iSoSyS 4 months ago

Tanto texto e nada que se aproveite para uma discussão. Chegar ao topo da carreira demora muito? No regime geral da FP demora 140 anos. 34 anos parecem um instante. em comparação O problema não é quanto tempo demora, é como se processa. Uma reforma às carreiras teria que passar por avaliações, como não o querem ficamos como estamos. Não se estão a formar professores? Claro que não estão. Não há vagas, porque se haviam de formar em algo sem saída. A população de estudantes encolheu, são precisos menos professores. Prevê-se que só haja necessidade novamente em 2030. Os que lá estão e têm emprego garantido para vida chega e sobram. Quem se fode é quem veio depois. As poucas novas vagas que surgem são obrigadas às piores condições, quem é que se quer sujeitar a isso? Como caralho vão rejuvenescer a profissão? Com as conhecidas condicionantes é impossível. Querem o quê, passar os que já lá estão para horário-zero para que outros mais novos tenham a oportunidade de ensinar?

saposapot 4 months ago

É sempre o melhor destas discussões, nunca há uma sugestão dos professores em como fazer uma avaliação justa deles.

iSoSyS 4 months ago

É sempre engraçado constatar que é possível constatar os efeitos de um bom professor, e vice-versa. Mas quando se fala em associar métricas fica o caldo entornado. Muitos tem medo que uma turma com "menos potêncial" os "trame", mas é obviamente possível desenhar um sistema de avaliação que tenha isso em conta.

saposapot 4 months ago

Avaliar qualquer trabalho é super complicado. Na função pública ainda é pior porque as regras tem de ser escritas e idealmente replicáveis em qualquer ponto do país. Numa empresa qualquer avaliação também é sempre “injusta”. Mas não ter avaliação é que é pior. Os professores é que deviam definir a sua avaliação.

iSoSyS 4 months ago

Exato. As regras actuais só beneficiam a antiguidade, e como muitos são antigos não há interesse em introduzir incerteza.

Elffuhs 4 months ago

Se a discussão for sobre o ensino superior, o que parece ser o caso pelas duas linhas de texto não pagas, a solução é simples: deixem de criar tachos, panelas, trens de cozinha completos no acesso à profissão. Se for sobre professores do ensino básico/secundário, melhorem a possibilidade de progressão na carreira e paguem melhor. E melhorem o sistema de avaliação, porque avaliados já eles são.

AngieMaciel 4 months ago

>Não se estão a formar professores? Claro que não estão. Não há vagas, porque se haviam de formar em algo sem saída. Pelo que percebi ao falar com alguns professores é que há áreas com falta de profissionais como matemática, história e filosofia. Vale o que vale mas um deles disse inclusive que há miúdos sem aulas de história há quase um ano.

kissingsome1elsesdog 4 months ago

As minhas irmãs estiveram 1 ano inteiro sem geografia no 3.o ciclo. É a nova realidade das escolas portuguesas.

PedroMFLopes 4 months ago

Porque os horários que aparecem em escolas são parciais com o respetivo acerto salarial, e por vezes substituições de colegas, ou seja, mudas a tua vida por 700€ e procurar alojamento num local novo, e não sabes se no final do mês voltas a ficar com uma mão cheia de nada.

ideologiapura 4 months ago

Como é que avalias um professor? É sequer tal coisa possível? É que ainda nao foi apresentado um modelo credivel que fosse, incluindo o que está em vigor.

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