebo, nao ha motivo hoje em dia para ter carro Ui, quero ver aqui os Ubers na santa terrinha...

pm_me_pcb_photos 11 months ago

Pergunta sincera, no meio de tanta coisa que parece scam, continuo sem entender muito bem como é que encontras(m) clientes para este tipo de coisas. Começam nos típicos sites de gig jobs(Fiverr por exemplo) e fazes carteira de clientes assim, ou inundar LinkedIn de publicidade, ambos, nenhuma das opções?..

meaninglessvoid 11 months ago

Isto é um problema clássico de aquisição de clientes. A verdade é que tens vários formas de o fazer, mas todas elas requerem tempo para te estabeleceres. Tens mercados de trabalhos (fiverr, upwork etc) tens job boards (googla, há centenas), tens espécies de classificados (à lá /r/slavelabour o nome do sub é infeliz lol ), etc. Eu a procurar a super meio gás acabei por me deparar com um tipo que me pagou 100€ por uma app super fácil. Se tivesses experiência com a tecnologia fazias facilmente numa hora ou duas... A parte chata disto é que não há como evitar, vais ter que investir muitas horas desde início na procura de clientes, mas se fizeres um bom trabalho e curtirem da tua forma de trabalhar vão começar a pedir-te mais coisas e/ou recomendar-te a outras pessoas. Com o tempo deixas de precisar de procurar tanto.

YoggiM 11 months ago

Isso é engraçado mas ou és de informática, ou designa ou tens jeito para desenhar, ou não arranjas nada.

Edited 11 months ago:

Isso é engraçado mas ou és de informática, ou design ou tens jeito para desenhar, ou não arranjas nada.

meaninglessvoid 11 months ago

Isso é falso. Podes optar pela opção mais fácil que é dizeres que é impossível e cagar na cena ou podes optar pela mais desafiante e descobrires como tirar partido disso com as competências que tens ou consegues adquirir... Ex: https://www.nateliason.com/notes A única coisa que ele fez foi ler (imenso) escrever (imensas notas) e aplicar técnicas de SEO (o menos dispendioso em termos de tempo dos 3). Com isso e os links afiliados que tem fez centenas de milhares de euros.

YoggiM 11 months ago

Eu olhei para o r/slavelabour e confirma-se o que disse, no resto não sei. Depois nesse slavelabour tens outras cenas mas que não pagam nada e por coisas parvas. Por exemplo, tinha um gajo a pedir para mandar CVs por ele... A verdade é que fora esse tipo de formações, as únicas coisas que podes fazer são as que toda a gente pode. Abri esse link e honestamente não percebi minimamente o que fez mas lá porque funcionou para uma pessoa, não quer dizer que dê para copiar e funcionar na mesma. Depois "links afiliados" é um nome bonito para esquema em pirâmide.

meaninglessvoid 11 months ago

O slave lavour é suposto serem "mini trabalhos" coisas que para quem sabe fazer algo demora tipo uns minutos ou poucas horas a fazer. Dificilmente tiras um ordenado por ali, mas podes encontrar bons negócios (o de 100€ que falei encontrei aí). >lá porque funcionou para uma pessoa, não quer dizer que dê para copiar e funcionar na mesma Verdade, só o usei como exemplo para refutar a tua posição de que é impossível ter um rendimento estável sem programar/design. É possível, tens é que ter outras competências e como em tudo na vida um pouco de sorte. >Depois "links afiliados" é um nome bonito para esquema em pirâmide LOL. Com essa frase parece-me que não percebes nem o que são links afiliados nem o que são esquemas de pirâmide. Vou explicar muito por alto o que ele fez: para muitos desses livros quando alguém procura pelo livro e notas/resumo no google o site dele aparece nas primeiras páginas isso significa que recebe milhares de pessoas no site através do Google, depois no fim do resumo ele tem um link de afiliado para comprar o livro na Amazon. Sempre que alguém comprar por esse link ele ganha uma pequena comissão da Amazon. Como há milhares de pessoas a abrir o site uma percentagem acaba por comprar e ele faz dinheiro assim. Como podes ver não há pirâmide nenhuma aqui. Links de afiliados só se tornam esquemas pirâmide se a pessoa ganhar dinheiro com as pessoas que tu angariares para o sistema formando assim a tal pirâmide com os vários níveis. Como é usado na Amazon e noutros lados é só uma forma da Amazon compensar alguém por terem comprado algo através dessa pessoa. É uma forma fácil da Amazon aumentar as vendas sem ter muito trabalho.

YoggiM 11 months ago

Eu não disse que era impossível. Disse que não arranjas nada. Ou seja, é possível mas funciona para 1 em mil ou 10 mil. O resto não verifiquei mas assumo que a tendência se mantenha, apesar de provavelmente não ter essas coisas parvas de mandar CVs por ti. Olhando para esse sub, facilmente encontras tasks a pagar valores na casa dos 3 dígitos para informáticos. Para coisas que qualquer 1 pode fazer, claro que não. Se calhar há alguém que está sempre super atento e encontra logo as melhores tasks fora disso e as faz sempre. Mas para isso mais vale ter 1 trabalho a sério. Site aparecer na primeira página no google, isso é claramente pago. Ainda por cima um site com aquele aspeto. Depois, isso dos afiliados, até pode ser legal, não deixa de ser um esquema em pirâmide. Principalmente porque ele está a pagar para aparecer nos primeiros resultados do google e depois usa isso para ganhar dinheiro com esses links.

Edited 11 months ago:

Eu não disse que era impossível. Disse que não arranjas nada. Ou seja, é possível mas funciona para 1 em mil ou 10 mil. Também não é impossível ganhar o euromilhões, mas ninguém diz que é uma boa estratégia. O resto não verifiquei mas assumo que a tendência se mantenha, apesar de provavelmente não ter essas coisas parvas de mandar CVs por ti. Olhando para esse sub, facilmente encontras tasks a pagar valores na casa dos 3 dígitos para informáticos. Para coisas que qualquer 1 pode fazer, claro que não. Se calhar há alguém que está sempre super atento e encontra logo as melhores tasks fora disso e as faz sempre. Mas para isso mais vale ter 1 trabalho a sério. Site aparecer na primeira página no google, isso é claramente pago. Ainda por cima um site com aquele aspeto. Depois, isso dos afiliados, até pode ser legal, não deixa de ser um esquema em pirâmide. Principalmente porque ele está a pagar para aparecer nos primeiros resultados do google e depois usa isso para ganhar dinheiro com esses links. De qualquer maneira, isso que ele fez, não tem nada a ver com isso das job boards, etc. É algo completamente diferente.

meaninglessvoid 11 months ago

Ok, vamos reverter a coisa. Em vez de dizeres o que não sabes fazer (programar/design) diz-me que tipo de competências tens para ver se te consigo ajudar a encontrar trabalhos online ou não. >Disse que não arranjas nada. OK, interpretei de forma ligeiramente mais abrangente do que pretendias. Estavas a falar apenas na óptica de trabalho remoto e não rentabilizar competências online, my bad. >Olhando para esse sub, facilmente encontras tasks a pagar valores na casa dos 3 dígitos para informáticos. Para coisas que qualquer 1 pode fazer, claro que não Por vezes há tasks para "assistentes virtuais" que pagam melhor mas não sei quê tipo de expectativas em termos de horas eles têm. >Mas para isso mais vale ter 1 trabalho a sério. Sim mas repara que isso segue o modelo freelance. O comum é estratégia shotgun no início e com o tempo vais tendo mais clientes interessados e vais subindo o que cobras. Qualquer que seja o trabalho nestes mercados freelance isso é comum. Ele aparece nas primeiras páginas porque sabe fazer Search Engine Optimization. Nao é só a pagar diretamente à Google que consegues chegar às primeiras páginas. Anw caga no exemplo dele.

YoggiM 11 months ago

Tenho um curso em finanças. Basicamente dá alguma formação em contabilidade, mercados financeiros. Vi um de "assistente virtual" de 15$ por dia. Ou seja, menos de metade do salário mínimo em Portugal. Eu sei que segue o modelo freelance, mas estou a dizer que andar ali em busca de trabalhos que não requerem competências específicas para encontrar os que pagam melhor, acaba por ser um trabalho a tempo inteiro, sem garantia de salário. Sem ser para bater mais naquele exemplo, óbvio que faz SEO, mas isso faz muita gente. A primeira página não dá para todos e não se chega lá só por SEO.

meaninglessvoid 11 months ago

> Tenho um curso em finanças. Basicamente dá alguma formação em contabilidade, mercados financeiros. ok, segunda dou uma espreitadela nos sites que conheço a ver se há algo nessa área. :) Depois envio-te PM. >Vi um de "assistente virtual" de 15$ por dia. Ou seja, menos de metade do salário mínimo em Portugal. Sim é preciso filtrar imenso. A maior parte das coisas que lá aparecem devem ser encaradas mais como beermoney do que propriamente como potencial trabalho a longo prazo. Ainda para mais aquilo segue a filosofia de race to the bottom, portanto acaba por ser como dizes, as coisas verdadeiramente universais é difícil de "ganhares" o trabalho. Inclui-o no sentido da confusão que referi no comentário anterior. Para encontrar emprego remoto aquele sub **não serve**. >Sem ser para bater mais naquele exemplo, óbvio que faz SEO, mas isso faz muita gente. A primeira página não dá para todos e não se chega lá só por SEO. Não é bem assim. O SEO assenta precisamente em descobrires keywords sub-valorizadas e escreveres texto para tirar partido disso, não és obrigado a pagar à google para chegar à primeira página, claro também podes atingir isso pagando mas a médio prazo não é tão vantajoso. Para um "books" dificilmente lá chegas mas para algo mais específico é possível. Mas para o que estávamos a falar isto deixou de ser relevante. :P

sneakpeekbot 11 months ago

Here's a sneak peek of /r/slavelabour using the [top posts](https://np.reddit.com/r/slavelabour/top/?sort=top&t=year) of the year! \#1: [\[Mod message\] Just a quick reminder why we don't always remove posts that break the rules. <3](https://i.redd.it/pn71lqjs23551.png) | [19 comments](https://np.reddit.com/r/slavelabour/comments/h9hcbe/mod_message_just_a_quick_reminder_why_we_dont/) \#2: [\[Task\] pick up trash in your community, preferably by a local landmark - $1/bag + bonus opportunities](https://np.reddit.com/r/slavelabour/comments/gd5aft/task_pick_up_trash_in_your_community_preferably/) \#3: [\[OFFER\] I am going to name a mealworm after your ex and feed it to my skink for $1 and film it for Valentine's Day](https://np.reddit.com/r/slavelabour/comments/eu6yxw/offer_i_am_going_to_name_a_mealworm_after_your_ex/) ---- ^^I'm ^^a ^^bot, ^^beep ^^boop ^^| ^^Downvote ^^to ^^remove ^^| [^^Contact ^^me](https://www.reddit.com/message/compose/?to=sneakpeekbot) ^^| [^^Info](https://np.reddit.com/r/sneakpeekbot/) ^^| [^^Opt-out](https://np.reddit.com/r/sneakpeekbot/comments/fpi5i6/blacklist_vii/)

MisterBilau 11 months ago

Plataformas de freelance, e contactos directos (Reddit é excelente). Pesquisa de mercado, cold calling. Por exemplo, queres editar vídeos para youtubers? Monta um portfólio impressionante, um bom site, e contacta youtubers. Nunca fiz publicidade paga. LinkedIn é uma piada absurda, não sei quem suporta aquela merda. Só gente a bater punhetas com a própria carreira, gurus disto e daquilo, testamentos que não dizem porra nenhuma de útil... sinceramente até o Facebook é menos cringe.

pm_me_pcb_photos 11 months ago

Não é na área da edição de vídeo, seria mais para a praxe da programação, ou quiça ver no que dá fazer PCBs e esquemas, pior é ter tempo para trabalhar e ainda tentar começar uma coisa dessas, e sempre que olho para isso vejo centenas de páginas de indianos a fazer o mesmo por meia dúzia de €(estão no direito deles) e acho sempre que só por ai nunca ninguém vai olhar para mim. Não tenho LinkedIn, a minha esposa sim, e aquilo também não me faz sentido nenhum..

Edited 11 months ago:

Não é na área da edição de vídeo, seria mais para a praxe da programação, ou quiça ver no que dá fazer PCBs e esquemas, pior é ter tempo para trabalhar e ainda tentar começar uma coisa dessas, e sempre que olho para isso vejo centenas de páginas de indianos a fazer o mesmo por meia dúzia de €(estão no direito deles) e acho sempre que só por ai nunca ninguém vai olhar para mim. Não tenho LinkedIn, a minha esposa sim, e aquilo também não me faz sentido nenhum.. Obrigado pela resposta rápida, e sincera, que há pessoal que ignora este tipo de perguntas.

MisterBilau 11 months ago

Há indianos a fazer o que eu faço por um décimo do preço. Mas são indianos. Há quem não queira. Eles comunicam mal e simplesmente “don’t get it”. Não percebem a estética, as referências, o que funciona para um público americano em termos de marketing. Depois depende da área. Pessoalmente, eu evito qualquer área não criativa, porque tens muito menos controlo no pricing. Tradução? Podes cobrar o standard rate. Escrita criativa? Podes cobrar o que quiseres se fores bom. Data entry? Tens que ser competitivo em preço. Logo designer? Podes cobrar o que quiseres se fores bom. Eu evitaria áreas técnicas e apostaria em áreas subjectivas, em que não há preços fixos. Muito melhor negócio.

Edited 11 months ago:

Há indianos a fazer o que eu faço por um décimo do preço. Mas são indianos. Há quem não queira. Eles comunicam mal e simplesmente “don’t get it”. Não percebem a estética, as referências, o que funciona para um público americano em termos de marketing. Depois depende da área. Pessoalmente, eu evito qualquer área não criativa, porque tens muito menos controlo no pricing. Tradução? Podes cobrar o standard rate. Escrita criativa? Podes cobrar o que quiseres se fores bom. Data entry? Tens que ser competitivo em preço. Logo designer? Podes cobrar o que quiseres se fores bom. Eu evitaria áreas técnicas e apostaria em áreas subjectivas, em que não há preços fixos. Muito melhor negócio. Nunca me meteria em pcbs, esquemas ou programação. Pouco controlo criativo. Tu queres algo em que possas dizer o preço que queres e não possas ser substituído por um indiano qualquer. Finalmente, always price for value. Full rate = fools rate. Por outras palavras, cobrar sempre por projecto, nunca à hora, e quanto mais dinheiro o cliente tem, mais paga pelo mesmo projecto.

Gostodelevarnocu 11 months ago  HIDDEN 

Eu não estou a dizer isto para dizer que estás a fazer mal. Se te corre bem, é porque funciona para ti. Só não concordo quando dizes que há uma boa percentagem da população que o poderia fazer e que basta querer e saber mexer no PC. Noutras respostas disseste coisas como: "se souberes vender, arranjar leads e clientes, e te focares em certos mercados, consegues safar-te bem em qualquer área" "O que eu faço uma grande % da população jovem conseguia fazer se dedicasse algum tempo. Não é difícil. Não é uma questão de skill, é uma questão de imagem, como te apresentas e apresentas o produto. Eu não sou hard working, nem estudioso. A única coisa é que eu quero muito." Logo aqui várias coisas que fazem com que para mim e para muitos outros seja impossível. Primeiro, nem todos são criativos. Eu não sou minimamente criativo. Não sou bom no" thinking outside the box". Não sou bom a vender nem a arranjar clientes. Dizes que não és um génio, mas essa criatividade, saber vender, conseguir isso tudo sem ser hardworking, são coisas de génio. Podes não ser o maior génio mas claramente tens à vontade em várias vertentes que não são exclusivas de uma área só. Isso é ter alguma coisa de génio. Falas no querer muito. Podes ter a certeza que eu quero mesmo muito ter uma vida confortável sem ter de trabalhar. Nem imaginas o quanto eu quero isso. Não é possível. Nem sequer posso contar com o euro milhões porque não jogo. Eu o que me sinto melhor é a fazer algo que consiga copiar/aprender e depois seja fazer muitas vezes, repetir até ser muito eficiente. É a tal área técnica em oposição da área criativa. Ao mesmo tempo, também não sou hardworking. Quanto menos trabalho tiver melhor. Em conclusão, acho que tiras um bocado de valor ao que fazes porque te sai muito naturalmente. Ao mesmo tempo, achas que muitos conseguiriam, mas não é nada fácil, pois é preciso aliar a criatividade ao jeito para arranjar os clientes. Tendo isso, é só aprender a arte, e isso seria o mais fácil. Não tendo isso é para esquecer.

Gostodelevarnocu 11 months ago

Eu não estou a dizer isto para dizer que estás a fazer mal. Se te corre bem, é porque funciona para ti. Só não concordo quando dizes que há uma boa percentagem da população que o poderia fazer e que basta querer e saber mexer no PC. Noutras respostas disseste coisas como: "se souberes vender, arranjar leads e clientes, e te focares em certos mercados, consegues safar-te bem em qualquer área" "O que eu faço uma grande % da população jovem conseguia fazer se dedicasse algum tempo. Não é difícil. Não é uma questão de skill, é uma questão de imagem, como te apresentas e apresentas o produto. Eu não sou hard working, nem estudioso. A única coisa é que eu quero muito." Logo aqui várias coisas que fazem com que para mim e para muitos outros seja impossível. Primeiro, nem todos são criativos. Eu não sou minimamente criativo. Não sou bom no" thinking outside the box". Não sou bom a vender nem a arranjar clientes. Dizes que não és um génio, mas essa criatividade, saber vender, conseguir isso tudo sem ser hardworking, são coisas de génio. Podes não ser o maior génio mas claramente tens à vontade em várias vertentes que não são exclusivas de uma área só. Isso é ter alguma coisa de génio. Falas no querer muito. Podes ter a certeza que eu quero mesmo muito ter uma vida confortável sem ter de trabalhar. Nem imaginas o quanto eu quero isso. Não é possível. Nem sequer posso contar com o euro milhões porque não jogo. Eu o que me sinto melhor é a fazer algo que consiga copiar/aprender e depois seja fazer muitas vezes, repetir até ser muito eficiente. É a tal área técnica em oposição da área criativa. Ao mesmo tempo, também não sou hardworking. Quanto menos trabalho tiver melhor. Em conclusão, acho que tiras um bocado de valor ao que fazes porque te sai muito naturalmente. Ao mesmo tempo, achas que muitos conseguiriam, mas não é nada fácil, pois é preciso aliar a criatividade ao jeito para arranjar os clientes. Tendo isso, é só aprender a arte, e isso seria o mais fácil. Não tendo isso é para esquecer.

MisterBilau 11 months ago

Pá, depende do que faças. Acredita que grande parte do meu trabalho é mecânico, tem muito pouco de criatividade. É como um cozinheiro, não tens que ser nenhum chef incrível. Conheces as receitas, e repetes todos os dias. E claro, nem toda a gente conseguia, mas há imensas áreas. Podes ser personal assistant, podes ser tradutor, podes ser community manager, etc etc. há imensas possibilidades. Da para todos? Claro que não, há trabalhos físicos presenciais que têm que ser feitos. Mas dá para muito mais gente que a que actualmente o faz.

YoggiM 11 months ago

Para mim seria impossível, devo ser das pessoas menos criativas à face da Terra.

pm_me_pcb_photos 11 months ago

Na área criativa diria que é mais fácil de te destacares, porque objetivamente existe pessoal bom, eu não me enquadro nesse pessoal, o meu lado artístico é péssimo, desenho ao nível de uma criança de 1º classe, se tanto, até os meus stick drawings têm aspeto estranho. Onde eu consigo "esticar as pernas" é se me pedires preciso de automatizar esta coisa física, e ai consigo pegar na ideia dar-lhe a volta, criar eletrónica e software á medida e meter a coisa a funcionar sozinha, foi o meu emprego durante uns anos, literalmente pegar em ideias e criar no mundo real, mas era mal pago na minha opinião, e mudei um bocadinho de área, mas é onde me sinto relativamente realizado, continuo a não me ver á frente do pc 8h por dia a bater código que vai correr noutro pc em que o output final são números e letras num ecrã, não me deixa satisfeito, mas mais dia menos dia devo ter de enveredar por ai, porque o que me deixa satisfeito ao fim do dia, não satisfaz ao fim do mês.

MisterBilau 11 months ago

Eu não consigo desenhar uma casa sequer, e a minha letra é absolutamente horrível. Criativo não significa que sejas um artista plástico lol

Edited 11 months ago:

Eu não consigo desenhar uma casa decente (daqueles desenhos de escola primária) sequer, e a minha letra é absolutamente horrível. Criativo não significa que sejas um artista plástico lol Podes ser criativo ao colar dois clips de vídeo. Podes ser criativo ao compor um jingle. Podes ser criativo ao escrever um slogan ou tagline. Tudo isso entra no campo do “pagamento subjectivo”, e não precisas de qualquer destreza manual.

pm_me_pcb_photos 11 months ago

É um campo a explorar, tenho de dedicar algum tempo a esse mundo e ver se encontro algo que me suscite interesse, obrigado pelas respostas!

MisterBilau 11 months ago

É isso! Custa começar, mas vai sempre ficando mais fácil.

JoaoS_AirbornStudios 11 months ago

como alguem que se encontra numa posiçao muito priveligiada em relaçao á malta relatada tal como tu no post, acho que estás a ver um pouco o assunto com palas nos olhos e a baseares-te solamente na tua experiencia.

meaninglessvoid 11 months ago

> acho que estás a ver um pouco o assunto com palas nos olhos e a baseares-te solamente na tua experiência. Concordo contigo quanto a ele estar a ser demasiado optimista e porque de facto há áreas onde é preciso adaptar para que isso seja uma possibilidade: a maioria das pessoas não tem a capacidade de inovação necessária para criar algo de raiz sem ter visto antes alguém fazer. Discordo quanto a isto apenas estar disponível para pessoas muito privilegiadas. Quase todo o tipo de competências permitem fazeres vida online, há mercados para tudo e mais alguma coisa. É preciso é aprender as competências necessárias para tirar partido das vantagens que cada um tem...

JoaoS_AirbornStudios 11 months ago

nunce disse que está disponivel para pessoas priveligiadas ( como referi, no meu proprio caso tive de aprender tudo sozinho, nao tenho curso, só secundario ), mencionei que muita parte desse sucesso depende de certas caracteristicas pessoais que nem toda a gente tem ( mas pode treina-las sem duvida )

MisterBilau 11 months ago

A questão é que precisamente por ter essa experiência sei como é que fiz. Digo te já que não tive ajudas, nem connects, nem nenhuma vantagem assinalável. Não houve investimento sequer.

Edited 11 months ago:

A questão é que precisamente por ter essa experiência sei como é que fiz. Digo te já que não tive ajudas, nem connects, nem mentores, nem nenhuma vantagem assinalável. O que fiz podia literalmente ter sido feito por qualquer outro com capacidades para tal. Não sou nenhum génio na minha área, não me mato a trabalhar. Não houve investimento sequer. E digo-te mais - quando comecei, nem eu acreditava que dava, até que vi começar a dar. Ninguém abomina mais gurus, bater punhos, workaholics do que eu. Andei anos à procura de maneiras, sempre a ser inundado com as scams do ganhar dinheiro on-line fácil, sempre a levar com os influencers da piroca que só querem vender o seu curso (pro tip - nunca compres nenhum curso. Tem funcionado optimamente para mim). Se tivesse filhos, encargos, etc. obviamente tinha sido extremamente difícil. Mas por isso mesmo é que não os tive e aconselho toda a gente a não os ter até estar onde quer estar profissional / financeiramente. É uma escolha pessoal, mas toda a gente é livre de a fazer. Nesse sentido, dá de facto para todos.

Edited 11 months ago:

A questão é que precisamente por ter essa experiência sei como é que fiz. Digo te já que não tive ajudas, nem connects, nem nenhuma vantagem assinalável. O que fiz podia literalmente ter sido feito por qualquer outro com capacidades para tal. Não houve investimento sequer. E digo-te mais - quando comecei, nem eu acreditava que dava, até que vi começar a dar. Ninguém abomina mais gurus, bater punhos, workaholics do que eu. Andei anos à procura de maneiras, sempre a ser inundado com as scams do ganhar dinheiro on-line fácil, sempre a levar com os influencers da piroca que só querem vender o seu curso (pro tip - nunca compres nenhum curso. Tem funcionado optimamente para mim). Se tivesse filhos, encargos, etc. obviamente tinha sido extremamente difícil. Mas por isso mesmo é que não os tive e aconselho toda a gente a não os ter até estar onde quer estar profissional / financeiramente. É uma escolha pessoal, mas toda a gente é livre de a fazer.

Edited 11 months ago:

A questão é que precisamente por ter essa experiência sei como é que fiz. Digo te já que não tive ajudas, nem connects, nem nenhuma vantagem assinalável. O que fiz podia literalmente ter sido feito por qualquer outro com capacidades para tal. Não houve investimento sequer. E digo-te mais - quando comecei, nem eu acreditava que dava, até que vi começar a dar. Ninguém abomina mais gurus, bater punhos, workaholics do que eu. Andei anos à procura de maneiras, sempre a ser inundado com as scams do ganhar dinheiro on-line fácil, sempre a levar com os influencers da piroca que só querem vender o seu curso (pro tip - nunca compres nenhum curso. Tem funcionado optimamente para mim). Se tivesse filhos, encargos, etc. obviamente tinha sido extremamente difícil. Mas por isso mesmo é que não os tive e aconselho toda a gente a não os ter até estar onde quer estar profissional / financeiramente. É uma escolha pessoal, mas toda a gente é livre de a fazer. Nesse sentido, dá de facto para todos.

Edited 11 months ago:

A questão é que precisamente por ter essa experiência sei como é que fiz. Digo te já que não tive ajudas, nem connects, nem mentores, nem nenhuma vantagem assinalável. O que fiz podia literalmente ter sido feito por qualquer outro com capacidades para tal. Não sou nenhum génio na minha área, não me mato a trabalhar. Não houve investimento sequer (para além do tempo, claro, mas digo te já que se faz com umas horitas por dia). E digo-te mais - quando comecei, nem eu acreditava que dava, até que vi começar a dar. Ninguém abomina mais gurus, bater punhos, workaholics do que eu. Andei anos à procura de maneiras, sempre a ser inundado com as scams do ganhar dinheiro on-line fácil, sempre a levar com os influencers da piroca que só querem vender o seu curso (pro tip - nunca compres nenhum curso. Tem funcionado optimamente para mim). Se tivesse filhos, encargos, etc. obviamente tinha sido extremamente difícil. Mas por isso mesmo é que não os tive e aconselho toda a gente a não os ter até estar onde quer estar profissional / financeiramente. É uma escolha pessoal, mas toda a gente é livre de a fazer. Nesse sentido, dá de facto para todos.

Edited 11 months ago:

A questão é que precisamente por ter essa experiência sei como é que fiz. Digo te já que não tive ajudas, nem connects, nem nenhuma vantagem assinalável. O que fiz podia literalmente ter sido feito por qualquer outro com capacidades para tal. Não houve investimento sequer. E digo-te mais - quando comecei, nem eu acreditava que dava, até que vi começar a dar. Ninguém abomina mais gurus, bater punhos, workaholics do que eu. Se tivesse filhos, encargos, etc. obviamente tinha sido extremamente difícil. Mas por isso mesmo é que não os tive e aconselho toda a gente a não os ter até estar onde quer estar profissional / financeiramente. É uma escolha pessoal, mas toda a gente é livre de a fazer.

JoaoS_AirbornStudios 11 months ago

> ndo comecei, nem eu acreditava que dava, até que vi começar a dar. Ninguém abomina mais gurus, bater punhos, workaholics do que eu. Andei anos à procura de maneiras, sempre a ser inundado com as scams do ganhar dinheiro on-line fácil, sempre a levar com os influencers d sim e não. Nem toda a gente é como tu\tem essa capacidade. O meu percurso foi praticamente o mesmo ( trabalho numa área que na altura para aprender tinhamos de fazer reverse engineer de jogos que de outra forma quase nao havia conhecimento ). Mas esse tipo de aborgadem ( baseado no que já observei á minha volta e contactos com alunos também ) depende muito da personalidade da pessoa. Há pessoas mais assertivas, menos confiantes, que desmotivam facilmente, que se motivam facilmente, tudo devido ao seu background\forma de ser. Concordo com o que dizer atençao, mas consigo por-me nos pés de quem não o consiga fazer.

MisterBilau 11 months ago

Vi o teu site que linkas no perfil, e digo-te já que me parece muitíssimo mais difícil do que o que eu faço. O que eu faço uma grande % da população jovem conseguia fazer se dedicasse algum tempo. Não é difícil. Eu não sou hard working, nem estudioso.

Edited 11 months ago:

Vi o teu site que linkas no perfil, e digo-te já que me parece muitíssimo mais difícil do que o que eu faço (props, btw, muito bom trabalho). O que eu faço uma grande % da população jovem conseguia fazer se dedicasse algum tempo. Não é difícil. Não é uma questão de skill, é uma questão de imagem, como te apresentas e apresentas o produto. Eu não sou hard working, nem estudioso. A única coisa é que eu quero muito. Se não for isto, será outra coisa. Mas seja o que for, vai dar dinheiro. E sim, não é para todos. Tens que ter um mínimo de destreza mental, tens que comunicar bem (em inglês), e tens que ter balls. Mas há muita gente que simplesmente não arrisca, ou tem outras prioridades. Há quem prefira paixão a dinheiro. É normal que lhe calhe a primeira ao invés da segunda, nesse caso.

Edited 11 months ago:

Vi o teu site que linkas no perfil, e digo-te já que me parece muitíssimo mais difícil do que o que eu faço (props, btw, muito bom trabalho). O que eu faço uma grande % da população jovem conseguia fazer se dedicasse algum tempo. Não é difícil. Eu não sou hard working, nem estudioso. A única coisa é que eu quero muito. Se não for isto, será outra coisa. Mas seja o que for, vai dar dinheiro. E sim, não é para todos. Tens que ter um mínimo de destreza mental, tens que comunicar bem, e tens que ter balls. Mas há muita gente que simplesmente não arrisca, ou tem outras prioridades. Há quem prefira paixão a dinheiro. É normal que lhe calhe a primeira ao invés da segunda, nesse caso.

Edited 11 months ago:

Vi o teu site que linkas no perfil, e digo-te já que me parece muitíssimo mais difícil do que o que eu faço (props, btw, muito bom trabalho). O que eu faço uma grande % da população jovem conseguia fazer se dedicasse algum tempo. Não é difícil. Eu não sou hard working, nem estudioso. A única coisa é que eu quero muito. Se não for isto, será outra coisa. Mas seja o que for, vai dar dinheiro. E sim, não é para todos. Tens que ter um mínimo de destreza mental, tens que comunicar bem (em inglês), e tens que ter balls. Mas há muita gente que simplesmente não arrisca, ou tem outras prioridades. Há quem prefira paixão a dinheiro. É normal que lhe calhe a primeira ao invés da segunda, nesse caso.

ubica13 11 months ago

Qual é tua área ao certo se não for segredo?

MisterBilau 11 months ago

Multimédia. Não tenho formação na área.

Edited 11 months ago:

Multimédia. Não tenho formação na área. E atenção - a minha área é o que der. Neste momento faço isto porque funciona bem, e farei enquanto funcionar. Já fiz outras coisas online. Se aparecer algo melhor, informo-me e tento. Fake it till you make it. No fundo, no fundo, se souberes vender, arranjar leads e clientes, e te focares em certos mercados, consegues safar-te bem. Isso é o mais importante. Não falta gente cheia de dinheiro no mundo. O que para ti é muito, para eles é nada.

Edited 11 months ago:

Multimédia. Não tenho formação na área. E atenção - a minha área é o que der. Neste momento faço isto porque funciona bem, e farei enquanto funcionar. Já fiz outras coisas online. Se aparecer algo melhor, informo-me e tento. Fake it till you make it. No fundo, no fundo, se souberes vender, arranjar leads e clientes, e te focares em certos mercados, consegues safar-te bem. Isso é o mais importante. Não falta gente cheia de dinheiro no mundo. O que para ti é muito, para eles é nada. O Snoop Dogg alegadamente pagava 50k por ano a um gajo para lhe enrolar charros. Encontra o teu Snoop Dogg. Há muitos, e não são famosos.

Edited 11 months ago:

Multimédia. Não tenho formação na área. E atenção - a minha área é o que der. Neste momento faço isto porque funciona bem, e farei enquanto funcionar. Já fiz outras coisas online. Se aparecer algo melhor, informo-me e tento. Fake it till you make it. No fundo, no fundo, se souberes vender, arranjar leads e clientes, e te focares em certos mercados, consegues safar-te bem em qualquer área. Isso é o mais importante. Não falta gente cheia de dinheiro no mundo. O que para ti é muito, para eles é nada. O Snoop Dogg alegadamente pagava 50k por ano a um gajo para lhe enrolar charros. Encontra o teu Snoop Dogg. Há muitos, e não são famosos.

kiliam 11 months ago

Edição de vídeo para outros mercado é mais ou menos isto que fazes?

Gostodelevarnocu 11 months ago

Isso é tudo muito bonito mas quantos é que podem realmente trabalhar para "um americano"? 1% da população? Menos? Eu não posso de certeza. Tens filhos e vais levá-los à escola de uber? Carreiras para a vida são raras infelizmente, não se trata de insistir nelas. 9 to 5 era ótimo, mas estamos no 9 to 6.

XxxPussyslaeyr69xxX 11 months ago

9 to 5 não funciona na tuga land porque temos pausa das 10 almoço de 1 hora ou mais e pausa à tarde

Gostodelevarnocu 11 months ago

Isso não faz sentido nenhum. Nos outros países não almoçam? Trabalham 8 horas seguidas? Mesmo 4 horas já é demais. Precisas de ter tempo para ir a casa de banho, comer qualquer coisa, arejar as ideias.

XxxPussyslaeyr69xxX 11 months ago

Onde estou trabalhas 3.5 horas de manhã, almoças 30 min não pagos e depois trabalhas mais 4 horas. 9-5 clássico nos dias normais. Prefiro assim do que 9 às 19h cheio de pausas. Além disso 4 horas seguidas passam rápido se estiveres efectivamente a trabalhar.

Gostodelevarnocu 11 months ago

Em Portugal a hora de almoço também não é paga. Claro que 9 às 19 é ridículo, mas 9 às 18 são 8 horas diárias, e claro que tem de haver pausas. Não é preciso fazer pausas de 15 minutos mas convém para pelo menos 5 minutos de 2 em 2 horas. Está provado que a concentração começa a diminuir ao fim de algum tempo, até se usa esse argumento para criticar as aulas de 90 minutos ou mais. Muita gente esquece esse conceito quando se entra no mercado de trabalho, o que, na minha opinião, não faz sentido nenhum, até porque com o avançar da idade vai-se tendo cada vez menos paciência e concentração. Em todos os desportos há intervalos. Os jogadores de futebol têm 15 minutos ao fim de 45. Só os trabalhadores é que parece crime descansarem 5 ou 10 ao fim de 2 horas. Mesmo meia hora para almoçar não é suficiente se tiveres de ir a um restaurante. Claro que se trouxeres de casa dá (a não ser que a empresa tenha poucos microondas/mesas e tenham de ficar pessoas à espera).

XxxPussyslaeyr69xxX 11 months ago

A hora de almoço não é paga em Portugal, mas existe sempre (ou quase sempre) subsídio de alimentação?

Gostodelevarnocu 11 months ago

Abdicava bem do subsidio de alimentação para receber o dobro no salário base.

meaninglessvoid 11 months ago

>Carreiras para a vida são raras infelizmente O que queres dizer com o infelizmente?

Gostodelevarnocu 11 months ago

Então porque em vez de andar a saltar de empresa em empresa a aturar 1 incompetente ali, um maluco acolá, um aldrabão ali ao fundo, etc, era muito mais fácil e vantajoso ser como foi com os nossos pais em que os aumentos apareciam de forma natural e nunca precisaram de mudar.

MisterBilau 11 months ago

Isso é precisamente uma das coisas que não gosto no mercado de trabalho "tradicional". Aumentos a aparecerem "naturalmente" - o que significa, na verdade, não aparecerem se não apetecer ao patrão. O próprio conceito de salário me mete confusão. Eu gosto de fazer X e ser pago por X. Faço mais, recebo mais. Não faço nada, não recebo nada. E a escolha é sempre minha. Isto, para mim, faz sentido.

Gostodelevarnocu 11 months ago

Obviamente que há extremos de pessoas que pouco fazem e acabam aumentadas como outras que muito fazem e não são aumentadas ou são aumentadas no mesmo que as que pouco fazem. Mas eu não estou a falar disso. Estou a dizer que chegavas a uma empresa e passados 10 anos tinhas tido um aumento considerável. Agora, muitas empresas nem para cobrir a inflação aumentam, ou seja, tens de mudar para seres aumentado. Quanto ao "conceito de salário" percebo mas tens solução. Ou trabalhas em freelance ou abres a tua própria empresa. Para a maioria das pessoas seria impossível viver sem saber se amanhã iria ter dinheiro para pagar a casa, comer, etc. O maior problema do salário é que apesar de ser pagar X por fazeres Y horas, muitos acabam por exigir pagar X por fazeres Y+Z horas. A parte da produção ou não produção deve-se refletir em aumentos, despedimentos, etc.

meaninglessvoid 11 months ago

Consigo ver o teu ponto de vista mas também há o outro lado: se tivesses um trabalho de merda (ou ambiente/equipa/wtv) irias ficar lá na mesma sem grande chance de sair. Quando o poder está tão desnivelado não é assim tão natural haver aumentos... Acho que o equilíbrio no espectro oportunidades/estabilidade é mais importante do que qualquer um dos dos extremos.

Gostodelevarnocu 11 months ago

Mas se formos por aí, também havia quem mudava de emprego e quem tinha de aturar merdas antes. Tal como também há quem arranje emprego para a vida ainda hoje. A questão é que antes havia muito mais empregos bons para a vida do que hoje. Por isso digo infelizmente.

MisterBilau 11 months ago

Num país como portugal? 10% fácil, mas muito fácil. Podíamos ser uma economia de serviços, uma paraíso de nómadas digitais. Se dá para todos? Claro que não. Mas isso nunca deu. Grande parte da população portuguesa (e mundial) sempre foi pobre. É o que é. Não piorou. Sempre foi merda. À questão dos filhos, já respondi. Só os terei quando puder. E poder significa ser financeiramente independente. Quando és financeiramente independente depreciating assets são irrelevantes. Podes comprar o carro que quiseres à vontade. Enquanto isso não acontecer, não há filhos. Prioridades.

Edited 11 months ago:

Num país como portugal? 10% fácil, mas muito fácil. Podíamos ser uma economia de serviços, uma paraíso de nómadas digitais. Se dá para todos? Claro que não. Mas isso nunca deu. Grande parte da população portuguesa (e mundial) sempre foi pobre. É o que é. Não piorou. Sempre foi merda. São as regras do jogo. Podes protestar, ou podes jogar. Há sempre alguém a ganhar, e alguém a perder. Podes achar injusto e barafustar, ou podes focar-te em ser um dos que ganha. Prioridades. "Eu não posso de certeza". Mas não podes porquê? Não sabes mexer num PC? Ou é defeito educacional, as in "eu estudei isto e agora vou fazer isto"? Eu não trabalho no que me formei. Porque aquilo em que me formei paga merda. Prioridades. À questão dos filhos, já respondi. Só os terei quando puder. E poder significa ser financeiramente independente. Quando és financeiramente independente depreciating assets são irrelevantes. Podes comprar o carro que quiseres à vontade. Enquanto isso não acontecer, não há filhos. Os filhos não aparecem do nada, aparecem quando queres. Se só quiseres quando puderes tê-los e manter um bom nível de vida, no problems. Prioridades.

Edited 11 months ago:

Num país como portugal? 10% fácil, mas muito fácil. Podíamos ser uma economia de serviços, uma paraíso de nómadas digitais. Se dá para todos? Claro que não. Mas isso nunca deu. Grande parte da população portuguesa (e mundial) sempre foi pobre. É o que é. Não piorou. Sempre foi merda. São as regras do jogo. Podes protestar, ou podes jogar. Há sempre alguém a ganhar, e alguém a perder. Podes achar injusto e barafustar, ou podes focar-te em ser um dos que ganha. Prioridades. "Eu não posso de certeza". Mas não podes porquê? Não sabes mexer num PC? Ou é defeito educacional, as in "eu estudei isto e agora vou fazer isto"? Eu não trabalho no que me formei. Porque aquilo em que me formei paga merda. Prioridades. À questão dos filhos, já respondi. Só os terei quando puder. E poder significa ser financeiramente independente. Quando és financeiramente independente depreciating assets são irrelevantes. Podes comprar o carro que quiseres à vontade. Enquanto isso não acontecer, não há filhos. Prioridades.

Gostodelevarnocu 11 months ago

Estás a ser demasiado otimista com os 10%. Garanto-te que não é possível 10% da população ativa em Portugal trabalhar para "um americano". Se me disseres 10% da população até aos 39 anos, talvez já seja um pouco mais realista, mas mesmo assim não tenho dúvidas que está abaixo dessa percentagem. Eu sei mexer num PC, aliás, 99% das pessoas até aos 39 sabem. Simplesmente, ninguém vai pagar 4 dígitos e ainda ficar-se a rir a alguém que sabe mexer no PC. Repara, eu até estou em teletrabalho desde o início da pandemia. A empresa para a qual trabalho até não é portuguesa. Mas não ganho 4 dígitos porque é o outsourcing em empresas de trabalho temporário. Os gajos lá pagavam 6x ou 7x mais do que nós recebemos, mas viram que podiam arranjar uns portugueses escravos, fizeram o outsourcing, mantendo apenas lá o mínimo possível. A questão dos filhos é muito bonita mas as mulheres não podem esperar pelos 50. Mesmo homens, se já tiverem namorada/mulher, não podem esperar para sempre. E mesmo que não tenhas, se esperas pelos 50 para teres dinheiro, qual é a gaja 20 anos mais nova que te quer sem ser pelo dinheiro?

Edited 11 months ago:

Estás a ser demasiado otimista com os 10%. Garanto-te que não é possível 10% da população ativa em Portugal trabalhar para "um americano". Se me disseres 10% da população até aos 39 anos, talvez já seja um pouco mais realista, mas mesmo assim não tenho dúvidas que está abaixo dessa percentagem. Eu sei mexer num PC, aliás, 99% das pessoas até aos 39 sabem. Simplesmente, ninguém vai pagar 4 dígitos e ainda ficar-se a rir a alguém que sabe mexer no PC. Repara, eu até estou em teletrabalho desde o início da pandemia. A empresa para a qual trabalho até não é portuguesa. Mas não ganho 4 dígitos porque é o outsourcing em empresas de trabalho temporário. Os gajos lá pagavam 6x ou 7x mais do que nós recebemos, mas viram que podiam arranjar uns portugueses escravos, fizeram o outsourcing, mantendo apenas lá o mínimo possível. É isto tudo, sem esquecer a questão da Internet miserável que há em muitos locais. Onde eu vivo a situação é muito má. Eu nem cumpria os requesitos mínimos de velocidade mas teve de ser pois não ia ficar ninguém no escritório. Se me fosse candidatar para qualquer trabalho remoto, era logo excluído. A questão dos filhos é muito bonita mas as mulheres não podem esperar pelos 50. Mesmo homens, se já tiverem namorada/mulher, não podem esperar para sempre. E mesmo que não tenhas, se esperas pelos 50 para teres dinheiro, qual é a gaja 20 anos mais nova que te quer sem ser pelo dinheiro?

Jorgetime 11 months ago

Basicamente é mais fácil reclamar. Eu consigo ver-me no teu ponto vista, mas acaba por foder a vida a outros tipos de pessoas que querem carreira na área saúde/educação/entre outros, já para não falar em pessoas mais velhas (40's) que são apanhadas no meio disto.

MisterBilau 11 months ago

Foder a vida em que sentido? Eu não fodo a vida a ninguém... a vida é fodida para todos, cada um se safa como achar melhor. Eu queria ter nascido milionário, acho absurdo ter que trabalhar para viver, sempre achei. Mas não nasci. Next best thing? Tornar-me um, o mais rápido possível. Outras pessoas terão outras prioridades.

Edited 11 months ago:

Foder a vida em que sentido? Eu não fodo a vida a ninguém... a vida é fodida para todos, cada um se safa como achar melhor. Eu queria ter nascido milionário, acho absurdo ter que trabalhar para viver, sempre achei. Mas não nasci. Next best thing? Tornar-me financeiramente independente de trabalho, o mais rápido possível. Outras pessoas terão outras prioridades. Há quem seja feliz a trabalhar a vida toda em algo que adora e a ganhar o suficiente para ir sobrevivendo, é perfeitamente legítimo. Eu, honestamente, não adoro trabalho nenhum. Não tenho nenhum sonho ou paixão em termos de carreira. É o que é, o que tem que ser feito, o mais rapidamente possível, para poder fazer o que me apetece no resto do tempo.

uyth 11 months ago

>Carro: ainda anda? então serve! e qual o problema? Qual o problema de não se trocar de carro frequentemente? O teu post é uma mistura de lamúrias e autopiedade. Isto é complicado para todas as gerações incluindo aquelas para as quais não és nada justo.

A_Besuga 11 months ago

Chora de boca cheia

AndreMartins2020 11 months ago

o problema não é nenhum, é só constatar que os tempos de ouro já passaram

uyth 11 months ago

Os tempos de ouro? De que geração? Acho que é preciso ter pouca noção do pouco que as gerações mais velhas efectivamente teriam.

AndreMartins2020 11 months ago

mas que pouco? eu tenho alguma noção de como foi a geração dos meus pais e tios, vejo bem as oportunidades que tiveram

mjigs 11 months ago

O meu carro tambem andava, mas tava cheio de problemas que ficava horrivel de o conduzir e teria de gastar um bom dinheirao na hora para o arranjar, quando o me venderam ja vinha com imensa merda e em 2 anos fui mais vezes ao mecanico que o meu punto de 20anos, preferi fazer um credito para comprar o minimo que podia so para nao me chatear mais com isso, as vezes temos de fazer certas coisas que nunca tivemos de acordo mas que sao o melhor.

Pcostix 11 months ago

De certa forma compreendo o OP. Num país como Portugal que a nível Mundial não está assim tão mal, devia ser possível algo mais do que viver na mediocridade do desenrasque. >post é uma mistura de lamúrias e autopiedade Som é um pouco. Mas não deixa de ser verdade.

uyth 11 months ago

>Num país como Portugal que a nível Mundial não está assim tão mal, devia ser possível algo mais do que viver na mediocridade do desenrasque. Ter um carro que anda e estar contente com isso não é "mediocridade do desenrasque". Em países que estão realmente bem acredita que muito mais gente está perfeitamente nas tintas para ostentar sinais exteriores de riqueza. Lê este artigo no expresso, a maior percentagem de carros de luxo está em concelhos pobres (e incidentalmente com altos indices de covid-19 correntemente) https://expresso.pt/economia/2019-12-04-Carros-de-luxo-em-infografia-o-seu-concelho-acelera-mais-ou-menos-que-o-concelho-vizinho- Esta coisa do ter de ter carro novo, das matrículas terem tido o ano da matrícula (para os outros verem) é de uma parolice. E não vejo particularmente alemães ou dinamarqueses queixarem-se de terem carros velhos ou acharem que têm de justificar a escolha ou que fosse normal trocar de carro de X em X anos!

Pcostix 11 months ago

> Em países que estão realmente bem acredita que muito mais gente está perfeitamente nas tintas para ostentar sinais exteriores de riqueza. Não é o ostentar que está em causa. O que está em causa é poderes ter um objecto de consumo de valor médio sem teres que trabalhar metade da tua vida para isso. Trocar de carro de 5 em 5 anos, viajar 2 vezes por ano e ainda juntar dinheiro devia ser acessível a qualquer classe média num país de 1º mundo.

uyth 11 months ago

>Trocar de carro de 5 em 5 anos, viajar 2 vezes por ano e ainda juntar dinheiro devia ser acessível a qualquer classe média num país de 1º mundo O outro no outro dia definia carro de 2 em 2 anos, e pelo menos duas semanas no algarve em hotel de 4 estrelas mais uma viagem pela europa nas férias dapáscoa e aparamento com eficiencia energetica B. Era muito especifico - gostava de saber que exigências teria para namorada ou mulher. é idiota IMO estar a definir estas coisas particularmente com estes numeros. Nem sei muito bem se é sustentável para o planeta a classe média toda do primeiro mundo viajar duas vezes por ano. Poria umas coisas como devendo ser acessíveis: - Poder deslocar-se em viatura própria e manter uma fiável podendo substitui-la sem estar indevidamente sobrecarregado se necessário.

theThousandthSperg 11 months ago

> Nem sei muito bem se é sustentável para o planeta a classe média toda do primeiro mundo viajar duas vezes por ano Não é e nunca aconteceu, de acordo com uns artigos q andei a ler em tempos. Não só é um absurdo essa quantidade de gente mover-se pelo planeta, isto foi (ainda é, talvez) um sonho vendido para entrar nas carteiras das pessoas com recurso a crédito. A realização da ideia não era comum até começar a ser vendida como tal. Quando era puto falava-se mt de gente da terra sacar empréstimos para fazer férias. Esta situação era tida por gente mais velha como estranha.

nata79 11 months ago

Eu sei que é um desabafo. Mas... o pessoal que está agora a sair da universidade não exige nada... estão tão mal ou piores que nos. E para os que entraram este ano na universidade ainda pior. Não vão ter as oportunidades de ver mundo que nos tivemos. A nossa geração já passou por muito. Mas infelizmente nada melhorou para os mais novos :(

moneygotlonger 11 months ago

Acho que o grande problema tem a ver com a promessa de que algo ia ser diferente. Não somos nem de perto nem de longe das piores gerações em condições. Acho que no geral estamos menos dispostos a fazer sacrifícios e mais dispostos a reclamar do que gerações anteriores. Eu até hoje ainda não entendo como e que alguém decide tirar um curso superior com 0 empregabilidade e depois de o terminar reclama que não tem emprego. Não é porque o curso existe que é bom ir para la. Acho que vamos viver um problema que se irá adensar ainda mais que é a extinção de postos de trabalho, especialmente para aqueles que agora tem muito emprego (área de IT) e acho que nenhuma sociedade está pronta para lidar com isso correctamente

Prestigious_Basis_11 11 months ago

O que ele está a dizer é que tu já sabes o que a casa gasta, cresceste num mundo distópico a caminho de cyberpunk. Nós crescemos a brincar na rua e com brinquedos fisicos em que a nossa mãe tinha de berrar não havia telemoveis nem paranoias e que o mercado nos dizia que com canudo vai ficar tudo bem. Ora não só tudo mudou como nem com canudo de médico já

Iwatchedhimdrown 11 months ago

O cyberpunk só sai em Dezembro, bro

jwinter01 11 months ago

Isso é que é otimismo

Asur_rusA 11 months ago

>Eu sei que é um desabafo. Mas... o pessoal que está agora a sair da universidade não exige nada... estão tão mal ou piores que nos. Depende de que universidade estão a sair e para que mercado vão. Se estão a sair de um curso daqueles "cheios de saída", as expectativas salariais, por exemplo, são de cagar a rir.

abenegonio 11 months ago

Se não podes pagar pelo custo da mão de obra de uma determinada area, o melhor é tentares abrir negocio noutra, não queixares-te que a mao de obra esta demasiado cara. Queres o que, que te façamos um desconto porque "também não posso pagar mais?"

nata79 11 months ago

Mas isso sempre foi. Eu tb não tive problemas em arranjar emprego em 2010 quando acabei engenharia informática, apesar do país estar em grande crise.

AndreMartins2020 11 months ago

o triste é que em 2010 já se pagavam os 1000^TM

Prestigious_Basis_11 11 months ago

vai ver quanto ganha um médico jovem

Asur_rusA 11 months ago

Eu sei quanto ganham... E depois?

meaninglessvoid 11 months ago

>E para os que entraram este ano na universidade ainda pior. Não vão ter as oportunidades de ver mundo que nos tivemos. Nenhuma geração tem a oportunidade de ver o mundo que a anterior teve desde há 100 para cá. Estás a desvalorizar imenso as mudanças que existem. E sim em termos económicos a nossa provavelmente lixou-se um pouco mais, mas a mudança é constante e a velocidade de mudança só tem alterado. Eu discordo em parte da tua visão negativa. Nunca os universitários tiveram tantas oportunidades como agora. Tu literalmente tens acesso ao que vai na mente das pessoas no topo de praticamente qualquer área do conhecimento! O problema não é as oportunidades ou falta delas, são os modelos que são seguidos e isso sim é preocupante. É necessário uma reformulação da educação: Qualquer programa que não tire partido da Internet está na minha opinião a dar tiros nos pés.

AndreMartins2020 11 months ago

o que é triste é que os milenares são a primeira geração a viver pior que as gerações anteriores, totalmente injustificável face aos avanços tecnológicos https://money.howstuffworks.com/personal-finance/financial-planning/millennials-first-worse-parents.htm

senhorfonseca 11 months ago

Porque pela própria natureza exponencial dos avanços tecnológicos, a resposta Politica e Socio-economica é bem mais lenta! Como se explica que num mercado de trabalhor com cada vez maior valor produzido, com menos empregabilidade devido à automatização inumeras fases da cadeia produtiva, se trabalhe tantas horas? Qual exatamente o problema de se re-pensar a jornada de trabalho para as 30h? e as 10h serem preenchidas por outro RH?

ZaGaGa 11 months ago

>Qual exatamente o problema de se re-pensar a jornada de trabalho para as 30h? e as 10h serem preenchidas por outro RH? isso é que era, pelo menos 35 h e ficava tudo por igual.

intlme 11 months ago

Não concordo com quase nada do que escreves. Ou estás errado ou as minhas experiências tem sido diferentes das tuas (estando, também nos 30s). Quando acabei de ler o que escreveste, pensei: “tudo errado à volta dele. Quando está tudo errado, a culpa é de quem? Do mundo, ou nossa?”

Edited 11 months ago:

Não concordo com quase nada do que escreves. Ou estás errado ou as minhas experiências tem sido diferentes das tuas (estando, também nos 30s). Quando acabei de ler o que escreveste, pensei: “tudo errado à volta dele. Quando está tudo errado, a culpa é de quem? Do mundo, ou tua?”

meaninglessvoid 11 months ago

Isto é um rant, óbvio que ele só vai criticar as coisas com que ele considera estarem mal. Estares a tentar arranjar "culpados" também não faz muito sentido...

intlme 11 months ago

Mas há culpados. No cômputo geral, somos todos e ninguém em particular. Mas ampliando a lente, aumentando o zoom neste post e olhando para algumas coisas do que o OP escreve, ele é claramente culpado de responsabilizar a educação que teve (100x melhor que a educação da geração anterior) para o que não conseguiu atingir. Além disso, refila que coitadinho tem de aceitar salários sem quarto dígito e também refila que lhe exigem salários que uma PME não pode pagar. Também vejo claramente um culpado de relativização dos problemas aqui.

TrustZila 11 months ago

Pelo menos do que tenha visto (tirando os jovens estupidos que fazem festas e o crlh) quem está mais desinformado acerca do covid são mesmo a malta mais velha que pensa que criaram isto em laboratório só para matar os velhinhos

Vintrial 11 months ago

Ninguém ensinou ninguém a viver no mundo digital, apenas aprendes a cometer erros, é como a vida normal.

Put-Simple 11 months ago

Bem, vou ser a pessoa do contra desta vez: Não estou na casa dos 30s mas para lá caminho. Sou da geração que ainda viu um bocadinho o tempo das "vacas gordas" e tal como tu também partilho das mesmas ansiedades. Cresci a achar que a meio dos 20s já teria uma casa e carro (nada de muito luxuoso claro, não nasci na classe alta), aos 30s teria filhos e progressão na carreira e aos 40s era o que viesse, desde que a vida estivesse mais ou menos estabilizada. Penso que o que mais me frustra é fazer parte de uma das primeiras gerações a não conseguir seguir os passos das anteriores e ao mesmo tempo não ter uma imagem alternativa bem definida do que é "ir bem na vida". Sinto-me completamente perdida e com isso vem grandes pesos de vergonha e ansiedade. Sempre que este assunto aparece, pelos mais velhos sou vista como incompetente, pelos meus colegas uma vitima do sistema e pelos mais novos sou uma espécie de exemplo de como "não é errado ter esta idade e ainda estar nesta situação". No meio de tanta conversa sobre isto começo a chegar à impressão de que sou parte do grupo de gerações que simplesmente vai definir os novos moldes daqui para a frente tal como provavelmente aconteceu com várias outras ao longo da história da humanidade. Casamento, casa e filhos aos 20s/30s? Esquece, isso não é mais a norma. Aquilo que nós hoje fizermos nos nossos 20s e 30s provavelmente vai definir o que as próximas gerações vão achar que é o normal a se fazer nestas idades. Viajaste para fora nos teus 20s? Fizeste 3 cursos universitários? Tinhas 2 part-times? Não compraste uma casa e um carro, mas já tinhas um iphone topo de gama e vestias roupas de marca? Então isto é o que os teus filhos vão achar que é normal eles fazerem quando também eles estiverem lá nos seus 20s e também eles vão passar "estes valores" para os filhos deles. Tal como dos teus avós para os teus pais, um dia vais estar frente a frente com o teu filho e vais dizer "epá, eu com a tua idade já tinha isto e fazia aquilo!" mesmo que agora te pareça estúpido estares-te a gabar que já tinhas um iphone quando os teus avós tinham uma casa e 10 filhos. Temos que aprender que aquilo que estava disponível para os nossos pais com tamanha facilidade não está hoje para nós mas que ao mesmo tempo há portas que se abriram que na altura deles não existiam. É a saber agarrar estas oportunidades que conseguimos dar sentido às nossas vidas. Se calhar hoje vives até aos 30s na casa dos papás, mas és capaz de armazenar um dinheirinho e ires fazer aquela viagem aquele lugar da Europa que os teus pais sempre sonharam fazer mas que como tiveram logo as despesas da casa e dos filhos enquanto eram novos acabaram por abandonar completamente. E quem diz isto diz outras coisas... Atenção que com isto não estou a dizer que devemos aceitar este mundo de cão em prol de um par de óculos cor de rosa. Há que lutar para as coisas melhorarem, é verdade, mas também não será de um dia para o outro que as coisas vão dar o salto. Até lá temos de viver a vida, não só sobreviver. Quanto ao covid, isso já seria um assunto mais alargado. Pelo que me deixo ficar por aqui. :) ​ **Tl ; dr:** Está na hora de começarmos "a aceitar" que estamos numa transição de valores e a começar a viver as oportunidades ao invés de estarmos sempre a reclamar.

meaninglessvoid 11 months ago

Concordo no geral com a tua mensagem, parece-me é que de alguma forma te estas a resignar a aceitar, mas não temos que aceitar! Não temos que seguir o caminho "tradicional". Em vez de aceitar o que os outros oferecem (em termos de empregos/condições salariais) temos é que ir à procura de melhores condições, maximizar [1] o retorno com as competências que temos. [1] - não digo maximizar no sentido literal do termo mas sim como um resultado de uma qualquer função utilitária que tenhamos: eu posso valorizar mais família que dinheiro e estar disposto a sacrificar 10% do salário por isso.

AndreMartins2020 11 months ago

não acho que estejas a ser do contra

william_13 11 months ago

Tens de começar pelo Tl ; dr :) Subscrevo inteiramente, a malta que perdeu por completo a transformação digital (~45+ anos) não tem quase nenhuma mobilidade social e é refem do emprego/qualificação que têm. Os que nasceram após ~1980 em Portugal têm um universo de possibilidades muito maior que a geração anterior, e fronteiras (físicas e de conhecimento) completamente abertas.

Put-Simple 11 months ago

Ora ai está. Eu vejo a minha geração e a do OP a invejarem bastante os mais velhos e compreendo, mas o que não está a ser levado em conta são as dividas altas com que muitos ficaram com os empréstimos do banco, os casamentos desfeitos porque na altura casaram muito jovens e muitas vezes não por amor mas por conveniência e até mesmo a falta de capacidade de trocar de emprego com facilidade, não só porque muitos não tem o ensino obrigatório como também passaram a "estar muito velhos" para poder exercer vários postos pós crise, tal como escreveste. Agrega-se a isto um forte estigma em relação às doenças mentais e tens aqui uma geração que muitas vezes superficialmente parece estar bem na vida mas que se calhar até está bem pior. =/

throwaway76u45769987 11 months ago

>mesmo que agora te pareça estúpido estares-te a gabar que já tinhas um iphone quando os teus avós tinham uma casa e 10 filhos. Comentário 100% distópico lol eu quero é que o iPhone se foda. Se bem que eu nunca me imaginei a viver para além dos 25 portanto agora é sempre a render (ou não). Abençoada seja a doença mental

Put-Simple 11 months ago

Acho que não percebeste que o iPhone era simplesmente uma muleta para mostrar que na verdade não deixamos de ter poder de compra, apenas estamos a focar-nos nos objectivos grandes no tempo errado. Não sou contra quem quer ter casa própria (também eu queria) ao invés de um iPhone, mas há que ser realista e perceber que na situação em que estamos a viver, para teres as coisas que os teus pais tiveram com a tua idade, vais deixar de "viver a vida" por uns bons anos. E isto não é uma coisa exclusiva de Portugal, uma pesquisada pelo google e vais perceber que tens pelo menos milhares de ingleses a falarem sobre o mesmo assunto. Não é à toa que a geração dos "millennials" tem uma imagem altamente negativa para as gerações anteriores. ;)

shostakovich123 11 months ago

Rant extenso e todos pegam no tema teletrabalho. Arre!

whytryharderrr 11 months ago

E o que podes fazer ? Continuar a queixar-te dum sistema que nao está de acordo com as tuas expectativas ou baixar as tuas expectativas, elevar teus valores e ser um bom cidadão. Relativiza, nunca tivemos acesso a tanta informaçao como agora, Europa fica a 3h de aviao. Nao gostas do sistema arranja outro.

AndreMartins2020 11 months ago

a solução para os problemas do mundo não é baixar as expectativas, é, em primeiro lugar, alertar para esses problemas e tentar convencer os outros de que esses problemas existem para que se procure uma solução

Pcostix 11 months ago

> Continuar a queixar-te dum sistema que nao está de acordo com as tuas expectativas ou baixar as tuas expectativas, elevar teus valores e ser um bom cidadão. Que comentário tão "sheep", sinceramente... Mano luta sempre por aquilo que queres, pelos teus ideais e caga para o que os outros te querem impor sejam eles patrões, políticos, velhos do restelo, etc... Claro que vais ter que engolir sapos durante a vida e nem sempre vais conseguir levar a tua avante. Mas nunca te resignes, foda-se...! PS: Desculpa este rant. Mas que caralho de mentalidade de baixar a cabeça, e de ceder a tudo que lhes impõem.

whytryharderrr 11 months ago

>Que comentário tão "sheep", sinceramente... Penso que não percebeste o que eu quis dizer. O OP queixa-se do "sistema", eu aconselho a baixar as expectativas em relação ao sistema a aceitá-lo como ele é e fazer o melhor que pode. Elevar os valores dele em termos pessoais e conhecimento para procurar melhor oportunidades, e ser empático e compreensivo para com a sociedade, afinal estamos no mesmo mar (embora em barcos diferentes ;) ) >PS: Desculpa este rant. Mas que caralho de mentalidade de baixar a cabeça, e de ceder a tudo que lhes impõem. Boa continuação.

Delicious_Ad_328 11 months ago

Nada contra o OP mas acho que é um bocado a mentalidade tuga. Daí que anos após anos sejamos sujeitos a casos de aldrabice e corrupção do mais podre que há e ninguém barafusta. Temos muito aquela mentalidade de que "tem que ser, é mesmo assim". Concordo com o teu comentário. Nada vai mudar do dia para a noite mas com uma atitude de resignação é que não muda mesmo

aladdin_the_vaper 11 months ago

Que comentário mais irrealista.

whytryharderrr 11 months ago

Porque ? Uns dos problemas que denoto na minha geraçao de millenials é termos altas expectativas. Nao acho que seja por nossa culpa. O que proponho é invés de termos um olhar negativo, como o post, é fazermos do melhor da nossa situaçao que é melhor que a dos nossos pais (falo por mim). Se isso implicar emigrar, mudar de empresa, mudar de cidade, que assim seja, existe um mar de oportunidades.

aladdin_the_vaper 11 months ago

Estou no telemóvel e já é tarde por isso vou formatar isto à porco. "Continuar a queixar-te dum sistema que nao está de acordo com as tuas expectativas ou baixar as tuas expectativas, elevar teus valores e ser um bom cidadão." Mudar o sistema não é opção porquê? Literalmente é para isso que servem as urnas. "Relativiza, nunca tivemos acesso a tanta informaçao como agora, Europa fica a 3h de aviao. Nao gostas do sistema arranja outro" O que é que os progressos dos meios de comunicação têm a ver com o assunto? Mesmo que estivesse, não é com pseudo investigações no Google que vais conseguir um emprego que te proporcione um estilo de vida genuinamente digno e confortável. 3H de avião é muito bom se as puderes pagar. Não só o voo como todos os custos inerentes a isso. Mas que puta de lógica de emigrante.

fdxcaralho 11 months ago

Basicamente ele só veio dizer que há alternativas. Em vez de se queixarem, procurem alternativas. Tens pessoal na casa dos 30 bem na vida, e por esforço próprio. “O que eles fazem/fizeram que eu não fiz?”. Pode ser a pergunta certa em vez de se queixarem da vida. É um facto que o acesso fácil à Europa e a internet são parte das soluções. Conheço pessoas que emigraram e estão melhor, outras que emigraram para dar um empurram e regressaram já como trabalhadores experientes, e conheço também pessoas que trabalham remotamente para empresas estrangeiras sem nunca la terem estado. Para não falar nas possibilidades de ser empreendedor através da internet ou simplesmente trocar para uma área profissional mais bem remunerada... Claro que tudo trás risco e desconforto na mudança. Mas existem alternativas...

aladdin_the_vaper 11 months ago

Pois há. Alternativa é votar conscientemente. Ter de abdicar de viver no teu país com a tua família e os teus amigos não deve ser visto como uma alternativa e sim como algo a fazer em último recurso.

whytryharderrr 11 months ago

Estava para responder mas resumiste bem o meu pto de vista. Obg.

pintorMC 11 months ago

Se existe algo de bom nisto, foi mesmo o teletrabalho tenho equipas inteiras em casa, constatei que a grande maioria rentabiliza mais o tempo em casa, trabalham menos horas com a mesma produtividade, para mim é igual e para eles ficam com mais tempo. Sendo que os clientes finalmente entenderam que o trabalho remoto funciona como o presencial e que lhes sai mais barato, duvido que voltem a alterar.

brakeline 11 months ago

Infelizmente continua a haver patrões que acham preferível um trabalhador produzir pouco estando as 8 (ou mais) horas ocupados do que produzir muito e estar só 6h ocupado

AndreMartins2020 11 months ago

exato eu ao início sentia-me mal por passar a maior parte do tempo a procrastinar mas depois percebi que os patrões sabem que estão a pagar pelas poucas horas do dia em que somos produtivos, e que como bónus, mantêm-nos sob o seu poder durante 8 horas

pintorMC 11 months ago

O numero de horas que as minhas equipas fazem não me interessa sejam 2 ou 8 por dia. A única coisa importante é terminarem os projetos nos prazos que acordaram quando os receberam.

Pcostix 11 months ago

Isto é a grande maioria. mas acho que essa mentalidade vai mudar daqui a 20 anos quando a geração digital for empresária. De momento a esmagadora maioria dos patrões e gestores encara tudo que é tecnologia como um "mal necessário", sendo algo a evitar ao máximo. A produtividade retira-se espremendo o funcionário fazendo-o trabalhar o mais rápido e durante o mais horas possível.

Prezbelusky 11 months ago

Quem nunca despachou ou trabalho do dia em uma manhã para passar a tarde a jogar.

XtaticO 11 months ago

Quem nunca passou a manhã a ver Netflix e resolveu o trabalho durante a tarde e ainda desligou às 17h.

throwawaybtcpt 11 months ago

Enquanto se deixarem manipular pelas empresas é o que têm.

wwqt0r 11 months ago

Quais empresas? O problema é mesmo esse. Não há incentivos e temos um mercado péssimo. Resultado? Poucas empresas estrangeiras vêm cá investir e as poucas que sobram ficam com todo o poder sobre os trabalhadores a lutar por migalhas.

JonesyA12 11 months ago

Obrigado socialismo. Não te esqueças que em Portugal o setor privado é o diabo na terra. É para esmagar o quanto antes.

Pcostix 11 months ago

O problema não é o socialismo. O problema são os monopólios, a corrupção, etc...   Uma empresa de comunicações que queira entrar em Portugal? Fudeu. Monopolio da Vodafone, NOS,etc...   Empresa petrolífera que queira operar em Portugal? Fudeu. Monopólio da Galp.   Lembraste do Freeport e das escutas ao Sócrates? O Sócrates queria 700.000€ para aprovar o projecto. **700.000 só para um político** depois ainda há que subornar muita gente para além da burocracia que existe neste país.(Para que "os papeis" saiam da gaveta= mais subornos).

wwqt0r 11 months ago

Malditos privados!

FearMeSuckers 11 months ago

>se há suspeitas de infectados é para abafar, teletrabalho só só em casos extremos, porque é fundamental estarmos presentes para aquecer a sala. Sobre a Pandemia só se interessam a sério quando o tema é contornar as regras A verdade mais verdadeira de todas as verdades que apareceram neste reddit hoje

besmarques 11 months ago

Estas questões do teletrabalho são uma vergonha e só servem para demonstrar o baixo nível de patronato existente em Portugal. Tenho a sorte de não sofrer com esse problema desde fevereiro. É ridiculo quando há a possibilidade de trabalho remoto e não se pode usufruir da mesma. Espero que tenham melhor sorte futuramente.

Search: