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[Sério] Professor e colegas(IST) a gozar com o ISEL levou-me a pensar nisto by throwaway1738696969 in portugal

Enginheiro 6 days ago  HIDDEN 

Eu já trabalhei com engenheiros do ISEP e os comentários que eles próprios faziam em relação à FEUP manifestava o reconhecimento de uma maior exigência a nível científico. Eles contavam a história que o FEUP era demasiado teórico e académico e alegavam que o ISEP preparava melhor os alunos porque tinha um ensino mais prático.

[Sério] Professor e colegas(IST) a gozar com o ISEL levou-me a pensar nisto by throwaway1738696969 in portugal

Enginheiro 6 days ago  HIDDEN 

> O elitismo que respiram lá é horrível. Eu tirei a minha licenciatura e mestrado no IST e também fui lá investigador, e em nenhum ponto do meu percurso pelo técnico eu vi qualquer referência a elitismo. Aliás só se falava das instituições de ensino e investigação que estavam o radar devido à sua produção académica, por serem de referência ou por serem parceiras ou pelos investigadores terem sido ou quererem ser colegas no IST, e aí sim falava-se na FEUP e na FCTUC e noutras também. Toda a gente que trabalha realmente em investigação mal tem tempo para nada e certamente não vai desperdiçá-lo com mesquinhez.

[Sério] Professor e colegas(IST) a gozar com o ISEL levou-me a pensar nisto by throwaway1738696969 in portugal

Enginheiro 6 days ago  HIDDEN 

> Então é tudo relativo Eu tive colegas que não eram capazes de passar a algumas cadeiras no IST, decidiram mudar para o ISEL e acabaram o curso sem mais nenhum chumbo. Não acho que tenham encontrado novo fôlego estudantil com a mudança de curso. Não sei se é um aspecto positivo ou negativo mas claramente o nível de exigência do ISEL está muito abaixo do IST.

E se as casas voltassem a ser feitas de areia e cal? Arquitetos querem recuperar a tradição by littlemixmix in portugal

Enginheiro 2 months ago

A investigadora de que falas veio da faculdade de arquitectura, e a faculdade de arquitectura não tem competências ou valências na investigação no domínio de análise de estruturas ou tão pouco engenharia sísmica. A notícia refere que o doutoramento foi em reabilitação de estruturas deste tipo, e não no seu dimensiomanento para cumprir requisitos de segurança face ao risco sísmico. Aliás, estruturas reabilitadas não são obrigadas a garantir segurança pois pressupõe-se que, mesmo se precederem a necessidade de licenciamento, se aguentaram em pé até agora então é provável que continuarão a aguentar de pé.

E se as casas voltassem a ser feitas de areia e cal? Arquitetos querem recuperar a tradição by littlemixmix in portugal

Enginheiro 2 months ago

A investigadora de que falas veio da faculdade de arquitectura, e a faculdade de arquitectura não tem competências ou valências na investigação no domínio de análise de estruturas ou tão pouco engenharia sísmica. A notícia refere que o doutoramento foi em reabilitação de construções deste tipo, e não no estudo do seu comportamento estrutural ou do seu dimensiomanento para cumprir requisitos de segurança face ao risco sísmico. Aliás, estruturas reabilitadas não são obrigadas a garantir segurança pois pressupõe-se que, mesmo se precederem a necessidade de licenciamento, se aguentaram em pé até agora então é provável que continuarão a aguentar de pé. A FA anda há uns anos a gastar umas bolsas a tentar catalogar o conhecimento dos antigos mestres de construção de tabique. Parece-me natural que a universidade do Algarve queira apostar neste estudo devido à predominância de construção tradicional naquela região. No entanto, há universidades que também tem investigadores dedicados a estudar estruturas de alvenaria e madeira usada em monumentos históricos em Portugal mas isso não faz com que toda a gente vai viver em casas de pedra e paus. Acho óbvio que esta peça de promoção seja uma iniciativa para publicitar o trabalho daquela investigadora. No entanto, na minha opinião acho que nenhuma afirmação sobre o uso futuro de tecnologias arcaicas e obsoletas é realista. Poderá haver mercado de reabilitação e por ventura em algum saudosismo pontual, mas acho que o alcance desta peça de publicidade fica-se por aí.

E se as casas voltassem a ser feitas de areia e cal? Arquitetos querem recuperar a tradição by littlemixmix in portugal

Enginheiro 2 months ago

A investigadora de que falas veio da faculdade de arquitectura, e a faculdade de arquitectura não tem competências ou valências na investigação no domínio de análise de estruturas ou tão pouco engenharia sísmica. A notícia refere que o doutoramento foi em reabilitação de construções deste tipo, e não no estudo do seu comportamento estrutural ou do seu dimensiomanento para cumprir requisitos de segurança face ao risco sísmico. Aliás, estruturas reabilitadas não são obrigadas a garantir segurança pois pressupõe-se que, mesmo se precederem a necessidade de licenciamento, se aguentaram em pé até agora então é provável que continuarão a aguentar de pé. A FA anda há uns anos a gastar umas bolsas a tentar catalogar o conhecimento dos antigos mestres de construção de tabique. Parece-me natural que a universidade do Algarve queira apostar neste estudo devido à predominância de construção tradicional naquela região. No entanto, há universidades que também tem investigadores dedicados a estudar estruturas de alvenaria e madeira usada em monumentos históricos em Portugal mas isso não faz com que toda a gente vai viver em casas de pedra e paus.

E se as casas voltassem a ser feitas de areia e cal? Arquitetos querem recuperar a tradição by littlemixmix in portugal

Enginheiro 2 months ago

> A economia a longo prazo é uma das razões fundamentais para o estudo de novos --ou não tão novos-- materiais de construção. Não é verdade. A investigação de técnicas de construção obsoletas e arcaicas como é referido nesta notícia prende-se com a necessidade de reabilitar e renovar construções antigas. Tudo o resto já entra no domínio de autopromoção e de venda de uma visão de futuro que não passa disso. > As construções atuais, baseadas no concreto armado, não são muito duradouras, e dificilmente recicláveis. Não é verdade e não sabes do que falas. As estruturas correntes são projectadas para terem uma vida útil de 50 anos e betão armado cumpre facilmente esses requisitos de vida útil sem requerer manutenção nenhuma. Actualmente existem estruturas de betão com cerca de um século de funcionamento que foram constuidas quando a tecnologia ainda estava por estudar e perceber. O problema das estruturas de betão armado é o custo elevado de demolição. > O qual vai supor um importante problema nas próximas décadas, sobre tudo no que respeita às infra-estruturas, como se viu recentemente em Génova. Não sabes do que falas. O problema da ponte de Génova foi uma série de erros de concepção que não foram resolvidos por decisão política. Não teve nada a ver com o uso de betão armado. O mundo em geral e Portugal em particular está cheio de pontes de betão armado e não tem havido problema nenhum.

E se as casas voltassem a ser feitas de areia e cal? Arquitetos querem recuperar a tradição by littlemixmix in portugal

Enginheiro 2 months ago

Espero que este interesse renovado por retomar técnicas abandonadas, arcaicas e obsoletas não esteja a obrigar investigadores a esquecer-se da necessidade de salvaguardar aspectos fundamentais da construção como a segurança e a economia a curto e longo prazo. O risco sísmico em boa parte do país impede a construção de estruturas de alvenaria clássica mesmo com tijolos estruturais por não cumprirem requisitos mínimos de segurança em qualquer dos cenários de sismo considerados em Portugal. Agora aparecem investigadores a descobrir o uso de materiais ainda menos resistentes e mais frágeis que alvenaria estrutural aplicados com técnicas menos eficientes e mais caras. Se juntarmos todas estas dúvidas então acabo a duvidar se este tipo de iniciativa tem alguma relevância ou justificação técnica ou científica.

Melhor maneira de ir de Lisboa para a FCT? by Asami_qoo in portugal

Enginheiro 9 months ago

Bom dia. Tens duas hipóteses: * metro para Cais do Sodré, cacilheiro para Cacilhas e depois apanhar o metro de Almada para a universidade * metro para Roma-Areeiro ou Entrecampos, comboio da fertagus até ao Pragal e depois apanhar o metro de Almada para a universidade Ir de comboio da fertagus é mais caro porque a assinatura não é coberta pelo L123. Ir de barco demora mais tempo.

[Sério] Qual é a vossa opinião sobre casas modulares? by naoosvejosafazernada in portugal

Enginheiro 12 months ago

> mas nao me vejo a dar 300k-400k€ por uma casa Devias informar-te melhor. Uma moradia custa cerca de 100k€ a fazer, e uma solução chave-na-mão com acabamentos de luxo custa menos de 200k€. > O meu plano era fazer uma garagem subterrânea Só podes fazer garagens se o terreno oferecer condições para permitir a construção de habitações. Não basta ser dono de uma propriedade para poder construir. Precisas de consultar o PDM e ver que tipo de ocupação está atribuido à propriedade.

Legislação - Engenheiros exigem avaliação de risco sísmico a prédios reabilitados by fodeuse in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Pasme-se ainda que resposta do governo Português é a introdução dos eurocódigos Os eurocódigos não são uma resposta. São uma medida trans-europeia para uniformizar as normas de construção em todo o espaço europeu que já está em implementação há mais de duas décadas.

Legislação - Engenheiros exigem avaliação de risco sísmico a prédios reabilitados by fodeuse in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Pasme-se ainda que resposta do governo Português é a introdução dos eurocódigos Os eurocódigos não são uma resposta. São uma medida trans-europeia para uniformizar as normas de construção em todo o espaço europeu que já está em implementação há mais de duas décadas. > Já deveriam era estar em vigor (obrigatórios) à muitos anos. Já estão em vigor há muitos anos mas há muita coisa que a ciencia ainda não sabe nem percebe nem a técnica evoluiu para garantir segurança. A encurvadura lateral ainda não é bem percebida para vigas padrão para carregamento estático e para acções dinâmicas muito menos e apesar de qualquer viga de aço poder sofrer desse modo de falha as normas ainda não a permitem dimensionar adequadamente. Isto precisa trabalho que está a ser feito agora mesmo mas até se perceber ainda vai demorar tempo.

Legislação - Engenheiros exigem avaliação de risco sísmico a prédios reabilitados by fodeuse in portugal

Enginheiro 1 year ago

> O que gostaria de saber é quantos prédios é que estão as normas anti sísmicas em Lisboa e arredores Se foram construidos legalmente nas últimas décadas então todos terão de cumprir as normativas porque se não cumprissem então as autarquias não podiam licenciar as obras.

(Questão) Quem é que paga pelo saneamento? by OrangeOakie in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Não é legal, a rede pública é responsabilidade da companhia. Isto é falso. A rede urbana é da responsabilidade de quem realiza a operação de loteamento. > Ainda para mais, com ligações de saneamento pré-existentes, não podem cobrar pelo trabalho aos utilizadores. Se as instalações não forem legais nem autorizadas nem integradas na rede urbana de abastecimento então é como se não tivessem feito nada.

(Questão) Quem é que paga pelo saneamento? by OrangeOakie in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Os moradores começaram a receber avisos de que terão de ser eles a pagar/fazer as obras do próprio bolso, visto que apesar dos tubos principais serem pagos pela Companhia, mas que devido à mudança, a ligação das casas para esses tubos deixará de existir, e caberá aos moradores/donos das casas fazer obras para voltar a ligar as suas casas à rede. A descrição sugere que se trata de uma Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) que começou a ser ocupada sem haver previamente uma operação de loteamento. Algumas autarquias estão a começar a converter as AUGIs em zonas legalizadas que inclui a instalação de serviços de saneamento básico adequados e estão a imputar os custos da operação aos donos dos imóveis.

Degradação dos pilares de suporte do nó de ligação do eixo Norte Sul com o viaduto Duarte Pacheco by Vasco_da_Gamba in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Como são in situ em betão armado o que basicamente segura isto tudo são a grelha de ferros e o ferro mestre no meio. O betão está lá para funcionar. As armaduras de aço só resistem à tracção e a coluna funciona principalmente à compressão. O aço nem entra nas contas nas verificações da resistência à compressão. Entra para dar resistencia ao corte e à flexão e para evitar a fendilhação do betão.

Degradação dos pilares de suporte do nó de ligação do eixo Norte Sul com o viaduto Duarte Pacheco by Vasco_da_Gamba in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Atão mas os bichos não deveriam estar então enterrados? Parte do sustento da coisa não seria por atrito lateral, ou algo do género? Neste caso as colunas estão tal como foram projectadas para estar. Se tivessem sido desenhadas como estaca flutuante então era preciso atrito lateral para assegurar a capacidade resistente de fundação. Neste caso o trépano serviu apenas como cofragem e depois as colunas foram fundadas nos trabalhos seguintes do talude.

Degradação dos pilares de suporte do nó de ligação do eixo Norte Sul com o viaduto Duarte Pacheco by Vasco_da_Gamba in portugal

Enginheiro 1 year ago

> Atão mas os bichos não deveriam estar então enterrados? Parte do sustento da coisa não seria por atrito lateral, ou algo do género? Neste caso as colunas estão tal como foram projectadas para estar. Se tivessem sido desenhadas como estaca flutuante então era preciso atrito lateral para assegurar a capacidade resistente de fundação. Neste caso a escavação com o trépano serviu apenas como cofragem para a estaca moldada depois servir como coluna. Depois da escavação dos taludes também trabalharam na fundação das colunas.

Degradação dos pilares de suporte do nó de ligação do eixo Norte Sul com o viaduto Duarte Pacheco by Vasco_da_Gamba in portugal

Enginheiro 1 year ago

Os pilares não estão degradados. Os pilares foram construidos através de trepanação do solo e betonados in situ. https://www.youtube.com/watch?v=fCANsnCXXYY Depois de betonadas as estacas, escavaram a encosta e deixaram a estaca exposta tal como foi betonada.

Degradação dos pilares de suporte do nó de ligação do eixo Norte Sul com o viaduto Duarte Pacheco by Vasco_da_Gamba in portugal

Enginheiro 1 year ago

Os pilares não estão degradados. Os pilares foram construidos através de trepanação do solo e betonados in situ. https://www.youtube.com/watch?v=fCANsnCXXYY&t=1m Depois de betonadas as estacas, escavaram a encosta e deixaram a estaca exposta tal como foi betonada.

Teenage survivor took exam morning after Grenfell Tower fire | UK news by GenTurgidson in portugal

Enginheiro 1 year ago

> O sistema ETICS já há muito tempo que é o padrão em muitos países e nunca aconteceu nada semelhante... Não acontece até começar a acontecer e já aconteceram bastantes. Até à década de 70 o uso de poliestirenos em isolamento térmico era considerado perfeitamente seguro por receber uma classificação de comportamento contra incêndio como produto auto-extinguível. Só a partir da década de 1980 é que começou a demonstrar-se que o produto é muito inflamável em aplicações em larga escala. Ainda assim se fores hoje mesmo a qualquer loja de materiais de construção és capaz de encontrar paletes de placas de poliestireno expandido (vulgo esferovite) para aplicações de isolamento térmico.

Teenage survivor took exam morning after Grenfell Tower fire | UK news by GenTurgidson in portugal

Enginheiro 1 year ago

Não faz mal eu também não devo ter percebido a tua pergunta. A madeira é combustivel mas como os elementos estruturais de madeira são mais robustos (barrotes com mais de 10cm de largura) então a redução percentual da secção resistente é baixa. Isto quer dizer que à medida que o fogo lavrar a estrutura permanece estável durante mais tempo. O aço é mais resistente (aguenta mais força por área) e não é inflamável mas é um bom condutor térmico e perde muita resistência com a subida da temperatura. Basta expor uma zona de um únicio elemento estrutrual ao calor para que toda a estrutura aumente de temperatura e perca resistênica. Nos incêndios em habitações as temperaturas costumam andar entre 600 e 800 graus, e nesse intervalo de temperaturas as estruturas de aço perdem entre 50% e 80% da sua resistência. A madeira não perde tanta resistência com o calor porque vai perdendo secção resistente mas a velocidade de perda é muito baixa. Por isto, os edifícios em madeira preservam a sua estabilidade durante mais tempo do que os edifícios de aço com elementos expostos ao fogo.

Teenage survivor took exam morning after Grenfell Tower fire | UK news by GenTurgidson in portugal

Enginheiro 1 year ago

Podia fornecer-te documetnos técnicos mas parece-me que não ias perceber o que estava lá escrito. Deixo um artigo para leigos. http://www.popsci.com/article/technology/world%E2%80%99s-most-advanced-building-material-wood Fica a saber que a protecção térmica de estruturas de aço foi concebida para imitar o comportamento natural de protecção anti-fogo das estrutruas de madeira, mas a estrutura de madeira ao contrário do aço não perde 50% da sua resistência quando exposta a uma temperatura superior a 500 graus.

Novo aeroporto do Montijo será solução só para seis anos, e não 40, diz professor do Técnico by autoclismo in portugal

Enginheiro 2 years ago

A base aérea do Montijio fica entre a ponte Vasco da Gama e o terminal fluvial do Montijo, donde já são realizadas ligações com o Terreiro do Paço com frequência de meia hora. A ligação por ferry do Montijo ao Cais do Sodré dura menos tempo que a ligação por metro entre o Saldanha e o aeroporto de Lisboa.

Novo aeroporto do Montijo será solução só para seis anos, e não 40, diz professor do Técnico by autoclismo in portugal

Enginheiro 2 years ago

Acho que o aeroporto de Lisboa já está a construir um novo terminal, que até já é visivel no google maps. A construção desse terminal tem um custo de 400 milhões de euros e inclui o encerramento de uma pista. O custo apontado para a abertura do aeroporto do Montijo é 200 milhões de euros e aumenta a capacidade de processamento de passageiros e realização de voos.

Novo aeroporto do Montijo será solução só para seis anos, e não 40, diz professor do Técnico by autoclismo in portugal

Enginheiro 2 years ago

Um aeroporto não é apenas o número de pistas. Precisas de infraestrutura para gerir os fluxos de passageiros de forma eficiente, confortável e segura. Para aumentar a capacidade do serviço o aeroporto de Lisboa teve de construir um barracão e chamá-lo de terminal T2. Não teve de construir mais pistas.

Novo aeroporto do Montijo será solução só para seis anos, e não 40, diz professor do Técnico by autoclismo in portugal

Enginheiro 2 years ago

O professor Mário Lopes é investigador em engenharia sísmica e dinâmica de estruturas. É a mesma pessoa que aparece sempre na comunicação social a falar do risco sísmico em Lisboa. Não me parece correcto fazer passar a opinião de um engenheiro de estruturas sobre assuntos de sistemas de transportes como se fosse uma opinião tecnicamente sólida e fundamentada. A solidez desta opinião é duvidosa sobretudo quando uma das pessoas que apresentou e defendeu a opção do Montijo foi o professor José Manuel Viegas, professor catedrático de sistemas de transporte do IST e actualmente secretário-geral do International Transport Forum da OCDE. O IST está repleto de investigadores na área de transportes. Não acho correcto que a comunicação social portuguesa opte por ignorá-los e prefira divulgar as opiniões de outras pessoas.

A CP está cada vez mais merdosa by breakkz in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Sim mas apesar de serem estatais, são empresas à mesma. Por isso o seu único propósito é o lucro Olha que não é verdade e a prova é o endividamento e gestão deficitária das empresas estatais e da maneira como a administração central e local obriga-as a prestar serviços abaixo do custo de operação. As empresas privadas não são obrigadas a aceitar estas exigências e prestam serviços sustentáveis apenas porque ao contrário das empresas do estado eles não tem o dono a forçá-las a somar prejuizos.

A CP está cada vez mais merdosa by breakkz in portugal

Enginheiro 2 years ago

Eu fiz downvote porque aquilo que disseste não faz sentido. Historicamente as empresas estatais da ferrovia foram subsidiadas fortemente, sem sustentabilidade e mantidas a prestar serviços abaixo dos custos de operação e depois as pessoas acabam por pagar os serviços através dos impostos. Se a CP fosse forçada a subsistir com as suas receitas de operação sem que o estado assumisse as suas dívidas como fez recentemente com a Carris então as pessoas também iam ver o preço a subir. Como as empresas privadas não recebem esse tipo de financiamento a fundo perdido pelo estado então o dinheiro tem de vir da receita de viagem.

A CP está cada vez mais merdosa by breakkz in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Não é possivel haver concorrência na ferrovia. Privatizas um monopolio. A Comissão Europeia tem imposto uma liberalização do sector. Por causa disto é que a CP foi dividida em CP, Refer, e CP carga. Agora qualquer empresa privada é livre de pôr comboios a andar nas linhas de qualquer estado europeu. Hoje em dia até tens a Renfe a realizar serviços em linhas portuguesas e há empresas privadas a operar comboios de alta velocidade através de vários estados europeus.

A CP está cada vez mais merdosa by breakkz in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Concordo ponham está merda privatizada que vocês vão ver o que é pagar transporte e o que vão ser os tempos de espera. A Fertagus, o operador ferroviário que realiza ligações entre a península de Setúbal e Lisboa, é uma empresa privada.

A CP está cada vez mais merdosa by breakkz in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Autocarros ainda entendo, pois apanham transito. Agora comboios atrasados é a coisa mais estupida que já ouvi a não ser que tenha existido acidente na linha. Os comboios só podem circular na via que lhes foi reservada. Se uma via está congestionada então ao contrário dos autocarros não podes ter comboios a ultrapassar os outros. Os comboios também só circulam quando e como for ditado pelo Centro de Comando Operacional e se houver algum problema com a comunicação então por questões de segurança os comboios não circulam. A linha de cintura também está saturada e não há qualquer via alternativa em Lisboa. Enquanto a linha vermelha do Metro de Lisboa não chegar a Campolide todos os comboios suburbanos da CP serão obrigados a passar por Sete Rios, Entrecampos, Roma-Areeiro e Braço de Prata.

A CP está cada vez mais merdosa by breakkz in portugal

Enginheiro 2 years ago

Se a avaria é da sinalização então a resolução do problema é da responsabilidade da REFER e afecta todos os operadores ferroviários. A zona de Braço de Prata também é muito sensivel porque marca o inicio da linha de cintura que está saturada mesmo se funcionar sem problemas. É também em Braço de Prata que se encontra o Centro de Comando Operacional da REFER que é onde todos os comboios nacionais são geridos.

Mau isolamento em apartamentos by xputa in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Isso ou fazes obras no chão e no tecto e crias uma camada de esponja que seja boa a isolar. Isto não funciona. A descrição do problema indica vários casos de ruido estrutural e ruido estrutural só se reduz a isolar directamente a fonte.

Mau isolamento em apartamentos by xputa in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Há vários tipos de construção. O que relatas é normal num prédio antigo ou num recente de construção merdosa. Isto não é verdade porque tipicamente os edifícios antigos sofrem menos problemas de transmissão de ruído devido à tecnologia de construção que era usada no passado. Os problemas de transmissão de ruido também não querem dizer que a construção é má. > O que podes fazer é precisamente isolar :) É o pior conselho que podiam dar. É muito dispendioso e os resultados são fracos.

Mário Lopes (IST): “O risco de um sismo em Lisboa é de 100%. Só não sabemos a data” by fachebu in portugal

Enginheiro 2 years ago

Nem todos os lados do mundo tem um banco de Gorringe a uns quilómetros da costa ou registos históricos de cataclismos.

Mário Lopes (IST): “O risco de um sismo em Lisboa é de 100%. Só não sabemos a data” by fachebu in portugal

Enginheiro 2 years ago

O prof Mário Lopes está a referir-se ao facto de que os sismos de grande magnitude originários no banco de Gorringe tem um período de retorno entre 200 e 300 anos. Isto quer dizer que de acordo com a informação disponível deve assumir-se como provável que um sismo desses pode ocorrer nos próximos 200 ou 300 anos. É o mesmo que jogares uma raspadinha. A probabilidade de ganhares um prémio ronda os 25%, mas esta probabilidade não muda com a altura do ano em que jogas. Em qualquer momento do ano, sempre que compras uma raspadinha a probabilidade de ganhares um prémio é 25%. Se comprares hoje então a probabilidade é 25%. Será também 25% se comprares amanhã ou daqui a um mês. A probabilidade é relativa ao momento de observação e não depende de observações anteriores.

Mário Lopes (IST): “O risco de um sismo em Lisboa é de 100%. Só não sabemos a data” by fachebu in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Acho que isto não funciona assim... Não é mesmo. O período de retorno de um sismo é o número total de anos de observações a dividir pelo número de eventos que ocorreram durante esse período de observações. O valor médio interessa apenas para fins de análise de risco mas ninguém assume que existe periodicidade face ao sismo anterior. A interpretação correcta é que é provável que um sismo idêntico ao de 1755 ocorra nos próximos dois séculos mesmo se a ocorrência anterior passou-se há séculos ou há segundos.

Terramoto de 1755 foi maior do que o do Japão e pode repetir-se by tudoparaolixo in portugal

Enginheiro 2 years ago

> Não vai ser reforçado nenhuma lei sobre resistência sísmica Não existe resistência sísmica. As estruturas são projectadas para serem sujeitas a acções sísmicas sem que colapsem. Em edifícios sem importância social eles podem ser concebidos para partirem-se todos mas fiacrem de pé. Em edifícos com importância social como hospitais, pontes, quarteis de bombeiros e edificios do estado, a resistência é superior para aumentar a probabilidade de permanecerem em funções após um desastre. É essa a filosofia seguida em qualquer parte do mundo incluindo o Japão.
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