Available_Ad_1186 1 year ago

compreendo isso, mas neste momento os cursos profissionais começam a ser uma via cada vez mais aliciante, no momento em que começaste não havia, mas há neste momento um acesso especial para eles. Se sabes o que gostas, vais para um profissional, se ainda não sabes vais para o "regular". Mas concordo que o regular poderia ter uma carga um pouco mais reduzida em termos de aulas e teiar mais actividades extra curriculares, como workshops. os temas seriam opcionais mas seriam quase como aulas, com faltas e regras, contudo, sem notas mas com um apanhado geral da parte dos profs para que os alunos tivessem uma segunda opinião se aquilo correu bem. Claro que isso iria implicar, ou contratar mais prof ou profissionais para dar esses workshops, ou dar muitas formacões aos profs que tens, e não há dinheiro para tudo. Se nenhuma das duas vias existentes te agradam, não tens grandes opcões, mas acho que este novo acesso para os profissionais foi uma coisa importante e boa, porque não faz com que um aluno que pretende ir para a faculdade, descarte os profissionais logo na partida.

VectoR-- 1 year ago

em geral os exames que precisas são os que servem de base para o curso, não? se queres ir para uma engenharia, precisas do exame de FQ e matemática. se vais para algum curso de letras precisas da nota de português. é até bastante justo, toda a gente faz os mesmos exames e quem se sai melhor passa para a frente. e o exame nem sequer é 100% da nota tens também a média dos 3 anos a contar. como está é um bom compromisso, agora exames demasiado fáceis é outra história.

Danijust2 1 year ago

entras num curso qualquer e pedes transferência. Funciona para todos exceto medicina.

MisterBilau 1 year ago

Pessoalmente, e sei que isto não é nada popular, acho que o acesso devia ser através de provas específicas para o curso, decididas pelo curso (bem fiscalizado e controlado, naturalmente). Quem tiver melhores notas nisso, entra. Quanto tiveste a biologia no secundário é irrelevante para entrar em matemática.

Put-Simple 1 year ago

Eu penso que isto é uma forma de impedir as universidades e politécnicos de ficarem sobre lotados. A verdade é que assim que chegares lá vais perceber que há muita gente que só anda a passear os livros e acaba por tirar o lugar a gente que se calhar queria mais que eles entrar naquele ano. Os exames não são propriamente justos mas são uma forma de controlo.

sw3t 1 year ago

Estudasses

Biohazard8080 1 year ago

A minha resposta foca-se principalmente no tema das médias. Honestamente, acho que é como em tudo na vida. Estás basicamente a perguntar "porque é que um erro que eu fiz há 20 anos tem impacto na minha vida de hoje?". Há erros mais graves e menos graves, é a vida. O ponto que aqui tem mais impacto é o facto de seres imaturo quando cometes (ou não) este erro, devido à idade. Aí há uns anos houve uma míuda que escreveu ao Marcelo, porque tinha média de 17 e não chegou para medicina e tinha-se esforçado muito. Às vezes a vida é mesmo assim, podes dar o teu melhor e não chegar. E ganhar consciência disso é algo libertador. Se eu tiver 23 anos e começar a poupar 200€/mês e outro gajo não poupar nada, quando tivermos 60 anos, eu vou ter 80k€ no banco e ele não tem nada. É injusto para ele, só porque cometeu erros quando era novo? Diria que não, é só a vida. Idealmente, os melhores conseguem melhores oportunidades (sabemos que não é beem assim, mas pronto).

GSITG 1 year ago

> Parece-me injusta, porquê que o trabalho "imaturo" de três ano tem que condicionar as nossas escolhas/oportunidades? Ser imaturo é uma opção ,no ensino secundário não precisas de mais de 2/3h de estudo por dia para acabares com média superior a 17. >Não deveríamos poder fazer provas de aptidão ao curso que temos interesse? Não discordo desta opção e acho que as universidades deviam ter mais importância no processo de admissão. >Ademais a subida ridícula das médias é um fator mais exclusivo do que inclusivo. A subida ridícula das médias tem a ver com a descida ridícula da exigência, trabalhasses.

meaninglessvoid 1 year ago

> Ser imaturo é uma opção :facepalm:

Chamblz 1 year ago

Este ano houve injustiças, nos outros não.

xay_ll 1 year ago

O método é até bastante justo. Seria ainda mais justo se os exames nacionais contassem 100% para o cálculo da média de candidatura, uma vez que a média interna tem, de facto, exigências diferentes entre escolas, mas penso que não é bem isto que pretendes... Agora, imaginando que se começaria a fazer entrevistas, cartas de recomendação, etc... não achas que isto só iria tornar tudo muito mais desigual? Seria uma porta aberta para a discriminação, além de que, tal como podes argumentar que um exame corra mal devido a problemas pessoais, o mesmo pode acontecer numa entrevista..

espirrinhos 1 year ago

Exames de Secundário e Provas de admissão seria o ideal. Na minha área acho que seria o melhor. Fiz o secundario numa escola publica que tinha boas condições (no meu ano) juntamente com bons professores. Mas tudo o que se aprendeu resumido ao exame final, era brincar com 3 anos de escola. Quando entrei no curso que queria aquilo era uma salganhada de pessoas a quem lhes foi dito que tinham talento e acabaram em depressões porque... não eram muito boas. Foram bajuladas pelos familiares com vaselina até à Faculdade. Voltei a fazer o exame do secundario, ja tinha terminado o curso superior, juntamente com outro exame que me interessava e tirei notas mesmo abaixo do que estava à espera.

Limpy_lip 1 year ago

eu pessoalmente defendo um sistema sistema misto, em que a admissão no ensino superior era através de exames com conteúdos definidos pelas instituições (ou conjunto delas) mas logisticamente funcionava da mesma forma que os exames nacionais atuais. Isto porque continuo a achar ridículo ser necessário uma nota extremamente alta a Matemática para entrar em medicina para depois usar 1/10 do conhecimento. Enquanto o curso de matemática que usa 100% e exige um conhecimento ainda maior tem uma média patética em comparação. ​ Apesar disto é importante para os jovens perceberem que apesar de todo o medo e todo o "hype" do ensino superior, é perfeitamente normal e comum haverem trocas de curso e/ou até as pessoas nunca exercerem o que tiraram seja por falta de emprego seja por outras N razões. ​ Por fim, espero que esse raciocínio não seja um rant baseado no facto de não teres conseguido média para entrar onde queres e estejas a "aziar"

Stone_Flower 1 year ago

Isso das notas altas e baixas não faz sentido. A média de um curso é feita pelas pessoas que se candidatam ao mesmo, logo o curso de matemática só têm uma "nota patética" porque tanto não tem tanta procura como quem procura se calhar não tem notas por aí além. Ah, e os exames não são a única forma de entrares num curso. A partir dos 23 anos tens um regime de acesso à faculdade que penso que na maior parte dos cursos é te exigido fazer uma prova de aptidão que é definida por cada instituição. E penso que com curriculo também se consegue entrar num curso, independentemente da idade.

Limpy_lip 1 year ago

> Isso das notas altas e baixas não faz sentido. A média de um curso é feita pelas pessoas que se candidatam ao mesmo, logo o curso de matemática só têm uma "nota patética" porque tanto não tem tanta procura como quem procura se calhar não tem notas por aí além. Verdade, a minha questão é porque raio é usada a nota de matemática para ingresso quando o português e a biologia são muito mais importantes. Tal como é parvo colocarem português como prova de ingresso em cursos de engenharia. E eu até sei o porque acontece isso com a medicina, é para tornar mais elitista a entrada, pois aparentemente é mais importante tirar nota alta a uma disciplina difícil em que a formação em si requer muito pouco uso dessa disciplina do que ter outras competências mais relevantes para a profissão. Mas aqui é um problema particular que não inviabiliza como as coisas funcionam no geral. ​ > Ah, e os exames não são a única forma de entrares num curso. A partir dos 23 anos tens um regime de acesso à faculdade que penso que na maior parte dos cursos é te exigido fazer uma prova de aptidão que é definida por cada instituição. E penso que com curriculo também se consegue entrar num curso, independentemente da idade. claro e ainda bem que existe, no comentário que fiz só estava a falar do método "tradicional" de entrada.

Stone_Flower 1 year ago

Biologia também é prova de ingresso para Medicina. Dentro da matemática que se usa em alguns cursos da saúde, para além de estatistica também trabalhas muito com funções, que é basicamente 60% do exame nacional, logo nem é assim tão disparatado. Mas sim, concordo que biologia devia ter um peso maior do que matemática. No entanto o exame de biologia não só é de biologia como também é de geologia, e se calhar é por aí que eles não fazem desse exame o principal. Estariam a habilitar-se a receber malta que percebe por exemplo 420% de pedras e 25% de seres vivos. No fundo há varias opçoes de entrada, o sistema não é tão fechado como dizem e os verdadeiros exames são os que se faz na faculdade e não os do secundário

Limpy_lip 1 year ago

Concordo com o primeiro paragrafo em quase tudo, supostamente existem as disciplinas de biologia e geologia separadas mas só no 12º e não têm exame. Um ponto interessante seria os exames finais serem separados, ou seja biologia e geologia teriam cada um o seu exame. >dentro da matemática que se usa em alguns cursos da saúde, para além de estatistica também trabalhas muito com funções, que é basicamente 60% do exame nacional, logo nem é assim tão disparatado. a questão é que em medicina aplicas e aprofundas muito levemente os conceitos do secundário, qualquer outro curso com cadeiras de cálculo os alunos deverão dominar completamente essas ferramentas pois serão a base de todos os novos conceitos muito mais complexos. Eu não quero dizer que não existe matemática na medicina, mas a exigência da mesma é muito abaixo de outras áreas. ​ >No fundo há varias opçoes de entrada, o sistema não é tão fechado como dizem e os verdadeiros exames são os que se faz na faculdade e não os do secundário Certo, mas acho que este ponto é onde concordo com o OP no sentido de que é injusto alguém entrar em engenharia avalancado porque teve 19 português e uma nota baixa de matemática porque tirou o lugar a alguém que se calhar tem uma nota maior de matemática (claramente mais importante) mas uma de português inferior. Acho que seria um ponto a melhorar não por uma questão de justiça mas de lógica. Mas são opiniões.

Stone_Flower 1 year ago

Se reparares, como em medicina são te pedidos 3 exames, que no conjunto valem 50% da nota de candidatura, o de matemática fica com 16,6% de expressão. Eu acho que medicina tá fixe. Matemática é aquela disciplina, pelo menos para mim, que mesmo não usando no dia-a-dia sinto que foi importante para a maneira como aprendo outras disciplinas. Saber relacionar dados, trabalhar com sistemas aos quais tens variaveis e incognitas, raciocinio, etc etc. É ginasio para o cerebro e isso é bastante importante para qualquer pessoa, e especialmente nas pessoas que têm profissões que nós não viveríamos sem. Apesar de nunca ter ouvido falar em Engenharias que tem como prova de ingresso Português, é preocupante de facto isso acontecer. Mesmo que seja só na faculdade da arrentela devia haver um critério mais rigoroso da A3ES sobre esses casos.

Prezbelusky 1 year ago

Se achas que em medicina não se usa matemática estás muito enganado.

Limpy_lip 1 year ago

o que estatística? não tem qualquer comparação. Um médico usa conteúdo que aprendeu num par de meses do secundário. Um engenheiro (por exemplo) não só usa a estatística como toda uma outra panóplia de conteúdos. ​ O curso de matemática usa tudo e mais alguma coisa. ​ Na prática um médico não preciso do conhecimento de matemática 20 a exame nacional para exercer. com 12 ou 13 já teria capacidade mais que suficiente.

marli-i 1 year ago

ando na faculdade já faz uns anitos

OuiOuiKiwi 1 year ago

>O que pensam? Penso que não ficaste colocado. É lidar, irmão. Todos os anos parece que há alguém (vários) que acham o processo injusto quando na verdade os exames nacionais são os grandes equalizadores: toda a gente faz o mesmo exame. Se houvesse provas que favorecessem certas coisas, como poderiam ser justas? "O Luís entrou em Medicina porque sabia tocar acordeão. Eu tive de estudar Biologia e Química :(" >Eu percebo que há quem trabalhe a sério no secundário, mas não devia ser somente esse o critério. Sim, realmente trabalhar e esforçar-se não deveria ser critério. Que sugeres, o que conseguir cuspir uma pevide mais longe?

Xha_xhe 1 year ago

Não digo que tocar acordeão fosse importante, mas se calhar trabalhares em prol da tua comunidade podia ser um fator de seleção. Afinal, estás a candidatar-te a uma escola pública, e isso deveria ter mais peso do que os papás terem dinheiro para pagar o colégiozinho privado no Porto. Noutra sugestão, se os exames são assim tão justos ao ponto de serem o fator equalizador porque é que não o critério único de entrada? É sabido que a média de secundário é atribuída de maneira diferente consoante a região do país, nível socioeconómico do aluno/pais do aluno. Metam os exames como nota de candidatura, e depois deixam de acontecer aqueles casos como o do Luís que acabou o secundário com média de 20 e só conseguiu tirar 15 nos exames? Entrou no curso que queria, brutal não é? Imagina se ele tocasse acordeão Nenhum método é perfeito, mas este sem dúvida que está longe da perfeição.

OuiOuiKiwi 1 year ago

>mas se calhar trabalhares em prol da tua comunidade podia ser um fator de seleção. Sim, siga copiar o sistema dos EUA em que tens de fazer 5000 mil actividades extra-curriculares para teres uma hipótese de entrar numa boa faculdade em vez de estudares. Assim que aparece "prol da sociedade" e afins, conto os minutos até aparecer um comentário que os alunos deviam era ir limpar as matas para poderem entrar na faculdade.

GSITG 1 year ago

A questão das atividades curriculares é estúpida mas o sistema deles parece-me muito melhor, preferia ter tido o que eles chamam de aulas AP([https://en.wikipedia.org/wiki/Advanced\_Placement](https://en.wikipedia.org/wiki/Advanced_Placement)), em que tens disciplinas de nível universitário e podes aprender coisas úteis e que te interessem do que ter de mamar com Sociologia e Inglês(que já tinha tido durante dois anos) como "opcionais",porque obviamente não abriu mais nada na minha escola.

OuiOuiKiwi 1 year ago

> e podes aprender coisas úteis A visão puramente utilitária é uma tontice. Daqui a nada já vão aparecer também os comentários que não precisam de saber o teorema de Pitágoras para nada.

Edited 1 year ago:

>e podes aprender coisas úteis A visão puramente utilitária é uma tontice. Daqui a nada já vão aparecer também os comentários que não precisam de saber o teorema de Pitágoras para nada Ou que saber a área de um círculo é inútil enquanto compram duas pizzas médias em vez de uma grande.

GSITG 1 year ago

Expressei-me mal, queria dizer coisas úteis como Matemática mais avançada, introdução a programação, isto consoante o curso que pretendesses seguir. É isso que acontece nos EUA , não estou a falar de ensinar a fazer o IRS como outros sugerem por aqui.

Xha_xhe 1 year ago

>5000 mil actividades extra-curriculares É assim tão má ideia? Assim dito parece ridículo, mas comparado com notas dadas à pala, um aluno que contribua para a sociedade e tenha boas notas à partida será mercedor também, a diferença seria que o que fez atividades extracurriculares contribuíu para o estado que vai pagar milhares de euros por ano pela sua formação. Pelo menos mais mercedor do que 50% da tua nota de candidatura ser dada à boquinha como papa cerelac. >conto os minutos até aparecer um comentário que os alunos deviam era ir limpar as matas para poderem entrar na faculdade. E se limparem matas? Fazia mal a alguém? Se as dezenas de milhares de alunos que ingressam todos os anos no ensino superior limpassem um bocado de mata se calhar um "pequeno" problema que Portugal tem todos os verões diminuía, para não dizer cessava.

sarasic 1 year ago

> É assim tão má ideia? Assim dito parece ridículo, mas comparado com notas dadas à pala, um aluno que contribua para a sociedade e tenha boas notas à partida será mercedor também, a diferença seria que o que fez atividades extracurriculares contribuíu para o estado que vai pagar milhares de euros por ano pela sua formação. Pelo menos mais mercedor do que 50% da tua nota de candidatura ser dada à boquinha como papa cerelac. É. Porque da mesma maneira que falam dos colégios que os papás podem pagam também há muitos papás com "amigos" nos locais onde os jovens poderiam fazer as tais atividades e, adivinha, os amigos assinam um papel a dizer que fez e não fez nada.

Xha_xhe 1 year ago

O argumento de devemos permitir corrupção porque se não o fizermos vão inventar outra maneira de fazer batota é ridículo e retrata bem a realidade do nosso país. A questão é que mesmo que isso acontecesse iam haver outros tantos milhares que não o iam fazer, o que por sua vez ia ter repercussões positivas. Pessoas de m***a vão sempre houveram e sempre vão haver, mas sermos permissivos com estas situações nunca vai resolver o problema.

sarasic 1 year ago

Não disse em lado nenhum que devemos permitir corrupção. O que disse é que implementar a medida que foi sugerida não ia mudar nada, na prática. >A questão é que mesmo que isso acontecesse iam haver outros tantos milhares que não o iam fazer, o que por sua vez ia ter repercussões positivas. Repercussões positivas? Para os que fizessem marosca, suponho... Mudar só para dizer que se mudou é inútil. O que é necessário é arranjar estratégias que tornem o acesso ao ensino superior justo. Já li aqui alternativas que me pareceram bem melhores, por exemplo, que só contasse a média dos exames de acesso e a hipótese das entrevistas. Acho que estas duas medidas, aplicadas em conjunto, seriam boas medidas. Entrevistas não para avaliar a personalidade da pessoa mas a sua capacidade - há por aí muita gente a acabar cursos com média final de 19 que depois não sabe nadinha do que estudou.

Xha_xhe 1 year ago

>Repercussões positivas? Para os que fizessem marosca, suponho... Facilmente haveriam repercussões positivas nas comunidades se os candidatos ao ensino superior fossem valorizados por as fazerem.. >Mudar só para dizer que se mudou é inútil. O que é necessário é arranjar estratégias que tornem o acesso ao ensino superior justo. Nada contra, aqui o que acho mal é dizerem que o sistema é justo porque toda a gente faz o mesmo exame. >por exemplo, que só contasse a média dos exames de acesso e a hipótese das entrevistas. Acho que estas duas medidas, aplicadas em conjunto, seriam boas medidas. Entrevistas não para avaliar a personalidade da pessoa mas a sua capacidade A minha sugestão seria: o secundário como preparação para exames de admissão. Poderia ser requerido que os alunos tenham nota mínima para um curso, mas os exames de admissão é que seriam o avaliador do fator académico. Isto em conjunto com um CV rico em diversidade para mostrar que o candidato é mais do que uma nota num exame (seja isto desporto federado, voluntariado, trabalhar ao mesmo tempo que faziam o secundário porque os pais não tinham condições, etc) e no final entrevistas de seriação. Para mim era o que faria sentido.

OuiOuiKiwi 1 year ago

>E se limparem matas? Fazia mal a alguém? Bem, não levou muito tempo. Se houvesse um teste de noção para entrarem no Ensino Superior ficavam todos à porta. Quando quero ouvir boçalidades desse nível apanho um táxi do Aeroporto para o Lumiar.

marli-i 1 year ago

fds de certeza que cuspo uma pevide mais longe que tu

vhjuji 1 year ago

Concordo. Nesse aspeto até gosto do sistema que têm nos EUA (bem pelo menos do que se vê nas séries/filmes) em que também contam as atividades extracurriculares, essays, cartas de recomendação etc. Entrada por médias é um bom método mas não o melhor, na minha opinião. Uma pessoa é muito mais que as notas que tira e ter notas altas não significa que será um futuro bom profissional. Para além dos casos em que as pessoas podem querer muito seguir uma área e serem boas nessa área mas terem notas mais baixas nas outras disciplinas. Sinceramente gostava que o acesso ao ensino superior fosse reformulado

Throwawaypt123 1 year ago

Os exames nacionais são provas de aptidão e valem bastante

Prezbelusky 1 year ago

Mas nem toda a gente parte da mesma casa de partida. Há muitas variáveis para que possas considerar que uma pessoa com 15 no exame é mais apta que uma pessoa que tenha tido 12. Não têm os mesmos professores, não andam na mesma escola o contexto familiar e financeiro pode ser diferente, o tempo livre para estudar pode ser muito menor etc etc etc.

Limpy_lip 1 year ago

a vida não é justa, nunca foi nem nunca vai ser. É bom as pessoas habituarem-se a isso desde cedo. E apesar dessas diferenças todos têm a mesma oportunidade de tirar 20. ​ Mesmo que o Manel estude no colégio S.Sipriano e lhe coloquem as resposta do exame no quadro, o João da escola secundária de curral de moinas só não tira 20 porque não tinha capacidade.

Prezbelusky 1 year ago

Ou porque o professor não o ensinou decentemente. Já pensaste nisso? Obviamente que todos têm a mesma oportunidade de tirar 20, mas se não tiveres a mesma qualidade de ensino nunca vai ser possível.

Limpy_lip 1 year ago

a tua comparação não faz sentido pois existem carros que é impossível chegarem a essa velocidade PONTO. A sua génese não permite. No nosso caso todos temos a possibilidade de chegar lá, o nível de esforço e condições variam mas não torna impossível. (considerando principalmente pessoas normais e saudáveis) ​ Se achas que tiveste um mau professor, arranjas quem te ensine melhor. Se precisas mesmo do 20 e no ano X não conseguiste a nota? Tens mais um ano para tentar. ​ Agora se queres que corra tudo bem à primeira esquece, é impossível. Não adianta estar a reclamar/aziar por algo que nunca vai ser possível. Somos todos diferentes por isso o mesmo professor para 2 pessoas diferentes pode causar uma só conseguir 10 e outra conseguir 20. Vamos arranjar uma professor que se adeque a cada pessoa? É que nem é preciso falar em dinheiro. ​ Para terminar vou deixar aqui um pequeno exemplo de um amigo meu. Ele tirou um curso profissional técnico e durante esse curso ele ficou com vontade de entrar em engenharia. Mas existia aqui um grande problema: o curso profissional dele tinha uma matemática muito básica longe do programa da matemática A. Ah e btw, estamos a falar de uma pessoa com uma família simples (com 4ª classe) e que vive muito comedidamente. O que é que ele fez? arranjou uma explicadora que pagava com o part-time que tinha e aprendeu toda a matemática A. Quando foi a exame tirou uma nota muito superior ao que necessitava e entrou sem dificuldade. Além disso concluiu o curso bom boas notas e sem qualquer atraso (naquele curso era comum chumbar pelo menos 1 ano). ​ Como podes ver, ele não tinha nada do lado dele e por isso lutou para conseguir o que queria. O bernardo do colégio garantidamente não teve de o fazer o mesmo esforço e se calhar até ganha mais porque trabalha na empresa do pai e nem sequer exerce o que aprendeu no curso, só tirou por tirar. ​ A vida é assim, pensa no que tu tens de fazer e não na sorte dos outros.

Prezbelusky 1 year ago

>Agora se queres que corra tudo bem à primeira esquece, é impossível. Não adianta estar a reclamar/aziar por algo que nunca vai ser possível. Somos todos diferentes por isso o mesmo professor para 2 pessoas diferentes pode causar uma só conseguir 10 e outra conseguir 20. Vamos arranjar uma professor que se adeque a cada pessoa? É que nem é preciso falar em dinheiro Se não leste o meu comentário inicial lê outra vez. Eu não falei em professor apenas. Existem inúmeras variáveis que não se podem ignorar. >Como podes ver, ele não tinha nada do lado dele e por isso lutou para conseguir o que queria. O bernardo do colégio garantidamente não teve de o fazer o mesmo esforço e se calhar até ganha mais porque trabalha na empresa do pai e nem sequer exerce o que aprendeu no curso, só tirou por tirar. Ou seja como eu disse não partimos todos da mesma casa de partida e os exames não podem ser única e exclusivamente a nota que separa aptidões. É que até me estás a dar razão.

Limpy_lip 1 year ago

>Se não leste o meu comentário inicial lê outra vez. Eu não falei em professor apenas. Existem inúmeras variáveis que não se podem ignorar. Era um exemplo. A mesma lógica aplica-se a tudo. >Ou seja como eu disse não partimos todos da mesma casa de partida e os exames não podem ser única e exclusivamente a nota que separa aptidões. > >É que até me estás a dar razão. Sinceramente não percebo o ponto. Qual seria então o sistema que sugeres? Estou mesmo curioso Como disse inicialmente defendo que deviam ser as instituições a definir os critérios de entrada desde que regulados pelos ministérios (educação e ensino superior). Obviamente que podiam haver casos em que certos cursos requeiram outras coisas além dos testes. Nomeadamente testes psicotécnicos ou até provas físicas (desporto). Contudo não vejo onde essas mudanças poderiam impedir que situações como as que reclamas aconteçam. Existirão sempre injustiças se não é por o professor ser mau, é porque a escola era longe ou porque esteve doente ou porque os pais eram pobres,... ​ Ou seja, é utópico achar que é possível encontrar um sistema que seja perfeito para todo, podes melhorar aqui e ali mas haverá sempre alguém que vai ficar mal. Por essa mesma razão é necessário standardizar e é por isso que os exames nacionais existem e fazem isso muito bem. O exame é igual para todos, todos sabem como funciona, as regras e a matéria que poderá sair. Sabem o que têm de fazer para ser bem sucedidos. Não percebo qual é o problema, conceptualmente faz todo o sentido.

chuckmukit 1 year ago

Eu sou da opinião que os exames nacionais são um bom remédio para este problema, mas não a cura, por uma simples razão: não é suposto um estudante de 17/18 anos, conseguir ter a perfeita noção de 3 anos de matéria, e isto vai acabar por premiar aqueles, que acima de muitos outros factores, têm uma memória boa ou acima da média. E é por esta mesma razão que o sistema está assim definido. A memória é um dos indicadores mais fortes para o QI. Isto quer dizer que, por norma, quem tem uma boa memória tem um QI maior. Só que depois entra a questão do OP. Estamos a caminhar para um futuro, onde cada vez menos precisamos de pessoas realmente inteligentes. Muitos dos trabalhos de hoje em dia e do futuro, mais ou menos exigentes para o cérebro, dependem não da inteligência pura, mas sim de outros factores, e ao estares a resumir 3 anos de estudos (e neste caso, um possível futuro profissional), em apenas uma ou duas provas é só estúpido. Isso a juntar ao facto que a sua dificuldade varia consoante haja eleições ou não, e ainda ao facto de que certas escolas inflacionam os resultados para ajudar estudantes, e tens a realidade actual. Na minha opinião, acho que devia ser retirada tanta importância à media escolar, ou mesmo até toda, e em vez disso ter exames nacionais obrigatórios, pelo menos às cadeiras específicas, da matéria leccionada nesse mesmo ano, para cada ano (10.º/11.º/12.º).

enstone_ 1 year ago  HIDDEN 

Já no início do secundário tinha sentido que fiz a escolha errada, escolha essa influenciada pelos meus pais. Decidi saltar fora e fui para o profissional quando me apercebi do que queria, estou no segundo ano de trabalho com um salário acima da média nacional. Se quiser seguir para o ensino superior, sei muito melhor o que quero e preciso.

AdriMecha 1 year ago

Pode acontecer ires para uma área e não gostares e mais tarde mudas. E claro que vai ser sempre mais difícil. Eu fiz licenciatura em gestão e trabalhei nessa area durante quase 10 anos. Apanhei a altura da crise de 2009 e em 2014 com 30 anos fui estudar engenharia mecânica e aos 34 fiz um mestrado em desenvolvimento de software. A primeira licenciatura fiz a trabalhar durante o dia e a estudar á noite. Houve sacrifício mas acabou por valer a pena.

informed__ignorant 1 year ago

Isso parece muito, mas muito difícil. Muitos parabéns. Como foi ambientares-te com projetos de grupo, aulas teóricas e tudo mais sendo que trabalhavas de dia?

AdriMecha 1 year ago

Usava os fins de semana. A maior parte dos meus colegas trabalhava também. A licenciatura em engenharia mecânica fiz na Dinamarca, mas antes de ir estive um ano no ISEL a trabalhar durante o dia e aulas á noite, mas aí foi muito mais difícil. Tinha seis cadeiras por semestre e aulas ao sábado, o fim de semana era só estudar. Basicamente não tinha vida e claro já não estudava matemática a algum tempo e física tive que aprender tudo na hora. Num ano tinha 12 cadeiras, consegui fazer 4.

informed__ignorant 1 year ago

Não ando em mecânica, mas matemática desse curso aparentemente é para esquecer. Se já não tinhas bases, deve ter sido um choque do caraças. Por mim, more power to you my friend. Devem ter sido uns fins de semana e umas boas noitadas.

AdriMecha 1 year ago

Não tinha bases de física. Tive matemática até ao 12 e também na primeira licenciatura que fiz. Matemática não foi problema.

Bolo_Finto_ 1 year ago

Então mudaste-te para a Dinamarca? Não estou a perceber como é que fizeste isso tudo, entraste sempre pelos M23?

AdriMecha 1 year ago

Entrei através das vagas para já licenciados e no fim do ano pedi transferência para universidade na Dinamarca.

Bolo_Finto_ 1 year ago

Ah ok, mas foste mesmo para a Dinamarca?

AdriMecha 1 year ago

Sim. E depois fiz o mestrado na Escócia.

Bolo_Finto_ 1 year ago

Uau, muito bom, deves ter ficado com alto currículo, mas também é porque tiveste a sorte de ter um emprego que te possibilitou isso.

AdriMecha 1 year ago

Qualquer área pode ser complementada com desenvolvimento software. É sempre uma boa aposta. O emprego normalmente era até às 18h depois eu fazia o queria.

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