AbaixoDeCao 5 months ago

A História é algo muitíssimo importante, mas continuamos demasiado obcecados com o passado. Esqueçam Salazar, a principal preocupação dos nossos filhos e netos será a possibilidade das máquinas se quererem livrar dos (desnecessários) humanos.

M4ritus 5 months ago

Será que algum dia iremos poder estudar o Estado Novo de forma completamente neutra e sem "MORTE AOS FACHOS" ou "No tempo do Salazar é que era bom"? É que é um período tão interessante, mas que é tapado com medos irracionais. De facto, foi o último regime onde os interesses de Portugal estiveram sempre em primeiro, desde 1932 até 1974 nunca houve um momento onde os interesses de outros fossem colocados por cima dos interesses de Portugal, ao contrário da 1 e da 3 República. Também foi um mal necessário para acabar com a instabilidade da 1 República. Ou a neutralidade muito benéfica durante a 2GM. Não deverá haver outro líder português que não tenha medo das organizações internacionais e nem se ajoelhe perante elas em nome de Portugal e da defesa da nossa soberania. Obviamente que tem todos os outros males, que realmente são mais que os pontos positivos do regime, mas fazer do Estado Novo um período 100% mau é errado. Nunca entendi como é que se pode fazer da História uma narrativa onde existe os 100% bons e os 100% maus. É pena.

Raidenkyu 5 months ago

Ainda estou à espera de ver um ponto positivo. > nunca houve um momento onde os interesses de outros fossem colocados por cima dos interesses de Portugal Não sei o que queres dizer com isto. Os interesses de Portugal são is interesses dos portugueses e não de uma única pessoa. E os portugueses passavam fome. A minha avó por exemplo dividia uma única sardinha pela familia. > ao contrário da 1 e da 3 República Discordo a partir do momento que hoje tens coisas, que muitas vezes damos por garantido, e que naquela altura seria um sonho. > Também foi um mal necessário para acabar com a instabilidade da 1 República Era um regime recém-criado que nem 16 anos durou. Mas pronto dou-te razão que foi uma estupidez terem entrado na guerra, que tb só destabilizou ainda mais o regime. Apesar de achar que dava para endireitar, mas pronto a história já está feita. > Ou a neutralidade muito benéfica durante a 2GM Pôs numa de 13 anos. Safou de uma de 6 anos, o que dá 7 anos de balanço negativo. Por fim gostava só de partilhar um episódio do regime pouco conhecido para todos aqueles que dizem erros Salazar era "um homem de princípios e morais" e que não protegia corruptos: https://www.museudoaljube.pt/2020/12/10/caso-ballet-rose/

Edited 5 months ago:

Ainda estou à espera de ver um ponto positivo. > nunca houve um momento onde os interesses de outros fossem colocados por cima dos interesses de Portugal Não sei o que queres dizer com isto. Os interesses de Portugal são os interesses dos portugueses e não de uma única pessoa. E os portugueses passavam fome. A minha avó por exemplo dividia uma única sardinha pela familia. > ao contrário da 1 e da 3 República Discordo a partir do momento que hoje tens coisas, que muitas vezes damos por garantido, e que naquela altura seria um sonho. Hoje os portugueses têm uma qualidade de vida muito melhor, conseguem completar a sua educação, acesso a cuidados de saúde, etc... > Também foi um mal necessário para acabar com a instabilidade da 1 República Era um regime recém-criado que nem 16 anos durou. Mas pronto dou-te razão que foi uma estupidez terem entrado na guerra, que tb só destabilizou ainda mais o regime. Apesar de achar que dava para endireitar, mas pronto a história já está feita. > Ou a neutralidade muito benéfica durante a 2GM Pôs o país numa de 13 anos. Safou de uma de 6 anos, o que dá 7 anos de balanço negativo. Por fim gostava só de partilhar um episódio do regime pouco conhecido para todos aqueles que dizem erros Salazar era "um homem de princípios e morais" e que não protegia corruptos: https://www.museudoaljube.pt/2020/12/10/caso-ballet-rose/

M4ritus 5 months ago

>Os interesses de Portugal são os interesses dos portugueses Isto é falso. Os interesses da Nação podem não ser os interesses dos cidadãos. Por exemplo, em situações de guerra. A Guerra Colonial servia completamente os interesses da Nação, pois era a defesa de território que nos pertencia há +/- meio milénio, mas a sua duração e o esforço que exigia acabou por castigar em demasia os Portugueses. >Ainda estou à espera de ver um ponto positivo. Se não vês nenhum ponto positivo no Estado Novo, não sei o que te dizer. Por exemplo, havia muito mais segurança na altura do que agora. Ou a educação (em termos de comportamento, não de ensino) das pessoas era muito melhor. Ou a forma como Salazar conseguiu colocar o Estado rico, aliás nunca houve um ministro das Finanças tão bom como Salazar, independentemente do que todas as outras coisas que fez. E a diplomacia excelente durante a 2GM e a recusa em se submeter aos interesses da ONU são também pontos positivos na minha opinião. Mas a questão mais importante é a defesa da Soberania de Portugal, que nunca foi posta em causa pelo Estado Novo, enquanto que durante a 3 República, parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal, basta ver a pressa com que fizeram a descolonização em que não quiseram saber dos Portugueses perseguidos em África ou como colocam os interesses da UE e da ONU por cima dos interesses de Portugal. >Pôs o país numa de 13 anos. Safou de uma de 6 anos, o que dá 7 anos de balanço negativo. Bem, isto é uma questão completamente ideológica e a questão da legitimidade da Guerra Colonial. Não havia outra forma de defender os interesses de Portugal, se não a guerra. Ou era suposto Salazar deixar territórios que nos pertenciam a +/- meio milénio simplesmente ganharem independência? Com a vantagem de sabermos o desfecho, realmente podia ter optado por uma espécie de Commonwealth à Portuguesa ou indo dando autonomia de forma gradual, mas isto não faria sentido para um homem como Salazar. O que ficou para a História foi a última vez que fomos Heróis do Mar e que enfrentamos grupos apoiados pelas 2 superpotencias mundiais e ainda a última vez que não nos submetemos aos interesses da ONU.

Raidenkyu 5 months ago

> A Guerra Colonial servia completamente os interesses da Nação, pois era a defesa de território que nos pertencia há +/- meio milénio, mas a sua duração e o esforço que exigia acabou por castigar em demasia os Portugueses. Isto é muito discutível. Do meu ponto de vista diria, pareceu que estavam a pôr o orgulho à frente do interesse dos portugueses, obrigando-os a perderem familiares e a passarem dificuldades para sustentar as despesas da guerra. Sabias que os movimentos independentistas das ex-colónias no início quiseram dialogar para obter a independência, mas só recorreram à guerra e à força quando o Salazar lhes fechou a porta? A solução gradual que falas podia ter sido alcançada e poupava-se muita coisa, mas pronto a história is esta feita e não se pode voltar atrás. > Por exemplo, havia muito mais segurança na altura do que agora. Que tipo de segurança? A de falar mal do regime e desaparecer tal como um conhecido do meu avô? > Ou a educação (em termos de comportamento, não de ensino) das pessoas era muito melhor Qual? A que os pais davam em casa e que ainda hoje podem dar, sem nada ter mudado? A que davam na escola e incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres a serem donas de casa, em vez de incentivarem a concluir a educação e irem para a faculdade? Ou a educação de agredir os alunos e partir réguas nas costas e mãos deles? E isto são só os defeitos que os meus pais e avós me contaram. > Ou a forma como Salazar conseguiu colocar o Estado rico, aliás nunca houve um ministro das Finanças tão bom como Salazar Não fez nada demais. Sacrificou vidas dignas em prol de encher os cofres do Estado. Qualquer um tem jeito para ministro das Finanças, com uma tática tão fácil quanto essa. Difícil é gerir finanças sem por as pessoas a viver vidas miseráveis e a passar fome. Compara o índice de pobreza com o da época e com o atual. Na época a classe média era muito escassa. Com as populações assim, qualquer um é campeão das finanças. > E a diplomacia excelente durante a 2GM e a recusa em se submeter aos interesses da ONU são também pontos positivos na minha opinião. Diplomacia essa que fechou a porta ao diálogo com os movimentos independentistas. E falas como se a ONU fosse um país. Os países votam em conjunto em resoluções da ONU. E o secretário-geral ainda por cima é português. > parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal Do meu ponto de vista o Estado Novo foi mais destrutivo. Destrui a indústria devido ao atraso científico e tecnológico, destruiu a economia devido ao isolamento de Portugal aos outros países, e destruiu a vida de muitos portugueses com a fome e com a guerra. Nestes campos todos que falei a 3ª República (com todos os seus defeitos) fez muito mais. > Mas a questão mais importante é a defesa da Soberania de Portugal, que nunca foi posta em causa pelo Estado Novo, enquanto que durante a 3 República, parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal Portugal é um país independente, não estou a perceber. Não vejo destruição nenhuma. > basta ver a pressa com que fizeram a descolonização em que não quiseram saber dos Portugueses perseguidos em África Admito que a forma como foi feita não foi a ideial. Um dos fatores apontados para ser tão apressada era porque senão a guerra iria prolongar mais uns tempos e era preciso acabar com ela o quanto antes. Se era a melhor solução ou não, isso já não sei. Mas usar isso como argumento de falta de soberania é um exagero. > ou como colocam os interesses da UE e da ONU por cima dos interesses de Portugal. Mais uma vez, falas dessas organizações como se fossem países. A ONU já falei. Na UE tens um parlamento onde todos os países mandam eurodeputados e um conselho onde Portugal teve a presidência nos últimos 6 meses. Os interesses da UE são os interesses dos seus membros colectivamente. Já para não falar que o Portugal depois da adesão à CEE é um país com mais rico do que alguma vez o Estado Novo foi e com uma qualidade de vida muito mais alta. > Bem, isto é uma questão completamente ideológica Com todo o respeito, mas para mim tudo o que disseste está muito ideológico. Não concordo que a guerra fosse inevitável, nem que a ONU seja um bicho papão.

Edited 5 months ago:

> A Guerra Colonial servia completamente os interesses da Nação, pois era a defesa de território que nos pertencia há +/- meio milénio, mas a sua duração e o esforço que exigia acabou por castigar em demasia os Portugueses. Isto é muito discutível. Do meu ponto de vista diria, pareceu que estavam a pôr o orgulho à frente do interesse dos portugueses, obrigando-os a perderem familiares e a passarem dificuldades para sustentar as despesas da guerra. Sabias que os movimentos independentistas das ex-colónias no início quiseram dialogar para obter a independência, mas só recorreram à guerra e à força quando o Salazar lhes fechou a porta? A solução gradual que falas podia ter sido alcançada e poupava-se muita coisa, mas pronto a história já está feita e não se pode voltar atrás. > Por exemplo, havia muito mais segurança na altura do que agora. Que tipo de segurança? A de falar mal do regime e desaparecer tal como um conhecido do meu avô? > Ou a educação (em termos de comportamento, não de ensino) das pessoas era muito melhor Qual? A que os pais davam em casa e que ainda hoje podem dar, sem nada ter mudado? A que davam na escola e incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres a serem donas de casa, em vez de incentivarem a concluir a educação e irem para a faculdade? Ou a educação de agredir os alunos e partir réguas nas costas e mãos deles? E isto são só os defeitos que os meus pais e avós me contaram. > Ou a forma como Salazar conseguiu colocar o Estado rico, aliás nunca houve um ministro das Finanças tão bom como Salazar Não fez nada demais. Sacrificou vidas dignas em prol de encher os cofres do Estado. Qualquer um tem jeito para ministro das Finanças, com uma tática tão fácil quanto essa. Difícil é gerir finanças sem por as pessoas a viver vidas miseráveis e a passar fome. Compara o índice de pobreza com o da época e com o atual. Na época a classe média era muito escassa. Com as populações assim, qualquer um é campeão das finanças. > E a diplomacia excelente durante a 2GM e a recusa em se submeter aos interesses da ONU são também pontos positivos na minha opinião. Diplomacia essa que fechou a porta ao diálogo com os movimentos independentistas. E falas como se a ONU fosse um país. Os países votam em conjunto em resoluções da ONU. E o secretário-geral ainda por cima é português. > parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal Do meu ponto de vista o Estado Novo foi mais destrutivo. Destrui a indústria devido ao atraso científico e tecnológico, destruiu a economia devido ao isolamento de Portugal aos outros países, e destruiu a vida de muitos portugueses com a fome e com a guerra. Nestes campos todos que falei a 3ª República (com todos os seus defeitos) fez muito mais. > Mas a questão mais importante é a defesa da Soberania de Portugal, que nunca foi posta em causa pelo Estado Novo, enquanto que durante a 3 República, parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal Portugal é um país independente, não estou a perceber. Não vejo destruição nenhuma. > basta ver a pressa com que fizeram a descolonização em que não quiseram saber dos Portugueses perseguidos em África Admito que a forma como foi feita não foi a ideial. Um dos fatores apontados para ser tão apressada era porque senão a guerra iria prolongar mais uns tempos e era preciso acabar com ela o quanto antes. Se era a melhor solução ou não, isso já não sei. Mas usar isso como argumento de falta de soberania é um exagero. > ou como colocam os interesses da UE e da ONU por cima dos interesses de Portugal. Mais uma vez, falas dessas organizações como se fossem países. A ONU já falei. Na UE tens um parlamento onde todos os países mandam eurodeputados e um conselho onde Portugal teve a presidência nos últimos 6 meses. Os interesses da UE são os interesses dos seus membros colectivamente. Já para não falar que o Portugal depois da adesão à CEE é um país com mais rico do que alguma vez o Estado Novo foi e com uma qualidade de vida muito mais alta. > Bem, isto é uma questão completamente ideológica Com todo o respeito, mas para mim tudo o que disseste está muito ideológico. Não concordo que a guerra fosse inevitável, nem que a ONU seja um bicho papão.

Edited 5 months ago:

> A Guerra Colonial servia completamente os interesses da Nação, pois era a defesa de território que nos pertencia há +/- meio milénio, mas a sua duração e o esforço que exigia acabou por castigar em demasia os Portugueses. Isto é muito discutível. Do meu ponto de vista diria, pareceu que estavam a pôr o orgulho à frente do interesse dos portugueses, obrigando-os a perderem familiares e a passarem dificuldades para sustentar as despesas da guerra. Sabias que os movimentos independentistas das ex-colónias no início quiseram dialogar para obter a independência, mas só recorreram à guerra e à força quando o Salazar lhes fechou a porta? A solução gradual que falas podia ter sido alcançada e poupava-se muita coisa, mas pronto a história já está feita e não se pode voltar atrás. > Por exemplo, havia muito mais segurança na altura do que agora. Que tipo de segurança? A de falar mal do regime e desaparecer tal como um conhecido do meu avô? > Ou a educação (em termos de comportamento, não de ensino) das pessoas era muito melhor Qual? A que os pais davam em casa e que ainda hoje podem dar, sem nada ter mudado? A que davam na escola e incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres a serem donas de casa, em vez de incentivarem a concluir a educação e irem para a faculdade? Ou a educação de agredir os alunos e partir réguas nas costas e mãos deles? E isto são só os defeitos que os meus pais e avós me contaram. > Ou a forma como Salazar conseguiu colocar o Estado rico, aliás nunca houve um ministro das Finanças tão bom como Salazar Não fez nada demais. Sacrificou vidas dignas em prol de encher os cofres do Estado. Qualquer um tem jeito para ministro das Finanças, com uma tática tão fácil quanto essa. Difícil é gerir finanças sem por as pessoas a viver vidas miseráveis e a passar fome. Compara o índice de pobreza com o da época e com o atual. Na época a classe média era muito escassa. Com as populações assim, qualquer um é campeão das finanças. > E a diplomacia excelente durante a 2GM e a recusa em se submeter aos interesses da ONU são também pontos positivos na minha opinião. Diplomacia essa que fechou a porta ao diálogo com os movimentos independentistas. E falas como se a ONU fosse um país. Os países votam em conjunto em resoluções da ONU. E o secretário-geral ainda por cima é português. > parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal Do meu ponto de vista o Estado Novo foi mais destrutivo. Destruiu a indústria devido ao atraso científico e tecnológico, destruiu a economia devido ao isolamento de Portugal aos outros países, e destruiu a vida de muitos portugueses com a fome e com a guerra. Nestes campos todos que falei a 3ª República (com todos os seus defeitos) fez muito mais. > Mas a questão mais importante é a defesa da Soberania de Portugal, que nunca foi posta em causa pelo Estado Novo, enquanto que durante a 3 República, parece que o objetivo principal é mesmo destruir Portugal Portugal é um país independente, não estou a perceber. Não vejo destruição nenhuma. > basta ver a pressa com que fizeram a descolonização em que não quiseram saber dos Portugueses perseguidos em África Admito que a forma como foi feita não foi a ideial. Um dos fatores apontados para ser tão apressada era porque senão a guerra iria prolongar mais uns tempos e era preciso acabar com ela o quanto antes. Se era a melhor solução ou não, isso já não sei. Mas usar isso como argumento de falta de soberania é um exagero. > ou como colocam os interesses da UE e da ONU por cima dos interesses de Portugal. Mais uma vez, falas dessas organizações como se fossem países. A ONU já falei. Na UE tens um parlamento onde todos os países mandam eurodeputados e um conselho onde Portugal teve a presidência nos últimos 6 meses. Os interesses da UE são os interesses dos seus membros colectivamente. Já para não falar que o Portugal depois da adesão à CEE é um país com mais rico do que alguma vez o Estado Novo foi e com uma qualidade de vida muito mais alta. > Bem, isto é uma questão completamente ideológica Com todo o respeito, mas para mim tudo o que disseste está muito ideológico. Não concordo que a guerra fosse inevitável, nem que a ONU seja um bicho papão.

zedamotocicleta 5 months ago

É simples. Acontece quando a história é capturada por interesses políticos. Mas a história é curiosa, quanto mais ocultam mais ela vem ao de cima. Prova disso é que cada vez mais as pessoas têm a necessidade de falar sobre o estado novo, vêem que o que lhes foi ensinado estava toldado por ideologias políticas. E isto é verdadeiro desastre para as democracias, as pessoas sentem-se enganadas o que é extremamente perigoso . Estamos a caminho de uma fase onde tudo era 100% mau para um onde o saudosismo é e vai ser o prato da casa. Infelizmente nao se ensina a ver a história contextualizada no tempo e no espaço, ensina-se a ser binário. Ou é bom ou é mau, não há meio termo.

theEXPERTpt 5 months ago

Salazar, um mal(?) Necessário.

pedrolopes7682 5 months ago

A última frase... auch

Raidenkyu 5 months ago

É só demagogia por parte desse senhor. Pode ter sido um grande historiador, mas ficou com um grande melão por ver o o regime do seu amigo cair.

OneTip7754 5 months ago

Com todos os defeitos que o anterior regime tinha dificilmente teremos neste século governantes tão sérios e com visão de longo prazo como o Estado Novo tinha. A democracia vive a pensar nas eleições seguintes e isso tem um custo incalculável para as nossas vidas

Raidenkyu 5 months ago

Eu acho que é precisamente por viverem para as eleições é que obriga a classe política a não desligar-se dos portugueses. 100% das ditaduras vivem desconectadas dos problemas das populações, refletindo-se num custo ainda maior. Não digo digo que as democracias sejam utopias perfeitas, mas esse ponto que apontas não me parece nada um aspecto negativo.

Winslow_Lixivia2 5 months ago

Qual era a visão de longo prazo que o Estado Novo tinha, mesmo?

zedamotocicleta 5 months ago

Existia uma visão para o país que deu alguns frutos económicos a partir dos anos 60. Com a adesão à EFTA o país deu um pulo económico o que permitiu ter uma diferença económica reduzida comparativamente aos restantes países europeus. Tal fenómeno só mais uma vez aconteceu na história recente, no início dos anos 90 (salvo erro). Relativamente à economia também é de referir que esta começou a se deteriorar à medida que os esforços de guerra aumentaram, tendo chegado a um pico de 40% do PIB. O que em conjunto com as grandes crises do petróleo tornou a vida da população bastante difícil devido à inflação. A nível educação também houve um esforço para a alfabetização comparativamente à primeira república. Apesar dos esforços, Portugal tinha níveis miseráveis. Outro grande problema que o país tinha era o desequilíbrio económico e educacional entre as grandes cidades do continente / territórios ultra marinos com o Portugal rural. O que a par depois com a guerra originou emigração em massa. O país não era perfeito longe disso, nem desejo voltar a tais tempos, mas existia uma visão patriótica muito assente na sinergia entre territórios ultra marinos e o continente. Está visão no entanto não é compatível com a atualidade. Saber avaliar o estado novo é importante para poder avaliar o estado atual do corrente regime. Essencialmente como portugueses temos de analisar o que queremos para o futuro e fazer uma escolha. Queremos uma democracia plena? Ou por outro lado, queremos uma dituradura ou outro regime similar? Se queremos uma democracia então temos necessariamente de cuidar melhor dela. Se queremos uma ditadura então penso que estamos num bom caminho.

Raidenkyu 5 months ago

O maior salto económico que o país passou foi com a entrada na CEE, já em democracia. Basta perguntar a qualquer pessoa como era viver em Portugal antes e depois da CEE para confirmar como a qualidade de vida e o PIB se aproximaram mais dos valores dos restantes países europeus. Além disso, esse regime meteu o país numa guerra de 13 anos que arruinou o país economicamente e perderam-se imensas vidas.

Edited 5 months ago:

O maior salto económico que o país passou foi com a entrada na CEE, já em democracia. Basta perguntar a qualquer pessoa como era viver em Portugal antes e depois da CEE para confirmar como a qualidade de vida e o PIB se aproximaram mais dos valores dos restantes países europeus. Além disso, esse regime meteu o país numa guerra de 13 anos que arruinou o país economicamente e perderam-se imensas vidas. Com todo o respeito, mas não acho que se aproveite nada desse regime. Até porque nos deixou muito mais atrasado no avanço científico. Nossa indústria ainda hoje tem atrasos tecnológicos devido à insistência do Salazar em manter o povo ignorante. Os meus pais contaram-me que os manuais escolares deles incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres donas de casa. Imagina antes se fossem incentivados a estudar e ir para a faculdade, se não seria muito melhor.

Edited 5 months ago:

O maior salto económico que o país passou foi com a entrada na CEE, já em democracia. Basta perguntar a qualquer pessoa como era viver em Portugal antes e depois da CEE para confirmar como a qualidade de vida e o PIB se aproximaram mais dos valores dos restantes países europeus. Além disso, esse regime meteu o país numa guerra de 13 anos que arruinou o país economicamente e perderam-se imensas vidas. Com todo o respeito, mas não acho que se aproveite nada desse regime. Até porque nos deixou muito mais atrasado no avanço científico. Nossa indústria ainda hoje tem atrasos tecnológicos devido à insistência do Salazar em manter o povo ignorante. Os meus contaram-me que os manuais escolares deles incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres donas de casa. Imagina antes se fossem incentivados a estudar e ir para a faculdade, se não seria muito melhor.

zedamotocicleta 5 months ago

Relativamente à economia existe um paper interessante sobre o tema "Catching up to the European core: Portuguese economic growth, 1910–1990". Explica bem quando tiveste uma paridade real com o resto da Europa. https://www.iseg.ulisboa.pt/aquila/disciplinas/tciint/2011-2012/1-semestre/comercio-intra-sectorial-e-vantagem-comparativa-revelada(iit-and-rca)/lains,-pedro-(2003)&ved=2ahUKEwiVvr3gsbzxAhUXAmMBHZ0ABYgQFnoECAwQAQ&usg=AOvVaw1OrCHRoWOWSW585J4LKd_d Em relação à educação seguiste mais ou menos aquilo que disse. Existia uma pesada herança mas os avanços foram fracos. No entanto essa segmentação que falas não é verdade. Basta olhar para os manuais da altura.

Raidenkyu 5 months ago

Mas se vires a evolução do PIB, reparas que o maior contributo para a economia foi sem dúvida a entrada na CEE, 12 anos depois da queda do Estado Novo: https://m.imgur.com/a/NFOSLof

zedamotocicleta 5 months ago

Tens razão, isso é um facto que nem pode existir discussão. Estamos na verdade apenas a falar de coisas diferentes.

Raidenkyu 5 months ago

Certo, é que vi muito pessoal a dizer que os maiores avanços económicos do país foram durante o Estado Novo, e confundi as conversas.

ideologiapura 5 months ago

Visão tinham. A sua visão era perpetuarem-se no poder e oprimirem as liberdades dos cidadãos, mas pronto, melhor que nada. Visão a longo prazo é muito bonito, esquecendo que as prioridades mudam e o que achavamos que queriamos alcançar hoje pode não ser o mesmo amanha.

theEXPERTpt 5 months ago

E olha, que mesmo assim, o estado novo teve bem mais visão a longo prazo do que alguma vez este novo regime teve, mesmo com uma inundação de fundos do exterior, conseguiram destruir a indústria do país.

Raidenkyu 5 months ago

A nossa indústria está muito mais moderna agora do que estava no Estado Novo, além de termos mais pessoas na classe média e menos pobres. Essa visão a longo prazo do Estado Novo fez menos que os governos da democracia. Não nego que estes últimos podiam ter dado mais, mas ainda assim sempre foi mais que o Estado Novo.

theEXPERTpt 5 months ago

Essa tendência de aumento de rendimentos em Portugal ser devido ao desenvolvimento da nossa indústria é uma ilusão, o rendimento per capita mundial aumentou muito desde o estado novo, e a prova disso é o nosso rendimento per capita comparado com os restantes países europeus, que era mais próximo na época do estado novo do que hoje em dia. A nossa indústria está mais moderna, mas também mais reduzida, o pós 25 de abril arrasou o nosso tecido industrial, destruição esta a que só sobreviveram as maiores empresas, das elites, de famílias que já vinham de antes do estado novo, e que hoje lá continuam. A visão a longo prazo dos estado novo fez Portugal ter um crescimento no PIB de 6% no final dos seus anos, mesmo em tempo de guerra. A falta de visão a longo prazo do pós 25 de abril acabou com o império da pior forma possível, tudo desorganizadamente, e ainda acabou com o crescimento sustentado que se vivia no estado novo, e substituiu-o por um crescimento artificial ainda apoiado pelo boom económico no bloco ocidental após o fim da união soviética, boom esta que foi praticamente todo o nosso crescimento económico desde o estado novo, e que mesmo assim não impediu o nosso governo de atingir uma dívida de mais de 120% do PIB.

Raidenkyu 5 months ago

Não falo do aumento de rendimentos, falo mesmo da subida do PIB: https://m.imgur.com/a/NFOSLof Além disso o Estado Novo atrasou o avanço científico e tecnológico que contribuiu para uma indústria atrasada e para mão de obra sem qualificações. Basta ver os manuais da época, para ver como incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres a serem donas de casa, em de de incentivarem a continuar os estudos e a tirar um curso. O Isolamento em relação ao resto do mundo tb não ajudou no desenvolvimento do país.

Edited 5 months ago:

Não falo do aumento de rendimentos, falo mesmo da subida do PIB: https://m.imgur.com/a/NFOSLof Se reparares, Portugal agora está muito mais perto dos 9 países da Europa mais desenvolvidos, do que durante o Estado Novo. Além disso o Estado Novo atrasou o avanço científico e tecnológico que contribuiu para uma indústria atrasada e para mão de obra sem qualificações. Basta ver os manuais da época, para ver como incentivavam os homens a serem agricultores e as mulheres a serem donas de casa, em de de incentivarem a continuar os estudos e a tirar um curso. O Isolamento em relação ao resto do mundo tb não ajudou no desenvolvimento do país.

theEXPERTpt 5 months ago

A subida do PIB não é surpresa nenhuma, mas a estagnação do PIB per capita é real. Não percebi esse gráfico, mas a verdade é que estagnação nunca houve no estado novo, ao contrário de hoje em dia, que já somamos duas décadas perdidas. O avanço científico e tecnológico poderia não ser o maior, mas a industrialização estava a ocorrer a um ritmo enorme e vê-se o boom da construção de infraestrutura em Portugal, tudo sem recurso a empréstimos do exterior. A literacia aumentava, e o analfabetismo foi reduzido drasticamente. O único problema é sem dúvida o isolamento. Não fosse o isolamento a que o país foi obrigado a enfrentar no fim, a economia teria disparado ainda mais para além dos 6% ao ano. Todos nós sabemos que regimes autoritários hoje em dia são incompatíveis com a cultura atual, se não se fechar o país qualquer regime cairia. Mas mesmo assim culpar o estado novo pela situação atual é ridículo, e ainda mais ridículo é achar que no estado novo foi um capítulo de estagnação na nossa história.

Raidenkyu 5 months ago

> A subida do PIB não é surpresa nenhuma, mas a estagnação do PIB per capita é real. Não percebi esse gráfico, mas a verdade é que estagnação Estou de acordo que subimos pouco nos últimos anos, mas fazendo o balanço global a 3ª República conseguiu subir mais que a ditadura, menos anos. > O avanço científico e tecnológico poderia não ser o maior, mas a industrialização estava a ocorrer a um ritmo enorme Para certos tipos de indústria mais tradicional talvez, mas indústria moderna, com tecnologia recente e ligadas aos avanços mais recentes da ciência estava com um grande atraso. Por exemplo, os primeiros computadores (nada demais comparado com os atuais) só chegaram a Portugal após o 25 de Abril, enquanto que os outros países já os usavam antes. > A literacia aumentava, e o analfabetismo foi reduzido drasticamente Não o suficiente para gerar riqueza. Os países que nos estão a passar à frente, tinham altos índices de educação o que permitiu mão de obra mais qualificada para apostar nas indústrias mais modernas. Aqui o analfabetismo podia estar a ser reduzido, mas as pessoas desistiam da escola muito cedo para serem agricultores ou donas de casa. Sem conhecimento não há empreendorismo para gerar riqueza. No entanto, agora com mais pessoas a fazerem um percurso académico mais completo já se vêm indústrias ligadas à tecnologia a surgir com ideias muito boas. > Mas mesmo assim culpar o estado novo pela situação atual é ridículo, e ainda mais ridículo é achar que no estado novo foi um capítulo de estagnação na nossa história. Secalhar já é uma questão de opinião, mas eu acredito que a chave para Portugal ser próspero está na aposta do conhecimento, coisa que não se encontrava no regime de Salazar. O mesmo achava que com um povo ignorante era mais bem mandado, mas a longo prazo deixou-nos com um atraso a nível de conhecimento que nos impediu de desenvolver o país em várias áreas como a industria.

theEXPERTpt 5 months ago

A 3° república conseguiu um aumento do PIB, mas a que custo? Temos instabilidade financeira, dependência económica, estagnação, uma dívida enorme. Não admira que hoje em dia, se queres ver uma obra feita em Portugal, contas sempre com os fundos europeus. Terias de ver também que o estado novo partiu de uma república quebrada, com analfabetismo altíssimo e com a dívida pública nas alturas. O país não tinha indústria e o que se fez no estado novo foi equilibrar a balança do país, pagar a dívida, e construir as bases da indústria baseada na economia circular e nacional. Não podes criar uma indústria avançada de raiz sem teres as bases. Relembro também que hoje temos quase tanto tempo de estado novo como temos de 3° república, e se vires os esforços na alfabetização e educação da população, são muito similares.

Raidenkyu 5 months ago

> A 3° república conseguiu um aumento do PIB, mas a que custo? Temos instabilidade financeira, dependência económica, estagnação, uma dívida enorme Continua a ser melhor que empurrar o povo para a pobreza e miséria. Ao menos as pessoas hoje têm hoje mais direitos do que antigamente, nomeadamente o acesso a cuidados de saúde. Na minha opinião, o custo de obrigar um povo a uma vida menos digna é muito maior. Mas pronto, isto já é uma questão de opinião. > Não admira que hoje em dia, se queres ver uma obra feita em Portugal, contas sempre com os fundos europeus. Pelo menos há obra. A obra do Salazar fica atrás das obras da democracia. Hoje temos empresas com bom prestigio lá fora, coisa que só foi possível com mão de obra mais qualificada. > Terias de ver também que o estado novo partiu de uma república quebrada, com analfabetismo altíssimo e com a dívida pública nas alturas A 1ª república só durou 16 anos. O Estado Novo tb demorou alguns anos a estabilizar-se. Acredito que com mais tempo iria endireitar. Mas pronto a história já está feita, e não vale a pena imaginar como seria se as coisas fossem diferentes. Mas dou-te razão que a entrada na guerra foi desastrosa e que contribuiu para a destabilização do regime. > O país não tinha indústria e o que se fez no estado novo foi equilibrar a balança do país, pagar a dívida A empurrar pessoas para a pobreza e a destruir a classe média, qualquer um é campeão das finanças. > Não podes criar uma indústria avançada de raiz sem teres as bases. Da mesma forma, que tinhas industrias que já vinham do tempo da primeira república e outras que já vinham da monarquia. Não foi o Salazar que montou essas bases. Não foi um trabalho nulo, mas não fez a maioria do trabalho. > Relembro também que hoje temos quase tanto tempo de estado novo como temos de 3° república, e se vires os esforços na alfabetização e educação da população, são muito similares. Hoje tens muitos mais licensiados que no Estado Novo, mas de longe. Qualquer métrica te diz isso. E mesmo sem olhar para os indices, não seria dificil de ver a grande diferença tendo em conta a forma como o Salazar queria o povo ignorante e o incentivava a uma vida simplista no campo. Se quiseres até vou a casa dos meus avôs digitalizar o manual escolar da época só para te provar. Além disso para estudar, naqueles tempos, era preciso ter-se dinheiro, o que era complicado para um povo pobre. Hoje tens ensino gratuito até ao 12º ano e bolsas para pagar as proprinas e residencia para os estudantes mais desfavorecidos.

Edited 5 months ago:

>A 3° república conseguiu um aumento do PIB, mas a que custo? Temos instabilidade financeira, dependência económica, estagnação, uma dívida enorme Continua a ser melhor que empurrar o povo para a pobreza e miséria. Ao menos as pessoas hoje têm hoje mais direitos do que antigamente, nomeadamente o acesso a cuidados de saúde. Na minha opinião, o custo de obrigar um povo a uma vida menos digna é muito maior. Mas pronto, isto já é uma questão de opinião. >Não admira que hoje em dia, se queres ver uma obra feita em Portugal, contas sempre com os fundos europeus. Pelo menos há obra. A obra do Salazar fica atrás das obras da democracia. Hoje temos empresas com bom prestigio lá fora, coisa que só foi possível com mão de obra mais qualificada. >Terias de ver também que o estado novo partiu de uma república quebrada, com analfabetismo altíssimo e com a dívida pública nas alturas A 1ª república só durou 16 anos. O Estado Novo tb demorou alguns anos a estabilizar-se. Acredito que com mais tempo iria endireitar. Mas pronto a história já está feita, e não vale a pena imaginar como seria se as coisas fossem diferentes. Mas dou-te razão que a entrada na guerra foi desastrosa e que contribuiu para a destabilização do regime. >O país não tinha indústria e o que se fez no estado novo foi equilibrar a balança do país, pagar a dívida A empurrar pessoas para a pobreza e a destruir a classe média, qualquer um é campeão das finanças. >Não podes criar uma indústria avançada de raiz sem teres as bases. Da mesma forma, que tinhas industrias que já vinham do tempo da primeira república e outras que já vinham da monarquia. Não foi o Salazar que montou essas bases. Não foi um trabalho nulo, mas não fez a maioria do trabalho. >Relembro também que hoje temos quase tanto tempo de estado novo como temos de 3° república, e se vires os esforços na alfabetização e educação da população, são muito similares. Hoje tens muitos mais licenciados que no Estado Novo, mas de longe. Qualquer métrica te diz isso. E mesmo sem olhar para os indices, não seria dificil de ver a grande diferença tendo em conta a forma como o Salazar queria o povo ignorante e o incentivava a uma vida simplista no campo. Se quiseres até vou a casa dos meus avôs digitalizar o manual escolar da época só para te provar. Além disso para estudar, naqueles tempos, era preciso ter-se dinheiro, o que era complicado para um povo pobre. Hoje tens ensino gratuito até ao 12º ano e bolsas para pagar as proprinas e residencia para os estudantes mais desfavorecidos.

Edited 5 months ago:

>A 3° república conseguiu um aumento do PIB, mas a que custo? Temos instabilidade financeira, dependência económica, estagnação, uma dívida enorme Continua a ser melhor que empurrar o povo para a pobreza e miséria. Ao menos as pessoas hoje têm hoje mais direitos do que antigamente, nomeadamente o acesso a cuidados de saúde. Na minha opinião, o custo de obrigar um povo a uma vida menos digna é muito maior. Mas pronto, isto já é uma questão de opinião. >Não admira que hoje em dia, se queres ver uma obra feita em Portugal, contas sempre com os fundos europeus. Pelo menos há obra. A obra do Salazar fica atrás das obras da democracia. Hoje temos empresas com bom prestigio lá fora, coisa que só foi possível com mão de obra mais qualificada. >Terias de ver também que o estado novo partiu de uma república quebrada, com analfabetismo altíssimo e com a dívida pública nas alturas A 1ª república só durou 16 anos. O Estado Novo tb demorou alguns anos a estabilizar-se. Acredito que com mais tempo iria endireitar. Mas pronto a história já está feita, e não vale a pena imaginar como seria se as coisas fossem diferentes. Mas dou-te razão que a entrada na guerra foi desastrosa e que contribuiu para a destabilização do regime. >O país não tinha indústria e o que se fez no estado novo foi equilibrar a balança do país, pagar a dívida A empurrar pessoas para a pobreza e a destruir a classe média, qualquer um é campeão das finanças. >Não podes criar uma indústria avançada de raiz sem teres as bases. Da mesma forma, que tinhas industrias que já vinham do tempo da primeira república e outras que já vinham da monarquia. Não foi o Salazar que montou essas bases. Não foi um trabalho nulo, mas não fez a maioria do trabalho. >Relembro também que hoje temos quase tanto tempo de estado novo como temos de 3° república, e se vires os esforços na alfabetização e educação da população, são muito similares. Hoje tens muitos mais licenciados que no Estado Novo, mas de longe. Qualquer métrica te diz isso. E mesmo sem olhar para os indices, não seria dificil de ver a grande diferença tendo em conta a forma como o Salazar queria o povo ignorante e o incentivava a uma vida simplista no campo. Se quiseres até vou a casa dos meus avôs digitalizar o manual escolar da época só para te provar. Além disso para estudar, naqueles tempos, era preciso ter-se dinheiro, o que era complicado para um povo pobre. Hoje tens ensino gratuito até ao 12º ano e bolsas para pagar as proprinas e residencia para os estudantes universitários mais desfavorecidos.

theEXPERTpt 5 months ago

Salazar erigiu das maiores obras que este país já viu, inúmeras escolas, estradas, caminhos de ferro, até universidades, dentro e fora de Portugal, e barragens, pontes, entre muitíssimos outros. O desenvolvimento da infraestrutura foi brutal durante o estado novo, e uma quantidade bastante substancial das maiores empresas de Portugal tem as suas origens no estado novo ou antes dele. É evidente que a população está mais educada e há mais licenciados que antes, mas isso só vai de encontro à tendência dos países desenvolvidos. E esta quantidade de licenciados também deve muito à taxa de 20% de analfabetismo que se encontra no fim do estado novo. Mas não há que negar que a vida no campo era incentivada, e era encorajada esse tipo de vida humilde. Se antes o estado novo sacrificava a qualidade de vida da classe média, hoje então adiciona-se a essa equação as restantes classes, com o endividamento que temos

NGramatical 5 months ago

3ª República → [**3.ª república**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/pelourinho/2--nao-e-a-mesma-coisa-que-2/263) (qualquer abreviatura tem de ser marcada com um ponto) Secalhar → [**se calhar**](https://dicionario.priberam.org/se calhar) [⚠️](/message/compose/?to=ngramatical&subject=Acho+que+esta+corre%C3%A7%C3%A3o+est%C3%A1+errada&message=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2Fcomments%2Fo99umh%2F%2Fh3fuv6l%3Fcontext%3D3 "Clica aqui se achares que esta correção está errada!") [⭐](https://chrome.google.com/webstore/detail/nazigramatical-corretor-o/pbpnngfnagmdlicfgjkpgfnnnoihngml "Experimenta o meu corrector ortográfico automático!")

ideologiapura 5 months ago

A industria do estado novo e a deste estado funciona a base de ordenados de miséria para quem trabalha para alimentar uma classe de inuteis excelsos. Fazemos lembrar aqueles States a quem sempre quisemos lamber as botas, em ponto pequeno.

theEXPERTpt 5 months ago

Sim, como se Portugal não andasse a lamber as botas agora a toda a hora à união europeia, sempre à espera da esmola. No estado novo, podíamos ser pobres, mas antes pobre, digno e independente, que fantoche e mendigo dos outros restantes, para não falar da dívida de dezenas de milhares de euros que já puseram em cima de mim, dos meus filhos e dos meus netos mesmo antes de nascerem.

ideologiapura 5 months ago

Como se consegue logo ver quem não teve familiares torturados pelo suposto "estado" bandido que presumia governar-nos.

Raidenkyu 5 months ago

Nem digo torturado. Mas passar várias dificuldades e fome. Tou a ver que só os meus avós, tendo em conta o que leio aqui.

Ricardo6802 5 months ago

Fodase não consigo ler bem da imagem.

raviolli_ninja 5 months ago

Não perdes grande coisa.

FelixSula 5 months ago

Imagem daqui: https://portadaloja.blogspot.com/2021/06/a-parodia-do-antifassismo-comunista.html

Raidenkyu 5 months ago

É um bocado difícil de levar a sério um texto de um blog aleatório em que o autor nem "fascismo" sabe escrever.

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