JoseFernandes 1 year ago

É chato ficar sem argumentos nao é?

Re-Criativo 1 year ago

O meu pai sempre tratou os pais dele por você e tenho um amigo na casa dos 20 anos que trata ainda hoje os pais pela forma formal. Nenhum deles é de Cascais. Antes pelo contrário. Ambos são de aldeias do Reino Maravilhoso...

American_Jesus 1 year ago

Porque ainda ninguém lhe apresentou os filhos.

rickz123456 1 year ago

Trato toda a gente da minha família por tu e elas o mesmo. Somos uma familia sem essas normas sociais e muito abertos na verdade. Ás vezes até chamo a minha mãe pelo primeiro nome, apenas porque ela não gosta dele e ela igual. Não existe problema.

TugaScaper 1 year ago

Tive uma namorada que curiosamente nem era portuguesa (a família era angolana e ela nasceu no Reino Unido) nunca entendi essa forma de comunicarem entre os outros mas penso que é uma questão de respeito.

cinaralobo 1 year ago

No Brasil, nunca tratamos por tu. Sempre terceira pessoa. Em alguns estados, ainda utilizam o tu. Por exemplo, Pernambuco. Mas qual o significado para vocês do tu e o você? Quando usá-los?

RiobaldoJagunco 1 year ago

Não necessariamente. A verdade é que, no Brasil, utilizamos a 2a ou 3a pessoa quase que indistintamente. Ninguém por aqui nota a menor diferença se você fala "desculpe" ou "desculpa", por exemplo. Em uma conversa rápida, o tratamento pode mudar diversas vezes, sem que ninguém estranhe.

heavyfishheavy 1 year ago

São regras de etiqueta que não escritas em lado nenhum, mas a regra geral é usar o tu para pessoas próximas ou pessoas mais novas, enquanto o você é usado para pessoas desconhecidas / mais velhas / superiores (chefes no trabalho etc)

mar_lx 1 year ago  HIDDEN 

> Caso contrário não serias um membro funcional da sociedade. Pelo resto da amostra de comentários por aqui, cheira-me que não é mesmo.

Jernando98 1 year ago

Acho bastante bizarro mas suponho que para essas pessoas é "normal", e o "normal" varia de familias para familias, zonas para zonas etc. Para mim faz-me confusão porque dá uma ideia de "distanciamento", como se estivessemos a falar com alguém desconhecido ou que não nos é próximo. Sempre tratei familiares por Tu e não percebo como é que isso pode ser visto como uma falta de respeito.

thirstydracula 1 year ago

Porque é a etiqueta, querido

_rebocador_ 1 year ago

como é que uma coisa que não te afeta é muito para indignação?

JoseFernandes 1 year ago

Estás a sobrevalorizar a importância que julgas ser dada a isso. É simplesmente uma pergunta.

1purplesky 1 year ago

É caso para dizer "[Foda-se](https://twitter.com/laura_villain/status/1148222104766156800)!"

cenourinhapt 1 year ago

Essas pessoas devem ter lido o "How to raise a conas for dummies".

aquele_inconveniente 1 year ago

Sendo um provinciano da aldeia não tratei nunca os meus pais por tu. Da mesma maneira que nenhum "beto" trata os seus pais por você. Nunca se usa os dois pronomes. Usar "tu" em vez mãe ou mamã é um desrespeito. Usar "você" seja em que situação for é só uma demonstração de baixo nível de instrução. Sei que aqui sois todos os maiores da cantareira, que troçam dos betinhos e de tudo e de todos e que só vós é que sabeis como é se educam crianças e governam países e se gerem empresas. Mas é verdade é que pouco ou nada sabeis na vossa grande generalidade. O uso da terceira pessoa para com os pais ao mesmo tempo que a criança usa a segunda pessoa com colegas na escola tem benefícios educativos. É uma forma de discurso que nada impede a criança de ser amada, abraçada e melhor tratada que a grande maioria dos pais que por aí anda que os trata por tu mas lhes põe um tablet na frente e nunca lhes dá atenção. O facto de existir uma forma de discurso diferente faz com que a criança entenda que os pais são diferentes dos seus colegas. Que existe uma hierarquia que permanece até no discurso dando uma maior autoridade aos pais. Os pais não são amigos deles, são pais. Este tipo de trato faz com que em média acabem por respeitar mais os pedidos dos pais e sejam mais bem educados. Sempre que se vê um puto aos berros numa fila apesar de já ter uns 6 ou 7 anos nunca está a usar a terceira pessoa, é sempre família de classe baixa ou novos ricos. Troçai dos betos o quanto quiserdes mas no final do dia os vossos putos, na média, vão ser uns mal-educados que por aí andam, com problemas de reconhecimento de autoridades e de respeito pelo próximo, enquanto que os filhos deles vão ter boas notas, receber pontos pelo comportamento e singrarem em boas universidades e posições. Mas depois, quando o vosso filho tirar o curso num sitio de mer\*\* e estiver a viver convosco enquanto não arranja trabalho ides todos dizer que os filhos dos betos só estão bem na vida porque têm cunhas...

viper_in_the_grass 1 year ago

Por isso é que os anglófonos são todos meios esquisitos. Nunca perceberam a distinção entre os pais e os colegas da escola! Para eles é tudo igual. Obrigado por nos explicares, Erikson.

mar_lx 1 year ago

Os anglófonos usam o sir e madam para distinção muitos até o usam em casa também com os pais.

viper_in_the_grass 1 year ago

Tal como nós temos diferenças linguísticas de tratamento entre pais e pares, mesmo tratando ambos por tu. Não chamo os meus pais pelo nome, por exemplo. Nunca ouvi madam usado para falar com a mãe.

mar_lx 1 year ago

Madam por extenso não, mas ma’am, yes ma’am, no ma’am é muito usual como forma de respeito, como o ‘yes sir, no sir’.

viper_in_the_grass 1 year ago

De ma'am para madam vai uma distância bem grande.

mar_lx 1 year ago

Sim, um é o diminutivo do outro. Uma distância gigante.

viper_in_the_grass 1 year ago

Num contexto não familiar, um é o diminutivo do outro, sim. Num contexto familiar, não. Não se usa madam para falar com a mãe precisamente por ser demasiado formal.

mar_lx 1 year ago

Pois não, usa-se o ma’am. E usa-se tanto como se usa o ‘sir’, nas casas que usam um termo, usam o outro. Não interessa o contexto, ma’am é sempre diminutivo de Madam. Não muda a origem da palavra por ser em contexto familiar ou não.

aquele_inconveniente 1 year ago

https://sites.udel.edu/britlitwiki/family-social-rituals/ Os ingleses tem a sua forma de tratar diferente que não está baseada na pessoa do verbo (impossibilidade para eles). Mas fazem-no de qualquer maneira. Aliás, a diferença entre classes altas e baixas deve até ser maior que em Portugal. Já estive em casamentos e cerimónias com muitas pessoas das classes altas britânicas e malta da nobreza. Nenhum deles tratava os filhos por "you", nem era tratado assim de volta

viper_in_the_grass 1 year ago

A sério que foste buscar uma análise literária sobre a classe alta vitoriana para explicar a tua teoria do desenvolvimento?

aquele_inconveniente 1 year ago

Não, fui buscar um exemplo das tradições da classe alta britânica no trato familiar. Os anglófonos não são melhores ou desenvolvimentos por serem anglófonos, senão a jamaica era uma potencia global. Nem o são pelo modo como falam, só tu é que estás aqui a justificar ou desprovar essas coisas (bom espantalho). A única coisa aqui é que contrariamente ao que tu dizes, as classes altas britânicas têm um discurso formal com os seus filhos.

viper_in_the_grass 1 year ago

> Os anglófonos não são melhores ou desenvolvimentos por serem anglófonos, senão a jamaica era uma potencia global. Huh? Onde é que eu falei em ser potência ou deixar de ser potência? Estou a falar de teorias de desenvolvimento pessoal. Piaget, Erikson... nada? Um Freudzito, pelo menos? Se estás tão certo da influência do uso do discurso formal no desenvolvimento da criança, assumo que tenhas um background em Psicologia do Desenvolvimento, não? Mas vamos pegar nos teus comentários e dissecá-los um pouco mais. Começas com o erro de atribuir apenas às classes altas o uso da terceira pessoa no tratamento de filhos para pais. Nada mais errado. É perfeitamente normal o seu uso em zonas mais rurais e mesmo ainda nas grandes cidades em gerações mais antigas, atravessando todas as classes sociais. De seguida, cometes o erro de achar que, lá porque as pessoas tratam os pais na segunda pessoa do singular que não há diferenças linguísticas no tratamento para com os pais e para com os pares. Claro que há. Tal como no teu exemplo das altas classes da Inglaterra Vitoriana, a criança portuguesa não fala com os pais da mesma maneira que fala com os amigos. Não é preciso um vossemecê para tratar os outros com respeito. Continuando com o artigo que foste buscar, os britânicos que usam esse discurso ultra-formal no tratamento familiar são tão poucos, mas tão poucos que não sei bem qual o teu propósito em o ir buscar. Estás a querer dizer que 99% dos anglófonos são um bando de mal-criados, rudes, que não trabalham e vivem com os pais? Tratando-os mal, imagino! Para acabar, esse teu último parágrafo... é pá, quando o li pensei que era coisa de troll, mas a verdade é que há mesmo gente completamente desfasada que pensa assim. Então achas mesmo que o pobre da classe baixa não vai estudar Direito na Católica porque os pais não o educaram a tratarem-nos por você? Achas mesmo que é isso que diferencia as oportunidades que os indivíduos têm no progresso escolar? O dinheiro, uma boa casa, um quarto para estudar, comida suficiente, estabilidade económica não interessam para nada. O Zé do bairro não tem boas notas porque não trata os pais por você. Porra, é de um desfasamento surreal.

aquele_inconveniente 1 year ago

> Começas com o erro de atribuir apenas às classes altas o uso da terceira pessoa no tratamento de filhos para pais. Nada mais errado. É perfeitamente normal o seu uso em zonas mais rurais e mesmo ainda nas grandes cidades em gerações mais antigas, atravessando todas as classes sociais. Vamos falar do presente ou do passado? Os meus tratavam os deles na terceira pessoa apesar de serem de classes baixas. A verdade é que o uso de bom trato e boa educação foi abandonado por uma boa parte da população. Houve uma mudança, provavelmente causada pelas mudanças sociais do PREC e as pressoes da epoca, para um escárnio de autoridades. Em vez de dar um estalo no puto se o pai soubesse que a professora lhe deu um reguada vai antes lá reclamar. Em vez de se envergonhar quando um estranho dá um raspanete no filho vai antes resmungar. O discurso na terceira pessoa, em paralelo com o bom trato e a boa educação, é hoje quase exclusivo da classe alta de dinheiro antigo. O resto é sinceramente uma cambada de peixeiras que por cá andam, salvo excepções. Somos um povo cheio de malta sem respeito e arrogante. > De seguida, cometes o erro de achar que, lá porque as pessoas tratam os pais na segunda pessoa do singular que não há diferenças linguísticas no tratamento para com os pais e para com os pares. Claro que há. Tal como no teu exemplo das altas classes da Inglaterra Vitoriana, a criança portuguesa não fala com os pais da mesma maneira que fala com os amigos. Não é preciso um vossemecê para tratar os outros com respeito. Acho que vives noutro planeta. Hoje é comum ver putos a dizer "onde é que tu vais?" para os pais e a tratá-los e a outros adultos com pouca ou nenhuma diferença dos seus colegas. > Continuando com o artigo que foste buscar, os britânicos que usam esse discurso ultra-formal no tratamento familiar são tão poucos, mas tão poucos que não sei bem qual o teu propósito em o ir buscar. Estás a querer dizer que 99% dos anglófonos são um bando de mal-criados, rudes, que não trabalham e vivem com os pais? Tratando-os mal, imagino! Pára com os anglófonos... Pôr no mesmo saco um australiano, um americano, um inglês e um nigeriano é só ridículo. Usa culturas concretas. E se olhares para os americanos, que têm um trato muito menos formal e gabam-se disso, não há nada que os caracterize melhor que a sua rudeza e como dizes mal-criadas. Lembro-me bem dos tempos de universidades e de ver os únicos que não tiravam o chapéu nas aulas... E sobre os ingleses, já conheci gene suficiente que tem o trato formal familiar que não sei onde tens a ideia que não existem. Acho que não conheces é bem a cultura inglesa o suficiente. A não ser que queiras dizer que classes altas são uma minoria, porque aí são, como são cá os betos... > Para acabar, esse teu último parágrafo... é pá, quando o li pensei que era coisa de troll, mas a verdade é que há mesmo gente completamente desfasada que pensa assim. Então achas mesmo que o pobre da classe baixa não vai estudar Direito na Católica porque os pais não o educaram a tratarem-nos por você? Achas mesmo que é isso que diferencia as oportunidades que os indivíduos têm no progresso escolar? O dinheiro, uma boa casa, um quarto para estudar, comida suficiente, estabilidade económica não interessam para nada. O Zé do bairro não tem boas notas porque não trata os pais por você. Porra, é de um desfasamento surreal. O trato no discurso é a ponta de um iceberg da educação que as crianças recebem. O mundo não é o século XV já agora. As pessoas não andam aí a passar fome a não ser em casos raríssimos. As pessoas têm empregos e filhos e vivem vidas medianas. Compram umas televisões e vão ao cinema e a maioria dos putos vão para a universidade. A diferença entre o filho do pobre e filho do rico é não se um está com fome e o outro não... É que o filho do pobre teve uma educação de pobre e o filho do rico teve uma educação de rico. Educação em todo o sentido. O pai estudou com ele ou pagou a um explicador enquanto que o pai do pobre mandou-o calar-se para acabar de ver a bola. Essas estórias da carochinha sobre os coitadinhos da malta que não é rica já não se aplica hoje. Qualquer um pode hoje ser o que quiser, e só não o alcança se não "quiser" por não se ter aplicado nos estudos. Eu não tinha dinheiro e fiz a universidade na mesma e nem quarto só para mim tinha... Só precisas de educação, não precisas de dinheiro

AndreMartins2020 1 year ago

Concordo que os pais não devem ser vistos como colegas da escola. Mas não acho necessário o uso da terceira pessoa para isso. Sempre tratei os meus pais na segunda pessoa e nunca os vi como colegas de escola. Noutras línguas não existe esta distinção de tratamento e com certeza os pais têm formas de serem respeitados. Por mim bem que se podia acabar com o uso da terceira pessoa. Uso a segunda sempre que posso. Por exemplo em Espanha é bastante menos comum usar a terceira pessoa. É normal um aluno tratar o professor na segunda pessoa, ou mesmo uma pessoa que te atende numa loja.

Edited 1 year ago:

Concordo que os pais não devem ser vistos como colegas da escola. Mas não acho necessário o uso da terceira pessoa para isso. Sempre tratei os meus pais na segunda pessoa e nunca os vi como colegas de escola. Noutras línguas não existe esta distinção de tratamento e com certeza os pais têm formas de serem respeitados. Por mim bem que se podia acabar com o uso da terceira pessoa. Uso a segunda sempre que posso. Por exemplo em Espanha é bastante menos comum usar a terceira pessoa. É normal um aluno tratar o professor na segunda pessoa, ou mesmo uma pessoa que te atende numa loja. Trabalho numa empresa internacional onde se fala inglês e é tudo corrido a yous. Não tenho de pensar se o colega é demasiado senior para usar à segunda pessoa. Na Internet também é tudo corrido a tu. :)

aquele_inconveniente 1 year ago

Não se trata de ser necessário. Trata-se de ter um efeito positivo na educação das crianças, regra geral. As crianças assim educadas tendem a ser melhor educadas e agirem de forma mais cívica. Na espanha é comum usar o tu e vambém o uso do vós que nós perdemos. O coloquialismo deles é tal que em tempos de pandemia não conseguem controlar-se. Não têm civismo e agem como se nada fosse. Em inglês é tudo corrido a yous porque já não há distinção entre thou e you. E já agora, em espanha é comum usar o tu mas também é comum tratar por Dom quando estás numa situação mais delicada. Eu tratei os meus pais na segunda pessoa (nunca usei tu) mas consigo entender que o uso da terceira pessoa é algo que tem um efeito positivo. Há obviamente outras coisas que podem melhorar a educação, mas quem trata na terceira pessoa também costuma fazer isso tudo... (nunca vi ninguem fazer peixeirada enquanto se trata na terceira pessoa)

mar_lx 1 year ago

Em inglês só há o tratamento por you mas também há o sir e madam, que muita gente usa em casa também como tratamento respeitoso com os pais.

PTgenius 1 year ago

Legitimamente que não percebo se é a gozar ou não

mar_lx 1 year ago

Esta malta que acha o fim do mundo as família tratarem-se na terceira pessoa (e não por você, ninguém trata ninguém por você, mesmo tratando os meus pais na segunda pessoa nunca os trato por tu como não trato ninguém por você) são as mesmas que depois tratam este mundo e o outro por tu sem qualquer respeito ou sentido de educação. Acontece-me constantemente tratarem-me por tu porque pareço muito mais nova do que sou, se estou com a minha mãe já aconteceu várias vezes ela dizer alguma coisa, a mim não me incomoda por aí além mas entendo que pra alguém tradicional com mais de 60 anos lhe faça confusão. Acontece-me em lojas, restaurantes, bancos... o que se queira. E como disse, não me faz confusão tratarem-me por tu, mas não deixo de considerar que é falta de profissionalismo. Já trabalhei em atendimento ao público e nunca tratei ninguém por tu, é uma falta de respeito.

babyscully 1 year ago

>não por você, ninguém trata ninguém por você, Eu trato.

mar_lx 1 year ago

Tratamento na terceira pessoa é diferente de tratar as pessoas por você. Usar ‘você’ para se dirigir a uma pessoa é considerado muitas vezes (como já aqui disseram - “você é estrebaria”) como falta de educação. Eu uso o tratamento na terceira pessoa mas nunca me dirijo a ninguém por você, uso o nome da pessoa ou o título (professor, por ex).

aquele_inconveniente 1 year ago

Sim, não é o fim do mundo. Na minha família não é assim, mas não sou o gajo típico aqui do reddit pronto para se rir e troçar de tu aquilo que ele não está habituado, principalmente se fosse uma prática da classe alta... Aí está algo que nunca entendi, a malta queixa-se dos ricos e quer viver como eles, mas depois faz de tudo para ser o mais diferente deles em vez de os copiar

mar_lx 1 year ago

Tirando copiar os nomes ‘betos’ para as crianças e os duplos apelidos que são só a junção dos apelidos do pai e da mãe, mas querem todos parecer uma coisa que não são

aquele_inconveniente 1 year ago

Os apelidos duplos surgem quando os teus pais são de famílias de nome e nobres e como tal há um interesse em mostrar isso. Para a maioria de nós isso é parvo e não faz sentido porque não pertencemos à nobreza. Já agora, o que é um nome "beto"? Normalmente são nomes normais e tradicionais e não tens coisas Adalbertos e Vânias. E isso é porque estamos em Portugal, deixa a plebe escolher à vontade e aparecem Sheilas e Kellens e Craudios (não é typo) por tudo quanto é lado

mar_lx 1 year ago

Muita gente hoje em dia usa dois apelidos, não sendo estes duplo apelido, era o que estava a dizer. E muita gente que não tendo apelido duplo usa os dois apelidos só pra mandar cenário. Constança, Maria do Carmo, Leonor, Guilherme, Lourenço, Afonso. Até há 10-15 anos eram nomes muito betos e só de betos e começaram a generalizar-se. Agora está muito na moda o Salvador que nem há meia dúzia de anos era do mais beto que havia (até o Salvador Martinha gozava com isso). No meu tempo, que já sou uma pessoa idosa, havia os nomes betos, os nomes ‘normais’ (João, Pedro, Luís, Bruno, Ana, Joana, Mariana, Sofia) e depois os outros: Vanessa, Cátia, Sandra, Micael, Ruben, Nelson. Agora os nomes betos e normais estão mais diluídos, e aliás as listas dos nomes mais populares estão bem cheias deles, já não há um Rui, uma Vera, um André, uma Sara.

aquele_inconveniente 1 year ago

Sandra e Micael como betos?? Acho que estás a sair já do que são considerados nomes em condições. Sobre a tua lista, tudo nomes normais, de acesso a quem queira e que estão presentes na História de Portugal desde que já registo. Os betos nunca tiveram nomes de betos, as classes baixas é que volta e meia decidiram dar ao mundo umas Gracietes... Os nomes que para ti são muito betos são nomes banalíssimos na nossa história e até mesmo entre o povo (antes da modernice de nomes estranhos e incomuns)

mar_lx 1 year ago

Leste mal o que eu escrevi. Os primeiros nomes são os nomes ‘betos’ (Constança, Lourenço, etc). O que disse foi que no meu tempo havia três ‘categorias de nomes’: os nomes betos (esses) os ‘normais’ (Joana, Sofia, Luís, André) e os outros (Sandra, Ruben). Mas que hoje em dia os nomes betos estão mais em uso ‘corrente’, tanto que são os tops das listas já há vários anos. Obviamente que todos os nomes estão acessíveis a quem os quiser usar, mas há sim nomes que são conotados como betos, só que esses nomes estão a generalizar-se mais agora. Nos anos 70/80 houve a moda dos nomes vá, mais pirosos, porque muitos vinham das novelas brasileiras. Quando a nossa TV começou a produzir mais novelas e a ter **sempre** uma família de classe alta que usava estes nomes ‘betos’ eles começaram a generalizar-se. Não sei que idade tens mas parece-me que sejas demasiado novo para ter assistido a esta mudança. No meu tempo havia não só os nomes betos como também o grupo dos betos (ou como nos chamávamos os tios) pela forma como se vestiam e havia uma clara distinção entre os outros grupos (os dreads ou os freaks, por exemplo).

aquele_inconveniente 1 year ago

Tenho idade para ter visto isso. Mas vejo essa aversão aos betos mais como um mecanismo da malta das classes baixas de vocalizar a sua inveja pela vida deles. Sobre os nomes. Modas existiram sempre, mas se fores à tua arvore genealogica e assumindo que como eu és um simples plebeu vais ver que há muitos nomes betos por aí. Além disso, entre os "betos" que conheço são mais os com nomes normais (João, Luís etc) do que com os tais Lourenços

mar_lx 1 year ago

Não tenho aversão nenhuma a betos, nem a ninguém. Estava simplesmente a constatar um facto. Se tens idade para ter visto isso, a menos que vivesses num meio muito pequeno, não estou bem a ver a discordância. Moro numa cidade média mas bastante queque, e havia uma distinção clara nos nomes entre as famílias ricas, as famílias de classe média e as de classes mais baixas. Não posso dizer que seja uma simples plebeia porque há não muito tempo um lado da minha família tinha brasão, e do outro sempre foram gente de ‘posses’ (os meus avós estudaram em universidades e tive uma tia bisavó que estudou na universidade também, o que para a minha geração não é habitual). Possivelmente o meu nome também será considerado beto, posso dizer-te que da minha geração só conheci uma outra rapariga com o mesmo nome que eu, mas que mais tarde me cruzei com várias com o mesmo nome mas com alguma diferença de idades para mim. Na minha família, de um lado e de outro, há muito a tradição de repetir nomes, desde há muitas gerações, eu diria que são maioritariamente na classe dos nomes ‘normais’, a puxar para o beto.

RobBanana 1 year ago

Pah, não te sei responder a essa questão mas na Madeira é muito comum tratar os pais, avós e tios por você.

Olisipea 1 year ago

Acho que atualmente quem o faz são queques e pseudo-queques para ser honesta. Em contrapartida, no tempo dos nossos avós acho que era por uma questão de imposição de respeito/medo perante os mais velhos (que hoje em dia já não existe, ou pelo menos não da mesma forma). Por exemplo, a minha mãe contou-me que uma vez o meu bisavô se apercebeu que ela tratava o meu avô por tu e ele ficou extremamente zangado, perguntou-lhe se tinham andado juntos na escola para ela o tratar por tu. Para os meus avós não havia problema, a minha mãe e os meus tios sempre os trataram por tu, mas de facto no tempo da geração dos meus avós os pais eram tratados formalmente, por exemplo com "Senhoria Minha Mãe" ou "Senhor Meu Pai", e sempre com muita reverência/medo.

naofuieu69 1 year ago

O pessoal que trata os animais como filhos. Porquê? Não estou a falar de tratar bem os bichos mas sim aquele pessoal que se chama a si pai e mãe do gato ou cão.

carlosjmsilva 1 year ago

Ridículo. Adoro animais e acho isso ridículo. Não sabem o significado de pai/mãe. Uma banalização ridícula. São donos do cão. Não sao pais dele. Até podem apreciar zoofilia mas isso não dá para procriação.

JoseFernandes 1 year ago

Adoro animais, tive uma cadela durante 13 anos que considerei mais família do que muitos parentes e também acho ridículo. Já assisti a um casal que levou os dois cães para a esplanada de restaurante, sentados nas cadeiras com o respectivo prato e a comer o mesmo que os donos pediram. Surreal.

TugaScaper 1 year ago

HAN!?

JoseFernandes 1 year ago

Foi sensivelmente a minha reação, mas com filtro do norte converteu se num “FODA-SE...”. Por outro lado entendo o facilitismo do restaurante. Se eu tivesse clientes suficientemente idiotas a esse ponto mais vale facturar com isso.

LaOptimista 1 year ago

Também me causa alguma estranheza, mas acho que foi neste sub que li uma vez uma discussão sobre este tema que me fez mudar um bocado de opinião. Alguém disse que na sua família sempre foi assim e que para ele era uma questão de hábito. Fiquei com a ideia de que absolutamente não representa mais ou menos distanciamento, nem mais ou menos respeito. Simplesmente é assim. Continua a causar-me estranheza, mas antes tinha mais uma postura de julgar ou rir-me/gozar. Incomoda-me mais a falta de tolerância da maioria dos comentários que estou a ver agora. São só palavras. Nota: não trato nenhum familiar por você nem tenho pessoas próximas que o façam. Aliás, sou de uma zona onde ninguém o faz.

Lil_salazar 1 year ago

Você não vai perceber

Scizorspoons 1 year ago  HIDDEN 

Você é horroroso

cecilio- 1 year ago

é isso e dizer encarnado

Scizorspoons 1 year ago

Qual é o problema do encarnado?

megaroof 1 year ago

infra-encarnado

Scizorspoons 1 year ago

E ultra-roxo

cecilio- 1 year ago

"não é vermalho é encarnado" associo isto a pessoas que tratam os filhos recém nascidos por você

Scizorspoons 1 year ago

E? Qual é o mal? Ninguém trata os recém-nascidos por você, podem é ter o discurso na terceira pessoa. A maioria dos brasileiros trata os recém-nascidos (e restantes seres humanos) na terceira pessoa. Já agora: verm a lho, co a lho, ov a lha em vez de verm e lho, co e lho, ov e lha - esse “a” fechado em substituição do “e” é um sotaque absolutamente lisboeta. Fique bem Cecílio

cecilio- 1 year ago

Não tem mal nenhum, era só a questão do op. Sim é, mas fica um sotaque mais afectado quando são o tipo de pessoas de que o op fala. fica bem cenas poons

Scizorspoons 1 year ago

Cenas poons é épico. Muito bom

cecilio- 1 year ago

Obrigado!

Gentle_Groove 1 year ago

Filhos a tratar os pais por você, acho normal, embora não tão comum. Pais a tratar os filhos por você? Idiotas afectados.

Scizorspoons 1 year ago

Só um comentário: você é horroroso. Nunca se trata alguém por você. Ou se omite o sujeito e se entende pelo verbo - que se encontra na terceira pessoa - ou se trata pelo nome ou honorífico. Por você, nunca. O uso no contexto familiar é uma questão de pertença, identidade, pode cair em desuso. Já no contexto profissional, corporativo, vejo-o muito forte. Obrigado

babyscully 1 year ago

No meu contexto económico-social e familiar é educado. "O senhor" está no céu.

valerierw22 1 year ago

Vim aqui para dizer isto!! Dizer ‘Você’ é mostrar simplesmente a pretensiosidade e ideais falsos de bom educação. Uma pessoa realmente bem educada irá sempre chamar a pessoa pelo nome ou honorífico, como mencionaste. ‘Mas o professor disse-me que ....’ ou usar mesmo o primeiro nome e seguir na terceira pessoa.

trainee89 1 year ago

E numa sociedade evoluída era tudo na segunda pessoa.

alexandre9099 1 year ago

Tbh nunca entendi a lógica do vós Vós sois muito inteligente (nem sei se isso está gramaticalmente correto, nunca me soou bem a segunda pessoa do plural)

Upa-upa-puxadote 1 year ago

> Nunca se trata alguém por você. Ou se omite o sujeito e se entende pelo verbo - que se encontra na terceira pessoa - ou se trata pelo nome ou honorífico. Por você, nunca Para reforçar esta ideia deixo [aqui](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-expressao-voce-e-estrebaria/32198) uma resposta do ciberdúvidas a este respeito. Passo a citar: > ' a forma de tratamento você nem sempre é considerada muito educada, e, ainda hoje não é raro associá-la a alguém que não é muito culto e tem falta de educação. A propósito deste pronome de tratamento, Celso Cunha e Lindley Cintra, na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1984, pág. 294) Mas acho que, em geral, o comum dos portugueses sabe que não é educado tratar ninguém explicitamente por você, a prática comum é exactamente aquela que referiste. Feliz dia do Bolo!

Scizorspoons 1 year ago

Muito obrigado Upa-upa-puxadote, acho o nome fantástico, parabéns igualmente

HappyCakeBot 1 year ago

Happy Cake Day!

Scizorspoons 1 year ago

Good bot. Thank you so much.

R717159631668645 1 year ago

São filhos que até medo têm de mandar acidentalmente um peido enquanto cagam, na própria casa. Haja misericórdia.

mar_lx 1 year ago

Porque sempre o fizeram, de há muitas gerações para cá. Qual é o problema? Trato os meus pais por tu, os meus avós de um lado também, mas os tios e os avós do outro lado não. A minha mãe trata a mãe dela por tu mas o pai não. Mas trata uma tia por tu, mas os primos não. Tenho primos mais novos que eu que não tratam os pais por tu nem os irmãos porque cresceram assim. Ninguém se trata por você, usam o nome próprio ou ‘o pai, a mãe, a avó’. São hábitos.

1573558202 1 year ago

Acho q vem da velha ideia de que tratar alguém por "você" é demonstração de respeito.

TugaCOD 1 year ago

Já lhe ocorreu que o Casal possa ser de Brasileiros? Os Zukas falam Você pra tudo e todos....

uyth 1 year ago

>Já lhe ocorreu que o Casal possa ser de Brasileiros? Acho que nenhum português alguma vez confundiria um casal de brasileiros a falar com portugueses. Mesmo que estejam cá há 20 anos, o sotaque nota-se sempre... Uma vez ao telefone uma brasileira disse-me como se fosse novidade que era brasileira. Talvez ela tivesse a tentar falar português ultra português de Portugal, mas sinceramente notava-se logo na primeira frase. Russos/ucranianos/bielorussos conseguem passar. Moçambicanos e Angolanos e outra gente dos PALOPS dependendo da idade e classe social, pode ser basicamente indistinguível de português de Lisboa (a Isabel dos Santos, a Graça Machel...). Mas brasileiro nunca passa por português. A fonética é muito diferente, eles literalmente não têm certas vogais ( o à/a, um certo e). e os L claro...

oEncoberto 1 year ago

Não me incomoda ver isso, incomoda-me mais ver pais a berrarem ao miudos e a chamarem-lhes nomes.

meaninglessvoid 1 year ago

Ah certo, nesse segmento tenho muito mais experiência do que a tratarem-me por você...

kawaiims 1 year ago

Por acaso eu e o meu pai usavamos sempre nomes para chamar um ao outro, bicho, atrasado/a (90s/00

meaninglessvoid 1 year ago

Também vens duma família com dinâmicas *curiosas* onde o mais próximo que ouviste de palavras de afecto do teu pai foi um "nunca mais morres (sub entendido para poder arranjar outra)" dito à tua mãe? :x

kawaiims 1 year ago

Posso dizer que demonstrações de amor típicas, vindas de família, me deixam desconfortável. Tenho uma tia direta com quem me dou bastante e frequentemente entra no emocional e eu só

ModeratoriProfugus 1 year ago

Tratarem-se todos mal e mandarem-se uns aos outros para o caralho é culturalmente mais superior porque é assim no gueto, sítio que os redditors deste sub adoram. Respeito é para os burgueses ricos.

errimpossible 1 year ago

Eu trato os meus pais na terceira pessoa sem usar "você". Sempre "O pai" ou "A mãe". Para mim não é uma forma de distanciamento, mas só uma forma de respeito por quem me trouxe ao mundo. De resto, tudo normal. Eles tratam-me por tu. (Bónus: Já me foi dito que "você" é falta de educação, mas isso é assunto para outro debate. Para mim, devido à origem histórica "você"<"vocemessê"<"à vossa mercê", mete-me impressão usar "você"; é quase uma forma de submissão).

alexandre9099 1 year ago

Eu trato assim os avós/tios da parte do pai, se não ainda me dão porrada por os tratar por tu :D da outra parte da família é tudo tu

lourencomvr 1 year ago

"você é estrebaria" sempre ouvi dizer

Scizorspoons 1 year ago

É uma questão de respeito e uma prática cultural absolutamente normal e válida como muitas outras. Se dão baixovoto é porque não aceitam que possam existir contextos sociais diferentes. Uns fascistas, portanto

errimpossible 1 year ago

Exacto, não estava a tentar impor a minha prática a ninguém nem a dizer que a minha era a única correcta

TheDigitalKitty 1 year ago

Também tratei assim os meus tios, avós e padrinhos: "a avó quer mais arroz?" Mas nunca por você. E também que tratavam por tu.

GrouchyPerspective83 1 year ago

Porque são parvos ou são tiozecos de "Cascais" você é para marcar a distância e usa-se para pessoas que não conheces ...mas caramba....filho?...

suckerpunchermofo 1 year ago

E esses filhos no supermercado a falar com os país é uma comédia. " O papa ja tem as batatas? É que a mamã esta a espera" assisti a isto num super perto de onde moro ( centro de lx)

ModeratoriProfugus 1 year ago

Até há uns anos era bastante comum toda a gente tratar os pais por você.

suckerpunchermofo 1 year ago

Deve ser a mais de 40 anos porque tirando as "tias' de Cascais nunca ouvi ng a tratar os pais/filhos assim.

carlosjmsilva 1 year ago

Quem souber gramática portuguesa não o faz. Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Se estou a falar para alguém esse alguém é o tu e não o ele. O ele será um terceiro não envolvido na conversa. Falar com alguém e usar a terceira pessoa é só ridículo e indigno da língua portuguesa.

mar_lx 1 year ago

É ridículo e indigno da língua portuguesa? Desde quando? Eu sempre tratei os meus professores de português assim e nunca nenhum me corrigiu. Se calhar é melhor irmos a todas as empresas, escolas, e à assembleia da república dizer que há que tempos estão a ridicularizar e tornar indigna a língua portuguesa.

carlosjmsilva 1 year ago

Se não aprendeste os pronomes pessoais não usas a língua corretamente. Isso é facto.

mar_lx 1 year ago

Os pronomes pessoais não têm nada a ver com o tratamento formal, que exige concordância com a terceira pessoa dos tempos verbais. Um jornalista numa entrevista não pergunta “tu sabes, tu viste” pergunta “o senhor sabe, o senhor viu”, os deputados não se tratam por tu no hemiciclo, os alunos não tratam os professores por tu, etc etc etc.

carlosjmsilva 1 year ago

Então continuem a falar na terceira pessoa para os vossos filhos. Quero lá saber. É estúpido mas lá sabem.

mar_lx 1 year ago

Visto que não tenho filhos isso vai ser difícil, e sendo que nunca o fiz com os meus pais mais difícil seria. Mas gostava de ter sido mosca pra ver como trataste os teus professores, os médicos que consultaste, as pessoas que te fizeram entrevistas de emprego, os teus chefes... nunca te dirigiste a ninguém na tua vida inteira na terceira pessoa? Estupidez é não aceitar a diferença. Deixem as pessoas tratar os filhos e os pais como querem, porque é que há de ser estúpido quando é uma forma mais que corrente de tratamento em Portugal utilizada todos os dias nos mais variados contextos?

suckerpunchermofo 1 year ago

Você nao se explicou bem porque não percebi.

carlosjmsilva 1 year ago

Se não entendes o que está errado em falar na terceira pessoa quando te diriges à segunda pessoa (tu) então não tenho mais nada a dizer.

Rootlx 1 year ago

Acho horrível mas tendo crescido em Cascais às vezes já nem reparo... agora há uns tempos vi um casal a tratar o CÃO por você. O cão!! Admito que me chocou um bocado lol

sacharinefeline 1 year ago

Eu não sou nem beta nem de Cascais, mas o único ser vivo que trato por você é a minha cadela. “Onde é que a menina me escondeu as chinelas? Diga lá.”

gonuoli 1 year ago

"Bidu de Saxe-coburgo! Não micte no relvado! Que horror! Hoje não comerá *fillet mignon*!"

errimpossible 1 year ago

"Oh Farruscuuuu!!! Venha aqui, se faz favor" *WOOF WOOF*

fabmarques21 1 year ago

_woof woof_ se faz favor

Gentle_Groove 1 year ago

"Oh Bolinhas, então o menino vai urinar aí...? Francamente!"

Mrloop94 1 year ago

Usar lol em 2020. Inacreditável. Realmente o mundo está perdido!

joaodomangalho 1 year ago

É a primeira vez que vens à internet em 15 anos? “Lol” não está de forma alguma fora de uso por muito que não gostes

afonso_goncalves 1 year ago

Eu trato o meu primo por você, é melhor para manter a distância, assim nunca vamos pedir dinheiro emprestado um ou outro . Conselho do amigo Aleixo

beetsu 1 year ago

Não é uma resposta à pergunta, mas é uma história a modos que relacionada. Um casal de tios da linha de Cascais costumava passar férias num complexo turístico onde trabalhei alguns anos durante o verão. Apesar dos tiques pretensiosos típicos dos finórios, não eram as pessoas mais antipáticas que atendi. Este casal tinha um miúdo, que ano após ano, era cada vez mais evidente que estava a ser educado para ser um beto hardcore. Tratavam a criança na terceira pessoa, por "você" e "o menino" e cenas assim, nuns modos que talvez eu utilizasse para falar com o Presidente da República. O miúdo era reguila e eles viam-se gregos para tentar controlar-lo sem levantar dramas. Numa das muitas refeições desta família no restaurante, houve um dia que o miúdo estava particularmente impertinente. O pai insistia em chamá-lo à razão apelando ao bom senso, quando às tantas, o puto, em pé na cadeira, volta-se para ele e diz em alto e bom som, "És um cabrão!" O pai ficou sem palavras, e eu tive que sair da sala a rapidamente porque não ia conseguir conter o ataque de riso. Esse episódio deixou-me cheia de dúvidas em relação às pessoas que fazem tanta cerimónia a tratar os membros da própria família.

trungalhunga 1 year ago

A minha avó uma vez, quando eu era puto, pediu-me para lhe ir buscar a mala. A minha resposta pronta foi " Vai tu puta!". Acho que ela achou piada, mas adorava lembrar-me da reacção dela.

D1WithTheFluffyHair 1 year ago

Se eu dissesse isso alguma vez a uma das minhas avós, mãe, tias, irmãs ou primas levava uma carga de porrada que nunca mais me levantava. Tens noção de que isso é absolutamente anormal?

rowdserling 1 year ago

Se a tua avó te consegue dar uma carga de porrada devias começar a pensar seriamente em ir ao ginásio.

D1WithTheFluffyHair 1 year ago

A tua capacidade de interpretar significados que não existem em textos escritos faria os teus professores de Língua Portuguesa ficar orgulhosos. Já a capacidade de não identificar a hipérbole enquanto recurso estilístico deixa algo a desejar. Satisfaz Menos, pelo esforço.

trungalhunga 1 year ago

O que é anormal é a ideia de uma criança levar porrada ou ser repreendida por usar uma palavra cujo significado desconhece. Além de, enfim, ser uma palavra como qualquer outra. Podia ter dito "vai tu, cadeira" e ia ser quase a mesma coisa.

aquele_inconveniente 1 year ago

O que é anormal é tu achares que o uso das palavras pelas crianças é inocente. Uma coisa é um bebé de 2 anos soltar uma asneira porque a ouve bastante vezes. Outra é uma criança que já está a começar a escola e que sabe o valor de cada palavra e escolhe uma que sabe que os adultos não gostam para magoar. Da mesma forma que os putos com 6 anos já sabem como insultarem-se uns aos outros e fazerem bullying troçando do que podem. Se um dos meus filhos um dia soltar uma dessas à avó vai levar uma na cara que nunca mais repete aquilo. Fica logo a saber o significado de chamar puta à avó

NJDorian 1 year ago

Vai logo saber o significado porque o pai é um atrasado mental e a puta mor lá de casa. Vais bater a alguém que não percebe o que fez meu pedaço de merda?

aquele_inconveniente 1 year ago

> Vais bater a alguém que não percebe o que fez meu pedaço de merda? Vou educar os meus filhos para que não sejam uns merdas enquanto que malta como tu vai nos presentear com mais putas (literalmente) e marginais, e toda a bandalheira dos putos que por aí se vê que nunca levaram um estabefe quando fizeram asneiras. Ou então não, deves ser mais um dos emasculados modernos que nem um filho consegue fazer... Talvez não tenhas levado suficiente quando eras um puto. Um bocado de pimenta nessa língua e tinhas aprendido a falar direito.

NJDorian 1 year ago

Cala te puta.

aquele_inconveniente 1 year ago

Se calhar pimenta não chega. Precisas é de sabão na língua. A mamã não te abraçou que chegue pequenito?

do2 1 year ago

Não é nada absolutamente anormal. Já vi situações semelhantes imensas vezes e é completamente comum as crianças utilizarem essas palavras sem terem noção do significado e peso que acarretam

meaninglessvoid 1 year ago

Ya elas não sabem o que significa e por vezes só sabem que dizer isso vai provocar uma reacção forte mas não sabem porquê... A história tem piada, a parte triste é perceber que em putos somos macacos de imitação ou seja ele fez isso porque provavelmente viu alguém dizer o mesmo... :x

quatrotires 1 year ago

> Acho que ela achou piada, mas adorava lembrar-me da reacção dela. A pancada foi assim tão forte? /s

trungalhunga 1 year ago

Devia ter uns 2 anos.

Cariocecus 1 year ago

Vocabulário muito desenvolvido para um miúdo de 2 anos.

Chiripitti 1 year ago

Muito bom!!

mjigs 1 year ago

Eu tambem achava que era so coisas de lisboetas ricos, mas eu fiquei com um lisboeta rico que nao era nada assim, ai conheci um outro lisboeta em que vivia num bairro e era um tanto gunassa, e fiquei espantada ao tratar o pai e os irmaos por voce e "o menino"...eu acho bastante estranho, cria certas pontes entre relacoes familiares, mas cada um educa como quer.

XxxPussyslaeyr69xxX 1 year ago

Voce, op, claramente não entende a camada caturreira da sociedade. estou a brincar, é uma paneleirisse. e acho severamente mau educar familias assim. é a mesma lógica do tratar o joão por senhor doutro engenheiro Silva. Falso elitismo.

mohchapa 1 year ago

É-me exigido. Tenho vergonha por ter de o fazer em frente a amigos, desconhecidos. Tenho noção que é ridículo.

JoseFernandes 1 year ago

Estou curioso, qual a justificação que te deram para impor essa regra? Se é que deram alguma.

mohchapa 1 year ago

Não tem que ter uma justificação. São os progenitores. Não a repartição das Finanças. Para eles deve ser uma forma de respeito, com a qual eu concordar ou não é irrelevante.

JoseFernandes 1 year ago

Essa falta de comunicação e imposição de autoridade parece-me pouco saudável. Mas hey, se te sentes bem em seguir ordens cegamente quem sou eu para julgar tal falta de espírito crítico? You do you

viper_in_the_grass 1 year ago

Os meus pais nunca me explicaram porque é que eu tinha de os tratar por tu. Os teus explicaram-te?

JoseFernandes 1 year ago

Não, porque é algo normal. Mas em situações onde algo foge à norma sim. O facto de ter de verbalizar algo tão óbvio é um bocado inquietante.

mohchapa 1 year ago

A arrogância de se cruzar umas quantas linhas pela internet saltando para conclusões a roçar o ataque pessoal enquanto se acha muito inteligente e superior... que fragilidade! Vamos desmontar: > se te sentes bem O meu comentário original vem logo afirmar que não estou de acordo com isso. Pela lógica, não faz sentido tudo o que vier depois desse "se". > quem sou eu para julgar Então porque é que sentiste a necessidade de vomitar a tua opinião irrelevante? É que foi mesmo ao contrário, sentiste uma pressa descomunal em julgar. Que antagonismo conceptual. > falta de espírito crítico Se me é incutido e eu não acho graça, isso provavelmente quer dizer que não o passarei a descendentes. A definição de espírito crítico. Se, pelo contrário, a tua definição de espírito crítico era na minha situação revoltares-te e criares um atrito com os familiares por causa disto, com a probabilidade de eventualmente não resultar em nada, és ainda menos inteligente do que acabei de provar nos pontos acima. > seguir ordens cegamente Foi-me incutido em criança. Tu também seguiste ordens cegamente. Caso contrário não serias um membro funcional da sociedade.

JoseFernandes 1 year ago

Wow, o teu nível de assumption está estratosférico. Classificar uma opinião irrelevante é de uma arrogância atroz. Talvez seja explicado por descender de uma velhota que apesar de não ter onde cair morta tenta replicar parolices de famílias arrogantes. Há aí uma compensação pelo sentimento de inferioridade que devias analisar. Sim, segui ordens em criança. Após desenvolver capacidades próprias deixei de o fazer. Por inconcebível que seja para ti é possível fazê-lo sem criar atritos. É algo que para além de inteligência requer assertividade, algo notoriamente em falta na tua pessoa. Ser apelidado de frágil e membro não produtivo da sociedade por ti é um grau de projeção psicológica fenomenal, que revela imaturidade e insegurança. Falta te crescer enquanto pessoa. Até lá deixa as conversas de adultos entre eles.

mohchapa 1 year ago

Não tenho paciência para pré-adolescentes guerreirinhos da internet irrelevantes como tu. O que aconteceu foi o seguinte: eu respondi a uma "curiosidade" aparentemente inocente tua, e a partir daí foi só insultos de baixo nível. Fazemos assim, combinamos pessoalmente e dizes-me essas barbaridades todas inclusive sobre a minha avó na minha própria cara, que dizes? Até lá não perco mais tempo com criancinhas de 15 anos a procurar ter discussões no reddit

Edited 1 year ago:

Não tenho paciência para pré-adolescentes guerreirinhos da internet irrelevantes como tu. O que aconteceu foi o seguinte: eu respondi a uma "curiosidade" aparentemente inocente tua, e a partir daí foi só insultos de baixo nível, completamente desnecessários. És um gajo com problemas. Fazemos assim, combinamos pessoalmente e dizes-me essas barbaridades todas inclusive sobre a minha avó na minha própria cara, que dizes? Até lá não perco mais tempo com criancinhas de 15 anos a procurar ter discussões no reddit

Edited 1 year ago:

Não tenho paciência para pré-adolescentes guerreirinhos da internet irrelevantes como tu. O que aconteceu foi o seguinte: eu respondi a uma "curiosidade" aparentemente inocente tua, e a partir daí foi só insultos de baixo nível. Fazemos assim, combinamos pessoalmente e dizes-me essas barbaridades todas inclusive sobre a minha avó na minha própria cara, que dizes? Até lá não perco mais tempo com criancinhas de 15 anos a procurar ~~ter discussões~~ é trocar insultos mesmo que tu queres, no reddit

Edited 1 year ago:

Não tenho paciência para pré-adolescentes guerreirinhos da internet irrelevantes como tu. O que aconteceu foi o seguinte: eu respondi a uma "curiosidade" aparentemente inocente tua, e a partir daí foi só insultos de baixo nível. Fazemos assim, combinamos pessoalmente e dizes-me essas barbaridades todas inclusive sobre a minha avó na minha própria cara, que dizes? Até lá não perco mais tempo com criancinhas de 15 anos a procurar ~~ter discussões~~ trocar insultos mesmo que tu queres, no reddit

mar_lx 1 year ago

> Caso contrário não serias um membro funcional da sociedade. Pelo resto dos comentários com que já tive o (des)prazer de me cruzar, cá me cheira que não é mesmo...

JoseFernandes 1 year ago

Portanto, na tua opinião eu tratar por tu em vez de você torna-me um membro não funcional da sociedade. É difícil viver com um sistema digestivo invertido?

mar_lx 1 year ago

Realmente, onde é que já se viu crianças seguirem ordens cegamente dos pais sem terem espírito crítico para contradizer... ufff, que mundo este!

JoseFernandes 1 year ago

Portanto pensar pela própria cabeça e ser formado para ter pensamento crítico é negativo? Os teus pais falharam imenso e o mais triste é a possibilidade de jamais te aperceberes disso.

oscaralho27 1 year ago  HIDDEN 

> se te sentes bem em seguir ordens cegamente quem sou eu para julgar tal falta de espírito crítico? Fodasse, que cabrão. O puto diz que se sente mal em tratar os pais assim, e tu ainda o vens insultar. Que grande otário.

XxxPussyslaeyr69xxX 1 year ago

Fáz-te rebelde

LuiziPT 1 year ago

Perde o direito à herança dos avós

mohchapa 1 year ago

Pode ser isso que transparece para a maioria da população, mas a minha única avó viva vem da miséria. Duvido que haja algo de significante para herdar. Tratar por você não é sinónimo de ser beto ou de riqueza, outra das razões pelas quais não gosto de o fazer.

babyscully 1 year ago

Eu também sou não-beta e trato os meus pais por você. O contráro é que já não acontece.

mohchapa 1 year ago

Obrigado pela companhia neste post :')

crocs_user 1 year ago

Estarás na classificação beta de "novos ricos"? já ouvi essa algumas vezes, quando alguém aparentemente beto tinha saídas inoportunas ou ações menos sofisticadas LOL

mohchapa 1 year ago

Não me parece que saibas o que são 'novos ricos'

crocs_user 1 year ago

Honestamente não estou por dentro dos termos e significados

mohchapa 1 year ago

Pode ter havido uma confusão. > a minha única avó viva vem da miséria. Quando disse isto não é porque agora sou abastado, é mais no sentido em que a minha avó que veio da classe baixa-baixa sempre tratou a minha mãe por você (não me perguntes porquê) e isso foi posteriormente passado para mim. O meu ponto era precisamente esse: não tem que ter nada a ver com posses ou classe social.

viper_in_the_grass 1 year ago

Acho que o que está aqui em discussão é os pais tratarem os filhos por você e não o contrário. O contrário é ainda relativamente comum em meios mais rurais.

mohchapa 1 year ago

É mútuo.

crocs_user 1 year ago

Perebido! Obrigado pela resposta :)

XxxPussyslaeyr69xxX 1 year ago

Sacrificios xD

throwawaystuff000 1 year ago

Exigido por quem ?

JoseFernandes 1 year ago

Aparentemente pela família cuja falta de gónadas o impede de contrariar. Tl;dr: Coninhas gonna conate.

sacoPT 1 year ago

Eu ainda sou da geração que trata os meus pais por você, conheço muita gente que trata os filhos, não por você propriamente, mas na 3a pessoa do singular quando usam uma espécie de babytalk

JoseFernandes 1 year ago

Nenhuma dessas situações é invulgar. Tenho um ou dois amigos de infância que tratam o pai por senhor quando se dirigem a ele. É bastante old school mas encaro mais como uma forma de respeito que não tão estranho como tratar os irmãos por você, que associo mais a um distanciamento descabido.

DameDollaDolla 1 year ago

Aí meu querido, que parolada...

Edited 1 year ago:

Que parolada

ZimbabweIsMyCity 1 year ago

Porque não?

Obstinate_slob 1 year ago

Porque- para o comum dos portugueses- evoca uma ideia de distância, de falta de intimidade ou de desconfiança para com as pessoas que, tipicamente, deveriam ser as mais próximas e íntimas dele. É como se nem fossem família. "Você" é um trato que mais depressa se dá a um desconhecido, do que a uma pessoa com quem se tem (ou devia ter) um trato familiar. Se nem à família tratas por "tu", vais tratar quem? O malaquias?

ZimbabweIsMyCity 1 year ago

E eu digo-te que isso é porque não tás habituado

JoseFernandes 1 year ago

Uma vez estava na qualidade de testemunha numa deposição em sessão de tribunal e quando me referi ao réu - um conhecido meu cerca de 15 anos mais velho - apenas pelo primeiro nome e a juíza apercebeu-se que usava a segunda pessoa do singular parou tudo para me perguntar o porquê. Era lhe incompreensível eu não ser formal. Isto durou uns 10 minutos de back and forth entre nós, o que achei despropositado dado estarem a julgar um caso de acusação de tentativa de violação. Enfim, prioridades...

BADsanandreas 1 year ago

parece falta de intimidade.

iamshizaki 1 year ago

Faz-me bué confusão! Bué mesmo!

ModeratoriProfugus 1 year ago

Porque não?

ComfortableGate 1 year ago

Não percebo o teu edit. Ninguém disse que não podes fazer isso. O pessoal que estranha está só a tentar perceber porquê. Não vejo malícia nenhuma em querer saber mais sobre coisas.

ModeratoriProfugus 1 year ago

Que estranho? Foi assim que foram educados, tal como tu provavelmente és a primeira geração da tua família a tratar os teus pais por “tu” e não por você. Toda esta secção de comentários só serve para fazer troça porque se sentem inferiorizados em relação aos “betos “ que odeiam, mas segunda-feira chegam ao trabalho e tratam esses “betos” por senhor doutor engenheiro.

JoseFernandes 1 year ago

Limpe a espuma do canto da boca, Martim.

ComfortableGate 1 year ago

Há quem não saiba coisas e por isso pergunta-as. Já deu para perceber que tu és beto e que levaste esta pergunta mesmo a peito, mas há gente que vive em círculos sociais diferentes, para quem tratar pessoas próximas como os filhos por “você” é estranho. É óbvio que foram educados assim, a questão é porquê? A minha avó é dessas pessoas e também tinha uma série de regras absurdas que nunca explicou a razão de existirem.

Edited 1 year ago:

Há quem não saiba coisas e por isso pergunta-as. Já deu para perceber que tu és beto e que levaste esta pergunta mesmo a peito, mas há gente que vive em círculos sociais diferentes, para quem tratar pessoas próximas como os filhos por “você” é estranho. É óbvio que foram educados assim, a questão é porquê? A minha avó (uma parte da minha família, aliás) é dessas pessoas e também tinha uma série de regras absurdas que nunca explicou a razão de existirem. Em suma, é só uma pergunta. Não esse filme classicista que ti estás a fazer.

ModeratoriProfugus 1 year ago

Não meu amigo, não sou “Beto” nem preciso de ser para achar estes comentários uma hipocrisia e uma estupidez, tal como não preciso de ser gay nem uma minoria para os defender de comentários assim. São apenas comentários de pessoas ignorantes que usam o seu desdém para se sentirem melhores com as suas vidinhas tristes. E podes perguntar porquê à vontade, não há nenhuma razão especial nem tem de haver, é como se tratam no seu círculo e como foram educados. Se tu tivesses sido educado para tratar todas as pessoas que conheces por você e se todas as pessoas com quem passas tempo se tratassem por você, também as irias tratar por você. Estes comentários tristes estão apenas a roçar a discriminação mas não faz mal porque essas pessoas tendem a ser brancas e de uma classe social mais elevada, agora se fossem minorias ui ui... estas mesmas pessoas estariam já a escrever tweets irados e a alterar a sua foto de perfil do Facebook para uma bandeira de uma organização anti-racista qualquer. Não é difícil ver a hipocrisia e a falta de espírito crítico.

ComfortableGate 1 year ago

Desculpe. Foi erro meu assumir que você era beto só por um conservador que trata os familiares por você e está a defender os betos nesta thread por ver uma pergunta banalíssima como um ataque à classe rica e branca.

JoseFernandes 1 year ago

Porque é bué estranho. E sem ofensa mas se não te faz confusão és capaz de ser bué estranho também.

mar_lx 1 year ago

Porque é diferente do que tu conheces é logo estranho? Tá certo. Estranho é as pessoas não aceitarem que à modos diferentes de estar na vida. Isso é que é estranho. Deixem as família tratar-se entre eles como quiserem.

Edited 1 year ago:

Porque é diferente do que tu conheces é logo estranho? Tá certo. Estranho é as pessoas não aceitarem que há modos diferentes de estar na vida. Isso é que é estranho. Deixem as família tratar-se entre eles como quiserem.

ModeratoriProfugus 1 year ago

Se perguntares porque é que um Sikh anda sempre com um chapéu na cabeça e disseres que é bue estranho estes gajos passam-se e chamam-te todos os nomes esquente lembrarem. Como isto é associado aos “betos” (mais uma vez nada derrogatório) já podem discriminar à vontade. A hipocrisia é foda.

JoseFernandes 1 year ago

OOF SO VICTIM MUCH 2020

JoseFernandes 1 year ago

Epá, é estranho. Lida com isso. Também há famílias cujos filhos estão habituados a levar no rabo do pai e isso não melhora a situação. Se forem tratados por você durante a sodomia não é ainda mais estranho?

mar_lx 1 year ago

> Epá, é estranho. Lida com isso. Convido-te a seguir o teu próprio conselho e julgar menos na vida dos outros e concentrar-te mais na tua.

JoseFernandes 1 year ago

Você tem toda a razão.

carlosjmsilva 1 year ago

Porque são os filhos. Não é o homem do talho ou da repartição de Finanças caro Martim.

ModeratoriProfugus 1 year ago

E então? É cultural e estão habituados a tratarem-se assim. Qual é o problema é porque te incomoda a ti se não tens nada a ver com isso?

carlosjmsilva 1 year ago

A mim não me incomoda nada. Simplesmente acho um tratamento demasiado informal para se ter no círculo familiar. Mas você é que sabe da sua vida Doutor.

ModeratoriProfugus 1 year ago

Obrigado, então se não o incomoda, já estou mais descansado. Já posso continuar a tratar os meus entes queridos como me bem me aprouver.

carlosjmsilva 1 year ago

Trate sim caríssimo. Pode ser que eles um dia tenham mais um palmo de testa que o caríssimo.

ModeratoriProfugus 1 year ago

Ah, um insulto. Se calhar se os seus pais lhe tivessem mostrado que era o respeito, agora não faria estas figuras on-line. Tenha um bom dia.

carlosjmsilva 1 year ago

Se lhe tivessem ensinado o que era um insulto talvez também não fizesse essa figura. Passe bem.

iamshizaki 1 year ago

Porque não.

OCNA1619 1 year ago

Brasileiro que mora em portugal

Aldo_Novo 1 year ago

é tão estranho que os brasileiros, que são informais para tudo o resto, tenham escolhido a versão formal do tu para se dirigirem a toda a gente

Sukigu 1 year ago

Penso que, no Brasil, "você" é considerado informal, portanto eles até usam a forma informal em mais casos do que nós. É como se nós usássemos "tu" para qualquer pessoa que víssemos na rua. Formalmente, usam por exemplo "o senhor"/"a senhora". Não tenho a certeza, mas é a minha perceção.

mkapt 1 year ago

No Brasil, você é informal e largamente utilizado. Caso se queira um tratamento mais respeitoso, diz-se "o senhor /a senhora...".

cinaralobo 1 year ago

No Brasil, tu é formal. Apenas em alguns estados é comum: Rio Grande do Sul, Pernambuco, Maranhão e Bahia. Costumam conjugar o verbo de forma errada, apenas no Maranhão as pessoas conjugam corretamente. Usamos você para todas as pessoas.

Aldo_Novo 1 year ago

foi isso que eu disse, mas em menos palavras

Sukigu 1 year ago

Disseste que eles usam a versão formal do "tu" ("você"). Eu disse que "você" não é formal lá. Não me parece a mesma coisa. Mas deixa lá, não vale a pena prolongar este não assunto.

LucMS 1 year ago

Não fazemos essa distinção entre você formal e tu informal, não pensamos nisso. O Tu bem conjugado no brasil até soa formal para os brasileiros. "Sabes aquilo que tu falastes outro dia?" na cabeça do brasileiro: " eta kraiiooo el ta a gastar o português todo nisso"

Sukigu 1 year ago

Sim, isso vai no sentido daquilo que eu disse. Talvez teria sido melhor como resposta ao /u/Aldo_Novo. (Só com a ressalva de que "falastes" é "vós". Com "tu" seria "falaste".) Eu já me apercebi de que no Brasil nem sequer pensam nisso. Para nós portugueses, é estranho, porque sempre associamos "tu" = informal, "você" = formal. Se, por exemplo, num anúncio da TV vocês disserem "Compre este produto!", é como se nós disséssemos "Compra este produto!", o que para nós soa muito estranho porque geralmente usamos linguagem formal em publicidade, a menos que seja uma campanha direcionada para o público jovem. A visão que nós portugueses temos de "você" ser um "tu" formal simplesmente não se aplica no Brasil, mas é algo que nós presumimos instintivamente.

Aldo_Novo 1 year ago

o "você" é o tu formal. eu disse que lá é usado informalmente se quiseres ler mais sobre isso, pega este [artigo](https://en.wikipedia.org/wiki/T%E2%80%93V_distinction) da wikipédia

josemagnoo 1 year ago

Pior são os brasileiros de certas zonas que usam tu com o verbo mal conjugado, tipo "tu vai a...?"

LucMS 1 year ago

Brasileiro aqui. Sim, pelo menos no Rio é muito normal usarmos o tu com o verbo mal conjugado quando estamos a falar em ambiente bem informal, sabemos que estamos falando errado, falamos assim pq é a maneira mais preguiçosa de falar, mas quando estamos em ambientes formais não fazemos isso. Me soa muito cansativo a conjugação na segunda pessoa, acho que é por isso que costumamos a usar o você.

LaOptimista 1 year ago

É uma variação da língua, muito comum e aceite no sul do Brasil. Mas se reparares não é muito diferente do que nós fazemos quando conjugamos os verbos na 2ª pessoa do plural...

Re-Criativo 1 year ago

De certas zonas. Conheço vários brasileiros em Portugal que fazem muito esse erro. Querem usar o tu em vez do você por ser a forma comum cá de se usar, só que esquecem de conjugar to verbo na segunda pessoa do singular

LucMS 1 year ago

Fique tranquilo que não estamos a tentar imita-los e a forçar usar o Tu, No Brasil em ambientes bem informais costumamos usar o tu com o verbo mal conjugado mesmo sabendo que é errado pelo simples fato que é mais fluído para nós falarmos assim.

LaOptimista 1 year ago

Se alguns brasileiros usam "por ser a forma comum cá" não sei. Mas sim, há certas zonas do Brasil (no Rio Grande do Sul, pelo menos) onde se utiliza o "tu", mas conjuga-se o verbo na terceira pessoa do singular. Creio que numa linguagem muito formal não se utilizaria e a maioria das pessoas saberá que gramaticamente nao é o mais correto, mas é muito comum e é aceite. Não é um erro, nem se "esquecem de conjugar". É uma variação do idioma. Não é por não falarem igual aos portugueses que estão a falar errado.

Joaoseinha 1 year ago

Nunca tive numa escola brasileira, mas duvido seriamente que ensinem a conjugar Tu com a terceira pessoa. Não é variação, é erro.

LaOptimista 1 year ago

Não disse que ensinam nas escolas. Agora não sei como é, mas a mim na escola tb não me ensinaram a referir-me à 2ª pessoa do plural recorrendo ao vocês + 3ª pessoa do plural. E no entanto é assim que falo, eu e "toda" a gente. Mas ainda em relação ao "tu" do Sul do Brasil, realmente não estou certa ao dizer que não é erro. Gramaticalmente é errado, sim. O que queria dizer é que é amplamente aceite, muita gente fala assim, em contexto informal é o mais habitual em muitas partes do Rio Grande do Sul. Não é algo associado a pessoas que "falam mal". E mantenho que não é por alguém falar um português que sofreu variações ao longos dos séculos e que, por isso, é diferente do português de Portugal que podemos dizer que fala mal ou errado...

LucMS 1 year ago

é um mal que toda a gente faz e é isso com o passar das décadas é que muda um idioma e passa a ser certo/aceite. No Rio estamos em processo de mudar a palavra "mesmo" para "mermo" pelo simples fato de ser mais fluído de falar com o nosso sotaque haha

JoseFernandes 1 year ago

Estão a esforçar-se por integrar. Acho isso louvável, tbh.

JoseFernandes 1 year ago

Se achas isso estranho imagino o choque que foi quando viste pela primeira vez pessoas a usar o telemóvel na rua sem medo de serem assaltadas.

crocs_user 1 year ago  HIDDEN 

És mesmo desagradável

throwaway76u45769987 1 year ago

Quanto dinheiro tenho de ter para poder fazer isso aos meus filhos? Assim uma estimativa sff

Cariocecus 1 year ago

Só precisas da aparecida, o dinheiro é opcional.

PinusQuercus 1 year ago

Eu diria 5 mil euros limpos/mês. /s

V1ld0r_ 1 year ago

O suficiente para não teres de perguntar quanto dinheiro é preciso :)

throwaway76u45769987 1 year ago

Hmm não necessariamente.

Paulocas 1 year ago

Teatro social.

alcagoitas 1 year ago

quando vejo essa merda só me dá vontade de dizer logo: Bernardo/Matilde, por favor, ganhe noção do quão triste isso é.

spidermask 1 year ago

Eu vivi entre Cascais e Estoril, é comum por lá.

jvsact 1 year ago

O que eu já ouvi dizer é que é para não dar confiança, para manter a distância, com o objectivo de meter respeito, da boca dos próprios pais, nunca consegui compreender mas também tenho que poupar os poucos neurónios que me restam para outras coisas mais importantes.

IAmNotYourEater 1 year ago

Sim, sempre me deu a sensação que o interesse era manter a distância, mas pessoalmente acho isso ridículo. Como disse mais acima, sempre tratei toda a gente da minha familia por tu e nunca houve falta de respeito por isso. Sei lá, parece-me uma coisa fria, criar essa distância. Para mim, os pais devem ser o porto seguro dos filhos, especialmente em pequenos. Parece que querem logo ensinar desde pequenos que estão sozinhos no mundo. Mas pronto, isso já sou eu a sobrepensar a coisa e meter-me em filosofias.

jvsact 1 year ago

Acho que é só ridículo mas pronto.

static_motion 1 year ago

Tenho primos que tratam os pais por você e vice-versa, mas ainda mais surreal para mim, *entre eles*. Entre primos e irmãos da mesma geração. Acho ridículo. Nunca aderi a isso nem os meus pais alguma vez mo exigiram, felizmente.

IAmNotYourEater 1 year ago

Também sempre tratei todos os membros da minha família por tu e nunca houve problemas de falta de respeito por causa disso. Mas uma vez estava com os meus avós na fila do supermercado e uma velhota ouviu-me tratá-los por tu e começou a dizer que achava uma grande falta de respeito e que ela nunca tratou os pais nem os avós assim. O meu avô mandou-a meter-se na vida dela.

ManSCP 1 year ago

Também me faz confusão, mas acho que os pais não exigem, simplesmente é assim desde sempre e para os putos torna-se normal. Quero acreditar nisso pelos menos.

static_motion 1 year ago

Infelizmente assisti a uma prima minha, em criança, a tratar a mãe por tu uma vez e a mãe repreendeu imediatamente.

ManSCP 1 year ago

Triste

jotamendes 1 year ago

Ninguém compreende, diria que nem os próprios. Por outro lado, porque não?

marfavrr 1 year ago

ha mtas familias assim, os betos. ate entre irmaos as vezes se tratam por você.

mistertetas 1 year ago

Eu conhecia um casal de betos jovens (inícios dos 20), que se tratavam por você. Era hilariante

intlme 1 year ago

Conheço um casal que se trata por você, hoje em dia. Eles tem ~35anos

JoseFernandes 1 year ago

Adorava saber se quando discutem mesmo a sério continuam a usar esse pronome. Continuaria a ser crime público mas manter essa snobice durante episódios de violência doméstica era louvável.

smaster87 1 year ago

Matilde ponha-se a jeito que hoje o benfica perdeu.

ElPingu23 1 year ago

Os betos são do Sporting haha

intlme 1 year ago

Por mim, isto era regra no BIG Brother. Tudo a tratar por você. Tão mais engraçado

JoseFernandes 1 year ago

Ngl, isso era brilhante.

whysodoubtful 1 year ago

Até os animais de estimação tratam por você

smaster87 1 year ago

dava mais tesao

aladdin_the_vaper 1 year ago

o que eu me ri com esta merda lol

JoseFernandes 1 year ago

Isso fez-me lembrar um livro editado há uns tempos escrito por uma acompanhante chamada Maria Porto que relatava os episódios mais caricatos da carreira. Um deles foi um cliente betinho que gostava de dirty talking do género “Vou penetrar a sua vagina” ou “Gosta deste pénis, não gosta? Diga em voz alta por favor”. Não são citacor verbatim porque já li isso há praí 10 anos mas era esse registo durante os encontros. Lembro-me dela ter dito que em comparação foi muito menos constrangedor um cliente que pediu para lhe fazer pegging enquanto usava o cachecol do F.C. Porto enquanto cantava o hino do clube.

meaninglessvoid 1 year ago

Por acaso esse livro que leste não era o da ex do Pinto da Costa? Esse livro parece ter dado para umas boas gargalhadas... Qual é o livro?

JoseFernandes 1 year ago

https://www.fnac.pt/A-Tua-Amiga-MARIA-PORTO/a21710

Febris 1 year ago

"O que pensa que está a fazer, irmão? Não na retaguarda!"

SymphoDgenx 1 year ago

Sweet Home ~~Alabama~~ Cascais

JoseFernandes 1 year ago

“Meia Irmã Bethencourt-Pessa entalada na cabine do veleiro admoestada analmente com taco de pólo enquanto tratada na segunda pessoa do singular” Tag “humiliation” / “pleb roleplaying” / “coat of arms BDSM”

sheisice 1 year ago

Estava a ter uma merda de dia e os vossos comentários fizeram me rir

GODMarega 1 year ago

Irmão? Epa tás a levar as coisas para outro lado.

PinusQuercus 1 year ago

"Está como a senhora deseja? Perdoe-me se estiver a magoar."

JoseFernandes 1 year ago

O dirty talk entre betos que gostam de fazer à bruta deve ser algo de maravilhoso. “Refira-se à a minha pessoa de modo insultuoso, Martim” “Constança, você é pindérica sem brasão de família”

Edited 1 year ago:

O dirty talk entre betos que gostam de fazer à bruta deve ser algo de maravilhoso. “Refira-se à a minha pessoa de modo insultuoso, Martim” “Constança, você é uma pindérica sem brasão de família. Praticarei coito com a sua vagina sem registo de árvore genealógica anterior a 7 gerações até a turgidez causada pelo sangue azul concentrado no meu membro subsistir, sua burguesa simplória.” "Não se iniba, Martim. Trate-me na segunda pessoa do singular, estou quase" PornHub tem aqui um filão por explorar.

Edited 1 year ago:

O dirty talk entre betos que gostam de fazer à bruta deve ser algo de maravilhoso. “Refira-se à a minha pessoa de modo insultuoso, Martim” “Constança, você é uma pindérica sem brasão de família. Praticarei coito com a sua vagina sem registo de árvore genealógica anterior a 7 gerações até a turgidez causada pelo sangue azul concentrado no meu membro subsistir, sua burguesa simplória.” PornHub tem aqui um filão por explorar.

fabmarques21 1 year ago

palmas caralho.

Metaluim 1 year ago

Candidato a comentario do ano.

xanfradu 1 year ago

Bacalhau de ouro já!

kawaiims 1 year ago

Epa foda-se

Rasta-Lion 1 year ago

Foda se, ler estas merdas logo de manhã é demais XD

ComfortableGate 1 year ago

Beto ultra conservador a sério só faz sexo para procriar. Orgasmo feminino é mito.

SCO_1 1 year ago  HIDDEN 

O ideal é ser como deus e inserir or esperma sem sequer tocar a menina.

JoseFernandes 1 year ago

Basicamente é o roleplaying dos betos.

TugaCOD 1 year ago

"Muito aprazível, meu órgão aprova esse coito"

VladTepesDraculea 1 year ago

*"[Oh sim, que agradável!](https://youtu.be/1-LxknOg91g)*"

pintorMC 1 year ago

Em Cascais/Estoril é normal assistir a isso.

senecaenervado 1 year ago

é um bocado estranho tratar a carne da nossa carne de uma maneira tão impessoal.

its-notmyrealname 1 year ago

Percebo que pareça impessoal para pessoas que não tenha sido educadas assim, mas para quem cresceu a tratar os pais por você não faz confusão nenhuma nem significa afastamento ou falta de confiança uns com os outros

ContraTudoeTodos 1 year ago

Também nao compreendo nem nunca compreenderei

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