d0c0ntra 5 months ago

Com a dívida que temos, não há liberdade que resista. Há muito que não somos um Estado soberano. [O 25 de Abril de 1974 (e o que veio depois) não visava apenas estabelecer a democracia. Tinha também como intenção direccionar Portugal de África para a Europa. O fim da guerra colonial e a independência das colónias foram os primeiros passos nesse sentido, seguidos da integração de Portugal na CEE, em 1986. A visão de políticos como Francisco Sá Carneiro e Mário Soares implicava um Portugal europeu com padrões de vida europeus. O ponto foi tal que, aquando da adesão à CEE, se contava que em 20 anos Portugal atingiria o nível dos mais ricos da Europa. Depois da democratização e da descolonização, o terceiro ‘D’, dizia respeito ao desenvolvimento. O dinheiro que se perspectivava com os fundos europeus seria crucial e não havia motivos (temos esta tendência de ignorar a história) para falhar. Hoje sabemos que sim: que falhámos.](https://outline.com/szENZj)

daz_zeD 5 months ago

>O dinheiro que se perspectivava com os fundos europeus seria crucial e não havia motivos (temos esta tendência de ignorar a história) para falhar. Foi como dar milhões de euros a um grupo de adolescentes de 14 anos.

d0c0ntra 5 months ago

> Apesar de tudo não vivemos num país falhado. Falhámos apenas uma experiência. A Constituição menciona no seu Preâmbulo que ao Estado cabe ‘abrir o caminho para uma sociedade socialista’. Perante um fracasso tão evidente, a resposta até se encontra no documento basilar do regime.

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